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EMPREENDEDORISMO

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Empreendedorismo para professores na prática

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SUMÁRIO

Capítulo 1 - Empreendedorismo para professores. De onde veio esta ideia?

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Capítulo 2 - Quero ser um professor empreendedor. E agora?

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Capítulo 3 - Primeiros passos para o professor empreendedor

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Capítulo 4 - Empreender ou não empreender na escola?

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Capítulo 5 - Professor empreendedor, escola inovadora, aluno transformador

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Capítulo 6 - Professores e pais empreendedores: inovação, adaptação e transformação

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Capítulo 7 - Empreendendo a gestão da escola

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Capítulo 8 - Para pôr a mão na massa

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Capítulo 9 - Nossas considerações: empreenda e mude o mundo a sua volta

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Apresentação

Empreendedorismo e docência não parecem pertencer ao mesmo campo de conhecimento. Para a maioria das pessoas, é difícil perceber uma relação entre os dois termos. Entretanto, empreender significa muito mais, e não precisa estar diretamente relacionado com negócios. É um comportamento aplicável a várias áreas, inclusive a docência, e até mesmo à vida pessoal de cada um.

Neste livro, embora não sejamos adeptos de discriminação de gênero, optamos por utilizar a forma masculina meramente por questão gramatical. Portanto, quando lerem professores, assistente técnico-pedagógico, diretor, coordenador, entenda-se que também estão mencionadas e, principalmente, consideradas todas as mulheres, pois, afinal, a presença feminina é maioria neste campo que é a base de toda nação!

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Capítulo 1

Empreendedorismo para professores. De onde veio esta ideia?

Empreendedorismo para professores. De onde veio esta ideia? Geralmente a palavra empreendedor parece ser, para a

Geralmente a palavra empreendedor parece ser, para a maioria das pessoas, um sinônimo de empresário. Não é bem assim. Empresário é o “dono de ou responsável por uma empresa [ [ou] agente responsável pelos assuntos profissionais de pessoas com carreira pública:

empresário de cantores” (CALDAS AULETE, 2004, p. 302). Já empreendedor é aquele que põe em prática; decide e/ou tenta realizar uma tarefa demorada (CALDAS AULETE, 2004). Logo, não são sinônimos.

]

Há também outras definições que ajudam a entender o empreendedorismo: “Protagonismo social, ruptura de laços de dependência, crença dos

¹ Autor de cinco livros e um software sobre empreendedorismo.

indivíduos e comunidades na própria capacidade de construírem o seu desenvolvimento através da cooperação” (DOLABELA¹, 2002, p. 01).

O Empreendedorismo constitui-se em um conjunto de comportamentos e de hábitos que podem ser adquiridos, praticados e reforçados nos indivíduos, ao submetê-los a um programa de capacitação adequado de forma a torná-los capazes de gerir e aproveitar oportunidades, melhorar processos e inventar negócios.

Segundo Drucker, “Qualquer indivíduo que tenha à frente uma decisão a tomar pode aprender a ser

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um empreendedor e comportar-se como tal. O empreendedorismo é um comportamento, e não um traço de personalidade. Suas bases são conceito e teoria, e não a intuição” (apud CACHOEIRA, 2016, p. 13).

Tomamos inúmeras decisões todos os dias, desde levantar da cama ou continuar dormindo, a roupa que vamos vestir, se tomamos café da manhã ou não, e assim por diante. Estas decisões parecem ser automáticas, porque nem percebemos que estamos fazendo escolhas.

O curso Empretec, do SEBRAE, traz um conjunto de características do empreendedor: Busca de oportunidade e iniciativa; Correr riscos calculados; Exigência de qualidade e eficiência; Persistência; Comprometimento; Busca de informações; Estabelecimento de metas; Planejamento e monitoramento sistemático; Persuasão e rede de

contatos; Independência e autoconfiança.

Agora, você deve estar pensando: e o que isto tem a ver com professores?

Nossa proposta é utilizar este conjunto de características e as premissas do ensino eficaz de empreendedorismo para o cotidiano do professor na sala de aula e para que ele possa empreender outras áreas, como sua carreira, seus alunos, suas aulas, e tantas outras.

Premissas do Ensino Eficaz do Empreendedorismo: Não há regras rígidas; Não existe um modelo único de ensino; Não existe fórmula mágica que leve ao sucesso; Empreender não pode ser imperativo; O foco deve ser nas pessoas (equipe), e não apenas no empreendedor individual; Empreender não é sinônimo de ser empresário; Empreender não é sinônimo de

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apenas) ganhar dinheiro; O modelo tradicional de ensino (centrado no professor) nem sempre é eficaz; O modelo centrado no aluno, no aprender fazendo, é o que mais traz resultados; Poder não é sinônimo de sucesso.

Ao exercer a função de professor, também tomamos inúmeras decisões. Na sala de aula, até há algum tempo, o relacionamento entre alunos e professor centrava-se no poder: manda quem pode, obedece quem tem juízo. Mas, na atualidade, boa parte dos alunos não aceita a relação de obediência que os mais velhos aceitaram em outros tempos. Isto torna o ato de ensinar um verdadeiro desafio para o professor, que lida com desrespeito, falta de interesse e comportamento inadequado, sem falar que muitos pais não participam da escolarização de seus filhos por razões diversas.

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É neste contexto que se encaixa nossa proposta, utilizando os princípios do empreendedorismo:

1 Busca de oportunidade e iniciativa – quando nos deparamos com situações difíceis, como problemas de aprendizagem ou comportamento inadequado, precisamos ter iniciativa e tomar atitudes diferentes para alcançar objetivos diferentes: quem faz tudo igual tem sempre os mesmos resultados.

2 Correr riscos calculados – ao inovar e criar, sempre precisamos calcular os riscos. Não podemos simplesmente nos deixar levar pelas emoções. Assim, é preciso traçar objetivos e planos para alcançá-los, e isto pode ser a respeito do conteúdo, das aulas, do comportamento dos alunos

3 Exigência de qualidade e eficiência – este deve ser um comportamento de todas as pessoas: querer o melhor de si e dos outros. Se cada um empenhar-se pelo melhor, os objetivos são alcançados mais facilmente.

4 Persistência – Nem sempre se alcança os objetivos ou se consegue executar planos ou atividades na primeira tentativa. É preciso persistir.

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5 Comprometimento – Quem está comprometido com seus objetivos calcula riscos, exige qualidade e eficiência de si e da equipe (seja dos colegas ou dos alunos), mas ainda reflete para ter certeza de que a estratégia ou plano traçado pode levar ao alcance do objetivo. Caso se perceba que isto não vai acontecer, é hora de redefinir os objetivos e planejar novamente seu alcance.

6 Busca de informações – Esta característica é imprescindível ao professor: para ensinar precisamos estar constantemente atualizados e adaptados aos tempos, tecnologias, saber refletir e tomar decisões sobre novas estratégias de ensino e, para isso, é preciso obter informações.

7 Estabelecimento de metas – Este comportamento serve para todas as áreas da vida, seja pessoal, na carreira, nos planos de ensino e, principalmente, com os alunos. Se eles souberem o que devem ser capazes de fazer em determinado tempo (meta), ficará mais fácil e mais atrativo para que consigam realizar.

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8 Planejamento e monitoramento sistemático – Para saber se nossos planos estão caminhando na direção certa, precisamos avaliá-los constantemente. O mesmo ocorre com os alunos: não avaliamos por meio de provas? Quando há falhas no aprendizado não é necessário realizar a recuperação paralela? Para que o aprendizado se efetive não é imprescindível utilizar outra estratégia, principalmente em razão do tempo ser mais curto?

9 Persuasão e rede de contatos – Para conseguir que os alunos se emprenhem nas tarefas, é necessário persuadi-los a realizá-las. Por meio da rede de contatos (colegas de classe e outros professores ou pais, por exemplo) é possível incentivá-los ainda mais no empenho do alcance de objetivos.

10 Independência e autoconfiança – a partir do momento em que professor e aluno utilizam estas princípios, tornam-se mais independentes e autoconfiantes, evoluindo na área acadêmica e pessoal.

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Em complemento, podemos utilizar as Premissas do Ensino Eficaz do Empreendedorismo para o fazer docente:

1 Não há regras rígidas - dentro da sala de aula, o professor tem autonomia de ação. Mesmo que as regras sejam para que os alunos se mantenham sentados nas carteiras, em fila, o professor pode mudar seu arranjo, utilizar os alunos mais adiantados como monitores, entre outras ações.

2 Não existe um modelo único de ensino - ensinar não é apenas transmitir conhecimento, mas despertar o interesse do aluno e sua capacidade de refletir sobre o que aprende para utilizar para a vida.

3 Não existe fórmula mágica que leve ao sucesso - também não existem atalhos: o caminho mais curto nem sempre é o melhor.

4 Empreender não pode ser imperativo - com o perfil que os alunos demonstram hoje em dia, onde não há mais a hierarquia tradicional professor-aluno, não é mais possível trabalhar de forma imperativa, no já mencionado modelo manda quem pode, obedece quem tem juízo.

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O foco deve ser nas pessoas (equipe), e não apenas no empreendedor individual - o foco deve ser no grupo de alunos, não centrado no professor. O ideal é adotar o princípio de Nash², não o de Adam Smith³.

6

Empreender não é sinônimo de ser empresário - como empreendedorismo compreende um comportamento caracterizado por um conjunto de atitudes, professor e alunos podem empreender em diversas áreas, principalmente na educação.

7

Empreender não é sinônimo de (apenas) ganhar dinheiro - ganhar, não apenas dinheiro:

ganhar conhecimento, atingir objetivos, evoluir como pessoa, como profissional, como estudante

8

O

modelo tradicional de ensino (centrado no professor) nem sempre é eficaz - conforme

mencionado anteriormente, na atualidade, o perfil dos alunos já não condiz com a teoria, necessitando de diferente postura e novas atitudes do professor.

9

O

modelo centrado no aluno, no aprender fazendo, é o que mais traz resultados - além de

despertar o interesse dos alunos, já não se pode mais formar meros repetidores, mas cidadãos capazes de refletir e agir para modificar sua própria vida e o meio em que vivem.

² Explicado de maneira simples, o princípio de Nash sugere que as ações devem beneficiar o grupo, não apenas o próprio indivíduo. Suas ideias são aplicadas na teoria dos jogos. ³ Filósofo escocês do século XVIII, pregou o princípio da mais valia, onde, em uma explicação simples, a ação do indivíduo deveria beneficiar a si mesmo, em detrimento dos outros.

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10 Poder não é sinônimo de sucesso - e o poder em sala de aula também não é sinônimo de eficiência no ensino.

Respondendo à pergunta do título, então: aplicar os princípios do empreendedorismo e as Premissas do Ensino Eficaz do Empreendedorismo veio de um curso Empretec do Sebrae, realizado pelos professores autores deste texto, que perceberam o potencial de tornar a atividade docente mais eficaz e menos trabalhosa para todos nós, educadores.

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Capítulo 2

Quero ser um professor empreendedor. E agora?

