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INTRODUÇÃO

Até o inicio do século XX, o Estado não desenvolvia políticas sociais voltadas
para a infância e a adolescência e legitimava o trabalho infantil. Era a igreja católica
que desenvolvia as principais ações de cuidado às crianças e adolescentes ditas
“abandonados”. As Santas Casas de Misericórdia cuidavam tanto dos doentes e
enfermos quanto das crianças que tinham seus direitos violados.
Para tentar diminuir grande quantidade de bebês concebidos fora do casamento,
que devido a pressões sociais e culturais da época, eram abandonados até nas ruas,
a Igreja Católica inventou a Roda dos Expostos um dispositivo cilíndrico no qual a
criança era deixada de forma a garantir o anonimato de quem a abandonou. Não
havia nenhum tipo de atendimento às famílias dessas crianças.
Desse período até a década de 1990, quando o Estatuto da Criança e do
Adolescente começou a vigorar, duas legislações marcaram o processo histórico de
construção dos Direitos das Crianças e do Adolescente: o Código de Menores de
1927, e o segundo Código de Menores, de 1979, durante a vigência do regime militar.
Para que os direitos das crianças e dos adolescentes se realizem no Brasil, o
Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA - Lei nº 8069/1990) é a ferramenta mais
importante dentre os regulamentos do Estado. Nele está explícito o sistema que
garante todos os direitos convencionados em prol da infância e adolescência. Além
de evidenciar os direitos e deixar explícitos seus conceitos, o ECA dá atribuições à
diversas autoridades e poderes constituídos ao Estado de como fazer com que esses
direitos efetivem-se na prática, além de prever as responsabilidades pelas
negligencias.
O ECA também cria os conselhos dos direitos e tutelares, distribuindo o poder de
decisão e de ação para todos os assuntos referentes à infância e adolescência,
estabelecendo uma rede de ação e cuidados com as crianças e adolescentes.
A aprovação do ECA foi a prova concreta de que as participações populares são
capazes de propor mudanças profundas no que se refere aos direitos humanos. O
ECA contribuiu para que mudanças reais acontecessem na vida de crianças e
adolescentes, que passaram a ser vistos como sujeitos de direitos, ou seja, não mais
como seres passivos (miniaturas de adultos), sem nenhum direito e submetidos à
tutela do Estado, conforme regia o Código de Menores.
Todas as crianças são iguais e têm os mesmos direitos, não importando a sua
cor, raça, sexo, religião, origem social ou nacionalidade. Todas as crianças devem
ser protegidas pela família, pela sociedade e pelo Estado, para que possam se
desenvolver fisicamente e intelectualmente.As crianças portadoras de dificuldades
especiais, físicas ou mentais, têm o direito a educação e cuidados especiais. Todas
as crianças têm direito ao amor e à compreensão dos pais e da sociedade. Todas as
crianças têm direito à educação gratuita e ao lazer. Todas as crianças têm direito de
ser socorridas em primeiro lugar em caso de acidentes ou catástrofes. Todas as
crianças devem ser protegidas contra o abandono e a exploração no trabalho. Todas
as crianças têm o direito de crescer em ambiente de solidariedade, compreensão,
amizade e justiça entre os povos.
As crianças e adolescentes têm direito à vida e à saúde, à liberdade, ao respeito
e à dignidade, à convivência familiar e comunitária, à educação, à cultura, ao esporte
e ao lazer, à profissionalização e à proteção no trabalho.
Mas as crianças não tem só direitos também tem deveres como: respeitar os
pais; respeitar os mais velhos; proteger o meio ambiente onde vivem. O maior direito
que tem neste momento é tentar fazer com que os seus direitos sejam respeitados
pelas pessoas.

JUSTICATIVA

Direitos e deveres são componentes que não são visíveis de imediato. Os


direitos e deveres se constroem no convívio com o outro, nas ações do dia-a-dia, e
nós Educadores precisamos, além de dedicar a atenção a determinados valores no
momento e na hora certa, assumir esse compromisso com o coração e com a ação. É
fundamental planejarmos atividades específicas para refletir junto aos alunos sobre o
comportamento humano, sem apontar o defeito do outro, e possibilitar que cada um
se “olhe” e se expresse, trazendo exemplos de situações vividas para uma discussão.
Isso é agir em prol do bem-comum, este papel que cabe a cada um de nós.
Acreditar numa sociedade mais humana e justa, sem preconceitos, em que os
cidadãos atuem engajados objetivando o bem comum.
OBJETIVO GERAL:

Possibilitar a partir das aulas propostas, que os alunos (as) vivenciem situações
que possibilitem refletir sobre os direitos e deveres das crianças e dos adolescentes,
bem como, conscientizar os mesmos sobre a importância do respeito a esses
direitos.

OBJETIVOS ESPECIFICOS:

Conhecer e refletir sobre os direitos e deveres da criança;


Reconhecer como cidadão, que em nossa sociedade existem regras e normas
sociais a serem cumpridas e respeitadas;
Compreender-se como parte de um todo;
Reconhecendo-se como sujeito de direitos e deveres.

AVALIAÇÃO

A avaliação deverá ser contínua, processual, diagnóstica. Auto-avaliação dos


alunos (oral ou por escrito): Participação individual e grupal nas atividades propostas.
Analisando o que possibilitou na ampliação do conhecimento e nas capacidades de
observar, registrar, pesquisar e criar dos alunos.
Etapas do Projeto: Quadro organizativo

Projeto Didático: Direitos das acrianças


Produto Final: Apresentação para a escola através de cartazes espalhados pelo pátio.
Aula Organização Descrição
Roda de Conversa para explicar os objetivos do projeto e seu produto
Grande final. Questionar os alunos sobre o significado das palavras: direitos e
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Grupo deveres. Conversar com a turma e possibilitar a fala de cada criança
sobre o tema. Registrar as falas no caderno.
Grande Pesquisas e leitura em jornais, revistas, livros sobre o Tema
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Grupo abordado.
Apresentação em vídeo através da internet “Conhecendo Estatuto da
Criança e do adolescente com Renatinha”. Após assistir ao vídeo,
Grande
3 abrir espaço para que os alunos esclareçam dúvidas, façam
Grupo
perguntas e se posicionem em relação ao que foi relatado sobre o
ECA.
Conversa sobre os direitos e deveres das crianças em sala de aula.
4 Duplas
Cada dupla deverá registrar suas opiniões no próprio caderno.
Trabalhar com o ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente. Para
isso, utilize a história da Turma da Mônica, criada por Maurício de
Grande Souza, para instigar a curiosidade das crianças. Por meio dos
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Grupo quadrinhos e de seus personagens alegres e simpáticos, a
mensagem dos direitos e deveres das crianças e dos adolescentes
será trabalhada de maneira lúdica e prazerosa.
6 Duplas Construção de suas próprias histórias dos direitos e deveres.
Grande Atividade de interpretação de texto. O texto interpretado é o poema de
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Grupo Ruth Rocha “Os direitos das crianças”.
Elaboração de um texto contendo informações sobre o ECA, para
contribuir com a divulgação do mesmo e sugerir algumas ações que
8 Duplas garantam o respeito aos direitos das crianças e adolescentes
brasileiros.Os alunos poderão pesquisar mais informações sobre o
Estatuto, por meio da Internet.
Ler e marcar nos textos dos alunos o que não está bom. E assim
9 Duplas
revisar os próprios textos em duplas e fazer uma revisão final.
10 Duplas Passar a limpo os textos revisados.
Grande
11 Produção do mural para exposição.
Grupo
Grande
12 Avaliação do percurso e da aprendizagem.
Grupo

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