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PROCEDIMENTOS PARA EXPLORAÇÃO DE ÁGUA MINERAL

AUTORA: Patrícia Andrade Sousa

Engenheira de Minas

Brasília,26 de março de 2010


1 1 – REQUERIMENTO DE AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA 3

1.1.1 - Roteiro para Elaboração 3

1.1.2 - Conteúdo do Plano de Pesquisa 3

2– ALVARÁ DE PESQUISA 4
3– RELATÓRIO FINAL DE PESQUISA
3.1 – Ensaio ou Teste de Bombeamento 4
3.2– Estudos “In Loco” 5
3.3– Estudos da Área de Proteção da Fonte 5
3.4 – Estudos e levantamentos 6

3.5– Classificações da Água 8

3.6– Aprovações do Relatório Final de Pesquisa 10


4– REQUERIMENTO DE LAVRA
4.1– Plano de Aproveitamento Econômico 10
4.2 – Outorga da Portaria de Lavra com a Área de Proteção da Fonte 11
5 –RÓTULO 11
6 –OPERAÇÃO DE LAVRA 12
7 –LEGISLAÇÃO E PUBLICAÇÃO PARA CONSULTA
7.1– No MME e no DNPM 13
7.2– No Ministério da Saúde (MS), na Agência Nacional de Vigilância Sanitária 14

(ANVISA) e no Conselho Nacional do Meio Ambiente CONAMA)


Diagnóstico da Legislação Atual – Código de Mineração 15

Exploração de água mineral

A pesquisa de lavra de água mineral e potável de mesa para consumo humano, bem
como destinada a fins balneários, far-se-ão pelos Regimes de Autorização de Pesquisa e
de Concessão de Lavra, conforme previstos no Código de Mineração, bem como no
Código de Águas Minerais, respectivos regulamentos e legislações correlatas
complementares.

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1 – REQUERIMENTO DE AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA
À semelhança dos outros bens minerais, os procedimentos exigidos são os mesmos.
Deverá ser protocolizado no Distrito Regional do DNPM o Requerimento de
Autorização de Pesquisa, no qual se exige:
a) Formulário padronizado fornecido pelo DNPM;
b) Plano de Pesquisa e;
c) Planta de Localização da Área.

1.1 – Plano de Pesquisa


1.1.1 - Roteiro para Elaboração
O Plano de Pesquisa deve ser elaborado por geólogo ou engenheiro de minas, com
programa de trabalho de acordo com o Manual do DNPM/1994 – Relatório Final de
Pesquisa para Água Mineral e Potável de Mesa e Portarias do DNPM - 222/97 e 231/98,
que dispõem, respectivamente, das “Especificações técnicas para o aproveitamento das
águas minerais e potáveis de mesa” e dos “Estudos de áreas de proteção de fontes”.

1.1.2 - Conteúdo do Plano de Pesquisa

a) Captação por Caixa (fonte/surgência)


Introdução; Objetivo; Localização e Vias de Acesso; Generalidades(clima,
vegetação, geomorfologia, etc); Levantamento Bibliográfico/Cartográfico;
Levantamento Topográfico(mapa plani-altimétrico); Geologia Regional;
Mapeamento Geológico de Detalhe; Coletas/Análises Físico-Químicas-
Bacteriológicas. Medições de vazão, no mínimo durante o período de um ano,
mês a mês. Estudos Hidrogeológicos e Levantamentos previstos para definição
das áreas de proteção da fonte de acordo com o subitem 3.4 da Portaria n.º
231/98-DNPM. Construção do Sistema de Captação em conformidade com a
Portaria n.º 222/97-DNPM. Higienização/Desinfecção da Captação. Leia Boas
Práticas para Captação e também Desinfecção.
b) Captação por Poço Tubular
Introdução; Objetivo; Localização e Vias de Acesso; Generalidades (clima,
vegetação, geomorfologia, etc.); Levantamento Bibliográfico/Cartográfico;
Levantamento Topográfico(mapa plani-altimétrico); Geologia Regional;
Mapeamento Geológico de Detalhe; Levantamento Hidroquímico; Geofísica;
Hidrologia e Caracterização do Aqüífero; Sondagens de

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Observação/Sondagens de Produção; Coletas/Análises Físico-Químicas-
Bacteriológicas; Teste de Bombeamento; Leia Boas Práticas para Captação e
também Desinfecção.
Estudos Hidrogeológicos e Levantamentos previstos para definição das áreas de
proteção da fonte de acordo com o subitem 3.4 da Portaria n.º 231/98–DNPM.
Construção do Sistema de Captação em conformidade com a Portaria n.º 222/97–
DNPM. Higienização/Desinfecção da Captação.

