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INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DA BAHIA

DOUGLAS OLIVEIRA ARRUDA SANTOS

ELETROSTÁTICA

EXPERIÊNCIA 01

SALVADOR

2019
DOUGLAS OLIVEIRA ARRUDA SANTOS

ELETROSTÁTICA

EXPERIÊNCIA 01

Relatório de Física utilizado como


instrumento avaliativo e de aprendizado da
I unidade, realizado na data 23/07/2019
(Terça-feira). Ministrado e acompanhado
pelo professor Ronaldo Naziazeno.

SALVADOR

2019
SUMÁRIO

1 ​INTRODUÇÃO..................................................................................... 4
2 ​FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA............................................................ 5
2.1 CARGA ELÉTRICA.................................................................. 5
2.2 LEI DE COULOMB................................................................... 6
2.3 CAMPO ELÉTRICO................................................................. 7
2.4 POTENCIAL ELÉTRICO.......................................................... 7
3​ MATERIAL UTILIZADO……................................................................. 8
4 ​PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL.................................................... 9
4.1 ATIVIDADE 01.......................................................................... 9
4.2 ATIVIDADE 02.......................................................................... 9
4.3 ATIVIDADE 03.......................................................................... 9
4.4 ATIVIDADE 04.........................................................................10
5 ​DISCUSSÃO E CONCLUSÃO............................................................​,​12
6​ REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...............................................​.​....13

SALVADOR

2019
1. ​INTRODUÇÃO
A eletrostática é o ramo da física responsável por efetuar o estudo, descrição
e análise dos elétrons, prótons e nêutrons em seu estado de repouso, dando
especial ênfase aos elétrons e sua carga elétrica. Estudando desde as cargas
elétricas, até os fenômenos eletrostáticos, como, por exemplo, os campos
eletrostáticos. Logo, quando uma molécula de um átomo é denominada
eletricamente neutra, isso significa que ela tem a mesma quantidade de elétrons e
prótons, à partir daí pode-se dizer que um corpo está eletrizado quando possui
excesso ou falta de elétrons. A quantidade de elétrons em falta ou em excesso
caracteriza a carga elétrica Q do corpo, podendo ser positiva no primeiro caso e
negativa no segundo.

O valor da carga elétrica Q, de um corpo eletrizado é expresso como sendo


um múltiplo inteiro da carga elementar, a carga dos elétrons, isto significa que a
carga é igual a mais ou menos o número de elétrons. Um dos princípios
fundamentais da eletricidade é o da atração e da repulsão entre as cargas elétricas,
conforme elas sejam, respectivamente, de sinais opostos e de sinais considerado
iguais, e o atrito pode ser um processo de eletrização que faça com que um corpo
inicialmente passe de neutro para eletrizado positivo ou negativamente.

O experimento direcionou-se à análise e observação de tais fenômenos,


especificamente para a distribuição de cargas elétricas nos corpos, o princípio de
funcionamento do eletroscópio, assim como do torniquete elétrico, e os modos pelos
quais ocorrem as descargas elétricas na atmosfera.
2. ​FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Do ponto de vista teórico, as cargas elétricas produzidas no gerador de Van
der Graaf são desenvolvidas pela correia, um isolante natural, que quando atritada
aos rolamentos metálicos, sofre um processo eletrostático e eletriza-se transmitindo
as cargas através da base metálica sustentadora dos rolamentos que por sua vez
eletrizam a esfera metálica, e esta fica acumulada na mesma.
O princípio básico do gerador de Van der Graaf é a transferência entre as
cargas elétricas de um dado corpo para qualquer outro, nele um motor entra em
movimento e assim faz com que uma correia isolante que passa por dois rolamentos
entre em movimento consecutivo ao dela, através das pontas de metal a correia
recebe carga elétrica de um gerador de alta tensão.
A correia eletrizada transporta as cargas até a o interior da esfera de metal
onde estas são coletadas por pontas também de metal e conduzidas para a
superfície externa da esfera, como as cargas são transportadas de forma contínua
pela correia, estas vão se acumulando na esfera.

