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Tipos de Embalagens

Se a primeira impressão é a que fica, a embalagem é peça fundamental na promoção dos


produtos. Muitas vezes, é um pacote atraente que determina se a mercadoria será bem
aceita pelo público-alvo. Por isso, seu desenho e sua funcionalidade são tão importantes.

Ao criar uma embalagem deve-se considerar como ela vai acondicionar e apresentar o
produto. Afinal, além de guardá-lo, ela deve comunicar os diferenciais da marca, permitir
que o transporte seja feito facilmente e garantir que o cliente tenha uma boa experiência de
consumo — e isso tudo enquanto valoriza aspectos sociais e culturais, bem como a
facilidade de manipulação e reciclagem e a continuidade de fornecimento.

Para escolher entre os diferentes tipos de embalagens é essencial conhecer as


características, os benefícios e as especificidades de cada um deles. Continue a leitura e
descubra mais sobre esse universo!

A embalagem e a logística

Durante a movimentação dos produtos, a embalagem ajuda a protegê-lo e mantê-lo intacto.


Ela está em todas as mercadorias, têm formas, funções, tecnologias variadas e ainda
representa um componente estratégico para a marca. Não é pouca coisa!

Por isso, é essencial que exerça suas funções da forma mais eficiente possível. Afinal, os
produtos devem chegar ao cliente no tempo certo, nas condições adequadas e ao menor
custo possível. Sem isso, seu valor agregado cai.

A embalagem é classificada de acordo com a função que exerce. Assim, ela pode ser:

● primária: é o recipiente que está mais próximo do produto. No caso de um perfume,


por exemplo, é o vidro ou o plástico que o contém;

● secundária: é usada para proteger a embalagem primária. É, por exemplo, a caixa


em que o vidro de perfume é acondicionado;

● terciária: é a embalagem de madeira, papelão, plástico ou outro material que contém


várias embalagens secundárias;

● quaternária: ela facilita a movimentação e o armazenamento. É ela que embala as


terciárias;

● quinto nível: é a opção confinada ou especial, usada para transporte de longa


distância.

Cada uma dessas categorias de embalagem é usada de acordo com a necessidade durante
o processo logístico.
Tipos de embalagens com base nos materiais utilizados

Os materiais disponíveis para embalagem são os mais variados. Conheça alguns dos
principais deles a seguir!

1. Embalagem de madeira

A madeira foi um dos primeiros materiais usados como embalagem. Sua principal função é
reunir uma grande quantidade de unidades em um mesmo recipiente.

Por exemplo, as caixas de madeira são utilizadas no transporte de frutas, hortaliças e


legumes. Já as bobinas desse material são usadas para facilitar o transporte de fios, cabos
e similares. E existem também os paletes, que são usados na movimentação de diversas
embalagens desse tipo ao mesmo tempo.

Algumas lojas, principalmente de vestuário, têm adaptado esse tipo de embalagem para dar
um ar retrô e descontraído ao seu ambiente, em prateleiras ou decoração. Contudo, esse é
um dos tipos de embalagem menos comuns em pequenos empreendimentos, afinal, tem
alto custo de confecção, pouca capacidade de proteção do produto da umidade e baixo
conforto para o manuseio dos clientes.

2. Embalagem de papelão ou papel

Leves, adaptáveis a diversos formatos, fáceis de serem armazenadas e completamente


recicláveis. Esses são apenas alguns dos benefícios das embalagens de papel ou papelão.
São comuns em formato de caixas, sacos, sacolas, envelopes e fardos.

Essa opção é usada pela maioria das indústrias e lojas para proteger e transportar os
produtos. O peso e os custos de produção são uma vantagem sobre as caixas de madeira.
Por outro lado, tem baixa resistência à umidade e ao peso, o que pode torná-la pouco viável
para a venda de determinados itens.

3. Embalagem de vidro

Apesar de serem frágeis, são extremamente elegantes. Trata-se de uma boa opção para
mercadorias líquidas, úmidas ou pastosas que precisem expor o conteúdo da embalagem
para os clientes.

Entre os exemplos mais convencionais de uso estão os perfumes e os cosméticos: além de


serem charmosas, valorizam o produto, já que ampliam a percepção do comprador sobre
seus diferenciais.

O vidro é uma boa alternativa para o armazenamento de itens que não interagem bem com
plásticos. Contudo, essa é uma das opções mais poluentes, pois demora, em média, 4 mil
anos para se decompor. O plástico, por sua vez, demora algumas centenas de anos, e o
papel apenas alguns meses.
4. Embalagem de alumínio

Essa é outra boa opção para mercadorias que reagem mal a plásticos — é recomendada
para mercadorias que não precisam expor seus conteúdos e ainda ajuda a conservar
produtos que precisem ser protegidos da luz, da umidade, do odor e da ferrugem.

