Você está na página 1de 113

Livro Eletrônico

Aula 00

w

Auditoria p/ AFRFB - 2018 (Com Videoaulas) Professor: Claudenir Brito

www.rateios.org

www.rateios.org

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil に AFRFB Teoria e Questıes Comentadas w

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil AFRFB Teoria e Questıes Comentadas

w Aula 00

AULA 00: Conceitos de auditoria e da pessoa do auditor. Auditoria Interna versus Auditoria Externa. Objetivos gerais do auditor independente. Responsabilidade legal. …tica profissional. IndependÍncia. Controle de qualidade da auditoria de DemonstraÁıes Cont·beis.

APRESENTA« O DO TEMA

SUM£RIO

P£GINA

SUM£RIO P£GINA ApresentaÁ„o do curso 1 1. IntroduÁ„o ‡ Auditoria 9 2. Conceito de Auditoria
SUM£RIO P£GINA ApresentaÁ„o do curso 1 1. IntroduÁ„o ‡ Auditoria 9 2. Conceito de Auditoria

ApresentaÁ„o do curso

1

1. IntroduÁ„o ‡ Auditoria

9

2. Conceito de Auditoria

11

3. EvoluÁ„o da Auditoria

15

4. Normas vigentes de Auditoria do CFC - NBC TA

19

5. NBC TA Estrutura Conceitual

24

6. Normas profissionais - Requisitos Profissionais

32

Questıes sem os coment·rios

91

7. Responsabilidade legal

47

8. DiferenÁa entre Auditoria Interna e Auditoria Independente

50

9. Controle de qualidade na auditoria

59

Resumo do Prof. Claudenir

110

ReferÍncias bibliogr·ficas

113

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil に AFRFB Teoria e Questıes Comentadas w

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil AFRFB Teoria e Questıes Comentadas

w Aula 00

Por que estudar Auditoria pelas aulas do EstratÈgia concursos?

1 Aulas totalmente atualizadas pelas normas publicadas em 2016

2 Curso completo = PDF + vÌdeo aulas

3 Resumos para facilitar as revisıes

4 FÛrum de d˙vidas com respostas em atÈ 48 horas

5 Acesso direto ao Professor via whatsapp (61-98104-2123)

6 Mural de recados para manter o aluno atualizado sobre o curso

7 Aulas extras sempre que necess·rio

8 Garantia de satisfaÁ„o ou seu dinheiro de volta em 30 dias

9 Alto nÌvel de aprovaÁ„o: 340 alunos aprovados em 2014 (de 549)

10 Curso de 2016 aprovado por mais de 97 % dos alunos matriculados

Ol· pessoal!

Meu nome È Claudenir Brito Pereira. Atualmente, sou Auditor Federal de FinanÁas e Controle do MinistÈrio da TransparÍncia e da Controladoria-Geral da Uni„o CGU, aprovado em 15 lugar no concurso de 2008, promovido pela ESAF. Sou Oficial da reserva do ExÈrcito Brasileiro, tendo sido militar por quase 17 anos, saindo em 2008, no posto de Capit„o.

Desde 2008, vivo da Auditoria, tendo ministrado aulas de Auditoria em cursos preparatÛrios para concursos em BrasÌlia, no Rio de Janeiro e em Salvador; em cursos corporativos em instituiÁıes privadas e p˙blicas, como a Escola Nacional de AdministraÁ„o P˙blica ENAP.

Ah, e claro, professor e coach da equipe do EstratÈgia Concursos. Em 2011, fui convidado a participar, como professor de Auditoria, deste projeto ousado do EstratÈgia, que logo se mostrou vencedor, ajudando milhares de candidatos a obterem sua t„o desejada aprovaÁ„o no concurso dos seus sonhos.

Na CGU, atuei durante muitos anos na ·rea de OperaÁıes Especiais da Secretaria Federal de Controle Interno SFC, participando do planejamento e da execuÁ„o de trabalhos em conjunto com Ûrg„os parceiros como a PolÌcia Federal, o MinistÈrio P˙blico e a Receita Federal.

TambÈm j· exerci a funÁ„o de Auditor-Chefe da Auditoria Interna do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes - DNIT -, de membro da Comiss„o de CoordenaÁ„o de Controle Interno do Poder Executivo Federal - CCCI e de Diretor de Riscos, Controle e Conformidade da Secretaria do Tesouro Nacional STN. Atualmente, exerÁo a funÁ„o de Secret·rio Executivo Adjunto do MinistÈrio da JustiÁa e da SeguranÁa P˙blica MJ.

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil に AFRFB Teoria e Questıes Comentadas w

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil AFRFB Teoria e Questıes Comentadas

w Aula 00

Brasil に AFRFB Teoria e Questıes Comentadas w Aula 00 Possuo duas certificaÁıes internacionais : Certified
Brasil に AFRFB Teoria e Questıes Comentadas w Aula 00 Possuo duas certificaÁıes internacionais : Certified
Brasil に AFRFB Teoria e Questıes Comentadas w Aula 00 Possuo duas certificaÁıes internacionais : Certified

Possuo duas certificaÁıes internacionais: Certified Government Auditing Professional (CGAP) e Certification in Control Self-Assessment (CCSA), emitidas pelo IIA (The Institute of Internal Auditors), instituiÁ„o da qual sou membro efetivo.

E finalmente, autor da obra Auditoria Privada e Governamental - teoria de forma objetiva e mais de 500 questıes comentadas (Ed. Impetus, 3™ ediÁ„o). … este:

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil に AFRFB Teoria e Questıes Comentadas w
Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil に AFRFB Teoria e Questıes Comentadas w

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil AFRFB Teoria e Questıes Comentadas

w Aula 00

Sobre a obra ao lado, n„o posso mais exemplares, em virtude da iminente publicaÁ„o da 4™ ediÁ„o, ainda em

2018.

Essa obra teve uma resposta bastante positiva dos leitores, tendo sido inclusive indicada como bibliografia de referÍncia por algumas bancas, como por exemplo, no concurso para a Prefeitura de Montes Claros/MG, em 2015.

no concurso para a Prefeitura de Montes Claros/MG, em 2015. A 3™ ediÁ„o j· est· nas

A 3™ ediÁ„o j· est· nas livrarias, mas È possÌvel adquiri-la com desconto no site:

http://www.impetus.com.br/catalogo/produto/393/auditoria-privada-e-

governamental_claudenir-brito

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil に AFRFB Teoria e Questıes Comentadas w
Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil に AFRFB Teoria e Questıes Comentadas w

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil AFRFB Teoria e Questıes Comentadas

w Aula 00

TambÈm participei da colet‚nea Auditores, Analistas e TÈcnicos da Receita Federal - Questıes Comentadas - Col. Carreiras EspecÌfica, da Editora Saraiva.

Esse livro pode ser encontrado na maior parte das livrarias. N„o tenho exemplares comigo.

Toda essa apresentaÁ„o tem por finalidade tranquiliz·-los quanto ‡ qualificaÁ„o do professor para assumir este projeto, com muito profissionalismo. Estou “em sala” desde 2010; no EstratÈgia desde seu lanÁamento em 2011, e podem ter certeza de que ter„o um material de alta qualidade para sua preparaÁ„o.

Nossa tarefa neste curso È apresentar a vocÍs a disciplina Auditoria para o concurso de Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil, ou AFRFB, da forma mais objetiva possÌvel, livrando nossos alunos das intermin·veis noites de leitura de “materiais diversos”, sem um direcionamento mais eficiente.

Mas qual È a melhor forma de aprender? Qual È o melhor mÈtodo?

Isso varia para cada candidato, mas j· que vocÍ est· lendo essa aula, È muito prov·vel que tenha se interessado em estudar por aulas escritas, em casa, com tranquilidade e no seu tempo.

O principal È, simplesmente, que vocÍ aprenda a realizar as provas. … isso mesmo, n„o formaremos auditores aqui, para o alÌvio de alguns de vocÍs. O essencial È que vocÍs aprendam a matÈria, aprendam a marcar o X no lugar certo, e adquiram tranquilidade para o grande dia.

AtÈ por isso, vocÍs v„o observar que nossas aulas s„o bem menores que os livros, o que faz todo o sentido. Eu tenho, como professor, cerca de 100 livros de auditoria, controle, governanÁa, controladoria e contabilidade. Essas aulas servem para que vocÍs n„o tenham que ler 100 livros, pois seriam mais 100 de cada uma das demais matÈrias do exame. ImpossÌvel, concordam?

As aulas ter„o entre 60 e 120 p·ginas, e essa demonstrativa tem como objetivo apresentar o curso e a forma como a matÈria ser· ministrada, alÈm de servir de base conceitual ao longo do curso.

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil に AFRFB Teoria e Questıes Comentadas w

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil AFRFB Teoria e Questıes Comentadas

w Aula 00

Portanto, podem ficar tranquilos, que vou procurar ser bastante objetivo, sem deixar de fora qualquer assunto que eu entenda como relevante para a prova de vocÍs, considerando o que tem sido cobrado nos editais mais recentes.

As aulas ser„o ministradas da seguinte forma: uma apresentaÁ„o teÛrica, da forma mais objetiva possÌvel sem deixar de abordar os pontos indispens·veis da matÈria, como j· disse intercalada com a resoluÁ„o de exercÌcios de provas anteriores e outros propostos.

Os exercÌcios comentados que far„o parte das nossas aulas ser„o de diversas bancas, com prioridade para a Escola de AdministraÁ„o Fazend·ria ESAF, a banca respons·vel pelo ˙ltimo concurso.

Alguns deles s„o antigos, porque È claro que somente as questıes mais recentes n„o suficientes para um bom treinamento. Entretanto, todos est„o totalmente atualizados, e certamente v„o ajud·-los na preparaÁ„o para o concurso.

v„o ajud·-los na preparaÁ„o para o concurso. Cronograma de aulas Nosso curso ser· composto por 10

Cronograma de aulas

Nosso curso ser· composto por 10 aulas, incluindo essa demonstrativa:

AULA

CONTE⁄DO

DATA

Aula 0

Aula 1

Principais normas vigentes de Auditoria Interna. Conceito, Objetivos, Responsabilidades, FunÁıes, AtribuiÁıes.

Aula 2

Desenvolvimento do Plano de Auditoria. Materialidade e Relev‚ncia no planejamento e na execuÁ„o dos trabalhos de auditoria. Concord‚ncia com os termos do trabalho de auditoria independente.

Conceitos de auditoria e da pessoa do auditor. Auditoria Interna versus Auditoria Externa. Objetivos gerais do auditor independente. Responsabilidade legal. …tica profissional. IndependÍncia. Controle de qualidade da auditoria de DemonstraÁıes Cont·beis.

IndependÍncia. Controle de qualidade da auditoria de DemonstraÁıes Cont·beis. DisponÌvel 07/04/18 14/04/18

DisponÌvel

07/04/18

14/04/18

Aula 3 ExecuÁ„o dos trabalhos de auditoria. Testes e procedimentos de auditoria. EvidenciaÁ„o. AvaliaÁ„o das
Aula 3 ExecuÁ„o dos trabalhos de auditoria. Testes e procedimentos de auditoria. EvidenciaÁ„o. AvaliaÁ„o das
Aula 3 ExecuÁ„o dos trabalhos de auditoria. Testes e procedimentos de auditoria. EvidenciaÁ„o. AvaliaÁ„o das

Aula 3

ExecuÁ„o dos trabalhos de auditoria. Testes e procedimentos de auditoria. EvidenciaÁ„o. AvaliaÁ„o das distorÁıes Identificadas.

21/04/18

Aula 4

Fraudes

e

a

Auditoria.

Responsabilidade

do

Auditor.

Risco

de

28/04/18

Aula 4 Fraudes e a Auditoria. Responsabilidade do Auditor. Risco de 28/04/18 Aula 5 Controle Interno.
Aula 4 Fraudes e a Auditoria. Responsabilidade do Auditor. Risco de 28/04/18 Aula 5 Controle Interno.
Aula 4 Fraudes e a Auditoria. Responsabilidade do Auditor. Risco de 28/04/18 Aula 5 Controle Interno.

Aula 5

Controle Interno.

05/05/18

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil に AFRFB Teoria e Questıes Comentadas w

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil AFRFB Teoria e Questıes Comentadas

w Aula 00

Aula 6

Amostragem. DocumentaÁ„o de Auditoria.

12/05/18

Aula 7

UtilizaÁ„o de trabalhos da auditoria interna. Uso de trabalhos de especialistas. Eventos Subsequentes. Estimativas Cont·beis.

19/05/18

Aula 8

RelatÛrios de Auditoria Independente.

26/05/18

Aula 9

Auditoria no setor p˙blico federal; finalidades e objetivos da auditoria governamental; abrangÍncia de atuaÁ„o; formas e tipos; normas relativas ‡ execuÁ„o dos trabalhos.

02/06/18

Um dos grandes diferenciais do nosso curso È o nosso fÛrum de d˙vidas, por meio do qual vocÍs poder„o esclarecer suas d˙vidas diretamente comigo, num prazo m·ximo de 2 (dois) dias. Vejam um exemplo do ˙ltimo curso da Receita:

m·ximo de 2 (dois) dias. Vejam um exemplo do ˙ltimo curso da Receita: www.rateios.org www.rateios.org 7
Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil に AFRFB Teoria e Questıes Comentadas w

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil AFRFB Teoria e Questıes Comentadas

w Aula 00

A avaliaÁ„o dos nossos cursos tem sido muito positiva. Para ilustrar, seguem mensagens recebidas no fÛrum e pelo whatsapp.

seguem mensagens recebidas no fÛrum e pelo whatsapp. Pessoal, um aviso importante : nossas aulas ser„o
seguem mensagens recebidas no fÛrum e pelo whatsapp. Pessoal, um aviso importante : nossas aulas ser„o

Pessoal, um aviso importante: nossas aulas ser„o compostas por textos e exercÌcios em PDF e em aulas em vÌdeo, ou seja, vocÍ vai poder escolher se estuda pelo material escrito ou se assiste aos vÌdeos.

