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BR
BRASIL · ANO 26 · Nº 303 · R$ 18,00 · € 4.00

LABACE 30
EMPRESÁRIOS QUE
AS ESTRELAS DA MAIOR FEIRA OPERAM AVIÕES E
DE AVIAÇÃO DE NEGÓCIOS HELICÓPTEROS
DA AMÉRICA LATINA

ANOS 60
OSHKOSH OS PRIMEIROS JATOS
50 ANOS CORPORATIVOS
NOVIDADES
DA EAA AIR
VENTURE

ISSN 0104-6233

COMO ESCOLHER
SUA AERONAVE
O QUE PRECISO SABER ANTES DE FECHAR UMA COMPRA
AS DIVERSAS OPÇÕES EM UMA MESMA FAIXA DE PREÇO
NOVO CENTRO
DE REPAROS
NO BRASIL

A Honeywell Aerospace está inaugurando um novo Centro de Serviços e Reparos de


Aviônicos em São José dos Campos, São Paulo, Brasil. A América Latina é importante para a
Honeywell e estamos empolgados em poder atender os serviços de reparo localmente para
os nossos clientes, bem como expandir nosso relacionamento com as companhias aéreas
e com o mercado de aviação comercial em geral na América Latina.
NOVO CENTRO
DE REPAROS
NO BRASIL

A Honeywell Aerospace está inaugurando um novo Centro de Serviços e Reparos de


Aviônicos em São José dos Campos, São Paulo, Brasil. A América Latina é importante para a
Honeywell e estamos empolgados em poder atender os serviços de reparo localmente para
os nossos clientes, bem como expandir nosso relacionamento com as companhias aéreas
e com o mercado de aviação comercial em geral na América Latina.
PARA AQUELES QUE
ENXERGAM LONGE.
E VIAJAM MAIS
LONGE AINDA.

De São Paulo a Moscou, do Rio de Janeiro a Los Angeles, o jato executivo certo pode fazer a diferença entre conquistas impressionantes e
oportunidades perdidas. A escolha ideal é o Falcon 8X, altamente exível e de alcance ultralongo. Com sua capacidade de acessar aeroportos
que outros não conseguem, sua eciência superior e a combinação exclusiva de conforto, silêncio de cabine e conectividade de alta velocidade,
o 8X está muito além de um transporte. É a sua plataforma para o sucesso. Falcon 8X. Voe longe. Alcance mais. Com mais conforto.

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Comemorando 10 anos de suporte ao mercado brasileiro.
Orgulhoso de ser o único fabricante estrangeiro de jatos
executivos com um centro de serviços próprio no Brasil.
WWW.DAS-SOD.COM
E D ITO R I A L

NAS ASAS
DA AVIAÇÃO AERO MAGAZINE
BRASIL · ANO 26 · Nº 303 · 2019

DE NEGÓCIO
DIREÇÃO
Publisher
Christian Burgos - christian@innereditora.com.br

Diretora de Operações
Christiane Burgos - christiane@innereditora.com.br

O
REDAÇÃO
Editor-chefe
aeroporto de Congonhas, na cidade de São Paulo, Giuliano Agmont - giuliano@aeromagazine.com.br
recebe mais uma vez a maior feira de aviação de Repórter
Edmundo Ubiratan - edmundo@aeromagazine.com.br
negócios da América Latina. Com novo desenho
Colaboradores
e uma área maior, a Labace 2019 reúne cerca de 50 aviões André Borges Lopes, Cássio Polli,
Rodrigo Duarte, Santiago Oliver e Shailon Ian
e helicópteros em sua exposição estática. Nos bastidores,
ARTE
discute-se o futuro do evento, se continuará sendo onde Diretor de Arte
Ricardo Torquetto - ricardo@innereditora.com.br
sempre foi desde 2003 ou se irá para outro local, já que boa
Assistente de Arte
parte da área cedida para a montagem dos pavilhões não Aldeniei Flávio Gomes Santos - arte@innereditora.com.br

mais pertence à Infraero, foi concedida à Leroy Merlin, Estagiário


Joshua Kerry - arte2@innereditora.com.br
que deve iniciar obras ali em breve. Para 2020, o plano A é
PUBLICIDADE / ADVERTISING
realizar a feira no Campo de Marte, permanecendo na capital publicidade@innereditora.com.br
+55 (11) 3876-8200 – ramal 11
paulista. Neste ano, preparamos um especial com as máquinas
Representante Comercial Brasil e América Latina
presentes na Labace organizadas por faixa de preço. Teresa Rebelo – teresarebelo.inner@gmail.com

Também nesta edição explicamos, em dois artigos, como INTERNATIONAL SALES


Estados Unidos
escolher sua aeronave. Em um mostramos o passo a passo Inner Publishing - sales@innerpublishing.net
Marketing - marketing@innereditora.com.br
para se definir um modelo específico antes de compra. No FINANCEIRO
outro apontamos os diferentes aviões e helicópteros, novos financeiro@innereditora.com.br

e usados, que podem pertencer a uma mesma faixa de PRODUÇÃO


Baunilha Editorial
investimento. Leia para tomar sua decisão. ASSINATURAS
assinaturas@innereditora.com.br
Ainda em AERO, revelamos quem são e como operam 30 +55 (11) 3876-8200
Distribuição Nacional pela Treelog S.A.
empresários bem-sucedidos com atuação no mercado nacional. Logística e Distribuição

Eles viajam a bordo de suas máquinas fechando negócios ASSESSORIA JURÍDICA


Machado Rodante Advocacia
dentro e fora do Brasil. São exemplos de que o sucesso de uma www.machadorodante.com.br

corporação voa na asa de uma aeronave privativa. FALE CONOSCO


info@innereditora.com.br | + 55 (11) 3876-8200
Por fim, temos uma matéria sobre o surgimento dos
IMPRESSÃO
primeiros jatos dedicados a missões executivas, nos anos 1950 EGB - Editora Gráfica Bernardi

e 1960. Muitas das marcas que foram pioneiras naquela época DISTRIBUIDOR EXCLUSIVO PARA O BRASIL
Total Publicações
estão aí até hoje, participando de feiras como a Labace. AERO Magazine é uma publicação
mensal da INNER Editora Ltda.

Bom voo, www.aeromagazine.com.br

A Inner Editora não se responsabiliza por opiniões,


ideias e conceitos emitidos nos textos publicados e
assinados na revista AERO Magazine, por serem de inteira
Giuliano Agmont e Christian Burgos responsabilidade de seu(s) autor(es).
NOVO
AUTO-THROTTLE

O FUTURO É AUTOMAÇÃO
- Photo Airborne Films

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PHOKRUH[SHUL¡QFLDGRSURSULHW˜ULR&RPRRSULPHLURDYLšRHPVXDFDWHJRULDFRP
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WXUER OLFHVU˜SLGRVGD'DKHUTXH SUHIHULGDSHORVDYLDGRUHVGHWRGRRPXQGR

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Celular: +1 954 907 3391| Telephone: +1 954 893 1410 | www.tbm.aero
SUMÁRIO

52
2

24 LABACE 2019 52 MINHA AERONAVE

As estrelas da maior feira Mono ou bimotor, médio ou


de aviação de negócios supermédio, jato ou turbo-hélice:
da América Latina como escolho meu avião?

46 COMPRA E VENDA 58 MERCADO

As múltiplas opções 30 empresários que utilizam


de investimento na aviões e helicópteros para
mesma faixa de preço ganhar tempo e rendimento
Robusto e
Confiável

109
T R E K K E R

A Leonardo Helicopters é reconhecida pelo desempenho, versatilidade e segurança.


O AW109 Trekker - uma evolução da comprovada plataforma AW109 - é o mais
novo biturbina leve, projetado para as missões mais desafiadoras em uma variedade
de funções.
Equipado com trem de pouso robusto do tipo esquis, o AW109 Trekker combina
excelente desempenho, a mais recente tecnologia e altos padrões de segurança
para fornecer clientes uma combinação ideal de conforto e capacidades.
Inspirado pela visão, curiosidade e criatividade do grande mestre inventor -
Leonardo está projetando a tecnologia de amanhã.
Visit us at LABACE, Chalet 6003

leonardocompany.com

Helicopters | Aeronautics | Electronics, Defence & Security Systems | Space


SUMÁRIO

SEÇÕES
66 EAA AIR VENTURE

Os 50 anos do maior
10 FIR ST CLAS S
encontro aeronáutico
do mundo em Oshkosh 12 CURI OSIDADES

14 AERO RES PONDE


74 HISTÓRIA

Os primeiros jatos
16 NA REDE
desenvolvidos exclusivamente
para missões de negócio 82 AEROCLICK
À PROVA DE RECESSÃO
Ninguém pode prever o futuro de forma precisa, mas existe uma maneira
de assegurar que suas viagens a trabalho permaneçam viáveis em qualquer
cenário econômico – invista em um Pilatus PC-12 NG.
Combine eficiência, conforto e versatilidade incomparáveis com a comprovada menor depreciação de sua categoria,
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10 | MAGAZINE 3 0 3
MATERIAIS
NOBRES
Considerado um
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é construído em
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e se tornou
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MAGAZINE 3 0 3 | 11
CURIOSIDADES

MUITO ALÉM DO
Quando se pensa em aviação de lizadas no trrans t
negócios, logo vem à mente a cena de ss ti
a esse di e
um executivo de terno e gravata con- e li eros
versando ao celular ou em reuniã un fo d
bordo de um imponente açõe
sempre as aeron n mbr

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foi extensam e m do um radar multimissão e sendo converti
cado para se t n como uma aeronave de vigilância aérea e
aeronave espec
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Designado oNNC-3
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avançados,
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12 | MAGAZINE 3 0 3
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com seu design audacioso, mas am o
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fabricante italiano acredi s
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e o P.1HH HammerHe cebem s
ssa ser uma boa solução. O os
Guardrail, passando a
delo se tornou uma aeronave
atuar com uma sofistica-
não tripulada para missões de
da plataforma de SIGIN
vigilância, inteligência e reco-
signals intelligence). Seu uso
nhecimento.
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é bastante comum durante
atividades de espionagem.
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foi convertida para uso mi itar.
ar.

PRESA
EDAD
mercado ofe-
rece diversos kits
especiais capazes 00 U l
de transformar l
aeronaves id
aviação geral v
em plataformas
combate
Alguns podem r o naces-
r montados em m ife síve ra de pista, em
aeronaves como e sca da chamada neve
S AO NOME powder (recém-caída). O
u ros r
etorianos eram os sold - piloto voa até uma área
DX, ganhou u nova pla-
dos pertencentes à guarda onde consegue pousar,
si - tafo e equipamentos
dos imperadores da Roma aterrissa sobre a neve e
c l 80 iversos sensores para
antiga. O recém-lançado desembarca os passagei-
realizar desde missões de
aetor da Embraer não ros. De lá, os esquiadores
m exa combate, como monito-
e descem a montanha e
ificação se ramento de abordagens
g o e s us o helicóptero retorna à
tornando uma marítimas e guerra antis-
ces ores se base. Aqui um Leonardo
plataforma de submarino, até operações
la o compacta AW119 em ação.
ataque leve extre- de paz, como vigilância de
vião de alerta
mamente letal. vias marítimas de comuni-
antecipado e inteligência.
cação, busca e salvamento
e evacuação médica.

MAGAZINE 3 0 3 | 13
COMO PL ANEJO MEU
AERO RESPONDE

ABA STECIMENTO?
Evite situações capazes de atrasar seu retorno
ou criar embaraços no aeroporto de destino

Q
uando realizamos um voo dife- gerar transtornos para pilotos e pas- sejam os comerciais, maiores
rente daquele que normalmen- sageiros, que terão de aguardar uma dificuldades poderão advir da falta
te fazemos, temos de pensar solução – muitas vezes demorada, e de funcionários ou da dificuldade
no reabastecimento da aeronave antes não no mesmo dia. na localização do prestador de
de seu retorno à origem. Seja a trabalho Mas não só em pontos distantes serviço, que pode não estar onde
ou lazer, qualquer planejamento de voo há problemas. Em um importante deveria. O que é feito para ser uma
exige a confirmação dos pontos de abas- aeroporto do interior de São Paulo, facilidade e estar sempre acessível
tecimento e se estão operacionais. por exemplo, um dos fornecedores só ao piloto para segurança de voo,
Sim! Por má sorte ou deficiente aceita abastecer a aeronave se a aero- na maioria das vezes não está tão
planejamento, um piloto pode se nave tiver cadastro prévio e o cartão acessível assim.
deparar com a desagradável notícia de abastecimento específico para a Como medida de mitigação
de que uma bomba não está funcio- marca (não pode receber à vista pela desse problema, uma ligação prévia
nando, o caminhão de abastecimento venda). Já o outro fornecedor, além ao ponto de abastecimento e a
quebrou, o combustível necessário de aceitar quem já está previamente confirmação das informações de
acabou ou então a empresa não tem cadastrado em seus sistemas ou tem operacionalidade, custo, forma de
como efetuar o recebimento para se o cartão de abastecimento da outra pagamento e horário de funciona-
pagar pelo produto. bandeira, até aceita pagamentos em mento podem fazer com que seu
Quando voamos para lugares mais dinheiro, mas cria alguma dificuldade voo seja completado da maneira
distantes, se não houver a confirma- na emissão da nota fiscal. correta e segura, seguindo um
ção prévia de combustível e de como Se o abastecimento for neces- adequado planejamento feito de
este deverá ser pago, a situação poderá sário em dias e horários que não maneira prévia.

14 | MAGAZINE 3 0 3
NO H160.

FLY
WE MAKE IT
O H16 0 p ossui um a in ig ua lá v e l va ri edad e
de re curso s d e se gu ra nça . Um he li c ópter o
da no v a ge ra çã o , co m a mpl a v i si b i l i da de,
e xi bi çã o i nt ui t i va de in f o rm açõ es,
a ssi st ê nci a a o pi lo t o i nco m pa rá v e l , c om
o He l io n ix ® , e p ro t eçã o de e n ve l o pe de
v o o sem pre ce de nt e s. Tra nspo rt a a té 1 2
p assa ge i ro s e m um ra io de a çã o de 1 20 N M
co m 1 5% de co m bust í ve l a m e no s.

