Você está na página 1de 7

12.

655 – Concreto Preparo, Controle e Recebimento

3.34 etapas de preparo do concreto


a) caracterização dos materiais componentes do concreto;
b) estudo de dosagem do concreto;
c) ajuste e comprovação do traço de concreto;
d) elaboração do concreto

3.38 lotes de concreto


volume definido de concreto, elaborado e aplicado sob condições uniformes (mesma classe, mesma família, mesmos procedimentos e mesmo equipamento)

3.39 amostras de concreto


Volume de concreto retirado do lote com o objetivo de informações, mediante ensaios, sobre a conformidade do lote, para fins de recebimento e aceitação;

3.40 exemplar
Elemento da amostra ou da população (lote) constituído por dois corpos de prova da mesma betonada, moldados no mesmo ato, para cada idade de ensaio
3.41 recebimento do concreto
Verificação da conformidade das propriedades especificadas para o estado fresco, efetuado durante a descarga da betoneira e, no caso do concreto dosado
em central, abrange aprovação da documentação correspondente ao pedido do concreto.
3.42 Aceitação do concreto
Verificação do atendimento a todos os requisitos especificados para o concreto

Ordem para controle de aceitação do concreto:


1. definição da extensão do lote de concreto
2. Definição do tipo de amostragem a ser adotado
3. Coleta e moldagem dos exemplares de concreto
4. Análise dos resultados;

 4 Atribuições de incumbências
o O concreto estruturaldeve ter definidas todas as características e propriedades de maneira explícita, antes do início da concretagem.
o 4.2 Profissional responsável pelo projeto estrutural
 Registro do fck, obrigatório em nos desenhos e memórias que descrevem o projeto tecnicamente;
 especificação de fckj para as etapas construtivas:
 Retirada de cimbramento;
 Aplicação de protensão;
 Manuseio de pré-moldados;
 Especificação dos requisitos correspondentes à durabilidade da estrutura e elementos pré-moldados, durante sua vida útil,
inclusive da classe de agressividade adotada em projeto;
 Especificação dos requisitos das propriedades especiais do concreto, durante a fase construtiva e vida útil da estrutura.

o 4.3 Profissional responsável pela execução da obra


 Escolha:
 Modalidade de preparo do concreto (conforme 4.1);
 Tipo de concreto a ser empregado e sua consistência, DMC do agregado e demais propriedades, de acordo com o
projeto e com as condições de aplicação;
 Atendimento a todos os requisitos de projeto e quanto à escolha dos materiais;
 Recebimento e aceitação do concreto;
 Cuidados requeridos pelo processo construtivo e pela retirada do escoramento, levando em consideração as peculiaridades dos
materiais (em particular, do cimento) e as condições de temperatura ambiente;
 Atendimento aos requisitos da NBR 9062 para a liberação da protensão, desforma e movimentação de elementos pré-moldados;
 Efetuar a rastreabilidade do concreto lançado na estrutura.

o 4.4 Responsável pelo recebimento e pela aceitação do concreto


 Os responsáveis pelo recebimento e pela aceitação do concreto são o proprietário da obra e o responsável técnico pela obra.
 A documentação comprobatória do cumprimento da Norma (relatório de ensaios, laudos e outros) deve estar disponível e ser
arquivada pelo prazo de cinco anos.
 No caso do concreto ser fornecido por empresa de concretagem: "A documentação relativa ao cumprimento destas prescrições e
disposições deve ser disponibilizada para o responsável pela obra e arquivada na empresa de serviços de concretagem, sendo
preservada durante cinco anos.

o 5.1.2.5 Aditivos
 A quantidade de aditivos não pode exceder a dosagem máxima recomendada pelo fabricante.
 Aditivos em quantidades < 2 g/kg de cimento disperso em parte da água de amassamento.
 Se o total líquido contido no aditivo exceder 3 dm3/m3 de concreto, seu conteúdo de água deve ser considerado no cálculo da
relação água/cimento.
 Quando se usarem dois ou mais aditivos, a compatibilidade entre eles deve ser verificada em ensaios prévios em laboratório.
o 5.2.2.1 Correspondência entre classe de agressividade e qualidade do concreto

o 5.2.2.2 Condições especiais de exposição

USAR OS NÚMEROS DO CONCRETO PROTENDIDO.