2 – ALVARÁ DE PESQUISA
Após a análise técnica do Requerimento de Pesquisa no Distrito do DNPM, da qual
poderá ou não resultar algum cumprimento de exigência da parte do requerente, é
então aprovada a liberação do Alvará de Pesquisa, cuja validade é de dois anos,
passível de renovação a critério do Departamento.
3 – RELATÓRIO FINAL DE PESQUISA
Publicado o Alvará de Pesquisa, o requerente dará início aos Trabalhos de Pesquisa
compreendendo os estudos técnicos (geológico, hidrogeológico, hidroquímico, etc) com
vista a elaboração do Relatório Final de Pesquisa que deve seguir o roteiro do Manual
do DNPM/1994 – Relatório Final de Pesquisa para Água Mineral e Potável de Mesa e
atender o disposto na Portaria nº 222/97 – DNPM.

3.1– Ensaio ou Teste de Bombeamento


De acordo com o subitem 4.2.6 da Portaria n.º 222/97 – DNPM, deverá
proceder-se a realização do teste de produção com o acompanhamento de um
técnico do DNPM. Deverá ser utilizado equipamento adequado que permita
manter a vazão constante durante todo o teste e com precisão de 4% de erro.
No caso de captação por poços tubulares, é aconselhável o uso do Escoador de
Orifício Circular face a sua precisão e a possibilidade de assegurar a constância da
vazão, requisito básico para interpretação dos resultados do teste que consistirão de
Gráficos Monolog, Equações Características do Poço, Cálculo dos Rebaixamentos,
Eficiência do Poço e sua Capacidade de Produção compreendendo cálculo da Vazão
Máxima Permissível, Vazão Máxima Possível e da Vazão de Explotação.

3.2– Estudo “In Loco”


Análises físico-químicas e bacteriológicas realizadas pelo interessado antes do
estudo “in loco” da fonte, não terão validade para o DNPM. Os resultados
dessas análises servirão para orientar o interessado, com base na Resolução

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RDC n.º 54/00 da Secretaria de Vigilância Sanitária, que dispõe sobre o
Regulamento Técnico para Fixação de Identidade e Qualidade de Água
Mineral e Potável de Mesa.
É indispensável seguir as normas vigentes quanto ao procedimento seqüencial de
análise bacteriológica completa (coliformes totais e fecais, pseudomonas aeruginosas,
clostrídios, sulfitos redutores, unidades formadoras de colônias/ml e estreptococos
fecais).

Analisado e vistoriado o Relatório Final de Pesquisa, de acordo com a legislação, o


Distrito do DNPM, com a anuência do titular, solicitará ao Serviço Geológico Nacional
– CPRM o orçamento para a execução do estudo “in loco” da fonte, de acordo com a
Portaria n.º 117/72-DNPM. Os custos relativos ao referido estudo correrão por conta do
titular.

Antes da realização do Estudo “in loco”, o titular deverá promover a desinfecção da


captação (poço tubular ou caixa), cujo procedimento poderá seguir o disposto no
trabalho Desinfecção em Captações e Instalações de Envasamento de Água Mineral.

3.3– Estudos da Área de Proteção da Fonte


Como parte complementar do Relatório Final de Pesquisa (RFP), quando da
apresentação deste ao Distrito do DNPM, o Estudo de Área de Proteção da
captação deve fazer parte do respectivo RFP, conforme determina o ítem 1 da
Portaria nº 231/98 – DNPM :1(Os titulares de Alvarás de Pesquisa de água
classificada como mineral e ou potável de mesa, naturais, e se o seu uso se
destine a envase, balneário e estância hidromineral, devem apresentar a área de
proteção de sua fonte, quando da apresentação do Relatório Final dos
Trabalhos de Pesquisa); e cuja execução deve seguir o disposto no ítem 3.4
dessa mesma Portaria:
3.4. ESTUDOS E LEVANTAMENTOS
A definição das áreas de proteção deverá ser baseada em estudos e levantamentos
prévios, envolvendo:
a- Caracterização hidrológica e climática;
b- Características hidrogeológicas locais e sua inserção no contexto regional;
c- Características físico-químicas e sanitárias das águas;
d- Caracterização do uso do solo e das águas, com identificação das principais
fontes de poluição;

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e- Análise das possibilidades de contaminação das fontes e seu grau de
vulnerabilidade aos agentes poluentes;
f- Identificação de medidas corretivas ou preventivas com estabelecimento de um
plano de controle;
g- Definição das áreas de proteção.

