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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE

CENTRO DE CIÊNCIA EXATAS E TECNOLOGIA


DEPARTAMENTO DE QUÍMICA

CROMATOGRAFIA EM CAMADA DELGADA DO D-LIMONENO E OUTROS


REAGENTES

SÃO CRISTÓVÃO

2019
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE
CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLOGIA
DEPARTAMENTO DE QUÍMICA

EXTRAÇÃO POR SOLVENTES REATIVOS

Relatório apresentado como método


avaliativo parcial da disciplina Química
Orgânica Experimental sob supervisão
da Prof. Dr. Acacia Maria dos Santos
Melo, realizado pelos discentes, David
L. Lima Barroso, Rosivania A. de Melo,
Talyta Bastos Santos

SÃO CRISTÓVÃO

2019
SUMARIO

1- Introdução .......................................................................................................................4
1.1- Destilação por Arraste a Vapor.......................................................................................4
1.2- Óleos Essenciais .............................................................................................................5
2- Objetivo ..........................................................................................................................5
3- Materiais e reagentes ......................................................................................................5
4- Procedimento Experimental ...........................................................................................6
4.1- Extração do eugenol .......................................................................................................6
4.2- Extração do Limoneno....................................................................................................6
5- Resultados e Discussão...................................................................................................7
6- Conclusão........................................................................................................................9
7- Pós Laboratório...............................................................................................................8
8- Referencias Bibliográficas............................................................................................13
9- Anexos .........................................................................................................................11
1- Introdução

A cromatografia é um método físico-químico de separação. Ela está fundamentada


na migração diferencial dos componentes de uma mistura, que ocorre devido a diferentes
interações, entre duas fases imiscíveis, a fase móvel e a fase estacionária. É uma técnica
versátil e de grande aplicação, pois possui uma variedade de combinações entre fases móveis
e estacionárias.
O termo cromatografia foi primeiramente empregado em 1906 e sua utilização é
atribuída a um botânico russo ao descrever suas experiências na separação dos componentes
de extratos de folhas. Nesse estudo, a passagem de éter de petróleo (fase móvel) através de
uma coluna de vidro preenchida com carbonato de cálcio (fase estacionária), à qual se
adicionou o extrato, levou à separação dos componentes em faixas coloridas. Este é
provavelmente o motivo pelo qual a técnica é conhecida como cromatografia (chrom = cor e
graphie = escrita), podendo levar à errônea idéia de que o processo seja dependente da cor.
Esta técnica foi praticamente ignorada até a década de 30, quando foi
redescoberta. A partir daí, diversos trabalhos na área possibilitaram seu aperfeiçoamento e,
em conjunto com os avanços tecnológicos, levaram-na a um elevado grau de sofisticação, o
qual resultou no seu grande potencial de aplicação em muitas áreas.
A cromatografia pode ser utilizada para a identificação de compostos, por
comparação com padrões previamente existentes, para a purificação de compostos,
separando-se as substâncias indesejáveis e para a separação dos componentes de uma mistura.
As diferentes formas de cromatografia podem ser classificadas considerando-se
diversos critérios:

Classificação pela forma física do sistema cromatográfico

Subdividida em Cromatografia em coluna [fig.1] (Cromatografia Líquida Clássica


– CLC – para isolamento de produtos naturais e purificação de produtos de reações químicas;
Cromatografia Líquida de Alta Eficiência – CLAE – para análises e separações de uma ampla
gama de compostos com alta eficiência, utilizada em análises de pesticidas, feromônios,
isolamento de produtos naturais e sintéticos e na produção e controle de qualidade de
medicamentos; Cromatografia Gasosa de Alta Resolução – CGAR – para identificação
imediata de substâncias presentes na amostra) e Cromatografia planar (Cromatografia em
Papel – CP – para a separação de compostos polares; Cromatografia em Camada Delgada –
CCD –[fig.2] também para a separação de compostos polares; Cromatografia por
Centrifugação – Chromatotron).

Classificação pela fase móvel empregada

Em se tratando da fase móvel, são três os tipos de cromatografia: Cromatografia


Gasosa; Cromatografia Líquida e Cromatografia Supercrítica.

Classificação pela fase estacionária utilizada

Quanto à fase estacionária, distingue-se entre fases estacionárias sólidas, líquidas


e quimicamente ligadas. No caso da fase estacionária ser constituída por um líquido, este pode
estar simplesmente adsorvido sobre um suporte sólido ou imobilizado sobre ele. Suportes
modificados são considerados separadamente, como fases quimicamente ligadas, por
normalmente diferirem dos outros dois em seus mecanismos de separação.