S e gura nça . We m a ke i t f l y.

ww w. hel i b ra s. co m . b r
POR | EDMUNDO UBIRATAN, GIULIANO AGMONT E SANTIAGO OLIVER FACEBOOK.COM/AEROMAGAZINE
INSTAGRAM @AEROMAGAZINE
WWW.AEROMAGAZINE.COM.BR
NA REDE

JATOS
GULFSTREAM
16 PAÍSES EM
24 HORAS
PARA A
QATAR
Dois pilotos britânicos bateram AIRWAYS
um recorde mundial ao voar
por 16 países em 24 horas. Durante o
Os aviadores Mike Roberts e encontro entre
Nicholas Rogers decolaram os líderes do
com um Piper Malibu com Catar e dos
objetivo de superar a marca Estados Unidos,
anterior, de 11 países no mesmo a Qatar Airways
período, alcançada por James anunciou um do Qatar, e o presidente dos EUA,
van der Hoorn e Iain Macleod pedido para 18 aeronaves da Donald Trump. A encomenda inclui
em 2010. O Piper Malibu, Gulfstream, avaliado em mais de 14 jatos Gulfstream G650ER e
construído em 2008, voou um bilhão de dólares. O acordo foi quatro Gulfstream G500, que serão
formalizado na Casa Branca com incorporados à crescente frota da
presença do xeique Tamim Bin Qatar Executive, que atualmente
Hamad Al-Thani, emir do Estado inclui seis G650ER e quatro G500.

a uma velocidade média de


cruzeiro de 350 quilômetros
300
É a marca histórica de entregas
do Challenger 350 obtida
por hora. A viagem percorreu
pela Bombardier. O jato já é o
cerca de 3.150 quilômetros,
supermédio mais vendido de todos
com o avião permanecendo
os tempos e foi o avião de negócios
mais da metade do tempo no
mais entregue no mundo em 2018.
ar. A escolha dos aeroportos de
cada país foi feita baseada em
requisitos como abastecimento
disponível no horário do pouso,
horário de funcionamento da
alfândega, clima e o tempo
necessário entre os trâmites PLATAFORMA
de solo, reabastecimento e
decolagem. A dupla atualmente A É R E A
detém outro recorde mundial, A Virgin Orbit realizou o primeiro plataforma de lançamento. Partindo
pelo maior número de teste real de lançamento de um da base aérea de Edwards, na
aeródromos visitados em 24 foguete a partir de um Boeing 747. Califórnia, o avião lançador, batizado
horas: aterrissaram em 87 pistas A missão marca um importante de Cosmic Girl, soltou o foguete
no Reino Unido, utilizando um avanço no programa LauncherOne, a partir de uma altitude de 35 mil
Cessna 172, em 2017. que deverá realizar o lançamento pés. A Virgin Orbit espera concluir
de pequenas cargas em órbita nos próximos meses o processo de
NAÇÕES V ISITADAS baixa utilizando um avião como ensaios e certificação, iniciando em
seguida os primeiros lançamentos
Dinamarca, Suécia, Polônia, comerciais. A empresa acredita
República Tcheca, Eslováquia, que, ao utilizar um avião voando
Hungria, Croácia, Eslovênia, acima dos 35 mil pés, será possível
Itália, Áustria, Suíça, reduzir consideravelmente os custos
Alemanha, Luxemburgo, de lançamentos espaciais, além de
Países Baixos, Bélgica e França permitir escolher o melhor local para
cada missão.

16 | MAGAZINE 3 0 3
SUA VISÃO
SEMPRE CLARA
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cockpits Primus 1000/2000 que exibe imagens coloridas em 3-D de pistas,
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NA REDE

RAFALE NA ÍNDIA... ...E NO CATAR


A Índia deve receber seus Enquanto isso, o de disputas com a Arábia
primeiros caças Dassault Catar já recebeu Saudita, que acusa Doha de
Rafale em meados de seus primeiros colaborar com o Irã e apoiar
setembro. Os aviões, poderá Rafale, de uma grupos extremistas. Ainda
produzidos na França, chegar a encomenda de assim, o acordo para a venda
fazem parte de um pedido 110 aeronaves e 36 aeronaves. do Rafale foi ratificado pelo
de 36 aeronaves feito pela incluir produção O país médio- governo francês e pelos
Força Aérea da Índia (IAF), local. Os franceses oriental manterá os Estados Unidos. O país até
com custo de 8,8 bilhões de também propõem a venda aviões na base aérea assinou um acordo com a
dólares. São 28 monopostos de 57 Rafale M, a versão de Dukhan, no entorno Boeing para outros 36 caças
e oito bipostos. A Índia embarcada, para atender às de Doha. O Catar tenta F-15QA, versão destinada
negocia um novo lote com necessidades da marinha se armar após uma série exclusivamente ao Catar.
a Dassault Aviation, que indiana.

MOTOR
HEMISPHERE SUPERLATIVO
SUSPENSO Além de ser o maior motor comercial a
jato do mundo, o GE9X também se provou
A Textron Aviation o mais poderoso. Desenvolvido pela GE
suspendeu o Aviation para o novo Boeing 777X, o propulsor
desenvolvimento do alcançou 134.300 libras-força de empuxo durante
programa Citation testes. Para se ter uma ideia, o motor RD-107A
Hemisphere. O do foguete Soyuz, que ajudou Iuri Gagarin a se
anúncio foi feito tornar o primeiro humano a orbitar a Terra,
por Scott Donnelly, em 1961, tinha 189 mil libras-força de
CEO da Textron. impulso e o foguete Mercury-Redstone
De acordo com 3, que levou o primeiro norte-
o executivo, o americano
i ao espaço, 78
fabricante não mil libras-força.
ficou satisfeito com durante a NBAA- do modelo foi
o progresso no BACE, como o impactado pelos
desenvolvimento do maior avião da problemas no motor,
motor Silvercrest, família Citation, que também deveria
que acumula vários com cabine larga e equipar o Dassault
anos de atrasos. capacidade de voos Falcon 5X, cancelado
O Hemisphere foi de longo alcance. justamente pelas
anunciado em 2015, O desenvolvimento mesmas razões.

SUPERSÔNICO
ORIENTAL
A Rússia está negociando a construção superior à do Tupolev Tu-144, feito Corporation (OAK, na sigla em russo).
de um novo avião supersônico civil nos anos 1960. Inicialmente, o projeto O objetivo é apresentar um projeto
em parceria com os Emirados Árabes seria custeado pelo fundo soberano já em meados de 2022, quase 55 anos
Unidos. O objetivo é viabilizar recursos Mubala, enquanto o projeto de depois do Tu-144, até hoje um dos
para o desenvolvimento e produção desenvolvimento e produção ficaria a maiores fracassos da pujante indústria
de uma aeronave com capacidade cargo da estatal russa United Aviation aeroespacial soviética.

18 | MAGAZINE 3 0 3
NA REDE

SHOW NO
LUGAR ERRADO
A equipe de demonstração aérea da força aérea anos. Mas, ao avistar a estrutura de um festival
suíça realizou uma demonstração de voo em de música, o 31º Northwest Yodelling Festival,
local errado. Os caças F-5 da Patrouille que ocorria simultaneamente na cidade de
Suisse deveriam sobrevoar Langenbruck, Mümliswil, o líder do esquadrão mudou o
onde se homenageava o aviador Oskar curso das aeronaves, acreditando ser ali o
Bider no dia do centenário de sua morte – local do evento, e acabou fazendo a passagem
ele foi o primeiro a transpor com um avião pouco mais de seis quilômetros a oeste de onde
os Alpes, em 1913, quando tinha apenas 22 deveria. Bom, o público do festival aprovou.

KC-390
PARA PORTUGAL
SAAB
ENERGIZA
GRIPEN...
A Saab energizou pela primeira funções sensíveis ao toque. A tela
vez o Gripen E destinado à Força única no cockpit reúne todas as
Aérea Brasileira. A aeronave, que informações do voo e da missão,
está sendo montada na Suécia, faz reduzindo significativamente o
parte do primeiro lote de aviões peso e aumentando a capacidade
voltado à campanha de ensaios situacional do piloto em qualquer
O governo de Portugal anunciou a em voo e exibiu seus sistemas fase, incluindo combate real.
compra de cinco KC-390 para sua eletrônicos em funcionamento.
Usualmente, aeronaves de caça
força aérea. Os aviões brasileiros O maior destaque do Gripen apresentam três ou mais telas,
devem substituir os veteranos C-130H E/F é seu display multifunção aumentando o peso final do
Hercules. O Ministério da Defesa de grande dimensão, o WAD avião e em alguns casos
daquele país recebeu autorização (Wide Area Display), que possui representando uma maior carga
para utilizar o orçamento extra de 19 por oito polegadas com de trabalho ao piloto.
827 milhões de euros na compra dos
novos aviões. A expectativa é que o
primeiro KC-390 seja entregue em e sistemas táticos. Os primeiros
fevereiro de 2023, com o último avião aviões de série começaram a ser
chegando à Portugal no início de 2027. produzidos em fevereiro, com
o primeiro Gripen E da força
Essa encomenda era tida como uma ...E FA aérea sueca sendo entregue
importante conquista para o programa
KC-390, que tem em Portugal um
VO
OO EM no início de 2019, seguido do
primeiro exemplar destinado
parceiro estratégico no projeto. FORMAÇÃO ao Brasil. A FAB deverá receber
Partes substanciais da aeronave
são produzidas pela OGMA, como A Saab também realizou o os primeiros Gripen F (biplace),
fuselagem central e profundores, assim primeiro voo de testes do da qual é o único cliente, com
como pela filial da Embraer em Évora, Gripen E com duas aeronaves oito encomendas, em meados
que fabrica o revestimento das asas e em formação. Os dois protótipos de 2024. A versão biplace é a
os estabilizadores horizontais. 39-9 e 39-10 realizaram um voo única que será integralmente
conjunto para testes de sensores produzida no Brasil.

OLHO NO Estou sempre acompanhando a revista, sempre rica em Sim, Tatsuto, está
detalhes. Mas na legenda das fotos da p. 62 (AERO 302), onde correto. Agradecemos
DETALHE se fala 747, não seriam um B52 e um Globe Master? - Tatsuto pela observação.

20 | MAGAZINE 3 0 3
Hidráulica sem esforço.

Visite-nos na LABACE, estande # 1009 Aviônicos


Acessórios
Ligue 55 11 4186-6116 ou visite nosso site: Instrumentos
www.precisionaviationgroup.com/php-br/. Rodas e Freios
Starter Generators
NA REDE

ÁGU IA
O BOM E VELHO
OU
MD-11
A Lufthansa Cargo planeja
AVI ÃO?

A Airbus apresentou o conceito arrasto. A fuselagem geodésica


antecipar a retirada de serviço geral da aeronave inspirada nos seria construída em materiais
de seus 12 trimotores MD- 11F, pássaros que vem desenvolvendo compostos de última geração com
que serão substituídos pelos via programa Bird of Prey. O grande eficiência aerodinâmica.
Boeing 777F já em 2020, e não modelo conceitual prevê um Um dos destaques é a cauda,
mais em 2025. avião turbo-hélice de propulsão que lembra a de uma águia,
híbrido-elétrica e voltado possibilitando redução no arrasto
para o transporte regional. e melhor eficiência no controle
O projeto foi inspirado na do voo e aperfeiçoamentos
mecânica de voo das águias, aerodinâmicos. O conceito
que oferece grande eficiência da aeronave apresentada tem
e controle. A aeronave possui capacidade para 80 passageiros
pontas de asas com controle e alcance estimado em 1.500
de voo ativo, além de oferecer quilômetros, consumindo até
controle de rolagem (curvas) 50% menos combustível que os
com mínima interferência no turbo-hélices convencionais.

SOPA DE

Diante da ampliação de sua começar com a sequência P-AAA. Uma Ainda que existam algumas
frota de aeronaves, o Brasil nova convenção internacional, ocorrida restrições nos registros de aeronaves
estuda expandir suas marcas de em Washington, em 1927, e realizada brasileiras, que exclui algumas séries
nacionalidade de matrícula e pela International Radiotelegraph de combinações SOS, VFR, IFR, IMC,
adicionar ainda este ano o prefixo Convention, revisou as marcas nacionais. entre outros, a mais recente combinação
PS- em complemento às sequências O Brasil adotou, então, a sequência PT PR- começa a esgotar suas reservas.
PR, PP e PT, em uso atualmente. para aeronaves da aviação geral e PP A adoção já prevista do prefixo PS
Por normas internacionais, cada para aviação regular. Os Estados Unidos deverá proporcionar mais uma ou duas
aeronave civil deve ser registrada passaram a utilizar a série N seguida décadas de registros ao país.
com marcas de nacionalidade de até cinco caracteres alfanuméricos, O prefixo PU, também detido
e de matrícula, conforme uma enquanto o Reino Unido optou pela pelo Brasil, é restrito a modelos
sequência internacional aprovada série G (Great Britain) seguida de experimentais, dedicado àqueles que
pela Organização Internacional da quatro letras, assim como a Alemanha não serão homologados, como o caso
Aviação Civil, a Icao, na sigla em escolheu a letra D (Deutschland) mais das aeronaves leves esportivas.
inglês. A primeira regulamentação quatro letras, a França a letra F (France)
internacional para registro de também seguida de quatro letras,
aeronaves ocorreu em 1919, durante entre outros países. Curiosamente, na
o International Air Navigation ocasião, a letra B estava disponível,
Convention, que aconteceu em Paris. mas o Brasil escolheu uma sequência
Na ocasião, o Brasil adotou o prefixo não relacionada à primeira letra de seu
P- seguido de quatro letras para nome, como fizeram outros países. A
registro de suas aeronaves, que deveria letra B foi adotada pela China.

22 | MAGAZINE 3 0 3
JATOS DISPONÍVEIS PARA IMPORTAÇÃO
EXCLUSIVIDADE GLOBAL AIRCRAFT CORPORATION

2001 GULFSTREAM G200 SN:047


• Célula: 3.833 horas desde novo.
• Motores #1 / #2: 428 / 478 horas após HSI. • Equipado com Wi-Fi, EGPWS, TCAS Ch.7, ADF,
• Programa de motor: ESP Gold. DME, Rad Alt, CVR, FDR, WX Rad, etc.
• Programa de APU: MSP. • Interior executivo para 9 passageiros.
• 16C check feito em 2018 (US$800K). • Saiba mais em: http://bit.ly/GulfstreamG200

Especificações sujeitas à verificação.

1995 DASSAULT FALCON 2000 SN:014


• Célula: 6,620 horas desde novo. • Interior executivo de Falcon 2000EX para 10
• Programa de Motor & APU: MSP Gold. passageiros, com jump seat e lavatório, instalado
• Aviônica Collins Pro Line IV inscrito no CASP. em 2012.
• Toda manutenção em dia, controlado no CAMP. • Pintura nova feita em 2016.
• Com Dry Bay Modification e ADS-B In/Out. • Saiba mais em: http://bit.ly/Falcon2000SN014

Aeronaves disponíveis para visita no hangar da Global Aircraft em Miami, FL.