Capítulo 2 Quero ser um professor empreendedor. E agora? Não é a mais forte das espécies
Não é a mais forte das espécies que sobrevive, nem a mais inteligente, mas a

Não é a mais forte das espécies que sobrevive, nem a mais inteligente, mas a que mais rapidamente responde a mudanças.

(Charles Darwin)

das espécies que sobrevive, nem a mais inteligente, mas a que mais rapidamente responde a mudanças.

No capítulo anterior mostramos a diferença entre

empresário e empreendedor, e apresentamos a

relação entre os princípios do empreendedorismo

e das premissas do ensino eficaz do

empreendedorismo com o fazer docente.

Depois de observar a possibilidade de aplicar os

princípios e as premissas ao fazer docente, você

deve estar pensando: quero ser um professor

empreendedor, mas… como fazer?

O empreendedorismo é importante para o

desenvolvimento sustentável do país, agregando

valores que culminem em melhorias na qualidade

de vida do (professor) empreendedor e da

comunidade a que pertence, e por isso mesmo

não é tão simples: é necessário empenho e

dedicação, mas os resultados são extremamente

compensadores. “A mentalidade empreendedora,

aplicada às ações que realizamos no nosso

cotidiano, faz diferença (positiva) na vida

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profissional e pessoal de alunos e professores” (CACHOEIRA, 2016, p. 07).

Hisrich ensina que empreender é “o processo de criar algo diferente e com valor, dedicando tempo e esforços necessários, assumindo os riscos financeiros, psicológicos e sociais correspondentes e recebendo as consequentes recompensas da satisfação econômica e pessoal” (HISRICH, apud CACHOEIRA, 2016, p.

09).

Barreto, Presidente do Sebrae em 2013, explica que pessoas empreendedoras são “autônomas, com competências múltiplas, que saibam trabalhar em equipe, tenham capacidade de aprender com situações novas e complexas, que enfrentam novos desafios e promovem transformações" (BARRETO, apud CACHOEIRA, 2016, p. 09). Vamos passar, então, às 10 verdades sobre o empreendedor (empresário), mas adaptá-las à realidade docente, e que mostrarão um lado nem tão positivo de empreender:

1 Apenas ser criativo não basta - a criatividade não resolve todos os problemas, nem é capaz de fazer com que outros compreendam e se empenhem por seus objetivos.

2 Você ainda terá chefes - como professor, devemos trabalhar em equipe, como verdadeiros colegas de profissão. Sempre haverá uma hierarquia e, como educadores, devemos respeitá-la para ser respeitados.

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3 O trabalho será maior do que o de um funcionário - como professor, o trabalho também será maior: traçar metas; planejamento; monitoramento; avaliação sistemática; mudanças de planos, quando necessário, pesquisa, implementação de programas e projetos

4 Todas as áreas da empresa estão na sua mão - todas as áreas da escola dependem de você:

quando o trabalho em equipe não funciona de maneira adequada, reflete em todos os setores: o professor que não entrega suas anotações de acordo com o cronograma atrapalha o trabalho do assistente de educação, que atrasa o trabalho da Secretaria de Educação do município, que não repassa os dados para as instâncias superiores, provocando uma reação em cadeia, apenas para citar um exemplo. Por isso a importância de trabalhar em equipe.

5 Muitas decisões serão solitárias - você é responsável pelas suas escolhas, e por mais que peça conselhos ou que ouça a opinião de outros, suas decisões são só suas, e as consequências também são sua responsabilidade.

6 Não dá para ser mal-humorado - “até dá, mas não funciona”, como afirmou o Professor Eder Cachoeira na palestra Empreendedorismo para Professores. As pessoas que convivem com você não são obrigadas a tolerar mau humor: professores não recebem pagamento adicional para isso.

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Uma hora, a concorrência irá chegar - na mesma palestra, a Professora Elita afirmou que os professores se veem como concorrentes, e não como colegas de profissão. A chegada de novos colegas, de pessoas recém licenciadas é algo positivo, mas é preciso compartilhar experiências, materiais, projetos… quando trabalhamos em equipe, uma aula desenvolvida por um professor para uma turma pode ser aplicada em outra, se compartilhada. Isto evita retrabalho e as aulas podem ser planejadas em equipe, diminuindo o trabalho de todos.

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A

burocracia é maior do que parece - sempre haverá diários, projetos, documentos para

preencher, provas para corrigir.

 

A

tranquilidade financeira pode demorar - o salário de professor não é atrativo em nosso

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país, e isto contribui para o que chamamos de visão de concorrência entre os professores, que precisam de uma carga horária grande para que a atividade valha a pena. Este é o momento de aplicar o princípio de Nash, do qual falamos brevemente no capítulo anterior: é preciso encontrar o melhor caminho para todo o grupo, e não apenas para um indivíduo.

10 Nem todos chegarão ao topo - o que é o topo para um professor? É preciso refletir profundamente para tomar as decisões mais acertadas.

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Portanto, a diferença básica entre ser empreendedor ou não, está em aproveitar as oportunidades que aparecem à sua frente ou simplesmente executar as tarefas que você recebe de outra pessoa. Para Fraiman (apud CACHOEIRA, 2016, p. 33).

outra pessoa. Para Fraiman ( apud CACHOEIRA, 2016, p. 33). Cada educando bem formado é fonte

Cada educando bem formado é fonte de novos bens, valores e força motriz para a sociedade. Isso significa que todos nós educadores cuidamos dos recursos humanos que garantirão o desenvolvimento do nosso país no longo prazo, e educar, assim, torna-se um ato ético e sustentável.

Respondendo à pergunta do título, agora é preciso primeiro refletir sobre os conceitos aprendidos e comprometer-se a dar os primeiros passos para empreender suas aulas, seus alunos e sua própria carreira.

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Capítulo 3

Primeiros passos para o professor empreendedor

Capítulo 3 Primeiros passos para o professor empreendedor O professor pode empreender várias áreas: sua própria

O professor pode empreender várias áreas: sua própria vida, sua carreira, sua atuação na escola, por exemplo. Para auxiliar qualquer professor, de maneira geral, optamos por falar dos primeiros passos para empreender a atuação na escola. Para isso, adotamos os princípios do empreendedorismo:

1 Busca de oportunidade e iniciativa – a atuação em sala de aula traz oportunidades diárias para empreender. Como o professor já tem definido seu campo e área de trabalho, basta avaliar sua própria área e, por meio de iniciativa, empreender. O primeiro passo, então, é o mais simples.

2 Correr riscos calculados – ao decidir ter iniciativa, não é possível fazer qualquer coisa que venha à cabeça: é necessário pensar a respeito das consequências de nossas atitudes. Nossas ações implicam em riscos e, por esta razão, é preciso traçar objetivos e planos para alcançá-los. De maneira prática, é fundamental decidir primeiro onde se quer chegar para poder escolher o caminho a ser trilhado. Quando nos referimos às aulas e conteúdos, precisamos pensar o que o aluno deverá ser capaz de fazer dentro de um período de

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tempo preestabelecido, e planejar, se possível o dia a dia das aulas para que o objetivo seja atingido. Outros campos também podem ser empreendidos, como o comportamento ou o comprometimento de determinado aluno ou de todos: estabelecer a meta e planejar como atingi-la.

3 Exigência de qualidade e eficiência – esta exigência deve ocorrer não apenas em relação a outros, mas a nós mesmos. Devemos ter empenho para que aquilo que produzimos tenha tanta qualidade quanto o que queremos para nós. Em relação à qualidade e eficiência do que os alunos produzem, há métodos de auxílio e motivação que podem ser utilizados. Sistemas de recompensa, como a divulgação das melhores performances podem ajudar a estimular os alunos. Contudo, é importante que todos ganhem e sejam elogiados quando atingirem os objetivos e acertarem; mas, ao invés de serem criticados quando errarem, devem ser estimulados: é preciso dizer aos alunos que o professor sabe que ele pode fazer melhor, que confia em seu trabalho e que espera que ele realize os próximos trabalhos de acordo com sua capacidade.

4 Persistência – em muitos casos, os planejamentos não funcionarão conforme pensados. A resposta dos alunos é diferente de uma turma para outra; as aulas planejadas para 45 minutos podem durar menos de 30 em uma turma e mais de 60 em outra, por razões diversas. Neste caso, é preciso persistir, mas também adequar planos e atividades,

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quando necessário. Também é importante planejar um curinga⁴.

5 Comprometimento – também é necessário comprometer-se com os objetivos traçados, com a qualidade e a eficiência. Para um professor graduado em sua área de atuação, pode parecer simples dar aulas. Mas é preciso muito mais que saber o conteúdo e como ensinar: é indispensável traçar o perfil da turma para poder escolher estratégias de ensino; também é fundamental descobrir qual a zona proximal dos alunos para que o ofício de ensino seja simplificado tanto para o docente quanto para os discentes. Este assunto será abordado com mais profundidade em outros textos.

6 Busca de informações – a busca de informações precisa ser direcionada para auxiliar a atingir os objetivos. Para o ofício de professor, compreender a realidade de alguns alunos pode ser imprescindível. Casos em que há problemas familiares refletem no comportamento dos alunos na escola, em seu comprometimento com os estudos e até mesmo em sua conduta moral. Muitas vezes, os alunos precisam apenas de um pouco mais de atenção, um pouco menos de críticas, do incentivo que não recebem em casa. Também precisamos criar laços próprios e evitar traçar perfis de alunos para colegas: o comportamento de um aluno em nossa classe será diferente do que ocorreu na anterior,

⁴ Chamamos de curinga aquelas atividades que se encaixam em diversos assuntos, como os temas transversais que podem ser utilizados nos casos em que o tempo de execução seja inferior ao de planejamento.

⁵  Não concordamos com esta expressão: não se dá aula, ministra-se, ensina-se, educa-se, mas não se dá nada. É um trabalho trocado por dinheiro.

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mas vai depender do modo como o professor conduz a aula. Outra busca importante de informações diz respeito ao que os alunos gostam: utilizar seus gostos musicais, aproveitar o vocabulário, jogos, brinquedos e redes sociais aproximam professores de alunos e ainda podem ser facilitadores, como métodos de ensino.

7 Estabelecimento de metas – Estabelecer metas metas é importante em qualquer área: em nossas vidas, para nossos lares, família, carreira e, também, para o fazer docente. Ao exercer a atividade de ensinar, precisamos trabalhar sob preceitos da hierarquia legal - Lei de Diretrizes e Bases; Diretrizes Curriculares Nacionais; Plano Nacional de Educação; diretrizes de cada estado para a educação; e, no caso dos municípios, ainda os Planos Municipais; Projeto Político Pedagógico da Escola; Planejamento (anual, em alguns casos, semestrais, trimestrais e bimestrais em outros) de Ensino; e só depois os Planos de aula. O estabelecimento de metas é importante devido à heterogeneidade dos alunos, pela diferença de zona proximal que apresentam, pelo interesse que mostram, pela dedicação aos estudos, por dificuldades cognitivas, e tantas outras razões. Ao estabelecer metas, procuraremos caminhos para alcançá-las e, desta forma, as possibilidades de êxito aumentam. Conforme mencionado no item 2, precisamos pensar o que o aluno deverá ser capaz de fazer dentro de um período de tempo preestabelecido para planejar o mais

⁶ É importante compreender a diferença entre método e metodologia, que não são sinônimos. Neste texto, o primeiro refere-se aos instrumentos utilizados para ensinar, como um livro ou um jogo -

a palavra vem do Latim “methodus” cujo significado é “caminho ou a via para a realização de algo”. Cada área possui uma metodologia própria. A metodologia de ensino é a aplicação de diferentes métodos no processo ensino-aprendizagem (Significados.com).

