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Índice

Introdução ......................................................................................................................... 2

A Pessoa Como Sujeito Moral.......................................................................................... 3

A relação com os outros e com o meio ambiente ............................................................. 4

O conceito da ética individual .......................................................................................... 6

Aspectos da Ética Individual ............................................................................................ 6

Aspectos da Ética Social................................................................................................... 8

Aspectos da bioética ......................................................................................................... 9

A Ética Ambiental ...................................................................................................... 10

Ética e Ecologia .......................................................................................................... 10

Conclusão ....................................................................................................................... 11

Bibliografia ..................................................................................................................... 12
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Introdução
No âmbito do presente trabalho intitulado pessoa como sujeito moral, noções básicas,
tem como objectivos de obter mais conhecimentos sobre o tema e vou começar a definir
a consciência que é um conhecimento que acompanha as nossas vivências; a
consciência aprende três sentidos biológico, psicológico e moral.
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A Pessoa Como Sujeito Moral


Antes de abordamos aqui a pessoa como sujeito moral, primeiro temos que trazer aquilo
que é o conceito de própria pessoa.

O conceito de ” Pessoa ”

A noção de pessoa aparece em oposição à de indivíduo, quer dizer, individuo biológico.

Mas o que é indivíduo biológico? Indivíduo significa, antes de tudo, consistência, isto é,
indivisibilidade interna, unidade. Esta unidade não significa simplicidade, mas sim, uma
composição de partes. Enquanto tal, esta unidade é totalidade: diferenciada, estruturada
e centrada.

É uma totalidade diferenciada uma vez que o próprio conceito de ” todo” implica uma
multiplicidade qualitativa de partes que compõe o todo. Neste sentido, o ser vivo,
enquanto indivíduo é uma totalidade diferenciada.

É uma totalidade estruturada porquanto os diversos órgãos e as funções que eles


exercem não são independentes uns dos outros como se de estratos que se sobrepõem se
tratasse. Os diferentes órgãos e suas funções constituem uma estrutura, isto é, são
interdependentes; eles só são aquilo que são devido à relação de mútua dependência.

É uma totalidade centrada porque enquanto indivíduo biológico tem um centro a partir
do qual se realiza essa totalidade. O ser vivo, no seu agir, refere-se a si mesmo, a algo
interior. Na vida vegetativa, por exemplo, a planta já realiza um processo biológico
interno de crescimento e de conservação. Em relação ao animal, isto se verifica de um
modo mais significativo e a um nível superior. O animal não só tem percepções
sensíveis como também pode conservá-las e reagir de acordo com uma sensibilidade
instintiva. A este centro poder-se-ia chamar de consciência ou memória sensível.

Moral é o conjunto de regras aplicadas no quotidiano e usadas continuamente por cada


cidadão. Essas regras orientam cada indivíduo, norteando as suas acções e os seus
julgamentos sobre o que é moral ou imoral, certo ou errado, bom ou mau.
No sentido prático, a finalidade da ética e da moral é muito semelhante. São ambas
responsáveis por construir as bases que vão guiar a conduta do homem, determinando o
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seu carácter, altruísmo e virtudes, e por ensinar a melhor forma de agir e de se


comportar em sociedade.

Mas os homens não só agem moralmente, como também pensam/reflectem sobre esse
agir moral e sobre as próprias normas/regras morais que devem seguir.

A relação com os outros e com o meio ambiente


A relação com o Outro

A relação da pessoa com o outro pode ser entendida em dois âmbitos opostos: por um
lado o outro pode ser visto como um tu-como-eu e é sempre definido em função do eu.
A pessoa é um eu, mas que não sou eu, o eu se reconhece como tal e se complementa
diante de um outro eu: eu sou eu na minha relação com o outro, nele me projecto como
pessoa.

Por outro lado o outro pode ser visto sob contracto. Aqui a relação com o outro é
estabelecida mediante um contracto que estabelece um conjunto de regras que vinculam
uns aos outros, estabelecendo acordos e vontades. Esses acordos são fundados nas leis
escritas e nas práticas costumeiras e nelas a boa-fé, isto é, a intensão primeira é de não
enganar o outro e não se deixar enganar. Esses contractos são a base da nossa vivência
social, estabelecidas em todas sociedades onde exista um Estado, politica e o Direito.

No contracto os homens olham-se reciprocamente como sujeitos com mesmos


interesses, ou mesmo diferentes mas com responsabilidade pelo mútuo benefício.