A/C → Fck
0,5 → 35
0,45 → 40
0,45 → 40

o 5.2.2.3 Sulfatos

o 5.2.2.4 Cloretos

 5.3 Armazenamento dos materiais componentes do concreto


o 5.3.1 Cimento
 Armazenado separadamente, de acordo com a marca, tipo e classe.
 O cimento em sacos deve ser guardado em pilhas, em local fechado, protegido da ação de chuva, névoa ou condensação.
 Cada lote recebido em uma mesma data deve ser armazenado em pilhas separadas e individualizadas.
 As pilhas devem estar separadas por corredores e os sacos devem ficar apoiados sobre estrado de madeira, para evitar o contato
direto com o piso.
 Altura de no máximo 15 unidades→ por período inferior a 15 dias;
 Altura de no máximo 10 unidades→ por período mais longo.
 A granel → Silo estanque, com respiradouro com filtro para reter poeira, tubulação de carga/descarga e janela de inspeção.
 Cada silo deve estar munido de uma identificação com o registro de tipo, classe e marca de cimento contido, e sua
configuração interna deve ser tal que induza o fluxo desimpedido do cimento até a boca de descarga, sem gerar áreas
mortas.
o 5.3.2 Agregados
 Devem ser armazenados separadamente em função da sua graduação granulométrica,
 Não pode haver contato direto entre as diferentes graduações.
 Cada fração granulométrica deve ficar sobre uma base que permita escoar a água livre de modo a eliminá-la.
 O depósito tal que evite o contato com o solo e impeça a contaminação com outros sólidos ou líquidos prejudiciais ao concreto.

o 5.4 Medida dos materiais e do concreto


 Os materiais para concreto C20 e não estruturais devem ser medidos em massa, ou em massa combinada com volume.
 Os materiais para concreto de classe C25 e superiores só medidos em massa.
 Sílica ativa, metacaulim e outros materiais pozolânicos devem ser sempre medidos em massa.

o 5.6 Estudo de dosagem do concreto


 5.6.1 Dosagem racional e experimental
 Classe C20 ou superior, a ser utilizado na obra, deve ser definida, em dosagem racional e experimental, com a devida
antecedência em relação ao início da concretagem da obra.
 O estudo de dosagem deve ser realizado com os mesmos materiais e condições semelhantes àquelas da obra, tendo
em vista as prescrições do projeto e as condições de execução.
 O cálculo da dosagem do concreto deve ser refeito cada vez que for prevista uma mudança de marca, tipo ou classe
do cimento, na procedência e qualidade dos agregados e demais materiais.
 Para concreto auto-adensável, no estudo de dosagem os requisitos da ABNT NBR 15823-1.
 3rro da água d3 amassam3nto = 3%
 5.6.2 Dosagem empírica
 Classes C10 e C15, consumo mínimo de 300 kg / m3

 5.6.3 Cálculo da resistência de dosagem


 Esta variabilidade medida pelo desvio-padrão, sd, é levada em conta no cálculo da resistência de dosagem, segundo a
equação: fcmj = fckj + 1,65 x sd
onde
fcmj é a resistência média do concreto à compressão, prevista para a idade de j dias, (MPa);
fckj é a resistência característica do concreto à compressão, aos j dias, em (MPa);
sd é o desvio-padrão da dosagem, expresso (MPa).

