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DIVULGAÇÃO DOS RESULTADOS - 2T19

Dias d’Ávila, 01 de agosto de 2019 – A PARANAPANEMA S.A. (“Paranapanema” ou “Companhia”, B3 S.A Brasil, Bolsa, Balcão: PMAM3),
maior produtora brasileira não integrada de cobre refinado e seus produtos (vergalhões, fios trefilados, laminados, barras, tubos, conexões e
suas ligas), anuncia o resultado do segundo trimestre de 2019 (2T19). As informações trimestrais e anuais consolidadas são elaboradas em
conformidade com o padrão contábil internacional estabelecido pelo International Financial Reporting Standards – IASB (IFRS) e estão
apresentadas em Real, moeda oficial do Brasil, e moeda funcional da Companhia.

Destaques
 Volume total de produtos de cobre vendido no 2T19 de 52,2 mil toneladas, com alta de 60% comparado
ao 2T18;

 Receita Líquida de R$1.401,1 milhão no 2T19, crescimento de 48% comparado ao 2T18, decorrente do
crescimento do volume de vendas de produtos de cobre que oferecem maior rentabilidade e
apreciação do câmbio;

 Lucro Bruto de R$61,2 milhões no 2T19, crescimento de 280% comparado ao 2T18;

 Atingimos um resultado EBITDA de R$116 milhões no 2T19 revertendo o prejuízo operacional do 2T18,
resultado explicado pela melhor performance operacional da Companhia e pelo impacto positivo de
direitos creditórios relacionados as contribuições de PIS/COFINS conforme detalhado no anexo VI;

 Prêmio por tonelada vendida e prêmio como percentual sobre receita líquida apresentaram melhora
no 2T19 registrando aumento de 65% e 1,5 p.p, respectivamente, resultado da melhora do mix de
vendas e reposicionamento de preço para recuperação da rentabilidade;

 Geração de caixa operacional de R$28 milhões no 2T19, decorrente principalmente da redução do


prazo médio de recebimento;

 Resultado líquido de R$102 milhões no 2T19, melhor resultado líquido da Companhia desde 2015.

Principais Indicadores
MENSAGEM DA ADMINISTRAÇÃO
No segundo trimestre de 2019, seguimos evoluindo em nossas estratégias de aumentar a ocupação
de nossos ativos operacionais através do aumento do volume de vendas e do programa de
requalificação de nossos ativos, que visa reduzir a ociosidade de nossas plantas industriais. Para isso,
seguimos buscando novos mercados para Fios e Vergalhões, bem como temos reconquistado nossa
participação nos mercados locais e regionais. Com isso, no 2T19, tivemos avanços importantes nos
volumes produzidos e comercializados que se traduziram em um melhor resultado operacional. O
EBITDA do período foi de R$ 116 milhões, parte impulsionado pela contabilização de crédito tributário
de PIS/COFINS. Não obstante esse crédito tributário, a operação gerou um EBITDA recorrente de R$
48 milhões, refletindo o aumento de aproximadamente 60% no volume de nossas vendas quando
comparado com o mesmo período de 2018. Apesar da melhora inequívoca de nossa performance
operacional ainda registramos uma despesa com ociosidade de R$ 33,5 milhões no trimestre, o que
nos dá certeza que ainda temos muito a evoluir em busca de resultados cada vez melhores.

Por isso, é necessário mantermos o foco na geração operacional de caixa, na redução dos ciclos
operacionais e na recuperação da capacidade de crédito. Nesse trimestre, mesmo com o aumento de
volume obtivemos uma Geração de Caixa Operacional de R$28 milhões, decorrente principalmente da
redução do prazo médio de recebimento no mercado interno, o que proporcionou uma maior liquidez
no caixa e espaço para novas operações. Sem novas captações desde 2015, seguimos otimizando
nosso ciclo de conversão de caixa, que atingiu 73 dias no último trimestre. Vale mencionar também que
temos apresentado indicadores de alavancagem melhores que os contratados, que efetuamos o
pagamento de juros anual de Set/18 e a primeira parcela em Mar/19 dos juros semestrais, reafirmando
nosso compromisso com todos nossos credores. Com o avanço em nossos indicadores operacionais
temos analisado alternativas visando acelerar a disponibilidade de recursos para seguirmos crescendo
em nossas operações.

No que tange aos ativos não operacionais, temos trabalhado em estratégias que permitam sua
monetização ao longo dos próximos meses e anos. Da mesma forma, buscamos dar liquidez aos
direitos creditórios também no curto prazo. Do lado passivo, temos avançado na solução para nossas
contingências. Nas trabalhistas, aumentamos nossa combatividade e temos sido mais bem-sucedidos
em vários processos e com isso temos perspectivas de ver o saldo de contingências declinar
significativamente nos próximos dois ou três anos com base no tempo de tramitação de vários dos
processos em questão. Nas cíveis entendemos que o risco foi significativamente reduzido como
mencionado no 3T18.

Vale ainda destacar outras ações administrativas e operacionais que a Companhia vem adotando
desde a reestruturação financeira ocorrida em setembro de 2017 que tem como objetivo aumentar a
produtividade, e melhorar nossos processos de gestão.

No âmbito de nossas operações demos início a implementação de um programa de Lean Manufacturing


com o objetivo de otimizar os processos industriais e eliminar os desperdícios, permitindo assim o
aumento de nossa competitividade. Este processo teve seu início em fev/19 na unidade de Laminados
em Utinga e segue no segundo semestre com a implementação no Cast & Roll e na etapa da Conversão
em Dias d’Avila. Apesar de estarmos no início desse trabalho, já é possível perceber a melhora de
nossos processos e a redução dos estoques intermediários. Conforme a filosofia Lean, estamos
construindo uma cultura de melhoria contínua que tem por objetivo a busca de ganhos incrementais de
produtividade em nossos processos produtivos ao longo do tempo. Seguimos também com nosso
programa plurianual de investimentos em Capex. No 4T19 teremos a parada programada da planta de
Dias d’Avila que deverá durar cerca de 20 dias e será mais um importante marco no processo de
requalificação dos nossos ativos que proporcionará uma elevação adicional no nível de eficiência e
confiabilidade da planta.

No front comercial tivemos a reestruturação da área comercial estabelecendo uma gestão dedicada e
exclusiva para as marcas Eluma e Caraíba. Esta reorganização permitirá que cada gestor possa melhor
alocar as demandas comerciais nos mercados interno e externo objetivando a melhora de rentabilidade
de seus portfolios de produtos. Também estamos revisitando as políticas comerciais com o apoio de
uma consultoria especializada com base em estudos de rentabilidade para todas as linhas de produtos.
Com este trabalho será possível aprimorar a gestão do mix de produtos com o foco na rentabilidade de
nossas operações. Além disso, implementaremos um sistema de precificação visando a automação e
melhor governança do processo de precificação e comercialização.

No final de 2018 tivemos a atualização do nosso SAP para a versão EhP8, o que nos permitirá atualizar
outros módulos e otimizar nossos processos administrativos e sistemas de gestão. Em 2018 também
tivemos a implantação do sistema SAP/Ariba, que vem nos proporcionando aumentar a eficiência da
área de suprimentos através da utilização de uma plataforma de relacionamento/negociação entre a
Companhia e seus fornecedores. Em 2019 seguimos investindo na melhoria de nossos processos
administrativos e sistemas de gestão com a implementação de um novo sistema de logística que
permitirá que a Companhia tenha a gestão de toda a cadeia logística de forma integrada, com aumento
da eficiência do processo de distribuição de produtos e matérias-primas, bem como a gestão e controle
dos armazéns e centros de distribuição. A Paranapanema será a primeira empresa brasileira a
implantar essa solução em nuvem, com previsão de go live em novembro deste ano. Para 2020,
seguiremos investindo em tecnologia visando automatizar nossas rotinas administrativas e reduzindo
o peso das despesas administrativas vis a vis a Receita da Companhia.

Por fim, a Administração continua integralmente dedicada a aumentar a rentabilidade de suas


operações, por meio do aumento da alavancagem operacional, da retomada das linhas de crédito,
principalmente para o financiamento do CAPEX com vistas à geração de valor para seus acionistas.
DESEMPENHO OPERACIONAL
Volume de Produção Total
No 2T19, a produtividade e a confiabilidade da planta
continuaram evoluindo, desta forma foi possível
atingirmos uma produção total de 87 mil toneladas, ou
seja, um aumento de 47% se comparado ao 2T18 (vale
lembrar que no 2T18 tivemos a manutenção
programada com duração aproximada de 31 dias).

