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ÍNDICE

BELO HORIZONTE

PREFEITURA MUNICIPAL DE BELO HORIZONTE DO ESTADO DE MINAS GERAIS

Guarda municipal

036MR-19

EDITAL Nº 001/2019

ÍNDICE

Língua Portuguesa

1. Semântica: denotação e conotação, figuras de linguagem (metáfora, metonímia, ironia, antítese, paradoxo) e funções de lingua-

gem.

01

2. Leitura e interpretação de textos: informações implícitas e explícitas.

06

3. Tipologia textual e gêneros de circulação social: estrutura composicional; objetivos discursivos do texto; contexto de circulação;

aspectos linguísticos.

11

4. Texto e Textualidade: coesão, coerência e outros fatores de textualidade.

17

5. Variação linguística. Heterogeneidade linguística: aspectos culturais, históricos, sociais e regionais no uso da Língua Portuguesa.19

6. Fonética e fonologia: ortografia e acentuação gráfica.

22

7. Sinais de pontuação como fatores de coesão.

27

8. Colocação Pronominal: Sintaxe de colocação dos pronomes oblíquos átonos.

29

9. Morfossintaxe: noções básicas de estrutura de palavras; classes de palavras; funções sintáticas do período simples.

31

10. Sintaxe do período composto: processos de coordenação e subordinação; mecanismos de sequenciação; relações discursivo-argu-

mentativas; relações lógico-semânticas.

45

11. Concordância Verbal e Nominal aplicadas ao texto.

51

12. Regência Verbal e Nominal aplicadas ao texto.

54

 

13. Crase.

56

14. Conhecimento gramatical de acordo com o padrão culto da língua.

58

15. Ortografia oficial – Novo Acordo Ortográfico.

61

Testes e Respostas

63

Legislação

1.

Constituição da República Federativa do Brasil - 1988: 1.1. Título I;

01

1.2. Título II/Capítulo I;

01

1.3. Título V/Capítulo III

03

2. Declaração Universal dos Direitos Humanos;

04

3. Lei Federal n° 8.069, de 13/07/1990 - Estatuto da Criança e do Adolescente ECA;

06

4. Lei Orgânica do Município - 1990:

40

 

4.1. Título I;

40

4.2. Título II;

40

4.3. Título III/Capítulo I, II, III, IV e V;

40

5.

Lei Municipal n° 8.616, de 14/07/2003 - Código de Posturas Municipais;

47

5.1.

Título III/Capítulos I, II e IV

47

6. Lei nº 11.065, de 1º de agosto de 2017. Estabelece a estrutura orgânica da administração pública do Poder Executivo e dá outras

 

providências.

54

6.1.

Capítulos I e III

54

7. Decreto Municipal n° 11.566, de 19/12/2003 - Designa Patrono da Guarda Municipal o Embaixador Sérgio Vieira de Melo;

64

8. Lei Municipal 9.319, de 19 de janeiro de 2007- Estatuto da Guarda Municipal de Belo Horizonte;

64

9. Lei Federal 13.022/2014; Estatuto Geral das Guardas Municipais

87

10. Lei Municipal 11.154/2019 - Plano de Carreira da Guarda Civil Municipal;

89

11. Lei Federal 10.826/2003 – Estatuto do Desarmamento. Dispõe sobre registro, posse e comercialização de armas de fogo e mu-

nição, sobre o Sistema Nacional de Armas (Sinarm), define crimes e dá outras providências.

93

11.1.

Capítulos I, II e III

93

12. Decreto Federal nº 5.123/2004. Regulamenta a Lei no 10.826, de 22 de dezembro de 2003, que dispõe sobre registro, posse e

comercialização de armas de fogo e munição, sobre o Sistema Nacional de Armas - SINARM e define crimes.

96

12.1 Capítulo I 12.1 Capítulo III

96

13. LEI Nº 13.675, DE 11 DE JUNHO DE 2018. Disciplina a organização e o funcionamento dos órgãos responsáveis pela segurança

pública, nos termos do § 7º do art. 144 da Constituição Federal; cria a Política Nacional de Segurança Pública e Defesa Social (PNSPDS);

institui o Sistema Único de Segurança Pública (Susp); altera a Lei Complementar nº 79, de 7 de janeiro de 1994, a Lei nº 10.201, de 14 de fevereiro de 2001, e a Lei nº 11.530, de 24 de outubro de 2007; e revoga dispositivos da Lei nº 12.681, de 4 de julho de 2012. 100

13.1.

Capítulos II e III

100

14. Lei 4898/65- Lei de Abuso e Autoridade

104

15. Lei nº 2.848/1940 - Código Penal

106

15.1.

Parte Geral, Títulos, I, II, III e IV

106

15.2. Parte Especial, Título XI - Dos Crimes Praticados por Funcionário Público Contra a Administração em Geral, art. 312 ao 327, inci-

sos, parágrafos e suas atualizações

109

Noções de Informática

1. Conhecimento do sistema operacional Microsoft Windows 7: arquivos, pastas (diretórios) e operações com arquivos; segurança,

antivírus e atualização (Windows Update). Utilização do Windows Explorer: copiar, mover e excluir arquivos; criar pastas e subpastas

no Windows 7.

01

2. Conhecimento do editor de textos Microsoft Word 2007: criar, salvar, editar e apagar documentos; sumário e índice; formatação e

impressão.

3. Microsoft Excel 2007: Elaboração de planilhas e gráficos (criar, salvar, editar e apagar), cálculos, fórmulas, manipulação de planilhas

e impressão.

4. Conhecimento de Internet e do Internet Explorer 11 para Windows 7; 5. Operações de correio eletrônico no Microsoft Office Out-

09

30

look 2007: receber e enviar mensagens; anexos; catálogo de endereços; organização das mensagens

41

Noções de Geografia Urbana

1.

O Município de Belo Horizonte

01

1.1. Concepção urbanística: traçado e características principais das vias e seus nomes.

01

1.2. Características físicas e espaciais: dimensão territorial, a topografia e suas restrições e influências.

01

2.

A Metrópole mineira

12

2.1. A expansão da cidade além dos limites da Av. do Contorno e periferização.

12

2.2. O surgimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH): municípios limítrofes e conturbação.

12

2.3. As principais rodovias (federais e estaduais) de acesso aos municípios da RMBH.

12

3.

Belo Horizonte e sua gestão territorial

17

3.1. As Regiões Administrativas da Prefeitura de Belo Horizonte: localização geográfica e principais bairros.

17

3.2. Novo Plano Diretor: características gerais, diretrizes norteadoras.

17

3.2.1. Capítulo III

17

4.

Belo Horizonte e principais problemas ambientais

20

4.1. Enchentes: principais áreas de inundações; causas e consequências.

20

4.2. Áreas de risco geológico e medidas de prevenção.

20

5.

A violência urbana em Belo Horizonte e municípios circunvizinhos

21

5.1. A concentração espacial da violência: características e fatores relacionados.

21

5.2. Atividades criminosas: gangues juvenis e atuação de grupos armados.

21

6.

Principais problemas sociais da Metrópole

25

6.1. Exclusão social: aspectos gerais, fatores, dinâmicas e interfaces.

25

6.2. Mobilidade urbana: características dos movimentos espaciais diários da população (pendularidade) congestionamento das vias

públicas.

25

6.3.

População em situação de rua: características gerais e suas principais reivindicações.

25

7.

O turismo na capital mineira

27

7.1. Principais pontos turísticos e monumentos.

27

7.2. Grandes eventos culturais e locais de realização.

27

7.3. Os bairros boêmios de Belo Horizonte: concentração espacial e principais vias.

27

História de Belo Horizonte

1 Formação da Cidade de Belo Horizonte 1.1. Ideias republicanas e a experiência urbanística de Belo Horizonte 1.2. A Capital planejada

da República 1.3. Mecanismos de controle social e desafios da modernização capitalista

2 Modernidade em Belo Horizonte 2.1. Modernização Urbana no Governo de JK. 2.2. A Cidade Moderna. 2.3. Cultura e Artes em Belo

Horizonte. 2.4. O lugar de Belo Horizonte entre as capitais brasileiras.

01

02

3 Belo Horizonte Contemporânea 3.1. Favelas numa Capital Planejada e Urbanização em Belo Horizonte. 3.2. Desafios da Segurança

DICA

Como passar em um concurso público?

Todos nós sabemos que é um grande desafio ser aprovado em concurso público, dessa maneira é muito importante o concurseiro estar focado e determinado em seus estudos e na sua preparação.

É verdade que não existe uma fórmula mágica ou uma regra de como estudar para concursos públicos, é importante cada pessoa encontrar a melhor maneira para estar otimizando sua preparação

Algumas dicas podem sempre ajudar a elevar o nível dos estudos, criando uma motivação para estudar. Pensando nisso, a Solução preparou esse artigo com algumas dicas que irá fazer toda diferença na sua preparação.

Então mãos à obra!

Separamos algumas dicas para lhe ajudar a passar em concurso público!

- Esteja focado em seu objetivo: É de extrema importância você estar focado em seu objetivo, a aprovação no concurso. Você vai ter que colocar em sua mente que sua prioridade é dedicar-se para a realização de seu sonho.

- Não saia atirando para todos os lados: Procure dar atenção em um concurso de cada vez, a dificuldade é muito maior quando

você tenta focar em vários certames, devido as matérias das diversas áreas serem diferentes. Desta forma, é importante que você defina uma área se especializando nela. Se for possível realize todos os concursos que saírem que englobe a mesma área.

- Defina um local, dias e horários para estudar: Uma maneira de organizar seus estudos é transformando isso em um hábito, de-

terminado um local, os horários e dias específicos para estar estudando cada disciplina que irá compor o concurso. O local de estudo não pode ter uma distração com interrupções constantes, é preciso ter concentração total.

- Organização: Como dissemos anteriormente, é preciso evitar qualquer distração, suas horas de estudos são inegociáveis, preci-

sa de dedicação. É praticamente impossível passar em um concurso público se você não for uma pessoa organizada, é importante ter uma planilha contendo sua rotina diária de atividades definindo o melhor horário de estudo.

- Método de estudo: Um grande aliado para facilitar seus estudos, são os resumos. Isso irá te ajudar na hora da revisão sobre o

assunto estudado, é fundamental que você inicie seus estudos antes mesmo de sair o edital, caso o mesmo ainda não esteja publica-

do, busque editais de concursos anteriores. Busque refazer a provas dos concursos anteriores, isso irá te ajudar na preparação.

- Invista nos materiais: É essencial que você tenha um bom material voltado para concursos públicos, completo e atualizado

Esses materiais devem trazer toda a teoria do edital de uma forma didática e esquematizada, contendo muito exercícios Quando mais exercícios você realizar, melhor será sua preparação para realizar a prova do certame

- Cuide de sua preparação: Não é só os estudos que é importante na sua preparação, evite perder sono, isso te deixará com uma

menor energia e um cérebro cansado É preciso que você tenha uma boa noite de sono. Outro fator importante na sua preparação, é tirar ao menos 1 (um) dia na semana para descanso e lazer, renovando as energias e evitando o estresse.

Se prepare para o concurso público!

O concurseiro preparado não é aquele que passa o dia todo estudando, mas está com a cabeça nas nuvens, e sim aquele que se

planeja pesquisando sobre o concurso de interesse, conferindo editais e provas anteriores, participando de grupos com enquetes so- bre o mesmo, conversando com pessoas que já foram aprovadas absorvendo as dicas e experiências, analisando a banca examinadora do certame.

O Plano de Estudos é essencial na otimização dos estudos, ele deve ser simples, com fácil compreensão e personalizado com sua

rotina, vai ser seu triunfo para aprovação, sendo responsável pelo seu crescimento contínuo.

Além do plano de estudos, é importante ter um Plano de Revisão, será ele que irá te ajudar na memorização dos conteúdos estu- dados até o dia da realização da prova, evitando a correria para fazer uma revisão de última hora próximo ao dia da prova.

Está em dúvida por qual matéria começar a estudar?! Uma dica, comece pela Língua Portuguesa, é a matéria com maior requisi- ção nos concursos, a base para uma boa interpretação, no qual abrange todas as outras matérias.

Vida Social!

DICA

Sabemos que faz parte algumas abdicações na vida de quem estuda para concursos públicos, sempre que possível é importante conciliar os estudos com os momentos de lazer e bem-estar. A vida de concurseiro é temporária, quem determina o tempo é você, através da sua dedicação e empenho. Você terá que fazer um esforço para deixar de lado um pouco a vida social intensa, é importante compreender que quando for aprovado, verá que todo o esforço valeu a pena para realização do seu sonho.

Uma boa dica, é fazer exercícios físicos, uma simples corrida por exemplo é capaz de melhorar o funcionamento do Sistema Ner- voso Central, um dos fatores que são chaves para produção de neurônios nas regiões associadas à aprendizagem e memória.

Motivação!

A motivação é a chave do sucesso na vida dos concurseiros. Compreendemos que nem sempre é fácil, e as vezes bate aquele

desânimo com vários fatores ao nosso redor. Porém a maior garra será focar na sua aprovação no concurso público dos seus sonhos.

É absolutamente normal caso você não seja aprovado de primeira, é primordial que você PERSISTA, com o tempo você irá adquirir conhecimento e experiência.

Então é preciso se motivar diariamente para seguir a busca da aprovação, algumas orientações importantes para conseguir mo- tivação:

- Procure ler frases motivacionais, são ótimas para lembrar dos seus propósitos;

- Leia sempre os depoimentos dos candidatos aprovados nos concursos públicos;

- Procure estar sempre entrando em contato com os aprovados;

- Escreve o porque que você deseja ser aprovado no concurso, quando você sabe seus motivos, isso te da um ânimo maior para seguir focado, tornando o processo mais prazeroso;

- Saiba o que realmente te impulsiona, o que te motiva. Dessa maneira será mais fácil vencer as adversidades que irá aparecer.

- Procure imaginar você exercendo a função da vaga pleiteada, sentir a emoção da aprovação e ver as pessoas que você gosta, felizes com seu sucesso.