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pormenorizadamente possível as nossas aulas.

8 Planejamento e monitoramento sistemático – Depois de definir metas ( o que queremos, o

8 Planejamento e monitoramento sistemático – Depois de definir metas (o que queremos, o que os alunos serão capazes de realizar), precisamos planejar (como) o tempo e as aulas de modo a atingir as metas. Mas também é preciso monitorar, verificar se o caminho percorrido está levando para a meta e, se for necessário, fazer ajustes nos e, em alguns casos, até mesmo nas metas. Utilizar outra abordagem ou um método diferente pode ajudar a atingir as metas. Um professor experiente deve estar imaginando o trabalho que estas atitudes demandam, mas podemos afirmar, por experiência em sala de aula, que o tempo gasto vale a pena e tende a ser menor na medida em que nos habituamos a estas atitudes. Ainda, ao trabalhar em equipe, os planos podem ser compartilhados, o trabalho dividido e o êxito multiplicado.

atitudes. Ainda, ao trabalhar em equipe, os planos podem ser compartilhados, o trabalho dividido e o

9 Persuasão e rede de contatos – Um dos maiores problemas que temos constatado, nas redes de ensino público, é a visão que os profissionais têm de sua classe: conforme já mencionamos em capítulos anteriores, os professores se veem como concorrentes, e não como colegas de profissão. Isto enfraquece a classe e não ajuda no cotidiano docente. Quando conseguirmos agir como colegas de profissão, poderemos ajudar uns aos outros, fortalecendo a classe docente, como ocorre com outras classes profissionais. Inúmeros

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professores criam e aplicam práticas docentes eficazes e inovadores que, se fossem compartilhadas, facilitariam a vida de outros docentes e contribuiriam para os alunos, de maneira geral. As redes de contatos devem ser fomentadas e utilizadas em prol do trabalho.

10 Independência e autoconfiança – O fazer docente, embora guiado pela legislação e outra série de documentos conforme mencionado antes, no item 7, guarda certa autonomia dentro da sala de aula. Esta independência/autonomia traz uma imensa responsabilidade. Por esta razão, a organização e o empreendedorismo das aulas auxiliarão na autoconfiança, multiplicando a possibilidade de êxito.

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Também é pertinente lembrar das Premissas do Ensino Eficaz do Empreendedorismo ao empreender o fazer docente: Não há regras rígidas - você tem autonomia na sala de aula; Não existe um modelo único de ensino - você pode inovar sempre; Não existe fórmula mágica que leve ao sucesso - nem atalhos; Empreender não pode ser imperativo - mandar já não é eficaz: é preciso fazer com que os alunos sejam instigados, que vejam sentido e aplicabilidade no que aprendem; O foco deve ser nas pessoas (equipe), e não apenas no empreendedor individual - foco em toda a turma que, ao atingir os índices esperados de realização e aprovação, automaticamente serão a propaganda da sua carreira (CACHOEIRA, 2016).

Empreender não é sinônimo de ser empresário - professor também empreende suas aulas e sua carreira; Empreender não é sinônimo de (apenas)

ganhar dinheiro - realização pessoal e daqueles com quem interagimos também são excelentes recompensas, e que podem refletir financeiramente; O modelo tradicional de ensino (centrado no professor) nem sempre é eficaz - se instigamos os alunos, os resultados são mais rápidos e melhores; O modelo centrado no aluno, no aprender fazendo, é o que mais traz resultados - sempre. Poder não é sinônimo de sucesso - e o poder em sala de aula também não é sinônimo de eficiência no ensino.

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Capítulo 4

Empreender ou não empreender na escola?

Capítulo 4 Empreender ou não empreender na escola? A diferença básica entre empreender e não empreender

A diferença básica entre empreender e não empreender está em aproveitar as oportunidades que aparecem à sua frente ou simplesmente executar as tarefas que você recebe de outra pessoa (CACHOEIRA, 2016), ou que você sabe que deve fazer.

Parece difícil encontrar uma conexão entre empreendedorismo e educação, mas ambos estão intrinsecamente ligados: ninguém nasce empreendedor, torna-se. Ademais, a educação, em nosso país, tem formado uma legião de repetidores, não de pensadores.

O mais interessante é que a base da educação

brasileira, a Teoria Histórico-cultural, pauta-se na evolução do conhecimento e na problematização de conteúdos. Parece que não está funcionando. Ou é preciso rever sua aplicação.

Quando fazemos as coisas da mesma maneira, os resultados serão iguais. Para ter resultados diferentes, é preciso agir de maneira também diferente.

Vários autores afirmam que as características do empreendedorismo são comportamentais, e já falamos sobre elas anteriormente. Ainda assim, é um assunto tão rico que as possibilidades de aprendizado e aplicabilidade de seus conceitos

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são imensas.

Por esta razão decidimos pôr em paralelo o empreendedorismo e a educação, e descobrimos um - ou vários - caminhos para ensinar, que podem ser mais prazerosos para professores e alunos, e ainda facilitar o trabalho de todos.

Antes, porém, é importante nos atentarmos para alguns conceitos:

porém, é importante nos atentarmos para alguns conceitos: “ Conhecimento é a informação que você recebe.

Conhecimento é a informação que você recebe. Empreendedorismo é fazer mais do que os “outros” com aquele conhecimento. Inovação é o quanto você muda a vida das pessoas com o que faz” (CACHOEIRA, 2016, p. 29, grifos do autor).

com o que faz” (CACHOEIRA, 2016, p. 29, grifos do autor). “ Produtividade é o quão

Produtividade é o quão rápido você faz aquilo. Competitividade é o quanto você se sobressai em relação as outras pessoas que fazem o ‘mesmo’ que você” (CACHOEIRA, 2016, p. 30, grifos do autor).

Além destes conceitos, ainda é importante conhecer os tipos e graus de inovação:

ainda é importante conhecer os tipos e graus de inovação: “ Inovação de produto - Exemplo:

Inovação de produto - Exemplo: automóvel com câmbio automático em comparação ao ‘convencional’”.

automático em comparação ao ‘convencional’ ”. Inovação de processo - Exemplo: automóvel produzido por

Inovação de processo - Exemplo: automóvel produzido por robôs em comparação ao produzido por operários humanos.

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para professores na prática PLATAFORMA CULTURAL Inovação de modelo de negócio - Exemplo: automóvel

Inovação de modelo de negócio - Exemplo:

automóvel é alugado ao consumidor, que passa a

pagar uma mensalidade pelo uso do veículo em

comparação ao modelo de negócio tradicional, em

que o veículo é vendido (CACHOEIRA, 2016, p. 31,

grifos do autor).

Agora vamos utilizar estes conceitos para o cotidiano da educação:

O Conhecimento é a informação que você, professor, recebeu, e vai passar para os seus alunos. O Empreendedorismo, na sala de aula, é fazer mais do que os “outros” com aquele conhecimento que você recebeu e está repassando. Inovação é o quanto você muda a vida das pessoas, sua, dos seus alunos e da comunidade em que está inserido com o que você faz. Produtividade é o quão rápido você faz aquilo,

é o quão eficaz é seu modo de trabalhar, fazendo com que seus alunos fiquem interessados em suas aulas e utilizem o conhecimento que receberam de você para mudar a própria vida. Competitividade é o quanto você se sobressai em relação as outras pessoas que fazem o “mesmo” que você: aqui, a competitividade deve ser sadia. Ao encontrar meios mais eficazes de trabalho, divulgue o que você fez para que seus colegas reconheçam seu trabalho e se espelhem nele.

Quanto aos graus de inovação, utilizaremos situações ao invés de exemplos:

Inovação de produto - situação: material recebido e programas governamentais que não condizem com a realidade de nossos alunos e comunidade. Ação - utilizar materiais da própria comunidade, condizente com a realidade em que está inserido, para o ensino dos conteúdos necessários;

da própria comunidade, condizente com a realidade em que está inserido, para o ensino dos conteúdos

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para professores na prática PLATAFORMA CULTURAL Inovação de processo - situação: uso do quadro de giz,

Inovação de processo - situação: uso do quadro de giz, aula expositiva e dialogada. Ação - Proposta de análise de problema na comunidade e busca de solução. As soluções encontradas pelos alunos são divulgadas em varais e, no momento da socialização, a professora mostra como associar a ação ao conteúdo;Inovação de processo

Inovação de modelo de negócio - situação:

formação de alunos que repetem o conteúdo e não o aplica no cotidiano. Ação - por meio da abordagem dos conceitos e da inovação, a consequência será a formação de cidadãos realmente capazes de gerir suas próprias vidas e influenciar positivamente sua comunidade. Isto é empreender!conteúdo; Inovação de modelo de negócio - situação: Desta vez não vamos responder a pergunta do

Desta vez não vamos responder a pergunta do título. Esta, você, professor, responde para si mesmo.

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Capítulo 5

Professor empreendedor, escola inovadora, aluno transformador

empreendedor, escola inovadora, aluno transformador Já não é novidade que não se nasce empreendedor, mas,

Já não é novidade que não se nasce empreendedor, mas, como comportamento - ou características - podem - e devem - ser adquiridos ao longo da vida. O problema é que a maioria das pessoas está atenta a cuidar da própria vida. Muitas vezes, apenas da sobrevivência, e não tem qualquer contato que possa auxiliar no desenvolvimento de tais características ou comportamento.

Nossa proposta de professor empreendedor passa não apenas pelas aulas, tornando a escola inovadora, mas pela abordagem do tema com os alunos, fazendo com que eles sejam verdadeiros transformadores. “Cada educando bem formado

é fonte de novos bens, valores e força motriz para

a sociedade. Isso significa que todos nós educadores cuidamos dos recursos humanos que garantirão o desenvolvimento do nosso país no longo prazo, e educar, assim, torna-se um ato ético e sustentável” (CACHOEIRA, 2016, p. 33).

Para formar alunos transformadores é preciso despertar neles as características ou comportamentos empreendedores.

Hashimoto (s. d., p. 01) ensina que “a maioria das características empreendedoras não diz respeito a

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a negócios e sim a comportamentos típicos de quem detém este perfil, e as escolas não estão preparadas para desenvolvê-las”.

Cachoeira (2016) cita 7 destas características que podem ser utilizadas para criar um ambiente empreendedor dentro da escola: a iniciativa, o interesse pela novidade, meios de identificar oportunidades, formas de avaliar riscos, novas maneiras de lidar com regras, criatividade, e autonomia.

