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Tribunal Regional do Trabalho

2ª Região/São Paulo - TRT 2


Analista Judiciário e Técnico Judiciário
(Comum a Todos)

Língua Portuguesa
Interpretação de texto. .......................................................................................................................................................1
Argumentação. .....................................................................................................................................................................2
Pressupostos e subentendidos. .........................................................................................................................................4
Níveis de linguagem. ...........................................................................................................................................................5
Articulação do texto: coesão e coerência. .......................................................................................................................7
Termos da oração. Processos de coordenação e subordinação. .............................................................................. 11
Discurso direto e indireto. .............................................................................................................................................. 21
Tempos, modos e vozes verbais. Classes de palavras. ............................................................................................... 22
Flexão nominal e verbal. ................................................................................................................................................. 49
Concordância nominal e verbal. Regência nominal e verbal. ................................................................................... 54
Ocorrência da Crase. ........................................................................................................................................................ 60
Ortografia e acentuação. ................................................................................................................................................. 62
Pontuação. ......................................................................................................................................................................... 68
Equivalência e transformação de estruturas. .............................................................................................................. 69
Redação. ............................................................................................................................................................................. 70

Matemática e Raciocínio Lógico-Matemático


Números inteiros e racionais: operações (adição, subtração, multiplicação, divisão, potenciação) ....................1
Expressões numéricas ........................................................................................................................................................5
Múltiplos e divisores de números naturais ....................................................................................................................6
Problemas .............................................................................................................................................................................8
Frações e operações com frações .....................................................................................................................................9
Números e grandezas proporcionais: razões e proporções ..................................................................................... 12
Divisão em partes proporcionais ................................................................................................................................... 14
Regra de três ..................................................................................................................................................................... 16
Porcentagem e problemas .............................................................................................................................................. 20
Estrutura lógica de relações arbitrárias entre pessoas, lugares, objetos ou eventos fictícios; deduzir novas
informações das relações fornecidas e avaliar as condições usadas para estabelecer a estrutura daquelas
relações .............................................................................................................................................................................. 21
Compreensão e elaboração da lógica das situações por meio de: raciocínio verbal ............................................ 45
Raciocínio matemático .................................................................................................................................................... 45
Raciocínio sequencial ...................................................................................................................................................... 48
Orientação espacial e temporal ..................................................................................................................................... 59
Formação de conceitos .................................................................................................................................................... 60
Discriminação de elementos .......................................................................................................................................... 60
Compreensão do processo lógico que, a partir de um conjunto de hipóteses, conduz, de forma válida, a
conclusões determinadas ................................................................................................................................................ 60

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Noções de Informática
Noções de sistema operacional (ambientes Linux e Windows 7, 8 e 10). .................................................................1
Edição de textos, planilhas e apresentações (ambientes Microsoft Office 2010, 2013 e LibreOffice 5 ou
superior). ........................................................................................................................................................................... 36
Redes de computadores: Conceitos básicos, ferramentas, aplicativos e procedimentos de Internet e Intranet;
Programas de navegação (Microsoft Internet Explorer, Mozilla Firefox e Google Chrome); ...........................129
Programas de correio eletrônico (Microsoft Outlook e Mozilla Thunderbird); ..................................................165
Sítios de busca e pesquisa na Internet; ......................................................................................................................173
Grupos de discussão; .....................................................................................................................................................177
Redes sociais; ..................................................................................................................................................................178
Computação na nuvem (cloud computing). ...............................................................................................................181
Conceitos de organização e de gerenciamento de informações, arquivos, pastas e programas. .....................186
Segurança da informação: Procedimentos de segurança; Noções de vírus, worms e outras pragas virtuais;
Aplicativos para segurança (antivírus, firewall, anti-spyware etc.); .....................................................................194
Procedimentos de backup; ...........................................................................................................................................199
Armazenamento de dados na nuvem (cloud storage). ............................................................................................200

Noções sobre Direitos das Pessoas com Deficiência


Inclusão, direitos e garantias legais e constitucionais das pessoas com deficiência (Lei nº 13.146/2015; Lei nº
11.126/2005 e Constituição Federal). .............................................................................................................................1
Normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou
com mobilidade reduzida (Lei nº 10.098/2000 e Decreto 5.296/2004). .............................................................. 21
Prioridade de atendimento às pessoas portadoras de deficiência (Lei nº 10.048/2000 e Decreto 5.296/2004).
.............................................................................................................................................................................................. 34
Direitos no sistema de transporte coletivo (Lei nº 8.899/1994 e Decreto 3.691/2000). ................................... 35
Símbolo de identificação de pessoas portadoras de deficiência auditiva (Lei nº 8.160/1991). ........................ 36
Normas de apoio às pessoas portadoras de deficiência e sua integração social (Lei nº 7.853/1989 e Decreto
3.298/1999). ..................................................................................................................................................................... 36

Legislação e Ética no Serviço Público


Ética e moral. ................................................................................................................................................. 1
Ética, princípios e valores.............................................................................................................................. 3
Ética e democracia: exercício da cidadania. ................................................................................................. 5
Ética e função pública. .................................................................................................................................. 6
Ética no Setor Público: Estatuto de Ética Profissional do Servidor do TRT da 6ª Região. ......................... 7
Lei nº 8.112/1990 e alterações posteriores: Provimento, vacância, remoção, redistribuição e substituição;
Direitos e vantagens; Regime disciplinar: deveres, proibições, acumulação, responsabilidades,
penalidades, processo administrativo disciplinar. ....................................................................................... 10
Lei nº 8.429/1992 e alterações posteriores: disposições gerais, atos de improbidade administrativa.30

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LÍNGUA PORTUGUESA

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APOSTILAS OPÇÃO
Não saber interpretar corretamente um texto pode gerar
inúmeros problemas, afetando não só o desenvolvimento
profissional, mas também o desenvolvimento pessoal. O mundo
moderno cobra de nós inúmeras competências, uma delas é a
proficiência na língua, e isso não se refere apenas a uma boa
comunicação verbal, mas também à capacidade de entender
aquilo que está sendo lido. O analfabetismo funcional está
Interpretação de texto. relacionado com a dificuldade de decifrar as entrelinhas do
código, pois a leitura mecânica é bem diferente da leitura
interpretativa, aquela que fazemos ao estabelecer analogias e
criar inferências. Para que você não sofra mais com a análise de
Interpretação de Texto
textos, elaboramos algumas dicas para você seguir e tirar suas
dúvidas.
A leitura é o meio mais importante para chegarmos ao
Uma interpretação de texto competente depende de
conhecimento, portanto, precisamos aprender a ler e não
inúmeros fatores, mas nem por isso deixaremos de contemplar
apenas “passar os olhos sobre algum texto”. Ler, na verdade,
alguns que se fazem essenciais para esse exercício. Muitas vezes,
é dar sentido à vida e ao mundo, é dominar a riqueza de
apressados, descuidamo-nos das minúcias presentes em um
qualquer texto, seja literário, informativo, persuasivo, narrativo,
texto, achamos que apenas uma leitura já se faz suficiente, o que
possibilidades que se misturam e as tornam infinitas. É preciso,
não é verdade. Interpretar demanda paciência e, por isso, sempre
para uma boa leitura, exercitar-se na arte de pensar, de captar
releia, pois uma segunda leitura pode apresentar aspectos
ideias, de investigar as palavras… Para isso, devemos entender,
surpreendentes que não foram observados anteriormente.
primeiro, algumas definições importantes:
Para auxiliar na busca de sentidos do texto, você pode também
retirar dele os tópicos frasais presentes em cada parágrafo,
Texto
isso certamente auxiliará na apreensão do conteúdo exposto.
O texto (do latim textum: tecido) é uma unidade básica de
Lembre-se de que os parágrafos não estão organizados, pelo
organização e transmissão de ideias, conceitos e informações de
menos em um bom texto, de maneira aleatória, se estão no lugar
modo geral. Em sentido amplo, uma escultura, um quadro, um
que estão, é porque ali se fazem necessários, estabelecendo
símbolo, um sinal de trânsito, uma foto, um filme, uma novela de
uma relação hierárquica do pensamento defendido, retomando
televisão também são formas textuais.
ideias supracitadas ou apresentando novos conceitos.
Para finalizar, concentre-se nas ideias que de fato foram
Interlocutor
explicitadas pelo autor: os textos argumentativos não costumam
É a pessoa a quem o texto se dirige.
conceder espaço para divagações ou hipóteses, supostamente
contidas nas entrelinhas. Devemos nos ater às ideias do autor,
Texto-modelo
isso não quer dizer que você precise ficar preso na superfície
“Não é preciso muito para sentir ciúme. Bastam três – você,
do texto, mas é fundamental que não criemos, à revelia do
uma pessoa amada e uma intrusa. Por isso todo mundo sente.
autor, suposições vagas e inespecíficas. Quem lê com cuidado
Se sua amiga disser que não, está mentindo ou se enganando.
certamente incorre menos no risco de tornar-se um analfabeto
Quem agüenta ver o namorado conversando todo animado com
funcional e ler com atenção é um exercício que deve ser
outra menina sem sentir uma pontinha de não-sei-o-quê? (…)
praticado à exaustão, assim como uma técnica, que fará de nós
É normal você querer o máximo de atenção do seu namorado,
leitores proficientes e sagazes. Agora que você já conhece nossas
das suas amigas, dos seus pais. Eles são a parte mais importante
dicas, desejamos a você uma boa leitura e bons estudos!
da sua vida.”
Fonte: http://portugues.uol.com.br/redacao/dicas-para-uma-boa-
(Revista Capricho)
interpretacao-texto.html
Modelo de Perguntas
1) Considerando o texto-modelo, é possível identificar quem
Questões
é o seu interlocutor preferencial?
Um leitor jovem.
O uso da bicicleta no Brasil
2) Quais são as informações (explícitas ou não) que permitem
A utilização da bicicleta como meio de locomoção no Brasil
a você identificar o interlocutor preferencial do texto?
ainda conta com poucos adeptos, em comparação com países
Do contexto podemos extrair indícios do interlocutor
como Holanda e Inglaterra, por exemplo, nos quais a bicicleta
preferencial do texto: uma jovem adolescente, que pode ser
é um dos principais veículos nas ruas. Apesar disso, cada vez
acometida pelo ciúme. Observa-se ainda , que a revista Capricho
mais pessoas começam a acreditar que a bicicleta é, numa
tem como público-alvo preferencial: meninas adolescentes.
comparação entre todos os meios de transporte, um dos que
A linguagem informal típica dos adolescentes.
oferecem mais vantagens.
A bicicleta já pode ser comparada a carros, motocicletas
09 DICAS PARA MELHORAR A INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS
e a outros veículos que, por lei, devem andar na via e jamais
01) Ler todo o texto, procurando ter uma visão geral do
na calçada. Bicicletas, triciclos e outras variações são todos
assunto;
considerados veículos, com direito de circulação pelas ruas e
02) Se encontrar palavras desconhecidas, não interrompa a
prioridade sobre os automotores.
leitura;
Alguns dos motivos pelos quais as pessoas aderem à bicicleta
03) Ler, ler bem, ler profundamente, ou seja, ler o texto pelo
no dia a dia são: a valorização da sustentabilidade, pois as bikes
menos duas vezes;
não emitem gases nocivos ao ambiente, não consomem petróleo
04) Inferir;
e produzem muito menos sucata de metais, plásticos e borracha;
05) Voltar ao texto tantas quantas vezes precisar;
a diminuição dos congestionamentos por excesso de veículos
06) Não permitir que prevaleçam suas ideias sobre as do
motorizados, que atingem principalmente as grandes cidades; o
autor;
favorecimento da saúde, pois pedalar é um exercício físico muito
07) Fragmentar o texto (parágrafos, partes) para melhor
bom; e a economia no combustível, na manutenção, no seguro e,
compreensão;
claro, nos impostos.
08) Verificar, com atenção e cuidado, o enunciado de cada
No Brasil, está sendo implantado o sistema de
questão;
compartilhamento de bicicletas. Em Porto Alegre, por exemplo,
09) O autor defende ideias e você deve percebê-las;
o BikePOA é um projeto de sustentabilidade da Prefeitura, em
Fonte: http://portuguesemfoco.com/09-dicas-para-melhorar-a-
parceria com o sistema de Bicicletas SAMBA, com quase um
interpretacao-de-textos-em-provas/
ano de operação. Depois de Rio de Janeiro, São Paulo, Santos,
Sorocaba e outras cidades espalhadas pelo país aderirem a

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APOSTILAS OPÇÃO
esse sistema, mais duas capitais já estão com o projeto pronto Considerando a relação entre o título e a imagem, é correto
em 2013: Recife e Goiânia. A ideia do compartilhamento é concluir que um dos temas diretamente explorados no cartum é
semelhante em todas as cidades. Em Porto Alegre, os usuários (A) o aumento da circulação de ciclistas nas vias públicas.
devem fazer um cadastro pelo site. O valor do passe mensal é (B) a má qualidade da pavimentação em algumas ruas.
R$ 10 e o do passe diário, R$ 5, podendo-se utilizar o sistema (C) a arbitrariedade na definição dos valores das multas.
durante todo o dia, das 6h às 22h, nas duas modalidades. Em (D) o número excessivo de automóveis nas ruas.
todas as cidades que já aderiram ao projeto, as bicicletas estão (E) o uso de novas tecnologias no transporte público.
espalhadas em pontos estratégicos.
A cultura do uso da bicicleta como meio de locomoção Respostas
não está consolidada em nossa sociedade. Muitos ainda não 1. (B) / 2. (A) / 3. (D)
sabem que a bicicleta já é considerada um meio de transporte,
ou desconhecem as leis que abrangem a bike. Na confusão de
um trânsito caótico numa cidade grande, carros, motocicletas, Argumentação.
ônibus e, agora, bicicletas, misturam-se, causando, muitas vezes,
discussões e acidentes que poderiam ser evitados.
Ainda são comuns os acidentes que atingem ciclistas. A
verdade é que, quando expostos nas vias públicas, eles estão Argumentação
totalmente vulneráveis em cima de suas bicicletas. Por isso
é tão importante usar capacete e outros itens de segurança. A Argumentar é a capacidade de relacionar fatos, teses,
maior parte dos motoristas de carros, ônibus, motocicletas e estudos, opiniões, problemas e possíveis soluções a fim de
caminhões desconhece as leis que abrangem os direitos dos embasar determinado pensamento ou ideia.
ciclistas. Mas muitos ciclistas também ignoram seus direitos Um texto argumentativo sempre é feito visando um
e deveres. Alguém que resolve integrar a bike ao seu estilo de destinatário. O objetivo desse tipo de texto é convencer,
vida e usá-la como meio de locomoção precisa compreender persuadir, levar o leitor a seguir uma linha de raciocínio e a
que deverá gastar com alguns apetrechos necessários para concordar com ela.
poder trafegar. De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, Para que a argumentação seja convincente é necessário
as bicicletas devem, obrigatoriamente, ser equipadas com levar o leitor a um “beco sem saída”, onde ele seja obrigado a
campainha, sinalização noturna dianteira, traseira, lateral e nos concordar com os argumentos expostos.
pedais, além de espelho retrovisor do lado esquerdo. No caso da redação, por ser um texto pequeno, há uma
(Bárbara Moreira, http://www.eusoufamecos.net. Adaptado) obrigatoriedade em ser conciso e preciso, para que o leitor possa
ser levado direto ao ponto chave. Para isso é necessário que se
01. De acordo com o texto, o uso da bicicleta como meio de exponha a questão ou proposta a ser discutida logo no início
locomoção nas metrópoles brasileiras do texto, e a partir dela se tome uma posição, sempre de forma
(A) decresce em comparação com Holanda e Inglaterra impessoal. O envolvimento de opiniões pessoais, além de ser
devido à falta de regulamentação. terminantemente proibido em textos que serão analisados em
(B) vem se intensificando paulatinamente e tem sido concursos, pode comprometer a veracidade dos fatos e o poder
incentivado em várias cidades. de convencimento dos argumentos utilizados. Por exemplo,
(C) tornou-se, rapidamente, um hábito cultivado pela é muito mais aceitável uma afirmação de um autor renomado
maioria dos moradores. ou de um livro conhecido do que o simples posicionamento do
(D) é uma alternativa dispendiosa em comparação com os redator a respeito de determinado assunto.
demais meios de transporte. Uma boa argumentação só é feita a partir de pequenas regras
(E) tem sido rejeitado por consistir em uma atividade as quais facilmente são encontradas em textos do dia-a-dia, já
arriscada e pouco salutar. que durante a nossa vida levamos um longo tempo tentando
convencer as outras pessoas de que estamos certos.
02. A partir da leitura, é correto concluir que um dos
objetivos centrais do texto é
(A) informar o leitor sobre alguns direitos e deveres do
ciclista.
(B) convencer o leitor de que circular em uma bicicleta é
mais seguro do que dirigir um carro.
(C) mostrar que não há legislação acerca do uso da bicicleta
no Brasil.
(D) explicar de que maneira o uso da bicicleta como meio de
locomoção se consolidou no Brasil.
(E) defender que, quando circular na calçada, o ciclista deve
dar prioridade ao pedestre.

03. Considere o cartum de Evandro Alves. Os argumentos devem ter um embasamento, nunca deve-
Afogado no Trânsito se afirmar algo que não venha de estudos ou informações
previamente adquiridas.
Os exemplos dados devem ser coerentes com a realidade, ou
seja, podem até ser fictícios, mas não podem ser inverossímeis.
Caso haja citações de pessoas ou trechos de textos os
mesmos devem ser razoavelmente confiáveis, não se pode citar
qualquer pessoa.
Experiências que comprovem os argumentos devem ser
também coerentes com a realidade.
Há de se imaginar sempre os questionamentos, dúvidas e
pensamentos contrários dos leitores quanto à sua argumentação,
para que a partir deles se possa construir melhores argumentos,
fundamentados em mais estudo e pesquisa.
Sobre a estrutura do texto:
Deve conter uma lógica de pensamentos. Os raciocínios
(http://iiiconcursodecartumuniversitario.blogspot.com.br) devem ter uma relação entre si, e um deve continuar o que o
outro afirmava.

Língua Portuguesa 2
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APOSTILAS OPÇÃO
No início do texto deve-se apresentar o assunto e a Relação entre tese e argumento
problemática que o envolve, sempre tomando cuidado para não De modo geral, a relação entre tese e argumento pode ser
se contradizer. compreendida de duas maneiras principais:
Ao decorrer do texto vão sendo apresentados os argumentos Argumento, portanto, Tese (A→ pt→T) ou Tese porque
propriamente ditos, junto com exemplificações e citações (se Argumento (T→ pq→A):
existirem).
No final do texto as idéias devem ser arrematadas com uma (A→ pt→T)
tese (a conclusão). Essa conclusão deve vir sendo prevista pelo “O governo gasta, todos os anos, bilhões de reais no tratamento
leitor durante todo o texto, a medida que ele vai lendo e se das mais diversas doenças relacionadas ao tabagismo; os ganhos
direcionando para concordar com ela. com os impostos nem de longe compensam o dinheiro gasto com
A argumentação não trabalha com fatos claros e evidentes, essas doenças. Além disso (Ainda, e, também, relação de adição
mas sim investiga fatos que geram opiniões diversas, sempre em → quando se enumeram argumentos a favor de sua tese), as
busca de encontrar fundamentos para localizar a opinião mais empresas têm grandes prejuízos por causa de afastamentos de
coerente. trabalhadores devido aos males causados pelo fumo. Portanto
Não se pode, em uma argumentação, afirmar a verdade ou (logo, por conseguinte, por isso, então → observem a relação
negar a verdade afirmada por outra pessoa. O objetivo é fazer semântica de conclusão, típica de um silogismo), é mister que
com que o leitor concorde e não com que ele feche os olhos para sejam proibidas quaisquer propagandas de cigarros em todos os
possíveis contra-argumentos. meios de comunicação.”
Caso seja necessário se pode também fazer uma comparação
entre vários ângulos de visão a respeito do assunto, isso poderá (T→ pq→A)
ajudar no processo de convencimento do leitor, pois não dará O governo deve imediatamente proibir toda e qualquer
margens para contra-argumentos. Porém deve-se tomar muito forma de propaganda de cigarro, porque (uma vez que, já que,
cuidado para não se contradizer e para ser claro. Para isso é dado que, pois → relação de causalidade) ele gasta, todos os
necessário um bom domínio do assunto. anos, bilhões de reais no tratamento das mais diversas doenças
relacionadas ao tabagismo; e, muito embora (ainda que, não
Organização Textual obstante, mesmo que → relação de oposição: usam-se as
O ser humano se comunica por meio de textos. Desde uma concessivas para refutar o argumento oposto) os ganhos com
simples e passageira interjeição como Olá até uma mensagem os impostos sejam vultosos, nem de longe eles compensam o
muitíssimo extensa. Em princípio, esses textos eram apenas orais. dinheiro gasto com essas doenças.
Hoje, são também escritos. Nesse processo, os textos ganharam
formas de organização distintas, com propósitos nitidamente Há diferentes tipos de argumentos e a escolha certa consolida
distintos também. As principais formas de organização textual o texto.
registradas na humanidade são, assim:
Narrativa: aquela que compreende textos que contam uma Argumentação por citação
história, relatam um acontecimento. Sempre que queremos defender uma ideia, procuramos
Argumentativa: a que visa ao convencimento do interlocutor. pessoas ‘consagradas’, que pensam como nós acerca do tema em
Descritiva: cuja finalidade é apresentar concreta ou evidência.
metaforicamente uma dada descrição. Apresentamos no corpo de nosso texto a menção de uma
Cada uma dessas formas de organização textual desdobra- informação extraída de outra fonte.
se em inúmeros gêneros textuais distintos, que nada mais são
do que cada concretizável possível a cada um dos objetivos A citação pode ser apresentada assim:
textuais. Assim, por exemplo, a diferentes formas e formatos Assim parece ser porque, para Piaget, “toda moral consiste
para se narrar: fábula, conto de fadas, romance, conto, notícia, num sistema de regras e a essência de toda moralidade deve ser
fofoca, etc. procurada no respeito que o indivíduo adquire por essas regras”
(Piaget, 1994, p.11). A essência da moral é o respeito às regras.
Texto Argumentativo A capacidade intelectual de compreender que a regra expressa
Esse tipo de texto, que é aplicado nas redações do Enem, uma racionalidade em si mesma equilibrada.
inclui diferentes gêneros, tais quais, dissertação, artigo de O trecho citado deve estar de acordo com as ideias do texto,
opinião, carta argumentativa, editorial, resenha argumentativa, assim, tal estratégia poderá funcionar bem.
dentre outros.
Todo e qualquer texto argumentativo, como já dito, visa Argumentação por comprovação
ao convencimento de seu ouvinte/leitor. Por isso, ele sempre A sustentação da argumentação se dará a partir das
se baseia em uma tese, ou seja, o ponto de vista central que se informações apresentadas (dados, estatísticas, percentuais) que
pretende veicular e a respeito do qual se pretende convencer a acompanham.
esse interlocutor. Nos gêneros argumentativos escritos, Esse recurso é explorado quando o objetivo é contestar um
sobretudo, convém que essa tese seja apresentada, de maneira ponto de vista equivocado.
clara, logo de início e que, depois, através duma argumentação
objetiva e de diversidade lexical seja sustentada/defendida, com Veja:
vistas ao mencionado convencimento. O ministro da Educação, Cristovam Buarque, lança hoje o
A estrutura geral de um texto argumentativo consiste de Mapa da Exclusão Educacional. O estudo do Inep, feito a partir
introdução, desenvolvimento e conclusão, nesta ordem. Cada de dados do IBGE e do Censo Educacional do Ministério da
uma dessas partes, por sua vez tem função distinta dentro da Educação, mostra o número de crianças de sete a catorze anos
composição do texto: que estão fora das escolas em cada estado.
Segundo o mapa, no Brasil, 1,4 milhão de crianças, ou 5,5 %
Introdução: é a parte do texto argumentativo em que da população nessa faixa etária (sete a catorze anos), para a qual
apresentamos o assunto de que trataremos e a tese a ser o ensino é obrigatório, não frequentam as salas de aula.
desenvolvida a respeito desse assunto. O pior índice é do Amazonas: 16,8% das crianças do estado,
Desenvolvimento: é a argumentação propriamente dita, ou 92,8 mil, estão fora da escola. O melhor, o Distrito Federal,
correspondendo aos desdobramentos da tese apresentada. Esse com apenas 2,3% (7 200) de crianças excluídas, seguido por Rio
é o coração do texto, por isso, comumente se desdobra em mais Grande do Sul, com 2,7% (39 mil) e São Paulo, com 3,2% (168,7
de um parágrafo. De modo geral, cada argumentação em defesa mil).
da tese geral do texto corresponde a um parágrafo. (Mônica Bergamo. Folha de S. Paulo, 3.12.2003)
Conclusão: a parte final do texto em que retomamos a tese
central, agora já respaldada pelos argumentos desenvolvidos ao Nesse tipo de citação o autor precisa de dados que
longo do texto. demonstrem sua tese.

Língua Portuguesa 3
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APOSTILAS OPÇÃO
Argumentação por raciocínio lógico
A criação de relações de causa e efeito é um recurso utilizado
para demonstrar que uma conclusão (afirmada no texto) é Pressupostos e subentendidos.
necessária, e não fruto de uma interpretação pessoal que pode
ser contestada.
Veja: Informações Implícitas e Explícitas
“O fumo é o mais grave problema de saúde pública no Brasil.
Assim como não admitimos que os comerciantes de maconha, Para que seja possível compreender o que vem a ser
crack ou heroína façam propaganda para os nossos filhos na informação explícita em um texto, é preciso compreender que
TV, todas as formas de publicidade do cigarro deveriam ser a linguagem verbal é polissêmica: um mesmo enunciado pode
proibidas terminantemente. Para os desobedientes, cadeia.” assumir diferentes sentidos em diferentes contextos e diferentes
VARELLA, Drauzio. In: Folha de S. Paulo, 20 de maio de leitores podem atribuir sentidos distintos a um texto, segundo
2000. Kátia Lomba Bräkling.

