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MBA

Gestão Financeira e
Econômica de
Tributos
MBA em Gestão Financeira e
Econômica de Tributos –
GET ABC 02

Coordenador Acadêmico Arnaldo Marques de Oliveira Neto


amarques@fgvmail.br

Coordenador Local Maria Elisa B. Scarpelli


mariaelisa@strong.com.br

Local de Realização
STRONG - Santo André
Santo André/SP

Arnaldo Marques de Oliveira Neto, Prof.


amarques@fgvmail.br

GOVERNANÇA CORPORATIVA E
TRIBUTÁRIA, PLANEJAMENTO
TRIBUTÁRIO NOS PROCESSOS
DE FUSÕES E AQUISIÇÕES
A cópia do material didático utilizado ao longo do curso é de propriedade do(s) autor(es),
não podendo a contratante vir a utilizá-la em qualquer época, de forma integral ou
parcial. Todos os direitos em relação ao design deste material didático são reservados à
Fundação Getulio Vargas. Todo o conteúdo deste material didático é de inteira
responsabilidade do(s) autor(es), que autoriza(m) a citação/divulgação parcial, por
qualquer meio convencional ou eletrônico, para fins de estudo e pesquisa, desde que
citada a fonte.

Adicionalmente, qualquer problema com sua turma/curso deve ser resolvido, em primeira
instância, pela secretaria de sua unidade. Caso você não tenha obtido, junto a sua
secretaria, as orientações e os esclarecimentos necessários, utilize o canal institucional da
Ouvidoria.

ouvidoria@fgv.br

www.fgv.br/fgvmanagement
SUMÁRIO

1. PROGRAMA DA DISCIPLINA ........................................................................... 1


1.1 EMENTA .......................................................................................................... 1
1.2 CARGA HORÁRIA TOTAL ................................................................................... 1
1.3 OBJETIVOS: .................................................................................................... 1
1.3.1 OBJETIVO GERAL .......................................................................................... 1
1.3.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS ............................................................................... 1
1.4 CONTEÚDO PROGRAMÁTICO ............................................................................. 1
1.5 METODOLOGIA ................................................................................................ 3
1.6 CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO ............................................................................... 3
1.7 BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA .......................................................................... 3
CURRICULUM VITAE DO PROFESSOR ....................................................................... 4

2. O SISTEMA TRIBUTÁRIO NACIONAL E O PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO .......... 5


2.1 INTRODUÇÃO .................................................................................................. 5
2.2 PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO ............................................................................ 5
2.2.1 EMPRESA EFICIENTE DO PONTO DE VISTA TRIBUTÁRIO .................................... 5
2.2.2 OBJETIVOS DO PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO ................................................... 6
2.3 CONCLUSÃO .................................................................................................... 6

4. SLIDES ........................................................................................................... 8
1

1. PROGRAMA DA DISCIPLINA

1.1 Ementa
• Governança corporativa: conceito, princípios, papel e atuação dos agentes de
governança. Governança tributária: modelo. Planejamento tributário nos processos
de fusões e aquisições: tratamento do ágio (goodwill), deságio (compra vantajosa),
prejuízos fiscais, responsabilidade tributária dos sucessores, due diligence e
cronograma de eventos.

1.2 Carga Horária Total


24 horas/aula

1.3 Objetivos:

1.3.1 Objetivo Geral

• utilizar conceitos de contabilidade, legislação tributária e societária, de modo a


otimizar a carga tributária da empresa nas fusões e aquisições.

1.3.2 Objetivos Específicos

• utilizar conceitos de contabilidade, legislação tributária e societária, com vistas a


assegurar que os negócios empresariais estão sendo conduzidos com carga tributária
mínima e em linha com o planejamento estratégico da empresa.

• identificar oportunidades de planejamentos tributários através de reorganizações


empresariais, envolvendo fusões, cisões, incorporações e aquisições de empresas.

1.4 Conteúdo Programático


Motivadores dos Econômico-Estratégicos
processos de fusões e Regulatórios
aquisições
Societários
Tributários
Alternativas para se Pessoas jurídicas de direito privado
formalizar Sociedades personificadas e não personificadas
juridicamente os
Fusão, cisão, incorporação, incorporação de ações, redução
processos de fusões e
de capital, integralização de capital, formação de joint
aquisições
venture personificado (SPE) e não personificado (SCP e
Consórcio)
Combinação de Entre partes independentes - aplicação do CPC 15
negócios Entre partes dependentes – não aplicação do CPC 15

Governança Corporativa e Tributária, Planejamento Tributário nos Processos de Fusões e Aquisições


2

Responsabilidade Integral
sucessória societária Solidária
Subsidiária
Responsabilidade Integral
sucessória tributária Solidária
Subsidiária
Prejuízos fiscais e Tratamento fiscal na última ECF da fusionada, incorporada ou
bases negativas de cindida
CSLL Vedação de transposição para a empresa resultante da fusão,
incorporadora e empresa que absorver acervo líquido cindido
Possibilidade de incorporação às avessas
Mudança de controle e de ramo de atividade
Segregação inicial do Tratamento contábil e fiscal da(o):
investimento adquirido Mais-valia
- avaliado pelo MEP
Ágio/Goodwill (inclusive, impairment)
Menos-Valia
Deságio/Compra vantajosa
Investimento adquirido Mais-valia
- avaliado pelo MEP – Ágio/Goodwill (inclusive, impairment)
tratamento nas fusões
Menos-Valia
e aquisições
Deságio/Compra vantajosa

Cronograma de Balanço para fins societários


eventos Balanço para fins fiscais
Atos societários) protocolo, justificação, laudos e atas da AGE
e/ou reunião de cotistas
Anuências prévias e comunicados
Publicação de fato relevante
Convocação de acionistas e/ou cotistas
Arquivamento dos atos societários na junta comercial
Entrega de obrigações acessórias (DIRF, DCTF, ECD, ECF,
etc.)
Pagamento de tributos
Direito de retirada
Direito de credores
Planejamento tributário Empresa tributariamente eficiente, elisão e evasão, objetivos
Limites do planejamento tributário
Enfoque adotado pelo CARF (business purpose) na análise
tributária das fusões e aquisições

Governança Corporativa e Tributária, Planejamento Tributário nos Processos de Fusões e Aquisições


3

1.5 Metodologia
Exposição dialogada dará suporte aos debates, estudos de caso, vivências, exercícios.

1.6 Critérios de Avaliação

70% referentes à avaliação individual, sob a forma de prova, a ser realizada após o
término da disciplina, sem direito à consulta do material didático ou qualquer outra
fonte de pesquisa (livros, apostilas, anotações, etc.).

30% referentes à avaliação em equipe, sob forma de resolução de exercícios, em


sala, durante as aulas ministradas pelo professor, com direito à consulta do livro
adotado para esta disciplina.

1.7 Bibliografia Recomendada

• IUDÍCIBUS, Sérgio; MARTINS, Eliseu; GELBCKE, Ernesto R.; SANTOS, Ariovaldo.


Manual de Contabilidade Societária, São Paulo, 2ª ed.: Atlas, 2018.

• OLIVEIRA NETO, Arnaldo M. de. Governance and Risk Management in Taxation.


Singapore: SPRINGER, 2017 (www.springer.com/br/book/9789811022951).

• OLIVEIRA, Fábio Rodrigues de; GALLO, Mauro Fernando (coord.). Contabilidade e


Gestão de Tributos. São Paulo: Fiscosoft Editora Ltda. 2015.
• Instituto Brasileiro de Governança Corporativa. Código das Melhores Práticas de
Governança Corporativa. 5ª Ed., São Paulo: IBGC, 2015.
• MOSQUERA, Roberto Quiroga; LOPES, Alexsandro Broedel (Coords.). Controvérsias
jurídico-contábeis. 6º Vol. São Paulo: Dialética, 2015.
• PEGAS, Paulo Henrique. Manual de Contabilidade Tributária. 8ª Edição Revista e
Atualizada, Rio de Janeiro: Editora Freitas Bastos, 2014.

• VIVEIROS DE CASTRO, Flávia de Almeida; OLIVEIRA NETO, Arnaldo Marques de;


SOUSA JUNIOR, Artur Antônio Leite; SOUSA FILHO, Rodolfo de Castro. Gestão e
Planejamento de Tributos, Rio de Janeiro: 2ª Edição FGV, 2011.
• NEVES, Silvério das. Curso Prático de Imposto de Renda Pessoa Jurídica e
Tributos Conexos. 15ª Ed., São Paulo: FISCOSoft Editora, 2013.
• SCHOUERI, Luís Eduardo. Ágio em Reorganizações Societárias (Aspectos
Tributários). São Paulo: Dialética, 2012.
• ROCHA, T.; GOLDSCHMIDT, A. (Coords.). Gestão dos Stakeholders. São Paulo:
Saraiva, 2010.
• ROCHA, Sérgio A. (Coord.). Direito Tributário, Societário e a Reforma da Lei das
S/A – Vol. I e II, São Paulo: Ed. Quartier Latin, 2010.
• WARDE JR., Walfrido Jorge (Coord.). Fusão, Cisão, Incorporação e Temas
Correlatos, São Paulo: Ed. Quartier Latin, 2009.
• SADDI, Jairo, Organizador. Fusões e Aquisições: Aspectos Jurídicos e
Econômicos, São Paulo: Ed. IOB, 2002.

Governança Corporativa e Tributária, Planejamento Tributário nos Processos de Fusões e Aquisições


4

Curriculum Vitae do Professor

Consultor nas áreas tributária, societária e governança. PhD in Business Administration


(Florida Christian University–USA). Mestre Controladoria Empresarial (Mackenzie). Pós-
graduado Finanças Empresariais (FGV). Graduado Admin. de Empresas (EAEB-BA).
Conselheiro de Admin. e Fiscal Certificado IBGC. Sócio da MARQUES CONSULTORIA
(www.marquesconsultoria.com). Ex-sócio-diretor e Ex- Conselho de Admin. da
Performance Auditores e Consultores. Ex-Gerente Senior de Big Four (ANDERSEN).
Coordenador do MBA em Gestão Financeira e Econômica de Tributos (FGV). Professor
(FGV e UNICAMP) em cursos de post-MBA e MBA e do IBGC em cursos para conselheiros
de admin. Ex-Instrutor do curso “Latin America Tax and Legal Senior Development
School” nos EUA (ANDERSEN). Autor do Livro “Governance and Risk Management in
Taxation”, Editora Springer, 2017. Co-Autor do Livro “Gestão e Planejamento de
Tributos”, Editora FGV, 2ª Ed. 2011. Autor da Obra Coletiva (Livro): “Gestão dos
Stakeholders”, Editor SARAIVA, 2011. Co-Autor do Caderno de Governança Corporativa e
Boas Práticas de Comunicação, IBGC, 2017. Autor de artigos publicados.
(amarques@fgvmail.br)

Nota

As informações contidas nesta Apostila são de caráter genérico e didático, elaboradas


para ser um guia às aulas ministradas. Dado à crescente complexidade da legislação
tributária, é recomendável consulta profissional antes de decisão relacionada com os
assuntos aqui apresentados. A cópia, distribuição ou divulgação deste material em seu
todo ou em parte é proibida. A FGV Management e o professor não se responsabilizam
pela aplicação de conceitos e legislações aqui citados em situações práticas nas
empresas, por demandarem análises específicas. Nenhuma responsabilidade poderá ser
imputada a FGV Management e ao professor por erro, interpretação, mau uso ou
alterações posteriores na legislação.

Governança Corporativa e Tributária, Planejamento Tributário nos Processos de Fusões e Aquisições


5

2. O SISTEMA TRIBUTÁRIO NACIONAL E O PLANEJAMENTO


TRIBUTÁRIO

2.1 Introdução

A complexidade e o dinamismo da legislação tributária brasileira e a sua crescente


sofisticação têm ensejado a necessidade de as empresas organizarem seus negócios sob
apropriado planejamento tributário. A carga tributária que recai sobre as empresas no
Brasil é considerada como uma das mais pesadas do mundo. Para o cumprimento de
todas as obrigações fiscais, o planejamento e a organização das empresas são
imprescindíveis, tanto para se evitar possíveis entraves com os entes tributantes, como
para permitir uma razoável economia tributária em suas atividades econômicas.

A análise, a discussão e o entendimento de conceitos de contabilidade, legislação


tributária e societária, torna-se de fundamental importância, de modo que a alta
administração possa se certificar que os negócios estão sendo conduzidos com carga
tributária mínima e em linha com a orientação geral dos negócios (planejamento
estratégico) da empresa ou do grupo empresarial.

Porisso, o propósito deste trabalho é ajudar os participantes do curso a identificar,


através dos mencionados conceitos, oportunidades de planejamento tributário, nas
reorganizações societárias, envolvendo fusões, cisões, incorporações e aquisições de
empresas.

2.2 Planejamento Tributário

Como falamos no início deste trabalho, a complexidade e o dinamismo da legislação


tributária brasileira e a sua crescente sofisticação têm ensejado a necessidade de as
empresas organizarem seus negócios sob apropriado planejamento tributário. Para o
cumprimento de todas as obrigações fiscais, o planejamento e a organização das
empresas são imprescindíveis, tanto para se evitar possíveis entraves com os entes
tributantes, como para permitir uma razoável economia tributária em suas atividades
econômicas. A análise, a discussão e o entendimento de conceitos de contabilidade,
legislação tributária e societária, torna-se de fundamental importância, de modo que a
alta administração possa se certificar que os negócios estão sendo conduzidos com carga
tributária mínima e em linha com a orientação geral dos negócios (planejamento
estratégico) da empresa ou do grupo empresarial.

2.2.1 Empresa eficiente do ponto de vista tributário

A empresa eficiente do ponto de vista tributário seria aquela que, através de uma
atividade lícita, busca identificar, com a indispensável antecedência, a alternativa legal e
tributária menos onerosa para atingir um determinado objetivo negocial ou patrimonial.

Não é demais lembrar que, do ponto de vista dos proprietários, constitui obrigação da
administração da empresa planejar seus negócios, com vistas a: 1) proteger o seu

Governança Corporativa e Tributária, Planejamento Tributário nos Processos de Fusões e Aquisições


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patrimônio; 2) maximizar o retorno do investimento dos acionistas, agregando valor ao


empreendimento; 3) aumentar as suas receitas; e, 4) reduzir seus custos, inclusive, os
tributários.

A redução da carga tributária de uma empresa pode ser obtida através de elisão fiscal
(forma lícita, recomendável) ou de evasão fiscal (forma ilícita, não recomendável). Nas
palavras do professor José Carlos Moreira Alves, ministro do STF, durante o XIII
Simpósio Nacional de Direito Tributário, elidir é evitar, reduzir o montante ou retardar o
pagamento do tributo por atos ou omissões lícitos do sujeito passivo anteriores à
ocorrência do fato gerador.

Por outro lado, evadir é evitar o pagamento do tributo devido, reduzindo-lhe o montante,
ou postergar o momento em que se torne exigível, por atos ou omissões do sujeito
passivo, posteriores à ocorrência do fato gerador

2.2.2 Objetivos do planejamento tributário

Em termos gerais, o planejamento tributário tem os seguintes objetivos:

Redução ou eliminação da carga fiscal das empresas, evitando-se que se concretize


operações tributáveis e/ou reduzindo-se a base tributável;

Postergação do pagamento de tributos, através do planejamento das datas de


concretização de negócios e da administração adequada do fluxo de caixa;

Minimização de contingências tributárias, através da manutenção de adequados


controles internos e do conhecimento profundo das operações e da legislação
tributária;

Redução do custo burocrático, através da racionalização de processos e funções, bem


como da padronização e informatização de procedimentos.

2.3 Conclusão

Diante de todo o exposto neste material didático, nas aulas expositivas do professor, nos
casos práticos discutidos e exercícios feitos pelos alunos, podemos observar que, apesar
da complexidade e dinamismo da legislação fiscal brasileira e da infinidade de tributos
existentes, é possível às empresas organizarem seus negócios sob apropriado
planejamento tributário. Mesmo porque, constitui-se obrigação do administrador
empresarial planejar os negócios da pessoa jurídica, com vistas à redução de seus
custos, inclusive os tributários.

Enfatizamos que a empresa eficiente do ponto de vista tributário é aquela que, através
de uma atividade lícita, busca identificar, com a indispensável antecedência, a alternativa
legal e tributária menos onerosa para atingir um determinado objetivo negocial ou
patrimonial.

Governança Corporativa e Tributária, Planejamento Tributário nos Processos de Fusões e Aquisições


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Verificamos que, através do entendimento de conceitos de contabilidade, legislação


tributária e societária, poderemos identificar oportunidade de redução da carga tributária
das empresas, nas operações de fusões e aquisições.

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4. SLIDES

Governança Corporativa e Tributária, Planejamento Tributário nos Processos de Fusões e Aquisições


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MBA em GESTÃO FINANCEIRA e ECONÔMICA de TRIBUTOS

Governança e Planejamento Tributário nos Processos de


Fusões e Aquisições

Arnaldo Marques de Oliveira Neto, PhD.


amarques@fgvmail.br

“Feliz daquele que transfere o que


sabe e aprende o que ensina.”
Cora Coralina 1

ARNALDO MARQUES DE OLIVEIRA NETO

PhD em Business Administration pela Florida Christian University (USA);

Mestre em Controladoria Empresarial pela MACKENZIE;

Pós-graduado em Finanças Empresariais pela FGV;

Extensão em Mergers & Acquisitions pelo IICS – Instituto Internacional de


Ciências Sociais;

Graduado em Adm. de Empresas pela Escola de Adm. de Empresas da Bahia;

Coordenador do MBA de Gestão Financeira e Econômica de Tributos da FGV;

Professor nos Pós-MBA e MBA da FGV e do IBGC em Cursos para Conselheiros


de Administração.

