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RODRIGO FIOROT

ADVOGADO

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DO 2º JUIZADO ESPECIAL


CÍVEL DA COMARCA DE LINHARES

DISTRIBUIÇÃO POR DEPENDÊNCIA


AO PROCESSO Nº:

......, brasileiro, casado, inscrito no CPF nº......, residente e domiciliado na Rua Principal,
nº 9, Regência Augusta, Linhares-ES, sem endereço eletrônico, por seu advogado que
esta subscreve, devidamente inscrito na OAB-ES sob o nº, com escritório estabelecido
na ...., Linhares-ES, conforme instrumento procuratório em anexo (doc.), onde recebe
intimações, vem, diante de V. Exa., com fulcro nos artigos 585, I e 586 do Código de
Processo Civil, propor a presente

AÇÃO DE REPARAÇÃO DE DANOS MORAIS POR MANUTENÇÃO


INDEVIDA DE PROTESTO

em face de BANCO BRADESCO FINANCIAMENTOS S.A, pessoa jurídica de direito


privado inscrita no CNPJ sob o n.º 07.207.996/0001-50, com endereço na Cidade de
Deus, s/nº, Prédio Prata – 4º Andar, Vila Yara, São Paulo – SP, CEP 06029-900, pelos
fatos e fundamentos expostos a seguir

PRELIMINARMENTE

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RODRIGO FIOROT
ADVOGADO

1. DA GRATUIDADE DE JUSTIÇA

O autor não possui condições financeiras para arcar com as despesas processuais e
honorários advocatícios, sem prejuízos do próprio sustento e de seus familiares, em
razão de ser pessoa pobre, na acepção jurídica do termo, conforme declaração inclusa
a estes autos.

Assim, requer a concessão dos benefícios da justiça gratuita, nos termos do artigo 5º,
inciso LXXIV da Constituição Federal c/c os Artigos 98, § 3º e Artigo 99, ambos do Código
de Processo Civil.

DA DISTRIBUIÇÃO POR DEPENDÊNCIA AO PROCESSO Nº 5003161-


14.2018.8.08.0030

Inicialmente, por motivo de dependência processual, requer seja o presente processo


DISTRIBUIDO POR DEPENDÊNCIA aos autos do processo nº 5003161-
14.2018.8.08.0030, em trâmite perante o 1º Juizado Especial Cível desta comarca, por
conter dependência de fato e de direito daqueles autos.

1.1 DOS FATOS

O autor firmou um contrato de arrendamento mercantil junto a primeira requerida, tendo


por objeto um veículo da Marca UNO MILLE 1.0 FIRE, Ano de Fabricação 2003 onde
comprometeu-se e, pagar as devidas parcelas financiadas.

Todavia, com dificuldades financeiras, o requerente atrasou o pagamento de algumas


parcelas e foi acionado extrajudicialmente pela instituição ré, na qual reivindicou o
pagamento do saldo devedor mais a reintegração de posse do veículo nos autos do
procedimento de nº 2001.9316.240.

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Durante a instrução processual, as partes transigiram amigavelmente o valor exequente,


no montante de R$ 2.100,00 (dois mil e cem reais), o qual foi devidamente pago em 7
parcelas de R$ 300,00 conforme comprovantes anexados.

Entretanto, o autor tentou realizar algumas operações financeiras em seu nome, e


surpreendeu-se ao ser informado pela instituição onde requerera, de que constava no
Cartório do 1º Oficio da Comarca de Linhares, seu nome no rol de mal pagadores, no
que pese A DIVIDA TER SIDO SALDADA A UM ANO ATRÁS.

Insta salientar, que NUNCA FOI ENVIADO ao autor, a CARTA DE ANUÊNCIA da


instituição ré ou QUALQUER TIPO DE DOCUMENTO informando-lhe sobre a quitação
da dívida.

O autor, de posse das informações prestadas pelo cartório, requereu a retirada do seu
nome do cadastro de inadimplentes (SPC/SERASA) bem como a retirada do protesto,
tendo muita dificuldade em contatar a empresa para que obtivesse os devidos
documentos para a baixa dos mesmos.