Para a construção de um bom texto argumentativo faz- Vejamos a interação a seguir:


se necessário o conhecimento sobre a questão proposta, Aluno: [levantando a mão] Professora, você pode me dizer
fundamentação para que seja realizado com sucesso. que horas são?
Fonte: http://educacao.globo.com/portugues/assunto/texto- Professora: [olha no relógio e responde] Podem guardar o
argumentativo/argumentacao.html material, pessoal!
Aluno: Êba! [rapidamente, guarda o material, seguido por
Questão outros colegas]
Podemos observar que o aluno não perguntou se poderia
01. Identifique o sentido argumentativo dos seguintes guardar o material. No entanto, pela reação dele era o que queria
textos, e separe, por meio de barras, a tese e o(s) argumento(s). saber. A professora, interpretando a sua intenção, autorizou a
a) “Meu carro não é grande coisa, mas é o bastante para o que guarda do material, encerrando a aula. Nesse caso, o sentido
preciso. É econômico, nunca dá defeito e tem espaço suficiente dos enunciados foi definido por fatores externos ao texto,
para transportar toda a minha família.” autorizados pelas características da situação comunicativa e
b) “Veja bem, o Brasil a cada ano exporta mais e mais; além pelo conhecimento mútuo dos interlocutores sobre si mesmos e
disso, todo ano batemos recordes de produção agrícola. Sem sobre as regras de convivência colocadas.
contar que nosso parque industrial é um dos mais modernos do Se o texto tivesse sido compreendido no sentido literal –
mundo. definitivamente, somos o país do futuro.” ou seja, se tivessem sido consideradas as suas informações
c) “Embora a gente se ame muito, nosso namoro tem tudo explícitas– a resposta da professora teria que ser outra- como,
para dar errado: nossa diferença de idade é grande e nossos por exemplo, “São cinco para as 11”. Nesse caso, as autorizações
gostos são quase que opostos. Além disso, a família dela é não teriam sido dadas e os alunos continuariam executando as
terrível.” tarefas.
d) “Como o Brasil é um país muito injusto, toda política social Podemos dizer, então, que o sentido de um texto é
por aqui implementada é vista como demagogia, paternalismo.” constituído tanto por informações que são apresentadas
explicitamente na superfície ou linearidade do texto, quanto por
Resposta outras, que se encontram implícitas. As primeiras são facilmente
localizáveis no texto, pois se encontram escritas com todas as
a) O sentido aí presente é (T→ pq→A), uma vez que, após letras. Já as segundas são dependentes do repertório prévio dos
uma constatação, se seguem as motivações que a fundamentam. interlocutores e das características da situação comunicativa.
Meu carro não é grande coisa, mas é o bastante para o que A capacidade de localizar informações explícitas no texto é
preciso (TESE)./ É econômico (argumento 1), /nunca dá defeito fundamental para a constituição da proficiência leitora e deve
(argumento 2)/ e tem espaço suficiente para transportar toda a ser objeto de ensino, desde os primeiros anos de escolarização,
minha família (argumento 3). já no processo de alfabetização. Muitos consideram essa
b) Nesse exemplo, já encontramos a orientação (A→ pt→T), capacidade a mais simples de todas. No entanto, é preciso
uma vez que se parte de exemplificações para, a partir delas, considerar que nenhuma capacidade de leitura é mobilizada no
enunciar uma proposição. vazio, mas sempre em função da materialidade textual. Assim, se
Veja bem, o Brasil a cada ano exporta mais e mais (argumento o texto for mais complexo ou extenso, o processo de localização
1);/ além disso, todo ano batemos recordes de produção agrícola da informação solicitada – e a decorrente atribuição de sentido -
(argumento 2)./ Sem contar que nosso parque industrial é um poderá ser igualmente mais complexo.
dos mais modernos do mundo (argumento 3)./ Definitivamente,
somos o país do futuro. (TESE). Informações Implícitas
c) Aqui, o sentido é (T→ pq→A), em que de uma afirmação Muitos candidatos ao ENEM se perguntam como melhorar
inicial se desdobram exemplos que a justificam. sua capacidade de interpretação dos textos. Primeiramente, é
Embora a gente se ame muito, nosso namoro tem tudo preciso ter em mente que um texto é formado por informações
para dar errado (TESE):/ nossa diferença de idade é grande explícitas e implícitas. As informações explícitas são aquelas
(argumento 1) e nossos gostos são quase que opostos manifestadas pelo autor no próprio texto. As informações
(argumento 2). Além disso, a família dela é terrível (argumento implícitas não são manifestadas pelo autor no texto, mas podem
3). ser subentendidas. Muitas vezes, para efetuarmos uma leitura
d) Nesse exemplo, o movimento é (A→ pt→T), já que se parte eficiente, é preciso ir além do que foi dito, ou seja, ler nas
de uma causa que funciona como justificativa a uma enunciação entrelinhas.
que, por sua vez, é a consequência constatada. Por exemplo, observe este enunciado:
Como o Brasil é um país muito injusto (argumento),/ toda
política social por aqui implementada é vista como demagogia, - Patrícia parou de tomar refrigerante.
paternalismo (TESE). A informação explícita é “Patrícia parou de tomar
ARTIGOS RELACIONADOS refrigerante”. A informação implícita é “Patrícia tomava
Redação Enem 2014: apostas para o tema refrigerante antes”.
Faça uma boa redação no Enem: dicas para prova de 2014
Agora, veja este outro exemplo:
Fontes: http://www.infoescola.com/redacao/argumentacao/ -Felizmente, Patrícia parou de tomar refrigerante.
http://educacao.globo.com/portugues/assunto/texto- A informação explícita é “Patrícia parou de tomar
argumentativo/argumentacao.html refrigerante”. A palavra “felizmente” indica que o falante tem
http://brasilescola.uol.com.br/redacao/a-argumentacao.htm uma opinião positiva sobre o fato – essa é a informação implícita.

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APOSTILAS OPÇÃO
Com esses exemplos, mostramos como podemos inferir
informações a partir de um texto. Fazer uma inferência significa
concluir alguma coisa a partir de outra já conhecida. Nos
vestibulares, fazer inferências é uma habilidade fundamental
para a interpretação adequada dos textos e dos enunciados.

A seguir, veremos dois tipos de informações que podem ser


inferidas: as pressupostas e as subentendidas.

Pressupostos
Uma informação é considerada pressuposta quando um
enunciado depende dela para fazer sentido.

Considere, por exemplo, a seguinte pergunta: “Quando


Patrícia voltará para casa?”. Esse enunciado só faz sentido Época. 12 out. 2009. (Foto: Reprodução/Enem)
se considerarmos que Patrícia saiu de casa, ao menos
temporariamente – essa é a informação pressuposta. Caso A capa da revista Época de 12 de outubro de 2009 traz um
Patrícia se encontre em casa, o pressuposto não é válido, o que anúncio sobre o lançamento do livro digital no Brasil. Já o texto
torna o enunciado sem sentido. II traz informações referentes à abrangência de acessibilidade
das tecnologias de comunicação e informação nas diferentes
Repare que as informações pressupostas estão marcadas regiões do país. A partir da leitura dos dois textos, infere-se que
através de palavras e expressões presentes no próprio enunciado o advento do livro digital no Brasil
e resultam de um raciocínio lógico. Portanto, no enunciado a) possibilitará o acesso das diferentes regiões do país às
“Patrícia ainda não voltou para casa”, a palavra “ainda” indica informações antes restritas, uma vez que eliminará as distâncias,
que a volta de Patrícia para casa é dada como certa pelo falante. por meio da distribuição virtual.
b) criará a expectativa de viabilizar a democratização da
Subentendidos leitura, porém esbarra na insuficiência do acesso à internet por
Ao contrário das informações pressupostas, as informações telefonia celular, ainda deficiente no país.
subentendidas não são marcadas no próprio enunciado, c) fará com que os livros impressos tornem-se obsoletos,
são apenas sugeridas, ou seja, podem ser entendidas como em razão da diminuição dos gastos com os produtos digitais
insinuações. gratuitamente distribuídos pela internet.
d) garantirá a democratização dos usos da tecnologia no
O uso de subentendidos faz com que o enunciador se esconda país, levando em consideração as características de cada região
atrás de uma afirmação, pois não quer se comprometer com ela. no que se refere aos hábitos de leitura e acesso à informação.
Por isso, dizemos que os subentendidos são de responsabilidade e) impulsionará o crescimento da qualidade da leitura dos
do receptor, enquanto os pressupostos são partilhados por brasileiros, uma vez que as características do produto permitem
enunciadores e receptores. que a leitura aconteça a despeito das adversidades geopolíticas.

Em nosso cotidiano, somos cercados por informações Resposta


subentendidas. A publicidade, por exemplo, parte de hábitos
e pensamentos da sociedade para criar subentendidos. Já a 01. (B) Observe que o enunciado da questão usa o verbo
anedota é um gênero textual cuja interpretação depende a “inferir”, ou seja, espera-se que o candidato seja capaz de chegar
quebra de subentendidos. a uma conclusão a partir da leitura dos dois textos. Nesse caso,
a leitura dos textos separadamente pode levar o candidato ao
Fonte: http://educacao.globo.com/portugues/assunto/estudo-do- erro. A partir da leitura do gráfico, o candidato deve inferir
texto/implicitos-e-pressupostos.html (Adaptado) que a telefonia celular abrange apenas uma parte do território
brasileiro, o que atrapalha a democratização do livro digital.
Questão

01. Texto I Níveis de linguagem.

Linguagem

O que é linguagem? É o uso da língua como forma de


expressão e comunicação entre as pessoas. Agora, a linguagem
não é somente um conjunto de palavras faladas ou escritas,
mas também de gestos e imagens. Afinal, não nos comunicamos
apenas pela fala ou escrita, não é verdade?

No cotidiano, sem percebermos usamos frequentemente a


linguagem verbal, quando por algum motivo em especial não a
utilizamos, então poderemos usar a linguagem não verbal.

Linguagem verbal é uso da escrita ou da fala como meio de


comunicação.
Época. 12 out. 2009 (adaptado). (Foto: Reprodução/Enem) Linguagem não-verbal é o uso de imagens, figuras,
desenhos, símbolos, dança, tom de voz, postura corporal, pintura,
Texto II música, mímica, escultura e gestos como meio de comunicação.
CONEXÃO SEM FIO NO BRASIL A linguagem não-verbal pode ser até percebida nos animais,
Onde haverá cobertura de telefonia celular para baixar quando um cachorro balança a cauda quer dizer que está feliz
publicações para o Kindle ou coloca a cauda entre as pernas medo, tristeza.
Dentro do contexto temos a simbologia que é uma forma
de comunicação não-verbal. Exemplos: sinalização de trânsito,

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APOSTILAS OPÇÃO
semáforo, logotipos, bandeiras, uso de cores para chamar a
atenção ou exprimir uma mensagem.

É muito interessante observar que para manter uma


comunicação não é preciso usar a fala e sim utilizar uma
linguagem, seja, verbal ou não-verbal.

Linguagem mista é o uso simultâneo da linguagem verbal e


da linguagem não-verbal, usando palavras escritas e figuras ao
mesmo tempo.
Então, a linguagem pode ser verbalizada, e daí vem a analogia
ao verbo. Você já tentou se pronunciar sem utilizar o verbo? Se Placas de trânsito – à frente “proibido andar de bicicleta”,
não, tente, e verá que é impossível se ter algo fundamentado e atrás “quebra-molas”.
coerente! Assim, a linguagem verbal é que se utiliza de palavras
quando se fala ou quando se escreve.

A linguagem pode ser não verbal, ao contrário da verbal,


não se utiliza do vocábulo, das palavras para se comunicar. O
objetivo, neste caso, não é de expor verbalmente o que se quer
dizer ou o que se está pensando, mas se utilizar de outros meios
comunicativos, como: placas, figuras, gestos, objetos, cores, ou
seja, dos signos visuais.
Símbolo que se coloca na porta para indicar “sanitário
Vejamos: um texto narrativo, uma carta, o diálogo, uma masculino”.
entrevista, uma reportagem no jornal escrito ou televisionado,
um bilhete? Linguagem verbal!

Agora: o semáforo, o apito do juiz numa partida de futebol,


o cartão vermelho, o cartão amarelo, uma dança, o aviso de “não
fume” ou de “silêncio”, o bocejo, a identificação de “feminino” e
“masculino” através de figuras na porta do banheiro, as placas de
trânsito? Linguagem não verbal!

A linguagem pode ser ainda verbal e não verbal ao mesmo


tempo, como nos casos das charges, cartoons e anúncios
publicitários. Imagem indicativa de “silêncio”.

Observe alguns exemplos:

Semáforo com sinal amarelo advertindo “atenção”.

Fontes: http://brasilescola.uol.com.br/redacao/linguagem.htm
http://www.infoescola.com/comunicacao/linguagem-verbal-e-
nao-verbal/
Cartão vermelho – denúncia de falta grave no futebol.
Questões

01. (ENEM 2013)

Charge do autor Tacho – exemplo de linguagem verbal


(óxente, polo norte 2100) e não verbal (imagem: sol, cactus,
pinguim).

Através da linguagem não verbal, o artista gráfico polonês Pawla


Kuczynskiego aborda a triste realidade do trabalho infantil

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APOSTILAS OPÇÃO
O artista gráfico polonês Pawla Kuczynskiego nasceu em Sobre o cartum de Caulos, assinale a proposição correta:
1976 e recebeu diversos prêmios por suas ilustrações. Nessa I. A linguagem verbal é desnecessária para o entendimento
obra, ao abordar o trabalho infantil, Kuczynskiego usa sua arte do texto;
para II. Linguagem verbal e não verbal são necessárias para a
a) difundir a origem de marcantes diferenças sociais. construção dos sentidos pretendidos pelo cartunista;
b) estabelecer uma postura proativa da sociedade.
III. O cartunista estabelece uma relação de intertextualidade
c) provocar a reflexão sobre essa realidade.
com o poema “No meio do caminho”, de Carlos Drummond de
d) propor alternativas para solucionar esse problema.
e) retratar como a questão é enfrentada em vários países do Andrade;
mundo. IV. O cartum é uma crítica ao poema de Carlos Drummond
de Andrade, já que o cartunista considera o poeta pouco prático.
02. (ENEM 2013)
a) Apenas I está correta.
b) II e III estão corretas.
c) I e IV estão corretas.
d) II e IV estão corretas.

04. Sobre as linguagens verbal e não verbal, estão corretas,


exceto:
a) a linguagem não verbal é composta por signos sonoros ou
visuais, como placas, imagens, vídeos etc.
b) a linguagem verbal diz respeito aos signos que são
formados por palavras. Eles podem ser sinais visuais e sonoros.
c) a linguagem verbal, por dispor de elementos linguísticos
concretos, pode ser considerada superior à linguagem não
verbal.
d) linguagem verbal e não verbal são importantes, e o sucesso
na comunicação depende delas, ou seja, quando um interlocutor
recebe e compreende uma mensagem adequadamente.
A linguagem não verbal pode produzir efeitos interessantes,
dispensando assim o uso da palavra. Cartum de Caulos, disponível em Respostas
www.caulos.com
01. (C)
O cartum faz uma crítica social. A figura destacada está em A imagem tem como objetivo, através do uso da linguagem
oposição às outras e representa a não verbal, provocar uma reflexão sobre a realidade do trabalho
a) opressão das minorias sociais. infantil, que submete crianças pobres a uma dura rotina.
b) carência de recursos tecnológicos. Enquanto algumas crianças trabalham, outras, mais protegidas,
c) falta de liberdade de expressão.
d) defesa da qualificação profissional. brincam.
e) reação ao controle do pensamento coletivo.
02. (E)
03. No cartum, os homens são representados por bonecos
de corda que andam para uma mesma direção, uma metáfora
que critica o comportamento subserviente adotado por muitas
pessoas. Há apenas um boneco que representa o pensamento
contrário, que não é movido por corda e que caminha rumo à
outra direção: esse seria responsável pela escolha de seu próprio
caminho, aquele que reage ao controle do pensamento coletivo.

03. (B)

04. (C)
Ambas as linguagens, verbal e não verbal, são importantes
para a construção de sentidos de uma mensagem.

Articulação do texto: coesão e


coerência.

Coerência e Coesão

Não basta conhecer o conteúdo das partes de um trabalho:


introdução, desenvolvimento e conclusão. Além de saber o que
se deve (e o que não se deve) escrever em cada parte constituinte
do texto, é preciso saber escrever obedecendo às normas de
coerência e coesão. Antes de tudo, é necessário definir os termos:
coerência diz respeito à articulação do texto, à compatibilidade
das ideias, à lógica do raciocínio, a seu conteúdo. Coesão refere
- se à expressão linguística, ao nível gramatical, às estruturas
frasais e ao emprego do vocabulário.
Coerência e coesão relacionamse com o processo de
produção e compreensão do texto, a coesão contribui para
a coerência, mas nem sempre um texto coerente apresenta
coesão. Pode ocorrer que o texto sem coerência apresente
Ao aliar linguagem verbal e não verbal, o cartunista constrói um coesão, ou que um texto tenha coesão sem coerência. Em outras
interessante texto com elementos da intertextualidade palavras: um texto pode ser gramaticalmente bem construído,

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APOSTILAS OPÇÃO
com frases bem estruturadas, vocabulário correto, mas A coerência textual subjaz ao texto e é responsável pela
apresentar ideias disparatadas, sem nexo, sem uma sequência hierarquização dos elementos textuais, ou seja, ela tem origem
lógica: há coesão, mas não coerência. Por outro lado, um texto nas estruturas profundas, no conhecimento do mundo de
pode apresentar ideias coerentes e bem encadeadas, sem que no cada pessoa, aliada à competência linguística, que permitirá a
plano da expressão, as estruturas frasais sejam gramaticalmente expressão das ideias percebidas e organizadas, no processo
aceitáveis: há coerência, mas não coesão. de codificação referido na página... Deduz - se daí que é difícil,
Na obra de Oswald de Andrade, por exemplo, encontramse senão impossível, ensinar coerência textual, intimamente
textos coerentes sem coesão, ou textos coesos, mas sem coerência. ligada à visão de mundo, à origem das ideias no pensamento. A
Em Carlos Drummond de Andrade, há inúmeros exemplos de coesão, porém, refere - se à expressão linguística, aos processos
textos coerentes, sem coesão gramatical no plano sintático. A sintáticos e gramaticais do texto.
linguagem literária admite essas liberdades, o que não vem ao
caso, pois na linguagem acadêmica, referencial, a obediência às O seguinte resumo caracteriza coerência e coesão:
normas de coerência e coesão são obrigatórias. Ainda assim,
para melhor esclarecimento do assunto, apresentamse exemplos Coerência: rede de sintonia entre as partes e o todo de um
de coerência sem coesão e coesão sem coerência: texto. Conjunto de unidades sistematizadas numa adequada
relação semântica, que se manifesta na compatibilidade entre as
“Cidadezinha Qualquer” ideias. (Na linguagem popular: “dizer coisa com coisa” ou “uma
coisa bate com outra”).
Casas entre bananeiras Coesão: conjunto de elementos posicionados ao longo do
mulheres entre laranjeiras texto, numa linha de sequência e com os quais se estabelece um
pomar amor cantar: vínculo ou conexão sequencial. Se o vínculo coesivo se faz via
gramática, fala-se em coesão gramatical. Se se faz por meio do
Um homem vai devagar vocabulário, tem-se a coesão lexical.
Um cachorro vai devagar.
Um burro vai devagar Coerência

Devagar.. as janelas olham. - assenta-se no plano cognitivo, da inteligibilidade do texto;


Eta vida besta, meu Deus.” - situa-se na subjacência do texto; estabelece conexão
(Andrade, 1973, p. 67) conceitual;
- relaciona-se com a macroestrutura; trabalha com o todo,
Apesar da aparente falta de nexo, percebe - se nitidamente com o aspecto global do texto;
a descrição de uma cidadezinha do interior: a paisagem rural, - estabelece relações de conteúdo entre palavras e frases.
o estilo de vida sossegado, o hábito de bisbilhotar, de vigiar
das janelas tudo o que se passa lá fora. No plano sintático, a Coesão
primeira estrofe contém apenas frases ou sintagmas nomi¬nais
(cantar pode ser verbo ou substantivo os meu cantares = as - assenta-se no plano gramatical e no nível frasal;
minhas canções); as demais, não apresentam coesão uma frase - situa-se na superfície do texto, estabele conexão sequencial;
não se relaciona com outra, mas, pela forma de apresentação, - relaciona-se com a microestrutura, trabalha com as partes
colaboram para a coerência do texto. componentes do texto;
- Estabelece relações entre os vocábulos no interior das
“Do outro lado da parede” frases.

Meu laço de botina. Coerência e coesão são responsáveis pela inteligibilidade ou


Recebi a tua comunicação, escrita do beiral da viragem compreensão do texto. Um texto bem redigido tem parágrafos
sempieterna. Foi um tiro no alvo do coração, se bem que ele já bem estruturados e articulados pelo encadeamento das ideias
esteja treinado. neles contidas. As estruturas frasais devem ser coerentes
A culpa de tudo quem temna é esse bandido desse coronel do e gramaticalmente corretas, no que respeita à sintaxe. O
Exército Brasileiro que nos inflicitou. vocabulário precisa ser adequado e essa adequação só se
Reflete antes de te matares! Reflete Joaninha. Principalmente consegue pelo conhecimento dos significados possíveis de
se ainda é tempo! És uma tarada. cada palavra. Talvez os erros mais comuns de redaçao sejam
Quando te conheci, Chez Hippolyte querias falecer dia e noite. devidos à impropriedade do vocabulário e ao mau emprego
Enfim, adeus. dos conectivos (conjunções, que têm por função ligar uma frase
Nunca te esquecerei. Never more! Como dizem os corvos.” ou período a outro). Eis alguns exemplos de impropriedade do
João da Slavonia vocabulário, colhidos em redações sobre censura e os meios de
(Andrade, O., 1971, p. 201202) comunicação e outras.

Embora as frases sejam sintaticamente coesas, nota - se que, “Nosso direito é frisado na Constituição.”
neste texto, não há coerência, não se observa uma linha lógica Nosso direito é assegurado pela Constituição.
de raciocínio na expressão das ideias. Percebese vagamente “Estabelecer os limites as quais a programação deveria estar
que a personagem João Slavonia teria recebido uma mensagem exposta.”
de Joaninha (Recebi a tua comunicação), ameaçando cometer Estabelecer os limites aos quais a programação deveria
suicídio (Reflete antes de te matares!). A última frase contém estar sujeita.
uma alusão ao poema “O corvo”, de Edgar Alan Poe.
“A censura deveria punir as notícias sensacionalistas.”
A respeito das relações entre coerência e coesão, Guimarães A censura deveria proibir (ou coibir) as notícias
diz: sensacionalistas ou punir os meios de comunicação que
veiculam tais notícias.
“O exposto autorizanos a seguinte conclusão: ainda que
distinguiveis (a coesão diz respeito aos modos de interconexão “Retomada das rédeas da programação.”
dos componentes textuais, a coerência refere - se aos modos como Retomada das rédeas dos meios de comunicação, no que diz
os elementos subjacentes à superfície textual tecem a rede do respeito a programação.
sentido), trata - se de dois aspectos de um mesmo fenômeno a
coesão funcionando como efeito da coerência, ambas cúmplices “Os meios de comunicação estão sendo apelativos,
no processamento da articulação do texto.” vulgarizando e deteriorando indivíduos.”

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APOSTILAS OPÇÃO
Os meios de comunicação estão recorrendo a expedientes Inteirar o/a (transitivo direto) significa completar (Inteirei o
grosseiros vulgarizando o nível dos programas e desrespeitando dinheiro do presente).
os telespectadores. Inteirar do (transitivo direto e indireto), significa informar
alguém de..., tomar ou dar conhecimento de algo para alguém
“A discussão deste assunto é inerente à sociedade.” (Quero inteirála dos fatos ocorridos...).
A discussão deste assunto é tarefa da sociedade (compete à
sociedade). Pedir o (transitivo direto) significa solicitar, pleitear (Pedi o
jornal do dia).
“Na verdade, daquele autor eles pegaram apenas a Pedir que contém uma ordem (A professora pediu que
nomenclatura...” fizessem silêncio).
Na verdade, daquele autor eles adotaram (utilizaram) Pedir para pedir permissão (Pediu para sair da classe);
apenas a nomenclatura... significa também pedir em favor de alguém (A Diretora pediu
ajuda para os alunos carentes) em favor dos alunos, pedir algo
“A ordem e forma de apresentação dos elementos das a alguém (para si): (Pediu ao colega para ajudá - lo); pode
referências bibliográficas são mostradas na NBR 6023 da ABNT” significar ainda exigir, reclamar (Os professores pedem aumento
(são regulamentadas pela NBR 6023 da ABNT). de salário).

O emprego de vocabulário inadequado prejudica muitas O mau emprego dos pronomes relativos também pode levar
vezes a compreensão das ideias. É importante, ao redigir, à falta de coesão gramatical. Frequentemente, empregase no
empregar palavras cujo significado seja conhecido pelo qual ou ao qual em lugar do que, com prejuízo da clareza do
enunciador, e cujo emprego faça parte de seus conhecimentos texto; outras vezes, o emprego é desnecessário ou inadequado.
linguísticos. Muitas vezes, quem redige conhece o significado de Barbosa e Amaral (colaboradora) apresentam os seguintes
determinada palavra, mas não sabe empregála adequadamente, exemplos:
isso ocorre frequentemente com o emprego dos conectivos
(preposições e conjunções). Não basta saber que as preposições “Pela manhã o carteiro chegou com um envelope para mim
ligam nomes ou sintagmas nominais no interior das frases e no qual estava sem remetente”. (Chegou com um envelope que (o
que as conjunções ligam frases dentro do período; é necessário qual) estava sem remetente).
empregar adequadamente tanto umas como outras. É bem
verdade que, na maioria das vezes, o emprego inadequado dos “Encontrei apenas belas palavras o qual não duvido da
conectivos remete aos problemas de regência verbal e nominal. sensibilidade...”
Encontrei belas palavras e não duvido da sensibilidade delas
Exemplos: (palavras cheias de sensibilidade).
“Coação aos meios de comunicação” tem o sentido de atuar
contra os meios de comunicação; os meios de comunicação sofrem “Dentro do envelope havia apenas um papel em branco onde
a ação verbal, são coagidos. atribui muitos significados”: havia apenas um papel em branco
“Coação dos meios de comunicação” significa que os meios de ao qual atribui muitos significados (onde significa lugar no qual).
comunicação é que exercem a ação de coagir.
“Havia recebido um envelope em meu nome e que não portava
“Estar inteirada com os fatos” significa participação, destinatário, apesar que em seu conteúdo havia uma folha em
interação. branco. ( .. )”
“Estar inteirada dos fatos” significa ter conhecimento dos Não se emprega apesar que, mas apesar de. E mais: apesar de
fatos, estar informada. não ligar corretamente as duas frases, não faz sentido, as frases
deveriam ser coordenadas por e: não portava destinatário e em
“Ir de encontro” significa divergir, não concordar. seu interior havia uma folha ou: havia recebido um envelope em
“Ir ao encontro” quer dizer concordar. meu nome, que não portava destinatário, cujo conteúdo era uma
folha em branco.
“Ameaça de liberdade de expressão e transmissão de ideias”
significa a liberdade não é ameaça; Essas e outras frases foram observadas em redações, quando
“Ameaça à liberdade de expressão e transmissão de ideias”, foi proposto o seguinte tema:
isto é, a liberdade fica ameaçada.
“Imagine a seguinte situação:
“A princípio” indica um fato anterior (A princípio, ela aceitava hoje você está completando dezoito anos.
as desculpas que Mário lhe dava, mas depois deixou de acreditar Nesta data, você recebe pelo correio uma folha de papel em
nele). branco, num envelope em seu nome, sem indicação do remetente.
“Em princípio” indica um fato de certeza provisória (Em Além disso, você ganha de presente um retrato seu e um disco.
princípio, faremos a reunião na quartafeira quer dizer que a Reflita sobre essa situação.
reunião será na quarta-feira, se todos concordarem, se houver
possibilidade, porém admite a ideia de mudar a data). A partir da reflexão feita, redija um texto em prosa, sem
“Por princípio” indica crença ou convicção (Por princípio, sou ultrapassar o espaço reservado para redação no caderno de
contra o racismo). respostas.”

