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PLENITUDE

DO ESPÍRITO
fruto e dons
Marilyn Hickey

Adhonep
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Título original em Inglês:


GIFT WRAPPED FRUIT

N o ta: Salvo menção em contrário, as referências


bíblicas constam da tradução de
Jo ã o Ferreira de Almeida, versão Atualizada (ARA) da
Sociedade B íblica do Brasil (SB B ).

1» Edição: 1994

Tradução: Carla Mac Knight Lemberg


Estllização: Allinges Lenz César Mafra Mac Knight
Projeto Gráfico: Carlos Henrique Viviane dos Santos
Revisão: Carlos Eduardo Silva de Oliveira
A
Í ndice

Introdução
p á g in a 5

I
OlRAS
/
M CMtNE
p á g in a 9

n
0 Fruto do Espírito
p á g in a 11

m
U m O lhar M ais Profundo
às Campânulas e R omãs
p á g in a 23

CONdUSÃO
p á g in a 4 7
I

ocê acaso sabe que todo fruto do espírito

V humano nascido de novo coincide com um


dom do Espírito Santo? Gálatas, 5:22,23 enum era
o “fruto do Espírito’’. A palavra espírito corresponde
ao grego pneum a, e significa o Espírito Santo.
Pneum a representa realm ente o espírito humano.
Os humanos são seres tríplices: espírito, alma
e corp o. O corpo, ou a carne, pode apresentar as
v á ria s c a r a c te rís tic a s n ão re co m e n d á v e is
enum eradas em Gálatas, 5:19-21. Somente um
espírito humano nascido de novo é capaz de
apresentar as piedosas características enum eradas
em Gálatas, 5:22,23.
Provérbios, 20:27 diz:
"O espírito do homem é a lâmpada do Senhor".
Então, quando uma pessoa aceita Jesus Cristo
com o seu Salvador e Senhor seu espírito nasce de
novo e se torna vivo, com sua luz nele habitando.
É depois do renascim ento espiritual que tem os

*
Plenitude do Espírito : Fruto e Dons

possibilidade de produzir as características de Jesus


Cristo, agora vivendo no nosso espírito.
A Bíblia afirm a que todo espírito nascido de
novo adquire os nove frutos do Espírito. Ela nunca
diz que am or, alegria e paz são alcançados em
prim eiro lugar e os outros seis vêm depois. Toda
pessoa obtém os nove frutos quando seu espírito é
nascido de novo. Mas m uitos cristãos ainda
perguntam : “Se tenho todos os frutos, p or que não
aparecem na minha vida?”
Quando você exam ina as pétalas de uma flor
você constata que não têm todas o m esm o tamanho,
em bora pertençam à mesma flor. De igual m odo,
quando um a pessoa é nascida de novo ela recebe
em seu espírito-hum ano o fruto inteiro. Cada fruto
varia de tamanho, segundo a quantidade de exercício
a ele proporcionado desde que a pessoa se tornou
cristã, em bora tendo cada fruto o potencial para
operar plenam ente.
Para um cristão desenvolver amplamente o fruto
do espírito, ou ser bem -sucedido em qualquer área
da sua vida espiritual, deve prim eiro com preender
o que a Palavra de Deus diz, e então agir de acordo
com ela, aprecie ou não. Vi recentem ente, em
Charlotte, Carolina do Norte, um belo exem plo de
(com o isso funciona.
Dirigiaumseminário acerca de ensino quando após
uma das reuniões resolvi convidar quatro jovens casais
para sair com igo e tom arm os um café. D epois de
nos assentarm os num restaurante das proximidades,
um dos m oços m e disse que fora criado numa igreja
Introdução

cheia do Espírito Santo. Perguntei-lhe se estava


cheio doEspírito. Respondeu-me que seus pais eram
ministros. Indaguei de novo, mas não quis responder.
Finalm ente indaguei se já recebera o batism o no
Espírito Santo. Disse-me que jamais se sentira
suficientem ente bem para m erecê-lo. Os outros
casais, que eram da m esm a denom inação, confes­
saram que também não se consideravam dignos.
Então lhes disse: II Coríntios, 5:21 afirm a que
um a pessoa nascida de novo é a “justiça de Deus em
Cristo Jesu s”. Enquanto algumas pessoas agem
m ais justamente que outras, todos os cristãos
têm o potencial para ser inteiramente justos. O
m oço então me perguntou se eu oraria para que
ele fosse batizado. Respondí que “sim!” Saímos
e fom os à área de estacionam ento para orar, e
ele alcançou a plenitude do Espírito Santo.
Vale observar que ele já ouvira antes esse
texto bíblico, mas jamais se utilizara dele para
aplicar à própria vida, p or m eio da fé. Quando o
fez, recebeu imediatamente o batismo do Espírito
Santo. Ele opera de m odo igual ao de toda prom essa
registrada na Palavra de Deus.
Assim, se alguém lhe perguntar se possui lon-
ganim idade, benignidade, bondade, fidelidade,
m ansidão e domínio próprio, diga “sim!" Aproprie-
se pela fé de que isso é uma realidade em você!
Se se ver com eça a com o quem tem o p o ten ­
cial p ara m ostrar cad a fru to em su a vid a, esta rá
agin d o corretam ente. Você o verá então fluindo
em sua vida.
- A -

I
O bras da Carne

álatas, 5:19-21 enum era as obras da cam e que


G classifiquei p ara tom á-las m ais fáceis à
com preensão. A primeira classificação, que com eça
no v. 19, descreve as obras sensuais da cam e -
prostituição, fom icação, impureza, lascívia.
Prostituir-se significa vender ou alugar o próprio
corpo para relações sexuais, ou quebrar dessa
form a os laços do casam ento. Fom icação, outro
tipo de pecado, é o sexo fora do casam ento.
Im pureza é não limpar o corpo. O banhar-se é
muito bíblico; é conservar-se limpo e cheirando
bem . A lascívia descreve a pessoa depravada ao
extrem o, a ponto de realizar qualquer ato sexual
diante de alguém sem sentir rem orso. É o pior grau
de pecado sexual.
A idolatria e a feitiçaria são apresentadas no v.
20, e são as obras “religiosas" da cam e. A palavra
feitiçaria é derivada do grego farm akeia, que
significa droga. Nos tem pos antigos seus praticantes
Plenitude do Espírito : Fruto e Dons

usavam -na para induzir à adoração de ídolos. Hoje


quem faz uso de drogas pode declarar que não está
envolvido com a feitiçaria; contudo elas abrem as
portas a Satanás. Tenho conversado com muitas
pessoas antes escravas do vício que admitem:
alucinações, m edos, presenças estranhas e outras
coisas, que acom panham o uso de drogas, são sem
dúvida de origem dem oníaca.
As obras em ocionais da carne - inimizades,
porflas, ciúmes, iras, discórdias, dissenções, facções,
invejas - são registradas nos versículos 20 e 21.
A inimizade descreve pessoas que estão sem pre
discordando. Porfiar significa contender, rivalizar,
concorrer com alguém. A Bíblia nos estimula a imi­
tar unicam ente um a pessoa - Jesus Cristo. A porfia
pode transform ar-se num problem a espiritual,
quando existe a preocupação em imitar o ministério
de outrem . O ciúme é o tem or de que alguém
consiga ter vantagens sobre nós; é o anseio de
superar aquela pessoa. Ira é o explodir de raiva.
D iscórdias, dissensões, invejas, facções explicam -
se por si m esmas.
As obras “imoderadas” da carne são apresentadas
no v.21. São a bebedice e a glutonaria, ou o hábito
de participar de festas dissolutas, ou de viver
desregradam ente.
O último grupo, apresentado no v .20, registra as
obras “doutrinárias" da carne. Isso inclui sedições e
heresias. As sedições são sublevações ou tentativas
de colocar-se ao lado de alguém em atitude de
indisciplina contra as autoridades constituídas.
Quanto a heresias, são falsas doutrinas.
n
0 Fruto do Espírito
ostaria que você exam inasse o fruto do Espírito

