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Indice

Introdução ............................................................................................................................................... 2
2. EVASÃO E FRAUDE FISCAL................................................................................................................... 3
2.1. Conceitos de evasão ........................................................................................................................ 3
Evasão Fiscal .......................................................................................................................................... 3
A desobediência fiscal, resistência fiscal ou objecção fiscal, por último, consiste em recusar pagar
algum imposto por um desacordo com a instituição colectora ............................................................... 3
2.3. Fiscalização................................................................................................................................... 4
2.4. Consumidor Final ........................................................................................................................ 4
2.5. Evasão Fiscal................................................................................................................................ 5
2.6. Tipos de Evasão Fiscal .................................................................................................................. 5
2.6.1. Evasão Fiscal Omissiva Impropria ............................................................................................. 5
2.6.2. Evasão Fiscal Omissiva por Inacção .......................................................................................... 6
2.6.3. Evasão Fiscal Comissiva............................................................................................................. 6

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1. Introdução
Neste trabalho, aborda-se sobre a evasão e fraude fiscal onde trata-se de uma figura jurídica
que implica um acto voluntário de falta de pagamento que é punido pela lei por se tratar de um
delito ou de uma infracção administrativa.
Tem se verificado que os cidadãos moçambicanos a maior parte deles estão pouco preocupados
com o cumprimento de ordens fiscais, devido a ignorância além do mais outros mesmo fogem
do pagamento de certas contas fiscais.
Igualmente conhecida pelo nome de evasão tributária ou evasão de impostos, a evasão fiscal
supõe a criação de trabalho ao negro (riqueza obtida através de actividades ilegais ou de
atividades legais não declaradas ao fisco). Esse dinheiro, por norma, é pago em numerário, uma
vez que, se passar pelo banco, fica registado e o Estado pode ter conhecimento da sua
existência.
1.2.Objetivo geral

 Analisar o impacto de evasão e fraude fiscal na economia moçambicana.

1.3.Objetivos específicos

 Dar conceito de fraude e evasão fiscal

 Apresentar as causas de ocorrência de fraudes e evasão fiscal

 Conhecer os pontos negativos da fraude e evasão fiscal em Moçambique

1.4.Metodologia

Em relação aos métodos científicos a pesquisa quanto aos métodos de abordagem é hipotético
dedutiva e quanto aos métodos e procedimentos será conjugação de experimentação, observação e
comparação, tratando-se de uma pesquisa aplicada quanto a natureza, quanto a forma de
abordagem do problema é qualitativa e quantitativa, quanto aos objectivos será descritiva e quanto
aos procedimentos trata-se de um estudo de caso e bibliográfica.

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2. EVASÃO E FRAUDE FISCAL

2.1. Conceitos de evasão

Do latim evasĭo, evasão é a ação e o efeito de evadir ou de se evadir. Este verbo pode fazer
referência ao acto de fugir, escapar, evitar um perigo, contornar uma dificuldade ou sacar
dinheiro ou bens de um país de forma ilegal.
Fiscal, por outro lado, é um adjetivo que está relacionado com o pertencente ou relativo ao
fisco (o conjunto dos órgãos públicos que se consagram à colecta dos impostos). O fisco
também é o tesouro público em geral.
O conceito de evasão fiscal, por conseguinte, menciona a ação de escapar/fugir ao pagamento
dos tributos (impostos) estipulados pela lei

Evasão Fiscal

É quando o contribuinte deixa de recolher os impostos ou a máquina arrecadadora, por algum


motivo, não consegue arrecadá-los. A evasão pode ser criminosa (sonegação) ou aparentemente
legal, valendo-se o contribuinte, para não pagar impostos, de brechas existentes nas leis
tributárias.

A desobediência fiscal, resistência fiscal ou objecção fiscal, por último, consiste em recusar
pagar algum imposto por um desacordo com a instituição colectora

A evasão fiscal, também conhecida como sonegação fiscal,[2] é o uso de meios ilícitos para
evitar o pagamento de taxas, impostos e contribuições. Entre os métodos usados para evadir
tributos, estão a omissão de informações, as falsas declarações e a produção de documentos
que contenham informações falsas ou distorcidas, como a contratação de notas
fiscais, faturas, duplicatas etc.

Já a elisão fiscal configura-se num planejamento que utiliza métodos legais para diminuir o
peso da carga tributária num determinado orçamento. Respeitando o ordenamento jurídico, o
administrador faz escolhas prévias (antes dos eventos que sofrerão agravo fiscal) que permitem
minorar o impacto tributário nos gastos do ente administrado.

