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DIVULGAÇÃO DOS RESULTADOS

Segundo
Trimestre de
2019

TELECONFERÊNCIA
Português (com tradução simultânea em inglês)
8 de agosto de 2019
12h00 (Horário de Brasília)
11h00 (Horário de Nova York)
Dial in Brasil: +55 11 3193-1001 ou +55 11 2820-4001
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DIVULGAÇÃO DE RESULTADOS | SEGUNDO TRIMESTRE 2019

Enauta divulga resultado do 2T19 1

A Enauta anuncia hoje, 7 de agosto de 2019, seus resultados do segundo trimestre encerrado
em 30 de junho de 2019. As informações financeiras intermediárias e operacionais a seguir,
exceto onde especificado o contrário, são consolidadas de acordo com as práticas contábeis
estipuladas no IFRS (International Financial Reporting Standards, ou Normas Internacionais de
Contabilidade), conforme descrito na seção financeira desse relatório.

 Campo de Manati
A produção média diária de gás totalizou 2,8MMm³ no 2T19, comparada aos 4,9MMm³ no 2T18,
refletindo, em parte, oito dias de parada programada para manutenção no trimestre, mas
decorrente, principalmente, da baixa demanda. A Companhia mantém a estimativa de
produção média diária para venda para o ano de 2019 na faixa de 3,8MMm³ a 4,1MMm³, sendo
o limite inferior equivalente a obrigação da cláusula contratual de take-or-pay.

 Campo de Atlanta
A produção total no 2T19, líquida para a Companhia, foi de 581,7 kbbl de óleo, equivalente à
produção média diária para o Campo de 12,8 kbbl. O volume líquido para a Companhia reflete
nove dias de produção do terceiro poço.

 Receita Líquida
Receita líquida de R$183,8 milhões no 2T19, crescimento de 16,1% comparado ao 2T18, em
função da contribuição de um trimestre inteiro da produção de Atlanta, que compensou a
queda de produção do Campo de Manati.

 Lucro Líquido
Lucro líquido de R$20,4 milhões no trimestre, comparado a R$85,2 milhões no 2T18, em função
de um menor resultado operacional e financeiro, além da adoção da norma IFRS 16 válida
desde janeiro de 2019.

 EBITDAX
O EBITDAX foi de R$99,9 milhões, em linha com R$100,7 milhões registrados no 2T18.

 Saldo de Caixa
Saldo de caixa(1) de R$1,5 bilhão ao final do trimestre, similar ao patamar registrado no final de
2018, mesmo após a distribuição de dividendos de R$500,0 milhões ocorrida no 2T19, e caixa
líquido de R$1,2 bilhão.

PRODUÇÃO TOTAL RECEITA LÍQUIDA (R$ MILHÕES) EBITDAX (R$ MILHÕES) LUCRO LÍQUIDO (R$ MILHÕES)
(MIL BOE)
41,2%
-1,8%
300,0
88% 100%

244,2
350 120% 90%

391,1 297,1 250,0


80%

2.766,5 2.717,1
300

-15,9% 16,1%
100%

228,7
70%

107% 200,0

54%
277,0
250
80% 60%

200
64% 150,0 50%

1.566,8 158,3 183,8 54%


60%
40%

1.317,9
150
100,7 71,4 85,2
59% 99,9
100,0

11%
30%
40%
100

20,4
20%
50,0

50
20%
18% 10%

- 0%
0 0%

6M18 6M19 2T18 2T19 6M18 6M19 2T18 2T19 6M18 6M19 2T18 2T19 6M18 6M19 2T18 2T19
Margem EBITDAX Margem Líquida

(1) Inclui caixa, equivalente de caixa e aplicações financeiras. 1


DIVULGAÇÃO DE RESULTADOS | SEGUNDO TRIMESTRE 2019

Mensagem da Administração 2

É com grande satisfação que divulgamos os principais destaques operacionais da Enauta no


segundo trimestre do ano, incluindo resultados de dois ativos em produção, destaques
positivos no Campo de Atlanta e também a continuidade da interpretação de dados e a
preparação para a futura perfuração exploratória na Bacia de Sergipe-Alagoas. Em adição às
nossas conquistas, o ambiente no Brasil está cada vez melhor para o desenvolvimento do setor
de energia, devendo trazer ainda mais oportunidades para o sucesso da Enauta no futuro
próximo.

As atividades no Campo de Atlanta


continuam superando nossas expectativas,
posicionando a Companhia para o
crescimento contínuo.
A produção total do Campo no segundo trimestre atingiu média de 12,8 kbbl por dia. Esse
resultado corresponde à produção dos dois primeiros poços, incluindo também nove dias de
produção do terceiro poço, que entrou em operação no final de junho. Este terceiro poço
substituiu um dos poços produtores, que teve a operação interrompida para a troca da bomba
localizada dentro do poço. O terceiro poço apresentou excelentes características de
reservatório, bem como uma ótima vazão inicial, atingindo produção superior a 15 kbbl por
dia, e mantendo a mesma capacidade de produção durante o mês de julho. A Companhia
espera que a média de produção do Campo de Atlanta no terceiro trimestre aumente
consideravelmente em relação ao período imediatamente anterior. As operações de
intervenção no primeiro poço devem ser concluídas nos próximos dias, quando iniciaremos a
substituição da bomba do segundo poço. Com base em nosso cronograma, reafirmamos a
expectativa de que os três poços do Campo estejam em produção no quarto trimestre deste
ano.

Além da maior produção no segundo trimestre de 2019, continuamos observando tendências


positivas do valor do óleo bruto de Atlanta, que é praticamente livre de enxofre. Em
decorrência da escassez no mercado, os preços praticados para o óleo deste Campo, incluindo
os custos de transporte e logística, tiveram um desconto em relação ao Brent entre US$12 e
US$14 por barril no trimestre. Isso representa um ganho expressivo em relação aos descontos
predominantes há 12 meses, e esperamos que essa tendência seja mantida nos próximos
meses desse ano.

Outro acontecimento relevante no Campo


de Atlanta foi a aprovação pela Agência
Nacional do Petróleo, Gás Natural e
Biocombustíveis (“ANP”) para formalizar a
transferência da participação da Dommo
Energia S.A. (“Dommo”) aos demais
membros do Consórcio BS-4.
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DIVULGAÇÃO DE RESULTADOS | SEGUNDO TRIMESTRE 2019

A decisão da Diretoria da ANP foi proferida em 19 de junho de 2019, resultando na participação3


de 50% do bloco para cada consorciada, nossa subsidiária integral, Enauta Energia, e Barra
Energia. Esses fatores positivos serão todos considerados em conjunto com outras análises
econômicas quando o Consórcio decidir, até o início do próximo ano, se deverá seguir adiante
com o Sistema Definitivo no Campo de Atlanta, o que poderia envolver a perfuração de até
nove poços adicionais a partir de 2021.

No segundo trimestre, a produção média diária de gás no Campo de Manati reduziu para
2,8MMm³, refletindo, em parte, oito dias de parada programada para manutenção no trimestre,
mas, principalmente, decorrente da baixa demanda por gás. Conforme observado no relatório
de produção trimestral da Companhia divulgado no início de julho, o impacto financeiro da
menor produção de gás é limitado pelos termos do nosso contrato com cláusula de take-or-
pay, que inclui a obrigação de adquirir um volume contratado mínimo diário de 3,8MMm³ em
2019. Assim, podemos reafirmar o efeito financeiro do guidance de produção média diária para
venda, de 3,8MMm³ a 4,1MMm³, com indicações de que será mais próxima ao limite inferior da
faixa.