O OEE médio (Nível de Eficiência da Planta) da


unidade de Dias d’Ávila foi de aproximadamente 71%,
bem maior que o apresentado no 2T18 e 5% superior
ao 1T19, o que confirma o melhor desempenho da
planta e a redução de interferências exógenas ao
processo produtivo.

Produção de Cobre Primário (Cátodo)

No 2T19 houve aumento de 56% na produção de


cobre primário em relação ao 2T18, decorrente do
melhor desempenho e disponibilidade do Smelter,
fator que propicia o aumento da performance
operacional e comercial.

Produtos de Cobre

No 2T19 houve aumento de 36% na produção de


produtos de cobre em relação ao 2T18, explicados pela
estratégia comercial da Companhia de priorizar as
vendas de produtos com maior valor agregado,
principalmente no segmento de Vergalhões, Fios e
outros. A Companhia segue expandindo seus negócios
para novos mercados em especial no Oriente Médio.

Coprodutos

No 2T19 o volume de produção atingiu 155,5 mil toneladas, aumento de 21% em relação ao 2T18,
explicado pela elevação no nível de eficiência da utilização de concentrado de cobre na planta de Dias
d´Ávila e reflexo da melhor performance operacional do Smelter no período.
DESEMPENHO COMERCIAL
Volume de Vendas
O volume total de produtos de cobre vendido no 2T19 foi de 52,2 mil toneladas, aumento de 60% em
relação ao 2T18 com 32,6 mil toneladas. De maneira geral, a elevação do volume de vendas é
decorrente do crescimento das vendas do cobre primário no mercado externo e dos produtos de cobre
Vergalhões e Fios, conforme detalhamento abaixo e em linha com a estratégia da Companhia de
otimizar os ativos, aumentar a alavancagem operacional e diluir custos fixos.

Cobre Primário

No 2T19, houve aumento de 130% na venda de cobre


primário em relação ao 2T18, devido principalmente a maior
disponibilidade de material fruto do melhor desempenho
industrial.

No segundo trimestre de 2019, do total de vendas de cobre


primário, 12% foram destinadas para o mercado interno e
88%, para o mercado externo.

Produtos de Cobre

Vergalhões, Fios e outros

O aumento no 2T19 de 77% em relação ao 2T18 no


volume de vendas de Vergalhões, Fios e Outros, é
explicado pela estratégia comercial de focar na venda
de produtos com maior rentabilidade. Com isso
aumentamos o nosso Market Share no mercado
interno e intensificamos nossos esforços comerciais
na busca por novos mercados internacionais com
objetivo de aumentar a ocupação da planta.

Barras/Perfis/Arames/Laminados/Tubos/Conexões

A queda no 2T19 de 21% em relação ao 2T18 no volume de vendas de


Barras/Perfis/Arames/Laminados/Tubos/Conexões é explicado pelo reposicionamento de preço para
recuperação da rentabilidade dos produtos semimanufaturados. Queda das vendas no mercado
externo foi influenciada principalmente pela crise vivida por alguns países do Mercosul, que representa
uma parte importante das exportações dos produtos da marca Eluma.
Coprodutos

Coprodutos resultam do processo de transformação do Concentrado de Cobre em Cátodos. Os


principais são o Ácido Sulfúrico e a Lama Anódica (material rico em metais preciosos tais como o Ouro
e a prata). O Ácido Sulfúrico tem seu preço baseado na cotação na FMB (Fertilizer Market Bulletin)
mais prêmios ou descontos conforme o mercado local e fretes, enquanto a Lama Anódica tem o preço
definido em decorrência dos metais preciosos contidos. Os preços dos Coprodutos são referenciados
em dólar.

Depois da sobre oferta de ácido que impactou negativamente o primeiro trimestre, o volume de vendas
no 2T19 atingiu 176,1 mil toneladas, aumento de 9% em relação ao 2T18. Apesar do aumento no
volume em coprodutos, as Receitas de Coprodutos entre os trimestres tiveram uma redução devido à
queda do preço do ácido sulfúrico no mercado internacional.

DESEMPENHO ECONÔMICO

Receita Líquida

A Receita Líquida Total do 2T19 aumentou 48% em relação ao 2T18 decorrente do melhor mix de
produtos, maior volume de vendas e valorização cambial no período.

A Receita do Cobre Primário apresentou aumento no 2T19 de 93% em relação ao 2T18, devido a maior
volume de catodo disponível para venda tendo em vista a parada programada de 19 dias na planta de
Vergalhões e Fios em Dias d´Avila, além dos fatores mencionados acima.

A estratégia comercial da Companhia de priorizar vendas de produtos que oferecem maior


rentabilidade é comprovada através do aumento de 54% da receita em Produtos de Cobre,
principalmente no segmento de Vergalhões, Fios e outros que teve aumento nas receitas de 94% no
2T19 em relação ao 2T18.

A Receita Líquida com Coprodutos apresentou no 2T19 queda de 15% em relação ao 2T18 explicado
pela redução de preço do ácido sulfúrico no mercado internacional. A redução de preço no 2T19 foi em
média de $40,0 dólares por tonelada em relação ao 1T19.

Por fim, vale lembrar que a Receita Líquida da Companhia sofre o impacto negativo do Other
Comprehensive Income - “OCI” (Ajuste de Avaliação Patrimonial), que corresponde ao efeito não
monetário da variação cambial de 2015 diferida por conta de ajustes na contabilidade de hedge que
impactou negativamente a Receita da Companhia em R$ 14 milhões.

Lucro Bruto

em R$ mil, exceto quando indicado de outra forma 2T18 2T19 ∆%


Pro Forma
Receita Líquida 945.574 1.401.022 48%
CPV Total (929.459) (1.339.848) 44%
( - ) Custo do Metal (816.619) (1.188.872) 46%
( - ) Custo de Transformação (112.840) (150.976) 34%
CPV Total/tonelada vendida ¹ 28,5 25,6 -10%
Custo do Metal/tonelada vendida ¹ 25,0 22,8 -9%
Custo de Transformação/tonelada vendida 3,5 2,9 -16%
Lucro Bruto 16.115 61.174 280%
% das Receitas 1,7% 4,4% 2,7 p.p.
TC/RC (redutor do custo do metal) 47.277 79.195 68%
Prêmio 128.955 212.150 65%
Prêmio/Receita Líquida [%] 13,6% 15,1% 1,5 p.p.
Prêmio/tonelada vendida 3,95 4,06 3%
¹ Custo Unitario: Os índices não incluem os custos/volumes de revenda de outras matérias-primas

O Lucro Bruto apresentou aumento expressivo de 280% no 2T19 quando comparado com o 2T18,
explicado principalmente pelo melhor desempenho da planta de Dias d´Avila e pela estratégia
Comercial de melhorar o mix de vendas focando em produtos de cobre. Com isso, a margem bruta
aumentou 2,7 p.p. no 2T19 quando comparado ao 2T18.

O Prêmio auferido nas vendas dos produtos apresentou um aumento de 65% na comparação entre os
trimestres. A evolução foi resultado do melhor mix de vendas, do maior volume vendido (ganhos de
escala) e também do reajuste de preços que a Companhia está aplicando em algumas linhas de
produtos.
Despesas Operacionais

As Despesas Operacionais no 2T19 forem positivamente impactadas por um evento não recorrente
relativo ao reconhecimento de um crédito tributário consignado, por decisões judiciais que reconhecem
ser indevido a cobrança de PIS/COFINS sobre o ICMS referente ao período de 2007 a 05/2014 e com
isso a variação entre os trimestres não pode ser diretamente comparada. Desconsiderando-se o evento
não recorrente, as despesas operacionais tiveram uma redução de 20% entre trimestres, em especial
por conta da maior ocupação e um nível de eficiência mais elevado na planta de Dias d´Ávila
representados pela redução de 18% nas despesas com ociosidade. Vale ainda destacar que as
despesas com SG&A representaram 2% da receita liquida no 2T19 comparado com 3% no 2T18.