 5.6.3.1 Condições de preparo do concreto


o Condição A (aplicável a todas as classes de concreto): Sd= 4Mpa
 cimento e os agregados são medidos em massa;
 água de amassamento é medida em massa ou volume com dispositivo dosador e corrigida em função da
umidade dos agregados;

o Condição B (classes C10 a C20): Sd= 5,5 Mpa


 Cimento em massa,
 água de amassamento é medida em volume mediante dispositivo dosador
 Agregados→ Massa combinada com Volume;

o Condição C (concretos de classe C10 e C15): Sd=7 Mpa


 cimento em massa;
 Agregados são medidos em volume,
 água de amassamento é medida em volume e a sua quantidade é corrigida em função da estimativa da
umidade dos agregados da determinação da consistência do concreto;

 5.6.3.2 Concreto com desvio-padrão conhecido


o Em nenhum caso, o valor de sd adotado pode ser menor que 2 MPa.

 6 Ensaios de controle de recebimento e aceitação


o 6.1 Ensaio de consistência
 Abatimento do tronco de cone, conforme ABNT NBR NM 67;
 Concreto Autoadensável:
 Espalhamento (NBR 15823-2) e habilidade passante em fluxo livre (NBR 15823-3);

 Realzação de Ensaios de consistência:


o Concreto preparado pelo construtor sempre que:
 Ocorrerem alterações na umidade dos agregados
 1° amassada do dia;
 Reiniciar após interrupção de pelo menos 2 h;
 Troca dos operadores;
 Cada vez que forem moldados corpos de prova.
o Para o concreto preparado por empresa de serviços de concretagem a cada betonada.
o No caso de concreto autoadensável, a frequencia de realização dos ensaios está estabelecida na ABNT NBR15823-1
6.2.2 Amostragem
As amostras serão coletadas aleatoriamente durante a operação de concretagem.
Cada exemplar deve ser constituído por dois corpos de prova da mesma amassada, para cada idade de rompimento, moldados no mesmo ato.
Toma-se como resistência do exemplar o maior dos dois valores obtidos no ensaio de resistência à compressão.

6.2.3 Tipos de controle da resistência do concreto


 Controle estatístico do concreto por amostragem parcial
◦ É prevista uma forma de cálculo do valor estimado da resistência característica, fck,est, do lote de concreto em estudo.
 Controle do concreto por amostragem total.
◦ 100 % das betonadas,
◦ a análise da conformidade deve ser realizada em cada betonada.
6.2.3.1 Controle do concreto por amostragem total (100 %)
Consiste na amostragem 100 % → todas as betonadas são amostradas e representadas por um exemplar que define a resistência à compressão daquele
concreto naquela betonada.
A resistência característica à compressão do concreto estimada (fck,est) é: fck,est = fc,betonada
onde fc, betonada é o valor da resistência à compressão do exemplar que representa o concreto da betonada.

6.2.3.2 Controle estatístico do concreto por amostragem parcial


São retirados exemplares de betonadas distintas,
 Amostras
◦ mínimo 6 exemplares para os concretos do grupo I (classes até C50, inclusive)
◦ minimo 12 exemplares para os concretos do grupo II (classes superiores a C50):
a) Lotes de exemplares 6 ≤ n < 20, o valor estimado da resistência característica à compressão (fck,est), na idade especificada é dado por uma equação.

b) para lotes com número de exemplares n ≥ 20: fck,est = fcm – 1,65 . sd

14.931 – Execução de estruturas de concreto – Procedimento

7.2.7 Uso de agentes desmoldantes


– Aplicados exclusivamente na fôrma antes da colocação da armadura e de maneira a não prejudicar a superfície do concreto.
– Aplicados de acordo com as especificações do fabricante, Evitar o excesso ou a falta do desmoldante.
– Não devem deixar resíduos na superfície do concreto ou acarretar algum efeito que cause:
– Alteração na qualidade da superfície ou, no caso de concreto aparente, resulte em alteração de cor;
– Prejuízo da aderência do revestimento a ser aplicado.