Veja o inventário online em www.globalaircrafts.com e entre em contato para negociar a sua aeronave.
vendas@globalaircrafts.com sales@globalaircrafts.com
Brasil: Estados Unidos
11 4200-6181 – São Paulo 71 4062-9855 – Salvador +1 954 676-4092
21 4063-7308 – Rio de Janeiro 41 4042-7430 – Curitiba México
61 4042-1455 – Brasília 31 4042-8764 – Belo Horizonte +52 55 41 625926
O PREÇO DO
L A B AC E 2019

SUCESSO
A maior feira da aviação de negócios da América
Latina reúne em São Paulo a nata da indústria
aeronáutica voltada para utilidade pública,
fretamentos e voos privados
PO R | ED MU N D O U BI RATA N E GI ULI A NO AGM ONT

P
ercorrer os corredores montados no aeroporto de Congonhas
para a exposição estática da Latin American Business Aviation
Conference & Exhibition, a já tradicional Labace, dá ao
interessado em comprar uma aeronave a oportunidade de ver
de perto e por dentro cada uma de suas opções, em um, dois
ou três dias. Neste ano, a maior feira de aviação de negócios da Améri-
ca Latina reuniu quase 50 diferentes máquinas. Mostramos aqui todas
elas, separadas por faixas de preço. São helicópteros, jatos, turbo-hélices
e aviões a pistão de diferentes portes para operações de táxis-aéreos,
missões especiais ou voos privados.

LEGENDA
• Valor de referência é o preço de lista (FOB)
• Consideramos número de passageiros típicos (PAX TÍPICO)
e capacidade máxima de passageiros (PAX MAX)
• O peso máximo de decolagem (MTOW) está em libras (lb)
• Velocidade em nós (kt) e teto em pés (ft) seguem o padrão imperial
• Alcance está em milhas náuticas (nm)
Cobertura Labace:

Financie com
ATÉ US$ 1 MILHÃO

CESSNA CESSNA 172S


TURBO 182T US$ >> 380 mil SKYHAWK SP US$ >> 365 mil
SKYLANE Pax Típico >> 4 Considerado a transição entre Pax Típico >> 4
O irmão do meio da família Pax Max >> 4 a aviação experimental e a ho- Pax Max >> 4
de monomotores a pistão da MTOW >> 3.100 lb mologada, o Skyhawk dispensa MTOW >> 2.550 lb
Alcance >> 915 nm apresentações. Com quase 45 Alcance >> 640 nm
Cessna oferece alcance de 915
Velocidade >> 145 kt mil aeronaves produzidas, lide- Velocidade >> 124 kt
milhas náuticas e velocidade
Teto >> 20.000 ft Teto >> 14.000 ft
máxima de cruzeiro de 145 ra com folga a marca de avião
nós, unindo flexibilidade e mais fabricado da história da
baixo custo operacional. indústria aeronáutica. Atende a profissionais
liberais e do campo, assim como é usado em
treinamento básico e viagens de lazer.

26 | MAGAZINE 3 0 3
Cobertura Labace:

Financie com

CESSNA TURBO CIRRUS


206H STATIONAIR SR22G6 TURBO US$ >> 900 mil
Utilitário para seis pessoas, o US$ >> 780 mil O modelo asa baixa popula- Pax Típico >> 4
Turbo Stationair HD oferece Pax Típico >> 6 rizou as chamadas aeronaves Pax Max >> 5
um alcance máximo de 703 Pax Max >> 6 glass cockpit. Com bom espa- MTOW >> 2.550 lb
milhas náuticas com veloci- MTOW >> 3.789 lb ço interno, elevada perfor- Alcance >> 1.021 nm
dade máxima de cruzeiro de Alcance >> 703 nm mance e um paraquedas de Velocidade >> 183 kt
161 nós. Com asa alta e bom Velocidade >> 161 kt emergência, o SR22 é voltado Teto >> 17.500 ft
espaço interno, atende tanto Teto >> 27.000 ft principalmente a profissionais
ao operador de negócios, so- liberais em voos de lazer ou negócios,
bretudo o rural, como ao de lazer. até porque tem limitações para o trans-
porte de carga.

MAGAZINE 3 0 3 | 27
DE US$ 1 MILHÃO A US$ 2 MILHÕES

CIRRUS VISION SF50


Único avião a jato abaixo dos dois
milhões de dólares, o SF50 é também
o primeiro monojato civil para até
sete ocupantes do mercado. Limitado
a 28.000 pés e com velocidade de
cruzeiro de 300 nós, o avião se destaca
por sua simplicidade e pela confiabili-
dade do motor William FJ33.
US$ >> 1,9 milhão
Pax Típico >> 7
Pax Max >> 7
MTOW >> 6.000 lb
Alcance >> 600 nm
Velocidade >> 300 kt
Teto >> 28.000

BEECHCRAFT BARON G58 DIAMOND DA62 BELL 505


A mais recente evolução do clássico Bimotor a pistão que consome que- JET RANGER X
Baron oferece interior remodelado e rosene e oferece até sete lugares, O Jet Ranger recebeu nova
aviônica Garmin 1000NXi, mantendo o DA62 reúne características de cabine e motorização, com
o desempenho que o consagrou, com voo que o tornam uma opção para melhorias de conforto e
alcance máximo de 1.480 milhas náu- quem deseja performance e espaço performance. O modelo se
ticas, peso pago de 1.559 libras e veloci- interno, mas não chega a necessitar destaca em operação de
dade máxima de cruzeiro de 202 nós. de um biturboélice. transporte executivo e de
US$ >> 1,4 milhão US$ >> 1,4 milhão apoio a coberturas aéreas.
Pax Típico >> 6 Pax Típico >> 5 US$ >> 1,5 milhão
Pax Max >> 6 Pax Max >> 7 Pax Típico >> 4
MTOW >> 5.500 lb MTOW >> 5.071 lb Pax Max >> 4
Alcance >> 1.480 nm Alcance >> 1.283 nm MTOW >> 3.680 lb
Velocidade >> 202 kt Velocidade >> 192 kt Alcance >> 352 nm
Teto >> 20.688 ft Teto >> 20.000 ft Velocidade >> 125 kt
Teto >> 20.000 ft

28 | MAGAZINE 3 0 3
Cobertura Labace:

DE US$ 2 MILHÕES A US$ 3 MILHÕES


Financie com

QUEST KODIAK 100 CESSNA 206 CARAVAN PIPER M500


Rival do Cessna Caravan, o Kodiak foi cons- Um dos mais versáteis aviões da atua- Com capacidade para seis
truído com uso de estudos computacionais. O lidade, o Caravan oferece capacidade ocupantes e alcance de 1.000
resultado é uma aeronave de alta performance para até 13 ocupantes e peso máximo milhas náuticas, o monomotor
com capacidade STOL e espaço para oito de decolagem de 8.000 libras, sendo turbo-hélice M500 oferece
assentos, com 7.255 libras de peso máximo oferecido em versões para transporte velocidade de cruzeiro de 260
de decolagem. O avião foi destaque na última de passageiros, carga ou combinado. nós e peso máximo de decola-
feira de Le Bourget por conta do anúncio da Também possui configuração anfíbia. gem de 5.092 libras.
compra da
Quest pela US$ >> 2,2 milhões US$ >> 2,3 milhões
US$ >> 2,1 milhões
Pax Típico >> 6 Pax Típico >> 9
Pax Típico >> 5 Daher, tradicio-
Pax Max >> 6 Pax Max >> 13
Pax Max >> 9 nal fabricante
MTOW >> 5.092 lb MTOW >> 8.000 lb
MTOW >> 7.255 lb francês, famoso
Alcance >> 1.000 nm Alcance >> 325 nm
Alcance >> 524 nm pela família de
Velocidade >> 260 kt Velocidade >> 186 kt
Velocidade >> 180 kt turbo-hélices
Teto >> 30.000 ft Teto >> 25.000 ft
Teto >> 25.000 ft TBM.

MAGAZINE 3 0 3 | 29
CESSNA PIPER M600 CESSNA
CARAVAN 208 Versão mais avançada da GRAND CARAVAN EX
Um dos mais versáteis aviões da atualidade, série M de monoturbo- Além de oferecer um adicional
o Caravan oferece capacidade para até 13 élices Piper, o modelo se de 800 libras de peso máximo de
ocupantes e peso máximo de decolagem de difere do seu irmão me- decolagem em relação ao irmão
8.000 libras, sendo oferecido em versões para nor por oferecer alcance menor, o Grand Caravan em sua
transporte de passageiros, carga ou combina- de 1.658 milhas náuticas e última versão recebeu hélices pen-
do. Também possui configuração anfíbia. peso máximo de decola- tapá, melhorias no grupo motopro-
gem de 6.000 libras. pulsor e atualização na aviônica.
US$ >> 2,2 milhões
US$ >> 2,3 milhões US$ >> 2,7 milhões
Pax Típico >> 9
Pax Típico >> 6 Pax Típico >> 5
Pax Max >> 13
Pax Max >> 6 Pax Max >> 13
MTOW >> 8.000 lb
MTOW >> 6.000 lb MTOW >> 8.807 lb
Alcance >> 325 nm
Alcance >> 274 nm Alcance >> 494 nm
Velocidade >> 186 kt
Velocidade >> 125 kt Velocidade >> 192 kt
Teto >> 25.000 ft
Teto >> 30.000 ft Teto >> 25.000 ft

30 | MAGAZINE 3 0 3
Cobertura Labace:

DE US$ 3 MILHÕES A US$ 5 MILHÕES


Financie com

AIRBUS H125 AIRBUS H130 DAHER TBM 910


Um dos mais populares heli- O modelo se destaca por ser um O modelo de entrada da con-
cópteros do mundo, o H125, monoturbina com capacidade para sagrada família TBM possui
anteriormente designado AS350 até sete ocupantes e performance suíte Garmin 1000 NXi e opção
B3e, é um monoturbina capaz para operar em helipontos restritos, de lavatório. Os monoturboélices
de atender a uma ampla gama de além de realizar tanto missões de TBM estão entre as aeronaves de
missões, de transporte VIP com transporte de executivos como de negócios de maior performance no
interior de luxo até operações resgate. O uso do sistema de rotor mercado, alcançando a marca de
shuttle e missões de resgate. Fenestron reduz o ruído e aumenta 330 nós de velocidade de cruzeiro.
a segurança em operações no solo.
US$ >> 3,1 milhões US$ >> 3,8 milhões
Pax Típico >> 5 US$ >> 3 milhões Pax Típico >> 6
Pax Max >> 6 Pax Típico >> 5 Pax Max >> 6
MTOW >> 4.960 lb Pax Max >> 7 MTOW >> 7.394lb
Alcance >> 340 nm MTOW >> 4.512 lb Alcance >> 1.730 nm
Velocidade >> 140 kt Alcance >> 327 nm Velocidade >> 330 kt
Teto >> 23.000 ft Velocidade >> 128 kt Teto >> 31.000 ft
Teto >> 23.000 ft

MAGAZINE 3 0 3 | 31
KOPTER SH09
Faz sua estreia na Labace. Ainda em
processo de certificação, o novo helicóp-
tero monoturbina da suíça Kopter, antes
chamada Marenco Swisshelicopter, deve
disputar diferentes mercados, do cor-
porativo ao governamental, com planos
audaciosos, inclusive para o Brasil, onde
tem parceria com a Gualter Helicopters.
Tem autonomia de cinco horas e, com
carga externa, pode operar com peso
máximo de 6.170 libras.

US$ >> 3,5 milhões


Pax Típico >> 5
Pax Max >> 7
MTOW >> 5.842 lb
Alcance >> 430 nm
Velocidade >> 140 kt

BEECHCRAFT DAHER TBM 940 EMBRAER


KING AIR A versão topo de linha da família PHENOM 100E
C-90GTX agora conta com autothrottle de A mais recente versão do jato leve da
O modelo de entrada da família série, sendo o único monoturbo- Embraer oferece como diferencial baixo
King Air oferece a flexibilidade élice da categoria com integração custo operacional aliado a capacidade
de um bimotor turbo-hélice alia- completa com o piloto automático. para até sete assentos e alcance de 1.178
da ao baixo custo operacional e A velocidade de cruzeiro é 330 milhas náuticas. Quando foi lançado,
à performance adequada para a nós e o alcance de 1.730 milhas destacou-se por ser o único avião da
maioria das pistas brasileiras. náuticas. categoria com lavatório de série.

US$ >> 3,8 milhões US$ >> 4,3 milhões US$ >> 4,4 milhões
Pax Típico >> 5 Pax Típico >> 6 Pax Típico >> 5
Pax Max >> 8 Pax Max >> 6 Pax Max >> 6
MTOW >> 10.485 lb MTOW >> 7.394 lb MTOW >> 10.472 lb
Alcance >> 1.260 nm Alcance >> 1.730 nm Alcance >> 1.178 nm
Velocidade >> 272 kt Velocidade >> 330 kt Velocidade >> 405 kt
Teto >> 30.000 ft Teto >> 31.000 ft Teto >> 41.000 ft

32 | MAGAZINE 3 0 3
Cobertura Labace:

Financie com

CESSNA PILATUS PC-12NG HONDAJET HA-420 ELITE


CITATION M2 A versão mais recente do PC-12 A série Elite é a mais recente versão do
O menor modelo da consa- agrega ampla performance em voo, HondaJet, que recebeu diversas melho-
grada família Citation alia al- com velocidade de cruzeiro de 285 rias, incluindo novo interior. O pequeno
cance de 1.550 milhas náuticas nós, alcance de 1.845 milhas náu- jato se destaca por seus motores mon-
com capacidade para até sete ticas, uma ampla porta de cargas tados sobre as asas e sua performance
passageiros e peso máximo traseira e capacidade de operar em em voo, com alcance de 1.223 milhas
de decolagem de 10.700 libras pistas curtas e não preparadas. náuticas e velocidade máxima de cruzei-
voando a 41.000 pés. ro de 422 nós.
US$ >> 4,7 milhões
US$ >> 4,7 milhões Pax Típico >> 4 US$ >> 4,9 milhões
Pax Típico >> 5 Pax Max >> 6 Pax Típico >> 5
Pax Max >> 7 MTOW >> 10.450 lb Pax Max >> 6
MTOW >> 10.700 lb Alcance >> 1.845 nm MTOW >> 10.700 lb
Alcance >> 1.550 nm Velocidade >> 285 kt Alcance >> 1.223 nm
Velocidade >> 404 kt Teto >> 30.000 ft Velocidade >> 422 kt
Teto >> 41.000 ft Teto >> 43.000 ft

