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RDC 53/2015 – estudo de perfil

de degradação – Estado da arte

Ministrante: Caroline Lima de Oliveira


RDC 53/2015 – ESTUDO DE PERFIL DE DEGRADAÇÃO – ESTADO DA ARTE

Qual a experiência de vocês em atendimento a


RDC 53/2015 ou com estudos de degradação
forçada?
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AGENDA

• Aspectos regulatórios das principais legislações e guias → pontos importantes de atenção!

• Premissas dos estudos de degradação forçada → Planejamento dos ensaios de degradação forçada

• Premissas para o desenvolvimento de métodos indicativos de estabilidade → Planejamento estratégico

• Balanço de massas → tipos de cálculos, justificativas técnicas e ortogonalidade

• Ferramentas de identificação de produtos de degradação → Espectrometria de massas, isolamento em


escala preparativa e semi-preparativa e avaliação in silico

• Protocolo e relatório de perfil de degradação → Elaboração

• Estudos de casos e discussão final


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Aspectos regulatórios

• RDC 53/2015

• Edições do perguntas e respostas sobre RDC 53/2015

• Guia 04/2015

• RE 01/2005 e CP 453/2017

• RDC 171/2017

• RDC166/2017
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Aspectos regulatórios

• RDC 53/2015

• Edições do perguntas e respostas sobre RDC 53/2015

• Guia 04/2015

• RE 01/2005 E CP 453/2017 Estabelece parâmetros para a notificação,


identificação e qualificação de produtos de
• RDC 171/2017 degradação em medicamentos com substâncias
ativas sintéticas e semissintéticas, classificados
• RDC166/2017 como novos, genéricos e similares, e dá outras
providências.
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RDC n.53/2015 Guia n.04/2015


Aspectos regulatórios: RDC 53/2015 e Guia 4/2015 → Conceitos relevantes
Estudo que permite a geração de produtos de degradação através da exposição do IFA e medicamento
a condições de estresse, como por exemplo, luz, temperatura, calor, umidade, hidrólise ácida/básica e
Estudo de degradação
oxidação, entre outras. Este estudo permite o desenvolvimento de métodos indicativos de estabilidade
forçada
com especificidade e seletividade adequada, bem como fornecer informações acerca das possíveis
rotas de degradação de um determinado produto.

Descrição dos resultados e das atividades


analíticas utilizadas na detecção, identificação, Relação de todos os produtos de degradação
Perfil de Degradação elucidação estrutural e determinação quantitativa relevantes de um IFA ou medicamento quando
dos produtos de degradação presentes no exposto a uma determinada condição.
insumo farmacêutico ativo e no medicamento.

Estudo composto de parte crítica e, quando


necessário, parte experimental, que tem a finalidade
Estudo do Perfil de
-- de avaliar o perfil de degradação de determinado
Degradação
IFA ou medicamento, para concluir se um método é
indicativo de estabilidade.
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Aspectos regulatórios: RDC 53/2015 e Guia 4/2015 → Conceitos relevantes

RDC n.53/2015 Guia n.04/2015

Qualquer componente presente no insumo farmacêutico ou no produto terminado que


Impurezas
não seja o insumo farmacêutico ativo nem o(s) excipiente(s).

Característica de um IFA ou medicamento


que consiste na composição qualitativa e
Perfil de Impurezas --
quantitativa de todas as impurezas
presentes, orgânicas ou inorgânicas

Impurezas resultantes de alterações


Produtos de químicas que surgem durante a
--
Degradação fabricação ou armazenamento do
medicamento
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Aspectos regulatórios: RDC 53/2015 e Guia 4/2015 → OBJETIVOS


• Obtenção do perfil de degradação “potencial” do IFA e/ou medicamento;
• Fornecimento de evidência de que um método proposto é indicativo de estabilidade;
• Detecção de condições às quais o IFA ou medicamento é particularmente sensível, a fim de
alertar o Sistema de Garantia da Qualidade da empresa quanto a cuidados específicos que
devem ser tomados no desenvolvimento, produção, manipulação, e conservação deste
medicamento→ Exemplo: não expor o produto à luz ou a uma temperatura elevada durante sua
produção, pois o IFA se mostrou sensível a ambas condições.;
• Determinação de marcadores específicos para uma determinada rota de degradação (ou seja, de
produtos que são típicos da degradação, por exemplo, por calor, luz ou oxidação), quando
possível, para facilitar investigações de possíveis desvios da qualidade de produtos.
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Aspectos regulatórios: RDC 53/2015 e Guia 4/2015 → APLICAÇÃO Rota sintética

Se aplica aos medicamentos com substâncias ativas sintéticas e


semissintéticas, classificados como novos, genéricos e similares.

Medicamento específicos: finalidade profilática, curativa ou paliativa

Notificação simplificada: baixo risco sem a necessidade de registro com a ANVISA


Esta resolução
Esta Resolução não se aplica aos produtos biológicos/ biotecnológicos, excipientes,
peptídeos, oligonucleotídeos, radiofármacos, produtos de fermentação e derivados,
produtos fitoterápicos, produtos brutos de origem animal, medicamentos específicos,
medicamentos à base de vitaminas e/ou minerais associados entre si ou isolados,
poliaminoácidos, os de notificação simplificada, bem como aos produtos usados nas
etapas de desenvolvimento de estudos clínicos.
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Aspectos regulatórios: RDC 53/2015 e Guia 4/2015 → PRAZOS para atendimento

Atendimento imediato a partir de dezembro de 2015: novos


registros, inclusão de nova concentração ou forma farmacêutica.

Esta resolução

Para medicamentos já registrados: Anexos 1 (dez/2017), 2


(dez/2019) e 3 (dez/2020).
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Aspectos regulatórios: perguntas e respostas → pontos de discussão relevantes sobre o estudo de


perfil e estresse

• 4.1.4. Caso existam métodos distintos para teor e produtos de degradação, o estudo de perfil de
degradação e o estudo de degradação forçada devem ser realizados com ambos os métodos?

• 4.1.8. No caso de diferentes concentrações, é necessário que o placebo de cada concentração


seja submetido à degradação forçada?

• 4.1.13. É necessário apresentar estudo de degradação forçada para qualquer inclusão ou


alteração de fabricante de IFA?
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Aspectos regulatórios: perguntas e respostas → pontos de discussão relevantes para questões


práticas

• 4.2.15. Por que a Anvisa não determinou limites de concentrações de degradantes para o estudo,
e qual concentração a empresa deve seguir?

• 4.2.20. A verificação de pureza é aplicável à técnica instrumental HPLC/DAD. Para outras


técnicas, tais como detecção por IR ou fluorescência, em que a verificação da pureza não é
aplicável, como atender ao requisito do Art. 7º inciso I?

• 4.2.21. É possível terceirizar os estudos de degradação forçada? É necessário repetir o teste de


stress no teste de seletividade/especificidade na validação do método realizado pelo fabricante do
medicamento?
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Aspectos regulatórios

• RDC 53/2015

• Edições do perguntas e respostas sobre RDC 53/2015

• Guia 04/2015
RE 01: Guia para realização dos testes de
• RE 01/2005/ CP 453/2017 estabilidade de produtos farmacêuticos a fim de
prever, determinar ou acompanhar o seu prazo de
• RDC 171/2017 validade.
• RDC166/2017 CP 453: Estabelece os critérios para a realização de
estudos de estabilidade de insumos farmacêuticos
ativos e medicamentos, exceto biológicos e dá outras
providências.
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Aspectos regulatórios: RE 01 → DEFINIÇÕES IMPORTANTES

• Estabilidade acelerada: aumentar a velocidade de degradação química e/ou alterações físicas


no produto farmacêutico pela utilização de condições drásticas de armazenamento, com o
propósito de monitorar as reações de degradação e estimar o prazo de validade nas condições
normais de armazenamento.

• Estudo de estabilidade de longa duração: verificação das características físicas, químicas,


biológicas e microbiológicas de um produto farmacêutico durante e, opcionalmente, depois do
prazo de validade esperado → Estabelecer ou confirmar o prazo de validade e recomendar as
condições de armazenamento.
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• No Brasil, o estudo de estabilidade de longa duração é realizado à temperatura de 30ºC ± 2ºC e


umidade de 75%UR ± 5%UR e o estudo de estabilidade acelerado à 40ºC ± 2ºC e 75%UR ±
5%UR → Zona IV.