Além disso, é indicada para facilitar o resfriamento e o aquecimento do conteúdo. Por isso,
é bastante usada por fabricantes de alimentos, bebidas e alguns laboratórios farmacêuticos.

A desvantagem da embalagem de alumínio está na fabricação. O elemento é derivado da


bauxita, um mineral que causa altos níveis de poluição quando é extraído. Por isso, esse
material é pouco indicado para marcas sustentáveis ou eco friendly.

5. Embalagem de plástico

As embalagens plásticas são muito utilizadas por serem extremamente adaptáveis e podem
ser moldadas a diversos formatos e tamanhos de produtos. É possível criá-las em formato
de saco, envelope, película ou filme, engradado, caixa, frasco, garrafa, tubo e outros.

Assim, ela se molda a quase todos os tipos de produtos e é adequada para armazenar boa
parte deles. Seu baixo custo de produção e sua flexibilidade de aplicação são duas grandes
vantagens. Sua desvantagem é alterar alguns produtos, como os alimentos, que podem ter
seu sabor modificado.

6. Embalagem de isopor

Esse tipo de embalagem é muito utilizado na indústria tanto para armazenar quanto para
transportar alimentos frescos, além de restaurantes e fast foods que oferecem serviço de
entrega. Isso porque ela é leve e ajuda a manter a temperatura dos alimentos.

Trata-se, porém, de uma opção não ecológica cuja reciclagem é cara — por isso, é comum
que fiquem espalhadas na natureza e prejudiquem o meio ambiente. Além disso, não é
viável do ponto de vista de marketing, pois impressões (logo e identidade visual da marca,
por exemplo) ficam prejudicados neste material.

7. Embalagem Tetra Pak

É um dos tipos de embalagens mais usados nas indústrias de leite, laticínios e bebidas. São
compostas por:

papel-cartão: dá estabilidade, resistência e suavidade para a impressão de informações e


rótulos;polietileno: protege contra a umidade e permite que o papel-cartão seja melhor
integrado à folha de alumínio;folha de alumínio: é a responsável por preservar o alimento
dos efeitos do oxigênio e da luz, de forma a manter as características e os aromas do
alimento mesmo em temperatura ambiente.
8. Embalagem laminada

São aquelas feitas a partir da união de dois ou mais materiais. Pode ser, por exemplo, uma
junção de película de polipropileno biorientada (Bi-axially Oriented Polypropylene — BOPP)
metalizada com adesivo e BOPP transparente. Um dos usos mais frequentes são os
pacotes de salgadinhos, mas ela está presente também em bolachas, cafés, leite em pó e
outros.

Formatos de embalagens

Agora que você já conhece as vantagens e as desvantagens dos diversos tipos de


embalagens com base em seu material de fabricação, aprenda mais sobre os formatos
disponíveis. Alguns, apesar de pouco conhecidos, são bastante usados pelo mercado.
Acompanhe-os a seguir!

Caixas K

As antigas caixas de madeira estão sendo substituídas por caixas plásticas, mais
resistentes à água e com melhores encaixes — o que facilita o transporte. A vantagem das
Caixas K está na maior possibilidade de reaproveitamento da mesma embalagem para
transportar grandes quantidades de produtos por diversas vezes.

Cartuchos

Sabe aquelas embalagens em papel cartão? O nome delas é cartucho. São usadas tanto
para caixas de bombons, quanto para sabão em pó. Sua característica básica é ter uma
forma estruturada e resistente que permite o empilhamento e facilita o transporte dos
produtos.

Muitas marcas utilizam uma boa identidade visual e uma embalagem em formato de
cartucho para valorizar seus produtos.

Sleeves

Já comprou algum produto que tinha uma espécie de película ou pele sobre sua
embalagem principal? Essa película, que geralmente tem um desenho gráfico, é chamada
de sleeve. A vantagem de utilizá-la é poder usar um mesmo tipo de embalagem principal
para diversos produtos e trocar apenas a sleeve para diferenciá-los.

Shapes

Shape é a embalagem principal que o sleeve envolve. Sua função básica é permitir que a
embalagem seja produzida em larga escala, de forma a diminuir o custo final. Entre seus
benefícios está a possibilidade de criar rótulos e sleeves diferentes para personalizar as
embalagens em datas especiais ou em ações promocionais.
Tripas

Há muito tempo as tripas deixaram de ser feitas com vísceras de animais e usadas apenas
na confecção de linguiça. Atualmente, elas já são utilizadas como embalagem de vários
tipos de alimentos, como mortadelas e patês. Outra mudança nesse processo foi a
incorporação dos plásticos flexíveis. Além disso, elas são uma importante forma de redução
de custos.