Quanto à regência verbal, convém sempre consultar um Como de costume, muito se comentou, até nos jornais da
dicionário de verbos e regimes, pois muitos verbos admitem época, a falta de coerência, as frases sem clareza, pelo mau
duas ou três regências diferentes; cada uma, porém, tem um emprego dos conectivos, como as seguintes:
significado específico. Lembrese, a propósito, de que as dúvidas
sobre o emprego da crase decorrem do fato de considerar - se “Primeiramente achei gozado aqueles dois presentes, pois
crase como sinal de acentuação apenas, quando o problema concluo que nunca deveria esquecer minha infância.”
refere - se à regencia nominal e verbal. Há falta de nexo entre as duas frases, pois uma não é
Exemplos: conclusão da outra, nem ao menos estão relacionadas e gozado
deveria ser substituído por engraçado ou estranho.
O verbo assistir admite duas regências:
assistir o/a (transitivo direto) significa dar ou prestar “A folha pode estar amarrada num cesto de lixo mas o disco
assistência (O médico assiste o doente): repete sempre a mesma música.”
Assistir ao (transitivo indireto): ser espectador (Assisti ao A primeira frase não tem sentido e a segunda não se
jogo da seleção). relaciona com a primeira. O conectivo “mas” deveria sugerir

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APOSTILAS OPÇÃO
ideia de oposição, o que não ocorre no exemplo anterior. Não se entre os correspondentes de determinada escala. No alto dessa
percebe relação entre “o disco repete sempre a mesma música” e escala achamse: mesmo, até, até mesmo; outros situamse no
a primeira frase. plano mais baixo: ao menos, pelo menos, no mínimo.

“Mas, ao abrir a porta, era apenas o correio no qual viera Questões


trazerme uma encomenda.”
Observase o emprego de no qual por o qual, melhor ainda 1. (CONAB - CONTABILIDADE - IADES - 2014). Assinale
ficaria que, simplesmente: era apenas o correio que viera a alternativa que preserva as relações morfossintáticas e
trazerme uma encomenda. semânticas do período “Diante de sua rápida adaptação ao
solo e ao clima, o produto adquiriu importância no mercado,
Por outro lado, não mereceram comentários nem apareceram transformando-se em um dos principais itens de exportação,
nos jornais boas redações como a que se segue: desde o Império até os dias atuais.” (linhas de 3 a 6).
(A) Em face de sua rápida adaptação ao solo e ao clima, o
“A vida hoje me cumprimentou, mandoume minha fotografia produto adquiriu importância no mercado, porém transformou-
de garoto, com olhos em expectativa admirando o mundo. Este se em um dos principais itens de exportação, desde o Império
mundo sem respostas para os meus dezoito anos. Mundo carta até os dias atuais.
sem remetente, carta interrogativa para moço que aguarda o (B) O produto, em virtude de sua rápida adaptação ao solo
futuro, saboreando o fruto do amanhã. e ao clima, adquiriu importância no mercado e transformou-se
Recebi um disco, também, cuja música tem a sonoridade de em um dos principais itens de exportação, desde o Império até
passos marchando para o futuro, ao som de melodias de cirandas os dias atuais.
esquecidas do meninomoço de outrora, e do moçohomem de hoje, (C) O produto, por sua rápida adaptação ao solo e ao clima,
que completa dezoito anos. adquiriu importância no mercado, todavia, desde o Império até
Sou agora a certeza de uma resposta à carta sem remetente os dias atuais, transformou-se, consequentemente, em um dos
que me comunica a vida. Vejo, na fotografia de mim mesmo, o principais itens de exportação.
homem que enfrentará a vida, que colherá com seu amor à luta e (D) Face sua rápida adaptação ao solo e ao clima, o produto
com seu espírito ambicioso, os frutos do destino. adquiriu importância no mercado, e, conquanto, transformou-se
E a música dos passosfuturos na cadência do menino que em um dos principais itens de exportação, desde o Império até
deixou de ser, está o ritmo da vitória sobre as dificuldades, a minha os dias atuais.
consagração futura do homem, que vencerá o destino e será uma (E) O produto transformou-se, desde o Império até os dias
afirmação dentro da sociedade.” C. G. atuais, em um dos principais itens de exportação por que sua
Exemplo de: (Fonseca, 1981, p. 178) adaptação ao solo e ao clima foi rápida.

Para evitar a falta de coerência e coesão na articulação das 2. (TJ-PA - MÉDICO PSIQUIATRA - VUNESP - 2014). Leia o
frases, aconselhase levar em conta as seguintes sugestões para trecho do primeiro parágrafo para responder à questão.
o emprego correto dos articuladores sintáticos (conjunções,
preposições, locuções prepositivas e locuções conjuntivas). Meu amigo lusitano, Diniz, está traduzindo para o francês
Para dar ideia de oposição ou contradição, a articulação meus dois primeiros romances, Os Éguas e Moscow. Temos
sintática se faz por meio de conjunções adversativas: mas, porém, trocado e-mails muito interessantes, por conta de palavras e
todavia, contudo, no entanto, entretanto (nunca no entretanto). gírias comuns no meu Pará e absolutamente sem sentido para
Podem também ser empregadas as conjunções concessivas e ele. Às vezes é bem difícil explicar, como na cena em que alguém
locuções prepositivas para introduzir a ideia de oposição aliada empina papagaio e corta o adversário “no gasgo”.
à concessão: embora, ou muito embora, apesar de, ainda que,
conquanto, posto que, a despeito de, não obstante. Os termos muito e bem, em destaque, atribuem aos termos
A articulação sintática de causa pode ser feita por meio aos quais se subordinam sentido de:
de conjunções e locuções conjuntivas: pois, porque, como, por (A) comparação.
isso que, visto que, uma vez que, já que. Também podem ser (B) intensidade.
empregadas as preposições e locuções prepositivas: por, por (C) igualdade.
causa de, em vista de, em virtude de, devido a, em consequência (D) dúvida.
de, por motivo de, por razões de. (E) quantidade.
O principal articulador sintático de condição é o “se”: Se o
time ganhar esse jogo, será campeão. Podese também expressar 3. (TJ-PA - MÉDICO PSIQUIATRA - VUNESP - 2014).
condição pelo emprego dos conectivos: caso, contanto que, desde Assinale a alternativa em que a seguinte passagem – Mas o
que, a menos que, a não ser que. vento foi mais ágil e o papel se perdeu. (terceiro parágrafo) –
O emprego da preposição “para” é a maneira mais comum de está reescrita com o acréscimo de um termo que estabelece uma
expressar finalidade. “É necessário baixar as taxas de juros para relação de conclusão, consequência, entre as orações.
que a economia se estabilize” ou para a economia se estabilizar. (A) mas o vento foi mais ágil e, contudo, o papel se perdeu.
“Teresa vai estudar bastante para fazer boa prova.” Há outros (B) mas o vento foi mais ágil e, assim, o papel se perdeu.
articuladores que expressam finalidade: afim de, com o propósito (C) mas o vento foi mais ágil e, todavia, o papel se perdeu
de, na finalidade de, com a intenção de, com o objetivo de, com o (D) mas o vento foi mais ágil e, entretanto, o papel se perdeu.
fito de, com o intuito de. (E) mas o vento foi mais ágil e, porém, o papel se perdeu.
A ideia de conclusão pode ser introduzida por meio dos
articuladores: assim, desse modo, então, logo, portanto, pois, por 4. (PREFEITURA DE PAULISTA/PE – RECEPCIONISTA –
isso, por conseguinte, de modo que, em vista disso. Para introduzir UPENET/2014). Observe o fragmento de texto abaixo:
mais um argumento a favor de determinada conclusão “Mas o que fazer quando o conteúdo não é lembrado
empregase ainda. Os articuladores, aliás, além do mais, além justamente na hora da prova?”
disso, além de tudo, introduzem um argumento decisivo, cabal, Sobre ele, analise as afirmativas abaixo:
apresentado como um acréscimo, para justificar de forma
incontestável o argumento contrário. I. O termo “Mas” é classificado como conjunção subordinativa
Para introduzir esclarecimentos, retificações ou e, nesse contexto, pode ser substituído por “desde que”.
desenvolvimento do que foi dito empregamse os articuladores: II. Classifica-se o termo “quando” como conjunção
isto é, quer dizer, ou seja, em outras palavras. A conjunção subordinativa que exprime circunstância temporal.
aditiva “e” anuncia não a repetição, mas o desenvolvimento do III. Acentua-se o “u” tônico do hiato existente na palavra
discurso, pois acrescenta uma informação nova, um dado novo, “conteúdo”.
e se não acrescentar nada, é pura repetição e deve ser evitada. IV. Os termos “conteúdo”, “hora” e “prova” são palavras
Alguns articuladores servem para estabelecer uma gradação invariáveis, classificadas como substantivos.

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APOSTILAS OPÇÃO
Está CORRETO apenas o que se afirma em: Em toda oração há um verbo ou locução verbal (às vezes
(A) I e III. elípticos). Não têm estrutura sintática, portanto não são orações,
(B) II e IV. não podem ser analisadas sintaticamente frases como:
(C) I e IV.
(D) II e III. Socorro!
(E) I e II. Com licença!
Que rapaz impertinente!
5. (PREFEITURA DE OSASCO/SP - MOTORISTA DE Muito riso, pouco siso.
AMBULÂNCIA – FGV/2014).
Na oração as palavras estão relacionadas entre si, como
Dificuldades no combate à dengue partes de um conjunto harmônico: elas formam os termos
ou as unidades sintáticas da oração. Cada termo da oração
A epidemia da dengue tem feito estragos na cidade de São desempenha uma função sintática. Geralmente apresentam dois
Paulo. Só este ano, já foram registrados cerca de 15 mil casos da grupos de palavras: um grupo sobre o qual se declara alguma
doença, segundo dados da Prefeitura. coisa (o sujeito), e um grupo que apresenta uma declaração (o
As subprefeituras e a Vigilância Sanitária dizem que existe predicado), e, excepcionalmente, só o predicado. Exemplo:
um protocolo para identificar os focos de reprodução do
mosquito transmissor, depois que uma pessoa é infectada. Mas A menina banhou-se na cachoeira.
quando alguém fica doente e avisa as autoridades, não é bem A menina – sujeito
isso que acontece. banhou-se na cachoeira – predicado
(Saúde Uol). Choveu durante a noite. (a oração toda predicado)
“Só este ano...” O ano a que a reportagem se refere é o ano
(A) em que apareceu a dengue pela primeira vez. O sujeito é o termo da frase que concorda com o verbo em
(B) em que o texto foi produzido. número e pessoa. É normalmente o «ser de quem se declara
(C) em que o leitor vai ler a reportagem. algo», «o tema do que se vai comunicar».
(D) em que a dengue foi extinta na cidade de São Paulo. O predicado é a parte da oração que contém “a informação
(E) em que começaram a ser registrados os casos da doença. nova para o ouvinte”. Normalmente, ele se refere ao sujeito,
constituindo a declaração do que se atribui ao sujeito.
Respostas
1. (B) Observe: O amor é eterno. O tema, o ser de quem se declara
O item que reproduz o enunciado de maneira adequada é: O algo, o sujeito, é “O amor”. A declaração referente a “o amor”, ou
produto, em virtude de sua rápida adaptação ao solo e ao clima, seja, o predicado, é «é eterno».
adquiriu importância no mercado e transformou-se em um dos
principais itens de exportação, desde o Império até os dias atuais. Já na frase: Os rapazes jogam futebol. O sujeito é “Os rapazes”,
que identificamos por ser o termo que concorda em número e
2. (B) pessoa com o verbo “jogam”. O predicado é “jogam futebol”.
Muito interessantes / bem difícil = ambos os advérbios
mantêm relação com adjetivos, dando-lhes noção de intensidade. Núcleo de um termo é a palavra principal (geralmente um
substantivo, pronome ou verbo), que encerra a essência de
3. (B) sua significação. Nos exemplos seguintes, as palavras amigo e
Nas alternativas A, C, D e E são apresentadas conjunções revestiu são o núcleo do sujeito e do predicado, respectivamente:
adversativas – que nos dão ideia contrária à apresentada “O amigo retardatário do presidente prepara-se para
anteriormente; já na B, temos uma conjunção conclusiva (assim). desembarcar.” (Aníbal Machado)
A avezinha revestiu o interior do ninho com macias plumas.
4. (D)
I. O termo “Mas” é classificado como conjunção subordinativa Os termos da oração da língua portuguesa são classificados
= é conjunção coordenativa adversativa em três grandes níveis:
II. Classifica-se o termo “quando” como conjunção - Termos Essenciais da Oração: Sujeito e Predicado.
subordinativa que exprime circunstância temporal = correta
III. Acentua-se o “u” tônico do hiato existente na palavra - Termos Integrantes da Oração: Complemento Nominal e
“conteúdo” = correta Complementos Verbais (Objeto Direto, Objeto indireto e Agente
IV. “Os termos “conteúdo”, “hora” e “prova” são palavras da Passiva).
invariáveis, classificadas como substantivos = são substantivos,
mas variáveis (conteúdos, horas e provas. Lembrando que - Termos Acessórios da Oração: Adjunto Adnominal,
“prova” e “provas” podem ser verbo: Ele prova todos os doces! Adjunto Adverbial, Aposto e Vocativo.
Tu provas também?)
Termos Essenciais da Oração: São dois os termos essenciais
5. (B) (ou fundamentais) da oração: sujeito e predicado. Exemplos:
O ano em questão corresponde ao ano em que foi feita a
matéria.
Sujeito Predicado
Termos da oração. Processos de Pobreza não é vileza.
coordenação e subordinação. Os sertanistas capturavam os índios.
Um vento áspero sacudia as árvores.

Oração Sujeito: é equivocado dizer que o sujeito é aquele que pratica


uma ação ou é aquele (ou aquilo) do qual se diz alguma coisa. Ao
Oração: é todo enunciado linguístico dotado de sentido, fazer tal afirmação estamos considerando o aspecto semântico
porém há, necessariamente, a presença do verbo. A oração do sujeito (agente de uma ação) ou o seu aspecto estilístico
encerra uma frase (ou segmento de frase), várias frases ou um (o tópico da sentença). Já que o sujeito é depreendido de uma
período, completando um pensamento e concluindo o enunciado análise sintática, vamos restringir a definição apenas ao seu
através de ponto final, interrogação, exclamação e, em alguns papel sintático na sentença: aquele que estabelece concordância
casos, através de reticências. com o núcleo do predicado. Quando se trata de predicado verbal,
o núcleo é sempre um verbo; sendo um predicado nominal, o

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APOSTILAS OPÇÃO
núcleo é sempre um nome. Então têm por características básicas: Composto: quando tem mais de um núcleo: “O burro e o
- estabelecer concordância com o núcleo do predicado; cavalo nadavam ao lado da canoa.”
- apresentar-se como elemento determinante em relação ao Expresso: quando está explícito, enunciado: Eu viajarei
predicado; amanhã.
- constituir-se de um substantivo, ou pronome substantivo Oculto (ou elíptico): quando está implícito, isto é, quando
ou, ainda, qualquer palavra substantivada. não está expresso, mas se deduz do contexto: Viajarei amanhã.
(sujeito: eu, que se deduz da desinência do verbo); “Um soldado
Exemplo: saltou para a calçada e aproximou-se.” (o sujeito, soldado, está
expresso na primeira oração e elíptico na segunda: e (ele)
A padaria está fechada hoje. aproximou-se.); Crianças, guardem os brinquedos. (sujeito:
está fechada hoje: predicado nominal vocês)
fechada: nome adjetivo = núcleo do predicado Agente: se faz a ação expressa pelo verbo da voz ativa: O Nilo
a padaria: sujeito fertiliza o Egito.
padaria: núcleo do sujeito - nome feminino singular Paciente: quando sofre ou recebe os efeitos da ação expressa
pelo verbo passivo: O criminoso é atormentado pelo remorso;
No interior de uma sentença, o sujeito é o termo determinante, Muitos sertanistas foram mortos pelos índios; Construíram-se
ao passo que o predicado é o termo determinado. Essa posição açudes. (= Açudes foram construídos.)
de determinante do sujeito em relação ao predicado adquire Agente e Paciente: quando o sujeito realiza a ação expressa
sentido com o fato de ser possível, na língua portuguesa, uma por um verbo reflexivo e ele mesmo sofre ou recebe os efeitos
sentença sem sujeito, mas nunca uma sentença sem predicado. dessa ação: O operário feriu-se durante o trabalho; Regina
Exemplo: trancou-se no quarto.
Indeterminado: quando não se indica o agente da ação
As formigas invadiram minha casa. verbal: Atropelaram uma senhora na esquina. (Quem atropelou
as formigas: sujeito = termo determinante a senhora? Não se diz, não se sabe quem a atropelou.); Come-se
invadiram minha casa: predicado = termo determinado bem naquele restaurante.
Há formigas na minha casa.
há formigas na minha casa: predicado = termo determinado Observações:
sujeito: inexistente - Não confundir sujeito indeterminado com sujeito oculto.
- Sujeito formado por pronome indefinido não é
O sujeito sempre se manifesta em termos de sintagma indeterminado, mas expresso: Alguém me ensinará o caminho.
nominal, isto é, seu núcleo é sempre um nome. Quando esse Ninguém lhe telefonou.
nome se refere a objetos das primeira e segunda pessoas, o - Assinala-se a indeterminação do sujeito usando-se o
sujeito é representado por um pronome pessoal do caso reto (eu, verbo na 3ª pessoa do plural, sem referência a qualquer agente
tu, ele, etc.). Se o sujeito se refere a um objeto da terceira pessoa, já expresso nas orações anteriores: Na rua olhavam-no com
sua representação pode ser feita através de um substantivo, de admiração; “Bateram palmas no portãozinho da frente.”; “De
um pronome substantivo ou de qualquer conjunto de palavras, qualquer modo, foi uma judiação matarem a moça.”
cujo núcleo funcione, na sentença, como um substantivo. - Assinala-se a indeterminação do sujeito com um verbo
Exemplos: ativo na 3ª pessoa do singular, acompanhado do pronome se. O
Eu acompanho você até o guichê. pronome se, neste caso, é índice de indeterminação do sujeito.
eu: sujeito = pronome pessoal de primeira pessoa Pode ser omitido junto de infinitivos.
Vocês disseram alguma coisa? Aqui vive-se bem.
vocês: sujeito = pronome pessoal de segunda pessoa Devagar se vai ao longe.
Marcos tem um fã-clube no seu bairro. Quando se é jovem, a memória é mais vivaz.
Marcos: sujeito = substantivo próprio Trata-se de fenômenos que nem a ciência sabe explicar.
Ninguém entra na sala agora.
ninguém: sujeito = pronome substantivo - Assinala-se a indeterminação do sujeito deixando-se o
O andar deve ser uma atividade diária. verbo no infinitivo impessoal: Era penoso carregar aqueles
o andar: sujeito = núcleo: verbo substantivado nessa oração fardos enormes; É triste assistir a estas cenas repulsivas.

Além dessas formas, o sujeito também pode se constituir Normalmente, o sujeito antecede o predicado; todavia, a
de uma oração inteira. Nesse caso, a oração recebe o nome de posposição do sujeito ao verbo é fato corriqueiro em nossa
oração substantiva subjetiva: língua.
Exemplos:
É difícil optar por esse ou aquele doce... É fácil este problema!
É difícil: oração principal Vão-se os anéis, fiquem os dedos.
optar por esse ou aquele doce: oração substantiva subjetiva “Breve desapareceram os dois guerreiros entre as árvores.”
(José de Alencar)
O sujeito é constituído por um substantivo ou pronome, ou
por uma palavra ou expressão substantivada. Exemplos: Sem Sujeito: constituem a enunciação pura e absoluta de um
fato, através do predicado; o conteúdo verbal não é atribuído a
O sino era grande. nenhum ser. São construídas com os verbos impessoais, na 3ª
Ela tem uma educação fina. pessoa do singular: Havia ratos no porão; Choveu durante o jogo.
Vossa Excelência agiu com imparcialidade. Observação: São verbos impessoais: Haver (nos sentidos
Isto não me agrada. de existir, acontecer, realizar-se, decorrer), Fazer, passar, ser
e estar, com referência ao tempo e Chover, ventar, nevar, gear,
O núcleo (isto é, a palavra base) do sujeito é, pois, um relampejar, amanhecer, anoitecer e outros que exprimem
substantivo ou pronome. Em torno do núcleo podem aparecer fenômenos meteorológicos.
palavras secundárias (artigos, adjetivos, locuções adjetivas, etc.).
Exemplo: “Todos os ligeiros rumores da mata tinham uma Predicado: assim como o sujeito, o predicado é um
voz para a selvagem filha do sertão.” (José de Alencar) segmento extraído da estrutura interna das orações ou das
frases, sendo, por isso, fruto de uma análise sintática. Nesse
O sujeito pode ser: sentido, o predicado é sintaticamente o segmento linguístico
que estabelece concordância com outro termo essencial
Simples: quando tem um só núcleo: As rosas têm espinhos; da oração, o sujeito, sendo este o termo determinante (ou
“Um bando de galinhas-d’angola atravessa a rua em fila indiana.” subordinado) e o predicado o termo determinado (ou principal).

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APOSTILAS OPÇÃO
Não se trata, portanto, de definir o predicado como “aquilo Chama-se predicação verbal o modo pelo qual o verbo
que se diz do sujeito” como fazem certas gramáticas da língua forma o predicado.
portuguesa, mas sim estabelecer a importância do fenômeno Há verbos que, por natureza, tem sentido completo,
da concordância entre esses dois termos essenciais da oração. podendo, por si mesmos, constituir o predicado: são os verbos
Então têm por características básicas: apresentar-se como de predicação completa denominados intransitivos. Exemplo:
elemento determinado em relação ao sujeito; apontar um
atributo ou acrescentar nova informação ao sujeito. As flores murcharam.
Os animais correm.
Exemplo: As folhas caem.

Carolina conhece os índios da Amazônia. Outros verbos há, pelo contrário, que para integrarem
sujeito: Carolina = termo determinante o predicado necessitam de outros termos: são os verbos de
predicado: conhece os índios da Amazônia = termo predicação incompleta, denominados transitivos. Exemplos:
determinado
João puxou a rede.
Nesse exemplo podemos observar que a concordância é “Não invejo os ricos, nem aspiro à riqueza.” (Oto Lara
estabelecida entre algumas poucas palavras dos dois termos Resende)
essenciais. No exemplo, entre “Carolina” e “conhece”. Isso se dá “Não simpatizava com as pessoas investidas no poder.”
porque a concordância é centrada nas palavras que são núcleos, (Camilo Castelo Branco)
isto é, que são responsáveis pela principal informação naquele
segmento. No predicado o núcleo pode ser de dois tipos: um Observe que, sem os seus complementos, os verbos puxou,
nome, quase sempre um atributo que se refere ao sujeito da invejo, aspiro, etc., não transmitiriam informações completas:
oração, ou um verbo (ou locução verbal). No primeiro caso, puxou o quê? Não invejo a quem? Não aspiro a quê?
temos um predicado nominal (seu núcleo significativo é um Os verbos de predicação completa denominam-se
nome, substantivo, adjetivo, pronome, ligado ao sujeito por intransitivos e os de predicação incompleta, transitivos. Os
um verbo de ligação) e no segundo um predicado verbal (seu verbos transitivos subdividem-se em: transitivos diretos,
núcleo é um verbo, seguido, ou não, de complemento(s) ou transitivos indiretos e transitivos diretos e indiretos
termos acessórios). Quando, num mesmo segmento o nome e o (bitransitivos).
verbo são de igual importância, ambos constituem o núcleo do Além dos verbos transitivos e intransitivos, quem encerram
predicado e resultam no tipo de predicado verbo-nominal (tem uma noção definida, um conteúdo significativo, existem os de
dois núcleos significativos: um verbo e um nome). Exemplos: ligação, verbos que entram na formação do predicado nominal,
relacionando o predicativo com o sujeito.
Minha empregada é desastrada. Quanto à predicação classificam-se, pois os verbos em:
predicado: é desastrada Intransitivos: são os que não precisam de complemento,
núcleo do predicado: desastrada = atributo do sujeito pois têm sentido completo.
tipo de predicado: nominal “Três contos bastavam, insistiu ele.” (Machado de Assis)
“Os guerreiros Tabajaras dormem.” (José de Alencar)
O núcleo do predicado nominal chama-se predicativo “A pobreza e a preguiça andam sempre em companhia.”
do sujeito, porque atribui ao sujeito uma qualidade ou (Marquês de Maricá)
característica. Os verbos de ligação (ser, estar, parecer, etc.)
funcionam como um elo entre o sujeito e o predicado. Observações: Os verbos intransitivos podem vir
acompanhados de um adjunto adverbial e mesmo de um
A empreiteira demoliu nosso antigo prédio. predicativo (qualidade, características): Fui cedo; Passeamos
predicado: demoliu nosso antigo prédio pela cidade; Cheguei atrasado; Entrei em casa aborrecido.
núcleo do predicado: demoliu = nova informação sobre o As orações formadas com verbos intransitivos não podem
sujeito “transitar” (= passar) para a voz passiva. Verbos intransitivos
tipo de predicado: verbal passam, ocasionalmente, a transitivos quando construídos com
o objeto direto ou indireto.
Os manifestantes desciam a rua desesperados. - “Inutilmente a minha alma o chora!” (Cabral do Nascimento)
predicado: desciam a rua desesperados - “Depois me deitei e dormi um sono pesado.” (Luís Jardim)
núcleos do predicado: desciam = nova informação sobre o - “Morrerás morte vil da mão de um forte.” (Gonçalves Dias)
sujeito; desesperados = atributo do sujeito - “Inútil tentativa de viajar o passado, penetrar no mundo
tipo de predicado: verbo-nominal que já morreu...” (Ciro dos Anjos)

Nos predicados verbais e verbo-nominais o verbo é Alguns verbos essencialmente intransitivos: anoitecer,
responsável também por definir os tipos de elementos que crescer, brilhar, ir, agir, sair, nascer, latir, rir, tremer, brincar,
aparecerão no segmento. Em alguns casos o verbo sozinho basta chegar, vir, mentir, suar, adoecer, etc.
para compor o predicado (verbo intransitivo). Em outros casos
é necessário um complemento que, juntamente com o verbo, Transitivos Diretos: são os que pedem um objeto direto, isto
constituem a nova informação sobre o sujeito. De qualquer é, um complemento sem preposição. Pertencem a esse grupo:
forma, esses complementos do verbo não interferem na tipologia julgar, chamar, nomear, eleger, proclamar, designar, considerar,
do predicado. declarar, adotar, ter, fazer, etc. Exemplos:
Entretanto, é muito comum a elipse (ou omissão) do verbo, Comprei um terreno e construí a casa.
quando este puder ser facilmente subentendido, em geral por “Trabalho honesto produz riqueza honrada.” (Marquês de
estar expresso ou implícito na oração anterior. Exemplos: Maricá)
“Então, solenemente Maria acendia a lâmpada de sábado.”
“A fraqueza de Pilatos é enorme, a ferocidade dos algozes (Guedes de Amorim)
inexcedível.” (Machado de Assis) (Está subentendido o verbo é
depois de algozes) Dentre os verbos transitivos diretos merecem destaque os
“Mas o sal está no Norte, o peixe, no Sul” (Paulo Moreira da que formam o predicado verbo nominal e se constrói com o
Silva) (Subentende-se o verbo está depois de peixe) complemento acompanhado de predicativo. Exemplos:
“A cidade parecia mais alegre; o povo, mais contente.” (Povina Consideramos o caso extraordinário.
Cavalcante) (isto é: o povo parecia mais contente) Inês trazia as mãos sempre limpas.
O povo chamava-os de anarquistas.
Julgo Marcelo incapaz disso.