Um ˙ltimo aviso: nos dias 04/07/16 e 05/09/16, o Conselho Federal de Contabilidade CFC publicou uma sÈrie de normas de auditoria, alterando substancialmente normas em vigor. Nosso curso j· se encontra atualizado, de acordo com as novas normas.

Essas normas de auditoria podem ser encontradas em: http://cfc.org.br/wp-

content/uploads/2016/02/NBC_TA_05092016-2.pdf

Depois desses esclarecimentos, reforÁo o prazer que È estar escrevendo essas aulas, na certeza de que vocÍs, que confiaram seu aprendizado e sua aprovaÁ„o no EstratÈgia Concursos, estar„o, em breve, alcanÁando seu grande objetivo.

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil に AFRFB Teoria e Questıes Comentadas w

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil AFRFB Teoria e Questıes Comentadas

w Aula 00

Receba dicas de estudo e conte˙do gratuito de Auditoria em seu email, cadastrando-se na nossa lista exclusiva, no link a seguir

http://eepurl.com/caW9Pj

Sejam bem vindos ao nosso curso, e vamos logo ‡ matÈria, que È o que mais nos interessa no momento.

1. IntroduÁ„o ‡ Auditoria

AtÈ o ano de 2009, estudar Auditoria era, em geral, estudar a NBC T-11 (ResoluÁ„o 820/97, Normas de Auditoria Independente das DemonstraÁıes Cont·beis) e suas derivadas, como, por exemplo, a NBC T-11.3, NBC T-11.4, NBC T-11.6, dentre outras. N„o havia contador, de Norte a Sul do paÌs, que n„o conhecesse essas normas.

Ocorre que j· havia algum tempo que essas normas estavam para serem alteradas, em virtude da necessidade de adaptaÁ„o de nossa Contabilidade aos padrıes internacionais de auditoria definidos pela IFAC International Federation of Accounting (FederaÁ„o Internacional de Contadores). Mas a quem interessava essa adaptaÁ„o?

Para responder a essa pergunta, vamos imaginar o seguinte: vocÍ È um mega investidor estrangeiro (se for mesmo, seja bem vindo ao nosso curso, forasteiro, $$$$).

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil に AFRFB Teoria e Questıes Comentadas w

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil AFRFB Teoria e Questıes Comentadas

w Aula 00

Ao procurar uma empresa brasileira para investir seus valiosos recursos, vocÍ ficava sabendo que as demonstraÁıes cont·beis dessa empresa brasileira haviam sido elaboradas “de acordo com as pr·ticas cont·beis adotadas no Brasil”.

Bom, investidores (assim como concurseiros) n„o tem tempo a perder e, ao invÈs de ficar tentando descobrir que pr·ticas cont·beis eram essas, acabavam optando por investir seu dinheiro em outros paÌses, dos quais ele conhecia as tais das pr·ticas cont·beis adotadas.

Ou seja, uma padronizaÁ„o internacional seria benÈfica a todas as empresas brasileiras, em ˙ltima an·lise.

AlÈm disso, tanto o CFC como o Instituto dos Auditores Independentes do Brasil IBRACON eram (e ainda s„o) membros associados do IFAC e, dessa forma, entenderam como indispens·vel o processo de convergÍncia das Normas Brasileiras de Contabilidade aos padrıes internacionais.

Em 27 de novembro de 2009, o CFC publicou a ResoluÁ„o n . 1.203/09, que aprovou a NBC TA 200 Objetivos Gerais do Auditor Independente e a ConduÁ„o da Auditoria em Conformidade com Normas de Auditoria , revogando NBC T- 11 e companhia.

Atualmente, as bancas de concursos j· se adaptaram ‡s novas normas, embora eventualmente encontremos, em alguns editais, definiÁıes e nomenclaturas mais antigas. Nosso curso est· perfeitamente atualizado ‡s normas em vigor (inclusive as mais recentes, publicadas em 04/07/16 e em 05/09/16) e ‡ doutrina comumente utilizada na elaboraÁ„o das questıes pela ESAF.

Antes de iniciarmos os estudos da auditoria das demonstraÁıes cont·beis, È essencial que possamos esclarecer:

Quais s„o as demonstraÁıes cont·beis sujeitas ‡ auditoria?

Segundo o disposto o item 4 da NBC TA 200 Objetivos Gerais do Auditor Independente e a ConduÁ„o da Auditoria em Conformidade com Normas de Auditoria:

As demonstraÁıes cont·beis sujeitas ‡ auditoria s„o as da entidade, elaboradas pela sua administraÁ„o, com supervis„o geral dos responsáveis pela governança”. (grifei)

A NBC TA 200 menciona que no Brasil, as demonstraÁıes cont·beis destinam- se a fornecer informaÁıes a respeito da posiÁ„o patrimonial e financeira, desempenho e fluxos de caixa da entidade. Para tais estruturas, o conjunto

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil に AFRFB Teoria e Questıes Comentadas w

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil AFRFB Teoria e Questıes Comentadas

w Aula 00

completo de demonstraÁıes cont·beis incluiria balanÁo patrimonial, demonstraÁ„o do resultado, demonstraÁ„o das mutaÁıes do patrimÙnio lÌquido, demonstraÁ„o dos fluxos de caixa e respectivas notas explicativas.

Para as companhias abertas, inclui-se a demonstraÁ„o do valor adicionado. Para outras estruturas de relatÛrio financeiro, uma demonstraÁ„o cont·bil isolada e as notas explicativas relacionadas podem constituir o conjunto completo de demonstraÁıes cont·beis.

Com relaÁ„o ‡ DRA (DemonstraÁ„o de Resultado Abrangente), n„o h· menÁ„o na norma (NBCTA) porque ela n„o tem previs„o na lei 6.404/76, mas no Pronunciamento CPC 26. Apesar disso, ela tambÈm faz parte das demonstraÁıes auditadas. H· casos ainda que a DRA pode estar demonstrada dentro da DMPL.

Entretanto, n„o cabe abord·-las no curso de auditoria, pois n„o È nosso foco, e vocÍs j· v„o estud·-las quando estudarem a disciplina Contabilidade.

As normas de auditoria - NBC TAs - n„o impıem responsabilidades ‡ administraÁ„o ou aos respons·veis pela governanÁa e n„o se sobrepıe ‡s leis e regulamentos que governam as suas responsabilidades.

Contudo, a auditoria em conformidade com as normas de auditoria È conduzida com base na premissa de que a administraÁ„o e, quando apropriado, os respons·veis pela governanÁa tÍm conhecimento de certas responsabilidades que s„o fundamentais para a conduÁ„o da auditoria.

Assim, a auditoria das demonstraÁıes cont·beis n„o exime dessas responsabilidades a administraÁ„o ou os respons·veis pela governanÁa.

Mas afinal de contas, o que È Auditoria?

2. Conceito e objetivo da Auditoria

2.1 Conceito

Escolher um conceito universal para Auditoria n„o È uma tarefa simples. A maioria dos autores escreve sobre uma das diversas especializaÁıes da matÈria, e, no momento da definiÁ„o, acaba privilegiando a Auditoria Interna ou a Auditoria Externa (n„o se preocupe com essa diferenÁa, trataremos dela mais a frente).

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil に AFRFB Teoria e Questıes Comentadas w

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil AFRFB Teoria e Questıes Comentadas

w Aula 00

Crepaldi (2010) 1 afirma que se pode definir Auditoria, de forma bastante simples, como o “levantamento, estudo e avaliação sistemática das transações, procedimentos, operaÁıes, rotinas e das demonstraÁıes financeiras de uma entidade”.

Franco e Marra (2011) 2 definem auditoria da seguinte forma:

“A auditoria compreende o exame de documentos, livros e registros, inspeÁıes e obtenÁ„o de informaÁıes e confirmaÁıes, internas e externas, relacionadas com o controle do patrimÙnio, objetivando mensurar a exatid„o desses registros e das demonstraÁıes contábeis deles decorrentes”. (grifei)

Aprofundando a definiÁ„o, podemos dizer que se trata de testar a eficiÍncia e a efic·cia do controle patrimonial, sem nos limitarmos aos aspectos cont·beis do conceito. Por ser uma atividade crÌtica, em sua essÍncia, traduz- se na emiss„o de uma opini„o sobre as atividades verificadas.

Auditar È testar a eficiÍncia e a efic·cia do controle patrimonial, n„o se limitando aos aspectos cont·beis. Por ser uma atividade crÌtica, traduz-se na emiss„o de uma opini„o sobre as atividades verificadas.

Prosseguindo nos conceitos de Auditoria, vamos ver o que diz S· (2000) 3 :

A auditoria tanto na ·rea p˙blica quanto na ·rea privada ́ uma especializaÁ„o cont·bil voltada a testar a eficiÍncia e efic·cia do controle patrimonial, com o objetivo de atestar sua validade sobre determinado dado.’’

Quanto ao termo auditor, a doutrina se divide em citar sua origem latina audire, audiÁ„o, ouvinte e a express„o inglesa to audit examinar, certificar. Em minhas aulas presenciais, gosto de explicar que auditar È ouvir o administrador aquele que detÈm a responsabilidade pela administraÁ„o do patrimÙnio alheio para saber como È que ele est· agindo na conduÁ„o

1 CREPALDI, SÌlvio Aparecido. Auditoria cont·bil: teoria e pr·tica. 6. ed. S„o Paulo: Atlas,

2010.

2 FRANCO, Hil·rio e MARRA, Ernesto. Auditoria cont·bil. 4. ed. S„o Paulo: Atlas, 2011.

3 Ś, AntÙnio Lopes de. Curso de Auditoria. S„o Paulo: Atlas, 2000.

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil に AFRFB Teoria e Questıes Comentadas w

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil AFRFB Teoria e Questıes Comentadas

w Aula 00

de suas atividades, e se essa conduta est· alinhada com o que o propriet·rio espera dele.

Em linhas gerais, vamos mais uma vez nos remeter ‡ obra de Franco e Marra (2011) para definir o objeto da auditoria:

“conjunto de todos os elementos de controle do patrimÙnio administrado, os quais compreendem registros cont·beis, papÈis, documentos, fichas, arquivos e anotaÁıes que comprovem a veracidade dos registros e a legitimidade dos atos da administraÁ„o, bem como sua sinceridade na defesa dos interesses patrimoniais”. (grifei)

Daqui a pouco vamos nos concentrar nos detalhes. Mas antes de nos aprofundar nos conceitos de Auditoria Privada, vamos definir qual a natureza da Auditoria, com o auxÌlio dos conceitos constantes da obra de Franco e Marra

(2011):

“Contabilidade ́ a ciência – ou, segundo alguns, a tÈcnica destinada a estudar e controlar o patrimÙnio das entidades, do ponto de vista econÙmico e financeiro, observando seus aspectos quantitativo e qualitativo e as variaÁıes por ele sofridas, com o objetivo de fornecer informaÁıes sobre o estado patrimonial e suas variaÁıes em determinado perÌodo.

Para atingir suas finalidades, a Contabilidade utiliza-se das seguintes tÈcnicas cont·beis:

- EscrituraÁ„o (registro dos fenÙmenos patrimoniais);

- DemonstraÁıes (balanÁos e outras demonstraÁıes);

- Auditoria; e

- An·lise de balanÁos.

Assim, podemos concluir que a Auditoria tem a natureza de tÈcnica cont·bil utilizada pela Contabilidade para atingir seus objetivos, sendo a Auditoria Cont·bil a tÈcnica cont·bil cujo objetivo È emitir uma opini„o sobre as demonstraÁıes cont·beis (ou financeiras).

TÈcnicas Cont·beis 2.2 Objetivo da Auditoria Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil に

TÈcnicas

Cont·beis

2.2 Objetivo da Auditoria

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil AFRFB Teoria e Questıes Comentadas

w Aula 00

EscrituraÁ„o

DemonstraÁıes

cont·beis

Auditoria

An·lise de

balanÁos

Vamos buscar na doutrina uma generalizaÁ„o sobre o objetivo da Auditoria, tendo em vista que, para cada tipo de Auditoria a ser estudado, veremos objetivos especÌficos, de acordo com suas caracterÌsticas.

Segundo Sá (2000), “o objetivo da auditoria, tanto nas entidades p˙blicas quanto privadas, n„o se resume a certificaÁ„o da veracidade das demonstraÁıes cont·beis, mas tambÈm a detecÁ„o das disfunÁıes do patrimÙnio, em decorrÍncia de falhas na administraÁ„o”.

Para nossas provas, È muito importante a informaÁ„o de que, segundo o disposto no item 3 da NBC TA 200, o objetivo da auditoria (das demonstraÁıes cont·beis) È aumentar o grau de confianÁa nas demonstraÁıes cont·beis por parte dos usu·rios.

Isso È alcanÁado mediante a express„o de uma opini„o pelo auditor sobre se as demonstraÁıes cont·beis foram elaboradas, em todos os aspectos relevantes, em conformidade com uma estrutura de relatÛrio financeiro aplic·vel.

EXERCÕCIOS DE FIXA« O

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil に AFRFB Teoria e Questıes Comentadas w

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil AFRFB Teoria e Questıes Comentadas

w Aula 00

1.