EBITDA

No 2T19 revertemos o prejuízo operacional mesurado pelo EBITDA de R$38,9 milhões do 2T18, para
um resultado positivo de R$116,9 milhões, um aumento de 400% explicado pela melhor performance
operacional da Companhia, pelo aumento no volume de vendas em especial no segmento de
Vergalhões, Fios e outros e pelo impacto positivo de direitos creditórios relacionados as contribuições
de PIS/COFINS sobre o ICMS, cujo detalhamento encontra-se no anexo VI.

Resultado Líquido

No 2T19, a Companhia apresentou um Lucro Líquido de R$102,8 milhões. Tivemos impactos não
monetários da variação cambial sobre as dívidas de longo prazo, que totalizaram uma receita financeira
de R$52,5 milhões1. Além desse impacto não monetário, a depreciação foi de R$43,1 milhões, a
despesa em Other Comprehensive Income “OCI” (Ajuste de Avaliação Patrimonial), Reserva de
Reavaliação foi de R$14 milhões.

Geração de Caixa Operacional

Em complemento à estratégia de maior ocupação dos ativos operacionais, bem como a racionalização
de custos e despesa, a gestão do caixa tem objetivado racionalizar o uso dos recursos buscando a
melhor alocação dos mesmos, sem, contudo, incorrer em riscos fora do escopo de nossos negócios.
Nesse sentido, continuamos buscando otimizar o ciclo de conversão de caixa que em 2T19 atingiu 73
dias. No trimestre obtivemos uma Geração de Caixa Operacional de R$28 milhões (Anexo III),
decorrente principalmente da redução do prazo médio de recebimento proporcionando liquidez de caixa
e abrindo espaço para o crescimento das operações.

Endividamento

O indicador medido através da relação Dívida Liquida/EBITDA apresentou uma redução significativa
explicado pelo melhor desempenho operacional, pelo aumento na receita de vendas e pelo impacto do
reconhecimento dos créditos de PIS/COFINS conforme detalhado no anexo VI. A Companhia continua

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Cerca de 93% da nossa dívida é em dólar e 84% da dívida em dólar está no longo prazo. É importante ressaltar que os efeitos
da variação cambial sobre a dívida de longo prazo não devem ser compreendidos como uma exposição real da Companhia, uma
vez que o caixa relativo a tais pagamentos será gerado em períodos futuros, quando as receitas também irão capturar tal
valorização. Desta forma, sob a ótica do fluxo de caixa da Companhia, existe um hedge natural entre as receitas futuras e os
pagamentos futuros de dívida.
avançando em seu plano de recuperação operacional, aumentando vendas, focando nos resultados
operacionais ao mesmo tempo ganhando eficiência em seus processos, reduzindo consequentemente
sua alavancagem financeira.

Não houve novas captações de longo prazo no período. O aumento da dívida no curto prazo é reflexo
da transição de uma parte da dívida de longo prazo para curto prazo, decorrente da primeira parcela
de amortização de principal que ocorrerá em março de 2020. Considerando o perfil da dívida atual, o
prazo médio de endividamento teve uma pequena redução se comparado ao 1T19, atualmente em 2,8
anos. O Custo médio da dívida ao final de junho de 2018 era de 9,71% a.a., mesmo patamar apurado
ao final de junho de 2019.
Anexo I – DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO
MIL BRL 2T18 2Q19 ∆% 1Q19 ∆%
Pro Forma
Receita Líquida 945.574 1.401.022 48% 1.336.389 5%
Mercado Interno (MI) 438.957 530.560 21% 604.021 -12%
Mercado Externo (ME) 490.939 858.325 75% 720.077 19%
Transformação (MI) 15.678 12.137 -23% 12.291 -1%
Custo dos Produtos Vendidos (929.459) (1.339.848) 44% (1.267.002) -6%
Lucro Bruto 16.115 61.174 280% 69.387 -12%
% sob re Receitas 1,7% 4,4% 2,7 p.p. 5,2% 0,8 p.p.

Despesas com Vendas (7.314) (7.385) 1% (5.978) -24%


Despesas Gerais e Administrativas (21.934) (23.595) 8% (21.386) -10%
Honorários da Administração 0 0 n.a 0 n.a
Participação dos Empregados 0 0 n.a 0 n.a
'Outras Operacionais, líquidas (59.538) 43.719 173% (65.602) 167%
Resultado antes do Resultado Financeiro e Tributos (72.671) 73.913 202% (23.579) 413%
% sob re Receitas -7,7% 5,3% 13,0 p.p. -1,8% -7,0 p.p.

( + ) Depreciações e Amortizações 33.733 43.071 28% 43.743 -2%


EBITDA (38.938) 116.984 400% 20.164 480%

Resultado Financeiro (319.723) 47.325 115% (28.392) 267%


Receitas Financeiras 256.909 49.666 -81% 303.497 -84%
Despesas Financeiras (576.632) (2.341) 100% (331.889) 99%
Resultado antes dos Tributos sobre o Lucro (392.394) 121.238 131% (51.971) 333%
% sob re Receitas -41,5% 8,7% 50,2 p.p. -3,9% -12,5 p.p.

Impostos 104.351 (18.412) -118% 13.030 -241%


IR e CSLL - Corrente (1.256) 141 -111% (432) 133%
'IR e CSLL - Diferido 105.607 (18.553) -118% 13.462 -238%
Resultado Líquido (288.043) 102.826 136% (38.941) 364%
% sob re Receitas -30,5% 7,3% 37,8 p.p. -2,9% -10,3 p.p.
Anexo II – BALANÇO PATRIMONIAL (ATIVO)
MIL BRL 2T18 2T19 ∆%

Ativo
Ativo circulante 2.230.118 2.196.044 -2%
Caixa e Equivalentes de Caixa 166.883 147.993 -11%
Aplicações Financeiras 55.211 7.248 -87%
Banco Conta Vinculada 0 0 n.a.
Contas a receb er de clientes 309.010 401.051 30%
Estoques 1.560.997 1.422.615 -9%
Impostos e Contrib uições a Recuperar 70.425 108.124 54%
Outros Ativos Circulantes 7.326 27.430 274%
Instrumentos Financeiros Derivativos 41.512 64.052 54%
Despesas Antecipadas 18.754 17.531 -7%

Ativo não circulante 1.894.685 1.931.278 2%


Ativos mantidos para venda 114.746 112.820 -2%
Aplicações Financeiras 13.270 13.062 -2%
Contas a receb er de clientes 10.162 4.072 -60%
Imposto de Renda e Contrib uição Social Diferidos 117.553 234.460 99%
Impostos e Contrib uições a Recuperar 171.573 172.303 0%
Depósitos de Demandas Judiciais 30.522 28.033 -8%
Outros Ativos Não Circulantes 82.469 86.533 5%
Despesas Antecipadas 12.808 7.586 -41%
Direito de Uso de Ativo 0 28.730 n.a.
Outros Investimentos 2.250 2.418 7%
Ativo Imob ilizado 1.331.825 1.231.621 -8%
Ativo intangível 7.507 9.640 28%

Total do Ativo 4.124.803 4.127.322 0%


Anexo II – BALANÇO PATRIMONIAL (PASSIVO)
Passivo
Passivo circulante 1.310.110 1.443.479 10%
Fornecedores Local 76.311 75.656 -1%
Fornecedores 761.230 710.462 -7%
Operações com Forfait e Cartas de Crédito 36.982 112.904 205%
Passivo de Arrendamento 0 13.141 n.a.
Salários e encargos sociais 49.835 57.256 15%
Impostos e contrib uições a recolher 19.256 19.024 -1%
Imposto de renda do exercício corrente 1.756 290 -83%
Empréstimos e Financiamentos 192.234 333.729 74%
Instrumentos Financeiros Derivativos 71.060 30.900 -57%
Dividendos a pagar 25.748 27.428 7%
Adiantamentos de Clientes 29.356 21.760 -26%
Outros passivos circulantes 46.342 40.929 -12%

Passivo não circulante 2.245.853 1.993.810 -11%


Fornecedores 0 154 n.a.
Passivo de Arrendamento 0 16.370 n.a.
Empréstimos e Financiamentos 2.047.007 1.779.276 -13%
Provisão para demandas judiciais 198.811 198.010 0%
Impostos e contrib uições a recolher 35 0 n.a.
Imposto de Renda e Contrib uição Social Diferidos 0 0 n.a.
Outros passivos não circulantes 0 0 n.a.

