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CINESIOLOGIA

Conceito
É a ciência que tem como objetivo a análise dos movimentos. As forças que afetam os movimentos: Gravidade, tensão muscular, resistência externa e
atrito.
Conhecer ONDE (estruturas, articulações, ligamentos e músculos) essas forças atuam. E a posição e movimentos do corpo no meio / espaço, é
FUNDAMENTAL para a capacidade de produzir o movimento humano e modificá-lo.

Objetivos gerais
Apresentar os diferentes aspectos que compõe o movimento humano, integrando conceitos apreendidos voltados para análise do movimento para
compreensão da funcionalidade. Compreender o movimento humano de forma analítica e global.

1. PLANOS E EIXOS - OSTEOCINEMÁTICA – ARTROCINEMÁTICA


Cinemática
Ciência do movimento dos corpos no espaço. Tal como:
• Movimento de um único ponto no espaço – centro de gravidade
• Posição de segmentos
• Posição de uma articulação
• Movimentos articulares.

Subdivide-se em OSTEOCINEMÁTICA e ARTROCINEMÁTICA

Osteocinemática
• Posição anatômica • Três planos de movimentos

Plano Lateral
Também conhecido por plano FRONTAL ou CORONAL , divide o corpo humano em metades denominadas anterior e posterior. Os movimentos que
ocorrem neste plano são denominados: ABDUÇÃO e ADUÇÃO.

Plano Sagital
Também denominado de ântero-posterior, divide o corpo humano em duas metades denominadas direita e esquerda. Os movimentos que ocorrem
neste plano são denominados: FLEXÃO e EXTENSÃO.

Plano Transverso
Também chamado de horizontal, divide o corpo humano horizontalmente em metades denominadas superior e inferior. Os movimentos que ocorrem
neste plano são denominados: ROTAÇÃO, PRONAÇÃO e SUPINAÇÃO.

Goniometria
É aplicação do sistema de coordenadas a uma articulação para medir graus de movimento presente em cada plano de uma articulação. Direções
anatômicas
Anterior – na frente ou na parte da frente
Posterior – atrás , no dorso ou traseiro
Lateral – do lado ou ao lado, mais longe do plano mediano
Medial - relativo ao meio ou centro, mais próximo do plano medial
Ipsilateral – do mesmo lado
Contralateral – relativo ao lado oposto
Distal – afastado do centro ou do ponto de origem
Proximal – mais perto do tronco ou do ponto de origem
Inferior – abaixo m relação a outra estrutura, caudal
Superior – acima em relação outra estrutura, cefálico

Artrocinemática
Contempla a movimentação das superfícies articulares em relação à direção do movimento da extremidade distal do osso (osteocinemática). A
extensão e o tipo de movimento determinam o nome aplicado à articulação.
As articulações são agrupadas em três classes com base na quantidade de movimento possível.

• Articulações sinartrodiais ou fibrosas (imóveis)


Encontradas nas suturas dos ossos cranianos e alvéolos dos dentes.

• Articulações anfiartrodiais ou cartilagíneas (ligeiramente móveis)


Estruturalmente são divididas em dois grupos:
- SINDESMOSE : unida por fortes estruturas ligamentares que permitem o mínimo de movimento entre os ossos. Exemplos: articulação coracoclavicular
e articulação tibiofibular inferior
- SINCONDROSE: articulação separada por uma fibrocartilagem que permite pouco movimento entre os ossos. Exemplos: sínfise púbica e as
articulações costocondrais das costelas com o esterno.

• Articulações diartrodiais ou sinoviais (livremente móveis)


Estruturalmente são divididos em seis grupos:
- Artrodial (deslizante) : Monoaxial. Duas superfícies ósseas planas que se encontram e permitem movimento limitado de deslizamento. Exemplos:
Ossos cárpicos do punho.
- Condilar(de esfera e soquete): Biaxial. Articulação na qual dois ossos permitem movimento em dois planos sem rotação. Exemplos o punho entre o
rádio e a fileira proximal dos ossos do carpo.
- Enartrodial ( de bola e soquete): Triaxial. Permite movimentos em todos os planos. Exemplo: Articulação do quadril.
- Ginglimo (dobradiça): Monoaxial. Permite uma larga amplitude de movimento(ADM) em apenas um plano. Exemplo: articulação do cotovelo.
- Selar (em sela):Biaxial. É encontrada somente no polegar, na sua articulação carpometacarpiana, e permite movimentos em todos os planos exceto a
rotação.
- Trocóide (pivô): Monoaxial. Articulação com um movimento rotacional em torno do eixo longitudinal. Exemplo: Articulação rádio-ulnar

2. COMPLEXO DO OMBRO
A única fixação da articulação do ombro ao esqueleto axial é pela clavícula na articulação esternoclavicular. Possui larga amplitude de movimento
(ADM). É uma articulação traixial.

Ossos
- Esterno
- Clavícula
- Úmero
- Escápula

Articulações verdadeiras
- Esternoclavicular
- Acromioclavicular
- Glenoumeral

Articulações falsas ou funcionais


- Escápulotorácica
- Subacromial
-Bicipital

 Articulação Glenoumeral
É uma articulação sinovial multiaxial bola-e-soquete e possui três graus de liberdade;
Posição de aproximação máxima: abdução completa, rotação lateral

 Articulação escapulotorácica
Não é uma articulação verdadeira mas é parte integrante do complexo do ombro

 Articulação acromioclavicular
É uma articulação. Sinovial plana que aumenta a amplitude de movimento do úmero.

