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Mobilização Neural na Dor Lombar


Eliane Carneiro Farias¹
eliane_gat_19@hotmail.com.br
Dayana Priscila Maia Mejia²
Pós-graduação em Fisioterapia em Traumato-ortopedia – Faculdade Faipe

Resumo:O objetivo deste estudo foi conhecer os efeitos imediatos da mobilização neural
no tratamento-diagnóstico da dor lombar. Sobretudo, devido à alta ocorrência e
prevalência das dores lombares, que constituem um grande problema de saúde pública em
todo o mundo, na medida em que a dor lombar está relacionada a fatores sociais
eocupacionais, funcionais e ao envelhecimento das populações. A dor lombar com
etiologia definidaindica que algumas das causas têm relaçãodireta comprocessos
fisiopatológicos ebiomecânicosna região lombar,comprometendo as
articulações,causando a degeneração do disco vertebral eligamentos espinais, com
repercussões inflamatórias do periósseo nos segmentos lombares.A linha de tratamento
baseada na mobilização do sistema nervos consiste numa intervenção diagnóstica e
terapêutica fundamentada num raciocínio clínico, cujos procedimentos consistem na
avaliação analítica do paciente, que envolve desde o processo de comunicação com o
mesmo, até a incorporação da técnica, sobretudo quanto à destreza manual, o
conhecimento da biomecânica e da neuroanatomia humana, levando a um prognóstico
eficiente e diminuindo consideravelmente o quadro sintomático e álgico do paciente. A
mobilização neural é uma intervenção terapêutica eficaz no tratamento de patologias na
região da coluna lombar,lombosacral e sacroilíaca, tais como as herniações discais, da
mesma forma, programasde prevenção e promoção de exercícios de mobilização neural
são uma ferramenta fundamental para restabelecer a funcionalidade de indivíduos
afetados por essa enfermidade.
Palavras-chave:Dor Lombar, Mobilização Neural, Fisioterapia.
1.Introdução

O panorama epidemiológico dos casos de dores lombares revela um gigantesco problema


de saúde pública para os Estados e os Municípios brasileiros. Atualmente, essa
enfermidade representa 50% das disfunções musculoesqueléticas relacionadas à
incapacidade funcional e laboral. O que vem causando um impacto financeiro significativo
aos Governos e as Organizações, por exemplo, somente o Governo Norte-americano teve
custos diretos da ordem US$ 90,6 bilhões de dólares no tratamento das lombalgias, isto
representa penas 14,5% do total de gastos com essa condição em todo o mundo.Em termos
de incapacidade, cerca de 10 milhões de pessoas são acometidas pelas lombalgias no
Brasil, colocando as dores lombares crônicas como a segunda condição de morbidade atrás
apenas da hipertensão arterial sistêmica, sendo ainda a segunda maior causa de
aposentadoria por invalidez 1,5
1
Pós Graduando em Fisioterapia De Traumato-Ortopedia da Faculdade Bio Cursos
1
Graduada em Fisioterapia, Especialista em Metodologia do Ensino Superior, Mestre em Bioética e Direito
em Saúde, Doutoranda em Saúde Pública, Orientadora da disciplina Metodologia I e II do curso de
Fisioterapia Traumato-Ortopedia da Faculdade FAIPE.
2

Nos países industrializados os custos sociais relativos às lombalgias vêm aumentando