Pouches

Já há algum tempo, eles passaram a ser usados para substituir as embalagens em vidro,
plástico ou latas para molhos, produtos de limpeza, refis de cosméticos e outros. São sacos
plásticos flexíveis que têm uma estrutura para permanecer na vertical. O exemplo mais
encontrado nos mercados atualmente são os molhos de tomate.

Blisters

Esse talvez seja um dos formatos menos conhecidos, mas a maioria dos consumidores já
teve contato com produtos usando esse tipo de embalagem. Ela é formada por uma cartela
suporte (que, em geral, é feita de papel cartão ou de filme plástico) sobre a qual o produto é
fixado. É uma opção muito utilizada para acomodar pilhas e itens de cozinha, como talheres
e acessórios.

Em resumo, escolher a embalagem mais adequada para seus produtos não é uma tarefa
extremamente complexa. Basta avaliar e considerar critérios como melhoria na experiência
de compra do cliente, proteção, transporte e utilização do produto.

Além, claro, de não se esquecer que a embalagem é um dos meios mais eficientes para
atrair a atenção dos clientes e destacar um produto na gôndola. E você, já sabe quais são
os melhores tipos de embalagem para seus produtos e cliente?

Quer continuar a aprender sobre tipos de embalagens? Então, aproveite e leia outros posts
sobre o assunto. Para começar, sugerimos que entenda melhor como conquistar os clientes
com a embalagem.

Armazenagem

Considerações iniciais

Os novos métodos racionais intercalados com os fluxos de distribuição de produtos, bem


como a evolução e o surgimento de novas tecnologias, contribuíram para a extensão da
multiplicidade dos benefícios no segmento da armazenagem.
A base da sustentação da armazenagem é figurada por duas variáveis: a primeira refere-se
a abordagem qualitativa, ou seja, a gestão do armazém, a segunda remete a formatação
quantitativa, através da gestão do estoque.

Definição

É a atividade que compreende o planejamento, coordenação, controle e desenvolvimento


das operações destinadas a abrigar, manter adequadamente estocado e em condições de
uso, bem como expedir no momento oportuno os materiais necessários à empresa.

Diferenças entre estocagem e armazenamento

Os termos “estocagem” e “armazenagem” são frequentemente usados para identificar


coisas semelhantes, mas a maioria dos autores prefere distingui-los como se segue:

Estocagem: atividade que, a princípio, diz respeito à guarda segura e ordenada de todos os
materiais do armazém, em ordem de prioridade de uso nas operações de produção e
também às peças que estão para ser despachadas para as operações de montagem.

Armazenagem: atividade que diz respeito à estocagem ordenada e à distribuição de


produtos acabados dentro da própria fábrica ou em locais destinados a este fim (CD’s).

Desta forma entendemos que a estocagem é uma das atividades do fluxo de materiais
dentro de um armazém, podendo inclusive, de acordo com a necessidade, existir vários
pontos espalhados.

Objetivos

São objetivos da armazenagem:

•Maximizar o uso dos espaços;

•Facilitar o acesso aos itens do Depósito;

•Proteger e abrigar os materiais;

•Facilitar a movimentação interna do Depósito;

•Maximizar a utilização de mão – de – obra e equipamentos.

Princípios básicos

Como princípios básicos podemos citar:

•Planejamento: é tratado como a verificação da área e, em posterior,a análise (das


características) do produto a ser armazenado;
•Flexibilidade Operacional: integração das atividades;

•Simplificação: relação entre a ocupação da área x equipamentos e fluxos disponíveis;

•Integração: coordenação organizada do maior número de operações possível;

•Otimização do Espaço Físico: relação entre o armazenamento seguro x capacidade e


características da área;

•Otimização de Equipamentos: relação entre o controle de equipamentos x mão-de-obra;

•Verticalização: aproveita a altura do armazém ao máximo para acomodação das cargas;

•Mecanização: movimentação utilizando equipamentos;

•Automação: movimentação de maneira automatizada ;

•Controle: trata-se do registro de inventário, cargas e organização;

•Segurança: relação entre integridade da carga x armazenamento seguro;

•Preço: cobrado de acordo com o mercado.

Vantagens

São vantagens do processo de armazenagem

•Diminui os Custos com Transportes;

•Aproxima a empresa de seus clientes e fornecedores;

•Agiliza o processo de entrega;

•Compensa defasagens de produção.