 Articulação esternoclavicular
É uma articulação sinovial em forma de sela com 3 graus de liberdade; A articulação esternoclavicular e a acromioclavicular habilitam o úmero a
mover-se através de 180° de abdução.
Ligamentos
- Acromioclavicular
- Córacoacromial
- Córacoclavicular
- Conóide
-Trapezóide

Músculos
Anterior
- Peitoral Maior
- Coracobraquial
- Subescapular
- Bíceps Braquial

Superior
- Deltoíde
- Supraespinal

Posterior
- Infraespinhal
- Redondo Menor

Inferior
- Latíssimo do dorso
- Redondo Maior
- Tríceps Braquial, cabeça longa

Mobilidade
 Movimentos Ativos e Passivos
- Articulação Esternoclavicular: elevação e depressão, protração e retração;
- Articulação Escapulotorácica: elevação, depressão, abdução, adução, rotação para cima e para baixo;
- Articulação Glenoumeral: flexão, extensão, abdução, adução, rotação medial e lateral, abdução e adução, circundução.

Flexão
O movimento ocorre na articulação glenoumeral no plano sagital, sendo acompanhado por movimentos nas articulações esternoclavicular,
acromioclavicular e escapulotorácica.
Músculos: Deltóide, peitoral maior, bíceps braquial.
Amplitude Articular: 0-180°

Extensão
O movimento representa o retorno da flexão e ocorre no plano sagital.
Músculos: Peitoral maior, latíssimo do dorso, deltóide, tríceps braquial, cabeça longa.
Amplitude Articular: 0°- 45°

Abdução
O movimento ocorre no plano frontal. A abdução da artic. glenoumeral é acompanhada por elevação clavicular, seguida por rotação lateral do úmero.
Músculos: Deltoide, infraespinal, redondo menor, tríceps braquial, cabeça longa.
Amplitude Articular: 0°- 170°/180°.

Adução
É o retorno a partir da abdução e ocorre no plano frontal. A adução horizontal ocorre no plano transverso.
Músculos: Peitoral maior, deltoide e coracobraquial.
Amplitude Articular (adução horizontal): 0°- 50°

Rotação Medial
Na posição anatômica, o movimento ocorre no plano transverso. Para a avaliação goniométrica, esta é abduzida e a articulação do cotovelo é fletida
em 90° , portanto o movimento ocorre no plano sagital.
Músculos: Subescapular, latíssimo do dorso, deltoide e peitoral maior.
Amplitude Articular: 0°-60/100° .

Rotação Lateral
Na posição anatômica, o movimento ocorre no plano transverso. Para a avaliação goniométrica, esta é abduzida e a articulação do cotovelo é fletida
em 90°, portanto o movimento ocorre no plano sagital.
Músculos: Infraespinal, redondo menor e deltoide.
Amplitude Articular:0°-80/90°
3. CINTURA ESCAPULAR
Ossos
Dois ossos predominantemente envolvidos nos movimentos da cintura escapular: Escápula e Clavícula.

Músculos
São cinco músculos envolvidos primariamente nos movimentos da cintura escapular. Todos os cinco músculos da cintura escapular têm sua origem no
esqueleto axial, com a sua inserção localizada na escápula e/ou clavícula. Estes músculos são essenciais para fornecer estabilidade dinâmica para
escápula para que possa servir como base relativa de suporte para articulação do ombro.

Músculo trapézio
- Origem
• Fibras superiores: Base do crânio, protuberância occipital.
• Fibras médias: Processos espinhosos da sétima vértebra cervical e três vertebras torácicas mais superiores.
• Fibras inferiores: Processos espinhosos da quarta até a décima segunda vértebras torácicas.

- Inserção
• Fibras superiores: Face posterior do terço lateral da clavícula.
• Fibras médias: Borda medial do processo do acrômio e borda superior da espinha da escápula.
• Fibras inferiores: Espaço triangular na base da espinha da escápula.

- Ação
• Fibras superiores – Elevação da escápula.
• Fibras médias – Elevação, báscula lateral ( rotação lateral) e retração.
• Fibras inferiores – Depressão, retração e báscula lateral.

Músculo elevador da escápula


- Origem: Processos transversos das quatro vértebras cervicais superiores.
- Inserção: Borda medial da escápula acima da base da espinha da escápula.
- Ação: Elevação da escápula e báscula medial (rotação medial).

Músculos rombóides – maior e menor


- Origem: Processos espinhosos da última vértebra cervical e das primeiras cinco vértebras torácicas.
- Inserção: Borda medial da escápula abaixo da base da espinha da escápula.
- Ação: Retração (adução), com ligeira elevação e báscula medial.

Músculo serrátil anterior


- Origem: Superfície das nove costelas superiores no lado do tórax.
- Inserção: Face anterior de toda extensão da borda medial da escápula.
- Ação: Protração (abdução) e báscula lateral.

Músculo peitoral menor


- Origem: Superfície anteriores da terceira à quinta costelas.
- Inserção: Processo coracóide da escápula.
- Ação: Protração (abdução), depressão e báscula lateral (puxa a escápula para baixo).
4. COTOVELO

OSSOS
- Úmero
- Rádio
- Ulna

LIGAMENTOS
- Colateral lateral (ou radial)
- Colateral medial ( ou ulnar)
- Anular
Os ligamentos têm a função de manter as superfícies articulares em contato. Impedir qualquer movimento de lateralidade.

ARTICULAÇÕES
O cotovelo possui três articulações:
- Úmero-ulnar : entre a tróclea do úmero e a incisura troclear da ulna.
- Úmero-radial: entre o capítulo do úmero e a cabeça do rádio  Juntas realizam o movimento de flexão e extensão. Classificada como GINGLIMÓIDE (
dobradiça).