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ARNALDO MARQUES DE OLIVEIRA NETO

LIVROS DO PROFESSOR EM AUTORIA OU EM COAUTORIA:

Governance and Risk Management in Taxation Governança Corporativa e Boas Práticas de Comunicação
Editora Springer IBGC
http://www.springer.com/gp/book/9789811022951 http://conhecimento.ibgc.org.br/pesquisa/Paginas/resultstitle.aspx?k=comunica%C3%A7
%C3%A3o

Gestão e Planejamento de Tributos Gestão dos Stakeholders


Editora FGV Editora Saraiva

http://editora.fgv.br/gestao-e-planejamento-de-tributos_1 https://www.saraiva.com.br/gestao-dos-stakeholders-1-edicao-3414617.html

ARNALDO MARQUES DE OLIVEIRA NETO

Conselheiro de Admin. e Fiscal Certificado pelo IBGC – Instituto Brasileiro de


Governança Corporativa;

Consultor Empresarial com 28 anos de experiência nas áreas tributária,


societária e governança;

Consultor da FGV Projetos;

Sócio-Fundador da Marques Consultoria em Adm. de Empresas Ltda.


(www.marquesconsultoria.com);

Ex-Sócio-Diretor e Ex-Membro do Conselho de Adm. da Performance Auditores


e Consultores - Líder da Prática de Consultoria Tributária e Societária no Brasil;

Ex-Sócio-Diretor Internacional da Mazars & Guérard Auditores e Consultores -


Líder da Prática de Consultoria Tributária e Societária no Brasil

Ex-Gerente Sênior e Ex-Instrutor Internacional da Arthur Andersen.

Governança Corporativa e Tributária, Planejamento Tributário nos Processos de Fusões e Aquisições


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Programa da disciplina
1. Motivadores de fusões e aquisições (econômico-estratégicos, regulatórios,
societários e tributários);
2. Alternativas para se formalizar juridicamente as fusões e aquisições (fusão,
incorporação, cisão, etc.);
3. Combinação de negócios (entre partes independentes e dependentes);
4. Responsabilidade sucessória societária e tributária (integral, solidária e
subsidiária);
5. Prejuízos fiscais (tratamento fiscal antes e depois do evento societário;
incorporação às avessas; mudança de controle e de ramo de atividade);
6. Investimento avaliado pelo MEP (tratamento contábil e fiscal inicial e nas
fusões: mais-valia, goodwill, menos-valia e compra vantajosa);
7. Cronograma de eventos (balanço societário e fiscal; atos societários; anuências
prévias; fato relevante; obrigações acessórias; pagamento de tributos; direito
de retirada e direito de credores);
8. Planejamento tributário (empresa eficiente, elisão e evasão, objetivos, limites,
enfoque adotado pelo CARF na análise das fusões e aquisições).
5

“Só se aprende o que se pratica.”


John Dewey

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SISTEMA TRIBUTÁRIO NACIONAL

• É Complexo;

• Sofre constantes alterações;

• É tecnologicamente sofisticado;

• Delega às empresas as tarefas de apuração,


recolhimento e de fiscalização.
7

REFORMA TRIBUTÁRIA

• O governo arrecada menos do que gasta;

• Interesses divergentes entre união, estados e


municípios, especialmente em função da
enorme disparidade entre os PIBs.

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Governança Corporativa e Tributária, Planejamento Tributário nos Processos de Fusões e Aquisições


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GESTÃO ESTRATÉGICA DOS TRIBUTOS

VERTENTES:

1. Identificando oportunidades de sua redução;

2. Evitando a ocorrência de contingências (riscos)


para as empresas e para os seus dirigentes.

11

GESTÃO ESTRATÉGICA DOS TRIBUTOS

FRENTES DE AÇÃO:

1. Questionamento Administrativo e Judicial;

2. Adoção da melhor sistemática de apuração e


recolhimento;

3. Aproveitamento de benefícios fiscais existentes;

4. Analise prévia de transações estratégicas.

12

Governança Corporativa e Tributária, Planejamento Tributário nos Processos de Fusões e Aquisições


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Análise Conjunta/ Sistêmica dos Pilares Abaixo:

Motivadores:
Alternativas
Econômicos/ para se
Estratégicos formalizar Implicações:
Regulatórios juridicamente
Contábeis,
o M&A/
Societárias e
Societários Figuras Tributárias
Societárias
Tributários

Estrutura Societário-Tributária Ideal

13

Motivadores:
Econômicos/
Estratégicos
Regulatórios

Societários

Tributários

14

Governança Corporativa e Tributária, Planejamento Tributário nos Processos de Fusões e Aquisições


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AUMENTAR O PODER DE MERCADO

Bancos Brasileiros: aquisições para aumentar o


poder de mercado ou fortalecer o
posicionamento estratégico para evitar o
crescimento das instituições internacionais.

O benefício é quantificado pelo aumento


adicional nas receitas ou pela redução de custos
após a aquisição.

15

AUMENTAR A VELOCIDADE DE ENTRADA NO MERCADO

As empresas de Telecomunicações que


adquiriram as antigas Incumbents (estão
presentes no mercado antes de uma fase de
aquisições por terceiros)①.

① Antigas empresas do Sistema Telebrás. 16

Governança Corporativa e Tributária, Planejamento Tributário nos Processos de Fusões e Aquisições


17

1) Em mercados
onde adquirente
tem dificuldade em
ser eficiente e opta
por comprar uma
empresa atuante no
seguimento.

3) O benefício é
2)
quantificado pela
Telecomunicações
diferença no valor
e Energia
gerado entre a ULTRAPASSAR (restrições legais
alternativa p/ A BARREIRA DE da operação);
desenvolver o mercado ENTRADA WEG ① na China.
e ultrapassar barreiras,
e o valor gerado pela
compra da empresa.

① Fabricante de motores e de sistemas elétricos industriais completos. 17

REDUZIR O CUSTO DE DESENVOLVIMENTO DE


PRODUTOS

Muito utilizado na Indústria Farmacêutica,


devido ao peso que a pesquisa e o
desenvolvimento têm no negócio.

18

Governança Corporativa e Tributária, Planejamento Tributário nos Processos de Fusões e Aquisições


18

EVITAR A COMPETIÇÃO EXCESSIVA ①

Os Bancos e uma parcela do Varejo para


proteger suas participações.

① Estratégia defensiva. O varejo passou por um processo de consolidação, onde grupos empresariais maiores (ex: Pão de Açúcar, Carrefour, AHold) compraram
importantes redes regionais (ex: Rede Sé, Bompreço).
19

OBTER GANHOS DE ESCALA

Quando a empresa vende mais, pode diluir


custos fixos e, paralelamente, reduzir custos
variáveis, em função do poder de compra.

A DASA, grupo de laboratórios de análises


clínicas, fruto da aquisição do Delboni pelo
Pátria, adquiriu uma série de concorrentes até
que o seu tamanho permitisse a obtenção de
ganhos de escala.

20

Governança Corporativa e Tributária, Planejamento Tributário nos Processos de Fusões e Aquisições


19

MOTIVOS PESSOAIS DO VENDEDOR

Aposentadoria do empresário; disputa entre sócios;


impossibilidade de se conduzir a sucessão na
empresa; a existência de uma oferta tentadora que
estimule o empresário a fazer o Cash Out①; etc.

① Receber recursos e utilizá-los conforme seus interesses. 21

IMPOSIÇÃO LEGAL-REGULATÓRIA

Via de regra, atividades empresariais que estão


sob concessão ou permissão do Estado sujeitas às
determinações de entidades reguladoras.
Energia, petróleo, telecomunicação, transporte,
atividades de instituições financeiras e
assemelhadas, etc.

A “desverticalização do setor de energia elétrica” imposta pela Lei nº 10.848/2004 fez com que a ANEEL vedasse que
uma mesma PJ ocupasse mais de uma posição na cadeia econômica de circulação de energia, o que resultou na cisão
das empresas de energia, de modo a separar as atividades de geração, transmissão, distribuição e comercialização.
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Governança Corporativa e Tributária, Planejamento Tributário nos Processos de Fusões e Aquisições


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Motivadores Societários

1) Remuneração dos Sócios - estrutura de


3) Não Pulverização das Participações Societárias e participações societárias que permita +
Proteção Patrimonial – organização ou reorganização flexibilidade do fluxo financeiro, via
do grupo empresarial, via criação de holdings, dividendos e JCP. Por vezes, estruturas
objetivando separar e proteger a gestão do negócio societárias com participações indiretas e
das questões pessoais ou familiares, evitando-se que cruzadas (“circuitos integrados de
afetem seu perfeito funcionamento. Também têm a computador”), dividendos/ JCP não chegam
finalidade de facilitar e viabilizar a solução de aos sócios por existirem empresas deficitárias
questões sucessórias, já que estarão concentradas e no meio do caminho.
serão discutidas e resolvidas em uma única empresa,
e não nas empresas operacionais.

Holding é aquela que participa do capital social de outras 2) Desenvolvimento de Negócios -


sociedades em níveis suficientes para controlá-las. “Pura”
simplificação da estrutura societária, para
quando, em seu objeto social, consta somente a participação
no capital social de outras sociedades; “Mista” quando,
que se torne mais adequada para novos
adicionalmente, exerce a exploração de atividade
empreendimentos ou de reinvestimento.
empresarial. Há outras classificações: holding Evita-se/elimina-se participações cruzadas,
administrativa, holding de controle, holding de participação e situação encontrada em grupos empresariais
holding familiar. A última é muito conhecida por apresentar em formação (empresas capitalizadas
grande utilidade na concentração patrimonial e facilitar a investem em novos negócios,
sucessão hereditária e a admin. dos bens, garantindo a desordenadamente, societária e
continuidade sucessória. financeiramente.
23

HOLDING HOLDING HOLDING


A B C

77,19%
7,16% C
94,90%

10,73%
A

21,54%
2,45% 10,59%
45,13% 33,66% 25,63% 8,55%
D 48,80%
9,37% 4,95%
28,49% 13,91% 50%
3,58%
14,36% 46,84%
F 21,89%
21,88% 44,19% 22,64%
16,85% F 5,58% P
B E L 4,48%

14,12% 5,15%
4,48% N 10,99% 37,25%

3,98%
R
18,15%
21,31%
62,44% 13,45% 12,78%
C 14,84%

33,69% 46,92% 37,56%


Q
99,97%

G 99,97% 46,46%

H
I
3,97% 8,16%
O
50% 10%
5% 10%
10% M
J
5%
5%
35%

24

Governança Corporativa e Tributária, Planejamento Tributário nos Processos de Fusões e Aquisições


21

HOLDING HOLDING HOLDING


A B C

B I C A Q L

25

Holdings Setoriais

ESTRATÉGIA CONSOLIDAÇÃO (“ROLL


UP”) - PASSOS:
HOLDING
1. Identificar um segmento
fragmentado, desprovido de um
grande participante; E1 E2 E3 E4 E5
2. Criar uma Holding para fazer
sucessivas aquisições de pequenas
empresas, todas com forte potencial
de geração de caixa;
3. Seus antigos donos tornam-se EXEMPLOS:
sócios da companhia consolidadora
(Holding); BRASIL BROKERS, BRASIL
INSURANCE, BRAZIL PHARMA
4. A Holding é, então, listada na B³,
após um IPO.

26

Governança Corporativa e Tributária, Planejamento Tributário nos Processos de Fusões e Aquisições


22

OBTER ALGUMA VANTAGEM TRIBUTÁRIA

Existem vantagens legais, como benefícios


fiscais e incentivos governamentais, para a
empresa realizar uma reorganização societária
(também, o aproveitamento de créditos
acumulados, prejuízos fiscais, ágios pagos na
aquisição de investimento, evitar incidência em
cascata de PIS e COFINS, etc.).

27

ESTRUTURA SOCIETÁRIA ATUAL


H1 H2

Clientes no
A2 B C 2
D 4 Exterior

PA PA PA PA
MP MP MP
MP PA MPMP

Informações:
1. A, B, C e D são SAs de Capital Fechado;
2. Venda: Incidência de PIS, COFINS, ICMS, IPI, CSLL e IRPJ;
3. Sd. de Prejuízos Fiscais de A = 5 X Sd. Prejuízos Fiscais de C;
4. B e D são Lucrativas;
5. A, B e C só vendem no mercado interno;
6. D só vende para clientes no exterior.
28

Governança Corporativa e Tributária, Planejamento Tributário nos Processos de Fusões e Aquisições


23

H1 H2

Filial 1 Filial 2 Filial 3

INCORPORAÇÃO
IMEDIATA OU EM
ETAPAS?!

29

Alternativas para
se formalizar
juridicamente
o M&A/
Figuras
Societárias

30

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24

União;
Estados, Distrito Federal e Territórios
Interno Municípios
Autarquias, inclusive associações públicas
De Direito
Demais entidades de caráter público criadas por lei
Público
Físicas
Externo Estados estrangeiros
Todas regidas pelo direito internacional público
Pessoas

Associações União de pessoas que se organizem para fins não econômicos


Jurídicas

Assistência social; cultura, defesa e conservação do patrimônio


histórico e artístico; educação; saúde; segurança alimentar e
nutricional; defesa, preservação e conservação do meio ambiente e
De Direito promoção do desenvolvimento sustentável; pesquisa científica,
Fundações
Privado desenvolvimento de tecnologias alternativas, modernização de
sistemas de gestão, produção e divulgação de informações e
conhecimentos técnicos e científicos; promoção da ética, da cidadania,
da democracia e dos direitos humanos; e, atividades religiosas.
Referências: 1) Arts. 40 a 69 do Código
Civil – CC – Lei 10.406 – 10/01/02. Não personificadas
Sociedades
31
Personificadas

em Comum
Não personificadas
Consórcio
(arts. 985 a 996)
em Conta de Participação (SCP)

Simples

em Nome Coletivo
Sociedades
em Comandita Simples
Personificadas Limitada
A sociedade adquire
personalidade jurídica com Anônima
a inscrição, no registro
próprio e na forma da lei, em Comandita por Ações
dos seus atos constitutivos
(contrato social ou estatuto
social). Cooperativa

Referências: 1) Arts. 981 a 1.096 do Código Civil – CC – Lei 10.406 – 10/01/02; 2) Arts. 278 a 283 da LSA (Comandita por Ações) e Lei nº 5.764/71 (Sociedades Cooperativas). 32

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25

33

LEI nº 12.846/2013 (Combate a Atos Ilícitos)


DECRETO nº 8.420/2015 (Regulamentação)

Todos os tipos societários, possuidores ou não de


personalidade jurídica própria;

Principal inovação: responsabilização OBJETIVA①


administrativa e civil para PJs que pratiquem atos
contra a administração pública, nacional ou
estrangeira;

Prevê também responsabilidade individual


SUBJETIVA② de dirigentes ou administradores ou
de qualquer pessoa natural, autora, coautora ou
partícipe do ato ilícito.
① Independe da prova de dolo ou culpa.
② Está sujeita à comprovação de dolo ou culpa.
34
Fonte: Lei nº 12.846/2013 e Decreto nº 8.420/2015.

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26

LEI nº 12.846/2013 (Combate a Atos Ilícitos)


DECRETO nº 8.420/2015 (Regulamentação)

Responsabilização SOLIDÁRIA:

Podem ser consideradas solidárias


pelo pagamento de multa
administrativa e a reparação
integral do dano, determinadas
empresas controladas ou coligadas,
bem como as consorciadas, no caso
de consórcio para a execução de
determinado empreendimento.
35
Fonte: Lei nº 12.846/2013 e Decreto nº 8.420/2015.

LEI nº 12.846/2013 (Combate a Atos Ilícitos)


DECRETO nº 8.420/2015 (Regulamentação)

Responsabilização POR SUCESSÃO:

Subsiste a responsabilidade à
pessoa jurídica ainda que na
hipótese de alteração contratual,
reorganizações societárias, fusão,
incorporação ou cisão, consagrando
a ampla responsabilidade do
sucessor pelo ato praticado pelo
sucedido.

36
Fonte: Lei nº 12.846/2013 e Decreto nº 8.420/2015.

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27

PARTICIPAÇÃO EM
EMPREENDIMENTOS
CONJUNTOS (CPC 19)

NÃO estruturado por


Estruturado por meio de
meio de um Veículo
um Veículo Separado
Separado

OPERAÇÃO Conjunta EMPREENDIMENTO Conjunto


(Joint OPERATION) (Joint VENTURE)
CONSÓRCIO SPE – Sociedade de
Propósito Específico
Os aspectos tributários relativos á contratação, retenção de tributos, apropriação
de receitas, custos, despesas, créditos, escrituração, emissão de nota fiscal estão
disciplinados pela IN RFB 1.199/11.

Referências: CPC 19; Arts. 278 e 279 da LSA; Art. 4º da IN RFB 1.700/17. 37

3) O contrato social produz efeito


somente entre os sócios, e a eventual
inscrição de seu instrumento em
qualquer registro não confere
personalidade jurídica à sociedade.
2) A constituição da 4) A contribuição dos
SCP independe de • Sem prejuízo do direito de fiscalizar a
sócios constitui
qualquer formalidade gestão, o SP não pode tomar parte
nas relações do SO com 3º, sob pena patrimônio especial,
e pode provar-se por objeto da conta de
todos os meios de de responder solidariamente pelas
obrigações em que intervier. participação relativa
direito. aos negócios sociais.

1) O objeto social é
exercido pelo SO, em seu SOCIEDADE EM
nome e sob sua CONTA DE 5) Aplica-se à SCP,
responsabilidade, PARTICIPAÇÃO subsidiariamente, o
participando os demais (SCP) disposto para a
dos resultados sociedade simples, e
correspondentes. Aspectos a sua liquidação rege-
SOCIETÁRIOS
• Obriga-se perante 3º tão- se pelas normas
somente o SO; e perante relativas à prestação
este, o SP, nos termos do de contas, na forma
contrato social. da lei processual.

Referências: 1) Arts. 991 a 996 do CC – Lei 10.406 – 10/01/02; Inc. XVII, art. 4º da IN RFB 1.634/16 (CNPJ). Sócio Ostensivo (SO) - Sócio Participante (SP) 38

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28

3) A opção da SCP 4) O prejuízo fiscal


pelo regime de da SCP somente
2) Podem optar pelo tributação com base poderá ser
regime de tributação no lucro presumido e compensado com o
com base no lucro resultado presumido lucro real da mesma
presumido e não implica a SCP.
resultado presumido. simultânea opção do É vedada a
sócio ostensivo, nem compensação de
vice-versa. prejuízos fiscais e
lucros entre 2 ou +
SCP ou entre estas e
o SO.

