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SIMULADO 01

XXIX EXAME DE ORDEM UNIFICADO


Esse documento é uma simulação que usa os mesmos padrões da Prova Prático-Profissional aplicada pela Fundação Getúlio Vargas

DIREITO CIVIL
PROVA PRÁTICO - PROFISSIONAL

SEU CADERNO
INFORMAÇÕES GERAIS

Além deste caderno de rascunho contendo o


enunciado da peça prático-profissional e das quatro  Verifique se a disciplina constante da capa deste caderno
questões discursivas, você receberá do fiscal de sala: coincide com a registrada em seu caderno de textos
definitivos. Caso contrário, notifique imediatamente o fiscal
 um caderno destinado à transcrição dos textos
da sala, para que sejam tomadas as devidas providências.
definitivos das respostas.
 Confira seus dados pessoais, especialmente nome, número
de inscrição e documento de identidade e leia atentamente
as instruções para preencher o caderno de textos definitivos.
TEMPO  Assine seu nome, no espaço reservado, com caneta
esferográfica transparente de cor azul ou preta.
 5 horas é o tempo disponível para a realização da
 As questões discursivas são identificadas pelo número que se
prova, já incluindo o tempo para preenchimento
situa acima do seu enunciado.
do caderno de textos definitivos.
 Não será permitida a troca do caderno de textos definitivos
 2 horas após o início da prova é possível retirar-se
por erro do examinando.
da sala, sem levar o caderno de rascunho.
 Para fins de avaliação, serão levadas em consideração
 1 hora antes do término do período de prova é
apenas as respostas constantes do caderno de textos
possível retirar-se da sala levando o caderno de
definitivos.
rascunho.
 A FGV coletará as impressões digitais dos examinandos na
lista de presença.
 Os 3 (três) últimos examinandos de cada sala só poderão sair
NÃO SERÁ PERMITIDO juntos, após entregarem ao fiscal de aplicação os documentos
que serão utilizados na correção das provas. Esses examinandos
 Qualquer tipo de comunicação entre os examinandos.
poderão acompanhar, caso queiram, o procedimento de
 Levantar da cadeira sem a devida autorização do
conferência da documentação da sala de aplicação, que será
fiscal de sala.
realizada pelo Coordenador da unidade, na Coordenação do
 Portar aparelhos eletrônicos, tais como bipe,
local de provas. Caso algum desses examinandos insista em sair
walkman, agenda eletrônica, notebook, netbook,
do local e aplicação antes de autorizado pelo fiscal de
palmtop, receptor, gravador, telefone celular,
aplicação, deverá assinar termo desistindo do Exame e, caso
máquina fotográfica, protetor auricular, MP3,
se negue, será lavrado Termo de Ocorrência, testemunhado
MP4, controle de alarme de carro, pendrive, fones
pelos 2 (dois) outros examinandos, pelo fiscal de aplicação da
de ouvido, Ipad, Ipod, Iphone etc., bem como
sala e pelo Coordenador da unidade de provas.
relógio de qualquer espécie, óculos escuros ou
quaisquer acessórios de chapelaria, tais como  Boa prova!
chapéu, boné, gorro etc., e ainda lápis, lapiseira,
borracha e/ou corretivo de qualquer espécie.
 Usar o sanitário ao término da prova, após deixar
a sala.

‘‘Qualquer semelhança nominal e/ ou situacional presente nos enunciados das questões é mera coincidência’’
*ATENÇÃO: ANTES DE INICIAR A PROVA, VERIFIQUE SE TODOS OS SEUS APARELHOS ELETRÔNICOS FORAM
ACONDICIONADOS E LACRADOS DENTRO DA EMBALAGEM PRÓPRIA. CASO A QUALQUER MOMENTO DURANTE A REALIZAÇÃO
DO EXAME VOCÊ SEJA FLAGRADO PORTANDO QUAISQUER EQUIPAMENTOS PROIBIDOS PELO EDITAL, SUAS PROVAS PODERÃO
SER ANULADAS, ACARRETANDO EM SUA ELIMINAÇÃO DO CERTAME.
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PEÇA PRÁTICO-PROFISSIONAL
Em 15 de maio de 2017, Maria, enfermeira, domiciliada em Porto Alegre, RS, firmou contrato de prestação
de serviços para a construção de um imóvel, para a sua moradia, com a Construtora Casa Boa Ltda., com
sede em Canoas, RS. Conforme o contrato, a construtora se comprometeu a construir uma casa mista no
terreno de propriedade de Maria, de acordo com o projeto e memorial descritivo que integravam o contrato,
no valor de R$90.000,00.
O aludido contrato compreendia a mão de obra e o fornecimento do material de construção. Em 15
novembro de 2017 a construtora entregou a obra e Maria quitou o valor contratado.
Ocorre que a obra foi entregue com alguns acabamentos pendentes, entre eles a ausência de parte do
rodaforro do forro de PVC do banheiro, ausência de acabamento e pequenas falhas de vedação nas
aberturas, ausência de parte do revestimento do banheiro e pequenas rachaduras superficiais no reboco das
paredes (em locais onde passam os canos da instalação hidráulica).
Os problemas identificados, contudo, não prejudicam a solidez e a segurança da obra. No dia seguinte a
entrega do imóvel Maria reclamou verbalmente dos problemas, pois todos estavam aparentes. O
representante da construtora respondeu que iria enviar um funcionário da empresa para verificar a
pertinência das alegações de Maria. Passaram-se alguns dias e nenhum funcionário foi enviado.
No dia 22 de novembro Maria ligou para a construtora e recebeu a mesma resposta, que deveria aguardar a
visita do engenheiro responsável. Contudo, mais uma vez deixou de ser atendida.
Aconselhada por amigos Maria decidiu formular reclamação por escrito, de forma que pudesse comprovar a
mesma. No dia 10 de dezembro de 2017 Maria notificou formalmente a construtora, que permaneceu inerte
e sequer apresentou alguma resposta.
Considerando que os problemas na obra não aparentavam ser aptos a gerar riscos de danos e também em
razão de ter enfrentado alguns problemas de saúde nos dias que se seguiram, somente em 20 de fevereiro
de 2018 Maria o procura, para que, na qualidade de advogado, proponha a medida judicial adequada de
forma que a construtora seja compelida a sanar os vícios construtivos.
Maria providenciou uma avaliação do custo para a conclusão e/ou conserto dos problemas e o profissional
consultado orçou em R$3.000,00. Maria faz questão de ajuizar a demanda perante o Juizado Especial Cível
ante a celeridade do procedimento.
Para fins de elaboração da peça, considere que sobre a pretensão de Maria não há tese firmada em
julgamento de casos repetitivos ou em súmula vinculante. Aborde todos os aspectos de direito material e
processual pertinentes. (Valor: 5,00).
Obs.: o examinando deve fundamentar suas respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere
pontuação.