- Rádio-ulnar proximal: entre a cabeça do rádio e a incisura radial da ulna.  Realiza o movimento de pronação e supinação. Classificada como
TROCÓIDEA ou PIVÔ

MOVIMENTOS
- Flexão
- Extensão
- Supinação
- Pronação

FLEXÃO
Movimento do antebraço em direção ao ombro por inclinação do cotovelo, de modo a diminuir o seu ângulo. O movimento ocorre no plano sagital, no
eixo coronal.
Amplitude Articular: 0-140°/150°

EXTENSÃO
Movimento do antebraço de afastar-se do ombro, retornando a posição anatômica de modo a aumentar seu ângulo. O movimento ocorre no plano
sagital, no eixo coronal.
Amplitude Articular: 0°

PRONAÇÃO
Movimento de rotação medial do rádio sobre a ulna que resulta no movimento da mão desde a posição inicial anatômica para a palma da mão voltada
para baixo. O movimento ocorre no plano transverso, no eixo longitudinal.
Amplitude articular: 0 – 90°.

SUPINAÇÃO
Movimento de rotação lateral do rádio sobre a ulna, que resulta no movimento da mão desde a posição de voltada para baixo até a posição anatômica.
O movimento ocorre no plano transverso, no eixo longitudinal.
Amplitude articular: 0 – 90°.

MÚSCULOS
Nas articulações úmero-ulnar e úmero- radial:
- Bíceps braquial
- Braquial
- Braquiorradial
- Tríceps braquial
- Ancôneo

Nas articulações rádio ulnares:


- Bíceps braquial
- Supinador
- Pronador redondo
- Pronador quadrado
MÚSCULO BÍCEPS BRAQUIAL
- Origem:
Cabeça longa: Túberculo supraglenoidal da escápula
Cabeça curta: Processo coracóide da escápula
- Inserção: Tuberosidade do rádio
Função: Flexão do cotovelo e supinação do antebraço.

MÚSCULO BRAQUIAL
- Origem: Superfície anterior da metade distal do úmero.
- nserção: Processo coronóide e tuberosidade da ulna
Função: Flexão

MÚSCULO BRAQUIORRADIAL
- Origem: Crista supra-epicondilar lateral do úmero.
- Inserção: Processo estilóide do rádio
Função: Flexão do cotovelo, pronação e supinação do antebraço

MÚSCULO TRÍCEPS BRAQUIAL


- Origem:
Cabeça longa: Tubérculo infraglenoidal da escápula;
Cabeça curta: Inferior ao tubérculo maior na parte posterior do úmero.
Cabeça medial: Dois terços distais da superfície posterior do úmero.
- Inserção: Olécrano da ulna
Função: Extensão

MÚSCULO ANCÔNEO
- Origem: Superfície posterior do epicôndilo lateral do úmero
- Inserção: Superfície lateral e posterior do olécrano da ulna.
Função: Extensão

MÚSCULO PRONADOR REDONDO


- Origem: Epicôndilo medial do úmero e superfície medial da ulna
- Inserção: Superfície lateral do terço médio do rádio.
Função: Pronação.

MÚSCULO PRONADOR QUADRADO


- Origem: Superfície anterior do quarto distal da ulna
Inserção: Superfície anterior do quarto distal do rádio.
Função: Pronação.

MÚSCULO SUPINADOR
- Origem: Epicôndilo lateral do úmero e parte posterior próxima da ulna.
- Inserção: Superfície lateral da parte proximal do rádio.
Função: Supinação.
5. PUNHO

A articulação do punho não é uma articulação única, mas compreende as articulações entre os ossos do carpo (mediocárpica) e a articulação
radiocárpicas. Classificada como CONDILOIDE, permitindo os movimentos nos planos sagital e frontal.

OSSOS
- Ulna
- Ossos cárpicos (fileira proximal): Escafoide, Semilunar, Piramida, Pisiforme.

LIGAMENTOS
- Radiocárpico dorsal
- Radiocárpico palmar
- Ulnocárpico palmar
- Colateral radial do carpo
- Colateral ulnar do carpo

MOVIMENTOS
- Flexão
- Extensão
- Desvio ulnar (adução)
- Desvio radial ( abdução)

FLEXÃO
Movimento da palma da mão em direção a porção anterior do antebraço. O movimento ocorre no plano sagital, no eixo coronal.
Amplitude Articular: 0-80°/90°.

EXTENSÃO
Movimento do dorso d mão em direção a porção posterior do antebraço. O movimento ocorre no plano sagital, no eixo coronal.
Amplitude Articular: 0-70°/90°.

DESVIO RADIAL (ABDUÇÃO)


Movimento do lado do polegar da mão em direção ao aspecto lateral do antebraço. O movimento ocorre no plano frontal, no eixo sagital.
Amplitude Articular: 0-15°/20°.

DESVIO ULNAR (ADUÇÃO)


Movimento do lado do dedo mínimo da mão em direção ao aspecto medial do antebraço. O movimento ocorre no plano frontal, no eixo sagital.
Amplitude Articular: 0-30°/45°.

MÚSCULOS
- Flexor ulnar do carpo
- Flexor radial do carpo
- Palmar longo
- Extensor radial curto do carpo
- Extensor radial longo do carpo
- Extensor ulnar do carpo

MÚSCULO FLEXOR RADIAL DO CARPO


- Origem: Epicôndilo medial do úmero
- Inserção: Superfície palmar ( anterior) da base do 2° e 3° metacarpais.
Função: Flexão e Desvio radial

MÚSCULO PALMAR LONGO


- Origem: Epicôndilo medial do úmero
- Inserção: Aponeurose palmar do 2° ao 5° metacarpais.
Função: Flexão

MÚSCULO FLEXOR ULNAR DO CARPO


- Origem: Epicôndilo medial do úmero e superficie posterior da ulna proximal.
- Inserção: Superfície palmar(anterior) do pisiforme, hamato e base do 5° metacarpal.
Função: Flexão e Desvio Ulnar