Patrimônio líquido 568.840 690.033 21%


Capital social 1.990.708 2.009.070 1%
Deb êntures Conversiveis em ação 104.645 86.283 -18%
Custo de Capitalização (5.375) (5.375) 0%
Reservas de Reavaliação 0 0 n.a.
Reservas de lucros 0 0 n.a.
Ajuste de avaliação patrimonial (776.242) (741.593) -4%
Ações em Tesouraria (741) (741) 0%
Prejuízos Acumulados (744.155) (657.611) -12%
Participação de acionistas não controladores 0 0 n.a.

Total do passivo e do patrimônio líquido 4.124.803 4.127.322 0%


Anexo III – FLUXO DE CAIXA
MIL BRL 2T18 2Q19 ∆%

Fluxo de caixa das atividades operacionais 30.963 28.001 -10%

Lucro antes do IR e CSLL (392.394) 121.238 -131%

Ajustes para conciliar o lucro líquido ao caixa oriundo de atividades operacionais


Valor Residual de Ativo Permanente Baixado 0 0 n.a.
Depreciação, amortiz ação 33.733 39.652 18%
Amortização de direito de uso de ativo 0 3.419 n.a.
(Reversões) Provisões perda estim ada do valor recuperável 1.265 523 -59%
Perdas efetivas contas a receb er 10.230 (8) -100%
Provisões (Reversões) de outras perdas estim adas 13.337 294 -98%
Provisão para perdas demandas judiciais 0 0 n.a.
Ajuste a valor presente - Clientes e Fornecedores (299) (376) 26%
Perdas (Ganhos) Encargos financeiros 382.654 (7.338) -102%
Provisões para patrim ônio líquido negativo 0 0 n.a.

V ariação nos ativos e passivos operacionais


Contas a receb er de clientes (38.359) (37.111) -3%
Estoques (121.650) 235.298 -293%
Im postos e contrib uições a recuperar (7.528) (132.652) 1662%
Despesas antecipadas (1.389) (399) -71%
Depósitos para demandas judiciais (1.123) (2.854) 154%
Instrumentos financeiros derivativos 38.650 472 -99%
Ativos m antidos para venda (292) 45 -115%
Outros ativos circulantes e não circulantes 457 (9.796) -2244%
Fornecedores 82.911 (168.413) -303%
Operações com Forfait e Cartas de Crédito 0 33.659 n.a.
Im postos e contrib uições a recolher (1.518) (6.349) 318%
Baixas para demandas judiciais (6.766) (3.565) -47%
Salários e encargos sociais 3.887 4.246 9%
Instrumentos financeiros derivativos 31.895 (44.332) -239%
Adiantam entos de Clientes 7.038 477 -93%
Outros passivos circulantes e não circulantes (2.520) 2.288 -191%
Im posto de renda e contrib uição social pagos (1.256) (417) -67%
Fluxo de caixa de atividades de investimento (92.221) (24.352) n.a.
Ingressos de aplicações financeiras (11.226) 2.550 -123%
Recursos ob tidos na venda de investim ento 0 0 n.a.
Outros Investimentos 0 0 n.a.
Banco conta vinculada 0 0 n.a.
Variação de capital de sociedade controlada 0 0 n.a.
0 0 n.a.
Adições em im ob ilizado e intangíveis (80.995) (26.902) -67%

Fluxo de caixa de atividades de financiamento (29.440) 796 n.a.


Aum ento de Capital 0 0 n.a.
Captação de em préstimos e financiam entos 0 30.000 n.a.
Amortizações de empréstim os e financiamentos (23.575) (15.876) -33%
Amortizações de Juros em préstim os e financiam entos (5.865) (9.873) 68%
Passivo de arrendamentos 0 (3.455) n.a.
Dividendos 0 0 n.a.
Aumento (diminuição) da disponibilidade de caixa (90.698) 4.445 -105%
Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício 257.581 143.548 -44%
Caixa e equivalentes de caixa ao fim do exercício 166.883 147.993 -11%
Anexo IV – VOLUME DE PRODUÇÃO E VOLUME DE VENDAS

Anexo V – INDICADORES

Indicadores Macroeconômicos 2T18 2T19 ∆%


Dolar Final 3,86 3,83 -1%
Dolar Médio 3,61 3,92 9%
LME Médio 6.872 6.101 -11%
LME Final 6.685 6.485 -3%
Anexo VI – DRE Pro Forma

Reconhecimento de Créditos de PIS/COFINS

Outro item relevante nas demonstrações financeiras foi o reconhecimento dos créditos de PIS/COFINS
recolhidos no passado sobre os valores do ICMS durante o período de 2007 a 05/2014. Após minuciosa
análise das recentes decisões judiciais transitadas e julgadas favoráveis a Companhia, bem como os
diferentes pronunciamentos e manifestações ocorridas recentemente no judiciário brasileiro relativos a
forma de apuração e compensação desse créditos, a Administração a luz do seu melhor entendimento
sobre o tema decidiu reconhecer o valor de R$153,3 milhões dos quais R$ 73,8 milhões correspondem
a atualização monetária de tais créditos.

As demonstrações financeiras proforma visam permitir a melhor comparabilidade dos resultados


operacionais da Companhia.

Revisão e Adequações das Práticas Contábeis

Como boa prática estamos sempre buscando evoluir em nossas políticas contábeis de forma que
nossas demonstrações financeiras representem da forma fidedigna possível o desempenho
operacional da Companhia. Nesse trimestre, revisitamos dois temas que no entendimento da
Administração podem ser melhor representados em nossas demonstrações financeiras. Cabe ainda
mencionar que tais ajustes em nossas práticas contábeis não alteram o resultado líquido da
Companhia.

1) Contingências

No 2º trimestre de 2019 alteramos a prática contábil envolvendo a contabilização dos Juros sobre
as demandas judiciais, por entender que tais juros representam o custo financeiro incorrido pela
empresa por não ter pago o valor de principal demandado. Por analogia, tais juros se assemelham
a àqueles incorrido quando da captação de uma linha de crédito e, portanto, estariam melhor
representados se contabilizados junto as despesas financeiras. Os efeitos relativos ao ano de 2019
foram todos apurados no 2T19, e efeitos comparativos são apresentados na tabela abaixo.

2) Instrumentos Financeiros

A Companhia por política não assume posições especulativas e direcionais no mercado de


commodities metálicas, e, por conseguinte, todos os instrumentos derivativos da Companhia visão
a proteção de suas operações. Em Janeiro/2018, quando do início da aplicação do IFRS 9,
revisitamos as estratégias de hedge accounting em análise prospectiva e estimamos que os valores
auferidos no Marked to Market (MtM) dos instrumentos derivativos teriam valores próximos aos
necessários para levar o valor dos estoques a mercado e que eventuais diferenças (Diferenças do
Hedge) não seriam significativas e a alocação das mesmas como receitas ou despesas financeiras
não prejudicariam o objetivo do hedge.

Revisitando o tema, entendemos que devemos designar todo montante relativo as diferenças do
Hedge diretamente ao CPV de forma a garantir que tais valores impactem o resultado operacional
da Companhia e garantindo a consistência com o objetivo do hedge em si.
A Administração entende que o resultado operacional estará representando melhor o desempenho
operacional na medida que a integralidade dos resultados auferidos pelos instrumentos derivativos
relativos as commodities metálicas estarão sendo alocados para garantir que os estoques da
Companhia estejam valorizados a mercado e que o CPV possa refletir com maior propriedade as
condições comerciais contratadas em nossas vendas. Por fim, tal ajuste representará melhor
também o resultado financeiro, que deixará de ser impactado por receitas ou despesas relativas a
instrumentos derivativos cujo objeto é a proteção do valor de nossos ativos operacionais (matéria
prima, estoques em processo, e produtos acabados principalmente).