• Excepcionalmente, para os produtos cujos cuidados de conservação sejam inferiores a 25°C e


de uso exclusivo em hospitais e clínicas médicas, serão aceitos estudos de estabilidade nas
condições especificadas para Zona II (25°C/60%UR), desde que seja devidamente comprovado
que o produto não suporta as condições da longa duração e da acelerada.
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Aspectos regulatórios: RE 01 → SELEÇÃO DE LOTES E FREQUENCIA DE TESTES

• Seleção de lotes: Para fins de registro e alterações pós-registro, nos estudos de estabilidade
acelerado e longa duração: um ou três lotes, de acordo com as normas legais e regulamentares
pertinentes → ESCALA PILOTO OU INDUSTRIAL
• Pós-registro: Avaliar a RDC 73/2016 → maioria dos casos 1 lote;
• Registro: Sempre 3 lotes.

• Frequência: Estudo acelerado: 0, 3 e 6 meses


• Frequência: Estudo de longa duração: 0, 3, 6, 9, 12, 18, 24 meses
Para avaliação de teor, quantificação de produtos de degradação e outros testes de acordo
com a forma farmacêutica e forma de uso.
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Aspectos regulatórios

• RDC 53/2015

• Edições do perguntas e respostas sobre RDC 53/2015

• Guia 04/2015

• RE 01/2005 Revisa a aplicabilidade da Resolução da Diretoria


Colegiada - RDC nº 53, de 4 de dezembro de 2015,
• RDC 171/2017
para alterações pós-registro e os prazos desta
• RDC166/2017 Resolução para produtos já registrados.
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Aspectos regulatórios: RDC 171 → NOVOS PRAZOS → FLEXIBILIDADE DOS ANEXOS

As datas dos anexos ainda são vigentes para as seguintes situações:

I. registro de medicamentos novos, genéricos e similares;


II. inclusão de nova forma farmacêutica;
III.Inclusão de nova concentração → não proporcional a anterior;
IV. mudanças relacionadas ao insumo farmacêutico ativo → implementação imediata;
V. mudanças na composição do medicamento → implementação imediata, exceto mudança maior
de sulco;
VI. mudanças no processo de produção;
VII.mudanças relacionadas à embalagem do medicamento, ao prazo de validade ou aos cuidados de
conservação do medicamento para as quais são solicitados relatório de estudo de estabilidade de
longa duração referente a 3 (três) lotes do medicamento;
VIII.mudanças relacionadas ao método analítico de controle de qualidade ou estabilidade para testes
de teor ou produtos de degradação do medicamento → implementação imediata;
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Aspectos regulatórios

• RDC 53/2015

• Edições do perguntas e respostas sobre RDC 53/2015

• Guia 04/2015

• RE 01/2005 Dispõe sobre a validação de métodos analíticos e dá


outras providências.
• RDC 171/2017

• RDC166/2017
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Aspectos regulatórios: RDC 166/2017 → DESTAQUES PARA ESTUDO DE PERFIL DE DEGRADAÇÃO E


DEGRADAÇÃO FORÇADA

SELETIVIDADE

Art. 21 Para métodos quantitativos e ensaios limite, a seletividade deve ser demonstrada por meio da
comprovação de que a resposta analítica se deve exclusivamente ao analito, sem interferência do
diluente, da matriz, de impurezas ou de produtos de degradação.

§1° Para demonstrar ausência de interferência de produtos de degradação, é necessário expor a


amostra a condições de degradação em ampla faixa de pH, de oxidação, de calor e de luz.

§2° Ficam isentos da demonstração descrita no §1° os seguintes casos:


Produtos para os quais já foi demonstrada adequação à resolução que estabelece parâmetros para a
notificação, identificação e qualificação de produtos de degradação em medicamentos.
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Aspectos regulatórios: RDC 166/2017 → DESTAQUES PARA ESTUDO DE PERFIL DE DEGRADAÇÃO E


DEGRADAÇÃO FORÇADA

PRECISÃO

Para impurezas: a) aplicar o método de adição de padrão, no qual quantidades conhecidas


de impurezas ou produtos de degradação são acrescidas à amostra; se deve
exclusivamente ao analito, sem interferência do diluente, da matriz, de impurezas ou de
produtos de degradação.

LIMITE DE QUANTIFICAÇÃO

Art. 56 O limite de quantificação deve ser coerente com o limite de especificação da


impureza. O limite de quantificação deve ser menor ou igual ao limite de notificação →
PRECISO E EXATO
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Premissas dos estudo de degradação forçada

• Planejamento dos ensaios de degradação forçada


• Hidrólise ácida e Hidrólise básica
• Oxidação por peróxido
• Oxidação por íons metálicos
• Calor
• Umidade
• Luz
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Premissas dos estudo de degradação forçada

• Planejamento dos ensaios de degradação forçada


• Hidrólise ácida e Hidrólise básica
• Oxidação por peróxido
• Oxidação por íons metálicos
• Calor
• Umidade
• Luz
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Premissas dos estudo de degradação forçada → Planejamento dos ensaios de degradação forçada

• Quais as literaturas e conhecimentos prévios recomendados?

DRUG MASTER FILE

QUÍMICA ORGÂNICA
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Premissas dos estudo de degradação forçada → Planejamento dos ensaios de degradação forçada

“Diante da falta de harmonização, entende-se que ainda não se tem o


conhecimento necessário para afirmar que determinada condição ou
determinado endpoint é “melhor”. Isso só poderá ser determinado no futuro,
com base na experiência adquirida pelas indústrias e pela academia. A empresa
deve apresentar o estudo, com as referências utilizadas e a justificativa dos
endpoints escolhidos, de forma a embasar o seu estudo.”

• (4.2.15. Por que a Anvisa não determinou limites de concentrações de


degradantes para o estudo, e qual concentração a empresa deve seguir?
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Premissas dos estudo de degradação forçada → Planejamento dos ensaios de degradação forçada

• Quais os conceitos relevantes que extraímos de todas essas literaturas?

Ortogonalidade
Solubilidade Log P
Máximos de absorção e Perdas de cromóforos
pKa
Justificativas técnicas

Susceptibilidade de grupos químicos a condições de estresse

Viabilidade de se realizar determinada condição de estresse


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Premissas dos estudo de degradação forçada → Planejamento dos ensaios de degradação forçada

Conhecendo o Log P do ativo (s) e Produtos de degradação


Log P → Coeficiente de partição:

Compostos polares Compostos apolares

Hidroquinona
Log P: 1,37
Tretinoína
Log P: 6,04
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Premissas dos estudo de degradação forçada → Planejamento dos ensaios de degradação forçada

Conhecendo o Log P do ativo (s) e Produtos de degradação → Ivabradina e seus PDs

Molécula de Ivabradina PDs da Ivabradina


(*) Pikul. P et al - Forced Degradation Studies of Ivabradine and In Silico Toxicology Predictions for Its New Designated Impurities
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Premissas dos estudo de degradação forçada → Planejamento dos ensaios de degradação forçada

Conhecendo o Log P do ativo (s) e Produtos de degradação → Ordem de eluição de PDs → Fase reversa
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Premissas dos estudo de degradação forçada → Planejamento dos ensaios de degradação forçada

Conhecendo a solubilidade do ativo (s) e produtos de degradação → pKa

• Parâmetro chave para avaliar a solubilidade por pH → pKa

• Ácidos fracos: Doadores de prótons

• Bases Fracas: Receptores de prótons

• Para IFAs que são ácidos fracos: solubilidade em água aumenta exponencialmente quando o pH ultrapassa
o valor de seu pKa. Caso o ácido possua mais de um grupo ionizável, a cada pKa ultrapassado a solubilidade
aumentará de forma ainda mais elevada.

• Para IFAs que são bases fracas: Cada vez que o pH cai abaixo de um de seus pKas a solubilidade em água
aumenta de forma ainda mais elevada.
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Premissas dos estudo de degradação forçada → Planejamento dos ensaios de degradação forçada
Conhecendo a solubilidade do ativo (s) e Produtos de degradação → pKa

Ácido acetilsalicílico → Carater


Ácido

pKa: 3,41

Chemicalize
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Premissas dos estudo de degradação forçada → Planejamento dos ensaios de degradação forçada
Conhecendo a solubilidade do ativo (s) e Produtos de degradação → pKa

Diazepam → Carater básico

pKa: 2,92

Chemicalize
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Premissas dos estudo de degradação forçada → Planejamento dos ensaios de degradação forçada
Conhecendo a solubilidade do ativo (s) e Produtos de degradação → pKa

P-aminofenol

pKa: 6
pKa: 10

Chemicalize
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• Log P:

• Melhor diluente para uma melhor recuperação/extração do ativo e de seus produtos de


degradação presentes no IFA isolado ou no produto acabado.

