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1) SISTEMA TRIBUTÁRIO BRASILEIRO


1.1)Legislação Básica
1.2)Competência Tributária
1.3)Distribuição da Arrecadação
1.4)Princípios e Limitações ao Poder de Tributar.

1.1) LEGISLAÇÃO BÁSICA

O sistema Tributário é regido pelo disposto pelos artigos 145 a 162, da


Constituição Federal de 5.10.88, Lei nº 5.172, de 26.10.66 (Código Tributário
Nacional), leis complementares, resoluções do Senado Federal e, nos limites de
suas respectivas competências, em leis federais, nas Constituições e leis
estaduais, e em leis municipais (artigo 2º do CTN).

1.2) COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA

CONCEITO: “COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA é o direito de instituir tributos,


na conformidade do fato gerador do mesmo, designando os sujeitos passivos,
fixando as alíquotas, bases de cálculo e cominando penas”.
A competência tributária é INDELEGÁVEL, salvo as atribuições de
arrecadar ou fiscalizar tributos, executar leis, serviços, atos ou decisões
administrativas (art. 7º do CTN).
O não exercício da competência tributária não a defere à pessoa de direito público
diversa daquela a quem a Constituição a tenha atribuído (art. 8º do CTN).
A competência tributária é matéria eminentemente constitucional, taxativa e
exaustivamente prevista, de sorte que haverá conflito de competência na medida em
que um ente político arvorar-se de competência alheia.
Nesse sentido, reiterando a assertiva de que todas as competências
tributárias são previstas na Constituição Federal, conclui-se que "a pessoa
política não pode usurpar competência tributária alheia, nem aquiescer que sua
própria competência tributária venha a ser utilizada por outra pessoa política”.
Compete, portanto, à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos
Municípios instituir, além dos impostos previstos na Constituição Federal, Taxas
e Contribuições de Melhoria.

Em relação aos IMPOSTOS, a competência está assim distribuída:

1.2.1) À UNIÃO (ARTIGO 153 CF/88)

I - IMPORTAÇÃO DE PRODUTOS ESTRANGEIROS;


II - EXPORTAÇÃO DE PRODUTOS NACIONAIS OU NACIONALIZADOS;
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III – SOBRE A RENDA E PROVENTOS DE QUALQUER NATUREZA;
IV – SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS;
V – SOBRE OPERAÇÕES DE CRÉDITO, CÂMBIO E SEGURO, OU
RELATIVOS A TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS;
VI – TERRITORIAL RURAL (ITR);
VII – SOBRE GRANDES FORTUNAS;

1.2.2) AOS ESTADOS E AO DISTRITO FEDERAL (ARTIGO 155 CF/88)

I – TRANSMISSÃO CAUSA MORTIS E DOAÇÃO, DE QUAISQUER BENS OU


DIREITOS;
II – OPERAÇÕES RELATIVAS À CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E
SOBRE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE TRANSPORTES INTERESTADUAIS E
INTERMUNICIPAIS E DE COMUNICAÇÃO (ICMS);
III – PROPRIEDADE DE VEÍCULOS AUTOMOTORES (IPVA);

1.2.3) AOS MUNICÍPIOS (ARTIGO 156 CF/88)

I – PROPRIEDADE PREDIAL E TERRITORIAL URBANA (IPTU);


II – TRANSMISSÃO INTER VIVOS, A QUALQUER TÍTULO, POR ATO
ONEROSO, DE BENS IMÓVEIS, POR NATUREZA OU ACESSÃO FÍSICA, E DE
DIREITOS REAIS SOBRE IMÓVEIS;
IV – SERVIÇOS DE QUALQUER NATUREZA.

1.3) DISTRIBUIÇÃO DA ARRECADAÇÃO

Alguns impostos têm parte de sua arrecadação destinada a outra


pessoa jurídica de direito público por determinação da própria
Constituição Federal.

A) A união distribuirá aos Estados, Distrito Federal e aos Municípios


(art. 159, CF/88):

1) DO IMPOSTO DE RENDA E DO IPI:


21,5% ao Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal.
22,5% ao Fundo de Participação dos Municípios;
3,0% ao Fundo especial de Desenvolvimento do Norte, Nordeste e Centro -
Oeste.

2) DO IMPOSTO DE RENDA (além da parcela do item 1, acima):


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O produto da arrecadação incidente na fonte, sobre os rendimentos pagos,
a qualquer título, por eles, suas autarquias e pelas fundações que instituírem e
mantiverem (artigo 157, I CF/88).
Um por cento (1%) ao Fundo de Participação dos Municípios, que será
entregue no primeiro decêndio do mês de dezembro de cada ano; (art. 159,
CF/88)(Incluído pela Emenda Constitucional nº 55, de 2007)

3) DO IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS (IPI);


10% s/o produto de sua arrecadação, aos Estados e ao Distrito Federal
(artigo 159, II CF/88).

4)DOS IMPOSTOS INOMINADOS: (art. 157, II, CF)


20% do produto da arrecadação, quando criados, aos Estados e Dist.
Federal.

5) DO IMPOSTO TERRITORIAL RURAL (ITR): (art. 158, inciso II, CF)


50% do produto da arrecadação aos Municípios onde os imóveis forem
situados.

B) Os Estados distribuirão aos Municípios:

1) DO IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERV. DE


TRANSP. INTERESTADUAIS E INTERMUNICIPAIS E DE COMUNICAÇÕES
(ICMS) – (ARTIGO 158, IV CF/88):
25% do produto da arrecadação ao Fundo de Participação dos Municípios.

2) DO IPI (artigo 159 § 3º da CF/88):


25 % do produto da arrecadação que recebem da União como repasse do
IPI.

3) DO IMP. S/PROPRIEDADES DE VEÍCULOS AUTOMOTORES (IPVA):


50 % do produto da arrecadação deste imposto pelo Estado (artigo 158, III
da CF/88).

1.4) PRINCÍPIOS E LIMITAÇÕES AO PODER DE TRIBUTAR

As limitações à competência tributária, previstas nos artigos 9º a 11 do


CTN, consistem em princípios e normas jurídicas, consubstanciadas em
vedações constitucionais, que têm por objetivo a garantia do cidadão contra o
abuso do poder de tributar do Estado.
Cumpre registrar que princípios constitucionais são "aqueles que guardam
os valores fundamentais da ordem jurídica”. Isto só é possível na medida em que
estes não objetivam regular situações específicas, mas sim desejam lançar a sua
força sobre todo o mundo jurídico.
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1.4.1) Princípio da Legalidade:

Também denominado de princípio da reserva legal (arts. 5º, II e 150, I, da


Constituição Federal, e o art. 97, do CTN), preceitua que não há tributo sem lei
que o institua ou o majore.
Desta forma, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos
Municípios instituir ou majorar tributos sem que a lei o estabeleça.
Com efeito, "está implícita como princípio de direito tributário a exigência
da lei como fundamento da tributação", de sorte que não há falar em criar,
majorar ou extinguir tributo senão por intermédio de lei.