G à luz dos nove dons do Espírito Santo. Em


prim eiro lugar, precisam os saber onde esses dons
estão m encionados, com o são exercidos e com o
devem ser regulados.
V ocê encontrará um a lista referente a eles em I
Coríntios, 12. O capítulo seguinte insiste em que
sejam sem pre utilizados com am or. O capítulo 14
explica as regras de sua atuação.
Sempre que os dons do Espírito se manifestam,
com o aconteceu por exem plo no dia de Pentecostes,
há som e ação.
Nesse dia sobreveio um som com o de forte
ventania, e 120 pessoas falaram idiomas diferentes,
havendo línguas de fogo pairando sobre as cabeças.
Tal narrativa de Atos, 2 está em harmonia com I
Coríntios, 12. No entanto a ênfase no am or - tão
presente no capítulo 13 - nos recorda que som e
ação destituídos de fruto produzem apenas ruído.
Plenitude do E spírito : Fruto e Dons

No Velho Testam ento o Sumo Sacerdote usava


um m anto especial no Dia da Expiação. Havia
cam painhas e romãs pendentes em toda a bainha.
Esses orna tos apareciam alternados: uma fruta, um
sino, uma fruta, um sino etc - por diversas razões.
Uma delas era m ostrar a todos que o sacerdote
continuava vivo, mesmo depois de ter transposto o
véu e penetrado no Santo dos Santos, para oferecer
sangue para o sacrifício pelos pecados de Israel. Se
houvesse em sua vida algum pecado não confessado
ele podería m orrer, e os sacerdotes que aguardavam
do lado de fora do véu logo o perceberíam , porque
as cam painhas cessariam de tilintar.
Talvez você se pergunte: “Por que não pen­
duravam apenas cam painhas, se queriam ouvir
barulho? Quanto mais cam painhas, mais barulho!"
A razão de colocarem rom ãs alternadas com as
cam painhas era evitar que batessem um as nas
outras. Além disso, as rom ãs lhes proporcionavam
um som m ais claro.
D a m esm a form a, o propósito do fruto do
Espírito é evitar que produzamos apenas um clangor,
em vez de um som suave. Eis p or que é tão perigoso
enfatizar em excesso qualquer parte do fruto. A
vida espiritual precisa de equilíbrio. N ecessitam os
tanto de cam painhas quanto de romãs.
I Coríntios, 12:8-10 apresenta a lista dos dons do
Espírito Santo, enquanto Gálatas, 5:22-23 registra o
fruto do Espírito. Faça um paralelo entre o fruto do
Espírito no hom em renascido e os nove dons do
Espírito, e veja com o devem funcionar em conjunto.
0 F ruto oo E spírito

Frutos do Espírito Dons do Espírito


Amor. . . . . . . . . . . . . . Palavra de Sabedoria
Alegria........... Palavra de Conhecimento
Paz. . . . . . . . . . . . . . . Fé
Paciência. . . . . . . . . . Cura
Benignidade....... Milagres
Bondade.......... Profecia
Fé_ _ _ _ _ _ _ _ _ _ Discernimento
Mansidão......... Variedade de Línguas
Temperança....... Interpretação de Línguas

Devo acentuar que Deus não nos cham ou para


exam inarm os a prova da presença dos frutos na
vida de outros, e sim produzirmos frutos na nossa
própria vida.
Tam bém quero deixar bem claro que em toda
ocasião os dons do Espírito Santo podem fluir
juntam ente com qualquer dos frutos.
Citei os dons e os frutos correspondentes na
ordem em que estão listados na Bíblia para que
v o cê observe com o “a cam painha e a romã" operam
em conjunto. Você pode igualmente ver com o uma
p essoa deve cam inhar no am or, m ovendo-se ao
m esm o tem po no poder do Espírito Santo.

A m or-P alavra de Sabedoria


Relacionei o fruto do am or com o dom da palavra
de sabedoria. Se alguém expressa uma palavra de
sabedoria sem “expressar a verdade em amor"
(Efésios, 4 :1 5 ), isso irrita o Corpo de Cristo. Se você
já ouviu uma palavra de sabedoria dita sem amor,
Plenitude do Espírito : Fruto e Dons

você sabe com o pode ser irritante. Ela o incom oda.


É extrem am ente im portante “dizer a verdade
em am or."
De acordo com I Coríntios, 13, um a palavra de
sabedoria proferida de m odo ofensivo ou odioso
é com o o "metal que soa ou o sino que tine”. Ela
deve ser acom panhada pelo fruto do am or, para
que tenha um som claro e puro (13:1).

Alegria - Palavra de Conhecimento


Não creio que seja um a coincidência o fato de a
alegria ser o segundo fruto citado, e a palavra de
con h ecim en to o segundo dom m encionado.
Quando alguém lhe diz um a palavra de conhe­
cim ento, ela lhe traz alegria ao espírito.
Conversava certa vez com um pastor de Atlanta,
na G eórgia. Ele me fez várias perguntas sobre
nosso m inistério em D enver. Falei-lhe a respeito de
um a necessidade, e ele m e disse: “Marilyn, fique
tranqüila e espere a salvação do Senhor". Percebi
que essa palavra de conhecim ento vinha de Deus,
o que m e trouxe muita alegria ao espírito.

P a z -F é
O fruto da paz sem pre vigora com o dom da fé.
V ocê se lem bra de quando Jesus falou aos ventos
e ondas: “Paz, «ca/w ew -se'7 Imediatamente cessou
a tem pestade. A paz foi trazida à situação. Quando
você vê a fé em movimento, seu espírito se
tranqüiliza. Romanos, 15:13 diz que há alegriaep az
no nosso crer.
0 F ruto do E spírito

Quando você não age por fé você se tom a


amargurado e tem eroso. Nâo é de admirar, portanto,
que tantas pessoas gostem de ouvir ensinamentos
sobre a fé. Eles lhes trazem paz ao espírito.
Os mesmos ensinamentos podem ser ouvidos
muitas e muitas vezes de diferentes m estres, e ainda
assim terem o dom de nos ajudar, pois a apren­
dizagem da fé nos traz paz ao espírito.

Paciência - Cura
A paciência é o fruto que acom panha o dom da
cura. Ãs vezes as pessoas são instantaneamente
curadas. Outras têm de se apegar à Palavra durante
longo tem po, até que a cura com pleta se manifeste.
É p or isso que a paciência caminha de m ãos dadas
com a cura, porque muitas vezes a pessoa tem de
resistir na fé, até que esta apareça fisicam ente.

Benignidade - Milagres
O fruto da benignidade cam inha junto com o
dom de operação de milagres. Havia um evangelista
que costum ava orar pelos enfermos e bater-lhes no
local doente. Se alguém lhe dizia que tinha um
problem a estom acal ele lhe desferia um so co no
estôm ago com toda a força de que era capaz. Todos
se queixavam de que era rude, grosseiro e m al-
educado em seus encontros. E era mesmo! Creio
que foi esta a razão de não ter vivido tanto, e de,
afinal, não ter conseguido as realizações esperadas
no seu ministério. Onde se vêem milagres operados
com benignidade percebe-se o doce fluxo do
Plenitude do Espírito : Fruto e Dons

Espírito. Pode haver milagres sem benignidade.


Mas eles irritam as pessoas e dão uma im pressão
grosseira, rude, Gosto do que Davi escreveu sobre
a benignidade de Deus no Salmo 18, v. 15:
“...a tua clem ência m e en g ra n d e c e u ”.
“Engrandecer" se relaciona a milagre.

Bondade - Profecia
O dom da profecia corresponde ao fruto da
bondade. Se um ministro profetizasse durante um
culto que oito pessoas presentes deveríam corrigir-
se ou seriam expulsas, você acreditaria ter partido
do Senhor tal advertência?
Em bora ce rta s p esso as p ossam se n tir-se
intimamente atingidas por palavras de condenação
proferidas na sua presença, esse tipo de profecia é
contrário ao espírito bíblico! A Bíblia afirma que a
profecia deve edificar, exortar e confortar. Quando
ocorre de modo adequado ela vem sem pre envolta
em bondade.

F é - Discernimento
O fruto da fé não tem a ver com a fé recebida na
salvação; nem significa agir conform e a Palavra de
Deus, movendo montanhas. Não se trata de fé
sobrenatural, que o Espírito Santo concede visando
à satisfação de necessidades especiais. Que é então?
O fruto da fé corresponde literalmente à fidelidade,
e acom panha o discernim ento de espíritos. Se você
lida com pessoas possuídas pelo dem ônio, pode
crer que precisa ser fiel!