5) A base de cálculo
1) São equiparadas às PJs. negativa da CSLL da
Na apuração dos resultados SCP somente poderá
da SCP e na tributação dos SOCIEDADE EM ser compensada com
lucros apurados e dos CONTA DE o resultado ajustado
distribuídos serão PARTICIPAÇÃO positivo da mesma
observadas as normas (SCP) SCP.
aplicáveis às PJs em geral. Aspectos É vedada a
Compete ao SO a apuração TRIBUTÁRIOS compensação de
dos resultados da SCP e pelo bases de cálculo
recolhimento do IRPJ e da negativas da CSLL
CSLL devidos. com resultados
ajustados positivos
entre 2 ou + SCP ou
Sócio Ostensivo (SO) - Sócio Participante (SP) entre estas e o SO.

1) Arts. 6º, 211 e 246 IN RFB 1.700/17; art. 1, §1º IN 1422/13 (Entrega da ECF informando CNPJ do SO); art. 3º, §4º IN 1774/17 (Entrega da ECD em conjunto ou separado em livros auxiliares). 39

1) O caráter contratual da
LTDA é um dos principais
motivos pelo qual este tipo
societário é o mais
utilizado. Tal caráter
permite aos quotistas
pautarem-se, nos limites
da lei, por critérios
próprios, sem os rigores
legais aplicáveis à S/A.

LIMITADA
(LTDA) 2) O vínculo
3) Rege-se pelo Código associativo decorre de
Civil. O contrato social um contrato entre
poderá prever a sócios (quotistas). Por
regência supletiva da isso, também é
LTDA pelas normas da conhecida como
S/A. sociedade de pessoas.

Referências: 1) Arts. 1.052 a 1.087 do CC – Lei 10.406 – 10/01/02. 40

Governança Corporativa e Tributária, Planejamento Tributário nos Processos de Fusões e Aquisições


29

SOCIEDADE ANÔNIMA (S/A)

O vínculo
associativo é
institucional. O
acionista, ao É considerada a
adquirir ações, sociedade mais
O legislador
adere aos termos adequada àqueles Sua estrutura
É regida pela Lei entendeu por bem
do estatuto social, o empreendimentos societária é
6.404/76, cujo teor conferir tratamento
que não implica, a cujas consideravelmente
se presta a regular mais rígido a tal
priori, em sua características mais complexa do
a sua constituição, tipo societário,
alteração. pessoais dos sócios que a da LTDA, e
funcionamento e dado à
não são relevantes, sua manutenção é
Dada tal extinção. potencialidade de
mas tão somente o mais dispendiosa.
característica, a dano à coletividade.
capital que estes
S/A também é aportam.
conhecida como
sociedade de
capital.

Referências: 1) Arts. 1.088 e 1.089 do Código Civil – CC – Lei 10.406 – 10/01/02; 2) Lei das S/A.

41

FUSÕES e AQUISIÇÕES

COMBINAÇÃO DE SOCIEDADES SOB


COMBINAÇÃO DE NEGÓCIOS
CONTROLE COMUM
Aplicação do CPC 15
Não Aplicação do CPC 15

Operação pela qual um adquirente obtém Reorganizações societárias em grupos


o controle de negócio(s) ❶, empresariais, sem que negócio novo
independentemente de sua forma jurídica. seja adquirido ou vendido pelo grupo.
Abrange reorganizações societárias Nada muda na relação de controle.
(fusão, cisão, incorporação, etc.) entre Abrange reorganizações societárias
partes independentes (exceto, joint (fusão, cisão, incorporação, etc.) entre
venture). partes dependentes.

❶ Conjunto integrado de atividades e ativos, capaz de ser conduzido e gerenciado para gerar retorno
(dividendos, redução de custos, ou outros benefícios econômicos) aos seus investidores, outros
proprietários, membros ou participantes.
42

Governança Corporativa e Tributária, Planejamento Tributário nos Processos de Fusões e Aquisições


30

O adquirente e o alienante são controlados, direta ou indiretamente, pela


mesma parte ou partes;

Existir relação de controle entre o adquirente e o alienante;

PARTES O alienante for sócio, titular, conselheiro ou administrador da pessoa jurídica


DEPENDENTES adquirente;

IN RFB 1700/17 O alienante for parente ou afim até o terceiro grau, cônjuge ou companheiro
(Art. 189) das pessoas relacionadas acima; ou,

Em decorrência de outras relações não descritas nos itens acima, em que


fique comprovada a dependência societária.

No caso de participação societária adquirida em estágios, a relação de


dependência entre o alienante e o adquirente deve ser verificada no ato da 1ª
aquisição, desde que as condições do negócio estejam previstas no
instrumento negocial. Caso contrário, ser verificada no ato de cada aquisição.
43

FUSÕES e AQUISIÇÕES

COMBINAÇÃO DE SOCIEDADES SOB


COMBINAÇÃO DE NEGÓCIOS
CONTROLE COMUM
Aplicação do CPC 15
Não Aplicação do CPC 15

Método do Custo de Aquisição:


- identificar o adquirente; Considerando a Essência Econômica da
- Determinar a data de aquisição; operação, não há compra e venda entre
partes independentes.
- reconhecer/mensurar ativos identificáveis
adquiridos (inclusive, Intangíveis), passivos Logo, não há compra e venda genuína de
assumidos e as partic. societ. dos não ativos e passivos, e assim devem
controladores (Valor Justo)❶; e, permanecer pelos seus valores contábeis
de antes da operação.
- reconhecer/mensurar o goodwill, ou a compra
vantajosa.

❶ Valor Justo - Deve representar o caixa teórico que se faria pela realização dos ativos e dos passivos em bases
isoladas, líquido do IRPJ e da CSLL, numa transação não forçada entre Partes Independentes (PL a Mercado).
44

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31

Formação do Capital Aquisição

Aumento de Capital Alienação

Redução de Capital Cisão seguida de Incorporação


Transformação de LTDA para
Fusão
S/A ou de S/A para LTDA
Cisão Consórcio

Incorporação SCP

Incorporação de Ações Associação


45

FORMAÇÃO/AUMENTO DO CAPITAL - O capital social poderá ser


formado ou aumentado com contribuições em dinheiro ou em
qualquer espécie de bens suscetíveis de avaliação em dinheiro.
ATIVO PASSIVO
ATIVO Alfa
Circulante Circulante
Circulante 250.000 ❶ 10.000 240.000 ❷
Não Circulante: ❷ 240.000 240.000
Realizável a longo Prazo - 250.000
Imobilizado 120.000
RLP ELP
Total do Ativo 370.000
PASSIVO + PL Alfa IMOBILIZADO PL
Circulante 240.000 ❸ 120.000 10.000 ❶
Não Circulante - 120.000 120.000 ❸
Patrimônio Líquido 130.000 130.000

Total do Passivo + PL 370.000


❶ Formação de capital em dinheiro;
❷ Empréstimo bancário;
Referências: 1) Arts. 997, 1.055, 1.081 e 1.082 do CC; 2) Arts. 7º, 166, 170 e 173 da LSA. ❸ Aumento de capital com bens. 46

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32

REDUÇÃO DO CAPITAL - A sociedade poderá deliberar a redução


do capital social se houver perda, até o montante dos prejuízos
acumulados, ou se julgá-lo excessivo.
ATIVO PASSIVO
ATIVO Alfa
Circulante Circulante
Circulante 245.000 ❶ 10.000 5.000 ❹ 240.000 ❷
Não Circulante: ❷ 240.000 240.000
Realizável a longo Prazo - 250.000 5.000
245.000
Imobilizado 120.000
Total do Ativo 365.000 RLP ELP

PASSIVO + PL Alfa IMOBILIZADO PL


Circulante 240.000 ❸ 120.000 ❹ 5.000 10.000 ❶
120.000 120.000 ❸
Não Circulante -
5.000 130.000
Patrimônio Líquido 125.000 125.000
Total do Passivo + PL 365.000
Referências: 1) Arts. 997, 1.055, 1.081 e 1.082 do CC; 2) Arts. 7º, 166, 170 e 173 da LSA.
❹ Redução de capital em dinheiro.
47

DISSOLUÇÃO - Dissolve-se a sociedade quando ocorrer:


• o vencimento do prazo de duração, salvo se, vencido este e sem oposição de
sócio, não entrar a sociedade em liquidação, caso em que se prorrogará por
tempo indeterminado;
• o consenso unânime dos sócios;
• a deliberação dos sócios, por maioria absoluta, na sociedade de prazo
indeterminado;
• a falta de pluralidade de sócios, não reconstituída no prazo de 180 dias;
• a extinção, na forma da lei, de autorização para funcionar.

LIQUIDAÇÃO - Dissolvida a sociedade e nomeado o liquidante, procede-se à


sua liquidação (providências práticas).

EXTINÇÃO - Extingue-se a companhia:


• pelo encerramento da liquidação (total destinação do seu acervo líquido);
• pela incorporação ou fusão, e pela cisão com versão de todo o patrimônio em
outras sociedades (cisão total).
Referências: 1) Arts. 1.033, 1.044, 1.087, 1.102 a 1.112 do CC; 2) Arts. 208 a 218 da LSA; 3) Arts. 240 e 241 da IN RFB 1.700/17. 48

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33

TRANSFORMAÇÃO
Independe de dissolução ou liquidação da sociedade, e
obedecerá aos preceitos reguladores da constituição e
inscrição próprios do tipo em que vai converter-se.
Depende do consentimento de todos os sócios ou
acionistas, salvo se prevista no ato constitutivo, caso em
que o dissidente poderá retirar-se da sociedade.
A transformação não modificará nem prejudicará, em
qualquer caso, os direitos dos credores.

Por Exemplo: S/A LTDA Ou LTDA S/A

Referências: 1) Arts. 1.113 a 1.115 do CC; 2) Arts. 220 a 222 da Lei das S/A.
49

A FUSÃO é a operação pela qual se unem duas ou mais


sociedades para formar sociedade nova, que lhes sucederá em
todos os direitos e obrigações. As fusionadas serão extintas.

Empresa Alfa

Empresa Beta Empresa Gama

Empresa Delta

Referências: 1) Arts. 1.116 a 1.122 do CC; 2) Arts. 223 a 234 e 264 da LSA; 3) Instruções CVM 319/99, 320/99 , 349/01, 358/02 e 369/02; Parecer de Orientação CVM 35/08; CPC 15;
Circulares BACEN 3.017/00 e 3.433/09. 50

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34

FUSÃO

A Pessoa Jurídica (PJ) que resultar


da fusão de outras PJs é
RESPONSÁVEL pelos tributos
devidos, até a data do ato, pelas PJs
fusionadas (CTN).

RESPONDE pelo IRPJ e CSLL


devidos: a PJ constituída pela fusão
de outras (RIR/99).

Referências: Arts. 129, 132 e 133 da Lei 5.172/66 (CTN); Arts. 207 a 209 do Decreto 3.000/99 (RIR/99). 51

FUSÃO

A PJ resultante da fusão não poderá


compensar prejuízos fiscais e bases
negativas das fusionadas.

Na determinação - na data do evento


societário da fusão - do lucro real e
resultado ajustado, as PJs a serem
fusionadas poderão compensar prejuízos
fiscais e bases negativas, em até 30% do
Lair ajustado (exceções: arts. 204, 213 e
263 IN RFB 1.700/17).
Referências: Arts. 129, 132 e 133 da Lei 5.172/66 (CTN); Arts. 207 a 209 do Decreto 3.000/99 (RIR/99); arts. 203, 207, 210 da IN RFB 1.700/17. 52

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35

Exemplo de FUSÃO entre Partes Dependentes

ALFA
ATIVO PASSIVO TRANSITÓRIA
Circulante Circulante FUSÃO
❶ 10.000 250.000 ❹ ❻ 240.000 240.000 ❷ ❹ 250.000 240.000 ❻
❷ 240.000 -
- ❺ 120.000 130.000 ❼
370.000 370.000
RLP ELP - -

IMOBILIZADO PL
❸ 120.000 120.000 ❺ ❼ 130.000 10.000 ❶
- 120.000 ❸
-
53

Exemplo de FUSÃO entre Partes Dependentes

BETA
ATIVO PASSIVO TRANSITÓRIA
Circulante Circulante FUSÃO
SD 80.000 80.000 ❶ ❹ 15.000 15.000 SD ❶ 80.000 15.000 ❹
- - ❷ 1.000 8.000 ❺
❸ 5.000 63.000 ❻
RLP ELP 86.000 86.000
SD 1.000 1.000 ❷ ❺ 8.000 8.000 SD - -
- -

IMOBILIZADO PL
SD 5.000 5.000 ❸ ❻ 63.000 63.000 SD
- -
54

Governança Corporativa e Tributária, Planejamento Tributário nos Processos de Fusões e Aquisições


36

Exemplo de FUSÃO entre Partes Dependentes

DELTA
ATIVO PASSIVO TRANSITÓRIA
Circulante Circulante INCORPORAÇÃO
SD 160.000 160.000 ❶ ❹ 75.000 75.000 SD ❶ 160.000 75.000 ❹
- - ❷ 10.000 75.000 ❺
❸ 65.000 85.000 ❻
RLP ELP 235.000 235.000
SD 10.000 10.000 ❷ ❺ 75.000 75.000 SD - -
- -

IMOBILIZADO PL
SD 65.000 65.000 ❸ ❻ 85.000 85.000 SD
- -
55

Exemplo de FUSÃO entre Partes Dependentes


GAMA
ATIVO - Gama ATIVO PASSIVO TRANSITÓRIA
Circulante (250.000 + 80.000 + 160.000) 490.000 Circulante Circulante FUSÃO
Não Circulante: ❶ 250.000 240.000 ❸ ❸ 240.000 250.000 ❶
Realizável a Longo Prazo (1.000 + 10.000) 11.000 ❺ 80.000 15.000 ❽ ❹ 130.000 120.000 ❷
Imobilizado (120.000 + 5.000+ 65.000) 190.000 ⓫ 160.000 75.000 ⓮ ❽ 15.000 80.000 ❺
490.000 330.000 ❾ 8.000 1.000 ❻
Total do Ativo 691.000
❿ 63.000 5.000 ❼
PASSIVO + PL - Gama RLP ELP ⓮ 75.000 160.000 ⓫
Circulante ( 240.000 + 15.000 + 75.000) 330.000 ❻ 1.000 8.000 ❾ ⓯ 75.000 10.000 ⓬
⓬ 10.000 75.000 ⓯ ⓰ 85.000 65.000 ⓭
Exigível a Longo Prazo (8.000 + 75.000) 83.000
11.000 83.000 691.000 691.000
Patrimônio Líquido (130.000 + 63.000 + 85.000) 278.000 - -
Total do Passivo + PL 691.000 IMOBILIZADO PL
❷ 120.000 130.000 ❹
Lançamentos Fusão - Alfa (1) a (4)
❼ 5.000 63.000 ❿
Lançamentos Fusão - Beta (5) a (10)
Lançamentos Fusão - Delta (11) a (16) ⓭ 65.000 85.000 ⓰
190.000 278.000

56

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37

A INCORPORAÇÃO é a operação pela qual uma ou mais


sociedades são absorvidas por outra, que lhes sucede em todos
os direitos e obrigações. As incorporadas serão extintas.

Empresa Alfa

Empresa Beta Empresa Alfa

Empresa Delta

Referências: 1) Arts. 1.116 a 1.122 do CC; 2) Arts. 223 a 234 e 264 da LSA; 3) Instruções CVM 319/99, 320/99, 349/01, 358/02 e 369/02; Parecer de Orientação CVM 35/08; CPC 15; Circulares BACEN 3.017/00 e 3.433/09.
57

INCORPORAÇÃO

A PJ que resultar da Incorporação


(incorporadora) de outra(s) PJ(s)
(incorporadas) é RESPONSÁVEL pelos
tributos devidos, até a data do ato, pelas
incorporadas (CTN).

RESPONDE pelo imposto devido: a PJ que


incorporar outra(s) (RIR/99).

Referências: 1) Arts. 129, 132 e 133 da Lei 5.172/66 (CTN); e, 2) Arts. 207 a 209 do Decreto 3.000/99 (RIR/99).
58

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38

INCORPORAÇÃO

A incorporadora não poderá compensar


prejuízos fiscais e bases negativas da(s)
incorporadas.