MAGAZINE 3 0 3 | 33
DE US$ 5 MILHÕES A US$ 10 MILHÕES

BEECHCRAFT LEONARDO CESSNA


KING AIR 250 E 350I AW109 GRANDNEW CITATION CJ-3+
A família King Air se mantém como Um dos mais rápidos bimoto- Com ganhou de alcance, que
uma das mais bem-sucedidas da avia- res leves do mercado, o Grand- agora é de 2.040 milhas náuticas,
ção de negócios, dispondo de modelos New alia flexibilidade opera- a evolução do CJ3 tem velocidade
capazes de operar em pistas curtas cional e capacidade de operar de cruzeiro de 416 nós e acomoda
e não preparadas, proporcionando em clima e ambiente severo. até nove passageiros a bordo. Uma
capacidade de cinco a 15 assentos e US$ >> 7,8 milhões
das melhorias do CJ3+ é a adoção
alcance de até 1.440 milhas náuticas e Pax Típico >> 6 da suíte Garmin 3000 e novo
velocidade de cruzeiro de 320 nós. Pax Max >> 7 layout de cabine.
US$ >> 7,3 milhões MTOW >> 7.000 lb US$ >> 8,2 milhões
Pax Típico >> 5 Alcance >> 464 nm Pax Típico >> 7
Pax Max >> 9 Velocidade >> 156 kt Pax Max >> 9
MTOW >> 12.500 lb Teto >> 20.000 ft MTOW >> 12.750 lb
Alcance >> 1.720 nm Alcance >> 2.040 nm
Velocidade >> 310 kt Velocidade >> 416 kt
Teto >> 35.000 ft Teto >> 45.000 ft

34 | MAGAZINE 3 0 3
Cobertura Labace:

Financie com

PILATUS PC-24 EMBRAER AIRBUS H145


Primeiro avião de negócios a PHENOM 300E O H145 é um biturbina leve da
reação a ser projetado para ope- Por vários anos, o Phenom 300 foi classe de quatro toneladas com
rar em pistas não preparadas, o avião de negócios mais entregue capacidade multimissão. Sua
o PC-24 une a versatilidade do do mundo. A nova versão E apre- cabine oferece uma ampla gama de
irmão PC-12 com desempenho senta o DNA Embraer, que oferece opções de configurações, para até
de um jato, com alcance de 2.810 um novo layout de cabine com nove passageiros ou layout de alto
milhas náuticas e velocidade de itens desenvolvidos exclusivamente luxo. Sua porta traseira o torna um
cruzeiro de 440 nós. pela empresa. modelo ideal para resgate.
US$ >> 8,9 milhões US$ >> 8,9 milhões US$ >> 9,7 milhões
Pax Típico >> 4 Pax Típico >> 7 Pax Típico >> 5
Pax Max >> 6 Pax Max >> 9 Pax Max >> 9
MTOW >> 17.968 lb MTOW >> 17.968 lb MTOW >> 8.378 lb
Alcance >> 2.810 nm Alcance >> 1.692 nm Alcance >> 352 nm
Velocidade >> 440 kt Velocidade >> 453 kt Velocidade >> 129 kt
Teto >> 45.000 ft Teto >> 41.000 ft Teto >> 20.000 ft

MAGAZINE 3 0 3 | 35
DE US$ 10 MILHÕES A US$ 20 MILHÕES

BOMBARDIER LEARJET 75 CESSNA EMBRAER


O último lançamento do Learjet foi a CITATION XLS+ LEGACY 450
série Liberty, que teve o layout interno Combinando capacidade de Com uma das maiores
redefinido, ganhando mais espaço em operar em aeroportos com pistas cabines da categoria,
detrimento de assentos, além de uma re- curtas e alcance intercontinental, o Legacy 450 oferece
dução na faixa de US$ 3 milhões no preço o Citation XLS+ pode transpor- capacidade para até nove
de tabela. A família Learjet continua se tar nove passageiros a 441 nós passageiros e alcance de
destacando pela performance, podendo por até 2.100 milhas náuticas. 2.575 milhas náuticas
voar acima de 465 nós e a 51.000 pés. com 467 nós.
US$ >> 13 milhões
US$ >> 13,8 milhões Pax Típico >> 8 US$ >> 16,5 milhões
Pax Típico >> 8 Pax Max >> 12 Pax Típico >> 7
Pax Max >> 10 MTOW >> 20.200 lb Pax Max >> 9
MTOW >> 21.500 lb Alcance >> 1.528 nm MTOW >> 35.274 lb
Alcance >> 2.040 nm Velocidade >> 440 kt Alcance >> 2.575 nm
Velocidade >> 465 kt Teto >> 45.000 ft Velocidade >> 467 kt
Teto >> 51.000 ft Teto >> 45.000 ft

36 | MAGAZINE 3 0 3
Cobertura Labace:

Financie com

CESSNA EMBRAER PRAETOR 500 CESSNA


CITATION LATITUDE Evolução da família Legacy, o Prae- CITATION SOVEREIGN+
Um dos mais novos projetos da tor 500 ampliou seu alcance para Um dos mais bem-sucedidos aviões da
Cessna, atende a quem necessitava 3.250 milhas náuticas mantendo família Citation, o Sovereign+ possui
de alcance superior a 2.700 milhas 462 nós de velocidade de cruzeiro alcance de 3.200 milhas náuticas, o
náuticas e uma ampla cabine, consi- máxima e nove passageiros a bor- suficiente para voar para praticamente
derada uma das mais silenciosas da do. Foi um dos primeiros a receber todos os destinos da América do Sul
aviação de negócios. o novo design DNA Embraer no sem escalas. A capacidade da cabine é
interior da cabine de passageiros. de até 12 passageiros.
US$ >> 16,6 milhões US$ >> 16,9 milhões US$ >> 17,8 milhões
Pax Típico >> 9 Pax Típico >> 7 Pax Típico >> 9
Pax Max >> 9 Pax Max >> 9 Pax Max >> 12
MTOW >> 30.800 lb MTOW >> 36.949 lb MTOW >> 30.755 lb
Alcance >> 2.810 nm Alcance >> 1.692 nm Alcance >> 352 nm
Velocidade >> 446 kt Velocidade >> 462 kt Velocidade >> 459 kt
Teto >> 45.000 ft Teto >> 45.000 ft Teto >> 45.000 ft

MAGAZINE 3 0 3 | 37
DE US$ 20 MILHÕES A US$ 30 MILHÕES

EMBRAER PRAETOR 600 GULFSTREAM G280


Considerado um modelo US$ >> 23,9 milhões Construído em Israel e finali- US$ >> 24,5 milhões
disruptivo pela Embraer, o Pax Típico >> 8 zados nos Estados Unidos, o Pax Típico >> 8
Praetor 600 voa distâncias Pax Max >> 12 G280 entrega uma ampla ca- Pax Max >> 10
de até 3.900 milhas náuticas MTOW >> 42.877 lb bine para até 10 passageiros, MTOW >> 36.600 lb
com uma ampla cabine para Alcance >> 3.900 nm com alcance de 2.387 milhas Alcance >> 3.387 nm
até 12 passageiros, podendo Velocidade >> 466 kt náuticas e velocidade máxima Velocidade >> 482 kt
operar sem restrições em Teto >> 45.000 ft de cruzeiro de 482 nós. Teto >> 45.000 ft
pistas como Angra dos Reis
ao mesmo tempo que cumpre
pernas até os Estados Unidos.

38 | MAGAZINE 3 0 3
Cobertura Labace:

Financie com

EMBRAER BOMBARDIER CHALLENGER 350


LEGACY 650 US$ >> 25,9 milhões O avião de negócios de maior US$ >> 26,6 milhões
Um dos maiores aviões nes- Pax Típico >> 13 sucesso do último ano atingiu Pax Típico >> 8
sa faixa de preço, o Legacy Pax Max >> 19 a marca de 300 entregas em Pax Max >> 16
650 se vale da tradição da MTOW >> 53.572 lb apenas cinco anos. O modelo MTOW >> 40.600 lb
família derivada do jato Alcance >> 3.900 nm une uma ampla cabine, com Alcance >> 3.200 nm
comercial ERJ-135, que Velocidade >> 459 kt performance para operar em Velocidade >> 476 kt
se destacou entre grandes Teto >> 41.000 ft aeroportos com pistas curtas, Teto >> 45.000 ft
corporações graças a seu alcance de 3.200 milhas náuti-
interior com opção shuttle. cas e velocidade de 476 nós.

MAGAZINE 3 0 3 | 39
DE US$ 30 MILHÕES A US$ 50 MILHÕES

BOMBARDIER DASSAULT DASSAULT


CHALLENGER 650 FALCON 2000LXS FALCON 900LX
O irmão maior da família A consagrada família Falcon Com alcance de 4.800 mi-
Challenger amplia a capaci- 2000 ganhou melhorias conside- lhas náuticas e velocidade
dade para 19 passageiros e ráveis nas últimas versões, como de cruzeiro de 482 nós, o
seu alcance supera as 4.000 interior redesenhado e nova su- elegante trijato francês voa
milhas náuticas. íte de aviônicas EASy II. A série com até 19 passageiros ou
US$ >> 32,3 milhões
Falcon 2000 está entre os aviões uma configuração em três
Pax Típico >> 10 com maior cabine da categoria. zonas de cabine.
Pax Max >> 19 US$ >> 35,1 milhões US$ >> 44,8 milhões
MTOW >> 48.200 lb Pax Típico >> 8 Pax Típico >> 12
Alcance >> 4.000 nm Pax Max >> 19 Pax Max >> 19
Velocidade >> 490 kt MTOW >> 42.200 lb MTOW >> 49.000 lb
Teto >> 41.000 ft Alcance >> 3.817 nm Alcance >> 4.800 nm
Velocidade >> 482 kt Velocidade >> 482 kt
Teto >> 47.000 ft Teto >> 51.000 ft

40 | MAGAZINE 3 0 3
Cobertura Labace:

Financie com

BOMBARDIER
GLOBAL 5500 GULFSTREAM G500
Um dos maiores aviões da US$ >> 46 milhões Um dos mais novos projetos US$ >> 48,2 milhões
categoria, o Global 5500 Pax Típico >> 14 da Gulfstream, inspirou-se no Pax Típico >> 18
possui capacidade para até Pax Max >> 19 bem-sucedido G650 para ofe- Pax Max >> 19
19 passageiros, três zonas MTOW >> 92.500 lb MTOW >> 79.600 lb
recer uma grande cabine. Com
de cabine e alcance supe- Alcance >> 5.700 nm Alcance >> 5.200 nm
as maiores janelas já instala-
Velocidade >> 504 kt Velocidade >> 516 kt
rior às 5.700 milhas náuti- das em um avião civil a jato,
Teto >> 51.000 ft Teto >> 51.000 ft
cas. Além disso, conta com seu interior possui um ciclo
novo interior desenvolvido de troca de ar que mantém o
pela Bombardier. ambiente adequado mesmo em
voos de longo alcance.

MAGAZINE 3 0 3 | 41
ACIMA DE US$ 50 MILHÕES

DASSAULT GULFSTREAM G600 DASSAULT


FALCON 7X Lançado simultaneamente com FALCON 8X
Pioneiro de uma nova geração de o G500, o modelo possui uma O mais novo membro da família Fal-
aviões da Dassault Falcon, o modelo ampla cabine, com três zonas, con expandiu o conforto a bordo, com
incorporou uma série de melhorias de alcance de 6.500 milhas náuticas nova configuração interna e capaci-
design obtidos por complexos softwa- e velocidade de cruzeiro de 516 dade de voar distâncias ultralongas.
res de projetos aeronáuticos, ofere- nós, o que o coloca entre os aviões Com quatro passageiros a bordo, é
cendo uma ampla cabine com alcance mais rápidos da atualidade. possível partir de São Paulo e voar
US$ >> 53,8 milhões interconti- US$ >> 57,9 milhões direto até Moscou.
Pax Típico >> 12 nental que Pax Típico >> 18 US$ >> 59,3 milhões
Pax Max >> 19 permite voar Pax Max >> 19 Pax Típico >> 12
MTOW >> 70.000 lb de São Paulo MTOW >> 94.600 lb Pax Max >> 19
Alcance >> 5.490 nm até Paris sem Alcance >> 6.500 nm MTOW >> 73.000 lb
Velocidade >> 459 kt escalas. Velocidade >> 516 kt Alcance >> 6.450 nm
Teto >> 51.000 ft Teto >> 51.000 ft Velocidade >> 460 kt
Teto >> 51.000 ft

42 | MAGAZINE 3 0 3
Cobertura Labace:

Financie com

BOMBARDIER GULFSTREAM G650 BOMBARDIER GLOBAL 7500


GLOBAL 6000 Com um dos maiores alcances da Criado para disputar o mercado de
Com alcance que reflete seu aviação o jato de negócios de ultralon- ultralongo alcance, o Global 7500 oferece
nome, o Global 6000 pode voar go alcance, o G650 recebeu tanques a maior cabine entre os jatos de negócios
por até 5.890 milhas náuticas adicionais que permitem voar além das dedicados, ou seja, que não derivam de avi-
com quatro a bordo em uma 7.500 milhas náuticas ou manter uma ões comerciais. Os engenheiros da Bombar-
cabine que acomoda até 17 passa- velocidade de cruzeiro de Mach 0,90, dier criaram uma inédita cabine de quatro
geiros. A velocidade de cruzeiro com oito passageiros e atingir distân- zonas, ampliaram em 80% o tamanho das
máxima é de 511 nós. cias de até 6.400 milhas náuticas. janelas e desenvolveram o interior nouage,
que agrega uma série de itens de conforto.
US$ >> 62,3 milhões US$ >> 70,1 milhões
Pax Típico >> 13 Pax Típico >> 18 US$ >> 72,5 milhões 
Pax Max >> 17 Pax Max >> 19 Pax Típico >> 13
MTOW >> 99.550 lb MTOW >> 99.600 lb Pax Max >> 19
Alcance >> 5.890 nm Alcance >> 7.000 nm MTOW >> 106.250 lb
Velocidade >> 511 kt Velocidade >> 516 kt Alcance >> 7.700 nm
Teto >> 51.000 ft Teto >> 51.000 ft Velocidade >> 530 kt
Teto >> 51.000 ft

MAGAZINE 3 0 3 | 43
banco.bradesco @Bradesco facebook.com/Bradesco
Fone Fácil Bradesco: 4002 0022 / 0800 570 0022
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SAC – Deficiência Auditiva ou de Fala: 0800 722 0099
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CO M PR A E V E N DA

Definida a missão, com um mesmo valor em mãos para


investir, pode-se escolher aeronaves muito diferentes. Aqui
compilamos modelos novos e usados até US$ 10 milhões
P O R | C ÁSSIO POLLI*, ESPECIAL PARA AERO MAGAZINE