Como dissemos no começo, não existe uma fórmula mágica, um método infalível. O que realmente existe é a sua garra, sua dedicação e motivação para estar realizando o seu grande sonho, de ser aprovado no concurso público. Acredite em você e no seu potencial.

A Solução tem ajudado há mais de 35 anos quem quer vencer a batalha do concurso público. Se você quer aumentar as suas

chances de passar, conheça os nossos materiais, acessando o nosso site: www.apostilasolucao.com.br

LÍNGUA PORTUGUESA

1. Semântica: denotação e conotação, figuras de linguagem (metáfora, metonímia, ironia, antítese, paradoxo) e funções de linguagem. 01

06

3. Tipologia textual e gêneros de circulação social: estrutura composicional; objetivos discursivos do texto; contexto de circulação; aspec-

2. Leitura e interpretação de textos: informações implícitas e explícitas.

tos linguísticos.

11

4. Texto e Textualidade: coesão, coerência e outros fatores de textualidade.

17

5. Variação linguística. Heterogeneidade linguística: aspectos culturais, históricos, sociais e regionais no uso da Língua Portuguesa.

19

6. Fonética e fonologia: ortografia e acentuação gráfica.

22

7. Sinais de pontuação como fatores de coesão.

27

8. Colocação Pronominal: Sintaxe de colocação dos pronomes oblíquos átonos.

29

9. Morfossintaxe: noções básicas de estrutura de palavras; classes de palavras; funções sintáticas do período simples.

31

10. Sintaxe do período composto: processos de coordenação e subordinação; mecanismos de sequenciação; relações discursivo-argumen-

tativas; relações lógico-semânticas.

45

11. Concordância Verbal e Nominal aplicadas ao texto.

51

12. Regência Verbal e Nominal aplicadas ao texto.

54

13. Crase.

56

14. Conhecimento gramatical de acordo com o padrão culto da língua.

58

15. Ortografia oficial – Novo Acordo Ortográfico.

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Testes e Respostas

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LÍNGUA PORTUGUESA

LÍNGUA PORTUGUESA 1. SEMÂNTICA: DENOTAÇÃO E CONOTAÇÃO, FIGURAS DE LINGUAGEM (METÁFORA, METONÍMIA, IRONIA, AN-

1. SEMÂNTICA: DENOTAÇÃO E CONOTAÇÃO, FIGURAS DE LINGUAGEM (METÁFORA, METONÍMIA, IRONIA, AN- TÍTESE, PARADOXO) E FUNÇÕES DE LINGUAGEM.

IRONIA, AN- TÍTESE, PARADOXO) E FUNÇÕES DE LINGUAGEM. SIGNIFICAÇÃO DAS PALAVRAS A Significação das palavras é

SIGNIFICAÇÃO DAS PALAVRAS

A Significação das palavras é estudada pela semântica, que

estuda o sentido das palavras e as relações de sentido que as pa-

lavras estabelecem entre si.

Sinônimos e antônimos

Sinônimos: palavras de sentido igual ou parecido. Ex.: necessário, essencial, fundamental, obrigatório

Geralmente é indiferente usar um sinônimo ou outro. O fato linguístico de existirem sinônimos chama-se sinonímia, palavra que também designa o emprego de sinônimos.

Antônimos: palavras de sentido oposto. Ex.: dedicado: desinteressado, desapegado, relapso. Pontual: atrasado, retardado, irresponsável.

A antonímia pode ser originada por um prefixo de sentido

oposto ou negativo. Ex.: simpático/antipático, progredir/regredir, ativo/inativo, esperar/desesperar, simétrico/assimétrico.

Homônimos

Se refere à capacidade de as palavras serem homônimas (som igual, escrita igual, significado diferente), homófonas (som

igual, escrita diferente, significado diferente) ou homógrafas (som diferente, escrita igual, significado diferente).

O contexto é quem vai determinar a significação dos homôni-

mos. Ela pode ser causa de ambiguidade, por isso é considerada uma deficiência dos idiomas.

Homônimos rio (curso de água) e rio (verbo rir); caminho (itinerário) e caminho (verbo caminhar).

Homófonos cem (número) e sem (indica falta) senso (sentido) e censo (levantamento estatístico)

Homógrafos colher (talher) e colher (apanhar); acerto (correção) e acerto (verbo acertar);

Parônimos

Se refere a palavras que são escritas e pronunciadas de forma parecida, mas que apresentam significados diferentes. infligir (aplicar) e infringir (transgredir), sede (vontade de beber) e cede (verbo ceder), deferir (conceder, dar deferimento) e diferir (ser diferente, di- vergir, adiar),

1
1

ratificar (confirmar) e retificar (tornar reto, corrigir), vultoso (volumoso, muito grande: soma vultosa) e vultuoso (congestionado: rosto vultuoso)

Polissemia

Polissemia indica a capacidade de uma palavra apresentar uma multiplicidade de significados, conforme o contexto em que ocorre. Uma palavra pode ter mais de uma significação. Ex.:

Mangueira: tubo de borracha ou plástico para regar as plan- tas ou apagar incêndios; árvore frutífera; grande curral de gado. Pena: pluma; peça de metal para escrever; punição; dó.

Denotação e conotação

Denotação indica a capacidade de as palavras apresentarem um sentido literal (próprio) e objetivo. A conotação indica a capa- cidade de as palavras apresentarem um sentido figurado e sim- bólico.

Exemplos com sentido denotativo:

As águas pingavam da torneira, (sentido próprio). As horas iam pingando lentamente, (sentido figurado).

Exemplos com sentido conotativo:

Comprei uma correntinha de ouro Fulano nadava em ouro

Hiperonímia e hiponímia

Hiperonímia e a hiponímia indicam a capacidade das palavras estabelecerem relações hierárquicas de significado. Um hiperôni- mo, palavra superior com um sentido mais abrangente, engloba um hipônimo, palavra inferior com sentido mais restrito.

Fruta é hiperônimo de banana. Banana é hipônimo de fruta.

QUESTÕES

12. Pref. de Itaquitinga/PE – Psicólogo – 2016 - IDHTEC

A entrada dos prisioneiros foi comovedora (

Os comba-

tentes contemplavam-nos entristecidos. Surpreendiam-se; co- moviam-se. O arraial, in extremis, punhalhes adiante, naquele armistício transitório, uma legião desarmada, mutilada faminta e claudicante, num assalto mais duro que o das trincheiras em fogo. Custava-lhes admitir que toda aquela gente inútil e frágil saísse tão numerosa ainda dos casebres bombardeados durante três meses. Contemplando-lhes os rostos baços, os arcabouços esmirrados e sujos, cujos molambos em tiras não encobriam la- nhos, escaras e escalavros – a vitória tão longamente apetecida decaía de súbito. Repugnava aquele triunfo. Envergonhava. Era, com efeito, contraproducente compensação a tão luxuosos gastos de combates, de reveses e de milhares de vidas, o apresamento daquela caqueirada humana – do mesmo passo angulhenta e si-

nistra, entre trágica e imunda, passando-lhes pelos olhos, num longo enxurro de carcaças e molambos

)

LÍNGUA PORTUGUESA

Nem um rosto viril, nem um braço capaz de suspender uma arma, nem um peito resfolegante de campeador domado: mu- lheres, sem-número de mulheres, velhas espectrais, moças enve- lhecidas, velhas e moças indistintas na mesma fealdade, escavei- radas e sujas, filhos escanchados nos quadris desnalgados, filhos encarapitados às costas, filhos suspensos aos peitos murchos, fi- lhos arrastados pelos braços, passando; crianças, sem-número de crianças; velhos, sem-número de velhos; raros homens, enfermos opilados, faces túmidas e mortas, de cera, bustos dobrados, andar cambaleante.

(CUNHA, Euclides da. Os sertões: campanha de Canudos. Edição Espe- cial. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1980.)

Em qual das alternativas abaixo NÃO há um par de sinôni- mos?

A) Armistício – destruição

B) Claudicante – manco

C) Reveses – infortúnios

D) Fealdade – feiura

E) Opilados – desnutridos

02. Pref. de Cruzeiro/SP – Instrutor de Desenho Técnico e

Mecânico – 2016 - Instituto Excelência

Assinale a alternativa em que as palavras podem servir de exemplos de parônimos:

A)

Cavaleiro (Homem a cavalo) – Cavalheiro (Homem gentil).

B)

São (sadio) – São (Forma reduzida de Santo).

C)

Acento (sinal gráfico) – Assento (superfície onde se senta).

D)

Nenhuma das alternativas.

03.

TJ/MT – Analista Judiciário – Ciências Contábeis – 2017

- UFMT Na língua portuguesa, há muitas palavras parecidas, seja no

modo de falar ou no de escrever. A palavra sessão, por exemplo, assemelha-se às palavras cessão e seção, mas cada uma apresen- ta sentido diferente. Esse caso, mesmo som, grafias diferentes, denomina-se homônimo homófono. Assinale a alternativa em que todas as palavras se encontram nesse caso.

A) taxa, cesta, assento

B) conserto, pleito, ótico

C) cheque, descrição, manga

D) serrar, ratificar, emergir

04. TJ/MT – Analista Judiciário – Direito – 2017 - UFMT

A fuga dos rinocerontes Espécie ameaçada de extinção escapa dos caçadores da maneira mais radical possível – pelo céu.

Os rinocerontes-negros estão entre os bichos mais visados da África, pois sua espécie é uma das preferidas pelo turismo de caça. Para tentar salvar alguns dos 4.500 espécimes que ainda res- tam na natureza, duas ONG ambientais apelaram para uma solu- ção extrema: transportar os rinocerontes de helicóptero. A ação utilizou helicópteros militares para remover 19 espécimes – com 1,4 toneladas cada um – de seu habitat original, na província de Cabo Oriental, no sudeste da África do Sul, e transferi-los para a província de Lampopo, no norte do país, a 1.500 quilômetros de distância, onde viverão longe dos caçadores. Como o trajeto tem áreas inacessíveis de carro, os rinocerontes tiveram de voar por

2
2

24 quilômetros. Sedados e de olhos vendados (para evitar sustos caso acordassem), os rinocerontes foram içados pelos tornozelos

e voaram entre 10 e 20 minutos. Parece meio brutal? Os respon-

sáveis pela operação dizem que, além de mais eficiente para levar

os paquidermes a locais de difícil acesso, o procedimento é mais gentil.

(BADÔ, F. A fuga dos rinocerontes. Superinteressante, nº 229, 2011.)

A palavra radical pode ser empregada com várias acepções,

por isso denomina-se polissêmica. Assinale o sentido dicionariza- do que é mais adequado no contexto acima.

A) Que existe intrinsecamente num indivíduo ou coisa.

B) Brusco; violento; difícil.

C) Que não é tradicional, comum ou usual.

D) Que exige destreza, perícia ou coragem.

05. UNESP – Assistente Administrativo I – 016 - VUNESP/2016

O gavião

Gente olhando para o céu: não é mais disco voador. Disco

voador perdeu o cartaz com tanto satélite beirando o sol e a lua. Olhamos todos para o céu em busca de algo mais sensacional e comovente – o gavião malvado, que mata pombas.

O centro da cidade do Rio de Janeiro retorna assim à contem-

plação de um drama bem antigo, e há o partido das pombas e o

partido do gavião. Os pombistas ou pombeiros (qualquer palavra

é melhor que “columbófilo”) querem matar o gavião. Os amigos

deste dizem que ele não é malvado tal; na verdade come a sua

pombinha com a mesma inocência com que a pomba come seu grão de milho. Não tomarei partido; admiro a túrgida inocência das pombas

e também o lance magnífico em que o gavião se despenca sobre

uma delas. Comer pombas é, como diria Saint-Exupéry, “a verda- de do gavião”, mas matar um gavião no ar com um belo tiro pode

também ser a verdade do caçador. Que o gavião mate a pomba e o homem mate alegremente o gavião; ao homem, se não houver outro bicho que o mate, pode lhe suceder que ele encontre seu gavião em outro homem.

(Rubem Braga. Ai de ti, Copacabana, 1999. Adaptado)

O termo gavião, destacado em sua última ocorrência no tex-

to – … pode lhe suceder que ele encontre seu gavião em outro

homem. –, é empregado com sentido

A) próprio, equivalendo a inspiração.

B) próprio, equivalendo a conquistador

C) figurado, equivalendo a ave de rapina

D) figurado, equivalendo a alimento

E) figurado, equivalendo a predador

06. Pref. de Florianópolis/SC – Auxiliar de Sala – 2017 - FE-

PESE

O termo (ou expressão) em destaque, que está empregado

em seu sentido próprio, denotativo, ocorre em:

A) Estou morta de cansada

B) Aquela mulher fala mal de todos na vizinhança! É uma co-

bra

C) Todo cuidado é pouco. As paredes têm ouvidos

LÍNGUA PORTUGUESA

D) Reclusa desde que seu cachorrinho morreu, Filomena fi- nalmente saiu de casa ontem. E) Minha amiga é tão agitada! A bateria dela nunca acaba!

RESPOSTAS

01

A

02

A

03

A

04

C

05

E

06

D

FIGURAS DE LINGUAGEM

As figuras de linguagem são recursos especiais usados por quem fala ou escreve, para dar à expressão mais força, intensi- dade e beleza. São três tipos:

Figuras de Palavras (tropos); Figuras de Construção (de sintaxe); Figuras de Pensamento.

Figuras de Palavra

É a substituição de uma palavra por outra, isto é, no emprego figurado, simbólico, seja por uma relação muito próxima (conti- guidade), seja por uma associação, uma comparação, uma simila- ridade. São as seguintes as figuras de palavras:

Metáfora: consiste em utilizar uma palavra ou uma expres- são em lugar de outra, sem que haja uma relação real, mas em virtude da circunstância de que o nosso espírito as associa e de- preende entre elas certas semelhanças. Observe o exemplo:

“Meu pensamento é um rio subterrâneo.” (Fernando Pessoa)

Nesse caso, a metáfora é possível na medida em que o poeta estabelece relações de semelhança entre um rio subterrâneo e seu pensamento.