Na determinação do lucro real e resultado


ajustado - na data do evento societário da
incorporação - as PJs a serem incorporadas
poderão compensar prejuízos fiscais e bases
negativas, em até 30% do seu Lair ajustado
(poucas exceções sem esta limitação).
Referências: Arts. 129, 132 e 133 da Lei 5.172/66 (CTN); Arts. 207 a 209 do Decreto 3.000/99 (RIR/99); arts. 203, 207, 210 da IN RFB 1.700/17. 59

Exemplo de INCORPORAÇÃO entre Partes Dependentes


ALFA
ATIVO PASSIVO
Circulante Circulante
❶ 10.000 240.000 ❷
❷ 240.000 240.000
250.000

RLP ELP

IMOBILIZADO PL
❸ 120.000 10.000 ❶
120.000 120.000 ❸
130.000
60

Governança Corporativa e Tributária, Planejamento Tributário nos Processos de Fusões e Aquisições


39

Exemplo de INCORPORAÇÃO entre Partes Dependentes

BETA
ATIVO PASSIVO TRANSITÓRIA
Circulante Circulante INCORPORAÇÃO
SD 80.000 80.000 ❶ ❹ 15.000 15.000 SD ❶ 80.000 15.000 ❹
- - ❷ 1.000 8.000 ❺
❸ 5.000 63.000 ❻
RLP ELP 86.000 86.000
SD 1.000 1.000 ❷ ❺ 8.000 8.000 SD - -
- -

IMOBILIZADO PL
SD 5.000 5.000 ❸ ❻ 63.000 63.000 SD
- -
61

Exemplo de INCORPORAÇÃO entre Partes Dependentes

DELTA
ATIVO PASSIVO TRANSITÓRIA
Circulante Circulante INCORPORAÇÃO
SD 160.000 160.000 ❶ ❹ 75.000 75.000 SD ❶ 160.000 75.000 ❹
- - ❷ 10.000 75.000 ❺
❸ 65.000 85.000 ❻
RLP ELP 235.000 235.000
SD 10.000 10.000 ❷ ❺ 75.000 75.000 SD - -
- -

IMOBILIZADO PL
SD 65.000 65.000 ❸ ❻ 85.000 85.000 SD
- -
62

Governança Corporativa e Tributária, Planejamento Tributário nos Processos de Fusões e Aquisições


40

Exemplo de INCORPORAÇÃO entre Partes Dependentes


ALFA APÓS INCORPORAÇÃO DE BETA E DELTA
ATIVO PASSIVO TRANSITÓRIA
ATIVO - Alfa após Incorporação de Beta e Delta Circulante Circulante INCORPORAÇÃO
Circulante (250.000 + 80.000 + 160.000) 490.000 SD 250.000 240.000 SD ❽ 15.000 80.000 ❺
Não Circulante: ❺ 80.000 15.000 ❽ ❾ 8.000 1.000 ❻
Realizável a Longo Prazo (1.000 + 10.000) 11.000 ⓫ 160.000 75.000 ⓮ ❿ 63.000 5.000 ❼
Imobilizado (120.000 + 5.000+ 65.000) 190.000 490.000 330.000 ⓮ 75.000 160.000 ⓫
Total do Ativo 691.000
⓯ 75.000 10.000 ⓬
RLP ELP ⓰ 85.000 65.000 ⓭
PASSIVO + PL - Alfa após Incorporação de Beta e Delta ❻ 1.000 8.000 ❾ 321.000 321.000
Circulante ( 240.000 + 15.000 + 75.000) 330.000 ⓬ 10.000 75.000 ⓯ - -
Exigível a Longo Prazo (8.000 + 75.000) 83.000 11.000 83.000
Patrimônio Líquido (130.000 + 63.000 + 85.000) 278.000
Total do Passivo + PL 691.000 IMOBILIZADO PL
SD 120.000 130.000 SD
❼ 5.000 63.000 ❿
Saldos Contábeis em Alfa antes da Incorporação ⓭ 65.000 85.000 ⓰
Lançamentos Incorporação - Beta (5) a (10)
190.000 278.000
Lançamentos Incorporação - Delta (11) a (16)
63

A CISÃO é a operação pela qual a companhia transfere parcelas do seu


patrimônio para uma ou mais sociedades, constituídas para esse fim ou já
existentes, extinguindo-se a companhia cindida, se houver versão de todo o seu
patrimônio, ou dividindo-se o seu capital, se parcial a versão.

Cisão Parcial – Alfa origina Beta e Gama e Cisão Total - Alfa origina Beta e Gama e é extinta
continua a existir do mundo jurídico

Em presa
Empresa Beta
Alfa

E m presa Em presa
Empresa Alfa
Alfa B eta

Em presa
Empresa Gama
G am a

Referências: 1) Arts. 1.116 a 1.122 do CC; 2) Arts. 223 a 234 e 264 da LSA.
64

Governança Corporativa e Tributária, Planejamento Tributário nos Processos de Fusões e Aquisições


41

Na total, as sociedades que


absorverem parcelas do patrimônio da
cindida responderão solidariamente
pelas obrigações da cindida.
CISÃO
Na parcial, a cindida e as sociedades
que absorverem parcelas do seu
patrimônio responderão
solidariamente pelas obrigações da
cindida anteriores à cisão.
Referências: 1) Art. 1.122 do CC; 2) Arts. 233 da Lei das S/A. 65

Na parcial pode ser estipulado que as sociedades que


absorverem parcelas da cindida serão responsáveis
apenas pelas obrigações que lhes forem transferidas,
sem solidariedade entre si ou com a cindida.
Qualquer credor anterior poderá se opor à estipulação,
notificando a sociedade em até 90 dias da data da
publicação dos atos da cisão.
CISÃO
O CC não define a cisão, nem entra no mérito da
responsabilidade pelas obrigações transferidas ou da
solidariedade entre as empresas.
Entretanto, dispõe que, até 90 dias depois de
publicados os atos relativos à incorporação, fusão ou
cisão, o credor anterior, por elas prejudicado, poderá
promover judicialmente sua anulação.
Referências: 1) Art. 1.122 do CC; 2) Arts. 233 da Lei das S/A.

Governança Corporativa e Tributária, Planejamento Tributário nos Processos de Fusões e Aquisições


42

CISÃO

Não há menção à cisão no CTN porque só foi


introduzida em nosso sistema jurídico pela Lei
das S/A, que é posterior ao CTN.

RESPONDEM, solidariamente, pelo imposto devido:


as sociedades que receberem parcelas do patrimônio
da PJ extinta (cisão total); e, a sociedade cindida e
a(s) sociedade(s) que absorver(em) parcela(s) do
seu patrimônio (RIR/99).
Referências: 1) Arts. 129, 132 e 133 da Lei 5.172/66 (CTN); e, 2) Arts. 207 a 209 do Decreto 3.000/99 (RIR/99). 67

A legislação tributária estadual e previdenciária reproduzem o CTN (para a fusão e a


incorporação). Adicionalmente, fazem menção à cisão.

A legislação tributária municipal – a de São Paulo como referência – não faz


menção à cisão.

Diferentemente da Lei das S/A, a legislação tributária e previdenciária não


mencionam a possibilidade de, na cisão parcial, estipular-se que as sociedades
que absorverem parcelas do patrimônio da cindida serão responsáveis apenas
pelas obrigações que lhes forem transferidas, sem solidariedade entre si ou com a
cindida.

O próprio CTN dispõe que as convenções particulares não são oponíveis à Fazenda
Pública. Da mesma forma já decidiu o STJ.

Logo, do ponto de vista tributário, a solidariedade continua a existir,


independentemente de, do ponto de vista contratual e societário, poder estar previsto
este tipo de estipulação entre as partes.

Referências: Arts. 123, 129, 132 e 133 da Lei 5.172/66 (CTN); Arts. 207 a 209 do Decreto 3.000/99 (RIR/99); e, RICMS/SP, art. 12, inc. I e II; RISSQN/SP, art. 13, inc. II; e IN do INSS n.º 03/05,
art. 751; STJ, REsp n.º683397/RJ, Rel. Min. Castro Meira, T2, ac. un., DJ 22 ago. 2005, p. 226. 68

Governança Corporativa e Tributária, Planejamento Tributário nos Processos de Fusões e Aquisições


43

CISÃO
A PJ sucessora por cisão não poderá compensar
prejuízos fiscais e bases negativas da sucedida
(cindida).

Após cisão parcial, a cindida poderá compensar os seus


próprios prejuízos fiscais e bases de cálculo negativas,
proporcionalmente à parcela remanescente do
patrimônio líquido.

A cindida deverá baixar, na parte B do e-Lalur e e-Lacs,


o saldo dos prejuízos fiscais e bases negativas
proporcionalmente ao PL transferido na cisão.

Na determinação do lucro real e resultado ajustado -


na data do evento societário da cisão - a PJ a ser
cindida poderá compensar prejuízos fiscais e bases
negativas, em até 30% do Lair ajustado (poucas
exceções sem esta limitação).
Referências: Arts. 129, 132 e 133 da Lei 5.172/66 (CTN); Arts. 207 a 209, 514 do Decreto 3.000/99 (RIR/99); arts. 203, 207, 210 da IN RFB 1.700/17. 69

Exemplo de CISÃO entre Partes Dependentes

ALFA ANTES DA CISÃO PARCIAL ATIVO - Alfa


ATIVO PASSIVO Circulante 490.000
Circulante Circulante Não Circulante:
SD 490.000 330.000 SD Realizável a Longo Prazo 11.000
Imobilizado 190.000
Total do Ativo 691.000
RLP ELP
SD 11.000 83.000 SD PASSIVO + PL - Alfa
Circulante 330.000
IMOBILIZADO PL Exigível a Longo Prazo 83.000
SD 190.000 278.000 SD Patrimônio Líquido 278.000
Total do Passivo + PL 691.000 70

Governança Corporativa e Tributária, Planejamento Tributário nos Processos de Fusões e Aquisições


44

Exemplo de CISÃO entre Partes Dependentes


ALFA APÓS CISÃO PARCIAL Ativos de Alfa Cindidos e Transferidos para Zeta
ATIVO PASSIVO TRANSITÓRIA
Circulante Circulante CISÃO
Circulante 80.000
SD 490.000 80.000 ❶ ❹ 75.000 330.000 SD ❶ 80.000 75.000 ❹ Não Circulante:
410.000 255.000 ❷ 10.000 8.000 ❺ Realizável a Longo Prazo 10.000
❸ 125.000 132.000 ❻
215.000 215.000
Imobilizado 125.000
RLP ELP - - Total do Ativo 215.000
SD 11.000 10.000 ❷ ❺ 8.000 83.000 SD
1.000 75.000
Passivos + PL de Cindidos e Transferidos para Zeta
Circulante 75.000
IMOBILIZADO PL Exigível a Longo Prazo 8.000
SD 190.000 125.000 ❸ ❻ 132.000 278.000 SD
Patrimônio Líquido 132.000
65.000 146.000
Total do Passivo + PL 215.000
71

Exemplo de CISÃO entre Partes Dependentes

CRIAÇÃO DE ZETA ATIVO Alfa Zeta


ATIVO PASSIVO TRANSITÓRIA Circulante 410.000 80.000
Circulante Circulante CISÃO Não Circulante:
❶ 80.000 - 75.000 ❹ ❹ 75.000 80.000 ❶ Realizável a Longo Prazo 1.000 10.000
❺ 8.000 10.000 ❷ Imobilizado 65.000 125.000
❻ 132.000 125.000 ❸
Totais 476.000 215.000
RLP ELP 215.000 215.000
❷ 10.000 8.000 ❺ - -
PASSIVO + PL Alfa Zeta
Circulante 255.000 75.000
IMOBILIZADO PL Exigível a Longo Prazo 75.000 8.000
❸ 125.000 132.000 ❻ Patrimônio Líquido 146.000 132.000
Totais 476.000 215.000
72

Governança Corporativa e Tributária, Planejamento Tributário nos Processos de Fusões e Aquisições


45

Exemplo de Planejamento Tributário-Societário


ESTRUTURA SOCIETÁRIA ATUAL

A B
Investimento em C = $100 Investimento em C = $100
Patrimônio Líquido = $100 Patrimônio Líquido = $100

50% 50%

C
Planta 1 = R$100
Planta 2 = R$ 100
Patrimônio Líquido = R$ 200

INFORMAÇÕES:
1. A e B (Holdings Familiares) e C (Indústria com 02 Linhas de Produção Distintas);
2. C possui prejuízos fiscais e base negativa acumulados no montante de R$ 10 MM;
3. Planta 1 é lucrativa;
4. Planta 2 é deficitária. 73

OBJETIVO EMPRESARIAL

A B
Investimento em C = R$ 50 Investimento em C = R$ 50
Investimento em C’ = R$ 50 Investimento em C’ = R$ 50
Patrimônio Líquido = R$ 100 Patrimônio Líquido = R$ 100

50% 50%

C C’
Planta 1 = R$ 100 Planta 2 = R$ 100
Patrimônio Líquido = R$ 100 Patrimônio Líquido = R$ 100

CISÃO
74

Governança Corporativa e Tributária, Planejamento Tributário nos Processos de Fusões e Aquisições


46

ESTRUTURA TRIBUTÁRIO-SOCIETÁRIA IDEAL

A B
Investimento em C = $100 Investimento em C = $100
Patrimônio Líquido = $100 Patrimônio Líquido = $100

50% 50%

C
Planta 1 = $ 100
Investimento em C’ = $ 100
Patrimônio Líquido = $ 200

100%

C’
Planta 2 = $ 100
Patrimônio Líquido = $ 100

SUBSCRIÇÃO/INTEGRALIZAÇÃO
DE CAPITAL 75

•COMPENSAÇÃO CARF - Na última DIPJ da incorporada, já que


INTEGRAL seria extinta, não tendo oportunidade futura
•DE de compensar os saldos apurados em períodos
anteriores.
•PREJUÍZOS
FISCAIS Ex.: “Caso CIBRAFAR” quando incorporada
pela NORQUISA - Holding da COPENE (atual
•E BRASKEM).
•BASE
•NEGATIVA
•JURISPRUDÊNCI CSRF - Na última DIPJ da incorporada
A (ratificação do entendimento do CARF, acima)
•FAVORÁVEL
Referências: (1) Acórdãos do 1o Conselho/8a Câmara: 108-06682 e 108-06683, de 20-9-2001; 108-126597, de 2-12-2002; 108-07456, de 2-7-2003; 1ª Câmara: 101-94515, de 17-3-2004; 101-
122596, de 19-10-2004; 101-95872, de 9-11-2006; e 7ª Câmara: 107-09243, de 5-12-2007; Acórdão 108-06682 do 1º Conselho/8ª Câmara, sessão de 20-9-2001, decisão/ementa de 28-2-2002;
(2) Acórdão no CSRF 01-04258, nos autos do Recurso no 108-126597, sessão de 2-12-2002. 76

Governança Corporativa e Tributária, Planejamento Tributário nos Processos de Fusões e Aquisições


47

•COMPENSAÇÃO
INTEGRAL
•DE CSRF - Não existe base
•PREJUÍZOS legal para a utilização
FISCAIS
•E integral nas fusões e
•BASE incorporações.
•NEGATIVA
•JURISPRUDÊNCI
A
•DESFAVORÁVEL Caso “B.F. S/A”
•(Mudança de
Entendimento)

Referências: Acórdão 9101-00.401, 1ª Turma (Processo 13807.003133/2004-36), de 02-03-2011.


77

•COMPENSAÇÃO CARF - No caso de incorporação,


INTEGRAL fusão ou cisão total ou parcial, por
•DE ausência de previsão legal, não há
•PREJUÍZOS que se falar em inaplicabilidade da
FISCAIS trava de 30% para o
•E aproveitamento de base de cálculo
•BASE negativa pela sucedida.
•NEGATIVA
•JURISPRUDÊNCI
A Caso “NOVELIS DO BRASIL LTDA”
•DESFAVORÁVEL
Referências: Acórdão nº 1302003.275 – 3ª Câmara / 2ª Turma Ordinária (Processo 19515.004273/200906), de 11-12-18.

78

Governança Corporativa e Tributária, Planejamento Tributário nos Processos de Fusões e Aquisições


48

•COMPENSAÇÃO O TRF/3ª Região, com sede em SP, decidiu


INTEGRAL que Incorporadas podem abater, de uma
•DE vez só, todo o prejuízo do cálculo do IRPJ e
•PREJUÍZOS da CSLL. Os desembargadores levaram em
FISCAIS consideração o fato de que, após a
incorporação, elas são extintas.
•E
•BASE
A limitação está prevista nas Leis 8.981/95 e
•NEGATIVA 9.065/95, já analisadas pelo STF e STJ. Há
•JURISPRUDÊNCI precedentes reconhecendo a constitucionalidade e
A legalidade (RE 344994 e RE 244293 e REsp
201200494 221). A questão, porém, ainda será
•FAVORÁVEL analisada em repercussão geral pelo STF. O relator
é o ministro Marco Aurélio (RE 591340).

79

CSRF - “ATACADISTA MARTINS” - Não proibida pelo


ordenamento, realizada entre empresas operativas e que sempre
estiveram sob controle comum não pode ser tipificada como
simulada ou abusiva, mormente quando, a par da inegável
intenção de não perder prejuízos fiscais acumulados, teve por
escopo a busca de melhor eficiência das operações praticadas
entre ambas.
•INCORPORAÇÃO
ÀS AVESSAS CSRF – Pesaram: o controle comum, há 24 anos, e serem
operativas. Não foi empresa criada com o fim de incorporar
•JURISPRUDÊNCIA outra, ou de operação feita com 3º. Foi motivada “por legítimos
•FAVORÁVEL desígnios de reorganização societária”. Mesmo gerando redução
de carga tributária, teria sido feita como forma de buscar “a
melhor eficiência” para o grupo. “A boa técnica de administração
recomenda que os dirigentes adotem, dentro da legalidade, a
alternativa econômica menos onerosa possível, afastando-se,
inclusive, de procedimento que apontem para uma gestão
temerária, sob pena de responsabilidade perante os detentores
do capital investido.”
Referências: (1) Acórdão no 107-07596 do 1o Conselho/7a Câmara, sessão de 14-4-2004, Recurso no 107-137256.
80

Governança Corporativa e Tributária, Planejamento Tributário nos Processos de Fusões e Aquisições


49

STJ - “Inviável economicamente a operação


de incorporação procedida, tendo em vista
que a aludida incorporadora existia apenas
juridicamente, mas não mais
•INCORPORAÇÃO economicamente, tendo servido apenas de
ÀS AVESSAS "fachada" para a operação, a fim de serem
•JURISPRUDÊNCI aproveitados seus prejuízos fiscais - cujo
A aproveitamento a lei expressamente vedava”.
•DESFAVORÁVEL

CSRF – “JOSAPAR JOAQUIM OLIVEIRA S/A


PARTICIPAÇÕES”

Referências: (1) REsp 946707/RS (2007/0092656-4, de 25-8-2009).


81

A pessoa jurídica não poderá compensar


•MUDANÇA seus próprios prejuízos fiscais e base de
DE cálculo negativa se entre as datas da
CONTROLE E apuração e da compensação houver
DE RAMO DE ocorrido, cumulativamente, modificação de
ATIVIDADE seu controle societário e do ramo de
atividade.