A
aviação de negócios tornou-se Preparamos aqui um levantamento de
acessível para qualquer um que aeronaves separadas por faixa de inves-
precise dela. Ter uma aeronave, timento, com teto de US$ 10 milhões, jus-
para fins pessoais ou corpora- tamente por conta da imensa variedade
tivos, está ao alcance de muitos de opções até esse patamar. Além disso,
empresários e profissionais liberais, mesmo a partir dessa cifra, embora haja uma
aqueles ligados a organizações menores. Tudo concorrência talvez até mais acirrada, os
é uma questão de necessidade, planejamento e diferenciais de venda e razões de compra
custo-benefício. tem outros apelos.
BENEFÍCIOS pretendida (mesmo nos Phenom 100 e 300), é altamente
Uma aeronave pode agilizar modelos de entrada), a frota de recomendado a operação por
reuniões de negócios em um aeronaves operando no Brasil, tripulação composta e adoção de
determinado raio de alcance, dar a disponibilidade de oficinas de reciclagem anual.
a seus usuários autonomia para manutenção (principalmente
fazerem os próprios horários se há endereços próximos ao de DIFERENTES OPÇÕES
em meio aos deslocamentos, sua base de operação), oferta Um pequeno negócio, com
evitar filas e inconveniências de de peças, suporte do fabricante, pontos de venda em diferentes
aeroportos comerciais, acessar entre outros aspectos. localidades ou necessidade de
com facilidade cidades e regiões equipes de venda, suporte ou pós-
não servidas por linhas aéreas e ELETRÔNICA EMBARCADA venda itinerantes, pode encontrar
ainda contar com a possibilidade Mais um item que merece em um monomotor a pistão
de combinar negócios e lazer, destaque está relacionado à de quatro assentos (Skyhawk,
utilizando o avião com a família instrumentação do painel. Skylane ou Bonanza A36 usados)
nos fins de semana. Nesse quesito, cabe uma ou mesmo em um helicóptero
pesquisa quanto à obsolescência Robinson 44 um diferencial
DEVO COMPRAR? econômica ou funcional de expressivo para o seu dia a dia de
Evidentemente, a decisão de com- algum aviônico ou mesmo deslocamento comercial.
pra de um avião ou helicóptero requerimentos mandatórios
privativo vem acompanhada de da autoridade aeronáutica. PREÇOS
incertezas, o que vale para uma Esse último ponto de atenção As referências de preço de
máquina de centenas de milhares está mais voltado para aviões e aeronaves novas podem
ou dezenas de milhões de dólares. helicópteros usados, em geral apresentar variações em relação
O ponto de partida na escolha com mais de 20 anos de uso – ao price list sugerido pelo
do ativo ideal, seja qual for seu aqui, muitas vezes, aparecem fabricante em comparação ao
porte, modelo ou categoria, é “certas oportunidades”, com valor efetivamente praticado,
saber se, de fato, precisa adquiri- preços muito baixos, que podem na composição dos opcionais,
-lo. Ou seja, se sua frequência de omitir problemas e custos campanhas promocionais
uso justifica a aquisição de um desproporcionais, relacionados a e assim por diante. Já as
equipamento próprio ou se seria atualizações tecnológicas. referências de aeronaves usadas
preferível fretar, compartilhar ou podem apresentar diferenças
ter a cota de uma aeronave? TREINAMENTO significativas em função das
O treinamento da tripulação horas totais (baixas ou altas),
MINHA MISSÃO também merece destaque disponibilidade de motores
O segundo passo é a definição da e a atenção deve aumentar (horas remanescentes ou após
missão. Entender a utilização pre- na mesma proporção do revisão geral), equipamentos e
tendida, o número de passageiros, tamanho das aeronaves. Alguns opcionais etc.
o alcance, o tipo de pistas onde modelos classificados como Importante: os dados a seguir
irá operar e assim por diante. “tipo”, com peso máximo de consideram os valores das
Quanto mais precisa for essa decolagem superiores a 5.670 aeronaves já nacionalizadas
informação, mais assertiva será a quilos ou duplo comando, e servem apenas para uma
escolha do equipamento. requerem treinamento anual consulta inicial, sendo
em simuladores, em alguns indispensável uma análise
SUPORTE OPERACIONAL casos só disponíveis no exterior. detalhada das especificações
Além de definição do uso que Mesmo nas aeronaves “classe”, caso a caso, individualmente,
mais se encaixa em seu perfil, cuja operação pode ser feita preferencialmente se forem
operacional e financeiro, por apenas um piloto, que validadas por ferramentas de
algumas outras considerações incluem turbo-hélices (como avaliação como Bluebook e
devem ser observadas. É preciso Pilatus PC-12, King Air C90, VREF. Veja a seguir os diferentes
levar em conta a categoria e o TBM e B200) e jatos leves modelos que vai encontrar por
ano de fabricação da aeronave (como Citation 525 series, faixa de preço.

MAGAZINE 3 0 3 | 47
ATÉ 1 MILHÃO

Para quem pensa em entrar na


aviação de negócios, começan-
do com investimentos de até
US$ 1 milhão, existem várias
opções de aviões e helicópteros,
predominantemente com moto-
res a pistão, até turbo-hélices e
jatos usados.

USADOS
Os destaques nesta faixa de tempo), mas tendo em mente que
aquisição abaixo de US$ 1 milhão são aviões ou helicópteros com
ficam por conta dos aviões usa- mais tempo de uso, que possivel-
dos, já que o leque de opções se mente demandarão mais atenção
abre expressivamente e entram e investimentos em manutenção.
no páreo turbo-hélices e jatos. A Dentre os modelos que figuram
partir de US$ 70-80 mil é possível como opção, além de semino-
comprar um Cessna 172 ou um vos como Bonanza G36, Cessna
NOVOS Corisco das décadas de 1970 e T182 e 206H, Cirrus SR22 novas
Na linha de novos, no Brasil, já nacio- 1980. Nesta mesma faixa de ano, gerações, Baron G58, Seneca V e
nalizados, o proponente comprador já aparecem opções como Cessna Piper Matrix até 2015, já aparecem
tem opções de quatro assentos, como o 182 ou Corisco Turbo com preços King Airs C90, F90, Cheyennes I e
Cessna 172 Skyhawk SP, com investi- em torno de US$ 100 a 150 mil II, Cessna Citation série 500, II, V,
mento próximo a US$ 450 mil. Para um ou Cessnas 206 Stationair e 210 Beechjet 400A, Leajets série 30, até
Cessna 182T Skylane ou um helicóptero na casa de US$ 150 a 200 mil. próximo do ano 2000. Nas asas ro-
Robinson R44, os preços sobem para Aumentando o investimento tativas, destaque para o Bell 206B
faixa de US$ 600 mil. Já um Cirrus para a faixa de US$ 300 a 500 mil, III Jet Ranger, o Esquilo AS350
SR22-G6 Turbo sai por US$ 995 mil. há outras inúmeras opções. Nela BA e B2 dos primeiros, Robinson
Na configuração seis assentos, a opção existem boas aeronaves como 66 de 2011 a 2015 e Eurocopter
mais em conta é o Cessna Turbo 206H Cirrus SR20 e SR22 a partir do EC120B até 2009.
Stationair, na faixa de US$ 970 mil. ano 2005, Bonanza A36 acima Como se pode observar, nesta
Até US$ 500 mil, embora não seja de 1990, Robinson R44 vários faixa de preço, existe uma intersec-
o foco, ainda há um mercado alta- anos até os seminovos e também ção de muitos modelos e catego-
mente significativo, que contempla os bimotores a pistão, como Baron 58 rias e, portanto, o tempo dedicado
ultraleves avançados, LSA (Light Sport fabricados até final dos anos 1990 à definição da missão, análise de
Aircraft) e experimentais de dois a qua- ou Seneca III, IV e V, do início dos prós e contras de se comprar uma
tro ocupantes. Essas aeronaves contam anos 2000. aeronave nova ou seminova de
uma frota expressiva no Brasil, mas Entre US$ 500 mil e US$ 1 menor performance versus uma
pedem cuidados especiais relacionados milhão, a decisão já pode envolver mais antiga de categoria superior,
à construção-montagem, manutenção outros fatores, como partir ou é uma decisão particular de cada
e habilitação – para um comprador não para um motor a reação comprador, que pode até contem-
iniciante, sem experiência aeronáutica, usado e receber benefícios como plar aspectos emocionais, como o
costuma ser recomendável optar por velocidade, pressurização, altitude desejo de ter um turbo-hélice ou
aeronaves certificadas. (voar acima das formações de mal um jato.

48 | MAGAZINE 3 0 3
DE US$ 1 MILHÃO A US$ 2 MILHÕES

Essa é também uma faixa de compra em que o leque de opções


é grande, com sobreposição de marcas e modelos, na mesma
ou em diferentes categorias, principalmente entre os usados.

NOVOS
No universo de novos, na
base do investimento, aparece
o bimotor a pistão Seneca V
em torno de US$ 1,2 milhão,
depois o Piper M350 na faixa
de US$ 1,5 milhão, seguido
pelo Baron G58 e o Diamond
DA62, ambos com preço na
casa de US$ 1,7 milhão. Nos
helicópteros, também pela base
do investimento, aparece o Ro-
binson R66 na casa de US$ 1,3
milhão e o Bell 505 em torno de
US$ 1,8 milhão.

USADOS
Entre os usados as dúvidas real-
mente aumentam. Nos turbo-héli-
ces monomotores, destacam-se os
Cessna Caravan Curto e Grand, de
1997 a 2015, com investimento de
US$ 1 milhão a US$ 1,9 milhão,
depois o Socata TBM 700 A, B e
C acima de 1995 até 2005 de US$
1 milhão até US$ 1,8 milhão e o Existem vários modelos de cópteros usados, também sobe o
TBM 750 2006-07 até US$ 2 mi- jatos para essa faixa de compra: nível de complexidade, que com-
lhões e o Piper Meridian com Citation II dos últimos, Citation preende desde um Esquilo AS350
médias de US$ 1,5 milhão. Entre Bravo, Citation Jet e CJ1, Falcon B2 de variados anos, EC130 B4,
os bimotores figuram os King 50, Hawker 400XP e 800XP, Bell 206L-4, 407 (exceto GX, GXP
Air F90-1, C90B acima de 2001, Premier I e IA entre 2001 e 2009, e GXi), Agusta A109E Power
C90GT 2006-07 e C90GTi dos Learjet 40 e 40XR dos primeiros, mais antigo, ou seja, “embola o
primeiros, King Air B200 de 1990 Learjet 45 e Phenom 100 anos meio de campo” tanto na asa fixa
até 2000. 2009-10. No universo dos heli- como na rotativa.

MAGAZINE 3 0 3 | 49
DE US$ 2 MILHÕES A US$ 5 MILHÕES

Essa faixa de investimento ainda mantém


um cenário complexo para escolha, mes-
mo para compradores mais experientes.

USADOS
Nos usados, temos o renomado Pi-
latus PC-12/47 e NG até 2016 entre
US$ 3 milhões e US$ 5 milhões de
investimento e, também, os King
Airs C90GTi e GTx seminovos
até os novos, B200GT e 250 até
2017, King Air 350 e 350i até 2014.
Phenom 100 e 100E entre US$ 2,2
milhões e US$ 4,5 milhões, e outras
opções de jatos como Citation
Mustang, CJ1+, CJ2 e CJ2+, CJ3 até
2010, Citation Excel e XLS, Citation
X dos primeiros até 2004, Honda
Jet, Learjet 40XR e 45 XR até 2009
e 60XR vários, Hawker 850XP e
NOVOS 900XP até 2009, Gulfstream G150
Nos turbo-hélices e jatos leves, no- US$ 4,2 milhões e US$ 5 milhões, até 2008 e G200 até 2005, Falcon
vos, temos o recém-laçado Cirrus o Piper M600 em torno de US$ 2000 até 2001, entre outros. Para os
Vision SF50 na casa de US$ 2,2 3,6 milhões. Já o Consagrado King helicópteros, é a faixa de aquisi-
milhões, o Piper M500 na faixa de Air C90GTx sai por volta de US$ ção que privilegia os biturbinas
US$ 2,7 milhões, o Quest Kodiak 4,2 milhões. Entre os helicópte- usados e seminovos, das principais
em torno de US$ 2,5 milhões, ros, o Bell 407GXI está na casa famílias, Leonardo/Agusta A109E
Cessna Grand Caravan EX ao de US$ 3,8 milhões, concorrendo Power mais novos, Grand e Grand-
redor de US$ 3,1 milhões, o TBM diretamente com o Airbus H125 New até 2015, Airbus H130T2,
910 e 930 compreendidos entre por US$ 3,9 milhões. H135, Bell 429 até 2014.

50 | MAGAZINE 3 0 3
DE US$ 5 MILHÕES A US$ 10 MILHÕES

Aqui o processo de aquisição se torna mais seletivo e, embora


ainda haja um número considerável de opções, o nível de exigência
do comprador já consegue diferenciar com melhor clareza qual
equipamento entrega os benefícios esperados para sua necessidade.

NOVOS
Para jatos novos, três mo- US$ 6,6 milhões. O King Air
delos se alinham na mesma 350 já fica um degrau acima,
categoria: Phenom 100EV cotado a US$ 8,6 milhões.
na casa de US$ 5,5 milhões, Entre os helicópteros novos,
o Citation M2 por US$ 6 estão o Airbus H135 por
milhões e o Hondajet por US$ 7 milhões, o Leonardo
volta de US$ 6,2 milhões. O Agusta A109SP Grand New
CJ3+ está um degrau acima, por US$ 8,3 milhões e o Bell
limitando pelo teto de US$ 429 por US$ 9,4 milhões.
10,000,000. Entre os turbo- Aeronaves novas como
-hélices, a briga também es- o CJ4 e o Phenom 300E,
quenta, iniciada pelo recém- talvez até o Learjet 75, o
-lançado TBM 940 por US$ H145 ou mesmo o AW169,
5,3 milhões, seguido pelo embora estejam um pouco
Pilatus PC-12 NG por US$ acima dos US$ 10 milhões USADOS
5,9 milhões, que concorre estabelecidos nesta aborda- Nos usados, para essa faixa de investimento,
diretamente com o King Air gem, merecem destaque nos também há uma variedade interessante de aero-
250, por aproximadamente processos de aquisição. naves, que vão desde opções seminovas da famí-
lia Cessna Citation CJ3 e CJ3+, CJ4, XLS+ até
2015, Sovereign e Citation X até 2012, Phenom
300/E até 2018, Legacy 600 e Challenger 300
até 2009, Challenger 604 até 2007 e 605 dos pri-
meiros, Hawker 900XP dos últimos fabricados,
Learjet 75 até 2018, Falcon 2000 de 2002 a 2008,
Gulfstream de 2009 a 2016, G200 de 2007 a
2011 e algumas outras variações dos fabricantes
mais tradicionais. Entre os turbo-hélices usados,
o mercado fica restrito basicamente ao King
Air 350i 2014 ou mais novos e nos helicópteros,
além das versões seminovas do Airbus H135,
Leonardo Agusta A109SP Grand New e Bell
429, ainda é possível incluir na lista o EC145/
H145 a partir de 2012.