• Previsão de ordem de eluição em cromatografia por fase reversa;

• Ferramenta para avaliar viabilidade de hipótese de estrutura após identificação.


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Premissas dos estudo de degradação forçada → Planejamento dos ensaios de degradação forçada
• pKa:

• Necessidade de neutralização ou ajuste de pH para ensaios aquosos de degradação forçada;

• Necessidade de co-solvente para ensaios aquosos de degradação forçada;

• Viabilidade de se atingir um endpoint de concentração de degradante;

• Definição de fase móvel.


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Premissas dos estudo de degradação forçada → Planejamento dos ensaios de degradação forçada

Estudos de estresse/Degradação Forçada

OH-

[O]
H+

Fe²+ Cu²+
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Premissas dos estudo de degradação forçada → Planejamento dos ensaios de degradação forçada

Bom desenho experimental e análise crítica

Guia 4/2015
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v

Premissas dos estudo de degradação forçada → Planejamento dos ensaios de degradação forçada

Matéria-prima (padrão secundário)

Medicamento com Branco do processo


1 ativo Produto
Placebo
Qual o meu “n” de amostras a serem degradadas?

Matérias-primas isoladas
Associação Placebo real (presença de ativos)
2 ou mais ativos Branco do processo
Produto
Cada IFA isolado + excipientes
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Premissas dos estudo de degradação forçada → Planejamento dos ensaios de degradação forçada

Realização de todas as condições de estresse no método


indicativo de estabilidade para os IFAs de todos os
fabricantes isolados

Avaliação crítica dos dados


obtidos
Obtenção de mesmo perfil de degradação
potencial (qualitativo) nas condições testadas
Quando há mais de um fabricante de IFA (1 ativo)? para cada fabricante?
Sim Não

Realização do estudo completo de Realizar estudo completo de


degradação forçada para: degradação forçada para:
•produto acabado com o fabricante •Produto acabado com TODOS os
principal; fabricantes;
•placebo isolado •placebo isolado
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Premissas dos estudo de degradação forçada → Planejamento dos ensaios de degradação forçada
Realização de todas as condições de estresse no
método indicativo de estabilidade para todos os IFAs
de todos os fabricantes isolados

Avaliação crítica dos dados


obtidos

Obtenção de mesmo perfil de degradação


potencial (qualitativo) nas condições testadas
Quando há mais de um fabricante de IFA (2 ativos ou mais ativos)? para cada IFA?

Sim Não

Realizar estudo completo de


Realização do estudo completo de
degradação forçada para:
degradação forçada para:
•Placebo real (IFA) todos os
•Placebo real
fabricantes;
•Produto acabado para fabricante
•Produto acabado formulado
principal.
com todos os fabricantes.
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Premissas dos estudo de degradação forçada → Planejamento dos ensaios de degradação forçada

Qual amostra de medicamento utilizar no estudo de degradação forçada?

• Lote bancada → exigência mínima → usar preferencialmente o mesmo lote em todo o estudo;
• Avaliação crítica sobre lote técnico e lote piloto → Avaliar impactos do escalonamento!

• Mesmo medicamento com diferentes concentrações (Fórmula proporcional) → Utilizar


qualquer apresentação;

• Formulações quantitativamente diferentes → utilizar a maior relação excipiente e ativo →


menor concentração de ativo;

• Formulações qualitativamente diferentes → exemplo: Formulação com e sem corante →


avaliar o impacto de se realizar o estudo apenas para a formulação com corante → caso mais
crítico? → justificativa técnica caso a estratégia seja não realizar o estresse.
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Premissas dos estudo de degradação forçada → Planejamento dos ensaios de degradação forçada

Avaliação do T0 em estresses úmidos:


• Definição de preparo de amostra → Resolução de problemas de limitação analítica;
• Definição de preparo de amostra referência;
• Investigação de alta susceptibilidade do IFA frente a condição de estresse → Degradação instantânea;
• Investigação de limitação técnica para a realização do ensaio → Justificativa para não chegar no endpoint ou
até mesmo não realizar o ensaio;
• Evitar perder dias de estudo, principalmente o endpoint de tempo de exposição é atingido;
• Definição da necessidade de se realizar a etapa de neutralização ou correção para o pH do referência (pH
ótimo) em virtude do peak shape do ativo.
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Premissas dos estudo de degradação forçada

• Planejamento dos ensaios de degradação forçada


• Hidrólise ácida e Hidrólise básica
• Oxidação por peróxido
• Oxidação por íons metálicos
• Calor
• Umidade
• Luz
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Premissas dos estudo de degradação forçada → Hidrólise ácida e hidrólise básica

• A hidrólise é uma degradação que envolve reação de clivagem de ligações a partir de moléculas de água:

• Água presente em quantidades significativas em IFAs (hidratos), em excipientes e em nosso ambiente.

• Catalisada por meio ácido ou básico;

• Dependente de fatores como: sais e tampões, força iônica, solventes e excipientes.

• É dependente do pKa da molécula a ser estudada → É necessário que as moléculas estejam ionizadas e
tenham bons grupos abandonadores para favorecer a ocorrência de hidrólise.

• Grupos funcionais mais passíveis de hidrólise ácida e básica: Éster; lactonas; amidas; lactamas; ácidos
carboxílicos ?? → Diluente do preparo de amostra pode conter água?
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Premissas dos estudo de degradação forçada → Hidrólise ácida e hidrólise básica

• Hidrólise catalisada por ácido


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Premissas dos estudo de degradação forçada → Hidrólise ácida e hidrólise básica

• Hidrólise catalisada por base (consumo da base)


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Premissas dos estudo de degradação forçada → Hidrólise ácida e hidrólise básica


• Na presença de agentes nucleofílicos (H2O):

• Ésteres gerando ácidos carboxílicos e álcool;

• Lactonas gerando ácidos carboxílicos com abertura do anel lactônico.

1. Moléculas ionizadas: Favorecimento da


reação de hidrólise;

2. Exemplo: Aspirina em virtude do seu caráter


ácido pode hidrolisar acima do seu pKa?

Baertschi, S.W., Alsante, K. M. and Reed, R.A. Pharmaceutical Stress Testing: prediction drug degradation, ed. 2ª, v. 210, 2011.
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Premissas dos estudo de degradação forçada → Hidrólise ácida e hidrólise básica


• Na presença de agentes nucleofílicos (H2O):

• Amidas gerando ácidos carboxílicos e aminas;


• Lactanas gerando ácidos carboxílicos com abertura do anel lactâmico.

Baertschi, S.W., Alsante, K. M. and Reed, R.A. Pharmaceutical Stress Testing: prediction drug degradation, ed. 2ª, v. 210, 2011.
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Premissas dos estudo de degradação forçada → Hidrólise ácida e hidrólise básica


• Ácidos carboxílicos na presença de co-solvente → Metanol ou etanol

• pKa no intervalo de 2 – 5,5 → acima do pKa → mais suscetíveis a esterificação (metanol


como co-solvente, por exemplo ) em meio ácido.

Hidrólise?

Esterificação!

Baertschi, S.W., Alsante, K. M. and Reed, R.A. Pharmaceutical Stress Testing: prediction drug degradation, ed. 2ª, v. 210, 2011.
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Premissas dos estudo de degradação forçada → Hidrólise ácida e hidrólise básica


• Como um excipiente pode favorecer a hidrólise?

• Excipientes que são higroscópicos;


• Excipientes que possuem impurezas que podem agir como ácidos e bases.

Excipientes Como podem favorecer a hidrólise?