substancialmente, somente na União Europeia 24,7% dos trabalhadores sofrem dessa
patologia. As dores lombares em 30-60% dos casos estão relacionadas ao trabalho, assim
as atividades produtivas condicionam aos trabalhadores a execução de movimentos
repetitivos que proporcionam desequilíbrios entre a carga funcional e a movimentação de
sobrecargas, muito além do esforço necessário para realizar atividades cotidianas e
profissionais. Isto tanto afeta a estrutura biomecânica da coluna vertebral, quanto amplia a
ocorrência de lesões e acidentes no trabalho, favorecendo o absenteísmo frequente dos
colaboradores dessas instituições cuja incapacidade funcional impõe inúmeras limitações
sociais e profissionais pela alta incidência de doenças ocupacionais e distúrbio osteo-
muscular relacionado ao trabalho (DORT), como também de lesões por esforço repetitivo
(LER).Outros fatores etiológicos são os acidentes domésticos, o trânsito intenso e caótico
das metrópoles, a adoção de níveis posturais inapropriados, como ficar as longas jornadas
na frente do computador e do videogame, assim como comportamentos psicossociais como
o sedentarismo e a obesidade, todos estes fatores potencializam os casos de lombalgias 1,
4,9
.
A dor lombarcorresponde a um quadro álgico localizado ou difuso na coluna vertebral,
podendo decorrer deafecções degenerativas agudas ou crônicasna região lombar,
lombosacral ou sacroilíaca, desde a parte inferior do dorso, entre o último arco costal e a
prega glútea1,10.
A neurofisiopatologia da dor lombar revela que as causas mais frequentes envolvem a
deformações na curvatura da coluna vertebral tais como a escoliose, as síndromes
dolorosas miofasciais, as anomalias do desenvolvimento como a doença de Scheuermann,
a osteoartrite degenerativa, a artrite reumatóide, a espondilite anquilosante, a apendicite
retro-cecal, tumores, como também asinfecções bacteriológicas na coluna vertebral lombar
e cânceres como os linfomas, sarcomas e doença de Hodgkin. Coforme a literatura,
caracteriza-se como dor lombaraguda as dores com interstício de 0-6 semanas, subaguda
com interstício de 6-12 semanas e crônica quando superioreshá 12 semanas.A dor lombar é
inespecífica em 85% dos casos,afetandode 65-90% dos adultos jovens, podendo originar-se
de fatores neurológicosou de afecções localizadas, ou psicopatológicas, ou congênitas, ou
neoplásicas, ou inflamatórias, ou infecciosas, de fundo reumático, congênitasou
debilitantes da musculatura,ou ainda por distúrbios metabólicos, traumáticos,
degenerativos e funcionais1,6,10.
Classificam-se as lombalgias em mecânicas-degenerativas, em não mecânicas localizadas,
dor lombar de origem inflamatória, de origens infecciosas ou devido a disfunções
metabólicas, lombalgias de fundo psicossomático e dores lombares como repercussão de
doenças sistêmicas. No diagnóstico da lombalgia podem-se utilizar testes específicos tais
como: a manobra de valsalva cuja exacerbação da dor ou sua irradiação até o pé indica
possível compressão radicular; a manobra de lasègue ou teste da perna estendida em um
ângulo de 35° a 70°, revelando anomalia na raiz L4-L5 ou L5-S1 (cf. Figura 1); o sinal do
arco da corda (manobra de bragard), que consiste na flexão do joelho; o sinal das pontas de
“De Sèze”, que consiste na dorsiflexão do tornozelo, que revela comprometimento da raiz
de L4 ou L5; a Pesquisa de reflexos, onde a ausência do reflexo patelar indica
comprometimento da raiz de L3 e/ou L4; a pesquisa da força de flexão e extensão dos
pododáctilos; e os sinais não orgânicos de lombalgia psicossomática5,6.
A avaliação diagnóstica complementar das dores lombares engloba a confirmação através
de exames radiológicos, de ressonância nuclear magnética (RNM), tomografia
3

computadorizada (TC), mielografia e mielotomografia, discografia, cintilografia,


eletroneuromiografia, densimetria óssea além de exames laboratoriais6.
O segmento lombar é uma junção vertebral e nervosa de extrema importância, pois
possibilita a mobilidade entre o tórax e a pélvis, suportando ainda a cavidade abdominal.
No caso das dores lombares que se irradiam pelo nervo ciático (lombociatalgias) e são
frequentes no segmento L5/S1, que engloba a região onde estão as cinco vértebras
lombares pré-sacrais e as cinco vértebras sacrais fundidas, que unem a coluna vertebral à
cintura pélvica e, posteriormente, a porção superior dorsal à pélvis e a bacia. Essa região é
extremamente suscetível à degeneração e a herniação devido sacralização da L5, isto é, a
incorporação da 5.ª vértebra lombar ao sacro e a lombarização da S1, ou seja, a separação
do primeiro segmento sacral a lombar5,6,11,13.
Para entender melhor o que são dores lombares é preciso compreender os mecanismos
etiológicos relativos às manifestações de dor.

2.Dor: aspectos neurofisiopatológicos


O sistema nervoso central (SNC) e o sistema nervos periférico (SNP) formam uma unidade
indissolúvel, tratando-se, portanto, de um trato tecidual contínuo, isto é, uma estrutura
multissegmentada com diversos formatos, tais como os tecidos conjuntivos, a estrutura
neuronial e o sistema nervoso (SN), que constituem um conjunto que interage mutuamente
nas suas interligações. Há dois tipos principais de tecidos nervosos, isto é, os responsáveis
pela condução de impulsos e os responsáveis pela proteção e suporte dos tecidos de
condução, que estabelecem uma conexão ininterrupta entre a dinâmica e controle das
partes móveis, e viscerais do corpo e do SNC12,14.
Nessa direção, a relação entre o SNC o SNP e os mecanismos de percepção da dor são
extremamente intrínsecas.Em termos fisiológicos, a dor é uma resposta à estimulação
exterior ao indivíduo, estes estímulos chegam ao SNC por via de conversão e reconversão
químico-elétrica, propagando os impulsos bioquímicos pelas fibras nervosas mielínicas e
amielínicas, gerando bilhões de estímulos sinápticos que se ramificam pelo SNP12,15,17.
A conversão e reconversão de impulsos elétricos em químicos são mediadas pelos
receptores nociceptivose pelas substancias algiogênicas, ou pela resposta tecidual muscular
a processos inflamatórios, traumáticos ou isquêmicos. A liberação desses
neurotransmissoressensibiliza os receptores nociceptivos, diretamente ou através da
interação com outros elementos algogênicos, reduzindo a síntese, o transporte axonal
anterógrado nas fibras e terminações nervosas periféricas de neurotrofinas, gerando ou
agravando a síndrome álgica. A dor é uma experiência subjetiva que transmite estímulos
sináptico-neurais a medula espinhal e a periferia16,17.