Comparação: é a comparação entre dois elementos comuns; semelhantes. Normalmente se emprega uma conjunção compa- rativa: como, tal qual, assim como

“Sejamos simples e calmos Como os regatos e as árvores”

Fernando Pessoa

Metonímia: consiste em empregar um termo no lugar de ou- tro, havendo entre ambos estreita afinidade ou relação de senti- do. Observe os exemplos abaixo:

- autor ou criador pela obra. Exemplo: Gosto de ler Machado de Assis. (Gosto de ler a obra literária de Machado de Assis.)

3
3

- efeito pela causa e vice-versa. Exemplo: Vivo do meu tra-

balho. (o trabalho é causa e está no lugar do efeito ou resultado).

- continente pelo conteúdo. Exemplo: Ela comeu uma caixa

de bombons. (a palavra caixa, que designa o continente ou aquilo que contém, está sendo usada no lugar da palavra bombons).

- abstrato pelo concreto e vice-versa. Exemplos: A gravidez

deve ser tranquila. (o abstrato gravidez está no lugar do concreto, ou seja, mulheres grávidas).

- instrumento pela pessoa que o utiliza. Exemplo: Os micro-

fones foram atrás dos jogadores. (Os repórteres foram atrás dos jogadores.)

- lugar pelo produto. Exemplo: Fumei um saboroso havana (Fumei um saboroso charuto.).

- símbolo ou sinal pela coisa significada. Exemplo: Não te afastes da cruz. (Não te afastes da religião.).

- a parte pelo todo. Exemplo: Não há teto para os desabriga- dos. (a parte teto está no lugar do todo, “o lar”).

- indivíduo pela classe ou espécie. Exemplo: O homem foi à

Lua. (Alguns astronautas foram à Lua.).

- singular pelo plural. Exemplo: A mulher foi chamada para ir às ruas. (Todas as mulheres foram chamadas, não apenas uma)

- gênero ou a qualidade pela espécie. Exemplo: Os mortais so- frem nesse mundo. (Os homens sofrem nesse mundo.)

- matéria pelo objeto. Exemplo: Ela não tem um níquel. (a ma-

téria níquel é usada no lugar da coisa fabricada, que é “moeda”).

Atenção: Os últimos 5 exemplos podem receber também o nome de Sinédoque

Perífrase: substituição de um nome por uma expressão para facilitar a identificação. Exemplo: A Cidade Maravilhosa (= Rio de Janeiro) continua atraindo visitantes do mundo todo.

Obs.: quando a perífrase indica uma pessoa, recebe o nome de antonomásia

Exemplos:

O Divino Mestre (= Jesus Cristo) passou a vida praticando o

bem.

O Poeta da Vila (= Noel Rosa) compôs lindas canções.

Sinestesia: Consiste em mesclar, numa mesma expressão, as sensações percebidas por diferentes órgãos do sentido. Exemplo:

No silêncio negro do seu quarto, aguardava os acontecimentos. (si- lêncio = auditivo; negro = visual)

Catacrese: A catacrese costuma ocorrer quando, por falta de um termo específico para designar um conceito, toma-se outro “emprestado”. Passamos a empregar algumas palavras fora de seu sentido original. Exemplos: “asa da xícara”, “maçã do rosto”, “braço da cadeira” .

LÍNGUA PORTUGUESA

Figuras de Construção

Ocorrem quando desejamos atribuir maior expressividade ao significado. Assim, a lógica da frase é substituída pela maior expres- sividade que se dá ao sentido. São as mais importantes figuras de construção:

Elipse: consiste na omissão de um termo da frase, o qual, no entanto, pode ser facilmente identificado. Exemplo: No fim da co- memoração, sobre as mesas, copos e garrafas vazias. (Omissão do verbo haver: No fim da festa comemoração, sobre as mesas, copos e garrafas vazias).

Pleonasmo: consiste no emprego de palavras redundantes para reforçar uma ideia. Exemplo: Ele vive uma vida feliz. Deve-se evitar os pleonasmos viciosos, que não têm valor de reforço, sendo antes fruto do desconhecimento do sentido das pa- lavras, como por exemplo, as construções “subir para cima”, “entrar para dentro”, etc.

Polissíndeto: repetição enfática do conectivo, geralmente o “e”. Exemplo: Felizes, eles riam, e cantavam, e pulavam, e dança- vam. Inversão ou Hipérbato: alterar a ordem normal dos termos ou orações com o fim de lhes dar destaque:

Justo ela diz que é, mas eu não acho não.” (Carlos Drum- mond de Andrade) Por que brigavam no meu interior esses entes de sonho não sei.” (Graciliano Ramos) Observação: o termo deseja realçar é colocado, em geral, no início da frase.

Anacoluto: quebra da estrutura sintática da oração. O tipo mais comum é aquele em que um termo parece que vai ser o sujeito da oração, mas a construção se modifica e ele acaba sem função sintática. Essa figura é usada geralmente para pôr em re- levo a ideia que consideramos mais importante, destacando-a do resto. Exemplo:

O Alexandre, as coisas não lhe estão indo muito bem. A velha hipocrisia, recordo-me dela com vergonha. (Camilo Castelo Branco)

Silepse: concordância de gênero, número ou pessoa é feita com ideias ou termos subentendidos na frase e não claramente expressos. A silepse pode ser:

- de gênero Exemplo: Vossa Majestade parece desanimado (o adjetivo desanimado concorda não com o pronome de trata- mento Vossa Majestade, de forma feminina, mas com a pessoa a quem esse pronome se refere – pessoa do sexo masculino).

- de número Exemplo: O pessoal ficou apavorado e saíram

correndo. (o verbo sair concordou com a ideia de plural que a

palavra pessoal sugere).

- de pessoa. Exemplo: Os brasileiros amamos futebol. (o su-

jeito os brasileiros levaria o verbo na 3ª pessoa do plural, mas a concordância foi feita com a 1ª pessoa do plural, indicando que a pessoa que fala está incluída em os brasileiros).

4
4

Onomatopeia: Ocorre quando se tentam reproduzir na for- ma de palavras os sons da realidade. Exemplos: Os sinos faziam blem, blem, blem, blem. Miau, miau. (Som emitido pelo gato) Tic-tac, tic-tac fazia o relógio da sala de jantar.

As onomatopeias, como no exemplo abaixo, podem resultar da Aliteração (repetição de fonemas nas palavras de uma frase ou de um verso).

Vozes veladas, veludosas vozes, volúpias dos violões, vozes veladas, vagam nos velhos vórtices velozes dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas.”

(Cruz e Sousa)

Repetição: repetir palavras ou orações para enfatizar a afir- mação ou sugerir insistência, progressão:

“E o ronco das águas crescia, crescia, vinha pra dentro da casona.” (Bernardo Élis) “O mar foi ficando escuro, escuro, até que a última lâmpada se apagou.” (Inácio de Loyola Brandão)

Zeugma: omissão de um ou mais termos anteriormente enunciados. Exemplo: Ele gosta de geografia; eu, de português. (na segunda oração, faltou o verbo “gostar” = Ele gosta de geogra- fia; eu gosto de português.).

Assíndeto: quando certas orações ou palavras, que poderiam se ligar por um conectivo, vêm apenas justapostas. Exemplo: Vim, vi, venci.

Anáfora: repetição de uma palavra ou de um segmento do texto com o objetivo de enfatizar uma ideia. É uma figura de cons- trução muito usada em poesia. Exemplo: Este amor que tudo nos toma, este amor que tudo nos dá, este amor que Deus nos inspira, e que um dia nos há de salvar

Paranomásia: palavras com sons semelhantes, mas de signi- ficados diferentes, vulgarmente chamada de trocadilho. Exemplo:

Comemos fora todos os dias! A gente até dispensa a despensa.

Neologismo: criação de novas palavras. Exemplo: Estou a fim do João. (estou interessado). Vou fazer um bico. (trabalho tem- porário).

Figuras de Pensamento

Utilizadas para produzir maior expressividade à comunica- ção, as figuras de pensamento trabalham com a combinação de ideias, pensamentos.

Antítese: Corresponde à aproximação de palavras contrárias, que têm sentidos opostos. Exemplo: O ódio e o amor andam de mãos dadas.

Apóstrofe: interrupção do texto para se chamar a atenção de alguém ou de coisas personificadas. Sintaticamente, a apóstrofe corresponde ao vocativo. Exemplo: Tende piedade, Senhor, de to- das as mulheres.

LÍNGUA PORTUGUESA

Eufemismo: Atenua o sentido das palavras, suavizando as ex- pressões do discurso Exemplo: Ele foi para o céu. (Neste caso, a expressão “para a céu”, ameniza o discurso real: ele morreu.)

Gradação: os termos da frase são fruto de hierarquia (ordem crescente ou decrescente). Exemplo: As pessoas chegaram à fes- ta, sentaram, comeram e dançaram

Hipérbole: baseada no exagero intencional do locutor, isto é, expressa uma ideia de forma exagerada. Exemplo: Liguei para ele milhões de vezes essa tarde. (Ligou várias vezes, mas não literalmente 1 milhão de vezes ou mais).

Ironia: é o emprego de palavras que, na frase, têm o sentido oposto ao que querem dizer. É usada geralmente com sentido sar- cástico. Exemplo: Quem foi o inteligente que usou o computador e apagou o que estava gravado?

Paradoxo: Diferente da antítese, que opõem palavras, o pa- radoxo corresponde ao uso de ideias contrárias, aparentemente absurdas. Exemplo: Esse amor me mata e dá vida. (Neste caso, o mesmo amor traz alegrias (vida) e tristeza (mata) para a pessoa.) Personificação ou Prosopopéia ou Animismo: atribuição de ações, sentimentos ou qualidades humanas a objetos, seres irra- cionais ou outras coisas inanimadas. Exemplo: O vento suspirou essa manhã. (Nesta frase sabemos que o vento é algo inanimado que não suspira, sendo esta uma “qualidade humana”.)

Reticência: suspender o pensamento, deixando-o meio vela- do. Exemplo:

“De todas, porém, a que me cativou logo foi uma não sei se digo.” (Machado de Assis)

uma

Retificação: consiste em retificar uma afirmação anterior. Exemplos: O médico, aliás, uma médica muito gentil não sabia qual seria o procedimento.

QUESTÕES

01. IF/PA - Assistente em Administração – 2016 - FUNRIO

“Quero um poema ainda não pensado, / que inquiete as ma- rés de silêncio da palavra ainda não escrita nem pronunciada, / que vergue o ferruginoso canto do oceano / e reviva a ruína que

são as poças d’água. / Quero um poema para vingar minha insô- nia. ” (Olga Savary, “Insônia”)

Nesses versos finais do poema, encontramos as seguintes fi- guras de linguagem:

A) silepse e zeugma

B) eufemismo e ironia.

C) prosopopeia e metáfora.

D) aliteração e polissíndeto.

E) anástrofe e aposiopese.

02. IF/PA - Auxiliar em Administração – 2016 - FUNRIO

“Eu sou de lá / Onde o Brasil verdeja a alma e o rio é mar / Eu sou de lá / Terra morena que eu amo tanto, meu Pará.” (Pe. Fábio de Melo, “Eu Sou de Lá”)

5
5

Nesse trecho da canção gravada por Fafá de Belém, encontra- mos a seguinte figura de linguagem:

A) antítese

B) eufemismo.

C) ironia

D) metáfora

E) silepse.

03. Pref. de Itaquitinga/PE - Técnico em Enfermagem – 2016

- IDHTEC

MAMÃ NEGRA (Canto de esperança)

Tua presença, minha Mãe - drama vivo duma Raça, Drama de carne e sangue Que a Vida escreveu com a pena dos séculos! Pelo teu regaço, minha Mãe, Outras gentes embaladas à voz da

ternura ninadas do teu leite alimentadas de bondade e poesia de

música ritmo e graça

não teus filhos, que estes nascendo alimárias semoventes, coisas várias, mais são filhos da desgraça: a enxada é o seu brinquedo

trabalho escravo - folguedo

Pelos teus olhos, minha Mãe Vejo

oceanos de dor Claridades de sol-posto, paisagens Roxas paisa-

gens Mas vejo (Oh! se vejo!

mas vejo também que a luz rou-

bada aos teus [olhos, ora esplende demoniacamente tentadora

- como a Certeza

em nós outros, teus filhos, gerando, formando, anunciando -o dia da humanidade.

(Viriato da Cruz. Poemas, 1961, Lisboa, Casa dos Estudantes do Império)

santos poetas e sábios

Outras gentes

)

cintilantemente firme - como a Esperança

O poema, Mamã Negra:

A) É uma metáfora para a pátria sendo referência de um país

africano que foi colonizado e teve sua população escravizada.

B) É um vocativo e clama pelos efeitos negativos da escraviza-

ção dos povos africanos.

C) É a referência resumida a todo o povo que compõe um país

libertado depois de séculos de escravidão.

D) É o sofrimento que acometeu todo o povo que ficou na

terra e teve seus filhos levados pelo colonizador.

E) É a figura do colonizador que mesmo exercendo o poder

por meio da opressão foi „ninado‟ pela Mamã Negra.

04. Pref. de Florianópolis/SC - Auxiliar de Sala – 2016 - FE-

PESE

Analise as frases abaixo:

1. ”Calções negros corriam, pulavam durante o jogo.”

2. A mulher conquistou o seu lugar!

3. Todo cais é uma saudade de pedra.

4. Os microfones foram implacáveis com os novos artistas.

Assinale a alternativa que corresponde correta e sequencial- mente às figuras de linguagem apresentadas:

A) metáfora, metonímia, metáfora, metonímia

B) metonímia, metonímia, metáfora, metáfora

C) metonímia, metonímia, metáfora, metonímia

D) metonímia, metáfora, metonímia, metáfora

E) metáfora, metáfora, metonímia, metáfora

LÍNGUA PORTUGUESA

05. COMLURB - Técnico de Segurança do Trabalho – 2016 - IBFC Leia o poema abaixo e assinale a alternativa que indica a figu- ra de linguagem presente no texto:

Amor é fogo que arde sem se ver Amor é fogo que arde sem se ver; É ferida que dói e não se sente; É um contentamento descontente; É dor que desatina sem doer;

A) Onomatopeia

B) Metáfora

C) Personificação

D) Pleonasmo

(Camões)

06.Pref. de Paulínia/SP - Agente de Fiscalização – 2016 - FGV

Descaso com saneamento deixa rios em estado de alerta

A crise hídrica transformou a paisagem urbana em muitas

cidades paulistas. Casas passaram a contar com cisternas e cai- xas-d’água azuis se multiplicaram por telhados, lajes e até em garagens. Em regiões mais nobres, jardins e portarias de prédios

ganharam placas que alertam sobre a utilização de água de reu- so. As pessoas mudaram seu comportamento, economizaram e cobraram soluções.