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Observações: Os verbos transitivos diretos, em geral, podem O homem anda. (intransitivo)
ser usados também na voz passiva; Outra característica desses O homem anda triste. (de ligação)
verbos é a de poderem receber como objeto direto, os pronomes
o, a, os, as: convido-o, encontro-os, incomodo-a, conheço-as; Os O cego não vê. (intransitivo)
verbos transitivos diretos podem ser construídos acidentalmente O cego não vê o obstáculo. (transitivo direto)
com preposição, a qual lhes acrescenta novo matiz semântico:
arrancar da espada; puxar da faca; pegar de uma ferramenta; Não dei com a chave do enigma. (transitivo indireto)
tomar do lápis; cumprir com o dever; Alguns verbos transitivos Os pais dão conselhos aos filhos. (transitivo direto e indireto)
diretos: abençoar, achar, colher, avisar, abraçar, comprar,
castigar, contrariar, convidar, desculpar, dizer, estimar, elogiar, Predicativo: Há o predicativo do sujeito e o predicativo do
entristecer, encontrar, ferir, imitar, levar, perseguir, prejudicar, objeto.
receber, saldar, socorrer, ter, unir, ver, etc.
Predicativo do Sujeito: é o termo que exprime um atributo,
Transitivos Indiretos: são os que reclamam um um estado ou modo de ser do sujeito, ao qual se prende por um
complemento regido de preposição, chamado objeto indireto. verbo de ligação, no predicado nominal. Exemplos:
Exemplos: A bandeira é o símbolo da Pátria.
“Ninguém perdoa ao quarentão que se apaixona por uma A mesa era de mármore.
adolescente.” (Ciro dos Anjos)
“Populares assistiam à cena aparentemente apáticos e Além desse tipo de predicativo, outro existe que entra na
neutros.” (Érico Veríssimo) constituição do predicado verbo-nominal. Exemplos:
“Lúcio não atinava com essa mudança instantânea.” (José O trem chegou atrasado. (=O trem chegou e estava
Américo) atrasado.)
“Do que eu mais gostava era do tempo do retiro espiritual.” O menino abriu a porta ansioso.
(José Geraldo Vieira) Todos partiram alegres.
Observações: Entre os verbos transitivos indiretos importa
distinguir os que se constroem com os pronomes objetivos lhe, Observações: O predicativo subjetivo às vezes está
lhes. Em geral são verbos que exigem a preposição a: agradar-lhe, preposicionado; Pode o predicativo preceder o sujeito e até
agradeço-lhe, apraz-lhe, bate-lhe, desagrada-lhe, desobedecem- mesmo ao verbo: São horríveis essas coisas!; Que linda
lhe, etc. Entre os verbos transitivos indiretos importa distinguir estava Amélia!; Completamente feliz ninguém é.; Raros são os
os que não admitem para objeto indireto as formas oblíquas verdadeiros líderes.; Quem são esses homens?; Lentos e tristes,
lhe, lhes, construindo-se com os pronomes retos precedidos de os retirantes iam passando.; Novo ainda, eu não entendia certas
preposição: aludir a ele, anuir a ele, assistir a ela, atentar nele, coisas.; Onde está a criança que fui?
depender dele, investir contra ele, não ligar para ele, etc. Predicativo do Objeto: é o termo que se refere ao objeto de
Em princípio, verbos transitivos indiretos não comportam um verbo transitivo. Exemplos:
a forma passiva. Excetuam-se pagar, perdoar, obedecer, e O juiz declarou o réu inocente.
pouco mais, usados também como transitivos diretos: João O povo elegeu-o deputado.
paga (perdoa, obedece) o médico. O médico é pago (perdoado,
obedecido) por João. Há verbos transitivos indiretos, como Observações: O predicativo objetivo, como vemos dos
atirar, investir, contentar-se, etc., que admitem mais de uma exemplos acima, às vezes vem regido de preposição. Esta, em
preposição, sem mudança de sentido. Outros mudam de sentido certos casos, é facultativa; O predicativo objetivo geralmente
com a troca da preposição, como nestes exemplos: Trate de sua se refere ao objeto direto. Excepcionalmente, pode referir-se
vida. (tratar=cuidar). É desagradável tratar com gente grosseira. ao objeto indireto do verbo chamar. Chamavam-lhe poeta;
(tratar=lidar). Verbos como aspirar, assistir, dispor, servir, etc., Podemos antepor o predicativo a seu objeto: O advogado
variam de significação conforme sejam usados como transitivos considerava indiscutíveis os direitos da herdeira.; Julgo
diretos ou indiretos. inoportuna essa viagem.; “E até embriagado o vi muitas
vezes.”; “Tinha estendida a seus pés uma planta rústica da
Transitivos Diretos e Indiretos: são os que se usam com cidade.”; “Sentia ainda muito abertos os ferimentos que aquele
dois objetos: um direto, outro indireto, concomitantemente. choque com o mundo me causara.”
Exemplos:
No inverno, Dona Cléia dava roupas aos pobres. Termos Integrantes da Oração
A empresa fornece comida aos trabalhadores.
Oferecemos flores à noiva. Chamam-se termos integrantes da oração os que completam
Ceda o lugar aos mais velhos. a significação transitiva dos verbos e nomes. Integram (inteiram,
completam) o sentido da oração, sendo por isso indispensável à
De Ligação: Os que ligam ao sujeito uma palavra ou compreensão do enunciado. São os seguintes:
expressão chamada predicativo. Esses verbos, entram na - Complemento Verbais (Objeto Direto e Objeto Indireto);
formação do predicado nominal. Exemplos: - Complemento Nominal;
A Terra é móvel. - Agente da Passiva.
A água está fria.
O moço anda (=está) triste. Objeto Direto: é o complemento dos verbos de predicação
A Lua parecia um disco. incompleta, não regido, normalmente, de preposição. Exemplos:
As plantas purificaram o ar.
Observações: Os verbos de ligação não servem apenas de “Nunca mais ele arpoara um peixe-boi.” (Ferreira Castro)
anexo, mas exprimem ainda os diversos aspectos sob os quais Procurei o livro, mas não o encontrei.
se considera a qualidade atribuída ao sujeito. O verbo ser, por Ninguém me visitou.
exemplo, traduz aspecto permanente e o verbo estar, aspecto
transitório: Ele é doente. (aspecto permanente); Ele está doente. O objeto direto tem as seguintes características:
(aspecto transitório). Muito desses verbos passam à categoria - Completa a significação dos verbos transitivos diretos;
dos intransitivos em frases como: Era =existia) uma vez uma - Normalmente, não vem regido de preposição;
princesa.; Eu não estava em casa.; Fiquei à sombra.; Anda com - Traduz o ser sobre o qual recai a ação expressa por um
dificuldades.; Parece que vai chover. verbo ativo: Caim matou Abel.
- Torna-se sujeito da oração na voz passiva: Abel foi morto
Os verbos, relativamente à predicação, não têm classificação por Caim.
fixa, imutável. Conforme a regência e o sentido que apresentam
na frase, podem pertencer ora a um grupo, ora a outro. Exemplos:

Língua Portuguesa 14
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APOSTILAS OPÇÃO
O objeto direto pode ser constituído: Observações: Nos quatro primeiros casos estudados a
- Por um substantivo ou expressão substantivada: O lavrador preposição é de rigor, nos cinco outros, facultativa; A substituição
cultiva a terra.; Unimos o útil ao agradável. do objeto direto preposicionado pelo pronome oblíquo átono,
- Pelos pronomes oblíquos o, a, os, as, me, te, se, nos, vos: quando possível, se faz com as formas o(s), a(s) e não lhe,
Espero-o na estação.; Estimo-os muito.; Sílvia olhou-se ao lhes: amar a Deus (amá-lo); convencer ao amigo (convencê-
espelho.; Não me convidas?; Ela nos chama.; Avisamo-lo a lo); O objeto direto preposicionado, é obvio, só ocorre com
tempo.; Procuram-na em toda parte.; Meu Deus, eu vos amo.; verbo transitivo direto; Podem resumir-se em três as razões
“Marchei resolutamente para a maluca e intimei-a a ficar ou finalidades do emprego do objeto direto preposicionado:
quieta.”; “Vós haveis de crescer, perder-vos-ei de vista.” a clareza da frase; a harmonia da frase; a ênfase ou a força da
- Por qualquer pronome substantivo: Não vi ninguém na expressão.
loja.; A árvore que plantei floresceu. (que: objeto direto de
plantei); Onde foi que você achou isso? Quando vira as folhas do Objeto Direto Pleonástico: Quando queremos dar destaque
livro, ela o faz com cuidado.; “Que teria o homem percebido nos ou ênfase à ideia contida no objeto direto, colocamo-lo no
meus escritos?” início da frase e depois o repetimos ou reforçamos por meio do
pronome oblíquo. A esse objeto repetido sob forma pronominal
Frequentemente transitivam-se verbos intransitivos, dando- chama-se pleonástico, enfático ou redundante. Exemplos:
se-lhes por objeto direto uma palavra cognata ou da mesma O dinheiro, Jaime o trazia escondido nas mangas da camisa.
esfera semântica: O bem, muitos o louvam, mas poucos o seguem.
“Viveu José Joaquim Alves vida tranquila e patriarcal.” “Seus cavalos, ela os montava em pelo.” (Jorge Amado)
(Vivaldo Coaraci)
“Pela primeira vez chorou o choro da tristeza.” (Aníbal Objeto Indireto: É o complemento verbal regido de
Machado) preposição necessária e sem valor circunstancial. Representa,
“Nenhum de nós pelejou a batalha de Salamina.” (Machado ordinariamente, o ser a que se destina ou se refere à ação verbal:
de Assis) “Nunca desobedeci a meu pai”. O objeto indireto completa a
Em tais construções é de rigor que o objeto venha significação dos verbos:
acompanhado de um adjunto.
- Transitivos Indiretos: Assisti ao jogo; Assistimos à missa e
Objeto Direto Preposicionado: Há casos em que o objeto à festa; Aludiu ao fato; Aspiro a uma vida calma.
direto, isto é, o complemento de verbos transitivos diretos, vem - Transitivos Diretos e Indiretos (na voz ativa ou passiva):
precedido de preposição, geralmente a preposição a. Isto ocorre Dou graças a Deus; Ceda o lugar aos mais velhos; Dedicou sua
principalmente: vida aos doentes e aos pobres; Disse-lhe a verdade. (Disse a
- Quando o objeto direto é um pronome pessoal tônico: verdade ao moço.)
Deste modo, prejudicas a ti e a ela.; “Mas dona Carolina amava
mais a ele do que aos outros filhos.”; “Pareceu-me que Roberto O objeto indireto pode ainda acompanhar verbos de outras
hostilizava antes a mim do que à ideia.”; “Ricardina lastimava o categorias, os quais, no caso, são considerados acidentalmente
seu amigo como a si própria.”; “Amava-a tanto como a nós”. transitivos indiretos: A bom entendedor meia palavra basta;
- Quando o objeto é o pronome relativo quem: “Pedro Sobram-lhe qualidades e recursos. (lhe=a ele); Isto não lhe
Severiano tinha um filho a quem idolatrava.”; “Abraçou a todos; convém; A proposta pareceu-lhe aceitável.
deu um beijo em Adelaide, a quem felicitou pelo desenvolvimento
das suas graças.”; “Agora sabia que podia manobrar com ele, com Observações: Há verbos que podem construir-se com dois
aquele homem a quem na realidade também temia, como todos objetos indiretos, regidos de preposições diferentes: Rogue a
ali”. Deus por nós.; Ela queixou-se de mim a seu pai.; Pedirei para
- Quando precisamos assegurar a clareza da frase, evitando ti a meu senhor um rico presente; Não confundir o objeto direto
que o objeto direto seja tomado como sujeito, impedindo com o complemento nominal nem com o adjunto adverbial; Em
construções ambíguas: Convence, enfim, ao pai o filho amado.; frases como “Para mim tudo eram alegrias”, “Para ele nada é
“Vence o mal ao remédio.”; “Tratava-me sem cerimônia, como a impossível”, os pronomes em destaque podem ser considerados
um irmão.”; A qual delas iria homenagear o cavaleiro? adjuntos adverbiais.
- Em expressões de reciprocidade, para garantir a clareza e a
eufonia da frase: “Os tigres despedaçam-se uns aos outros.”; “As O objeto indireto é sempre regido de preposição, expressa
companheiras convidavam-se umas às outras.”; “Era o abraço de ou implícita. A preposição está implícita nos pronomes objetivos
duas criaturas que só tinham uma à outra”. indiretos (átonos) me, te, se, lhe, nos, vos, lhes. Exemplos:
- Com nomes próprios ou comuns, referentes a pessoas, Obedece-me. (=Obedece a mim.); Isto te pertence. (=Isto
principalmente na expressão dos sentimentos ou por amor da pertence a ti.); Rogo-lhe que fique. (=Rogo a você...); Peço-
eufonia da frase: Judas traiu a Cristo.; Amemos a Deus sobre vos isto. (=Peço isto a vós.). Nos demais casos a preposição é
todas as coisas. “Provavelmente, enganavam é a Pedro.”; “O expressa, como característica do objeto indireto: Recorro a
estrangeiro foi quem ofendeu a Tupã”. Deus.; Dê isto a (ou para) ele.; Contenta-se com pouco.; Ele
- Em construções enfáticas, nas quais antecipamos o objeto só pensa em si.; Esperei por ti.; Falou contra nós.; Conto com
direto para dar-lhe realce: A você é que não enganam!; Ao você.; Não preciso disto.; O filme a que assisti agradou ao
médico, confessor e letrado nunca enganes.; “A este confrade público.; Assisti ao desenrolar da luta.; A coisa de que mais
conheço desde os seus mais tenros anos”. gosto é pescar.; A pessoa a quem me refiro você a conhece.; Os
- Sendo objeto direto o numeral ambos(as): “O aguaceiro obstáculos contra os quais luto são muitos.; As pessoas com
caiu, molhou a ambos.”; “Se eu previsse que os matava a quem conto são poucas.
ambos...”.
- Com certos pronomes indefinidos, sobretudo referentes a Como atestam os exemplos acima, o objeto indireto é
pessoas: Se todos são teus irmãos, por que amas a uns e odeias a representado pelos substantivos (ou expressões substantivas)
outros?; Aumente a sua felicidade, tornando felizes também aos ou pelos pronomes. As preposições que o ligam ao verbo são: a,
outros.; A quantos a vida ilude!. com, contra, de, em, para e por.
- Em certas construções enfáticas, como puxar (ou arrancar)
da espada, pegar da pena, cumprir com o dever, atirar com os Objeto Indireto Pleonástico: à semelhança do objeto direto,
livros sobre a mesa, etc.: “Arrancam das espadas de aço fino...”; o objeto indireto pode vir repetido ou reforçado, por ênfase.
“Chegou a costureira, pegou do pano, pegou da agulha, pegou Exemplos: “A mim o que me deu foi pena.”; “Que me importa
da linha, enfiou a linha na agulha e entrou a coser.”; “Imagina-se a mim o destino de uma mulher tísica...? “E, aos brigões,
a consternação de Itaguaí, quando soube do caso.” incapazes de se moverem, basta-lhes xingarem-se a distância.”

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APOSTILAS OPÇÃO
Complemento Nominal: é o termo complementar reclamado Observações: Não confundir o adjunto adnominal formado
pela significação transitiva, incompleta, de certos substantivos, por locução adjetiva com complemento nominal. Este representa
adjetivos e advérbios. Vem sempre regido de preposição. o alvo da ação expressa por um nome transitivo: a eleição do
Exemplos: A defesa da pátria; Assistência às aulas; “O ódio ao presidente, aviso de perigo, declaração de guerra, empréstimo
mal é amor do bem, e a ira contra o mal, entusiasmo divino.”; de dinheiro, plantio de árvores, colheita de trigo, destruidor
“Ah, não fosse ele surdo à minha voz!” de matas, descoberta de petróleo, amor ao próximo, etc. O
adjunto adnominal formado por locução adjetiva representa
Observações: O complemento nominal representa o o agente da ação, ou a origem, pertença, qualidade de alguém
recebedor, o paciente, o alvo da declaração expressa por um ou de alguma coisa: o discurso do presidente, aviso de amigo,
nome: amor a Deus, a condenação da violência, o medo de declaração do ministro, empréstimo do banco, a casa do
assaltos, a remessa de cartas, útil ao homem, compositor fazendeiro, folhas de árvores, farinha de trigo, beleza das
de músicas, etc. É regido pelas mesmas preposições usadas matas, cheiro de petróleo, amor de mãe.
no objeto indireto. Difere deste apenas porque, em vez de
complementar verbos, complementa nomes (substantivos, Adjunto adverbial: É o termo que exprime uma circunstância
adjetivos) e alguns advérbios em –mente. Os nomes que (de tempo, lugar, modo, etc.) ou, em outras palavras, que modifica
requerem complemento nominal correspondem, geralmente, a o sentido de um verbo, adjetivo ou advérbio. Exemplo: “Meninas
verbos de mesmo radical: amor ao próximo, amar o próximo; numa tarde brincavam de roda na praça”. O adjunto adverbial
perdão das injúrias, perdoar as injúrias; obediente aos pais, é expresso: Pelos advérbios: Cheguei cedo.; Ande devagar.;
obedecer aos pais; regresso à pátria, regressar à pátria; etc. Maria é mais alta.; Não durma ao volante.; Moramos aqui.;
Ele fala bem, fala corretamente.; Volte bem depressa.; Talvez
Agente da Passiva: é o complemento de um verbo na voz esteja enganado.; Pelas locuções ou expressões adverbiais: Às
passiva. Representa o ser que pratica a ação expressa pelo verbo vezes viajava de trem.; Compreendo sem esforço.; Saí com meu
passivo. Vem regido comumente pela preposição por, e menos pai.; Júlio reside em Niterói.; Errei por distração.; Escureceu
frequentemente pela preposição de: Alfredo é estimado pelos de repente.
colegas; A cidade estava cercada pelo exército romano; “Era
conhecida de todo mundo a fama de suas riquezas.” Observações: Pode ocorrer a elipse da preposição antes
de adjuntos adverbiais de tempo e modo: Aquela noite, não
O agente da passiva pode ser expresso pelos substantivos ou dormi. (=Naquela noite...); Domingo que vem não sairei. (=No
pelos pronomes: domingo...); Ouvidos atentos, aproximei-me da porta. (=De
As flores são umedecidas pelo orvalho. ouvidos atentos...); Os adjuntos adverbiais classificam-se de
A carta foi cuidadosamente corrigida por mim. acordo com as circunstâncias que exprimem: adjunto adverbial
de lugar, modo, tempo, intensidade, causa, companhia, meio,
O agente da passiva corresponde ao sujeito da oração na voz assunto, negação, etc. É importante saber distinguir adjunto
ativa: adverbial de adjunto adnominal, de objeto indireto e de
A rainha era chamada pela multidão. (voz passiva) complemento nominal: sair do mar (ad.adv.); água do mar (adj.
A multidão aclamava a rainha. (voz ativa) adn.); gosta do mar (obj.indir.); ter medo do mar (compl.nom.).
Ele será acompanhado por ti. (voz passiva)
Aposto: É uma palavra ou expressão que explica ou esclarece,
Observações: desenvolve ou resume outro termo da oração. Exemplos:
Frase de forma passiva analítica sem complemento agente D. Pedro II, imperador do Brasil, foi um monarca sábio.
expresso, ao passar para a ativa, terá sujeito indeterminado “Nicanor, ascensorista, expôs-me seu caso de consciência.”
e o verbo na 3ª pessoa do plural: Ele foi expulso da cidade. (Carlos Drummond de Andrade)
(Expulsaram-no da cidade.); As florestas são devastadas.
(Devastam as florestas.); Na passiva pronominal não se declara O núcleo do aposto é um substantivo ou um pronome
o agente: Nas ruas assobiavam-se as canções dele pelos substantivo:
pedestres. (errado); Nas ruas eram assobiadas as canções dele Foram os dois, ele e ela.
pelos pedestres. (certo); Assobiavam-se as canções dele nas Só não tenho um retrato: o de minha irmã.
ruas. (certo)
O aposto não pode ser formado por adjetivos. Nas frases
Termos Acessórios da Oração seguintes, por exemplo, não há aposto, mas predicativo do
sujeito:
Termos acessórios são os que desempenham na oração Audaciosos, os dois surfistas atiraram-se às ondas.
uma função secundária, qual seja a de caracterizar um ser, As borboletas, leves e graciosas, esvoaçavam num balé de
determinar os substantivos, exprimir alguma circunstância. São cores.
três os termos acessórios da oração: adjunto adnominal, adjunto
adverbial e aposto. Os apostos, em geral, destacam-se por pausas, indicadas, na
escrita, por vírgulas, dois pontos ou travessões. Não havendo
Adjunto adnominal: É o termo que caracteriza ou determina pausa, não haverá vírgula, como nestes exemplos:
os substantivos. Exemplo: Meu irmão veste roupas vistosas. Minha irmã Beatriz; o escritor João Ribeiro; o romance Tóia;
(Meu determina o substantivo irmão: é um adjunto adnominal o rio Amazonas; a Rua Osvaldo Cruz; o Colégio Tiradentes, etc.
– vistosas caracteriza o substantivo roupas: é também adjunto “Onde estariam os descendentes de Amaro vaqueiro?”
adnominal). (Graciliano Ramos)
O adjunto adnominal pode ser expresso: Pelos adjetivos:
água fresca, terras férteis, animal feroz; Pelos artigos: o O aposto pode preceder o termo a que se refere, o qual, às
mundo, as ruas, um rapaz; Pelos pronomes adjetivos: nosso tio, vezes, está elíptico. Exemplos:
este lugar, pouco sal, muitas rãs, país cuja história conheço, Rapaz impulsivo, Mário não se conteve.
que rua?; Pelos numerais: dois pés, quinto ano, capítulo sexto; Mensageira da ideia, a palavra é a mais bela expressão da
Pelas locuções ou expressões adjetivas que exprimem qualidade, alma humana.
posse, origem, fim ou outra especificação:
- presente de rei (=régio): qualidade O aposto, às vezes, refere-se a toda uma oração. Exemplos:
- livro do mestre, as mãos dele: posse, pertença Nuvens escuras borravam os espaços silenciosos, sinal de
- água da fonte, filho de fazendeiros: origem tempestade iminente.
- fio de aço, casa de madeira: matéria O espaço é incomensurável, fato que me deixa atônito.
- casa de ensino, aulas de inglês: fim, especialidade
Um aposto pode referir-se a outro aposto:

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APOSTILAS OPÇÃO
“Serafim Gonçalves casou-se com Lígia Tavares, filha do Respostas
velho coronel Tavares, senhor de engenho.” (Ledo Ivo) 01. D\02. C\03. D

O aposto pode vir precedido das expressões explicativas isto Período


é, a saber, ou da preposição acidental como:
Período: Toda frase com uma ou mais orações constitui um
Dois países sul-americanos, isto é, a Bolívia e o Paraguai, período, que se encerra com ponto de exclamação, ponto de
não são banhados pelo mar. interrogação ou com reticências.
Este escritor, como romancista, nunca foi superado. O período é simples quando só traz uma oração, chamada
absoluta; o período é composto quando traz mais de uma
O aposto que se refere a objeto indireto, complemento oração. Exemplo: Pegou fogo no prédio. (Período simples, oração
nominal ou adjunto adverbial vem precedido de preposição: absoluta.); Quero que você aprenda. (Período composto.)

O rei perdoou aos dois: ao fidalgo e ao criado. Existe uma maneira prática de saber quantas orações há
“Acho que adoeci disso, de beleza, da intensidade das num período: é contar os verbos ou locuções verbais. Num
coisas.” (Raquel Jardim) período haverá tantas orações quantos forem os verbos ou as
De cobras, morcegos, bichos, de tudo ela tinha medo. locuções verbais nele existentes. Exemplos:
Pegou fogo no prédio. (um verbo, uma oração)
Vocativo: (do latim vocare = chamar) é o termo (nome, título, Quero que você aprenda. (dois verbos, duas orações)
apelido) usado para chamar ou interpelar a pessoa, o animal ou Está pegando fogo no prédio. (uma locução verbal, uma
a coisa personificada a que nos dirigimos: oração)
Deves estudar para poderes vencer na vida. (duas locuções
“Elesbão? Ó Elesbão! Venha ajudar-nos, por favor!” (Maria verbais, duas orações)
de Lourdes Teixeira)
“A ordem, meus amigos, é a base do governo.” (Machado de Há três tipos de período composto: por coordenação, por
Assis) subordinação e por coordenação e subordinação ao mesmo
“Correi, correi, ó lágrimas saudosas!” (Fagundes Varela) tempo (também chamada de misto).

Observação: Profere-se o vocativo com entoação exclamativa. Período Composto por Coordenação – Orações
Na escrita é separado por vírgula(s). No exemplo inicial, os Coordenadas
pontos interrogativo e exclamativo indicam um chamado alto e
prolongado. O vocativo se refere sempre à 2ª pessoa do discurso, Considere, por exemplo, este período composto:
que pode ser uma pessoa, um animal, uma coisa real ou entidade Passeamos pela praia, / brincamos, / recordamos os tempos
abstrata personificada. Podemos antepor-lhe uma interjeição de de infância.
apelo (ó, olá, eh!): 1ª oração: Passeamos pela praia
2ª oração: brincamos
“Tem compaixão de nós , ó Cristo!” (Alexandre Herculano) 3ª oração: recordamos os tempos de infância
“Ó Dr. Nogueira, mande-me cá o Padilha, amanhã!” As três orações que compõem esse período têm sentido
(Graciliano Ramos) próprio e não mantêm entre si nenhuma dependência sintática:
“Esconde-te, ó sol de maio, ó alegria do mundo!” (Camilo elas são independentes. Há entre elas, é claro, uma relação de
Castelo Branco) sentido, mas, como já dissemos, uma não depende da outra
O vocativo é um tempo à parte. Não pertence à estrutura da sintaticamente.
oração, por isso não se anexa ao sujeito nem ao predicado. As orações independentes de um período são chamadas
de orações coordenadas (OC), e o período formado só de
Questões orações coordenadas é chamado de período composto por
coordenação.
01. O termo em destaque é adjunto adverbial de intensidade As orações coordenadas são classificadas em assindéticas e
em: sindéticas.
(A) pode aprender e assimilar MUITA coisa
(B) enfrentamos MUITAS novidades - As orações coordenadas são assindéticas (OCA) quando
(C) precisa de um parceiro com MUITO caráter não vêm introduzidas por conjunção. Exemplo:
(D) não gostam de mulheres MUITO inteligentes Os torcedores gritaram, / sofreram, / vibraram.
(E) assumimos MUITO conflito e confusão OCA OCA OCA

02. Assinale a alternativa correta: “para todos os males, há “Inclinei-me, apanhei o embrulho e segui.” (Machado de
dois remédios: o tempo e o silêncio”, os termos grifados são Assis)
respectivamente: “A noite avança, há uma paz profunda na casa deserta.”
(A) sujeito – objeto direto; (Antônio Olavo Pereira)
(B) sujeito – aposto; “O ferro mata apenas; o ouro infama, avilta, desonra.”
(C) objeto direto – aposto; (Coelho Neto)
(D) objeto direto – objeto direto;
(E) objeto direto – complemento nominal. - As orações coordenadas são sindéticas (OCS) quando vêm
introduzidas por conjunção coordenativa. Exemplo:
03. Assinale a alternativa em que o termo destacado é objeto O homem saiu do carro / e entrou na casa.
indireto. OCA OCS
(A) “Quem faz um poema abre uma janela.” (Mário Quintana)
(B) “Toda gente que eu conheço e que fala comigo / Nunca As orações coordenadas sindéticas são classificadas de
teve um ato ridículo / Nunca sofreu enxovalho (...)” (Fernando acordo com o sentido expresso pelas conjunções coordenativas
Pessoa) que as introduzem. Pode ser:
(C) “Quando Ismália enlouqueceu / Pôs-se na torre a sonhar
/ Viu uma lua no céu, / Viu uma lua no mar.” (Alphonsus de - Orações coordenadas sindéticas aditivas: e, nem, não só...
Guimarães) mas também, não só... mas ainda.
(D) “Mas, quando responderam a Nhô Augusto: ‘– É a Saí da escola / e fui à lanchonete.
jagunçada de seu Joãozinho Bem-Bem, que está descendo para OCA OCS Aditiva
a Bahia.’ – ele, de alegre, não se pôde conter.” (Guimarães Rosa)

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APOSTILAS OPÇÃO
Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma conjunção 02. Em: “... ouviam-se amplos bocejos, fortes como o marulhar
que expressa idéia de acréscimo ou adição com referência à das ondas...” a partícula como expressa uma ideia de:
oração anterior, ou seja, por uma conjunção coordenativa aditiva. (A) causa
(B) explicação
A doença vem a cavalo e volta a pé. (C) conclusão
As pessoas não se mexiam nem falavam. (D) proporção
“Não só findaram as queixas contra o alienista, mas até (E) comparação
nenhum ressentimento ficou dos atos que ele praticara.”  
(Machado de Assis) 03. “Entrando na faculdade, procurarei emprego”, oração
- Orações coordenadas sindéticas adversativas: mas, sublinhada pode indicar uma ideia de:
porém, todavia, contudo, entretanto, no entanto. (A) concessão
(B) oposição
Estudei bastante / mas não passei no teste. (C) condição
OCA OCS Adversativa (D) lugar
(E) consequência
Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma conjunção Respostas
que expressa idéia de oposição à oração anterior, ou seja, por
uma conjunção coordenativa adversativa. 01.
Ouviu-se o som da bateria e os primeiros foliões surgiram.
A espada vence, mas não convence. Não durma sem cobertor, pois a noite está fria.
“É dura a vida, mas aceitam-na.” (Cecília Meireles) Quero desculpar-me, mas consigo encontrá-los.
 