* Broker e avaliador de aeronaves de negócios, certifi-


cado pela ASA (American Society of Appraisers) e pela
USPAP (the Uniform Standards of Professional Ap-
praisal Practice - Normas de Padronização e Práticas
de Avaliação Profissional), Cássio Polli dirige a Aérie
Aviação Executiva, e acumula mais de 150 transações
comerciais ao longo de 15 anos dedicados exclusiva-
mente à atividade de compra, venda, importação,
exportação e avaliação de aeronaves de negócios.

MAGAZINE 3 0 3 | 51
M I N H A A E RO N AV E

COMO ESCOLHO
MEU AVIÃO?
Monomotor ou bimotor? Turbo-hélice ou jato?
Médio ou supermédio? São muitas as variáveis na
hora de decidir qual aeronave adquirir. Preparamos
aqui um passo a passo com a maneira mais
racional de decidir antes de ir ao mercado
P O R | SHAILON IAN, ESPECIAL PARA AERO MAGAZINE

A
compra de uma aeronave muitas
vezes é uma decisão pessoal base-
ada na beleza ou em um discurso
de venda bem-feito. Esse tipo de
decisão, não raro, leva o empresá-
rio a se arrepender depois da compra, quando
se dá conta de que seu avião é muito maior ou
muito menor do que ele realmente precisa. Sem
diminuir o peso do gosto pessoal na compra da
aeronave, existem critérios técnicos que podem e
devem auxiliar o futuro proprietário no momento
da decisão de compra. Tais critérios passam pela
elaboração de um perfil operacional preciso e
pelo reconhecimento das necessidades reais de
transporte, tudo muito bem mapeado, para, então,
elencar os possíveis alvos de compra.
Aliada à análise técnica, e depois dela, a avalia-
ção econômica permitirá uma compra informada
da aeronave e diminuirá as surpresas durante a
operação, auxiliando no estabelecimento de uma
linha base de custo operacional a ser perseguida
após a compra. Aqui, como nas demais decisões que
o empresário toma em seu negócio, os dados e a
experiência podem significar a permanência ou não
do proprietário no mundo aeronáutico.

52 | MAGAZINE 3 0 3
DECIDI COMPRAR
Depois de tomar a decisão de
compra, o futuro proprietário de um
avião se depara com uma infinidade
de opções no mercado, entre novos
ou usados, com os mais diferentes
tipos e tamanhos, para os mais varia-
dos bolsos. Porém, antes de definir o
budget, é importante avaliar o perfil
de operação da aeronave que preten-
de adquirir para, a partir daí, pensar
em quanto vai investir e, enfim, filtrar
as opções de aeronaves para escolha.
Imagine que a lógica é a mesma
de quem compra um calçado. Se
escolhemos um sapato apertado ou
largo demais, vamos ficar insatisfei-
tos, desconfortáveis. O mesmo se
dá se compramos um avião que não
atende ao nosso perfil operacional.
A máquina trará frustação e gastos
desnecessários. Para evitar essa expe-
riência e ajudá-lo a escolher um avião
que calce confortavelmente em seu
perfil aeronáutico, preparamos aqui
um passo a passo com oito etapas.

MAGAZINE 3 0 3 | 53
MAPA OPERACIONAL

1 Se decidiu comprar um avião,


você já utiliza o transporte
aéreo privativo com alguma
frequência, via fretamento de aero- 2
ORIGENS E
DESTINOS
FUTUROS
Feito esse levan-
naves ou propriedade compartilhada, tamento, verifique os
caminho indicado e natural até a destinos e origens que
primeira aeronave. Portanto, a primeira pretende utilizar com
tarefa é levantar seus destinos nos últimos aeronave própria, prova-
anos. Mapear onde esteve com a aviação de velmente acrescentando
negócios pode dar-lhe uma informação valiosa, outros além daqueles
que nem sempre confirma sua impressão – se utilizados com o freta-
for o caso, inclua também viagens em voos de mento no passado. Com
carreira da aviação regular. essas duas informações,
você terá um mapa de
cidades e aeródromos
que serão seu “alvo”.

3 CARACTERÍSTICAS
DAS PISTAS
Com ajuda técnica, se for
necessário, estabeleça as caracte-
rísticas das pistas. Procure clas-
sificar em asfaltada ou não, curta
ou longa, com apoio para voo
noturno ou não, com capacidade
de reabastecer ou não...

PRINCIPAIS
VOOS

4 Em seguida, ima-
gine quais serão os
principais destinos
e qual será a principal
origem, determinando os
locais que responderão
por 80% de sua operação.
Por exemplo, digamos que
80% dos voos partirão de
Congonhas com destino a
pistas asfaltadas, curtas, no
interior de São Paulo, sem
reabastecimento.

54 | MAGAZINE 3 0 3
5 PESO, TEMPO
E DISTÂNCIA
Para esses pares de origem-des-
tino, deve-se levantar o tempo de voo, a 6 PRIMEIRO
FILTRO –
O PORTE
distância e quantos passageiros em média De posse dos dados em uma
serão transportados em cada trecho. Por tabela, é possível analisar de
exemplo, serão em média quatro a bordo modo objetivo qual o tamanho
(você, o presidente da empresa, mais três de aeronave a se comprar, o
assessores/diretores) ou sua família em que vai limitar o número de
alguns trechos e composição de negócios modelos e fabricantes dispo-
em outros. São números estimados, claro, níveis. No nosso exemplo de
mas muito úteis. operação dentro do estado de
São Paulo, você precisaria de
aeronaves de 800 quilômetros
de alcance transportando
até quatro passageiros com
capacidade de pouso em pistas
SEGUNDO

7 FILTRO – CUSTOS
Elenque, então, alguns itens que
devem constar da planilha
de análise econômica. Por
asfaltadas curtas sem reabas-
tecimento. Aqui o número de
modelos que atendem ao seu
perfil operacional diminuiu de
uma infinidade para algumas
exemplo, quais as tarefas de poucas aeronaves e, com isso,
manutenção, como o progra- você consegue iniciar a análise
ma de manutenção está distri- econômica de cada um dos
buído, qual o custo do seguro, modelos disponíveis.
qual o consumo de combustível,
há centros de serviço no país,
qual o preço médio dos serviços
de manutenção e peças, o custo
do treinamento recorrente, o
custo do simulador de voo para a
tripulação...

8 ESTÁ PRONTO
PARA O MERCADO
Essa planilha vai refinar ainda mais as pos-
sibilidades de compra, sobrando ao final dois ou
três modelos de aeronave que serão seus alvos
derradeiros. De posse disso, poderá partir para
o mercado, de preferência com ajuda de uma
equipe, e identificar o melhor número de série
disponível para compra.

56 | MAGAZINE 3 0 3
TASTING

UM EVENTO PARA QUEM AMA VINHO


E QUEM NÃO VIVE SEM ELE
Centenas de rótulos de todo o mundo para você degustar e comprar
diretamente dos melhores importadores e produtores

19 DE OUTUBRO (SÁBADO)

O maior jornal do país se une à maior


plataforma de conteúdo de vinhos para
estimular a cultura do vinho no país

REALIZAÇÃO: TAÇA OFICIAL:


M E RC A D O

ELES VOAM
LONGE
Quem são e como operam 30 dos principais
usuários da aviação de negócios no Brasil
P O R | GIULIANO AGMONT

V
oos em horários viaja e possibilidade de voltar pessoal ou corporativo fazem
diferentes dos mais cedo para casa ou chegar parte da rotina de alguns dos mais
previstos, agilida- mais rápido em uma reunião. No bem-sucedidos empreendedores
de no embarque e fim, o transporte aéreo privado e investidores do país. Reuni-
desembarque, segu- representa ganhos de produti- mos aqui uma lista VIP com 30
rança e privacidade diante da alta vidade, com maior eficiência e usuários cativos da aviação de
exposição, chegada a destinos não mais rentabilidade, para em- negócios e a operação de cada um
atendidos por companhias aéreas, presas e empresários. No Brasil, deles. Ricos e influentes, eles são
sigilo em negociações delicadas, com dimensões continentais e a uma mostra de que o sucesso de
conforto e boa estrutura para segunda maior frota do mundo, uma empresa voa na ala de uma
descansar ou trabalhar enquanto aviões e helicópteros civis de uso aeronave corporativa.
JOSEPH SAFRA JORGE MARCEL CARLOS ABÍLIO DINIZ
Banco Safra PAULO TELLES ALBERTO Península
Possui um LEMANN AB InBev SICUPIRA Participações
Boeing BBJ para AB InBev Sócio de Jorge AB InBev O famoso empresá-
deslocamento Um dos Paulo Lemann, Sócio de Jorge rio que comandou o
entre Brasil, Israel, empresários roda o mun- Paulo Lemann crescimento da rede
Europa e Estados brasileiros mais do em seu e Marcel Telles, de supermercados
Unidos. Para os influentes no Gulfstream também se deslo- Pão de Açúcar, hoje
deslocamentos mundo faz uso G650ER. Para ca a bordo de um com 82 anos de idade,
diários do banco de um Dassault deslocamentos Falcon 8X e, entre vem diminuindo
para casa, em São Falcon 8X mais curtos en- São Paulo e Rio seu alucinante ritmo
Paulo, o banqueiro para seus tre São Paulo e de Janeiro, utiliza de trabalho. Admi-
embarca em um he- deslocamentos Rio de Janeiro, outro EC155B1. nistra um fundo de
licóptero Bell 429. ao redor do tem um heli- investimentos de
mundo. No cóptero Agusta sua propriedade na
Brasil, utiliza AW169. Avenida Faria Lima
um helicóptero em São Paulo e realiza
EC155B1. seus deslocamentos
em aeronaves Agusta
A109E e A109S para
o interior e o litoral
paulista. Quando pre-
cisa realizar voos mais
longos, utiliza-se de
um G650ER ou um
Falcon 7X em voos de
“bate e volta” a Paris e
Nova York.

Fotos de aeronaves meramente ilustrativas

MAGAZINE 3 0 3 | 59
ALEXANDRE WALTER ANDRÉ FAMÍLIA FAMÍLIA
COSTA FARIA ESTEVES MOREIRA SALLES MARINHO
Cacau Show Cervejaria Banco BTG Itaú-Unibanco Rede Globo
É um empresário muito Petrópolis Pactual Os irmãos Fernan- Os irmãos José
discreto. Desloca-se do O empresário Quando viaja do, João, Pedro e Roberto, João Ro-
heliponto de sua nova e tem fábricas para Europa e Walter Moreira berto e Roberto
supermoderna fábrica espalhadas pelo Estados Unidos, Salles possuem um Irineu utilizam
em Itapevi na Grande Brasil inteiro e o banqueiro voa Falcon 7X, que é uma aeronave
São Paulo para com- faz uso de um he- a bordo de um utilizado majorita- G650ER para
promissos na capital licóptero Agusta Global 6000. Em riamente para ir aos deslocamentos à
paulista e arredores em A109SP e um São Paulo, utiliza Estados Unidos, Europa. Também
um Bell 429. Quando Learjet 40 para um helicóptero além de um Legacy possuem dois
precisa visitar suas suas viagens. EC155B1. e um Phenom 100 helicópteros,
plantações de cacau para deslocamen- um EC155B1 e
Brasil afora ou realizar tos mais curtos no um EC130, para
pesquisas em terras Brasil em nome trajetos mais
estrangeiras, utiliza da mineradora próximos ao Rio
um Falcon 2000 LX, CBMM. de Janeiro.
que foi adquirido de
outro grande usuário
da aviação de negócios,
João Alves de Queiroz
Filho, conhecido como
Júnior da Hypermarcas
(que trocou o modelo
2000LX por um 8X).

60 | MAGAZINE 3 0 3
VIVO JOÃO ADIBE RUBENS CARLOS PIRES DE LUCIANO HANG
O grupo CIMED OMETTO OLIVEIRA DIAS E Havan
espanhol de Famoso por Grupo Cosan REGINA CAMARGO O empresário ficou
telecomunica- seus patrocínios O empresário, um O casal, um dos mais famoso por sua
ções tem pre- esportivos, o dos maiores no se- poderosos e influen- atuação política nos
sença global e empresário sem- tor de energias do tes da alta sociedade últimos tempos.
se vale de uma pre divulga via mundo, cumpre brasileira (ele, maior Desde 2008, possui
ampla frota mídias sociais as rotas no eixo Bra- acionista da rede de um helicóptero
de aeronaves. aeronaves que sil-França-Lon- farmácias Raia-Droga- Agusta A109E que
Seus executivos utiliza e onde se dres-Nova York sil; ela, herdeira de um tem para desloca-
vêm ao Brasil encontra. Ele se a bordo de um dos maiores grupos mentos próprios na
a bordo de um locomove mun- Dassault Falcon empresariais do Bra- região Sul do Brasil
G650ER, que do afora a bordo 7X. Para deslo- sil), há muitos anos se onde fica a sede de
é apenas uma de um Global camentos mais beneficia do transporte sua empresa. Com
das aeronaves 6000. No Brasil, próximos, utiliza aéreo privado em um ritmo aluci-
que possuem. voa em um um AW169. seus deslocamentos. nante de abertura
Pilatus PC-12 e Os dois possuem um de novas lojas de
um helicóptero Gulfstream G550 para departamento e
Agusta A109E. deslocamento entre pela quantidade de
São Paulo, Londres, filiais já abertas em
Paris e Nova York operação, precisa de
e um Phenom 300 aviões e hoje conta
para uso no Brasil. com um Learjet 45,
No transporte em São um Challenger 350
Paulo e Rio de Janeiro, e um recém-chega-
utilizam um Bell 429. do Global 6500.

MAGAZINE 3 0 3 | 61
BRADESCO SALIM E BENJAMIN CARLOS MAURIZIO BILLI
Há muitos anos, o EUGÊNIO MATTAR STEIBRUCH SLIM HELÚ Eurofarma
banco se viu obrigado Localiza Rent a Car CSN Claro A trajetória de
a utilizar aeronaves O agora secretário do O famoso Carlos Slim Helú, sucesso dessa
de negócio para que governo federal e seu empresário dos o homem mais rico indústria do ramo
conseguisse colocar irmão preferem evitar setores têxtil, do México possui farmacêutico, com
em prática seu projeto deslocamentos aéreos cimenteiro e muitos negócios no fábricas espalha-
expansionista e con- de helicóptero, mas não siderúrgico setor de telecomu- das pela América
trolar seus negócios abrem mão de voar em possui um nicações no Brasil Latina, só é possível
em âmbito nacional. seu jato Falcon 2000 Falcon 900 e e na América graças à atuação
Com três helicópte- LX. Recentemente, um helicóptero Latina. Viaja pelo constante e presen-
ros – um Bell 407, trocaram sua aero- AW109SP, este continente a bordo te de seu acionista.
um Agusta A109SP nave mais antiga por para desloca- de um Gulfstream O Legacy 500 da
e um Bell 429 –, outra (mais nova e com mentos de me- G550. empresa é utilizado
realiza atualmente o menos horas voadas) nor distância. exclusivamente em
deslocamento de seus do Banco Pine (que caráter profissional
executivos da sede desmobilizou seus ativos e atende aos negó-
do banco na Cidade aeronáuticos e coinci- cios entre Brasil,
de Deus, em Osasco, dentemente diminuiu Argentina, Chile,
Grande São Paulo, de importância no Colômbia, Bolívia e
até outras cidades, mercado e tamanho de Panamá.
agências e clientes. negócios).
Também possui um
Gulfstream G200
para deslocamentos
de maior escala.