Continuamos trabalhando juntamente com nossos parceiros de Consórcio, ExxonMobil e


Murphy Oil, em nossos seis blocos na Bacia de Sergipe-Alagoas, com foco no planejamento do
programa de perfuração esperado para ter início a partir do segundo semestre de 2020. Já
enviamos as solicitações de licença ambiental e os dados sísmicos definitivos serão recebidos
até o final deste ano. O recente anúncio de que a Petrobras espera volumes significativos em
suas descobertas na Bacia de Sergipe-Alagoas, sendo algumas delas adjacentes aos nossos
seis blocos, nos mantém animados com as perspectivas para essa bacia.

Como parte da estratégia que visa otimizar nossa carteira, demos continuidade ao processo
de farm-out relacionado aos dois blocos da Bacia de Pará-Maranhão em que detemos
participação de 100%. Já solicitamos as licenças ambientais necessárias e esperamos concluir
o processo até o final do ano.

Em suma, iniciamos o segundo semestre de 2019 com a expectativa de continuidade de


desempenho positivo. O Campo de Atlanta, onde somos operadores com 50% de participação,
está avançando dentro do orçamento e do prazo, e passará a contribuir ainda mais para a
nossa receita e fluxo de caixa no segundo semestre do ano. As notícias positivas sobre
descobertas recentes na Bacia de Sergipe-Alagoas reforçaram nossa confiança no sucesso
exploratório em nossos blocos. Adicionalmente, continuamos estudando a possibilidade de
participação na próxima rodada de concessão e de partilha da ANP, que devem ser realizadas
em outubro e novembro deste ano.

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DIVULGAÇÃO DE RESULTADOS | SEGUNDO TRIMESTRE 2019

PORTFÓLIO DE ATIVOS 4

Bacia Bloco/ Campo/ Participação Categoria Fluido


Concessão Prospecto Enauta Recursos

BCAM-40 Manati 45% Reserva Gás


Camamu
CAL-M-372 CAM#01 20% Prospectivo Óleo
Atlanta Reserva Óleo
Santos BS-4 Oliva 50% Contingente Óleo
Piapara Prospectivo Óleo
ES-M-598 20% Prospectivo Óleo
Espírito Santo
ES-M-673 20% Prospectivo Óleo
Foz do Amazonas FZA-M-90 100% Prospectivo Óleo
PAMA-M-265 100% Prospectivo Óleo
Pará-Maranhão
PAMA-M-337 100% Prospectivo Óleo
Ceará CE-M-661 25% Prospectivo Óleo
SEAL-M-351 30% Prospectivo Óleo
SEAL-M-428 30% Prospectivo Óleo
SEAL-M-501 30% Prospectivo Óleo
Sergipe-Alagoas
SEAL-M-503 30% Prospectivo Óleo
SEAL-M-430 30% Prospectivo Óleo
SEAL-M-573 30% Prospectivo Óleo

Produção: CAMPO DE MANATI


Bloco BCAM-40; Participação: 45%

A produção média diária do Campo de Manati foi de 2,8MMm³ no 2T19, comparado a 4,9MMm³
no 2T18 e 3,3MMm³ no 1T19. O volume do trimestre foi impactado por uma parada programada
de oito dias, que teve início em 20 de março de 2019 e foi concluída em 8 de abril de 2019.
Ademais, a escassez contínua de demanda industrial e a disponibilidade de gás de outras
fontes reduziram a produção no segundo trimestre.

A Companhia mantém seu guidance para o ano, divulgado em 28 de maio de 2019, que prevê
uma produção média diária para venda de 3,8MMm³ a 4,1MMm³, mas os níveis recentes de
produção e as atuais expectativas de demanda do mercado indicam que nossa remuneração
deverá ficar no limite inferior da nossa projeção, equivalente ao estabelecido pela cláusula de
take-or-pay do nosso contrato. Esta cláusula define o montante que será pago pela Petrobras
em um determinado período independente da demanda de gás no mesmo. Este valor não afeta
necessariamente a receita, a qual reflete diretamente a produção, mas tem impacto no caixa
na medida em que o valor é recebido pela Enauta, gerando em contrapartida uma obrigação
de entrega futura do gás. A Companhia continua monitorando os níveis de produção e fatores
de demanda em Manati.

A certificação de reservas da GCA para o Campo de Manati, atualizada em 31 de dezembro de


2018, indicou que as reservas 2P de 100% do Campo totalizavam 6,3 bilhões (10^9) de m³ de gás
natural e 0,66 milhões (10^6) de barris de condensado, que correspondem a cerca de 40,3
milhões de barris de óleo equivalente, um pouco acima da certificação anterior, considerando
a redução do volume produzido em 2018. (1.000 m3 de gás = 1 m3 de óleo equivalente).

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DIVULGAÇÃO DE RESULTADOS | SEGUNDO TRIMESTRE 2019

Produção: CAMPO DE ATLANTA 5

Bloco BS-4; Participação: 50%; Operadora


No 2T19, o Campo produziu através de dois poços, com produção total, líquida para a
Companhia, de 581,7 kbbl, equivalente a uma produção média diária de 12,8 kbbl no Campo
durante o período. É importante destacar que a produção do Campo de Atlanta teve início em
maio de 2018, e no final de junho de 2019 atingiu a marca de 5 milhões de barris de óleo
produzidos. A perfuração do terceiro poço do Sistema de Produção Antecipada (SPA) foi
concluída no primeiro trimestre do ano e as atividades de completação foram finalizadas ao
longo do segundo trimestre, com o primeiro óleo fluindo em 21 de junho de 2019. O aumento
na produção média diária em comparação ao 1T19 reflete o início da operação do terceiro poço,
que apresentou uma maior produção inicial, atingindo vazão inicial superior a 15 kbbl por dia,
contribuindo significativamente para a produção do Campo em julho que atingiu a média de
20 kbbl por dia. A Companhia possui um contrato em vigor com a Shell para a comercialização
da totalidade do óleo produzido no SPA de Atlanta.

Com o início da produção do terceiro poço, o navio-sonda Laguna Star foi deslocado para um
dos dois poços iniciais perfurados para a substituição da bomba de fundo de poço e esta
atividade deverá ser concluída até meados de agosto. Após a conclusão da intervenção nesse
poço, a sonda se deslocará para o segundo poço para efetuar atividades similares. Desta
forma, a Companhia terá produção contínua de pelo menos dois poços ao longo da maior parte
do ano de 2019. Assim que os três poços estiverem em produção, o que deve ocorrer até o final
do terceiro trimestre de 2019, a produção média proveniente dos três poços deverá alcançar
25 mil barris de óleo por dia, podendo variar em 15% para mais ou para menos ao
considerarmos a produção total do Campo. O investimento para perfuração e completação do
terceiro poço atingiu cerca de US$60 milhões para o Consórcio neste período, desconsiderando
os equipamentos que já haviam sido comprados anteriormente, sendo o custo total do poço
em torno de US$80 milhões. Os custos operacionais para as operações de intervenção nos dois
poços estão estimados em US$45 milhões e deverão ser incorridos principalmente no 3T19,
sendo a Enauta responsável por 50% deste montante.