Celulose Absorve água
Fosfato de cálcio dibásico anidro / diidratado Ácido (pH 2,5)/ pode liberar água
Estearato de magnésio Absorve água; básico sob condições de umidade
Absorve água
Óxido de silício

Absorve água; básico sob condições de umidade


Croscamelose

Acidulantes ( Ácido cítrico, Ácido ascórbico) Confere baixo pH


Carbonato de cálcio Confere alto pH
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Premissas dos estudo de degradação forçada → Hidrólise ácida e hidrólise básica

• Se problemas de solubilidade forem encontrados, utilizar co-solventes preferencialmente


apróticos em volume suficiente para solubilizar o IFA → avaliar quão diluído foi seu agente
estressante.
pH ácido pH neutro pH básico

Acetonitrila Acetonitrila Acetonitrila1

DMSO N-metil Pirrolidona DMSO

Ácido acético Diglima

Ácido propiônico p-Dioxano

1. 1M de NaOH e acetonitrila são miscíveis somente para soluções contendo 20% de acetonitrila ou menos. Caso seja observada a
formação de uma mistura de duas fases, alterar o co-solvente.

O uso do metanol como co-solvente em casos específicos precisa ser avaliado → Avaliar criticamente o
perfil de degradação! Estudos com moléculas com grupamento carboxila devem evitar o uso →
Esterificação!!!
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Premissas dos estudo de degradação forçada → Hidrólise ácida e hidrólise básica

• Caso o uso de co-solventes não solucione o problema do ensaio insolúvel sob um pH aplicado:

• Avaliar o uso de tampões com pH controlado → Avaliar o pka da molécula e definir em qual pH a
mesma não encontra-se neutra → Trabalhar com valores de pH que mimetizem condições
ácidas e básicas!

• Preparar uma solução mais concentrada da amostra a ser testada e estressar uma alíquota
deste preparo → Concentração final do ensaio deve se a definida em metodologia!

• Avaliar se a formulação apresenta excipientes incompatíveis com pH ácidos ou básicos → pH


básico - Hipromelose
Se as estratégias não forem bem-sucedidas, utilizar o histórico como justificativa para não atingir o
endpoint ou até mesmo a não realização da condição!
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Premissas dos estudo de degradação forçada

• Planejamento dos ensaios de degradação forçada


• Hidrólise ácida e Hidrólise básica
• Oxidação por peróxido
• Oxidação por íons metálicos
• Calor
• Umidade
• Luz
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Premissas dos estudo de degradação forçada → Oxidação por peróxido de hidrogênio e íons
metálicos (Cu II e Fe III)

• A reação de oxidação é um dos mecanismos mais comuns de degradação dos fármacos.

• Baseia-se na transferência de elétrons provenientes de metais para formar ânions e cátions


reativos e no ataque nucleofílico do IFA ao peróxido:

• Moléculas muito funcionalizadas e de caráter mais básico tendem a sofrer oxidação:


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Premissas dos estudo de degradação forçada → Oxidação por peróxido de hidrogênio e íons
metálicos (Cu II e Fe III)

Grupamentos químicos mais suscetíveis a oxidação: Ligações alfa de Éteres e aminas, aminas
secundárias e terciárias e sulfetos.

Ligação alfa de éteres e aminas → carbono alfa reage com o radical ROO. formando hidroperóxido
com sucessiva degradação a éster e aldeído → Atenção para condições drásticas de oxidação e
formação de PDs secundários.
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Premissas dos estudo de degradação forçada → Oxidação por peróxido de hidrogênio e íons
metálicos (Cu II e Fe III)

Grupamentos químicos mais suscetíveis a oxidação: aminas primárias, aminas secundárias e


terciárias.

• Quando desprotonadas são mais suscetíveis a oxidação → avaliar o pka, pois o pH da solução
de peróxido é ácido;

• Aminas primárias: Formação de hidroxilaminas → PDs instáveis e de difícil isolamento →


ALERTA para Balanço de massas!

• Aminas secundárias, terciárias e heterocíclicas: Formação de n-oxides;

ATENÇÃO: Para terciárias → Muito comum observar na estabilidade de longa duração → reação
com peróxido presente nos excipientes da formulação ( exemplos: PEGs, polisorbatos, povidona,
crospovidona).
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Premissas dos estudo de degradação forçada → Oxidação por peróxido de hidrogênio e íons
metálicos (Cu II e Fe III)

Grupamentos químicos mais suscetíveis a oxidação: aminas primárias, aminas secundárias e


terciárias.
Para aminas primárias e secundárias → formação de hidroxilaminas

Para aminas terciárias → formação de óxidos de aminas terciárias → n-óxidos


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Premissas dos estudo de degradação forçada → Oxidação por peróxido de hidrogênio e íons
metálicos (Cu II e Fe III)

Grupamentos químicos mais suscetíveis a oxidação: Sulfetos oxidados a sulfóxidos e sulfonas

ATENÇÃO: Desprotonação também favorece o mecanismo de oxidação!

Mecanismo semelhante a oxidação de aminas terciárias → SN2


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Premissas dos estudo de degradação forçada → Oxidação por peróxido de hidrogênio e íons
metálicos (Cu II e Fe III)

• Íons metálicos:

• Cu II e Fe III → CuCl2 (cloreto cúprico) ou FeCl3 (cloreto férrico)


• Condição: 24 horas.
• Sempre a temperatura ambiente: Se houver a possibilidade de processo de redox a
temperatura não influenciará!
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Premissas dos estudo de degradação forçada → Oxidação por peróxido de hidrogênio e íons
metálicos (Cu II e Fe III)

• Aminoácidos são espécies extremamente suscetíveis a íons metálicos → formação de


quelatos!

• Compostos heterocíclicos tendem a formar quelatos;

• Compostos com a presença de enxofre → altamente reativo na presença de íons


metálicos

• Exemplo: Acetilcisteína → Presença de enxofre → Vários estados de oxidação


→ Baixa reprodutibilidade.
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Premissas dos estudo de degradação forçada → Oxidação por peróxido de hidrogênio e íons
metálicos (Cu II e Fe III)

Premissas de preparo do ensaio:

• Co-solventes adequados: Álcoois de cadeia pequena (Metanol e etanol) → controlam o poder

oxidativo do peróxido.

• Utilizar balões âmbar → Luz catalisa reações de oxidação!

• Evitar o uso de acetonitrila → Extremamente reativa na presença de peróxido → Formação do

radical reativo formil cianeto extremamente reativo a compostos funcionalizados (éteres e amidas,

aminas secundárias e terciárias, sulfetos e fenóis) com caráter básico.


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Premissas dos estudo de degradação forçada → Oxidação por peróxido de hidrogênio e íons
metálicos (Cu II e Fe III)

Premissas de preparo do ensaio:


• Para o ensaio de íons metálicos: Avaliar se há a presença de excipientes que sejam complexantes: EDTA por

exemplo forma quelatos que são insolúveis impossibilitando o ensaio.


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Premissas dos estudo de degradação forçada

• Planejamento dos ensaios de degradação forçada


• Hidrólise ácida e Hidrólise básica
• Oxidação por peróxido
• Oxidação por íons metálicos
• Calor
• Umidade
• Luz
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Premissas dos estudo de degradação forçada → Calor

• Fármacos com ligações fracas possuem maior tendência a pirólise → Por ex: Ligações sigmas de
carbono e um átomo eletronegativo;

• Descarboxilação também é muito comum → -CO2.

• Calor seco → Amostras devidamente preparadas em balão âmbar e fechado a 60°C em ESTUFA.

• Recomendação: Única variável é o tempo → não aumentar a temperatura ou fazer uso de


banho-maria ou refluxo

Falta de reprodutibilidade
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Premissas dos estudo de degradação forçada → Mecanismo de reações sob calor

• Rearranjos → transformações químicas em moléculas sob a presença de calor agem como nucleófilos e
eletrófilos:

• Isomerização conformacional → Ocorre quando os átomos ligados aos carbonos de compostos


saturados estão em conformações diferentes em virtude da rotação do eixo da ligação.

• Estereo-isomerização → Excipientes básicos podem aumentar a taxa de conversão enantiomérica.

Baertschi, S.W., Alsante, K. M. and Reed, R.A. Pharmaceutical Stress Testing: prediction drug degradation, ed. 2ª, v. 210, 2011.
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Premissas dos estudo de degradação forçada → Mecanismo de reações sob calor

• Rearranjos → transformações químicas em moléculas sob a presença de calor agem como


nucleófilos e eletrófilos:
• Polimerização → carbonos eletrofílicos podem reagir com nucleófilos em cadeia e
formar dímeros, trímeros entre outros polímeros: Polimerização da ampicilina

Baertschi, S.W., Alsante, K. M. and Reed, R.A. Pharmaceutical Stress Testing: prediction drug degradation, ed. 2ª, v. 210, 2011.
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Premissas dos estudo de degradação forçada

• Planejamento dos ensaios de degradação forçada


• Hidrólise ácida e Hidrólise básica
• Oxidação por peróxido
• Oxidação por íons metálicos
• Calor
• Umidade
• Luz
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Premissas dos estudo de degradação forçada → Umidade

• Condição de umidade → 75 %UR → Susceptibilidade comum para moléculas que ionizam em pH


neutro - Hidrólise

• Amostras devidamente preparadas em balão âmbar aberto com a menor temperatura possível
de preferência em CÂMARA DE ESTABILIDADE qualificada.