62 | MAGAZINE 3 0 3
CARLOS RUBENS MENIN NELSON JÚNIOR CARLOS
SANCHEZ Construtora MRV WILIANS DURSKI ALBERTO DE
EMS A empresa mineira do Advogado Madero OLIVEIRA
Há muitos anos, setor de construção Fundador do Após uma impor- ANDRADE
o laboratório do dispõe de aeronaves maior escritório tante injeção de ca- Grupo Caoa
interior de São Paulo já há algum tempo. de advocacia do pital, o restaurante O empresário, que
utiliza jatos priva- Com a expansão do Brasil em número passou por um am- possui revendas
dos e helicópteros mercado imobiliário de advogados, bicioso processo de automóveis
para o transporte brasileiro no final dos com uma filial em de expansão da Ford, Subaru,
de seus principais anos 2000, a empresa cada capital bra- marca em todo o Hyundai e Chery,
executivos. Mesmo chegou a ter canteiros sileira. Consegue Brasil. O acionista além de duas fá-
morando na cidade de obras em todo o atender a seus majoritário e chef bricas de automó-
de Campinas, todos Brasil. Depois da crise clientes a bordo Júnior Durski roda veis próprias, uti-
os dias, o empresário econômica experi- de um Learjet 31 o Brasil a bordo de liza um G650ER
vai para a fábrica em mentada a partir de e um helicóptero um Learjet 40 com para suas viagens
Hortolândia em um 2014, passou a realizar Agusta A109E. as marcas de seu internacionais, a
helicóptero Agusta menos investimentos empreendimento. fim de se reunir
A109SP. Recente- no mercado local e com as matrizes
mente, recebeu um iniciou suas atividades das marcas que
G650ER para substi- no estado da Cali- representa.
tuir um Legacy 600. fórnia, nos Estados
Unidos. Conta com
diversas aeronaves,
dentre as quais um
Challenger 300 e um
Beechcraft Baron.

MAGAZINE 3 0 3 | 63
FRANCISCO JOSÉ ALOK JOÃO GILBERTO
DEUSMAR FERREIRA PETRILLO APPOLINÁRIO DELLA VOLPE
QUEIRÓZ DE OLIVEIRA Produtor e DJ Polishop Transportes
Rede de Farmácias “PASSARÃO” A intensa agenda O empresário do Della Volpe
Pague Menos Porto Chibatão de shows do DJ o ramo do varejo O empresário ergueu
O empresário O proprietário de obrigou a adqui- faz uso de um jato a sede de sua empre-
cearense comanda o um dos maiores rir uma aeronave Global Express e um sa especializada na
crescimento de sua complexos portu- própria para que helicóptero Agusta realização de difíceis
rede de farmácias por ários da América pudesse cumprir A109E para seus e grandes transportes
todo o Brasil a bordo Latina fica prati- sua disputada deslocamentos. rodoviários na cidade
de uma aeronave camente na ponte agenda de shows. de São Paulo e tem
Hawker 850XP. aérea Manaus-São Muitas vezes, reali- negócios no Brasil
Paulo-Manaus e za de três a quatro todo. Administra
Manaus-Miami- apresentações em suas filiais pessoal-
-Manaus a bordo um único dia. Para mente se utilizando
de um recém- rentabilizar melhor de uma aeronave
-adquirido Falcon seu negócio, possui Phenom 100EV.
2000 LXS. uma aeronave
Citation Excel.

64 | MAGAZINE 3 0 3
de olho em
todos os
detalhes do
seu ativo

Vinci EyesOn lhe proporciona uma avaliação isenta e precisa de seu ativo,
além de backup digital de todos os documentos da aeronave.
Quando nos chamar:
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• Na avaliação periódica de seu ativo (muitas vezes obrigatórias nos contratos de leasing)
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Ř 7LPHGHLQVSHWRUHVFRPHVSHFLDOL]D©¥RHPDURQDYHVGHDVDVŵ[DVHURWDWLYDV
Ř ([SHUL¬QFLDHPWUDEDOKDUFRPPXOWLQDFLRQDLVHDOJXPDV
das maiores empresas de leasing do mundo
• Fluência em inglês, espanhol, francês e português
• Know-how com autoridades regulatórias civis - FAA, EASA, ANAC e ICAO
• Agilidade e capacidade de atendimento em toda America Latina

1µVƓFDPRVGHROKRQRVHXDWLYRSDUDTXH
YRF¬SRVVDIRFDUH[FOXVLYDPHQWHQRVHXQHJµFLRZZZYLQFLDHURFRP
EA A AIR VENTURE

Vista aérea do maior


encontro aeronáutico
do mundo: cerca de
15 mil aeronaves

66 | MAGAZINE 3 0 3
OSHKOSH
50 ANOS
As novidades do maior
encontro aeronáutico
do mundo que, há cinco
décadas, acontece na
pequena cidade do
interior de Wisconsin
P OR | EDMUNDO UBIRATAN, DE OSHKOSH

H
á 50 anos, o maior
encontro aeronáutico
do mundo acontece na
pequena e pacata cidade
de Oshkosh, no interior
do Wisconsin, no norte dos Estados
Unidos. Diferente dos salões de Paris
e Farnborough, que são mais voltados
para o mercado de aviação regular e
militar, com bilhões de dólares sendo
negociados, o Air Venture surgiu
como um encontro entre aficiona-
dos por aviação. Promovido pela
Experimental Aircraft Association,
a EAA, a feira não apenas populari-
zou Oshkosh para o mundo, como,
também, e principalmente, deu asas à
aviação leve e clássica.
Nas comemorações, o aviador
John Dyke doou um Dyke Delta JD-2
para a EAA, que ficou em exposição
durante o AirVenture 2019 ao lado
do icônico Brown Arch. Este avião,
aliás, foi nada menos que o primeiro
a pousar em Oshkosh na primeira
edição do Air Venture com
aeronaves na cidade.

MAGAZINE 3 0 3 | 67
MOTOR A DIESEL
Entre as novidades de mercado, após uma
década de desenvolvimento, a DeltaHawk apre-
sentou um motor a diesel capaz de substituir o
Lycoming I0-360, oferecendo mesmos tama-
nho, peso e performance. Durante o EAA Air
Venture, um Cirrus SR-20 estava equipado com
o modelo, oferecendo, além de uma moderni-
zação no grupo motopropulsor, a capacidade de
ser abastecido com querosene de aviação.

A LUA, O 747 E O BARON


O cinquentenário da EAA em Oshkosh coincide
com outras comemorações. Foram celebrados
também os 50 anos tanto da chegada do homem
à Lua como do primeiro voo do Boeing 747. O
astronauta Michael Collins realizou uma emo-
cionante conferência no evento, enquanto um
747-8F, recém-produzido, ficou por vários dias na
principal rampa do aeroporto.
O primeiro voo do Baron, que ocorreu em 23
de junho de 1969, também completou 50 anos. Para MANUAL EAA
celebrar a data, o bimotor a pistão recebeu uma O EAA Flight Test Manual atingiu a marca de 2.000
série de melhorias, como a nova suíte integrada cópias comercializadas, tornando-se um dos mais
Garmin G1000 NXi, além de ser equipado com o importantes manuais da aviação experimental. O
painel de áudio Garmin GMA 1360, piloto automá- guia oferece de forma simples e clara uma série de
tico GFC 700 com sistema de controle automático informações para quem monta kits em casa, sendo
de voo aprimorado (E-AFCS) e radar meteoroló- uma importante referência para proprietários e
gico GWX 75 Doppler. Desde a primeira entrega, construtores de aeronaves Aircraft Home Building
em 1970, mais de 3.100 aeronaves Baron foram que se reúnem anualmente para discutir novos
comercializadas em todo o mundo. conceitos e trocar experiências diversas.

68 | MAGAZINE 3 0 3
VEÍCULOS URBANOS
A aviação autônoma ampliou seu europeu apresentou o modelo
espaço na Air Venture em 2019, real do Vahana (foto). O acrôni- AVIAÇÃO ELÉTRICA
com Embraer e Airbus apre- mo EAA talvez nunca tenha sido Uma das grandes sensações da EAA
sentado seus projetos para um tão emblemático nas últimas duas Air Venture deste ano foi a presença de
veículo aéreo elétrico urbano. O décadas, visto o número de pro- diversos fabricantes com projetos elétri-
fabricante brasileiro levou uma jetos experimentais realizado por cos. Destaque para o protótipo eFlyer 2
maquete em escala reduzida do grandes fabricantes e startups – já (foto), um monomotor totalmente elé-
seu projeto em conjunto com são mais de 190, uma verdadeira trico de dois assentos da Bye Aerospace,
a Uber, enquanto o consórcio corrida tecnológica. que iniciou a fase de teste de voo com o
novo motor Siemens SP70D de 90 qui-
lowatts. A família de aeronaves eFlyer
pretende ser a primeira de uma série
de aviões certificados 100% elétricos a
atender aos mercados de treinamento e
transporte pessoal. A Pipistrel também
mantém as apostas na aviação eletrifica-
da, com o Alpha Electro, um treinador
primário de dois assentos, e o Taurus,
um motoplanador com um motor elétri-
co de elevado rendimento.

BURT RUTAN
O lendário projetista Burt Rutan foi um dos homenageados em 2019,
com diversos de seus projetos sendo apresentados novamente. Entre os
destaques estavam os VariViggen, VariEze, Quickie, Defiant, Long-EZ,
Solitaire, Catbird e Boomerang. Também esteve presente o belo e exótico
Williams V-Jet (foto), um dos primeiros monojatos civis da história.

70 | MAGAZINE 3 0 3
Os melhores vinhos das melhores
importadoras em um clube único:
Mistral, World Wine, Winebrands, Qualimpor, Adega
Alentejana, Portus, Grand Cru,
Vinci entre outras.

Sempre vinhos pontuados por Robert Parker, ADEGA,


Wine Spectator ou Descorchados.

a c e s s e : w w w. c l u b e a d e g a . c o m . b r
SUV AÉREO
Entre as aeronaves leves experi- em voo em todo o mundo.
mentais, o Air Venture 2019 não Em exposição, destaque para
decepcionou, com centenas de o Draco, que pode ser conside-
projetos diversos, que iam desde rado um SUV dos aviões, com
pequenos monomotores equi- capacidade de operar em pistas
pados com motores de míseros realmente curtas, muitas vezes
20 cavalos de potência (hp) até em faixas de areia ou casca-
modelos bastante complexos, lho, com uma performance em
muitos já dentro da categoria voo bastante esportiva para a
LSA. Neste ano, o RV-4 celebrou categoria. O modelo é equipado
seu 40º aniversário, comemoran- com um motor Pratt & Whitney
do ainda a marca de surpreen- PT6A-28, que oferece 680 cavalos
dentes 1.436 aeronaves do tipo de potência de eixo (shp). MONOJATO
Entre os monojatos, a Stratos levou o
protótipo do experimental Stratos 714,
que esteve em exposição estática. Mas o
fabricante promoveu também o 716X,
que, além de fuselagem alongada, ofere-
ce capacidade para até seis passageiros,
mais autonomia e bagageiro maior. Um
dos destaques do modelo é seu cross
section, superior ao de modelos turbo-
-hélices e consagrados VLJ.

STOL
Entre os STOL, uma série
de novos projetos foram
apresentados em 2019,
mas os veteranos e con-
fiáveis Zenith continuam
sendo atualizados para
as mais diversas funções
e opções de voo. O fabri-
cante que praticamente TBM E KODIAK
popularizou o conceito Depois da aquisição da Quest, que tinha
na aviação esportiva um estande próprio em Oshkosh, a Daher
leve manteve o portfólio mostrou os novos TBM 940 e TBM 910
tradicional, mas com acompanhados pelo Kodiak 100, destacando
novos opcionais, como as capacidades desta aeronave para missões
integração com aviônica em pistas despreparadas e a integração entre
de última geração. ambos fabricantes.