Classificação pelo modo de separação

Por este critério, separações cromatográficas se devem à adsorção, partição, troca


iônica, exclusão ou misturas desses mecanismos. A fig.3 mostra um esquema dos tipos de
cromatografia.
2- Objetivo

Através do uso da cromatografia em camada delgada, separar e identificar os


compostos analisados durante a aula, identificar a presença do D-Limoneno no extrato feito
na aula de extração de material biológico e comparar com o padrão analítico do D-limoneno

3- Metodologia
Neste experimento será separada através de cromatografia, para fins de utilização
e aprendizado, três amostras de compostos orgânicos utilizando uma placa cromatográfica de
camada delgada de sílica gel, sendo esses reagentes o Antraceno P.A., o β-Naftol e a anilina,
utilizando capilares de vidro para inserir a amostra na placa e através da mistura de
hexano/acetato de etila (8:2) fazer com que a amostra “corra” ao longo da camada
cromatográfica e com isso determinar o fator de retardamento (Rf) da substância, após isso
revelar através de uma câmara de luz ultravioleta (254 nm, 365 nm), se as substâncias
possuem um comportamento de absorção na região de ultravioleta, após isso utilizar uma
atmosfera de iodo para revelar a distancia percorrida pela amostra na placa cromatográfica.
Na segunda etapa repetir os mesmos procedimentos para determinar se existiu a presença do
D-limoneno no extrato de casca de laranja e comparar com o extrato padronizado da
substância.

4- Procedimento Experimental
Materiais e reagentes:

Placa cromatográfica de camada delgada, Antraceno, β-Naftol, anilina, diclorometano,


hexano, acetato de etila, extrato de eugenol, extrato de D-limoneno, frasco de amostra, béquer
de 250 mL, proveta de 10 mL, pipeta de pasteur, vidro de relógio, papel, câmara de irradiação
ultravioleta.

5- Procedimento Experimental

Através da dissolução dos reagentes (Antraceno, β-Naftol, anilina) com


diclorometano, foram formados as amostras que foram utilizadas na inserção para as placas
cromatográficas através de capilares de vidro; utilizou-se uma proveta de 10 mL, foi formada
uma mistura de 8 mL de hexano e 2 mL de acetato de etila, para ser utilizado como fase
móvel na cromatografia, na segunda etapa foi utilizado 7 mL de hexano e 3 mL de acetato de
etila.
Foi feita a marca de 0,5 cm na placa cromatográfica para fins de referência da
posição das amostras orgânicas, foram inseridas as amostras de Antraceno, β-Naftol e anilina
na linha demarcatória inferior na placa e a placa foi instalada na cuba cromatográfica (béquer,
solvente e vidro de relógio, papel) para se efetuara a separação dos componentes como
descrito na imagem:

Separação dos componentes usando placa cromatográfica de camada delgada


Após isso foi efetuada a irradiação com luz ultravioleta na câmara de luz
ultravioleta para identificar quais eram os componentes presentes na placa e se houve a
separação (arraste) das substâncias, utilizando-se a frequência da luz na região de 365 nm e
posteriormente foi utilizada a frequência de 254 nm para identificação do Antraceno, como
está descrito na imagem, onde estão pela ordem: esquerda, antraceno; direita, anilina e meio
β-naftol. Após isso foi feita a demarcação desses pontos para que pudesse ser efetuado o fator
de retardamento dessas substâncias e por última etapa, foi realizada a revelação através de
atmosfera de Iodo para que houvesse a certeza quanto a separação cromatográfica.

Revelação através da Câmara de Irradiação Ultravioleta

Identificação do Antraceno na região UV de 254 nm


Revelação através de Atmosfera de Iodo.

Na segunda etapa, foi preparada uma amostra diluída do extrato da casca da


laranja, preparando-se a cuba cromatográfica com 7:3 mL (hexano/acetato de etila) e um
papel para envolver a placa dentro da cuba, foram inseridas através de capilares de vidro a
amostra e o padrão do D-limoneno. Após inserida a placa dentro da cuba e realizada a
separação foi efetuada a revelação dos compostos dentro da câmara ultravioleta utilizando as
frequências de 254 e 365 nm, demarcando as posições finais da substância para fins de análise
de fator de retardamento e tendo como última etapa a revelação do caminho percorrido pela
substância através da fase móvel com atmosfera de iodo, as imagens a seguir descrevem o
procedimento:

Revelação do arraste do D-limoneno através de UV (amostra à esquerda, padrão à direita).


Revelação do caminho percorrido do D-limoneno com atmosfera de Iodo (padrão à direita,
amostra à esquerda)

6- Resultados e Discussão

7- Conclusão

8- Pós Laboratório

9- Referências bibliográficas

1 BECKER, Heinz GO; RAUTER, Amélia Pilar; HEROLD, Bernard Jerosch. Organikum:
química orgânica experimental. 1997.