• A única variável é o tempo → não aumentar a temperatura ou umidade.

• Aplicado a amostras sólidas e semissólidas de produto acabado.

• Suspensão extemporânea → expor o pó da suspensão a umidade e depois ressuspender para


análise.
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Premissas dos estudo de degradação forçada

• Planejamento dos ensaios de degradação forçada


• Hidrólise ácida e Hidrólise básica
• Oxidação por peróxido
• Oxidação por íons metálicos
• Calor
• Umidade
• Luz
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Premissas dos estudo de degradação forçada → Fotólise → Preparo do ensaio de Luz branca e
luz UV

• Sólidos e Semissólidos: camada fina e uniforme de pó/creme/pomada.

• Amostras líquidas: em frasco do tipo headspace “deitados”.

• Cuidado com sombra e efeito estufa!

• Controle escuro → avaliação de um possível aquecimento na câmara.

Sólidos e Semissólidos Líquidos


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Premissas dos estudo de degradação forçada → Fotólise → Preparo do ensaio de Luz branca e
luz UV
• Luz branca: 1,2 klux hora
• Exposição: 1 a 2 ciclos

• UV: 200 Watt.hora/m²


• Exposição: 1 a 2 ciclos

• A única variável é a exposição a radiação → Não aumentar o tempo de exposição após


conclusão dos ciclos!
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Premissas dos estudo de degradação forçada → Fotólise → Luz branca e luz UV

• Grupamentos mais suscetíveis a degradação por luz: carbonilas, nitroaromáticos, n-Oxides, alcenos,
arilcloretos, sulfetos e polienos.

• Isomerização

Baertschi, S.W., Alsante, K. M. and Reed, R.A. Pharmaceutical Stress Testing: prediction drug degradation, ed. 2ª, v. 210, 2011.
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Desenvolvimento de métodos indicativos de estabilidade

• Escolha da técnica analítica → Seletividade e Especificidade do método

• Definição da concentração de trabalho

• Preparo da amostra

• Pureza cromatográfica (via DAD e MS)


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Desenvolvimento de métodos indicativos de estabilidade

• Escolha da técnica analítica → Seletividade e Especificidade do método

• Definição da concentração de trabalho

• Preparo da amostra

• Pureza cromatográfica (via DAD e MS)


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Desenvolvimento de métodos indicativos de estabilidade

• Escolha da técnica analítica → Seletividade e sensibilidade do método

• Deve ter seletividade para o IFA em presença dos seus prováveis produtos de degradação.

• Deve ser capaz de ser sensível o bastante para quantificar os prováveis produtos de
degradação do IFA, nas concentrações limites.
• Precisão e exatidão no limite quantificação (≤ limite de notificação);
• Avaliar sempre a influencia da fase móvel na linha de base

SENSIBILIDADE E SELETIVIDADE COMO ATENDER?


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Desenvolvimento de métodos indicativos de estabilidade

• Escolha da técnica analítica → Seletividade do método


Para seletividade → escolhendo a técnica de separação → HPLC/UPLC; GC;
1. O IFA e seus possíveis produtos de degradação apresentam polaridades semelhantes, Log P
próximos?
2. pKa próximos?
3. Os PDs são voláteis em detrimento ao IFA ou vice-versa?
4. Qual o melhor modo de eluição?
5. Qual a melhor fase estacionária?
6. Método já deve ser compatível com a espectrometria de massas para uma futura identificação?
7. Qual melhor amostra a ser utilizada para definição de seletividade?
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Desenvolvimento de métodos indicativos de estabilidade

• Escolha da técnica analítica → Seletividade do método → picos “fantasmas”


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Desenvolvimento de métodos indicativos de estabilidade

• Escolha da técnica analítica → Sensibilidade do método

Para sensibilidade → escolhendo a técnica de detecção→ DAD, Espectrometria de massas, CAD,


fluorescência, light scattering, RID, entre outros.

Detector de arranjo de diodos → DAD → Pureza de pico


1. O ativo e seus PDs possuem cromóforos?
2. Qual o máximo de absorção do ativo? É o mesmo dos seus PDs? Será apenas um comprimento de onda
no método?
3. Os aditivos e solventes utilizados na fase móvel oneram a avaliação de pureza de pico ou linha de base?
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Desenvolvimento de métodos indicativos de estabilidade


• Quando a presença de aditivos comprometem a linha de base e a precisão e exatidão do LOQ é reduzida:

1. Quanto menor a
concentração de EDTA
menor a perturbação
da linha de base e
mais precisas e exatas
são as replicatas;

2. Relação sinal/ruído
favorecida.
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Desenvolvimento de métodos indicativos de estabilidade

• Escolha da técnica analítica → Seletividade e Especificidade do método

• Quality by Design aplicado ao desenvolvimento

• Definição da concentração de trabalho

• Preparo da amostra

• Pureza cromatográfica (via DAD e MS)


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Desenvolvimento de métodos indicativos de estabilidade

• Escolha da técnica analítica → Seletividade e Especificidade do método

• Definição da concentração de trabalho

• Preparo da amostra

• Pureza cromatográfica (via DAD e MS)


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Desenvolvimento de métodos indicativos de estabilidade

• Definição da concentração de trabalho e preparo de amostra → Definição de dose máxima


diária (DMD) e os limites de notificação e identificação a serem trabalhados

Ir com a DMD
no site coifa da
ANVISA

Há informação
de
DMD na bula?
Avaliar bulas de medicamentos Ir com a DMD
referência / discutir junto a equipe no site coifa
médica (estudo clínico) na da ANVISA
ausência do medicamento
referência
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Desenvolvimento de métodos indicativos de estabilidade

• Definição da concentração de trabalho e Preparo da amostra


O preparo da amostra (100%) é definido pelos valores dos limites de notificação e identificação
Critérios:
• Sinal/ruído do LN e LI → > 20 no mínimo;
• Assimetria de pico do LN e LI → 0,8 a 1,2 → satisfatórios.

LI LN
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Desenvolvimento de métodos indicativos de estabilidade

• Definição da concentração de trabalho e Preparo da amostra


• Para impurezas desconhecidas: Os produtos de degradação desconhecidos podem ser quantificados a
partir de solução de padrão do fármaco no limite de identificação.
• limite de quantificação: ≤ limite de notificação para impurezas desconhecidas.

LI LN
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Desenvolvimento de métodos indicativos de estabilidade

• Escolha da técnica analítica → Seletividade e Especificidade do método

• Definição da concentração de trabalho

• Preparo da amostra

• Pureza cromatográfica (via MS e DAD)


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Desenvolvimento de métodos indicativos de estabilidade

• Pureza cromatográfica (via MS e DAD)

• O que o guia 4/2015 traz de exigências para pureza de pico?

• Pico do ativo no LN e no LI
Não é necessário apresentar pureza de pico → baixas concentrações
• Picos de impurezas
• Pico do ativo na concentração 100% após estresse Apresentação de pureza de pico
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Desenvolvimento de métodos indicativos de estabilidade

• Pureza cromatográfica → via DAD Os espectros ao longo do pico são avaliados


e comparados com o ápice do pico

Sem diferenças espectrais o pico está puro?


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Desenvolvimento de métodos indicativos de estabilidade

• Pureza cromatográfica → via DAD


• Garantimos a ausência de isômeros do ativo?
• Qual o valor de Absorbance threshold a ser utilizado?
• Qual a concentração das impurezas? Acima do Absorbance threshold?
• Há balanço de massas?
• Foi necessária saturação de pico para atingir limites tão baixo?
• Qual a diluição aplicada?
• Fase móvel interfere na avaliação de pureza de pico? Uso de cut-off? Justificativa técnica?

• IDEAL: USO DE OUTRAS TÉCNICAS COMO LC/MS, NMR, IR por exemplo.