As discussões sobre a gestão da água, nos mais diversos as- pectos, saíram dos setores tradicionais e técnicos e ganharam es- paço no cotidiano. Porém, vieram as chuvas, as enchentes e os rios urbanos voltaram a ficar tomados por lixo, mascarando, de certa forma, o enorme volume de esgoto que muitos desses cor- pos de água recebem diariamente.

É como se não precisássemos de cada gota de água desses

rios urbanos e como se a água limpa que consumimos em nossas casas, em um passe de mágica, voltasse a existir em tamanha abundância, nos proporcionando o luxo de continuar a poluir cen- tenas de córregos e milhares de riachos nas nossas cidades. Para completar, todo esse descaso decorrente da falta de saneamento se reverte em contaminação e em graves doenças de veiculação hídrica.

Dados do monitoramento da qualidade da água – que reali- zamos em rios, córregos e lagos de onze Estados brasileiros e do Distrito Federal – revelaram que 36,3% dos pontos de coleta ana- lisados apresentam qualidade ruim ou péssima. Apenas 13 pon- tos foram avaliados com qualidade de água boa (4,5%) e os outros 59,2% estão em situação regular, o que significa um estado de alerta. Nenhum dos pontos analisados foi avaliado como ótimo. Divulgamos esse grave retrato no Dia Mundial da Água (22 de março), com base nas análises realizadas entre março de 2015 e fevereiro de 2016, em 289 pontos de coleta distribuídos em 76 municípios.

(MANTOVANI, Mário; RIBEIRO, Malu. UOL Notícias, abril/2016.)

Em termos de linguagem figurada, o fato de a divulgação do texto ter sido feita no Dia Mundial da Água funciona como

A) metáfora.

B) pleonasmo.

C) eufemismo.

D) ironia.

E) hipérbole.

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6

07. Pref. de Chapecó/SC - IOBV

Engenheiro de Trânsito – 2016 -

O outro lado

só assim o poema se constrói:

quando o desejo tem forma de ilha e todos os planetas são luas, embriões da magia então podemos atravessar as chamas sentir o chão respirar ver a dança da claridade ouvir as vozes das cores fruir a liberdade animal de estarmos soltos no espaço ter parte com pedra e vento seguir os rastros do infinito entender o que sussurra o vazio – e tudo isso é tão familiar para quem conhece a forma do sonho

(WILLER, Claudio, Estranhas experiências, 2004, p. 46)

No poema acima, do poeta paulista Claudio Willer (1940), no verso “ouvir as vozes das cores”, entre outros versos, é expressa uma figura de linguagem. Esta pode ser assim definida: “Figura que consiste na utilização simultânea de alguns dos cinco sentidos”

(CAMPEDELLI, S. Y. e SOUZA, J. B. Literatura, produção de textos & gramá - tica. São Paulo, Saraiva, 1998, p. 616).

Como é denominada esta figura de linguagem?

A) Eufemismo.

B) Hipérbole.

C) Sinestesia.

D) Antítese.

RESPOSTAS

01

C

02

D

03

A

04

C

05

B

06

D

07

C

03 A 04 C 05 B 06 D 07 C 2. LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS:

2. LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS: INFORMA- ÇÕES IMPLÍCITAS E EXPLÍCITAS.

DE TEXTOS: INFORMA- ÇÕES IMPLÍCITAS E EXPLÍCITAS. LEITURA, COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS Leitura A

LEITURA, COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS

Leitura

A leitura é prática de interação social de linguagem. A leitura, como prática social, exige um leitor crítico que seja capaz de mobi- lizar seus conhecimentos prévios, quer linguísticos e textuais, quer

LÍNGUA PORTUGUESA

de mundo, para preencher os vazios do texto, construindo novos significados. Esse leitor parte do já sabido/conhecido, mas, supe-

rando esse limite, incorpora, de forma reflexiva, novos significados

a seu universo de conhecimento para melhor entender a realidade em que vive.

Compreensão

A compreensão de um texto é a análise e decodificação do

que está realmente escrito nele, das frases e ideias ali presentes. A compreensão de texto significa decodificá-lo para entender o que foi dito. É a análise objetiva e a assimilação das palavras e ideias presentes no texto. Para ler e entender um texto é necessário obter dois níveis de leitura: informativa e de reconhecimento. Um texto para ser compreendido deve apresentar ideias sele- tas e organizadas, através dos parágrafos que é composto pela ideia central, argumentação/desenvolvimento e a conclusão do texto. Quando se diz que uma pessoa tem a compreensão de algo, significa que é dotada do perfeito domínio intelectual sobre o as- sunto. Para que haja a compreensão de algo, como um texto, por exemplo, é necessária a sua interpretação. Para isso, o indivíduo deve ser capaz de desvendar o significado das construções textuais, com o intuito de compreender o sentido do contexto de uma frase. Assim, quando não há uma correta interpretação da mensagem, consequentemente não há a correta compreensão da mesma.

Interpretação

Interpretar é a ação ou efeito que estabelece uma relação de

percepção da mensagem que se quer transmitir, seja ela simultânea ou consecutiva, entre duas pessoas ou entidades.

A importância dada às questões de interpretação de textos de-

ve-se ao caráter interdisciplinar, o que equivale dizer que a compe- tência de ler texto interfere decididamente no aprendizado em geral, já que boa parte do conhecimento mais importante nos chega por meio da linguagem escrita. A maior herança que a escola pode legar aos seus alunos é a competência de ler com autonomia, isto é, de extrair de um texto os seus significados. Num texto, cada uma das partes está combinada com as outras, criando um todo que não é mero resultado da soma das partes, mas da sua articulação. Assim, a apreensão do significado global resulta

de várias leituras acompanhadas de várias hipóteses interpretativas, levantadas a partir da compreensão de dados e informações inscritos no texto lido e do nosso conhecimento do mundo.

A interpretação do texto é o que podemos concluir sobre ele,

depois de estabelecer conexões entre o que está escrito e a reali- dade. São as conclusões que podemos tirar com base nas ideias do

autor. Essa análise ocorre de modo subjetivo, e são relacionadas com

a dedução do leitor.

A interpretação de texto é o elemento-chave para o resultado

acadêmico, eficiência na solução de exercícios e mesmo na com- preensão de situações do dia-a-dia.

Além de uma leitura mais atenta e conhecimento prévio sobre

o

assunto, o elemento de fundamental importância para interpretar

e

compreender corretamente um texto é ter o domínio da língua.

E mesmo dominando a língua é muito importante ter um dicio-

nário por perto. Isso porque ninguém conhece o significado de todas as palavras e é muito difícil interpretar um texto desconhecendo cer-

tos termos.

7
7

Dicas para uma boa interpretação de texto:

- Leia todo o texto pausadamente

- Releia o texto e marque todas as palavras que não sabe o sig- nificado

- Veja o significado de cada uma delas no dicionário e anote

- Separe os parágrafos do texto e releia um a um fazendo o seu resumo

- Elabore uma pergunta para cada parágrafo e responda

- Questione a forma usada para escrever

- Faça um novo texto com as suas palavras, mas siga as ideias do autor.

Lembre-se que para saber compreender e interpretar muito bem qualquer tipo de texto, é essencial que se leia muito. Quanto mais se lê, mais facilidade de interpretar se tem. E isso é fundamen- tal em qualquer coisa que se faça, desde um concurso, vestibular, até a leitura de um anúncio na rua. Resumindo:

 

Compreensão

Interpretação

O que é

É

a análise do que

É

o que podemos con-

está escrito no texto, a compreensão das fra- ses e ideias presentes.

cluir sobre o que está escrito no texto. É o modo como interpre- tamos o conteúdo.

Informação

A informação está pre- sente no texto.

A

informação está fora

do texto, mas tem co-

 

nexão com ele.

Análise

Trabalha com a objeti-

Trabalha com a sub-

vidadem, com as frases

jetividade, com o que

palavras que estão escritas no texto.

e

você entendeu sobre

o

texto.

QUESTÕES

01. SP Parcerias - Analista Técnic - 2018 - FCC

Uma compreensão da História

Eu entendo a História num sentido sincrônico, isto é, em que tudo acontece simultaneamente. Por conseguinte, o que procura o romancista - ao menos é o que eu tento fazer - é esboçar um sentido para todo esse caos de fatos gravados na tela do tempo. Sei que esses fatos se deram em tempos distintos, mas procuro encontrar um fio comum entre eles. Não se trata de escapar do presente. Para mim, tudo o que aconteceu está a acontecer. E isto não é novo, já o afirmava o pensador italiano Benedetto Croce, ao escrever: “Toda a História é História contemporânea”. Se tivesse que escolher um sinal que marcasse meu norte de vida, seria essa frase de Croce.

(SARAMAGO, José. As palavras de Saramago. São Paulo: Companhia das Letras, 2010, p. 256)

José Saramago entende que sua função como romancista é A) estudar e imaginar a História em seus movimentos sincrô- nicos predominantes.

LÍNGUA PORTUGUESA

B) ignorar a distinção entre os tempos históricos para mantê-

-los vivos em seu passado.

C) buscar traçar uma linha contínua de sentido entre fatos

dispersos em tempos distintos.

D) fazer predominar o sentido do tempo em que se vive sobre

o tempo em que se viveu.

E) expressar as diferenças entre os tempos históricos de

modo a valorizá-las em si mesmas.

02. Pref. de Chapecó – SC – Engenheiro de Trânsito – 2016 - IOBV

Por Jonas Valente*, especial para este blog.

A Comissão Parlamentar de Inquérito sobre Crimes Ciberné- ticos da Câmara dos Deputados divulgou seu relatório final. Nele,

apresenta proposta de diversos projetos de lei com a justificativa de combater delitos na rede. Mas o conteúdo dessas proposições

é explosivo e pode mudar a Internet como a conhecemos hoje no

Brasil, criando um ambiente de censura na web, ampliando a re- pressão ao acesso a filmes, séries e outros conteúdos não oficiais, retirando direitos dos internautas e transformando redes sociais

e outros aplicativos em máquinas de vigilância. Não é de hoje que o discurso da segurança na Internet é usa- do para tentar atacar o caráter livre, plural e diverso da Internet. Como há dificuldades de se apurar crimes na rede, as soluções buscam criminalizar o máximo possível e transformar a navegação em algo controlado, violando o princípio da presunção da inocên- cia previsto na Constituição Federal. No caso dos crimes contra a honra, a solução adotada pode ter um impacto trágico para o de- bate democrático nas redes sociais – atualmente tão importante quanto aquele realizado nas ruas e outros locais da vida off line. Além disso, as propostas mutilam o Marco Civil da Internet, lei aprovada depois de amplo debate na sociedade e que é referên- cia internacional.

(*BLOG DO SAKAMOTO, L. 04/04/2016)

Após a leitura atenta do texto, analise as afirmações feitas:

I. O jornalista Jonas Valente está fazendo um elogio à visão

equilibrada e vanguardista da Comissão Parlamentar que legisla sobre crimes cibernéticos na Câmara dos Deputados.

II. O Marco Civil da Internet é considerado um avanço em to-

dos os sentidos, e a referida Comissão Parlamentar está querendo cercear o direito à plena execução deste marco.

III. Há o temor que o acesso a filmes, séries, informações em

geral e o livre modo de se expressar venham a sofrer censura com

a nova lei que pode ser aprovada na Câmara dos Deputados.

IV. A navegação na internet, como algo controlado, na visão

do jornalista, está longe de se concretizar através das leis a serem votadas no Congresso Nacional.

V. Combater os crimes da internet com a censura, para o jor-

nalista, está longe de ser uma estratégia correta, sendo mesmo

perversa e manipuladora.

Assinale a opção que contém todas as alternativas corretas.

A) I, II, III.

B) II, III, IV.

C) II, III, V.

D) II, IV, V.

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03. Pref. de São Gonçalo – RJ – Analista de Contabilidade –

2017 - BIO-RIO

Édipo-rei

Diante do palácio de Édipo. Um grupo de crianças está ajoe- lhado nos degraus da entrada. Cada um tem na mão um ramo de oliveira. De pé, no meio delas, está o sacerdote de Zeus.

(Edipo-Rei, Sófocles, RS: L&PM, 2013)

O texto é a parte introdutória de uma das maiores peças trá- gicas do teatro grego e exemplifica o modo descritivo de organi- zação discursiva. O elemento abaixo que NÃO está presente nessa descrição é:

A) a localização da cena descrita.

B) a identificação dos personagens presentes.

C) a distribuição espacial dos personagens.

D) o processo descritivo das partes para o todo.

E) a descrição de base visual.

04. MPE-RJ – Analista do Ministério Público - Processual –

2016 - FGV

Problemas Sociais Urbanos

Brasil escola

Dentre os problemas sociais urbanos, merece destaque a questão da segregação urbana, fruto da concentração de renda no espaço das cidades e da falta de planejamento público que vise à promoção de políticas de controle ao crescimento desordenado das cidades. A especulação imobiliária favorece o encarecimen- to dos locais mais próximos dos grandes centros, tornando-os inacessíveis à grande massa populacional. Além disso, à medida que as cidades crescem, áreas que antes eram baratas e de fácil acesso tornam-se mais caras, o que contribui para que a grande maioria da população pobre busque por moradias em regiões ain- da mais distantes. Essas pessoas sofrem com as grandes distâncias dos locais de residência com os centros comerciais e os locais onde traba- lham, uma vez que a esmagadora maioria dos habitantes que so- frem com esse processo são trabalhadores com baixos salários. Incluem-se a isso as precárias condições de transporte público e a péssima infraestrutura dessas zonas segregadas, que às vezes não contam com saneamento básico ou asfalto e apresentam eleva- dos índices de violência. A especulação imobiliária também acentua um problema cada vez maior no espaço das grandes, médias e até pequenas cidades: a questão dos lotes vagos. Esse problema acontece por dois principais motivos: 1) falta de poder aquisitivo da população que possui terrenos, mas que não possui condições de construir neles e 2) a espera pela valorização dos lotes para que esses se tornem mais caros para uma venda posterior. Esses lotes vagos geralmente apresentam problemas como o acúmulo de lixo, mato alto, e acabam tornando-se focos de doenças, como a dengue.