Utilizando três dos exemplos de Hashimoto, a iniciativa, o interesse pela novidade, e os meios de identificar oportunidades,vamos adaptá-los do cotidiano em casa para a sala de aula.

A iniciativa

Segundo o mesmo autor (s.d., p. 01), as crianças

“têm iniciativas natural e espontaneamente. Tudo

o que precisamos fazer é apoiá-las e incentivá-las. Podem ser coisas simples, como começar um blog

]. [

um mutirão de ação social [

sempre dar o primeiro passo”. Sugerimos que os alunos sejam convidados, ou desafiados a resolver um problema da comunidade. A tarefa pode iniciar por descobrir o que a comunidade precisa, quais problemas enfrenta, e como se pode resolver a

necessidade ou problema.

Podem ser coisas maiores, como organizar

].

O importante é

Ainda seguindo as ideias de Hashimoto (s. d., p. 01), devemos incentivá-los, “pois a empolgação cresce na mesma medida que o envolvimento na atividade”. Se os trabalhos não fluírem conforme

o esperado, “não critique e nem reprima, pelo

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menos no começo. [

insista”. Também é importante que “deixe acontecer e dar errado, [pois] até estas experiências são válidas e úteis para o aprendizado” (HASHIMOTO, s. d., p. 01).

]

alerte, aconselhe, mas não

O interesse pela novidade

Já mencionamos, em outros textos, que é preciso despertar o interesse dos alunos pelas aulas, e que o modelo de ensino centrado no professor não é o que gera mais e melhores resultados. Todas as crianças são curiosas, e se incentivarmos essa curiosidade, direcionando para o que é necessário aprender, isto não será um esforço, mas um prazer. O problema do ensino não está em o que se ensina, mas como. Se o aprendizado for uma descoberta, também será uma aventura, e os alunos estarão sempre dispostos a se

aventurar pelo novo.

Como professor, você domina seu conteúdo e sabe como aplicá-lo na vida, sabe como a sua área de conhecimento é útil. O segredo é despertar a curiosidade dos seus alunos, e o exemplo de identificar um problema da comunidade é excelente. Você pode expandir para problemas do cotidiano em prédios, pensar sobre melhoramentos no trânsito, enfim, as possibilidades são infinitas. Então, é hora buscar alternativas dentro da sua área de atuação, da sua disciplina para resolver o problema identificado. Isso vai promover amadurecimento para os alunos e comprometimento com o que você ensina. Também é possível usar coisas que os alunos gostam ao contexto da sala de aula, ao cotidiano e à solução de problemas. Incentive-os a utilizar suas mentes e você descobrirá o quanto eles podem ser brilhantes!

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Meios de identificar oportunidades

A mesma atividade sugerida mais acima pode auxiliar na identificação de oportunidades. Hashimoto (s. d., p. 01) ensina que “a melhor

forma de aprender a identificar oportunidades é

prestando atenção às coisas ao seu redor. [

]

Para ajudar as crianças a ficarem mais atentas a brincadeira consiste em fazer perguntas sobre percepção do ambiente”. Isto vai auxiliar a encontrar problemas e a pensar em soluções. “Com o tempo, eles se acostumam a entrar em qualquer ambiente e logo prestar atenção em todos os detalhes” (HASHIMOTO, s. d., p. 01).

Estas são apenas algumas sugestões para o professor empreender, a escola inovar e os alunos tornarem-se cidadãos transformadores.

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Capítulo 6

Professores e pais empreendedores:

inovação, adaptação e transformação

empreendedores: inovação, adaptação e transformação Neste capítulo vamos usar outros exemplos citados pelo

Neste capítulo vamos usar outros exemplos citados pelo mesmo autor: Formas de avaliar riscos, Novas maneiras de lidar com regras, Criatividade e Autonomia, complementando o capítulo anterior.

Formas de avaliar riscos:

Como pais e professores, proteger nossos filhos e alunos é instintivo. Professores da Educação Infantil e Anos Iniciais do Ensino Fundamental são ainda mais preocupados, pois “são responsáveis pela segurança das crianças” (HASHIMOTO, [s.d.] p. 01).

Essa proteção faz com que nossas crianças se privem de “algumas experiências que podem ser enriquecedoras” (HASHIMOTO, [s.d]., p. 01).

Não queremos dizer, aqui, para negligenciar a segurança das crianças, mas entender que, quando é possível controlar o risco, as crianças aprendem a lidar com a apreensão e o medo.

Um exemplo citado pelo autor é, para que os pequenos aprendam o caminho da escola, é importante que eles sejam nossos guias. E o autor ainda conta a experiência:

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para professores na prática PLATAFORMA CULTURAL Uma vez, levando eles para a escola, eu falei que

Uma vez, levando eles para a escola, eu falei que iria dirigir seguindo as orientações deles. Eles é que iriam dizer em qual rua virar e qual caminho seguir para chegar à escola. No começo eles adoraram ter o controle da situação, mas acabamos nos perdendo e eles ficaram muito nervosos. Claro que eu sabia o caminho certo e acabei chegando a tempo na escola, mas eles nunca se esqueceram da experiência. Tentamos mais três vezes depois, mas só na quarta eles acertaram o caminho. E celebraram muito! (HASHIMOTO, [s.d] p. 01).

Esta experiência revela, também, outra faceta: ao saberem o caminho a seguir, as crianças experimentam ter o controle da situação, que

normalmente é algo exercido pelos pais e professores. Isto desenvolverá a autonomia dos pequenos.

Para a sala de aula, como professores, podemos dar a autonomia para que os alunos escolham atividades, discutir brincadeiras que podem ser perigosas, ou outros assuntos que despertem sua percepção para os riscos. Isso contribui para sua consciência de segurança e para riscos calculados.

Novas maneiras de lidar com regras

Quando as crianças entendem que as regras são necessárias para que as pessoas consigam viver em harmonia, estamos desenvolvendo sua capacidade de raciocínio ético. Parafraseando Sérgio Cortella, os pequenos começam a perceber que não podemos fazer tudo que queremos; ou que, mesmo que possamos, muitas vezes não

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devemos fazer. Entender a relação da tríade querer-poder-fazer contribuirá para o amadurecimento das crianças.

Entretanto, é preciso que as crianças entendam “que nem todas as regras fazem sentido ou são necessárias. O importante é não desrespeitar as leis ou os princípios éticos. Fora isso, se algo não faz sentido, pode e deve ser questionado” (HASHIMOTO, [s.d]., p. 01).

Isto contribuirá para que aprendam a respeitar e refletir sobre atitudes e consequências, contribuindo para que, na adolescência, consigam lidar com os outros e com as próprias opiniões de maneira mais natural.

Hashimoto ([s.d.], p. 01) exemplifica:

mais natural. Hashimoto ([s.d.], p. 01) exemplifica: Uma brincadeira que faço com eles é, durante uma

Uma brincadeira que faço com eles é, durante uma conversa sobre um determinado assunto de interesse deles, antecipar que vou falar uma grande besteira, mas eles não vão saber qual nem quando vou falar. Continuamos a conversa e, no final, eu pergunto qual foi a grande besteira que eu falei. Eles devem adivinhar e geralmente acertam. Com o tempo eu começo a praticar isso sem avisar antes e só falo depois que eu falei uma besteira. Se eles aprenderam a prestar atenção, vão identificar logo. Com isso vão alimentando o seu espírito crítico, não aceitando mais passivamente tudo o que ouvem ou leem. Hoje, mesmo que eu não fale nenhuma besteira, eles duvidam de algumas coisas que falo, e até conseguem me provar que eu falei uma coisa errada mesmo! Este é o lado ruim da história. Ruim para nós, mas ótimo para a

vida deles (Hashimoto [s.d.], p. 01).

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Em sala de aula podemos desenvolver, com os pequenos, as regras de convívio, mostrando que uma convivência harmoniosa é importante e agradável, mas depende da colaboração de todos.

Criatividade

Não é novidade que muitos consideram a Educação formal dos dias de hoje uma maneira de acabar com a criatividade.

dos dias de hoje uma maneira de acabar com a criatividade. “Criatividade é o alimento da

“Criatividade é o alimento da inovação. Somos tão condicionados a buscar a concordância e a aceitação pública que acabamos nos esquecendo do que nos torna diferentes e únicos. Todos querem ser iguais e os diferentes são discriminados por não se encaixarem nos padrões de ‘conformidade’ impostos pela sociedade” (HASHIMOTO, [s.d]., p. 01).

É importante que os pequenos descubram sua autenticidade e criatividade, e isto pode ser estimulado por meio de brincadeiras. O ideal é que se comece bem cedo, pois, quanto menores as crianças, menos preconceitos elas terão. Se já tiverem lidado com formas de avaliar riscos e com maneiras de lidar com regras, ainda melhor. Hashimoto ([s.d.], p. 01) exemplifica passatempos que fazia com seus filhos ao viajar de carro com eles, quando pequenos:

seus filhos ao viajar de carro com eles, quando pequenos: Um de nós conta uma história

Um de nós conta uma história e, no meio dela, interrompemos para que o outro continue e dê um novo rumo. Assim, vamos nos alternando, passando de uma para outra, até que alguém a termine e é claro que ela termina totalmente diferente de como foi iniciada. Outra coisa que eles se divertiam era pegar histórias conhecidas e invertê-las totalmente, dando novas características aos personagens, mudando o

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para professores na prática PLATAFORMA CULTURAL roteiro ou imaginando novos finais inusitados e

roteiro ou imaginando novos finais inusitados e

divertidos (HASHIMOTO [s.d.], p. 01).

Esses exercícios auxiliam a acalmá-los e tornar as viagens mais prazerosas, principalmente quando são longas.

Nas salas de aula, para despertar a criatividade, é importante que as crianças aprendam como lidar com situações e resolver problemas. Isto prepara para a próxima etapa, que é a autonomia.

Autonomia

Como pais, parece que nossos filhos nunca crescem. Temos prazer em descobrir pequenas autonomias quando são bem pequenos, mas ficamos assustados quando eles demonstram ser

mais autônomos do que esperávamos: temos certa dificuldade em aceitar isso.

Mas é preciso perceber que os pequenos devem ir assumindo algumas responsabilidades. Um dos exemplos citados pelo autor é cuidar de um animal de estimação. Como envolve uma vida, acabamos fazendo o que deveria ser responsabilidade de nossos filhos.

o que deveria ser responsabilidade de nossos filhos. Entre uns 10 e 12 anos, uma brincadeira

Entre uns 10 e 12 anos, uma brincadeira simples é dar a eles a liberdade de programarem o que fazer em família no domingo. A liberdade é total e os pais vão cumprir tudo o que eles definirem. Eles ficam muito entusiasmados e no começo acabam se excedendo, ou com muitas atividades, ou com coisas que nem todos vão curtir. Com o tempo, eles vão aprendendo a escolher melhor as atividades, a se planejar para tudo dar certo, a

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para professores na prática PLATAFORMA CULTURAL ouvir o que as pessoas querem e a arcar com

ouvir o que as pessoas querem e a arcar com as consequências quando não acontece o que eles previram. O exercício da liberdade é uma droga viciante, e, uma vez experimentada, não se pode mais viver sem ela. Por isso, o aprendizado seguinte é exercer a liberdade, mas com responsabilidade (HASHIMOTO, [s.d]., p. 01).