(CESPE/ANP/2013)

Em relaÁ„o ̀ natureza, campo de atuaÁ„o e

noÁıes b·sicas de auditoria interna e externa, julgue os itens subsequentes. Com a evoluÁ„o da atividade empresarial e o crescimento da captaÁ„o de recursos de terceiros, os investidores precisam conhecer a posiÁ„o financeira e patrimonial das entidades, o que ocorre por meio do parecer emitido pela auditoria interna das entidades a respeito da adequaÁ„o das demonstraÁıes cont·beis. Coment·rios:

A primeira parte da quest„o est· correta, pois a evoluÁ„o da atividade empresarial e a necessidade de captaÁ„o de recursos de terceiros trouxe a necessidade de demonstrar aos usu·rios externos que as empresas estavam em boa situaÁ„o financeira. Entretanto, a afirmaÁ„o est· incorreta na medida em que a credibilidade dada ‡ posiÁ„o financeira da empresa È dada por meio do relatÛrio do auditor independente, e n„o da auditoria interna. Gabarito: E

funÁ„o precÌpua da auditoria ́ a

detecÁ„o de fraudes com base nos registros cont·beis e na documentaÁ„o existente na entidade. A obtenÁ„o de informaÁıes de terceiros e o car·ter preventivo das aÁıes realizadas pela auditoria s„o o efeito residual e aleatÛrio de sua atuaÁ„o. Coment·rios:

A detecÁ„o de fraudes e erros n„o È atividade precÌpua da auditoria, ao contr·rio do que afirma a quest„o. O principal respons·vel pela detecÁ„o de fraudes e erros nos registros cont·beis da entidade È da prÛpria administraÁ„o da entidade, conforme disposto no item 4 da NBC TA 240 (vigente) estabelece que “a principal responsabilidade pela prevenç„o e detecÁ„o da fraude ́ dos respons·veis pela governanÁa da entidade e da sua administraÁ„o”. Gabarito: E

2.

(CESPE/FUB-DF/2013)

A

3. EvoluÁ„o da Auditoria

Esta parte da matÈria n„o consta expressamente do edital, mas È importante para um entendimento mais abrangente do assunto, e essa vis„o vai auxili·-lo na resoluÁ„o das questıes, por meio de um raciocÌnio sistem·tico sobre os conceitos que estamos apresentando. Portanto, n„o se preocupem em guardar datas, instituiÁıes, etc.

A evoluÁ„o da auditoria como tÈcnica cont·bil sempre esteve ligada ao atendimento de seu principal objetivo, que È a emiss„o de uma opini„o independente sobre a adequaÁ„o das demonstraÁıes cont·beis/ financeiras aos PrincÌpios de Contabilidade, ‡s Normas Brasileiras de Contabilidade, ‡

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil に AFRFB Teoria e Questıes Comentadas w

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil AFRFB Teoria e Questıes Comentadas

w Aula 00

legislaÁ„o especÌfica e, mais recentemente, ‡ estrutura de RelatÛrio Financeiro Aplic·vel.

A doutrina n„o È pacÌfica quando trata da evoluÁ„o da auditoria. E n„o tem

nada de estranho nisso. Ocorre que os autores, para elaborarem uma linha do tempo da Auditoria, percorrem dezenas de livros para pesquisa, e, obviamente, n„o utilizam as mesmas obras que outros.

Assim, vamos nos pautar pela obra de William Attie (2010) para traÁar uma sequÍncia lÛgica da evoluÁ„o da auditoria, nos remetendo a outros autores, quando necess·rio.

A Contabilidade foi a primeira disciplina desenvolvida para auxiliar e informar o administrador, e podemos afirmar que a Auditoria È uma especializaÁ„o da Contabilidade, destinada a ser usada como ferramenta de confirmaÁ„o da prÛpria Contabilidade.

O surgimento da Auditoria est· ancorado na necessidade de confirmaÁ„o

por parte dos investidores e propriet·rios quanto ‡ realidade econÙmico- financeira espelhada no patrimÙnio das empresas investidas. Tudo como fruto da evoluÁ„o do sistema capitalista.

Attie afirma ser desconhecida a data de inÌcio da atividade de auditoria, mas cita alguns momentos marcantes para o desenvolvimento do assunto, sendo o primeiro a criaÁ„o do cargo de auditor do Tesouro, na Inglaterra, em 1314.

Em 1880, foi criada a AssociaÁ„o dos Contadores P˙blicos Certificados, na Inglaterra, e em 1886, sua congÍnere nos Estados Unidos.

A partir daÌ, o ponto principal da evoluÁ„o da auditoria foi a criaÁ„o da SEC

Security and Exchange Comission, em 1934, nos Estados Unidos, quando a profiss„o de auditor assume sua import‚ncia, tendo em vista que as empresas listadas em Bolsa de Valores foram obrigadas a se utilizarem dos serviÁos de auditoria para dar mais credibilidade a suas demonstraÁıes financeiras.

No Brasil, a evoluÁ„o da auditoria esteve primariamente relacionada com a instalaÁ„o de filiais e subsidi·rias de firmas estrangeiras, e a consequente obrigatoriedade de se auditar suas demonstraÁıes cont·beis. Resultado: a chegada ao paÌs de empresas internacionais de auditoria independente.

Com a evoluÁ„o do mercado de capitais e a criaÁ„o da Comiss„o de Valores Mobili·rios CVM e da Lei das Sociedades por AÁıes, em 1976, a atividade de auditoria tomou grande impulso, mas ainda atrelada ‡s empresas integrantes do mercado de capitais e do Sistema Financeiro.

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil に AFRFB Teoria e Questıes Comentadas w

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil AFRFB Teoria e Questıes Comentadas

w Aula 00

Quadro cronolÛgico da evoluÁ„o da auditoria

Datas

Fatos

? Desconhecida a data de inÌcio da atividade de auditoria.

1314

CriaÁ„o do cargo de auditor do Tesouro na Inglaterra.

1559

SistematizaÁ„o e estabelecimento da auditoria dos pagamentos a servidores p˙blicos pela Rainha Elizabeth I.

1880

CriaÁ„o da AssociaÁ„o dos Contadores P˙blicos Certificados, na Inglaterra.

1886

CriaÁ„o da AssociaÁ„o dos Contadores P˙blicos Certificados, nos Estados Unidos.

1894

CriaÁ„o do Instituo HolandÍs de Contadores P˙blicos

1934

CriaÁ„o do Security and Exchange Comission (SEC), nos EUA.

Adaptado de “Auditoria – conceitos e aplicaÁıes William Attie, 2010”.

 

EXERCÕCIOS DE FIXA« O

3.

(CESPE/CGE-PI/2015)

A auditoria, que inicialmente era voltada

para a prevenÁ„o de riscos, interpretaÁ„o e orientaÁ„o das operaÁıes, hoje se ocupa da tecnologia de revis„o dos registros cont·beis. Julgue Certo ou Errado. Coment·rios:

No inÌcio, a auditoria se preocupava com os registros cont·beis, ou seja, se os registros estavam coerentes com as operaÁıes. Posteriormente, a essa preocupaÁ„o se somou a verificaÁ„o da legalidade. Atualmente, alÈm da verificaÁ„o cont·bil e de legalidade, a auditoria tambÈm verifica a eficiÍncia, a efic·cia e a economicidade das operaÁıes da empresa ou Ûrg„o auditado e com a prevenÁ„o de riscos. A quest„o inverteu a ordem lÛgica do desenvolvimento da auditoria. Gabarito: E

4.

(CESPE/AUGE-MG/2009)

As influÍncias que possibilitaram o

desenvolvimento da auditoria no Brasil n„o incluem

A) a disseminaÁ„o de filiais e subsidi·rias de empresas estrangeiras

B) o financiamento de empresas brasileiras por instituiÁıes estrangeiras e

internacionais

 

C)

as limitadas circunst‚ncias de obrigatoriedade da auditoria

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil に AFRFB Teoria e Questıes Comentadas w

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil AFRFB Teoria e Questıes Comentadas

w Aula 00

D) a expans„o do mercado de capitais

E) a complexidade crescente da legislaÁ„o tribut·ria Coment·rios:

Algumas questıes de prova n„o necessitam de grande conhecimento

da matÈria para sua resoluÁ„o, pois a falta de lÛgica da alternativa torna a afirmaÁ„o incorreta. … o caso da letra C, que afirma que, pela pouca obrigatoriedade da existÍncia da auditoria no Brasil, esta se desenvolveu. Ora, a lÛgica sugere exatamente o contr·rio, pois nesse caso, n„o haveria motivaÁ„o para o crescimento da atividade no paÌs. As demais alternativas constam da obra Auditoria conceitos e aplicaÁıes de William Attie (2010, p·gs. 8 e 9), na qual o autor afirma que as principais influÍncias que possibilitaram o desenvolvimento da auditoria no Brasil foram:

a) Filiais e subsidi·rias de firmas estrangeiras;

b) Financiamento de empresas brasileiras atravÈs de entidades

internacionais;

c) Crescimento das empresas brasileiras e necessidade de descentralizaÁ„o

e diversificaÁ„o de suas atividades econÙmicas;

d) EvoluÁ„o do mercado de capitais;

e) CriaÁ„o das normas de auditoria promulgadas pelo Banco Central do Brasil

em 1972; e f) CriaÁ„o da Comiss„o de Valores Mobili·rios e da Lei das Sociedades por AÁıes.

Gabarito: C

5.

seus tipos, assinale a opÁ„o correta.

A) O surgimento da auditoria externa est· associado ‡ necessidade das

empresas de captarem recursos de terceiros.

B) Os sÛcios-gerentes e acionistas fundadores s„o os que tÍm maior

necessidade de recorrer aos auditores independentes para aferir a seguranÁa,

liquidez e rentabilidade de seus investimentos na empresa.

C) A auditoria externa surgiu como decorrÍncia da necessidade de um

acompanhamento sistem·tico e mais aprofundado da situaÁ„o da empresa.

D) A auditoria interna È uma resposta ‡ necessidade de independÍncia do

exame das transaÁıes da empresa em relaÁ„o aos seus dirigentes.

E) Os auditores internos direcionam o foco de seu trabalho para as

demonstraÁıes cont·beis que a empresa È obrigada a publicar. Coment·rios:

O surgimento da Auditoria se deu num contexto de necessidade de uma opini„o independente para que pudesse existir a confiabilidade das demonstraÁıes cont·beis pelos propriet·rios da empresa, representados por

seus acionistas. Uma das formas que uma empresa pode se utilizar para captaÁ„o de recursos de terceiros È por meio da negociaÁ„o de aÁıes em Bolsa de Valores.

(CESPE/AUGE-MG/2009)

Com relaÁ„o ‡s origens da auditoria e

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil に AFRFB Teoria e Questıes Comentadas w

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil AFRFB Teoria e Questıes Comentadas

w Aula 00

Assim, pode-se afirmar que a alternativa A est· correta.

A letra B est· incorreta, pois os sÛcios gerentes e acionistas fundadores

possuem mais informaÁıes do que os sÛcios minorit·rios, que, dessa forma,

necessitam do trabalho dos auditores independentes.

A letra C est· incorreta por trazer um conceito de Auditoria Interna. A

letra D est· incorreta por trazer um conceito de Auditoria Externa. A letra E est· incorreta por trazer um conceito de Auditoria Externa. Gabarito: A

4. Normas de Auditoria do CFC

Normas de auditoria s„o as regras estabelecidas pelos Ûrg„os reguladores da profiss„o cont·bil, em todos os paÌses, com o objetivo de regulaÁ„o e apresentaÁ„o de diretrizes a serem seguidas por esses profissionais no exercÌcio de suas funÁıes. Elas estabelecem os conceitos b·sicos sobre as exigÍncias em relaÁ„o ‡ pessoa do auditor, ‡ execuÁ„o de seu trabalho e ao parecer que dever· por ele ser emitido (Franco e Marra, 2011).

Embora, na maioria das vezes, tenham um car·ter de guia profissional, acabam fixando limites nÌtidos de responsabilidades, alÈm de orientar o comportamento do auditor em relaÁ„o a sua capacitaÁ„o e ao controle de qualidade dos trabalhos realizados.

No Brasil, desde 1972 temos normas de auditoria relacionadas a esses objetivos, sendo que, atualmente, est„o em vigor normas elaboradas pelo Conselho Federal de Contabilidade CFC em conjunto com o Instituto de Auditores Independentes do Brasil IBRACON , alÈm da Comiss„o de Valores Mobili·rios CVM , do Banco Central do Brasil BACEN e da SuperintendÍncia de Seguros Privados SUSEP.

e da SuperintendÍncia de Seguros Privados – SUSEP . Vamos apresentar algumas caracterÌsticas das normas do
e da SuperintendÍncia de Seguros Privados – SUSEP . Vamos apresentar algumas caracterÌsticas das normas do
e da SuperintendÍncia de Seguros Privados – SUSEP . Vamos apresentar algumas caracterÌsticas das normas do
e da SuperintendÍncia de Seguros Privados – SUSEP . Vamos apresentar algumas caracterÌsticas das normas do
e da SuperintendÍncia de Seguros Privados – SUSEP . Vamos apresentar algumas caracterÌsticas das normas do

Vamos apresentar algumas caracterÌsticas das normas do CFC, por serem as mais exigidas no nosso exame.

Como j· vimos, atÈ o ano de 2009, n„o havia d˙vida sobre quais normas estudar, em relaÁ„o ‡ auditoria independente, pois estava em vigor a NBC T-11 (ResoluÁ„o 820/97, Normas de Auditoria Independente das DemonstraÁıes Cont·beis) e suas derivadas.

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil に AFRFB Teoria e Questıes Comentadas w

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil AFRFB Teoria e Questıes Comentadas

w Aula 00

Entretanto, no final daquele ano houve a convergÍncia dessas normas brasileiras aos padrıes internacionais de auditoria definidos pela IFAC International Federation of Accounting (FederaÁ„o Internacional de Contadores).

O IFAC È uma organizaÁ„o global da profiss„o cont·bil, que possui a miss„o,

segundo consta em sua p·gina na internet, de contribuir para o desenvolvimento, adoÁ„o e aplicaÁ„o de normas internacionais de alta qualidade

e orientaÁ„o; alÈm de contribuir para o desenvolvimento de organizaÁıes e

profissionais de contabilidade e para a utilizaÁ„o de pr·ticas de alta qualidade

por contadores profissionais, dentre outras (www.ifac.org traduÁ„o livre).

As Normas Brasileiras de Contabilidade NBC editadas pelo CFC devem seguir os padrıes internacionais e compreendem as normas propriamente ditas, as InterpretaÁıes TÈcnicas e os Comunicados TÈcnicos.