EXTENSOR ULNAR DO CARPO


- Origem: Epicôndilo lateral do úmero.
- Inserção: Superfície dorsal da base do 5° metacarpal.
Função: Extensão e Desvio Ulnar

EXTENSOR RADIAL CURTO DO CARPO


- Origem: Epicôndilo lateral do úmero.
- Inserção: Superfície dorsal da base do 3° metacarpal.
Função: Extensão e Desvio Radial

EXTENSOR RADIAL LONGO DO CARPO


- Origem: Crista supra-epicondilar e epicôndilo lateral do úmero.
- Inserção: Superfície dorsal da base do 2° metacarpal.
Função: Extensão e Desvio Radial
6. MÃO
Ossos (Total : 29 ossos)
- Rádio
- Ulna ▫ 08 ossos carpais
Primeira fileira: escafoide, semilunar, piramidal e pisiforme;
Segunda fileira: trapézio, trapezoide, capitato e hamato
- 05 ossos metacarpais;
- 14 falanges

Articulações
• Metacarpofalângicas – classificadas como condilares.
Amplitude de movimento: ▫ Flexão: 85 – 100° ▫ Extensão : 0 – 40°

• Interfalângicas proximais (IFP): classificadas como giglimoides.


Amplitude de movimento: ▫ Flexão: 90 – 120° ▫ Extensão: 0°

• Interfalângicas distais (IFD): classificadas como ginglimoides.


Amplitude de movimento: ▫ Flexão: 80 – 90° ▫ Extensão: 0°

Articulação do polegar
• Metacarpofalângica (MCF) – classificada como ginglimoide.
Amplitude de movimento ▫ Flexão: 40 – 90° ▫ Extensão 0°

• Interfalângica (IF)– classificada como ginglimoide.


Amplitude de movimento ▫ Flexão: 80 – 90° ▫ Extensão 0°

• Carpometacarpal – classificada como selar.


Amplitude de movimento ▫ Abdução: 50 – 70° ▫ Flexão: 15 – 45° ▫ Extensão 0 - 20°

Movimentos
Flexão dos dedos e do polegar, oposição
- Oposição: movimento do polegar de cruzar o aspecto palmar de modo a opor-se a uma ou todas as falanges.

Extensão dos dedos e do polegar, reposição


- Reposição: movimento do polegar quando ele retorna à posição anatômica a partir de sua oposição com os dedos.

Músculo Flexor Superficial dos Dedos


- Origem: Epicôndilo medial do úmero, processo coronóide da ulna e dois terços da borda anterior do rádio.
- Inserção: falange média dos dedos 2 – 5
Ação: Flexão das falanges média e distal, flexão palmar da mão.
Músculo Flexor Profundo dos Dedos
- Origem: Ulna, membrana interóssea.
- Inserção: falange distal dos dedos 2 – 5
Ação: Flexão das articulações MCF, IF dos dedos 2 -5, flexão da mão.

Músculo Flexor Longo do Polegar


- Origem: Superfície anterior média do rádio.
- Inserção: falange distal do polegar
Ação: Flexão do polegar.
M.Extensor dos dedos
- Origem: Epicôndilo lateral do úmero.
- Inserção: Fáscia dorsal da mão do 2 – 5 dedo.
Ação: Extensão das articulações dos dedos e da mão.

M.Extensor do Indicador
- Origem: Terço distal da ulna.
- Inserção: Fáscia dorsal da mão do 2° dedo.
Ação: Extensão do 2° dedo.

M. Extensor do dedo mínimo


- Origem: Epicôndilo lateral do úmero.
- Inserção: Base da falange média e distal da 5ª falange.
Ação: Extensão do 5° dedo.
M. Extensor longo do Polegar
- Origem: Superfície posterolateral da porção médio-inferior da ulna.
- Inserção: Base da falange distal do polegar sobre a superfìcie dorsal.
Ação: Extensão do polegar.

M. Extensor Curto do Polegar


- Origem: Superfície posterior da porção médioinferior do rádio.
- Inserção: Base da falange proximal do polegar sobre a superfìcie dorsal.
Ação: Extensão do polegar.

M. Abdutor Longo do Polegar


- Origem: Face posterior do rádio e eixo médio da ulna.
- Inserção: Base do metacarpal 1, trapézio.
Ação: Abdução do polegar.

MM. Interósseos Dorsais


- Origem:
▫ 1° dedo: metade proximal da borda ulnar do osso metacarpal 1 e borda radial do osso metacarpal 2
▫ 2°, 3° e 4° dedos : lados adjacentes dos ossos metacarpais em cada interespaço.
- Inserção:
▫ 1° dedo: lado radial do dedo indicador;
▫ 2° dedo: lado radial do dedo médio;
▫ 3° dedo: lado ulnar do dedo médio;
▫ 4° dedo: lado ulnar do dedo anular.
Ação: Abduz os dedos indicador, médio e anular.

MM. Interósseos Palmares


- Origem:
▫ 1° dedo: Base do osso metacarpal 1, lado ulnar;
▫ 2° dedo: extensão do osso metacarpal 2, lado ulnar;
▫ 3° dedo: extensão do osso metacarpal 4, lado radial;
▫ 4° dedo: extensão do osso metacarpal 5, lado radial.
- Inserção:
▫ 1° dedo: lado ulnar do polegar;
▫ 2° dedo: lado ulnar do indicador;
▫ 3° dedo: lado radial do dedo anular;
▫ 4° dedo: lado radial do dedo mínimo.
Ação: Adução do polegar e dos dedos indicador, anular e mínimo em diração a linha axial por meio do terceiro dedo da mão.