*******************************************
A Companhia submete-se às regras da Câmara de Arbitragem do Novo Mercado, conforme consta em seu
Estatuto Social

A Administração faz declarações sobre eventos futuros que estão sujeitos a riscos e incertezas. Tais declarações têm, como base, estimativas e
suposições da Administração e informações a que a Companhia atualmente tem acesso. Declarações sobre eventos futuros incluem informações sobre
suas intenções, estimativas ou expectativas atuais, assim como aquelas dos Administradores da Companhia. As ressalvas com relação a declarações e
informações acerca do futuro também incluem informações sobre resultados operacionais possíveis ou presumidos, bem como declarações que são
precedidas, seguidas ou que incluem as palavras "acredita", "poderá", "irá", "continua", "espera", "prevê", "pretende", "planeja", "estima" ou expressões
semelhantes. As declarações e informações sobre o futuro não são garantias de desempenho. Elas envolvem riscos, incertezas e suposições porque se
referem a eventos futuros, dependendo, portanto, de circunstâncias que poderão ocorrer ou não. Os resultados futuros e a criação de valor para os
acionistas poderão diferir de maneira significativa daqueles expressos ou estimados pelas declarações com relação ao futuro. Muitos dos fatores que irão
determinar estes resultados e valores estão além da capacidade de controle ou previsão da Companhia.
EARNINGS RELEASE - 2Q19
Dias d’Ávila, August 01, 2019 – PARANAPANEMA S.A. (“Paranapanema” or “Company”, B3 S.A Brasil, Bolsa, Balcão: PMAM3), Brazil’s
largest non-integrated producer of refined copper and its byproducts (rods, drawn wires, laminates, bars, pipes, connections and their alloys)
hereby presents its results for the second quarter of 2019 (2Q19). The consolidated quarterly information and annual financial statements are
prepared in compliance with the International Financial Reporting Standards (IFRS) issued by IASB and are presented in Reais, Brazil’s official
currency and the Company’s functional currency.

Highlights
 Total Sales Volume of copper products sold in the 2Q19 of 52.2 thousand tons, up by 60% as compared
to the 2Q18;

 Net Revenue of R$ 1,401.1 million in the 2Q19, a 48% growth as compared to the 2Q18, arising from
the growth in the sales volume of copper products, which provide higher return and exchange rate
appreciation;

 Gross Profit of R$ 61.2 million in the 2Q19, a 280% growth as compared to the 2Q18;

 We achieved an EBITDA result of R$ 116 million in 2Q19, reversing the 2Q18 operating loss, which is
explained by the Company’s better operating performance and the positive impact of credit rights
related to PIS/COFINS contributions, as detailed in Attachment VI;

 Premium by ton sold and premium as percentage on net revenue posted an improvement in the 2Q19
recording an increase of 65% and 1.5 p.p, respectively, a result of the improvement in the sales mix
and price repositioning to recover profitability;

 Operating Cash Generation of R$ 28 million in the 2Q19, mainly due to the shortening in the receipt
term;

 Net income of R$ 102 million in the 2Q19, the Company's best net income since 2015.

Main Highlights
In R$ thd, except otherwise stated 2Q18 2Q19 ∆%
Pro Forma
Sales Volume (K tonnes) 32.646 52.245 60%
Net Revenue 945.574 1.401.022 48%
Cost of Goods Sold (COGS) (929.459) (1.339.848) 44%
Gross Profit 16.115 61.174 280%
% Revenue 1,7% 4,4% 2,7 p.p.
EBITDA (38.938) 116.984 400%
% Revenue -4,1% 8,3% 12,5 p.p.
Net Result (288.043) 102.826 136%
% Revenue -30,5% 7,3% 37,8 p.p.
MESSAGE FROM THE MANAGEMENT
In the second quarter of 2019, we continued promoting our strategies to increase occupation of our
operating assets through increased sales volume and our asset requalification program, aimed at
reducing idleness of our industrial plants. To this end, we continue to seek new markets for Wire and
Rods, regaining our share in local and regional markets. Therefore, in 2Q19, we made important
advances in the volumes produced and sold, which were translated into a better operating profit.
EBITDA for the period reached R$ 116 million, partly driven by the PIS/COFINS tax credit accounting.
Notwithstanding such tax credit, the operation generated recurring EBITDA of R$ 48 million, reflecting
an increase of approximately 60% in our sales volume compared to the same period of 2018. Despite
the unequivocal improvement in our operating performance, we still recorded an idle expense of R$
33.5 million for the quarter, showing us that we still have a long way to go in search of better results.

Thus, we need to focus on operating cash generation, shortening operating cycles and recovering credit
capacity. In this quarter, even with the increased volume, we recorded Operating Cash Generation of
R$ 28 million, mainly due to the decrease in the average receipt term in the domestic market, providing
greater cash liquidity and room for new operations. With no new funding since 2015, we have continued
optimizing our cash conversion cycle, which reached 73 days in the last quarter. It is also worth
mentioning that we have presented better leverage indicators than those contracted. Moreover, we have
paid the annual interest due in September 2018 and the first installment of semiannual interest in March
2019, reaffirming our commitment to all our creditors. With the advance in our operating indicators, we
have been analyzing alternatives to accelerate the availability of funds to continue expanding our
operations.

Regarding non-operating assets, we have been working on strategies that allow their monetization over
the coming months/years. Similarly, we seek to give credit rights liquidity in the short term. Regarding
liabilities, we have advanced in solving our contingencies. In labor contingencies, we have increased
our combativeness and have been more successful in several cases. Furthermore, we have the
prospect of seeing the contingency balance decline significantly over the next 2-3 years based on the
status of several lawsuits in question. In civil contingencies, we understand that the risk was significantly
reduced, as mentioned in the 3Q18.

It is also worth highlighting other administrative and operating initiatives that the Company has been
taking since the financial restructuring occurred in September 2017, which aims to increase productivity
and our management processes.

In the operations front, we have started implementing a Lean Manufacturing program to optimize
industrial processes and eliminate waste, thus increasing our competitiveness. This process began in
February 2019 at the Laminates Unit in Utinga and will continue in the second half with the
implementation in the Cast & Roll unit and in the Conversion phase in Dias d’Avila. Although we are at
the beginning of this work, we can already see the improvement of our processes and the reduction of
intermediate inventories. According to the Lean philosophy, we are building a culture of continuous
improvement that aims to achieve incremental productivity gains in our production processes over time.
We have also continued our multi-annual Capex investment program. In the 4Q19, we will have the
scheduled shutdown of Dias d’Avila plant, which is expected to last about 20 days and will be another
important milestone in the process of requalification of our assets that will provide an additional increase
in the plant’s efficiency and reliability level.
In the commercial front, we had the restructuring of the commercial area, establishing a dedicated and
exclusive management for the Eluma and Caraíba brands. This reorganization will allow each manager
to better allocate commercial demands in local and foreign markets aiming at improving profitability of
their product portfolios. We are also revisiting commercial policies with the support of a specialized
consulting company, based on profitability studies for all product lines. This work will allow to improve
the management of the product mix focusing on the profitability of our operations. Moreover, we will
implement a pricing system aimed at automating and improving governance of the pricing and sales
process.

At the end of 2018, our SAP system was upgrade to the EhP8 version, which will allow us to upgrade
other modules and optimize our administrative processes and management systems. In 2018, the
SAP/Ariba system was also deployed, allowing us to increase the efficiency of the supply area through
the use of a relationship/negotiation platform between the Company and its suppliers. In 2019, we
continued investing in the improvement of our administrative processes and management systems with
the implementation of a new logistics system. This system will allow the Company to manage the full
logistics chain in an integrated manner, thus increasing the efficiency of the product and raw material
distribution process, as well as the management and control of warehouses and distribution centers.
Paranapanema will be the first Brazilian company to deploy this solution in the cloud, with the go live
scheduled for November this year. For 2020, we will continue to invest in technology, aiming at
automating our administrative routines and reducing the burden of administrative expenses versus the
Company’s Revenue.

Finally, Management remains fully committed to increasing the profitability of its operations, by
increasing operational leverage, the resumption of credit lines, mainly for CAPEX financing to create
value for its shareholders.
OPERATING PERFORMANCE
Total Production Volume
In the 2Q19, the productivity and reliability of the plant continued
to evolve. Therefore, we were able to reach a total production of 87
thousand tons, an increase of 47% compared to the 2Q18 (it is
worth remembering that we had the scheduled maintenance, with
an approximate duration of 31 days, in the 2Q18).

The average OEE of the Dias d’Ávila unit was approximately 71%,
well above the average posted in the 2Q18 and 5% higher than in
the 1Q19, which confirms the better plant performance and the
reduction of exogenous interferences to the production process.

Production of Primary Copper (Cathode)

The 56% growth in the 2Q19 in primary copper production in


relation to the 2Q18 results from the better performance of the
Smelter, a factor that enables the increase in the operating and
sales performance.

Copper Products

The 36% growth in the 2Q19 in copper product production in


relation to the 2Q18 was driven by the Company’s business
strategy of prioritizing the sales of products with a higher added
value, mainly in the Rods, Wire and Other segment. The
Company continued to expand its businesses in new markets,
particularly in the Middle East.