Considerando 100% do Campo de Atlanta, a média do lifting cost no segundo trimestre de 2019
foi de US$378,7 mil por dia, equivalente a US$29,6 por barril, comparado a US$28,5 por barril
no 1T19. A partir de novembro deste ano, como já divulgado, as despesas operacionais deverão
somar US$480 mil/dia, e flutuarão de acordo com algumas variáveis, que em grande parte são
atreladas ao preço do Brent. Entretanto, considerando o aumento de produção previsto, o
custo operacional por barril deverá ser reduzido significativamente.
2T19 1T19 ∆%
Lifting cost (US$ milhões) 34,5 31,4 9,6%
Lifting cost (US$ mil/dia) 378,7 349,3 8,4%
Lifting cost (US$/bbl) 29,6 28,5 3,9%
Produção (kbbl) 1.163,3 1.102,6 5,5%

O Consórcio espera tomar a decisão quanto ao Sistema Definitivo (SD) do Campo até o início
do próximo ano. O SD considera um FPSO com capacidade de 50-70 kbbl por dia e a perfuração
de até 9 poços adicionais, totalizando 12 poços.

Conforme já divulgado pela Companhia e tendo em vista a inadimplência histórica da Dommo


Energia S.A (“Dommo”) com suas obrigações de aporte financeiro no consórcio do Bloco BS-4,
a Barra Energia do Brasil Petróleo e Gás Ltda. (“Barra Energia”), exerceu em 11 de outubro de
2017 os direitos de retirada da Dommo previstos nos documentos do consórcio.

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DIVULGAÇÃO DE RESULTADOS | SEGUNDO TRIMESTRE 2019

O Tribunal Arbitral em que se discute a relação consorcial do Bloco BS-4, de um lado Enauta e6
Barra Energia, de outro, a Dommo, já proferiu duas decisões definitivas: (i) validade da
notificação de retirada da Dommo do consórcio com efeitos retroativos desde 11 de outubro
de 2017 e (ii) o direito de crédito da Enauta no valor total de R$21,6 milhões, referente aos Cash
Calls não quitados pela Dommo. O Tribunal Arbitral ainda está formado para solução das
últimas controvérsias entre as partes.

Com base nos documentos da relação consorcial, a Diretoria Colegiada da ANP em 19 de junho
de 2019 aprovou a cessão da totalidade dos direitos, titularidade e interesses da Dommo no
Bloco BS-4 para (i) a controlada da Companhia, Enauta Energia S.A., e (ii) Barra Energia, na
proporção de suas respectivas participações, passando cada uma a deter 50% de titularidade
no bloco.

A Companhia publicou relatório de certificação de reservas da GCA para o Campo de Atlanta,


com data base em 31 de dezembro de 2018, que indicou reservas 2P de 100% do Campo
totalizando 224 milhões de barris, um aumento de 17% nas reservas em relação à certificação
divulgada em 2014. As reservas 1P de 100% do Campo totalizam 174 milhões de barris, um
aumento de 18% na reserva em relação à certificação divulgada em 2014.

Atualização no Portfólio de Exploração


BACIA DE SERGIPE-ALAGOAS
Participação: 30% em 6 blocos
A Bacia de Sergipe-Alagoas, onde a Companhia opera em parceria com a ExxonMobil e a
Murphy Oil, representa o alicerce do portfólio de exploração da Enauta. A Companhia detém
30% de participação em seis blocos em águas ultraprofundas a 80-100 km da costa, enquanto
que a operadora ExxonMobil Exploração Brasil Ltda detém participação de 50% e a Murphy
Brasil Exploração e Produção de Petróleo e Gás Ltda., subsidiária integral da Murphy Oil
Corporation, detém os 20% restantes.
As águas ultraprofundas dessa bacia são consideradas pela área técnica da Companhia de alto
potencial exploratório, sendo que já foram registradas seis descobertas significativas pela
Petrobras em áreas adjacentes. O sistema petrolífero principal nessa região da Bacia é
semelhante a outras descobertas realizadas na Guiana e na Costa Oeste africana.
O Consórcio continuará avaliando os dados sísmicos ao longo do ano, e está concluindo os
planos para avaliar o programa inicial de perfuração.

MARGEM EQUATORIAL
Participação: Diversas
A Companhia tem 100% de participação nos blocos PAMA-M-265 e PAMA-M-337 na Bacia do
Pará-Maranhão e no Bloco FZA-M-90 na Bacia da Foz do Amazonas. Segundo a área técnica, o
sistema petrolífero interpretado para as regiões de águas ultraprofundas dessas bacias é
semelhante ao testado com sucesso em Sergipe-Alagoas, Guiana e Margem Oeste africana,
com reservatórios e seções geradoras contemporâneas.
A aquisição e o processamento dos dados sísmicos 3D já foram concluídos para os três blocos
e a Companhia finalizou sua avaliação dessas áreas em 2018. O processo de farm-out avançou
para sua segunda fase nos blocos da Bacia de Pará-Maranhão, e a Companhia espera sua
conclusão em ainda em 2019.

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DIVULGAÇÃO DE RESULTADOS | SEGUNDO TRIMESTRE 2019

A Enauta está envolvida nas tratativas avançadas para a concessão de liberação de licença de7
perfuração na região.

Desempenho Financeiro
Demonstração dos Resultados e Destaques Financeiros (R$ milhões)
2T19 2T18 ∆% 6M19 6M18 ∆%
Receita Líquida 183,8 158,3 16,1% 391,1 277,0 41,2%
Custos (144,0) (83,6) 72,2% (291,6) (130,2) 123,9%
Lucro Bruto 39,8 74,7 -46,6% 99,5 146,8 -32,2%
Receitas (Despesas) operacionais

Despesas gerais e administrativas (14,5) (2,2) 566,0% (16,1) (15,1) 7,0%

Equivalência patrimonial (0,5) (0,0) 1077,3% (0,1) (1,0) -89,8%

Gastos exploratórios de óleo e gás (8,7) (3,7) 135,8% (16,7) (18,6) -10,5%
Outras receitas (despesas)
(0,9) (1,8) -48,4% (0,9) 145,5 -100,6%
operacionais líquidas
Lucro (Prejuízo) operacional 15,2 66,9 -77,3% 65,7 257,6 -74,5%
Resultado financeiro líquido 4,8 35,6 -86,6% 26,6 67,4 -60,6%
Lucro antes dos impostos e
20,0 102,6 -80,5% 92,3 325,1 -71,6%
contribuição social
Imposto de renda e contribuição -102,3%
0,4 (17,4) (20,9) (80,8) -74,1%
social
Lucro (Prejuízo) Líquido 20,4 85,2 -76,0% 71,4 244,2 -70,8%

Caixa Líquido gerado pelas


159,2 74,9 112,6% 266,3 278,6 -4,4%
atividades operacionais
EBITDAX(1) 99,9 100,7 -0,7% 228,7 297,1 -23,0%

Para facilitar a análise, a Companhia optou por divulgar números sem o ajuste da IFRS 16
indicados como “2T19 ex-IFRS” e “6M19 ex-IFRS”. Estas informações não constam das
informações contábeis intermediárias da Companhia.
2T19 6M19
2T18 ∆% 6M18 ∆%
ex-IFRS ex-IFRS
Receita Líquida 183,8 158,3 16,1% 391,1 277,0 41,2%
Custos (136,0) (83,6) 62,7% (285,7) (130,2) 119,3%
Lucro Bruto 47,8 74,7 -36,0% 105,4 146,8 -28,2%
Receitas (Despesas) operacionais