Podemos desenvolver a criatividade dos alunos em sala de aula de diversas formas. Uma delas é dividir com eles as decisões sobre como realizar atividades. É preciso pensar sobre os conteúdos para adaptá-los, mas o resultado é sempre gratificante e edificante.

Estes foram exemplos de como podemos, de forma empreendedora, auxiliar na formação de

nossos filhos e alunos. Ainda há outros aspectos do empreendedorismo que podem ser aplicados em sala de aula e no cotidiano, mas esses serão assunto para outro texto.

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Capítulo 7

Empreendendo a gestão da escola

CULTURAL Capítulo 7 Empreendendo a gestão da escola Quem cursou licenciatura nos últimos anos aprendeu que

Quem cursou licenciatura nos últimos anos aprendeu que a gestão escolar surgiu para superar o enfoque limitado da administração.

O que esqueceram de nos ensinar é que gestão e administração são sinônimos e, portanto, cabe a nós, envolvidos com a Educação, superar limitações, não apenas no campo dos conceitos, mas na execução de nossas tarefas.

Vamos utilizar os conceitos do léxico: o Dicionário Caldas Aulete (2004, p. 402, grifo do autor) ensina que gestão é a “ação ou resultado de gerir; ADMINISTRAÇÃO” - veja bem, está em maiúsculas no original, significando o campo a que pertence.

No mesmo livro, se buscarmos o conceito de administração, veremos que é a “ação ou resultado de administrar. 2 gerência, direção” (AULETE, 2004, p. 17). O bom e velho Dicionário Aurélio (FERREIRA, 2001, p. 22) já traz uma definição, digamos, mais completa para administração, e menos para gestão. Para a primeira, ele conceitua como “ato ou efeito de

administrar. 2 conjunto de princípios, normas e funções que têm por fim ordenar a estrutura de

uma organização [

efeito de gerir; gerência” (FERREIRA, 2001, p. 374). Mas, para um golpe de misericórdia, resolvemos procurar a origem da palavra em um dicionário etimológico conceituado, como o Cunha (1997),

]”.

E gestão é apenas o “ato ou

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adotado pelo Ministério da Educação (MEC) e renomado entre os estudiosos da Língua Portuguesa. Nele, a palavra gestão remete a gerir, que significa “administrar, dirigir, regular” (grifo meu), sendo proveniente do Latim “gerire, por digerere” (CUNHA, 1991, p. 384, passim, grifos do autor). A história da palavra mostra que ela veio de digerir. E não é diferente agora: para a gestão de uma escola é preciso, muitas vezes, engolir certas coisas, que vão de ideias antiquadas a políticas ineficazes.

Mas a intenção, aqui, é mostrar que a resistência que muitos profissionais da Educação demonstram em relação aos termos, conceitos e princípios da Administração são um equívoco.

Várias discussões e leituras foram feitas para o desenvolvimento deste capítulo, porque queríamos (e continuamos querendo, sempre)

respeitar as diferentes ideologias, princípios e características dos professores que lêem este livro: a intenção é conhecer o que há de melhor em qualquer campo do saber, e utilizar na educação, e não implantar ideias de educação como quase-mercado, ou de aluno-cliente, como pontuaram Souza e Oliveira (2003) em seu estudo sobre a avaliação.

Também conhecemos e respeitamos o trabalho de Heloisa Lück e o de Vitor Henrique Paro na área de gestão.

Contudo, acreditamos que é possível fazer mais e melhor, se utilizarmos o que dá certo em outros campos, também na área da Educação.

Uma de nossas discussões pontuou que a prática democrática em um lugar com muitas cabeças é bem mais complicada do que parece, e utilizamos

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um conceito micro: a administração de nossas casas.

Quando temos filhos adolescentes, que têm suas próprias convicções geralmente, é difícil chegar a um consenso: imagine em uma escola, onde existem conflitos políticos e ideológicos!

Por esta razão, é preciso despir-nos de antigos

conceitos para poder buscar atingir o objetivo que

é de todos dentro da escola: Educação de

qualidade para os alunos, com trabalho digno e respeitado do professor, e de toda a equipe de trabalho na escola.

A gestão escolar precisa aproveitar princípios e

conceitos de Administração, enquanto ciência. Na

sua casa, você se programa para fazer atividades fora de casa, quando sai, de modo a ganhar tempo e gastar menos dinheiro. Na escola, é

preciso fazer o melhor possível com os recursos disponíveis e, para isso, nada melhor que administrar com competência a gestão da escola.

Quanto melhor conhecemos conceitos administrativos e os utilizamos para melhorar a gestão, melhor entendemos que não precisamos mudar nossa ideologia, nem concordar com

tudo que nos é dito. O que precisamos é analisar

o que pode ajudar e aplicar para nossa escola.

É bom lembrar que, quem não muda, está estagnado e, portanto, condenado a ficar para trás.

A gestão da escola deve ser democrática e

participativa, e precisa, ainda, ser competente.

De nada adianta uma gestão onde todos falam e são ouvidos, mas nunca se realiza absolutamente

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nada. Ou onde a escola não melhora, não evolui:

continua com os mesmos recursos, e nada é feito para auxiliar o trabalho do professor e da equipe de educação. Talvez isso seja a administração de que tanto nós, professores, queremos fugir.

Para que uma gestão escolar seja eficiente, é possível utilizar ferramentas de auxílio: se não há consenso entre os professores e não é possível concluir temas em aberto nas reuniões, ou não há quorum, basta usar, por exemplo, uma ferramenta de enquete. Pode ser até no facebook - é grátis e fica registrada, e pode ser feita em um grupo secreto.

Outra dica importante é utilizar aquilo que a Administração, enquanto ciência, já provou que dá certo: a análise de SWOT (Strength, Weakness, Opportunities, threats) ou, em português mesmo, Análise FOFA - Forças, Oportunidades, Fraquezas

e Ameaças, e as técnicas de OKR (Objectives and Key Results - em português: objetivos e resultados- chave) podem e devem ser implantadas na gestão da escola, sem que isso ameace nossa ideologia ou convicções.

Isto é Empreender na gestão escolar:

Buscar de informações que possam criar oportunidades , vindo de algo que já se sabe

Buscar de informações que possam criar oportunidades, vindo de algo que já se sabe que dá certo, da Administração, e utilizar na gestão escolar, sem abrir mão de suas convicções ideológicas ou políticas;

Tomar a iniciativa de melhorar a gestão escolar utilizando os recursos possíveis, mesmo que sejam

Tomar a iniciativa de melhorar a gestão escolar utilizando os recursos possíveis, mesmo que sejam de outras áreas;

Planejar e monitorar sistematicamente a gestão, estabelecendo metas a serem alcançadas, persistindo e demonstrando

Planejar e monitorar sistematicamente a gestão, estabelecendo metas a serem alcançadas, persistindo e demonstrando comprometimento;

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para professores na prática PLATAFORMA CULTURAL Correr o risco calculado de experimentar o novo, buscando

Correr o risco calculado de experimentar o novo, buscando cada vez mais Correr o risco calculado qualidade e eficiência , demonstrando que estamos sempre procurando o melhor; qualidade e eficiência, demonstrando que estamos sempre procurando o melhor;

, demonstrando que estamos sempre procurando o melhor; Buscar o engajamento de toda a equipe, não

Buscar o engajamento de toda a equipe, não apenas dos docentes, para que o objetivo de um seja o de todos (persuasão e rede de contatos ). persuasão e rede de contatos).

Só assim conseguiremos a independência e autoconfiança necessárias para uma gestão escolar eficiente e tranquila, porque já não basta ser apenas democrática e participativa!

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Capítulo 8

Para pôr a mão na massa

PLATAFORMA CULTURAL Capítulo 8 Para pôr a mão na massa Como já citado, a maioria das

Como já citado, a maioria das características

empreendedoras não diz respeito a negócios, mas

a comportamentos e ações específicas de quem

possui este perfil, e a maior parte das instituições de ensino ainda não estão preparadas para

trabalhar e desenvolver estas competências.

Para ficar bem claro: competências empreendedoras não são exclusivas para quem vai montar um negócio próprio, mas são cada vez mais valorizadas em todos os ambientes, seja na

vida pessoal ou profissional. Para constatar isso, dê uma olhada nos anúncios de empregos e veja

a quantidade de vagas onde pelo menos uma das

caraterísticas está relacionada com o perfil

empreendedor.

A justificativa para isso é que pessoas com perfil

empreendedor tendem a promover mudanças de forma mais natural, agregam valor ao local de

trabalho, arriscam-se a fazer coisas diferentes, conseguem identificar oportunidades de melhoria

e evolução, são auto motivadas, tomam decisões

por conta própria, constroem boas redes de contatos, são contra a burocracia, tentam ser inovadoras em praticamente tudo que fazem, entre outras habilidades.

Embora algumas competências empreendedoras possam ser facilmente aprendidas em cursos ou

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experiências profissionais, várias delas estão relacionadas com a forma como fomos educados, na infância.

Listamos a seguir algumas ideias para incentivar o espírito empreendedor nos alunos, principalmente os mais novos. Mas você pode aplicar essas dicas com todos os alunos, independente de idade ou nível escolar.

Estimulando a pró-atividade

A espontaneidade é uma característica natural em

algumas pessoas, encontrada, principalmente,

nas crianças. Só precisamos incentivá-las e ajudá- las sempre que necessário. Podem ser coisas simples, como consertar um brinquedo (ou móvel da escola) quebrado, criar um mural, organizar uma sessão de cinema com os amigos, ou ações maiores, como ajudar a resolver algum problema da comunidade ou montar um mini negócio para vender algo dentro da escola. O essencial é tomar

a iniciativa e começar algo novo, pois a motivação aparece naturalmente com o envolvimento na atividade. Não é aconselhável criticar e nem apontar, de forma incisiva, as falhas, em um primeiro momento. Monitore, alerte, aconselhe, mas não reprima. Se não for algo grave, que não trará grandes prejuízos no resultado final e que pode ser contornado, permita que aconteça,

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mesmo que de forma errada, para que os alunos valorizem o aprendizado com os erros.

Nesse ponto, vale destacarmos uma famosa história, que representa bem o comportamento pró-ativo do indivíduo:

que representa bem o comportamento pró-ativo do indivíduo: A história do abacaxi João trabalhava em uma

A história do abacaxi

João trabalhava em uma empresa há muitos anos. Funcionário sério, dedicado, cumpridor de suas obrigações e, por isso mesmo, já com seus 20 anos de casa.