MM. Lumbricais
- Origem:
▫ 1° e 2°dedo: superfície radial dos tendões do m.flexor profundo dos dedos - indicador e médio.
▫ 3° dedo: lados adjacentes dos tendões do m. flexor profundo dos dedos – médio e anular
▫ 4° dedo: lados adjacentes dos tendões do m. flexor profundo dos dedos – anular e mínimo.
- Inserção: Na borda radial da expansão do m. extensor, no dorso dos respectivos dedos.
Ação: Estendem as articulações interfalângicas e simultaneamente flexionam as articulações metacarpofalângicas do 2° ao 5° dedos da mão.

Tabaqueira Anatômica
Depressão causada pela extensão do polegar, fazem parte as estruturas:
▫ Tendão Abdutor Longo do Polegar;
▫ Tendão do Extensor Curto do Polegar;
▫ Tendão do Extensor Longo do Polegar
• Assoalho: ossos escafóide e trapézio
• Nervo Radial passa ao meio da tabaqueira.

Túnel de Guyon
Depressão que existe entre o osso pisiforme e hamato.

Túnel do Carpo
Formado pelos ossos: pisiforme, tubérculo do escafóide, hâmulo do hamato e tubérculo do trapézio.
7. CINTURA PELVICA E QUADRIL
O quadril é uma articulação estável devido a sua estrutura ósseia, com ligamentos fortes e músculos grandes.
CINTURA PÉLVICA: Anel ósseo formado pelos dois ossos ilíacos mais o sacro.
QUADRIL: Encaixe da cabeça do fêmur na fossa do acetábulo

OSSOS
- Ilíacos ou ílio
- Ísquios ou isquiático
- Púbis
- Sacro
- Fêmur

Ligamentos – Cintura Pélvica


- Sacro espinal
-Iliolombar
- Lombossacral
- Sacroilíaco anterior
- Sacroilíaco posterior ( curto e longo)
- Sacroilíaco interósseo
- Sacroccocígeno ( laterais e posteriores)
- Sacrotuberal
- Púbico superior
- Púbico arqueado

Ligamentos – Quadril
-Iliofemoral
-Pubofemoral
-Isquiofemoral
- Redondo
-Inguinal
- Transverso do acetábulo

Movimentos – Cintura Pélvica


- Anteversão
- Retroversão
- Lateroversão pélvica (direita e esquerda)
- Rotação pélvica direita e esquerda

Movimentos no quadril
- Flexão
- Extensão
- Abdução
- Adução
- Rotação interna
- Rotação externa

Biomecânica do Sacro
O sacro também realiza movimento de nutação e contra-nutação, no plano sagital, sendo movimentos involuntários que não dependem da ação
muscular.
- Nutação é a inclinação anterior do sacro, de modo que a base se move para frente e o ápice se move para trás.
- Contra-nutação a base sacral se move posteriormente e superiormente enquanto o ápice movimenta-se para frente e para baixo (é um retorno à
posição neutra inicial).

Músculos
- Reto femoral
- Iliopsoas
- Pectíneo
- Tensor da fáscia lata
- Sartório
- Glúteo máximo
- Rotadores externos
- Semitendinoso
- Semimembranáceo
- Bíceps femoral

Músculos FLEXORES
- Iliofemoral
- Reto femoral
- Psoas maior
- Sartório
- Tensor da fáscia lata

Músculos EXTENSORES
- Glúteo máximo
- Isquiostibiais : Semitendinoso, semimembranoso e bíceps femoral cabeça longa

Músculos ABDUTORES
- Glúteo médio e mínimo
- Sartório
- Tensor da fáscia lata
- Feixes superiores do glúteo máximo

Músculos ADUTORES
- Adutor longo, curto e magno
- Pectíneo
- Grácil

Músculos ROTADORES EXTERNOS


- Obturador Externo e Interno
- Quadrado femoral
- Gêmeo Superior e inferior
- Glúteo máximo
- Piriforme

Músculos ROTADORES INTERNOS


- Tensor da fácia lata
- Glúteo mínimo e médio
- Grácil

Músculos - ANTEVERSÃO
- Tensor da fáscia lata
- Reto femoral
- Sartório

Músculos RETROVERSÃO
- Isquiostibiais
8. ARTICULAÇÃO DO JOELHO
Tipo de articulação
Do JOELHO: pode ser classificada como:
- GINGLIMOIDE: dobradiça
- TROCOIDE-GINGLIMÓIDE: devido aos movimentos de rotação interna e externa da tíbia).
- CONÓIDE: devido a sua estrutura

PATELO-FEMORAL:
- ARTRODIAL: devido ao deslizamento da patela sobre os côndilos femorais

Características: Constantemente em estresse e distenção devido a sua ação de sustentação do peso e locomoção. MOBILIDADE é provida pela estrutura
óssea. ESTABILIDADE é provida por ligamentos, músculos e cartilagem.

Movimento de ROTAÇÃO
No final da EXTENSÃO ocorre uma rotação externa da tíbia em relação ao fêmur O No início da FLEXÃO ocorre uma rotação interna da tíbia em relação
ao fêmur

Músculos flexores
- Ísquiotibiais (bíceps femoral, semimembranoso e semitendinoso)
- Gastrocnêmio
- Poplíteo
- Grácil
- Sartório

Músculos EXTENSORES
- Quadríceps femoral
- Tensor da fáscia lata

Músculos ROTADORES INTERNOS


- Semimembranoso
- Semitendinoso
- Sártorio
- Grácil
- Poplíteo

Músculos ROTADORES EXTERNOS


- Bíceps femural

Goniometria
- Flexão : 135°
- Extensão : 0°

MENISCOS
Anéis fibrocartilaginosos (lateral e medial). São mais espessos lateralmente
OBJETIVO: Aumentar a congruência das articulações tibiofemorais; distribuir a pressão sobre os côndilos femorais e tibiais.