4 »
0 F ruto do E spIrito

Mansidão - Variedade de Línguas


O dom de variedade de línguas deve ter o fruto
da mansidão fluindo junto. Tempos atrás, em certas
denom inações, se alguém tinha uma m ensagem em
línguas bradava tào alto que as paredes tremiam!
A mansidão não significa ser você um pobre
coitado, em quem todo o mundo pode pisar; seu
sentido é de autocontrole! Números, 12:3 declara:
“Era o varão Moisés m ui manso, mais do que
todos os homens que havia sobre a Terra
Moisés não era fraco; ele apenas era dotado
de autocontrole!
Será que você já pode com preender a importância
de rom ãs terem sido colocadas entre campainhas?
Lem bro-m e de cultos realizando-se tranqüilamente,
quando de súbito alguém , aos gritos; lançava uma
m ensagem em línguas, quase levando as pessoas a
cair do assento.
Imagine o efeito de tal situação sobre nâo-
convertidos! Certamente tiveram a tentação de
escapulir pelas janelas! Hoje raram ente se ouve
m ensagem em línguas expressa daquela m aneira.
E laé dada mansamente, debaixo de autocontrole.
Diz I Coríntios, 14:32:
"...o espírito dos profetas está sujeito aos
próprios profetas”.
Se alguém não consegue controlar a m ensagem
que está dando em línguas, eu me pergunto que
espírito está por trás dela. Além disso, se apresentada
m ansam ente ela não cham a atenção p ara o
m ensageiro, e sim para seu conteúdo.
Plenitude do Espírito : Fruto e Dons

Temperança
Interpretação de Línguas
O último dom do Espírito é a interpretação de
línguas, e acom panha o fruto da tem perança.
Tem perança quer dizer m oderação - saber quando
se deve parar. Um bom exem plo de pessoa
im oderada é o daquela que dá a interpretação de
uma m ensagem em línguas, mas não sabe quando
parar. Os três primeiros minutos são dinâm icos,
mas o s quinze últimos fazem você desejar que ela
se cale! Sua força e sentido se perdem , porque a
interpretação é longa dem ais. Isso não deve
acontecer na atuação e no fluxo desse dom. Se a
interpretação é longa e prolixa, é a pessoa que
recebe atenção, não a m ensagem . Se isso acontece,
sua prim eira parte pode ser de D eus, m as o restante
é de um espírito humano ou maligno.

Colhendo o Fruto
A palavra grega p ara fruto é karpos, que
significa colheita. Assim, o fruto do Espírito em
sua vida deverá trazer um a boa colheita de resulta­
dos. Jesu s desejava que produzíssem os um a co ­
lheita, quando disse:
"Não m e escolhestes vós a mim, mas eu vos
escolhi avós, e vos nomeei, p a ra que vades
e deis fruto, e o vosso fruto perm aneça”
(João, 15:16).
Dividi os nove frutos do Espírito no hom em
renascido em três categorias, representando três
colheitas. São elas:
0 F ruto oo E spírito

1 . Amor, alegria e paz, os prim eiros frutos da


colheita. São geralm ente percebidos e sentidos logo
após um a experiência de renascim ento. Surgem
então porque é quando mais nos beneficiamos deles.
2 . A paciência, a benignidade e a bondade são
os três frutos seguintes. Eles lhe são concedidos
para que você possa ajudar os outros. Deus quer ter
um a colheita em você e ao seu redor. V ocê tem o
potencial para ser paciente, benigno e bon­
doso para com os outros porque obteve esses
frutos quando recebeu Jesus. À medida que con­
fessar, falar e agir sobre o que já houver alcançado,
verá as folhas dessa segunda colheita se tom arem
tão grandes quanto as do am or, a alegria e a paz
da prim eira.
3 . A terceira colheita abrange os três últimos
frutos: a fé, a mansidão e a tem perança. Eles lhe
perm item satisfazer a Deus e ser um bom cristão.
Que mais agrada a Deus? A fé. Hebreus, 11:6 diz
que sem fé é impossível agradar a ele. Mas a fé por
si não basta. Depois que você houver aprendido a
cam inhar na fé, obedecendo à Palavra, mesmo
quando não sentir vontade Deus quer que pra-tique
a mansidão, ou o autocontrole. Após haver aprendido
a se c o n tro la r, D eu s e s p e ra de v o cê
a tem perança. I Coríntios, 9:25 descreve este
últim o fruto:
"Todo atleta em tudo se dom ina; aqueles
p a ra alcançar um a coroa corruptível; nós,
porém , a incorruptível”.
Essa passagem está afirmando que para ser
PLENITUDE DO ESPÍRITO: FRUTO E DONS

vencedores devem os ser m oderados em tudo.


Pessoas disciplinadas em sua cam inhada espiritual
são cristãos bem -sucedidos, e isso agrada a Deus.
M ateus, 13:8 também se refere a três espécies
diferentes de colheita: a que deu trinta, a que deu
sessenta e a que deu cem vezes a sem ente plantada.
O cristão cuja colheita deu trinta vezes a sem ente
m ostra os frutos do am or, alegria e paz, mas nunca
desenvolve os demais. O cristão da colheita de
sessenta vezes acrescenta a paciência, a benigni-
dade e abondade. Mas só o da colheita centuplicada
consegue os nove frutos que existiam no seu
espírito, desde que renasceu. Digo-lhe com toda a
sinceridade que acho que a fidelidade é o fruto-
chave que falta a muitos cristãos de hoje, V ocê
jamais terá um retom o centuplicado sem o fruto
da fidelidade.
M arcos, 4:28 descreve a tríplice colheita de
form a diversa:
"A terra p o r si mesma frutifica, prim eiro a
erva, depois a espiga, e, p o r fim , o grão cheio
na espiga".
A erva representa o fruto do am or, alegria e paz.
A espiga simboliza o fruto da paciência, benignidade
e bondade. O grão cheio na espiga representa
o cristão da colheita centuplicada, que colheu os
nove frutos do Espírito ao nascer de novo, inclusive
os três últimos - fé, mansidão e tem perança.
Uma bela aplicação da imagem das três colheitas
também pode ser feita a partir de I João, 2:12-14.
João se dirige a três grupos de pessoas - crianças,
0 F ruto do E spírito

jovens e pais. As “criancinhas" apresentam o primeiro


fruto da colheita - am or, alegria e paz porque
tiveram seus pecados perdoados. Mas se não
exercitarem e desenvolverem os outros frutos,
perm anecerão crianças.
Os “jovens" do v. 13 são os cristãos que alcan­
çaram a paciência, a benignidade e a bondade.
Eles representam aqueles que descobriram sua
autoridade com o seguidores de Jesus Cristo. Agora
vencem Satanás, utilizando o nome de Jesus e a
espada do Espírito, que é a Palavra de Deus. Este,
entretanto, não é o nível mais alto da maturidade
espiritual. O v. 14 é dirigido aos “pais", ou seja, aos
cristãos da colheita centuplicada. Eles tiveram
os pecados perdoados, conhecem sua autoridade
em Cristo e estão agora agindo com o pais para
o s outros.
Deus não nos cham ou apenas para serm os
pessoas doces e espiritualizadas, mas também para
plantar, sem ear e colher para o seu reino. Nós o
cham am os de Pai Celestial, e devem os ser com o
ele. D eus quer que cuidem os das “criancinhas" em
nossa comunidade, e as alimentemos. Você só pode
ser considerado espiritualmente adulto quando
deseja servir de pai para alguém. Isso é maturidade
no Senhor. A paternidade pergunta: “A quem posso
ajudar ou ministrar?" e não: “Que posso receber
dessa pessoa ou desse serviço?”
m

U m O lhar M ais P rofundo às


CampÂhulas e R omãs
Palavra de Sabedoria - Amor
indo uma pessoa se emociona com uma pa­
n a de sabedoria, não se trata de sabedoria
mas de um segm ento da sabedoria de Deus
concedida para um a ocasião especial. Ela vem
sem pre acompanhada de ação. Sendo autêntica
revelação de Deus, o am or fluirá sem pre com ela.
Q uero que você preste atenção a algo muito
belo acerca de I Coríntios, 13:4-7. Os nove frutos,
sem exceção , derivam do am or. A razão de o am or
aparecer em prim eiro lugar é que os demais frutos
provêm dele!
n Reis, 5:10-14 oferece belo exem plo de uma
palavra de sabedoria, expressa com am or e se­
guida de ação.
Eliseu disse a um leproso cham ado Naamã que
se lavasse sete vezes no Rio Jordão para ser curado
da lepra. Ele assim fez e foi curado.
Plenitude do Espírito : Fruto e Dons