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QUESTÃO 1
João é escritor famoso por escrever biografias sobre a vida de políticos. Recentemente, escreveu uma
biografia sobre a vida de Rafael, político do Estado de São Paulo. No livro, que virou sucesso de vendas, além
da foto de Rafael na capa, há relatos sobre a vida política de Rafael, bem como acusações de que Rafael teria
participado de escândalos de corrupção e fraudes contra a administração pública, além de casos
extraconjugais durante a vida de casado. Os fatos relatados na biografia, compilados e reunidos, já haviam
sido noticiados pela imprensa. Considerando a situação hipotética e, ainda, que Rafael não autorizou a
publicação da obra, responda:
A) Tendo em vista os direitos da personalidade e os direitos fundamentais, é possível a publicação de
biografia sem a autorização do biografado? (Valor 0,65)
B) Caso Rafael demonstre que a obra lhe causou danos à imagem, em razão de abuso ou falta de veracidade,
ele terá direito à indenização? (Valor 0,60)
Obs.: o(a) examinando(a) deve fundamentar as respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere
pontuação.

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QUESTÃO 2
O casal João e Maria deram em locação a José e Joana, um apartamento residencial de sua propriedade
(ambos), através de contrato pelo prazo de 30 meses. Após os 6 primeiros meses de locação, João e Maria
decidem pelo divórcio, que se delineia pela via litigiosa. Chegado o dia de pagamento do aluguel, José efetua
o pagamento integral a João, primeiro a comparecer para receber o valor, o qual é quitado através de recibo
respectivo/integral. Não obstante, Maria também vai até José e Joana efetuar a cobrança, dizendo-se credora
da quantia de pelo menos 50%. No caso:
A) É válida a pretensão de Maria? (Valor 0,60)
B) Independentemente da resposta anterior, e caso apurado o inadimplemento, seria possível o manejo de
qual demanda judicial para reaver o bem? (Valor 0,65)
Obs.: o(a) examinando(a) deve fundamentar as respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere
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QUESTÃO 3
Luiz Carlos propôs ação contra a empresa Motor Company Brasil Ltda. (montadora de automóveis), relatando
ter adquirido da requerida um automóvel modelo XY, em 12 de julho de 2015. Meses depois, no dia 14 de
janeiro de 2016, sofreu grave acidente de trânsito, quando o banco dianteiro esquerdo do veículo quebrou
e reclinou, determinando a perda do controle do automóvel e a colisão com uma árvore, com a sua perda
total. Alegou que a própria empresa requerida reconheceu o risco ensejado por defeitos nos bancos
dianteiros dos veículos XY, fabricados entre novembro de 2014 e julho de 2015, pois emitiu comunicado de
“recall” para verificação e substituição de encostos a partir de fevereiro de 2016.
O veículo do autor encontrava-se entre os veículos contemplados pelo “recall”. O autor pediu indenização
por danos materiais e morais. Restou provado que o banco se quebrou. A empresa ré alega que a
procedência da ação dependeria de uma perícia técnica no veículo que concluísse de forma inequívoca que
a causa do acidente foi a quebra do banco, o que não ocorreu. Entende que a produção desta prova é ônus
que incumbia ao autor. Em face do exposto, responda aos itens a seguir.
A) Qual legislação deve ser aplicada ao caso e qual o fundamento da ação de Luiz Carlos? (Valor: 0,65)
B) Procede o entendimento da empresa ré, de que incumbia ao autor produzir prova inequívoca de que a
causa do acidente foi a quebra do banco? (Valor: 0,60)
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QUESTÃO 4
Leonardo, domiciliado na cidade de Porto Alegre, contratou com Instituição Financeira financiamento de
veículo. Quando da assinatura do instrumento contratual (ocorrida junto a filial da Instituição Financeira em
Porto Alegre), foi apresentado à Leonardo contrato já pronto (sem qualquer possibilidade de discussão a
respeito dos termos ali inseridos). Neste contrato constou cláusula de foro de eleição, ou seja, a previsão de
que toda e qualquer discussão judicial sobre o contrato deveria ser levada ao foro da cidade de São Paulo.
Meses mais tarde, diante do descumprimento contratual, a Instituição Financeira protocolou ação judicial
contra Leonardo em São Paulo. Frente a tais informações, responda:
A) Poderá o magistrado de São Paulo, de ofício, reconhecer sua incompetência no presente caso? Se
reconhecer sua incompetência, qual será a consequência processual? Explique e cite o fundamento legal
(Valor 0,65)
B) Se o magistrado não reconhecer a incompetência de ofício, pode Leonardo alegar a incompetência?
Explique, citando o fundamento legal (Valor 0,60)
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