Diferentemente da evasão fiscal (onde ocorre o fato gerador do tributo e o contribuinte não
paga uma obrigação legal), na elisão fiscal, através do planejamento, evita-se a ocorrência do
fato gerador. E, por não ocorrer o fato gerador, o tributo não é devido. Dessa forma, o

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planejamento não caracteriza ilegalidade, apenas usa-se das regras vigentes para evitar o
surgimento de uma obrigação fiscal.[3]

2.3. Fiscalização

O cumprimento do pagamento do IVA é fiscalizado pela Direção Nacional dos impostos e


Auditoria e no caso do nosso estudo, a responsabilidade pela fiscalização fica com a DAF de
Lichiginga. Esse processo e importante principalmente pelo facto desse imposto possuir
características liberais, visto que o vendedor é quem procede com a autoliquidação partindo do
consumidor final que liquida o montante a pagar por um bem ou serviço prestado.

Para sustentar o descrito acima, a alínea a) a f) do número 4 do artigo 67 da lei 32/2007, de 31


de Dezembro afirma que a administração fica encarregada essencialmente de conferir as
operações e fiscalizar o funcionamento do sistema, de modo a garantir o funcionamento da lei
e evitar a evasão fiscal.

2.4. Consumidor Final

Para kotler (2000), consumidores são aqueles que compra e usam e descartam artigo ou ideias
para satisfazer as suas necessidades e desejos

De acordo com Pene (2013), consumidor final é aquele que mesmo sem conhecimento paga o
IVA ao Estado por meio do sujeito passivo no acto do apuramento do IVA.

Entretanto, o consumidor final toma conhecimento do imposto efectivo que recaiu sobre a sua
compra; o adquirente fica na posse do documento que lhe permitirá exercer o direito à dedução
e provar às autoridades tributárias que a sua compra foi sujeita a imposto; o fornecedor obtém
a prova de que liquidou o imposto, e a administração fiscal pode, pelo acesso a tais documentos
efectuar o cruzamento desinformações para melhor controlar as transacções tributáveis, com
vista à penalização dos infractores, ou mesmo à prevenção de possíveis comportamentos de
fuga ao imposto.

Contudo para o nosso estudo os consumidores finais são todas as pessoas grupos e organizações
que compram bens e serviços para o consumo final.

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2.5. Evasão Fiscal

De acordo com Franco (2010), evasão fiscal é um conceito amplo que, no essencial,
corresponde à ideia de que há alguém que deveria pagar um imposto mas não o pago, sem que
resulte da transferência para outro sujeito económico do sacrifício fiscal. E ainda continua o
autor afirmando que a fraude fiscal com maior rigor, é um conjunto de práticas tendentes a
reduzir irregularmente o montante do imposto a pagar (por contabilização viciada, declaração
errónea, ocultação parcial da matéria colectável ou de factos tributários), havendo por vezes
tendência para considerar fraudulento, em sentido amplo, até o comportamento de potenciais
contribuintes que pratiquem a evasão ilegal.

Para Ribeiro (1997), Evasão ao imposto consiste precisamente em ocultar o fisco na totalidade
ou parte da matéria colectável, isto é, não a declara ou declara menos do que a que possui.
Enquanto Leitão (1999), define evasão fiscal como sendo toda e qualquer Acção ou omissão
que possa eliminar ou suprimir, reduzir ou retardar o cumprimento de uma obrigação tributaria.

Contudo os autores acima são consensuais no conceito da evasão fiscal, deste modo se pode
afirmar que a evasão fiscal constitui prática ilegal que é usado para evitar o pagamento do
imposto, como e o caso do nosso estudo que busca a entender as razões económicos a
cometerem essa infração. Ora, ao longo da pesquisa se notou que e muito comum os vendedores
ou comerciantes infringirem regras de tributação, na medida que omitem as declarações
periódicas e ainda e mas comum quando não emitem as facturas no acto das vendas de
mercadorias.

2.6. Tipos de Evasão Fiscal

Leitão (1999), apresenta os tipos de evasão fiscal, baseados nos ensinamentos de Dória, que
demonstra as várias modalidades de evasão fiscal como podemos descrever a seguir:

2.6.1. Evasão Fiscal Omissiva Impropria

Aquela que pode ser praticada com a intensão ou não de assumir o risco de o produzir, e
consiste num comportamento em que o contribuinte ou vendedor renuncia materializar ou
desenvolver a capacidade económica que esteja sujeita a imposto. Para este estudo, o
consumidor final que tem conhecimento ou não da importância da exigência da factura nas
suas compras acaba consentindo com a sonegação no momento em que em diversas ocasiões

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em suas transações não exige a emissão de factura, tendo as vendas ficado sem nenhum registo
de saída.