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Desenvolvimento de métodos indicativos de estabilidade

• Pureza cromatográfica → via MS → Mais sensível e específico que o DAD

• Os espectros de massas são registrados sucessivamente sobre todo o intervalo de eluição do pico suspeito.

• Se durante a varredura desse espectro massas adicionais forem detectadas, o cromatograma de massas
correspondente é extraído → Comparação com o espectro de massas do padrão do ativo na mesma
concentração.

• Impureza não detectada por DAD → sem cromóforo ou baixa concentração → MS oferece detecções
altamente específicas sem interferências, para o monitoramento e identificação de impurezas.
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Desenvolvimento de métodos indicativos de estabilidade

• Pureza cromatográfica

Mundo real → ANVISA: Avaliação da pureza de pico e o balanço de massas são


complementares. Para técnicas sem o peak purity (FL, LS, CAD, RID) → utilizar técnicas
complementares
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Balanço de massas (BM)

• Como calcular?

• Justificativas técnicas para falta de balanço de massas

• Uso de técnicas ortogonais


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Balanço de massas (BM)

• Como calcular?

• Justificativas técnicas para falta de balanço de massas

• Uso de técnicas ortogonais


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Balanço de massas (BM) → Como calcular?

• Queda de teor → Normalização de área ou por quantificação por padrão?

• Crescimento de produtos de degradação → Normalização de área (%área) ou


quantificação contra padrão do ativo no LI?

Para ambos os cálculos as duas formas de se obter os resultados são aceitos desde
que cuidados analíticos sejam tomados.
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Balanço de massas (BM) → Como calcular?

Normalização por área

• Queda do teor: %área do ativo na amostra controle - %área do ativo na amostra


estressada

• Crescimento de impurezas:

área do ativo na amostra estressada x massa da amostra controle x 100


100 -
área do ativo na amostra controle x massa da amostra estressada
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Balanço de massas (BM) → Como calcular?

Quantificação por padrão - calibração

• Queda do teor: Quantificação com o padrão a 100% - Calibração;

• Crescimento de impurezas: Quantificação das impurezas contra padrão do ativo no


limite de identificação.
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Balanço de massas (BM) → Como calcular?

QUEDA DE TEOR DO FÁRMACO = ∑ % PRODUTOS DE DEGRADAÇÃO

BALANÇO DE MASSAS X BALANÇO DE MASSAS


ABSOLUTO RELATIVO

BALANÇO DE MASSAS ABSOLUTO = 100 - % DEGRADAÇÃO DO FÁRMACO + % PRODUTOS DE


DEGRADAÇÃO FORMADOS

BALANÇO DE MASSAS RELATIVO = % PRODUTOS DE DEGRADAÇÃO FORMADOS / % DEGRADAÇÃO


DO FÁRMACO X 100
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Balanço de massas (BM)

Guia 4/2015

Balanço de massas: processo de adição do teor e dos níveis de produtos de


degradação encontrados para avaliar a proximidade da soma deles a 100% do
valor inicial de teor, com a devida consideração da margem de precisão e exatidão
analítica (usual - 2x o DPR).

DEVEMOS ESCOLHER O BALANÇO DE MASSAS ABSOLUTO?

Independente da escolha → Buscar por 100% de BM sempre!


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Balanço de massas (BM) → Quando o BM se apresentar abaixo de 100%?


1º ponto ser questionado: Metodologia de preparo de amostra

• Ainda estamos com problemas de solubilidade do IFA?

• O preparo do referência está muito distinto ao do ensaio?

• O problema foi observado apenas para o produto?

• Placebo interfere na recuperação dos PDs? Mudança de aspecto prejudica a recuperação do ativo e PDs?

• Instabilidade dos PDs e do IFA em solução?

• É necessário um diluente específico para avaliar os PDs formados?

• Ensaios secos também estão sem BM aceitável?

• Corrigiu-se pelo teor?


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Balanço de massas (BM) → Quando o BM se apresentar abaixo de 100%?


Quando o problema pode ser o método?

• O que houve com o sinal analítico do ativo e seus PDS?

• As impurezas podem não estar sendo eluídas pela coluna escolhida?

• Impurezas saem no vzero? Redesenvolvimento?

• Há coeluição com o IFA? Possível para amostras com picos do ativo saturados! Temos pureza de pico?

• Possibilidade de modificação do grupo cromóforo e consequente alteração drástica do fator resposta de determinada

PD?
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Balanço de massas (BM) → Quando o BM se apresentar abaixo de 100%?


Quando o problema pode ser o método?

• Comparou-se o espectro de UV de cada impureza com o do(s) IFA(s), verificando se houve alteração dos máximos de

absorção UV e na relação entre esse máximo e algum outro comprimento de onda de baixa absorbância?

• Possibilidade de destruição do grupo cromóforo e consequente não detecção de determinada impureza? → Análise em

outro comprimento de onda ou uso de técnicas ortogonais (LC-MS/MS, GC/MS, RMN (Apenas para a MP);

• Degradação secundária? → Controlar a degradação para obter apenas 10%;

• Perda por volatilização? Uso de frascos headspace e avaliação pela técnica de GC/MS;

Após as investigações citadas, obtidas as respostas que não condenem o método:

Justificativa técnica é factível e embasada para a ausência de BM adequado!


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Balanço de massas (BM)

• Como calcular?

• Justificativas técnicas para falta de balanço de massas

• Uso de técnicas ortogonais


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Balanço de massas (BM) → Justificativas técnicas e ortogonalidade

• Com toda a análise crítica dos resultados realizadas, as possíveis justificativas:

Sem uma técnica ortogonal:

Justificar pela hipótese de desvio de fator resposta analítica no DAD:

• Para desconhecidas → avaliar os espectro de absorção quando o software fornecer e comparar com o do
ativo;

• Para conhecidas → Quantificação contra padrão da impureza;

• Mais de um comprimento de onda? Como calcular o BM?

• PDs de ativos associados de difícil discriminação?


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Balanço de massas → Justificativas técnicas e ortogonalidade

• Com toda a análise crítica realizada dos resultados obtidos, as possíveis


justificativas:

• Inviabilidade do uso de desvio de fator resposta analítica no DAD → Perdas de cromóforos;

• Uso de técnica ortogonal com adaptação do método para que o perfil cromatográfico seja o
mesmo independente do detector: MS; CAD; LS, entre outros;

• Preparar a amostra de estresse para análise em outros detectores;

• Apresentar os novos cromatogramas mostrando a presença de pico não observado por DAD;

• Aplicação do método nas amostras de estabilidade→ Há a necessidade de 2 técnicas na


avaliação de estabilidade real?
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Ferramentas de identificação de produtos de degradação

• Estratégias de identificação

• Aplicação do LC/MS e RMN H1 e C13

• Uso de ensaios de estresse para isolamento

• Ferramenta in silico
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Estratégias de identificação de produtos de degradação

Produto de degradação → Amostras de estabilidade real → Acima do LI → Estrutura química


elucidada!

Qual o objetivo da etapa de identificação?


• Conhecimento dos mecanismos e vias de degradação do IFA;
• Controle das rotas de síntese do IFA;
• Obtenção de padrões analíticos das impurezas;
• Embasamento para alteração de formulação → PDs formados por incompatibilidade do IFA com
algum excipiente;
• Conhecer a toxicidade do PD.
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Estratégias de identificação de produtos de degradação

Produto de degradação → Amostras de estabilidade real → Acima do LI → Estrutura química


elucidada!

Quais informações prévias precisamos conhecer?

• Conhecimento dos mecanismos e vias de degradação do IFA → Avaliação dos resultados de


degradação forçada;

• Conhecimento das possíveis impurezas → Softwares de predição; química orgânica;


compêndios; DMF;

• Informações dos estudos de compatibilidade → O PD só foi observado no IFA presente no


produto?

• Produto tem mais de um ativo? Há interação entre os ativos?


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Estratégias de identificação de produtos de degradação

Qual a melhor estratégia analítica?

ELUCIDAÇÃO DIRETA A
ISOLAMENTO DO PD X PARTIR DA AMOSTRA
INVESTIGADA
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Workflow para isolamento


Qual a concentração?
Sinalização do PD desconhecido acima
do LI e definição de amostra Está presente no estresse da MP e PA?
Isolamento de amostra de estresse ou estabilidade?