Consolidação de cargas

É uma vantagem econômica prevista pela capacidade do armazém em agrupar cargas. Ou


seja, quando o armazém recebe produtos de várias fábricas consolida e envia a um cliente
específico em uma entrega única, portanto, observa-se a diminuição dos custos da entrega.

Cross-docking

Cargas Completas tornam-se mais eficientes no tocante a área de carregamento e das


plataformas impactando, desta maneira, uma redução no custo do transporte.
Break-bulk

A operação break bulk é diferenciada por receber do fabricante quantidades para atender a
diversos clientes valendo-se da importância que que essas quantidades necessitarão ser
fracionadas para que em posterior sejam enviadas aos clientes finais.

Transporte

Planejar A logística de transporte de cargas é fundamental para selecionar o melhor modal


de transporte, movimentar o maior número de mercadorias, com o mínimo custo e menor
tempo possível. Portanto, como definição básica, é transportar mercadorias garantindo a
integridade da carga, no prazo combinado e a baixo custo.

Papel do Transporte na Logística

O transporte é uma das principais funções logísticas. Além de representar a maior parcela
dos custos logísticosna maioria das organizações, tem papel fundamental no desempenho
de diversas dimensões do Serviço ao Cliente. Do ponto de vista de custos, representa, em
média, cerca de 60% das despesas logísticas, o que em alguns casos pode significar duas
ou três vezes o lucro de uma companhia, como é o caso, por exemplo, do setor de
distribuição de combustíveis.

As principais funções do transporte nalogística estão ligadas basicamente às dimensões de


tempo e utilidade de lugar. O transporte de mercadorias é utilizado para disponibilizar
produtos onde existe demanda potencial, dentro do prazo adequado às necessidades do
comprador. Mesmo com o avanço de tecnologias que permitem a troca de informações em
tempo real, otransporte continua sendo fundamental para que seja atingido o objetivo
logístico, que é o produto certo, na quantidade certa, na hora certa e no lugar certo, ao
menor custo possível.

Muitas empresas brasileiras vêm buscando atingir tal objetivo em suas operações. Com
isso, vislumbram na eficiência logística, e mais especificamente na função transporte, uma
forma de obter diferencial competitivo. Dentre as iniciativas para aprimorar as atividades de
transporte, destacam-se os investimentos realizados em tecnologia de informação que
objetivam fornecer às empresas melhor planejamento e controle da operação, assim como
a busca por soluções intermodais que possibilitem uma redução significativa nos custos.
São inúmeros os exemplos de empresas com iniciativas deste tipo, destacando-se entre
elas: Souza Cruz, Coca-Cola, Alcoa, OPP-Trikem, Ambev e Dow Química, entre outras.

Transporte x Estoque

O ponto central deste trade-off é a relação entre políticas de transporte e de estoque.


Dentro de uma visão não integrada, o gestor de estoques possui comumente o objetivo de
minimizar os custos com estoque, sem analisar todos os custos logísticos. Este tipo de
procedimento impacta de forma negativa outras funções logísticas como, por exemplo, a
produção que passa a necessitar de uma maior flexibilidade (com lotes menores e mais
freqüentes, ocasionando um custo maior) e uma gestão de transporte caracterizada pelo
transporte mais fracionado, aumentando de uma forma geral o custo unitário de transporte.
É importante deixar claro que esta política pode ser a mais adequada em situações onde se
utilizam estratégias baseadas no tempo, como JIT, ECR, QR. Estas estratégias visam
reduzir o estoque a partir de uma visão integrada da logística, exigindo da função transporte
a rapidez e consistência necessárias para atender aos tamanhos de lote e os prazos de
entrega. Além disso, em muitos casos a entrega deve ser realizada em uma janela de
tempo que pode ser de um turno ou até de uma hora.

Outra questão importante ligada a este trade-off está associada a escolha de modais.
Dependendo do modal escolhido, o transit time poderá variar em dias. Por exemplo, um
transporte típico de São Paulo para Recife pelo modal rodoviário demora em torno de 5
dias, enquanto o ferroviário pode ser realizado em cerca de 18 dias. A escolha dependerá
evidentemente do nível de serviço desejado pelo cliente, e dos custos associados a cada
opção. O custo total desta operação deve contemplar todos os custos referentes a um
transporte porta-a-porta mais os custos do estoque, incluindo o estoque em trânsito. Para
produtos de maior valor agregado pode ser interessante o uso de modais mais caros e de
maior velocidade.