2.1. CARGA ELÉTRICA:


“​A carga elétrica é uma propriedade das partículas elementares que
compõem o átomo. Lembrando que o átomo é formado por prótons, nêutrons e
elétrons, sendo que:
Prótons​: Localizam-se no núcleo do átomo e possuem carga elétrica positiva;

Elétrons​: Ficam na eletrosfera, região ao redor do núcleo atômico, e têm carga


elétrica negativa;

Nêutron​: Também localizado no núcleo atômico, não possui carga elétrica.

A unidade de grandeza da carga elétrica no Sistema Internacional de Unidades é o


Coulomb, representado pela letra C, em homenagem a Charles Augustin Coulomb.

Todos os corpos são formados por cargas elétricas, porém, não é fácil perceber
suas propriedades, pois a maioria dos corpos, quando estão eletricamente neutros,
possui mesma quantidade de prótons e elétrons. Um corpo pode ser eletrizado de
duas formas:

Positivamente: ​se possui mais prótons que elétrons;

Negativamente: s​ e possui mais elétrons do que prótons.​ ”


2.2. LEI DE COULOMB:
“A ​lei ​de ​Coulomb é uma importante lei da Física que estabelece que a força
eletrostática entre duas cargas elétricas é proporcional ao módulo das cargas
elétricas e inversamente proporcional ao quadrado da distância que as separa.

Lei de Coulomb e força elétrica

Charles Augustin de ​Coulomb (1736-1806) foi um físico francês responsável pela


determinação da lei que descreve a força de interação entre cargas elétricas. Para
tanto, Charles Coulomb fez uso de uma ​balança de torção​, similar à balança que
​ enry Cavendish para a determinação da constante da ​gravitação
fora usada por H
universal.​

Fórmula da lei de Coulomb

De acordo com a sua lei, a força entre duas partículas eletricamente carregadas é
diretamente proporcional ao módulo de suas cargas e é inversamente proporcional
ao quadrado da distância entre elas. Abaixo, apresentamos a f​ órmula matemática
descrita pela lei de Coulomb:

F​ — força eletrostática (N)

k​0​ — constante dielétrica do vácuo (N.m²/C²)

Q​ — carga elétrica (C)

q​ — carga elétrica de prova (C)

d​ — distância entre as cargas (m)

Na fórmula acima, k​ ​0 é uma constante de proporcionalidade chamada de constante


eletrostática do vácuo, seu módulo é aproximadamente de 9 ​ ,0.109​ N.m²/C²​. ​Além
disso, sabemos que cargas de s ​ inais i​ guais ​repelem-se enquanto cargas de s ​ inais
opostos atraem-se.​”
2.3. CAMPO ELÉTRICO:
“​Campo ​elétrico é uma grandeza física vetorial usada para definir a força elétrica
que uma carga é capaz de produzir em outras cargas elétricas de prova e de
módulo​ ​unitário ​em função de suas distâncias.

Como calcular o campo elétrico?

O ​campo elétrico de uma c


​ arga pontual e no vácuo pode ser calculado por meio da
seguinte equação:

Legenda:

E​ – campo elétrico [N/C ou V/m]

Q​ – carga geradora do campo elétrico [C]

k​0​ – constante eletrostática do vácuo [8,99.10​9​ N.m²/C²]

d​ – distância do ponto até a carga geradora”

2.4 POTENCIAL ELÉTRICO:


“​Potencial elétrico é a capacidade que um corpo energizado tem de realizar
trabalho​, ou seja, atrair ou repelir outras c​ argas elétricas​. Com relação a um c​ ampo
elétrico​, interessa-nos a capacidade de realizar trabalho, associada ao campo em si,
independentemente do valor da carga ​q colocada num ponto desse campo. Para
medir essa capacidade, utiliza-se a grandeza potencial elétrico.
Para obter o potencial elétrico de um ponto, coloca-se nele uma carga de prova q ​ e
mede-se a ​energia potencial adquirida por ela. Essa energia potencial é proporcional
ao valor de ​q.​ Portanto, o ​quociente entre a energia potencial e a carga é constante.
Esse quociente chama-se potencial elétrico do ponto.
Portanto, quando se fala que o potencial elétrico de um ponto L ​ é V​L = 10 V,
entende-se que este ponto consegue dotar de ​10J de energia cada unidade de
carga de ​1C​. Se a carga elétrica for ​3C por exemplo, ela será dotada de uma energia
de 30J, obedecendo à proporção. Vale lembrar que é preciso adotar um referencial
para tal potencial elétrico. Ele é uma região que se encontra muito distante da carga,
teoricamente localizado no infinito.”
3​ MATERIAL UTILIZADO
3.1. ATIVIDADE 01
● Gerador de Van der Graaff;
● Fita Adesiva;
● Tiras de Papel Laminado;
● Duas conexões de fios.

