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* Rochas

Rocha (ou popularmente pedra ou calhau para um pedaço solto de rocha) é um


agregado natural composto por alguns minerais ou por um único mineral, podendo ou
não conter vidro vulcânico.
As rochas podem ser classificadas de acordo com sua composição química, sua forma
estrutural, ou sua textura, sendo mais comum classificá-las de acordo com os processos
de sua formação. Pelas suas origens ou maneiras como foram formadas, as rochas são
classificadas como ígneas, sedimentares, e rochas metamórficas. As rochas magmáticas
foram formadas de magma, as sedimentares pela deposição de sedimentos e posterior
compressão destes, e as rochas metamórficas por qualquer uma das primeiras duas
categorias e posteriormente modificadas pelos efeitos de temperatura e pressão.

 Ígneas: Rocha ígnea, rocha magmática ou rocha eruptiva é um tipo de rocha que
resultou da consolidação devida a resfriamento de magma derretido ou
parcialmente derretido.
O processo de solidificação é complexo e nele podem distinguir-se a fase
ortomagmática, a fase pegmatítica-pneumatolítica e a fase hidrotermal. Estas rochas são
compostas de feldspato (59,5%), quartzo (12%), piroxênios e anfibolitos (16,8%), micas
(3,8%) e minerais acessórios (7%). Ocupam cerca de 25% da superfície terrestre e 90%
do volume terrestre, devido ao processo de gênese.
¹Plutônicas: São formadas a partir do resfriamento do magma no interior da crosta,
nas partes profundas da litosfera, sem contato com a superfície. Elas só apareceram à
superfície depois de removido o material sedimentar ou metamórfico que a recobria. Em
geral, o resfriamento é lento e ocorre a cristalização de todos os seus minerais,
apresentando então uma textura holocristalina, ou seja, apresenta grande número de
cristais observáveis à vista desarmada. Normalmente as rochas plutônicas ou intrusivas
apresentam uma estrutura maciça. A sua estrutura mais corrente é granular, isto é, os
minerais apresentam-se equidimensionais ligados entre si.
²Vulcânicas: São formadas a partir do resfriamento do material expelido pelas
erupções vulcânicas atuais ou antigas. A consolidação do magma, então, acontece na
superfície da crosta ou próximo a ela. O resfriamento é rápido, o que faz a que estas
rochas, por vezes, apresentem material vítreo, logo, possuem uma textura vidrosa
(vítrea), ou seja, uma textura que não apresenta cristais (a olho nu) ou até mesmo uma
textura hemicristalina, isto é, apresenta alguns cristais no seio de uma massa amorfa.

 Sedimentar: São compostas por sedimentos carregados pela água e pelo


vento, acumulados em áreas deprimidas. Correspondem a 80% da área dos
continentes, existe grande probabilidade de conterem material fóssil e formam as
bacias.
As rochas sedimentares são formadas a partir da pressão exercida sobre as
partículas de sedimentos carregados e depositados pela ação do ar(vento), gelo ou água.
Conforme os sedimentos se acumulam, eles vão sofrendo cada vez mais pressão, se
solidificando, num processo conhecido como litificação (formação rochosa) e os fluídos
originais acabam sendo "expulsos".
Estas rochas podem ser formadas por:
*Minerais herdados - minerais que provêem diretamente de rochas pré-existentes;
*Minerais de neoformação - minerais novos formados devido a fenômenos de
transformações químicas ou de precipitações de soluções;
*Partes de seres vivos - Por exemplo: conchas e fragmentos de plantas.
Rochas sedimentares contêm informações importantes sobre a história da Terra.
Elas contêm fósseis, os restos preservados de antigas plantas e animais. A
composição dos sedimentos nos fornece pistas sobre a rocha original. As diferenças
entre as sucessivas camadas indicam mudanças de ambiente que ocorreram ao longo do
tempo. Rochas sedimentares podem conter fósseis porque, ao contrário da maioria das
rochas ígneas e metamórficas, elas se formam a temperaturas e pressões que não
destroem os restos fósseis.
As rochas sedimentares cobrem os continentes da crosta terrestre
extensivamente, mas a contribuição total das rochas sedimentares estima-se que seja de
apenas cinco por cento do total. Dessa forma, vemos que as seqüências sedimentares
representam apenas uma fina camada de uma crosta composta essencialmente de rochas
ígneas e metamórficas.
¹Clásticas: Formadas pelo acúmulo de fragmentos de rochas e minerais com
tamanhos variados. A classificação dessas rochas é realizada tendo como base o
tamanho dos fragmentos.

�conglomerados - fragmentos de rochas, grânulos, matriz


�arenitos - grãos de quartzo entre 0,06 -2 mm
�siltitos- grãos de quartzo entre 0,002 -0,06 mm
�argilitos e folhelhos-argila

²Não-Clásticas (Químicas): resultam da agregação de sedimentos


provenientes principalmente da dissolução química de outras rochas. Segundo sua
composição, as rochas químicas podem ser classificadas como inorgânicas - formadas
pela precipitação de sais a partir de soluções aquosas saturadas (como, por exemplo, o
evaporito e o laterito) - ou orgânicas, como o caso dos calcários, formados de
sedimentos provenientes da decomposição de organismos em ambientes marinhos
(conchas e corais).

