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TÉCNICO DE ENFERMAGEM

Adriana Carvalho Vieira


Fernanda Nery De Paiva
Juliana Viana Salamoni
Maria Cilencia Vieira
Natalia Moreira Garcia
Shirley Ferreira Da Cunha

Isolamento Hospitalar

PRAIA GRANDE, 2019


1
Adriana Carvalho Vieira
Fernanda Nery De Paiva
Juliana Viana Salamoni
Maria Cilencia Vieira
Natalia Moreira Garcia
Shirley Ferreira Da Cunha

Isolamento Hospitalar

Orientador – Enfermeiro Gabriel

Praia Grande, 2019


SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO..........................................................................................................04
2 O QUE TORNA HOSPITAIS PROPÍCIOS PARA A DISSEMINAÇÃO DE
DOENÇAS.....................................................................................................................04
3 PRECAUÇÕES PARA ISOLAMENTO
......................................................................................................................................
04
4 TIPOS DE PRECAUÇÕES E ISOLAMENTOS....................................................05
5 PRECAUÇÃO PADRÃO..........................................................................................05
5.1 COMO REALIZAR ISOLAMENTO PADRÃO...............................................05
5.2 ARTIGOS E EQUIPAMENTOS.........................................................................06
5.3 ETIQUETA RESPIRATÓRIA ...........................................................................06
5.4 SEGURANÇA DE ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS E EXAMES
INVASIVOS...................................................................................................................07
5.5 INDICAÇÃO........................................................................................................07
6 PRECAUÇÃO DE CONTATO................................................................................07
6.1 COMO REALIZAR ISOLAMENTO DE CONTATO....................................07
7 PRECAUÇÃO RESPIRATÓRIA POR GOTÍCULA............................................08
8 PRECAUÇÃO RESPIRATÓRIA POR AEROSSOL............................................09
9 CONCLUSÃO............................................................................................................10
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS........................................................................11
1. INTRODUÇÃO

O isolamento de pessoas doentes é uma das formas mais antigas de prevenir


transmissão de doenças.
Na verdade, ele pode ser usado tanto para proteger a própria pessoa isolada, quanto
para evitar a transmissão de micro-organismos para outras pessoas.
A transmissão da infecção envolve três elementos:
• Fonte paciente, profissionais, artigos, visitantes;
• Hospedeiro suscetível paciente, profissionais, visitantes;
• Via de Transmissão contato, aérea, veículo comum, vetor.

2 O QUE TORNA HOSPITAIS PROPÍCIOS PARA A DISSEMINAÇÃO DE


DOENÇAS

 Grande concentração de microorganismos de todos os tipos.


 Grande concentração de bactérias resistentes a antibióticos.
 Grande concentração de pessoas imunodeprimidas (com imunidade baixa).
 Muitos pacientes com dispositivos que facilitam a entrada de microorganismos
no organismo.
 Contudo, não é apenas em hospitais que as precauções de isolamento podem
ser úteis.

3 PRECAUÇÕES PARA ISOLAMENTO

São uma série de medidas de cuidados que previnem a disseminação de micro-


organismos.
Quem precisa respeitar as orientações de precauções e isolamentos?

 Profissionais de saúde
 Acompanhantes
 Cuidadores
 Familiares
 Pacientes

4 TIPOS DE PRECAUÇÕES E ISOLAMENTOS

Todos os pacientes, mesmo não apresentando sintomas específicos devem ser


considerados portadores de doenças transmissíveis, portanto, o profissional da saúde deve
adotar uma postura para não se infectar ou servir de vetor para transmitir doenças para outros
pacientes ou para seus familiares.
O uso das precauções de isolamento servem para prevenir a aquisição de diversas
doenças. As precauções de isolamento são classificadas de acordo com a rota de transmissão
do agente, elas são:

 Isolamento/Precaução padrão
 Isolamento/Precaução de contato
 Isolamento/Precaução respiratório por gotícula
 Isolamento/Precaução respiratório por aerossol

O tipo de isolamento é definido de acordo ao agente infeccioso confirmado ou suspeito.

5. PRECAUÇÃO PADRÃO

São medidas que devem ser aplicadas sempre que houver risco de contaminação com:
 Sangue ou outro fluido corporal, mesmo que estes não sejam visivelmente perceptíveis
 Contato com pele não íntegra
 Contato com mucosas

5.1 COMO REALIZAR ISOLAMENTO PADRÃO

5.1.1 Higiene das mãos.

5.1.2 Equipamento de proteção individual:


 Luvas: Contato com sangue, fluídos corporais, secreções, excreções,
ítens contaminados, mucosas e pele não intacta.
 Avental: durante procedimentos ou atividades onde possa ocorrer contato da roupa
com sangue/fluídos corporais, secreções.
 Máscara, Óculos, Protetor Facial: durante procedimentos onde possa ocorrer respingos
de sangue, fluídos corporais, secreções.

5.1.3 Cuidados com materiais pérfuro-cortantes:


 Materiais que podem perfurar ou cortar a pele, como seringas, lâminas etc.
 Não reencapar, entortar, manipular ou quebrar,
 Devem ter um descarte apropriado.

5.1.4 Descontaminação de superfícies.


 Não é apenas o paciente que fica colonizado por micro-organismos.
 Todo o ambiente ao redor do paciente também fica colonizado.
 Existem normas específicas com periodicidade, material e procedimento para
limpar estas áreas.

5.2 ARTIGOS E EQUIPAMENTOS

Equipamentos usados para o exame do paciente como estetoscópio, aparelho de


pressão, termômetro, etc, também podem carrear bactérias de um paciente a outro e devem
ser higienizados de acordo a cada caso.