Despesas gerais e administrativas (14,0) (2,2) 543,9% (15,3) (15,1) 1,3%

Equivalência patrimonial (0,5) (0,0) 1077,3% (0,1) (1,0) -89,8%

Gastos exploratórios de óleo e gás (8,7) (3,7) 135,8% (16,7) (18,6) -10,5%
Outras receitas (despesas)
(0,9) (1,8) -48,4% (0,9) 145,5 -100,6%
operacionais líquidas
Lucro (Prejuízo) operacional 23,6 66,9 -64,7% 72,5 257,6 -71,9%
Resultado financeiro líquido 22,5 35,6 -36,8% 47,3 67,4 -29,8%
Lucro antes dos impostos e
46,2 102,6 -55,0% 119,8 325,1 -63,1%
contribuição social
Imposto de renda e contribuição
0,5 (17,4) -102,7% (20,8) (80,8) -74,3%
social

7
DIVULGAÇÃO DE RESULTADOS | SEGUNDO TRIMESTRE 2019

Lucro (Prejuízo) Líquido 46,6 85,2 -45,2% 99,0 244,2 -59,4%


8

Caixa Líquido gerado pelas


atividades operacionais
EBITDAX(1) 66,9 100,7 -33,6% 164,8 297,1 -45%

Alguns percentuais e outros números incluídos neste relatório foram arredondados para facilitar a apresentação, podendo, assim,
apresentar pequenas diferenças em relação às tabelas e notas constantes nas informações trimestrais. Ademais, pela mesma
razão, os valores totais apresentados em determinadas tabelas podem não refletir a soma aritmética dos valores precedentes.
(1)
O EBITDAX é uma medida usada pelo setor de petróleo e gás calculada da seguinte maneira: EBITDA + despesas de exploração
com poços secos ou sub-comerciais. O cálculo do EBITDA considera o lucro antes do imposto de renda, contribuição social,
resultado financeiro e despesas de amortização. O EBITDA não é uma medida financeira segundo as Práticas Contábeis Adotadas
no Brasil e as IFRS. Tampouco deve ser considerado isoladamente ou como alternativa ao lucro líquido como indicador de
desempenho operacional ou alternativa ao fluxo de caixa operacional como medida de liquidez. É possível que outras empresas
calculem o EBITDA de maneira diferente da empregada pela Companhia. Além disso, como medida da lucratividade da Empresa, o
EBITDA apresenta limitações por não considerar certos custos inerentes ao negócio que podem afetar os resultados líquidos de
maneira significativa, tais como despesas financeiras, tributos e amortização. A Companhia usa o EBITDA como um indicador
complementar de seu desempenho operacional.

O resultado financeiro do segundo trimestre de 2019 refletiu um trimestre inteiro de produção


do Campo de Atlanta, quando comparado com o mesmo período do ano anterior, bem como
o início do terceiro poço. Esse benefício foi parcialmente compensado pela menor produção
no Campo de Manati, refletindo tanto a manutenção programada, que parou a produção por
oito dias no segundo trimestre, como também a fraca demanda industrial no período.
Os resultados também foram impactados pela adoção do IFRS 16 desde o primeiro trimestre
de 2019. O principal impacto do IFRS16 no 2T19 foi uma redução nos custos operacionais e
maior EBITDAX, bem como o menor resultado financeiro líquido.
A IFRS 16 substituiu as normas de arrendamento existentes, incluindo o CPC 06 (IAS 17)
Operações de Arrendamento Mercantil e o ICPC 03 Aspectos Complementares das Operações
de Arrendamento Mercantil. A norma é efetiva para períodos anuais com início em ou após 1º
de janeiro de 2019 e a Companhia não antecipou a adoção desta norma. Em 31 de dezembro
de 2018, a Companhia divulgou a estimativa inicial dos efeitos da implementação do IFRS 16.
Ao longo do 2T19, a Companhia revisou a taxa de custo de dívida incremental, assim como a
metodologia de amortização da mesma, a qual acarretou em aumento do valor do impacto do
IFRS 16 em algumas linhas do resultado.
A Companhia encerrou o período com uma sólida posição de caixa de R$1,5 bilhão, mesmo
após uma distribuição de dividendos no montante de R$500,0 milhões no 2T19. O caixa da
Companhia propicia recursos significativos para sustentar os investimentos, bem como
programas de alocação de capital.

DESTAQUES FINANCEIROS DO 2T19:

 A receita líquida foi de R$183,8 milhões, um aumento de 16,1% em comparação ao 2T18


impulsionado principalmente pelo aumento da produção do Campo de Atlanta.
 A receita total inclui uma contribuição de um trimestre completo de produção do Campo de
Atlanta, que totalizou R$105,6 milhões e representou 57% da receita total, compensando a
queda da receita do Campo de Manati. A receita do Campo de Atlanta refletiu a venda de
87% do volume produzido no 2T19 a um Brent médio de venda de U$66,7 por barril e um
desconto total que variou de U$12 a U$14 por barril, refletindo não apenas a qualidade do
óleo como também todos os custos de transporte e logísticos.
 A contribuição da receita do Campo de Manati foi de R$78,2 milhões, 38,0% abaixo do 2T18,
devido à menor produção relacionada à redução da demanda de gás e à manutenção
programada.
 Os gastos exploratórios foram de R$8,7 milhões no 2T19, comparados aos R$3,7 milhões no
2T18, refletindo principalmente gastos com processamento de sísmica e estudos para
licenciamento ambiental de perfuração para os blocos de Sergipe-Alagoas.

8
DIVULGAÇÃO DE RESULTADOS | SEGUNDO TRIMESTRE 2019

 Os custos operacionais totais atingiram R$144,0 milhões no trimestre, 72% superiores aos9
R$83,6 milhões do 2T18. Durante o trimestre, um dos dois primeiros poços do Campo de
Atlanta foi fechado para intervenção no intuito de reparar a bomba localizada dentro do
poço, tendo assim despesas de manutenção associadas de R$2,7 milhões no trimestre. A
adoção do IFRS 16 também levou a um aumento nos custos operacionais em R$ 8,4 milhões,
incluindo o efeito de um aumento na depreciação do Campo de R$41,7 milhões,
parcialmente compensado por uma queda de R$33,3 milhões nos custos operacionais.
 Os custos operacionais do Campo de Manati foram de R$35,4 milhões, 20,3% inferiores ao
2T18, reflexo dos menores custos de royalties, não pagamento de participação especial e
P&D, bem como menor depreciação devido a menor produção no período. Não houve custos
de manutenção no trimestre, já que R$1,3 milhão de gastos associados à manutenção
programada foram capitalizados.
 As despesas gerais e administrativas totalizaram R$14,5 milhões contra R$2,2 milhões no
mesmo período do ano anterior. No 2T18, as despesas gerais e administrativas foram
excepcionalmente baixas devido a uma reversão da provisão referente ao primeiro plano
de opção de ações outorgado em 2011, já que o prazo para exercício foi expirado, com um
impacto positivo de R$10,3 milhões.
 O EBITDAX no período foi de R$99,9 milhões em linha com os R$100,7 milhões registrados
no 2T18. O valor registrado no 2T19 foi positivamente impactado em R$33,5 milhões pela
adoção do IFRS 16. Excluindo esse efeito, O EBITDAX no 2T19 foi de R$66,9 milhões, em
função de um menor resultado operacional e maiores despesas administrativas.
 O resultado financeiro líquido foi de R$4,8 milhões, 86,6% inferior aos R$35,6 milhões
registrados no 2T18, devido a uma pequena redução na receita financeira em função do
menor saldo de caixa total após o pagamento de dividendos de R$500,0 milhões ocorrida
no início de maio, aliado a um impacto negativo de R$18,2 milhões na despesa financeira
em função da adoção do IFRS 16.
 O lucro líquido foi de R$20,4 milhões em comparação a um lucro líquido de R$85,2 milhões
no 2T18, reflexo do menor resultado operacional e financeiro.
 O fluxo de caixa operacional totalizou R$159,2 milhões, comparado aos R$74,9 milhões no
2T18.
 No mês de junho de 2019 a Petrobras não adquiriu todo o volume contratado que define a
cláusula de take-or-pay mensal. Dessa forma, a Enauta contabilizou o valor de R$13,7
milhões a receber em contrapartida de obrigação firmada pela entrega futura do gás.