Um belo dia, ele procura o dono da empresa para fazer uma reclamação:

– Patrão, tenho trabalhado durante estes 20 anos em sua empresa

com toda a dedicação, só que me sinto um tanto injustiçado. O Juca, que está conosco há somente três anos, está ganhando mais do que

eu.

O patrão escutou atentamente e disse:

– João, foi muito bom você vir aqui. Antes de tocarmos nesse assunto, tenho um problema para resolver e gostaria de sua ajuda. Estou querendo dar frutas como sobremesa ao nosso pessoal após o almoço. Aqui na esquina tem uma quitanda. Por favor, vá até lá e verifique se eles têm abacaxi.

João, meio sem jeito, saiu da sala e foi cumprir sua missão. Em cinco minutos estava de volta.

– E aí, João?

– Verifiquei como o senhor mandou. O moço tem abacaxi.

– E quanto custa?

– Isso eu não perguntei, não.

– Eles têm quantidade suficiente para atender a todos os funcionário?

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– Também não perguntei isso, não.

– Há alguma outra fruta que possa substituir o abacaxi?

– Não sei, não…

O patrão pegou o telefone e mandou chamar o Juca. Deu a ele a mesma orientação que dera a João:

– Juca, estou querendo dar frutas como sobremesa ao nosso pessoal

após o almoço. Aqui na esquina tem uma quitanda. Por favor, vá até lá e verifique se eles têm abacaxi.

Em oito minutos o Juca voltou:

– Eles têm abacaxi, sim, e em quantidade suficiente para todo o nosso

pessoal. E se o senhor preferir, tem também laranja, banana e mamão. Abacaxi é vendido a R$ 1,50 cada; a banana e o mamão R$ 1,00 o quilo e a laranja R$ 20,00 o cento já descascado. Mas como eu disse que a compra seria em grande quantidade, eles darão 15% de

desconto. Aí aproveitei para deixar reservado. Conforme o senhor decidir, volto lá e confirmo – explicou Juca.

Agradecendo as informações, o patrão dispensou-o para retornar ao trabalho.

Voltou-se para João, que permanecia sentado ao lado, e perguntou- lhe:

– João, o que foi mesmo que você estava me dizendo?”

Deu para perceber como existem várias maneiras de resolver um problema?

Estimule esse tipo de comportamento em seus alunos e colha os frutos, junto com eles, no futuro.

Fazendo da novidade um hábito

O fato de você surpreender os alunos com alguma novidade pode revelar inúmeras outras surpresas dentro da sala de aula. Por exemplo:

experimente pedir para que os próprios alunos, na disciplina que você leciona, elaborem a avaliação dos seus sonhos e veja o resultado. Cada um pode criar uma questão e sugerir que seja utilizada na próxima prova. Eles irão se divertir e aproveitar essa nova liberdade. Nesta fase eles tomam gosto pela experimentação. O ônus deste

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aprendizado é que eles vão criar questões que podem levar ao arrependimento futuro, levando a uma reflexão sobre a importância em se definir bem uma avaliação, correndo o risco de comprometer o aprendizado, e fazê-los repetir de ano ou, até mesmo, encontrar dificuldade nas próximas séries. Depois que eles gostarem da brincadeira é a hora de colocar uma regra nova. Todos deverão responder, além da sua própria questão, as questões que os outros alunos criaram. Se não gostarem, o que irá valer é a prova que a professora criar, no modo tradicional. Provavelmente haverá reclamações, mas, no fundo, eles vão curtir a liberdade de participar ativamente da preparação de uma prova. Assim, aprendem a ser mais criteriosos na hora da escolha e valorizam o trabalho do professor. Estudam o conteúdo, pensam e aprendem a usar a informação para reduzir o risco da escolha errada, e ainda acabam criando o hábito de

experimentar o diferente. É importante lembrar de que não é interessante começar a brincadeira já revelando o propósito final, ou eles irão se desmotivar logo de início. Primeiramente, estimule-os a gostar da liberdade e autonomia, para só depois incluir novas regras, que façam eles aprenderem o valor do risco e da responsabilidade.

Enxergando o que acontece ao nosso redor

A principal lei do mercado é baseada na relação

de demanda e oferta. Uma das formas de você entender como essa relação funciona é prestando atenção no que acontece ao seu redor. As

oportunidades estão em todo lugar, e acontecem

a qualquer momento. A maioria das pessoas não

se dá conta por pura falta de atenção. Para ajudar os alunos neste ponto, proponha atividades e/ou

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brincadeiras que estimulem a percepção sobre o ambiente em que eles estão e/ou vivem.

Faça uma atividade rápida, pedindo para eles encontrarem, dentro da escola, coisas simples, como uma determinada palavra escrita (exemplos de palavras: proibido, grátis, cuidado, etc). Com a relação de lugares que os alunos trouxerem, peça para eles analisarem cada um dos locais e tentarem descobrir qual o motivo para aquela determinada palavra estar lá. Após esta reflexão, proponha a eles o que poderia acontecer se aquela palavra não estivesse naquele local e, também, quais outras palavras poderiam substituí-la, melhorando o resultado obtido pela mensagem onde aquela palavra se encontra. No final, faça um debate sobre as ideias apresentadas.

Depois dessa atividade, diga para os alunos

tentarem analisar o máximo de coisas que acontecem nos lugares por onde eles passam, como o comportamento das pessoas na rua, problemas de deslocamento na cidade ou bairro, fatores que tornam a vida das pessoas mais difícil no dia a dia, entre outros. Sugira que eles anotem, em um caderno, tudo o que acharem que pode ser melhorado e, posteriormente, tragam para discussão em sala de aula.

Para que esse tipo de atividade faça mais sentido em suas aulas, tente utilizar as próprias disciplinas para servirem de base na resolução dos problemas encontrados pelos seus alunos, por exemplo: a matemática para solucionar problemas no trânsito - o português para resolver problemas de comunicação na cidade, escola, bairro - a ciência para resolver problemas de segurança - a geografia para resolver problemas de saúde pública, e assim por diante.

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Lidando com as incertezas

O medo do perigo tanto pode salvar uma vida como pode destruí-la. Se você passa seus dias com medo de se arriscar em algo novo, provavelmente não terá muitas histórias interessantes e conselhos para contar aos seus filhos e netos. O fato é que correr riscos é muito relativo, por isso, quanto mais preparado você estiver para enfrentar um novo desafio, maiores serão as chances de você sair-se bem no final.

Na hora de expor-se em uma situação atípica, muita gente confia demais no fator sorte e acaba negligenciando outros pontos fundamentais no enfrentamento de qualquer desafio, que são o conhecimento e a experiência. Por isso, o ideal é que você enfrente as incertezas de frente, mas que esteja preparado para lidar tanto com o prazer e a satisfação de superar-se, quanto com

as perdas e frustrações que o desconhecido pode trazer no final da jornada.

Uma das maneiras de você desenvolver este comportamento em sala de aula é expor seus alunos, de maneira controlada, a situações adversas, onde eles terão que tomar decisões importantes para tentar garantir um resultado positivo, no final.

Existem várias atividades para você propor aos seus alunos, para que eles experimentem a responsabilidade de controlar uma situação e assumir os riscos pelos resultados. Vamos a um exemplo: Diga aos seus alunos que vocês irão criar uma pequena fábrica. Esta empresa será responsável por fabricar um determinado produto.

Organize uma linha de montagem dentro da sala

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de aula, utilizando carteiras. Coloque 10 carteiras, uma ao lado da outra. Marque o início e o fim da linha de montagem, com setas, e defina equipes formadas por 5 alunos cada. Faça um sorteio paraestabelecer a ordem das equipes. Em seguida, diga para a primeira equipe posicionar- se: de um lado da linha de montagem, de frente para as carteiras, 1 aluno a cada 2 carteiras. O professor e o restante da turma ficam do outro lado da linha de montagem, mais afastados, para acompanharem cada passo do processo.

Agora é a hora de revelar qual produto será fabricado por estes operários. Você pode usar sua criatividade e inventar vários tipos de produtos, utilizando materiais recicláveis, parafusos e porcas, e outros materiais. Uma ideia interessante é fabricar algo que pode ser utilizado nas aulas, mesmo que em outras disciplinas, ou um brinquedo para a brinquedoteca da escola, ou mesmo para doação. Porém, para facilitar o nosso exercício, vamos fazer algo bem simples.

IMPORTANTE: não deixe os alunos verem antes de você ter feito o protótipo.

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Vamos lá! Você, professor, pegue uma folha de papel e desenhe um carro (vista lateral), composto por 1 carroceria, portas (1 dianteira e 1 traseira), rodas e pneus (1 na dianteira e 1 na traseira), faróis e lanternas (1 farol na dianteira e 1 lanterna na traseira), espelho retrovisor (1 espelho na porta dianteira) e parachoques (1 na dianteira e 1 na traseira). O desenho deve ficar parecido com o exemplo abaixo (use o https://www.autodraw.com/ se preferir):

abaixo (use o https://www.autodraw.com/ se preferir): Assim que finalizar o protótipo (desenho do carro) ,

Assim que finalizar o protótipo (desenho do carro), mostre-o para os alunos e diga que este é o produto que deverá ser produzido por eles, na linha de montagem da fábrica. Provavelmente é nessa hora que vai cair a ficha da gurizada, e virá a avalanche de perguntas e algumas reclamações

Passando o tumulto, chega o momento de explicar como vai funcionar a dinâmica. Diga a eles que a tarefa de cada equipe é produzir o máximo de carros que conseguirem, com a máxima qualidade, em um determinado limite de tempo. Para isso, cada grupo deve se organizar, preparar o material necessário (lápis, caneta, papel, borracha, régua) e definir a responsabilidade de cada integrante no processo produtivo dos carros. Quando a primeira equipe

estiver pronta, o professor posiciona a folha com

o protótipo do carro em um local visível e começa

a contar o tempo (Sugestão: 5 minutos).

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É importante lembrar que cada equipe terá o mesmo tempo para executar o processo e produzir o maior número de carros possível. É imprescindível dar de um a dois minutos de tempo para cada equipe se organizar, definindo as responsabilidades de cada um e preparando os materiais que julgarem necessários para a produção.

Durante a apresentação de cada equipe, exija que as outras equipes olhem e façam anotações. A ideia é que essas anotações sirvam de benefício para quando chegar a hora de executar o processo. Claro que a primeira equipe poderá se sentir prejudicada, mas você pode fazer duas rodadas, assim, cada equipe terá duas chances de demonstrar sua eficiência em produzir carros. Desta forma, todas terão a chance de fazer seu benchmark em cima da performance das demais.

Você, professor, também deve fazer suas anotações. De preferência, crie uma planilha e estabeleça alguns critérios para avaliar as equipes e seus integrantes. Sim, ao final, todos os alunos devem receber um feedback do professor.

Para critérios, você pode utilizar, por exemplo:

Pró-atividade, Organização, Criatividade, Planejamento, Agilidade, Qualidade, Liderança, Trabalho em equipe, além, é claro, da eficiência na produção dos carros. O resultado final deve ser medido, não só pela quantidade de carros produzidos, também pela qualidade dos desenhos. Em outras palavras, não basta fazer rápido, precisa ser bem feito. Dê notas para cada equipe, nesses critérios, durante a execução do processo produtivo.