Diferenças
MENISCO MEDIAL:
- Tem a forma semilunar
- É menos móvel O Está inserido em toda cápsula
- Posteriormente tem inserção no m.semimembranoso
- Tem inserções no lig. colateral medial

MENISCO LATERAL:
- Tem a forma oval
- É mais móvel
- Côndilo femoral mais amplo
- Não tem inserções capsulares
- É separado do lig.colateral lateral
Biomecânica do menisco
FLEXÃO: os meniscos recuam.
Motivo: São empurrados para trás pelos côndilos femorais e ativamente o menisco lateral é puxado pela inserção do semimembranoso e do poplíteo e
o menisco medial é puxado pelo LCA.

EXTENSÃO: os meniscos avançam.


Motivo: São empurrados para frente pelos côndilos femorais e ativamente pelos pequenos ligamentos meniscais.

ROTAÇÃO EXTERNA (tíbia sobre o fêmur): o menisco lateral vai frente e o menisco medial vai para trás.
ROTAÇÃO INTERNA ( tíbia sobre o fêmur): o menisco medial vai para frente e o menisco lateral vai para trás.

Ligamentos Colaterais
 Ligamento Colateral Medial (LCM):
- Fixação: em cima, no epicôndilo medial e embaixo, atrás da pata de ganso (m. sartório, m.grácil e m.semimembranoso)
- Direção: oblíqua para baixo e para frente.
- Função: estabiliza medialmente o joelho e impede a abdução da tíbia sobre o fêmur (de se abrir medialmente – genu valgum).
Secundariamente restringem desvio anterior e posterior da tíbia e rotação externa quando o joelho é estendido.

 Ligamento Colateral Lateral (LCL):


- Fixação: em cima, no epicôndilo lateral e embaixo, no ápice da cabeça da fíbula. O Direção: oblíqua para baixo e para trás.
- Função: estabiliza lateralmente o joelho e impede a adução da tíbia (de se abrir lateralmente – genu varum). Secundariamente restringem desvio
anterior e posterior da tíbia e rotação externa quando o joelho é estendido.

Ligamentos Cruzados
 Ligamento Cruzado Anterior (LCA):
- Fixação: embaixo, na fossa intercondiliana anterior da tíbia e em cima, na face medial do côndilo femoral lateral (na fossa intercondilar)
- Função: controla e estabiliza o joelho nos movimentos de flexão e extensão do joelho, impede o deslocamento anterior da tíbia.
Secundariamente, limita a rotação interna.

 Ligamento Cruzado Posterior (LCP):


- Fixação: embaixo, na fossa intercondiliana posterior da tíbia e em cima, na face medial do côndilo femoral medial (na fossa intercondilar)
- Função: controla e estabiliza o joelho nos movimentos de flexão e extensão do joelho, impede o deslocamento posterior da tíbia.
Secundariamente, limita a rotação interna.

****Os ligamentos colaterais limitam a rotação externa. Os ligamentos cruzados limitam a rotação interna.

Estabilidade Rotatória do joelho em extensão


Na rotação interna:
- Os ligamentos cruzados enrolam um ao redor do outro aproximando as superfícies articulares do fêmur e da tíbia, bloqueando o movimento de
rotação interna.
- Os ligamentos colaterais se opõem ao enrolamento dos ligamentos cruzados tendendo a torna-se paralelos e diminuindo a coaptação das superfícies
articulares. Sendo assim, os lig.colaterais não limitam o movimento de rotação interna.

Na rotação externa:
- Os ligamentos cruzados tendem a ficar paralelos, permitindo uma ligeira separação das superfícies articulares. Consequentemente, a rotação externa
não é limitada pela tensão dos ligamentos cruzados.
- Os ligamentos colaterais ficam tensos (aumentam o enrolamento), há aproximação das superfícies articulares, limitando o movimento de rotação
externa.

***A estabilidade rotatória do joelho em extensão está assegurada pelos ligamentos colaterais e cruzados.

Articulação Fêmur-patelar
Características:
- A patela é um osso sesamóide que está contido dentro da cápsula articular
- A patela articula-se com as superfícies anterior e distal em forma de sela dos côndilos femorais (superfícies trocleares).
- A superfície da patela possui uma crista vertical e proeminente dividindo a faceta articular em medial e lateral.
- A patela possui variações anatômicas
- Possui deslocamento em linha reta, chegando ao dobro de seu tamanho (mais ou menos 8 cm)
- Durante o movimento de extensão a patela se eleva e na flexão ela desce.

Estabilização:
- O mecanismo extensor ou do quadríceps estabiliza a patela em todos os lados e guia o movimento entre a patela e o fêmur
- Distalmente a patela está ancorada a tuberosidade da tíbia pelo tendão patelar
- Lateralmente: pelos retináculos superficiais e profundos, o trato ilitibial e o músculo vasto lateral
- Medialmente: ligamentos patelofemoral, meniscopatelar e as fibras obliquas do vasto medial

Fixação: nos côndilos femorais e tibiais pelos retináculos lateral e medial do tendão do quadríceps. Une-se ao tendão do quadríceps denominado de
ligamento patelar (na porção infrapatelar).

Funções:
- Proteger as superfícies articulares dos côndilos femorais quando o joelho é fletido
- Diminuir a pressão e distribuir as forças sobre o fêmur
- Prevenir forças de compressão lesivas para o tendão do quadríceps em caso de flexões exageradas do joelho.

Alinhamento do joelho O Ângulo “Q” ou Ângulo do Quadríceps Femoral


É formado traçando-se uma linha desde a tuberosidade da tíbia através do centro da patela e traçando-se outra linha desde do centro da patela até a
espinha ilíaca antero- superior (EIAS).
- O alinhamento da diáfise do fêmur com a tíbia é dado pelo ângulo “Q”. O ângulo (no lado lateral) entre o eixo crânio-caudal do fêmur e o da tíbia é
geralmente 170°.