A relação com o meio ambiente

O homem é criatura e criadora do seu ambiente, que lhe proporciona a subsistência


física e lhe dá a possibilidade de desenvolvimento intelectual, moral, social e espiritual.

Desde que o homem, se adaptou ao modo de vida baseado na técnica e ciência, a sua
relação com a natureza se tornou mais agressiva.

Filósofos como, Francis Bacon (1551-1626), Galileu (1564-1642), René Descartes


(1596-1690) e Isac Newton (1642-1727), vêm a ciência e a técnica como condições que
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possibilitam a melhoria das condições da vida e a alimentação da miséria humana. Por


isso estes filósofos preconizavam um tecnicismo na relação do homem com a natureza e
o conhecimento é era encarado como um meio de nominar, manipular e transformar a
natureza.

De facto, nos seculos XVII, XVIII em especial no século XIX, com a revolução
industrial assistiu-se uma vontade de dominar e transformar o mundo, cujo lema
(slogan) era: “O Homem transforma a natureza”. Com esta transformação resultou o
crescimento económico, produção e consumismo, aumento da população mundial e de
zonas urbanizadas. Tudo isso parecia progresso da ciência e técnica para os ingénuos, e
como onde há vantagens há desvantagens, com este progresso o homem o homem
alterou radicalmente a sua relação com o seu habitat, isto é, meio ambiente, provocando
a contaminação das águas, dos lençóis freáticos, dos Solos, a camada do ozono,
transformou rios em esgotos, redução dos recursos naturais, devastação das áreas
florestais e extinção de algumas espécies animais.

Pensando nas próximas gerações e cientes da gravidade da situação, vários filósofos,


com destaque para o moçambicano Severino Elias Ngoenha, autor doRetorno do Bom
Selvagem, e movimentos ecologistas, consideram um problema global, porque diz
respeito a toda sociedade, e há necessidade de fazer um contrato de carisma moral e
político, como forma de manter o equilíbrio natural e preservar o futuro das próximas
gerações. Chamado desenvolvimento sustentável.

Como acabamos de ver, relacionamento significa conviver com outros homens e a


natureza. O que devemos sublinhar é: Quais são as maneiras adequadas de nos
relacionar com os outros?

Kant responde com o princípio formal da acção moral: “Procede em conformidade com
a lei”. A partir deste princípio, derivam três (3) máximas de ordem prática que regulam
a conduta moral do homem: “Age sempre de modo que a norma da tua acção se possa
transformar em lei Universal”, “Procede de forma que consideres a humanidade, tanto
na tua pessoa como na dos outros, como um fim e não simplesmente como um meio” e
“Procede como se fosses legislador e súbdito ao mesmo tempo”. Kant na sua obra A Paz
perpetua entre os Estados, Diz não aceitar uma única lei enquanto não ser do seu
consentimento. Vale dizer que temos de compreender a lei, assumi-la como escolha e
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decisão nossa, para que possamos cumpri-la sabendo o seu valor na sociedade assim
como individualmente.

O conceito da ética individual


Deve ser baseada em valores fundamentais de toda a sociedade. Devemos ser
responsáveis pelos nossos actos, procurando sempre ser honestos, educados,
cumpridores de todos os compromissos assumidos com toda a lealdade. Só assim é
possível termos o princípio de igualdade entre todos os cidadãos, construindo uma
sociedade mais justa. Exemplo não fazer aos outros, o que não queremos para nós. Esta
é a minha Ética, mas quero acrescentar que infelizmente à outras, a Ética daqueles que
passam por cima de tudo e todos para atingir os seus fins.

Aspectos da Ética Individual


Os aspectos da ética individual representam as formas de coexistência com os outros, a
saber: Amor, Indiferença, Ódio e Sentimentos.

O Amor

(lat. Amor: afeição, simpatia) é a tendência da sensibilidade susceptível a transportar-


nos para um ser ou um objecto reconhecido ou sentido como bom. Ex.: o amor materno,
o amor da glória.

Segundo Japiassú (2001: 12) Amor é o sentimento de inclinação e de atracção ligando


os homens uns aos outros, à Deus e ao mundo, como também o individuo a si mesmo. O
amor é uma emoção da alma causada pelo movimento dos espíritos, levando-a a unir-se
voluntariamente aos objectos que lhe parecem ser convenientes (DESCARTES citado
por JAPIASSÚ, 2001: 12).