1.4.2) Princípio da isonomia

Inserto no art. 150, inciso II, da CF/88, veda o tratamento desigual entre
contribuintes que se encontrem em situações equivalentes. Esse princípio é
corolário do princípio geral de que todos são iguais perante a lei, sem qualquer
distinção, conforme disposto no art. 5º da Carta Política.
Desta forma, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos
Municípios instituir tratamento desigual a quem estiver em situação de
igualdade.

1.4.3) Princípio da irretroatividade da lei:

Este princípio encontra-se sob o abrigo do art. 150, III, alínea “a”, da
CF/88.
O aludido princípio veda a cobrança de tributos relativos a fatos geradores
ocorridos antes da vigência da lei. Em conseqüência, a legislação tributária
aplica-se, imediatamente, aos fatos geradores futuros e aos pendentes.

1.4.4) Princípio da anterioridade da lei:

Encontra-se sob o abrigo do art. 150, III, alínea “b”, da CF/88 e no o art. 9º,
II, do CTN, e tem o escopo de assegurar a previsibilidade das normas tributárias,
evitando-se surpresas ao contribuinte, de sorte que para ser validamente
incidente sobre os fatos jurídicos ocorridos num determinado período
(geralmente no período fiscal, que coincide com o ano civil) deve ser publicada
no exercício financeiro anterior. Além disso, há de se ter especial atenção a
anterioridade mitigada (“noventena” – 90 dias no mínimo entre a publicação da
lei e a sua aplicação).
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1.4.5) Princípio da vedação do efeito confiscatório:

Previsto no art. 150, IV, da Constituição da República, expurga do


ordenamento jurídico a possibilidade de ocorrer uma tributação extorsiva
correspondente à absorção, total ou parcial, da propriedade pelo Estado, sem
que haja a devida indenização ao contribuinte.

É vedado, ainda, à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos


Municípios:
- Estabelecer limitações ao tráfego, no território nacional, de pessoas ou
mercadorias, por meio de tributos interestaduais ou intermunicipais. (direito de
ir e vir)
VI – Cobrar impostos sobre (IMUNIDADES):
a) patrimônio, renda ou serviços uns dos outros.
b) Templos de qualquer culto.
c) O patrimônio, renda ou serviços de políticos, e de instituições de
educação ou assistência social.
d) Jornais, periódicos e livros e o papel destinado à sua impressão.
Também é vedado à União instituir que não seja uniforme em todo e
território nacional, ou que importe em distinção ou preferência em favor de
determinado Estado ou Município.
A Constituição ainda proíbe aos Estados, Distrito Federal ou municípios
estabelecer diferenças tributárias entre bens de qualquer natureza, em razão de
sua procedência ou destino.
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2 ) TRIBUTOS
2.1) Conceito
2.2) Classificação
2.3) Imposto

2.1) CONCEITO DE TRIBUTOS

“TRIBUTO É TODA A PRESTAÇÃO PECUNIÁRIA COMPULSÓRIA, EM MOEDA


OU CUJO VALOR NELA SE POSSA EXPRIMIR, QUE NÃO CONSTITUA SANÇÃO DE
ATO ILÍCITO, INSTITUÍDA EM LEI E COBRADA MEDIANTE ATIVIDADE
ADMINISTRATIVA PLENAMENTE VINCULADA”. (art. 3º, CTN).

1) PRESTAÇÃO PECUNIÁRIA COMPULSÓRIA


2) EM MOEDA OU CUJO VALOR NELA SE POSSA EXPRIMIR
3) QUE NÃO CONSTITUA A SANÇÃO DE ATO ILÍCITO
4) INSTITUÍDA EM LEI
5) COBRADA MEDIANTE ATIVIDADE ADMINISTRATIVA PLENAMENTE
VINCULADA.
Exame dos elementos:
1) Prestação pecuniária significa que o tributo é uma prestação em dinheiro.
2) Compulsória: o sujeito passivo é obrigado a essa contribuição, não podendo
dela escapar por sua vontade.
3) Em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir: No Brasil, no passado, pagou-
se tributo com minérios e, hoje, pode-se pagar com títulos da Dívida Pública,
duplicatas e até com bens imóveis.
4) Que não constitua sanção de ato ilícito: A sanção de ato ilícito não representa
o poder tributante do Estado, sim outro tipo de autoridade: o direito de punir
(jus puniendi). O fato gerador que dá origem à obrigação tributária deve ser
lícito, pois de outra forma seria a punição de práticas ilegais que não se
configuram na definição de tributo.
5) Instituída em lei: Manifesta-se aqui o princípio da legalidade, isto é, o
determinado pelo Inciso I, do art. 150, da Constituição federal, que consiste na
vedação de instituir tributo sem que a lei o estabeleça.
6) Cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada: Significa
que, embora a obrigação nasça com a ocorrência do fato gerador, a partir
desse instante ela se mantém estática e necessita de um ato da administração
que declare existente (lançamento), para que possa ser objeto de cobrança.
Logo, qualquer atuação administrativa é plenamente vinculada aos ditames da
lei, não podendo afastar-se das autorizações nela expressas.

2.2) CLASSIFICAÇÃO DOS TRIBUTOS:

Os tributos podem ser classificados:


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1) Quanto aos FINS em: fiscais, parafiscais e extrafiscais.
FISCAIS, quando sua cobrança visa somente a arrecadação de recursos
financeiros para os cofres públicos e objetivam a sustentação dos encargos que são
próprios do órgão central da administração.
EXTRAFISCAIS, são aqueles em que se manifestam, com sua cobrança, outros
interesses que não sejam os de simples arrecadação de recursos financeiros. Visam a
correção de situações sociais ou econômicas anômalas. Ex. o imposto de importação
que, conforme a alíquota, visa a proteção de produto nacional similar.
PARAFISCAIS, são os tributos que se destinam à sustentação de encargos
paralelos aos da administração pública direta. Ex: Contribuições para a previdência
social.

2) Quanto à AUTORIDADE COMPETENTE:


Quanto à autoridade de que promana a imposição de tributos, podem estes ser
assim divididos: FEDERAIS, ESTADUAIS e MUNICIPAIS. São distribuídos pela
Constituição Federal em razão da competência.

3) Quanto à ESPÉCIE:
A CF/88 (art. 145) e o CTN (art. 5º), relacionam como tributos: impostos, taxas e
contribuições de melhoria. Porém, em artigos subseqüentes, ambos se referem aos
empréstimos compulsórios e às contribuições parafiscais (ou especiais), incluindo-os no
sistema tributário e sujeitando-os às regras de tributação. Assim, existe uma grande
discussão doutrinária a respeito do caráter tributário dessas duas categorias, sendo
que alguns consideram-nos tributos e outros não.
A seguir, vamos estudar a diferença entre IMPOSTOS, TAXAS, CONTRIBUIÇÕES
DE MELHORIA, EMPRÉSTIMOS COMPULSÓRIOS E CONTRIBUIÇÕES PARAFISCAIS.

3) CATEGORIAS DOS TRIBUTOS

3.1) IMPOSTO

3.1) IMPOSTOS
3.1.1) COMPETÊNCIA
3.1.2) CLASSIFICAÇÃO

IMPOSTO: é o tributo cuja obrigação tem por fato gerador uma situação independente de
qualquer atividade estatal específica, relativa ao contribuinte (art. 16 CTN).
Seu objetivo é a pura e simples captação de riqueza para a Fazenda Pública.