3.4.1. Caracterização Hidrológica e Climática


a- Características da drenagem e principais aspectos físicos das bacias
hidrográficas.
b- Regime fluviométrico e dados de vazões máximas e mínimas.
c- Principais características climáticas - tipo de clima, regime e totais
pluviométricos, temperaturas e umidade relativa.
3.4.2 - Características Hidrogeológicas
a- Geologia - aspectos litológicos e estruturais da área e sua inserção regional.
Apresentação de base geológica local e situação regional.
b- Identificação e caracterização do(s) sistema(s) aqüífero(s):
b-1 : Tipos de aqüífero: local ou regional, granular, fissurado, cárstico, livre,
confinado ou semi-confinado.
b-2 :Sua distribuição e áreas de ocorrência (mapa dos sistemas aqüíferos),
condições de contorno ou limites (impermeáveis ou de recarga).
b-3 :Características hidráulicas (permeabilidade, transmissividade, porosidade
efetiva ou coeficiente de armazenamento).
b-4: Dados de pontos d’água existentes (fontes, nascentes, poços rasos, poços
tubulares).

b-5 : Capacidade específica dos poços e vazões das fontes.


c- Definição do modelo hidrogeológico
c-1: Superfície piezométrica ou freática.
c-2 : Direções de fluxo ou escoamento.
c-3 : Identificação das áreas de recarga e descarga.
c-4 : Estimativas de infiltração e do tempo de residência das águas.

3.4.3.- Características Hidroquímicas

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a- Qualidade química e físico-química - tipos de águas, maiores elementos e
traços, metais pesados, fenóis e outras substâncias orgânicas e tóxicas -
Classificação quanto ao Código de Águas Minerais.
b- Qualidade sanitária - análises microbiológicas
c- Relações água-rocha e evolução química da água - variações temporais.

3.4.4 - Caracterização do Uso do Solo e das Águas - fontes atuais e potenciais de


poluição:
a- Identificação e mapeamento dos principais usos do solo e das águas na área de
influência direta - usos urbanos, industriais, agrícolas e pecuário.
b- Identificação das fontes de poluição ou agentes poluentes - origem, tipos e
caracterização de resíduos e efluentes líquidos.
c- Principais usos das águas superficiais e subterrâneas - doméstico, industrial,
agrícola, diluição de despejos.

3.4.5 - Análise das Possibilidades de Contaminação das Fontes e Grau de


Vulnerabilidade:

a- Análise de eventuais interferências e impactos ambientais sobre a quantidade e


qualidade das águas minerais decorrentes do uso e ocupação do solo ou da
utilização das águas subterrâneas e superficiais.
Na análise das possibilidades de interferências ou de impactos ambientais
adversos deverão ser definidas sua importância e magnitude, localização e
extensão (pontual, local, regional), duração (temporária ou permanente),
previsão de incidência dos efeitos (curto, médio e longo prazos) e seu grau de
reversibilidade.
b- Análise conjunta de todos esses fatores aliados às condições de ocorrência das
águas das fontes no sentido de definir seu grau de vulnerabilidade aos agentes
contaminantes.

3.4.6 - Definição das Áreas de Proteção

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Para a definição das Áreas de Proteção, deverão ser utilizados métodos
apropriados e adequados as disponibilidades de informações, das características
hidrogeológicas e do nível de intensidade de ocupação das áreas em estudo,
devendo ser apresentado, o memorial descritivo e a planta de situação da área
acompanhada da Anotação de Responsabilidade Técnica - A.R.T.