Byproducts

In 2Q19, production volume reached 155.5 thousand tons, an increase of 21% compared to the 2Q18,
explained by the increase in the effectiveness level in the use of copper concentrate in the Dias d’Avila
plant and reflecting the better operating performance of the Smelter in the period.
COMMERCIAL PERFORMANCE
Sales Volume
The total volume of copper products sold in the 2Q19 was 52.2 thousand tons, a 60% increase compared
to the 2Q18 with 32.6 thousand tons. Overall, the increase in sales volume is due to the growth in sales
of primary copper in the foreign market and the cooper products ‘Rods and Wires’, as detailed below,
and in line with the Company's strategy of optimizing assets, increasing leverage and diluting fixed costs.

Primary Copper

The 130% growth in the 2Q19 in primary copper sales in relation


to the 2Q18 results mainly from a greater material availability,
due to better industrial performance.

In the second quarter of 2019, of total primary copper sales,


12% were sold to the Brazilian market and 88% to the foreign
market.

Copper Products

Rods, Wire and Other

The 77% growth in the 2Q19 in the sales volume of Rods, Wires and Other in relation to the 2Q18 was
driven by the commercial strategy of focusing on selling more profitable products. With this, we
increased our market share in the domestic market and intensified our sales efforts in the search for
new international markets, aiming at increasing the plant’s
occupancy.

Bars/Profiles/Wires/Laminates/Pipes/Connections

The 21% decrease in the 2Q19 in the sales volume of


Bars/Profiles/Wires/Laminates/Pipes/Connections in relation
to the 2Q18 was driven by price repositioning to recover the
profitability of semi-manufactured products. The decrease in
sales in the foreign market was mainly influenced by the crisis
faced by some Mercosur countries, which represents an
important part of exports of Eluma brand products.
Byproducts

Byproducts result from process of transformation of concentrate copper into Cathodes. The main are
Sulphuric Acid and Anode Slime (material rich in precious metals such as gold and silver). Sulphuric
Acid has its price based on the FMB quote (Fertilizer Market Bulletin) plus premiums or discounts as
local market and freight, while Anode Slime has its price set as a result of the precious metals it contains.
Byproduct prices are indexed to dollar.

After the excessive acid supply, which negatively impacted the first quarter, sales volume in the 2Q19
reached 176.1 thousand tons, representing an increase of 9% in relation to the 2Q18. Despite the
increase in the volume of byproducts, Revenues from Byproducts quarter-on-quarter decreased due to
the drop in the price of sulfuric acid in the international market.

ECONOMIC PERFORMANCE

Net Revenue

In R$ thd, except otherwise stated 2Q18 2Q19 ∆%


Pro Forma
Primary Copper 209.712 404.402 93%
% of Revenue 22,2% 28,9% 6,7 p.p.

Copper Products 534.107 824.471 54%


% of Revenue 56,5% 58,8% 2,4 p.p.

Rods, Wires and Others 338.230 655.620 94%


Bars/Profiles/Rolled/Tubes/Fittings 195.877 168.851 -14%
Byproducts 201.755 172.149 -15%
% of Revenue 21,3% 12,3% -9,0 p.p.

Total Net Revenue 945.574 1.401.022 48%


Domestic Market [%] 46,4% 38,0% -0,2 p.p.

Export Market [%] 51,9% 61,1% 0,2 p.p.

Toll [%] 1,7% 0,9% -0,5 p.p.

Total Net Revenue in the 2Q19 increased by 48% in relation to the 2Q18, driven by a better product
mix, higher sales volume and currency appreciation in the period.

Primary Copper Revenue increased 93% in the 2Q19 in relation to the 2Q18, driven by the higher
volume of cathode available for sale, due to the 19-day scheduled shutdown at the Dias d’Avila Rebars
and Wire plant, besides the aforementioned factors.

The Company’s business strategy of prioritizing sales of products with higher profitability is evidenced
by the 54% growth in revenues of Copper Products, mainly in the Rebars, Wire and Others segment,
which recorded a 94% increase in revenues in the 2Q19 in relation to the 2Q18.
The Net Revenue from Byproducts decreased 15% in the 2Q19 compared to 2Q18, due to the reduction
in the price of sulfuric acid in the international market. The price decrease in 2Q19 averaged US$ 40.0
per ton compared to the 1Q19.

Lastly, it is worth remembering that the Company's Net Revenue is negatively impacted by Other
Comprehensive Income (OCI), which corresponds to the non-monetary effect of deferred 2015
exchange-rate change due to adjustments in hedge accounting and negatively impacted the Company’s
Revenue on R$ 14 million.

Gross Profit

In R$ thd, except otherwise stated 2Q18 2Q19 ∆%


Pro Forma
Net Revenue 945.574 1.401.022 48%
Total COGS (929.459) (1.339.848) 44%
( - ) Metal Cost (816.619) (1.188.872) 46%
( - ) Transformation Cost (112.840) (150.976) 34%
COGS Total/tonnes sold 28,5 25,6 -10%
Metal Cost/tonnes sold 25,0 22,8 -9%
Transformation Cost/tonnes sold 3,5 2,9 -16%
Gross Profit 16.115 61.174 280%
% of Revenue 1,7% 4,4% 2,7 p.p.
TC/RC (reduces metal cost) 47.277 79.195 68%
Premiums 128.955 212.150 65%
Premium/Net Revenue [%] 13,6% 15,1% 1,5 p.p.
Premium/tonnes sold 3,95 4,06 3%
¹ Unit Cost: The indices do not include the costs/resale volumes of other raw materials

Gross Profit recorded a significant increase of 280% in 2Q19 when compared to 2Q18, mainly explained
by the better performance of the Dias d’ Avila plant and the Business strategy of improving the sales
mix by focusing on copper products. Thus, gross margin increased 2.7 pp in the 2Q19 when compared
to 2Q18.

The Premium obtained in sales of products recorded a 65% increase in the comparison between the
quarters. The improvement was a result of a better sales mix, higher sales volumes (gains of scale) and
the price re-alignment the Company has been adopting in some product lines.
Operating Expenses

In R$ thd, except otherwise stated 2Q18 2Q19 ∆%


Pro Forma
Total Operating Expenses (88.786) 12.739 -114%
Sales Expenses (7.314) (7.385) 1%
G&A Expenses and Management Compensation (21.934) (23.595) 8%
Other Operating, net (59.538) 43.719 -173%
Total Expenses/Net Revenue [%] 9,4% -0,9% -10,3 p.p.
Recurring Expenses*/Gross Profit [%] 149,0% 55,8% -93,2 p.p.
Recurring Expenses*/tonnes sold 0,74 0,65 -11%
Main items - Other Operating, Net:
Provisions for labor and tax contingencies (13.337) (294) -98%
Other provisions (93) (2.934) -3055%
Idle capacity (40.795) (33.486) -18%
Exclusão do ICMS base de PIS e COFINS 0 83.608 n.a
Total Non-recurring Items: (64.769) 46.894 -172%
Total Recurring Items: (24.017) (34.155) 42%
* No cash impact during the period

Operating Expenses in the 2Q19 were positively impacted by a non-recurring event related to the
recognition of a tax credit payable by court decisions recognizing that PIS/COFINS taxes on ICMS for
the period from 2007 to 05/2014 were undue. Thus, the variation between quarters cannot be directly
compared. Disregarding this non-recurring event, operating expenses decreased 20% between
quarters, especially due to the higher occupancy and higher efficiency level at the Dias d’Avila plant,
represented by the 18% decrease in idleness expenses. It is also worth noting that the SG&A expenses
accounted for 2% of Net Revenue for the 2Q19 as compared to 3% in the 2Q18.

EBITDA

In R$ thd, except otherwise stated 2Q18 2Q19 ∆%


Pro Forma
Net Profit (288.043) 102.826 136%
( + ) Taxes (104.351) 18.412 118%
( + ) Net Financial Result 319.723 (47.325) -115%
EBIT (72.671) 73.913 202%
( + ) Depreciation and Amortization 33.733 43.071 28%
EBITDA (38.938) 116.984 400%
% of Revenue -4,1% 8,3% 12,5 p.p.
In 2Q19, we reversed the operating loss measured by the EBITDA of R$ 38.9 million in the 2Q18, to a
result of R$ 116.9 million, an increase of 400%, explained by the Company’s better operating
performance, the increase in sales volume, especially in the Rebars, Wire and Other segment, and the
positive impact of credit rights related to PIS/COFINS contributions on ICMS, detailed in Attachment VI.