Transporte x Serviço ao Cliente

O Serviço ao Cliente é um componente fundamental da Logística Integrada. Todas as


funções logísticas contribuem para o nível de serviço que uma empresa presta aos seus
clientes. O impacto do transporte no Serviço ao Cliente é um dos mais significativos e as
principais exigências do mercado geralmente estão ligadas à pontualidade do serviço (além
do próprio tempo de viagem), à capacidade de prover um serviço porta-a-porta; à
fllexibilidade, no que diz respeito ao manuseio de uma grande variedade de produtos; ao
gerenciamento dos riscos associados a roubos, danos e avarias e à capacidade do
transportador oferecer mais que um serviço básico de transporte, tornando-se capaz de
executar outras funções logísticas. As repostas para cada uma destas exigências estão
vinculadas ao desempenho e às características de cada modal de transporte, tanto no que
diz respeito às suas dimensões estruturais, quanto à sua estrutura de custos.

Escolha do Modal de Transporte

Os cinco modais de transporte são o ferroviário, o rodoviário, o aquaviário(que também


pode ser denominado de hidroviário), o dutoviário e o aéreo. A importância relativa de cada
modal pode ser medida em termos da quilometragem do sistema, volume, receita e
natureza da composição do tráfego. Existem diferenças no desempenho entre os modais
relativos a custos fixos e variáveis, velocidade, disponibilidade, confiabilidade, capacidade e
freqüência. Estes fatores são considerados na escolha do modal a ser utilizado,
dependendo também das características do nível de serviço a ser realizado.
A escolha do tipo de transporte se dá entre o custo de transporte de um determinado
produto (eficiência) e a velocidade com que o produto é transportado (responsividade)
(CHOPRA & MEINDL, 2003). Para Lambert et al. (1998), os fatores que influenciam os
custos/preços de transporte estão relacionados com o produto e com o mercado. Os fatores
relacionados com o produto englobam a densidade ou peso/volume do produto, a facilidade
de armazenagem e manuseio do produto e o risco envolvido, ou seja, produtos que podem
ser facilmente danificados ou sujeitos a roubos e furtos. Os fatores relacionados com o
mercado incluem grau de concorrência entre cada meio de transporte, localização dos
mercados, natureza e extensão da regulamentação governamental dos transportadores,
equilíbrio ou desequilíbrio do tráfego de fretes em um território, sazonalidade das
movimentações de produtos e se o produto está sendo transportado dentro do país ou
internacionalmente. Reduzir o custo dos transportes e também melhorar o serviço ao cliente
são objetivos esperados do serviço logístico.

Ao planejar a movimentação da mercadoria pela cadeia de distribuição física internacional,


o importador ou exportador de pequenos lotes deve escolher, inicialmente, o modal de
transporte mais adequado para conduzir a carga ao destino final estabelecido pelo
importador. Os modais de transporte apresentam vantagens e desvantagens, em
decorrência de fatores como a segurança e rapidez no atendimento às demandas do
comprador, o custo do frete em relação ao valor da mercadoria, o tipo e a natureza da
mercadoria e vários outros fatores.

No Brasil, uma das principais barreiras para o desenvolvimento da logística está relacionada
com as enormes deficiências encontradas na infraestrutura de transportes e comunicação.
Em texto publicado em outubro de 2017 no Portogente - "Brasil caiu em tamanho de
infraestrutura" - é destacado que haviam "cerca de cinco mil obras paralisadas em todo o
território nacional, num total de investimentos de R$ 15 bilhões. Os projetos estão
espalhados por vários setores incluem restauração e pavimentação de rodovias, expansão
de ferrovias, escolas, construção de prédios públicos e saneamento básico".

Importância do Transporte na Cadeia Logística

É conhecida a importância decisiva que tem o transporte na logística de qualquer cadeia


produtiva. Um sistema de transporte não adequado encarece significativamente os custos
da cadeia toda, mais ainda com as rodovias em condições precárias e os problemas
relacionados com afetações meio-ambientais que geram perdas do produto e de tempo,
ocasionando filas de espera enormes nos armazéns e estradas para o escoamento e
comercialização.

Numa cadeia produtiva regional, a logística de transportes produtor-armazém poderia ser


analisada de forma sistêmica, determinando integralmente o que é melhor para a cadeia
toda e não de forma individual.

FONTES BIBLIOGRÁFICAS
● https://blog.ideiaembalagens.com.br/tipos-de-embalagem-que-voce-precisa-co
nhecer/
● https://portogente.com.br/portopedia/73441-logistica-de-transportes
● https://adminlogistica.wordpress.com/conteudo/armazenagem/