As normas de auditoria independente s„o aprovadas pelo CFC por meio de ResoluÁıes, e classificadas em normas profissionais (NBC PA) e normas tÈcnicas (NBC TA). Enquanto as NBC PA estabelecem regras e procedimentos de conduta a serem observados como requisitos para o exercÌcio profissional cont·bil, as NBC TA descrevem conceitos doutrin·rios, princÌpios e procedimentos a serem aplicados quando da realizaÁ„o dos trabalhos.

A ResoluÁ„o CFC n 1.328/11, de 18/03/11, que dispıe sobre a Estrutura das Normas Brasileiras de Contabilidade, estabelece que as Normas Brasileiras de Contabilidade se estruturam conforme se segue:

Normas Profissionais:

I Geral NBC PG aplicadas indistintamente a todos os profissionais de

Contabilidade;

II

do Auditor Independente NBC PA aplicadas, especificamente,

aos

contadores que atuam como auditores independentes;

III

do Auditor Interno NBC PI aplicadas especificamente aos

contadores que atuam como auditores internos;

IV do Perito NBC PP aplicadas especificamente aos contadores que

atuam como peritos cont·beis.

Normas TÈcnicas:

I

convergentes

Geral

NBC

com

as

TG

s„o as Normas Brasileiras

normas

internacionais

emitidas

de Contabilidade

pelo

International

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil に AFRFB Teoria e Questıes Comentadas w

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil AFRFB Teoria e Questıes Comentadas

w Aula 00

Accounting Standards Board (IASB); e as Normas Brasileiras de Contabilidade editadas por necessidades locais, sem equivalentes internacionais;

II do Setor P˙blico NBC TSP s„o as Normas Brasileiras de

Contabilidade aplicadas ao Setor P˙blico, convergentes com as Normas Internacionais de Contabilidade para o Setor P˙blico, emitidas pela International Federation of Accountants (IFAC); e as Normas Brasileiras de Contabilidade aplicadas ao Setor P˙blico editadas por necessidades locais, sem equivalentes internacionais;

III

de Auditoria Independente de InformaÁ„o Cont·bil HistÛrica

NBC

TA s„o as Normas Brasileiras de Contabilidade aplicadas ‡

Auditoria convergentes com as Normas Internacionais de Auditoria Independente, emitidas pelo IFAC;

IV de Revis„o de InformaÁ„o Cont·bil HistÛrica NBC TR s„o as

Normas Brasileiras de Contabilidade aplicadas ‡ Revis„o convergentes com as Normas Internacionais de Revis„o emitidas pela IFAC;

V de AsseguraÁ„o de InformaÁ„o N„o HistÛrica NBC TO s„o as

Normas Brasileiras de Contabilidade aplicadas ‡ AsseguraÁ„o convergentes com as Normas Internacionais de AsseguraÁ„o emitidas pela IFAC;

VI - de ServiÁo Correlato NBC TSC s„o as Normas Brasileiras de

Contabilidade aplicadas aos ServiÁos Correlatos convergentes com as Normas Internacionais para ServiÁos Correlatos emitidas pela IFAC;

VII de Auditoria Interna NBC TI s„o as Normas Brasileiras de

Contabilidade aplic·veis aos trabalhos de Auditoria Interna;

VIII de PerÌcia NBC TP s„o as Normas Brasileiras de Contabilidade

aplic·veis aos trabalhos de PerÌcia;

IX de Auditoria Governamental NBC TAG s„o as Normas Brasileiras

de Contabilidade aplicadas ‡ Auditoria Governamental convergentes com as Normas Internacionais de Auditoria Governamental emitidas pela OrganizaÁ„o Internacional de Entidades Fiscalizadoras Superiores (INTOSAI).

Para tentar ilustrar melhor, apresentamos a seguir um quadro-resumo das normas. As principais para a nossa disciplina s„o as NBC TA, NBC PA, NBC TI e NBC PI, marcadas de vermelho nas definiÁıes anteriores.

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil に AFRFB Teoria e Questıes Comentadas w

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil AFRFB Teoria e Questıes Comentadas

w Aula 00

Brasil に AFRFB Teoria e Questıes Comentadas w Aula 00 Fonte: IBRACON Entretanto, costuma surgir a

Fonte: IBRACON

Entretanto, costuma surgir a seguinte d˙vida: a adoÁ„o dessas normas È obrigatÛria?

Sim. De acordo com a prÛpria ResoluÁ„o CFC n 1.328/11, a inobserv‚ncia ‡s NBC constitui infraÁ„o disciplinar sujeita ‡s penalidades previstas no Decreto-Lei n 9.295/46, alterado pela Lei n 12.249/10, e ao CÛdigo de …tica Profissional do Contador.

De forma simplificada, podemos dizer que as Normas Brasileiras de Contabilidade s„o classificadas em Normas TÈcnicas e Profissionais, e compreendem:

- CÛdigo de …tica Profissional do Contabilista;

- Normas de Contabilidade;

- Normas de Auditoria Independente e de AsseguraÁ„o;

- Normas de Auditoria Interna; e

- Normas de PerÌcia.

Em 27 de novembro de 2009, o CFC publicou a ResoluÁ„o n . 1.203/09, que aprovou a NBC TA 200 Objetivos Gerais do Auditor Independente e a ConduÁ„o da Auditoria em Conformidade com Normas de Auditoria , revogando NBC T-11 e suas derivadas.

Essa NBC TA 200 È a base das demais normas. Por isso, para aqueles que tÍm tempo e querem dar uma lida nessas normas, sugerimos comeÁar por ela.

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil に AFRFB Teoria e Questıes Comentadas w

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil AFRFB Teoria e Questıes Comentadas

w Aula 00

As principais normas podem ser obtidas na Ìntegra no site do CFC, no seguinte link: <http://www.cfc.org.br/sisweb/sre/Default.aspx>

No decorrer das aulas, conforme nos aprofundamos nos assuntos constantes do edital, vamos tratando das normas relacionadas.

As demonstraÁıes cont·beis s„o baseadas em informaÁıes utilizadas pela AdministraÁ„o sobre a posiÁ„o patrimonial e financeira, o desempenho e as mutaÁıes na posiÁ„o financeira da entidade.

Enquanto a AdministraÁ„o da entidade tem a responsabilidade prim·ria pela preparaÁ„o e apresentaÁ„o dessas demonstraÁıes cont·beis, o Auditor tem a responsabilidade de emitir uma opini„o sobre a adequaÁ„o dessas demonstraÁıes cont·beis ‡ estrutura de RelatÛrio Financeiro Aplic·vel.

A AdministraÁ„o da entidade tem a responsabilidade prim·ria pela preparaÁ„o e apresentaÁ„o das suas demonstraÁıes cont·beis.

O Auditor tem a responsabilidade de emitir uma opini„o sobre a adequaÁ„o dessas demonstraÁıes cont·beis ‡ estrutura de RelatÛrio Financeiro Aplic·vel.

Professor, eu preciso decorar todas essas normas?

R: Pessoal, de vez em quando recebo essa pergunta no fÛrum de d˙vidas, e j· vou adiantando qual È a minha opini„o, como professor.

Seria muito mais simples, para mim, relacionar as normas tratadas nas aulas e pedir para vocÍs as decorarem, ou ent„o transcrevÍ-las no corpo das aulas e considerar “missão cumprida”.

Entretanto, minha sugest„o de n„o tentar decorar as normas de auditoria se deve basicamente ao princÌpio do custo x benefÌcio.

Primeiro, porque vocÍs n„o tÍm apenas as normas de auditoria para decorar, mas tambÈm as das outras disciplinas.

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil に AFRFB Teoria e Questıes Comentadas w

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil AFRFB Teoria e Questıes Comentadas

w Aula 00

Em segundo lugar, como vocÍs j· podem ter observado, as normas de auditoria s„o extensas, escritas de forma pouco did·tica. Por isso, o tempo a ser destinado a decor·-las n„o se justificaria, a fim de resolvermos poucas questıes do exame.

Por outro lado, embora algumas questıes sejam cobradas de forma literal, nos coment·rios de diversas questıes vou fazer referÍncia ao que foi tratado nas aulas, sem a necessidade de recorrermos ‡ literalidade das normas.

Como vir„o nossas questıes n„o sabemos, mas acredito sinceramente que nossos alunos estar„o bem preparados. Caso cobrem alguma informaÁ„o de rodapÈ, nem mesmo quem tentou decorar tudo das normas vai acertar a quest„o.

VocÍs est„o fazendo a sua parte, tentem ir para a prova tranquilos.

5. NBC TA - Estrutura Conceitual

Antes de focarmos no objetivo maior da nossa matÈria, faz-se necess·rio explicar alguns pontos da NBC TA ESTRUTURAL CONCEITUAL, que trata dos trabalhos de asseguraÁ„o executados por auditores independentes.

Essa norma proporciona orientaÁ„o e referÍncia para auditores independentes e para outros envolvidos em trabalhos de asseguraÁ„o, como aqueles que contratam um auditor independente. Mas o que seria “essa tal” de Asseguração?

5.1 DefiniÁ„o e objetivo do trabalho de asseguraÁ„o

“Trabalho de asseguração” significa um “trabalho no qual o auditor independente visa obter evidÍncias apropriadas e suficientes para expressar sua conclus„o, de forma a aumentar o grau de confianÁa dos usu·rios previstos sobre o resultado da mensuraÁ„o ou avaliaÁ„o do objeto, de acordo com os critÈrios que sejam aplic·veis. (grifei)

Segundo esta Estrutura Conceitual, existem dois tipos de trabalhos de asseguraÁ„o cuja execuÁ„o È permitida ao auditor independente:

a) Trabalho de AsseguraÁ„o Razo·vel: o objetivo do trabalho de asseguraÁ„o razo·vel È reduzir o risco do trabalho de asseguraÁ„o a um nÌvel aceitavelmente baixo, considerando as circunst‚ncias do trabalho como base para uma forma positiva de express„o da conclus„o do auditor independente. Ex.: Auditoria.

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil に AFRFB Teoria e Questıes Comentadas w

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil AFRFB Teoria e Questıes Comentadas

w Aula 00

Esse È o tipo de asseguraÁ„o que interessa para nossa matÈria!

b) Trabalho de AsseguraÁ„o Limitada: È o de reduzir o risco de trabalho de asseguraÁ„o a um nÌvel que seja aceit·vel, considerando as circunst‚ncias do trabalho, mas em que o risco seja maior do que no trabalho de asseguraÁ„o razo·vel, como base para uma forma negativa de express„o da conclus„o do auditor independente. Ex.:

Revis„o.

Cuidado! Nem todos os trabalhos executados por auditores independentes s„o trabalhos de asseguraÁ„o. O exemplo cl·ssico de um trabalho que o auditor independente executa, mas que n„o È de asseguraÁ„o, È a Consultoria.

AsseguraÁ„o

Razo·vel

Limitada

(Revis„o)

(Consultoria)

(Auditoria)Razo·vel Limitada (Revis„o) (Consultoria) AsseguraÁ„o Trabalhos de AsseguraÁ„o Auditor

AsseguraÁ„oRazo·vel Limitada (Revis„o) (Consultoria) (Auditoria) Trabalhos de AsseguraÁ„o Auditor Independente Outros

Trabalhos de

AsseguraÁ„o

(Auditoria) AsseguraÁ„o Trabalhos de AsseguraÁ„o Auditor Independente Outros Trabalhos AlÈm dessa
(Auditoria) AsseguraÁ„o Trabalhos de AsseguraÁ„o Auditor Independente Outros Trabalhos AlÈm dessa

Auditor

Independente

Outros Trabalhos

Outros Trabalhos
Outros Trabalhos
Outros Trabalhos

AlÈm dessa distinÁ„o, a norma distingue o trabalho de atestaÁ„o do trabalho direto, da seguinte forma.

No trabalho de atestaÁ„o, o profissional, que n„o seja o auditor independente, deve mensurar ou avaliar o objeto de acordo com os critÈrios aplic·veis. O referido profissional tambÈm deve apresentar, frequentemente, a informaÁ„o resultante do objeto no relatÛrio ou afirmaÁ„o.

Em alguns casos, contudo, a informaÁ„o do objeto pode ser apresentada pelo auditor independente no relatÛrio de asseguraÁ„o. A conclus„o do auditor deve mencionar se a informaÁ„o do objeto est· livre de distorÁıes relevantes.

No trabalho direto, o auditor deve mensurar ou avaliar o objeto de acordo com os critÈrios aplic·veis. Adicionalmente, o auditor deve aplicar as habilidades e tÈcnicas de asseguraÁ„o para obter evidÍncias apropriadas e suficientes sobre

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil に AFRFB Teoria e Questıes Comentadas w

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil AFRFB Teoria e Questıes Comentadas

w Aula 00

o resultado da mensuraÁ„o ou avaliaÁ„o do objeto, de acordo com os critÈrios aplic·veis.

O auditor independente pode obter essa evidÍncia simultaneamente com a mensuraÁ„o ou avaliaÁ„o do objeto, mas tambÈm pode obtÍ-la antes ou apÛs tal mensuraÁ„o ou avaliaÁ„o.

No trabalho direto, a conclus„o do auditor independente deve mencionar se o resultado reportado da mensuraÁ„o ou avaliaÁ„o do objeto, de acordo com os critÈrios, È redigido nos termos do objeto e dos critÈrios. Em alguns trabalhos diretos, a conclus„o do auditor independente È a informaÁ„o do objeto ou È parte da informaÁ„o do objeto.