3.2. ATIVIDADE 02
● Gerador de Van der Graaff;
● Haste do eletroscópio de folha;
● Bastão de teste.

3.3. ATIVIDADE 03
● Gerador de Van der Graaff;
● Torniquete eletrostático.
● Um voluntário

3.4. ATIVIDADE 04:


● Gerador de Van der Graaff;
● Uma conexão de fio;
● Uma esfera de cabo isolante.
4​ PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL
4.1. ATIVIDADE 01: DISTRIBUIÇÃO DAS CARGAS ELÉTRICAS
NOS CORPOS
1. De acordo com o comportamento das tiras de papel alumínio utilizadas no
experimento pode-se concluir que a direção do vetor campo elétrico é
perpendicular à superfície da esfera, visto que, em meio ao comportamento de
repulsão observado entre a fita e a parte externa do gerador, as fitas de alumínio
continuamente buscavam estabelecer-se a 90 °C na superfície deste.

4.2. ATIVIDADE 02: PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO DO


ELETROSCÓPIO DE FOLHA
1. Inicialmente foi posicionado papel alumínio na haste condutora fixa à esfera
metálica. Ao ativar o gerador o papel alumínio foi eletrizado por contato por meio
da haste condutora, desencadeando um processo de repulsão entre as duas
faces do separador do papel, afinal ambas possuíam, agora, carga de mesmo
sinal do gerador. O processo iniciou-se com maior intensidade nas pontas do
papel alumínio, devido ao fenômeno conhecido como “Poder das pontas”,
prolongando-se, mais lentamente e em menor escala, por toda a extensão das
faces do papel.

2. ​Não Realizado

4.3. ATIVIDADE 03: TORNIQUETE ELÉTRICO


1. As pontas irão gerar um maior acúmulo de cargas devido ao seu formato, a
teoria do “Poder das pontas” diz que: “​Uma ponta é uma região muito curva. E
como a eletricidade se acumula mais nas regiões mais curvas, quando um corpo
eletrizado tem uma ponta, nela há grande acúmulo de carga elétrica. Numa ponta
a densidade elétrica é sempre maior do que nas regiões não pontudas.​” Quando
as pontas estiverem com maior acúmulo de cargas o torniquete ampliará sua
capacidade de repulsão. Quando o Gerador é ligado, o torniquete é eletrizado
com mesma carga que o equipamento, tornando-se assim polarizado e é neste
momento que ocorre um processo de ionização do ar, havendo o rompimento da
rigidez dielétrica deste, passando assim de resistor a condutor elétrico. Quando
isto ocorre o próprio ar passará a exercer uma força que irá empurrar o torniquete
e é neste instante que a terceira lei de Newton age: “​toda a ação gera uma
reação”​ .

2. O que acontece com os cabelos da pessoa é que ficam eriçados, isto ocorre
devido a mesma reação da questão anterior, os cabelos da pessoa são
eletrizados pela máquina, mas nas pontas deles esta eletrização fica maior, e o
campo elétrico entre eles próprios e até com o ar, por ser de mesmo sinal,
repelem uns dos outros. Quando o ar está úmido, porém, esta ionização não
ocorre facilmente, pois o ar passa a conduzir melhor a eletricidade e transferir as
cargas.

3. Através do princípio do “Poder das pontas” podemos concluir que o torniquete


realizará um movimento circular, ou seja, ele irá girar, pois as forças elétricas
estabelecidas na região de cada ponta juntamente com a rigidez dielétrica do ar
rompida fará com que exista um movimento de repulsão, afinal o formato do
torniquete, similar a da suástica, facilita este tipo de movimento circular.