3.1.1) COMPETÊNCIA:
A autorização constitucional para a cobrança dos impostos consta no art.145, I e
§ 1º da Constituição Federal de 1988.
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3.1.2) CLASSIFICAÇÃO:
Conforme as características que cercam a sua exigibilidade, os impostos podem
ser classificados em: ADICIONAL, DIRETO, INDIRETO, FIXO, PROPORCIONAL,
PROGRESSIVO, REGRESSIVO, PESSOAL, REAL.

IMPOSTO DIRETO é aquele em que uma só pessoa reúne as condições de


contribuinte de fato (aquele que arca com o ônus representado pelo tributo) e de
direito (aquele que é responsável pelo cumprimento de todas as obrigações tributárias
previstas na legislação). Ex. imposto de renda devido por declaração. Estes impostos
recaem diretamente sobre o contribuinte, sendo este impossibilitado de transferir
tributariamente o ônus financeiro para terceiros. Ex: IPTU, ITR
IMPOSTO INDIRETO É aquele em que uma pessoa contribui (contribuinte de
fato) e outra que, perante o sujeito ativo da relação, deve cumprir com as obrigações
de controlar, arrecadar e recolher, ficando responsável pelo débito, caso não proceda
como a legislação ordena.
IMPOSTO FIXO é fixado pela lei, independente do valor da mercadoria,
patrimônio ou serviço tributado. Ex: ISS dos autônomos, pagos mensalmente em
valores fixos.
IMPOSTO PROPORCIONAL É aquele em que a alíquota é constante
(igual/uniforme/fixa) e cujo resultado só aumenta à proporção em que aumenta o valor
sobre o qual incide. É um tributo de alíquota inalterável, qualquer que seja o montante
tributável ou a base tributária. Ex. ICMS, IR.
IMPOSTO PROGRESSIVO Diz-se do imposto em que a alíquota aumenta à
proporção que os valores sobre os quais incide são maiores. Um exemplo disto é a
Tabela do Imposto de Renda – Pessoa Física, cuja alíquota varia conforme a renda.
IMPOSTO REGRESSIVO – Diz-se do imposto em que a alíquota diminui à
proporção que os valores sobre os quais incide são maiores.
IMPOSTO PESSOAL é aquele que estabelece diferenças tributárias em função
das condições inerentes ao contribuinte. Incidem sobre a pessoa do contribuinte, e não
sobre a coisa. Ex. Imposto de Renda das Pessoas Físicas.
IMPOSTO REAL é aquele que não leva em consideração as condições inerentes
ao contribuinte, incidindo por igual face a qualquer pessoa. Incidem sobre o bem.
Desconsidera quase que absolutamente a figura do contribuinte.

3.2) TAXAS
3.2.1 Competência
3.2.2 Fato Gerador
3.2.3 Base de Cálculo
3.2.3 Sujeito Passivo
3.2.4 Alíquota
3.2.5 Poder de Polícia.

TAXA: tem o seguinte conceito legal (art. 77, CTN): “As taxas cobradas pela
União, pelos Estados, pelo Distrito Federal e pelos Municípios, no âmbito de suas
respectivas atribuições, têm como fato gerador o exercício regular do poder de polícia
ou a utilização efetiva ou potencial, de serviço público específico e divisível, prestado
ao contribuinte ou posto à sua disposição”.
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3.2.1) COMPETÊNCIA

A autorização constitucional para a cobrança de taxas conta do art. 145, II da


Constituição Federal de 1988.
Portanto, Constituição já se encarregou de definir este tipo de tributo. Por outro
lado, o Código Tributário Nacional, em seu art. 77, também dispõe sobre a matéria,
seguindo a mesma diretriz constitucional.

LIMITAÇÃO CONSTITUCIONAL

A Constituição, no parágrafo 2º, do citado artigo 145, impõe uma limitação ao


definir que “as taxas não poderão ter base de cálculo própria de impostos.”
Isto significa que nenhum fato gerador que sirva de base para a cobrança de
impostos poderá ter a sua base de cálculo utilizada para a cobrança de taxas.

3.2.2) FATO GERADOR

A própria Constituição e o Código Tributário Nacional trazem, na própria


definição os contornos do fato Gerador da taxa, assim:
“em razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização, efetiva ou
potencial, de serviços públicos específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte ou
postos a sua disposição.”
Em resumo, para cobrar alguma espécie de taxa, o poder tributante terá que
contrapor algo devidamente mensurado e individualizado, beneficiando o Sujeito
Passivo ou, no mínimo, posto a sua disposição.

3.2.3) BASE DE CÁLCULO

Para definirmos exatamente a Base de Cálculo das taxas teremos que iniciar pelo
que não pode servir como tal. Assim, as taxas não poderão ter como base de cálculo:
a) a base de cálculo própria dos impostos (art. 145, § 2º da CF/88)
b) não pode ser calculada em função do capital das empresas (art. 77, § único CTN)
Fora aí, a base de cálculo poderá ser estabelecida em lei, desde que não revele
tributação abusiva ou confiscatória.

3.2.4) SUJEITO PASSIVO

Deverão ser contribuintes, em qualquer hipótese, os beneficiários dos serviços


que justifiquem as imposições a título de taxa.

3.2.5) ALIQUOTAS
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As alíquotas das taxas podem ser fixas, proporcionais, progressivas e regressivas.
O mais comum entre elas é se estabelecer o “quantum” tributário através de alíquotas
fixas.

3.2.6) PODER DE POLÍCIA - artigo 78 do CTN.

“Poder de polícia é a faculdade de que dispõe a Administração Pública para


condicionar e restringir o uso e o gozo de bens, atividades e direitos individuais, em
benefício da coletividade e do próprio Estado.” (Hely Lopes Meirelles – Direito
Administrativo Brasileiro, 14ª ed, São Paulo, RT, 1989).
Ex: Taxa de inspeção sanitária (TIS) – cobrada por vários municípios dos
estabelecimentos que possuem instalações sanitárias, como restaurantes, bares,
etc...pela fiscalização realizada pelo poder público nestas mesmas instalações.

3.3) CONTRIBUIÇÃO DE MELHORIA


3.3.1 Competência
3.3.2 Fato Gerador
3.3.3 Sujeito Passivo
3.3.4 Base de Cálculo
3.3.5 Características
3.3.6 Alíquotas

3.3.1) COMPETÊNCIA

A Contribuição de Melhoria, como tributo que se integra na competência comum das


entidades tributantes internas, encontra-se prescrita no Inciso III, do art. 145, da CF/88, assim:
“art. 145 – A União, os Estados, os Estados, Distrito Federal e os Municípios poderão
instituir os seguintes tributos:
I-...
II-...
III – contribuição de melhoria, decorrente de obras públicas.
Nesta construção jurídica fica contido que este tributo decorre da construção de obra
pública e, implícitamente, impõe limites.
Esta imposição se comportará, necessariamente, de forma a não arrecadar mais do que
dispender na elaboração da obra, nem cobrará mais do que valorizar o imóvel situado no campo de
sua influência.