Aflora-se indiscutível, portanto, que o ato supracitado impõe indevido constrangimento e


dor moral ao autor, lhe ferindo a honra e dignidade conforme se depreende nos
fundamentos a seguir:

2. DA REPONSABILIDADE PELA BAIXA DO PROTESTO

Inicialmente denota-se que a relação firmada entre as partes revela prática de consumo,
incidindo, portanto, as regras do CDC no caso em análise.

Dado isto, a responsabilidade civil deixa de ser subjetiva (artigos 186 e 927 do Código
Civil) e passa a se tornar objetiva, nos termos do artigo 14 do Código de Defesa do
Consumidor.

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Assim sendo, a imposição do dever de indenizar objetivamente exigirá, portanto, a


ocorrência de conduta do agente, do dano e nexo casual, independente da culpa do
agente.

No caso em tela, a manutenção do protesto do título quitado representa o ato ilícito


cometido pela instituição ré.

A lei 9.492/97, que dispõe sobre protesto de títulos, traz a seguinte redação em seu artigo
26, § 1º, se não vejamos:

Art. 26. O cancelamento do registro do protesto será solicitado diretamente no


Tabelionato de Protesto de Títulos, por qualquer interessado, mediante
apresentação do documento protestado, cuja cópia ficará arquivada.

§ 1º Na impossibilidade de apresentação do original do título ou documento de


dívida protestado, será exigida a declaração de anuência, com identificação e
firma reconhecida, daquele que figurou no registro de protesto como credor,
originário ou por endosso translativo.

Neste mesmo sentido, o Código de Normas da Corregedoria Geral da Justiça, a saber:

12.9.5.1 - Quando o cancelamento for fundado no pagamento e não for possível


demonstrá-lo pelo título ou documento de dívida, será exigida prova, mediante
apresentação de declaração de anuência ao cancelamento, oferecida pelo
credor originário ou endossatário, que deverá estar suficientemente identificado
na declaração, exigindo-se a sua firma reconhecida e, quando se tratar de
pessoa jurídica, prova da representação.

Ou seja, para proceder ao cancelamento de protesto, poderá, qualquer interessado –


aqui leia-se o credor ou devedor – mediante apresentação do título protestado ou, na
ausência deste, da CARTA DE ANUÊNCIA, para requisitar ao Cartório a abaixa.

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Sem embargos da imposição normativa, esta regra não é absoluta por conta de nuances
anotadas pelo Superior tribunal de Justiça, na qual nem sempre caberá as duas partes
promover a retirada do protesto.

De acordo com entendimento consolidado na E. Corte, “Legitimamente protestado o


título de crédito, cabe ao devedor que paga posteriormente a dívida o ônus de
providenciar a baixa do protesto em cartório [...]”

Pois bem, a despeito do atendimento jurisprudencial, no caso em comento este raciocínio


não pode ser aplicado. Explica-se.
Como é rotineiro nessas práticas comerciais, o título protestado fica sempre em poder
das instituições financeiras, impossibilitando, assim, o acesso do consumidor ao
documento.

Desta feita, percebe-se, que para o fim perseguido pela autora – regularização de seu
nome perante o cartório de protesto de títulos – é imprescindível a apresentação da carta
de anuência, visto que o título protestado está em poder da instituição ré.

Entretanto, a requerida quedou-se INERTE e NÃO ENVIOU ao autor a declaração


de anuência, a despeito de a dívida estar quitada há mais de um ano.

Por consequência, não existem justificativas plausíveis para responsabilizar p autor por
não ter providenciado o cancelamento do protesto, posto que a carta de anuência
NUNCA FORA ENTREGUE.

Resta claro que, se a declaração tivesse sido disponibilizada para o consumidor, esta
ação não seria proposta.

Sensível à esta realidade, o Superior Tribunal de Justiça compreende que seu


entendimento só é aplicável quando o devedor estiver em posse do título protestado
ou da carta de anuência, que não é o caso presente, vejamos:

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AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. CIVIL E


PROCESSUAL CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. PROTESTO
REGULAR. PAGAMENTO POSTERIOR DO TÍTULO. OBRIGAÇÃO DE
CANCELAMENTO DO PROTESTO DO DEVEDOR. ART. 26 DA LEI
Nº 9.492/97. 1. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça firmou-se
no sentido de que cabe ao devedor promover o cancelamento do
protesto regularmente lavrado quando de posse do título protestado ou
da carta de anuência do credor nos termos do que artigo 26 da Lei
n.º 9.492/97. 2. Não apresentação pelas partes agravantes de
argumentos novos capazes de infirmar os fundamentos que alicerçaram
a decisão agravada. 3. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.

