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UNIVERSIADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE

ESCOLA DE MUSICA

HISTÓRIA DA MUSICA II

EDINO KRIEGER (1928)

ALUNO: AILSON VITOR FERREIRA DE MEDEIROS

DISCENTE: TIAGO DE QUADROS


EDINO KRIEGER
Em 1928 nasce em Santa Catarina um dos principais compositores brasileiros do
século XX que ainda está em atividade. Edino Krieger surgiu em um período bem
conturbado da musica erudita brasileira. Apenas Claudio Santoro e Guerra-peixe foram
destaques no início do século anterior. No entanto o jovem catarinense tinha grande
desafio pela frente.

Começou a tocar violino desde jovem, em seguida acabou tendo aulas de


composição e outras áreas. Em 1947, passou a estudar o dodecafonismo, onde teve bom
desempenho e acabou ganhando uma bolsa de estudos em uma escola americana. Lá teve
aulas com Darius Milhaud e Aaron Copland. A partir disso compôs Melopeia e uma
Fantasia para Orquestra.

Em 1949 retornou para o Brasil onde trabalhou como crítico musical e prestou
serviços a rádios e depois foi estudar em Londres. Mas tarde voltou ao Brasil.

Em 1952, estuda com Ernest Krenek. Abandona o serialismo função de uma


experimentação mais profunda das formas e linguagens tradicionais e de temática musical
de caráter brasileiro. Conquistou o prêmio maior do I Concurso Nacional de Composição
do Ministério da Educação (1959). Dois anos depois, seu Quarteto de Cordas nº 1 obteve
o Prêmio Nacional do Disco. Em 1968 recebeu o Troféu Golfinho de Ouro pelo conjunto
de sua obra, o que se repetiu em 1988. Em 1976 foi indicado Diretor Artístico da FUNTERJ
- Fundação de Teatros do Rio de Janeiro, organizando a temporada de reabertura do Teatro
Municipal e o Centro de Produções Teatrais de Inhaúma. Em 1979 criou o Projeto Memória
Musical Brasileira junto ao Instituto Nacional de Arte. Na década de 1980 recebeu o título
de Cidadão Emérito do estado do Rio de Janeiro (1982), uma homenagem do governo da
Polônia em 1984, a Medalha Anita Garibaldi de Santa Catarina (1986), o Prêmio Shell de
Música (1987).

O DESPERTAR

Edino utilizou seus conhecimentos para fazer experimentações como no caso de


Sururu nos Doze, em que ritmos de choro deram um caráter de musica popular. Não se
limitando, ele passou a incluir motivos nacionais ao sistema das 12 notas. Mas mantendo
um certo limite.
OBRAS

Em 1944 compôs sua primeira obra foi uma Sonata para Violino. Depois o
Improviso, de caráter impressionista. No ano seguinte o Trio para sopros, o Quarteto de
cordas, e a canção Tem piedade de mim.

Acabou compondo obras fora do dodecafonismo como: Malopeia e Fantasia.


Voltou ao sistema das 12 notas com incentivo de Ernest Krenek, criando Sururu nos Doze,
musica para piano e Balada (para três vozes femininas).

Em 1953, Rondó Fantasia e posteriormente A 1ªSonata para piano,


caracterizando um estilo neoclássico. Dois anos depois as canções Tu e o Vento, Balada
do desesperado e Desafio.

Em Londres, Edino diminui o ritmo. Ainda assim vemos obras importantes como:
o 1ºQuarteto de Cordas, Concertante, Sonatina e Brasiliano (um de seus maiores
sucessos).

A partir da década de 1960 compôs suas principais obras: Ludus


Symphonics(1965), o bailado Convergências, o Canticum Naturale (1972), Ritmata para
violão solo e Estro Armonico (uma de suas principais obras) em 1975.

Na década de 1980, compôs ScOonâncias I para violino e dois pianos, e o


Romance de Santa Cecilia, para soprano, coro infantil e orquestra.

Os anos 90, compôs Concerto para dois violões e cordas (1994), Te Deum
Puerorum Brasilae (1997) e Telas Sonoras (1997).

LEGADO

Compôs obras para orquestra sinfônica e de câmara, obras para coro e para vozes
e instrumentos solistas. Suas obras tem uma repercussão muito grande nos dias de hoje
tanto no Brasil como no Exterior.