3.3.2) FATO GERADOR

O fato gerador do tributo aqui referido é a valorização imobiliária determinada pela obra
pública. Nada mais do que isto.

3.3.3) SUJEITO PASSIVO


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Além de serem contribuintes os proprietários dos imóveis beneficiados com a valorização, por
decorrência da obra pública realizada pelo poder tributante, respondem pelo pagamento do tributo
os adquirentes e sucessores, a qualquer título, do domínio dos imóveis.

3.3.4) BASE DE CÁLCULO

A base de cálculo do tributo é o quantum da valorização obtida pelo contribuinte em relação


aos imóveis beneficiados pela obra pública. Ele é o limite da cobrança tributária, portanto, só ele
poderá se constituir em elemento econômico básico para a tributação.

3.3.5) CARACTERÍSTICAS

A lei que vier a instituir a Contribuição de Melhoria deverá conter os seguintes requisitos
mínimos (art. 82 CTN):

a) Publicação prévia dos seguintes elementos:


1. memorial descritivo do projeto da obra
2. orçamento do custo da obra
3. determinação da parcela do custo da obra a ser financiado pela contribuição
4. delimitação da zona beneficiada
5. determinação do fator de absorção do benefício da valorização para toda a obra ou para cada
uma das áreas beneficiadas.
6. Fixação de prazo não inferior a 30 (trinta) dias para impugnação pelo interessados, de qualquer
item apresentado
7. Regulamentação do processo administrativo de instrução e julgamento das impugnações
apresentadas pelo interessados, sem prejuízo da apreciação judicial.

b) Notificação de cobrança contendo os elementos contidos no Decreto-Lei nº5.256 de


06/04/1967, especificamento em seu artigo 10º, tais como:
1. Valor da Contribuição de Melhoria
2. Prazo para seu pagamento, suas prestações e vencimentos
3. Prazo para impugnação
4. Local do pagamento.

3.3.6) ALIQUOTAS

Uma vez que a base de cálculo é a valorização imobiliária obtida pelo contribuinte, a alíquota
jamais poderá ser maior do que 100% daquele valor, limitado ao custo da obra realizada. Caso
contrário, dar-se-á um enriquecimento sem causa do Poder Público.

3.4) CONTRIBUIÇÕES PARAFISCAIS


3.4.1 Competência
3.4.2 Tipo de Tributo
3.4.3 Espécies
3.4.4 Outros Elementos.
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3.4.1) COMPETÊNCIA

A competência sobre este tipo de tributo recai exclusivamente sobre a União, como dispõe o
art. 149, da CF/88:
“Art. 149 – Compete exclusivamente à União instituir contribuições sociais, de
intervenção no domínio econômico e de interesse das categorias profissionais ou
econômicas, como instrumento de sua atuação nas respectivas áreas.”

3.4.2) TIPOS DE TRIBUTO

As Contribuições Parafiscais estão erigidas em tipo constitucional específico do gênero


tributo. É assim, uma espécie do gênero tributo e como tal elas se classificam. Concluindo, as
Contribuições Parafiscais incluem-se entre os tributos de fato gerador vinculado, ou seja, aqueles
cuja incidência depende de atividade estatal relativa ao contribuinte

3.4.3) ESPÉCIES DE CONTRIBUIÇÕES PARAFISCAIS

Temos, em nosso sistema tributário, as seguintes contribuições:


a) No interesse da Previdência Social, cuja justificativa de exigibilidade é a manutenção do serviço
estatal de assistência, seguro e participação sociais dos trabalhadores.
b) De intervenção no domínio econômico, cuja justificativa de exigibilidade é a correção das
iniqüidades entre os diversos grupos sociais.
c) No interesse das categorias profissionais, cuja justificativa de exigibilidade, é a manutenção das
entidades congregadoras da classe dos trabalhadores.

3.4.4) OUTROS ELEMENTOS

Outros elementos relacionados como o tributo são:


a) Fato Gerador: a situação prevista em lei como geradora da obrigação tributária para o
contribuinte.
b) Sujeito Passivo: apenas quem tenha relação com a finalidade que justifica a instituição e
cobrança da contribuição.

3.5) EMPRÉSTIMO COMPULSÓRIO


3.5.1) Competência Legal
3.5.2) Fato Gerador
3.5.3) Sujeito Passivo
3.5.4) Base de Cálculo
3.5.5) Alíquotas

3.5.1) COMPETÊNCIA LEGAL

A competência legal para instituir este tipo de tributo é privativa da União.


Assim dispõe a Constituição Federal de 1988:
“Art. 148 – A União, mediante lei complementar, poderá instituir empréstimos
compulsórios:
I – Para atender despesas extraordinárias, decorrentes de calamidade pública, de
guerra externa ou sua iminência;
II – no caso de investimento público de caráter urgente e de relevante interesse
nacional, observando o disposto no art. 150, III, b.”
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Parágrafo único – A aplicação dos recursos provenientes de empréstimos compulsórios
será vinculada à despesa que fundamentou sua instituição.”

3.5.2) FATO GERADOR

O fato gerador do Empréstimo Compulsório, será, dentre as hipóteses previstas no art. 148,
aquela que a lei que instituir contiver.

3.5.3) SUJEITO PASSIVO

Será Sujeito Passivo do Empréstimo Compulsório aquele que for eleito na legislação
complementar que o instituir, dentro dos limites ali estabelecidos.

3.5.4) BASE DE CÁLCULO

A base de cálculo do empréstimo Compulsório será o montante necessário para o


enfrentamento da catástrofe ou o valor do investimento desejado pelo Poder Público.

3.5.5) ALIQUOTAS

As alíquotas poderão ser de qualquer tipo que a lei complementar que instituir o empréstimo
Compulsório desejar. Pode ser do tipo proporcional, que é a mais comum, ou de outro tipo que não
fira os princípios gerais tributários.
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4) OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA

4.1) DEFINIÇÃO
Obrigação em geral “é o poder jurídico por força do qual uma pessoa (sujeito ativo)
pode exigir de outra (sujeito passivo) uma prestação positiva ou negativa (objeto da
obrigação), em virtude de uma circunstância reconhecida pelo direito como produzindo
aquele efeito (causa da obrigação) – (Rubens Gomes de Souza).
A obrigação tributária tem os mesmos elementos da obrigação em geral:
Sujeito ativo: entidade pública à qual se outorga competência para lançar o tributo;
Sujeito passivo: é a pessoa física ou jurídica, colocada sob autoridade impositiva da
entidade tributante;
Objeto da obrigação é o pagamento (principal) ou a prestação de fazer ou não fazer
alguma coisa prescrita em lei (acessória);
Causa da obrigação: é a situação prevista em lei como necessária e suficiente para que se
justifique a prestação (fato gerador).

4.2) NATUREZA DA OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA


A obrigação tributária é uma “relação jurídica subjetiva de direito público”, cuja fonte
não é a lei (esta é a fonte principal do direito tributário), mas, um acontecimento fático
descrito em lei como suficiente e capaz para fazê-la adquirir consistência jurídica.