Depois do final das apresentações, antes de mostrar as notas de cada equipe, lembre os

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alunos que essa experiência serve para

demonstrar a importância de lidar com o sucesso

e com o fracasso, em tudo o que fazemos na vida.

Ainda, que diante de uma situação inesperada,

eles fizeram o seu melhor, com as ferramentas e

o tempo que lhes foram dados. Mesmo que uma

determinada equipe não tenha obtido boas notas,

é crucial que eles tenham aprendido a lição e

estejam mais preparados para os próximos

desafios. As incertezas fazem parte da vida de

cada indivíduo, e quanto mais bem preparado o

indivíduo estiver, para administrar situações

positivas e negativas, melhores as chances de

obter um resultado satisfatório no final.

Depois disso, mostre as notas, a classificação de

cada equipe e promova um debate entre as

equipes, não com o intuito de promover as ações

da equipe vencedora ou rebaixar o desempenho

da equipe com as notas mais baixas, mas com o

objetivo que compartilhar os erros e os acertos de

cada equipe, para que haja crescimento de todos

os envolvidos.

Lições:

Aprender com os erros e acertos, tanto próprios quanto dos outros;

com os erros e acertos, tanto próprios quanto dos outros; Entender a relação entre quantidade produzida

Entender a relação entre quantidade produzida x qualidade final;

a relação entre quantidade produzida x qualidade final; Aprender a dimensionar corretamente a matéria-prima e os

Aprender a dimensionar corretamente a matéria-prima e os recursos necessários;

corretamente a matéria-prima e os recursos necessários; Identificar e gerenciar as dificuldades e as habilidades

Identificar e gerenciar as dificuldades e as habilidades de cada membro da equipe.

e os recursos necessários; Identificar e gerenciar as dificuldades e as habilidades de cada membro da

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Peça desculpas, mas não peça licença

Esta frase foi dita em uma palestra, por um ex- funcionário da construtora Tecnisa. Segundo ele, era a frase que o diretor de tecnologia da empresa mais usava para demonstrar o espírito de inovação que a Tecnisa pregava em suas ações. Mas, o que ela quer dizer e o que tem a ver com o nosso assunto? Vamos lá!

O fundamento desta frase é baseado no fato de que se perde muito tempo solicitando/aguardando aprovações para executar uma determinada tarefa ou para colocar uma nova ideia em prática. Sendo assim, vale mais a pena arriscar, tentando implementar sua ideia, sem pedir autorização, do que perder a chance de inovar. Se der certo, parabéns, você inovou e fez a empresa crescer e se diferenciar, sem perder tempo esperando alguém avalizar a sua iniciativa.

Se der errado, assuma a responsabilidade, tente amenizar os transtornos, e peça desculpas por ter falhado desta vez.

Case Novo portal de uma indústria cerâmica: um exemplo prático

O professor Eder trabalhou como analista de web em uma grande empresa no ramo cerâmico - a maior do Brasil e a 5ª maior do mundo - localizada no sul de Santa Catarina. Ele era responsável pelos serviços de web da companhia e sua função era manter o site do grupo, a intranet e alguns outros hotsites satélites. Quando foi trabalhar lá, em 1998, existia uma empresa terceirizada, criando um novo site. Sua primeira tarefa, naquele momento, era acompanhar e validar o que estava sendo desenvolvido e, em seguida, mantê-lo atualizado.

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Como sua função - analista de web - era nova para a empresa, houve uma certa indecisão na hora hora de definir em qual departamento ele seria alocado. Foi entrevistado pelo gerente de T.I. e contratado pelo gerente de Marketing, departamento no qual permaneceu enquanto foi funcionário da empresa. Desta forma, acabou subordinado a dois departamentos: ele respondia para 2 chefes. Na prática, ele tinha muita liberdade para definir e executar suas tarefas, pois o conhecimento técnico que detinha, trouxe esta independência. Porém, sempre que necessário, ele acatava as ordens e prestava contas para os dois superiores.

Contudo, depois de mais ou menos 1 ano do novo site no ar (desenvolvido por uma agência contratada, na época, como comentado), o professor Eder resolveu desenvolver um novo site, usando um conceito muito novo, que era o

estilo de portal. A diferença desse novo padrão era que, no estilo atual, a página inicial do site, apesar de ter um layout atraente, era composta por links estáticos, que levavam para as áreas internas. Já, no conceito de portal, os principais conteúdos dinâmicos apareciam em destaque na capa, como por exemplo: últimas notícias, últimos eventos, últimas fotos, etc.

Pois bem, o destaque principal dessa história foi que ele aproveitou a liberdade que tinha para definir suas tarefas, e a ausência de controle (confiança) dos dois superiores para planejar e desenvolver o novo projeto, sem comunicá-los previamente.

Trabalhou durante alguns meses no desenvolvimento, contando com a ajuda dos designers gráficos e de uma arquiteta de ambientes, que trabalhavam no departamento de

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marketing da empresa.

Quando o novo site estava pronto, ele pediu para a própria arquiteta, que havia acompanhado superficialmente o processo de desenvolvimento, aproveitar uma reunião e apresentar o projeto para o diretor presidente do grupo, para saber a opinião dele. Para surpresa, ela retornou da reunião dizendo que o diretor-presidente havia autorizado a publicação do novo portal. Então, o próprio Professor Eder publicou o novo site.

Entretanto, ele não havia comunicado nenhum dos dois superiores diretos.

O gerente de marketing, quando soube do ocorrido, entendeu qual foi o objetivo e gostou do novo projeto. Porém, quando a notícia chegou ao outro superior, o gerente de T.I. da empresa, a aceitação inicial não foi tão simples. Em um

primeiro momento, ele se mostrou bastante insatisfeito com o fato de o Professor Eder ter passado por cima da hierarquia e tomado uma decisão tão importante, sem antes tê-lo consultado. Afinal, o professor havia mudado radicalmente toda a cara do site da maior indústria cerâmica do Brasil.

Passadas algumas semanas, ele foi chamado para um reunião com o Gerente de T.I. Na reunião, ele, com muita serenidade e respeito, pediu uma satisfação a respeito do acontecimento envolvendo o assunto. Primeiramente, o professor fez um embasamento completo do porquê havia implantado um novo conceito no site da empresa. Em seguida, justificou a iniciativa mostrando os ótimos resultados que essa mudança trouxe, em termos de visitas e interações no novo site. Por último, comentou que o fato de ter obtido a aprovação direta da

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presidência, ao invés de passar por ele, teria ocorrido por uma sequência não premeditada de fatos, e que tomaria mais cuidado para que os futuros projetos não gerassem mal estar novamente.

Mesmo que, de certa forma, o professor tenha pedido desculpas para seu chefe, o fato de ter tomado a iniciativa de planejar, desenvolver e colocar o no ar o novo site, com um novo conceito, sem pedir licença para os superiores diretos, trouxe excelentes resultados e um grande diferencial competitivo para a empresa.

Claro que, no meio dessa breve história, o professor poderia ter sido demitido da empresa. Foi o risco que ele correu. Na verdade, um tempo depois, até ganhou uma promoção por iniciativa do próprio gerente de T.I., que é um grande amigo seu até hoje.

Obviamente, existem prós e contras relacionados com esse estilo de comportamento. Uma vez que você dá essa liberdade para seus alunos inovarem, você precisa estar preparado para, também, assumir as consequências. O ideal é que você dê liberdade, mas mantenha um controle gradual da situação, ou seja, comece elencando algumas situações em que, antes, os alunos precisavam pedir sua autorização para realizar uma determinada tarefa, e agora, o pedido é opcional. Por exemplo: Diga para seus alunos que durante uma semana eles não precisam mais pedir licença para sair ou entrar na sala de aula. A lógica dessa dinâmica é a seguinte: se o aluno chegou atrasado, mas chegou, o que importa é que ele está ali, e não que ele precise pedir licença para entrar na sua aula, porque está atrasado.

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Se o aluno precisa sair durante a aula para ir ao banheiro, ou para resolver alguma pendência na secretaria, o fato de ele pedir licença para ausentar-se não mudará em nada a rotina da sua aula, aliás, só vai atrapalhar, pois sua atenção será desviada, além do movimento de saída do aluno, também para conceder a permissão para que ele saia. E isso é anti-produtivo e desnecessário. Basta observarmos que os alunos do Ensino Superior não utilizam a prática de pedir licença, evitando atrapalhar o andamento das aulas. Então, isto também pode ser empregado em outros níveis de ensino.

Você deve estar pensando que isso vai virar uma bagunça e que todos os alunos vão entrar e sair o tempo todo. Correto? Pode ser. Mas tome a seguinte precaução: diga para seus alunos que, mesmo com a liberdade de entrar e sair quando quiser, e também com a abolição do pedido de

licença, essas idas e vindas precisam ser registradas em um caderno que você irá deixar bem ao lado da porta. Eles não precisam pedir licença, mas precisam justificar, por escrito, o motivo da ausência. Este caderno será revisado por você, professor, no final de cada aula. Se você notar alguma justificativa incoerente, peça explicações para o aluno; caso contrário, o assunto morre ali. Desta maneira, você põe em prática a frase “Peça desculpas, mas não peça licença”.

Essa mudança na rotina vai servir, além de outras coisas, para mostrar para os seus alunos que existem regras e como elas nos ajudam a viver de forma civilizada e organizada. Porém, nem todas as regras que existem no mundo são necessárias, do ponto de vista da eficiência. É importante que seus alunos assimilem isso e compreendam que vale a pena contestar ou quebrar algumas regras,

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em prol da praticidade e produtividade. Por outro lado, é crucial não desrespeitar leis e princípios éticos. Excetuando isso, se existe alguma imposição que não faz sentido, ela pode e deve ser questionada.

Mesmo dando liberdade, monitore e ajuste eventuais comportamentos rebeldes. Faça-os entender que são eles que estão no comando, mas, precisam fazer por merecer. Desenvolva o espírito crítico, e incentive a contestação, para que não aceitem mais passivamente tudo o que ouvem ou lêem.

Construindo Criatividade

Muito se fala em Criatividade, mas pouco se faz, efetivamente, em relação a ela. Existe, inclusive, uma corrente de pensadores que afirma que a

escola tolhe a criatividade natural dos alunos. Para começar, ser criativo não significa, necessariamente, criar coisas novas. A Criatividade pode e deve ser usada para melhorar o que já existe, também.

Ao invés de ficar se desgastando, tentando encontrar uma solução nova para um determinado problema, tente analisar quais são as soluções que já existem e o que pode ser reaproveitado de cada uma, para melhorar o resultado final.

Se você notar, a maioria das grandes inovações foram criadas a partir de coisas já existentes.