3.5– Classificação da Água


Os resultados do Estudo “In Loco” são emitidos através de laudos pelo
Laboratório LAMIN/CPRM e encaminhados ao Distrito do DNPM
correspondente para análise e avaliação do comportamento químico, físico-
químico e bacteriológico da água e determinação de sua composição química
na forma iônica e, conseqüentemente, a devida classificação de acordo com o
Código de Águas Minerais:
Da Classificação Química das Águas Minerais
As águas minerais serão classificadas, quanto à composição química em:
I - oligominerais, quando, apesar de não atingirem os limites estabelecidos no
código, forem classificadas como minerais
II - radíferas, quando contiverem substâncias radioativas dissolvidas que lhes
atribuam radioatividade permanente;
III - alcalino-bicarbonatadas, as que contiverem, por litro, uma quantidade de
compostos alcalinos equivalentes, no mínimo, a 0,200 g de bicarbonato de
sódio;
IV - alcalino-terrosas, as que contiverem, por litro, uma quantidade de compostos
alcalino-terrosos equivalente, no mínimo, a 0,120 g de carbonato de cálcio,
distinguindo-se:
a) alcalino-terrosas cálcicas, as que contiverem, por litro, no mínimo, 0,048 g de
cationte Ca sob a forma de bicarbonato de cálcio;
b) alcalino-terrosas magnesianas, as que contiverem, por litro, no mínimo, 0,030 g
de cationte Mg sob a forma de bicarbonato de magnésio;
V - sulfatadas, as que contiverem, por litro, no mínimo, 0,100 g do anionte SO4
combinado aos cationtes Na, K e Mg;
VI - sulfurosas, as que contiverem, por litro, no mínimo, 0,001 g de anionte S;
VII - nitratadas, as que contiverem, por litro, no mínimo, 0,100 g do anionte NO3
de origem mineral;

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VIII - cloretadas, as que contiverem, por litro, no mínimo, 0,500 g do ClNa
(Cloreto de Sódio);
IX - ferruginosas, as que contiverem, por litro, no mínimo, 0,005 g do cationte Fe;
X - radioativas, as que contiverem radônio em dissolução, obedecendo aos
seguintes limites:
a) francamente radioativas, as que apresentarem, no mínimo, um teor em radônio
compreendido entre 5 e 10 unidades Mache, por litro, a 20°C e 760 mm de Hg
de pressão;
b) radioativas as que apresentarem um teor em radônio compreendido entre 10 e
50 unidades Mache por litro, a 20°C e 760 mm Hg de pressão;
c) fortemente radioativas, as que possuírem um teor em radônio superior a 50
unidades Mache, por litro, a 20°C e 760 mm de Hg de pressão.
XI - Toriativas, as que possuírem um teor em torônio em dissolução, equivalente
em unidades eletrostáticas, a 2 unidades Mache por litro, no mínimo.
XII - Carbogasosas, as que contiverem, por litro, 200 ml de gás carbônico livre
dissolvido, a 20°C e 760 mm de Hg de pressão.
§ 1º - As águas minerais deverão ser classificadas pelo DNPM de acordo com o
elemento predominante, podendo ser classificadas mista as que acusarem na
sua composição mais de um elemento digno de nota, bem como as que
contiverem iontes ou substâncias raras dignas de nota (águas iodadas,
arseniadas, litinadas, etc.).
§ 2º - As águas das classes VII (nitratadas) e VIII (cloretadas) só serão
consideradas minerais quando possuírem uma ação medicamentosa definida,
comprovadamente no local,mediante observações repetidas,a cargo de médicos
crenologistas, sujeitas as observações ]a fiscalização e aprovação da Comissão
Permanente de Crenologia.

3.6– Aprovação do Relatório Final de Pesquisa


Concluídos os estudos e cumpridas todas as exigências legais, o Relatório Final
de Pesquisa na sua forma completa, já analisado e vistoriado por técnico do
Distrito do DNPM, conforme laudo anexado ao processo, é então aprovado
através de publicação no Diário Oficial da União, consignando a vazão e a
classificação da água.

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4 – REQUERIMENTO DE LAVRA
4.1– Plano de Aproveitamento Econômico
Publicada a aprovação do Relatório Final de Pesquisa o titular terá o prazo de
1(hum) ano para requerer a Concessão de Lavra. O requerimento é
acompanhado do Plano de Aproveitamento Econômico (PAE), no qual se exige
o projeto técnico e industrial que define o plano de explotação, bem como o
estudo de viabilidade econômica do empreendimento, além de mapas e plantas
das edificações e das instalações de captação e envase.
No Requerimento de Concessão de Lavra deverá ser observado o disposto nos artigos
38, 39 e 40 do Código de Mineração e na Portaria n.º 222/97-DNPM que aprovou o
Regulamento Técnico n.º 01/97, que trata das Especificações Técnicas para o
Aproveitamento das Águas Minerais e Potáveis de Mesa e Resolução RDC n.º 9, de
06/12/90, referente ao Licenciamento Ambiental.