Referências: (1) Art. 513 do RIR/99; (2) Art. 209 da IN RFB 1.700/17.
82

Governança Corporativa e Tributária, Planejamento Tributário nos Processos de Fusões e Aquisições


50

CTN

A PN ou PJ que adquirir de outra, por qualquer título, fundo de comércio ou


estabelecimento comercial, industrial ou profissional, e continuar a respectiva
exploração, sob a mesma ou outra razão social ou sob firma ou nome individual,
responde pelos tributos, relativos ao fundo ou estabelecimento adquirido,
devidos até a data do ato:

1. Integralmente, se o alienante cessar a exploração do comércio, indústria ou


atividade;

2. Subsidiariamente com o alienante, se este prosseguir na exploração ou iniciar


dentro de 6 meses, a contar da data da alienação, nova atividade no mesmo
ou em outro ramo de comércio, indústria ou profissão.

Referências: 1) Arts. 129, 132 e 133 da Lei 5.172/66 (CTN); e, 2) Arts. 207 a 209 do Decreto 3.000/99 (RIR/99).
83

§ 1º O disposto no caput não se aplica na hipótese de alienação judicial:


I. em processo de falência;
II. de filial ou unid. produtiva isolada, em proc. de recuperação judicial.
§ 2º Não se aplica o disposto no § 1º quando o adquirente for:
I. sócio da sociedade falida ou em recuperação judicial, ou sociedade controlada
pelo devedor falido ou em recuperação judicial;
II. parente, em linha reta ou colateral até o 4º grau, consanguíneo ou afim, do
devedor falido ou em recuperação judicial ou de qq de seus sócios; ou,
III.identificado como agente do falido ou do devedor em recuperação judicial
com o objetivo de fraudar a sucessão tributária.
§ 3º Em processo da falência, o produto da alienação judicial de empresa, filial ou
unidade produtiva isolada permanecerá em conta de depósito à disposição do juízo
de falência pelo prazo de 1 ano, contado da data de alienação, somente podendo
ser utilizado para o pagamento de créditos extraconcursais ou de créditos que
preferem ao tributário.
Referências: 1) Arts. 129, 132 e 133 da Lei 5.172/66 (CTN); e, 2) Arts. 207 a 209 do Decreto 3.000/99 (RIR/99).
84

Governança Corporativa e Tributária, Planejamento Tributário nos Processos de Fusões e Aquisições


51

• Quanto aos impostos sobre os quais demanda o princípio da autonomia dos


estabelecimentos (tais como IPI, ICMS e ISS), a responsabilidade tributária
pode implicar a ocorrência de lavratura de auto de infração do próprio
estabelecimento.

• Já comentamos que as legislações federal, estadual, municipal e previdenciária


reproduzem o CTN em matéria de responsabilidade sucessória.

• Entretanto, o ICMS (São Paulo, como referência), embora repetindo a redação


do artigo 133 do CTN, o fez prevendo, apenas, a solidariedade.

• Ou seja, não há a previsão de subsidiariedade, ainda que o alienante prossiga


na exploração ou inicie dentro de 6 meses, a contar da data da alienação, nova
atividade no mesmo ou em outro ramo de comércio, indústria ou profissão.

Referências: 1) Arts. 129, 132 e 133 da Lei 5.172/66 (CTN); e, 2) RICMS/SP, art. 12, incisos I e II; RISSQN/SP, art. 13, inciso II; e IN do INSS n.º 03/05, art. 751.
85

Na INCORPORAÇÃO DE AÇÕES a totalidade das ações de uma companhia é


transferida à outra em realização de capital social, convertendo-a a
primeira em subsidiária integral da segunda. Não há extinção da primeira,
nem sucessão em seus direitos e obrigações, pois subsiste integralmente
como PJ, em sua plenitude patrimonial e administrativa.

Referências: 1) Arts. 1.116 a 1.122 do CC; 2) Arts. 223 a 234, 252 e 264 da LSA; 3) Instruções CVM 319/99, 320/99 , 349/01, 358/02 , 369/02 e 449/07; PO CVM 35/08; CPC 15; Circulares BACEN 3.017/00 e 3.433/09. 86

Governança Corporativa e Tributária, Planejamento Tributário nos Processos de Fusões e Aquisições


52

"C" ANTES INCORPORAÇÃO DAS AÇÕES DE "A"


ATIVO PASSIVO
Circulante Circulante
SD 492.000 330.000 SD
Exemplo de INCORPORAÇÃO DE AÇÕES
entre Partes Dependentes
RLP ELP
SD 11.000 83.000 SD
Valor
IMOBILIZADO PL Valor Qtde de Partic
190.000 280.000 SD Qte de Patrimonial Qtde de
SD
Contábil Ações por Soc por Empresa
Ações Unitário da Acionistas
do PL Acionista Acionista
EMPRESA "A" ANTES DA INCORPORAÇÃO DE AÇÕES
Ação (R$)
ATIVO PASSIVO
Circulante Circulante 280.000 280.000 1,00 28 10.000 3,57% C
SD 80.000 - 75.000 SD
132.000 132.000 1,00 2 66.000 50,00% A
SD
RLP
10.000
ELP
8.000 SD
412.000 412.000 1,00 30 76.000 TOTAIS

IMOBILIZADO PL
SD 125.000 132.000 SD

Referências: 1) Arts. 1.116 a 1.122 do NCC; 2) Arts. 223 a 234, 252 e 264 da LSA; 3) Instruções CVM 319/99, 320/99 , 349/01, 358/02 , 369/02 e 449/07; PO CVM 35/08; CPC 15; Circulares BACEN 3.017/00 e 3.433/09. 87

"C" DEPOIS INCORPORAÇÃO DAS AÇÕES DE "A"


ATIVO PASSIVO
Circulante Circulante Exemplo de INCORPORAÇÃO DE AÇÕES
SD 492.000 330.000 SD entre Partes Dependentes
RLP ELP
SD 11.000 83.000 SD

Valor
INVESTIMENTO PL Valor Qtde de Partic
❶ 132.000 280.000 SD Qte de Patrimonial Qtde de
132.000 ❶ Contábil Ações por Soc por Empresa
Ações Unitário da Acionistas
IMOBILIZADO 412.000 do PL Acionista Acionista
SD 190.000 Ação (R$)
280.000 280.000 1,00 28 10.000 2,43%
EMPRESA "A" DEPOIS DA INCORPORAÇÃO DE AÇÕES
ATIVO PASSIVO 132.000 132.000 1,00 2 66.000 16,02% C
Circulante Circulante 412.000 412.000 1,00 30 76.000 100,00%
SD 80.000 - 75.000 SD
132.000 132.000 1,00 1 66.000 100,00% A
RLP ELP
SUBSIDIÁRIA INTEGRAL DE ALFA
SD 10.000 8.000 SD

IMOBILIZADO PL
SD 125.000 132.000 SD

Referências: 1) Arts. 1.116 a 1.122 do CC; 2) Arts. 223 a 234, 252 e 264 da LSA; 3) Instruções CVM 319/99, 320/99 , 349/01, 358/02 , 369/02 e 449/07; PO CVM 35/08; CPC 15; Circulares BACEN 3.017/00 e 3.433/09. 88

Governança Corporativa e Tributária, Planejamento Tributário nos Processos de Fusões e Aquisições


53

• Por não implicar em sucessão, não se subordinam ao


disposto no § 3º do art. 223 da LSA que determina:

Se a incorporação, fusão ou cisão envolverem


companhia aberta, as sociedades que as
sucederem serão também abertas, (...).

• Logo, poderá representar prejuízo para os


minoritários, que perderão liquidez em relação às
ações que possuíam.

Referências: 1) Arts. 1.116 a 1.122 do CC; 2) Arts. 223 a 234, 252 e 264 da LSA; 3) Instruções CVM 319/99, 320/99 , 349/01, 358/02 , 369/02 e 449/07; PO CVM 35/08; CPC 15; Circulares
89
BACEN 3.017/00 e 3.433/09. 89

• Poderá acarretar fechamento de capital da cia. aberta convertida em


subsidiária integral, sem necessidade de oferta pública de aquisição
de ações dos minoritários.

• A CVM (proc. nº RJ 2001/11663, RJ 2004/2274 e RJ 2005/5203)


manifestou-se sobre a ausência de fundamentação legal para
exigência de oferta pública:

A incorporação de ações é modalidade de operação


expressamente autorizada pela Lei nº 6.404, de 1976, cuja
disciplina não se confunde com as normas aplicáveis ao
fechamento de capital de cias.

• Poderá representar prejuízo para os minoritários, que perderão


liquidez em relação às ações que possuíam e não gozarão do “Tag
Along”.
Referências:90
1) Arts. 1.116 a 1.122 do CC; 2) Arts. 223 a 234, 252 e 264 da LSA; 3) Instruções CVM 319/99, 320/99 , 349/01, 358/02 , 369/02 e 449/07; PO CVM 35/08; CPC 15; Circulares BACEN 3.017/00 e
3.433/09. 90

Governança Corporativa e Tributária, Planejamento Tributário nos Processos de Fusões e Aquisições


54

Incorporação de Ações - Tributação

Decisão da 2ª Turma do CARF manteve, por voto de qualidade (desempate pelo


presidente), autuação fiscal lavrada em 2013. O auto (de R$ 9 bilhões) cobra IRRF
sobre ganho de capital na incorporação de ações em que o SANTANDER obteve o
controle acionário do BANCO ABN AMRO, realizada em 2009.
(...)
A tese não é nova e esse é o entendimento que tem prevalecido no CARF. (...) O relator
do caso, argumentou que a sociedade adquirente não tentou lucrar com a compra e
venda de títulos de participação societária; apenas com a atividade das empresas, que
passaram a atuar juntas. Para ele, não há aumento de renda com a incorporação de
ações. Portanto, não haveria incidência de IRRF. Como a riqueza não teria se realizado,
não haveria o fato gerador (ato ou fato que motiva a tributação).
(...)
Esse é um dos processos de valor mais alto no CARF. Acima desse caso, só há uma
cobrança de R$ 22,92 bilhões contra o ITAÚ UNIBANCO. A autuação discute a fusão
entre os bancos, em 2008. Nesse caso, a instituição financeira venceu a disputa, que
poderá ser analisada pela Câmara Superior. O caso foi julgado pela 1ª Turma da 2ª
Câmara da 1ª Seção (nº 16327.720680/2013-61).
Valor Econômico - 07/03/2018 (Trechos da Matéria publicada)
91
91

Incorporação de Ações - Tributação

A CSRF decidiu que incide IR sobre a incorporação de ações. Nesse caso, a tributação
recai sobre a valorização dos papéis que foram incorporados. Não cabe recurso contra
a decisão. "Assim, a menos que esse acórdão seja derrubado pelo Judiciário, o cenário
para esse tipo de operação torna-se mais arriscado“.

O Fisco adotou o entendimento de que os acionistas devem pagar a alíquota de 15% de


IR sobre a diferença entre o valor das ações incorporadas e o preço que as ações
passam a ter com a incorporação. No caso julgado, uma EMPRESA DO AGRONEGÓCIO
tinha ações de valor contábil equivalente a R$ 1,5 milhão. Após a incorporação, esses
papéis passaram a ser avaliados em R$ 45 milhões. Os autos de infração cobram o IR
sobre a diferença de R$ 43,5 milhões.

O relator do caso (Elias Sampaio Freire), argumentou que deve ocorrer o pagamento de
IR pelos acionistas porque a incorporação de ações equipara-se à alienação de bens a
terceiros. Alegou ainda que, por meio da operação, pessoas físicas transferem bens
pelo valor de mercado à pessoa jurídica, a título de integralização de capital. Assim, ele
concluiu que há ganho de capital.
Valor Econômico - 30/09/2010 (Trechos da Matéria publicada)
92
92

Governança Corporativa e Tributária, Planejamento Tributário nos Processos de Fusões e Aquisições


55

Incorporação de Ações - Tributação

Processo n° 16408.000120/2007-49
Recurso n° 159.368 Especial do Procurador
Acórdão n° 9202-00.662 — 2ª Turma do CARF
Sessão de 12 de abril de 2010
Matéria IRPF
Recorrente FAZENDA NACIONAL
Interessado NEIRY GALVÃO DA SILVA
ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF
Exercício: 2005
IRPF - OPERAÇÃO DE INCORPORAÇÃO DE AÇÕES - GANHO DE CAPITAL.
As operações que importem alienação a qualquer titulo, de bens e direitos, estão sujeitos
a apuração do ganho de capital.
A incorporação de ações constitui uma forma de alienação em sentido amplo. O sujeito
passivo transferiu ações, por incorporação de ações, para outra empresa, a título de
subscrição e integralização das ações que compõem seu capital, pelo valor de mercado.
A diferença a maior (entre o valor de mercado e o valor constante na declaração de
bens) deve ser tributada como ganho de capital.
Fonte: http://www.acordaoscarf.com.br/ em 04/04/2012.
93
93

Incorporação de Ações - Tributação

“É dizer, não há manifestação de vontade individual dos sócios subjacente à incorporação de


ações, a lhe imprimir as características de uma alienação, já que aqueles – titulares das ações –
se encontram em uma posição passiva e nada transmitem, ao contrário, são receptores das ações
emitidas pela incorporadora de ações.
Não há alienação, mas substituição de ações. Trata-se de contrato entre duas sociedades, que
produz efeitos sobre a esfera jurídica de terceiros. A sociedade age em nome próprio, mas por
conta de seus sócios, os quais recebem, em substituição às ações incorporadas, ações da
incorporadora, e, deste modo, passam a deter indiretamente, mediante os títulos representativos
do patrimônio da subsidiária integral (ações da incorporadora de suas ações), o patrimônio que
antes detinham diretamente.
O fenômeno é de sub-rogação real e a sociedade age por mandato sem representação por força
de lei, restando aos sócios receber as novas ações ou exercer o direito de retirada, diferenciando-
se da subscrição de ações, por conferência de bens, em que, além de prévia chamada de capital,
ocorre a manifestação de vontade unitária do acionista, que se torna, assim, parte na relação.
Assim é que, na incorporação de ações, nem há alienação das ações por parte do sócio, nem há
tampouco realização de qualquer ganho, por meio de dissolução da sociedade, pois a sociedade
supérstite continua titular de direitos e obrigações, prevalecendo o princípio de continuidade do
empreendimento, a afastar a ilação de ocorrência de ganho de capital sujeito a tributação.”

(Sacha Calmon Navarro Coelho e Misabel Abreu Machado Derzi no artigo “A Lacuna legislativo-tributária no tocante ao instituto da Incorporação de Ações e a Jurisprudência do
CARF ”, 94
Revista Dialética de Direito Tributário nº 195, Dezembro de 2011, págs. 170 a 179).
94

Governança Corporativa e Tributária, Planejamento Tributário nos Processos de Fusões e Aquisições


56

Por serem todas do mesmo


grupo e estarem sob controle
comum, ‘B’, ‘C’ e ‘D’ devem
A avaliar seus investimentos em
‘E’ pelo MEP (art. 248 da
LSA).
100% 80% 70%

B C D Tal procedimento se aplica


mesmo que entre ‘A’ e ‘E’ haja
uma coligada. Por exemplo,
se ‘A’ detivesse 40% de ‘B’,
5% 60% 12%
8% ‘B’ deveria aplicar o MEP em
‘E’.
E
96

Governança Corporativa e Tributária, Planejamento Tributário nos Processos de Fusões e Aquisições


57

SEGREGAÇÃO INICIAL DO INVESTIMENTO ADQUIRIDO - AVALIADO PELO


MEP (1) É POSSÍVEL QUE HAJA MAIS-VALIA E ÁGIO/GOODWILL

Normas Fiscais anteriores à MP 627/13


convertida na Lei 12.973/14 Normas Contábeis - IFRS e Fiscais Lei 12.973/14

Ágio por expectativa de


20 rentabilidade futura
Ágio:
Goodwill (G)
mais-valia do valor dos ativos
ou 50
expectativa de rentabilidade
futura Ágio por Mais Valia (MV) Valor Pago
ou 30 de Ativos Líquidos (Custo de
fundo de comércio, intangível, Aquisição)
150
outras razões

130
Valor Justo dos
Ativos e Passivos (2)
100
Valor Contábil dos
Ativos e Passivos

(1) Se é Avaliado pelo MEP é porque a aquisição proporcionou ao Adquirente, influência, controle conjunto ou controle;
(2) Valor Justo - Deve representar o caixa teórico que se faria pela realização dos ativos e dos passivos em bases isoladas,
líquido do IRPJ e da CSLL, numa transação não forçada entre Partes Independentes (PL a Mercado). A redução do VJ (e,
consequentemente da MV), do IRPJ e da CSLL, corresponde ao aumento do G.
97
Referências: Decreto-Lei nº 1.598/77, arts.: 20, 21, 22, 23, 24-A, 24-B, 25 e 33; CPC 09, 15 e 32.