Escolha da técnica de isolamento HPLC preparativa / cromatografia de camada delgada /


Extração Liq. Liq. / SPE

Purificação do isolado HPLC preparativa / cristalização

Elucidação do PD isolado Espectrometria de massas/ Ressonância magnética / Infra-vermelho

Confirmação estrutural Avaliação teórica / Injeção do isolado no método original


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Workflow para identificação direta sem isolamento


Qual a concentração?
Sinalização do PD desconhecido acima Está presente no estresse da MP e PA?
do LI e definição de amostra
Identificação de amostra de estresse ou estabilidade?

Adaptação do MIE de rotina (DAD) LC/MS - GC/MS – CE/MS – LC/NMR

Elucidação estrutural Uso de softwares / Interpretação de espectros de massas

Confirmação estrutural Avaliação crítica


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Ferramentas de identificação → Uso do LC/MS

1. Princípios LC/MS

2. Caminho dos íons


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Ferramentas de identificação → Uso do LC/MS

O método de rotina é compatível com o detector de espectrometria de massas?

Para ser compatível:

Fluxo ideal de fase móvel: inferior a 0,5 ml/min;

Fase móvel ideal: Aditivos e tampões voláteis, água e solventes orgânicos de alta
pureza.

Para métodos de rotina não compatíveis → avaliar a seletividade após adaptação!

Seria uma premissa de desenvolvimento de método indicativo de estabilidade já


compatível?
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Ferramentas de identificação → Uso do LC/MS → Aditivos de fase móvel voláteis


Aditivos pKa /pkb
Ácido fórmico pka 3,8
Ácido trifluoroacético pka 0,5
Ácido acético pka 4,8
Formiato de amônio pka 3,8 / 9,2
Acetato de amônio pka 4,8 / 9,2
Bicarbonato de amônio pka 6,3 / 9,2 / 10,3
Hidróxido de amônio pkb 4,7
Ácido Heptafluorobutírico (HFBA) pka 0,4
di n-butilamina acetate pka 11,3
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Ferramentas de identificação → Uso do LC/MS → Técnicas hifenadas


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Ferramentas de identificação → Uso do LC/MS → Técnicas hifenadas


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Ferramentas in silico → Uso softwares de predição de candidatos a PDs

Grande envolvimento da Lhasa Limited com a ANVISA → Zeneth®

• Base de conhecimento → literatura e contribuição de membros da Lhasa;

• Identificação de padrões de estruturas;

• Previsão de degradação química baseada em transformações → + de 400 reações de


degradação;

• Considera o ambiente químico envolvido → pH, luz e temperatura;

• Susceptibilidade do IFA isolado;

• Avaliação da interação do IFA com excipientes.


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Ferramentas in silico → Zeneth®

Fotólise
(38)
Isomerização
(32) Oxidação
(143)
Biblioteca de Eliminação
transformações (56)

Condensação
(90)
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Ferramentas in silico → Zeneth®: Passo a passo

Softwares de criação
de estruturas químicas:
Ex. Chemdraw
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Ferramentas in silico → Zeneth®: Passo a passo


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Ferramentas in silico → Zeneth®: Passo a passo


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Ferramentas in silico → Zeneth®: Passo a passo


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Ferramentas in silico → Zeneth®: Passo a passo


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Ferramentas in silico → Zeneth®: Passo a passo


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Ferramentas in silico → Zeneth®: Passo a passo


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Ferramentas in silico → Zeneth®: Passo a passo


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Ferramentas de in silico → Zeneth® : Passo a passo


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Protocolo e relatório

Como ter um protocolo de estudo de perfil de degradação adequado

Como elaborar um relatório de estudo de perfil de degradação: Análise crítica


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Protocolo e relatório

Como ter um protocolo de estudo de perfil de degradação adequado

Como elaborar um relatório de estudo de perfil de degradação: Análise crítica


RDC 53/2015 – ESTUDO DE PERFIL DE DEGRADAÇÃO – ESTADO DA ARTE

Protocolo e relatório → Como ter um protocolo de estudo de perfil de degradação


adequado
• Linguagem adequada:

• Uso de todos os analistas do laboratório após treinamento;


• Uso de terceiros contratados para o desenvolvimento do MIE.

• Apresentação do preparo de amostras referências e estressadas e brancos dos processos:

• Volume máximo de degradante;


• Quais os co-solventes indicados;
• Preparo do branco do processo;
• Tipo de vidraria para cada ensaio;
• Quais as combinações de amostras que podem ser feitas.
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Protocolo e relatório → Como ter um protocolo de estudo de perfil de degradação


adequado

• Apresentação dos endpoints:

• Concentração dos degradantes;


• Tempo de exposição;
• Temperatura aplicada e qual o aparato a ser utilizado.

• Cálculo de balanços de massas:

• Metodologia escolhida com a sua equação;


• Exemplo de cálculo.
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Protocolo e relatório → Como ter um protocolo de estudo de perfil de degradação


adequado

• Report dos resultados:

• O tipo de escala que o cromatograma deve apresentar;


• Os parâmetros cromatográficos que os reports devem apresentar;

• Analise crítica dos resultados:

• Sinalizar pontos de atenção → Queda de teor sem crescimento de PDs → Estimular o questionamento
dos analistas → preparo de amostra e método.
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Protocolo e relatório

Como ter um protocolo de estudo de perfil de degradação adequado

Como elaborar um relatório de estudo de perfil de degradação: Análise crítica


RDC 53/2015 – ESTUDO DE PERFIL DE DEGRADAÇÃO – ESTADO DA ARTE

Protocolo e relatório → Como elaborar um relatório de estudo de perfil de degradação:


Análise crítica
Parte crítica: Introdução, Discussão do perfil e
conclusão

Estudo de perfil de degradação


segundo o Guia 4/2015

Parte experimental: Degradação forçada


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Protocolo e relatório → Como elaborar um relatório de estudo de perfil de degradação: Análise


crítica

Introdução:
• Pesquisa / Levantamento bibliográfico / Desenho Experimental;
• DMF: impurezas de síntese, produtos de degradação conhecidos ou não, condições de estresse
(validação), estabilidade do IFA;
• Susceptibilidade da molécula: literatura, predição (Zeneth®);
• Compatibilidade: histórico, literatura, predições (Zeneth®);
• Estudo de estabilidade: acelerada ou de longa duração;
• Especificações: RDC 53/15, compêndios oficiais;
• Alertas toxicidade: literatura, compêndios oficiais, predições (Derek®, Sarah®).

Guia 4/2015
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Protocolo e relatório → Como elaborar um relatório de estudo de perfil de degradação: Análise


crítica

Metodologia:

• Apresentar todos os detalhes do método cromatográfico e de detecção:

• Preparo detalhado da fase móvel; tipo de coluna, uso de temperatura, volume de injeção, dentre outros
parâmetros relevantes.

• Apresentar o uso de mais de um comprimento de onda ou qualquer alteração no intervalo de varredura do


DAD.

• Preparo das amostras:

• Preparo dos padrões (LN e LI) do IFA e das impurezas nas especificações;
• Preparo da amostra referência (Branco, IFA, PA e Placebo);
• Preparo das amostras para o estudo de estresse (Branco, IFA, PA e Placebo) → Descrever uso de co-
solventes, neutralização, limitação analítica.

Guia 4/2015
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Protocolo e relatório → Como elaborar um relatório de estudo de perfil de degradação: Análise


crítica

Discussão do perfil de degradação e conclusão:

• Discutir cada ensaio de estresse separadamente:

• Comparação do perfil do IFA isolado e quando presente no produto acabado;


• Em caso de mais de um fabricante de matéria prima, avaliar o perfil cromatográfico e discutir
sobre a semelhança ou não entre os fabricantes.
• Avaliar criticamente se houve ou não o favorecimento da degradação quando há interação do
IFA com os excipientes no produto acabado;
• Se houverem impurezas conhecidas, sinalizá-las na discussão.
• Discutir se os produtos de degradação encontrados no estresse foram observados nas
amostras de estabilidade acelerada, longa duração ou aceleradíssima → Degradação potencial
versus a degradação real;
• Discutir mecanismos de degradação, se possível.