Aliado aos elementos constantes na legislação acima referida, o Plano de


Aproveitamento Econômico deverá especificar, claramente, o sistema de drenagem das
águas pluviais, bem como as instalações sanitárias na área requerida e a metodologia a
ser adotada no tratamento dos efluentes.

Deverão, também, ser apresentados: o “layout” do sistema de distribuição da água


definindo o fluxo do líquido, da captação ao setor de envase, com todas as suas opções;
planta das instalações industriais como o “layout” da(s) linha(s) de envase e as
especificações técnicas das máquinas e equipamentos; plantas das obras civis previstas
para o aproveitamento da água.

4.2– Outorga da Portaria de Lavra com a Área de Proteção da Fonte


Estando devidamente analisados e vistoriados, por técnico do Distrito do
DNPM, o Estudo da Área de Proteção da Fonte e o Plano de Aproveitamento
Econômico (PAE) e cumpridas todas as exigências legais, proceder-se-á a
outorga da Portaria de Lavra, que será publicada no DOU, na qual será definida
a delimitação da poligonal da respectiva Área de Proteção, segundo os lados e
direções norte/sul – leste/oeste, verdadeiros.

5 – RÓTULO

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Após a publicação da Portaria de Lavra, o titular submeterá ao Distrito do DNPM o
Modelo de Rótulo, conforme a Portaria nº 470/99 – MME e, no que couber, a Resolução
- RDC nº 54/00 – ANVISA.

Fica criado o rótulo-padrão sujeito à aprovação do DNPM devendo as águas


engarrafadas indicar no mesmo:

I - Nome da fonte;

II - Natureza da água;

III - Localidade;

IV - Data e número da concessão;

V - Nome do concessionário;

VI - Constantes físico-químicas, composição analítica e classificação, segundo o


DNPM;

VII - Volume do conteúdo;

VIII - Carimbo com ano e mês do engarrafamento.

Analisado o modelo de rótulo apresentado e cumpridas as exigências legais, será


então aprovado e publicado no DOU.

Os rótulos utilizados devem estar aprovados pelo DNPM.

Após publicação do rótulo, o titular deverá proceder o seu registro no Ministério da


Saúde.

6 – OPERAÇÃO DE LAVRA
O processo de envase só será iniciado após o resultado de nova análise bacteriológica
completa referente a coleta de amostras representativas, de acordo com a Resolução -
RDC nº 54/00 – ANVISA, em todas as saídas de linhas de envasamento.

Para a lavra de uma fonte de água mineral, termal, gasosa, potável de mesa ou
destinada a fins balneários, entendem-se todos os trabalhos e atividades de captação,
condução, distribuição e aproveitamento das águas.

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A lavra de uma fonte de água mineral, termal, gasosa, potável de mesa ou destinada a
fins balneários, será solicitada ao Ministro das Minas e Energia em requerimento, no
qual, além dos dispositivos do Capítulo III do Código de Minas, figure:

I - certificado de análise química, físico-química e bacteriológica da água, firmado


pelo órgão técnico do DNPM e certidão da aprovação do seu relatório de pesquisa.

II - No caso das águas minerais que não atingirem os limites constantes relação dos
trabalhos submetidos à aprovação da Comissão Permanente de Crenologia sobre as
propriedades terapêuticas da água proveniente da fonte, bem como certidão do parecer
favorável desta Comissão para sua classificação como mineral.

III - Uma planta em duas vias indicando a situação exata das fontes e o esboço
geológico dos arredores, com os necessários cortes geológicos, esclarecendo as
condições de emergências das fontes.

IV - Plantas e desenhos complementares, em duas vias, com memória justificativa dos


planos e processos adotados para a captação e proteção das fontes, condução e
distribuição das águas além de dados sobre vazão e temperatura das fontes.

V - Plantas e desenhos complementares em duas vias relativas ao projeto de


instalação para utilização das águas em todas as suas modalidades incluindo
reservatório, maquinaria, aparelhamento balneário e hidroterápico, etc.