Palavra de Conhecimento - Alegria


O segundo dom é a palavra de conhecim ento.
Ela revela um fato desconhecido à m ente do
hom em natural. O segundo fruto do Espírito é
alegria. Quando uma palavra de conhecim ento é
pronunciada, ela traz alegria ao Corpo de Cristo.
Em dezem bro de 1979, estando em Houston,
Texas, recebi uma palavra de conhecim ento de um
pastor. Disse ele que em 1980 eu estaria com
program a em cem novas estações de rádio. Vibrei!
Essa palavra me trouxe alegria ao coração! Houvesse
ele dito com o conseguiría isso, sua palavra teria
sido de sabedoria, porque à ação ter-se-ia seguindo
a revelação.
Em II Reis, 6:15-17, o profeta Eliseu teve uma
palavra de conhecim ento em relação ao exército
dos siros, que o sitiavam em D otâ. O rei da Síria
viera de noite para capturar Eliseu, porque o
profeta repetidam ente lhe detivera os esforços para
com bater Israel. Quando raiou a manhã, um dos
servos de Eliseu ficou assustado ao ver o exército
siro acam pado ao redor da cidade. No entanto,
quando com unicou o fato a Eliseu, este não entrou
em pânico; pediu a Deus que abrisse os olhos ao
servo, de modo que ele enxergasse na esfera
espiritual. O Senhor o fez, mostrando-lhe um exército
de anjos mais numeroso que o exército siro. Isso lhe
proporcionou grande alegria. Foi a palavra de
conhecim ento que a trouxe, expulsando o m edo.
D epois de Eliseu receber a palavra de conhe­
cim ento acerca da presença do exército de anjos,
Um O lhar mais P rofundo

recebeu também um a palavra de sabedoria quanto


ao que fazer em relação aos siros. Pediu então a
Deus que lhes cegasse os olhos. Quando o rei de
Israel viu que o exército siro estava cego quis m atar
todos eles; Eliseu contudo os alimentou e os levou
em segurança ao lar. Este é outro exem plo de com o
um a palavra de sabedoria se transforma em am or.
O fruto da alegria aparece 62 vezes no Novo
Testam ento. Q uero que você observe com o essa
palavra está do princípio ao fim entrelaçada com a
vida terrena de Jesus.
O anjo que em Lucas, 1:28 disse a Maria que ela
daria à luz ao Messias, saudou-a com a expressão
"alegra-te”,
Na noite do nascim ento de Jesus, um anjo
ap areceu a um grupo de pastores e lhes disse:
"Não temais”-, eis aqui vos trago boa-nova de
grande alegria ” (Lucas, 2:10).
M ateus, 2:10 registra que quando os m agos
viram a estrela, “alegraram -se com grande e in­
tenso júbilo”.
Na m anhã da ressurreição, ao encontrarem o
túmulo vazio, tom adas de grande alegria as mulhe­
res correram a anunciar o fato aos discípulos
(M ateus, 28:8).
Jesu s falou a respeito d o júbilo, em seu ministé­
rio terreno.
Os cristãos devem alegrar-se sem pre. Se você é
submisso ao Jesus que está em você, você sente
alegria. Existe um a alegria que ultrapassa quaisquer
circunstâncias. É extrem am ente importante que se
Plenitude do Espírito : Fruto e Dons

conscientize dela. Ela é um a das evidências de que


Cristo está em você. O Novo Testam ento registra
que sem pre que o Evangelho era pregado a alegria
se manifestava.
Quando você vê alguém sendo salvo você se
alegra, porque sabe que aquela pessoa vai experi­
m entar a m esm a alegria que você experim entou, ao
se converter a Cristo. Onde conseguiu sua alegria?
Em Jesus! Porque onde está Jesus, aí há alegria.

F é-P a z
O dom da fé coincide com o fruto da paz.
H á basicam ente três tipos de fé. Prim eiro:
Romanos, 12:3 diz que cada pessoa nasce com uma
m edida de fé para ser salva. Segundo: a fé pode ser
aum entada ao se ouvir a Palavra de Deus (Romanos,
10:17). Terceiro: há o dom da fé concedido para
ocasiões especiais. Você já descobriu seu potencial
num a crise em que usou a fé para ter solução? Sem
estar preparado para aquilo, a fé lhe invadiu o
coração? Esse tipo de fé foi uma dádiva divina para
aquela ocasião.
Onde a fé se manifesta existe paz. Não é de
adm irar que Romanos, 15:13 afirme que há "gozo
ep a z no vosso crer". Quando um a pessoa cam inha
por fé, a paz com eça a operar.
Isso é um a verdade na minha vida. Quando
experim ento tem or de alguma coisa, ou m e sinto
tensa, já sei que não estou andando com fé, visto
estar sem paz no coração.
Na Bíblia, as expressões “não tem as", ou “não
U m O lhar mais P rofundo

tem ais’’ estão registradas 366 vezes. Há um “não


tem as" para cada dia do ano, e mais um para o ano
bissexto! Por que as disse Deus tantas vezes? Creio
que ele nos aconselhou a não ter m edo porque
quando estam os am edrontados não som os capazes
de exercer a fé, e ele então é impedido de agir em
nosso favor, posto que opera mediante nossa fé.
Se Deus é um D eus-fé, acredito sinceram ente
que o m edo é um m au espírito, proveniente de
Satanás. Deus concedeu a cada cristão a fórmula
p a ra liv ra r-se d e sse e sp írito ab o m in áv el.
I Jo ão, 4:18 diz:
".. .0 perfeito am or lança fo ra o medo ”.
O que é perfeito amor? É maturidade. Quando
você perm ite que o fruto da paz am adureça, ele
em purra o medo para fora.
Eirene, a palavra grega para paz, significa: “viver
a vida da m elhor m aneira possível”. Assim, se está
cam inhando por fé você está vivendo a vida da
m elhor m aneira possível. Shalom é a palavra
hebraica para paz, e tem significado igual a eirene.
Os significados originais dessas duas palavras
m ostram claram ente que Deus deseja que todo
cristão tenha paz em sua vida.
Quando Davi declarou no Salmo 38:3 'hão ter
parte sã na sua carne”, no fundo ele estava afirman­
do que não tinha paz no corp o - encontrava-se doen­
te. T er paz no corpo significa desfrutar boa saúde.
Como você consegue m anter-se saudável? Tendo
fé em todos os textos das Escrituras que se relacio­
nam com saúde e cura. A fé neles traz paz ao corpo.
Plenitude do Espírito : Fruto e Dons

Entretanto, paz significa mais do que saúde; é


bem -estar também.
Deus não quer que apenas seu corpo esteja
bem , em paz, mas que as coisas ao redor também
estejam bem . A fé na Palavra, no tocante a qualquer
área da sua vida, trará paz à sua situação. Assim
com o entra na sua vida, ela fluirá até outros à sua
volta. Romanos, 2:10 nos diz que quando agimos
de acordo com a Palavra recebem os "glória, honra
ep a z ”. Filipenses, 4 :7 acrescenta que Deus mesmo
será a nossa paz.

Cura - Longanimidade
Se você observar a m aneira com o o fruto e os
dons são apresentados no Novo Testam ento, ve­
rificará que o dom de cura corresponde ao fruto
da longanimidade.
A longanimidade não é tão horrível com o parece.
A palavra grega para este fruto significa literal­
mente “firm eza de ânimo”; ou seja, ser capaz de ver
através de algum a coisa, e jamais desistir. A
longanimidade diz: “Não reconheço derrota. Insisto
até vencer!” É por isso que seu fruto se em parelha
com o dom da cura, visto que nem todas as curas
são instantâneas.
Curar, no Antigo Testamento, significa “remendar,
cobrir, consertar". Assim, quando o Espírito do
Senhor está curando alguém no corpo ele está
realm ente remendando ou consertando, ou cobrin­
do a parte ferida.
A cura, entretanto, não está limitada à doença.
U m O lhar mais P rofundo