2.6.2. Evasão Fiscal Omissiva por Inacção

Esta pode ser dividida em intencional e não intencional.

 Evasão Fiscal Omissiva por Inacção Intencional

Acontece quando o contribuinte intencionalmente deixar de pagar o imposto devido e uma vez
verificada a incidência da norma fiscal, destaca se o intuito de sonegação fiscal, falta ou atraso
recolhimento da liquidação do imposto. Relacionar ao nosso estudo pensa-se que o agente
passivo em alguns momentos comente esse acto, quando simplesmente não vai a DAF declarar
as suas vendas ou quando simplesmente não faz o registo das mesmas fugindo ao fisco e tem
sido crime perante a lei fiscal. Evasão Fiscal Omissiva por Inacção não Intencional – consiste
no facto do contribuinte de forma inintencional deixar de pagar o imposto por ignorância do
dever fiscal. Essa situação se verifica quando o agente passivo ou o vendedor não tem
informações claras sobre o processo de fracturação de imposto e acaba se envolvendo no
processo.

2.6.3. Evasão Fiscal Comissiva

Os contribuintes por meios ilícitos, tendem a eliminar ou retardar o pagamento do imposto


devido havendo sempre intenção de dolo. Esta forma de evasão devide se em ilícita e licita.

 Evasão Fiscal Comissiva Ilícita quando

Existe um conlui nas decisões de cometer o dolo e quando se atingem os fins económicos
almejados para a obtenção da poupança fiscal. Evasão Fiscal Comissiva Ilícita – esta é
caracterizada na accao individual do contribuinte, tendendo a por sempre processo lícitos de
modo a afastar a incidência do factor gerador. Em suma nesses dois actos o que preocupa o
contribuinte é a intensão, a acção a finalidade e o resultado.

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A problemática da fraude fiscal

A fraude fiscal surge como um problema de resolução prioritária para a Administração Geral
Tributária e o Judiciário. Inevitavelmente a fraude causa distorções na actividade desenvolvida
pelos diversos operadores económicos limitando a qualidade da prestação de serviço, dimensão
social do Estado e determina o aumento da carga fiscal suportada pelos contribuintes
cumpridores.

Em termos práticos, os comportamentos fiscalmente evasivos e fraudulentos alimentam as


chamadas economias paralelas dificultando, desta forma, a construção de um Estado Social de
Direito e, implicitamente provoca um aumento do défice e da dívida.23 Os artigos 172.º e 173.º
da lei 21/14 do (CGT), Código Geral Tributário, dispõe as penalizações da fraude fiscal 24
quando convertidas em pena de prisão por não cumprimento das obrigações fiscais tendo em
conta o seguinte:

 Quem, visando a não liquidação, entrega ou pagamento de prestação tributária,


falsifique, vicie documentos ou incorra em simulação de acto ou negócio jurídico e
tiver obtido, em virtude da falsificação, viciação ou simulação, uma vantagem
patrimonial ilegítima é punível com pena de prisão de 6 (seis) meses até 3 (três) anos
ou pena de multa 360 (trezentos e sessenta) dias.

 A fraude fiscal pode ter lugar por: Aliais, os agentes económicos podem ter as suas
falhas desde da não declaração das suas receitas, mais a maior culpabilidade deve ser
tributada aos órgãos do Estado por falhas graves de organização, o elevado nível de
corrupção por parte dos agentes de fiscalização, a impunidade, infracções fiscais que
acabam numa conversa em mesa de café, a falta de profissionais formados em matérias
fiscais e aduaneiras, desde agentes policiais e magistrados do ministério público, para
que os factos sejam trazidos ao judicial.

Fraudes Fiscais

O dicionário legal mais utilizado nos Estados Unidos, Black´s Law Dictionary, define a fraude
como: “... all multifarious means which human ingenuity can devise, and which are resorted to
by one individual to get an advantage over another by false suggestions or suppression of the
truth”.

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Segundo o FRAUD EXAMINERS MANUAL da ACFE, a falsa representação material de
factos, «misrepresentation of material facts», é a fraude mais usual. A deturpação ou
manipulação na representação de factos, constitui-se numa ofensa, na medida em que
deliberadamente realiza-se uma afirmação falsa, procurando induzir determinada vítima a
comportamentos, da qual visa apropriar-se de parte do seu patrimônio.