Quando a ocupação de um terreno compreendido num perímetro de proteção privar o


proprietário de seu uso por período superior a um mês ou quando depois dos trabalhos
executados o terreno se tornar impróprio para o uso ao qual era destinado anteriormente,
poderá o seu proprietário exigir do concessionário da fonte, pelo terreno ocupado ou
desnaturado, uma indenização que será regulada nas formas previstas em lei.

As indenizações devidas pelo concessionário da fonte não poderão exceder o


montante dos prejuízos materiais que sofrer o proprietário do terreno, assim como o
preço dos trabalhos inutilizados, acrescido da importância necessária para o
restabelecimento das condições primitivas, acrescentada uma parcela correspondente
aos lucros cessantes.

A destruição ou a execução dos trabalhos em terrenos de outrem para proteção da


fonte só poderá ter início depois da prestação de uma caução, cujo montante será fixado

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pela autoridade competente, mediante arbitramento ou acordo entre as partes; essa
quantia servirá de garantia para o pagamento das indenizações devidas.

Em caso de oposição do órgão técnico competente do DNPM, o concessionário só


poderá realizar trabalhos nas fontes, após introduzir em seus projetos as alterações
julgadas necessárias.

Na falta de decisão do DNPM por período superior a três meses, o concessionário


poderá executar os trabalhos projetados independente de autorização, depois de
comunicação àquele Departamento.

7 – LEGISLAÇÃO E PUBLICAÇÃO PARA CONSULTA


7.1 – No MME e no DNPM
 Código de Mineração e seu Regulamento.
 Código de Águas Minerais.
 Portaria n.º 117/72-DNPM - Estudo “in loco” de fontes de Águas Minerais
ou Potáveis de mesa como condição indispensável à aprovação do
Relatório Final de Pesquisa.
 Portaria n.º 805/78-MME/MS - Estabelece instruções em relação ao
controle e fiscalização sanitária das águas minerais destinadas ao consumo
humano.
 Portaria nº 159/96-DNPM - Importação e Comercialização de Água
Mineral.
 Portaria n.º 222/97-DNPM - Especificações Técnicas para o
Aproveitamento de Águas Minerais e Potáveis de Mesa.
 Portaria n.º 231/98-DNPM - Regulamenta as Áreas de Proteção das Fontes
de Águas Minerais.
 Portaria nº 470/99 - MME - Dispõe sobre as características básicas dos
rótulos das embalagens de águas minerais e potáveis de mesa.
 Portaria n.º 56/99-DNPM - Modelos de Formulários do Relatório Anual de
Lavra.
 Manual para Elaboração de Relatório Final de Pesquisa de Água Mineral e
Potável de Mesa/94-DNPM.
 Desinfecção em Captações e Instalações de Envasamento de Água
Mineral /01 –DNPM/PE.

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 Testes de Bombeamento objetivando o Aproveitamento de Águas Minerais
em Meio Poroso/01 – DNPM/PE.
7.2 – No Ministério da Saúde (MS), na Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(ANVISA) e no Conselho Nacional do Meio Ambiente(CONAMA)
 Resolução RDC nº 173, de 13/09/2006, DOU de 15/09/2006 (Agência de
Vigilância Sanitária) - Dispõe sobre o Regulamento Técnico de Boas Práticas
para Industrialização e Comercialização de Água Mineral Natural e de Água
Natural e a Lista de Verificação das Boas Práticas para Industrialização e
Comercialização de Água Mineral Natural e de Água Natural.
 Resolução RDC n.º 54/00 - Secretaria de Vigilância Sanitária; dispõe sobre o
Regulamento Técnico para Fixação de Identidade e Qualidade de Água
Mineral e Potável de Mesa.
 Portaria MS nº 1469/00 – Secretária de Vigilância Sanitária; estabelece os
Procedimentos e Responsabilidades Relativos ao Controle e Vigilância da
Qualidade da Água, para Consumo Humano e seu Padrão de Potabilidade, e
dá outras providências.
 Resolução/CONAMA nº 009/90 - Requerer ao Órgão Ambiental competente a
Licença de Operação para Pesquisa Mineral.

Diagnóstico da Legislação Atual – Código de Mineração

 Legislação atual burocrática, focada no procedimento de outorga como instrumento de


gestão;

 Poder concedente com poucos instrumentos de intervenção;

 Acesso aos títulos sem observar qualificação técnica;

 Permite artifícios jurídicos para manter títulos inoperantes;

 Baixo custo financeiro para requerimento e manutenção (retenção) do título;

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 Não oferece instrumentos para solucionar conflitos entre interesses públicos e privados.