Ela pode também significar reparar um ato ou um


relacionam ento rompido. É possível que tenha
ligação com m ente, hábitos, memórias, espírito, ou
m esm o nossa nação. I Coríntios, 12:28 afirma
claram ente que Deus estabeleceu diferentes tipos
de ministério para diferentes tipos de cura.
V ocê verificará que a longanimidade trata de
questões mentais e relacionam entos em ocionais,
e se constitui na base para o perdão (Provérbios,
19:11); a paciência (Eclesiastes, 7:8); a amizade
(Provérbios, 15:18); o bom relacionam ento pes­
soal (Provérbios, 25:15); a sabedoria autêntica
(P rovérb ios, 1 4 :2 9 ); ou o verd adeiro p od er
(Provérbios, 16:32).
Como é possível saber que sua cura é para hoje?
Antes de tudo você precisa verificar o que está na
Palavra. Entretanto, usar apenas um texto não é
nada recom endável. Deuteronôm io, 19:15 diz:
" ...p elo d ep o im en to d e d u a s ou três
testemunhas se estabelecerá o fa to ”.
Uma das primeiras narrativas de cura se encon­
tra em Gênesis, 20:17. Abraão orou para que Deus
curasse Abimeleque, as esposas e os escravos, e
eles voltassem a ter filhos. Outra narrativa impor­
tante se encontra no livro de Êxodo. Antes de os
israelitas deixarem o Egito Deus lhes disse que os
libertaria milagrosam ente. E cumpriu a prom essa
na sua última noite no Egito, quando enviou uma
praga sobre os egípcios e matou o primogênito do
sexo m asculino de cada família. Os israelitas foram
poupados porque tinham o sangue de um cordeiro
Plenitude do Espírito : Fruto e Dons

espargido sobre as om breiras das portas, com o


Deus os instruira a fazer. O cordeiro era m orto
na soleira, levado para o interior da casa, assado
e com ido.
D epois que os israelitas deixaram o Egito, Deus
lhes m ostrou com o perm anecer saudáveis. Sem­
pre que alguém pecasse, um cordeiro devia ser
sacrificad o , seu san gu e asp erg id o sob re o
propiciatório e depois ser ele com ido pela pessoa
que h ou vesse p ecad o . Seus p ecad o s eram
transferidos para o cordeiro, e Deus aceitava seu
sangue com o sacrifício por eles.
Quando você aceita Jesus Cristo com o seu
Salvador pessoal, seus pecados sâo igualmente
para ele transferidos, Ele m orreu na cruz para
acabar com todos,os sacrifícios pelo pecado. Deus
aceitou seu sangue com o expiação perfeita pelo
pecado de todo homem. Assim, quando você
participa da com unhão, que simboliza o com er o
cordeiro, você está com em orando o perdão dos
seus pecados. Você deve saber também, com o está
dito em I Coríntios, 11, que toda pessoa que
participar da com unhão de m aneira indigna trará
para si doença e m orte.
A Escritura também nos adverte acerca de outras
coisas que podem produzir tais calamidades. Em
Números, capítulos 12 e 21, a murmuração levou
muitos israelitas enferm os à m orte. Mas Deus
proveu tam bém um m eio para que fossem curados.
O Salmo 38 diz que Davi ficou doente depois de
haver pecado. Os evangelhos registram que Jesus
U m O lhar mais P rofundo

curou muitas pessoas oprimidas e possuídas pelo


diabo. Felizmente Deus nos proveu um m étodo
simples para receber cura quando adoecem os por
algum desses motivos.
Toda cura está na dependência do grau de
“virtude" curadora ministrada pela pessoa que ora
pelo doente. A unção pode ser forte! No caso de
Eliseu, vem os que em bora houvesse morrido fazia
vários m eses, trouxe vida a alguém que m orrera
havia pouco, ao ser lançado na sua sepultura e lhe
tocar os ossos Oi Reis, 13:21).
O Novo Testam ento registra um caso de unção
evidente, quando uma mulher que por 12 anos
vinha sofrendo de uma hem orragia tocou a veste de
Je su s e foi instantaneam ente cu rad a. Je su s
reconheceu que dele saíra “virtude" (poder). A
palavra virtude vem do grego dunamis, e significa
poder explosivo que opera milagre.
Atos, 5:15 registra o fato de a som bra de Pedro
incidir sobre as pessoas e produzir cura. Atos, 19:11,
12 revela que lenços tocados por Paulo eram
colocados sobre enferm os e eles eram curados.
Essas unções, que existem ainda hoje, provêm
do Espírito Santo 0 Coríntios, 12:28), sendo resul­
tado de jejum, oração (Mateus, 17:14-21), e fé
(Rom anos, 10:17).
A fé para receber a “virtude é a segunda coisa
necessária à cura. A única vez em que Jesu s não
curou pessoas foi quando elas estavam domi­
nadas pela descrença (Mateus, 13:58). Nos dias
de Eliseu havia muitos leprosos, m as som ente
Plenitude do E sp Irito: Fruto e Dons

Naamã, o siro, ficou são (II Reis, 5; Lucas, 4:27).


Você pode ajudar uma pessoa a alcançar a cura
m ostrando-lhe textos da Escritura que a m encio­
nam. Mediante o testemunho bíblico ela poderá
ter a fé aumentada.
Lem bro-m e de quando nossa igreja tinha cerca
de um ano de fundação. Encontrava-m e certo dia
no seu escritório quando uma senhora, enferm a,
me cham ou para orar por ela. O Senhor m e disse
que lesse textos sobre cura. Devo lhe ter apresenta­
do uns 25 textos bíblicos. Quando terminei ela me
disse que já não necessitava de oração: estava curada!
Se você está doente, com o preparar-se para
ser curado?
Primeiro: perdoe àqueles que pecaram contra
você (Mateus, 5:23,24). Fique cheio da Palavra,
de m odo a sentir-se firme nela, especialm ente se
não assistir imediatamente à m anifestação de cura.
O perdão é extrem am ente im portante, mas não
apenas na cura do corpo. Algumas vezes envolve
a cura de lem branças e em oções. Não gosto da
expressão “cu ra de lem branças”; para mim tem
havido abuso e mau em prego da expressão -
em bora não haja dúvida de que o Senhor nos cura
de experiências passadas. Muitos cristãos vivem
grandes tribulações por não conseguirem livrar-se
de más lem branças.
Quando ocorre uma cura em ocional, vem a
seguir um a trem enda alegria. A alegria é a m elhor
propaganda de Deus, e seu m aior instrumento
contra o diabo.
U m O lhar mais P rofundo

Uma história no Antigo Testam ento constitui


bela ilustração de com o o perdão opera na cura
de feridas em ocionais do passado. É a história
de Jo sé.
Seus irm ãos foram muito cruéis para com ele.
Eram tão cium entos que o venderam com o escravo.
Que reação supõe você que ele teve com respeito
a eles, especialm ente estando consciente desde o
princípio de que haviam planejado matá-lo?
Jo sé foi levado ao Egito, onde foi falsam ente
acusado pela esposa do amo, e lançado na prisão.
Mas Deus estava com ele, e ele acabou prom ovido
à posição de segundo hom em mais poderoso em
todo o Egito.
Depois que foi prom ovido, uma terrível fome
feriu a Terra, e seus irm ãos vieram ao Egito para
com prar alimentos. Essa teria sido uma oportuni­
dade perfeita para ele se vingar. Estava no entanto
tão bem preparado para aquele momento que não
sentiu nenhum desejo de vingança. D ecidira dar ao
prim ogênito o nome de M anassés, que significa
“fazer esquecer". É bíblico tanto esquecer com o
perdoar pecados. Deus diz que quando perdoa
nossos pecados ele os esquece (Salmos, 103:10-12).
Mais adiante daria ao segundo filho o nom e de
Efraim, que significa prosperidade. Quando você
esquece o passado e se sente vivo para Deus você
se tom a um cristão frutífero.
Um conhecidíssim o personagem do N ovo
Testam ento que se dispôs a esquecer foi o pai do
filho pródigo. O irmão deste demonstrou, com sua
Plenitude do Espírito : Fruto e Dons

atitude contrária, o que pode acontecer quando


uma experiência m á nào é perdoada.