Campo de Manati
2T19 2T18 ∆% 6M19 6M18 ∆%
(R$ milhões)
Custos de produção 22,5 19,6 14,8% 43,5 35,5 22,8%
Custos de manutenção 0,0 (6,9) n.a. 0,9 (3,6) -125,9%
Royalties 6,0 9,8 -38,2% 12,8 19,0 -32,5%
Participação especial 0,0 1,6 n.a. 0,0 3,0 n.a.
Pesquisa &
0,0 1,2 n.a. 0,0 2,2 n.a.
Desenvolvimento
Depreciação e
6,8 18,9 -64,1% 13,5 34,3 -60,7%
amortização
Outros 0,0 0,2 n.a. 0,0 0,7 n.a.
TOTAL 35,4 44,3 -20,3% 70,7 91,0 -22,2%

Campo de Atlanta 2T19 2T18 ∆% 6M19 6M18 ∆%

9
DIVULGAÇÃO DE RESULTADOS | SEGUNDO TRIMESTRE 2019

(R$ milhões) 10

Custos de produção 19,8 22,3 -11,1% 49,6 22,3 122,6%


Custos de manutenção 2,7 0,0 na 4,4 0,0 na
Royalties 8,7 2,7 226,4% 18,3 2,7 591,1%
Depreciação e
77,5 14,3 439,9% 148,6 14,3 935,3%
amortização
TOTAL 108,6 39,3 176,6% 220,9 39,3 462,4%

DESTAQUES FINANCEIROS DO 6M19:

 A receita líquida foi de R$391,1 milhões no semestre, um aumento de 41,2% em comparação


ao 6M18. Desse total, R$166,7 milhões foram atribuídos ao Campo de Manati, 32,0% abaixo
do mesmo período do ano anterior, em função da menor produção relacionada às
atividades de manutenção programada e menor demanda de gás no período. A receita total
inclui uma contribuição de seis meses do Campo de Atlanta, que representou 57% da receita
total, ante 12% no 6M18, já que esse período incluiu apenas dois meses de produção deste
Campo.

 Os gastos exploratórios foram de R$16,7 milhões no 6M19, uma queda de 10,5% em relação
ao 6M18 e referem-se principalmente ao processamento de dados sísmicos dos seis blocos
da bacia de Sergipe-Alagoas.

 O total dos custos operacionais foi de R$291,6 milhões nos primeiros seis meses, 123,9%
superior ao 6M18, sendo R$220,9 milhões atribuído aos custos associados ao Campo de
Atlanta. A adoção do IFRS 16 aumentou os custos operacionais deste Campo (incluindo a
depreciação) em R$6,9 milhões e a depreciação do Campo em R$64,4 milhões no 6M19.

 Os custos operacionais do Campo de Manati foram de R$70,7 milhões, 22,2% inferiores ao


6M18, refletindo menores custos relacionados a royalties, não pagamento de participação
especial e P&D e redução da depreciação devido à menor produção no semestre.

 As despesas gerais e administrativas no 6M19 foram de R$16,1 milhões, 7,0% superiores ao


mesmo período do ano anterior, que refletem o aumento na contratação de serviços de
terceiros.

 O EBITDAX do período foi de R$228,7 milhões, comparado aos R$297,1 milhões no 6M18. O
primeiro semestre de 2019 foi beneficiado por aproximadamente R$31,3 milhões
decorrentes da adoção do IFRS 16, enquanto o EBITDAX de 2018 incluiu um ganho de
aproximadamente R$148 milhões decorrente da venda do Bloco BM-S-8.

 O resultado financeiro líquido foi de R$26,6 milhões, 60,6% inferior aos R$67,4 milhões no
6M18, principalmente devido a R$21,7 milhões de impacto negativo do IFRS 16 na despesa
financeira.

 O lucro líquido diminuiu 70,8% para R$71,4 milhões em comparação ao 6M18,


principalmente porque o ano anterior foi beneficiado pelo ganho com a venda do Bloco
BM-S-8 e maiores receitas financeiras no 6M18, enquanto o 6M19 foi impactado pelo menor
resultado operacional e menor resultado financeiro.

 O fluxo de caixa operacional totalizou R$266,3 milhões, comparado aos R$278,6 milhões no
6M18.

10
DIVULGAÇÃO DE RESULTADOS | SEGUNDO TRIMESTRE 2019

Capex e Outros Gastos Exploratórios 11

A Companhia financia suas necessidades de investimento a partir de fundos gerados


internamente. A Companhia mantém posição de caixa suficiente para suprir suas
necessidades de financiamento para os próximos anos. As decisões relativas aos
investimentos são tomadas pelos Consórcios nos diferentes ativos e a Companhia contabiliza
a parcela correspondente à sua participação no respectivo ativo.
O CAPEX realizado no trimestre totalizou US$30,3 milhões, incluindo US$26,0 milhões para o
Campo de Atlanta e o remanescente em atividades de exploração.
Para 2019, o investimento total está orçado em US$63 milhões. A Companhia planeja investir
US$42 milhões no Campo de Atlanta, o que responde por 67% do investimento total planejado
para o ano.
Em 2020, o CAPEX total esperado é de US$125 milhões. A Companhia estima um investimento
de US$90 milhões no Campo de Atlanta, valores estes a serem alocados no desenvolvimento
do Sistema Definitivo (SD). Cabe notar que o SD ainda não foi aprovado pelo Consórcio BS-4,
no entanto esta estimativa reflete custos associados com o início da aquisição dos
equipamentos necessários para a produção do Campo após o SPA. Os valores adicionais de
CAPEX para o ano incluem parte dos gastos com aquisição de long lead items visando a
perfuração futura de um poço na Bacia de Sergipe-Alagoas e um poço na Bacia de Pará-
Maranhão.

CAPEX líquido para a Companhia (US$ milhões)

2019 TOTAL CAPEX: 2020 TOTAL CAPEX:


US$ 63 MM US$ 125 MM
1
3
34
15

45 90

Produção Exploração Outros Produção Exploração Outros

11
DIVULGAÇÃO DE RESULTADOS | SEGUNDO TRIMESTRE 2019

12

Outros 3
1

CAL-M-372 8

Manati 3

Blocos 11a Rodada 3


12

SEAL 12
14

BS-4 42
90

0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100
2019 - TOTAL US$63 MM 2020 - TOTAL US$125 MM

Posição de Caixa (Caixa, Equivalentes de Caixa e


Aplicações Financeiras) e Endividamento
Em 30 de junho de, 2019, a Companhia possuía saldo de caixa e equivalentes de caixa de R$1,5
bilhão, 11,1% menor que o saldo registrado em 30 de junho de 2018. A Companhia distribuiu
R$500 milhões em dividendos no período.

Atualmente, praticamente todos os recursos da Companhia são investidos em instrumentos


considerados de perfil conservador denominados em reais. Em 30 de junho de 2019, o retorno
médio anual desses investimentos foi de 99,6% do CDI, e 65% dos investimentos apresentavam
liquidez diária.