4.3) EFEITOS DA OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA (ART. 113, §§, CTN)


A obrigação tributária principal surge com a ocorrência do fato gerador e tem como
objetivo o pagamento de tributo ou de penalidade pecuniária (§ 1º, art. 113, CTN).
Extingue-se juntamente com o crédito dela decorrente. Porém, não basta a
ocorrência do fato gerador para que a obrigação tributária principal se materialize através
do crédito tributário: depende de uma declaração formal e escrita que o Estado possa fazer
e, portanto, faça a tempo. Resumindo: pode existir obrigação tributária sem crédito que
lhe corresponda, porém a recíproca não é verdadeira.
A obrigação tributária acessória decorre da legislação tributária (art. 113, § 2º, CTN)
e tem por objetivo as prestações positivas ou negativas, nela previstas no interesse da
arrecadação ou fiscalização dos tributos.
A obrigação acessória, pelo simples fato de sua inobservância, converte-se em
obrigação principal relativamente à penalidade (art. 113, § 3º, CTN).
4.4) SUJEITO ATIVO DA OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA (ART. 119, CTN)
Sujeito ativo da obrigação tributária é a pessoa jurídica de direito público titular da
competência para exigir seu cumprimento.
Quando a lei tributária não fizer referência ao sujeito ativo, será ela a entidade que
se utiliza o poder de tributar.
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120 CTN - Sub-rogação: A pessoa jurídica de direito que se constitui pelo
desmembramento territorial de outra, sub-roga-se nos direitos desta, aplicando sua
legislação tributária até que tenha a sua própria.

4.5) SUJEITO PASSIVO DA OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA (ART. 121, CTN)

Sujeito passivo da obrigação tributária é a pessoa obrigada ao pagamento do tributo


ou penalidade pecuniária (obrigação principal) e as prestações positivas ou negativas,
previstas na legislação tributária, no interesse da arrecadação ou fiscalização dos tributos
(obrigação acessória) - (art. 121 e 122, CTN). O sujeito passivo da obrigação principal diz-
se contribuinte ou responsável.
Contribuinte é o que tem relação pessoal e direta com a situação que constitua o
respectivo fato gerador.
Responsável é quando, sem revestir a condição de contribuinte, sua obrigação decorra de
disposição expressa de lei.

4.6) DOMICÍLIO TRIBUTÁRIO (ART. 127, CTN)

Regra geral: É o local eleito pelo contribuinte ou responsável como domicílio


tributário. Porém, a autoridade administrativa poderá recusar a eleição, se impossibilitar
ou dificultar arrecadação ou fiscalização de tributo.
Não havendo eleição, será:
a) Das pessoas naturais, a sua residência habitual, ou, sendo esta incerta ou
desconhecida, centro habitual de sua atividade;
b) das pessoas jurídicas de direito privado ou das firmas individuais, o lugar de sua
sede, ou de cada um de seus estabelecimentos.
c) Das pessoas jurídicas de direito público, qualquer de suas repartições no
território da entidade tributante.
d) Quando não se aplicar a regra geral (eleição) ou as hipótese das letras “a”, “b” e
“c”, será o lugar da situação dos bens ou da ocorrência do fato gerador.
Então, estas hipóteses do art. 127 só se aplicam se não houver eleição por parte do
sujeito passivo, ou, mesmo havendo eleição, da possível recusa por parte da autoridade
fiscal.

4.7) RESPONSABILIDADE (ART. 128 A 138 DO CTN)

A responsabilidade por substituição se verifica quando a obrigação tributária surge


desde logo contra pessoa diferente daquela que esteja em relação econômica direta com o
fato gerador. Ex: IRRF
A responsabilidade por transferência ocorre quando a própria lei atribui, de modo
expresso, a responsabilidade pelo crédito tributário a terceira pessoa, vinculada ao fato
16
gerador da obrigação, excluindo-a a este em caráter supletivo do cumprimento total ou
parcial da referida obrigação. Há duas modalidades propriamente dita, sucessão e
solidariedade.
Quanto à responsabilidade por sucessão, podemos dizer que assim se apresenta:
a) é pessoalmente responsável o adquirente ou remitente, pelos tributos relativos
aos bens adquiridos ou remidos.
b) os sucessores a qualquer título ou o cônjuge meeiro são responsáveis.
c) o espólio, pelos tributos devidos pelo “de cujus” até a data da abertura da
sucessão.

Já a responsabilidade por solidariedade, se caracteriza toda vez que, relativamente


a uma mesma obrigação, existirem com interesse comum dois ou mais devedores
(solidariedade passiva).
São solidariamente obrigados (art. 124 CTN):
1) as pessoas que tenham interesse comum na situação que constitua fato gerador
da obrigação tributária.
2) As pessoas expressamente designadas por lei.

Efeitos (125 CTN):


1) O pagamento por um dos obrigados aproveita a todos.
2) A isenção ou remissão de crédito exonera todos os obrigados, salvo se outorgada
pessoalmente a um deles.
3) A interrupção da prescrição, em favor ou contra um dos obrigados, favorece ou
prejudica os demais.
A solidariedade deve decorrer de lei.

A diferença entre a responsabilidade por substituição e transferência está em


que, na substituição, a lei desde logo põe o terceiro no lugar da pessoa que naturalmente
seria definível como contribuinte, ou seja, a obrigação tributária já nasce com seu pólo
passivo ocupado por um substituto legal tributário. Diversamente, na transferência, a
obrigação de um devedor (que pode ser um contribuinte ou um responsável) é deslocada
para outra pessoa, em razão de algum evento. Por exemplo: incorporada a empresa “A”, a
obrigação tributária de que ela era sujeito passivo (na condição de contribuinte ou
responsável) é transferida para a incorporadora (que passa a figurar como responsável).

4.8) SOLIDARIEDADE (ARTS. 124 E 125 DO CTN)


A solidariedade se caracteriza toda vez que, relativamente a uma mesma obrigação,
existirem com interesse comum dois ou mais credores (solidariedade ativa) ou dois ou mais
devedores (solidariedade passiva). No plano tributário, a solidariedade que se considera é a
passiva e ocorre sempre que existam pessoas simultaneamente envolvidas com o fato
gerador da obrigação ou quando a lei expressamente o determinar.
17

4.9) FATO GERADOR (ARTS. 114 A 118, CTN)


Fato gerador da Obrigação Principal é a situação definida em lei como necessária e
suficiente à sua ocorrência (art. 114 CTN). Assim, de acordo com o art. 114 CTN pode-
se concluir que a obrigação surge imediatamente à ocorrência do fato gerador.
Fato Gerador da Obrigação Acessória é qualquer situação que, na forma da
legislação aplicável, impõe a prática ou abstenção de ato que não configure a Obrigação
Principal (art. 115 CTN).
Resumindo: Fato gerador é o acontecimento descrito em lei como determinante do
nascimento da obrigação tributária.

Obs.: Considerando-se que “o Direito apresenta sempre dois ângulos ou facetas; o


puramente abstrato ou normativo e o concretizado ou realizado”, com a obrigação tributária,
verifica-se a existência de uma relação de cunho bilateral, onde contribuinte e Estado
possuem deveres e direitos assegurados, e, sendo assim, tem-se que o Fato Gerador da
Obrigação Tributária pode ser dividido em dois elementos:
A) Elemento Objetivo (concepção abstrata): é a previsão legal (existência de
lei criando o tributo e determinando a situação que gera a incidência
tributária.
B) Elemento Subjetivo (ocorrência concreta): é a prática pelo contribuinte de
um ato que se amolda a situação prevista em lei como geradora de tributo.
SÓ EXISTE O FATO GERADOR PROPRIAMENTE DITO DE OBRIGAÇÃO
TRIBUTÁRIA, E, POR CONSEQUINTE, O DEVER TRIBUTÁRIO, QUANDO
OCORRE A EXISTÊNCIA DE AMBOS OS ELEMENTOS – SUBJETIVO E
OBJETIVO. NA AUSÊNCIA DE UM DELES, INEXISTE RELAÇÃO
TRIBUTÁRIA.

4.9.1) INCIDÊNCIA
Ocorre quando, determinado fato, por enquadrar-se na situação prevista em lei, se
judiciza e irradia seus efeitos, ou seja, dá nascimento a uma obrigação de receber tributo.

4.9.2) NÃO INCIDÊNCIA


Consiste na inexistência de uma lei descrevendo um comportamento dado como
gerador da obrigação de pagar tributo.
Dá-se a não incidência quando ocorrem fatos não compreendidos nas hipóteses de
incidência, por decisão da pessoa a quem a Constituição atribuiu competência para
instituir o tributo. Ex.: Saída de móveis da casa de um particular, em contraposição com a
saída de móveis de um estabelecimento comercial do ramo. Naquele não ocorre o fato
gerador.
18
4.9.3) IMUNIDADE

É a retirada da competência de tributar da pessoa jurídica de direito público, por


disposição expressa da Constituição, sobre fatos incluídos na área de incidência.
A imunidade define, ao nível da própria constituição, algumas áreas em que o
Estado não pode exercer a sua competência tributária.
São quatro (04) os casos de IMUNIDADE e estão previstos no inciso VI do art. 150 da
CF/88.

4.9.4) ISENÇÃO

“É um favor legal pelo qual o sujeito passivo, que se encontra na situação de ter que
pagar um tributo na forma de lei tributária, é, entretanto, dispensado desta obrigação, por
uma disposição expressa em lei”. Na isenção ocorrem todos os pressupostos necessários
para o nascimento da obrigação tributária, mas o poder competente para exigir seu
cumprimento deixa de fazê-lo.
Ex: Suponhamos que uma determinada norma diga que todos os homens tem que
pagar determinado tributo depois de atingir 21 anos. Sobre ela, porém, recai uma regra
isentora: todos os homens com apenas um braço estão isentos do pagamento acima.
A isenção é a dispensa de não fazer algo a que o contribuinte estava obrigado: o
pagamento de um determinado tributo.

5) CRÉDITO TRIBUTÁRIO

5.1) Lançamento: Conceito, Elementos, Efeitos e Modalidades


5.2) Exclusão do Crédito Tributário: Isenção, Anistia
5.3) Suspensão do Crédito Tributário: Moratória, Depósito do Montante Integral,
Impugnações e Recursos, Liminar em Mandado de Segurança
5.4) Extinção do Crédito Tributário: Pagamento, Dação em Pagamento, Consignação em
Pagamento, Pagamento Antecipado Sujeito à Homologação, Compensação, Transação,
Remissão, Prescrição, Decadência, Conversação de Depósito em Renda, Decisão
Administrativa Irreformável, Decisão Judicial Passada em Julgado.

5) CRÉDITO TRIBUTÁRIO é o direito subjetivo de que é portador o sujeito ativo de uma


obrigação tributária e que lhe permite exigir do sujeito passivo o seu objeto. (Art. 139 a
141 do CTN).

5.1) LANÇAMENTO (ART. 142 E SEGS. DO CTN)

5.1.1)CONCEITO
ART. 142 CTN - Lançamento é um procedimento administrativo tendente a verificar
a ocorrência do fato gerador da obrigação tributária, determinar a matéria tributável,
calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo o caso, propor
a aplicação da penalidade cabível.
19
O crédito tributário representa a formalização, através do lançamento, do
direito creditício do sujeito ativo da condição e devedor do sujeito passivo, numa
relação jurídico-tributária.

5.1.2) EFEITOS DO LANÇAMENTO

Os efeitos do lançamento são: constituição do crédito tributário e exclusão da


decadência do direito. Constituir o crédito tributário eqüivale a declarar existente a
obrigação que corresponde ao lançamento. Exclusão da cogitação da decadência do direito
significa utilizar a competência legal de exigir o tributo.

5.1.3) MODALIDADE DE LANÇAMENTO

O lançamento pode ser: direto, por declaração e por homologação.


Lançamento direto: é aquele que se manifesta com exclusividade a atuação da
autoridade administrativa, independente de qualquer interferência do sujeito passivo. A
autoridade lançadora constata a ocorrência do fato gerador, estabelece a base de cálculo,
identifica o sujeito passivo, calcula o tributo devido e propõe a penalidade acaso aplicável à
espécie. Ex: imposto predial e territorial. Após notifica o sujeito passivo. Em todos os
tributos os lançamentos de ofício também são diretos.

Lançamento por declaração ou misto: é aquele efetuado com base na declaração


do sujeito passivo ou de terceiros, quando um ou outro, na forma de legislação tributária,
preste à autoridade administrativa informações sobre a matéria de fato, indispensáveis à
sua efetivação (art. 147, CTN).

Lançamento por homologação: também chamado impropriamente de


autolançamento, ocorre sempre que o sujeito passivo ou mesmo terceiro, deva antecipar-se
a qualquer providência da autoridade administrativa, calculando e recolhendo o tributo
devido. A atuação que a autoridade administrativa tem no caso é posterior, ocorrendo o
lançamento quando ela, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado,
expressamente a homologa. Ex. ICMS, IPI, ISS.
Caso não haja homologação expressa dentro de 5 (cinco) anos, a conter da ocorrência
do fato gerador, a lei o considera homologado e definitivamente extinto o crédito tributário.

5.2) EXCLUSÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO


A exclusão do crédito tributário se faz através de duas formas: pela isenção, pela
anistia.

5.2.1) ISENÇÃO
(JÁ ESTUDADO)

5.2.2) ANISTIA (ARTS. 180 A 182, CTN)


Corresponde a um benefício, estipulado em lei, que exclui a possibilidade de o
contribuinte ter que pagar as penalidades pecuniárias devidas por irregularidades no
pagamento de sua obrigação tributária.
20
É a não-incidência de penalidade sobre a ausência de recolhimento do tributo. Com
a concessão da anistia o tributo continua a ser devido e deve ser pago.

5.3) SUSPENSÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO (ARTS. 151 A 155, CTN)


Significa que durante certo período de tempo o poder público, devido a uma das
hipóteses previstas legalmente, é impedido de exigir a dívida tributária do sujeito passivo.
São causas de suspensão do crédito tributário: a moratória, o depósito do seu
montante integral, as impugnações e os recursos e a concessão de medida liminar em
mandado de segurança.