3.Dados epidemiológicos
Das técnicas da fisioterapia uma base utilizada mais pouco conhecida e a Mobilização do
sistema nervoso. Entretanto os estudos experimentais e as pesquisas no campo da
fisioterapia tem demonstrado que este conjunto de técnicas pode ser muito eficiente e
promissor quando utilizadono restabelecimento da neurodinâmica do sistema nervoso e no
tratamento dedisfunções do SNC e do SNP,como também do sistemaarticular e
esquelético, assim como nas alterações da dinâmica do SN que condiciona restrições de
mobilidade corpórea global ou na transmissão da tensão nervosa18.
4

4.Mobilização Neural
A mobilização neural (MN) é um conjunto de técnicascapazes de restituir estruturas
neurológicas comprometidas biomecânica ou fisiologicamente, por meio da amplitude
variável dos movimentos destas, isto é, restaurando a extensibilidade e funcionalidade do
SN e do SNP, restituindo a neurodinâmica e a transmissão de impulsos nervosos,
garantindo-se,nesse caso, a mobilidade, a elasticidade, a condutibilidade e o fluxo
axoplasmático das áreas afetadas, consequentemente, reduzindo-se o quadro sintomático-
álgico1, 12, 19,20.
A intervenção precoce do Fisioterapeuta por meio da mobilização neural reduz a dores
lombares e melhora o estado funcional dos pacientes que sofrem intervenções cirúrgicas
nos casos de herniação discal, por exemplo, ou quando os pacientes são acometidos pela
síndrome facetariamonde a dor se irradia para região glútea, coxa e perna, tendo como
fator agravante a hiperextensão arterial.Nesse caso, a dor é perfeitamente detectável por
palpação na região lombar afetada13,20,21.
A técnica de mobilização neuraldo SN e de estruturas por ele inervadas, assim como do
sistema articular deve ser graduada em função da sensibilidade do processo, associando-se
os sintomas provocados às resistências apresentadas. Onde os testes neurodinâmicos (cf.
Figura 2) consistem na aplicação de movimentos oscilatórios ativos e passivos para avaliar
a capacidade adaptativa dos tecidos neurais a diferentes posições funcionais. Entretanto, a
sintomatologia do SN e SNP apresentam mais informações que a do sistema
articular12,14,18,19,22.
Através da MN pode-se utilizar o método terapêutico e as manobras irritativas do tecido
nervoso para tratar da tensão neural adversa (TNA) cujas respostas mecânicos-fisiológicos
anormais comprometem a neurodinâmica e as estruturas do SN. A mobilização neural é
indicada para assegurar a homeóstase do tecido nervoso nos casos de síndrome
compressiva, isto é, da compressão localizada num nervo específico, que causa distorções
sensoriais, motoras e atrofia a musculatura18,19.
Empregar a técnica da MN de forma vigorosa,provocando o estiramento do SN não pode
agravar ou produzir piora no quadro clínico-funcional do paciente, ou ampliara dormência
ou diminuir a sensibilidade deste. Contudo, agulhadas e dores distais são provocadas
durante o processo interventivo para que o Fisioterapeuta possa avaliar o paciente, através
da desordem não progressiva no tecido conjuntivo do SN14.
Nesta direção, o Fisioterapeuta antes de mobilizar SN não deve confundir mobilização com
alongamento, deve observar possíveis resistências ao procedimento e à relação entre os
sintomas e a movimentação da área afetada.Verificando se o local atingido comporta um
tratamento mais intenso ou não. O profissional deve considerar a gravidade, a irritabilidade
e a natureza da desordem. Assim o conhecimento patológico (comprometimento
biomecânico) e fisiológico (desordem irritável) é incluído e avaliado no processo, por
exemplo, deve-se, nesse caso, verificar o local, as estruturas ao redor e ao longo do SN, a
proporção afetada e assim como os tecidos biomecânicos comprometidos14,16.
Diante do exposto preliminarmente, justifica-se, nesse caso, a relevância social e
acadêmica de se debruçar sobre esta problemática a fim de dissecar seus fatores etiológicos
e sua sintomatologia, a fim de melhor compreendê-los cientificamente, empreendendo
esforços no processo de recuperação, nos procedimentos terapêuticos e fisioterápicos
necessários para recuperação do paciente, agindo propositivamente e atuando de forma
preventiva.
5

Portanto, o objetivo deste estudo foi conhecer os efeitos damobilização neuralna melhoria
do quadro álgico e sintomático dos pacientes acometidos por lombalgias.