4.4. ATIVIDADE 4: DESCARGA ELÉTRICA NA ATMOSFERA


1. O fenômeno observado deve-se primeiramente ao fato de que ambas as esferas
possuem potenciais diferentes. O que ocorre basicamente é uma transferência
de elétrons em massa. Essa transferência vai ocorrer com a tentativa das esferas
equilibrarem a falta de elétrons uma da outra.Um dos corpos tende a estar neutro
ou menos carregado, este diferencial irá fazer com que o corpo mais carregado
efetue descarga elétrica ou transferência elétrica.

2. Ao aproximar o condutor do gerador diminuía-se a distância entre ambos,


como o campo elétrico é inversamente proporcional à distância ele acaba
aumentando, dessa forma o ar passa a se ionizar com as cargas elétricas do
campo e perde a sua propriedade dielétrica. Com a rigidez dielétrica rompida, o
ar que antes era um isolante passa a ser condutor, ou seja, ele passa a conduzir
as cargas do condutor para o gerador o que resulta consequentemente na
descarga elétrica.
3. Se o campo em um dielétrico se tornar muito intenso, começará a puxar, ou
empurrar para o campo de sinal contrário, elétrons completamente para fora das
moléculas e o material se tornará condutor. Sendo assim o campo elétrico
máximo que um dielétrico pode suportar sem se romper é conhecido como
Rigidez Dielétrica.

4. E=Fe/q = kQ/d^2 ⇒ 3,0*10^6 = (9*10^9*Q)/0,1^2 ⇒ Q=0,333*10^-5 ou 3,33µC

5. ​U= 3,0*10^6*5*10^-2 = 15*10^4v ou 150 KV

6. A coloração azulada da descarga se dá pelo fato de ser um "jato" de grande


intensidade em um curto intervalo de tempo, e de acordo com o espectro das
cores (que ainda não nos foi ensinado), tons azulados demonstram maior
intensidade, e devido a isso tem-se o tom azulado nos “micro raios”. O ruído
grave que escutamos é devido ao rápido aquecimento e expansão das moléculas
de ar ao redor da esfera, isso no momento em que sua rigidez é quebrada. Essas
conclusões nos mostram a finalidade de um Gerador de Van der Graaff, que é
simular descargas elétricas, ou seja, as características acima descritas
referem-se aos raios (descargas elétricas na atmosfera), relâmpagos (feixe
luminoso) e trovões (ruído escutado), assim estas são simulações desses efeitos
atmosféricos.
5 ​DISCUSSÃO E CONCLUSÃO

Conclui-se através deste experimento que a eletrostática é um importante


ramo da física, visto que há diversos efeitos eletrostáticos que são aplicados em
nossa vida cotidiana. Os fenômenos eletrostáticos, como o campo, forças e cargas
eletrostática foram constatados ao longo da prática laboratorial.
A compreensão dos efeitos dielétricos assim como da rigidez dielétrica acaba
por demonstrar como um isolante pode tornar-se um condutor, justificando e
fundamentando, por exemplo, o princípio de funcionamento de raios e dos trovões.
Esta prática possibilitou uma melhor aplicação e compreensão da Lei de
Coulomb, assim como dos princípios básicos da eletrostática. Sendo ainda possível
trabalhar com o Potencial Elétrico e com o campo elétrico, que recebeu especial
ênfase devido a sua importância e complexidade. Analisando, por fim, o real objetivo
do Gerador de Van der Graaff, que é simular descargas elétricas.
6​ REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

● IFBA. Eletrostática: Atividades no Laboratório. Salvador, IFBA, Coordenação


de Física, 2019.

● PEREIRA, V. N. Eletrostática. Disponível em: http://goo.gl/OzxEyk. Acesso


em: 20 de outubro de 2019.

● Disponível em:
https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/fisica/o-que-e-carga-eletrica.htm
Acesso em: 20 de outubro de 2019.

● Disponível em: ​https://brasilescola.uol.com.br/fisica/lei-coulomb.htm Acesso


em: 20 de outubro de 2019.

● Disponível em: ​https://brasilescola.uol.com.br/fisica/campo-eletrico.htm


Acesso em: 20 de outubro de 2019.

● Disponível em: ​https://pt.wikipedia.org/wiki/Potencial_el%C3%A9trico Acesso


em: 20 de outubro de 2019.