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FURB – UNIVERSIDADE REGIONAL DE BLUMENAU

Acadêmicas: Dara Pincegher e Vanessa Israel

Neurologia II

Vestibulopatias periféricas

Segundo HERDMAN (2002), as vestibulopatias periféricas são distúrbios


decorrentes do comprometimento do sistema vestibular periférico, que envolve as
funções auditiva e vestibular no labirinto ou no nervo vestibulococlear até sua entrada no
tronco cerebral. As alterações vestibulares periféricas mais comuns incluem a vertigem
posicional paroxística benigna (VPPB), Aneurite Vestibular e Doença de Mènieré. Os
sintomas mais comuns encontrados são: vertigem, alterações de equilíbrio estático e
dinâmico, ataxia, nistagmo, tinitos, zumbidos, hipoacusia, náuseas e vômitos, agorafobia
e acrofobia.

Durante a anamnese além dos dados pessoais do paciente avaliado, devemos


analisar três elementos básicos: sintomas (vertigem, hipoacusia, desequilíbrio), duração
(período que se estabelece os sintomas) e circunstâncias (atividade que gera os sintomas).

Durante o exame físico existem ferramentas que podem ser utilizadas para facilitar
o diagnostico, além de evidenciar os prejuízos dos sintomas durante suas atividades de
vida diária. As principais escalas utilizadas seriam: Escala Analógica Visual,
Levantamento de Deficiência Devido à Tontura, Escala De Incapacidade Funcional,
Quociente de Sensibilidade ao Movimento, Teste de Rotação Cefálica, Manobra de Dix-
Hallpike, Teste Clinico da Interação Sensorial no Equilíbrio, Índice de Marcha Dinâmica,
Teste de Romberg, Teste de Fukuda, Teste de Babinski Weil.

Após a avaliação e diagnóstico da vestibulopatia periférica inicia-se o tratamento


do paciente utilizando a reabilitação vestibular (RV), esta implantada no Brasil a duas
décadas, é a opção terapêutica que se destaca pela utilização de mecanismos fisiológicos
estimulantes do sistema vestibular, trabalhada de forma pratica, segura e sem efeitos
colaterais.

Entre os protocolos mais utilizados da RV estão: Manobra Liberatória de Semont,


Manobra de Brandt-Daroff, Manobra de Epley, Exercícios de Cawthorne-Cooksey,
Estratégias para Fixação Visual e Estabilização do Olhar, Exercícios de Norré, Protocolo
de Bolonha e Realidade Virtual. Esses protocolos têm como objetivos melhorar o
equilíbrio funcional do paciente, especialmente durante a deambulação, reduzir
isolamento social e melhorar condição física geral do paciente.

REFERÊNCIAS

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