Milagres Mansidão
-

A benignidade é fruto paralelo ao dom da


operação de milagres. A palavra grega para mansidão
é cbrestotes, e significa bondade. Exam inei o que a
Bíblia diz acerca de bondade e descobri as seguintes
verdades: Deus é bom (Salmos, 106:1); a natureza
é generosa para com o povo de Deus (Salmos,
106:11): a história divulga a bondade de Deus
(Salmos, 145:7); os juízos de Deus são bons (Salmos,
119:68); o hom em bom em presta dinheiro com
discrição (Salmos, 112:5).
O significado grego para dom de operação de
milagres é o de m anifestações explosivas do poder
de Deus. Um bom exem plo se encontra em Atos,
8:5-24, no qual Filipe opera tão poderosos mila­
gres que um hom em cham ado Simão tenta com ­
prar o batismo no Espírito Santo. Ele almejou ter o
m esm o poder explosivo que vira Filipe exercendo.
O livro de Jonas, no Antigo Testam ento, está
cheio de milagres - tanto m orais com o espirituais.
O capítulo 1 registra um milagre moral. Jonas
está fugindo do Senhor. Tendo com prado passagem
para um a viagem marítima, navega rumo a Társis,
quando se levanta um a grande tem pestade.
Os hom ens do navio com eçam a clam ar a seus
deuses, mas não obtêm resposta.
Abandonam-nos então e passam a clam ar ao
Deus de Jon as, que lhes responde aos apelos com
U m O lhar mais P rofundo

um m ilagre físico - faz cessar a tem pestade após ter


sido ele próprio lançado ao mar.
Depois disto é engolido por um grande peixe. O
capítulo dois conta que ele orou a Deus do ventre
do peixe, e Deus o ouviu. Deus pode ouvir-nos,
onde quer que estejamos! Revela-nos ainda o texto
que Jonas clam ou ao Senhor em sua aflição. S e
orou a Palavra de Deus, e não seu infortúnio!
Essa é um a boa receita para se obter m ilagre. Ore
a Palavra! A fé vem pelo ouvir a Palavra, e essa fé
produzirá o milagre que você deseja.
No cap. 2, v. 8, Jonas declara crer que a Palavra
de Deus tinha poder sobre sua situação. No versículo
seguinte ele oferece um sacrifício de ações de
graça. Tal atitude deve servir de exem plo a todo
cristão - louvar ao Senhor em ocasiões não tão
felizes. Esse louvor será oferecido com o resultado
de fé, e não de sensibilidade.
D epois que Jonas concordou em obedecer a
D eus, ele afirmou que a salvação é do Senhor, e que
a fé é para agora. Estava fazendo o que Jesus, séculos
mais tarde, diría aos discípulos que fizessem. Quando
ele orava por um milagre, cria que o recebia ao
pedi-lo. Ele estava chamando aquelas coisas que
não eram com o se fossem (Hebreus, 11:3).
Logo após fazer sua confissão de fé, diz a Bíblia
que Deus falou ao peixe, que vom itou Jonas
em terra seca.
O capítulo quatro ilustra um dom ressoante
(cam painha) operando sem seu fruto (rom ã). Jonas
se zangou porque Nínive se arrependeu, e isso fez
Plenitude do Espírito : Fruto e Dons

com que sua profecia não se cum prisse. Ele estava


mais preocupado com seu ministério do que com
o povo ao qual ministrava. Deus lhe m ostrou quão
perigoso é esse com portam ento. Para isso fez
crescer um a planta sobre ele. Então, acom panhado
por um forte vento oriental, pôs nela um verm e,
para que morresse assim que o sol incidisse sobre ele.
Isso, naturalmente, levoujonas a desejar m orrer.
A planta representava seu ministério, que ele
julgava extrem am en te im portante. O verm e
significava que quando o dom deixa de dar fruto ele
pode m uitas vezes ser prejudicial. Nesse caso Jonas
teria preferido ver as pessoas m orrendo em lugar
de convertendo-se. Quão terrível isso teria sido!
Você gostaria de saber com o receber um milagre?
Antes de mais nada, conserte suas atitudes. Deus
não produziría um milagre físico ou m oral em Jonas
ou Nínive até serem as atitudes corrigidas.
A prim eira coisa que muitas pessoas dizem
quando necessitam de um milagre é isto: “Ó
D eus, tenho um problem a”. Mas esta é a atitude
correta: “Ó D eus, tenho uma oportunidade para
operares um m ilagre”. Muitas vezes elas se admiram
por jamais terem recebido o milagre desejado. Se
isto aconteceu foi em virtude de suas atitudes erradas:
irritam-se com as pessoas, criticam ministérios e
fazem comentários desagradáveis a respeito de outros.
O passo seguinte para se receber milagre é
convidar Jesu s Cristo a participar de determinada
situação. Qual foi o primeiro milagre realizado por
Jesus? Ele transformou água em vinho (João, 2). Seu
U m O lhar mais P rofundo

aparecim ento no banquete não foi fortuito ou


casual. Ele fora convidado junto com os discípulos;
quando chegou foi servido com o tal. Assim, muitas
vezes nos aproxim am os de Jesus e dizemos: “Serve-
m e, Jesus, serve-m e!” Por que não o servim os
primeiro? É por essa razão que o adoram os na
abertura do culto. Nós o estam os convidando a
m ovim entar-se entre nós.
O terceiro passo é encontrar um texto bíblico
que o leve a aproxim ar-se de Deus, de m odo a se
firm ar numa base sólida, sem oscilações. Quando
no meio da festa acabou o vinho, Maria se aproxim ou
de Jesus e lhe com unicou o problem a. Mas ele
respondeu que a sua “hora ainda não tinha chegado”.
Acredito que estava aguardando uma palavra do
Pai, antes de entrar em ação. Se você não tem um
texto bíblico, então não pode ter fé para receber
algo. O único caminho da fé é ouvir a Palavra de Deus.
Jesu s então falou a palavra - não à m ãe, m as aos
serventes. Os que nele esperam e fazem sua
vontade são os únicos que assistem aos m ilagres.
Alguns poderíam perguntar porque ele não usou
Maria para ajudá-lo, sendo ela sua m ãe, ou o
m estre-sala, o qual ficaria fortemente impressionado.
Sim bolicam ente,Jesusdeseja pegar a água sim ples
e costum eira da sua vida para transform á-la no
m elhor vinho (a Palavra), que produz alegria.
O último passo a dar, para que você receba um
milagre, é lem brar-se de que Deus é bom e
am oroso, e deseja que você tenha boas coisas. Não
posso aceitar declarações com o estas: “Deus quer
PLENITUDE DO ESPÍRITO: FRUTO E DONS

que eu seja pobre, pois isso m e tom a mais espiritual";


ou: “Sou mais espiritual quando estou doente”.
Nunca me sentia espiritual quando estava doente -
sentia-me “excluída", isto sim! Se você está realmente
enferm o, não tem desejo de ler sua Bíblia. Você
quer ir para a cam a e esquecer-se de tudo.
Deus sabe que o fato de você estar doente não
o tom a mais espiritual. Foi p or isso que entregou
seu Filho Unigênito para ser ferido pelas nossas
iniqüidades, de m odo que pudéssem os ser curados.
V ocê se engana, se julga que não m erece ser sadio.
II Coríntios, 5:21 diz que você é “a justiça de Deus
em Cristo Jesu s”. Lem bre-se: Deus o am a, e aceita
Jesus com o sua justiça.

P ro fecia - B o n d a d e
A profecia opera com o fruto da bondade. A
palavra bondade, em G álatas, 5:22, é derivada das
palavras gregas kalos e agathos. Kalos significa
apelo aos olhos, e agathos, santo ou m oral. Quan­
do olha para o fruto da bondade você não o asso­
cia im ediatam ente à m oralidade; você pensa
apenas em quão atraente, e não em quão m oral
ele é. Assim , quando um a p ro fecia é d ada, ela
d eve ser sem pre atraente.
A profeciasignifica o que “flui, efervesce, escorre,
em ana”. É fácil constatar com o isso se ajusta à
descrição da Bíblia acerca do que a profecia deve
fazer: confortar, edificar, anim ar.
I Coríntios, 12:31 e 14:1 dirigem -se a todos os
filhos de Deus nascidos de novo, desejosos de
U m O lhar mais P rofundo

profetizar. Algumas pessoas acreditam que o melhor


dom do Espírito é a profecia. Eu creio, entretanto,
que o m elhor dom do Espírito é aquele necessário
a um a determinada ocasião.
Isaías, 32:15 Jo e l, 2:28,29, e Atos, 2:17,18 descre­
vem a profecia com o alguma coisa que acontecerá
frequentem ente nos tem pos do fim. Além disso,
m ulheres, e até m oças profetizarão. Não perm ita
que o fato de Deus usar mulheres para profetizar o
perturbe. Ele não quer que você focalize quem dá
a m ensagem , e sim a própria mensagem.
Isaías, 50:4 diz:
"O Senhor Deus m e deu a língua d e eru­
ditos, p a ra que eu saiba dizer boaspalavras
ao cansado. Ele m e desperta todas as manhãs,
desperta-me o ouvido p a ra que eu ouça
como os eruditos”.
A profecia fará alguma coisa pela pessoa fatigada.
Quem profetiza precisa ser ouvinte da Palavra!
A profecia não deve provir de pessoas que nunca
a estudam . Provérbios, 21:18 declara:
"A testemunha falsa perecerá, mas a auri-
cular falará sem ser contestada".
D eseja você sinceram ente profetizar? Então
apegue-se à Palavra! Deus a tom ará mais viva
p ara você, porque você a ouve constantem ente.
Assim fazendo, você será com o o descrito em
Provérbios, 15:23:
V homem se alegra em dar resposta adequada,
e a palavra a seu tempo, quão formosa ê!“
Ezequiel, 3:1-2 narra com o Deus preparou
Plenitude do Espírito : Fruto e Dons