72 | MAGAZINE 3 0 3
H I S TÓ R I A

UM JATO
PARA CHAMAR
DE SEU
No final da década de 1950, a aviação de negócios
demandava alternativas mais modernas aos velhos aparelhos
da época da Segunda Guerra Mundial. Mas a indústria
aeronáutica ainda estava em busca das soluções mais
adequadas para atender a esse mercado
PO R | A N D R É B OR GES LOP E S
U
m crescimento sem precedentes no uso
de aviões como meio de transporte civil
marcou o período que se seguiu ao fim
da Segunda Guerra Mundial. Empurra-
das pelo progresso tecnológico dos anos
de conflito, pela melhoria na infraestrutura aeropor-
tuária e por uma assombrosa quantidade de “sobras
militares” vendidas a preços camaradas, centenas de
empresas de aviação comercial surgiram em todo o
mundo. Ao mesmo tempo, consolidava-se também o
conceito de “avião de negócios” (ou business aircraft):
aeronaves com dois ou mais motores e capacidade
para voos noturnos ou por ins-
trumentos, que pudessem trans-
portar com conforto e segurança
diretores, clientes e convidados
de grandes corporações em
viagens de trabalho – sem os
constrangimentos das rotas e dos
horários da aviação comercial.
Um levantamento realizado
em junho de 1953 nos Estados
Unidos constatou que se encaixa-
vam nessa categoria cerca de 950
aviões. O Beechcraft Model 18
respondia por 46% desse total, o
Douglas DC-3/C-47 por 20%, os
Lockheed L-12 (Electra Jr), L-14
(Super Electra) e L-18 (Lodestar) U c ar
Um a d e paa ss
s e i o a ja
j
por 19% e os demais modelos
por 15%. Em comum, todos de-
rivavam de aeronaves comerciais A primeira opção de um jato leve e ágil a 650 quilômetros por hora, como
desenvolvidas antes da guerra: bi- para transporte executivo foi oferecida atrativo para compensar o desconforto
motores a pistão com cabines não pela Morane-Saulnier, que daria origem da sua cabine acanhada, semelhante
pressurizadas e autonomia limi- à Socata. Fabricante de aviões de com- à de um carro de passeio. Mostravam
tada. Usualmente, eram simples bate, a empresa francesa havia colocado também a facilidade de manutenção
adaptações de aparelhos de linhas para voar em 1953 o protótipo de um e substituição dos pequenos reatores
aéreas ou cargueiros, reconfigu- pequeno jato bimotor de treinamento Turbomeca Maboré.
rados para um menor número de militar com dois lugares lado a lado, Apesar dos esforços, a iniciati-
passageiros e com acabamento que não atraiu compradores. Um alon- va nunca alcançou o sucesso. Até
interno mais requintado. gamento da cabine e a inclusão de dois 1961, quando desistiu da parceria,
Em meados dos anos 1950, bancos adicionais deu origem ao MS- a Beechcraft teria vendido apenas
caças militares já rompiam a 760 Paris que, além de treinador, podia dois exemplares do Paris nos EUA.
barreira do som, jatos comerciais ser usado como aeronave de ligação e A limitada autonomia do modelo
começavam a cruzar a estratos- reconhecimento. Os primeiros clientes (menos de 1.500 quilômetros com
fera a 800 quilômetros por hora foram a Força Aérea e a Marinha carga total), a falta de familiaridade
e os quadrimotores das compa- francesas: duas centenas de unidades, do mercado com jatos, o consumo
nhias aéreas perfaziam travessias entregues a partir de 1954. Na América exagerado de combustível e o alto
oceânicas de mais de cinco mil do Sul, as forças armadas do Brasil e da preço de aquisição (210 mil dólares,
quilômetros sem escalas, voando Argentina também operaram o modelo. incluindo treinamento e contrato de
a grandes altitudes. Enquanto Pouco após o início da produção, a manutenção) assustaram potenciais
isso, a aviação de negócios se fábrica anunciou uma parceria com a interessados. Em 1967, a Morane-
arrastava por baixo das nuvens norte-americana Beechcraft para ofe- -Saulnier ainda tentou oferecer o
em antigas aeronaves, que mal recer o MS-760 nos EUA em versões Paris Jet III, uma nova versão com
superavam os 300 quilômetros civis e militares. Voos de demonstração motorização mais potente, maior
por hora. Era óbvio que havia foram realizados nas principais cidades autonomia e cabine ampliada com
necessidade de oferecer a esse americanas, convidando empresários e seis lugares. Mas, àquela altura,
público opções mais adequadas. celebridades para conhecer o avião. Os concorrentes já haviam ocupado
Mas a indústria ainda buscava a vendedores destacavam a velocidade o mercado com aparelhos mais
melhor solução. do pequeno jato, que podia chegar competitivos.

76 | MAGAZINE 3 0 3
Avião de
Walt Disney,
em 1967

Doo p e i o t rbb o é c a o m t o r a eaa ç ã o

Enquanto os franceses tentavam em- “jato-hélice”, como se dizia na época): um para uso particular, que hoje está
placar seu pioneiro light jet, do outro duas turbinas Rolls-Royce Dart, as mes- exposto na Flórida. Um exemplar operou
lado do Atlântico, a Grumman Aircraft mas usadas no avião comercial britânico no Brasil, a serviço da montadora Ford,
– fornecedora de caças para a marinha Viscount, davam ao Gulfstream uma com o prefixo PT-KYF.
norte-americana – apostava em uma velocidade de cruzeiro na faixa dos 550 Diante do sucesso, a Grumman
abordagem oposta. Em agosto de 1958, quilômetros por hora e um confortável esperava vender mais de mil aparelhos.
decolou o protótipo do Gulfstream teto de serviço acima dos 25 mil pés. O progresso da aviação atropelou esses
G-159, primeiro avião projetado O avião podia operar de pistas curtas planos: na metade dos anos 1960, jatos
para atender ao mercado da aviação e, levando dez passageiros, seu alcance mais velozes dominaram o mercado e
corporativa. Destacava-se por uma era de quase quatro mil quilômetros – o fabricante teve de lançar um sucessor,
cabine ampla para 10 a 14 passageiros, suficiente para cruzar o Atlântico Norte o Gulfstream II. O modelo preservava
na qual era possível caminhar em pé. ou para voar de Nova York a Los Angeles o espaço interno e as grandes jane-
A disponibilidade de espaço rivalizava em menos de oito horas. las ovais, mas era equipado com dois
com a dos antigos DC-3, mas incluía o Obviamente, era um avião para pou- turbofan Rolls-Royce Spey que elevavam
conforto dos novos aviões comerciais: cos. Mas caiu nas graças dos grandes ho- a velocidade de cruzeiro para a faixa
pressurização, ar condicionado, isola- mens de negócio e das estrelas do show dos 800 quilômetros por hora. Separa-
mento acústico, toalete amplo e uma business. O cantor Elvis Presley pagou 1,2 da da divisão militar da Grumman, a
cozinha a bordo. milhão de dólares por um modelo com Gulfstream mudou-se para uma nova
Na motorização, a Grumman carpete dourado, bar completo e sistema planta industrial no estado da Georgia,
optou por uma solução intermediária, de som estéreo – que deu de presente a onde deu início à sua célebre linhagem
adotando propulsores turbo-hélice (ou seu empresário. Walt Disney comprou de jatos de negócios de cabine larga.

MAGAZINE 3 0 3 | 77
r b j Dee c en
e n d ntt e d e u m hee r i d e g ue
uerr
rraa
p o a r o s ne ccii

Se é da Grumman o mérito & Whitney JT12 (em naceles nas Fabricante dos caças a jato F-86 Sabre – os
de projetar o primeiro avião laterais da cauda) levavam o jato a rivais dos MiG-15 nos céus da Guerra da
corporativo, coube à Lockheed Mach 0,8 (cerca de 910 quilômetros Coreia – a empresa North American (mais
a iniciativa de colocar em voo o por hora) com teto operacional tarde Rockwell) também apresentou um jato
primeiro “jato de negócios” – um acima de 40 mil pés. Tanto desem- na disputa pelos contratos da Marinha e da
pioneirismo conquistado por aca- penho cobrava um preço: o peso Força Aérea dos EUA. Menor e bem mais leve
so. Em 1955, a empresa começou máximo de decolagem ultrapassava do que o modelo da Lockheed, o Sabreliner
a desenvolver um jato multimotor 20 toneladas (cinco a mais do que o voou em 1958. Tinha asas enflechadas, cabine
de pequeno porte. O objetivo era do Gulfstream I) e sua autonomia estreita com pequenas janelas triangulares
atender a um requisito da Força com 10 passageiros ficava abaixo dos e empregava apenas dois turbojatos Pratt
Aérea norte-americana por um quatro mil quilômetros. Além do & Whitney nas laterais da fuselagem, logo
aparelho que permitisse treinar – alto consumo, o custo de manuten- atrás da raiz das asas. Extensivamente usado
a custos mais baixos – as tripula- ção dos quatro motores era muito nos EUA como treinador militar (T-39), era
ções dos novos bombardeiros e elevado para uma aeronave privada. apreciado pelos pilotos por suas capacidades
cargueiros a jato que entravam em E o preço de aquisição estava próxi- acrobáticas, herdadas do F-86. Foi oferecido a
operação. mo dos dois milhões de dólares. civis em 1962, começando pela Série 40. A ca-
Quando o primeiro L-329 Apesar dessas limitações, o pacidade era para cinco a sete passageiros em
JetStar decolou, em setembro de JetStar obteve razoável sucesso. configuração executiva, além da tripulação.
1957, os anúncios da Lockheed Vendido a partir de 1961, logo Mais tarde, o Sabreliner civil ganhou
destacavam sua capacidade em ganhou admiradores. Elvis Presley versões aperfeiçoadas: alongamentos e me-
simular uso de armamentos, reabas- e Frank Sinatra o escolheram lhorias no layout da cabine, maior número
tecimentos em voo e navegação por para uso pessoal. Além da USAF, de janelas e novos motores turbofan. O mo-
instrumentos em alta velocidades. muitas forças aéreas ao redor do delo original de 1962 tinha peso máximo na
Secundariamente, era uma opção mundo adotaram o modelo como faixa das oito toneladas, velocidade de cru-
militar para transporte de pessoal e transporte VIP para autoridades e zeiro em torno de 800 quilômetros por hora
de cargas com alta prioridade. chefes de estado. Por volta de 1970, e alcance de quatro mil quilômetros, com
Cortes orçamentários na USAF foi lançada uma nova versão com sete ocupantes. Foram fabricados pouco
reduziram as encomendas, e a motores turbofan Garrett, mas eco- mais de 800 exemplares, incluindo versões
empresa decidiu ofertar o aparelho nômicos e silenciosos. O modelo civis e militares, até 1982. Forças armadas
também no mercado civil. As asas foi fabricado até 1978, e teve cerca do México, Equador, Bolívia e Argentina o
enflechadas e quatro turbojatos Pratt de 200 unidades comercializadas. empregaram em missões de transporte VIP.

78 | MAGAZINE 3 0 3
Charles Lindbergh conhece o protótipo
do Dassault Falcon 20 em maio de 1963

HS 125

Suu c e sss vi d s da E pa

O insucesso do MS Paris não desani- Os britânicos também se aventu- das até 2013. A Força Aérea Brasileira
mou europeus de disputar o mercado raram nesse novo mercado. Pioneira utilizou o modelo em versões de
executivo. Na França, o primeiro jato no uso dos motores a reação, a de transporte VIP.
de negócios de sucesso foi lançado pela Havilland projetara o pequeno jato Mais exótica, porém sem sucesso
Dassault. Seu protótipo voou em maio de de passageiros “DH 125 Jet Dragon”. comercial, foi a proposta germânica. O
1963, como “Dassault-Breguet Mystère Os primeiros voos aconteceram no projeto iniciado em 1960 pelo fabricante
20”. O desenho das asas com grande en- segundo semestre de 1962. O avião Hamburger Flugzeugbau deu origem ao
flechamento derivava do caça-bombar- entrou em produção dois anos depois, HFB 320 Hansa Jet, que se caracterizava
deiro transônico “Mystère IV”, dos anos já como Hawker Siddeley HS.125. pelo uso de asas com enflechamento
1950. O modelo, que levava oito a 14 Caracterizava-se pelas asas com dis- negativo – um desenho testado no
passageiros, só chegou ao mercado em creto enflechamento e dois turbojatos bombardeiro a jato experimental Junkers
1967 – já então denominado Falcon 20. Bristol Siddeley Viper posicionados Ju 287, do final da Segunda Guerra. Com
Trazia muitos aperfeiçoamentos técnicos, na parte inferior da cauda em T. Na capacidade para sete a 15 passageiros e
com destaque para os novos motores configuração mais usual, levava oito velocidade de cruzeiro acima dos 800
turbofan GE CF700. Mais de 500 foram passageiros. Versões aperfeiçoadas, quilômetros por hora, o primeiro protó-
fabricados até 1991, dando o impulso a cargo de sucessivos fabricantes, in- tipo voou em abril de 1964. Somente 47
necessário para que a Dassault Falcon Jet cluindo British Aerospace, Raytheon exemplares foram produzidos, a maior
se tornasse o que é hoje. e Hawker Beechcraft, foram produzi- parte para a Força Aérea alemã.

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OS PIONEIROS
DO BRASIL
Entre os protagonistas, a FAB,
a Líder e um ‘texano’ da cidade
mineira de Passos
Os primeiros jatos de negócios a
voar no Brasil foram os MS-760
Paris. Em 1960, 30 exemplares
foram comprados pela Força Aérea
Brasileira e entregues ao Grupo de
Transporte Especial para missões
de translado de autoridades.
Alguns pilotos que voaram nesses
aviões relatam sua inadequação
à realidade brasileira: os motores
Maboré tinham a perigosa tendência
de apagar em situações de chuva
forte e a autonomia era bastante
limitada. Nos voos diretos entre Rio
de Janeiro e Brasília, levando quatro
ocupantes, o pouso era feito com o
combustível no limite da segurança.
Oito anos depois, o GTE recebeu
cinco HS.125 britânicos, bem mais
adequados.
Foi também em 1968, que a
então Líder Táxi Aéreo incorporou
à sua frota o primeiro jato de
negócios privado do Brasil, um
Learjet 24 – lançado em 1966 para
suceder o modelo pioneiro. Três

t
anos depois, a empresa assumiu
a representação comercial dos
A p e quu n a o a s u ço
ç - m e ri
rica
c na
ca aviões da marca no país. Em
1971, também foi um Learjet 24 o
A mistura de sucessos e fracassos que primeiro jato adquirido no Brasil
marca a introdução dos primeiros jatos por um particular: o milionário,
corporativos tem um traço em comum: pecuarista e dono de frigoríficos
a onipresença das encomendas militares Sebastião Maia. Figura folclórica,
que viabilizaram, direta ou indiretamente, o mineiro Tião frequentava a alta
sociedade carioca vestido como
o desenvolvimento das aeronaves. Mas há outubro de 1963, de volta aos Estados Uni-
um fazendeiro texano, mas era o
uma notável exceção que, curiosamente, dos, a dupla colocou para voar o Learjet
único nas festas a ter um jato para
acabou se tornando o maior caso de suces- 23, um avião compacto para quatro a seis chamar de seu. Dois anos depois,
so nos anos pioneiros da aviação de negó- passageiros, com desempenho similar ao o aparelho acabou vendido à Táxi
cios. Sem dispor dos generosos contratos de jatos de negócios grandes. E com preço Aéreo Marília, empresa onde
governamentais, o engenheiro e inventor na faixa dos 500 mil dólares. Tião teve uma breve participação
norte-americano William “Bill” Lear preci- Reza a lenda que, visitando o protó- societária.
sava criar algo diferente para entrar no tipo do avião numa feira, um potencial
promissor mercado dos business jets. comprador reclamou que não conseguia
A oportunidade surgiu na Europa, ficar em pé na cabine baixa e estreita do
pelas mãos de seu filho Bill Jr. – piloto de Learjet 23. “Você também não fica em pé
testes no projeto do P-16, um pequeno jato dentro do seu Rolls-Royce”, respondeu
de ataque ao solo, desenvolvido no final Bill sênior. “Se quer caminhar pela cabine
dos anos 1950 pela empresa suíça FFA. e voar três vezes mais devagar, compre
O governo local desistira do avião após um DC-3”. Quase uma década mais tarde,
alguns acidentes, mas Bill Jr. enxergou nas retornava ao mercado – tecnicamente
asas retas e afiladas do modelo e no con- aperfeiçoado e com um design bem mais
junto da cauda os ingredientes que seu pai prático e elegante – o conceito que a pio-
buscava para um jato executivo mais ágil, neira Beechcraft não conseguira emplacar
leve e barato do que os concorrentes. Em com o veterano MS-760. HS 125

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