Net Income (Loss)

The Company recorded a Net Income of R$ 102.8 million in the 2Q19. We had non-monetary impacts
of the exchange-rate change on long-term debts, totaling a financial revenue of R$ 52.5 million1. In
addition to this non-monetary impact, depreciation totaled R$ 43.1 million, expense with Other
Comprehensive Income (Equity Valuation Adjustment), Revaluation Reserve was R$ 14 million.

Operating Cash Generation

In addition to the strategy of higher occupancy of operating assets, as well as the rationalization of costs
and expenses, cash management has aimed to streamline the use of resources seeking their best
allocation, without, however, incurring risks outside the scope of our businesses. In this sense, we
continue to seek to optimize the cash conversion cycle, which reached 73 days in the 2Q19. In the
quarter, we obtained Operating Cash Generation of R$ 28 million (Attachment III), mainly due to the
reduction in average term for receipt, providing cash liquidity and making room for the growth of
operations.

Indebtedness

In R$ thd, except otherwise stated 1Q18 2Q18 3Q18 4Q18 1Q19 2Q19
Loans and Financing Short Term 162.060 192.234 133.642 131.829 262.920 333.729
Loans and Financing Long Term 1.792.883 2.047.007 2.100.691 2.017.084 1.847.287 1.779.276
Total de Empréstimos 1.954.943 2.239.241 2.234.333 2.148.913 2.110.207 2.113.005
Forfaiting and letter of credit operations 31.880 36.982 38.403 66.914 79.775 112.904
Derivatives financial instruments 37.098 71.060 37.189 26.449 75.678 30.900
Derivatives (72.906) (41.512) (160.051) (129.313) (50.661) (64.052)
Gross Debt 2.023.921 2.347.283 2.309.925 2.242.276 2.265.660 2.192.757
Cash and Cash Equivalents 257.581 166.883 344.201 216.668 143.548 147.993
Financial Investments 57.255 68.481 66.820 45.556 22.860 20.310
Net Debt 1.709.085 2.111.919 1.898.904 1.980.052 2.099.252 2.024.454
Divida Curto Prazo (%) 8% 9% 6% 6% 12% 16%
Divida Longo Prazo (%) 92% 91% 94% 94% 88% 84%

LTM EBITDA* (203.564) (215.003) 89.811 144.669 159.020 314.942


Net Debt /LTM EBITDA - - 19,36x 12,79x 12,88x 6,43x
* Last Tw elve Months

The indicator measured through the Net Debt / EBITDA ratio showed a significant decrease, driven by
the better operating performance, the increase in sales revenue and the impact of the recognition of

1
About 93% of our debt is denominated in US dollars, while 84% of this debt have a long-term maturity. It is important to point
out that the effects of the exchange-rate change on long-term debts should not be taken as an actual exposure of the Company,
since the cash related to these payments will be generated in future periods, when revenues will also capture such appreciation.
Thus, from the perspective of the Company’s cash flow, there is a natural hedge between future revenues and future debt
payments.
PIS/COFINS credits, as detailed in Attachment VI. The Company continues to advance in its operating
recovery plan, increasing sales, focusing on operating results while gaining efficiency in its processes,
thereby reducing its financial leverage.

There was no new funding in the period, and the increase in short term reflects the transition from part
of long-term to short-term debt, arising from the first amortization installment of the principal, which will
occur in March 2020. Considering the current debt profile, the average indebtedness term recorded a
slight decrease, currently 2.8 years. The average debt cost at the end of June 2018 was 9.71% p.a.,
same level obtained at the end of June 2019.
ATTACHMENT I – INCOME STATEMENT
(BRL thousand) 2Q18 2Q19 ∆% 1Q19 ∆%
Pro Forma
Net Revenue 945.574 1.401.022 48% 1.336.389 5%
Domestic Market 438.957 530.560 21% 604.021 -12%
Export Market 490.939 858.325 75% 720.077 19%
Transformation/Toll 15.678 12.137 -23% 12.291 -1%
Cost of Goods Sold (929.459) (1.339.848) 44% (1.267.002) -6%
Gross Profit 16.115 61.174 280% 69.387 -12%
% of Revenue 1,7% 4,4% 2,7 p.p. 5,2% 0,8 p.p.

Sales Expenses (7.314) (7.385) 1% (5.978) -24%


General and Administrative (21.934) (23.595) 8% (21.386) -10%
Management Compensation 0 0 n.a 0 n.a
Employee Profit Sharing 0 0 n.a 0 n.a
'Other Operating, net (59.538) 43.719 173% (65.602) 167%
Result before Financial Result and Taxes (72.671) 73.913 202% (23.579) 413%
% of Revenues -7,7% 5,3% 13,0 p.p. -1,8% -7,0 p.p.

( + ) Depreciation and Amortization 33.733 43.071 28% 43.743 -2%


EBITDA (38.938) 116.984 400% 20.164 480%

Financial Result (319.723) 47.325 115% (28.392) 267%


Financial Income 256.909 49.666 -81% 303.497 -84%
Financial Expenses (576.632) (2.341) 100% (331.889) 99%
Result Before Taxes (392.394) 121.238 131% (51.971) 333%
% of Revenues -41,5% 8,7% 50,2 p.p. -3,9% -12,5 p.p.

Taxes 104.351 (18.412) -118% 13.030 -241%


IR and CSLL - Current (1.256) 141 -111% (432) 133%
'IR and CSLL - Deferred 105.607 (18.553) -118% 13.462 -238%
Net Result (288.043) 102.826 136% (38.941) 364%
% of Revenues -30,5% 7,3% 37,8 p.p. -2,9% -10,3 p.p.
ATTACHMENT II – BALANCE SHEET - ASSETS
(BRL thousand) 2Q18 2Q19 ∆%
Assets
Current assets 2.230.118 2.196.044 -2%
Cash and cash equivalents 166.883 147.993 -11%
Financial investments 55.211 7.248 -87%
Linked account deposits/guarantees 0 0 n.a.
Accounts receivab les 309.010 401.051 30%
Inventory 1.560.997 1.422.615 -9%
Tax recoverab les 70.425 108.124 54%
Other Current assets 7.326 27.430 274%
Derivatives financial instruments 41.512 64.052 54%
Prepaid expenses 18.754 17.531 -7%

Non-current assets 1.894.685 1.931.278 2%


Maintained assets for sale 114.746 112.820 -2%
Financial investments 13.270 13.062 -2%
Accounts receivab le 10.162 4.072 -60%
Deferred Income Tax and Social Contrib ution 117.553 234.460 99%
Tax recoverab les 171.573 172.303 0%
Legal deposits 30.522 28.033 -8%
Other non-current assets 82.469 86.533 5%
Prepaid expenses 12.808 7.586 -41%
Prepaid expenses 0 28.730 n.a.
Other Investments 2.250 2.418 7%
Property, plant and equipment 1.331.825 1.231.621 -8%
Intangib le assets 7.507 9.640 28%

Total Assets 4.124.803 4.127.322 0%


ATTACHMENT II – BALANCE SHEET - LIABILITIES
(BRL thousand) 2Q18 2Q19 ∆%
Liabilities
Current liabilities 1.310.110 1.443.479 10%
Local Suppliers 76.311 75.656 -1%
Suppliers 761.230 710.462 -7%
Forfaiting and Letter of Credit Operations 36.982 112.904 205%
Passivo de Arrendamento 0 13.141 n.a.
Payroll and related charges 49.835 57.256 15%
Tax payab le 19.256 19.024 -1%
Income tax and Social contrib ution for the current year 1.756 290 -83%
Loans and financing 192.234 333.729 74%
Derivatives financial instruments 71.060 30.900 -57%
Cash and cash equivalents 25.748 27.428 7%
Advances from clients 29.356 21.760 -26%
Other current liab ilities 46.342 40.929 -12%

Non-current liabilities 2.245.853 1.993.810 -11%


Suppliers 0 154 n.a.
Passivo de Arrendamento 0 16.370 n.a.
Loans and financing 2.047.007 1.779.276 -13%
Legal deposits 198.811 198.010 0%
Tax payab le 35 0 n.a.
Deferred Income Tax and Social Contrib ution 0 0 n.a.
Other payab le 0 0 n.a.