As fraudes podem assumir diferentes formas, o que torna sua conceituação um labor
complexo. Para que se possa estabelecer um processo civil ou penal em torno de fraude de
modo geral exige-se:

 O réu tenha feito uma afirmação falsa (ou incompleta).

 A afirmação falsa (ou incompleta) é material, isto é suficientemente relevante


para influenciar a realização de uma decisão.

 O réu sabia que a afirmação era falsa, ou não acreditava na sua veracidade.

 A vítima se baseou na representação falsa, que presumiu verdadeira.

 A vítima sofreu danos materiais como resultado. Nos casos civis é necessário
que se prove que a “vítima” se baseou nas afirmações falsas e efetivamente
sofreu uma perda patrimonial, porém esses elementos de prova não são
necessários num processo criminal, dependendo do crime em que os factos
serão subsumidos.

Geralmente, a materialidade pode ser presumida não precisando ser provada, dependendo no
crime em que está se denunciando.

Ocultação de factos ou valores não declarados e que devam ser revelados à administração
tributaria; Celebração de negócios simulados, quer quanto ao valor, quer quanto a natureza,
quer por interposição, omissão ou substituição de pessoas.

 Os valores a considerar, para efeitos do disposto nos números anteriores, são os que,
nos termos da legislação aplicável, devam constar de cada declaração a apresentar à
administração tributária.

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3.1. O problema da lei Tributaria na actualidade.

A Lei N.º 22/14, de 5 de Dezembro, aprovou o actual código do processo tributário, portanto,
esta norma não especifica o tribunal competente para dirimir conflitos do âmbito tributário.

A delimitação da noção de tributo e do âmbito de incidência do Direito Tributário, feita nos


moldes supra descritos, assume especial importância a vários níveis, designadamente em sede
de delimitação do âmbito da jurisdição dos Tribunais.

Em primeiro lugar, surge um problema terminológico de fundo: dever-se-á falar em “Tribunais


fiscais” ou em “Tribunais tributários”? A resposta a esta questão não poderá deixar de passar
divulgações no relato financeiro de forma a enganar/ludibriar os seus usuários, tendo em vista
sempre a obtenção de um benefício para si.

Como exemplo de anomalias contabilísticas recorrentes usadas para “maquiar” as


demonstrações financeiras, destaquem-se:

i) Inventários com valores diferentes da realidade;

ii) Passivos fictícios e/ou dívidas inexistentes, mantidas para tentar encobrir entrada
de recurso não regularmente registrada;

iii) Falsas integralizações de capital;

iv) Despesas lançadas na contabilidade em que não houve efetivamente a prestação de


um serviço ou aquisição de uma mercadoria/serviços, entre outras. Almejando
condicionar percepções de riscos dos usuários das informações contabilísticas, as
fraudes de relato financeiros, podem implicar em alterar as demonstrações
contabilísticas, sem qualquer suporte na realidade fática.

Nesse sentido destacam-se alguns procedimentos artificiais e deliberados, tais como:

i) Alteração de saldos de exercícios anteriores;

ii) Classificação indevida da dívida de curto para longo prazo;

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iii) Omissão de informações relevantes em notas explicativas;

iv) não reconhecimento contábil de contingências fiscais, trabalhistas e/ou ambientais;

v) As fraudes de relato financeiro, de modo geral, são praticadas pelos mais altos
gestores de uma sociedade comercial, com conhecimento dos responsáveis
técnicos, tendo em vista sua capacidade de influenciar na manipulação dos registos
contabilísticos e eliminação de controles, produzindo informações falsas. .

A fraude fiscal pela resolução de uma outra que se afigura prévia e prejudicial que é a de
saber sobre que litígios incidem o seu âmbito de actuação, podendo-se, em abstracto,
perspectivar uma de duas soluções possíveis:

➢ Ou se entende, por um lado, que os Tribunais em questão apenas são competentes para
dirimir conflitos de pretensões que digam respeito a relações jurídicas de impostos e, em
tal caso, falaremos em “Tribunais Fiscais” Consequentemente, os conflitos de pretensões
que digam respeito a relações jurídicas de taxas ou outros tributos seriam dirimidos por
outros Tribunais, como o “Tribunal Administrativo”.

➢ Ou se entende, por um lado que os Tribunais em questão apenas são competentes para
dirimir conflitos de pretensões que digam respeito a todas as relações jurídicas tributárias
e então a denominação “Tribunais Tributários” será, rigorosamente, a mais apropriada.

O Direito tributário adjetivo tem por referência a aplicação das normas tributárias aos casos
em concreto, e que tal aplicação terá como principais actores a Administração tributaria,
os Tribunais tributários e os sujeitos privados.

➢ A prática de actos de inspeção tributária, a liquidação de certos impostos, o


reconhecimento de um pedido de isenção, o indeferimento de uma reclamação graciosa, a
instauração de um processo de execução fiscal contra um contribuinte devedor ou a
autorização para o pagamento de uma dívida tributária em prestações, são exemplos de
actos praticados por órgãos da Administração tributária.

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Conclusão

Da pesquisa e investigações bibliográficas realizadas concluiu-se que A tributação é a


principal fonte de arrecadação de receitas do Estado, portanto o estudo estava centrado em
analisar o papel do consumidor final na redução da evasão fiscal do IVA na cidade de
Lichinga, com o propósito de conhecer o seu envolvimento na recolha deste imposto para
os cofres do Estado. Feita a pesquisa, foi possível tirar as devidas conclusões da análise e
interpretação de dados recolhidos junto dos três grupos de intervenientes pesquisados no
estudo, nomeadamente os consumidores finais, os contribuintes dos estabelecimentos
comerciais da cidade de Lichinga e os funcionários da DAF de Lichinga em sede de IVA,
como também verificar se os objectivos preconizados no trabalho fora alcançados. Deste
modo, a pesquisa mostrou que o papel do consumidor final na redução da evasão fiscal do
IVA é deficitário, uma vez que os dados analisados indicaram que grande parte dos
consumidores finais não exigem a factura e, quando exigem a factura é só as vezes.

Por esta razão ficou evidente que a factura não está a ser exigida assiduamente pelos
consumidores. Em primeiro lugar, porque alegam estar apressados no momento das suas
compras e provavelmente ficam sem paciência para esperar pela factura, do mesmo modo,
os consumidores se esquecem de exigir a factura, ou por outra é mesmo falta de interesse
que esta associada a falta de informações claras sobre a importância que estes consumidor
possuem no pagamento do do IVA muito menos o fim dado ao valor cobrado pelo IVA. E
outra razão é porque alguns consumidores acreditam que não exigindo a factura eles estaria
pagando menos pelo produto.

De igual maneira se concluiu que os contribuintes não se prontifica em emitir a factura


sempre que as vendas são afectuadas, primeiramente porque não possuem livros de
facturas nos seus estabelecimentos comerciais, e sem livro de factura eles não teriam como
emiti – la. Por outra, os contribuintes só emite a factura quando o consumidor exige,
deixando transparecer que não existe vontade iniciativa própria, mesmo sabendo dos
benefícios que advém desse pagamento.

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Bibliografia

1. Alves, M. P. Metodologia científica. Lisboa, Portugal: Escolar editora. 2012.

2. Autoridade Tributaria de Moçambique - Direcção da Área Fiscal de Lichinga (2013).


Relatório das actividades desenvolvidas pela Direcção da Área Fiscal de Lichinga.

3. Autoridade Tributaria de Moçambique - Direcção da Área Fiscal de Lichinga (2014).


Relatório das actividades desenvolvidas pela Direcção da Área Fiscal de Lichinga.

4. Autoridade Tributaria de Moçambique - Direcção da Área Fiscal de Lichinga (2015).


Relatório das actividades desenvolvidas pela Direcção da Área Fiscal de Lichinga.

5. Carmo, H., & Ferreira, M.M. Metodologia da investigação: Guia para auto – aprendizagem.
Lisboa, Portugal: Universidade aberta. 1998

6. Franco, A. L. S. Finanças Publicas e Direito Financeiro (4ª. Edição.). Coimbra, Portugal:


Medina Editora, Vol I e II, .2010

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8. Leite, L. P. C. VO sistema tributário Brasileiro: Análise da sonegação fiscal nas empresas


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9. . Nordhau, W., & Samuelson, P. Economia (19ª. Edição.). Lisboa, Portugal: McGraw Hill.
2012

10. Pena, C. Apontamentos de Direito Fiscal Moçambicano. Maputo, Moçambique: Escolar


editora. 20. Pereira, J. M. E. (s/d). Fiscalidade: tomo I. Lisboa, Portugal: Editora plátano. 2014.

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