Logo, à contrariu sensu, estando devedor sem acesso aos documentos exigidos, não
pode este ser o responsável em requerer a baixa. E justamente isso que se sucedeu
com o autor.

Em casos similares o Superior Tribunal de Justiça reconhece a responsabilidade dos


credores em proverem a baixa do protesto quando notificados do pagamento, in
verbis:

GRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AÇÃO


DE INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL. CANCELAMENTO
DO PROTESTO JUNTO AO CARTÓRIO. MANUTENÇÃO INDEVIDA.
ABALO DE CRÉDITO. REDUÇÃO DO QUANTUM. RAZOABILIDADE.
REEXAME. SÚMULA 7/STJ. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA
PROVIMENTO. 1. Não há falar em responsabilidade do devedor pela
baixa do protesto, porquanto houve a notificação ao banco de dados
recorrente acerca do pagamento do título protestado e este manteve-
se inerte. A revisão do julgamento, nesse ponto, importaria
necessariamente no reexame de provas, o que é defeso nesta fase
recursal. Incidência da Súmula 7/STJ. 2. A revisão da indenização por
dano moral apenas é possível quando o quantum arbitrado nas instâncias
originárias se reveler irrisório ou exorbitante. Não estando configurada
uma dessas hipóteses, não cabe examinar a justiça do valor fixado na

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indenização, uma vez que tal análise demanda incursão à seara fático-
probatória dos autos. Incidência da Súmula 7/STJ 3. Agravo regimental a
que se nega provimento.

Portanto, inconteste é responsabilidade da ré para ter providenciado a baixa do nome do


autor do cartório, em razão de:

1- NÃO ter fornecido a carta de anuência ao autor;


2- De estar de posse do título protestado, e
3- Mesmo após a notificação do pagamento, quedou-se inerte.

Desta feita, a conduta da ré respeita ato ilícito, passível de indenização pelo abalo à
moral do requerente, pelos fundamentos a seguir:

3. DO DANO MORAL

Esta manutenção indevida, gera abalo moral por violar a intimidade, a vida privada e a
imagem prevista no artigo 5º, V e X da Carta Magna. Acerca da temática, Cavalieri Filho
esclarece que

[...] Os direitos da personalidade, entretanto, englobam outros aspectos da


pessoa humana que não estão diretamente vinculados à sua dignidade. Nessa
categoria incluem-se também os chamados novos direitos da personalidade: a
imagem, o bom nome, a reputação, sentimentos, relações afetivas, aspirações,
hábitos, gostos, convicções políticas, religiosas, filosóficas, direitos autorais. Em
suma, os direitos da personalidade podem ser realizados em diferentes
dimensões e também podem ser violados em diferentes níveis. Resulta daí que
o dano moral, em sentido amplo, envolve esses diversos graus de violação dos
direitos da personalidade, abrange todas as ofensas à pessoa, considerada esta
em suas dimensões individual e social, ainda que sua dignidade não seja
arranhada.
Como se vê, hoje o dano moral não mais se restringe à dor, tristeza e sofrimento,
estendendo a sua tutela a todos os bens personalíssimos – os complexos de
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ordem ética –, razão pela qual revela-se mais apropriado chamá-lo de dano
imaterial ou não patrimonial, como ocorre no Direito Português. Em razão dessa
natureza imaterial, o dano moral é insuscetível de avaliação pecuniária, podendo
apenas ser compensado com a obrigação pecuniária imposta ao causador do
dano, sendo esta mais uma satisfação do que uma indenização. [...]

Sendo assim, é certíssimo o dever de indenizar do requerido, já que, em decorrência


desse incidente, o requerente experimenta situação constrangedora, angustiante,
tendo sua moral abalada, face à indevida manutenção de seu nome no cadastro de
inadimplentes, mesmo após um ano da devida quitação da dívida, sendo suficiente a
ensejar danos morais.