5.Metodologia
O presente estudo consistiu em uma Revisão Bibliográfica no período desagosto de 2013 a
agosto de 2015sobre os principais conceitos relacionadosao efeito da mobilização neural
de forma que a investigação velha a compreender a complexidade dos mesmos. A busca
literária foi realizada nas bases de dados SciELO, LILACS e BIREME, em periódicos,
revistas correntes de fisioterapia e terapia manual.
Utilizaram-se os seguintes descritores: Low Back Pain, Neural Mobilization,
PhysicalTherapySpecialty e suas correlações em português.Os critérios de inclusão foram:
artigos ou publicações do ano 2001 a 2012 que se referiam ao tema e contivessem os
descritores supracitados. Critérios de exclusão foram artigos com animais e aqueles que
não demonstraram com clareza os métodos utilizados e/ou os resultados.

6.Resultados
Neste estudo de revisão de literatura foram encontrados 58 artigos no total, dos quais dos
quais 20 foram excluídos por serem estudos com animais e 15 por não demonstraram com
clareza os métodos utilizados e/ou os resultados. Restando assim 23 artigos encontrados
nas bases de dados SciELO, LILACS e BIREME, em periódicos, revistas correntes de
fisioterapia e terapia manual. A Tabela 1 apresenta um breve resumo dos artigos usados.

AUTOR TEMA ANO RESULTADO CONCLUSÃO

MACHADO, Estudo comparativo de Foram avaliados nove sujeitos Para esta amostra, os dois recursos terapêuticos
G.F & casos entre a com dor lombar crônica; cinco deles apresentaram melhoras para as variáveis analisadas,
BIGOLIN, S. E mobilização neural e 2010 participaram do grupo em que foi porém apenas a mobilização neural demonstrou
um programa de empregada a mobilização neural e quatro resultados significativos, não sendo possível, no
alongamento muscular fizeram parte do grupo de alongamentos. entanto, apontar maior eficiência de um método em
em lombálgicos Somente o programa de mobilização neural relação ao outro.
crônicos apresentou resultados significativos.
Quando comparados os resultados dos
programas não foi evidenciada diferença
estatisticamente significativa nos critérios
avaliados.
FOLHADELA Utilização Da técnica Os resultados aqui encontrados O R.P.G. quando bem utilizada e avaliada, contribui
N. N. MEJIA reeducação postural e discutidos foram realizados com grupos muito para o alívio da dor e o equilíbrio postural,
D. P. M global (RPG) no de pacientes, muitas vezes comparando melhora a função respiratória, visando o corpo como
tratamento da 2012 outras técnicas com a reeducação postural um todo e não de forma individual, mas, globalmente,
lombalgia global, mas, todos chegaram a mesma proporcionando saúde mental, contribuindo assim para
conclusão. A imagem corporal é importante uma perspectiva de qualidade de vida para os pacientes
para que ocorra o equilíbrio da relação do na maioria das vezes em menos de 10 sessões e a
corpo físico com a mente, sendo possível manutenção desse bem estar deve ser acompanhado de
manter a boa postura, associado a estímulos uma boa reeducação e consciência corporal.
sensoriais e modelos posturais corretos
(BRACCIALLI, 2000).
MAGALHAES Attitudes and beliefs of Os escores médios dos fatores biomédico e
, M. O; Brazilian physical comportamental da PABS. PT foram 27,06 Os fisioterapeutas brasileiros mostram-se incertos
COSTA, L. O. therapists about chronic (DP 7,19) e 24,34 (DP 6,31), acerca dos fatores que envolvem o desenvolvimento e a
P; CABRAL, low back pain: a cross- respectivamente, e o escore médio da HC- manutenção da dor lombar crônica e também sobre a
C. M. N. and sectional study PAIRS foi 45,45 (DP 10,45). O escore do relação entre dor e incapacidade nesses pacientes. Isso
MACHADO, 2012 PABS. PTFator biomédico foi associado põe em questão as atitudes e práticas em relação ao
L. A. C. com gênero e anos de experiência manejo dos pacientes com dor lombar crônica no
profissional. Já o escore do PABS.PTFator Brasil.
comportamental não foi associado com
nenhuma variável. O escore do HC-PAIRS
foi significativamente associado com o
número de pacientes com dor lombar
atendido por mês. Esses resultados indicam
que fisioterapeutas experientes tendem a
seguir uma abordagem biomédica no
6

