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De acordo com Behring 2003, política social surge no Brasil com incremento da

intervenção estatal, via processos modernização conservadora no Brasil. São politicas


especificas utilizadas pelo Estado para garantir os direitos da população e agir nas expressões
da questão social que são: pobreza, fome, desemprego, saúde, habitação, dentre outros.

Na roda de conversa com sobre os territórios quilombolas na Bahia, podemos entender


de que forma são feitas as políticas e de como elas são aplicadas. A abordagem sobre as
populações quilombolas são importantes para compreendermos como ocorre o funcionamento
das politicas sociais para essa população. De como essas politicas são executadas pelo Estados
e municípios do estado da Bahia e o que de fato ocorre com o repasse de dinheiro para a
aplicação dessas políticas para a população quilombola. Verificou-se que o governo envia esse
dinheiro para as os municípios, só que os mesmos não aplicam essas políticas públicas
direcionadas as populações quilombolas, pois esses dinheiro que eles capitam é exclusivamente
para ser usado com essa população e os municípios se aproveitam para capitar esse recurso para
usar em outras coisa e o governo não fiscaliza se está sendo ou não usado. É um processo de 7
anos para que o estado reconheça que uma população é quilombola. As pessoas não entendem
como esse território é importante para eles e de como está terra, este reconhecimento representa
ancestralidade, cultura e resistência.

A assistente social, que trabalha em Camaçari, nos trouxe uma critica no agir do serviço
social com os seus usuários, que devemos observar antes de agir, sempre com um olhar crítico.
E de que forma são aplicados os benefícios para a população que ela atende, que existe vários
tipos de pobreza, as focalizações das políticas públicas de como é o voltada para o mais pobre
do mais pobre a ser contemplado. Quando que esses benefícios é um direito universal para
qualquer cidadão brasileiro.

Sobre as questões de gênero e raça, vimos como as mulheres negras sofrem violência
obstétrica durante o seu parto, em como o profissional da saúde, não respeita o seu próprio
código de ética e tendo uma conduta que não deveria ter. Os hospitais as negligenciando e sendo
coniventes com esse comportamento. De como essas mulheres são estigmatizadas, durante o
parto ouvindo coisas do tipo: “para fazer estava gostoso”: “que as mulheres negras são
maquinas reprodutoras”; “que ela aguenta a dor”, desrespeitando-as. Isto ocorre, porque muitas
dessas mulheres não conhecem os seus direitos.

Foi abordando também a velhice, e como ela imposta na sociedade. Que existe os tipos
ideias de “velhos” e de como o envelhecimento é cruel com as mulheres. Sempre a mídia
bombardeando com informações de qual corpo é o ideal, o rosto perfeito, sempre ditando o que
nós mulheres devemos fazer para nos mantermos jovens. Parece até um crime envelhecer e
utilizando figuras como Suzana vieira (atriz), como ideal de envelhecimento. Que devemos
fazer um recorte racial de como envelhece as mulheres negras, pois o envelhecimento da mulher
branca é completamente diferente da mulher negra.

Pude perceber pelas rodas de conversa, de como o Estado é Racista com a população
negra. De como são tratados na saúde, na questão de gênero, misoginia, território, não
garantindo os direitos aos quais todos os cidadãos têm direito. E de como todas essas agressões
causam sofrimento mental a essa população.

Portanto com essas rodas de conversa, juntamente com os textos trabalhados em sala,
podemos compreender como o funciona as politica social no Brasil e de como ela são
executadas. São políticas universais, mas que o Estado as torna focalizadas, assim só
beneficiando o mais vulnerável. Pois falar de política social é falar de quem está na
vulnerabilidade.