O contas a receber de clientes do 2T19 inclui R$13,7 milhões associados ao contrato de venda
de gás do Campo de Manati, em função de sua cláusula de take-or-pay. Esse valor será
reconhecido como receita quando o gás for produzido e entregue ao comprador.

A dívida da Companhia é composta por financiamentos obtidos junto à FINEP (Financiadora de


Estudos e Projetos) e linhas de crédito do Banco do Nordeste do Brasil. O endividamento total
em 30 de junho de 2019 era de R$272,0 milhões, comparado a R$289,8 milhões ao final de 2018,
refletindo os pagamentos da dívida da FINEP iniciados em setembro de 2016. A posição de caixa
líquido da Companhia em 30 de junho de 2019 era de R$1,2 bilhão.

Os recursos tomados com a FINEP fazem parte de um pacote de financiamento que visa dar
suporte ao desenvolvimento do SPA do Campo de Atlanta, e consiste de duas linhas de crédito,
à taxa fixa de 3,5% ao ano, e outra à taxa flutuante atrelada à TJLP. Ambas têm período de
carência de três anos e prazo de amortização de sete anos. O saldo desembolsado é de R$266,0
milhões. O financiamento do BNB está direcionado aos investimentos em exploração de dois
ativos da Companhia na região Nordeste. O empréstimo, que tem custo de 4,71% ao ano, tem
carência de cinco anos.

Em julho de 2017, a Companhia recebeu e aceitou uma oferta não solicitada da Equinor (ex-
Statoil Brasil Óleo e Gás Ltda) para comprar sua participação de 10% no Bloco BM-S-8 por
US$379 milhões. Nos termos da venda, 50% do preço total de compra foi pago no fechamento
da transação, com o recebimento da aprovação da ANP e demais órgãos competentes. Até o

12
DIVULGAÇÃO DE RESULTADOS | SEGUNDO TRIMESTRE 2019

final do segundo trimestre de 2019, a Companhia já havia recebido da Equinor o montante de13
US$234,5 milhões, referentes à primeira e à segunda parcela da transação. O pagamento
remanescente, que representa 38% do valor de venda, será efetuado após a assinatura do
Contrato de Individualização de Produção, ou Unitização das áreas.

Com o início da operação do Campo de Atlanta, a Política de Gestão de Riscos de Mercado da


Companhia foi revisada com o objetivo de incorporar, além do risco cambial já monitorado, o
risco do preço do petróleo e a interação entre estes dois componentes. Os principais objetivos
da Política de Gestão de Riscos de Mercado são:
 Proteger o fluxo de caixa da Companhia;
 Mitigar eventos que possam afetar adversamente sua flexibilidade financeira ou o acesso
a fontes de capital; e
 Preservar a solvência financeira da empresa.

Atualmente, a Política identifica como risco de mercado relevante a taxa de câmbio do Dólar e
a cotação do óleo tipo Brent.

O Risco Cambial é relevante quando é observado desequilíbrio entre os direitos e obrigações


em dólares, levando em consideração que a moeda funcional da Companhia é o Real e que a
maior parte de seu caixa e parte relevante da receita hoje está denominada em Reais. Hoje a
Companhia considera que seus direitos e obrigações em moeda estrangeira estão
equilibrados.

Adicionalmente, a Companhia avalia constantemente a possiblidade de realizar operações de


hedge da produção futura de petróleo para aumentar a previsibilidade de fluxo de caixa e
fixar os ativos cambiais de que necessita para cobrir seu plano de investimento e despesas de
operação em moeda estrangeira, minimizando a necessidade de hedge cambial complementar
com derivativos.

Em 30 de junho de 2019 a Companhia possuía opção de venda de parte de sua produção de


petróleo como firme para os próximos 12 meses equivalente a 530 kbbl, a um valor de US$61
por barril. O custo médio da compra destas opções de venda (PUT asiática trimestral) foi de
US$3,5 por barril.

O resultado do 2T19 foi impactado positivamente em R$661 mil, resultado do exercício da


opção de venda de 107 kbbl a um preço de US$70 por barril. No entanto, pelas métricas de
contabilidade de hedge adotadas pela Companhia, este valor foi reconhecido na linha de
receita operacional, juntamente com o prêmio das opções vencidas no trimestre, no valor de
R$1,6 milhões, gerando um impacto líquido negativo na receita de R$1 milhão.

13
DIVULGAÇÃO DE RESULTADOS | SEGUNDO TRIMESTRE 2019

Anexo I | Informações Financeiras Intermediárias 14

Consolidadas

2T19 2T18 ∆% 6M19 6M18 ∆%

Lucro Líquido (20,4) 85,2 -76,0% 71,4 244,2 -70,8%


Amortização 84,7 33,7 151,2% 163,0 49,6 228,7%
Resultado Financeiro (4,8) (35,6) -86,6% (26,6) (67,4) -60,6%
Imposto de Renda / (0,4) 17,4 -102,3% 20,9 80,8 -74,1%
Contribuição Social
EBITDA (1) 99,9 100,7 -0,7% 228,7 307,2 -25,6%
Custos Exploratórios com 0,0 0,0 Na 0,0 (10,2) -623,7%
poços secos e subcomerciais

EBITDAX (2) 99,9 100,7 -0,7% 228,7 297,1 -23,0%


Margem EBITDA (3) 54,4% 63,6% -14,5% 58,5% 110,9% -47,3%
Margem EBITDAX(4) 54,4% 63,6% -14,5% 58,5% 107,2% -45,5%
(5)
Dívida Líquida (1.211,3) (1.535,5) -21,1% (1.211,3) (1.535,5) -21,1%
(6)
Dívida Líquida/EBITDAX (2,4) (2,5) -4,6% (2,4) (2,5) -4,6%

Para facilitar a análise, a Companhia optou por divulgar números sem o ajuste da IFRS 16
indicados como “2T19 ex-IFRS” e “6M19 ex-IFRS”. Estas informações não constam das
informações contábeis intermediárias da Companhia.

2T19 ex- 2T18 ∆% 6M19 6M18 ∆%


IFRS Ex-IFRS
Lucro Líquido 46,8 85,2 -45,0% 99,5 244,2 -59%
Amortização 43,0 33,7 27,4% 91,7 49,6 85%
Resultado Financeiro (22,5) (35,6) -36,8% (47,3) (67,4) -30%
Imposto de Renda / (0,4) 17,4 -102,3% 20,9 80,8 -74%
Contribuição Social
EBITDA (1) 66,9 100,7 -33,6% 164,8 307,2 -46%
Custos Exploratórios com (0,0) 0,0 Na 0,0 (10,2) -100%
poços secos e subcomerciais

EBITDAX (2) 66,9 100,7 -33,6% 164,8 297,1 -45%


(3)
Margem EBITDA 36,4% 63,6% -42,8% 42,1% 110,9% -62%
(4)
Margem EBITDAX 36,4% 63,6% -42,8% 42,1% 107,2% -61%
(5)
Dívida Líquida
Dívida Líquida/EBITDAX(6)
O cálculo do EBITDA considera o lucro antes do imposto de renda, contribuição social, resultado financeiro e despesas de
(1)

amortização. O EBITDA não é uma medida financeira segundo as Práticas Contábeis Adotadas no Brasil e as IFRS. Tampouco deve ser
considerado isoladamente ou como alternativa ao lucro líquido como indicador de desempenho operacional ou alternativa ao fluxo
de caixa operacional como medida de liquidez. É possível que outras empresas calculem o EBITDA de maneira diferente da empregada
pela Enauta. Além disso, como medida da lucratividade da Empresa, o EBITDA apresenta limitações por não considerar certos custos
inerentes ao negócio que podem afetar os resultados líquidos de maneira significativa, tais como despesas financeiras, tributos e
amortização. A Enauta usa o EBITDA como um indicador complementar de seu desempenho operacional.
(2)
Despesas com exploração relacionadas a poços sub-comerciais ou a volumes não operacionais.
O EBITDAX é uma medida usada pelo setor de petróleo e gás calculada da seguinte maneira: EBITDA + despesas de exploração com
(3)

poços secos ou sub-comerciais.