tratamento de pacientes com dor lombar


crônica. Além disso, quanto menor a
experiência profissional, mais forte é a
crença na relação entre dor e incapacidade.
CARVALHO, Correlação do ângulo Nossos resultados permitiram concluir que Os resultados desta pesquisa rejeitaram a hipótese
M. E. I. M. da lordose lombar e do o ângulo da lordose lombar (L1-S1) é maior primária de que, nos pacientes com hérnia de disco
ângulo lombosacro no gênero feminino e na faixa etária acima lombar, o ângulo da lordose lombar (L1-S1) é anormal.
entre pacientes com 2010 de 40 anos, que o ângulo da lordose lombar Já no grupo com lombalgia crônica inespecífica, a
lombalgia com e sem L1-S1 encontra-se alterado patologicamente curva lombar mostrou-se aumentada, confirmando a
diagnóstico de hérnia em indivíduos com lombalgia crônica hipótese alternativa. A curva lombar (L1-S1) mostrou-
discal lombar em inespecífica e que, nos pacientes com se aumentada na mulher e nos indivíduos acima dos 40
sujeitos assintomáticos hérnia de disco lombar, a variação do anos. O ângulo L5-S1 não mostrou variação estatística
ângulo da lordose lombar está dentro dos significativa em qualquer dos grupos estudados.
limites da curvatura normal.
LIMA, Marília A Eficiência Da A mobilização neural tem sido utilizada Portanto, a utilização da técnica de mobilização neural
Olivindo; Mobilização Neural Na como método de avaliação e tratamento das tem se mostrado capaz de diminuir a dor e melhorar a
VACONCELO Reabilitação Da 2012 mais diversas patologias que acometem o função dos pacientes, possibilitando a prevenção e o
S,Thiago Lombalgia: Uma sistema nervoso e as estruturas por ele tratamento de lombalgias com envolvimento neural.
Brasileiro de; , Revisão De Literatura inervadas. Pacientes com lombalgia Porém, com a gama diversa de terapias disponíveis ao
ARCANJO, tratados com mobilização neural obtiveram fisioterapeuta, é importante que ele pratique uma
Giselle Notini; uma redução da sintomatologia dolorosa, terapia efetiva, baseada em evidências, de acordo com a
SOARES, melhora da qualidade de vida e retorno às avaliação clínica do paciente.
Renato José atividades de vida diária
MONNERAT, A Influência Da Os indivíduos foram submetidos ao Através deste estudo demonstrou que a técnica de
Eduardo; Técnica De tratamento por quatro semanas, com três mobilização neural pode ser uma excelente alternativa
PERREIRA Mobilização Neural Na 2010 sessões semanais durante 20 minutos cada. terapêutica conservadora na recuperação da hérnia de
João Santos Dor E Incapacidade Para avaliação do efeito terapêutico disco lombar póstero-lateral.
Funcional Da Hérnia utilizou-se a Escala de Dor e Incapacidade
De Disco Lombar: Funcional. Ao se compararem os resultados
Estudo De Caso obtidos antes e após a utilização da técnica,
evidenciou-se melhora da sintomatologia
dolorosa e da capacidade funcional
VASCONCEL A Eficácia Da Analisando a partir dos dados apresentados, Concluísse que a mobilização neural para esse fim
OS, Bruno Mobilização Neural No notou-se uma melhora de 29% na avaliação apresentou melhora considerável em todos os pacientes,
Tratamento Do Quadro 2004 de ADM em flexão e 10,75% na extensão apresentando principalmente um alivio e/ou cessando
Álgico Em Pacientes dorso-lombar na amostra apresentada. Para por completo o quadro álgico de dois dos 4 pacientes
Com Lombociatalgia ADM de quadril a melhora foi de 20% na tratados por esta técnica.
amostra avaliada. Na avaliação da dor a
partir da EVA verificou-se que o impacto
percentual da dor no início da avaliação
lombar e quadril era de 44,25% e 63,50%
respectivamente na primeira avaliação,
diminuindo consideravelmente para 23,25%
e 39% na quinta. Os valores para a última
avaliação houve um decréscimo razoável
apresentando 9,5% e 16% respectivamente
ao final do tratamento
BOEING, Análise Da Eficácia De Nos resultados obtidos, verificou-se que Este estudo procurou verificar se a técnica de terapia
Marinêz Técnicas De houve melhora estatisticamente manual utilizando a mobilização neural, seria adequada
Mobilização Neural 2004 significativa na redução do quadro álgico, para o tratamento das lombociatalgias. Constatou-se
Para Pacientes Com entretanto a mobilidade e sensibilidade não que o protocolo utilizado foi eficaz para a redução do
Lombociatalgia apresentaram melhora significativa quadro doloroso. Porém não obteve resultados
significantes para as alterações de sensibilidade e
mobilidade da coluna lombar em flexão/extensão
TOMÈ, Flávia; Lombalgia crônica: No GE, observou-se melhora, intragrupo, O isostretchinge treinamento sensório-motor aquático
et AL comparação entre duas na Pimáx (p = 0,0164), Pemáx (p = 0,0227) foram eficazes na melhora da FMR e da CF, e o
intervenções na força 2012 e TC6 (p = 0,0092), e, no GC, apenas no tratamento fisioterapêutico convencional foi efetivo
inspiratória e TC6 (p = 0,018). Nas comparações apenas na melhora da CF.
capacidade funcional intergrupo, obteve-se Pimáx e Pemáx
semelhantes na ∆INI, mas diferentes na
∆FIN (p = 0,0166; p = 0,0045); e no TC6,
observou-se diferença significativa apenas
na ∆INI (p = 0,0484).
VÉRAS, Função Ao analisar a função eletromiografica, Pacientes submetidos a técnica de mobilização neural
Larissa Sales eletromiografica, grau observou-se aumento significativo (p<0,05) obtiveram melhora na função eletromiografica e nos
Téles de incapacidade e de no grupo experimental em ambos os níveis de forca muscular reduzindo o grau de
dor em portadores de 2012 músculos tibiais anteriores, direito e incapacidade e dor.
hanseníase submetidos esquerdo, comparado ao grupo controle no
a mobilização neural pré e pós teste. Ao analisar a forca no
movimento de extensão horizontal e no
movimento de dorso flexão), observou-se
aumento significativo em ambos os
segmentos direito e esquerdo ao comparar o
grupo experimental no pré e pós teste. O
grupo experimental apresentou redução
significativa na percepção de dor e no grau
de incapacidade ao comparar o pré e pós
teste e na comparação com o grupo controle
no pós teste.
VASCONCEL Avaliação da A amostra foi composta por 60 voluntários, Neste estudo, a MN foi capaz de melhorar, com
OS, Danilo de mobilização neural com idade média de 21,25 ± 0,29 anos, resultados imediatos, a ADMEC de forma significativa.
Almeida, sobre o ganho de 2011 estatura média de 1,66 ± 0,11 metros e peso [#]
LINS, Lívia amplitude de médio de 63,27 ± 1,53 kg. Observou-se
Cristina movimento ganho estatisticamente significante da
7