8.1 Armadura passiva


Armaduras levemente oxidadas por exposição ao tempo emagressividade fraca a moderada, por até 3 meses, sem produtos destacáveis e
sem redução de seção, podem ser empregadas em estruturas de concreto.
8.1.5.5 Montagem e posicionamento da armadura
A montagem da armadura deve ser feita por amarração, utilizando arames.
Aços soldáveis→ montagem pode ser feita por pontos de solda.
A distância entre pontos de amarração das barras das lajes deve ter afastamento máximo de 35 cm.
É permitido o uso de espaçadores de concreto/argamassa, desde que apresente relação A/C menor ou igual a 0,5.
Espaçadores plásticos, ou metálicos com as partes em contato com a fôrma revestidas com material plástico ou outro similar.
Não se deve utilizar calços de aço cujo cobrimento, depois de lançar o concreto, tenha espessura < do que o especificado no projeto.

8.1.6 Proteções
8.1.6.2 Barras de espera

Concretagem interrompida > 90 dias, as barras de espera devem ser pintadas com pasta de cimento para proteção contra a corrosão.
Ao ser retomada a concretagem as barras de espera devem ser limpas (8.1.4), de modo a permitir boa aderência com o concreto.

9.2.4 Tolerâncias
Tabela 2 — Tolerâncias dimensionais para as seções transversais de elementos estruturais lineares e para a espessura de elementos
estruturais de superfície
Dimensão (a) cm Tolerância (t) mm
a ≤ 60 ±5
60 < a ≤ 120 ±7
120 < a ≤ 250 ± 10
a > 250 ± 0,4 % da dimensão

Tabela 3 — Tolerâncias dimensionais para o comprimento de elementos estruturais lineares.


Dimensão (l) m Tolerância (t) mm
l≤3 ±5
3<l≤5 ± 10
5 < l ≤ 15 ± 15
l > 15 ± 20

9.3.2 Concretagem em temperatura muito fria


Massa de concreto, no momento do lançamento, não < 5°C.

Concretagem suspensa se prevista queda na temperatura ambiente para abaixo de 0°C nas 48 h seguintes.

O emprego de aditivos requer prévia comprovação de seu desempenho. Em nenhum caso devem ser usados produtos que possam atacar
quimicamente as armaduras, em especial aditivos à base de cloreto de cálcio.

9.3.3 Concretagem em temperatura muito quente


Devem ser adotadas as medidas necessárias para evitar a perda de consistência e reduzir a temperatura da massa de concreto:
T ≥ 35°C
Umidade relativa do ar for baixa (≤ 50%)
Velocidade do vento alta (≥ 30 m/s),

Concretagem deve ser suspensa se as condições ambientais forem adversas,


T > 40°C ou vento acima de 60 m/s, Salvo disposições contrárias estabelecidas no projeto ou definidas pelo responsável técnico.

9.4 Transporte do concreto na obra


O meio utilizado não deve desagregar os componentes ou perda sensível de água, pasta ou argamassa por vazamento ou evaporação.

NOTA Salvo condições específicas definidas em projeto, ou influência de condições climáticas ou de composição do concreto, recomenda-se que o intervalo
de tempo transcorrido entre o instante em que a água de amassamento entra em contato com o cimento e o final da concretagem não ultrapasse a 2 h 30
min.

Quando a temperatura ambiente for elevada, ou sob condições que contribuam para acelerar a pega do concreto, esse intervalo de tempo deve ser reduzido,
a menos que sejam adotadas medidas especiais, como o uso de aditivos retardadores.

No caso de concreto bombeado, o diâmetro interno do tubo de bombeamento deve ser no mínimo 4 x a DMC do agregado.

O sistema de transporte deve, sempre que possível, permitir o lançamento direto do concreto nas fôrmas, evitando o uso de depósitos
intermediários; quando estes forem necessários, no manuseio do concreto devem ser tomadas precauções para evitar segregação.