PENA, Rodolfo F. Alves. “Problemas socioambientais urbanos”; Brasil Escola. Disponível em http://brasilescola.uol.com.br/brasil/problemas-am- bientais-sociais-decorrentes-urbanização.htm. Acesso em 14 de abril de 2016.

LÍNGUA PORTUGUESA

A estruturação do texto é feita do seguinte modo:

A) uma introdução definidora dos problemas sociais urbanos

e um desenvolvimento com destaque de alguns problemas;

B) uma abordagem direta dos problemas com seleção e expli-

cação de um deles, visto como o mais importante;

C) uma apresentação de caráter histórico seguida da explici-

tação de alguns problemas ligados às grandes cidades;

D) uma referência imediata a um dos problemas sociais ur-

banos, sua explicitação, seguida da citação de um segundo pro-

blema;

E)

um destaque de um dos problemas urbanos, seguido de

sua explicação histórica, motivo de crítica às atuais autoridades.

05. MPE-RJ – Técnico do Ministério Público - Administrativa – 2016 - FGV

O futuro da medicina

O avanço da tecnologia afetou as bases de boa parte das pro-

fissões. As vítimas se contam às dezenas e incluem músicos, jor- nalistas, carteiros etc. Um ofício relativamente poupado até aqui

é o de médico. Até aqui. A crer no médico e “geek” Eric Topol, au-

tor de “The Patient Will See You Now” (o paciente vai vê-lo agora), está no forno uma revolução da qual os médicos não escaparão,

mas que terá impactos positivos para os pacientes. Para Topol, o futuro está nos smartphones. O autor nos colo- ca a par de incríveis tecnologias, já disponíveis ou muito próximas disso, que terão grande impacto sobre a medicina. Já é possível, por exemplo, fotografar pintas suspeitas e enviar as imagens a um algoritmo que as analisa e diz com mais precisão do que um der- matologista se a mancha é inofensiva ou se pode ser um câncer, o que exige medidas adicionais. Está para chegar ao mercado um apetrecho que transforma o celular num verdadeiro laboratório de análises clínicas, realizan- do mais de 50 exames a uma fração do custo atual. Também é possível, adquirindo lentes que custam centavos, transformar o smartphone num supermicroscópio que permite fazer diagnósti- cos ainda mais sofisticados. Tudo isso aliado à democratização do conhecimento, diz To- pol, fará com que as pessoas administrem mais sua própria saú- de, recorrendo ao médico em menor número de ocasiões e de preferência por via eletrônica. É o momento, assegura o autor, de ampliar a autonomia do paciente e abandonar o paternalismo que desde Hipócrates assombra a medicina. Concordando com as linhas gerais do pensamento de Topol, mas acho que, como todo entusiasta da tecnologia, ele provavel- mente exagera. Acho improvável, por exemplo, que os hospitais caminhem para uma rápida extinção. Dando algum desconto para ”

é uma excelente leitura para os inte-

as previsões, “The Patient

ressados nas transformações da medicina.

Folha de São Paulo online – Coluna Hélio Schwartsman – 17/01/2016.

Segundo o autor citado no texto, o futuro da medicina:

A) encontra-se ameaçado pela alta tecnologia;

B) deverá contar com o apoio positivo da tecnologia;

C) levará à extinção da profissão de médico;

D) independerá completamente dos médicos;

E) estará limitado aos meios eletrônicos.

9
9

RESPOSTAS

01

C

02

C

03

D

04

B

05

B

LINGUAGEM VERBAL E NÃO VERBAL

Chamamos de Linguagem a habilidade de expressar nossas ideias, sentimentos e opiniões. Trata-se de um fenômeno comu- nicativo. Usamos vários tipos de linguagens para comunicação:

sinais, símbolos, sons, gestos e regras com sinais convencionais. A linguagem pode ser:

Verbal: usa as palavras para se comunicar.

Não verbal: usa outros meios de comunicação, que não se- jam as palavras. Por exemplo: linguagem de sinais, placas e sinais de trânsito, linguagem corporal, figura, expressão facial, etc.

linguagem corporal, figura, expressão facial, etc. Existe também a Linguagem mista , que é o uso

Existe também a Linguagem mista, que é o uso simultâneo dos dois tipos de linguagem para estabelecer a comunicação. Ela ocorre quando por exemplo dizemos que sim e ao mesmo tem- po balançamos a cabeça. Está também presente em histórias em quadrinhos, em charges, em vídeo, etc.

A Língua é um instrumento de comunicação, que possui um caráter social: pertence a um conjunto de pessoas, que podem

LÍNGUA PORTUGUESA

agir sobre ela. Cada pessoa pode optar por uma determinada for- ma de expressão. Porém, não se pode criar uma língua específica e querer que outros falantes entendam. Língua é diferente de escrita. A escrita é um estágio posterior de uma língua. A língua falada é mais espontânea, acompanhada pelo tom de voz e algumas vezes por mímicas. A língua escrita é um sistema mais rígido, não conta com o jogo fisionômico, mími- cas e o tom de voz. No Brasil, todos falam a língua portuguesa, mas existem usos diferentes da língua por diversos fatores. Den- tre eles: Fatores Regionais, Fatores Culturais, Fatores Contextuais, Fatores Profissionais e Fatores Naturais.

 

Questões

01.

Sobre as linguagens verbal e não verbal, estão corretas,

exceto:

a)

a linguagem não verbal é composta por signos sonoros ou

visuais, como placas, imagens, vídeos etc.

b)

a linguagem verbal diz respeito aos signos que são forma-

dos por palavras. Eles podem ser sinais visuais e sonoros.

c)

a linguagem verbal, por dispor de elementos linguísticos

concretos, pode ser considerada superior à linguagem não verbal.

d)

linguagem verbal e não verbal são importantes, e o suces-

A Fala é o uso oral da língua. Trata-se de um ato individual, onde cada um escolhe a forma que melhor se expressa. Assim, há vários níveis da fala. Devido ao caráter individual da fala, pode-se observar dois níveis:

Coloquial-Popular: nível da fala mais espontâneo, onde não

-

so na comunicação depende delas, ou seja, quando um interlocu- tor recebe e compreende uma mensagem adequadamente.

02.

Qual o tipo de linguagem utilizada abaixo:

02. Qual o tipo de linguagem utilizada abaixo: nos preocupamos em saber se falamos de acordo

nos preocupamos em saber se falamos de acordo ou não com as

regras formais

-

Formal-Culto: normalmente utilizado pelas pessoas em si-

tuações formais. É necessário um cuidado maior com o vocabulá-

rio e seguir as regras gramaticais da língua

Vejamos agora alguns exemplos de textos não verbais:

 
 
https://www.todamateria.com.br/linguagem-verbal-e-nao -

https://www.todamateria.com.br/linguagem-verbal-e-nao-

 

-verbal/

A)

Linguagem verbal

B)

Linguagem não verbal

C)

Linguagem mista

D)

Linguagem conotativa

03.

Quando assistimos um jogo de futebol, as linguagens ver-

 
  bal e não verbal estão envolvidas. Qual delas abaixo representa a linguagem verbal usadas nas

bal e não verbal estão envolvidas. Qual delas abaixo representa a linguagem verbal usadas nas partidas de futebol:

A) Bandeiras de impedimento

B) Cartões vermelho e amarelo

C) Locutor do Futebol

D) O apito do juiz

Linguagem intencional: Toda vez que nos depararmos com um texto despretensioso ou seja sem nenhum objetivo podemos julgar que há algum tipo de pretensão. Para cada tipo de intenção existe uma forma distinta de linguagem. Por isso, uma declaração de amor é feita de jeito e uma entrevista de emprego de outra. Não é difícil distinguir os tipos de linguagens, pois falada ou escrita, só pode ser verbal. Sempre que a comunicação precisar de uma estrutura gramatical adequada para ser entendida, ela será uma linguagem verbal.

10
10

LÍNGUA PORTUGUESA

04. UERJ

LÍNGUA PORTUGUESA 04. UERJ Mineiro de Araguari, o cartunista Caulos já publicou seus trabalhos em diversos

Mineiro de Araguari, o cartunista Caulos já publicou seus trabalhos em diversos jornais, entre eles o Jornal do Brasil e o The New York Times

No cartum apresentado, o significado da palavra escrita é reforçado pelos elementos visuais, próprios da linguagem não verbal. A separação das letras da palavra em balões distintos con- tribui para expressar principalmente a seguinte ideia:

A) dificuldade de conexão entre as pessoas

B) aceleração da vida na contemporaneidade

C) desconhecimento das possibilidades de diálogo

D) desencontro de pensamentos sobre um assunto

05. Gráficos são exemplos de utilização simultânea das lin-

guagens verbal e não verbal. É preciso analisar as duas ocorrên- cias para a compreensão do texto.

as duas ocorrên - cias para a compreensão do texto. Nos gráficos, os elementos visuais e

Nos gráficos, os elementos visuais e os elementos textuais são fundamentais para o entendimento total da mensagem trans- mitida. No gráfico em questão, a linguagem verbal e a linguagem não verbal têm como intenção mostrar ao leitor que:

A) O número de casamentos entre pessoas acima de 60 anos

diminuiu em um período de cinco anos.

11
11

B) O número de pessoas acima de 60 anos que estão inseri-

das no mercado de trabalho é proporcionalmente inverso à quan- tidade de pessoas que se casam nessa faixa etária.

C) Apresenta dados para o leitor que comprovam o aumento

no número de casamentos entre pessoas acima de 60 anos, assim como o aumento da inserção de pessoas acima de 60 anos no mercado de trabalho.

D) Apresenta a preocupação com a diminuição no número de

casamentos entre pessoas de várias faixas etárias da população brasileira, assim como a dificuldade dessas pessoas para conse- guir emprego no mercado de trabalho.

RESPOSTAS

01

C

02

C

03

C

04

A

05

C

no mercado de trabalho. RESPOSTAS 01 C 02 C 03 C 04 A 05 C 3.

3. TIPOLOGIA TEXTUAL E GÊNEROS DE CIRCULAÇÃO SOCIAL: ESTRUTURA COMPOSICIONAL; OBJETIVOS DISCURSIVOS DO TEXTO; CONTEXTO DE CIRCULAÇÃO; ASPECTOS LINGUÍSTICOS.

DO TEXTO; CONTEXTO DE CIRCULAÇÃO; ASPECTOS LINGUÍSTICOS. Gêneros Textuais S ão textos encontrados no nosso

Gêneros Textuais

São textos encontrados no nosso dia-a-dia e apresentam ca- racterísticas sócio comunicativas (carta pessoal ou comercial, diá- rios, agendas, e-mail, facebook, lista de compras, cardápio entre outros). É impossível se comunicar verbalmente a não ser por um tex- to e obriga-nos a compreender tanto as características estruturais (como ele é feito) como as condições sociais (como ele funciona na sociedade). Os gêneros são tipos relativamente estáveis de enunciados elaborados pelas mais diversas esferas da atividade humana. Por essa relatividade a que se refere o autor, pode-se entender que o gênero permite certa flexibilidade quanto à sua composição, fa- vorecendo uma categorização no próprio gênero, isto é, a criação de um subgênero. Os gêneros textuais são fenômenos históricos, profundamente vinculados à vida cultural e social, portanto, são entidades sócio discursivas e formas de ação social em qualquer situação comunicativa. Caracterizam-se como eventos textuais al- tamente maleáveis e dinâmicos. Os gêneros textuais caracterizam-se muito mais por suas fun- ções comunicativas; cognitivas e institucionais, do que por suas peculiaridades linguísticas e estruturais. Os textos, tanto orais quanto escritos, que têm o objetivo de estabelecer algum tipo de comunicação, possuem algumas carac- terísticas básicas que fazem com que possamos saber em qual gênero textual o texto se encaixa. Algumas dessas características são: o tipo de assunto abordado, quem está falando, para quem está falando, qual a finalidade do texto, qual o tipo do texto (nar- rativo, argumentativo, instrucional, etc.).

LÍNGUA PORTUGUESA

É essencial saber distinguir o que é gênero textual, gênero literário e tipo textual Cada uma dessas classificações é referente aos textos, porém é preciso ter atenção, cada uma possui um significado totalmente diferente da outra Gêneros textuais – cada um deles possui o seu próprio estilo de escrita e de estrutura. Desta forma fica mais fácil compreender

as diferenças entre cada um deles e poder classifica-los de acordo com suas características.

Gênero Literário –os textos abordados são apenas os literá- rios, diferente do gênero textual, que abrange todo tipo de texto.

O gênero literário é classificado de acordo com a sua forma, po-

dendo ser do gênero líricos, dramático, épico, narrativo e etc. Tipo textual –forma como o texto se apresenta, podendo ser classificado como narrativo, argumentativo, dissertativo, descriti- vo, informativo ou injuntivo. Cada uma dessas classificações varia de acordo como o texto se apresenta e com a finalidade para o qual foi escrito.

Quando pensamos nos diversos tipos e gêneros textuais, de- vemos pensar também na linguagem adequada a ser adotada em cada um deles. Por isso existem a linguagem literária e a lingua- gem não literária. Diferentemente do que acontece com os textos literários, nos quais há uma preocupação com o objeto linguístico e também com o estilo, os textos não literários apresentam carac- terísticas bem delimitadas para que possam cumprir sua principal missão, que é, na maioria das vezes, a de informar. Quando pensamos em informação, alguns elementos devem ser elencados, como a objetividade, a transparência e o compro- misso com uma linguagem não literária, afastando assim possíveis equívocos na interpretação de um texto. Os gêneros textuais são fenômenos históricos, profunda- mente vinculados à vida cultural e social, portanto, são entidades sócio discursivas e formas de ação social em qualquer situação comunicativa. Caracterizam-se como eventos textuais altamente maleáveis

e dinâmicos. Os gêneros textuais caracterizam-se muito mais por suas fun- ções comunicativas; cognitivas e institucionais, do que por suas peculiaridades linguísticas e estruturais.