- Orações coordenadas sindéticas conclusivas: portanto, 02. E\03. C
por isso, pois, logo.
Período Composto por Subordinação
Ele me ajudou muito, / portanto merece minha gratidão.
OCA OCS Conclusiva Observe os termos destacados em cada uma destas orações:
Vi uma cena triste. (adjunto adnominal)
Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma conjunção Todos querem sua participação. (objeto direto)
que expressa ideia de conclusão de um fato enunciado na oração Não pude sair por causa da chuva. (adjunto adverbial de
anterior, ou seja, por uma conjunção coordenativa conclusiva. causa)

Vives mentindo; logo, não mereces fé. Veja, agora, como podemos transformar esses termos em
Ele é teu pai: respeita-lhe, pois, a vontade. orações com a mesma função sintática:
Vi uma cena / que me entristeceu. (oração subordinada
- Orações coordenadas sindéticas alternativas: ou,ou... ou, com função de adjunto adnominal)
ora... ora, seja... seja, quer... quer. Todos querem / que você participe. (oração subordinada
com função de objeto direto)
Seja mais educado / ou retire-se da reunião! Não pude sair / porque estava chovendo. (oração
OCA OCS Alternativa subordinada com função de adjunto adverbial de causa)

Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma Em todos esses períodos, a segunda oração exerce uma
conjunção que estabelece uma relação de alternância ou escolha certa função sintática em relação à primeira, sendo, portanto,
com referência à oração anterior, ou seja, por uma conjunção subordinada a ela. Quando um período é constituído de pelo
coordenativa alternativa. menos um conjunto de duas orações em que uma delas (a
subordinada) depende sintaticamente da outra (principal), ele
Venha agora ou perderá a vez. é classificado como período composto por subordinação. As
“Jacinta não vinha à sala, ou retirava-se logo.” (Machado de orações subordinadas são classificadas de acordo com a função
Assis) que exercem: adverbiais, substantivas e adjetivas.
“Em aviação, tudo precisa ser bem feito ou custará preço
muito caro.” (Renato Inácio da Silva) Orações Subordinadas Adverbiais
“A louca ora o acariciava, ora o rasgava freneticamente.”
(Luís Jardim) As orações subordinadas adverbiais (OSA) são aquelas
que exercem a função de adjunto adverbial da oração principal
- Orações coordenadas sindéticas explicativas: que, (OP). São classificadas de acordo com a conjunção subordinativa
porque, pois, porquanto. que as introduz:
Vamos andar depressa / que estamos atrasados.
OCA OCS Explicativa - Causais: Expressam a causa do fato enunciado na oração
Observe que a 2ª oração é introduzida por uma conjunção principal. Conjunções: porque, que, como (= porque), pois que,
que expressa ideia de explicação, de justificativa em relação visto que.
à oração anterior, ou seja, por uma conjunção coordenativa Não fui à escola / porque fiquei doente.
explicativa. OP OSA Causal

Leve-lhe uma lembrança, que ela aniversaria amanhã. O tambor soa porque é oco.
“A mim ninguém engana, que não nasci ontem.” (Érico Como não me atendessem, repreendi-os severamente.
Veríssimo) Como ele estava armado, ninguém ousou reagir.
“Faltou à reunião, visto que esteve doente.” (Arlindo de
Questões Sousa)

01. Relacione as orações coordenadas por meio de - Condicionais: Expressam hipóteses ou condição para a
conjunções: ocorrência do que foi enunciado na principal. Conjunções: se,
(A) Ouviu-se o som da bateria. Os primeiros foliões surgiram. contanto que, a menos que, a não ser que, desde que.
(B) Não durma sem cobertor. A noite está fria. Irei à sua casa / se não chover.
(C) Quero desculpar-me. Não consigo encontrá-los. OP OSA Condicional
  

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APOSTILAS OPÇÃO
Deus só nos perdoará se perdoarmos aos nossos Ela é bonita / como a mãe.
ofensores. OP OSA Comparativa
Se o conhecesses, não o condenarias.
“Que diria o pai se soubesse disso?” (Carlos Drummond de A preguiça gasta a vida como a ferrugem consome o ferro.”
Andrade) (Marquês de Maricá)
A cápsula do satélite será recuperada, caso a experiência Ela o atraía irresistivelmente, como o imã atrai o ferro.
tenha êxito. Os retirantes deixaram a cidade tão pobres como vieram.
- Concessivas: Expressam ideia ou fato contrário ao da Como a flor se abre ao Sol, assim minha alma se abriu à luz
oração principal, sem, no entanto, impedir sua realização. daquele olhar.
Conjunções: embora, ainda que, apesar de, se bem que, por mais
que, mesmo que. Obs.: As orações comparativas nem sempre apresentam
Ela saiu à noite / embora estivesse doente. claramente o verbo, como no exemplo acima, em que está
OP OSA Concessiva subentendido o verbo ser (como a mãe é).
Admirava-o muito, embora (ou conquanto ou posto que - Proporcionais: Expressam uma ideia que se relaciona
ou se bem que) não o conhecesse pessoalmente. proporcionalmente ao que foi enunciado na principal.
Embora não possuísse informações seguras, ainda assim Conjunções: à medida que, à proporção que, ao passo que, quanto
arriscou uma opinião. mais, quanto menos.
Cumpriremos nosso dever, ainda que (ou mesmo quando Quanto mais reclamava / menos atenção recebia.
ou ainda quando ou mesmo que) todos nos critiquem. OSA Proporcional OP
Por mais que gritasse, não me ouviram.
À medida que se vive, mais se aprende.
- Conformativas: Expressam a conformidade de um fato À proporção que avançávamos, as casas iam rareando.
com outro. Conjunções: conforme, como (=conforme), segundo. O valor do salário, ao passo que os preços sobem, vai
O trabalho foi feito / conforme havíamos planejado. diminuindo.
OP OSA Conformativa
Orações Subordinadas Substantivas
O homem age conforme pensa.
Relatei os fatos como (ou conforme) os ouvi. As orações subordinadas substantivas (OSS) são aquelas
Como diz o povo, tristezas não pagam dívidas. que, num período, exercem funções sintáticas próprias de
O jornal, como sabemos, é um grande veículo de informação. substantivos, geralmente são introduzidas pelas conjunções
integrantes que e se. Elas podem ser:
- Temporais: Acrescentam uma circunstância de tempo ao
que foi expresso na oração principal. Conjunções: quando, assim - Oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta: É
que, logo que, enquanto, sempre que, depois que, mal (=assim que). aquela que exerce a função de objeto direto do verbo da oração
Ele saiu da sala / assim que eu cheguei. principal. Observe: O grupo quer a sua ajuda. (objeto direto)
OP OSA Temporal O grupo quer / que você ajude.
OP OSS Objetiva Direta
Formiga, quando quer se perder, cria asas.
“Lá pelas sete da noite, quando escurecia, as casas se O mestre exigia que todos estivessem presentes. (= O
esvaziam.” (Carlos Povina Cavalcânti) mestre exigia a presença de todos.)
“Quando os tiranos caem, os povos se levantam.” (Marquês Mariana esperou que o marido voltasse.
de Maricá) Ninguém pode dizer: Desta água não beberei.
Enquanto foi rico, todos o procuravam. O fiscal verificou se tudo estava em ordem.
- Finais: Expressam a finalidade ou o objetivo do que foi
enunciado na oração principal. Conjunções: para que, a fim de - Oração Subordinada Substantiva Objetiva Indireta: É
que, porque (=para que), que. aquela que exerce a função de objeto indireto do verbo da oração
Abri a porta do salão / para que todos pudessem entrar. principal. Observe: Necessito de sua ajuda. (objeto indireto)
OP OSA Final Necessito / de que você me ajude.
OP OSS Objetiva Indireta
“O futuro se nos oculta para que nós o imaginemos.”
(Marquês de Maricá) Não me oponho a que você viaje. (= Não me oponho à sua
Aproximei-me dele a fim de que me ouvisse melhor. viagem.)
“Fiz-lhe sinal que se calasse.” (Machado de Assis) (que = Aconselha-o a que trabalhe mais.
para que) Daremos o prêmio a quem o merecer.
“Instara muito comigo não deixasse de frequentar as Lembre-se de que a vida é breve.
recepções da mulher.” (Machado de Assis) (não deixasse =
para que não deixasse) - Oração Subordinada Substantiva Subjetiva: É aquela
que exerce a função de sujeito do verbo da oração principal.
- Consecutivas: Expressam a consequência do que foi Observe: É importante sua colaboração. (sujeito)
enunciado na oração principal. Conjunções: porque, que, como (= É importante / que você colabore.
porque), pois que, visto que. OP OSS Subjetiva
A chuva foi tão forte / que inundou a cidade.
OP OSA Consecutiva A oração subjetiva geralmente vem:
- depois de um verbo de ligação + predicativo, em construções
Fazia tanto frio que meus dedos estavam endurecidos. do tipo é bom, é útil, é certo, é conveniente, etc. Ex.: É certo que
“A fumaça era tanta que eu mal podia abrir os olhos.” (José ele voltará amanhã.
J. Veiga) - depois de expressões na voz passiva, como sabe-se, conta-
De tal sorte a cidade crescera que não a reconhecia mais. se, diz-se, etc. Ex.: Sabe-se que ele saiu da cidade.
As notícias de casa eram boas, de maneira que pude - depois de verbos como convir, cumprir, constar, urgir,
prolongar minha viagem. ocorrer, quando empregados na 3ª pessoa do singular e seguidos
das conjunções que ou se. Ex.: Convém que todos participem
- Comparativas: Expressam ideia de comparação com da reunião.
referência à oração principal. Conjunções: como, assim como,
tal como, (tão)... como, tanto como, tal qual, que (combinado com É necessário que você colabore. (= Sua colaboração é
menos ou mais). necessária.)

Língua Portuguesa 19
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APOSTILAS OPÇÃO
Parece que a situação melhorou. Nesse exemplo, a oração que ganhou o 1º lugar especifica
Aconteceu que não o encontrei em casa. o sentido do substantivo cantor, indicando que o público não
Importa que saibas isso bem. aplaudiu qualquer cantor mas sim aquele que ganhou o 1º lugar.

- Oração Subordinada Substantiva Completiva Nominal: Pedra que rola não cria limo.
É aquela que exerce a função de complemento nominal de um Os animais que se alimentam de carne chamam-se
termo da oração principal. Observe: Estou convencido de sua carnívoros.
inocência. (complemento nominal) Rubem Braga é um dos cronistas que mais belas páginas
Estou convencido / de que ele é inocente. escreveram.
OP OSS Completiva Nominal “Há saudades que a gente nunca esquece.” (Olegário
Mariano)
Sou favorável a que o prendam. (= Sou favorável à prisão - Subordinadas Adjetivas Explicativas: São explicativas
dele.) quando apenas acrescentam uma qualidade à palavra a que se
Estava ansioso por que voltasses. referem, esclarecendo um pouco mais seu sentido, mas sem
Sê grato a quem te ensina. restringi-lo ou especificá-lo. Exemplo:
“Fabiano tinha a certeza de que não se acabaria tão cedo.” O escritor Jorge Amado, / que mora na Bahia, / lançou um
(Graciliano Ramos) novo livro.
OP OSA Explicativa OP
- Oração Subordinada Substantiva Predicativa: É aquela
que exerce a função de predicativo do sujeito da oração principal, Deus, que é nosso pai, nos salvará.
vindo sempre depois do verbo ser. Observe: O importante é sua Valério, que nasceu rico, acabou na miséria.
felicidade. (predicativo) Ele tem amor às plantas, que cultiva com carinho.
O importante é / que você seja feliz. Alguém, que passe por ali à noite, poderá ser assaltado.
OP OSS Predicativa
Orações Reduzidas
Seu receio era que chovesse. (Seu receio era a chuva.) Observe que as orações subordinadas eram sempre
Minha esperança era que ele desistisse. introduzidas por uma conjunção ou pronome relativo e
Meu maior desejo agora é que me deixem em paz. apresentavam o verbo numa forma do indicativo ou do
Não sou quem você pensa. subjuntivo. Além desse tipo de orações subordinadas há outras
que se apresentam com o verbo numa das formas nominais
- Oração Subordinada Substantiva Apositiva: É aquela (infinitivo, gerúndio e particípio). Exemplos:
que exerce a função de aposto de um termo da oração principal.
Observe: Ele tinha um sonho: a união de todos em benefício - Ao entrar nas escola, encontrei o professor de inglês.
do país. (aposto) (infinitivo)
Ele tinha um sonho / que todos se unissem em benefício do - Precisando de ajuda, telefone-me. (gerúndio)
país. - Acabado o treino, os jogadores foram para o vestiário.
OP OSS Apositiva (particípio)

Só desejo uma coisa: que vivam felizes. (Só desejo uma As orações subordinadas que apresentam o verbo numa das
coisa: a sua felicidade) formas nominais são chamadas de reduzidas.
Só lhe peço isto: honre o nosso nome. Para classificar a oração que está sob a forma reduzida,
“Talvez o que eu houvesse sentido fosse o presságio disto: de devemos procurar desenvolvê-la do seguinte modo: colocamos
que virias a morrer...” (Osmã Lins) a conjunção ou o pronome relativo adequado ao sentido e
“Mas diga-me uma cousa, essa proposta traz algum motivo passamos o verbo para uma forma do indicativo ou subjuntivo,
oculto?” (Machado de Assis) conforme o caso. A oração reduzida terá a mesma classificação
As orações apositivas vêm geralmente antecedidas de dois- da oração desenvolvida.
pontos. Podem vir, também, entre vírgulas, intercaladas à oração
principal. Exemplo: Seu desejo, que o filho recuperasse a Ao entrar na escola, encontrei o professor de inglês.
saúde, tornou-se realidade. Quando entrei na escola, / encontrei o professor de inglês.
OSA Temporal
Observação: Além das conjunções integrantes que e se, Ao entrar na escola: oração subordinada adverbial temporal,
as orações substantivas podem ser introduzidas por outros reduzida de infinitivo.
conectivos, tais como quando, como, quanto, etc. Exemplos:
Não sei quando ele chegou. Precisando de ajuda, telefone-me.
Diga-me como resolver esse problema. Se precisar de ajuda, / telefone-me.
OSA Condicional
Orações Subordinadas Adjetivas Precisando de ajuda: oração subordinada adverbial
condicional, reduzida de gerúndio.
As orações subordinadas Adjetivas (OSA) exercem
a função de adjunto adnominal de algum termo da oração Acabado o treino, os jogadores foram para o vestiário.
principal. Observe como podemos transformar um adjunto Assim que acabou o treino, / os jogadores foram para o
adnominal em oração subordinada adjetiva: vestiário.
Desejamos uma paz duradoura. (adjunto adnominal) OSA Temporal
Desejamos uma paz / que dure. (oração subordinada Acabado o treino: oração subordinada adverbial temporal,
adjetiva) reduzida de particípio.

As orações subordinadas adjetivas são sempre introduzidas Observações:


por um pronome relativo (que , qual, cujo, quem, etc.) e podem
ser classificadas em: - Há orações reduzidas que permitem mais de um tipo de
desenvolvimento. Há casos também de orações reduzidas
- Subordinadas Adjetivas Restritivas: São restritivas fixas, isto é, orações reduzidas que não são passíveis de
quando restringem ou especificam o sentido da palavra a que se desenvolvimento. Exemplo: Tenho vontade de visitar essa
referem. Exemplo: cidade.
O público aplaudiu o cantor / que ganhou o 1º lugar. - O infinitivo, o gerúndio e o particípio não constituem
OP OSA Restritiva orações reduzidas quando fazem parte de uma locução verbal.

Língua Portuguesa 20
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APOSTILAS OPÇÃO
Exemplos:
Preciso terminar este exercício.
Ele está jantando na sala. Discurso direto e indireto.
Essa casa foi construída por meu pai.
- Uma oração coordenada também pode vir sob a forma
reduzida. Exemplo: Discurso Direto, Indireto e Indireto Livre
O homem fechou a porta, saindo depressa de casa.
O homem fechou a porta e saiu depressa de casa. (oração Discurso é a prática humana de construir textos, sejam eles
coordenada sindética aditiva) escritos ou orais. Sendo assim, todo discurso é uma prática
Saindo depressa de casa: oração coordenada reduzida de social. A análise de um discurso deve, portanto, considerar o
gerúndio. contexto em que se encontra, assim como as personagens e as
Qual é a diferença entre as orações coordenadas explicativas condições de produção do texto.
e as orações subordinadas causais, já que ambas podem ser
iniciadas por que e porque? Às vezes não é fácil estabelecer a Em um texto narrativo, o autor pode optar por três tipos
diferença entre explicativas e causais, mas como o próprio nome de discurso: o discurso direto, o discurso indireto e o discurso
indica, as causais sempre trazem a causa de algo que se revela na indireto livre. Não necessariamente estes três discursos estão
oração principal, que traz o efeito. separados, eles podem aparecer juntos em um texto. Dependerá
Note-se também que há pausa (vírgula, na escrita) entre de quem o produziu.
a oração explicativa e a precedente e que esta é, muitas vezes,
imperativa, o que não acontece com a oração adverbial causal. Vejamos cada um deles:
Essa noção de causa e efeito não existe no período composto por
coordenação. Exemplo: Rosa chorou porque levou uma surra. Discurso Direto: Neste tipo de discurso as personagens
Está claro que a oração iniciada pela conjunção é causal, visto ganham voz. É o que ocorre normalmente em diálogos. Isso
que a surra foi sem dúvida a causa do choro, que é efeito. permite que traços da fala e da personalidade das personagens
Rosa chorou, porque seus olhos estão vermelhos. O sejam destacados e expostos no texto. O discurso direto
período agora é composto por coordenação, pois a oração reproduz fielmente as falas das personagens. Verbos como
iniciada pela conjunção traz a explicação daquilo que se revelou dizer, falar, perguntar, entre outros, servem para que as falas das
na coordena anterior. Não existe aí relação de causa e efeito: o personagens sejam introduzidas e elas ganhem vida, como em
fato de os olhos de Elisa estarem vermelhos não é causa de ela uma peça teatral.
ter chorado.
Travessões, dois pontos, aspas e exclamações são muito
Ela fala / como falaria / se entendesse do assunto. comuns durante a reprodução das falas.
OP OSA Comparativa OSA Condicional
Exemplo:
Questões
“O Guaxinim está inquieto, mexe dum lado pra outro. Eis
01. Na frase: “Maria do Carmo tinha a certeza de que estava que suspira lá na língua dele - Chente! que vida dura esta de
para ser mãe”, a oração destacada é: guaxinim do banhado!...”
(A) subordinada substantiva objetiva indireta
(B) subordinada substantiva completiva nominal “- Mano Poeta, se enganche na minha garupa!”
(C) subordinada substantiva predicativa
(D) coordenada sindética conclusiva Discurso Indireto: O narrador conta a história e reproduz
(E) coordenada sindética explicativa fala, e reações das personagens. É escrito normalmente em
terceira pessoa. Nesse caso, o narrador se utiliza de palavras
02. “Na ‘Partida Monção’, não há uma atitude inventada. suas para reproduzir aquilo que foi dito pela personagem.
Há reconstituição de uma cena como ela devia ter sido na
realidade.” A oração sublinhada é: Exemplo:
(A) adverbial conformativa
(B) adjetiva “Elisiário confessou que estava com sono.” (Machado de
(C) adverbial consecutiva Assis)
(D) adverbial proporcional
(E) adverbial causal
“Fora preso pela manhã, logo ao erguer-se da cama, e, pelo
03.“Esses produtos podem ser encontrados nos cálculo aproximado do tempo, pois estava sem relógio e mesmo
supermercados com rótulos como ‘sênior’ e com características se o tivesse não poderia consultá-la à fraca luz da masmorra,
adaptadas às dificuldades para mastigar e para engolir dos imaginava podiam ser onze horas.” (Lima Barreto)
mais velhos, e preparados para se encaixar em seus hábitos de
consumo”. O segmento “para se encaixar” pode ter sua forma Passagem do discurso direto para discurso indireto
verbal reduzida adequadamente desenvolvida em Na passagem do discurso direto para o discurso indireto,
(A) para se encaixarem. ocorre mudança nas pessoas do discurso, mudança nos tempos
(B) para seu encaixotamento. verbais, mudança na pontuação das frases e mudança nos
(C) para que se encaixassem. advérbios e adjuntos adverbiais.
(D) para que se encaixem.
(E) para que se encaixariam. Mudança das pessoas do discurso: Toda a narrativa que
se encontre na 1.ª pessoa no discurso direto passa para a 3.ª
04. A palavra “se” é conjunção integrante (por introduzir pessoa no discurso indireto, incluindo nessa mudança não só o
oração subordinada substantiva objetiva direta) em qual das verbo, mas também todos os pronomes que aparecem na frase,
orações seguintes? como os pronomes eu, nós e meu, que passam para ele/ela, eles/
(A) Ele se mordia de ciúmes pelo patrão. elas e seu no discurso indireto.
(B) A Federação arroga-se o direito de cancelar o jogo.
(C) O aluno fez-se passar por doutor. Mudança de tempos verbais nos tempos do indicativo: O
(D) Precisa-se de operários. presente no discurso direto passa para pretérito imperfeito no
(E) Não sei se o vinho está bom. discurso indireto, o pretérito perfeito no discurso direto passa
para pretérito mais-que-perfeito no discurso indireto e o futuro
Respostas do presente no discurso direto passa para futuro do pretérito no
01. B\02. A\03. D\04. E discurso indireto.

Língua Portuguesa 21
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APOSTILAS OPÇÃO
Mudança de tempos verbais nos tempos do subjuntivo: 03. Faça a associação entre os tipos de discurso e assinale a
O presente e o futuro no discurso direto passam para pretérito sequência correta.
imperfeito no discurso indireto.
1. Reprodução fiel da fala da personagem, é demarcado
Mudança de tempos verbais no imperativo: O imperativo pelo uso de travessão, aspas ou dois pontos. Nesse tipo de dis-
no discurso direto passa para pretérito imperfeito do subjuntivo curso, as falas vêm acompanhadas por um verbo de elocução,
no discurso indireto. responsável por indicar a fala da personagem.
2. Ocorre quando o narrador utiliza as próprias palavras
Mudança na pontuação das frases: Frases interrogativas, para reproduzir a fala de um personagem.
exclamativas e imperativas no discurso direto passam para 3. Tipo de discurso misto no qual são associadas as ca-
frases declarativas no discurso indireto. racterísticas de dois discursos para a produção de outro. Nele a
fala da personagem é inserida de maneira discreta no discurso
Mudança nas noções temporais: As noções temporais do narrador.
como ontem, hoje e amanhã no discurso direto passam para no
dia anterior, naquele dia e no dia seguinte no discurso indireto. ( ) discurso indireto
( ) discurso indireto livre
Mudança nas noções espaciais: As noções espaciais como ( ) discurso direto
aqui, aí, este e isto no discurso direto passam para ali, lá, aquele
e aquilo no discurso indireto. (A) 3, 2 e 1.
(B) 2, 3 e 1.
Exemplo: (C) 1, 2 e 3.
Discurso direto: - Iremos de férias amanhã. (D) 3, 1 e 2.
Discurso indireto: Eles disseram que iriam de férias no dia Respostas
seguinte.
01. Resposta D
Discurso Indireto Livre: O texto é escrito em terceira pessoa Apenas no discurso direto as personagens ganham voz. Para
e o narrador conta a história, mas as personagens têm voz construirmos um discurso direto, devemos utilizar o travessão e
própria, de acordo com a necessidade do autor de fazê-lo. Sendo os chamados verbos de elocução, ou seja, verbos que indicam o
assim é uma mistura dos outros dois tipos de discurso e as duas que as personagens falaram.
vozes se fundem. Exemplo de verbo de elocução:
– Muita fome! – Lucas respondeu, passando sua mão pela
Exemplo: barriga.
No exemplo acima, o verbo “respondeu” é o verbo de elocu-
“Que vontade de voar lhe veio agora! Correu outra vez com ção.
a respiração presa. Já nem podia mais. Estava desanimado. Que
pena! Houve um momento em que esteve quase... quase!” 02. Resposta C

“Retirou as asas e estraçalhou-a. Só tinham beleza. 03. Resposta B


Entretanto, qualquer urubu... que raiva...” (Ana Maria Machado)
Tempos, modos e vozes verbais.
“D. Aurora sacudiu a cabeça e afastou o juízo temerário. Para
que estar catando defeitos no próximo? Eram todos irmãos. Classes de palavras.
Irmãos.” (Graciliano Ramos)

FONTE: Celso Cunha in Gramática da Língua Portuguesa, 2ª edição. Classes de Palavras

Questões Artigo

01. Sobre o discurso indireto é correto afirmar, EXCETO: Artigo é a palavra que, vindo antes de um substantivo, indica
(A) No discurso indireto, o narrador utiliza suas próprias pa- se ele está sendo empregado de maneira definida ou indefinida.
lavras para reproduzir a fala de um personagem. Além disso, o artigo indica, ao mesmo tempo, o gênero e o
(B) O narrador é o porta-voz das falas e dos pensamentos número dos substantivos.
das personagens.
(C) Normalmente é escrito na terceira pessoa. As falas são Classificação dos Artigos
iniciadas com o sujeito, mais o verbo de elocução seguido da fala
da personagem. Artigos Definidos: determinam os substantivos de maneira
(D) No discurso indireto as personagens são conhecidas precisa: o, a, os, as. Por exemplo: Eu matei o animal.
através de seu próprio discurso, ou seja, através de suas pró-
prias palavras.  Artigos Indefinidos:  determinam os substantivos
de maneira vaga:  um, uma, uns, umas. Por exemplo: Eu
02. Assinale a alternativa que melhor complete o seguinte matei um animal.
trecho:
No plano expressivo, a força da ____________ em _____________ Combinação dos Artigos
provém essencialmente de sua capacidade de _____________ o epi- É muito presente a combinação dos artigos definidos e
sódio, fazendo ______________ da situação a personagem, tornando- indefinidos com preposições. Este quadro apresenta a forma
-a viva para o ouvinte, à maneira de uma cena de teatro __________ assumida por essas combinações:
o narrador desempenha a mera função de indicador de falas.
(A) narração - discurso indireto - enfatizar - ressurgir – onde; Preposições Artigos
(B) narração - discurso onisciente - vivificar - demonstrar- - o, os
-se – donde;
(C) narração - discurso direto - atualizar - emergir - em que; a ao, aos
(D) narração - discurso indireto livre - humanizar - imergir de do, dos
- na qual;
(E) dissertação - discurso direto e indireto - dinamizar - pro- em no, nos
tagonizar - em que.