Há vários tipos de amor: o amor familiar (fraterno, filiar, maternal, paternal); o amor à
pátria (ligado às grandes causas ou grandes princípios, como o amor à verdade ou à
honestidade); o amor à Deus (chamado de amor puro); o amor-próprio traduzido em
sentimento de dignidade pessoal e respeito a si (ARANHA & MARTINS, 2000: 143).
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As teorias sobre o amor propostas pelos filósofos ao longo do tempo tende a agrupar-se
ao redor de duas posições fundamentais:

O amor como total unidade e identificação. Nas palavras de Hegel o amor é o


sentimento pelo qual dois seres não existem se não em uma unidade perfeita e poe nessa
identidade toda a sua alma e o mundo inteiro. Nessa perspectiva, o amor deixa de ser
um fenómeno humano para ser fenómeno cósmico (natural) ou princípio de realidade
suprema. O amor humano, finito como aspiração de identidade e fusão com o infinito
está condenado ao insucesso. Os principais representantes dessa corrente são: Spinoza,
Hegel, Feuerbach, Bergson e os românticos (Idem: 143).

O amor como troca reciproca entre dois seres que preservam a individualidade e
autonomia. A troca reciproca, é emotivamente controlada de atenções e cuidados, tem
por finalidade o bem do outro como se fosse o seu próprio. Na forma feliz desse tipo de
amor, há reciprocidade, há união, mas não unidade. Esta corrente é representada por
Platão, Aristóteles, S. Tomas, Descartes, Leibniz, Scheler e Russell.

Indiferença

Neste aspecto, o Outro é nisto de acordo com a função que desempenha, onde muitas
vezes, pode ser substituído. Em segundo lugar, o Outo não é um Tu, mas um Ele. Este
Ele implica uma certa objectiva da pessoa e a redacção da subjectividade à soma da
qualidade e função. Portanto, o Outro acaba por ser substituído por uma máquina, uma
vez que, o “Ele” significa uma ausência em relação a mim, isto é, o Ele é como se não
existisse.

Ódio

É a negação ou a rejeição do Outro enquanto sujeito. O ódio é a rejeição da


subjectividade do outro. No entanto, neste aspecto é necessário que o outro exista, mas
não para o promover, mas sim, para o rejeitar.
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Os Sentimentos

Sentimentos são reacções positivas ou negativas, discretas e suaves, sobre alguém.


Sentimento pode significar: o mesmo que emoção, no significado mais geral, ou algum
tipo ou forma superior de emoção.

Aspectos da Ética Social


A Liberdade

Esse termo tem três significados fundamentais, correspondentes a três concepções que
se sobrepuseram ao longo de sua história e que podem ser caracterizadas da seguinte
maneira: Liberdade como autodeterminação ou autocausalidade; a Liberdade é ausência
de condições e de limites; Liberdade como necessidade, que se baseia no mesmo
conceito da precedente, a autodeterminação, mas atribuindo-a à totalidade a que o
homem pertence (Mundo, Estado).

Os defensores da Liberdade humana consideram que não somos apenas o resultado


inevitável da situação dada, porque como seres conscientes ao tomarmos conhecimento
das causas que actuam sobre nós, somos capazes de realizar uma acção transformadora
a partir de um projecto de acção. Deixamos ser passivos para ser actuantes (ARANHA
& MARTINS, 2000: 132).

É na acção, na prática que se constrói a liberdade, a partir dos desafios que os problemas
do existir apresentam ao ser humano. Todavia, o que é a liberdade? Ou o que é ser
livre?

Segundo Nicola Abbagnano (2007: 605) Liberdade é autodeterminação ou


autocausalidade, segundo a qual é a ausência de condições e limites. Segundo esta
concepção é livre aquelo que é causa de si mesmo (aquele que é responsável por si
próprio).

Para Jean Paul Sartre a Liberdade é a escolha que o homem faz do seu próprio ser e do
mundo. Daí a famosa frase de Sartre “o homem está condenado a ser livre”.

A Responsabilidade

Ao entender de Abbagnano (Idem: 855) Responsabilidade é a possibilidade de prever os


efeitos do próprio comportamento e de corrigi-lo com base tal previsão. Em ética, a
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noção de responsabilidade é vista de que um individuo deve assumir os seus actos,


reconhecendo-se como autor destes e aceitando suas consequências, sejam essas
positivas ou negativas, estando o individuo sujeito ao elogio ou à censura.

No entanto, a noção de responsabilidade está ligada à noção Liberdade, já que um


individuo só pode ser responsável pelos seus actos se é livre, ou seja, se realmente teve
a intenção de realiza-los e se tem plena consciência de os ter praticado.