Tipos de Gêneros Textuais

Existem inúmeros gêneros textuais dentro das categorias ti- pológicas de texto, e cada texto possuiu uma linguagem e estru- tura. Em outras palavras, gêneros textuais são estruturas textuais peculiares que surgem dos tipos de textos: narrativo, descritivo, dissertativo-argumentativo, expositivo e injuntivo.

Texto Narrativo: apresentam ações de personagens no tem- po e no espaço. A estrutura da narração é dividida em: apresenta- ção, desenvolvimento, clímax e desfecho.

Exemplos de gêneros textuais narrativos:

Romance Novela Crônica Contos de Fada Fábula Lendas

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Texto Descritivo: se ocupam de relatar e expor determinada pessoa, objeto, lugar, acontecimento. São textos cheios de adjeti- vos, que descrevem ou apresentam imagens a partir das percep- ções sensoriais do locutor (emissor).

Exemplos de gêneros textuais descritivos:

Diário Relatos (viagens, históricos, etc.) Biografia e autobiografia Notícia Currículo Lista de compras Cardápio Anúncios de classificados

Texto Dissertativo-Argumentativo: encarregados de expor um tema ou assunto por meio de argumentações. São marcados pela defesa de um ponto de vista, ao mesmo tempo que tentam persuadir o leitor. Sua estrutura textual é dividida em três partes:

tese (apresentação), antítese (desenvolvimento), nova tese (con- clusão).

Exemplos de gêneros textuais dissertativos:

Editorial Jornalístico Carta de opinião Resenha Artigo Ensaio Monografia, dissertação de mestrado e tese de doutorado

Texto Expositivo: possuem a função de expor determinada ideia, por meio de recursos como: definição, conceituação, infor- mação, descrição e comparação. Exemplos de gêneros textuais expositivos:

Seminários Palestras Conferências Entrevistas Trabalhos acadêmicos Enciclopédia Verbetes de dicionários

Texto Injuntivo: também chamado de texto instrucional, indi- ca uma ordem, de modo que o locutor (emissor) objetiva orientar e persuadir o interlocutor (receptor). Apresentam, na maioria dos casos, verbos no imperativo.

Exemplos de gêneros textuais injuntivos:

Propaganda Receita culinária Bula de remédio Manual de instruções Regulamento Textos prescritivos

LÍNGUA PORTUGUESA

QUESTÕES

01. SEDUC-CE - Professor - Língua Portuguesa – 2018 - UECE-

-CEV Considerando que os gêneros estão agrupados em cinco mo-

dalidades retóricas correspondentes aos tipos textuais, assinale a opção em que a correspondência dos exemplos e as respectivas modalidades está correta.

A) ARGUMENTAR: novela fantástica, texto de opinião, debate

regrado.

B)

EXPOR: seminário, conferência, entrevista de especialista.

C)

NARRAR: fábula, curriculum vitae, lenda.

D)

DESCREVER: regulamento, regras de jogo, carta do leitor.

02.

SEDUC-CE - Professor - Língua Portuguesa – 2018 - UECE-

-CEV

Receita do amor

Ingredientes:

• 4 xícaras de carinho

• 2 xícaras de atenção

• 2 colheres de suspiros

• 8 pedaços de saudades

• 3 colheres de respeito

• Amor, sorrisos bobos, pimenta e ciúmes a gosto

Modo de preparo:

– Misture 8 pedaços de saudade com 2 xícaras de atenção em

uma panela até virar uma mistura onde qualquer momento seja especial. Acrescente sorrisos bobos até ficar homogêneo;

– Junte todo o carinho na forma e caramelize com suspiros de

paixão, ao sentir o cheiro de sonhos se espalhando no ambiente retire do fogo e acrescente uma pitada de pimenta para sentirmos a intensidade dentro de nós sempre que provarmos;

– Misture bem todos os ingredientes anteriores;

– Para não virar rotina, acrescente muito amor e uma colher

de ciúmes. Para dar um pequeno sabor de dedicação, adicione 3 colheres de respeito. (Caso erre na medida de ciúmes coloque respeito a gosto). (

)

Rendimento: Duas porções Dica de acompanhamento: Aprecie com abraços e músicas. Diêgo Cabó Fonte:https://www.pensador.com/frase/MTgyMjExMg/. Acesso em

08/09/2018.

O critério que impera na determinação interpretativa do gê- nero apresentado é

A) o suporte.

B) o contexto.

C) a forma.

D) a função.

13
13

03. CREMESP - Oficial Administrativo - Área Administrativa

– 2016 – FCC

Outro dia, em busca de determinada informação, caiu-me às mãos um calendário de 1866. Por força do hábito, examinei-o pelo avesso e descobri um panorama encantador. Como todos an- tes dele, foi um ano cheio de domingos. Nasceu e morreu gente. Declararam-se guerras e fizeram-se as pazes, não necessariamen-

te nessa ordem. O barco a vapor, o telégrafo e a fotografia eram as grandes novidades, e já havia no ar um xodó pela tecnologia. Mas não adiantava: aquele mundo de 150 anos atrás continuava predominantemente literário. Eram tempos em que, flanando pelas grandes cidades, os mortais podiam cruzar com os escritores nas ruas — poetas, romancistas, pensadores —, segui-los até seus cafés, sentar-se

à mesa do lado, ouvir o que eles diziam e, quem sabe, puxá-los

pela manga e oferecer-lhes fogo. Talvez em nenhuma outra época tantos gênios morassem nas mesmas cidades, quem sabe até em bairros vizinhos. E todos em idade madura, no auge de suas vidas ativas e criativas. Na Paris de 1866, por exemplo, roçavam cotovelos Alexandre Dumas, Victor Hugo, Baudelaire. Em Lisboa, Antero de Quental,

Camilo Castelo Branco, Eça de Queiroz. E, no Rio, bastava um pu- linho à rua do Ouvidor para se estar diante de Machado de Assis

e José de Alencar. Que viagem, a 1866.

(Adaptado de: CASTRO, Ruy. Viagem a 1866. Disponível em: www.folha. uol.com.br)

Uma característica do gênero crônica que pode ser observa- da no texto é a presença de uma linguagem

A) imparcial, que se evidencia em: Talvez em nenhuma outra

época tantos gênios morassem nas mesmas cidades

já havia no ar um xodó pela

tecnologia.

B) formal, que se evidencia em:

C)

arcaica, que se evidencia em: Que viagem, a 1866.

D)

coloquial, que se evidencia em:

foi um ano cheio de do-

mingos

E)

argumentativa, que se evidencia em: Nasceu e morreu

gente.

04.

CREMESP - Oficial Administrativo - Área Administrativa-

2016 – FCC

O Dia do Médico, celebrado em 18 de outubro, foi a data

escolhida pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) para o lançamento de uma campanha pela hu- manização da Medicina. Com o mote “O calor humano também cura”, a ação pretende enaltecer a vocação humanitária do médi-

co e fortalecer a relação entre esses profissionais e seus pacien- tes, um dos pilares da Medicina.

As peças da campanha ressaltam, por meio de filmes, anún-

cios e banners, que o médico é especialista em pessoas e que o toque, o olhar e a conversa são tão essenciais para a Medicina quanto a evolução tecnológica.

(No Dia do Médico, Cremesp lança campanha pela humanização da Medicina. Disponível em: www.cremesp.org.br)

Levando em conta a linguagem, o formato e a finalidade do texto, conclui-se que se trata de

LÍNGUA PORTUGUESA

A) uma notícia.

B) um artigo de opinião.

C) uma carta comercial.

D) uma reportagem.

E) um editorial.

05. Pref. de Maceió - AL - Técnico Administrativo – 2017 - COPEVE-UFAL

] [

Nada de exageros

Consumir dentro do limite das próprias economias é um bom exemplo para as crianças. “Endividar-se para consumir não está certo”, afirma a advogada Noemi Friske Momberger, autora do

livro A publicidade dirigida a crianças e adolescentes, regulamen- tos e restrições. Isso vale tanto para as crianças como para os pais.

É preciso dar exemplo. Não adianta inventar regras apenas para

quem tem menos de 1 metro e meio. É preciso ajudar as crianças

a entender o que cabe no orçamento familiar. “Explico para meus

filhos que não podemos ter algumas coisas, mesmo que muitos na escola tenham três vezes mais”, diz a professora de Inglês Lucia Razeira, de 30 anos, mãe de Vitor, de 7, e Clara, de 10.

] [

Disponível em:http://revistaepoca.globo.com/Revista/ Epoca/0,,EMI58402-15228,00- EU+QUERO+EU+QUERO+EU+QUERO.html>. Acesso em: 07 fev. 2017.

Considerando as características predominantes, o gênero textual

A) é seguramente uma reportagem em que se observam

argumentos do autor

B) se enquadra no tipo narrativo, uma vez que há predomínio

de sequências descritivas.

C) foi totalmente explicitado no recorte apresentado, já que

diz respeito a um artigo de opinião.

D) é uma notícia, já que narra um fato verídico, com informações sobre a necessidade de se ensinar os limites do consumo

E) é delimitado pela esfera do campo opinativo, uma vez que

defende o ponto de vista de que é preciso haver limites para o

consumo, por meio de três argumentos básicos

RESPOSTAS

01

B

02

D

03

D

04

A

05

E

DISCURSO DIRETO, INDIRETO E INDIRETO LIVRE

Discurso Direto, Discurso Indireto e Discurso Indireto Livre são tipos de discursos utilizados no gênero narrativo para introdu- zir as falas e os pensamentos dos personagens. Seu uso varia de

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acordo com a intenção do narrador. Há três maneiras principais de reproduzir a fala das personagens: o discurso direto, o discurso indireto e o discurso indireto livre

Discurso Direto

O discurso direto é o expediente de citação do discurso alheio

pela qual o narrador introduz o discurso do outro e, depois, repro-

duz literalmente a fala dele. As marcas do discurso são:

- A fala das personagens é, de princípio, anunciada por um

verbo (disse e interrompeu no caso do filho e perguntou e come-

çou a dizer no caso do pai) denominado “verbo de dizer” (como:

recrutar, retorquir, afirmar, declarar e outros do mesmo tipo), que pode vir antes, no meio ou depois da fala das personagens (no nosso caso, veio depois);

- A fala das personagens aparece nitidamente separada da

fala do narrador, por aspas, dois pontos, travessão ou vírgula;

- Os pronomes pessoais, os tempos verbais e as palavras que

indicam espaço e tempo (por exemplo, pronomes demonstrativos

e advérbios de lugar e de tempo) são usados em relação à pessoa da personagem, ao momento em que ela fala diz “eu”, o espaço em que ela se encontra é o aqui e o tempo em que fala é o agora.

Discurso Indireto

O discurso indireto não chega ao leitor diretamente, isto é, por

meio das palavras do narrador. Por essa razão, esse expediente é cha- mado discurso indireto. As principais marcas do discurso indireto são:

- falas das personagens vêm introduzidas por um verbo de dizer;

- falas das personagens constituem oração subordinada subs-

tantiva objetiva direta do verbo de dizer e, são separadas da fala do narrador por uma partícula introdutória normalmente “que” ou “se”;

- pronomes pessoais, tempos verbais e palavras que indicam es-

paço e tempo (como pronomes demonstrativos e advérbios de lugar

e de tempo) são usados em relação ao narrador, ao momento em que ele fala e ao espaço em que está.

Passagem do Discurso Direto para o Discurso Indireto

No que se refere aos tempos, o mais comum é o que o verbo di- zer esteja no presente ou no pretérito perfeito. Quando o verbo dizer estiver no presente e o da fala da personagem estiver no presente, pretérito ou futuro do presente, os tempos mantêm-se na passagem do discurso direto para o indireto. Se o verbo dizer estiver no preté- rito perfeito, as alterações que ocorrerão na fala da personagem são as seguintes:

Discurso direto

Discurso indireto

Tempos e modos

Tempos e modos

•Presente

•Imperfeito

•Perfeito

•Mais-que-perfeito

•Futuro(Indicativo)

•Condicional

•Futuro(Conjuntivo)

•Imperfeito(Conjuntivo)

•Imperativo

•Conjuntivo

LÍNGUA PORTUGUESA

Demonstrativos:

Demonstrativos:

Este, esta, isto

Aquele, aquela, aquilo

Esse, essa, isso

 

Discurso direto

Discurso indireto

Advérbios:

Advérbios:

• Tempo: agora,já hoje, ontem amanhã logo

Tem,po: então, naquele mo-

mento, logo, imediatamente naquele dia, no dia anterior,

na véspera no dia seguinte de- pois

•Lugar: aqui

Lugar: ali, além, acolá, lá

 

Vocativo

Desaparece ou passa a com- plemento indireto

Discurso Indireto Livre

Há uma fusão dos tipos de discurso (direto e indireto), ou seja, há intervenções do narrador bem como da fala dos perso- nagens. Não existem marcas que mostrem a mudança do discurso. Por isso, as falas dos personagens e do narrador - que sabe tudo o que se passa no pensamento dos personagens - podem ser confundi- das.

As características do discurso indireto livre são:

- Não há verbos de dizer anunciando as falas das personagens;

- Estas não são introduzidas por partículas como “que” e “se”

nem separadas por sinais de pontuação;

- O discurso indireto livre contém, como o discurso direto, ora-

ções interrogativas, imperativas e exclamativas, bem como inter- jeições e outros elementos expressivos;

- Os pronomes pessoais e demonstrativos, as palavras indica-

doras de espaço e de tempo são usadas da mesma forma que no discurso indireto. Por isso, o verbo estar, do exemplo acima, ocorre no pretérito imperfeito, e não no presente (está), como no discur- so direto. Da mesma forma o pronome demonstrativo ocorre na forma aquilo, como no discurso indireto.