Língua Portuguesa 22
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APOSTILAS OPÇÃO
Morfossintaxe
por (per) pelo, pelos
a, as um, uns uma, umas Para definir o que é artigo é preciso mencionar suas relações
com o substantivo. Assim, nas orações da língua portuguesa,
à, às - -
o artigo exerce a função de adjunto adnominal do substantivo
da, das dum, duns duma, dumas a que se refere. Tal função independe da função exercida pelo
substantivo:
na, nas num, nuns numa, numas
pela, pelas - - A existência é uma poesia.
Uma existência é a poesia.
- As formas à e às indicam a fusão da preposição  a com o
artigo definido a. Essa fusão de vogais idênticas é conhecida Questões
por crase.
01. Determine o caso em que o artigo tem valor qualificativo:
Constatemos as circunstâncias em que os artigos se A) Estes são os candidatos que lhe falei.
manifestam: B) Procure-o, ele é o médico! Ninguém o supera.
C) Certeza e exatidão, estas qualidades não as tenho.
- Considera-se obrigatório o uso do artigo depois do numeral D) Os problemas que o afligem não me deixam descuidado.
“ambos”: E) Muito é a procura; pouca é a oferta.
Ambos os garotos decidiram participar das olimpíadas.
02. Em qual dos casos o artigo denota familiaridade?
- Nomes próprios indicativos de lugar admitem o uso do A) O Amazonas é um rio imenso.
artigo, outros não: B) D. Manuel, o Venturoso, era bastante esperto.
São Paulo, O Rio de Janeiro, Veneza, A Bahia... C) O Antônio comunicou-se com o João.
D) O professor João Ribeiro está doente.
- Quando indicado no singular, o artigo definido pode indicar E) Os Lusíadas são um poema épico
toda uma espécie:
O trabalho dignifica o homem. 03.Assinale a alternativa em que o uso do artigo está
substantivando uma palavra.
- No caso de nomes próprios personativos, denotando a ideia A) A liberdade vai marcar a poesia social de Castro Alves.
de familiaridade ou afetividade, é facultativo o uso do artigo: B) Leitor perspicaz é aquele que consegue ler as entrelinhas.
O Pedro é o xodó da família. C) A navalha ia e vinha no couro esticado.
D) Haroldo ficou encantado com o andar de bailado de Joana.
- No caso de os nomes próprios personativos estarem no E) Bárbara dirigia os olhos para a lua encantada.
plural, são determinados pelo uso do artigo:
Os Maias, os Incas, Os Astecas... Respostas
1-B / 2-C / 3-D
- Usa-se o artigo depois do pronome indefinido todo(a) para
conferir uma ideia de totalidade. Sem o uso dele (o artigo), o Substantivo
pronome assume a noção de qualquer.
Toda a classe parabenizou o professor. (a sala toda) Tudo o que existe é ser e cada ser tem um nome. Substantivo é
Toda classe possui alunos interessados e desinteressados. a classe gramatical de palavras variáveis, as quais denominam
(qualquer classe) os seres. Além de objetos, pessoas e fenômenos, os substantivos
também nomeiam:
- Antes de pronomes possessivos, o uso do artigo é facultativo: -lugares: Alemanha, Porto Alegre...
Adoro o meu vestido longo. Adoro meu vestido longo. -sentimentos: raiva, amor...
- A utilização do artigo indefinido pode indicar uma ideia de -estados: alegria, tristeza...
aproximação numérica: -qualidades: honestidade, sinceridade...
O máximo que ele deve ter é uns vinte anos. -ações: corrida, pescaria...

- O artigo também é usado para substantivar palavras Morfossintaxe do substantivo


oriundas de outras classes gramaticais:
Não sei o porquê de tudo isso. Nas orações de língua portuguesa, o substantivo em geral
exerce funções diretamente relacionadas com o verbo: atua
- Nunca deve ser usado artigo depois do pronome relativo como núcleo do sujeito, dos complementos verbais (objeto
cujo (e flexões). direto ou indireto) e do agente da passiva. Pode ainda funcionar
Este é o homem cujo amigo desapareceu. como núcleo do complemento nominal ou do aposto, como
Este é o autor cuja obra conheço. núcleo do predicativo do sujeito ou do objeto ou como núcleo
do vocativo. Também encontramos substantivos como núcleos
- Não se deve usar artigo antes das palavras casa (no sentido de adjuntos adnominais e de adjuntos adverbiais - quando essas
de lar, moradia) e terra (no sentido de chão firme), a menos que funções são desempenhadas por grupos de palavras. 
venham especificadas.
Eles estavam em casa. Classificação dos Substantivos
Eles estavam na casa dos amigos.
Os marinheiros permaneceram em terra. 1-  Substantivos Comuns e Próprios
Os marinheiros permanecem na terra dos anões. Observe a definição:

- Não se emprega artigo antes dos pronomes de tratamento, s.f. 1: Povoação maior que vila, com muitas casas e edifícios,
com exceção de senhor(a), senhorita e dona. dispostos em ruas e avenidas (no Brasil, toda a sede de município
Vossa excelência resolverá os problemas de Sua Senhoria. é cidade). 2. O centro de uma cidade (em oposição aos bairros).
Qualquer “povoação maior que vila, com muitas casas e
- Não se une com preposição o artigo que faz parte do nome edifícios, dispostos em ruas e avenidas” será chamada  cidade.
de revistas, jornais, obras literárias. Isso significa que a palavra cidade é um substantivo comum.
Li a notícia em O Estado de S. Paulo. Substantivo Comum é aquele que designa os seres de uma
mesma espécie de forma genérica.

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APOSTILAS OPÇÃO
cidade, menino, homem, mulher, país, cachorro. Outros substantivos simples: tempo, sol, sofá, etc. Veja agora:
O substantivo guarda-chuva é formado por dois elementos
Estamos voando para Barcelona. (guarda + chuva). Esse substantivo é composto.
Substantivo Composto: é aquele formado por dois ou mais
O substantivo Barcelona designa apenas um ser da espécie elementos.
cidade. Esse substantivo é  próprio. Substantivo Próprio:  é Outros exemplos: beija-flor, passatempo.
aquele que designa os seres de uma mesma espécie de forma  
particular. Substantivos Primitivos e Derivados
Meu limão meu limoeiro,
Londres, Paulinho, Pedro, Tietê, Brasil. meu pé de jacarandá...

2 - Substantivos Concretos e Abstratos O substantivo limão é primitivo, pois não se originou de


nenhum outro dentro de língua portuguesa.
LÂMPADA MALA Substantivo Primitivo: é aquele que não deriva de nenhuma
outra palavra da própria língua portuguesa.
Os substantivos lâmpada e mala  designam seres com O substantivo limoeiro é derivado, pois se originou a partir
existência própria, que são independentes de outros seres. São da palavra limão.
assim, substantivos concretos. Substantivo Derivado:  é aquele que se origina de outra
Substantivo Concreto: é aquele que designa o ser que existe, palavra.
independentemente de outros seres.
Flexão dos substantivos
O substantivo é uma classe variável. A palavra é variável
Obs.: os substantivos concretos designam seres do mundo quando sofre flexão (variação). A palavra menino, por exemplo,
real e do mundo imaginário. pode sofrer variações para indicar:
Plural: meninos
Seres do mundo real: homem, mulher, cadeira, cobra, Brasília, Feminino: menina
etc. Aumentativo: meninão
Seres do mundo imaginário: saci, mãe-d’água, fantasma, etc. Diminutivo: menininho
 
Observe agora: Flexão de Gênero
Gênero  é a propriedade que as palavras têm de indicar
Beleza exposta sexo real ou fictício dos seres. Na língua portuguesa,
Jovens atrizes veteranas destacam-se pelo visual. há dois gêneros:  masculino  e  feminino. Pertencem ao
gênero masculino os substantivos que podem vir precedidos dos
O substantivo beleza designa uma qualidade. artigos o, os, um, uns. Veja estes títulos de filmes:
Substantivo Abstrato:  é aquele que designa seres que O velho e o mar
dependem de outros para se manifestar ou existir. Um Natal inesquecível
Pense bem: a beleza não existe por si só, não pode ser Os reis da praia
observada. Só podemos observar a beleza numa pessoa ou coisa  
que seja bela. A beleza depende de outro ser para se manifestar. Pertencem ao gênero feminino os substantivos que podem
Portanto, a palavra beleza é um substantivo abstrato. vir precedidos dos artigos a, as, uma, umas:
Os substantivos abstratos designam estados, qualidades, A história sem fim
ações e sentimentos dos seres, dos quais podem ser abstraídos, Uma cidade sem passado
e sem os quais não podem existir. As tartarugas ninjas
vida (estado), rapidez (qualidade), viagem (ação), saudade
(sentimento).   Substantivos Biformes e Substantivos Uniformes
3 - Substantivos Coletivos Substantivos Biformes (= duas formas):  ao indicar nomes
Ele vinha pela estrada e foi picado por uma abelha, outra de seres vivos, geralmente o gênero da palavra está relacionado
abelha, mais outra abelha. ao sexo do ser, havendo, portanto, duas formas, uma para o
Ele vinha pela estrada e foi picado por várias abelhas. masculino e outra para o feminino. Observe: gato – gata, homem
Ele vinha pela estrada e foi picado por um enxame. – mulher, poeta – poetisa, prefeito - prefeita
Note que, no primeiro caso, para indicar plural, foi necessário Substantivos Uniformes: são aqueles que apresentam uma
repetir o substantivo: uma abelha, outra abelha, mais outra única forma, que serve tanto para o masculino quanto para o
abelha... feminino. Classificam-se em:
No segundo caso, utilizaram-se duas palavras no plural. - Epicenos: têm um só gênero e nomeiam bichos.
No terceiro caso, empregou-se um substantivo no singular a cobra macho e a cobra fêmea, o jacaré macho e o jacaré
(enxame) para designar um conjunto de seres da mesma espécie fêmea.
(abelhas). - Sobrecomuns: têm um só gênero e nomeiam pessoas.
O substantivo enxame é um substantivo coletivo. a criança, a testemunha, a vítima, o cônjuge, o gênio, o ídolo,
o indivíduo.
Substantivo Coletivo:  é o substantivo comum que, mesmo
estando no singular, designa um conjunto de seres da mesma - Comuns de Dois Gêneros: indicam o sexo das pessoas por
espécie. meio do artigo.
Formação dos Substantivos o colega e a colega, o doente e a doente, o artista e a artista.
Substantivos Simples e Compostos Saiba que:
- Substantivos de origem grega terminados em ema ou oma,
Chuva - subst. Fem. 1 - água caindo em gotas sobre a terra. são masculinos.
o axioma, o fonema, o poema, o sistema, o sintoma, o teorema.
O substantivo chuva é formado por um único elemento ou - Existem certos substantivos que, variando de gênero,
radical. É um substantivo simples. variam em seu significado.
Substantivo Simples:  é aquele formado por um único o rádio (aparelho receptor) e a rádio (estação emissora) o
elemento. capital (dinheiro) e a capital (cidade)

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APOSTILAS OPÇÃO
Formação do Feminino dos Substantivos Biformes um jovem - uma jovem
a) Regra geral: troca-se a terminação -o por -a. artista famoso - artista famosa
aluno - aluna
- A palavra personagem é usada indistintamente nos dois
b) Substantivos terminados em -ês: acrescenta-se -a ao gêneros.
masculino. a) Entre os escritores modernos nota-se acentuada
freguês - freguesa preferência pelo masculino:
O menino descobriu nas nuvens os personagens dos contos de
c) Substantivos terminados em -ão: fazem o feminino de três carochinha.
formas: b) Com referência a mulher, deve-se preferir o feminino:
- troca-se -ão por -oa. = patrão – patroa O problema está nas mulheres de mais idade, que não aceitam
- troca-se -ão por -ã. = campeão - campeã a personagem.
- troca-se -ão por ona. = solteirão - solteirona Não cheguei assim, nem era minha intenção, a criar uma
personagem.
Exceções: barão – baronesa ladrão- ladra sultão - sultana - Diz-se: o (ou a) manequim Marcela, o (ou a) modelo
fotográfico Ana Belmonte.
d) Substantivos terminados em -or:
- acrescenta-se -a ao masculino = doutor – doutora Observe o gênero dos substantivos seguintes:
- troca-se -or por -triz: = imperador - imperatriz
Masculinos
e) Substantivos com feminino em -esa, -essa, -isa: o tapa
cônsul - consulesa abade - abadessa poeta - poetisa o eclipse
duque - duquesa conde - condessa profeta - profetisa o lança-perfume
o dó (pena)
f) Substantivos que formam o feminino trocando o -e final o sanduíche
por -a: o clarinete
elefante - elefanta o champanha
o sósia
g) Substantivos que têm radicais diferentes no masculino e o maracajá
no feminino: o clã
bode – cabra boi - vaca o hosana
o herpes
h) Substantivos que formam o feminino de maneira especial, o pijama
isto é, não seguem nenhuma das regras anteriores:
czar – czarina réu - ré Femininos
a dinamite
Formação do Feminino dos Substantivos Uniformes a áspide
a derme
- Epicenos: a hélice
Novo jacaré escapa de policiais no rio Pinheiros. a alcíone
Não é possível saber o sexo do jacaré em questão. Isso ocorre a filoxera
porque o substantivo jacaré tem apenas uma forma para indicar a clâmide
o masculino e o feminino. a omoplata
Alguns nomes de animais apresentam uma só forma para a cataplasma
designar os dois sexos. Esses substantivos são chamados de a pane
epicenos. No caso dos epicenos, quando houver a necessidade a mascote
de especificar o sexo, utilizam-se palavras macho e fêmea. a gênese
A cobra macho picou o marinheiro. a entorse
A cobra fêmea escondeu-se na bananeira. a libido

Sobrecomuns: - São geralmente masculinos os substantivos de origem


grega terminados em -ma:
Entregue as crianças à natureza. o grama (peso)
A palavra crianças refere-se tanto a seres do sexo masculino, o quilograma
quanto a seres do sexo feminino. Nesse caso, nem o artigo nem o plasma
um possível adjetivo permitem identificar o sexo dos seres a que o apostema
se refere a palavra. Veja: o diagrama
A criança chorona chamava-se João. o epigrama
A criança chorona chamava-se Maria. o telefonema
Outros substantivos sobrecomuns: o estratagema
a criatura = João é uma boa criatura. Maria é uma boa o dilema
criatura. o teorema
o cônjuge = O cônjuge de João faleceu. O o apotegma
cônjuge de Marcela faleceu o trema
o eczema
Comuns de Dois Gêneros: o edema
o magma
Motorista tem acidente idêntico 23 anos depois.
Quem sofreu o acidente: um homem ou uma mulher? Exceções: a cataplasma, a celeuma, a fleuma, etc.
É impossível saber apenas pelo título da notícia, uma vez
que a palavra motorista é um substantivo uniforme. O restante Gênero dos Nomes de Cidades:
da notícia informa-nos de que se trata de um homem.
A distinção de gênero pode ser feita através da análise do Com raras exceções, nomes de cidades são femininos.
artigo ou adjetivo, quando acompanharem o substantivo. A histórica Ouro Preto.
o colega - a colega A dinâmica São Paulo.

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APOSTILAS OPÇÃO
A acolhedora Porto Alegre. Exceção: cânon - cânones.
Uma Londres imensa e triste.
b) Os substantivos terminados em “m” fazem o plural em
Exceções: o Rio de Janeiro, o Cairo, o Porto, o Havre. “ns”.
homem - homens.
Gênero e Significação:
Muitos substantivos têm uma significação no masculino e c) Os substantivos terminados em “r” e “z” fazem o plural
outra no feminino. pelo acréscimo de “es”.
Observe: revólver – revólveres raiz - raízes
Atenção: O plural de caráter é caracteres.
o baliza (soldado que, que à frente da tropa, indica os
movimentos que se deve realizar em conjunto; o que vai à frente d) Os substantivos terminados em al, el, ol, ul flexionam-se
de um bloco carnavalesco, manejando um bastão) no plural, trocando o “l” por “is”.
a baliza (marco, estaca; sinal que marca um limite ou quintal - quintais caracol – caracóis hotel - hotéis
proibição de trânsito) Exceções: mal e males, cônsul e cônsules.

o cabeça (chefe) e) Os substantivos terminados em “il” fazem o plural de duas


a cabeça (parte do corpo) maneiras:
- Quando oxítonos, em “is”: canil - canis
o cisma (separação religiosa, dissidência) - Quando paroxítonos, em “eis”: míssil - mísseis.
a cisma (ato de cismar, desconfiança) Obs.: a palavra réptil pode formar seu plural de duas
maneiras: répteis ou reptis (pouco usada).
o cinza (a cor cinzenta)
a cinza (resíduos de combustão) f) Os substantivos terminados em “s” fazem o plural de duas
maneiras:
o capital (dinheiro) - Quando monossilábicos ou oxítonos, mediante o acréscimo
a capital (cidade) de “es”: ás – ases / retrós - retroses
- Quando paroxítonos ou proparoxítonos, ficam invariáveis:
o coma (perda dos sentidos) o lápis - os lápis / o ônibus - os ônibus.
a coma (cabeleira)
g) Os substantivos terminados em “ao” fazem o plural de três
o coral (pólipo, a cor vermelha, canto em coro) maneiras.
a coral (cobra venenosa) - substituindo o -ão por -ões: ação - ações
- substituindo o -ão por -ães: cão - cães
o crisma (óleo sagrado, usado na administração da crisma e - substituindo o -ão por -ãos: grão - grãos
de outros sacramentos) h) Os substantivos terminados em “x” ficam invariáveis: o
a crisma (sacramento da confirmação) látex - os látex.

o cura (pároco) Plural dos Substantivos Compostos


a cura (ato de curar) A formação do plural dos substantivos compostos depende
da forma como são grafados, do tipo de palavras que formam
o estepe (pneu sobressalente) o composto e da relação que estabelecem entre si. Aqueles que
a estepe (vasta planície de vegetação) são grafados sem hífen comportam-se como os substantivos
simples:
o guia (pessoa que guia outras) aguardente e aguardentes girassol e girassóis
a guia (documento, pena grande das asas das aves) pontapé e pontapés malmequer e malmequeres

o grama (unidade de peso) O plural dos substantivos compostos cujos elementos são
a grama (relva) ligados por hífen costuma provocar muitas dúvidas e discussões.
Algumas orientações são dadas a seguir:
o caixa (funcionário da caixa)
a caixa (recipiente, setor de pagamentos) a) Flexionam-se os dois elementos, quando formados de:
substantivo + substantivo = couve-flor e couves-flores
o lente (professor) substantivo + adjetivo = amor-perfeito e amores-perfeitos
a lente (vidro de aumento) adjetivo + substantivo = gentil-homem e gentis-homens
numeral + substantivo = quinta-feira e quintas-feiras
o moral (ânimo)
a moral (honestidade, bons costumes, ética) b) Flexiona-se somente o segundo elemento, quando
formados de:
o nascente (lado onde nasce o Sol) verbo + substantivo = guarda-roupa e guarda-roupas
a nascente (a fonte) palavra invariável + palavra variável = alto-falante e alto-
falantes
Flexão de Número do Substantivo palavras repetidas ou imitativas = reco-reco e reco-recos

Em português, há dois números gramaticais: o singular, que c) Flexiona-se somente o primeiro elemento, quando
indica um ser ou um grupo de seres, e formados de:
o plural, que indica mais de um ser ou grupo de seres. A substantivo + preposição clara + substantivo = água-de-
característica do plural é o “s” final. colônia e águas-de-colônia
substantivo + preposição oculta + substantivo = cavalo-
Plural dos Substantivos Simples vapor e cavalos-vapor
substantivo + substantivo que funciona como determinante
a) Os substantivos terminados em vogal, ditongo oral e “n” do primeiro, ou seja, especifica a função ou o tipo do termo
fazem o plural pelo acréscimo de “s”. anterior.
pai – pais ímã - ímãs hífen - hifens (sem acento, no palavra-chave - palavras-chave
plural). bomba-relógio - bombas-relógio

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APOSTILAS OPÇÃO
notícia-bomba - notícias-bomba Singular Plural Singular Plural
homem-rã - homens-rã
corpo (ô) corpos (ó) osso (ô) ossos (ó)
d) Permanecem invariáveis, quando formados de: esforço esforços ovo ovos
verbo + advérbio = o bota-fora e os bota-fora fogo fogos poço poços
verbo + substantivo no plural = o saca-rolhas e os saca-rolhas forno fornos porto portos
fosso fossos posto postos
e) Casos Especiais imposto impostos rogo rogos
o louva-a-deus e os louva-a-deus olho olhos tijolo tijolos
o bem-te-vi e os bem-te-vis
o bem-me-quer e os bem-me-queres Têm a vogal tônica fechada (ô): adornos, almoços, bolsos,
o joão-ninguém e os joões-ninguém. esposos, estojos, globos, gostos, polvos, rolos, soros, etc.
Obs.: distinga-se molho (ô) = caldo (molho de carne), de
Plural das Palavras Substantivadas molho (ó) = feixe (molho de lenha).
As palavras substantivadas, isto é, palavras de outras classes Particularidades sobre o Número dos Substantivos
gramaticais usadas como substantivo, apresentam, no plural, as
flexões próprias dos substantivos. a) Há substantivos que só se usam no singular:
Pese bem os prós e os contras. o sul, o norte, o leste, o oeste, a fé, etc.
O aluno errou na prova dos noves.
Ouça com a mesma serenidade os sins e os nãos. b) Outros só no plural:
Obs.: numerais substantivados terminados em “s” ou “z” não as núpcias, os víveres, os pêsames, as espadas/os paus
variam no plural. (naipes de baralho), as fezes.
Nas provas mensais consegui muitos seis e alguns dez.
c) Outros, enfim, têm, no plural, sentido diferente do singular:
Plural dos Diminutivos bem (virtude) e bens (riquezas)
honra (probidade, bom nome) e honras (homenagem,
Flexiona-se o substantivo no plural, retira-se o “s” final e títulos)
acrescenta-se o sufixo diminutivo.
pãe(s) + zinhos = pãezinhos d) Usamos às vezes, os substantivos no singular, mas com
animai(s) + zinhos = animaizinhos sentido de plural:
botõe(s) + zinhos = botõezinhos Aqui morreu muito negro.
chapéu(s) + zinhos = chapeuzinhos Celebraram o sacrifício divino muitas vezes em capelas
farói(s) + zinhos = faroizinhos improvisadas.
tren(s) + zinhos = trenzinhos
colhere(s) + zinhas = colherezinhas Flexão de Grau do Substantivo
flore(s) + zinhas = florezinhas Grau é a propriedade que as palavras têm de exprimir as
mão(s) + zinhas = mãozinhas variações de tamanho dos seres. Classifica-se em:
papéi(s) + zinhos = papeizinhos - Grau Normal - Indica um ser de tamanho considerado
nuven(s) + zinhas = nuvenzinhas normal. Por exemplo: casa
funi(s) + zinhos = funizinhos
pé(s) + zitos = pezitos - Grau Aumentativo - Indica o aumento do tamanho do ser.
Classifica-se em:
Plural dos Nomes Próprios Personativos Analítico = o substantivo é acompanhado de um adjetivo que
indica grandeza. Por exemplo: casa grande.
Devem-se pluralizar os nomes próprios de pessoas sempre Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo indicador de
que a terminação preste-se à flexão. aumento. Por exemplo: casarão.
Os Napoleões também são derrotados.
As Raquéis e Esteres. - Grau Diminutivo - Indica a diminuição do tamanho do ser.
Pode ser:
Plural dos Substantivos Estrangeiros Analítico = substantivo acompanhado de um adjetivo que
indica pequenez. Por exemplo: casa pequena.
Substantivos ainda não aportuguesados devem ser escritos Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo indicador de
como na língua original, acrescentando -se “s” (exceto quando diminuição. Por exemplo: casinha.
terminam em “s” ou “z”).
os shows os shorts os jazz Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf12.php
Substantivos já aportuguesados flexionam-se de acordo com Questões
as regras de nossa língua:
01. A flexão de número do termo “preços-sombra” também
os clubes os chopes ocorre com o plural de
os jipes os esportes (A) reco-reco.
as toaletes os bibelôs (B) guarda-costa.
os garçons os réquiens (C) guarda-noturno.
(D) célula-tronco.
Observe o exemplo: (E) sem-vergonha.
Este jogador faz gols toda vez que joga.
O plural correto seria gois (ô), mas não se usa. 02. Assinale a alternativa cujas palavras se apresentam
flexionadas de acordo com a norma-padrão.
Plural com Mudança de Timbre (A) Os tabeliãos devem preparar o documento.
(B) Esses cidadões tinham autorização para portar fuzis.
Certos substantivos formam o plural com mudança de (C) Para autenticar as certidãos, procure o cartório local.
timbre da vogal tônica (o fechado / o aberto). É um fato fonético (D) Ao descer e subir escadas, segure-se nos corrimãos.
chamado metafonia (plural metafônico). (E) Cuidado com os degrais, que são perigosos!

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APOSTILAS OPÇÃO
03. Indique a alternativa em que a flexão do substantivo está Japão nipo- / Por exemplo: Associações nipo-
errada: brasileiras
A) Catalães.
B) Cidadãos. Portugal luso- / Por exemplo: Acordos luso-brasileiros
C) Vulcães.
D) Corrimões. Flexão dos adjetivos
Respostas
1-D / 2-D / 3-C O adjetivo varia em gênero, número e grau.