 Metamórfica: As rochas metamórficas são o produto da transformação de


qualquer tipo de rocha levada a um ambiente onde as condições físicas (pressão,
temperatura) são muito distintas daquelas onde a rocha se formou. Nestes
ambientes, os minerais podem se tornar instáveis e reagir formando outros minerais,
estáveis nas condições vigentes. Não apenas as rochas sedimentares ou ígneas
podem sofrer metamorfismo, as próprias rochas metamórficas também podem,
gerando uma nova rocha metamorfizada com diferente composição química e/ou
física da rocha inicial.
Como os minerais são estáveis em campos definidos de pressão e temperatura, a
identificação de minerais das rochas metamórficas permite reconhecer as condições
físicas em que ocorreu o metamorfismo. O estudo das rochas metamórficas permite a
identificação de grandes eventos geotectônicos ocorridos no passado, fundamentais para
o entendimento da atual configuração dos continentes.

*Tipos de magma

Ortomagmas– origem muito profunda (manto superior, cristalização 700ºC a 1300 ºC,
pobres em voláteis) - Magmas basálticos–
Magmas secundários– resultantes da fusão de materiais na base da crosta
( cristalização 400ºC a 1000 ºC, mais ricos em voláteis) –Grande maioria dos magmas
graníticos–

MAGMAS
Ácidos: ricos em SiO2, Na2O e K2O. As rochas geradas a partir deste tipo de magmas
podem ter mais de 77%,em peso, de SiO2. O granito é um exemplo de uma rocha
ácida, e a maioria dos magmas ácidos são designados por “graníticos”.
Intermédios: ricos em SiO2, Na2O e K2O, assim como CaO e Al2O3. As rochas
geradas por este tipo de magmas têm valores de SiO2, em peso, compreendidos entre 55
e 65%.
Básicos:ricos em CaO, MgO e FeO. As rochas deste tipo têm valores de SiO2, em peso,
compreendidos entre 45 e 55%.O basalto é um exemplo de uma rocha básica, e muito
magmas básicos magmas são genericamente como "basálticos".
Ultrabásicos: São magmas pobres em SiO2, mas com grande quantidade de FeO e
MgO. As rochas ultrabásicas podem apresentar valores de SiO2 muito baixos,
inferiores a 38%em peso.

Viscosidade–Fricção interna de um fluido que o torna resistente ao fluxo

A viscosidade dos magmas depende de:


Composição
•Quanto maior o conteúdo em SiO2, maior a viscosidade
•Quanto menos voláteis, maior a viscosidade
•Quanto menos elementos alcalinos, maior a viscosidade

Temperatura
•Quanto menor a temperatura maior a viscosidade

Os magmas basálticos, com origem na fusão de rochas do manto, contêm cerca de 50%
de sílica e um baixo teor em gases dissolvidos. Este tipo de magma é expelido
essencialmente ao longo de riftes e dos pontos quentes que se situam ao nível dos
oceanos. A sua constituição varia, dependendo dos condicionalismos ambientais em que
se geram como a pressão e a temperatura. Estes magmas caracterizam-se pela
viscosidade - relacionada com a densidade, a riqueza em sílica, a temperatura e a
quantidade de fluidos que contêm - que determina a sua velocidade de ascensão.
Quando os magmas basálticos se acumulam em câmaras magmáticas, a profundidades
de 10 a 30 km, solidificam e originam rochas plutônicas, como os gabros. Quando os
magmas basálticos ascendem com uma velocidade superior à velocidade a que
arrefecem, solidificam e formam rochas vulcânicas, como os basaltos.

Os magmas andesíticos, formados pela subducção de uma placa oceânica sob uma
placa continental, contêm cerca de 60% de sílica e bastantes gases dissolvidos. A sua
composição depende da quantidade e da qualidade do material rochoso do fundo
oceânico que sofre subducção. O material de que resulta o magma andesítico inclui
água, sedimentos depositados ricos em argila e material rochoso com origem na crosta
oceânica e na crosta continental, que aprofunda quando a placa é subductada. A água
fica sujeita a condições de pressão e temperatura elevadas, facilitando a fusão dos
materiais rochosos que originam magmas com diferentes composições. As rochas
magmáticas formadas a partir de magmas andesíticos são mais ricas em sílica do que as
rochas que têm origem nos magmas basálticos, e incluem um mineral do grupo dos
feldspatos, a andesite. De acordo com o local em que ocorre a sua consolidação, os
magmas andesíticos formam andesitos, quando consolidam à superfície ou próximo
dela, ou dioritos, quando consolidam em zonas profundas. Os magmas andesíticos estão
relacionados com zonas vulcânicas.

Os magmas riolíticos formam-se a partir da fusão parcial de rochas constituintes da


crosta continental. Contêm cerca de 70% de sílica e um elevado teor em gases
dissolvidos, uma vez que resultam de rochas ricas em água e dióxido de carbono. A
presença de água nos magmas riolíticos faz baixar o ponto de fusão dos minerais. No
entanto, nas zonas mais próximas da superfície - zonas de pressão mais baixa - este
efeito deixa de se verificar. Os granitos e os riólitos constituem rochas magmáticas
formadas a partir do magma riolítico. Os granitos formam-se quando o magma riolítico
solidifica antes de atingir a superfície - durante a ascensão deixam de se reunir as
condições que permitem o estado de fusão. Os riólitos formam-se quando o magma
riolítico atinge a superfície com uma temperatura muito elevada - cerca de 800 ºC. Os
magmas riolíticos estão associados a zonas de colisão de placas continentais onde se
originam cadeias montanhosas. Estes são locais onde há uma grande probabilidade de
se reunirem as condições de pressão, umidade e temperatura que permitem a formação
deste tipo de magmas.

*Corpos Intrusivos:
¹Concordantes: Corpos plutônicos concordantes são aqueles que concordam, que
obedecem a configuração das encaixantes, adquirindo então uma forma determinada
pela disposição de outras rochas. Seus bordos ou contatos são paralelos à estratificação
ou xistosidade das encaixantes, não truncando a estrutura geral destas rochas. As formas
concordantes mais comuns são:
a)Soleiras ou Sills - São corpos extensos, pouco espessos de forma tabular quando
vistos em corte. Estes corpos foram formados a partir de um magma de baixa
viscosidade, o qual pode se intrometer entre planos da rocha encaixante.
b) Lacólitos – São corpos plano-convexos, lenticulares (não tem continuidade
horizontal) que se assemelham a cogumelos. São relacionados a magma muito viscosos,
que por se escoarem com dificuldade, se acumulam próximo a fonte provocando um
arqueamento das rochas sobrejacentes.

²Discordantes: Corpos plutônicos discordantes São aqueles que cortam, que truncam a
configuração das encaixantes. Contudo, obedecem freqüentemente a outros elementos
estruturais desenvolvidos nas rochas, tais como diaclases, falhas, fendas ou aberturas
produzidas por explosões vulcânicas.
As formas discordantes mais comuns são:
a) Diques – São corpos magmáticos de forma tabular que preenchem fendas nas
rochas preexistentes. Tem largura e comprimento muito variável ocorrendo
desde "micro diques" até diques com vários metros de largura e quilômetros de
extensão.
b) Necks - são corpos cilíndricos verticais que cortam as rochas encaixantes.
Constituem chaminés de vulcões antigos, cuja parte superior foi erodida.

c) Batólitos - são corpos magmáticos de grandes dimensões (área de afloramento


superior a 100 km2) que não tem, aparentemente, delimitação em profundidade,
passando gradualmente a zona de material rochoso em fusão. São chamados de stocks
aqueles corpos magmáticos com as mesmas
Características dos batólitos, que, no entanto, apresentam áreas de afloramento
inferiores a 100km2.

*Tipos de Intemperismo:

Intemperismo Físico ou Mecânico

Conduzem à desagregação da rocha, sem que haja necessariamente uma alteração


química maior dos minerais constituintes. Os principais agentes do intemperismo físico
são variação de temperatura, cristalização de sais, congelamento da água, atividades de
seres vivos.
a) Variação da temperatura: Com o aumento da temperatura os minerais sofrem
dilatação, desenvolvendo pressões internas que desagregam os minerais e desenvolvem
microfraturas, por onde penetrarão a água, sais e raízes vegetais.
b) Cristalização de sais: O sal trazido pela maresia se cristaliza nas fraturas,
desenvolvendo pressões que ampliam efeito desagregador.
c) Atividades biológicas (biomecânicos): as raízes de árvores podem trabalhar como
agentes intempéricos. Elas atuam como forma motriz para abrir canais para que outros
agentes intempéricos atuem nas rochas e minerais. Há também a "escavação" de insetos
em rochas mais fracas.

Intemperismo Químico

Implica em transformações químicas dos minerais que compõem a rocha. O principal


agente do intemperismo químico é a água. Os feldspatos e micas são transformados em
argilas, ao passo que o quartzo permanece inalterado. Os principais mecanismos do
intemperismo químico são: oxidação, dissolução, hidrólise, hidratação e carbonatação.
A ação das soluções aquosas sobre o feldspato e sobre a mica biotita, leva à produção de
argilas e à formação do solo. A principal argila formada é o caulim, que é branco
quando puro, o que o acontece muito raramente. A cor vermelha do solo se deve aos
óxidos de Ferro e Manganês liberados pela alteração da biotita e outros minerais que
possuem estes elementos químicos em sua fórmula.
Na superfície, o solo é mais rico em argila e matéria orgânica. À medida que se
aprofunda aumenta o número de cristais de feldspato, os quais já se encontram em
processo de desagregação e de alteração química.

Intemperismo Biológico
É produzido pelas bactérias, produzindo a decomposição biótica de materiais orgânicos.
Este tipo de intemperismo produz os solos mais férteis do mundo, sendo muito comum
na Rússia e na Ucrânia.