Se o ângulo “Q” for menor que 170° temos uma deformidade em GENU VALGUM.
Se o ângulo “Q” aproximar de 180° temos a deformidade em GENU VARUM.
9. TORNOZELO
Características
- Flexíveis- rígidas
- Suporte de peso
- Controle e estabilização da perna sobre o pé
- Ajuste de superfícies irregulares
- Elevação do corpo
- Amortecimento de choques

OSSOS
- Tíbia
- Fíbula
- Talús

Articulações
- Tíbio-társica ou Talo-crural  Classificada como troclear.
- Tíbio-fibular distal (ou inferior)  Classificada como sindesmose.

LIGAMENTOS
- Tibiofibular proximal (anterior e posterior)
- Tibiofibular distal (anterior e posterior)
- Tibiofibular transverso
- Tibiofibular crural interósseo
- Colateral medial ou deltóide (tibionavicular, tibiocalcaneo e tibiotalar)
- Colateral lateral ( calcaneofibular, talofibular anterior e posterior)

MÚSCULOS / AÇÃO
FLEXÃO DORSAL ou DORSIFLEXÃO (0° - 20°)
- Tibial anterior
- Extensor longo dos dedos
- Extensor longo do hálux
- Fibular terceiro

FLEXÃO PLANTAR ou PLANTIFLEXÃO (0° - 45°)


- Tibial posterior
- Fibular longo
- Fibular curto
- Flexor longo dos dedos
- Flexor longo do hálux
- Gastrocnêmio
- Sóleo
10. PÉ
OSSOS

ARTICULAÇÕES
- Subtalar
- Transversa do tarso - (articulação médio-tarso, articulação de Chopart) é formada pela articulação do calcâneo com o cubóide (articulação
calcaneocubóide) e a articulação do tálus com o navicular (articulação talocalcaneonavicular).
- Lisfranc – ( articulação tarsometatársal) formada pelos ossos do tarsos e metatarsos.
- Metatarsofalângeanas
- Interfalangeanas

MOVIMENTOS
- INVERSÃO = adução + supinação (medial)
- EVERSÃO= abdução + pronação ( lateral)

MÚSCULOS / AÇÃO
INVERSÃO :
- Tibial anterior
- Tibial posterior
- Flexor longo dos dedos
- Flexor longo do hálux

EVERSÃO:
- Fibular longo
- Fibular curto
- Fibular terceiro
- Extensor longo dos dedos

MÚSCULOS / AÇÃO
FLEXÃO DOS DEDOS
- Flexor longo dos dedos

EXTENSÃO DOS DEDOS


- Extensor longo dos dedos

FLEXÃO DO HÁLUX
- Flexor longo do hálux

EXTENSÃO DO HÁLUX
- Extensor longo do hálux

Arcos dos pés


Funções
- Distribuição de peso sobre a planta do pé;
- Adaptação do pé às irregularidades do solo;
- Maior resiliência do pé;
- Absorção de choques;
- Impulsão durante a marcha, corrida e salto.

 Arco Longitudinal Medial


Compreende cinco peças ósseas:
1° CUNEIFORNE – inteiramente suspenso
NAVICULAR – está de 15 a 18mm suspenso do solo
TÁLUS – recebe os esforços transmitidos pela perna e os divide sobre o arco.
CALCÂNEO – que se apoia no solo em sua extremidade posterior.

Conserva a sua concavidade, graças aos ligamentos e aos músculos. Os músculos que aumentam a concavidade do arco longitudinal medial devido suas
inserções, são:
- Tibial posterior
- Fibular lateral longo
- Flexor próprio do hálux
- Adutor do hálux
Contrariamente, os músculos inseridos sobre a convexidade do arco, como por exemplo, o m.extensor próprio do hálux e o m. tibial anterior diminuem
a curvatura do arco e o aplanam.

 Arco Longitudinal Lateral


Compreende três peças ósseas:
5° METATARSO – cuja cabeça constitui o ponto de apoio anterior
CUBÓIDE – inteiramente suspenso do solo
CALCÂNEO – cujas tuberosidades posteriores constituem o ponto de apoio posterior
Este arco diferente do medial, é pouco elevado e toma contato com o plano de apoio por intermédio das partes moles.

Três músculos formam os tensores ativos deste arco:


- Fibular lateral curto
- Fibular lateral longo
- Abdutor do 5° dedo
Os músculos : Fibular anterior e o Extensor comum dos dedos inseridos na convexidade, diminuem sua curvatura.

 Arco Transverso
É o mais curto e o mais baixo. Se estende da cabeça do primeiro metatarso a cabeça do quinto metatarso, passando pela cabeça de todos os
metatarsos. A concavidade deste arco é pouco acentuada, apoia-se sobre o solo, por intermédio das partes moles.
É sustentado pelos ligamentos intermetatarsiano, e por um músculo transverso do abdutor do hálux, que forma uma corda, entre a cabeça do 1°
metatarso e dos outros quatro.

POSSÍVEIS ALTERAÇÕES
PÉ PLANO
O desabamento dos arcos plantares ocorre devido a debilidade dos meios naturais de sustentação, que são: os músculos e ligamentos. Se os suportes
musculares são deficientes, os ligamentos acabam por se distender e os arcos “caem”, definitivamente. Portanto, o pé plano se deve, antes de tudo, a
uma insuficiência muscular do TIBIAL ANTERIOR, ou mais frequentemente, do FIBULAR LATERAL LONGO.