Além do Código de Defesa do Consumidor, a jurisprudência pátria é uníssona no


sentido de caracterizar o dano moral in re ipsa nos casos de manutenção indevida do
protesto pela não entrega da carta de anuência, vejamos:

AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. PROTESTO DE


TITULO. QUITAÇÃO. AUSENCIA DE BAIXA OU CANCELAMENTO.
MANUTENÇAO INDEVIDA. DANO MORAL CONFIGURADO.
SENTENÇA MANTIDA. Havendo pagamento e quitação de título
protestado, cabe ao devedor, na qualidade de maior interessado,
providenciar o cancelamento do protesto no cartório competente, sendo
necessário que o credor lhe forneça declaração de anuência,
conforme exigência do artigo 26, § 1º da Lei 9294/97. Não sendo
concedido referido instrumento a manutenção do protesto se torna
irregular e indevida, gerando dano de ordem moral, que independe de
comprovação, por ser presumível (dano in re ipsa).

RESPONSABILIDADE CIVIL. DÍVIDA QUITADA. PROTESTO.


MANUTENÇÃO INDEVIDA. DEVER DE INDENIZAR. DANO MORAL
CONFIGURADO. QUANTUM. A ausência de demonstração da baixa
do protesto após a quitação da dívida, bem como do fornecimento

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da carta de anuência a fim de que a própria devedora o fizesse ou ao


menos alguma orientação neste sentido enseja o direito à
indenização por danos morais, não havendo necessidade de prova do
prejuízo. As adversidades sofridas pela autora, a aflição e o desequilíbrio
em seu bem-estar, fugiram à normalidade e se constituíram em agressão
à sua dignidade.

Consequentemente, indiscutível é o dever da ré em reparar o autor pela sua falha na


prestação do serviço.

4. DO INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA

Ainda embasando-se no CDC, temos em seu art. 6º, incisos VI e VIII:

Art. 6º. São direitos básicos do consumidor:

VI – a efetiva prevenção e REPARAÇÃO DE DANOS PATRIMONIAIS E


MORAIS, individuais, coletivos e difusos;

VIII – a facilitação d defesa de seus direitos, inclusive com a INVERSÃO


DO ONUS DA PROVA, a seu favor, no processo civil, quando a critério do
juiz, for verosímil a alegação ou quando for ele hipossuficiente, segundo
as regras ordinárias de experiências (...). [grifos nosso]

Com efeito, uma vez presentes a verossimilhança nas alegações autorais e a nítida
hipossuficiência técnica em relação a instituição ré, o ônus da prova deve ser invertido.

5. DOS PEDIDOS
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Ante o exposto requer

a) A citação do requerido para que, querendo, compareça à audiência de conciliação,


instrução e julgamento e ofereça defesa, sob pena de revelia e confissão;

b) Seja a ação julgada procedente para condenar o réu ao pagamento de indenização


a título de danos morais em quantia a ser arbitrada por Vossa Excelência;

c) Sejam concedidos os benefícios da Assistência Judiciária Gratuita, nos termos da


Lei nº 1.060/50, caso a demanda seja levado ao crivo do E. Colégio Recursal, tendo
em vista que o requerente não possui condições financeiras de arcar com despesas
processuais e demais cominações de lei sem prejuízo ao seu próprio sustento e dos
seus dependentes;

d) Seja decretada a INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA, com arrimo no art. 6º,


inciso VIII do CDC;

e) A condenação do demandado ao pagamento das custas processuais, bem como


honorários advocatícios, fixados a razão de 20% sobre valor da condenação ou
arbitrados na forma do art. 20, § 3º do CPC, acaso seja a presente ação objeto de
recurso.

f) Para prova indica e requer: depoimento pessoal do representante legal do requerido,


provas testemunhais, documentais suplementares, periciais e as demais que se
fizerem necessárias.

Dá-se o valor de R$ 10.000,00 (dez mil reais) à causa.

Termos em que respeitosamente,

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ADVOGADO

Pede e espera deferimento.

Linhares, 17 de abril de 2019.

RODRIGO CAMPANA FIOROT


OAB/ES 14.617

WILLIAM BARBOZA FURTADO COELHO


OAB/ES 27.216

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