(4)
EBITDA dividido pela receita líquida.
(5)
EBITDAX dividido pela receita líquida.
O caixa líquido corresponde às disponibilidades e aplicações financeiras excluindo o endividamento total, que inclui empréstimos
(6)

e financiamentos de curto e de longo prazo, bem como instrumentos financeiros derivativos. O caixa líquido não é medida reconhecida
segundo as Práticas Contábeis Adotadas no Brasil, as U.S. GAAP, as IFRS, bem como qualquer outro sistema de princípios contábeis
geralmente aceitos. É possível que outras empresas calculem o endividamento líquido de maneira diferente da empregada pela
Enauta.

14
DIVULGAÇÃO DE RESULTADOS | SEGUNDO TRIMESTRE 2019

Anexo II | Balanço Patrimonial 15

(R$ Milhões) 2T19 1T19 ∆%


Ativo Circulante 1.778,5 2.306,5 -22,9%
Caixa e equivalente de caixa 93,4 68,1 37,2%
Aplicações financeiras 1.389,9 1.913,4 -27,4%
Contas a receber 117,4 143,9 -18,4%
Créditos com parceiros 66,5 79,2 -15,9%
Estoques 19,3 4,7 313,0%
Impostos e contribuição a recuperar 42,4 35,9 18,2%
Instrumentos Financeiros Derivativos 2,7 4,9 -46,4%
Outros 46,8 56,5 -17,3%
Ativo Não Circulante 2.378,1 2.405,1 -1,1%
Caixa restrito 399,2 388,9 2,7%
Aplicações financeiras 0,0 0,0 n.a.
Impostos a recuperar 3,8 3,6 4,5%
Imposto de renda e contribuição social diferidos 5,0 0,0 Na
Investimentos 166,0 169,2 -1,9%
Imobilizado 819,8 770,2 6,4%
Intangível 403,8 405,7 -0,5%
Arrendamentos 579,2 666,3 -13,1%
Outros ativos não circulantes 1,3 1,2 14,5%

TOTAL DO ATIVO 4.156,6 4.711,6 -11,8%

Passivo Circulante 371,4 514,4 -27,8%


Fornecedores 115,6 149,0 -22,4%
Arrendamentos 99,5 246,5 -59,7%
Impostos e contribuição a recolher 39,0 21,1 84,8%
Remuneração e obrigações sociais 9,0 7,7 16,5%
Contas a pagar - Partes Relacionadas 45,3 31,3 44,6%
Empréstimos e financiamentos 42,8 40,9 4,7%
Provisão para pesquisa e desenvolvimento 4,0 5,8 -31,5%
Outros 16,4 12,1 36,0%
Passivo Não Circulante 1.040,3 971,9 7,0%
Arrendamentos - direito de uso 507,9 421,5 20,5%
Obrigações Fiscais a Pagar 0,8 0,0 Na
Empréstimos e financiamentos 229,2 240,1 -4,6%
Provisão para abandono 244,5 233,9 4,6%
Obrigação de consórcio 57,9 57,9 0,0%
Outras contas a pagar 0,0 18,4 -100,0%
Patrimônio Líquido 2.744,9 3.225,3 -14,9%
Capital social integralizado 2.078,1 2.078,1 0,0%
Outros Resultados Abrangentes 39,9 46,1 -13,4%
Reserva de Lucros 568,9 1.068,9 -46,8%
Reserva de Capital 23,1 24,0 -3,6%
Ações em Tesouraria (36,6) (42,8) -14,5%
Lucro líquido do período 71,4 51,0 40,0%

TOTAL DO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO 4.156,6 4.711,6 -11,8%

15
DIVULGAÇÃO DE RESULTADOS | SEGUNDO TRIMESTRE 2019

Anexo III | Fluxo de Caixa 16

(R$ Milhões) 2T19 2T18 ∆% 6M19 6M18 ∆%

FLUXO DE CAIXA DAS ATIVIDADES OPERACIONAIS


Lucro líquido do período (20,4) 85,2 -76,0% 71,4 244,2 -70,8%

AJUSTES PARA RECONCILIAR O LUCRO LÍQUIDO COM O CAIXA GERADO PELAS ATIVIDADES OPERACIONAIS:

Equivalência Patrimonial 0,5 0,0 1080,5% 0,1 1,0 -89,8%

Variação cambial sobre


3,3 (23,0) -114,1% 1,9 (22,6) -108,5%
investimento

Amortização de gastos de
51,8 33,7 53,6% 101,4 49,6 104,4%
exploração e desenvolvimento
Imposto de renda e contribuição
(23,4) 3,6 -755,2% (2,1) 2,1 -200,6%
social diferidos

Encargos financeiros e variação


cambial sobre financiamentos e 3,4 3,8 -9,6% 7,1 7,6 -7,2%
empréstimos

Juros Capitalizados 0,0 2,0 -100,0% 0,0 4,1 -100,0%

Exercício do plano de opção 8,4 0,0 Na 10,6 0,0 na


Provisão para plano de opção de
ações (3,1) (9,6) -67,9% (13,5) (10,1) 34,0%

Provisão para imposto renda e


22,9 13,8 66,3% 23,0 78,7 -70,8%
contribuição social
Provisão para pesquisa e
(1,8) (0,8) 123,2% (2,9) (2,7) 6,8%
desenvolvimento
(Aumento) redução nos ativos
16,7 (157,0) -110,6% 4,4 (96,0) -104,6%
operacionais:
Aumento (redução) nos passivos
60,1 123,2 -51,2% 65,1 22,6 187,6%
operacionais:
Caixa líquido gerado pelas
159,2 74,9 112,6% 266,3 278,6 -4,4%
atividades operacionais

FLUXO DE CAIXA DAS ATIVIDADES DE INVESTIMENTO


Caixa líquido aplicado nas
381,4 323,6 17,9% 308,4 151,9 103,0%
atividades de investimento

FLUXO DE CAIXA DAS ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO


Caixa líquido gerado pelas
(509,1) (409,1) 24,5% (518,2) (418,1) 23,9%
atividades de financiamento

Total variação cambial sobre caixa


(6,2) 26,6 -123,2% (23,2) 27,4 -184,6%
e equivalentes de caixa

Aumento (Redução) do saldo de


25,3 16,0 58,6% 33,4 39,8 -16,0%
caixa e equivalentes de caixa

Caixa e equivalentes de caixa no


68,1 42,6 59,8% 60,0 18,8 219,1%
início do período
Caixa e equivalentes de caixa no
93,4 58,6 59,5% 93,4 58,6 59,5%
final do período