Exemplos:

O despertador tocou um pouco mais cedo. Vamos lá, eu sei que consigo! Amanheceu chovendo. Bem, lá vou eu passar o dia assistindo televisão!

QUESTÕES

01. SEDU/ES – Professor – Língua Portuguesa – 2016 - FCC

As enchentes de minha infância

Rubem Braga

Sim, nossa casa era muito bonita, verde, com uma tamareira junto à varanda, mas eu invejava os que moravam do outro lado da rua, onde as casas dão fundos para o rio. Como a casa dos Martins, como a casa dos Leão, que depois foi dos Medeiros, depois de nossa tia, casa com varanda fresquinha dando para o rio.

15
15

Quando começavam as chuvas a gente ia toda manhã lá no quintal deles ver até onde chegara a enchente. As águas barrentas subiam primeiro até a altura da cerca dos fundos, depois às bana- neiras, vinham subindo o quintal, entravam pelo porão. Mais de uma vez, no meio da noite, o volume do rio cresceu tanto que a família defronte teve medo. Então vinham todos dormir em nossa casa. Isso para nós era uma festa, aquela faina de arrumar camas nas salas, aquela in-

timidade improvisada e alegre. Parecia que as pessoas ficavam todas contentes, riam muito; como se fazia café e se tomava café tarde da noite! E às vezes o rio atravessava a rua, entrava pelo nosso porão, e me lembro que nós, os meninos, torcíamos para ele subir mais e mais. Sim, éramos a favor da enchente, ficáva-

mos tristes de manhãzinha quando, mal saltando da cama, íamos

correndo para ver que o rio baixara um palmo – aquilo era uma traição, uma fraqueza do Itapemirim. Às vezes chegava alguém a cavalo, dizia que lá, para cima do Castelo, tinha caído chuva muita, anunciava águas nas cabeceiras, então dormíamos sonhando que a enchente ia outra vez crescer, queríamos sempre que aquela fosse a maior de todas as enchentes.

(BRAGA, Rubem. As enchentes de minha infância. In: Ai de ti, Copacaba- na. 3. ed. Rio de Janeiro: Editora do Autor, 1962, p. 157)

Há a presença do discurso indireto em:

A) Eu invejava os que moravam do outro lado da rua, onde as

casas dão fundos para o rio.

B) Quando começavam as chuvas a gente ia toda manhã lá no

quintal deles ver até onde chegara a enchente.

C) Então vinham todos dormir em nossa casa.

D) Parecia que as pessoas ficavam todas contentes, riam mui-

to; como se fazia café e se tomava café tarde da noite!

E) Às vezes chegava alguém a cavalo, dizia que lá, para cima

do Castelo, tinha caído chuva muita.

02. Câmara Legislativa do Distrito Federal - Técnico Legisla- tivo – 2018 - FCC

1. Sinto inveja dos contistas. Para mim, é mais fácil escrever

um romance de 200 páginas que um conto de duas.

2. Já se tentou explicar em fórmulas narrativas a diferença

entre um conto, uma novela e um romance, mas o leitor, que não precisa de teoria, sabe exatamente o que é uma coisa ou outra as-

sim que começa a ler; quando termina logo, é um conto. O critério do tamanho prossegue invencível.

3. Para entender o gênero, criei arbitrariamente um ponto

mínimo de partida, que considero o menor conto do mundo, uma

síntese mortal de Dalton Trevisan: “Nunca me senti tão só, queri- da, como na tua companhia”.

4. Temos aí dois personagens, um diálogo implícito e uma

intriga tensa que parece vir de longe e não acabar com o conto. Bem, por ser um gênero curto, o conto é também, por parecer fá- cil, uma perigosa porta aberta em que cabe tudo de cambulhada.

5. Desde Machado de Assis, que colocou o gênero entre nós

num patamar muito alto já no seu primeiro instante, a aparente facilidade do conto vem destroçando vocações.

6. Além disso, há a maldição dos editores, refletindo uma

suposta indiferença dos leitores: “conto não vende”. Essa é uma questão comercial, não literária. Porque acabo de ler dois ótimos livros de contos que quebram qualquer preconceito eventual que se tenha contra o gênero.

LÍNGUA PORTUGUESA

7. Os contos de A Cidade Dorme, de Luiz Ruffato, que já havia

demonstrado ser um mestre da história curta no excelente Flores

Artificiais, formam uma espécie de painel do “Brasil profundo”, a gigantesca classe média pobre que luta para sobreviver, espremi- da em todo canto do país entre os sonhos e a violência.

8. Em toda frase, sente-se o ouvido afinado da linguagem co-

loquial que transborda nossa cultura pelo arcaísmo de signos sin-

gelos: “Mas eu não queria ser torneiro-mecânico, queria mesmo era ser bancário, que nem o marido da minha professora, dona Aurora”.

9. O atávico país rural, com o seu inesgotável atraso, explode

em todos os poros da cidade moderna.

10. Já nos dez contos de Reserva Natural, de Rodrigo Lacer-

da, que se estruturam classicamente como “intrigas”, na melhor herança machadiana, o mesmo Brasil se desdobra em planos in-

dividuais; e o signo forte de “reserva natural” perde seu limite geográfico para ganhar a tensão da condição humana.

11. Como diz o narrador do conto “Sempre assim”, “é tudo

uma engrenagem muito maior”.

(Adaptado de: TEZZA, Cristovão Disponível em: www1.folha.uol.com.br)

Ao se transpor a frase: “Nunca me senti tão só, querida, como na tua companhia” (3o parágrafo) para o discurso indireto,

o trecho sublinhado assumirá a seguinte forma:

A) se sentiria

B) sentiu-se

C) se sentira

D) estaria sentindo-me

E) estava se sentindo

03. (Pref. de Natal/RN – Psicólogo – IDECAN/2016)

Conheça Aris, que se divide entre socorrer e fotografar náufragos

Profissional da AFP diz que a experiência de documentar o

sofrimento dos refugiados deixou-o mais rígido com as próprias filhas. O grego Aris Messinis é fotógrafo da agência AFP em Atenas. Cobriu guerras e os protestos da Primavera Árabe. Nos últimos meses, tem se dedicado a registrar a onda de refugiados na Euro- pa. Ele conta em um blog da AFP, ilustrado com muitas fotos, como tem sido o trabalho na ilha de Lesbos, na Grécia, onde milhares de refugiados pisam pela primeira vez em território europeu. Mais de 700.000 refugiados e imigrantes clandestinos já desembarca- ram no litoral grego este ano. As autoridades locais estão sendo acusadas de não dar apoio suficiente aos que chegam pelo mar,

e há até a ameaça de suspender o país do Acordo Schengen, que

permite a livre circulação de pessoas entre os Estados-membros. Messinis diz que o mais chocante do seu trabalho é retratar, em território pacífico, pessoas que trazem no rosto o sofrimento da guerra. “Só de saber que você não está em uma zona de guerra torna isso ainda mais emocional. E muito mais doloroso”, diz Mes- sinis.Numa guerra, o fotógrafo também corre perigo, então, de certa forma, está em pé de igualdade com as pessoas que prota- gonizam as cenas que ele documenta. Em Lesbos, não é assim. Ele está em absoluta segurança. As pessoas que chegam estão lutan-

do por suas vidas. Não são poucas as que morrem de hipotermia mesmo depois de pisar em terra firme, por falta de atendimento médico.

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Exatamente por causa dessa assimetria entre o fotojornalista

e os protagonistas de suas fotos, muitas vezes Messinis deixa a câ-

mera de lado e põe-se a ajudá-los. Ele se impressiona e se preocu-

pa muito com os bebês que chegam nos botes. Obviamente, são os mais vulneráveis aos perigos da travessia. Messinis fotografou os cadáveres de alguns deles nas pedras à beira-mar. O fotógrafo grego diz que a experiência de ver o sofrimento das crianças refugiadas deixou-o mais rígido com as próprias fi- lhas. As maiores têm 9 e sete anos. A menor, 7 meses. Quando vê

o que acontece com as crianças que chegam nos botes, Messinis

pensa em como suas filhas têm sorte de estarem vivas, de terem onde morar e de viverem num país em paz. Elas não têm do que reclamar.

Por: Diogo Schelp 04/12/2015. Disponível em: http://veja.abril.com.br/

blog/a-boa-e-velha-reportagem/conheca-aris-que-se-divide-entresocorrer-e-

-fotografar-naufragos/.)

Dentre os recursos utilizados pelo autor, é correto afirmar acerca do trecho “Só de saber que você não está em uma zona de guerra torna isso ainda mais emocional. E muito mais doloroso”

] [

A) conferir credibilidade ao texto e ampliar a informação

apresentada.

B) apresentar diferentes pontos de vista, além de um conhe-

cimento maior do assunto.

C) destacar uma informação e caracterizá-la com um alto ní-

vel de relevância para o leitor.

D) despertar o interesse do leitor pelo assunto tratado, apre-

sentando o fato objetivamente.

(2º§), em discurso direto, que sua principal função é

04. UEG - Professor de Nível Superior - 2018 - UEG

Era uma vez um escorpião que estava na beira de um rio, quando a vegetação da margem começou a queimar. Ele ficou de- sesperado, pois, se pulasse na água, morreria afogado e, se per- manecesse onde estava, morreria queimado. Nisso, viu um sapo que estava preparando-se para saltar no rio e, assim, livrar-se do fogo. Pediu-lhe, então, que o transportasse nas costas para o ou- tro lado. O sapo respondeu-lhe que não faria de jeito nenhum o que ele estava solicitando, porque ele poderia dar-lhe uma ferroa- da, levandoo à morte por envenenamento. O escorpião retrucou que o sapo precisaria guiar-se pela lógica; ele não poderia dar-lhe uma ferroada, pois, se o sapo morresse, ele também morreria, porque se afogaria. O sapo disse que o escorpião estava certo e concordou em levá-lo até a outra margem. No meio do rio, o es- corpião pica o sapo. Este, sentindo a ação do veneno, vira-se para aquele e diz que só gostaria de entender os motivos que fizeram que ele o picasse, já que o ato era prejudicial também ao escor- pião. Este, então, responde que simplesmente não podia negar a sua natureza.

Narrativa popular. In: SAVIOLI, Francisco Platão e FIORIN, José Luiz. Lições de texto: leitura e redação. São Paulo: Ática, 2006. p.87

No trecho “O sapo disse que o escorpião estava certo e con-

cordou em levá-lo até a outra margem”, tem-se um exemplo de

discurso

LÍNGUA PORTUGUESA

A)

B) metalinguístico

C)

D)

E)

direto

indireto

direto livre

misto

05. Câmara Legislativa do Distrito Federal - Técnico Legislati- vo - Técnico de Arquivo e Biblioteca – 2018 - FCC Atenção: Leia abaixo o Capítulo I do romance Dom Casmurro, de Machado de Assis, para responder à questão.

Uma noite destas, vindo da cidade para o Engenho Novo, encontrei num trem da Central um rapaz aqui do bairro, que eu conheço de vista e de chapéu. Cumprimentou-me, sentou-se ao pé de mim, falou da lua e dos ministros, e acabou recitando-me

versos. A viagem era curta, e os versos pode ser que não fossem inteiramente maus. Sucedeu, porém, que como eu estava cansa- do, fechei os olhos três ou quatro vezes; tanto bastou para que ele interrompesse a leitura e metesse os versos no bolso.

– Continue, disse eu acordando.

– Já acabei, murmurou ele.

– São muito bonitos.

Vi-lhe fazer um gesto para tirá-los outra vez do bolso, mas não passou do gesto; estava amuado. No dia seguinte entrou a dizer de mim nomes feios, e acabou alcunhando-me Dom Cas- murro. Os vizinhos, que não gostam dos meus hábitos reclusos e calados, deram curso à alcunha, que afinal pegou. Nem por isso me zanguei. Contei a anedota aos amigos da cidade, e eles, por graça, chamam-me assim, alguns em bilhetes: “Dom Casmurro, domingo vou jantar com você.” – “Vou para Petrópolis, dom Cas- murro; a casa é a mesma da Renânia; vê se deixas essa caverna do Engenho Novo, e vai lá passar uns quinze dias comigo.” – “Meu caro dom Casmurro, não cuide que o dispenso do teatro amanhã; venha e dormirá aqui na cidade; dou-lhe camarote, dou-lhe chá, dou-lhe cama; só não lhe dou moça. Não consultes dicionários. Casmurro não está aqui no sentido que eles lhe dão, mas no que lhe pôs o vulgo de homem calado e metido consigo. Dom veio por ironia, para atribuir-me fumos de fidalgo. Tudo por estar cochilando! Também não achei melhor título para a minha narração; se não tiver outro daqui até ao fim do livro, vai este mesmo. O meu poeta do trem ficará sabendo que não lhe guardo rancor. E com pequeno esforço, sendo o título seu, poderá cuidar que a obra é sua. Há livros que apenas terão isso dos seus autores; alguns nem tanto. (ASSIS, Machado de. Dom Casmurro. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 79-80.)

Ao se transpor o trecho – Já acabei, murmurou ele. (3° pa-

rágrafo) para o discurso indireto, o verbo “acabei” assume a se- guinte forma:

A) tinha acabado.

B) acabou.

C) estava acabando.

D) acabaria.

E) estaria acabando.

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17

RESPOSTAS

01

E

02

C

03

A

04

C

05

A

E) estaria acabando. 17 RESPOSTAS 01 E 02 C 03 A 04 C 05 A 4.

4. TEXTO E TEXTUALIDADE: COESÃO, COERÊNCIA E OUTROS FATORES DE TEXTUALIDADE.

COESÃO, COERÊNCIA E OUTROS FATORES DE TEXTUALIDADE. COESÃO E COERÊNCIA Coerência diz respeito à

COESÃO E COERÊNCIA

Coerência diz respeito à articulação do texto, compatibilidade

das ideias e à lógica do raciocínio Coesão referese à expressão linguística, nível gramatical, estruturas frasais e ao emprego do vocabulário. Ambas relacionamse com o processo de produção e com- preensão do texto, mas nem sempre um texto coerente apresenta coesão e vice-versa. Sendo assim, um texto pode ser gramatical- mente bem construído, com frases bem estruturadas, vocabulário correto, mas apresentar ideias disparatadas, sem nexo, sem uma sequência lógica.