5.2 PrecondiÁıes para trabalho de asseguraÁ„o

As seguintes precondiÁıes para trabalho de asseguraÁ„o s„o relevantes para aceitaÁ„o e continuidade:

(a) as funÁıes e as responsabilidades das partes apropriadas (ou seja,

parte respons·vel, mensurador ou avaliador e contratante, conforme apropriado) s„o adequadas ‡s circunst‚ncias; e

(b) o trabalho apresenta todas as seguintes caracterÌsticas:

(i)

o objeto È apropriado;

(ii)

os critÈrios que o auditor independente espera que sejam aplicados

na elaboraÁ„o da informaÁ„o do objeto s„o apropriados ‡s circunst‚ncias do trabalho;

(iii) os critÈrios que o auditor independente espera que sejam aplicados

na elaboraÁ„o da informaÁ„o do objeto estar„o disponÌveis aos usu·rios previstos;

(iv) o auditor independente espera ser capaz de obter a evidÍncia

necess·ria para fundamentar a sua conclus„o;

(v) a conclus„o do auditor independente, na forma apropriada tanto

para o trabalho de asseguraÁ„o razo·vel quanto para o trabalho de asseguraÁ„o limitada, ser· incluÌda no relatÛrio; e

(vi) um propÛsito racional incluindo, no caso de trabalho de asseguraÁ„o

limitada, que o auditor independente espera ser capaz de obter nÌvel apropriado de seguranÁa.

Os objetos de diferentes tipos de trabalhos de asseguraÁ„o podem variar muito. Alguns objetos podem requerer conhecimentos e habilidades especializados, alÈm daqueles que o auditor independente normalmente possui. … importante, contudo, que o auditor esteja convencido que a equipe que ir· realizar o trabalho possua capacidade e competÍncias apropriadas.

Quando um trabalho em potencial n„o pode ser aceito como trabalho de

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil に AFRFB Teoria e Questıes Comentadas w

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil AFRFB Teoria e Questıes Comentadas

w Aula 00

asseguraÁ„o, a parte contratante pode ser capaz de identificar um trabalho diferente que ir· atender ‡s necessidades dos usu·rios previstos.

Tendo sido aceito, n„o È apropriado alterar o trabalho de asseguraÁ„o para um que n„o seja de asseguraÁ„o, ou o trabalho de asseguraÁ„o razo·vel para um de asseguraÁ„o limitada, sem a justificativa razo·vel.

Se tal alteraÁ„o for feita (de forma justificada), as evidÍncias que foram obtidas previamente n„o devem ser descartadas. A impossibilidade de obter evidÍncias apropriadas e suficientes para formar uma conclus„o de asseguraÁ„o razo·vel n„o È raz„o aceit·vel para se alterar o trabalho de asseguraÁ„o razo·vel para um trabalho de asseguraÁ„o limitada.

5.3 Elementos do trabalho de asseguraÁ„o

Os seguintes elementos do trabalho de asseguraÁ„o s„o discutidos na NBC TA:

(a)

relaÁ„o de trÍs partes envolvendo o auditor independente, a parte respons·vel e os usu·rios previstos;

(b)

objeto apropriado;

(c)

critÈrios aplic·veis;

(d)

evidÍncias apropriadas e suficientes; e

(e)

relatÛrio de asseguraÁ„o escrito no formato apropriado ao trabalho de asseguraÁ„o razo·vel ou de asseguraÁ„o limitada.

S„o elementos de um trabalho de asseguraÁ„o:

- relaÁ„o de trÍs partes envolvendo o auditor independente, a parte

respons·vel e os usu·rios previstos;

- objeto apropriado;

- critÈrios aplic·veis;

- evidÍncias apropriadas e suficientes; e

- relatÛrio de asseguraÁ„o escrito no formato apropriado ao trabalho de asseguraÁ„o razo·vel ou de asseguraÁ„o limitada.

5.4 Relacionamento entre trÍs partes

Os trabalhos de asseguraÁ„o envolvem trÍs partes distintas:

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil に AFRFB Teoria e Questıes Comentadas w

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil AFRFB Teoria e Questıes Comentadas

w Aula 00

a) O auditor independente

b) A parte respons·vel … a pessoa (ou as pessoas) que È respons·vel pelo objeto do trabalho. Ex.: O auditor È contratado para opinar sobre as demonstraÁıes cont·beis. O respons·vel por sua elaboraÁ„o È a empresa contratante (auditada). Dessa forma, a parte respons·vel È a empresa.

c) Os usu·rios previstos S„o a pessoa, as pessoas ou o grupo de pessoas para quem o auditor independente submete seu relatÛrio de asseguraÁ„o. A parte respons·vel pode ser um dos usu·rios previstos, mas n„o pode ser o ˙nico.

A parte respons·vel e os usu·rios previstos podem ser de diferentes entidades ou da mesma entidade. Um exemplo dessa segunda situaÁ„o, na estrutura de administraÁ„o dualista, o Conselho de AdministraÁ„o pode procurar asseguraÁ„o acerca da informaÁ„o proporcionada pela Diretoria Executiva da entidade.

 

EXERCÕCIOS DE FIXA« O

6.

(FGV/TCM-SP/2015)

Ao elaborar um contrato com uma empresa

de auditoria independente, a entidade que seria auditada pela primeira vez incluiu no contrato uma cl·usula acerca do trabalho a ser feito. A cl·usula mencionava que, apÛs o trabalho, o parecer deveria assegurar de forma incontest·vel que as demonstraÁıes cont·beis est„o livres de distorÁ„o relevante devido a fraude ou erro. Essa cl·usula È considerada inadequada em decorrÍncia do (a):

a) limitaÁ„o do escopo da auditoria;

b) limitaÁ„o inerente ‡ auditoria;

 

c) risco de distorÁ„o relevante;

d) risco de controle;

e) risco inerente.

 

Coment·rios:

Sempre haver· um risco de auditoria, tendo em vista que esta se realiza por meio de testes e amostragem, alÈm de haver a possibilidade de erro de seus executores. O auditor n„o pode (e n„o deve) assegurar “de forma incontestável” que as demonstraÁıes est„o livres de distorÁ„o relevante, mas apenas fornecer uma asseguraÁ„o razo·vel. AtenÁ„o para n„o cairmos na pegadinha da banca: uma outra resposta correta para esta quest„o seria “risco de detecção”, que não consta de

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil に AFRFB Teoria e Questıes Comentadas w

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil AFRFB Teoria e Questıes Comentadas

w Aula 00

qualquer alternativa, sendo considerado pela banca como uma “limitação inerente à auditoria” (B), que ́ diferente de “risco inerente” (E). Gabarito: B

5.5 Objeto

O objeto e a informaÁ„o sobre o objeto de trabalho de asseguraÁ„o podem tomar v·rias formas, como:

Desempenho ou condiÁıes financeiras (por exemplo, posiÁ„o patrimonial e financeira histÛrica ou prospectiva, desempenho das operaÁıes e fluxos de caixa) para os quais a informaÁ„o sobre o objeto pode ser o reconhecimento, a mensuraÁ„o, a apresentaÁ„o e a divulgaÁ„o nas demonstraÁıes cont·beis;

Desempenho ou condiÁıes n„o financeiras (por exemplo, desempenho da entidade) para os quais a informaÁ„o sobre o objeto pode ser o principal indicador de eficiÍncia e efic·cia;

CaracterÌsticas fÌsicas (por exemplo, capacidade de instalaÁ„o) para os quais a informaÁ„o sobre o objeto pode ser um documento de especificaÁıes;

Sistemas e processos (por exemplo, o controle interno da entidade ou o sistema de tecnologia da informaÁ„o) para os quais a informaÁ„o sobre o objeto pode ser uma afirmaÁ„o acerca da sua efic·cia;

O comportamento (por exemplo, governanÁa corporativa da entidade, conformidade com regulamentaÁ„o, pr·ticas de recursos humanos) para o qual a informaÁ„o sobre o objeto pode ser uma declaraÁ„o de conformidade ou uma declaraÁ„o de efic·cia.

5.6 CritÈrios

CritÈrios s„o os pontos de referÍncia (benchmarks) usados para avaliar ou mensurar o objeto, incluindo, sempre que relevante, as referÍncias para a apresentaÁ„o e a divulgaÁ„o.

Os critÈrios podem ser formais. Ex.: Na elaboraÁ„o de demonstraÁıes cont·beis, os critÈrios podem ser as pr·ticas cont·beis adotadas no Brasil.

Quando tratarem de controle interno, os critÈrios podem ser a estrutura conceitual estabelecida de controle interno, ou objetivos de controle individual especificamente planejados para o trabalho.

Quando se relatar sobre conformidade, os critÈrios podem estar relacionados com lei, regulamento ou contrato.

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil に AFRFB Teoria e Questıes Comentadas w

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil AFRFB Teoria e Questıes Comentadas

w Aula 00

Exemplos de critÈrios menos formais: cÛdigo de conduta desenvolvido internamente (como o n˙mero de vezes que se espera que determinado comitÍ se re˙na durante o ano) ou nÌvel acordado de desempenho.

5.7 RelatÛrio de AsseguraÁ„o

Em trabalho de asseguraÁ„o razo·vel, o auditor independente expressa a conclus„o de forma positiva, por exemplo:

“Em nossa opinião, os controles internos s„o eficazes, em todos os aspectos relevantes, de acordo com os critÈrios XYZ”.

Esta forma de expressão conduz à “asseguração razoável”. Tendo executado procedimentos de obtenÁ„o de evidÍncia de natureza, Època e extens„o que foram razo·veis, dadas as caracterÌsticas do objeto e outras circunst‚ncias relevantes do trabalho descritas no relatÛrio de asseguraÁ„o, o auditor independente obteve evidÍncia apropriada e suficiente para reduzir o risco do trabalho de asseguraÁ„o a um nÌvel aceitavelmente baixo. Esta È a forma de conclus„o no RelatÛrio de Auditoria Independente.

J· em trabalho de asseguraÁ„o limitada, o auditor independente expressa a conclus„o de forma negativa, por exemplo:

“Com base em nosso trabalho, descrito neste relatório, não temos conhecimento de nenhum fato que nos leve a acreditar que os controles internos n„o s„o eficazes, em todos os aspectos relevantes, de acordo com os critÈrios XYZ”.

Esta forma de express„o conduz a um nÌvel de “asseguração limitada” que È proporcional ao nÌvel dos procedimentos de obtenÁ„o de evidÍncia aplicados pelo auditor independente, dadas as caracterÌsticas do objeto e outras circunst‚ncias do trabalho descritas no relatÛrio de asseguraÁ„o.

- Auditoria È espÈcie do gÍnero AsseguraÁ„o. - O Auditor Independente n„o realiza apenas trabalhos de AsseguraÁ„o. - Em trabalhos de AsseguraÁ„o, s„o 03 (trÍs) as partes envolvidas:

auditor, respons·vel e usu·rios.

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil に AFRFB Teoria e Questıes Comentadas w

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil AFRFB Teoria e Questıes Comentadas

w Aula 00

 

EXERCÕCIOS DE FIXA« O

 

7.

(FGV/TCM-SP/2015)

De acordo com a

NBC TA que

trata da

estrutura conceitual para trabalhos de asseguraÁ„o, nesses trabalhos o auditor independente expressa uma conclus„o com a finalidade de aumentar o grau de confianÁa dos outros usu·rios previstos acerca do resultado de avaliaÁıes ou mensuraÁıes efetuadas. O trabalho de asseguraÁ„o requer a consideraÁ„o de alguns elementos. Das opÁıes a seguir, a que N O constitui um dos elementos do trabalho de asseguraÁ„o È:

a) critÈrios adequados;

 

b) evidÍncias apropriadas e suficientes;

 

c) objeto apropriado;

 

d) relatÛrio de asseguraÁ„o escrito na forma apropriada;

 

e) relacionamento entre, pelo menos, duas partes (contratante e auditor).

 

Coment·rios:

Como vimos no decorrer da aula, segundo a NBC TA Estrutura Conceitual, os trabalhos de asseguraÁ„o envolvem trÍs partes distintas: o

auditor independente, a parte respons·vel e os usu·rios previstos. Portanto,

a

alternativa E est· incorreta. As demais est„o coerentes com o disposto na norma nessa norma. Gabarito: E

8.

(CESPE/DPF/2013)

… licita e aceit·vel a realizaÁ„o de trabalhos

por auditores independentes que n„o estejam em conformidade com as Normas Brasileiras de Contabilidade Estrutura Conceitual para Trabalhos de AsseguraÁ„o (NBC TA). Julgue CERTO ou ERRADO. Coment·rios:

Os auditores independentes tambÈm podem realizar trabalhos que n„o sejam de AsseguraÁ„o, como consultoria, por exemplo. Nesses trabalhos, n„o

È

necess·rio o atendimento da NBC TA Estrutura Conceitual. Gabarito: C

 
Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil に AFRFB Teoria e Questıes Comentadas w

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil AFRFB Teoria e Questıes Comentadas

w Aula 00

6. Normas Profissionais - Requisitos Profissionais

6.1 …tica Profissional

De acordo com o dicion·rio online Michaelis, Ètica È o conjunto de princÌpios

morais que se devem observar no exercÌcio de uma profiss„o.

Ou seja, n„o estamos falando em conceitos tÈcnicos, nem do cumprimento de

leis e normas, mas de princÌpios morais. Dessa forma, determinada atitude

profissional pode atÈ cumprir todos os requisitos legais, mas n„o ser aceit·vel,

do ponto de vista Ètico (moral).

Para entendermos um pouco mais esse conceito, vamos voltar um pouco no tempo. No inÌcio dos anos 2000, foram descobertas manipulaÁıes cont·beis em uma das empresas mais importantes dos Estados Unidos, a operadora de commodities de g·s natural ENRON. De acordo com Borgerth (2007), sob a investigaÁ„o da SEC (Securities and Exchange Comission), a empresa admitiu ter inflado seus lucros em aproximadamente US$ 600 milhıes nos quatro anos anteriores.

N„o vamos nos aprofundar no mecanismo utilizado para a manipulaÁ„o, mas o que importa e que ficou evidenciado que o comportamento dos advogados, dos analistas de mercado e dos auditores independentes da empresa tambÈm se caracterizou pela falta de Ètica.

Para vocÍs terem uma ideia do estrago, na Època, a indicaÁ„o de “compra” de

aÁıes da empresa era quase un‚nime. Com o esc‚ndalo, ocorreu o desequilÌbrio

do mercado, com os acionistas buscando vender as aÁıes o mais r·pido possÌvel,

os preÁos caindo, e o desespero se instalando.