Governança Corporativa e Tributária, Planejamento Tributário nos Processos de Fusões e Aquisições


58

COMPRA E VENDA DE PARTICIPAÇÃO SOCIETÁRIA COM RECONHECIMENTO DE MAIS VALIA E DE GOODWILL


ANTES DA LEI 12.973/14
ANO DA COMPRA 31 DE DEZEMBRO DO ANO SEGUINTE AO DA COMPRA
DRE Caixa IRPJ/CSLL a Pagar DRE Caixa IRPJ/CSLL a Pagar
100.000.000 ❶ Venda Investim 120.000.000 ❷ 120.000.000 ❻ 6.791.500 6.791.500 ❺
(-) Custo Investim 96.025.000 6.791.500 ❻ - Sd
Investimento (=) Ganho de Capital (a) 23.975.000 Sd 113.208.500
(+) Equiv Patrim 10.000 ❶ 60.000.000 Venda (+) Equiv Patrim 15.000 Venda
(-) Amortiz Ágio 2.000.000 ① 10.000 (-) Amortiz Ágio 2.000.000 Investimento 120.000.000 ❷
(=) LAIR/CSLL - 1.990.000 Sd 60.010.000 (=) LAIR/CSLL 21.990.000 Sd 60.010.000
(-) IRPJ/CSLL - 34% - Custo (-) IRPJ/CSLL - 34% - (b) 6.791.500 ① 15.000 Custo
Prejuízo líquido - 1.990.000 Ágio Lucro líquido (a) - (b) 15.198.500 Sd 60.025.000 ❸ 60.025.000
❶ 40.000.000 2.000.000 ② 60.025.000 ❸ ❹ 36.000.000
IRPJ/CSLL - LALUR/LACS: Sd 38.000.000 Lucro Líquido IRPJ/CSLL - LALUR/LACS: Sd - 96.025.000
LAIR/CSLL - 1.990.000 ② 2.000.000 10.000 ① LAIR/CSLL 21.990.000
(+)Amortiz Ágio 2.000.000 - 1.990.000 (-) Adição Ágio Ano Anterior 2.000.000 Ágio Lucro Líquido
(-) Equiv Patrim 10.000 (-) Equiv Patrim 15.000 Sd 38.000.000 2.000.000 ② ② 2.000.000 15.000 ①
BASE DE CÁLCULO - BASE DE CÁLCULO 19.975.000 Sd 36.000.000 ❺ 6.791.500 23.975.000 = ❷ - ❸ - ❹
IRPJ/CSLL - 34% - IRPJ/CSLL - 34% 6.791.500 36.000.000 ❹ 8.791.500 23.990.000
Sd - 15.198.500
DEPOIS DA LEI 12.973/14
ANO DA COMPRA 31 DE DEZEMBRO DO ANO SEGUINTE AO DA COMPRA

DRE Caixa IRPJ/CSLL a Pagar DRE Caixa IRPJ/CSLL a Pagar


100.000.000 ❶ Venda Investim 120.000.000 ❸ 120.000.000 ❽ 6.791.500 6.791.500 ❼
(-) Custo Investim 97.045.000 6.791.500 ❽ - Sd
Investimento (=) Ganho de Capital (a) 22.955.000 Sd 113.208.500
(+) Equiv Patrim 10.000 ❶ 60.000.000 Venda (+) Equiv Patrim 15.000 Venda
(-) Amortiz Mais Va 990.000 ① 10.000 (-) Amortiz Mais Valia 990.000 Investimento 120.000.000 ❸
(-) Impairment Ágio 1.000.000 Sd 60.010.000 (=) LAIR/CSLL 21.980.000 Sd 60.010.000
(=) LAIR/CSLL - 1.980.000 Custo (-) IRPJ/CSLL - 34% - (b) 6.791.500 ① 15.000 Custo
(-) IRPJ/CSLL - 34% - Mais Valia Lucro líquido (a) - (b) 15.188.500 Sd 60.025.000 ❹ 60.025.000
Prejuízo líquido - 1.980.000 ❶ 30.000.000 10.200.000 ❷ 60.025.000 ❹ ❺ 17.820.000
Sd 19.800.000 Lucro Líquido IRPJ/CSLL - LALUR/LACS: Sd - ❻ 19.200.000
IRPJ/CSLL - LALUR/LACS: 990.000 ② ② 990.000 10.000 ① LAIR/CSLL 21.980.000 97.045.000
LAIR/CSLL - 1.980.000 Sd 18.810.000 ❻ 1.000.000 (-) Adição M Valia Ano Ant 990.000 Mais Valia
(+) Amortiz Mais Va 990.000 1.990.000 10.000 (-) Adição Impairment Ano An 1.000.000 Sd 18.810.000 Lucro Líquido
(+) Impairment Ágio 1.000.000 Ágio - 1.980.000 (-) Equiv Patrim 15.000 990.000 ② ② 990.000 15.000 ①
(-) Equiv Patrim 10.000 ❶ 10.000.000 BASE DE CÁLCULO 19.975.000 Sd 17.820.000 ❼ 6.791.500 22.955.000 = ❸ - ❹ - ❺ - ❻
BASE DE CÁLCULO - ❷ 10.200.000 IRPJ/CSLL - 34% 6.791.500 17.820.000 ❺ 7.781.500 22.970.000
IRPJ/CSLL - 34% - Sd 20.200.000 Sd - 15.188.500
1.000.000 ❻
Sd 19.200.000 Ágio
Sd 19.200.000
19.200.000 ❻
100
Sd -

Governança Corporativa e Tributária, Planejamento Tributário nos Processos de Fusões e Aquisições


59

SEGREGAÇÃO INICIAL DO INVESTIMENTO ADQUIRIDO - AVALIADO PELO


MEP (1) É POSSÍVEL QUE HAJA MENOS-VALIA E GANHO POR COMPRA VANTAJOSA

Normas Fiscais anteriores à MP 627/13


convertida na Lei 12.973/14 Normas Contábeis - IFRS e Lei 12.973/14

Deságio:
Ganho por
Menos Valia de Ativos
-20 Compra
ou
Vantajosa (3)
Expectativa de Rentabilidade
futura Negativa - 30
ou Ganho por
Valor Pago
fundo de comércio, intangível, Mais Valia
-10 (Custo de
outras razões de Ativos 70
Aquisição)
Líquidos

Valor Justo dos


Valor Contábil 90
100 Ativos e Passivos
dos
Ativos e Passivos (2)

(1) Avaliado pelo MEP - porque a aquisição proporcionou ao Adquirente, influência, controle conjunto ou controle;
(2) Valor Justo - Deve representar o caixa teórico que se faria pela realização dos ativos e dos passivos em bases
isoladas, líquido do IRPJ e da CSLL, numa transação não forçada entre Partes Independentes (PL a Mercado);
(3) O ganho por compra vantajosa ocorre apenas ocasionalmente, pois regra geral, não faz sentido que o Valor Pago
(70) seja menor que o PL a Mercado (90), salvo se a transação se configure como uma Venda Forçada, ou por limitações
na mensuração do Valor Justo (90).
101
Referências: Decreto-Lei nº 1.598/77, arts.: 20, 21, 22, 23, 24-A, 24-B, 25, 28 (impairment do goodwill) e 33; CPC 09, 15 e 32.

Diferença Negativa entre o VJ dos Ativos Líquidos e VPP


VALOR -10 (MV) = 90 (VJ) – 100 (VPP)
CUSTO DE AQUISIÇÃO

PATRIMONIAL DA
PARTICIPAÇÃO Sua realização contábil ocorre de forma proporcional à
realização dos ativos e passivos da Investida que lhes deu
ADQUIRIDA (VPP) origem, em contrapartida à própria conta de resultado de
equivalência patrimonial.

Laudo de perito independente, protocolado na RFB, ou


MENOS VALIA sumário registrado em Cartório de Registro de Títulos e
Documentos até o último dia útil do 13º mês subsequente
(MV) ao da aquisição da participação.

Fiscalmente, sua realização contábil será registrada no e-


Lalur e no e-Lacs como:
COMPRA Exclusão ao lucro líquido para fins do lucro real e
resultado ajustado na parte A; e,
VANTAJOSA (CV)
Controlada na parte B para adição futura quando da
apuração do ganho/perda de capital na
alienação/liquidação do investimento.

Referências: CPC 09, 15 e 32; Decreto-Lei 1.598/77, arts.: 20, 21, 22, 23, 24-A, 24-B, 25 e 33; IN RFB 1.700/17, arts. 178 e 182. 102

Governança Corporativa e Tributária, Planejamento Tributário nos Processos de Fusões e Aquisições


60

VALOR -20 (CV) = 70 (CA) – 90 (VJ).


CUSTO DE AQUISIÇÃO

PATRIMONIAL DA
PARTICIPAÇÃO
ADQUIRIDA (VPP)
Contabilmente, deve ser reconhecido
imediata e diretamente no resultado.
MENOS VALIA
Fiscalmente, será registrado no e-Lalur e no
(MV)
e-Lacs como:
Exclusão do lucro líquido para fins do lucro
real e resultado ajustado na parte A e
controle na parte B; e,
COMPRA
VANTAJOSA (CV) Adição ao lucro líquido para fins do lucro real
e resultado ajustado na parte A e baixa na
parte B, na apuração do ganho/perda de
capital na alienação/baixa do investimento.
103
Referências: CPC 09, 15 e 32; Decreto-Lei 1.598/77, arts.: 20, 21, 22, 23, 24-A, 24-B, 25 e 33; IN RFB 1.700/17, arts. 178. 103

INCORPORAÇÃO, FUSÃO OU CISÃO


LEI 12.973/14 (ART. 20) – MAIS VALIA

Poderá ser considerada como integrante do


custo do bem que lhe deu causa, o saldo
CUSTO DE AQUISIÇÃO

VALOR PL contábil, p/efeito de determinação de


ganho ou perda de capital e do cômputo da
depreciação, amortização ou exaustão,
inclusive quando a incorporada, fusionada
ou cindida for a investidora.
MAIS VALIA
Fiscalmente, a parcela adicionada no lucro
real e no resultado ajustado (quando de sua
realização contábil, inclusive por
impairment e, controlada no e-Lalur e no e-
GOODWILL Lacs) será excluída, à medida que o bem for
sendo realizado, inclusive por depreciação,
amortização, exaustão, alienação ou baixa.
Referências: IN RFB 1.700/17, arts. 185 e 186. 104

Governança Corporativa e Tributária, Planejamento Tributário nos Processos de Fusões e Aquisições


61

INCORPORAÇÃO, FUSÃO OU CISÃO


LEI 12.973/14 (ART. 21) – MENOS VALIA

Deverá ser considerada como integrante do


CUSTO DE AQUISIÇÃO

custo do bem que lhe deu causa, o saldo


VALOR PL contábil, p/efeito de determinação de ganho
ou perda de capital e do cômputo da
depreciação, amortização ou exaustão,
inclusive quando a incorporada, fusionada
ou cindida for a investidora.
MENOS VALIA
Fiscalmente, a parcela excluída no lucro
real e no resultado ajustado (quando de sua
realização contábil e, controlada no e-Lalur
COMPRA e no e-Lacs) será adicionada, à medida que
VANTAJOSA o bem for sendo realizado, inclusive por
depreciação, amortização, exaustão,
105
alienação ou baixa.
Referências: IN RFB 1.700/17, arts. 187. 105

INCORPORAÇÃO, FUSÃO OU CISÃO


LEI 12.973/14 (ART. 22) – GOODWILL

Poderá ser excluído na apuração do lucro


real e do resultado ajustado dos períodos
CUSTO DE AQUISIÇÃO

subsequentes, o saldo contábil do referido


VALOR PL
ágio, à razão de 1/60 no MÁXIMO, para
cada mês do período de apuração , inclusive
quando a incorporada, fusionada ou cindida
MAIS VALIA
for a investidora.

Fiscalmente, a parcela adicionada no lucro real e


no resultado ajustado (inclusive, quando do
GOODWILL impairment contábil e, controlada no e-Lalur e no
e-Lacs) será excluída, à razão de 1/60 no MÁXIMO,
para cada mês do período de apuração, inclusive
quando a incorporada, fusionada ou cindida for a
investidora.
106

Referências: IN RFB 1.700/17, arts. 185 e 194. 106

Governança Corporativa e Tributária, Planejamento Tributário nos Processos de Fusões e Aquisições


62

INCORPORAÇÃO, FUSÃO OU CISÃO


LEI 12.973/14 (ART. 23) – COMPRA VANTAJOSA
CUSTO DE AQUISIÇÃO

VALOR PL

MENOS VALIA Fiscalmente, a parcela excluída no lucro real e no


resultado ajustado (quando do seu reconhecimento
contábil imediato e, controlada no e-Lalur e no e-
Lacs) será adicionada, à razão de 1/60, no MÍNIMO,
para cada mês do período de apuração, inclusive
COMPRA quando a incorporada, fusionada ou cindida for a
VANTAJOSA investidora.
.

Referências: IN RFB 1.700/17, arts.178, 185 e 195.


107

COMPRA DE PARTICIPAÇÃO SOCIETÁRIA COM RECONHECIMENTO DE MAIS VALIA E DE GOODWILL, SEGUIDA DE INCORPORAÇÃO
ANTES DA LEI 12.973/14

ANO DA COMPRA ANO SEGUINTE AO DA COMPRA

DRE Caixa IRPJ/CSLL a Pagar DRE Caixa IRPJ/CSLL a Pagar


100.000.000 ❶

Investimento Venda
(+) Equiv Patrim 10.000 ❶ 60.000.000 (+) Equiv Patrim 15.000 Venda
(-) Amortiz Ágio 2.000.000 ① 10.000 (-) Amortiz Ágio 2.000.000 Investimento
(=) LAIR/CSLL - 1.990.000 Sd 60.010.000 Custo (=) LAIR/CSLL - 1.985.000 Sd 60.010.000
(-) IRPJ/CSLL - 34% - (-) IRPJ/CSLL - 34% - (b) - ① 15.000 Custo
Prejuízo líquido - 1.990.000 Ágio Lucro líquido (a) - (b) - 1.985.000 Sd 60.025.000
❶ 40.000.000 2.000.000 ② Lucro Líquido
IRPJ/CSLL - LALUR/LACS: Sd 38.000.000 ② 2.000.000 10.000 ① IRPJ/CSLL - LALUR/LACS:
LAIR/CSLL - 1.990.000 - 1.990.000 LAIR/CSLL - 1.985.000
(+)Amortiz Ágio 2.000.000 (+)Amortiz Ágio 2.000.000 Ágio Lucro Líquido
(-) Equiv Patrim 10.000 (-) Equiv Patrim 15.000 Sd 38.000.000 2.000.000 ②② 2.000.000 15.000 ①
BASE DE CÁLCULO - BASE DE CÁLCULO - Sd 36.000.000 - 1.985.000
IRPJ/CSLL - 34% - IRPJ/CSLL - 34% -

DEPOIS DA LEI 12.973/14


ANO DA COMPRA ANO SEGUINTE AO DA COMPRA

DRE Caixa IRPJ/CSLL a Pagar DRE Caixa IRPJ/CSLL a Pagar


100.000.000 ❶

Investimento Investimento
(+) Equiv Patrim 10.000 ❶ 60.000.000 Venda (+) Equiv Patrim 15.000 Sd 60.010.000 Venda
(-) Amort Mais Valia 990.000 ① 10.000 (-) Amort Mais Valia 990.000 ① 15.000
(-) Impairment Ágio 1.000.000 Sd 60.010.000 (=) LAIR/CSLL - 975.000 Sd 60.025.000
(=) LAIR/CSLL - 1.980.000 Custo (-) IRPJ/CSLL - 34% - (b) - Custo
(-) IRPJ/CSLL - 34% - Mais Valia Lucro líquido (a) - (b) - 975.000 Sd 60.025.000
Prejuízo líquido - 1.980.000 ❶ 30.000.000 10.200.000 ❷
Sd 19.800.000 Lucro Líquido IRPJ/CSLL - LALUR/LACS: Mais Valia Lucro Líquido
IRPJ/CSLL - LALUR/LACS: 990.000 ②② 990.000 10.000 ① LAIR/CSLL - 975.000 Sd 18.810.000 ② 990.000 15.000 ①
LAIR/CSLL - 1.980.000 Sd 18.810.000 ❻ 1.000.000 (+) Amort Mais Valia 990.000 990.000 ② - 975.000
(+) Amort Mais Valia 990.000 1.990.000 10.000 (-) Equiv Patrim 15.000 Sd 17.820.000
(+) Impairment Ágio 1.000.000 Ágio - 1.980.000 BASE DE CÁLCULO -
(-) Equiv Patrim 10.000 ❶ 10.000.000 IRPJ/CSLL - 34% - Ágio
BASE DE CÁLCULO - ❷ 10.200.000 Sd 19.200.000
IRPJ/CSLL - 34% - Sd 20.200.000
1.000.000 ❻ 108
Sd 19.200.000

Governança Corporativa e Tributária, Planejamento Tributário nos Processos de Fusões e Aquisições


63

ANO SEGUINTE AO DA COMPRA INCORPORADORA

01 de JANEIRO DO TERCEIRO ANO


DRE Caixa IRPJ/CSLL a Pagar
Caixa Incorporação
❶ 59.989.000 ❸ 60.025.000 59.989.000 ❶
36.000 ❷
(+) Equiv Patrim 15.000 Venda Investimento 60.025.000 60.025.000
(-) Amortiz Ágio 2.000.000 Investimento Sd 60.025.000 - -
(=) LAIR/CSLL - 1.985.000 Sd 60.010.000 60.025.000 ❸
(-) IRPJ/CSLL - 34% - (b) - ① 15.000 Custo Sd -
Lucro líquido (a) - (b) - 1.985.000 Sd 60.025.000
Ágio
Sd 36.000.000
IRPJ/CSLL - LALUR/LACS:
LAIR/CSLL - 1.985.000
(+)Amortiz Ágio 2.000.000 Ágio Lucro Líquido
Imobilizado
(-) Equiv Patrim 15.000 Sd 38.000.000 2.000.000 ② ② 2.000.000 15.000 ① ❷
36.000
BASE DE CÁLCULO - Sd 36.000.000 - 1.985.000 Sd 36.000
IRPJ/CSLL - 34% -

DRE Caixa IRPJ/CSLL a Pagar INCORPORADORA


01 de JANEIRO DO TERCEIRO ANO

Caixa Incorporação
Investimento ❶ 59.989.000 ❸ 60.025.000 59.989.000 ❶
36.000 ❷
(+) Equiv Patrim 15.000 Sd 60.010.000 Venda
Investimento 60.025.000 60.025.000
(-) Amort Mais Valia 990.000 ① 15.000 Sd 60.025.000 60.025.000 ❸
(=) LAIR/CSLL - 975.000 Sd 60.025.000 Sd -

(-) IRPJ/CSLL - 34% - (b) - Custo


Mais Valia
Lucro líquido (a) - (b) - 975.000 Sd 60.025.000 Sd 17.820.000
17.820.000 ❹
Sd -
IRPJ/CSLL - LALUR/LACS: Mais Valia Lucro Líquido
LAIR/CSLL - 975.000 Sd 18.810.000 ② 990.000 15.000 ① Ágio
(+) Amort Mais Valia 990.000 990.000 ② - 975.000 Sd 19.200.000