Rodrigues ADMEC em ambos os membros superiores


Ferreira, após a MN, com valores de 31,57 ± 20,27°
DANTAS, e 20,53 ± 15,27°, pré e pós,
Estélio respectivamente, no membro superior
Henrique direito, e 28,68 ± 22,43° e 16,57 ± 15,11°,
Martin pré e pós, no membro superior esquerdo
ZAMBERLAN Mobilização Neural Acredita-se que esta inclusão seja benéfica, Pôde-se concluir a partir deste estudo que as seqüências
, Andressa Como Um Recurso pois permite a manutenção da biomecânica de movimentos propostas pela mobilização neural
Luiza; Fisioterapêutico Na 2007 nervosa, contribuindo na manutenção da podem ser incluídas no protocolo de reabilitação do
KERPPERS, Reabilitação De amplitude de movimento, na prevenção de paciente AVE, juntamente com as outras técnicas, uma
Ivo Ilvan Pacientes Com dores pós-centrais e na adequação do tônus vez que estes movimentos permitem que seja mantida a
Acidente Vascular muscular elasticidade e extensibilidade nervosa, auxiliando na
Encefálico – Revisão manutenção da extensibilidade muscular bem como na
amplitude de
movimento articular e principalmente as
propriedades de alongamento adaptativo do sistema
nervoso, influenciando ainda na circulação e
respiração.
Mobilização neural e No GS, os TEPs no pós-lesão foram As duas formas de terapia foram eficazes na redução da
BERTOLINIGladson
alongamento
R. F. et al estático em um maiores que M1(p<0,001), sugerindo dor, sendo a mobilização neural mais efetiva.
modelo experimental 2009
de persistência da dor. No GAL, os TEPs
ciatalgia – estudo experimental foram maiores no pós-lesão em relação a
M1 (p<0,001), mas diminuiu nas
comparações M3xM4 (p<0,05) e M3xM5
(p<0,01) sugerindo a eficácia do
tratamento. No GMN, M2, M3 (p<0,001) e
M4 (p<0,05) foram maiores em relação a
M1, mas M5 não, mostrando que este
tratamento restabeleceu os valores normais
de TEP.
ANDRADE, Nos tratamento onde houve a associação da técnica
Edylena Mobilização Neural: De acordo com estudos pesquisados a com os métodos tradicionais na fisioterapia ocorreu
Marinho de; tratamento de 2012 mobilização neural promove resultados resultados de melhoras das disfunções
ALMEIDA distúrbios positivos no tratamento das alterações musculoesqueléticas. Em contra partida, estudos que
musculoesqueléticos musculoesqueléticas devolvendo sua utilizou os métodos tradicionais em comparação ao uso
Jul funcionalidade da técnica de mobilização neural concluiu que os
iana Gama de pacientes tratados tiveram um melhor resultado que
alguns pacientes tratados com métodos tradicionais.

7.Discussão

A mobilização neural é uma técnica eficiente para promover a flexibilidade e a redução das
doresna coluna lombar1-2,10,15,18,20-21.
Nessa direção, para delimitar os níveis de capacidade e funcionalidade dos indivíduos,
abrangendo os múltiplos condicionantes e determinantes que influenciam a saúde e a
qualidade de vida das populações com relação às lombalgias, a Organização Mundial de
Saúde (OMS) passou a utilizar a classificação internacional de funcionalidade,
incapacidade e saúde (CIF), pois este instrumento possibilita a interpretação da saúde de
forma multifocal e multiprofissional, tanto em face da funcionalidade dos sujeitos e de sua
capacidade de participar ativamente do ponto de vista sócio profissional12,24,25.
A partir dessa visão de saúde mais abrangente e desse modelo biopsicossocial oriundo da
CIF, depreende-se que o processo de reabilitação das lombalgias e a intervenção do
Fisioterapeuta consistem na restauração da capacidade funcional do paciente para
realização de tarefas e ações em ambientes padronizados, introduzindo a noção de que a
dor é explicada não só pela lesão do tecido, mas também por fatores sociais e psicológicos.
Neste caso, o tratamento executado pelo fisioterapeuta deve contemplar elementos teórico-
metodológicos da terapia cognitivo-comportamental, que possui instrumentos
propedêuticos, diagnósticos e prognósticos para atuação no processo de recuperação dos
pacientes4,12.
8

Figura 1 – Teste SLR: sinal de Leseague;


Fonte: Fonte: Butller11.
Como as lombalgias irão acometer 80% da população em algum momento da vida,
sobretudo para os da faixa entre os 20-60 anos do sexo masculino. Logo, necessita-se
urgentemente de capacitação profissional na área fisioterápica, sobre as lombalgias e,
sobretudo das técnicas de tratamento tais como a mobilização neural26,15.
Tem-se que se desmistificar entre os profissionais de saúde e os fisioterapeutasa crençade
que as atividades físicas aumentam a resposta dolorosa nos pacientes acometidos por
lombalgia. Pois, isso influencia o processo terapêutico e acaba por gerar outros fatores de
morbidade, como problemas cardiopulmonares e musculares, retardando ou agravando a
recuperação dos pacientes4,26.

Figura 2 – Neurobiomecânica da extensão espinal: SNC, coluna vertebral e nervo


isquiático.
Fonte: Fonte: Butller11.

O Fisioterapeuta utiliza a mobilização do sistema nervos diretamente, executando os testes


neurodinâmicos,os de tensão neural e de palpação nos tecidos, músculos e articulações
afetadas. Inicialmente antes de qualquer intervenção, o fisioterapeuta emprega a MN de
forma analgésica e como formade relaxamento muscular. Após a redução dos distúrbios e
sintomas, o profissional atua de forma progressiva, dispondo de orientações ergonômicas,
exercícios de alongamento e fortalecimento muscular7,11.
Nesta direção, os autores consideram a MN como ferramenta diagnóstica indispensável
para avaliar as lombalgias. O terapeutapode utilizar o teste de elevação da perna estendida
(SLR) onde os relatos de dor significam umaprevalência de hérnia discal (cf. Figura 4).
Outra ação imprescindível é o teste da flexão do joelho na posição pronada(PKB) cujas
manifestações de dor na área lombar, no glúteo ou na face posterior da coxa indicam lesão
de raiz nervosa L2-L3. E ainda o teste da inclinação anterior (Slumptest) utilizado no
diagnóstico das síndromes dolorosas da coluna lombar como também da TNA (cf. Figura
3)8,11,19.
9

Figura 3 – Slumptest: estágios de 1-4.


Fonte: Fonte: Butller14.
A mobilização do sistema nervoso pode ser irritável (fisiopatológica) e não irritável
(patomecânico), que é aplicada diretamente pela tensão e movimentação oscilatória das
articulações do trato neural, da medula e dos nervos periféricos, que são executados em
deslocamento brevemente mantidos 8,11,22,27.
O terapeuta executa ainda a mobilização neural indireta nas estruturas adjacentes ao tecido
neural comprometido. Como também a mobilização tensionante, que consiste num
movimento que aumenta e retrai a tensão aplicada no trato neural. Outro tipo de
intervenção é a mobilização deslizante, que desliza o trato neural sem ampliação de tensão.
O tratamento vai além daquele realizado no consultório do terapeuta ou em unidade
hospitalar, ou de saúde, deve ser estendido para o domicílio do paciente por meio de
programas prescritos pelo próprio terapeuta 8,11,22,27.

Figura 4 – Escoliose e/ou cifose antálgica e evidência de protrusão discal.


Fonte: Fonte: Carvalho 5.
A mobilização do sistema nervoso mostrou-se eficaz na recuperação das funções nervosas
comprometidas em pacientes com LER/ DORT. Da mesma forma, houve resultados
positivos na recuperação dos pacientes a nível ocupacional-funcional e na redução
progressiva das dores lombares crônicas 2,22.
A mobilização neural também é uma forma eficaz no diagnostico e tratamento da hérnia
discal lombar. As herniações nos segmentos L5-S1 são extremamente prejudiciais, pois a
5ª vértebra lombar e a 1ª vértebra sacral formam o conjunto articular que suporta os
movimentos dos membros inferiores. A herniação decorre da neurocompressão radicular
do forame ou recesso lateral, comprimindo as raízes nervosas, como também da estenose
do canal medular, que comprime a raiz lombar e induz a sensação de dor e a
parestesia9,18,20.
Nesse caso, como 95% dos casos de herniação estão relacionados a essa região, logo a
compressão dos espaços interdiscais formam protrusões nas raízes anteriores e posteriores
que saem do intumescimento lombar, na cauda esquina, expondo a raiz comprimida logo
abaixo do forame intervertebral, lesionando as raízes L5-S1. As lesões nos ligamentos e na
10

musculatura ocasionam o abaulamento discal intervertebral, fissuras no anel fibroso e nas


facetas articulares, além de estreitar os canais espinais (cf. Figura 4)1,9,20,28.
A herniação discal promove uma dor crônica, localizada, maciça, dolorida, contínua e
recorrente, esta tem maior duração que a dor aguda e pode significar a continuidade
patológica ou a persistência da doença, ou da lesão, quando esta decorre de fatores
orgânicos é curável após o restabelecimento do paciente9,10,14-15,18,28.
De acordo com a classificação estatística internacional de doenças e problemas
relacionados com a saúde (CID 10) a dor lombar crônica (CID M.54.5), caracteriza-se
como uma dor intensa que perdura por mais de três meses, que pode decorrer de uma
injúria ou deformidade, traumatismo ou ferimento, ou ainda de lesões acidentais ou
estresse biomecânico no segmento lombar. As dores se manifestam ainda na região
lombociatálgica (CID M.54.4), irradiando-se pelo nervo ciático desde o plexo
lombossacral as partes subjacentes das vértebras lombares e das articulações do quadril
para os membros inferiores (MMII), joelho e tornozelo, como também da musculatura da
coxa, da perna e do pé1,4, 5,9,15,28,29.
Nestadireção, a utilização da mobilização do sistema nervoso no segmento lombar L5-S1
possibilita maior amplitude de movimento na flexão de tronco e quadril, reduzindo-se
consideravelmente as dores lombares associadas à herniação discal1-2,10,18,20-21,29.
Contudo, há algumas contraindicações absolutas para execução da mobilização neural,
dentre as quais ela não pode ser executada em pacientes com problemas agudos e com
recente agravamento dos sinais neurológicos, em pacientes com lesões na cauda equina, ou
com lesões no SNC, em pacientes lesionados ou com tumores na região medular. Não se
recomenda a MN também para aqueles que possuam irritabilidade importante no trato
neural ou para com rápida evolução patogênica, ou ainda que apresentem patologias
associadas, ou que sintam vertigens como também os que possuam problemas
cardiovasculares8,11.

8.Considerações Finais
Logo,a lombalgia condiciona a alteração do estado de higidez do indivíduo, afetando
diretamente sua produtividade e seu desempenho sócio afetivo, comprometendo ainda sua
musculatura, elasticidade articular e esquelética no âmbito ocupacional e social. Neste
caso, para os pacientes acometidos pelas lombalgias, situações rotineiras como o simples
ato de caminhar ou de subiu e descer escadas, no trabalho ou em casa, tornam-se
verdadeiros desafios.
Contudo,através dos estudos e das pesquisas experimentais, ampliou-se a compreensão da
mobilização neural, que incorporou fatores relativos tanto às incapacidades ou quaisquer
limitações de ordem patomecânica e neurofisiológica que possam comprometer a higidez,
a estrutura e a funcionalidade, quanto dos níveis de capacidade, desempenho
socioambiental e psicológico dos pacientes.
Portanto,a pesquisa e os processos educativos na área fisioterápica relacionados às dores
lombares e a mobilização neural são vitais para elucidar as correlações existentes entre a
capacidade e o desempenho funcional dos indivíduos, pois assim melhora-se a
compreensão do processo saúde-doença, como também na formulação de mecanismos
terapêuticos capazes de contemplar as especificidades de cada paciente e cada tratamento.
Fornecendo subsídios para que Governos e Organizações possam dispor de políticas de
11

saúde preventivo-corretivo, focadas atenção e cuidado integral de pacientes acometidos por


esta enfermidade.
Em síntese, a Mobilização Neural é um instrumento diagnóstico-terapêutico relativamente
novo, porém com promissoras expectativas na recuperação do SNC e SNP,na promoção da
melhoria das dores lombares, dos fatores de mobilidade associados às afecções da coluna
lombar e da incapacidade funcional dos pacientes.

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