A empresa de auditoria independente Arthur Andersen, uma das big five na Època n„o se recuperou mais. No Brasil, por exemplo, era a segunda em volume de negÛcios. Hoje em dia, consideramos apenas as big four (PWC, Deloitte, KPMG e Ernst & Young).

E os esc‚ndalos n„o pararam na ENRON. Foram descobertas outras

manipulaÁıes na Worldcom, Xerox, Bristol-Myers Squibb, Merck, Tyco, Imclone systems, Parmalat (It·lia).

Grande parte das alterações promovidas para “mascarar” as demonstraÁıes cont·beis foram realizadas dentro dos princÌpios legais, por meio de brechas na legislaÁ„o. AÁıes em conformidade com a lei, mas eticamente critic·veis.

Viram como a falta de Ètica pode prejudicar um grande n˙mero de empresas e investidores?

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil に AFRFB Teoria e Questıes Comentadas w

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil AFRFB Teoria e Questıes Comentadas

w Aula 00

Nesse ponto, cabe destacar que tanto faz o objetivo da realizaÁ„o de uma aÁ„o contr·ria ‡ Ètica: n„o importa se em proveito pessoal ou da empresa (a chamada “boa intenção”). A Ètica deve ser seguida de forma inflexÌvel, e deve permear todas as relaÁıes internas e externas. … uma postura essencial.

Como j· dissemos, nem sempre a atitude do gestor È ilegal, mas pode ser pouco Ètica, o que vai prejudicar a imagem da Companhia frente ao Mercado.

A ResoluÁ„o CFC n 803/96 aprovou o CÛdigo de …tica Profissional do Contador CEPC, que tem por objetivo fixar a forma pela qual se devem conduzir os Profissionais da Contabilidade, quando no exercÌcio profissional e nos assuntos relacionados ‡ profiss„o e ‡ classe.

De acordo com o referido CÛdigo, s„o deveres do Profissional da Contabilidade, e consequentemente do auditor independente, dentre outros:

Exercer a profiss„o com zelo, diligÍncia, honestidade e capacidade tÈcnica, observada toda a legislaÁ„o vigente, em especial aos PrincÌpios de Contabilidade e as Normas Brasileiras de Contabilidade, e resguardados os interesses de seus clientes e/ou empregadores, sem prejuÌzo da dignidade e independÍncia profissionais; (ZELO, INTEGRIDADE E COMPET NCIA)

Guardar sigilo sobre o que souber em raz„o do exercÌcio profissional lÌcito, inclusive no ‚mbito do serviÁo p˙blico, ressalvados os casos previstos em lei ou quando solicitado por autoridades competentes, entre estas os Conselhos Regionais de Contabilidade; (CONFIDENCIALIDADE)

Inteirar-se de todas as circunst‚ncias, antes de emitir opini„o sobre qualquer caso; (EFICI NCIA)

Renunciar ‡s funÁıes que exerce, logo que se positive falta de confianÁa por parte do cliente ou empregador, a quem dever· notificar com trinta dias de antecedÍncia, zelando, contudo, para que os interesse dos mesmos n„o sejam prejudicados, evitando declaraÁıes p˙blicas sobre os motivos da ren˙ncia; (CREDIBILIDADE)

Cumprir os Programas ObrigatÛrios de EducaÁ„o Continuada estabelecidos pelo CFC; (QUALIDADE)

Segundo o CÛdigo de …tica, o Contador na funÁ„o de perito, assistente tÈcnico, auditor ou ·rbitro, dever·:

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil に AFRFB Teoria e Questıes Comentadas w

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil AFRFB Teoria e Questıes Comentadas

w Aula 00

Recusar sua indicaÁ„o quando reconheÁa n„o se achar capacitado em face da especializaÁ„o requerida;

Abster-se de interpretaÁıes tendenciosas sobre a matÈria que constitui objeto de perÌcia, mantendo absoluta independÍncia moral e tÈcnica na elaboraÁ„o do respectivo laudo;

Abster-se de expender argumentos ou dar a conhecer sua convicÁ„o pessoal sobre os direitos de quaisquer das partes interessadas, ou da justiÁa da causa em que estiver servindo, mantendo seu laudo no ‚mbito tÈcnico e limitado aos quesitos propostos;

Considerar com imparcialidade o pensamento exposto em laudo submetido ‡ sua apreciaÁ„o;

Mencionar obrigatoriamente fatos que conheÁa e repute em condiÁıes de exercer efeito sobre peÁas cont·beis objeto de seu trabalho;

Abster-se de dar parecer ou emitir opini„o sem estar suficientemente informado e munido de documentos;

Assinalar equÌvocos ou divergÍncias que encontrar no que concerne ‡ aplicaÁ„o dos PrincÌpios de Contabilidade e NBC editadas pelo CFC;

Considerar-se impedido para emitir parecer ou elaborar laudos sobre peÁas cont·beis, observando as restriÁıes das NBC editadas pelo CFC;

Atender ‡ FiscalizaÁ„o dos Conselhos Regionais de Contabilidade e Conselho Federal de Contabilidade no sentido de colocar ‡ disposiÁ„o desses, sempre que solicitado, papÈis de trabalho, relatÛrios e outros documentos que deram origem e orientaram a execuÁ„o do seu trabalho.

De acordo com Attie (2010), a funÁ„o da auditoria deve ser exercida em car·ter de entendimento e o trabalho executado deve merecer toda a credibilidade possÌvel, n„o podendo existir qualquer sombra de d˙vida quanto ‡ honestidade e aos padrıes morais do auditor.

Para o autor, a profiss„o de auditoria exige a obediÍncia aos princÌpios Èticos profissionais, que fundamentalmente se apoiam em independÍncia, integridade, eficiÍncia e confidencialidade.

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil に AFRFB Teoria e Questıes Comentadas w

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil AFRFB Teoria e Questıes Comentadas

w Aula 00

J· a NBC TA 200 informa que os princÌpios fundamentais de Ètica profissional relevantes para o auditor quando da conduÁ„o de auditoria de demonstraÁıes cont·beis est„o implÌcitos no CÛdigo de …tica Profissional do Contabilista e na NBC PA 01, que trata do controle de qualidade.

Esses princÌpios est„o em linha com os princÌpios do CÛdigo de …tica do IFAC, cujo cumprimento È exigido dos auditores:

Integridade

CompetÍncia e Zelo

Profissional

Objetividade

Comportamento Confidencialidade (Conduta) Profissional
Comportamento
Confidencialidade
(Conduta)
Profissional

6.2 Integridade

De acordo com Attie (2010), o auditor deve ser Ìntegro em todos os seus compromissos, que envolvam:

A empresa auditada quanto ‡s suas exposiÁıes e opiniıes, exercÌcio de seu trabalho e os serviÁos e honor·rios profissionais; O p˙blico em geral e pessoas interessadas na opini„o emitida pelo auditor independente, transmitindo validade e certificando a veracidade das informaÁıes contidas nas demonstraÁıes cont·beis ou de exposiÁıes quando n„o refletidas a realidade em tais demonstraÁıes; A entidade de classe a qual pertenÁa, sendo leal quanto ‡ concorrÍncia dos serviÁos junto a terceiros, n„o concess„o de benefÌcios financeiros ou aviltando honor·rios, colocando em risco os objetivos do trabalho.

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil に AFRFB Teoria e Questıes Comentadas w

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil AFRFB Teoria e Questıes Comentadas

w Aula 00

A integridade constitui o valor central da Ètica do auditor, obrigado a

cumprir normas elevadas de conduta de honestidade e imparcialidade durante seu trabalho e em suas relaÁıes com o pessoal das entidades auditadas. A

percepÁ„o da integridade dos auditores È que faz com que a confianÁa da sociedade seja preservada.

Pode ser medida em funÁ„o do que È correto e justo, e exige que os auditores

se ajustem tanto ‡ forma quanto ao espÌrito das normas de auditoria e de Ètica.

Exige tambÈm que os auditores se ajustem aos princÌpios de objetividade (ou imparcialidade) e independÍncia, mantenham normas acertadas de conduta profissional, tomem decisıes de acordo com o Interesse P˙blico, e apliquem um critÈrio de honestidade absoluta na realizaÁ„o de seu trabalho.

Integridade: valor central da Ètica do auditor, pode ser medida em funÁ„o do que È correto e justo, exigindo que os auditores se ajustem tanto ‡ forma quanto ao espÌrito das normas de auditoria e de Ètica. A percepÁ„o da integridade dos auditores È que faz com que a confianÁa da sociedade em seu trabalho seja preservada.

6.3 EficiÍncia

Em relaÁ„o ‡ Ètica profissional, a eficiÍncia È considerada como o atributo segundo o qual o serviÁo de auditoria independente precisa ser estabelecido conforme padrıes tÈcnicos adequados.

O auditor deve inteirar-se de todas as circunst‚ncias, antes de emitir opini„o

sobre qualquer caso, visando principalmente a manutenÁ„o da credibilidade por parte dos usu·rios da informaÁ„o produzida. Seus relatÛrios e pareceres devem atender aos objetivos da auditoria.

EXERCÕCIOS DE FIXA« O

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil に AFRFB Teoria e Questıes Comentadas w

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil AFRFB Teoria e Questıes Comentadas

w Aula 00

9.

(FGV/CGE-MA/2014)

As

alternativas

a

seguir

apresentam

princÌpios

Contabilista, quando da conduÁ„o de auditoria de demonstraÁıes

do CÛdigo de …tica Profissional do

fundamentais

cont·beis, ‡ exceÁ„o de uma. Assinale-a.

a) Integridade.

b) Objetividade.

c) CompetÍncia e zelo profissional.

d) Confidencialidade.

e) Compromisso comportamental.

Coment·rios:

Compromisso comportamental (letra E) n„o se refere a um princÌpio fundamental do CÛdigo de …tica. Cuidado para n„o confundir, pois o princÌpio

que est· faltando È Comportamento Profissional. Gabarito: E

6.4 IndependÍncia

A ResoluÁ„o CFC n 1.311/10 aprovou a NBC PA 290, que trata da

IndependÍncia, estabelecendo condiÁıes e procedimentos para cumprimento dos requisitos de independÍncia profissional do auditor.

Segundo a referida norma, os conceitos sobre a independÍncia devem ser aplicados por auditores para:

Identificar ameaÁas ‡ independÍncia Avaliar a import‚ncia das ameaÁas identificadas Aplicar salvaguardas, quando
Identificar ameaÁas ‡ independÍncia
Avaliar a import‚ncia das ameaÁas identificadas
Aplicar salvaguardas, quando necess·rio, para eliminar as ameaÁas
ou reduzi-las a um nÌvel aceit·vel

As salvaguardas s„o instrumentos utilizados pelo auditor, quando necess·rio,

para eliminar a ameaÁa ou reduzi-la a um nÌvel aceit·vel. Exemplos: retirada do

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil に AFRFB Teoria e Questıes Comentadas w

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil AFRFB Teoria e Questıes Comentadas

w Aula 00

membro da equipe de auditoria que tem o interesse financeiro; revis„o, por outro auditor, do trabalho do membro da equipe de auditoria; contrataÁ„o de outra firma para avaliar os resultados do serviÁo que n„o È de asseguraÁ„o etc.

Quando o auditor avalia que salvaguardas apropriadas n„o est„o disponÌveis ou n„o podem ser aplicadas para eliminar as ameaÁas ou reduzi- las a um nÌvel aceit·vel, o auditor deve eliminar a circunst‚ncia ou relacionamento que cria as ameaÁas, declinar ou descontinuar o trabalho de auditoria. O auditor deve usar julgamento profissional ao aplicar estes conceitos sobre a independÍncia.

Em suma, IndependÍncia È a capacidade que a entidade de auditoria tem de julgar e atuar com integridade e objetividade, permitindo a emiss„o de relatÛrios imparciais em relaÁ„o ‡ entidade auditada, aos acionistas, aos sÛcios, aos quotistas, aos cooperados e a todas as demais partes que possam estar relacionadas com o seu trabalho.

Um aspecto interessante quanto ‡ independÍncia, que È tratado na norma, È que n„o basta ser independente, sendo necess·rio parecer ser independente, j· que a independÍncia compreende:

a) independÍncia de pensamento - Postura que permite a apresentaÁ„o

de conclus„o que n„o sofra efeitos de influÍncias que comprometam o julgamento profissional, permitindo que a pessoa atue com integridade, objetividade e ceticismo profissional.

b)

significativos a ponto de um terceiro bem informado, tendo conhecimento de todas as informaÁıes pertinentes, incluindo as salvaguardas aplicadas, concluir dentro do razo·vel que a integridade, a objetividade ou o ceticismo profissional da entidade de auditoria ou de membro da equipe de auditoria ficaram comprometidos.

circunst‚ncias

aparÍncia

de

independÍncia

-

evitar

fatos

e

N„o basta ser independente, È necess·rio parecer ser independente, j· que a independÍncia exige:

- independÍncia de pensamento; e

- aparÍncia de independÍncia.

Das diversas situaÁıes que podem caracterizar a perda de independÍncia da entidade de auditoria em relaÁ„o ‡ entidade auditada, chamo sua atenÁ„o para duas, que s„o mais exploradas pelas bancas:

VÌnculos empregatÌcios ou similares por administradores, executivos

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil に AFRFB Teoria e Questıes Comentadas w

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil AFRFB Teoria e Questıes Comentadas

w Aula 00

ou empregados da entidade auditada, mantidos anteriormente com a entidade de auditoria. Nesse ponto, a NBC PA 290 estabelece que “a independência em relaÁ„o ao cliente de auditoria È requerida durante o perÌodo de contrataÁ„o e o perÌodo coberto pelas demonstraÁıes cont·beis. O perÌodo de contrataÁ„o comeÁa quando a equipe de auditoria comeÁa a executar serviÁos de auditoria. O perÌodo de contrataÁ„o termina quando o relatÛrio de auditoria È emitido”.