Ezequiel para seu ministério com o profeta, fa­


zendo-o com er a Palavra. É muito importante ser
um com edor da Palavra, pois de outro modo você
nâo será capaz de julgar se a profecia é bíblica. Se
a profecia nâo se alinha com a Palavra, ela veio, ou
de você m esm o, ou de um mau espírito,
O utro modo pelo qual você pode preparar-se
para profetizar é falar em línguas. Em Atos, 19:6
lem os acerca de um grupo de m oços cristãos que
falaram em línguas e profetizaram .
I Coríntios, 12:4-6 diz que o Senhor confere seus
vários dons, numa grande variedade de modos.
Tanto os dons com o os modos apresentados são de
Deus. Ezequiel e Jerem ias são bons exem plos de
com o o Senhor os usou exclusivamente para predizer
e prognosticar o que aconteceria às doze tribos de
Israel. Suas m ensagens nunca en traram em
contradição. O m esm o se requer das profecias de
hoje - que nunca contradigam a Palavra de Deus!
Peço-lhe que observe algo acerca das profecias
de Ágabo, em Atos, 11:28 e 21:10,11. Ambas
dem onstraram bondade e trouxeram esperança.
Mesmo Jerem ias, que sofreu muita aflição, louvou
a Deus p or sua fidelidade. Deus jamais dará profecia
derrotista: ele não é Deus de derrota, mas de vitória!
H ã nove princípios para julgar a verdadeira
profecia: 1) produzirá um ou m ais dos seguintes
resultados: confortar, edificar, exortar (I Coríntios,
14:3); 2 ) concordará sem pre com a Palavra (II
Tim óteo, 3:1 6 ; Isaías, 8:19,20; D euteronôm io, 4:2;
Provérbios, 3 0 :5 ,6 ); 3 ) exaltará sem pre Jesus (João,
U m O lhar mais P rofundo

16:13-15); 4 ) produzirá fruto no caráter cristão


(Rom anos, 14:17); 5 ) cum prir-se-á, quando profe­
rida; 6 ) não deverá absolutam ente prom over
desobediência à Palavra de Deus (quando isso
acontece, não procede de Deus. (Deuteronôm io,
13:1-5); 7 ) Prom overá liberdade, não escravidão ou
ditadura espiritual para valer com o província do
Espírito Santo (Romanos, 8 :15); 8 ) injetará vida
nova 01 Coríntios, 3:6 ); 9 ) será julgada no coração
de cada cristão, quando a ouvir pelo Espírito Santo
0 Coríntios, 14:32).
Observe agora algumas linhas práticas, se é que
você deseja profetizar: 1) É preciso aceitar a Deus
e andar lado a lado com ele. Provérbios, 20:27 diz:
"O espírito do homem é a lâmpada do Se­
nhor, a qual esquadrinha todo o m ais
íntimo do corpo".
É Deus quem o ilumina em seu espírito, para que
você projete sua luz no m eio dos cristãos que vivem
no nom e de Jesus. 2) É importante “ir"! M arcos,
16:17 diz:
“Estes sinais hão d e acom panhar aqueles
que crêem ( ...) “
Jesus disse que o s discípulos deviam ir e pregar
o Evangelho a todas as nações; anunciou então os
sinais que seguiríam aqueles que nele cressem .
Sinais acom panham os seguidores! 3 ) É necessário
pedir! M arcos, 11:24 diz que todo aquele que deseja
algum a coisa deve pedi-la a D eus, segundo
recom enda sua própria Palavra. 4 ) Praticar é funda­
mental! Os dons am adurecem com a prática. 5 ) Não
Plenitude do Espírito : Fruto e Dons

se esquecer de conferir motivos. Sua razão para


desejar algum dom do Espírito Santo deve ser a
edificação do Corpo do Cristo.

Discernimento de Espirito - Fé
N os cap ítu lo s an terio res v o cê ap ren d eu que
há três tip os de fé: 1) fé p ara to rn ar-se filho de
D eus n ascid o de n ovo; 2 ) fé sob ren atu ral p ara
ajud á-lo em circu n stân cias d ifíceis; 3 ) o fru to
da fid elid ad e, que vem do seu esp írito hum ano
n ascid o de n ovo.
Penso que não é comum fazer coincidir o fruto
da fidelidade com o dom de discernir espíritos. É
importante para este fruto operar com esse dom . O
dom de discernir espíritos é auxiliado pelo fruto da
fidelidade, porque esta é requerida para se ser um
amigo (Provérbios, 27:6); a fidelidade é importante
para Deus (Mateus, 22:23; Romanos, 3:3); afidelidade
é característica do nosso Pai Celestial (I Coríntios,
1:9); Jesu s Cristo, nosso SumoSacerdote, é sem pre
fiel(H ebreus, 2:17);oq u esereq u erd o d esp en seiro
é fidelidade G Coríntios, 4 :2 ); os servos de Deus que
são fiéis prosperarão (Mateus, 25:21); a infidelidade
avilta a pessoa (Lucas, 16:10-12).
Não posso enfatizar o suficiente quão importante
é ser fiel na leitura da Bíblia, na vida de oração, na
igreja, no casam ento, nas am izades, além de em
outras áreas. Quando você é fiel, você se assem elha
ajesu s. Ser infiel é parecer-se com o diabo - ele não
foi fiel em relação às coisas de D eus, antes m esm o
de o mundo ter sido criado.
U m O lhar mais P rofundo

Antes que vejamos plenamente com o a fideli­


dade está relacionada com o dom de discernir
esp íritos, quero que v o cê recon h eça quatro
elem entos que um cristão pode discernir: 1) o
Espírito Santo (João, 1:32-34); 2 ) os anjos bons
(Atos, 12:1-12); 3 ) os maus espíritos (Atos, 16:16-
18); 4 ) os espíritos humanos (Lucas, 9:53-55).
H ebreus, 5:14 nos m ostra com o discernir um
ou mais desses espíritos. Este texto bíblico trata
de um fator essencial na vida do cristão - treina­
m ento. Essencial por quê? Porque treinando os
sentidos a discernir entre o bem e o mal o cristão
não só é ele próprio ajudado, com o é auxiliado
na m inistração a outros. Também é protegido
contra a falsa doutrina.
Se você já am adureceu e tem capacidade de
discernir entre o bem e o m al, o Espírito Santo pode
usá-lo dando-lhe o dom de discernimento de
espíritos. Este dom pode ser usado para: l)auxiliar
na libertação dos aflitos, bem com o dos oprimidos
por algum m au espírito (Atos, 16:16-18); 2 ) levá-lo
a reconhecer os servos do diabo (Atos, 13:9-11); 3 )
descobrir por antecipação algum plano maquiavé­
lico do diabo. Sua obra poderá ser assim impe­
dida (Mateus, 18:18-20); 4 ) desm ascarar um erro
(João, 16:16; I Tim óteo, 4:12; e II Pedro, 2 :1 ); 5)
revelar os operadores de milagres do dem ônio,
que não exaltam o nom e de Jesus 0 Coríntios, 12:3;
I Jo ã o , 4 :1 -3 ). Além disso, o dom de discernir os
espíritos vem p or m eio de visões (Apocalipse,
16:13,14) e de sonhos (Mateus, 1:20-21).
Plenitude do Espírito : Fruto e Dons