Há casos em que excepcionalmente o individuo pode ser considerado culapado mesmo


de outros não intencionais. Exemplo: quando algo ocorre por descuido ou ainda em
casos de consequências não intencionais dos seus actos.

Aspectos da bioética
A bioética é uma predica relacionada e conjuga de um saber, uma experiencia e uma
competência normativa no contexto de agir humano.
O termo bioético é um neologismo que resulta da junção de duas palavras gregas:
Bio – quer dizer “vida”
Ethos – quer dizer “ético”
Este termo foi introduzido pela primeira vez pelo biólogo e medico antologista Van
Rensslaer Patter em 1971, na sua obra bioética: ponte para o futuro, como ética da vida
ou seja, o estudo sistemático da conduta humana na área das ciências da vida e cuidados
de saúde.
O termo bioético foi-se aprimorado de tal modo que nos nossos dias o mesmo ganhou
uma forma de significações mais profundas.
A bioética começa a consolidar-se após a segunda guerra mundial quando, chocado com
os práticos abusivos e desumanos dos médicos Nazis nos campos de concentração.

Os órgãos, tecidos e partes do corpo humano são bens fora do comércio, como bem
sabemos, não sendo os mesmos passíveis de comercialização de qualquer sorte, sendo
afastada a hipótese do corpo da pessoa ser objeto de negociação para fins de
transplantes.
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Neste sentido Volnei Garrafa assevera que “ Sob o ponto de vista ético e moral,
principalmente da nossa cultura latina, brasileira, a venda de qualquer parte do corpo é
inaceitável”.

A realidade é muito diferente, sendo certo que há o comércio ilegal de órgãos e tecidos
humanos, onde a vítima desta chaga é a própria sociedade que não encontra paz e bem-
estar necessários, com o medo de ser o próximo a acordar em uma banheira com gelo,
e sem um de seus órgãos, ou ainda, sem poder rever um de seus familiares, que sumiu
de repente.

A Ética Ambiental
A principal ideia que parte da ética ambiental, é fazer com que todos os seres humanos
se preocupem com suas ações, analisando de que forma elas irão reagir junto à natureza.
Isso vai ajudar a todos entenderem qual o seu real papel em sua sociedade e
principalmente evitar certos desgastes naturais.
Com a ética ambiental, passamos a entender que a natureza não existe para servir à raça
humana mesmo porque de acordo com estudo, coexistimos desde sempre e a política
agressiva contra o meio ambiente veio acontecer recentemente, já que a antiga
civilização conseguia conviver harmoniosamente com o meio ambiente sem que ele
sofresse com isso.

Ética e Ecologia
Desde quando os primórdio da humanidade, o homem convive diretamente ou
indiretamente com a natureza e precisa dela para sobreviver em diversos aspectos.
Desde que a sociedade veio se modernizando, a relação entre o homem e o meio
ambiente passou a ser algo sistemático, onde a natureza oferece o que o homem precisa,
teoricamente.
Acontece que esse sistema vem afetando mais e mais o desenvolvimento das nossas
áreas vezes causando, por muitas vezes, a destruição total de várias delas. Com o
avanço tecnológico que aconteceu a partir da Revolução Industrial, o crescimento
demográfico e o avanço das máquinas fizeram com que o homem atacasse ainda mais a
natureza como forma de seu sustento.
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Conclusão
Após feito o trabalho conclui que a noção de pessoa aparece em oposição à de
indivíduo, quer dizer, indivíduo biológico. Mas o que é indivíduo biológico? Indivíduo
significa, antes de tudo, consistência, isto é, indivisibilidade interna, unidade. Esta
unidade não significa simplicidade, mas sim, uma composição de partes. Enquanto tal,
esta unidade é totalidade: diferenciada, estruturada e centrada. Onde iremos ver também
que moral é o conjunto de regras aplicadas no quotidiano e usadas continuamente por
cada cidadão. Essas regras orientam cada indivíduo, norteando as suas acções e os seus
julgamentos sobre o que é moral ou imoral, certo ou errado, bom ou mau.
No sentido prático, a finalidade da ética e da moral é muito semelhante.
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Bibliografia
 www.reference.com/www.wisegeek.org/www.pachamama.org/culturesocial.co
m
 JAPIASSÚ, Hilton. & MARCONDES, Danilo. Dicionário Básico de Filosofia.
3ª Edição. R. Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2001.