Membros da entidade de auditoria que, anteriormente, eram

administradores, executivos ou empregados da entidade auditada. Nesse

ponto, a NBC PA 290 estabelece que:

“Durante o período coberto pelo relatório de auditoria, se um membro da equipe de auditoria desempenhou a funÁ„o de conselheiro ou diretor do cliente de auditoria, ou foi empregado em cargo que exerce influÍncia significativa sobre a elaboraÁ„o dos registros cont·beis do cliente ou das demonstraÁıes cont·beis sobre as quais a firma emitir· relatÛrio de auditoria, a ameaÁa criada seria t„o significativa que nenhuma salvaguarda poderia reduzir a ameaÁa a um nÌvel aceitável.”

A NBC PA 290 considera as seguintes categorias que podem gerar ameaÁa ‡ independÍncia:

AmeaÁa de

interesse

prÛprio

AmeaÁa de

auto revis„o

AmeaÁa de

defesa de

interesse do

cliente

AmeaÁa de familiaridade

de interesse do cliente AmeaÁa de familiaridade … a ameaÁa de que interesse financeiro ou outro
de interesse do cliente AmeaÁa de familiaridade … a ameaÁa de que interesse financeiro ou outro
de interesse do cliente AmeaÁa de familiaridade … a ameaÁa de que interesse financeiro ou outro

… a ameaÁa de que interesse financeiro ou outro interesse

influenciar· de forma n„o apropriada o julgamento ou o

comportamento do auditor.

… a ameaÁa de que o auditor n„o avaliar· apropriadamente os

resultados de julgamento dado ou serviÁo prestado

anteriormente por ele nos quais o auditor confiar· para formar

um julgamento como parte da prestaÁ„o do serviÁo atual.

… a ameaÁa de que o auditor promover· ou defender· a posiÁ„o

de seu cliente a ponto em que a sua objetividade fique

comprometida.

… a ameaÁa de que, devido ao relacionamento longo ou prÛximo

com o cliente, o auditor tornar-se-· solid·rio aos interesses dele

ou aceitar· seu trabalho sem muito questionamento.

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil に AFRFB Teoria e Questıes Comentadas w

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil AFRFB Teoria e Questıes Comentadas

w Aula 00

AmeaÁa de

intimidaÁ„o

… a ameaÁa de que o auditor ser· dissuadido de agir objetivamente em decorrÍncia de pressıes reais ou aparentes, incluindo tentativas de exercer influÍncia indevida sobre o auditor.

em decorrÍncia de pressıes reais ou aparentes, incluindo tentativas de exercer influÍncia indevida sobre o auditor.

Quando s„o identificadas ameaÁas, exceto aquelas, claramente, insignificantes, devem ser definidas e aplicadas salvaguardas adequadas para eliminar a ameaÁa ou reduzi-la a um nÌvel aceit·vel. Essa decis„o deve ser documentada. A natureza das salvaguardas a aplicar varia conforme as circunst‚ncias.

J· o CÛdigo de …tica do Contabilista prescreve que, no desempenho de suas funÁıes, È vedado ao Profissional da Contabilidade renunciar ‡ liberdade profissional, devendo evitar quaisquer restriÁıes ou imposiÁıes que possam prejudicar a efic·cia e correÁ„o de seu trabalho.

A NBC PA 01, que trata do Controle de Qualidade para Firmas (Pessoas JurÌdicas e FÌsicas) de Auditores Independentes determina a necessidade de implementaÁ„o e a manutenÁ„o de polÌticas e procedimentos de supervis„o e controle interno de qualidade que forneÁam seguranÁa razo·vel do cumprimento das normas profissionais, regulatÛrias e legais, particularmente, nesse caso, quanto ‡ necess·ria independÍncia do auditor, exigindo uma declaraÁ„o individual dos profissionais da entidade de auditoria da existÍncia, ou n„o, das seguintes questıes relacionadas a entidades auditadas:

Interesses financeiros;

OperaÁıes de crÈditos e garantias;

Relacionamentos comerciais relevantes estreitos com a entidade auditada;

Relacionamentos familiares e pessoais; e

Membros da entidade de auditoria que j· foram administradores, executivos ou empregados da entidade auditada.

Assim, podemos concluir que a independÍncia do auditor est· intimamente ligada n„o apenas ‡ Ètica profissional, mas tambÈm ‡ qualidade das auditorias realizadas.

EXERCÕCIOS DE FIXA« O

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil に AFRFB Teoria e Questıes Comentadas w

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil AFRFB Teoria e Questıes Comentadas

w Aula 00

10.

(CESPE/DPU/2016)

Com base nas normas brasileiras para o

exercÌcio e a execuÁ„o de trabalho da auditoria interna, julgue os itens subsequentes. Recomenda-se que haja uma relaÁ„o pessoal entre o auditor interno e o gestor da entidade auditada, o que favorece a confidencialidade das informaÁıes, que n„o devem ser reveladas a terceiros. Coment·rios:

Embora a quest„o trate da Auditoria Interna, est· relacionada ao que acabamos de estudar, ou seja, requisitos do auditor. Como vimos no decorrer da aula, IndependÍncia È a capacidade que o auditor tem de julgar e atuar com integridade e objetividade, permitindo a emiss„o de relatÛrios imparciais em relaÁ„o ‡ entidade auditada, aos acionistas, aos sÛcios, aos quotistas, aos cooperados e a todas as demais partes que possam estar relacionadas com o seu trabalho. Embora o papel principal da Auditoria Interna seja auxiliar a entidade a atingir seus objetivos, uma relaÁ„o pessoal entre o auditor interno e o gestor da entidade auditada poderia prejudicar sua independÍncia. Gabarito: E

Uma determinada firma de auditoria iniciou

os trabalhos em uma entidade, a partir de um contrato que prevÍ

execuÁ„o de auditoria por cinco anos. Um dos auditores, ao executar o trabalho de auditoria inicial nessa entidade, atestou argumentos

tal forma a indicar

apresentados

comprometimento da objetividade do seu trabalho. O posicionamento do auditor constitui ameaÁa ‡ independÍncia em decorrÍncia de:

a) autorrevis„o do trabalho;

b) defesa de interesse do cliente;

c) familiaridade;

d) intimidaÁ„o profissional;

e) interesse prÛprio.

11.

(FGV/TCM-SP/2015)

pela

empresa

auditada

de

Coment·rios:

Apenas a letra B poderia estar correta porque menciona comprometimento da objetividade de seu trabalho. Vejamos o que diz a NBC PA 290: AmeaÁa de defesa de interesse do cliente È a ameaÁa de que o auditor promover· ou defender· a posiÁ„o de seu cliente a ponto em que a sua objetividade fique comprometida. Complementando, a ameaÁa de autorrevis„o È a ameaÁa de que o auditor n„o avaliar· apropriadamente os resultados de julgamento dado ou serviÁo prestado anteriormente por ele, ou por outra pessoa da firma dele, nos quais o auditor confiar· para formar um julgamento como parte da prestaÁ„o do serviÁo atual. A ameaÁa de autorrevis„o pode acontecer por diversos

motivos. O fator determinante n„o È apenas o tempo. Por exemplo, podem ser criadas ameaÁas de autorrevis„o se um membro da equipe de auditoria recentemente desempenhou a funÁ„o de conselheiro, diretor ou empregado

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil に AFRFB Teoria e Questıes Comentadas w

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil AFRFB Teoria e Questıes Comentadas

w Aula 00

do cliente de auditoria. A existÍncia e a import‚ncia de quaisquer ameaÁas dependem de fatores como funÁ„o da pessoa no cliente; perÌodo de tempo desde que a pessoa desligou-se do cliente; funÁ„o do profissional na equipe de auditoria. Gabarito: B

6.5 Confidencialidade

Este item foi modificado em 25 de marÁo de 2014, quando a NBC PG 100 revogou a NBC P1 IT 02 e a NBC P 1.6, normas que tratavam do sigilo da profiss„o de auditor. Essa nova norma È geral, aplicada n„o apenas a contadores que exercem a funÁ„o de auditor, e seus principais pontos s„o abordados a seguir.

O princÌpio do sigilo profissional impıe a todos os profissionais da contabilidade

a obrigaÁ„o de abster-se de:

(a) divulgar fora da firma ou da organizaÁ„o empregadora informaÁıes

sigilosas obtidas em decorrÍncia de relacionamentos profissionais e

comerciais, sem estar prÈvia e especificamente autorizado pelo cliente, por escrito, a menos que haja um direito ou dever legal ou profissional de divulgaÁ„o; e

(b) usar, para si ou para outrem, informaÁıes obtidas em decorrÍncia

de relacionamentos profissionais e comerciais para obtenÁ„o de vantagem pessoal.

O profissional da contabilidade deve manter sigilo das informaÁıes divulgadas

por cliente potencial ou empregador; manter sigilo das informaÁıes dentro da firma ou organizaÁ„o empregadora; e tomar as providÍncias adequadas para assegurar que o pessoal da sua equipe de trabalho, assim como as pessoas das quais s„o obtidas assessoria e assistÍncia, tambÈm, respeite o dever de sigilo

do profissional da contabilidade.

Segundo essa nova norma, a necessidade de cumprir o princÌpio do sigilo profissional permanece mesmo apÛs o tÈrmino das relaÁıes entre o profissional da contabilidade e seu cliente ou empregador. Quando o profissional da contabilidade mudar de emprego ou obtiver novo cliente, ele pode usar sua experiÍncia anterior.

Contudo, ele n„o deve usar ou divulgar nenhuma informaÁ„o confidencial obtida ou recebida em decorrÍncia de relacionamento profissional ou comercial.

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil に AFRFB Teoria e Questıes Comentadas w

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil AFRFB Teoria e Questıes Comentadas

w Aula 00

A seguir, s„o apresentadas circunst‚ncias nas quais os profissionais da

contabilidade s„o ou podem ser solicitados a divulgar informaÁıes confidenciais

ou nas quais essa divulgaÁ„o pode ser apropriada:

(a) a divulgaÁ„o È permitida por lei e autorizada pelo cliente ou empregador, por escrito;

(b)

a divulgaÁ„o È exigida por lei;

(c)

h· dever ou direito profissional de divulgaÁ„o, se n„o proibido por lei.

O auditor independente, quando solicitado, por escrito e fundamentadamente, pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC) e Conselhos Regionais de Contabilidade (CRC), deve exibir as informaÁıes obtidas durante o seu trabalho, incluindo a fase de prÈ-contrataÁ„o dos serviÁos, a documentaÁ„o, os papÈis de trabalho e os relatÛrios.

Ao decidir sobre a divulgaÁ„o de informaÁıes sigilosas, os fatores pertinentes a

serem considerados incluem:

(a) se os interesses de terceiros, incluindo partes cujos interesses

podem ser afetados, podem ser prejudicados se o cliente ou empregador

consentir com a divulgaÁ„o das informaÁıes pelo profissional da contabilidade;

(b) se todas as informaÁıes relevantes s„o conhecidas e comprovadas,

na medida pratic·vel. Quando a situaÁ„o envolver fatos n„o comprovados, informaÁıes incompletas ou conclusıes n„o comprovadas,

deve ser usado o julgamento profissional para avaliar o tipo de divulgaÁ„o que deve ser feita, caso seja feita;

(c) o tipo de comunicaÁ„o que È esperado e para quem deve ser

dirigida; e

(d) se as partes para quem a comunicaÁ„o È dirigida s„o as pessoas

apropriadas para recebÍ-la.

Como regra, o auditor n„o pode divulgar as informaÁıes obtidas durante o seu trabalho na entidade auditada, a n„o ser que:

Tenha autorizaÁ„o expressa da entidade auditada.

Haja obrigaÁıes legais ou normativas que o obriguem a fazÍ-lo.

6.6 Ceticismo profissional

O auditor deve planejar e executar a auditoria com ceticismo profissional, reconhecendo que podem existir circunst‚ncias que causam distorÁ„o relevante nas demonstraÁıes cont·beis. O ceticismo profissional inclui estar alerta, por exemplo, a:

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil に AFRFB Teoria e Questıes Comentadas w

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil AFRFB Teoria e Questıes Comentadas

w Aula 00

evidÍncias de auditoria que contradigam outras evidÍncias obtidas; informaÁıes que coloquem em d˙vida a confiabilidade dos documentos e respostas a indagaÁıes a serem usadas como evidÍncias de auditoria;

condiÁıes que possam indicar possÌvel fraude;

circunst‚ncias que sugiram a necessidade de procedimentos de auditoria alÈm dos exigidos pelas NBC TAs.

A manutenÁ„o do ceticismo profissional ao longo de toda a auditoria È

necess·ria, por exemplo, para que o auditor reduza os riscos de:

ignorar circunst‚ncias n„o usuais;

generalizaÁ„o excessiva ao tirar conclusıes das observaÁıes de auditoria;

uso inadequado de premissas ao determinar a natureza, a Època e a

extens„o dos procedimentos de auditoria e ao avaliar os resultados destes.

==0==

 

EXERCÕCIOS DE FIXA« O

12.

(FGV/ISS-Recife/2014)

O reconhecimento pelo auditor de que

existem circunst‚ncias que podem causar distorÁ„o relevante nas demonstraÁıes cont·beis revela o requisito Ètico relacionado ‡ auditoria de demonstraÁıes cont·beis, denominado:

a) julgamento profissional.

 

b) evidÍncia funcional.

c) ceticismo profissional.

d) conduÁ„o apropriada.

e) conformidade legal.