5.3.1) MORATÓRIA (ART. 152 CTN)


É a prorrogação dos prazos de exigibilidade da obrigação tributária, em virtude de
acontecimentos excepcionais, limitados ou não a certas regiões do país.
A moratória é o caso típico de suspensão do crédito tributário.
A moratória só se aplica a créditos já constituídos ou iniciados.

5.3.2) DEPÓSITO DO MONTANTE INTEGRAL


É a faculdade que tem o contribuinte de efetuar um depósito para depois discutir a
dívida.
O depósito do montante integral do crédito tributário suspende sua exigibilidade.
Ainda que abolido, modernamente, da maioria das legislações tributárias, o depósito
continua sendo empregado.
Constitui a chamada “garantia de instância”, nos casos de processos administrativos
e nos executivos fiscais da esfera judiciária.
Evita, na esfera administrativa, a inscrição do crédito tributário em dívida ativa e na
esfera judiciária evita a instauração de executivo fiscal.

5.3.3) IMPUGNAÇÕES E RECURSOS


Representam impugnações do sujeito passivo contra lançamentos que julguem
ilegítimos.
Este assunto será tratado profundamente ao estudarmos o processo administrativo.

5.3.4) LIMINAR EM MANDADO DE SEGURANÇA


A concessão de liminar em mandado de segurança possui o efeito de suspender a
exigibilidade do crédito tributário.
Trata-se de decisão da autoridade judicial de, sem entrar no mérito do pedido,
colocar em suspenso a legitimidade ou não existência do crédito tributário. A simples
impetração do mandado ou fato da segurança achar pendente de julgamento não suspende
o direito de exigir o crédito tributário, é necessário que a liminar seja concedida.

5.4) EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO


Corresponde ao término do direito da Fazenda Pública de cobrar a obrigação
tributária. Existem várias hipóteses que fixam a causa da extinção deste direito e estão
arroladas nos artigos 156 a 164 e 170 a 174 do CTN.

5.4.1) PAGAMENTO (ARTS. 157 A 163, CTN)


O pagamento é a forma normal do cumprimento da obrigação tributária, pela entrega
que o sujeito passivo faz ao ativo do objeto da prestação, da soma em dinheiro que se
21
comprometera a entregar. O pagamento pode ser efetuado em moeda corrente, cheque ou
vale postal, podendo a lei, nos dois últimos casos, determinar as garantias exigidas para o
pagamento, sendo que considera extinto o crédito pago por cheque somente pelo resgate
deste pelo sacado (banco).
Quando a lei não dispuser a respeito, o pagamento será efetuado na repartição
competente do domicílio do sujeito passivo.

5.4.2) COMPENSAÇÃO (ARTS. 170 e 170A do CTN e 368 e 369 CC)

ART. 368 CC: Se duas pessoas forem ao mesmo tempo credor e devedor uma da outra, as
duas obrigações extinguem-se, até se compensarem.

ART. 369 CC: A compensação efetua-se entre dívidas líquidas, vencidas e de coisas
fungíveis.
A compensação, no direito tributário, como forma extintiva de créditos, tem que
estar autorizada por lei e tem de haver o acordo entre as partes.

Esta modalidade de extinção dispensa a intermediação monetária, constituindo-se


da relação em que as partes sejam reciprocamente credoras e devedoras umas das outras.
Assim, se a lei autorizar, o crédito tributário poderá ser extinto com a simultânea extinção
de créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda
Pública.

5.4.3) TRANSAÇÃO (ART. 171 CTN e 840 CC)

ART. 840 CC: É lícito aos interessados preverirem, ou terminarem o litígio, mediante
concessões mútuas.

A “Transação”, também chamada “composição amigável,” porque recompõe,


voluntariamente, os direitos e deveres dos transatores – é a modalidade de extinção do
crédito tributário que se constitui numa convenção ou num ajuste pelo qual, mediante
concessões mútuas, o credor e o devedor terminam litígio entre eles: o crédito se extingue,
pois, em parte pelo pagamento com que transige o sujeito ativo, ambos renunciando
parcialmente a pretensão alegada e contestada (art. 171, CTN).

5.4.4) REMISSÃO (Art.172, CTN )


A remissão é a modalidade de extinção do crédito tributário (após o lançamento) pelo
perdão da dívida, podendo a lei autorizar à autoridade administrativa a concedê-la, total ou
parcialmente, mediante despacho fundamentado, atendendo o disposto no artigo 172.

5.4.5) CONVERSÃO DE DEPÓSITO EM RENDA (156, I CTN)

A conversão de depósito em renda é outra forma de extinção do crédito tributário


pelo efetivo ingresso do dinheiro nos cofres públicos e ocorre quando, tendo o contribuinte
feito depósito do valor do crédito para efeito de suspendê-lo, é condenado, transformando-
se em renda própria do sujeito ativo a importância, que, condicionalmente, havia recebido.
22
5.4.6) PAGAMENTO ANTECIPADO SUJEITO À HOMOLOGAÇÃO (ART. 150, §§ 1º
E 4º, CTN)

Nada mais é do que o lançamento por homologação.


Este procedimento elide a aplicação de penalidades pecuniárias e, uma vez homologado,
expressamente ou por decurso do tempo, extingue a obrigação tributária. Ex: recolhimento
do ICMS.

5.4.7) CONSIGNAÇÃO EM PAGAMENTO (ART. 164, CTN)

A consignação judicial consiste no depósito do objeto da obrigação por parte do


devedor perante o Juiz, que aprecia a procedência do pedido, ouvindo o credor e, se a
reconhecer, dá por sentença a quitação que este último recusa.
EX: quando dois municípios exigem o pagamento do IPTU sobre a mesma área. O
contribuinte faz a consignação até que se decida quem é legítimo ativo para cobrança.

5.4.8) DECISÃO ADMINISTRATIVA IRREFORMÁVEL

A decisão administrativa irreformável, assim entendida a definitiva na esfera


administrativa que não mais possa ser objeto de ação anulatória, por terem corrido todos
os seus trâmites e não haver possibilidade de movimento, extingue, também, o crédito
tributário, desde que a decisão seja favorável à impugnação ou recurso do sujeito
passivo, anulando, pois, o lançamento que contra ele havia sido efetuado.

Quando o suj. passivo impugna um lançamento, monta-se um processo que vai


resultar em uma decisão favorável ou não ao impugnante. Neste caso a própria
fazenda Pública reconhece que o crédito não é devido.

5.4.9) DECISÃO JUDICIAL PASSADA EM JULGADO (ART. 156, X, CTN)

Neste caso, o sujeito passivo impugnou a exigência tributária na esfera judicial. Se a


decisão lhe for favorável e não couber nenhum recurso para a fazenda Pública, o crédito
estará extinto independentemente de qualquer processo administrativo ainda em curso.
A decisão judicial passada em julgado é aquela que se tornou irretratável por não
haver mais qualquer recurso contra ela. Quando concluir pela improcedência do
lançamento efetuado, também extingue o crédito tributário.

5.4.10) DAÇÃO EM PAGAMENTO EM BENS IMÓVEIS (ART. 156, XI, CTN)

É a forma de extinção que consiste em prestar a obrigação através de coisa diversa


de dinheiro, com consentimento do credor, em substituição da prestação que lhe era
devida.