9.5 Lançamento
Maiores cuidados quanto maiores forem a altura de lançamento e a densidade de armadura.

Cuidados devem ser majorados quando a altura de queda livre do concreto ultrapassar 2 m,

Peças estreitas e altas→ Evitar a segregação e falta de argamassa (como em pés de pilares e juntas de concretagem de
paredes).

Entre os cuidados que podem ser tomados, no todo ou em parte, recomenda-se o seguinte:
Emprego de concreto com teor de argamassa e consistência adequados, a exemplo de concreto com características para
bombeamento;
Lançamento inicial de argamassa com composição igual à da argamassa do concreto estrutural;
Uso de dispositivos que conduzam o concreto, minimizando a segregação (funis, calhas e trombas, por exemplo).

9.5.3 Lançamento submerso


Cconcreto auto-adensável, coeso e plástico.
Na falta de um estudo de dosagem que garanta essas características→ Consumo mínimo de cimento Portland > 400 kg/m3 e
consistência plástica, de forma que possa ser levado ao local de lançamento por meio de uma tubulação submersa.
A ponta do tubo de lançamento deve ser mantida dentro do concreto já lançado, a fim de evitar agitação prejudicial.
Após o lançamento o concreto não deve ser manuseado para adquirir uma forma definitiva específica, devendo-se manter
continuidade na concretagem.
Não deve ser realizado quando a T° da água for menor que 5C, nem quando a velocidade da água for maior que 2 m/s.

9.6 Adensamento
9.6.1 Generalidades
Adensamento manual, a altura das camadas de concreto não deve ultrapassar 20 cm.
A altura da camada de concreto SEMPRE deve ser menor que 50 cm,
No caso de alta densidade de armaduras, cuidados devem ser tomados para que o concreto seja distribuído em todo o volume da peça e o
adensamento seja homogêneo.
9.6.2 Cuidados no adensamento com vibradores de imersã
Vibradores de imersão, a espessura da camada deve ser Aprox. igual a 3/4 do comprimento da agulha.
O vibrador deve penetrar cerca de 10 cm na camada anterior
 Vibrador na posição vertical;
 Vibrar o maior número possível de pontos ao longo do elemento estrutural;
 Retirar o vibrador lentamente, mantendo-o sempre ligado, a fim de que a cavidade formada pela agulha se feche novamente;
 Vibrador não entrar em contato com a fôrma→ Evitar a formação de bolhas de ar na superfície da peça, promover um
adensamento uniforme e adequado de toda a massa de concreto, observando cantos e arestas, de maneira que não se formem
vazios;
 Mudar o vibrador de posição quando a superfície apresentar-se brilhante.

9.7 Juntas de concretagem


 O concreto deve ser perfeitamente adensado até a superfície da junta, usando-se fôrmas temporárias (por exemplo, tipo
“pente”), quando necessário, para garantir apropriadas condições de adensamento.

 Antes da aplicação do concreto, deve ser feita a remoção cuidadosa de detritos.

 Antes de reiniciar o lançamento do concreto deve ser removida a nata de cimento (vitrificada) e a limpeza da superfície da
junta, com a retirada do material solto.

 Pode ser retirada a nata superficial com a aplicação de jato de água sob pressão logo após o fim de pega (“corte verde”).

 Em outras situações, para se obter a aderência desejada, é necessário o jateamento de abrasivos ou o apicoamento da
superfície da junta, com posterior lavagem, de modo a deixar aparente o agregado graúdo.

 Cuidados especiais→ Não haver acúmulo de água em cavidades formadas pelo método de limpeza da superfície.

 Devem ser tomadas as precauções necessárias para garantir a resistência aos esforços que podem agir na superfície da
junta.

◦ Deixar arranques da armadura ou barras cravadas ou reentrâncias no concreto mais velho.

◦ Na retomada da concretagem, aplicar argamassa com a mesma composição da argamassa do concreto sobre a
superfície da junta, para evitar a formação de vazios.
Podem ser utilizados produtos para melhorar a aderência entre as camadas de concreto em uma junta de concretagem, desde que não causem
danos ao concreto e seja possível comprovar desempenho ao menos igual ao dos métodos tradicionalmente utilizados. O uso de resinas, nesse
caso, deve levar em conta seu comportamento ao fogo.