 

Coment·rios:

Segundo a NBC TA 200, Ceticismo profissional È a postura que inclui uma mente questionadora e alerta para condiÁıes que possam indicar possÌvel distorÁ„o devido a erro ou fraude e uma avaliaÁ„o crÌtica das evidÍncias de auditoria. Gabarito: C

6.7 Julgamento profissional

O auditor deve exercer julgamento profissional ao planejar e executar a

auditoria de demonstraÁıes cont·beis. O julgamento profissional È necess·rio,

em particular, nas decisıes sobre:

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil に AFRFB Teoria e Questıes Comentadas w

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil AFRFB Teoria e Questıes Comentadas

w Aula 00

materialidade e risco de auditoria;

a natureza, a Època e a extens„o dos procedimentos de auditoria

aplicados para o cumprimento das exigÍncias das normas de auditoria e a coleta de evidÍncias de auditoria;

avaliar se foi obtida evidÍncia de auditoria suficiente e apropriada e se algo mais precisa ser feito para que sejam cumpridos os objetivos das NBC TAs e, com isso, os objetivos gerais do auditor;

avaliaÁ„o das opiniıes da administraÁ„o na aplicaÁ„o da estrutura

de relatÛrio financeiro aplic·vel da entidade;

extraÁ„o de conclusıes baseadas nas evidÍncias de auditoria obtidas,

por exemplo, pela avaliaÁ„o da razoabilidade das estimativas feitas pela

administraÁ„o na elaboraÁ„o das demonstraÁıes cont·beis.

6.8 EvidÍncia de auditoria apropriada e suficiente e risco de auditoria

Para obter seguranÁa razo·vel, o auditor deve obter evidÍncia de auditoria apropriada e suficiente para reduzir o risco de auditoria a um nÌvel baixo aceit·vel e, com isso, possibilitar a ele obter conclusıes razo·veis e nelas basear a sua opini„o.

6.9

ConduÁ„o da auditoria em conformidade com NBC TAS

 

Normas guiam o auditor na conduÁ„o dos trabalhos.

O auditor deve cumprir com exigÍncias legais e regulatÛrias, alÈm das NBC TAs.

Conformidade com as NBC TAs relevantes + procedimentos adicionais.

 

EXERCÕCIOS DE FIXA« O

13.

(FGV/ISS-Recife/2014)

O auditor, ao expressar opini„o de que

as demonstraÁıes cont·beis foram elaboradas, em todos os aspectos

relevantes,

em conformidade com uma estrutura de relatÛrio

financeiro aplic·vel, produz o seguinte efeito:

a)

revela as distorÁıes do planejamento da auditoria das demonstraÁıes

cont·beis.

 

b)

reduz os riscos de auditoria das demonstraÁıes cont·beis o que gera

seguranÁa para os usu·rios.

 

c)

proporciona o aumento de evidÍncias de auditoria das demonstraÁıes

cont·beis.

 

d)

aumenta o grau de confianÁa nas demonstraÁıes cont·beis por parte

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil に AFRFB Teoria e Questıes Comentadas w

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil AFRFB Teoria e Questıes Comentadas

w Aula 00

dos usu·rios.

e) assegura que os objetivos operacionais desejados pela administraÁ„o

foram alcanÁados. Coment·rios:

Segundo a NBC TA 200, o objetivo da auditoria È aumentar o grau de confianÁa nas demonstraÁıes cont·beis por parte dos usu·rios. Gabarito: D

200, o

julgamento profissional È necess·rio para a tomada de decisıes nos assuntos a seguir, ‡ exceÁ„o de um. Assinale-o.

a) A subjetividade e as evidÍncias de auditoria para cumprimento das

14.

(FGV/ACI-Recife/2014)

De acordo

com

a

NBC TA

metas de resultados operacionais e financeiros da empresa.

b) A natureza, a Època e a extens„o dos procedimentos de auditoria

aplicados para o cumprimento das exigÍncias das normas de auditoria e a coleta de evidÍncias de auditoria.

c) As evidÍncias de auditoria obtidas s„o suficientes e apropriadas ou se

algo mais precisa ser feito para que sejam cumpridos os objetivos das NBC TAs.

d) A avaliaÁ„o das opiniıes da administraÁ„o na aplicaÁ„o da estrutura

de relatÛrio financeiro aplic·vel da entidade.

e) A extraÁ„o de conclusıes baseadas nas evidÍncias de auditoria

obtidas, por exemplo, pela avaliaÁ„o da razoabilidade das estimativas feitas pela administraÁ„o na elaboraÁ„o das demonstraÁıes cont·beis. Coment·rios:

Segundo a NBC TA 200, o julgamento profissional È necess·rio, em particular, nas decisıes sobre:

materialidade e risco de auditoria;

a natureza, a Època e a extens„o dos procedimentos de auditoria aplicados para o cumprimento das exigÍncias das normas de auditoria e a coleta de evidÍncias de auditoria;

avaliar se foi obtida evidÍncia de auditoria suficiente e apropriada e se algo mais precisa ser feito para que sejam cumpridos os objetivos das NBC TAs e, com isso, os objetivos gerais do auditor;

avaliaÁ„o das opiniıes da administraÁ„o na aplicaÁ„o da estrutura

de relatÛrio financeiro aplic·vel da entidade; extraÁ„o de conclusıes baseadas nas evidÍncias de auditoria obtidas, por exemplo, pela avaliaÁ„o da razoabilidade das estimativas feitas pela administraÁ„o na elaboraÁ„o das demonstraÁıes cont·beis. Dessa forma, a letra A est· errada, pois o auditor leva em conta a materialidade e n„o a subjetividade.

Gabarito: A

7. Responsabilidade Legal Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil に AFRFB Teoria e

7. Responsabilidade Legal

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil AFRFB Teoria e Questıes Comentadas

w Aula 00

A responsabilidade do trabalho do auditor para com a sociedade em geral

(auditor externo) e com dirigentes da empresa (auditor interno e externo) È indiscutÌvel, e, no desempenho de suas funÁıes, pode ser responsabilizado por danos eventualmente causados a terceiros.

Podemos dividir a responsabilidade do auditor da seguinte forma:

7.1 Responsabilidade Profissional

No Brasil n„o existe a profiss„o do Auditor com tal denominaÁ„o e

regulamentaÁ„o, mas apenas a de Contador. Ao Contador, bacharel em CiÍncias Cont·beis com registro no CRC, È que se atribui o direito de realizar

as tarefas de auditoria.

A profiss„o de auditor È considerada como tÈcnica ou aplicaÁ„o conhecimento

cont·bil. Assim, n„o existe definiÁ„o clara em nossa legislaÁ„o de suas

responsabilidades legais. Encontramos em nossa legislaÁ„o civil, penal, comercial e profissional, apenas referÍncias esparsas sobre o assunto.

Perante a lei ele È respons·vel pelo seu parecer sobre as demonstraÁıes, sendo aplicadas as sanÁıes disciplinares pelo CFC, enquanto as sanÁıes civis s„o prÛprias do Estado, podendo mesmo haver cumulaÁ„o de sanÁıes.

Assim, podemos concluir que a melhor proteÁ„o para o auditor È a “execução cuidadosa de seu trabalho”, juntamente com a aplicaÁ„o das normas

profissionais geralmente aceitas, pois se o parecer foi elaborado de acordo com

as normas cont·beis, n„o poder· ser responsabilizado.

A lei n„o atinge diretamente o profissional auditor, mas indiretamente. Portanto,

na execuÁ„o do trabalho, a responsabilidade, a Ètica e o elevado padr„o tÈcnico s„o atributos implÌcitos. A InfraÁ„o a qualquer um desses princÌpios o sujeita a den˙ncia ao Ûrg„o fiscalizador da profiss„o, o CRC, para aplicaÁ„o da penalidade cabÌvel (de advertÍncia atÈ suspens„o do exercÌcio profissional).

As outras responsabilidades (civil, comercial e penal) est„o previstas nos cÛdigos

prÛprios da legislaÁ„o brasileira e s„o de car·ter geral. O exercÌcio da funÁ„o auditoria necessita de uma fiscalizaÁ„o profissional rigorosa, considerada a sua import‚ncia para o mercado de capitais.

Para finalizar este ponto, È importante ressaltar que, segundo a ResoluÁ„o CFC

n 560/83, ainda vigente, as atividades de auditoria (interna e independente)

s„o privativas de contadores. Dessa forma, cuidado, pois n„o È permitido aos

tÈcnicos em contabilidade o exercÌcio de auditoria.

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil に AFRFB Teoria e Questıes Comentadas w

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil AFRFB Teoria e Questıes Comentadas

w Aula 00

A responsabilidade pelos controles internos, pela elaboraÁ„o das demonstraÁıes cont·beis, bem como pela prevenÁ„o e detecÁ„o de fraudes e erros È da AdministraÁ„o. N„o È do Auditor.

7.2 Responsabilidade Civil

A responsabilidade civil do contador na funÁ„o de auditor independente existe

pelo fato de que esse profissional È um cidad„o inserido no Estado de Direito com profiss„o regulamentada, sujeito a direitos e deveres.

Deve-se atentar que, se referindo ‡ responsabilidade civil, o auditor e qualquer profissional de contabilidade est„o condicionados a obrigaÁ„o de meios e n„o de

resultados, ou seja, se o profissional trabalhar de acordo com as normas tÈcnicas

e Èticas cont·beis n„o responder· civilmente pelos atos que praticou, uma vez

que inexiste prejuÌzo a apurar, dada a inexistÍncia da responsabilidade pelos resultados, caso contr·rio por culpa estrita e literal em que se comprove imprudÍncia e negligÍncia por dolo ou n„o, fica o profissional respons·vel por sua obra.

Salientamos que somente por erro inescus·vel, que È aquele ocorrido por ignor‚ncia patente e profunda, È que poder· levar-se o contabilista e auditor ‡s barras dos tribunais para responsabiliz·-lo por eventuais danos aos clientes ou terceiros.

7.3 Responsabilidade com clientes

O

trabalho de auditoria deve ser baseado em um entendimento entre o auditor

e

seu cliente.

Na realizaÁ„o de seu trabalho, o auditor deve agir de acordo com os termos de seu contrato, uma vez que, caso deixe de aplicar o devido cuidado ou deixe de guardar sigilo das informaÁıes a que teve acesso, pode tomar-se legalmente respons·vel perante o cliente.

A Responsabilidade Profissional est· regulada no Decreto-lei n . 9.295, que trata

da formaÁ„o dos conselhos de contabilidade, e por extens„o pode ser fiscalizada

por eles.

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil に AFRFB Teoria e Questıes Comentadas w

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil AFRFB Teoria e Questıes Comentadas

w Aula 00

O auditor precisa, efetivamente, reunir maior dose de conhecimentos tÈcnicos e

gerais da mais variada natureza como: Contabilidade, Auditoria, AdministraÁ„o

Geral, FinanÁas, Direito, Economia, Matem·tica, Psicologia, Engenharia, EstatÌstica, Tecnologia da InformaÁ„o, RelaÁıes Humanas, dente outros.

Esta soma de capacidades È realmente exigida e transforma, portanto, a funÁ„o do auditor em pr·tica altamente especializada, requerendo grandes esforÁos. Diante disso, podem prestar a tarefa de auditoria:

- Profissional Liberal, individualmente;

- Sociedade de Profissionais Liberais;

- AssociaÁıes de Classes de Contadores;

- Dois ou mais profissionais liberais consorciados.

A modalidade mais difundida e frequente È a prestaÁ„o de serviÁos de auditoria

por sociedades de profissionais constituÌdas para tal fim.

A pr·tica de Auditoria Cont·bil, seja ela interna (exceto para ·reas operacionais

onde n„o estejam em an·lise as contas cont·beis), seja externa, È de exercÌcio

exclusivo do Contador e est· assim obrigada:

Auditores

Registro

Auditores internos

Conselho

Contabilidade (CRC)

Conselho

Contabilidade (CRC)

Regional

Regional

de

Auditores independentes

de

Auditores independentes atuando no ‚mbito do mercado de valores mobili·rios

Auditores

instituiÁıes financeiras

em

independentes

atuando

Comiss„o de Valores Mobili·rios (CVM)

Banco Central do Brasil (BCB)

EXERCÕCIOS DE FIXA« O

15.

prevenÁ„o e identificaÁ„o de fraudes e erros È do auditor contratado pela entidade, que deve comunic·-los imediatamente ‡ administraÁ„o. Coment·rios:

na

(CESPE/INMETRO/2009)

A

responsabilidade

prim·ria

O respons·vel prim·rio pela identificaÁ„o e prevenÁ„o de fraudes e erros È a prÛpria administraÁ„o.

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil に AFRFB Teoria e Questıes Comentadas w

Auditoria Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil AFRFB Teoria e Questıes Comentadas

w Aula 00

Cabe lembrar tambÈm que a Auditoria Interna deve assessorar a administraÁ„o da entidade no trabalho de prevenÁ„o de fraudes e erros, obrigando-se a inform·-la, sempre por escrito, de maneira reservada, sobre quaisquer indÌcios ou confirmaÁıes de irregularidades detectadas no decorrer de seu trabalho. Gabarito: E

8. DiferenÁas entre Auditoria Interna e Independente

8.1 Conceito de Auditoria Interna

A Auditoria surgiu pela necessidade de formaÁ„o de opini„o independente quanto ‡ forma pela qual determinado patrimÙnio estava sendo gerenciado.

Essa opini„o pode vir de dentro da prÛpria empresa, desde que independente, ou de fora da mesma, por profissionais que n„o fazem parte da organizaÁ„o.

Assim, podemos definir Auditoria Interna como uma atividade de avaliaÁ„o independente dentro da empresa, para verificar as operaÁıes e emitir uma opini„o sobre elas, sendo considerada um serviÁo prestado ‡ administraÁ„o.

De acordo com Crepaldi (2010), È executada por profissional ligado ‡ empresa, ou por uma seÁ„o prÛpria para esse fim, sempre em linha de dependÍncia da direÁ„o empresarial.

Vamos ver um exemplo de uma empresa do nosso dia a dia o Banco do Brasil. Observem que a Auditoria Interna est· ligada ao Conselho de AdministraÁ„o, n„o estando subordinada a nenhuma Diretoria especÌfica.

E vocÍs sabem por que eu estou usando esta empresa como exemplo? Por nada, pessoal, a escolha foi aleatÛria mesmo, rsrs.

Por nada, pessoal, a escolha foi aleatÛria mesmo, rsrs. Fonte: www.bb.com.br www.rateios.org www.rateios.org 50

Fonte: www.bb.com.br