(-) Equiv Patrim 15.000 Sd 17.820.000 Imobilizado


BASE DE CÁLCULO - ❷ 36.000
❹ 17.820.000
IRPJ/CSLL - 34% - Ágio 109
Sd 17.856.000
Sd 19.200.000

INCORPORADORA

01 de JANEIRO DO TERCEIRO ANO

Caixa Incorporação
❶ 59.989.000 ❸ 60.025.000 59.989.000 ❶
36.000 ❷
Investimento 60.025.000 60.025.000
Sd 60.025.000 - -
60.025.000 ❸
Sd -

Ágio INCORPORADA
36.000.000
Sd
Caixa Incorporação
Sd 59.989.000 59.989.000 ❶ ❶ 59.989.000 60.025.000 ❸
Imobilizado
❷ 36.000 - ❷ 36.000
Sd 36.000
60.025.000 60.025.000
INCORPORADORA Imobilizado - -
01 de JANEIRO DO TERCEIRO ANO
Sd 36.000 36.000 ❷
Caixa
❶ 59.989.000
Incorporação
❸ 60.025.000 59.989.000 ❶
Sd -
36.000 ❷
Investimento 60.025.000 60.025.000
Sd 60.025.000 60.025.000 ❸ PL
Sd -
❸ 60.025.000 60.025.000 Sd
Sd
Mais Valia
17.820.000
-
17.820.000 ❹
Sd -

Ágio
Sd 19.200.000

Imobilizado
❷ 36.000
❹ 17.820.000 110
Sd 17.856.000

Governança Corporativa e Tributária, Planejamento Tributário nos Processos de Fusões e Aquisições


64

ANUÊNCIAS PRÉVIAS
BALANÇO PARA FINS SOCIETÁRIOS
EDITAL DE CONVOCAÇÃO
FATO RELEVANTE

Referências:

1) Art. 231 LSA (Anuência Prévia de Debenturistas); Lei 8.884/94, Resoluções 45/07; Lei 12.529/11, Arts. 58 e 88 (Consulta ao CADE);

2) Arts. 122 da LSA e 1.071 do NCC (da Competência Privativa para Deliberar); 123 da LSA e 1.072 e 1.073 do NCC (Competência para
Convocar); 124, § 1 da LSA e 1.152, § 3 do NCC (Convocação); 124, § 4 da LSA e 1.072, § 2 do NCC (Dispensa de Convocação);
124, § 5 da LSA e Instrução CVM 372/02 (Aumento/Interrupção de Prazo de Antecedência de Convocação); 124, § 6 da LSA
(Remessa de Documentos para a B³);

3) Art. 157 da LSA (Dever de Informar), Instruções CVM 358/02, 369/02 e 449/07, 590/17 (Fato Relevante);

4) Instruções CVM 319/99, 320/99 (revogada) e 349/01, 565/15; Parecer de Orientação CVM 35/08 (Deveres Fiduciários dos Admin.
nas Fusões, Cisões e Incorporações); Circulares BACEN 3.017/00 e 3.433/09.

112

Governança Corporativa e Tributária, Planejamento Tributário nos Processos de Fusões e Aquisições


65

ATOS SOCIETÁRIOS
DATA DO EVENTO SOCIETÁRIO
QUORUM DAS DELIBERAÇÕES
ARQUIVAMENTO DOS ATOS SOCIETÁRIOS
COMUNICADOS
DIREITO DE RETIRADA
DIREITO DOS CREDORES
Referências:

1) Arts. 224 e 225 da LSA e 1.117 do NCC (Protocolo e Justificação);

2) Arts. 129 e 136 da LSA e 1.076 do NCC (Quorum de Deliberação);

3) Art. 130 da LSA e 1.075 do NCC (Arquivamento e Averbação);

4) Arts. 45, 137 e 264 da LSA e arts. 1.031 e 1.077 do NCC (Direito de Retirada);

5) Arts. 232 e 233 da LSA e art. 1.122 do NCC (Direito de Credores);

6) Instruções CVM 319/99, 320/99 e 349/01; Parecer de Orientação CVM 35/08; CPC 15; Circulares BACEN 3.017/00 e 3.433/09.
113

• BALANÇO PARA FINS TRIBUTÁRIOS


• ENTREGA DA DCTF, DIRF, ECD, EFD-ICMS/IPI, ECF, EFD-CONTRIBUIÇÕES
• PAGAMENTO DO IRPJ, CSLL, PIS e COFINS

Referências:
1) Arts. 235 do RIR/99; Arts. 31, 239 e 240 da IN RFB 1.700/17 (Balanço para fins Tributários na Data do Evento);
2) Art. 5º da IN RFB 1.599/15; ADE CODAC 16/17 (DCTF - até o 15º dia útil do 2º mês subsequente ao de ocorrência dos fatos geradores. A
obrigatoriedade de entrega não se aplica à incorporadora, nos casos em que incorporadora e incorporada estejam sob o mesmo controle
societário desde o ano-calendário - AC anterior ao do evento).
3) IN RFB 1.297/12; ADE COFIS 72/17 (DIRF - último dia útil do mês subsequente ao evento societário);
4) IN RFB 1.700/17 (ECD – último dia útil do mês subsequente ao evento societário. A obrigatoriedade de entrega não se aplica à incorporadora,
nos casos em que incorporadora e incorporada estejam sob o mesmo controle societário desde o AC anterior ao do evento. Eventos
ocorridos de janeiro a abril do AC, até o último dia útil do mês de maio daquele ano).
5) Ajuste SINIEF 2/2009 (EFD – ICMS/IPI - até o 5º dia do mês subsequente ao encerramento do mês da apuração. A obrigatoriedade se estende à
incorporadora, cindida ou resultante da cisão ou fusão. A administração tributária da UF poderá alterar o prazo); Portaria CAT 147/09 - Deverá
ser enviado até o dia 20 do mês subsequente ao período a que se refere.
6) IN RFB 1.422/13; Arts. 239 e 240 da IN RFB 1.700/17 (ECF – último dia útil do 3º mês subsequente ao evento societário. A obrigatoriedade de
entrega não se aplica à incorporadora, nos casos em que incorporadora e incorporada estejam sob o mesmo controle societário desde o AC
anterior ao do evento. Eventos ocorridos de janeiro a abril do AC, até o último dia útil do mês de julho do referido ano).
7) IN 1.252/12, 1.280/12, 1.305/12 e 1.387/13 (EFD-Contribuições - até o 10º dia útil do 2º mês subsequente ao que se refira a escrituração).
8) Arts. 239 e 240 da IN RFB 1.700/17 (Pagamento, em cota única, do IRPJ e da CSLL – último dia útil do mês subsequente ao evento societário);
114

Governança Corporativa e Tributária, Planejamento Tributário nos Processos de Fusões e Aquisições


66

(1) A incorporação, fusão ou cisão


da companhia emissora de
debêntures em circulação
dependerá da prévia aprovação dos
debenturistas, reunidos em
assembleia convocada com esse
fim.

DEBENTURISTAS
Art. 231 da LSA

(2) Será dispensada a aprovação, se


(3) A cindida e as
assegurado aos debenturistas que o
sociedades que absorverem
desejarem, durante o prazo mínimo de
parcelas do seu patrimônio
06 meses a contar da data da
responderão solidariamente
publicação das atas das AGEs relativas
pelo resgate das
à operação, o resgate das debêntures
debêntures.
de que forem titulares.

115

PAUTA/MEMÓRIA DA 44ª REUNIÃO PÚBLICA ORDINÁRIA DA DIRETORIA DE 2017 Data: 21-


11-17.
(...) 4. Processo: 48500.003473/2016-20 (...);
Decisão: A Diretoria, por unanimidade, decidiu autorizar o agrupamento das áreas de
concessão das empresas Cia. Jaguari de Energia - CPFL Jaguari, Cia. Força e Luz de Mococa -
CPFL Mococa, Cia. Leste Paulista de Energia - CPFL Leste Paulista, Cia. Sul Paulista de Energia
- CPFL Sul Paulista e Cia. Força e Luz Santa Cruz - CPFL Santa Cruz, a partir de 01-01-18,
condicionada à apresentação, até 10 de janeiro de 2018, pela CPFL Sul Paulista, de expediente
que ateste o atendimento dos parâmetros de qualidade....(...), com apuração finalizada do ano
de 2017.
Ato(s) Administrativo(s): Resolução Autorizativa nº 6.723/2017 (21-11-17).
ANEEL
Resolução Autorizativa nº 6.723/2017
O DIRETOR-GERAL DA ANEEL – (...), no uso de suas atribuições regimentais, ...(...), resolve:
Art 1º Ficam agrupadas, a partir de 01-01-18, as áreas de concessão atualmente previstas nos
Contratos de Concessão para Prestação do Serviço Público de Distribuição de Energia Elétrica nºs.
15/99, 17/99, 18/99, 19/99 e 21/99, titularizadas, respectivamente, pela CPFL Jaguari, pela CPFL
Mococa, pela CPFL Leste Paulista, pela CPFL Sul Paulista e pela CPFL Santa Cruz.
Art. 2º Anuir à incorporação societária das concessionárias CPFL Mococa, CPFL Leste Paulista, CPFL
Sul Paulista e CPFL Santa Cruz pela CPFL Jaguari, mediante as respectivas versões dos ativos e
passivos das concessionárias incorporadas para a incorporadora, que sucederá as incorporadas em
todas as obrigações regulatórias.
§ 1º A incorporação deve ser implementada em até 180 dias, contados de 01-01-18. (...).
116

Governança Corporativa e Tributária, Planejamento Tributário nos Processos de Fusões e Aquisições


67

(1) atos de concentração econômica em que, cumulativamente:


- pelo menos 01 dos grupos envolvidos tenha, no último balanço, faturamento
bruto anual ou volume de negócios total no País, ≥ a R$ 400 milhões; e,
- pelo menos 01 outro grupo envolvido tenha registrado, no último balanço,
faturamento bruto anual ou volume de negócios total no País, ≥ a R$ 30 milhões.

(5) O Conselheiro-Relator
poderá autorizar, precária (2) O controle dos
e liminarmente, a atos de concentração
realização do ato de será prévio e realizado
concentração econômica, CADE em, no máximo, 240
impondo condições que dias, a contar do
visem à preservação da Lei 12.529/11, protocolo de petição
reversibilidade da Arts. 58 e 88 ou de sua emenda.
operação, quando assim
recomendarem as
condições do caso
concreto (3) Os atos que se
(4) Até a decisão subsumirem ao disposto
final, deverão ser no caput deste artigo
preservadas as não podem ser
condições de consumados antes de
concorrência apreciados.
117

COMUNICAÇÃO à CVM e à B³ e
PUBLICAÇÃO de FATO RELEVANTE

Os admin. da S/A aberta são obrigados a comunicar imediatamente à B³ e a


divulgar pela imprensa qualquer deliberação da AG ou dos órgãos de admin.,
o fato relevante ocorrido nos seus negócios, que possa influir, de modo
ponderável, na decisão dos investidores do mercado de vender ou comprar
valores mobiliários emitidos pela cia.
Os admin. poderão recusar-se a prestar a informação, ou deixar de divulgá-
la, se entenderem que sua revelação porá em risco interesse legítimo da cia,
cabendo à CVM, a pedido dos admin., de acionista, ou por iniciativa própria,
decidir sobre a prestação de informação e responsabilizar os admin., se for o
caso (Art. 157 LSA).

Cumpre ao DRI enviar à CVM, por meio de sistema eletrônico disponível na


página da CVM, e, se for o caso, à B³ e entidade do mercado de balcão organizado
em que os valores mobiliários de emissão da cia. sejam admitidos à negociação,
qualquer ato/fato relevante ocorrido ou relacionado aos seus negócios, bem
como zelar por sua ampla e imediata disseminação, simultaneamente em todos
os mercados em que sejam admitidos à negociação.
Os atos/fatos relevantes podem, excepcionalmente, deixar de ser divulgados se
os acionistas controladores ou os admin. entenderem que porá em risco interesse
legítimo da cia. (Arts. 3º e 6º da Instrução CVM 358/02).
118 118

Governança Corporativa e Tributária, Planejamento Tributário nos Processos de Fusões e Aquisições


68

• Compete ao CA, se houver, ou aos diretores, convocar a AG, mediante


anúncio publicado por 03 vezes, no mínimo, contendo, além do local, data
e hora da AG, a ordem do dia (na Ltda, a convocação deve ser feita pelos
EDITAL DE CONVOCAÇÃO

Administradores).
Arts. 1.072 e 1.152 do CC)
(Art. 123 e 124 da LSA

• A 1ª convocação deverá ser feita:


Na cia. Fechada e na Ltda, com 08 dias de antecedência, no mínimo,
contado o prazo da publicação do 1º anúncio. Não se realizando a
assembleia, será publicado novo anúncio, de 2ª convocação, com
antecedência mínima de 05 dias;
Na cia. aberta, o prazo de antecedência da 1ª convocação será de 15
dias e o da 2ª convocação de 08 dias.

• Independentemente das formalidades previstas, será considerada regular


a AG a que comparecerem todos os acionistas (na Ltda, quando todos os
sócios comparecerem ou se declararem, por escrito, cientes do local,
data, hora e ordem do dia).
119

A CVM poderá:
EDITAL DE CONVOCAÇÃO
Instrução CVM 372/02)

Aumentar, para até 30 dias, a contar da data em que os


(Art. 123 e 124 da LSA

documentos relativos às matérias a serem deliberadas forem


colocados à disposição dos acionistas, o prazo de antecedência de
publicação do 1º anúncio de convocação da AG de cia. aberta,
quando esta tiver por objeto operações que, por sua complexidade,
exijam maior prazo para que possam ser conhecidas e analisadas;

Interromper, por até 15 dias, o curso do prazo de antecedência da


convocação de AGE de cia. aberta, a fim de conhecer e analisar as
propostas a serem submetidas à AG e, se for o caso, informar à
cia., até o término da interrupção, as razões pelas quais entende
que a deliberação proposta à AG viola dispositivos legais ou
regulamentares.

120

Governança Corporativa e Tributária, Planejamento Tributário nos Processos de Fusões e Aquisições


69

JUSTIFICAÇÃO - Os motivos ou fins da operação, e o interesse da


(Art. 225 da LSA e companhia na sua realização;
Art. 1.117 do CC)

As operações de - As ações que os acionistas preferenciais receberão e as


incorporação, razões para a modificação dos seus direitos, se prevista;
fusão e cisão
serão submetidas
à deliberação da - A composição, após a operação, segundo espécies e
AG das classes das ações, do capital das companhias que deverão
companhias emitir ações em substituição às que se deverão extinguir;
interessadas
mediante
justificação, na
- O valor de reembolso das ações a que terão direito os
qual serão
acionistas dissidentes.
expostos:

122

Governança Corporativa e Tributária, Planejamento Tributário nos Processos de Fusões e Aquisições


70

- Para fins de recepção do acervo líquido fusionado, incorporado


ou cindido e de relação de troca de participações societárias;

AVALIAÇÃO
- O critério de avaliação para a relação de troca não tem que ser,
DO necessariamente, o mesmo adotado para a incorporação ao capital
da sociedade sucessora;
PATRIMÔNIO
- Pode-se adotar o valor econômico (o fluxo de caixa descontado é
(Arts. 1.117 e 1.120
o + utilizado) para relação de troca, e o contábil para recepção do
do CC; acervo líquido pela sucessora (evitando-se o ganho de capital
Art. 8º da LSA;
tributável);
Item 6.2 do PN CST
51/79;
- O CC, embora prevendo a necessidade de nomeação de peritos
para fins de avaliação do acervo líquido, não entra em detalhes em
Art. 11 da Instrução
CVM 319/99)
relação à emissão do respectivo laudo;

A CVM 319/99 veda a adoção do critério de cotação de bolsa, salvo


se as ações integrarem índices gerais representativos de carteira
de ações admitidos à negociação em bolsas de futuros.
123

QUORUM DE DELIBERAÇÕES

S/A – aprovação de acionistas que representem ½, no mínimo,


de ações com direito a voto, se > quorum não for exigido pelo
estatuto da cia., para deliberação sobre:

LTDA – as deliberações dos sócios serão tomadas pelos votos


correspondentes, no mínimo, a ¾ do capital social:

- Fusão da companhia, ou sua


incorporação em outra; e,

- Cisão da companhia/alteração do
contrato social
Referências: Arts. 129 e 136 da LSA e 1.076 do CC 124

Governança Corporativa e Tributária, Planejamento Tributário nos Processos de Fusões e Aquisições


71

DATA-LIMITE DE ARQUIVAMENTO DOS ATOS SOCIETÁRIOS

S/A – É silente.

LTDA – Cópia da ata autenticada pelos administradores, ou


pela mesa, será, nos 20 dias subsequentes à reunião,
apresentada ao Registro Público de Empresas Mercantis para
arquivamento e averbação.

- Fusão da companhia, ou sua


incorporação em outra; e,

- Cisão da companhia/alteração do
contrato social
125
Referências: Art. 130 da LSA e 1.075 do CC

Fusão e Incorporação: não terá direito de retirada o titular de ação


que tenha liquidez e dispersão no mercado:
DIREITO
- Liquidez, quando a ação, ou certificado que a represente,
DE integre índice geral representativo de carteira de valores
mobiliários admitido à negociação no mercado de valores
RETIRADA mobiliários, no Brasil ou no exterior, definido pela CVM;
- Dispersão, quando o acionista controlador, a sociedade
controladora ou outras sociedades sob seu controle detiverem
Mediante menos da metade da espécie ou classe de ação.
reembolso do
valor das suas Cisão: somente haverá direito de retirada se implicar:
ações:
- Mudança do objeto social, salvo quando o PL cindido for
vertido para sociedade cuja atividade preponderante coincida
(Arts. 45, 137 e com a decorrente do objeto social da cindida;
264 da LSA
e
- Redução do dividendo obrigatório; ou,
arts. 1.031 e 1.077 - Participação em grupo de sociedades;
do CC)
Nas Ltda - terá o sócio que dissentiu o direito de retirar-se da
sociedade, nos 30 dias subsequentes à reunião/assembleia.
126

Governança Corporativa e Tributária, Planejamento Tributário nos Processos de Fusões e Aquisições


72

O estatuto pode estabelecer normas para determinação do reembolso.