5.4.11) DECADÊNCIA (ART. 173, CTN)

Segundo a lei, a decadência (ou caducidade) é a perda do direito de a Fazenda


constituir o crédito tributário (através do lançamento) em 5 (cinco) anos, contados da
primeira que se verifique das seguintes datas:
23
a) do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia
ter sido efetuado (pelo suj. passivo ou pela administração pública);
b) da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado por vício
formal, o lançamento anteriormente efetuado.
c) Do dia em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela
notificação ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao
lançamento.
d) do dia do lançamento original, para efeito de complementá-lo.

Os prazos de decadência não se interrompem. O direito extingue-se pelo decurso do


prazo previsto, contado de uma das datas acima.
Sua decretação independe da alegação do interessado;

5.4.12) PRESCRIÇÃO (ART. 174, CTN)

É a perda da possibilidade de execução judicial do devedor inadimplente, em razão


do decurso do tempo. É forma de extinção da obrigação tributária e que só pode ocorrer
após o lançamento.
A prescrição ocorre, segundo o Código Tributário Nacional, em 5 (cinco) anos,
contados da data da constituição definitiva do crédito tributário.
A decretação da prescrição pelo juiz depende de alegação pelo interessado.

Obs.:
CAUSAS DE SUSPENSÃO DO PRAZO DE PRESCRIÇÃO:

1) pela moratória (arts. 155 e 172, § único, CTN);


2) pela remissão (art. 155 e § único, CTN).

CASOS DE INTERRUPÇÃO DO PRAZO DE PRESCRIÇÃO:

1) A citação pessoal feita ao devedor;


2) O protesto judicial;
3) Qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor;
4) Qualquer ato praticado pelo sujeito passivo, mesmo extrajudicialmente, que
demonstre, de forma inequívoca, que reconhece o débito fiscal. Assim, se o
devedor não se aperceber do fato de que a dívida tributária é objeto de prescrição
e efetuar o seu pagamento, não poderá pedir restituição uma vez que reconhece,
através do pagamento, o direito da Fazenda Pública de receber o crédito
tributário.
Modalidades: Direto,
Declaração ou Concretiza o Fato Gerador da
Obrigação Tributária
Elemento Elemento Homologação
Subjetivo Objetivo 24
Passiv Ativo Fato Lançamento Cria um Crédito Tributário para o
Gerador
o Indivíduo Estado (Art. 142 do Estado
incorre
Ato Regra Contribuinte = Sujeito
Ato Normativa Passivo
Notificação de
Lançamento
Tributária

Fato
Vínculo Obrigacional
Crédito
Crédito
Gerador Fato
Concreto Gerador
Normativo
Tributário
Tributário
Estado = Sujeito Ativo
Notificação de
Notificação deCobrança
Subsunção
Cobrança

Fato Gerador da Obrigação Tributária – Art. Inadimplemento pelo Adimplemento pelo


114 CTN Contribuinte Contribuinte

Contribuinte pode IMPUGNAR,


pedindo a SUSPENSÃO da Processo FIM
exigibilidade de crédito tributário Administrativo
administrativamente Tributário
Formas: Notificação
pessoal escrita;
Decisão Administrativa Inscrição em Dívida Edital de lançamento
ou Aviso de
Notificação da Inscrição recebimento
Extinção em Dívida Ativa assinado.
Administrativa Requisitos: Nome
FIM
Emissão da Certidão de contribuinte, Valor,
Dívida Ativa Período, Matéria,

Petição de Prescrição (5 anos –


iniciando contagem
30 dias após a data
da notificação de
Processo Judicial de
lançamento
Execução Fiscal

Interrupção
Contribuinte pode:
Petição inicial com do prazo
1) Embargar; Certidão de Dívida Ativa Prescricional
2) Ação declaratória Negativa da
Obrigação Tributária; Citação - Ordem Judicial
3) Ação Anulatória de exigência -Protesto
fiscal.
-Acordo de
Citação se Citação Não se parcelamento
efetiva efetiva

Devedor Paga Prazo de 5 dias para Há Não há

Suspens
Extinçã Devedor
Garante a
Devedor Não Paga e
nem Garante a
Arresto

ão do
o do Há Não há Edital ou Editais
para citação e
Penhora e intimação Suspensão do
da penhora
processo

Prazo de 30 dias para embargos, a partir da intimação da penhora, do depósito em dinheiro, ou da juntada da

Devedor Não Devedor

Audiência de Instrução e Impugnação da


Julgamento
25
Vista à Fazenda Embargos Embargos Extinção do
Processo
Edital de leilão Leilão Pagamento à
Fazenda
Tributos

Imposto
TRIBUTOS s
Taxas
De
Contribuiç Melhoria
ões
Sociais (especiais ou
Emprésti parafiscais)
mos
Compulsór
ios
Quadro de Tributos

Competência da União Competência dos Estados, Distrito


Federal e Municípios
Impostos Impostos
Taxas Taxas
Contribuição de Melhoria Contribuição de Melhoria
Contribuições Sociais (art. 149; 195, §6º; Só Contribuição Social Previdenciária,
212,§5º; e 240 da CF) cobrada de seus servidores, em
benefício destes (art. 149, parágrafo
único, da CF)
Empréstimos Compulsórios

Quadro de Impostos

Federais Estaduais Municipais


Importação (II) Transmissão Causa Mortis Propriedade Predial e
e Doações (ITCD) Territorial Urbana (IPTU)
Exportação (IE) Circulação de Mercadorias Transmissão (onerosa)
e sobre Prestação de Inter vivos de bens
Serviços de Transporte Imóveis (ITBI)
Interestadual e
Intermunicipal e de
Comunicação (ICMS)
Operações de Crédito, Propriedade de Veículos Serviços de qualquer
câmbio e seguro ou Automotores (IPVA) natureza (ISS)
relativas a títulos ou
valores mobiliários (IOF)
Renda (IR)
Propriedade Territorial
Rural (ITR)
Produtos Industrializados
(IPI)
26
Obs.: I – Ao Distrito Federal cabem tanto os impostos estaduais como os
municipais (Art. 32,§1º, e 147 da CF) e (Art. 18, II, do CTN); II – IPI, II, IE e
IOF não se sujeitam ao princípio da anterioridade.

Quadro 2 – Legislação Tributária


Constitucionais Constituição
Emendas à Constituição
Leis Complementares
Nacionais Resolução do Senado Federal
(execução das
Leis Medidas Provisórias (em nível de
Constitucionais Lei Complementar)

Leis Leis Ordinárias


Comuns (Exerc. Leis Delegadas
Comp. Tributária
Legislativa Medidas Provisórias (em nível de
Lei Ordinária)
Decretos Legislativos
Tratados e Convenções Internacionais
Decretos

Legislação Portarias
Tributária Ordens de Serviço
Instruções Normativas
Ofícios Circulares
Atos Declaratórios
Atos Normativos Normas Executivas
Normas Resoluções
Complementares
Deliberações
Termos Equivalentes
Jurisprudência Administrativa
Costumes
Convênios