As juntas de concretagem, sempre que possível, devem ser previstas no projeto estrutural e estar localizadas onde forem menores
os esforços de cisalhamento, preferencialmente em posição normal aos esforços de compressão, salvo se demonstrado que a
junta não provocará a diminuição da resistência do elemento estrutural.

No caso de vigas ou lajes apoiadas em pilares, ou paredes, o lançamento do concreto deve ser interrompido no plano horizontal.

10 Cura e retirada de fôrmas e escoramentos


Elementos estruturais de superfície→ Curados até resistência característica à compressão (fck igual ou maior que 15 MPa.

10.2 Retiradas das fôrmas e do escoramento


Vigas
O escoramento INFERIOR, no mínimo, 21 dias → CP ARI: 7 dias
Formas Inferiores, permanecendo as escoras principais espaçadas: 14 dias;
O escoramento LATERAL: 3 dias → ARI: 2 dias)
Vigas e Arcos
 Com Vãos < 10m: 21 dias
 Com Vãos > 10m: 28 dias

Laje Maciça
 até 10 cm: 7 dias → CP ARI: 3 dias
 Maior que 10 cm: 21 dias → CP ARI: 7 dias
NBR 15696 – Fôrmas e escoramentos para estruturas de concreto — Projeto, dimensionamento e procedimentos executivos
4.2 Cargas
São aplicáveis ao dimensionamento de estruturas de escoramento, reescoramento ou escoramento remanescente e fôrmas para estruturas de concreto.
……………………………...

As cargas consistem em:


a)Peso próprio dos elementos da estrutura de escoramento e das fôrmas;
b)Peso de todos os elementos da estrutura de concreto a serem suportados pela estrutura do escoramento, tais como lajes, vigas, paredes, capitéis etc.;
c)Cargas provenientes do método de lançamento do concreto sobre as fôrmas e o escoramento;
d)Carregamentos assimétricos sobre as fôrmas e escoramento;
e)Sobrecarga de trabalho na execução dos serviços de lançamento, adensamento e acabamento do concreto.
A sobrecarga de trabalho deve ser de no mínimo 2,0 kN/m², a carga estática a ser considerada, além daquela em a) do item 4.2,não pode ser inferior a 4,0 kN/m²;
SOBRECARGA MÍNIMA: 2 kN/m2 →

Carga estática não pode ser inferior a 4,0 kN/m²; (a) peso próprio dos elementos da estrutura de escoramento e das fôrmas;)
f) impacto do lançamento do concreto: As cargas variáveis, em alguns casos, já incluem os efeitos normais de impacto. Devem ser considerados no projeto, além dos
valores estáticos das cargas, também os efeitos dinâmicos ou de impactos causados por máquinas, equipamentos utilizados no lançamento do concreto etc.;
IMPACTO MÁXIMO→ LANÇAMENTO DO CONCRETO → LIMITADO → 0,20 m ACIMA DO NÍVEL ACABADO
h) Alturas maiores que 0,20 m, o cálculo deve prever sobrecargas adicionais;

i) vibrações do concreto e as decorrentes de equipamentos de adensamento do concreto;

j) Pressões de vento→ não deve ser inferiores a 0,6 kN/m²

k) Quando utilizadas plataformas de trabalho → sobrecarga mínima de 1,5 kN/m².

l) Esforços horizontais aplicados nas laterais das fôrmas da laje, para efeito de cálculo de contraventamento e/ou ancoragem em pontos fixos externos, devem ser
adotados iguais a 5 % da carga vertical aplicada neste mesmo nível nos dois sentidos principais da laje, se não considerados os efeitos dinâmicos devidos a bombas
de concreto. Neste caso, deve-se considerar este efeito somado ao primeiro esforço horizontal;

Você também pode gostar