Poderá ser < do que valor de PL, se estipulado com base no valor
econômico (VE) da cia., apurado em avaliação
REEMBOLSO (Se VE ˂ Valor Contábil do PL => utilizar VE)

Na incorporação, pela controladora, de controlada, a justificação,


apresentada à AG da controlada conterá o cálculo da substituição das ações
dos acionistas não controladores da controlada, com base no valor do PL
Operação pela qual das ações da controladora e da controlada, avaliados os PL pelos mesmos
a cia. paga aos critérios e data, a preços de mercado, ou em outro critério aceito pela CVM,
acionistas no caso de abertas.
dissidentes de A avaliação dos PL será feita por 03 peritos ou empresa especializada e,
deliberação da AG o nas cias. abertas, por empresa especializada.
valor de suas ações:
Se as relações de substituição das ações dos acionistas não controladores,
previstas no protocolo, forem menos vantajosas, os acionistas dissidentes
da controlada poderão optar pelo PL a preços de mercado.
(Arts. 45, 137 e 264 da
LSA Se relação de troca (Protocolo) <Valor Cont. PL e Valor PL a Merc.
e =>Dissidente pode optar por Valor Cont. PL ou Valor PL a Merc.
arts. 1.031 e 1.077
do CC) Nas Ltda - salvo disposição contratual em contrário, com base na situação
patrimonial da sociedade, à data da resolução, verificada em balanço
especialmente levantado.
127

1) Até 60 dias de publicados


os atos societários, o credor
anterior por ela prejudicado
poderá pleitear judicialmente
a anulação da operação (nas
Ltda – prazo: 90 dias).
4) Ocorrendo, no prazo,
a falência da
incorporadora ou da
sociedade nova, qualquer Direitos dos 2) A consignação em
credor anterior terá o pagamento prejudicará a
direito de pedir a
Credores na anulação pleiteada (o
separação dos PL, para Incorporação mesmo nas Ltda,
serem os créditos pagos ou Fusão inclusive para a cisão).
pelos bens das respectivas
massas (o mesmo nas
Ltda, inclusive para a
cisão). 3) Sendo ilíquida a dívida, a
sociedade poderá garantir-lhe a
execução, suspendendo-se o
processo de anulação (o mesmo nas
Ltda, inclusive para a cisão).

Referências: 1) Arts. 232 e 233 da LSA e art. 1.122 do CC. 128

Governança Corporativa e Tributária, Planejamento Tributário nos Processos de Fusões e Aquisições


73

1) Na cisão total, as sociedades que absorverem parcelas do


seu PL responderão solidariamente pelas obrigações da
extinta. A cindida que subsistir e as que absorverem parcelas
do seu PL responderão solidariamente pelas obrigações da 1ª,
anteriores à cisão.

Direitos dos Credores na Cisão

2) A cisão parcial poderá estipular que as sociedades que


absorverem parcelas do PL da cindida serão responsáveis
apenas pelas obrigações que lhes forem transferidas, sem
solidariedade entre si ou com a cindida, mas, qualquer credor
anterior poderá se opor à estipulação, em relação ao seu
crédito, desde que notifique a sociedade no prazo de 90 dias a
contar da publicação dos atos da cisão.

Referências: 1) Arts. 232 e 233 da LSA e art. 1.122 do CC. 129

O Papel dos Agentes de Governança

Governança Corporativa e Tributária, Planejamento Tributário nos Processos de Fusões e Aquisições


74

O Papel dos Agentes de Governança

ASSEMBLEIA GERAL/REUNIÃO DE SÓCIOS:

1. Aumentar ou reduzir o capital social e reformar o


Estatuto/Contrato Social;
2. Deliberar sobre transformação, fusão,
incorporação, cisão, dissolução e liquidação;
3. Eleger ou destituir, a qualquer tempo, os CA e CF;
4. Tomar, anualmente, as contas dos administradores
e deliberar sobre as demonstrações financeiras.

Fonte: IBGC – Caderno de Melhores Práticas de Governança Corporativa (CMPGC), 2015, pág. 29. 131

O Papel dos Agentes de Governança

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO (CA):

1. Discutir, formatar, definir claramente o Observações:


propósito, os princípios e valores e
zelar por eles; 1. É Obrigatório em Cias. Abertas, Soc. de
Cap. Autorizado e Soc. de Ec. Mista (Lei
2. Dar o direcionamento estratégico, das S/A, arts. 138, §2º e 239);
monitorar e apoiar a diretoria na
implementação das ações;
2. Sugere-se a sua implantação em
3. Monitorar o desempenho financeiro e
Empresas Fechadas:
operacional e a atuação da diretoria;
a. de grande porte e complexidade
4. Assegurar que a diretoria identifique, societária; e,
mitigue e monitore os riscos e a b. que visem atingir estágio avançado
integridade do sistema de controles de governança e profissionalização.
internos;
Fonte: IBGC – CMPGC, 2015, p. 40 e 41. 132

Governança Corporativa e Tributária, Planejamento Tributário nos Processos de Fusões e Aquisições


75

O Papel dos Agentes de Governança

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO:

5. Aprovar fusões e aquisições;


6. Assegurar que as demonstrações financeiras
expressem com fidelidade e clareza a situação
econômica, financeira e patrimonial;
7. Escolher e avaliar a empresa de auditoria
independente;
8. Revisar periodicamente as práticas de governança.

Fonte: IBGC – CMPGC, 2015, p. 40 e 41 e Caderno de Gerenciamento de Riscos Corporativos - CGRC, 2017, p. 26. 133

O Papel dos Agentes de Governança


FISCALIZ. E CONTR. - CONSELHO FISCAL:
1. Fiscalizar atos dos admin. e verificar cumprimento de deveres legais e
estatutários;
2. Opinar sobre as propostas dos órgãos da administração, relativas a
modificação do capital social, emissão de debêntures ou bônus de subscrição,
planos de investimento ou orçamentos de capital, distribuição de dividendos,
transformação, incorporação, fusão ou cisão;
3. Denunciar à admin., e à assembleia, erros, fraudes ou crimes, além de sugerir
providências;
4. Analisar e opinar, ao menos trimestralmente, o balancete e demais
demonstrações financeiras;
Observações:
1. É Obrigatório em S/A . Permanente, ou instalado nos exercícios sociais em que houver pedido de
acionistas. O Estatuto disporá sobre o seu funcionamento (Lei das S/A, art. 161 a 165);
2. Permanente em Soc. de Economia Mista (Lei das S/A, art. 240).
134
Fonte: IBGC – CMPGC, 2009, p. 84 e 85.

Governança Corporativa e Tributária, Planejamento Tributário nos Processos de Fusões e Aquisições


76

O Papel dos Agentes de Governança


ÓRGÃOS DE FISCALIZ. E CONTR. - AUDITORIA INDEPENDENTE:

• As dem. financ. das S.A. abertas observarão, ainda, as normas da CVM e


serão obrigatoriamente submetidas a auditoria independente nela
registrada.
• As dem. consolidadas de grupo de sociedades que inclua S.A. aberta serão
obrigatoriamente submetidas a auditoria independente nela registrada, e
observarão as normas expedidas por essa comissão.
• Aplicam-se às sociedades de grande porte, ainda que não constituídas sob
a forma de S.A., as disposições da LSA, sobre escrituração e elaboração de
dem. Financ. e a obrigatoriedade de auditoria independente registrada na
CVM.
• Considera-se de grande porte, a sociedade ou conjunto de sociedades sob
controle comum que tiver, no exerc. Soc. anterior, ativo total > R$ 240
MM ou receita bruta anual > R$ 300 MM.
Fonte: LSA: art. 177, §3º e art. 275, §4º; Lei nº 11.638/07, art. 3º. 135

JUROS SOBRE O CAPITAL PRÓPRIO

LUCROS/DIVIDENDOS

Referências: 1) Arts. 347, 373 e 668 (Juros sobre Capital Próprio) e 379 a 383, 388, 692 e 693 (Lucros/Dividendos) do RIR/99;
2) Arts. 189 a 205 da LSA; Art. 59 da Lei 11.941/09;
3) Deliberação CVM 683/12 e Circular BACEN 2.739/97.
4) Arts. 75 e 76 da IN RFB 1.700/17
136

Governança Corporativa e Tributária, Planejamento Tributário nos Processos de Fusões e Aquisições


77

DRE R$
Receita Líquida de Venda de Mercadorias 25.000.000
(-) CMV -12.500.000
(+) Resultado Positivo de Equivalência Patrimonial 4.500.000
(-) Depreciação da Lancha Não Utilizada nas Ativ Operacionais -25.000
(-) Despesas Sem Comprovação -800.000
(+) Dividendos Recebidos - Investida D 450.000
(-) Multa de Trânsito -10.000
(-) Despesas Operacionais -2.000.000
(-) Desp. Juros Sobre o Capital Próprio (dentro do Teto Máximo) -2.500.000
(=) Lucro Antes do IRPJ e CSLL (LAIR/ CSLL) 12.115.000

137

TETO MÁXIMO:
• Dedução, para fins de IRPJ e CSLL, dos juros pagos ou creditados
individualmente a titular, sócios ou acionistas, como remuneração do capital
próprio, calculados: PL x variação pro rata dia da TJLP.
CONTAS DO PL:
• PL (capital social + reservas de capital + reservas de lucros - ações em
tesouraria - prejuízos acumulados)
VALOR A PAGAR - DEDUTIBILIDADE:
• Não poderá exceder, a 50% do maior entre os seguintes valores:
Do lucro líquido do exercício antes da dedução dos juros, caso estes
sejam contabilizados como despesa no período-base; ou,
Do somatório dos lucros acumulados e reservas de lucros.
• Os juros pagos ou creditados ficarão sujeitos ao IRRF, a 15%.
• A capitalização do valor creditado, líquido do IRRF, não prejudica a dedução
dos juros.
138

Governança Corporativa e Tributária, Planejamento Tributário nos Processos de Fusões e Aquisições


78

JUROS Carga DIVIDENDOS Carga


Investidores IR/CSL PIS/COFINS IRRF Tribut IR/CSL PIS/COFINS IRRF Tribut
Sócios
PESSOA FÍSICA 0,00% 0,00% 15,00% 15,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00%
Pessoas Físicas
INVESTIDA - LR -34,00% 0,00% 0,00% -34,00% 34,00% 0,00% 0,00% 34,00%

Empresa Investida Desemb Desemb


Lucrativa Total Total
Lucro Real
PF + INVESTIDA -34,00% 0,00% 15,00% -19,00% 34,00% 0,00% 0,00% 34,00%

139

JUROS Carga DIVIDENDOS Carga


Empresa Investidora
IR/ CSL PIS/COFINS IRRF Tribut IR/ CSL PIS/COFINS IRRF Tribut
Deficitária
PJ - LR - DEFICITÁRIA 0,00% 9,25% 15,00% 24,25% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00%
Lucro Real
INVESTIDA - LR -34,00% 0,00% 0,00% -34,00% 34,00% 0,00% 0,00% 34,00%
Empresa Investida
Desemb Desemb
Lucrativa Total Total
Lucro Real
PJ LR DEFIC + INVEST -34,00% 9,25% 15,00% -9,75% 34,00% 0,00% 0,00% 34,00%

140

Governança Corporativa e Tributária, Planejamento Tributário nos Processos de Fusões e Aquisições


79

Pessoas Físicas
JUROS Carga DIVIDENDOS Carga
IR/CSL PIS/COFINS IRRF Tribut IR/CSL PIS/COFINS IRRF Tribut

Holding Familiar PJ - LR - LUCRATIVA 30,86% 9,25% 15,00% 40,11% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00%

Lucrativa
Lucro Real INVESTIDA - LR -34,00% 0,00% 0,00% -34,00% 34,00% 0,00% 0,00% 34,00%

PJ LR LUCR + INVESTIDA 30,86% 9,25% 0,00% 40,11% 34,00% 0,00% 0,00% 34,00%
Empresa Investida JCP
Acréscimo da Carga Tributária Consolidada 6,11%
Lucrativa
Lucro Real

141

JUROS Carga DIVIDENDOS Carga


Pessoas Físicas IR/CSL PIS/COFINS IRRF Tribut IR/CSL PIS/COFINS IRRF Tribut

PESSOAS FÍSICAS 0,00% 0,00% 15,00% 15,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00%

JCP
Holding Familiar PJ - LR - LUCRATIVA 0,00% 9,25% 0,00% 9,25% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00%
Lucrativa
INVESTIDA - LR -34,00% 0,00% 0,00% -34,00% 34,00% 0,00% 0,00% 34,00%
Lucro Real

JCP
Empresa Investida
PJ LR LUCR + INVESTIDA -34,00% 9,25% 15,00% 24,25% 34,00% 0,00% 0,00% 34,00%
Lucrativa
Lucro Real Acréscimo da Carga Tributária Consolidada -9,75%

142

Governança Corporativa e Tributária, Planejamento Tributário nos Processos de Fusões e Aquisições


80

Pessoas Físicas
JUROS Carga DIVIDENDOS Carga
IR/CSL PIS/COFINS IRRF Tribut IR/CSL PIS/COFINS IRRF Tribut
JCP

Holding Familiar PESSOAS FÍSICAS 0,00% 0,00% 15,00% 15,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00%
Lucrativa
Lucro Real PJ - LR - LUCRATIVA 0,00% 9,25% 0,00% 9,25% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00%

JCP
Holding Administrativa PJ - LR - LUCRATIVA 0,00% 9,25% 0,00% 9,25% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00%
Lucrativa
Lucro Real INVESTIDA - LR -34,00% 0,00% 0,00% -34,00% 34,00% 0,00% 0,00% 34,00%

PJ LR LUCR + INVESTIDA -34,00% 18,50% 15,00% 33,50% 34,00% 0,00% 0,00% 34,00%
JCP
Empresa Investida
Acréscimo da Carga Tributária Consolidada -0,50%
Lucrativa
Lucro Real
143

LIMITES DO PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO

NORMA ANTIELISÃO:

A autoridade administrativa poderá desconsiderar atos ou negócios


jurídicos praticados com a finalidade de dissimular a ocorrência do
fato gerador do tributo ou a natureza dos elementos constitutivos
da obrigação tributária, observados os procedimentos a serem
estabelecidos em lei ordinária.

EXPOSIÇÃO DE MOTIVOS:

Esta mudança teria por finalidade permitir à autoridade


administrativa desconsiderar atos praticados com a finalidade de
elisão, sendo instrumento eficaz de combate aos planejamentos
tributários em que ocorra abuso de forma ou abuso de direito.
Referências: 1) Norma Antielisão - PU do Art. 116 do CTN, introduzido pela LC 104/01; 2) Princípio da Legalidade – Inc. I do Art. 150 da CF/88 .
144

Governança Corporativa e Tributária, Planejamento Tributário nos Processos de Fusões e Aquisições


81

LIMITES DO PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO

Da Legalidade (está vinculado ao anterior):


• Impossibilidade de exigência ou aumento de tributo senão em
virtude da Lei.

Da Tipicidade (está vinculado aos anteriores):


• A figura da tributação vem completamente definida em todos
os seus elementos (só desta forma, podemos realizar
materialmente o princípio da legalidade e da segurança
jurídica). 145

ENFOQUE ADOTADO PELO CARF

• Passou analisar – além da Forma – o


Contexto da Operação (Propósito Negocial);

• A tentativa de neutralização de efeitos


indesejáveis se manifesta nas estruturas
que contemplam um “fazer” e “desfazer” da
mesma operação, sem que haja causa real
para tanto.

146

Governança Corporativa e Tributária, Planejamento Tributário nos Processos de Fusões e Aquisições


82

ENFOQUE ADOTADO PELO CARF

• A distância temporal entre os atos, especialmente em


operações de reestruturação societária ou de empresas que
contempla várias etapas. Contratos de associação de duração
efêmera (muitas vezes de horas), adotadas para evitar a
tributação sobre o ganho de capital na alienação de bens, em
que as circunstâncias de fato indicam que a substância do ato
praticado não era de um contrato de sociedade;

• A adoção de determinada forma jurídica para viabilizar


determinados negócios empresariais, ainda que motivada por
razões de economia fiscal, deve-se fazer acompanhar da
implementação, na prática, de estrutura operacional
compatível;
• 147

ENFOQUE ADOTADO PELO CARF

• A adoção, entre partes relacionadas, de parâmetros


notoriamente diferentes daqueles de mercado (ainda que
não haja proibição expressa) pode indicar caráter irreal
ou não verdadeiro da operação;

• A existência de motivações extrafiscais (propósito


negocial) para a prática de estruturas que tenham por
motivação exclusivamente fiscal, embora não
determinante, é elemento que contribui para atestar sua
conformação com a realidade e, em conseqüência,
afastar a caracterização do vício de simulação;

148

Governança Corporativa e Tributária, Planejamento Tributário nos Processos de Fusões e Aquisições


83

ENFOQUE ADOTADO PELO CARF

• Inúmeros julgados dos Conselhos de Contribuintes,


inspirados por parte da doutrina e pela experiência
estrangeira iniciada nos Estados Unidos a partir do
propósito negocial (business purpose test), têm dado
relevo à falta de propósito negocial ou motivação
exclusivamente fiscal como índice caracterizador da
simulação.

149

Obrigado!

CONTATOS

Prof. Arnaldo Marques de Oliveira Neto, Ph.D.

(11) 2338-9558
(11) 99470-2055

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150

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(13) 2127-0001

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membro do sua responsabilidade
programa
GHG Protocol
ambiental, utiliza papel
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Este selo não valida as informações
reciclado para apoiar a
contidas no inventário e não qualifica a
organização quanto a seu desempenho na
gestão das emissões, mas sim quanto à
reutilização dos
abrangência do inventário produzido pela
organização no referido ano. recursos florestais.

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