Objetivos do Novo Modelo Regulatório da Mineração

 Fortalecer a ação do Estado no processo regulatório (soberania sobre os recursos minerais);

 Estimular a maximização do aproveitamento das jazidas, a prevenção da saúde e a


segurança das minas e o controle ambiental até o encerramento da atividade de mineração;

 Atrair investimentos para o setor mineral e contribuir para a elevação da competitividade


das empresas de mineração;

 Fomentar a agregação de valor na cadeia produtiva mineral;

 Promover a mineração formal;

 Contribuir para o desenvolvimento sustentável


As diretrizes básicas para o Novo Modelo

 Reorganização institucional - Criação de Conselho Nacional de Política Mineral e de


Agência Reguladora;

 Mudanças na Outorga de Título Mineral garantindo melhor acompanhamento, fiscalização e


gestão pelo órgão gestor;

 Mitigação dos Procedimentos Especulativos Improdutivos;

 Participação federativa na fiscalização e gestão dos recursos minerais (art. 23 da


Constituição Federal);

 Incentivo à agregação de valor na produção mineral;

 Mecanismos de apoio à sustentabilidade da mineração em todas suas etapas.

Serão regulamentados por Leis específicas

 Substâncias minerais que constituem monopólio da união;

 Minerais e fósseis de interesse científico e raro;

 As águas minerais;

 A mineração em terras indígenas;

 A mineração em faixa de fronteira;

 A compensação financeira pela exploração de recursos minerais.

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Modelagem Institucional

 Criação do Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM) para assessorar no


desenvolvimento do setor de mineração;

 Manutenção de Competências do Ministério de Minas e Energia (MME), com políticas de


desenvolvimento do setor de mineração em complementação à competência do CNPM e
Competência legal originária para outorga dos direitos minerários;

 Criação da Agência Nacional de Mineração para promover a regulação e a fiscalização da


atividade de mineração e Outorga dos títulos por delegação;

 Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (SGB) que será responsável por: Realizar,
armazenar e distribuir estudos sobre geologia e hidrogeologia do território nacional com
Assessoria técnica ao MME e ao CNPM.

Conselho Nacional de Política Mineral

 Órgão de assessoria à Presidência da República;

 Propõem diretrizes e ações para o setor;

 Avalia e sugere novas políticas;

 Composição definida por decreto do Poder executivo;

 Tem caráter deliberativo, com competência para emitir resoluções (ad referendum do
Presidente da República).

Ministério de Minas e Energia


 Formula políticas e propõem diretrizes;

 Responsável pela supervisão setorial (agência);

 Elabora e executa o planejamento estratégico plurianual;

 Responsável pela outorga da concessão de lavra (ou do Contrato de concessão).

Companhia de Pesquisa e Recursos Minerais do Brasil (SGB).

 Realiza, armazena e distribui estudos sobre geologia e Hidrogeologia do território


nacional.

Regimes de Aproveitamento Mineral

1. Autorização:

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 de pesquisa;

 de lavra (inclui garimpagem);

 de reconhecimento geológico.

2. Contratual de Concessão de Lavra:


 Adequação da lei ordinária ao texto constitucional de 1988.

Autorização de Pesquisa

Pode ser:
1. Requerimento de autorização de pesquisa:

 Pessoa jurídica, somente em áreas livres (sem requerimentos, autorizações, concessões ou


Áreas Especiais de Pesquisa e Lavra de Minerais Estratégicos (AEME).

2. Autorização de Pesquisa:

 Até 5 anos: progressividade do investimento anual mínimo a partir de um ano

3. Relatório final de pesquisa

Procedimentos para a Autorização de Pesquisa

 Critérios e condições serão definidos por atos da Agência;

 Outorga do Alvará poderá ser pela Agência (por delegação);

 Prazo será anual, no máximo até 5 renovações;

 Obrigatória apresentação de Relatório ao final do prazo;

 Investimentos mínimos serão determinados pela Agência, considerando a natureza e


complexidade da pesquisa;

 Limites para requisição: regulação deverá considerar tamanho das áreas, a capacidade
técnica e financeira do executor, entre outras condições;

 Prazo de um ano para requer a lavra após a aprovação do Relatório Final;

 Agência poderá autorizar pesquisa complementar.