PÉ CAVO:
Aumento do arco plantar, pela contratura dos músculos que se inserem na sua concavidade. O pé pode estar com o arco longitudinal medial
aumentado devido ao relaxamento dos músculos que se inserem na sua convexidade.
11. ESQUELETO AXIAL
OSSOS DA COLUNA VERTEBRAL
33 vértebras distribuídas em:
- 07 cervicais
- 12 torácicas
- 5 lombares
- 9 sacrococcígeas

DISCO INTERVERTEBRAL
Formado por um ANEL FIBROSO E NÚCLEO PULPOSO : ANEL FIBROSO é uma estrutura composta, consistindo em camadas concêntricas ou lamelas de
fibras colágenas, encapsulando o núcleo pulposo, e um gel proteoglicano, o qual une as fibras colágenas e lamelas firmemente, prevenindo sua
deformação através de torções. As fibras são paralelas entre si e a maioria delas corre obliquamente entre duas vértebras, dispondo-se em direções
opostas nas lamelas adjacentes.

NÚCLEO PULPOSO
O núcleo pulposo é um gel semifluido, compreendendo 40-60% dos disco. Sendo fluido, o núcleo pode ser deformado sob pressão, sem redução em
seu volume. Esta propriedade essencial capacita-o tanto a se acomodar ao movimento quanto a transmitir algo da carga compressiva de uma vértebra
a outra.

FUNÇÕES DOS DISCOS


Amortecer cargas e pressões ao longo da coluna vertebral, evitando com isto que qualquer traumatismo um pouco mais intenso acarrete sérias
consequências sobre a coluna e provoque fratura de vértebras;
Contribuir para a característica de estrutura semifixa e semimóvel da coluna, pois, nesse aspecto, o disco promove um amarramento fibrosos de uma
vértebra à outra, por meio de um emaranhado de fibras que se inserem nos corpos vertebrais superior e inferior. Como estas fibras são fibroelásticas, o
amarramento torna-se maleável;
Permitir e restringir os movimentos das articulações intersomáticas e atuar como principal componente na transmissão de carga de um corpo vertebral
ao seguinte.

ARCABOUÇO TORÁCICO – GRADIL COSTAL


Formado por 12 costelas e o osso esterno ( T1 – T12):
- 7 costelas verdadeiras ( fixam no osso esterno)
- 5 pares são consideradas falsas :
03 pares se articulam entre si com a cartilagem da articulação da sétima costela com o osso esterno
02 pares são flutuantes, possuem a extremidade anterior livre, ou seja, não se articulam com nada anteriormente.

ARTICULAÇÕES
- Atlanto-occipital
- Atlanto-axial
- Interapofisárias
- Intersomáticas (disco intervertebral)

LIGAMENTOS
- Lig. Longitudinal anterior
- Lig. Longitudinal posterior
- Lig. Amarelo (lig. Flava)
- Lig. Inter-espinhoso
- Lig. Supra-espinhoso
- Lig. Interapofisários (anterior e posterior)

Ligamento Longitudinal ANTERIOR : É largo. Percorre toda extensão anterior da coluna vertebral. Está aderido aos corpos vertebrais e aos discos
intervertebrais.
Na flexão anterior do tronco se encontra relaxado na extensão e flexão lateral do tronco encontra-se tensionado. Impede o movimento de
hiperextensão
FUNÇÃO:
- Estabilização anterior da coluna vertebral
- Apoio e reforço anterior durante o levantamento de objetos pesados.

Ligamento Longitudinal POSTERIOR : Muito resistente. Percorre toda extensão da coluna vertebral, porém na região lombar torna-se muito estreito. É
inervado. Não possui inserção no corpo vertebral.
Na flexão encontra-se tensionado, na extensão encontra-se relaxado e flexão lateral encontra-se tensionado

MOVIMENTOS
Flexão – movimento anterior da coluna vertebral no plano sagital.
- Na cervical a cabeça se aproxima do peito
- Na lombar o tórax se aproxima da pelve

Extensão – movimento posterior da coluna no plano sagital-


-Na cervical a cabeça se afasta do peito
- Na lombar o tórax se afasta da pelve; também conhecida como hiperextensão

Inclinação Lateral – (ou flexão lateral) movimento ocorre no plano frontal


- A cabeça se move em direção ao ombro
- O tórax em direção à pelve

Redução – movimento de retorno da inclinação lateral para a posição anatômica no plano forntal

Rotação direita e esquerda – Movimento giratório da coluna no plano transverso


- O queixo gira em direção ao ombro
- O tórax gira em direção a uma crista ilíaca

GONIOMETRIA

MÚSCULOS – MOVIMENTO DE CERVICAL


Anteriores
- Reto anterior da cabeça
- Longo da cabeça

Posteriores
- Longuíssimo da cabeça
- Oblíquo superior da cabeça
- Oblíquo inferior da cabeça
- Reto posterior da cabeça – maior e menor
- Trapézio, porção descendente
- Esplênio da cabeça
- Semiespinal da cabeça

Laterais
- Reto lateral da cabeça
- Esternocleidomastóideo

MÚSCULOS – COLUNA VERTEBRAL


Superficiais
- Eretor da espinha
- Espinal – da cabeça, do pescoço, do tórax
- Longuíssimo - da cabeça, do pescoço, do tórax
- Iliocostal - da cabeça, do pescoço, do tórax
- Esplênio do pescoço

Profundos
- Longo do pescoço – oblíquo superior, inferior, vertical
- Interespinais – toda a coluna vertebral
- Intertransversários - toda a coluna vertebral
- Multífidos - toda a coluna vertebral
- Psoas menor
- Rotadores - toda a coluna vertebral
- Semiespinal – do pescoço, do tórax
MÚSCULOS DO TÓRAX
- Diafragma
- Intercostais – externo , interno
- Levantador das costelas
- Subcostais
- Escaleno – anterior, médio, posterior
- Serrátil posterior – superior, inferior
- Transverso do tórax

MÚSCULOS DA PAREDE ABDOMINAL


- Reto do abdome
- Oblíquo externo do abdome
- Oblíquo interno do abdome
- Transverso do abdome
- Quadrado do lombo