Adjetivo Gênero dos Adjetivos

Adjetivo é a palavra que expressa uma qualidade ou Os adjetivos concordam com o substantivo a que se referem
característica do ser e se relaciona com o substantivo. (masculino e feminino). De forma semelhante aos substantivos,
Ao analisarmos a palavra bondoso, por exemplo, percebemos classificam-se em: 
que, além de expressar uma qualidade, ela pode ser colocada ao Biformes - têm duas formas, sendo uma para o masculino e
lado de um substantivo: homem bondoso, moça bondosa, pessoa outra para o feminino.
bondosa.
Já com a palavra bondade, embora expresse uma qualidade, Por exemplo: ativo e ativa, mau e má, judeu e judia.
não acontece o mesmo; não faz sentido dizer: homem bondade,
moça bondade, pessoa bondade.  Se o adjetivo é composto e biforme, ele flexiona no feminino
Bondade, portanto, não é adjetivo, mas substantivo. somente o último elemento.
Por exemplo: o moço norte-americano, a moça norte-
Morfossintaxe do Adjetivo: americana. 
O adjetivo exerce sempre funções sintáticas (função dentro
de uma oração) relativas aos substantivos, atuando como adjunto Uniformes - têm uma só forma tanto para o masculino como
adnominal ou como predicativo (do sujeito ou do objeto). para o feminino. Por exemplo: homem feliz e mulher feliz.
Se o adjetivo é composto e uniforme, fica invariável no
Adjetivo Pátrio feminino. Por exemplo: conflito político-social e desavença
Indica a nacionalidade ou o lugar de origem do ser. Observe político-social.
alguns deles:
Estados e cidades brasileiros: Número dos Adjetivos

Plural dos adjetivos simples


Alagoas alagoano Os adjetivos simples flexionam-se no plural de acordo com
Amapá amapaense as regras estabelecidas para a flexão numérica dos substantivos
simples.
Aracaju aracajuano ou aracajuense Por exemplo:
Amazonas amazonense ou baré mau e maus
feliz e felizes
Belo Horizonte belo-horizontino ruim e ruins
Brasília brasiliense boa e boas
Cabo Frio cabo-friense Caso o adjetivo seja uma palavra que também exerça função
Campinas campineiro ou campinense de substantivo, ficará invariável, ou seja, se a palavra que estiver
qualificando um elemento for, originalmente, um substantivo,
Adjetivo Pátrio Composto  ela manterá sua forma primitiva. Exemplo: a palavra  cinza  é
Na formação do adjetivo pátrio composto, o primeiro originalmente um substantivo; porém, se estiver qualificando
elemento aparece na forma reduzida e, normalmente, erudita. um elemento, funcionará como adjetivo. Ficará, então, invariável.
Observe alguns exemplos: Logo: camisas cinza, ternos cinza.
Veja outros exemplos:
África afro- / Por exemplo: Cultura afro-americana Motos vinho (mas: motos verdes)
Alemanha germano- ou teuto- / Por exemplo: Paredes musgo (mas: paredes brancas).
Competições teuto-inglesas Comícios monstro (mas: comícios grandiosos).
América américo- / Por exemplo: Companhia Adjetivo Composto
américo-africana
Bélgica belgo- / Por exemplo: Acampamentos belgo- É aquele formado por dois ou mais elementos. Normalmente,
franceses esses elementos são ligados por hífen. Apenas o último elemento
concorda com o substantivo a que se refere; os demais ficam
China sino- / Por exemplo: Acordos sino-japoneses na forma masculina, singular. Caso um dos elementos que
Espanha hispano- / Por exemplo: Mercado hispano- formam o adjetivo composto seja um substantivo adjetivado,
português todo o adjetivo composto ficará invariável. Por exemplo:  a
palavra rosa é originalmente um substantivo, porém, se estiver
Europa euro- / Por exemplo: Negociações euro- qualificando um elemento, funcionará como adjetivo. Caso se
americanas ligue a outra palavra por hífen, formará um adjetivo composto;
França franco- ou galo- / Por exemplo: Reuniões como é um substantivo adjetivado, o adjetivo composto inteiro
franco-italianas ficará invariável. Por exemplo:
Grécia greco- / Por exemplo: Filmes greco-romanos Camisas rosa-claro.
Inglaterra anglo- / Por exemplo: Letras anglo- Ternos rosa-claro.
portuguesas Olhos verde-claros.
Calças azul-escuras e camisas verde-mar.
Itália ítalo- / Por exemplo: Sociedade ítalo- Telhados marrom-café e paredes verde-claras.
portuguesa

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APOSTILAS OPÇÃO
Observe O secretário é inteligentíssimo.
- Azul-marinho, azul-celeste, ultravioleta e qualquer adjetivo
composto iniciado por cor-de-... são sempre invariáveis. Observe alguns superlativos sintéticos: 
- O adjetivo composto pele-vermelha têm os dois elementos
flexionados.
benéfico beneficentíssimo
Grau do Adjetivo bom boníssimo ou ótimo

Os adjetivos flexionam-se em grau para indicar a comum comuníssimo


intensidade da qualidade do ser. São dois os graus do adjetivo: cruel crudelíssimo
o comparativo e o superlativo.
difícil dificílimo
Comparativo doce dulcíssimo

Nesse grau, comparam-se a mesma característica fácil facílimo


atribuída a dois ou mais seres ou duas ou mais características fiel fidelíssimo
atribuídas ao mesmo ser. O comparativo pode ser de igualdade,
de superioridade ou de inferioridade. Observe os exemplos Superlativo Relativo: ocorre quando a qualidade de um ser
abaixo: é intensificada em relação a um conjunto de seres. Essa relação
pode ser:
1) Sou tão alto como você.  = Comparativo de Igualdade De Superioridade: Clara é a mais bela da sala.
No comparativo de igualdade, o segundo termo da De Inferioridade: Clara é a menos bela da sala.
comparação é introduzido pelas palavras como, quanto ou quão.
Note bem:
2) Sou  mais alto  (do) que  você.  = Comparativo de 1)  O superlativo absoluto analítico é expresso por meio
Superioridade Analítico dos advérbios muito, extremamente, excepcionalmente, etc.,
No comparativo de superioridade analítico, entre os dois antepostos ao adjetivo.
substantivos comparados, um tem qualidade superior. A forma é 2)  O superlativo absoluto sintético apresenta-se sob duas
analítica porque pedimos auxílio a “mais...do que” ou “mais...que”. formas : uma erudita, de origem latina, outra popular, de origem
vernácula. A forma erudita é constituída pelo radical do adjetivo
3) O Sol é  maior (do) que  a Terra.  = Comparativo de latino +  um dos sufixos -íssimo, -imo ou érrimo. Por exemplo:
Superioridade Sintético fidelíssimo, facílimo, paupérrimo.
A forma popular é constituída do radical do adjetivo
Alguns adjetivos possuem, para o comparativo de português + o sufixo -íssimo: pobríssimo, agilíssimo.
superioridade, formas sintéticas, herdadas do latim. 3) Em vez dos superlativos normais seriíssimo, precariíssimo,
necessariíssimo, preferem-se, na linguagem atual, as formas
São eles: seríssimo, precaríssimo, necessaríssimo, sem o desagradável
bom-melhor hiato i-í.
pequeno-menor Questões
mau-pior
alto-superior 01. Leia o texto a seguir.
grande-maior
baixo-inferior Violência epidêmica

Observe que:  A violência urbana é uma enfermidade contagiosa. Embora


a) As formas menor e pior são comparativos de superioridade, possa acometer indivíduos vulneráveis em todas as classes
pois equivalem a mais pequeno e mais mau, respectivamente. sociais, é nos bairros pobres que ela adquire características
b) Bom, mau, grande e pequeno têm formas sintéticas epidêmicas.
(melhor, pior, maior e menor), porém, em comparações feitas A prevalência varia de um país para outro e entre as cidades
entre duas qualidades de um mesmo elemento, deve-se usar de um mesmo país, mas, como regra, começa nos grandes
as formas analíticas mais bom, mais mau, mais grande e mais centros urbanos e se dissemina pelo interior.
pequeno. As estratégias que as sociedades adotam para combater a
Por exemplo: Pedro é maior do que Paulo - Comparação de violência variam muito e a prevenção das causas evoluiu muito
dois elementos. pouco no decorrer do século 20, ao contrário dos avanços
Pedro é  mais grande  que pequeno -  comparação de duas ocorridos no campo das infecções, câncer, diabetes e outras
qualidades de um mesmo elemento. enfermidades.
A agressividade impulsiva é consequência de perturbações
4) Sou  menos alto  (do) que  você.  = Comparativo de nos mecanismos biológicos de controle emocional. Tendências
Inferioridade agressivas surgem em indivíduos com dificuldades adaptativas
Sou menos passivo (do) que tolerante. que os tornam despreparados para lidar com as frustrações de
seus desejos.
Superlativo A violência é uma doença. Os mais vulneráveis são os que
tiveram a personalidade formada num ambiente desfavorável ao
O superlativo expressa qualidades num grau muito desenvolvimento psicológico pleno.
elevado ou em grau máximo. O grau superlativo pode ser A revisão de estudos científicos permite identificar três
absoluto ou relativo e apresenta as seguintes modalidades: fatores principais na formação das personalidades com maior
Superlativo Absoluto:  ocorre quando a qualidade de um inclinação ao comportamento violento:
ser é intensificada, sem relação com outros seres. Apresenta-se 1) Crianças que apanharam, foram vítimas de abusos,
nas formas: humilhadas ou desprezadas nos primeiros anos de vida.
Analítica: a intensificação se faz com o auxílio de palavras 2) Adolescentes vivendo em famílias que não lhes
que dão ideia de intensidade (advérbios). Por exemplo: O transmitiram valores sociais altruísticos, formação moral e não
secretário é muito inteligente. lhes impuseram limites de disciplina.
Sintética: a intensificação se faz por meio do acréscimo de 3) Associação com grupos de jovens portadores de
sufixos. comportamento antissocial.
Por exemplo:

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APOSTILAS OPÇÃO
Na periferia das cidades brasileiras vivem milhões de crianças daquilo que está sendo colocado por meio dos pronomes no
que se enquadram nessas três condições de risco. Associados à ato da comunicação. Com exceção dos pronomes interrogativos
falta de acesso aos recursos materiais, à desigualdade social, e indefinidos, os demais pronomes têm por função principal
esses fatores de risco criam o caldo de cultura que alimenta a apontar para as pessoas do discurso ou a elas se relacionar,
violência crescente nas cidades. indicando-lhes sua situação no tempo ou no espaço. Em virtude
Na falta de outra alternativa, damos à criminalidade a dessa característica, os pronomes apresentam uma forma
resposta do aprisionamento. Porém, seu efeito é passageiro: o específica para cada pessoa do discurso.
criminoso fica impedido de delinquir apenas enquanto estiver
preso. Minha carteira estava vazia quando eu fui assaltada.
Ao sair, estará mais pobre, terá rompido laços familiares [minha/eu: pronomes de 1ª pessoa = aquele que fala]
e sociais e dificilmente encontrará quem lhe dê emprego. Ao
mesmo tempo, na prisão, terá criado novas amizades e conexões Tua carteira estava vazia quando tu foste assaltada?
mais sólidas com o mundo do crime. [tua/tu: pronomes de 2ª pessoa = aquele a quem se fala]
Construir cadeias custa caro; administrá-las, mais ainda.
Obrigados a optar por uma repressão policial mais ativa, A carteira dela estava vazia quando ela foi assaltada.
aumentaremos o número de prisioneiros. As cadeias continuarão [dela/ela: pronomes de 3ª pessoa = aquele de quem se fala]
superlotadas.
Seria mais sensato investir em educação, para prevenir a Em termos morfológicos, os pronomes são palavras
criminalidade e tratar os que ingressaram nela. variáveis  em gênero (masculino ou feminino) e em número
Na verdade, não existe solução mágica a curto prazo. (singular ou plural). Assim, espera-se que a referência através
Precisamos de uma divisão de renda menos brutal, motivar os do pronome seja coerente em termos de gênero e número
policiais a executar sua função com dignidade, criar leis que (fenômeno da concordância) com o seu objeto, mesmo quando
acabem com a impunidade dos criminosos bem-sucedidos e este se apresenta ausente no enunciado.
construir cadeias novas para substituir as velhas.
Enquanto não aprendermos a educar e oferecer medidas Fala-se de Roberta. Ele  quer participar do desfile
preventivas para que os pais evitem ter filhos que não serão da nossa escola neste ano.
capazes de criar, cabe a nós a responsabilidade de integrá-los [nossa: pronome que qualifica “escola” = concordância
na sociedade por meio da educação formal de bom nível, das adequada]
práticas esportivas e da oportunidade de desenvolvimento [neste: pronome que determina “ano” = concordância
artístico. adequada]
[ele: pronome que faz referência à “Roberta” = concordância
(Drauzio Varella. In Folha de S.Paulo, 9 mar.2002. Adaptado) inadequada]

Em – características epidêmicas –, o adjetivo epidêmicas Existem seis tipos de pronomes:  pessoais, possessivos,
corresponde a – características de epidemias. demonstrativos, indefinidos, relativos e interrogativos.
Assinale a alternativa em que, da mesma forma, o adjetivo
em destaque corresponde, corretamente, à expressão indicada. Pronomes Pessoais
A) água fluvial – água da chuva.
B) produção aurífera – produção de ouro. São aqueles que substituem os substantivos, indicando
C) vida rupestre – vida do campo. diretamente as pessoas do discurso. Quem fala ou escreve
D) notícias brasileiras – notícias de Brasília. assume os pronomes “eu” ou “nós”, usa os pronomes “tu”, “vós”,
E) costela bovina – costela de porco. “você” ou “vocês” para designar a quem se dirige e “ele”, “ela”,
“eles” ou “elas” para fazer referência à pessoa ou às pessoas de
02.Não se pluraliza os adjetivos compostos abaixo, exceto: quem fala.
A) azul-celeste Os pronomes pessoais variam de acordo com as funções
B) azul-pavão que exercem nas orações, podendo ser do caso reto ou do caso
C) surda-muda oblíquo.
D) branco-gelo
Pronome Reto
03.Assinale a única alternativa em que os adjetivos não Pronome pessoal do caso reto é aquele que, na sentença,
estão no grau superlativo absoluto sintético: exerce a função de sujeito ou predicativo do sujeito.
A) Arquimilionário/ ultraconservador; Nós lhe ofertamos flores.
B) Supremo/ ínfimo;
C) Superamigo/ paupérrimo; Os pronomes retos apresentam flexão de número, gênero
D) Muito amigo/ Bastante pobre (apenas na 3ª pessoa) e pessoa, sendo essa última a principal
flexão, uma vez que marca a pessoa do discurso. Dessa forma, o
Respostas quadro dos pronomes retos é assim configurado:
1-B / 2-C / 3-D - 1ª pessoa do singular: eu
- 2ª pessoa do singular: tu
Pronome - 3ª pessoa do singular: ele, ela
- 1ª pessoa do plural: nós
Pronome é a palavra que se usa em lugar do nome, ou a ele - 2ª pessoa do plural: vós
se refere, ou ainda, que acompanha o nome qualificando-o de - 3ª pessoa do plural: eles, elas
alguma forma.
A moça era mesmo bonita. Ela morava nos meus sonhos! Atenção: esses pronomes não costumam ser usados como
[substituição do nome] complementos verbais na língua-padrão. Frases como “Vi
ele na rua”, “Encontrei ela na praça”, “Trouxeram eu até aqui”,
A moça que morava nos meus sonhos era mesmo bonita! comuns na língua oral cotidiana, devem ser evitadas na língua
[referência ao nome] formal escrita ou falada. Na língua formal, devem ser usados os
pronomes oblíquos correspondentes: “Vi-o na rua”, “Encontrei-a
Essa moça morava nos meus sonhos! na praça”, “Trouxeram-me até aqui”.
[qualificação do nome] Obs.: frequentemente observamos a  omissão  do pronome
Grande parte dos pronomes não possuem significados reto em Língua Portuguesa. Isso se dá porque as próprias formas
fixos, isto é, essas palavras só adquirem significação dentro de verbais marcam, através de suas desinências, as pessoas do
um contexto, o qual nos permite recuperar a referência exata verbo indicadas pelo pronome reto.

Língua Portuguesa 30
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APOSTILAS OPÇÃO
Fizemos boa viagem. (Nós) Pronome Oblíquo Tônico

Pronome Oblíquo Os pronomes oblíquos tônicos são sempre


precedidos por preposições, em geral as preposições a, para, de
Pronome pessoal do caso oblíquo é aquele que, na sentença, e com. Por esse motivo, os pronomes tônicos exercem a função
exerce a função de complemento verbal (objeto direto ou  de objeto indireto da oração. Possuem acentuação tônica forte.
indireto) ou complemento nominal. O quadro dos pronomes oblíquos tônicos é assim
configurado:
Ofertaram-nos flores. (objeto indireto)
Obs.: em verdade, o pronome oblíquo é uma forma variante - 1ª pessoa do singular (eu): mim, comigo
do pronome pessoal do caso reto. Essa variação indica a função - 2ª pessoa do singular (tu): ti, contigo
diversa que eles desempenham na oração: pronome reto marca - 3ª pessoa do singular (ele, ela): ele, ela
o sujeito da oração; pronome oblíquo marca o complemento da - 1ª pessoa do plural (nós): nós, conosco
oração. - 2ª pessoa do plural (vós): vós, convosco
Os pronomes oblíquos sofrem variação de acordo com - 3ª pessoa do plural (eles, elas): eles, elas
a acentuação tônica que possuem, podendo ser átonos ou tônicos.
Observe que as únicas formas próprias do pronome tônico
Pronome Oblíquo Átono são a primeira pessoa (mim) e segunda pessoa (ti). As demais
repetem a forma do pronome pessoal do caso reto.
São chamados átonos os pronomes oblíquos que não são - As preposições essenciais introduzem sempre pronomes
precedidos de preposição. Possuem acentuação tônica  fraca. pessoais do caso oblíquo e nunca pronome do caso reto. Nos
Ele me deu um presente. contextos interlocutivos que exigem o uso da língua formal, os
pronomes costumam ser usados desta forma:
O quadro dos pronomes oblíquos átonos é assim configurado: Não há mais nada entre mim e ti.
- 1ª pessoa do singular (eu): me Não se comprovou qualquer ligação entre ti e ela.
- 2ª pessoa do singular (tu): te Não há nenhuma acusação contra mim.
- 3ª pessoa do singular (ele, ela): o, a, lhe Não vá sem mim.
- 1ª pessoa do plural (nós): nos
- 2ª pessoa do plural (vós): vos Atenção:
- 3ª pessoa do plural (eles, elas): os, as, lhes Há construções em que a preposição, apesar de surgir
anteposta a um pronome, serve para introduzir uma oração cujo
Observações: verbo está no infinitivo. Nesses casos, o verbo pode ter sujeito
O “lhe” é o único pronome oblíquo átono que já se expresso; se esse sujeito for um pronome, deverá ser do caso
apresenta na forma contraída, ou seja, houve a união entre o reto.
pronome “o” ou “a” e preposição “a” ou “para”. Por acompanhar
diretamente uma preposição, o pronome “lhe” exerce sempre a Trouxeram vários vestidos para eu experimentar.
função de objeto indireto na oração. Não vá sem eu mandar.

Os pronomes me, te, nos e vos podem tanto ser objetos - A combinação da preposição  “com” e alguns pronomes


diretos como objetos indiretos. originou as formas especiais comigo, contigo, consigo,
Os pronomes o, a, os e as atuam exclusivamente como conosco e convosco. Tais pronomes oblíquos tônicos
objetos diretos. frequentemente exercem a função de  adjunto adverbial de
companhia.
Saiba que: Ele carregava o documento consigo.
Os pronomes me, te, lhe, nos, vos e lhes podem combinar-se
com os pronomes o, os, a, as, dando origem a formas como mo, - As formas “conosco” e “convosco” são substituídas por “com
mos, ma, mas; to, tos, ta, tas; lho, lhos, lha, lhas; no-lo, no-los, no- nós” e “com vós” quando os pronomes pessoais são reforçados
la, no-las, vo-lo, vo-los, vo-la, vo-las. Observe o uso dessas formas por palavras como outros, mesmos, próprios, todos, ambos ou
nos exemplos que seguem: algum numeral.

Você terá de viajar com nós todos.


- Trouxeste o pacote? - Não contaram a novidade a Estávamos com vós outros quando chegaram as más notícias.
vocês? Ele disse que iria com nós três.
- Sim, entreguei-to ainda há - Não, no-la contaram.
pouco. Pronome Reflexivo

No português do Brasil, essas combinações não são usadas; São pronomes pessoais oblíquos que, embora funcionem
até mesmo na língua literária atual, seu emprego é muito raro.  como objetos direto ou indireto, referem-se ao sujeito da oração.
Indicam que o sujeito pratica e recebe a ação expressa pelo
Atenção: verbo.
Os pronomes o, os, a, as assumem formas especiais depois O quadro dos pronomes reflexivos é assim configurado:
de certas terminações verbais. Quando o verbo termina em -z,
-s ou -r, o pronome assume a forma lo, los, la ou las, ao mesmo - 1ª pessoa do singular (eu): me, mim.
tempo que a terminação verbal é suprimida. Eu não me vanglorio disso.
Por exemplo: fiz + o = fi-lo Olhei para mim no espelho e não gostei do que vi.
fazei + o = fazei-os
dizer + a = dizê-la - 2ª pessoa do singular (tu): te, ti.
Assim tu te prejudicas.
Quando o verbo termina em som nasal, o pronome assume Conhece a ti mesmo.
as formas no, nos, na, nas. Por exemplo:
viram + o: viram-no - 3ª pessoa do singular (ele, ela): se, si, consigo.
repõe + os = repõe-nos Guilherme já se preparou.
retém + a: retém-na Ela deu a si um presente.
tem + as = tem-nas Antônio conversou consigo mesmo.

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APOSTILAS OPÇÃO
- 1ª pessoa do plural (nós): nos. Quando tu vieres, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos teus
Lavamo-nos no rio. cabelos. (correto)

- 2ª pessoa do plural (vós): vos. Pronomes Possessivos


Vós vos beneficiastes com a esta conquista.
São palavras que, ao indicarem a pessoa gramatical
- 3ª pessoa do plural (eles, elas): se, si, consigo. (possuidor), acrescentam a ela a ideia de posse de algo (coisa
Eles se conheceram. possuída).
Elas deram a si um dia de folga. Este caderno é meu. (meu = possuidor: 1ª pessoa do singular)

A Segunda Pessoa Indireta Observe o quadro:

A chamada segunda pessoa indireta manifesta-se quando Número Pessoa Pronome


utilizamos pronomes que, apesar de indicarem nosso singular primeira meu(s), minha(s)
interlocutor ( portanto, a segunda pessoa), utilizam o verbo na
terceira pessoa. É o caso dos chamados pronomes de tratamento, singular segunda teu(s), tua(s)
que podem ser observados no quadro seguinte: singular terceira seu(s), sua(s)

Pronomes de Tratamento plural primeira nosso(s), nossa(s)


Vossa Alteza V. A. príncipes, duques plural segunda vosso(s), vossa(s)
Vossa Eminência V. Ema.(s) cardeais
Vossa Reverendíssima V. Revma.(s) sacerdotes e bispos plural terceira seu(s), sua(s)
Vossa Excelência V. Ex.ª (s) altas autoridades e
oficiais-generais Note que: A forma do possessivo depende da pessoa
Vossa Magnificência V. Mag.ª (s) reitores de gramatical a que se refere; o gênero e o número concordam com
universidades o objeto possuído.
Vossa Majestade V. M. reis e rainhas Ele trouxe seu apoio e sua contribuição naquele momento
Vossa Majestade Imperial V. M. I. Imperadores difícil.
Vossa Santidade V. S. Papa
Vossa Senhoria V. S.ª (s) tratamento Observações:
cerimonioso
Vossa Onipotência V. O. Deus 1 - A forma “seu” não é um possessivo quando resultar da
alteração fonética da palavra senhor.
Também são pronomes de tratamento o senhor, a - Muito obrigado, seu José.
senhora e você, vocês. “O senhor” e “a senhora” são empregados
no tratamento cerimonioso; “você” e “vocês”, no tratamento 2 - Os pronomes possessivos nem sempre indicam posse.
familiar. Você e vocês são largamente empregados no português Podem ter outros empregos, como:
do Brasil; em algumas regiões, a forma  tu  é de uso frequente; a) indicar afetividade.
em outras, pouco empregada. Já a forma vós tem uso restrito à - Não faça isso, minha filha.
linguagem litúrgica, ultraformal ou literária. b) indicar cálculo aproximado.
Ele já deve ter seus 40 anos.
Observações: c) atribuir valor indefinido ao substantivo.
a) Vossa Excelência X Sua Excelência:  os pronomes de Marisa tem lá seus defeitos, mas eu gosto muito dela.
tratamento que possuem “Vossa (s)”  são empregados em
relação à pessoa com quem falamos. 3- Em frases onde se usam pronomes de tratamento, o
Espero que V. Ex.ª, Senhor Ministro, compareça a este pronome possessivo fica na 3ª pessoa.
encontro. Vossa Excelência trouxe sua mensagem?
Emprega-se “Sua (s)” quando se fala a respeito da pessoa.
Todos os membros da C.P.I. afirmaram que Sua Excelência, o 4- Referindo-se a mais de um substantivo, o possessivo
Senhor Presidente da República, agiu com propriedade. concorda com o mais próximo.
Trouxe-me seus livros e anotações.
- Os pronomes de tratamento representam uma forma
indireta de nos dirigirmos aos nossos interlocutores. Ao 5- Em algumas construções, os pronomes pessoais oblíquos
tratarmos um deputado por Vossa Excelência, por exemplo, átonos assumem valor de possessivo.
estamos nos endereçando à excelência que esse deputado Vou seguir-lhe os passos. (= Vou seguir seus passos.)
supostamente tem para poder ocupar o cargo que ocupa.
Pronomes Demonstrativos
b)  3ª pessoa:  embora os pronomes de tratamento dirijam-
se à 2ª pessoa, toda a concordância deve ser feita com a 3ª Os pronomes demonstrativos são utilizados para explicitar a
pessoa. Assim, os verbos, os pronomes possessivos e os posição de uma certa palavra em relação a outras ou ao contexto.
pronomes oblíquos empregados em relação a eles devem ficar Essa relação pode ocorrer em termos de espaço, no tempo ou
na 3ª pessoa. discurso.
Basta que V. Ex.ª cumpra a terça parte das suas promessas,
para que seus eleitores lhe fiquem reconhecidos. No espaço:
Compro este carro (aqui). O pronome este indica que o carro
c) Uniformidade de Tratamento:  quando escrevemos ou está perto da pessoa que fala.
nos dirigimos a alguém, não é permitido mudar, ao longo do Compro esse carro (aí). O pronome  esse  indica que o carro
texto, a pessoa do tratamento escolhida inicialmente. Assim, está perto da pessoa com quem falo, ou afastado da pessoa que
por exemplo, se começamos a chamar alguém de “você”, não fala.
poderemos usar “te” ou “teu”. O uso correto exigirá, ainda, verbo Compro aquele carro (lá). O pronome aquele diz que o carro
na terceira pessoa. está afastado da pessoa que fala e daquela com quem falo.
Quando você vier, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos teus  
cabelos. (errado) Atenção:  em situações de fala direta (tanto ao vivo quanto
Quando você vier, eu a abraçarei e enrolar-me-ei nos seus por meio de correspondência, que é uma modalidade escrita de
cabelos. (correto) fala), são particularmente importantes o este e o esse - o primeiro

Língua Portuguesa 32
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APOSTILAS OPÇÃO
localiza os seres em relação ao emissor; o segundo, em relação Não é difícil perceber que  “alguém”  indica uma pessoa
ao destinatário. Trocá-los pode causar ambiguidade. de quem se fala (uma terceira pessoa, portanto) de forma
imprecisa, vaga. É uma palavra capaz de indicar um ser humano
Dirijo-me a essa universidade com o objetivo de solicitar que seguramente existe, mas cuja identidade é desconhecida ou
informações sobre o concurso vestibular. (trata-se da universidade não se quer revelar. 
destinatária).
Reafirmamos a disposição  desta  universidade em participar Classificam-se em:
no próximo Encontro de Jovens. (trata-se da universidade que
envia a mensagem). - Pronomes Indefinidos Substantivos:  assumem o lugar
do ser ou da quantidade aproximada de seres na frase. São
No tempo: eles:  algo, alguém, fulano, sicrano, beltrano, nada, ninguém,
Este ano está sendo bom para nós. O pronome este se refere outrem, quem, tudo.
ao ano presente. Algo o incomoda?
Esse ano que passou foi razoável. O pronome esse se refere a Quem avisa amigo é.
um passado próximo.
Aquele ano foi terrível para todos. O pronome aquele está se - Pronomes Indefinidos Adjetivos:  qualificam um ser
referindo a um passado distante. expresso na frase, conferindo-lhe a noção de quantidade
  aproximada. São eles: cada, certo(s), certa(s).
- Os pronomes demonstrativos podem ser variáveis ou Cada povo tem seus costumes.
invariáveis, observe: Certas pessoas exercem várias profissões.