Reconhecimento Geológico

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 Prospecção aérea de caráter regional;

 Critérios e condições serão definidos por atos da Agência;

 Prazo: 180 dias, prorrogáveis por igual período;

 Atribui a prioridade para obter autorizações de pesquisa;

 Necessita de anuência do Conselho de Defesa Nacional;

 Dados deverão ser entregues à Agência, após 3 anos;

 Somente poderá ser requerido novamente após finalizado o primeiro reconhecimento.

Autorização de Lavra

 Critérios e condições serão definidos por atos da Agência;

 Independe da autorização do superficiário;

 Não necessita pesquisa mineral prévia;

 Requisições apenas em áreas livres;

 Obrigatória a apresentação de Relatório anual das atividades no prazo determinado pela


Agência, sob pena da decadência do direito mineral.

Concessão de Lavra

Cláusulas essenciais do Contrato:

 Definição da área e da(s) substância(s) mineral(is);

 Critérios para formulação e revisão da pesquisa, caso decorra de licitação para nova
pesquisa;

 Programa de trabalho e investimentos previstos;

 Conteúdo local mínimo e outros critérios relacionados à função social do bem mineral;

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 Procedimentos para acompanhamento e fiscalização das atividades de mineração e para
auditoria do contrato;

 Penalidades aplicáveis em caso de inadimplemento das obrigações contratuais;

 Critérios para devolução e desocupação de áreas mineradas, inclusive para o fechamento da


mina, retirada de equipamentos e instalações e reversão de bens;

 Procedimentos relacionados à cessão dos direitos e obrigações relativos ao contrato;

 Regras sobre solução de controvérsias, podendo prever conciliação, mediação e arbitragem;

 Prazo de vigência limitado a trinta e cinco anos, e quais as condições para a sua prorrogação
e extinção;

 Medidas mitigadoras e compensatórias do impacto social e econômico, a ser incluídas


depois da realização de audiência pública obrigatória.

Extinção da Concessão de Lavra

As concessões extinguir-se-ão:

 pelo vencimento do prazo contratual;

 pelos motivos de rescisão previstos em contrato:

 no decorrer da fase de lavra, se o concessionário exercer a opção de desistência e de


devolução das áreas em que, a seu critério, não se justifique investimentos:

 caso tenha sido constatada lavra ilegal, em procedimento administrativo, assegurado o


contraditório e a ampla defesa;

 prestar declarações ou informações inverídicas, falsificar, adulterar, inutilizar, simular ou


alterar registros e escrituração de livros e outros documentos exigidos pelo contrato ou pela
legislação aplicável.

Áreas Especiais de Pesquisa e Lavra de Minerais Estratégicos (AEME)

 Áreas consideradas de interesse estratégico, cuja exploração deverá obedecer políticas


específicas;

 Criadas por decisão do CNPM;

 Obtenção de títulos somente por licitação;

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 Serão respeitados os títulos pré-existentes;

 SGB realizará estudos geológicos;

 Prazo de dois anos para oferta pública, prorrogáveis por determinação do CNPM.

Oferta Pública de Áreas

 Licitação pública para fins de pesquisa ou lavra;

 Critérios para julgamento serão técnicos e financeiros;

 Oferta restrita a direitos (Alvarás e Concessões) desonerados;

 Obrigatória para Áreas Especiais de Pesquisa e Lavra de Minerais Estratégicos (AEME).

Cessões e Transferências de Títulos

 Somente serão válidos se previamente aprovados pela Agência;

 Poderá ser recusados ou cancelados se resultarem em prejuízo ao interesse público (p.ex.


concentração econômica);

 Poderão ser submetidos preventivamente ao CADE, MF (SPE, SEAE).

Sanções

 Multa, interdição cautelar ou cancelamento do título;

 Prescrição em 10 anos;

 Processo administrativo sancionador previsto em lei, assegurado o contraditório e ampla


defesa;

 Valor mínimo e máximo das multas estabelecido em lei, com critérios de agravamento.
Regras de Transição

 A Agência terá prazo de 180 dias para emitir as normas regulamentares;

 Títulos em vigor serão mantidos, exceto Registros de Licenciamentos (mudança


compulsória para Alvará de Lavra);

 Todos os concessionários deverão comprovar efetiva atividade sob pena de cancelamento


do título (prazo de um ano);

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 Todos os concessionários deverão apresentar a reavaliação de suas reservas e novo Plano de
Aproveitamento Econômico Sustentável (prazo de dois anos).

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