Aumento (Redução) do saldo de


25,3 16,0 58,6% 33,4 39,8 -16,0%
caixa e equivalentes de caixa

16
DIVULGAÇÃO DE RESULTADOS | SEGUNDO TRIMESTRE 2019

Anexo IV | Glossário 17

ANP Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis


Águas Profundas Lâmina d’água de 401 a 1.500 metros.
Águas Rasas Lâmina d’água de 400 metros ou menos.
Águas
Lâmina d’água de 1.501 metros ou mais.
Ultraprofundas
Depressão da crosta terrestre onde se acumulam rochas sedimentares que
Bacia
podem conter óleo e/ou gás, associados ou não.
Parte(s) de uma bacia sedimentar, com superfície poligonal definida pelas
coordenadas geográficas de seus vértices e profundidade indeterminada,
Bloco(s)
onde são desenvolvidas atividades de exploração ou produção de petróleo e
gás natural.
Medida de volume de gás, convertido para barris de petróleo, utilizando-se
Boe ou Barril de
fator de conversão no qual 1.000 m3 de gás equivale a 1 m3 de
óleo
óleo/condensado, e 1 m3 de óleo/condensado equivale a 6,29 barris
equivalente
(equivalência energética).
Outorga estatal de direito de acesso a uma determinada área e por
determinado período de tempo, por meio da qual são transferidos, do país em
Concessão
questão à empresa concessionária, determinados direitos sobre os
hidrocarbonetos eventualmente descobertos.
De acordo com a Lei do Petróleo, é qualquer ocorrência de petróleo, gás
natural ou outros hidrocarbonetos minerais e, em termos gerais, reservas
minerais localizadas na concessão, independentemente da quantidade,
qualidade ou viabilidade comercial, confirmadas por, pelo menos, dois
Descoberta
métodos de detecção ou avaliação (definidos de acordo com o contrato de
concessão da ANP). Para ser considerada comercial, uma descoberta deverá
apresentar retornos positivos sobre um investimento em condições de
mercado para seu desenvolvimento e produção.
E&P Exploração e Produção
Processo de aquisição parcial ou total dos direitos de concessão detidos por
Farm-in e outra empresa. Em uma mesma negociação, a empresa que está adquirindo os
Farm-out direitos de concessão está em processo de farm-in e a empresa que está
vendendo os direitos de concessão está em processo de farm-out.
Área que contempla a projeção horizontal de um ou mais reservatórios
Campo
contendo óleo e/ou gás natural em quantidades comerciais.
Unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência. É́ um tipo de
FPSO navio utilizado pela indústria petrolífera para a produção, armazenamento
petróleo e/ou gás natural e escoamento da produção por navios aliviadores.
Modalidade de repartição de responsabilidades, direitos e custos entre
comprador e vendedor no comércio de mercadorias. Na modalidade FOB, o
Free on Board
exportador é responsável pelos custos de transporte e seguro da carga
(FOB)
somente até que esta seja embarcada no navio. A partir desse ponto, o
importador torna-se responsável pelo pagamento do transporte e do seguro.
GCOS Probabilidade de sucesso geológico (Geological Chance of Success).
GCA Gaffney, Cline & Associates
Kbbl Mil barris de óleo (One thousand barrels).
Esse mecanismo consiste em considerar a receita de óleo, deduzindo todos os
Mecanismo de
custos associados ao transporte do óleo do seu local de produção até o seu
Preço Netback
destino final.

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DIVULGAÇÃO DE RESULTADOS | SEGUNDO TRIMESTRE 2019

Empresa legalmente designada para conduzir e executar todas as operações e 18


Operador(a) atividades na área de concessão, de acordo com o estabelecido no contrato
de concessão celebrado entre a ANP e o concessionário.
Qualificação dada pela ANP para operar em terra e no mar, em águas de rasas
Operador Tipo A
a ultraprofundas.
Acumulação potencial mapeada por geólogos e geofísicos onde há a
probabilidade de que exista uma acumulação comercialmente viável de óleo
Prospecto(s) e/ou gás natural e que esteja pronta para ser perfurada. Os cinco elementos
Exploratório(s) necessários - geração, migração, reservatório, selo e trapeamento - para que
exista a acumulação devem estar presentes, caso contrário não existirá
acumulação ou a acumulação não será́ comercialmente viável.

Representam as quantidades de óleo, condensado, e gás natural que são


Recursos potencialmente recuperáveis a partir de acumulações conhecidas pelo
Contingentes desenvolvimento de projetos, mas que no presente não são consideradas
comercialmente recuperáveis por força de uma ou mais contingências.

Alta estimativa de recursos contingentes para refletir uma faixa de incerteza,


Recursos
tipicamente se assume uma chance de 10% de sucesso de atingir ou exceder
Contingentes 3C
estimativa.
Recursos
Prospectivos Recurso prospectivo multiplicado pela probabilidade de sucesso geológico.
Riscados
Quantidade de petróleo que se antecipa ser comercialmente recuperável a
Reservas partir da instauração de projetos de desenvolvimento em acumulações
conhecidas, a partir de uma data, em condições definidas.
Reservas 1P Soma de reservas provadas.
Reservas 2P Soma de reservas provadas e prováveis.
Reservas 3P Soma das reservas provadas, prováveis e possíveis.
Reservas adicionais que a análise dos dados de geociências e engenharia
Reservas
indicam apresentarem probabilidade menor de serem recuperáveis do que as
Possíveis
Reservas Prováveis.
São as quantidades de petróleo que, por meio de análises de dados de
geociências e engenharia, podem ser estimadas com certeza plausível, de
Reservas
serem comercialmente recuperáveis a partir de uma determinada data, em
Provadas
reservatórios conhecidos e em conformidade com normas governamentais,
métodos operacionais e condições econômicas determinadas.

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Relações com Investidores
Paula Costa Côrte-Real
Diretora Financeira e de Relações com Investidores

Renata Amarante
Gerente de Relações com Investidores

Flávia Gorin
Coordenadora de Relações com Investidores

Helena Reis
Estagiária de Relações com Investidores

Av. Almirante Barroso, no 52, sala 1301, Centro - Rio de Janeiro, RJ


CEP: 20031-918
Telefone: 55 21 3509-5959
E-mail: ri@enauta.com.br
www.enauta.com.br/ri

Sobre a Enauta
A Enauta é uma das principais empresas de controle privado do setor de exploração e
produção no Brasil. Com investimento em tecnologia, compromisso com a segurança e
responsabilidade com o meio ambiente, nosso time de experts trabalha focado para prover a
energia que impulsiona a sociedade. Com equilibrada atuação ao longo da costa do país,
possui dois ativos produtores: o Campo de Manati, um dos principais fornecedores de gás da
região Nordeste, no qual detém 45% de participação, e o Campo de Atlanta, localizado nas
águas profundas da Bacia de Santos, no qual detém a operação com 50% de participação.
Listada no Novo Mercado da B3 desde 2011, por meio do ticker ENAT3, a Enauta é comprometida
com os conceitos de sustentabilidade dos negócios, tendo investido de maneira sólida no
aprimoramento das boas práticas de governança e compliance. Para maiores informações,
acesse www.enauta.com.br.
Este material pode conter informações referentes a futuras perspectivas do negócio, estimativas de resultados
operacionais e financeiros e de crescimento da Companhia. Estas são apenas projeções e, como tais, baseiam-se
exclusivamente nas expectativas da administração em relação ao futuro do negócio e ao contínuo acesso a capital
para financiar o plano de negócios da Companhia. Tais projeções estão fortemente sujeitas a alterações nas condições
de mercado, nas regulamentações governamentais, em pressões da concorrência, no desempenho do setor e da
economia brasileira, entre outros fatores. Tais aspectos devem ser levados em consideração, além dos riscos
apresentados nos documentos divulgados anteriormente pela Companhia. Deve ser compreendido que tais fatores
estão sujeitos a alteração sem aviso prévio.