Shareholders' Equity 568.840 690.033 21%


Paid-in Capital 1.990.708 2.009.070 1%
Convertib le deb entures in action 104.645 86.283 -18%
Capitalization costs (5.375) (5.375) 0%
Revaluation reserves 0 0 n.a.
Reservas de lucros 0 0 n.a.
Equity valuation adjustments (776.242) (741.593) -4%
Treasury shares (741) (741) 0%
Retained earnings (744.155) (657.611) -12%
Non-controlling shareholders 0 0 n.a.

Total liabilities and equity 4.124.803 4.127.322 0%


ATTACHMENT III – CASH FLOW
(BRL thousand) 2Q18 2Q19 ∆%

Cash flow from operating activities 30.963 28.001 -10%

Profit before taxes (392.394) 121.238 -131%

Adjustments to reconcile net income to cash flow from operating activities


Residual value of written-off fixed assets 0 0 n.a.
Depreciation and amortization 33.733 39.652 18%
Rights of Amortization of Assets use 0 3.419 n.a.
(Reversion)/Provision for recoverab le value estim ated loss 1.265 523 -59%
Effective Losses Accounts Receivab els 10.230 (8) -100%
Reversions of others estimated losses 13.337 294 -98%
Provision judicial losses 0 0 n.a.
Present value adjustm ent - receivab les and suppliers (299) (376) 26%
Losses (Gains) on financial charges 382.654 (7.338) -102%
Shareholder's equity provisions 0 0 n.a.

Change in operating assets nd liabilities


Accounts receivab le (38.359) (37.111) -3%
Inventory (121.650) 235.298 -293%
Tax recoverab le (7.528) (132.652) 1662%
Prepaid expenses (1.389) (399) -71%
Legal deposits (1.123) (2.854) 154%
Derivatives 38.650 472 -99%
Maintained assets for sale (292) 45 -115%
Other current and non-current liab ilities 457 (9.796) -2244%
Suppliers 82.911 (168.413) -303%
Forfaiting and Credit letter operations 0 33.659 n.a.
Taxes payab le (1.518) (6.349) 318%
Write-offs for judicial dem ands (6.766) (3.565) -47%
Payroll and social charges 3.887 4.246 9%
Derivatives 31.895 (44.332) -239%
Advances from clients 7.038 477 -93%
Other current and non-current liab ilities (2.520) 2.288 -191%
Incom e and social contrib ution taxes paid (1.256) (417) -67%
Cash flow from investing activities (92.221) (24.352) n.a.
Financial investm ents (11.226) 2.550 -123%
Proceeds from the sale of investm ent 0 0 n.a.
Other Investm ents 0 0 n.a.
Linked account deposits / Guarantees 0 0 n.a.
Variance of sub sidiaries 0 0 n.a.
0 0 n.a.
Fixed assets and intangib le additions (80.995) (26.902) -67%

Cash flow from financing activities (29.440) 796 n.a.


Capital increase 0 0 n.a.
Borrowing and financing 0 30.000 n.a.
Amortization of loans and financing (23.575) (15.876) -33%
Amortization of Interest loans and financing (5.865) (9.873) 68%
Amortization of Interest loans and financing 0 (3.455) n.a.
Dividends 0 0 n.a.
Increase (decrease) of cash and cash equivalents (90.698) 4.445 -105%
Cash and cash equivalents at the beginning of the period 257.581 143.548 -44%
Cash and cash equivalents at the end of the period 166.883 147.993 -11%
ATTACHMENT IV – PRODUCTION VOLUME AND SALES VOLUME
Production volume (in tonnes) 2Q18 2Q19 ∆%
Primary Copper 32.707 51.016 56%
Copper Products 26.359 35.836 36%
Rods, Wires and Others 16.419 27.916 70%
Bars/Profiles/Rolled/Tubes/Fittings 9.940 7.920 -20%
Total Production 59.066 86.852 47%
Internal Consumption 18.552 30.435 64%
Production for Sale 40.514 56.417 39%
Byproducts 128.374 155.535 21%
Production of Primary Copper (-) proprietary use 14.155 20.581 45%

Y
Sales amoubt (in tonnes) 2Q18 2Q19 ∆%
Primary Copper 7.532 17.317 130%
Copper Products 25.114 34.928 39%
Rods, Wires and Others 15.303 27.159 77%
Bars/Profiles/Rolled/Tubes/Fittings 9.811 7.769 -21%
Total Sales Volume 32.646 52.245 60%
% of Total Production 80,6% 92,6% 12,0 p.p.
Byproducts 161.509 176.154 9%

ATTACHMENT V – INDICATORS

Macroeconomic Indicators 2Q18 2Q19 ∆%


Final dollar 3,86 3,83 -1%
Average dollar 3,61 3,92 9%
Average LME 6.872 6.101 -11%
Final LME 6.685 6.485 -3%
ATTACHMENT VI – Pro Forma Income Statement

PIS/COFINS Credit Recognition

Another relevant item in the financial statements was the recognition of PIS/COFINS credits paid in the
past on ICMS amounts from 2007 to 05/2014. After a thorough analysis of the recent final judicial
decisions, deemed favorable to the Company, as well as the different pronouncements and recent
manifestations in the Brazilian judiciary system regarding the method for calculating and offsetting these
credits, Management, in light of its better understanding on the matter, decided to recognize the amount
of R$ 153.3 million, of which R$ 73.8 million corresponds to the monetary restatement of such credits.

The pro forma financial statements aim to enable a better comparability of the Company’s operating
results.

Review and Adjustments of Accounting Practices

As a best practice, we are always seeking to improve our accounting policies, so that our financial
statements fairly represent the operating performance of the Company. In this quarter, we revisited two
subjects that Management believes may be better represented in our financial statements. It is also
worth mentioning that such adjustments to our accounting practices do not change the Company's net
income.

1) Contingencies

In the second quarter of 2019, we changed the accounting practice referring to the accounting of
Interest on lawsuits, since we consider that such interest represents the financial cost incurred by
the company for not having paid the principal amount. By analogy, said interest is similar to that
incurred when a credit line was raised. Therefore, it would be better represented if accounted for
with the financial expenses. The effects related to the year 2019 were calculated in the 2Q19, and
the comparative effects are presented in the table below.

2) Financial Instruments

The Company’s policy does not allow to assume speculative and directional positions in the metallic
commodities market. Therefore, all the Company’s derivative instruments seek to hedge its
operations. In January 2018, the first-time adoption of IFRS 9, we revisited the hedge accounting
strategies under the prospective analysis and estimated that the amounts obtained in the Mark-to-
Market (MTM) of derivative financial instruments would be close to those required to mark the
amounts of inventories to market and that any differences (Hedge Differences) would not be
material, and their allocation as financial income or expenses would not affect the hedge purpose.

Revisiting this matter, we understand that we must record any amount related to Hedge differences
between directly in the COGS, aiming to ensure that such amounts impact the Company’s operating
income and ensure consistency with the purpose of the hedge itself.

Management understands that the operating income will be better representing the operating
performance as the full results obtained by the derivative financial instruments related to metallic
commodities will be allocated to ensure that the Company’s inventories are marked at market, and
that the COGS can reflect better the business conditions contracted in our sales. Finally, such
adjustment will also better represent the financial result, which will no longer be impacted by income
or expenses related to derivative instruments whose purpose is to hedge the amount of our
operating assets (mainly raw materials, in process inventories, and finished goods).

*******************************************
The Company is subject to the New Market Arbitration Chamber rules, as specified in its Bylaws.

Management makes statements on future events that are subject to risks and uncertainties. These statements are based on Management's estimates and
assumptions and on information currently available to the Company. Statements on future events include information on its current intentions, estimates or
expectations, as well as those of the Company's Directors. Exceptions to forward-looking statements and information also include information on possible
or assumed operating results, as well as statements that are preceded, followed of that include the words "believes", "may", "will", "continues", "waits",
"provides", "intends", "plans", "estimates" or similar expressions. Forward-looking statements and information are not guarantees of performance. They
involve risks, uncertainties and assumptions, since they refer to future events, thus depending on circumstances that may or may not occur. Future results
and the creation of value for shareholders may significantly differ from those expressed or estimated by forward-looking statements. Many of the factors
that will determine these results and values are beyond Company’s control or foresight capacity.

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