Por que então você conclui que o fruto da


fidelidade é essencial para que o dom de discernir
espíritos opere? Antes de tudo, se você está minis­
trando libertação aos possuídos do demônio, garanto
que terá de usar o fruto da fidelidade mais do que
qualquer outra coisa em sua vida! V ocê pode
expulsar todos os demônios de uma pessoa num
só dia, m as as Escrituras ensinam que ela sofrerá
ainda mais lutas do inimigo no seu em penho de
voltar a “casa”, agora varrida e limpa. Pois ele
desejará retom ar ao seu “alojamento" anterior, e
trará consigo sete outros espíritos ainda piores
do que ele m esmo, e todos juntos continuarão a
agredi-la. Se você não for fiel e não perm anecer
com ela até que toda a provação tenha terminado,
ela enfrentará grandes dificuldades.
Requer muita prática, até se conseguir ficar
bem treinado, de modo a discernir entre o bem e
o mal. Durante o treinam ento, a fidelidade é
necessária. Como diz antigo ditado: “A prática leva
à perfeição".
Entretanto, estar treinado para distinguir o bem
do m al ainda não é suficiente. É também necessário
ser um com edor da Palavra. O próprio Jesus, em
vez de im por as m ãos, expulsou espíritos imundos
com um a Palavra (M arcos, 1:17). Se você não está
“p or dentro” da Palavra, não será bem -sucedido na
expulsão de maus espíritos - não terá fé bastante
para “exercer” a Palavra! Os cristãos não devem
impor as mãos sobre possuídos do demônio, apenas
sobre enferm os (M arcos, 16:18).
U m O lhar mais P rofundo

Variedade de Ungidas - Interpretação de Ungpas


M ansidão - T em p era n ça
Penso que o dom de variedade de línguas,
interpretação de línguas e os frutos da mansidão e
da tem perança são muito excitantes. Todo cristão
cheio do Espírito pode usar esses dons vocais do
Espírito. Não estou insinuando que todo cristão terá
am bos os dons. Contudo todo cristão cheio do
Espírito Santo de algum modo usará línguas.
Antes de discutir estes dois últimos dons do
Espírito desejo dar-lhe um a definição tanto para
línguas devodonais com o para variedade de línguas.
I Coríntios, 14:2-4 diz que as línguas devocionais
são para todo o ministério particular de oração do
cristão, e para intercessão. I Coríntios, 14:5, 9-13,
27-33, 4 0 declara que variedade de línguas é para
o ministério público. Elas têm de ser acom panhadas
do dom de interpretação, a fim de se evitar confusão
quando usadas na igreja.
Quando alguém numa congregação usa o dom
de variedade de línguas, o fruto da mansidão tem
de acom panhá-lo. Mansidão é energia dirigida. A
m ensagem em línguas não deve nunca ser dada
descontroladam ente. Pelo contrário, a energia que
apóia a m ensagem precisa ser dirigida de m odo que
os cristãos sejam edificados.
Algumas vezes não é isso que ocorre. Talvez por
exigirem os dons vocais do Espírito mais correção
do que o que acontece aos outros dons. Portanto,
a m ansidão é requerida para se ter capacidade de
receb er correção e treinam ento.
Plenitude do Espírito : Fruto e Dons

Em relação às línguas devocionais, acredito que


todo cristão que não exerce diariamente esse dom
desperdiça um a trem enda bênção. Provérbios,
20:27 diz que o espírito do ser humano é alâm pada
do Senhor. Quando você nasceu de novo Jesus
entrou no seu velho espírito - m orto pelo pecado
- e o trouxe de volta a D eus. Agora o Espírito Santo
no seu espírito testem unha com o Pai que você
pertence a ele (Romanos, 8 :15-16).
Em outras palavras: Deus lhe iluminou o espírito.
Mas ele não quer parar aí. Ele deseja transform á-lo
em “lâm pada”, e avivá-lo, de m odo a tom á-lo cada
vez m ais brilhante (Provérbios, 4 :18).
Isso acontece porque, quando é batizado no
Espírito Santo você se tom a mais e mais sensível às
coisas espirituais. Um cristão cheio do Espírito que
ora n o Espírito fortalece seu espírito nascido de
novo e tom a sua luz mais brilhante. É por isso que
é tão importante para todo cristão ter línguas
devocionais e exercê-las. Provérbios, 20:27 diz:
"...o espírito esquadrinha todo o mais íntimo
do corpo” e o conduz à luz.
Aqui estão algum as vantagens das línguas
devocionais: 1) levam -no a dizer boas coisas
(M ateus, 12:34); 2) fazem com que o Espírito Santo
seja o piloto de sua vida, no seu lugar (Tiago, 3 :4 );
3 ) ateiam -lhe fogo à língua, para falar do céu (Atos,
2:30); 4)preparam -no para perm itir que por seu
interm édio o Espírito Santo testem unhe sobre Jesus
(João, 16:13); 5) são um sinal para os descrentes
([ Coríntios, 14:21-22); 6 ) conferem -lhe sabedoria
sobrenatural para orar em favor de coisas que
a m ente não conhece (Rom anos, 8 :26-28); 7)
fundamentam sua fé(Judas, 1:20); 8 ) conferem -
lhe descanso e tranquilidade (Isaías, 2 8 :1 1 ,1 2 ); 9)
são um a maneira de adorar a Deus (foão, 4:23, 24;
I Coríntios, 14:15); 10) dão-lhe revelações, quando
você lê a Palavra; e 11) são uma poderosa arm a
espiritual concedida ao Corpo de Cristo (H Corín­
tios, 10:3-5; Efésios, 6 :18).
O rar em línguas não significa substituir a leitura
da Palavra em suas devoções particulares, ou na
pregação, porque Deus diz que ele “magnificou
acim a de tudo o seu nom e e a sua Palavra” (Salmos,
138:2). O rar em línguas deve servir para suplementar
a oração regular e o estudo da Bíblia.
Conclusão

esejo co n clu ir este livro apresentando-lhe

D um a lista de m eios que o ajudarão a constatar


os dons operando ativam ente em sua vida.
Antes detudo,ICcrínlk>s, 14:1 recom enda procurar
ou desejar ansiosam ente os dons do Espírito. Esse
tipo de procura é diferente da procu-ra de donsmate-
rialísticos no mundo, porque os dons do Espírito já
foram dados ao Corpo de Cristo 0 Coríntios, 12:4-7).
Em segundo lugar, você deve pedir especi-
fícam ente os dons que deseja (João, 14:12-14).
Em te rce iro lu gar, p re cisa co n sa g ra r-se .
Ministérios hoje m aduros exigiram anos e anos de
consagração, acom panhados de falhas, depressão
e perseguição. Eles não vieram com a imposição
de m ãos; desenvolveram -se em anos de obediência
e fidelidade à Palavra de Deus. Sinto, p or último,
que devo enfatizar este ponto: não consinta que
alguém que você não conhece imponha as m ãos
sobre você. I Tim óteo, 5:22 diz:
Plenitude do Espírito : Fruto e Dons

“A ninguém imponbas precipitadam ente


as mãos''.
D euteronôm io, 34:9 nos fala de com o Moisés
impôs as m ãos sobre Josué. Moisés no entanto
conhecera Josué por muitos anos, e constatara
sua lealdade, dedicação e fidelidade. Assim, a im­
posição de m ãos deve acom panhar um coração
dedicado.
Seja um sino tangendo alto e claro, para fazer
ressoar o maravilhoso fluxo dos dons do Espírito.
São a sineta de jantar de Deus convidando o mundo
a vir e participar à m esa do banquete. D eixe que
seu fruto revele sua nova natureza divinaa.
Ás rom ãs na veste do sacerdote eram azuis,
púrpura e carmesim.
O azul é a co r da Terra. Isso m ostra que o fruto
é para ser usado nesta Terra, no nosso relacio­
nam ento uns com os outros. O carm esim é azul e
púrpura com binados, representando a junção do
divino ao terreno. A púrpura é a co r real.
Quando combinamos os dons do Espírito e seu
fruto, diante de Deus olhamos e agim os com o reis,
porquanto cumprimos sua lei real.
... tem um program a diário de rádio, de 15
minutos, intitulado “Vida para Leigos”, transmitido
por mais de cem estações nos Estados Unidos e seis
estações estrangeiras.
...tem um program a diário de televisão, de 15
minutos, transmitido por quinze estações, intitulado
“H oje - O Melhor Dia de Sua Vida”.
...é autora de um a com binação de fitas em série
e lições escritas intituladas “A escola de m inistros”,
que tem p or finalidade trazer am adurecim ento
cristão, em sua cam inhada diária.
...está organizando uma escola bíblica que deverá
preparar cristãos para difundir a Palavra de Deus ao
redor do mundo.
...viaja às cidades dos EUA., que recebem seu
program a de ensino diário e oferecem Seminários
e Cerimônias Religiosas de Milagres. Porque a
Palavra sem pre vai adiante, os sinais e maravilhas
em form a de milagre devem segui-la,
...é sem pre obediente ao que o Senhor a está
guiando a fazer. Na verdade Marilyn H ickey está
ajudando a “cobrir a Terra com a Palavra deD eus".