A coerência textual é responsável pela hierarquização dos

elementos textuais, ou seja, ela tem origem nas estruturas pro- fundas, no conhecimento do mundo de cada pessoa, aliada à competência linguística, que permitirá a expressão das ideias percebidas e organizadas, no processo de codificação referido na página

Coesão

É o resultado da disposição e da correta utilização das pala-

vras que propiciam a ligação entre frases, períodos e parágrafos de um texto. A coesão ajuda com sua organização e ocorre por meio de palavras chamadas de conectivos.

Mecanismos de Coesão

A coesão pode ser obtida através de alguns mecanismos:

anáfora e catáfora. Ambas se referem à informação expressa no texto e, por esse motivo, são qualificadas como endofóricas. Enquanto a anáfora retoma um componente, a catáfora o an- tecipa, contribuindo com a ligação e a harmonia textual.

Regras para a coesão textual:

Referência

Pessoal: usa pronomes pessoais e possessivos. Exemplo: Eles são irmãos de Elisabete. (Referência pessoal anafórica) Demonstrativa: usa pronomes demonstrativos e advérbios. Exemplo: Terminei todos os livros, exceto este. (Referência de- monstrativa catafórica) Comparativa: usa comparações através de semelhanças. Exemplo: Dorme igual ao irmão. (Referência comparativa endo- fórica)

LÍNGUA PORTUGUESA

Substituição

Substitui um elemento (nominal, verbal, frasal) por outro é uma forma de evitar as repetições. Exemplo: Vamos à praia ama- nhã, eles irão nas próximass férias. Observe que a substituição acrescenta uma informação nova ao texto.

Elipse

Pode ser omitido através da elipse um componente textual, quer seja um nome, um verbo ou uma frase. Exemplo: Temos en- tradas a mais para o show. Você as quer? (A segunda oração é perceptível mediante o contexto. Assim, sabemos que o que está sendo oferecido são as entradas para o show.)

Conjunção

As conjunções ligam orações estabelecendo relação entre elas. Exemplo: Nós não sabemos quanto custam as entradas, mas ele sabe. (adversativa)

Coesão Lexical

É a utilização de palavras que possuem sentido aproximado

ou que pertencem a um mesmo campo lexical. São elas: sinôni- mos, hiperônimos, nomes genéricos, entre outros Exemplo: Aque- la casa está inabtável. Ela está literalmente caindo aos pedaços.

Coerência

É a relação lógica das ideias de um texto que decorre da sua

argumentação. Um texto contraditório e redundante ou cujas ideias iniciadas não são concluídas, é um texto incoerente, o que compromete a clareza do discurso e a eficácia da leitura. Exemplo:

Ela está de regime, mas adora comer brigadeiros. (quem está de regime não deve comer doces)

Fatores de Coerência

São inúmeros os fatores que contribuem para a coerência de um texto. Vejamos alguns:

Conhecimento de Mundo: conjunto de conhecimento que adquirimos ao longo da vida e que são arquivados na nossa me- mória.

Inferências: as informações podem ser simplificadas se par- timos do pressuposto que os interlocutores partilham do mesmo conhecimento.

Fatores de contextualização

Há fatores que inserem o interlocutor na mensagem provi- denciando a sua clareza, como os títulos de uma notícia ou a data de uma mensagem Exemplo:

— Começaremos às 8h.

— O que começará às 8h? Não sei sobre o que está falando.

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Informatividade

Quanto mais informação não previsível um texto tiver, mais rico e interessante ele será. Assim, dizer o que é óbvio ou insistir numa informação e não desenvolvê-la, com certeza desvaloriza o texto.

Resumidamente:

Coesão: conjunto de elementos posicionados ao longo do texto, numa linha de sequência e com os quais se estabelece um vínculo ou conexão sequencial. Se o vínculo coesivo se faz via gramática, fala-se em coesão gramatical. Se se faz por meio do vocabulário, tem-se a coesão lexical. Coerência: é a rede de ligação entre as partes e o todo de um texto. Conjunto de unidades sistematizadas numa adequada relação semântica, que se manifesta na compatibilidade entre as ideias.

QUESTÕES

01. TRF 5ª REGIÃO - TÉCNICO JUDICIÁRIO - TECNOLOGIA DA

INFORMAÇÃO – 2015 - FCC

Há falta de coesão e de coerência na frase:

A) Nem sempre os livros mais vendidos são, efetivamente, os

mais lidos: há quem os compre para exibi-los na estante.

B) Aquele romance, apesar de ter sido premiado pela acade-

mia e bem recebido pelo público, não chegou a impressionar os críticos dos jornais.

C) Se o sucesso daquele romance deveu-se, sobretudo, à res-

posta do público, razão pela qual a maior parte dos críticos tam- bém o teriam apreciado.

D) Há livros que compramos não porque nos sejam imediata-

mente úteis, mas porque imaginamos o quanto poderão nos valer num futuro próximo.

E) A distribuição dos livros numa biblioteca frequentemente

indica aqueles pelos quais o dono tem predileção.

02. TJ-PA - MÉDICO PSIQUIATRA – 2014 - VUNESP

Meu amigo lusitano, Diniz, está traduzindo para o francês meus dois primeiros romances, Os Éguas e Moscow. Temos tro- cado e-mails muito interessantes, por conta de palavras e gírias comuns no meu Pará e absolutamente sem sentido para ele. Às vezes é bem difícil explicar, como na cena em que alguém empina papagaio e corta o adversário “no gasgo”.

Os termos muito e bem, em destaque, atribuem aos termos aos quais se subordinam sentido de:

A) comparação.

B) intensidade.

C) igualdade.

D) dúvida.

E) quantidade.

03. TJ/RJ – Analista Judiciário – 2015 - FGV

“A USP acaba de divulgar estudo advertindo que a poluição em São Paulo mata o dobro do que o trânsito”.

LÍNGUA PORTUGUESA

A oração em forma desenvolvida que substitui correta e ade-

quadamente o gerúndio “advertindo” é:

A) com a advertência de;

B) quando adverte;

C) em que adverte;

D) no qual advertia;

E) para advertir.

04. PREF. DE PAULISTA/PE – RECEPCIONISTA – 2016 - UPE-

NET

Observe o fragmento de texto abaixo:

“Mas o que fazer quando o conteúdo não é lembrado justa- mente na hora da prova?” Sobre ele, analise as afirmativas abaixo:

I. O termo “Mas” é classificado como conjunção subordinati- va e, nesse contexto, pode ser substituído por “desde que”.

II. Classifica-se o termo “quando” como conjunção subordi-

nativa que exprime circunstância temporal.

III. Acentua-se o “u” tônico do hiato existente na palavra “conteúdo”.

IV. Os termos “conteúdo”, “hora” e “prova” são palavras inva-

riáveis, classificadas como substantivos.

Está CORRETO apenas o que se afirma em:

A) I e III.

B) II e IV.

C) I e IV.

D) II e III.

E) I e II.

05. PREF. DE OSASCO/SP - MOTORISTA DE AMBULÂNCIA

– 2016 - FGV

Dificuldades no combate à dengue

A epidemia da dengue tem feito estragos na cidade de São

Paulo. Só este ano, já foram registrados cerca de 15 mil casos da doença, segundo dados da Prefeitura.

As subprefeituras e a Vigilância Sanitária dizem que existe um protocolo para identificar os focos de reprodução do mosquito transmissor, depois que uma pessoa é infectada. Mas quando alguém fica doente e avisa as autoridades, não é bem isso que acontece.

(Saúde Uol).

“Só este ano

O ano a que a reportagem se refere é o ano

A) em que apareceu a dengue pela primeira vez.

B) em que o texto foi produzido.

C) em que o leitor vai ler a reportagem.

D) em que a dengue foi extinta na cidade de São Paulo.

E) em que começaram a ser registrados os casos da doença.

06. CEFET/RJ - REVISOR DE TEXTOS – 2015 - CESGRANRIO

Em qual dos períodos abaixo, a troca de posição entre a pala- vra sublinhada e o substantivo a que se refere mantém o sentido?

A) Algum autor desejava a minha opinião sobre o seu traba-

lho.

19
19

B) O mesmo porteiro me entregou o pacote na recepção do

hotel.

C) Meu pai procurou uma certa pessoa para me entregar o

embrulho.

D) Contar histórias é uma prazerosa forma de aproximar os

indivíduos.

E) Grandes poemas épicos servem para perpetuar a cultura

de um povo.

RESPOSTAS

1

C

2

B

3

C

4

D

5

B

6

D

a cultura de um povo. RESPOSTAS 1 C 2 B 3 C 4 D 5 B

5. VARIAÇÃO LINGUÍSTICA. HETEROGENEIDADE LIN- GUÍSTICA: ASPECTOS CULTURAIS, HISTÓRICOS, SOCIAIS E REGIONAIS NO USO DA LÍNGUA PORTUGUESA.

SOCIAIS E REGIONAIS NO USO DA LÍNGUA PORTUGUESA. VARIAÇÃO LINGUÍSTICA Variações linguísticas reúnem as

VARIAÇÃO LINGUÍSTICA

Variações linguísticas reúnem as variantes da língua que fo- ram criadas pelos homens e são reinventadas a cada dia. Dessas reinvenções surgem as variações que envolvem diver- sos aspectos históricos, sociais, culturais e geográficos. No Brasil, é possível encontrar muitas variações linguísticas, por exemplo, na linguagem regional. Todas as pessoas que falam uma determinada língua conhecem as estruturas gerais, básicas, de funcionamento podem sofrer variações devido à influência de inúmeros fatores. Nenhuma língua é usada de maneira uniforme por todos os seus falantes em todos os lugares e em qualquer situação. Sabe- -se que, numa mesma língua, há formas distintas para traduzir o mesmo significado dentro de um mesmo contexto. As variações que distinguem uma variante de outra se mani- festam em quatro planos distintos, a saber: fônico, morfológico, sintático e lexical.

Variações Fônicas

Ocorrem no modo de pronunciar os sons constituintes da pa- lavra. Os exemplos de variação fônica são abundantes e, ao lado do vocabulário, constituem os domínios em que se percebe com mais nitidez a diferença entre uma variante e outra.

Variações Morfológicas

São as que ocorrem nas formas constituintes da palavra. Nes- se domínio, as diferenças entre as variantes não são tão numero- sas quanto as de natureza fônica, mas não são desprezíveis.

LÍNGUA PORTUGUESA

Variações Sintáticas

Dizem respeito às correlações entre as palavras da frase. No domínio da sintaxe, como no da morfologia, não são tantas as di- ferenças entre uma variante e outra.

Variações Léxicas

É o conjunto de palavras de uma língua. As variantes do plano do léxico, como as do plano fônico, são muito numerosas e caracterizam com nitidez uma variante em confronto com outra.

Tipos de Variação

Não tem sido fácil para os estudiosos encontrar para as va- riantes linguísticas um sistema de classificação que seja simples e, ao mesmo tempo, capaz de dar conta de todas as diferenças que caracterizam os múltiplos modos de falar dentro de uma comuni- dade linguística. O principal problema é que os critérios adotados, muitas vezes, se superpõem, em vez de atuarem isoladamente. As variações mais importantes, para o interesse do concurso público, são os seguintes:

Existem diferentes variações ocorridas na língua, entre elas estão:

Variação Histórica - Aquela que sofre transformações ao lon- go do tempo. Como por exemplo, a palavra “Você”, que antes era vosmecê e que agora, diante da linguagem reduzida no meio ele- trônico, é apenas VC. O mesmo acontece com as palavras escritas com PH, como era o caso de pharmácia, agora, farmácia.

Variação Regional (os chamados dialetos) - São as variações ocorridas de acordo com a cultura de uma determinada região, tomamos como exemplo a palavra mandioca, que em certas re- giões é tratada por macaxeira; e abóbora, que é conhecida como jerimum. Destaca-se também o caso do dialeto caipira, o qual perten- ce àquelas pessoas que não tiveram a oportunidade de ter uma educação formal, e em função disso, não conhecem a linguagem “culta”.

Variação Social - É aquela pertencente a um grupo específi- co de pessoas. Neste caso, podemos destacar as gírias, as quais pertencem a grupos de surfistas, tatuadores, entre outros; a lin- guagem coloquial, usada no dia a dia das pessoas; e a linguagem formal, que é aquela utilizada pelas pessoas de maior prestígio social. Fazendo parte deste grupo estão os jargões, que pertencem a uma classe profissional mais específica, como é o caso dos mé- dicos, profissionais da informática, dentre outros.

Variação Situacional: ocorre de acordo com o contexto o qual está inserido, por exemplo, as situações formais e informais.

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Preconceito Linguístico

Está intimamente relacionado com as variações linguísticas,

uma vez que ele surge para julgar as manifestações linguísticas ditas “superiores”. Para pensarmos nele não precisamos ir muito longe, pois em nosso país, embora o mesmo idioma seja falado em todas as re- giões, cada uma possui suas peculiaridades que envolvem diver- sos aspectos históricos e culturais.

A maneira de falar do norte é muito diferente da falada no sul

do país. Isso ocorre porque nos atos comunicativos, os falantes da língua vão determinando expressões, sotaques e entonações de acordo com as necessidades linguísticas.

O preconceito linguístico surge no tom de deboche, sendo a

variação apontada de maneira pejorativa e estigmatizada.

É importante ressaltar que todas variações são aceitas e ne- nhuma delas é superior, ou considerada a mais correta.

QUESTÕES

01. UNIFAL-MG - Engenheiro Civil – 2018 - UNIFAL-MG

01. UNIFAL-MG - Engenheiro Civil – 2018 - UNIFAL-MG Na escrita de gêneros do discurso oficiais,

Na escrita de gêneros do discurso oficiais, o uso da língua portuguesa em sua variedade padrão é obrigatório. Na charge, verifica-se: