Você está na página 1de 4

Louvor: Em Espírito e em Verdade

Dinâmica: As consequências da adoração - https://youtu.be/XxsC3OSJPDA - vg

Dia 13

A ADORAÇÃO QUE AGRADA A DEUS

Ame o SENHOR, O seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua

Ame o SENHOR, O seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todo o seu

entendimento e de todas as suas forças. Marcos 12.30; NVI

de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todo o seu entendimento e

Deus quer você por inteiro. Deus não quer apenas uma parte de sua vida.

Ele pede todo o

seu coração, toda a sua alma, toda a sua mente e toda a sua força

. Deus não está interessado

em um comprometimento tímido,

em uma obediência parcial ou em sobras de seu tempo e

dinheiro.

 

Ele deseja sua total devoção,

e não pequenos pedaços de sua vida. Uma mulher

samaritana certa vez tentou ponderar com Jesus sobre o melhor momento, lugar e forma de

adorar. Jesus respondeu que essas questões externas não tinham importância

. Onde você

adora não é tão importante quanto por que você adora e o quanto de si mesmo você oferece

a

Deus quando adora. Existe a forma certa e a forma errada de adorar. A Bíblia diz: Sejamos

agradecidos, e adoremos a Deus de um modo que o agrade.

 

O tipo de adoração que agrada a Deus tem quatro características.

Deus se agrada quando nossa adoração é precisa.

gosto de pensar em Deus como

”,

As pessoas freqüentemente dizem “Eu

e então contam sobre que tipo de Deus gostariam de

adorar. Mas

nós não podemos apenas criar nossa própria imagem de Deus, confortável e

politicamente correta, e adorá-la. Isso é idolatria. A adoração deve ser baseada na verdade

das Escrituras, e não em nossas opiniões a respeito de Deus.

Jesus disse à mulher samaritana:

Os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade.

São estes os adoradores

que

o

Pai

procura.

“Adorar

em

verdade”

significa

adorar

a

Deus

tal

como

ele

é

verdadeiramente revelado na Bíblia.

 

Deus se agrada quando nossa adoração é autêntica. Quando Jesus disse que você deveria

“adorar em espírito”, ele não estava se referindo ao Espírito Santo, mas ao seu espírito.

Feito

à imagem de Deus, você é um espírito que habita em um corpo, e Deus concebeu esse

espírito para que se comunicasse com ele.

Adoração é seu espírito correspondendo ao

Espírito de Deus. Quando Jesus disse Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de

toda a sua alma, ele queria dizer que a adoração deveria ser genuína e sincera.

Não é apenas

uma questão de utilizar as palavras corretas; você deve querer dizer o que diz. O louvor sem

sentimentos não é em absoluto louvor! Não vale nada e é um insulto a Deus

. Quando

adoramos, Deus olha para além de nossas palavras para ver a postura de nossos corações.

A

Bíblia diz: O homem vê a aparência, mas o SENHOR vê o coração

. Visto que adoração envolve

regozijar-se em Deus, ela mobiliza as emoções. Deus lhe deu emoções para que você pudesse

adorá-lo com intensidade mas essas emoções devem ser genuínas, não fingidas.

Deus

odeia a hipocrisia. Ele não quer exibicionismo, fingimento ou falsidade na adoração.

Ele
Ele

deseja o seu amor sincero e verdadeiro.

Podemos adorar a Deus de modo imperfeito, mas

não podemos adorá-lo sem sinceridade. Logicamente, só a sinceridade não é suficiente, você

pode estar sinceramente errado. É por isso que

tanto o espírito como a verdade são

necessários. A adoração deve ser precisa e autêntica. A adoração agradável a Deus é profundamente emocional e profundamente doutrinária; usamos tanto o coração quanto a

cabeça.

Hoje em dia, muitas pessoas comparam estar comovido com uma música a ter sido

tocado pelo Espírito Santo, mas não é a mesma coisa.

A verdadeira adoração acontece

quando seu espírito responde a Deus, e não a alguma melodia musical.

Na verdade, algumas

canções introspectivas e sentimentais impedem a adoração, pois retiram a evidência de Deus

e

a transferem para nossos sentimentos.

Sua maior distração na adoração é você mesmo

seus interesses e preocupações com o que os outros pensam a seu respeito.

Os cristãos

discordam amiúde sobre a forma mais apropriada ou genuína de louvar a Deus, mas essas

discussões normalmente refletem apenas as diferenças de formação e personalidade.

Muitas

formas de louvor são mencionadas na Bíblia, entre elas, confessar, cantar, postar-se em honra, ajoelhar-se, dançar, fazer ruídos de alegria, testificar, tocar instrumentos musicais e erguer as mãos. O melhor estilo de adoração é aquele que mais genuinamente representa o

seu amor por Deus, baseado na formação e na personalidade que ele lhe deu.

Meu amigo

Gary Thomas reparou que muitos cristãos parecem estar emperrados em uma via de adoração, em uma rotina insatisfatória, em vez de terem uma empolgada amizade com Deus. Eles se obrigam a utilizar métodos devocionais ou estilos de adoração que não se adaptam à

forma exclusiva que Deus lhes deu. Gary refletiu consigo mesmo:

Se Deus propositadamente

nos fez a todos diferentes, por que deveríamos todos amar a Deus da mesma forma

? Lendo

obras cristãs clássicas e entrevistando crentes maduros, Gary descobriu que os cristãos têm utilizado caminhos variados há dois mil anos para desfrutar de intimidade com Deus. Esses

caminhos passam por estar ao ar livre, estudar, cantar, ler, dançar, criar obras de arte, servir as outras pessoas, ser solidário, desfrutar da comunhão e participar em dezenas de outras atividades. Em seu livro Sacred pathways [Caminhos sagrados], Gary identifica nove maneiras pelas quais as pessoas se aproximam de Deus: os naturalistas, que são mais motivados a amar a Deus ao ar livre, em ambientes naturais. Os sensitivos, que amam a Deus com os seus sentidos e apreciam belos cultos de adoração que envolvam o aspecto visual, paladar, aroma

e toque, não apenas sua audição. Os tradicionalistas, que se aproximam de Deus por meio

de rituais, liturgias, símbolos e estruturas rígidas. Os ascetas, que preferem amar a Deus em solidão e simplicidade. Os ativistas, que amam a Deus pelo confronto com o mal, combatendo

a injustiça e trabalhando para tornar o mundo um lugar melhor. Os caridosos, que amam a

Deus amando os outros e suprindo suas necessidades. Os entusiastas, que amam a Deus com festas. Os contemplativos, que amam a Deus por meio da adoração. E os intelectuais, que

amam a Deus ao estudá-lo com a mente

. Não há uma abordagem “tamanho único” para

adorar e desenvolver amizade com Deus. Uma coisa é certa: você não glorifica a Deus tentando ser alguém que ele nunca quis que você fosse. Deus quer que você seja você mesmo. Este é o tipo de pessoa que o Pai está buscando: os que são simples e honestos

consigo mesmos perante ele em sua adoração.

 

Deus se agrada quando nossa adoração é atenta.

A ordem de Jesus para que amem a Deus

de toda a sua mente é repetida quatro vezes no Novo Testamento. Deus não se agrada do cântico descuidado, preces mecânicas com frases feitas ou exclamações desatentas de “Louvado seja o Senhor”, porque não podemos pensar em nada melhor para dizer no momento. Se a adoração for mecânica, não significará nada. Você deve envolver a sua mente.

Jesus chamou as orações desatentas de vãs repetições.

Até mesmo termos bíblicos podem

se tornar expressões banalizadas pelo uso exagerado, e então deixamos de pensar no

significado.

É tão mais fácil utilizar chavões ao adorar, em vez de fazer um esforço para honrar

a Deus com palavras originais. É por isso que eu o encorajo a ler diferentes traduções e

paráfrases da Bíblia. Isso ampliará suas expressões de adoração.

Tente louvar a Deus sem

utilizar as palavras “louvor”, “aleluia”, “obrigado” ou “amém”. Em vez de dizer: “Eu só quero louvá-lo”, faça uma lista de sinônimos e use palavras novas como “admirar”, “respeitar”,

“valorizar”, “venerar”, “honrar” e “apreciar”.

Além disso, seja especifico. Se alguém o

abordasse e repetisse dez vezes “Eu te louvo!”, você provavelmente pensaria: Por que motivo? Você iria preferir ouvir dois elogios específicos do que vinte generalidades

imprecisas; e Deus também

. Outra idéia é fazer uma lista dos diferentes nomes de Deus e

concentrar-se neles. Os nomes de Deus não são casuais; eles nos contam sobre diferentes aspectos de seu caráter. No Antigo Testamento, Deus se revelou paulatinamente a Israel ao

ir

apresentando novos nomes para si mesmo, e ele nos orienta a louvar o seu nome.

 

Deus

também quer que nossas reuniões com a congregação sejam cuidadosas.

Paulo dedica a isso

todo um capítulo em l Coríntios 14, e finaliza: Mas tudo deve ser feito com decência e ordem.

A

esse respeito, Deus insiste em que nossos cultos sejam compreensíveis aos não crentes

quando eles estiverem presentes em nossas reuniões de adoração.

Paulo observou: Se você

estiver louvando a Deus em espírito, como poderá aquele que está entre os não instruídos dizer o Amém à sua ação de graças, visto que não sabe o que você está dizendo? Pode ser que você esteja dando graças muito bem, mas o outro não é edificado. Ser sensível ao tratar com não-crentes que visitam o culto é uma ordem bíblica. Desprezar essa ordem é tanto desobediência quanto crueldade. Para uma explicação completa a esse respeito, veja o capítulo 13 (“Adoração pode ser um testemunho”) do livro Uma igreja com propósitos.

Deus se agrada quando nossa adoração é prática. A Bíblia diz:

se ofereçam em sacrifício

vivo, santo e agradável a Deus; este é o culto racional de vocês.

Por que Deus quer o seu

corpo?

Por que ele não diz: “Apresentai os vossos espíritos”?

Porque sem o corpo você não

pode fazer nada neste planeta.

Na eternidade você irá receber um corpo novo, melhorado e

aprimorado; mas enquanto você está aqui na terra, Deus diz: “Dê-me o que você tem!”. Ele

está apenas sendo prático a respeito da adoração

. Você já ouviu pessoas dizerem: “Não

poderei estar na reunião desta noite, mas estarei com você em espírito”. Você sabe o que isso significa? Nada. Isso é inútil! Enquanto você estiver na terra, seu espírito só poderá estar

onde seu corpo estiver.

Se seu corpo não está lá, você também não está.

Na adoração,

devemos “oferecer nossos corpos como sacrifício vivo”. Agora, nós normalmente associamos o conceito de “sacrifício” com algo morto, mas Deus quer que você seja um sacrifício vivo. Ele quer que você viva por ele! Entretanto, o problema com o sacrifício vivo é que ele pode

escapulir do altar, o que muitas vezes acontece.

Nós cantamos Firmes, ó soldados, crentes

em Jesus no domingo, e na segunda batemos em retirada.

No Antigo Testamento, Deus se

agradou dos muitos sacrifícios de adoração, porque eles profetizavam o sacrifício de Jesus por nós na cruz. Hoje em dia, Deus se agrada de sacrifícios de adoração diferentes: ação de graças, louvor, humildade, arrependimento, oferta de dinheiro, oração, serviço aos outros e

ajuda aos necessitados.

 

A verdadeira adoração implica um custo.

Davi sabia disso quando disse: Eu não vou oferecer

ao SENHOR, meu Deus, sacrifícios que não me custaram nada.

Um dos custos que a adoração

tem para nós é o egocentrismo. Você não pode louvar a Deus e a si mesmo ao mesmo tempo. Você não adora para ser visto pelos outros ou para agradar a si mesmo. Você deliberadamente retira a atenção de si mesmo. Quando Jesus disse Ame a Deus com todas as suas forças, ele chamava a atenção para o fato de que adorar exige esforço e energia. Nem sempre é conveniente ou confortável, e algumas vezes a adoração é um mero ato de força

de vontade um sacrifício voluntário.

Adoração passiva é um paradoxo. Quando você louva

a

Deus, mesmo sem vontade, quando sai de sua cama para adorá-lo estando cansado ou

quando você ajuda os outros estando esgotado, você está oferecendo um sacrifício de

adoração a Deus. Isso agrada a Deus.

 

Matt Redman, líder de adoração na Inglaterra, conta

como o seu pastor ensinou à igreja o verdadeiro significado da adoração. Para mostrar que adoração é mais do que música, ele proibiu todos os cânticos por um período de tempo, até

que eles aprenderam a adorar de outras maneiras.

Ao fim daquele período, Matt escreveu a

clássica canção Heart of worship [Coração da adoração]: Trarei a ti mais que uma canção, porque a canção em si não é o que exigiste. Sondas meu interior, muito além das aparências. Estás olhando dentro do meu coração.

O xis ou coração da questão é uma questão de coração.

DÉCIMO TERCEIRO DIA PENSANDO SOBRE MEU PROPÓSITO

Um tema para reflexão: Deus me quer por inteiro.

Um versículo para memorizar: Amá-lo de todo o coração, de todo o entendimento e de todas

as forças, e amar ao próximo como a si mesmo é mais importante do que todos os sacrifícios

e ofertas (Marcos 12.33; NVI).

Uma pergunta para meditar: O que agrada mais a Deus neste momento: minha adoração pública ou minha adoração particular? O que farei a respeito disso?

Interesses relacionados