5.3 ETIQUETA RESPIRATÓRIA

Cuidados ao tossir ou respirar.

5.4 SEGURANÇA DE ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS E EXAMES


INVASIVOS
Qualquer procedimento que entra em contato com material possivelmente
contaminado, tem toda uma rotina de conduta para o armazenamento, conservação, uso,
limpeza e descarte para segurança do paciente e do profissional de saúde.
Exemplos:
 Todo medicamentos aplicado com injeção,
 Frascos multi-doses,
 Exames que perfuram a pele (exames de sangue, líquor),
 Exames com contato com mucosas (como endoscopias, colonoscopias, etc).

5.5 INDICAÇÃO

Todos os pacientes.

6. PRECAUÇÃO DE CONTATO

São medidas aplicadas para a prevenção da transmissão de agentes infecciosos


através de contato direto ou indireto com o paciente ou ambiente.
Em hospital, usamos principalmente para pacientes colonizados por bactérias multi-
resistentes.
Quando dizemos que uma pessoa está colonizada por uma bactéria resistente, não
significa que está infectada. Mas aquele micro-organismo pode pegar carona em qualquer
pessoa que entre em contato quem está colonizado.
O objetivo principal dessa medida é evitar a disseminação de bactérias resistentes
pelo hospital.

6.1 COMO REALIZAR ISOLAMENTO DE CONTATO

 O paciente deve ficar sozinho no quarto ou no máximo junto a outro paciente


com mesmo micro-organismo.
 O paciente não pode sair do quarto, preferencialmente.
 Caso seja necessário, isso deve ser feito sob supervisão de profissional, para
evitar contaminação de outras áreas do hospital pelo paciente.
 Uso de aventais e luvas, sempre que for entrar em contato com o paciente ou
qualquer superfície possivelmente colonizada ou contaminada.
 Esse material precisa ser descartado logo após o uso.
 Todo o equipamento (aparelho de pressão, termômetro, estetoscópio, etc) deve
ser de uso exclusivo do paciente.

7. PRECAUÇÃO RESPIRATÓRIA POR GOTÍCULA

 A pessoa deve ser internada em um quarto privativo (um único paciente no


quarto), preferencialmente;
 Se não for possível, o outro leito deve ficar a uma distância de no mínimo 1
metro;
 A porta do quarto deve permanecer sempre fechada;
 Todas as pessoas que entrarem no quarto (inclusive visitas), devem usar
máscara cirúrgica (tampando nariz e boca) durante todo o tempo que
permanecerem no quarto;
 Ao sair do quarto, a máscara deve ser jogada no lixo (não pode guardar para
usar depois);
 O paciente não pode sair do quarto ( exemplo: caminhar pelo corredor do
hospital), a não ser que seja preciso (exemplo: realizar algum exame);
 Caso o paciente precise sair do quarto, deverá usar a máscara cirúrgica todo o
tempo que estiver fora;
 O paciente não precisa usar máscara cirúrgica quando estiver no quarto.

8. PRECAUÇÃO RESPIRATÓRIA POR AEROSSOL

O paciente deve ficar obrigatoriamente em um quarto sozinho.

O quarto deve ser com pressão negativa, com ar condicionado de alta pressão de
filtro de alta eficácia.
A porta do quarto deve ficar SEMPRE fechada.

Obrigatório o uso de mascara de tipo N95 ou PPF -22 para todo profissional que
entrar no quarto.

Se precisar sair do quarto, o paciente deve usar máscara cirúrgica.

9 – CONCLUSÃO

Que esse trabalho possa ser de ajuda sobre o tema isolamento hospitalar, e toda a sua
aplicação.
Garantir o cumprimento das Precauções é um desafio que deve ser enfrentado dia a
dia por todos aqueles que entram em contato com o paciente. O comprometimento dos
profissionais na adesão ao uso dos equipamentos de proteção necessários para atender o
paciente resulta em controle da transmissão de micro-organismos no ambiente hospitalar,
menor transmissão de doenças infecciosas, menor tempo e custo de internação dos pacientes
acometidos.
Para isso, torna-se necessário a informação ao paciente, para que este não se sinta
isolado por sua condição de saúde. Os familiares dos pacientes também devem ser
informados e educados corretamente sobre o processo do cuidado, a fim de que estes sejam
envolvidos na prevenção de doenças transmissíveis.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1. Bertaglia CC e Lacerda RA. Paramentação cirúrgica: luvas cirúrgicas e de


procedimentos. In: Controle de Infecção em Centro Cirúrgico – fatos, mitos e
controvérsias. Lacerda RA. Atheneu Editora. 2003. 299-313. BIT – Boletim
Informativo de Tecnovigilância, Brasília, Número 2, abril-maio-junho 2011.
2. APECIH - Associação Paulista de Epidemiologia e Controle de Infecção
Relacionada à Assistência à Saúde. Monografia: Precauções e Isolamento 2012:
277 p.
3. Farrell, J. A assustadora história das Pestes e Epidemias, São Paulo:
Ediouro 2003.
4. APECIH. Associação Paulista de Estudos e Controle de Infecção
Hospitalar. Precauções e Isolamento. 2°edição. São Paulo – SP. 2012.
5. Medeiros, EAS, Wey, SB, Guerra, CM. Diretrizes para prevenção e o
controle de infecções relacionadas à assistência à saúde. Comissão de
Epidemiologia Hospitalar, Hospital São Paulo, Universidade de São Paulo 2005:
120 p.