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para professores na prática PLATAFORMA CULTURAL Quando Gutenberg criou a prensa tipográfica, que marca o

Quando Gutenberg criou a prensa tipográfica, que marca o surgimento da imprensa como conhecemos hoje, ele combinou duas invenções que, aparentemente, não têm nada a ver uma com

a outra: a prensa de uva com a máquina de cunhar moedas.

Usou a lógica de deixar registrado um valor — da máquina de cunhar moedas — junto com a força

e a escala da prensa de uva.

Quanto mais conhecimento você adquirir, em áreas diferentes, maiores serão as chances de você criar algo novo, combinando soluções já existentes. E este é um ótimo gancho para mostrar aos seus alunos a importância de aprender as diversas disciplinas do currículo escolar. Isto significa que, quanto mais

diversificado for o conhecimento, mais coisas diferentes você terá, em sua mente, para encontrar soluções para os problemas do dia a dia.

Se aprendêssemos apenas as matérias que mais gostamos, teríamos uma limitação de novas ideias na hora de resolver situações adversas, e isso nos tornaria não-criativos.

Certamente você já passou pela situação de tentar resolver um problema, por várias vezes, e acabar desistindo (temporariamente). No outro dia, você tenta outra vez e consegue resolvê-lo, não é mesmo?

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Muitas vezes, ao se deparar com um problema, procure não focar 100% da sua atenção nele. Depois de um tempo, se ainda não tiver resolvido, vá fazer outras coisas. Coisas que não tem nada a ver com a situação a ser resolvida, como praticar um esporte ou ir ao supermercado, por exemplo. Isso irá ajudar a sua mente a encontrar a solução, de forma indireta.

A nossa mente costuma trabalhar de forma não linear, ou seja, na maioria das vezes, nós somos obrigados a pensar de forma sequencial como, por exemplo, quando vamos fazer uma prova em alguma determinada disciplina: temos 10 questões na nossa frente e temos que respondê- las, sem intervalos ou pausas para fazermos outras coisas. Não estou falando de consultar livros e cadernos daquela matéria, e muito menos, de colar. Mas de atividades como ouvir música, conversar, assistir a um filme, praticar um

esporte.

Imagine o seguinte ambiente: ao invés de você aplicar uma avaliação escrita com seus alunos, dentro da sala de aula, onde todos sentam lado a lado e só saem quando terminam a prova, você entrega a prova e diz que eles podem sair, conversar, ouvir música, fazer um lanche, jogar futebol na quadra, tudo isso, enquanto fazem a prova. Proponha, também, que seus alunos podem optar por responder as questões da forma tradicional, escrevendo as respostas, ou de formas alternativas, como um teatro, um desenho, um poema, oralmente, em grupo, etc. O que acha? Você teria coragem de fazer isso com seus alunos?

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Outra proposta para estimular a criatividade dos seus alunos é, ao invés de entregar uma lista de questões para que cada um demonstre seu conhecimento na sua disciplina, entregue uma folha em branco e proponha o mesmo, ou seja, diga para eles demonstrarem seu conhecimento naquela matéria, usando a criatividade em uma folha em branco.

Você já deve ter ouvido falar da lenda da caneta desenvolvida pela NASA para ser usada pelos astronautas no espaço?

Segundo a lenda, a Nasa teria investido milhões (algumas versõeshá quem diga bilhões) de dólares para criar uma caneta especial que escrevesse no espaço – onde não há gravidade e nem pressão atmosférica. No mesmo período, a Rússia (ou União Soviética) teve uma solução mais simples e incrivelmente mais barata: Usou lápis para escrever

no espaço!

Dizem que esta história não é verdadeira, mas serve para alertar que nem sempre estamos focando nossos esforços no problema correto. Muitas vezes, pensamos que o problema está em um lugar, mas ele está em outro. Podemos citar os problemas relacionados à violência no Brasil. Enquanto o governo investe milhões em policiamento ostensivo para coibir a violência, todos nós sabemos que a raiz do problema está na educação, área que deveria ser prioridade para os governantes, e na falta de bem estar das famílias, que buscam alternativas, muitas vezes ilegais, de sobrevivência.

Estimule pensamentos criativos em seus alunos. Crie situações em que eles precisem ser criativos para solucionar problemas. Faça-os pensar, e pensar diferente. Só assim encontraremos

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soluções novas para problemas que assombram a sociedade em que vivemos.

Aprendendo a ser criativo na escola, automaticamente, os alunos tendem a ser criativos em casa, nos relacionamentos, na comunidade, no trabalho, etc.

O contato com o empreendedorismo ajuda as

pessoas a ser mais confiantes no dia a dia.

Você pode incentivar seus alunos a praticarem pequenos comportamentos empreendedores, como organizar um brechó de roupas usadas na escola, cuidar do jardim do vizinho, lavar os carros dos parentes, vender, trocar ou doar seus brinquedos usados. Além de ser uma fonte de renda extra, ações deste tipo ajudam na formação de adultos com características empreendedoras, além de indivíduos mais criativos e experientes

para pensar em seu próprio futuro.

Mesmo que o empreendimento em que você envolva o aluno seja pequeno ou somente de brincadeira, sempre irão existir situações desafiadoras que produzirão muito aprendizado e farão com que aquele indivíduo se acostume ao ambiente de pressão, à concorrência, às frustrações, ao sucesso. Lidar com clientes insatisfeitos, fornecedores atrasados, queda nas vendas, planos de ação, marketing, já na infância – mesmo que de uma forma lúdica e com brincadeiras – ajuda na preparação do aluno para sair na frente no mundo dos negócios, no mercado de trabalho e na vida.

Empreendimentos criados por crianças podem se tornar uma grande brincadeira, mas, mesmo que não tragam lucro, podem ensinar que nem tudo acontece de acordo com o nosso desejo. Desta

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forma, já na infância, aprendemos a lidar com o fracasso, sem a pressão que a vida adulta irá trazer para a vida dos pequenos, no futuro.

A emoção de vender o primeiro produto, mesmo que na informalidade, mostra que as pessoas têm interesse no que você oferece. Crianças e jovens que passam por essa experiência podem desenvolver, mais facilmente, faro para negócios mais apurado, e uma sensibilidade maior para aproveitar as oportunidades que a vida irá oferecer.

Como vimos, existem diversas maneiras de trabalhar o empreendedorismo em sala de aula. Dependendo da sua criatividade e disponibilidade, explore as várias possibilidades que elencamos neste livro, e estimule seus alunos desde cedo. Seja criativo, adapte nossas ideias para a sua realidade. O resultado será muito

gratificante, tanto para você, como professor, como para os alunos e suas famílias. Vê-los crescendo espertos, ativos, maduros, criativos e empreendedores, não tem preço.

Não perca nenhuma oportunidade de colocar essas ações em prática. Tente dar um aspecto lúdico à cada atividade desenvolvida em sala de aula, seja uma brincadeira, um jogo, um desafio, uma apresentação. Seus alunos irão gostar e te agradecer no futuro. Desenvolva, incentive, pratique, mas deixe as coisas andarem ao seu tempo. Respeito o ritmo de amadurecimento de cada aluno e colete feedbacks constantes. Nem todas os alunos são iguais e cada um tem suas características. Tente identificá-las e utilizá-las de forma natural durante as atividades. Se um aluno não quer participar de uma determinada atividade, por ser tímido, por exemplo, respeite-o e tente trabalhar essa deficiência nele, de outra forma.

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Capítulo 9

Nossas considerações: empreenda e mude o mundo a sua volta

Nossas considerações: empreenda e mude o mundo a sua volta Este livro teve o objetivo de

Este livro teve o objetivo de demonstrar que os conceitos de empreendedorismo podem - e devem - ser utilizadas em todas as áreas da vida, principalmente na educação, tanto formal quanto a que damos a nossos filhos, em casa.

Primeiro tentamos mostrar de onde veio a ideia que, em um primeiro momento, parece meio doida: o que empreendedorismo tem a ver com Educação?

Em seguida, mostramos os primeiros passos para empreender como professor e na sala de aula, e passamos a discutir sobre empreender ou não na escola, que o professor e a escola

empreendedores ajudam a formar alunos inovadores, mais autônomos, e ainda demonstramos que os pais também podem - e devem - ser empreendedores para preparar melhor seus filhos para o futuro.

Além disso, dedicamos um capítulo à gestão na escola, onde tentamos mostrar que precisamos aproveitar o que sabemos que dá certo para facilitar nossa própria vida, sem que isso abale nossas convicções. Ainda nos empenhamos em criar um capítulo onde buscamos demonstrar, da maneira mais objetiva possível, como empreender na prática.

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Mas reconhecemos que um livro nunca é bom para todo mundo, em todo lugar e, por isso, instigamos você, professor, e você, gestor, assistente de educação, coordenador, assistente técnico-pedagógico, a adaptar nossas ideias a sua realidade, e fazer o melhor, com os recursos que têm disponíveis, de maneira inovadora e competente: em resumo, sendo empreendedor!

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REFERÊNCIAS

CACHOEIRA, E. Empreendedorismo para professores. 2016. Disponível em: <http://pt.slideshare.net/edercachoeira1/palestra-sobre- empreendedorismo-para-professores-58378823>. Acesso em 19 fev. 2016.

CALDAS AULETE, Mini dicionário contemporâneo da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2003.

CUNHA, A. G. Dicionário etimológico Nova Fronteira da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1997.

DOLLABELA, F. Crianças aprendem na escola a importância do empreendedorismo. Exame.com. 2002. Disponível em: <http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/criancas-aprendem-na-escola-a-importancia-do- empreendedorismo-m0059204>. Acesso em 18 fev. 2016.

FERREIRA, A. B. H. Mini Aurélio Século XXI. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001.

HASHIMOTO, M. Como educar um filho empreendedor. Época Negócios. [s.d.]. Disponível em:

SEBRAE. Empretec: Manual do participante. Brasília, DF, 2011.

SIGNIFICADO de metodologia. Significados.com. Disponível em: <http://www.significados.com.br/metodologia/>. Acesso em: 21 fev.

2016.

SOUZA, S. Z. L.; OLIVEIRA, P. O. Políticas de avaliação da Educação e quase-mercado no Brasil. Educ. Soc., Campinas, vol. 24, n. 84, p. 873- 895, setembro 2003. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/es/v24n84/a07v2484.pdf>. Acesso em 25 jun. 2016.

Como citar este e-book de acordo com as Normas da ABNT:

CACHOEIRA, Eder; MEDEIROS, Elita. Empreendedorismo para professores na prática. [e-book] Disponível em: <link em que o livro aparece>. Acesso em: data com dia, mês abreviado com três letras, exceto se for maio, ano.

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CRÉDITOS

Direitos, Publicação e Divulgação: Plataforma Cultural Produção de conteúdo: Elita de Medeiros e Eder Cachoeira Marketing digital: Eder Cachoeira Diagramação: Rodrigo Chaves Versão atualizada em: 30/06/2017 Baixar a última versão: https://goo.gl/K4hJoj

Revolucione o ensino na sua escola e transforme seus alunos em cidadãos preparados para o

Revolucione o ensino na sua escola e transforme seus alunos em cidadãos preparados para o futuro.

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