Guia 4/2015
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Protocolo e relatório → Como elaborar um relatório de estudo de perfil de degradação: Análise


crítica

Discussão do perfil de degradação e conclusão:

• Dados brutos

• Apresentação dos cromatogramas de forma organizada;


• Apresentar 2 escalas com visualização do pico principal (125%) e dos produtos de degradação (5% do
125%);
• Apresentação dos seguintes parâmetros cromatográficos:
• Resolução;
• Pureza do pico (relevante somente para os picos dos IFAs) para todas as condições de estresse;
• Assimetria;
• Eficiência da coluna (n° de pratos teóricos).
RDC 53/2015 – ESTUDO DE PERFIL DE DEGRADAÇÃO – ESTADO DA ARTE

Protocolo e relatório → Como elaborar um relatório de estudo de perfil de degradação: Análise


crítica
Discussão do perfil de degradação e conclusão:

• Balanço de massas

• Tabela comparando a porcentagem de degradação do(s) IFA(s) com a porcentagem de


aumento de impurezas;
• Discussão sobre o balanço de massas;
• Justificativas técnicas;
• Uso de ortogonalidade.
Guia 4/2015
RDC 53/2015 – ESTUDO DE PERFIL DE DEGRADAÇÃO – ESTADO DA ARTE

Protocolo e relatório → Como elaborar um relatório de estudo de perfil de degradação: Análise


crítica
Discussão do perfil de degradação e conclusão:

• Conclusão

• Perfil de degradação “potencial” comparado ao perfil de degradação real;


• Discussão sobre o impacto das condições de produção no resultado do perfil de
degradação;
• Discussão sobre os fatores de armazenamento que podem interferir na estabilidade do
produto.

Guia 4/2015
RDC 53/2015 – ESTUDO DE PERFIL DE DEGRADAÇÃO – ESTADO DA ARTE

Protocolo e relatório → Como elaborar um relatório de estudo de perfil de degradação: Análise


crítica
Etapa de identificação

• Identificação

• Após sinalização de PD acima do LI nas amostras de estabilidade, como reportar?

• Injeção de um padrão caracterizado ou farmacopeico de uma substância → Mesmo Tr e o mesmo


espectro de UV no método indicativo de estabilidade;
• Um mecanismo de degradação proposto que leve a uma estrutura confirmada com uma técnica
espectroscópica de caracterização (espectros de massas, de RMN, infravermelho);
• Caracterização conclusiva, realizada com pelo menos duas técnicas espectroscópicas diferentes
(espectros de massas, de RMN, infravermelho).

Guia 4/2015
RDC 53/2015 – ESTUDO DE PERFIL DE DEGRADAÇÃO – ESTADO DA ARTE

STEP Desenvolvimento de métodos indicativos


de estabilidade
01
Validação de métodos indicativos de STEP
estabilidade
02
STEP Estudo de estabilidade
03 Para novos medicamentos ou para pós-registro
de medicamentos

Ensaios de identificação STEP

04
Validação complementar
Para qualificar impurezas
STEP Ensaios de qualificação
05 In silico, in vitro, in vivo
RDC 53/2015 – ESTUDO DE PERFIL DE DEGRADAÇÃO – ESTADO DA ARTE

Protocolo e relatório → Como elaborar um relatório de estudo de perfil de degradação: Análise


crítica

Com um estudo bem conduzido:

O perfil de degradação real e qualquer desvio de qualidade do produto deve ser


detectado pelo MIE e sua origem rastreável (degradação forçada).
RDC 53/2015 – ESTUDO DE PERFIL DE DEGRADAÇÃO – ESTADO DA ARTE

Estudos de caso
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ESTUDO DE CASO: Desenvolvimento de método → Pureza de pico do DAD

A metodologia de teor e produto de degradação por HPLC-DAD, apresenta comprimento de


onda 195 nm sendo sua fase móvel composta ACN, água e ácido fosfórico. Considere que o
resultado obtido para pureza de pico não foi satisfatório no range de 190 a 400 nm.

• Quais as investigações a serem feitas?


• Quais os parâmetros de pureza do software podem ser avaliados?
• Qual o impacto de comprometer o potencial do método ser indicativo de estabilidade?
RDC 53/2015 – ESTUDO DE PERFIL DE DEGRADAÇÃO – ESTADO DA ARTE

Estudo de caso: Levantamento bibliográfico e seu auxílio na identificação de produtos de


degradação
Susceptibilidade da Molécula A a oxidação → compra das impurezas Molécula B n-oxide e Molécula A n-hidroxipiperidina

Solução mista das impurezas compradas: Em 27


min, Molécula A n-hidroxipiperidina. Em 49
Amostra de estabilidade de 6 mês acelerada minutos, Molécula A n-oxide.
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Estudo de caso: Uso do T0 – Inviabilidade analítica


• Molécula B submetida a condição de hidrólise básica;

• Caso de incompatibilidade da análise cromatográfica com NaOH no endpoint : formação de 2 picos do ativo e
coeluição do ativo com o PD;

Após avaliação do T0 e
diluição do degradante
Antes de se avaliar com o T0

• Resultados de T0: Deformação do pico do ativo e coeluição do ativo com PD.


• Resolução: Preparou-se a amostra 5 vezes mais concentrada para ser estressada com a base e após a reação
diluiu-se 5 vezes o degradante para minimizar a interferência do mesmo na análise →
item crítico: coluna.
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Estudo de caso: BM justificado por identificação e fator resposta


Molécula C → Degradação em fotólise sem balanço de massas

Molécula C PD de fotólise da
Molécula C

A identificação do PD por massas e RMN explicou a falta de BM na condição de fotólise → Eliminação da


conjugação → Redução da absortividade →1. FR diferente de 1; 2. Máximo de absorção diferente do ativo.
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Estudo de caso: BM justificado por identificação e fator resposta

• Molécula C → Necessidade de 3 comprimentos de onda para apresentação do perfil de degradação e definição de balanço de
massas.

Embora o comprimento de onda 252 nm seja o mais discriminativo de impurezas, não há


fechamento de BM → Sempre avaliar os demais comprimentos
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Estudo de caso → Construindo um racional preliminar para estudo de perfil de


degradação para cafeína em comprimido analgésico com associação de mais 2 ativos
(Paracetamol + Orfenadrina)

Cafeína → base estrutural: xantina, com a diferença de possuir apenas aminas terciárias.

Estrutura química complexa, contendo bastante heteroátomos e funções orgânicas → poucos produtos de
degradação relatados e previstos na literatura.
pKa: -1,16

Log P: - 0,55

Extremamente solúvel em água


independente do pH aplicado

Carater altamente básico


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Estudo de caso → Construindo um racional preliminar para estudo de perfil de


degradação para cafeína em comprimido analgésico com associação de mais 2 ativos
(Paracetamol + Orfenadrina)

• Altamente suscetível a hidrólise básica → literatura científica e DMF;

• Estável nas demais condições de estresse → atenção para os demais ativos → estresse do
placebo real determinará a seletividade;

• Sem necessidade de uso de co-solvente para avaliação do IFA isolado e presente no


medicamento;
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Estudo de caso → Construindo um racional preliminar para estudo de perfil de


degradação para cafeína em comprimido analgésico com associação de mais 2 ativos
(Paracetamol + Orfenadrina)
• Cafeidina principal PD da cafeína sob hidrólise básica;

• As impurezas conhecidas apresentam estruturas


semelhantes → Método gradiente e mais aquoso no
início da corrida!
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Estudo de caso → Construindo um racional preliminar para estudo de perfil de


degradação para cafeína em comprimido analgésico com associação de mais 2 ativos
(Paracetamol + Orfenadrina)

• Paracetamol se apresenta em uma concentração 8 vezes maior que a cafeína no medicamento;

• Paracetamol mais lábil que a cafeína → baixa resolução dos seus PDs com os PDs da cafeína;

• UPLC;

• Uso de comprimentos de onda distintos:


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Estudo de caso → Construindo um racional preliminar para estudo de perfil de degradação


para cafeína em comprimido analgésico com associação de mais 2 ativos (Paracetamol +
Orfenadrina)
• Sem Balanço de massas adequado na condição de hidrólise
básica:

• Impurezas desconhecidas com máximos de absorção em


205 nm → péssimo para avaliação de pureza da Cafeína →
275 nm para avaliação!
• Justificativa de desvio de absortividade;

• Cafeidina: FR diferente de 1 → cálculo contra o padrão da


impureza conhecida.

• Uso de cut-off : inviável, pois os PDs encontram-se


detectados em 205 nm → não utilizar aditivos que absorvam
em comprimentos menores que 200 nm.
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Conclusão

Para um adequado atendimento a RDC 53/2015:

Análise crítica sempre, seja ela experimental ou teórica!


CONTATOS:
(13) 98155-6787
carol.lima.quimica@gmail.com

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