Variáveis: este(s), esta(s), esse(s), essa(s), aquele(s), aquela(s). Note que: Ora são pronomes indefinidos substantivos, ora
Invariáveis: isto, isso, aquilo. pronomes indefinidos adjetivos:
algum, alguns, alguma(s), bastante(s) (= muito, muitos),
- Também aparecem como pronomes demonstrativos: demais, mais, menos, muito(s), muita(s), nenhum, nenhuns,
- o(s), a(s): quando estiverem antecedendo o “que” e puderem nenhuma(s), outro(s), outra(s), pouco(s), pouca(s), qualquer,
ser substituídos por aquele(s), aquela(s), aquilo. quaisquer, qual, que, quanto(s), quanta(s), tal, tais, tanto(s),
Não ouvi o que disseste. (Não ouvi aquilo que disseste.) tanta(s), todo(s), toda(s), um, uns, uma(s), vários, várias.
Essa rua não é a que te indiquei. (Esta rua não é aquela que
te indiquei.) Menos palavras e mais ações.
- mesmo(s), mesma(s): Alguns se contentam pouco.
Estas são as mesmas pessoas que o procuraram ontem.
- próprio(s), própria(s): Os pronomes indefinidos podem ser divididos
Os próprios alunos resolveram o problema. em variáveis e invariáveis. Observe:

- semelhante(s): Variáveis = algum, nenhum, todo, muito, pouco, vário, tanto,


Não compre semelhante livro. outro, quanto, alguma, nenhuma, toda, muita, pouca, vária,
- tal, tais: tanta, outra, quanta, qualquer, quaisquer, alguns, nenhuns,
Tal era a solução para o problema. todos, muitos, poucos, vários, tantos, outros, quantos, algumas,
nenhumas, todas, muitas, poucas, várias, tantas, outras, quantas.
Note que: Invariáveis = alguém, ninguém, outrem, tudo, nada, algo,
cada.
a)  Não raro os demonstrativos aparecem na frase, em
construções redundantes, com finalidade expressiva, para São  locuções pronominais indefinidas: cada qual, cada um,
salientar algum termo anterior. Por exemplo: qualquer um, quantos quer (que), quem quer (que), seja quem for,
Manuela, essa é que dera em cheio casando com o José Afonso. seja qual for, todo aquele (que), tal qual (= certo), tal e qual, tal ou
Desfrutar das belezas brasileiras, isso é que é sorte! qual, um ou outro, uma ou outra, etc.
b)  O pronome demonstrativo neutro  ou  pode representar Cada um escolheu o vinho desejado.
um termo ou o conteúdo de uma oração inteira, caso em que
aparece, geralmente, como objeto direto, predicativo ou aposto. Indefinidos Sistemáticos
O casamento seria um desastre. Todos o pressentiam.
c)  Para evitar a repetição de um verbo anteriormente Ao observar atentamente os pronomes indefinidos,
expresso, é comum empregar-se, em tais casos, o verbo fazer, percebemos que existem alguns grupos que criam oposição
chamado, então, verbo vicário (= que substitui, que faz as vezes de sentido. É o caso de: algum/alguém/algo, que têm sentido
de). afirmativo, e nenhum/ninguém/nada, que têm sentido negativo;
Ninguém teve coragem de falar antes que ela o fizesse. todo/tudo,  que indicam uma totalidade afirmativa, e  nenhum/
d)  Em frases como a seguinte,  este  se refere à pessoa nada, que indicam uma totalidade negativa; alguém/ninguém,
mencionada em último lugar; aquele, à mencionada em primeiro que se referem à pessoa, e  algo/nada, que se referem à coisa;
lugar. certo, que particulariza, e qualquer, que generaliza.
O referido deputado e o Dr. Alcides eram amigos íntimos; Essas oposições de sentido são muito importantes na
aquele casado, solteiro este. [ou então: este solteiro, aquele casado] construção de frases e textos coerentes, pois delas muitas
e) O pronome demonstrativo tal pode ter conotação irônica. vezes dependem a solidez e a consistência dos argumentos
A menina foi a tal que ameaçou o professor? expostos. Observe nas frases seguintes a força que os pronomes
f) Pode ocorrer a contração das preposições a, de, em com indefinidos destacados imprimem às afirmações de que fazem
pronome demonstrativo:  àquele, àquela, deste, desta, disso, parte:
nisso, no, etc. Nada do que tem sido feito produziu qualquer resultado
Não acreditei no que estava vendo. (no = naquilo) prático.
Certas  pessoas conseguem perceber sutilezas: não são
Pronomes Indefinidos pessoas quaisquer.

São palavras que se referem à terceira pessoa do discurso, Pronomes Relativos


dando-lhe sentido vago (impreciso) ou expressando quantidade
indeterminada. São aqueles que representam nomes já mencionados
Alguém entrou no jardim e destruiu as mudas recém- anteriormente e com os quais se relacionam. Introduzem as
plantadas. orações subordinadas adjetivas.

Língua Portuguesa 33
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APOSTILAS OPÇÃO
O racismo é um sistema  que  afirma a superioridade de um h) Na indicação de tempo, deve-se empregar quando ou em
grupo racial sobre outros. que.
(afirma a superioridade de um grupo racial sobre outros = Sinto saudades da época em que (quando) morávamos no
oração subordinada adjetiva). exterior.
O pronome relativo “que” refere-se à palavra “sistema” e
introduz uma oração subordinada. Diz-se que a palavra “sistema” i) Podem ser utilizadas como pronomes relativos as palavras:
é antecedente do pronome relativo que. - como (= pelo qual)
O antecedente do pronome relativo pode ser o pronome Não me parece correto o modo como você agiu semana
demonstrativo o, a, os, as. passada.
Não sei o que você está querendo dizer. - quando (= em que)
Às vezes, o antecedente do pronome relativo não vem Bons eram os tempos quando podíamos jogar videogame.
expresso.
Quem casa, quer casa. j)  Os pronomes relativos permitem reunir duas orações
numa só frase.
Observe: O futebol é um esporte.
Pronomes relativos variáveis = o qual, cujo, quanto, os quais, O povo gosta muito deste esporte.
cujos, quantos, a qual, cuja, quanta, as quais, cujas, quantas. O futebol é um esporte de que o povo gosta muito.
Pronomes relativos invariáveis = quem, que, onde.
k)  Numa série de orações adjetivas coordenadas, pode
Note que: ocorrer a elipse do relativo “que”.
a)  O pronome  “que”  é o relativo de mais largo emprego, A sala estava cheia de gente que conversava, (que) ria,
sendo por isso chamado relativo universal. Pode ser substituído (que) fumava.
por o qual, a qual, os quais, as quais, quando seu antecedente for
um substantivo. Pronomes Interrogativos

O trabalho que eu fiz refere-se à corrupção. (= o qual) São usados na formulação de perguntas, sejam elas diretas
A cantora que acabou de se apresentar é péssima. (= a qual) ou indiretas. Assim como os pronomes indefinidos, referem-
Os trabalhos que eu fiz referem-se à corrupção. (= os quais) se à 3ª pessoa do discurso de modo impreciso. São pronomes
As cantoras que se apresentaram eram péssimas. (= as quais) interrogativos: que, quem, qual (e variações), quanto (e variações).

b)  O qual, os quais, a qual e as quais são exclusivamente Quem fez o almoço?/ Diga-me quem fez o almoço.
pronomes relativos: por isso, são utilizados didaticamente para Qual das bonecas preferes? / Não sei qual das bonecas
verificar se palavras como “que”, “quem”, “onde” (que podem ter preferes.
várias classificações) são pronomes relativos. Todos eles são Quantos passageiros desembarcaram? / Pergunte quantos
usados com referência à pessoa ou coisa por motivo de clareza passageiros desembarcaram.
ou depois de determinadas preposições:
Sobre os pronomes:
Regressando de São Paulo, visitei o sítio de minha tia, o
qual me deixou encantado. (O uso de “que”, neste caso, geraria O pronome pessoal é do caso reto quando tem função de
ambiguidade.) sujeito na frase. O pronome pessoal é do caso oblíquo quando
desempenha função de complemento. Vamos entender,
Essas são as conclusões sobre as quais pairam muitas primeiramente, como o pronome pessoal surge na frase e que
dúvidas? (Não se poderia usar “que” depois de sobre.) função exerce. Observe as orações:
1. Eu não sei essa matéria, mas ele irá me ajudar.
c) O relativo “que” às vezes equivale a o que, coisa que, e se 2. Maria foi embora para casa, pois não sabia se devia ajudá-
refere a uma oração. lo.

Não chegou a ser padre, mas deixou de ser poeta, que era a Na primeira oração os pronomes pessoais “eu” e “ele”
sua vocação natural. exercem função de sujeito, logo, são pertencentes ao caso reto.
Já na segunda oração, observamos o pronome “lhe” exercendo
d) O pronome “cujo” não concorda com o seu antecedente, função de complemento, e, consequentemente, é do caso oblíquo.
mas com o consequente. Equivale a do qual, da qual, dos quais, Os pronomes pessoais indicam as pessoas do discurso,
das quais. o pronome oblíquo “lhe”, da segunda oração, aponta para a
segunda pessoa do singular (tu/você): Maria não sabia se devia
Este é o caderno cujas folhas estão rasgadas. ajudar.... Ajudar quem? Você (lhe).
(antecedente) (consequente) Importante: Em observação à segunda oração, o emprego do
pronome oblíquo “lhe” é justificado antes do verbo intransitivo
e) “Quanto” é pronome relativo quando tem por antecedente “ajudar” porque o pronome oblíquo pode estar antes, depois ou
um pronome indefinido: tanto (ou variações) e tudo: entre locução verbal, caso o verbo principal (no caso “ajudar”)
estiver no infinitivo ou gerúndio.
Emprestei tantos quantos foram necessários. Eu desejo lhe perguntar algo.
(antecedente) Eu estou perguntando-lhe algo.

Ele fez tudo quanto havia falado. Os pronomes pessoais oblíquos podem ser átonos ou tônicos:
(antecedente) os primeiros não são precedidos de preposição, diferentemente
dos segundos que são sempre precedidos de preposição.
f)  O pronome  “quem” se refere a pessoas e vem sempre - Pronome oblíquo átono: Joana me perguntou o que eu
precedido de preposição. estava fazendo.
- Pronome oblíquo tônico: Joana perguntou para mim o que
É um professor a quem muito devemos. eu estava fazendo.
(preposição)
Questões
g)  “Onde”, como pronome relativo, sempre possui
antecedente e só pode ser utilizado na indicação de lugar. 01. Observe as sentenças abaixo.
A casa onde morava foi assaltada. I. Esta é a professora de cuja aula todos os alunos gostam.

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APOSTILAS OPÇÃO
II. Aquela é a garota com cuja atitude discordei - tornamo- 03. Observe a charge a seguir.
nos inimigas desde aquele episódio.
III. A criança cuja a família não compareceu ficou inconsolável.

O pronome ‘cuja’ foi empregado de acordo com a norma


culta da língua portuguesa em:
(A) apenas uma das sentenças
(B) apenas duas das sentenças.
(C) nenhuma das sentenças.
(D) todas as sentenças.

02. Um estudo feito pela Universidade de Michigan constatou


que o que mais se faz no Facebook, depois de interagir com
amigos, é olhar os perfis de pessoas que acabamos de conhecer.
Se você gostar do perfil, adicionará aquela pessoa, e estará
formado um vínculo. No final, todo mundo vira amigo de todo
mundo. Mas, não é bem assim. As redes sociais têm o poder de Em relação à charge acima, assinale a afirmativa inadequada.
transformar os chamados elos latentes (pessoas que frequentam (A) A fala do personagem é uma modificação intencional de
o mesmo ambiente social, mas não são suas amigas) em elos uma fala de Cristo.
fracos – uma forma superficial de amizade. Pois é, por mais (B) As duas ocorrências do pronome “eles” referem-se a
que existam exceções _______qualquer regra, todos os estudos pessoas distintas.
mostram que amizades geradas com a ajuda da Internet são (C) A crítica da charge se dirige às autoridades políticas no
mais fracas, sim, do que aquelas que nascem e se desenvolvem poder.
fora dela. (D) A posição dos braços do personagem na charge repete a
Isso não é inteiramente ruim. Os seus amigos do peito de Cristo na cruz.
geralmente são parecidos com você: pertencem ao mesmo (E) Os elementos imagísticos da charge estão distribuídos de
mundo e gostam das mesmas coisas. Os elos fracos, não. Eles forma equilibrada.
transitam por grupos diferentes do seu e, por isso, podem lhe
apresentar novas pessoas e ampliar seus horizontes – gerando Respostas
uma renovação de ideias que faz bem a todos os relacionamentos, 01. A\02. E\03. B
inclusive às amizades antigas. O problema é que a maioria das
redes na Internet é simétrica: se você quiser ter acesso às
informações de uma pessoa ou mesmo falar reservadamente com Verbo
ela, é obrigado a pedir a amizade dela. Como é meio grosseiro
dizer “não” ________ alguém que você conhece, todo mundo acaba Verbo  é a classe de palavras que se flexiona em pessoa,
adicionando todo mundo. E isso vai levando ________ banalização número, tempo, modo e voz. Pode indicar, entre outros
do conceito de amizade. processos: ação (correr); estado (ficar); fenômeno (chover);
É verdade. Mas, com a chegada de sítios como o Twitter, ficou ocorrência (nascer); desejo (querer).
diferente. Esse tipo de sítio é uma rede social completamente O que caracteriza o verbo são as suas flexões, e não os seus
assimétrica. E isso faz com que as redes de “seguidores” e possíveis significados. Observe que palavras como corrida,
“seguidos” de alguém possam se comunicar de maneira muito chuva e nascimento têm conteúdo muito próximo ao de alguns
mais fluida. Ao estudar a sua própria rede no Twitter, o sociólogo verbos mencionados acima; não apresentam, porém, todas as
Nicholas Christakis, da Universidade de Harvard, percebeu possibilidades de flexão que esses verbos possuem.
que seus amigos tinham começado a se comunicar entre si
independentemente da mediação dele. Pessoas cujo único ponto Estrutura das Formas Verbais
em comum era o próprio Christakis acabaram ficando amigas.
No Twitter, eu posso me interessar pelo que você tem a dizer e Do ponto de vista estrutural, uma forma verbal pode
começar a te seguir. Nós não nos conhecemos. apresentar os seguintes elementos:
Mas você saberá quando eu o retuitar ou mencionar seu
nome no sítio, e poderá falar comigo. Meus seguidores também a)  Radical:  é a parte invariável, que expressa o significado
podem se interessar pelos seus tuítes e começar a seguir você. essencial do verbo. Por exemplo:
Em suma, nós continuaremos não nos conhecendo, mas as fal-ei; fal-ava; fal-am. (radical fal-)
pessoas que estão ________ nossa volta podem virar amigas entre
si. b) Tema: é o radical seguido da vogal temática que indica a
Adaptado de: COSTA, C. C.. Disponível em: conjugação a que pertence o verbo. Por exemplo: fala-r
<http://super.abril.com.br/cotidiano/como-internet-
estamudando-amizade-619645.shtml>. São três as conjugações:
1ª - Vogal Temática - A - (falar)
Considere as seguintes afirmações sobre a relação que se 2ª - Vogal Temática - E - (vender)
estabelece entre algumas palavras do texto e os elementos a que 3ª - Vogal Temática - I - (partir)
se referem.
I. No segmento que nascem, a palavra que se refere a c) Desinência modo-temporal: é o elemento que designa o
amizades. tempo e o modo do verbo.
II. O segmento elos fracos retoma o segmento uma forma Por exemplo:
superficial de amizade. falávamos ( indica o pretérito imperfeito do indicativo.)
III. Na frase Nós não nos conhecemos, o pronome Nós refere- falasse ( indica o pretérito imperfeito do subjuntivo.)
se aos pronomes eu e você.
d)  Desinência número-pessoal:  é o elemento que designa
Quais estão corretas? a pessoa do discurso ( 1ª, 2ª ou 3ª) e o número (singular ou
(A) Apenas I. plural).
(B) Apenas II. falamos (indica a 1ª pessoa do plural.)
(C) Apenas III. falavam (indica a 3ª pessoa do plural.)
(D) Apenas I e II.
(E) I, II e III. Observação:  o verbo pôr, assim como seus derivados
(compor, repor, depor, etc.), pertencem à 2ª conjugação, pois a

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APOSTILAS OPÇÃO
forma arcaica do verbo pôr era poer. A vogal “e”, apesar de haver Teu irmão amadureceu bastante.
desaparecido do infinitivo, revela-se em algumas formas do Entre os unipessoais estão os verbos que significam vozes de
verbo: põe, pões, põem, etc. animais; eis alguns:
bramar: tigre
Formas Rizotônicas e Arrizotônicas bramir: crocodilo
cacarejar: galinha
Ao combinarmos os conhecimentos sobre a estrutura dos coaxar: sapo
verbos com o conceito de acentuação tônica, percebemos com cricrilar: grilo
facilidade que nas formas rizotônicas, o acento tônico cai no
radical do verbo: opino, aprendam,  nutro, por exemplo. Nas Os principais verbos unipessoais são:
formas arrizotônicas, o acento tônico não cai no radical, mas sim 1. cumprir, importar, convir, doer, aprazer, parecer,
na terminação verbal: opinei, aprenderão, nutriríamos. ser (preciso, necessário, etc.).
Cumpre  trabalharmos bastante. (Sujeito:  trabalharmos
Classificação dos Verbos bastante.)
Parece que vai chover. (Sujeito: que vai chover.)
Classificam-se em: É preciso que chova. (Sujeito: que chova.)
a) Regulares:  são aqueles que possuem as desinências 2. fazer e ir, em orações que dão ideia de tempo, seguidos da
normais de sua conjugação e cuja flexão não provoca alterações conjunção que.
no radical.
Faz  dez anos que deixei de fumar. (Sujeito:  que deixei de
Por exemplo: canto     cantei      cantarei     cantava      cantasse fumar.)
b) Irregulares:  são aqueles cuja flexão provoca alterações Vai para (ou Vai em ou Vai por) dez anos que não vejo Cláudia.
no radical ou nas desinências. (Sujeito: que não vejo Cláudia)
Por exemplo: faço     fiz      farei     fizesse Obs.: todos os sujeitos apontados são oracionais.
c) Defectivos: são aqueles que não apresentam conjugação
completa. Classificam-se em impessoais, unipessoais e pessoais. - Pessoais:  não apresentam algumas flexões por motivos
morfológicos ou eufônicos. Por exemplo:
- Impessoais: são os verbos que não têm sujeito. verbo falir. Este verbo teria como formas do presente do
Normalmente, são usados na terceira pessoa do singular. Os indicativo falo, fales, fale, idênticas às do verbo falar - o que
principais verbos impessoais são: provavelmente causaria problemas de interpretação em certos
a)  haver, quando sinônimo de existir, acontecer, realizar-se contextos.
ou fazer (em orações temporais). verbo computar. Este verbo teria como formas do presente do
Havia poucos ingressos à venda. (Havia = Existiam) indicativo computo, computas, computa - formas de sonoridade
Houve duas guerras mundiais. (Houve = Aconteceram) considerada ofensiva por alguns ouvidos gramaticais. Essas
Haverá reuniões aqui. (Haverá = Realizar-se-ão) razões muitas vezes não impedem o uso efetivo de formas
Deixei de fumar há muitos anos. (há = faz) verbais repudiadas por alguns gramáticos: exemplo disso é
o próprio verbo computar, que, com o desenvolvimento e a
b) fazer, ser e estar (quando indicam tempo) popularização da informática, tem sido conjugado em todos os
Faz invernos rigorosos no Sul do Brasil. tempos, modos e pessoas.
Era primavera quando a conheci.
Estava frio naquele dia. d) Abundantes:  são aqueles que possuem mais de uma
forma com o mesmo valor. Geralmente, esse fenômeno costuma
c) Todos os verbos que indicam fenômenos da natureza ocorrer no particípio, em que, além das formas regulares
são impessoais: chover, ventar, nevar, gear, trovejar, amanhecer, terminadas em -ado ou -ido, surgem as chamadas formas
escurecer, etc. Quando, porém, se constrói, “Amanheci mal- curtas (particípio irregular). Observe:
humorado”, usa-se o verbo  “amanhecer”  em sentido figurado.
Qualquer verbo impessoal, empregado em sentido figurado,
deixa de ser impessoal para ser pessoal. Infinitivo Particípio regular Particípio irregular
Amanheci mal-humorado. (Sujeito desinencial: eu)
Choveram candidatos ao cargo. (Sujeito: candidatos) Anexar Anexado Anexo
Fiz quinze anos ontem. (Sujeito desinencial: eu)
Dispersar Dispersado Disperso
d) São impessoais, ainda: Eleger Elegido Eleito
1. o verbo passar (seguido de preposição), indicando tempo.
Ex.: Já passa das seis. Envolver Envolvido Envolto
2. os verbos  bastar  e  chegar, seguidos da preposição  de, Imprimir Imprimido Impresso
indicando suficiência. Ex.: 
Basta de tolices. Chega de blasfêmias. Matar Matado Morto
3. os verbos  estar  e  ficar  em orações tais como  Está bem, Morrer Morrido Morto
Está muito bem assim, Não fica bem, Fica mal,  sem referência
a sujeito expresso anteriormente. Podemos, ainda, nesse caso, Pegar Pegado Pego
classificar o sujeito como  hipotético, tornando-se, tais verbos, Soltar Soltado Solto
então, pessoais.
4. o verbo deu + para da língua popular, equivalente de “ser e) Anômalos: são aqueles que incluem mais de um radical
possível”. Por exemplo: em sua conjugação.
Não deu para chegar mais cedo. Por exemplo: 
Dá para me arrumar uns trocados?

- Unipessoais:  são aqueles que, tendo sujeito, conjugam-se Ir Pôr Ser Saber
apenas nas terceiras pessoas, do singular e do plural. vou ponho sou sei
A fruta amadureceu. vais pus és sabes
As frutas amadureceram. ides pôs fui soube
fui punha foste saiba
Obs.: os verbos unipessoais podem ser usados como verbos
foste seja
pessoais na linguagem figurada:

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APOSTILAS OPÇÃO
f) Auxiliares Pretérito Mais-que-Perfeito Simples: eu estivera, tu
São aqueles que entram na formação dos tempos estiveras, ele estivera, nós estivéramos, vós estivéreis, eles
compostos e das locuções verbais. O verbo principal, quando estiveram.
acompanhado de verbo auxiliar, é expresso numa das formas Pretérito Mais-que-perfeito Composto: tinha estado
nominais: infinitivo, gerúndio ou particípio. Futuro do Presente Simples: eu estarei, tu estarás, ele
                         estará, nós estaremos, vós estareis, eles estarão.
  Vou                       espantar           as          moscas. Futuro do Presente Composto: terei estado.
(verbo auxiliar)       (verbo principal no infinitivo) Futuro do Pretérito Simples: eu estaria, tu estarias, ele
estaria, nós estaríamos, vós estaríeis, eles estariam.
Está                    chegando            a         hora     do    debate. Futuro do Pretérito Composto: teria estado.
(verbo auxiliar)      (verbo principal no gerúndio)                 
                    ESTAR - Modo Subjuntivo e Imperativo
Obs.: os verbos auxiliares mais usados são: ser, estar, ter e
haver. Presente: que eu esteja, que tu estejas, que ele esteja, que
nós estejamos, que vós estejais, que eles estejam.
Conjugação dos Verbos Auxiliares Pretérito Imperfeito: se eu estivesse, se tu estivesses, se
ele estivesse, se nós estivéssemos, se vós estivésseis, se eles
SER - Modo Indicativo estivessem.
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tivesse estado
Presente: eu sou, tu és, ele é, nós somos, vós sois, eles são. Futuro Simples: quando eu estiver, quando tu estiveres,
Pretérito Imperfeito: eu era, tu eras, ele era, nós éramos, quando ele estiver, quando nós estivermos, quando vós
vós éreis, eles eram. estiverdes, quando eles estiverem.
Pretérito Perfeito Simples: eu fui, tu foste, ele foi, nós Futuro Composto: Tiver estado.
fomos, vós fostes, eles foram.
Pretérito Perfeito Composto: tenho sido. Imperativo Afirmativo: está tu, esteja ele, estejamos nós,
Mais-que-perfeito simples: eu fora, tu foras, ele fora, nós estai vós, estejam eles.
fôramos, vós fôreis, eles foram. Imperativo Negativo: não estejas tu, não esteja ele, não
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tinha sido. estejamos nós, não estejais vós, não estejam eles.
Futuro do Pretérito simples: eu seria, tu serias, ele seria, Infinitivo Pessoal: por estar eu, por estares tu, por estar ele,
nós seríamos, vós seríeis, eles seriam. por estarmos nós, por estardes vós, por estarem eles.
Futuro do Pretérito Composto: terei sido.
Futuro do Presente: eu serei, tu serás, ele será, nós seremos, Formas Nominais
vós sereis, eles serão. Infinitivo: estar
Futuro do Pretérito Composto: Teria sido. Gerúndio: estando
Particípio: estado
SER - Modo Subjuntivo
ESTAR - Formas Nominais
Presente: que eu seja, que tu sejas, que ele seja, que nós
sejamos, que vós sejais, que eles sejam. Infinitivo Impessoal: estar
Pretérito Imperfeito: se eu fosse, se tu fosses, se ele fosse, Infinitivo Pessoal: estar, estares, estar, estarmos, estardes,
se nós fôssemos, se vós fôsseis, se eles fossem. estarem.
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tivesse sido. Gerúndio: estando
Futuro Simples: quando eu for, quando tu fores, quando ele Particípio: estado
for, quando nós formos, quando vós fordes, quando eles forem.
Futuro Composto: tiver sido. HAVER - Modo Indicativo

SER - Modo Imperativo Presente: eu hei, tu hás, ele há, nós havemos, vós haveis, eles
hão.
Imperativo Afirmativo: sê tu, seja ele, sejamos nós, sede Pretérito Imperfeito: eu havia, tu havias, ele havia, nós
vós, sejam eles. havíamos, vós havíeis, eles haviam.
Imperativo Negativo: não sejas tu, não seja ele, não sejamos Pretérito Perfeito Simples: eu houve, tu houveste, ele
nós, não sejais vós, não sejam eles. houve, nós houvemos, vós houvestes, eles houveram.
Infinitivo Pessoal: por ser eu, por seres tu, por ser ele, por Pretérito Perfeito Composto: tenho havido.
sermos nós, por serdes vós, por serem eles. Pretérito Mais-que-Perfeito Simples: eu houvera, tu
houveras, ele houvera, nós houvéramos, vós houvéreis, eles
SER - Formas Nominais houveram.
Pretérito Mais-que-Prefeito Composto: tinha havido.
Formas Nominais Futuro do Presente Simples: eu haverei, tu haverás, ele
Infinitivo: ser haverá, nós haveremos, vós havereis, eles haverão.
Gerúndio: sendo Futuro do Presente Composto: terei havido.
Particípio: sido Futuro do Pretérito Simples: eu haveria, tu haverias, ele
haveria, nós haveríamos, vós haveríeis, eles haveriam.
Infinitivo Pessoal : ser eu, seres tu, ser ele, sermos Futuro do Pretérito Composto: teria havido.
nós, serdes vós, serem eles.
HAVER - Modo Subjuntivo e Imperativo
ESTAR - Modo Indicativo Modo Subjuntivo
Presente: que eu haja, que tu hajas, que ele haja, que nós
Presente: eu estou, tu estás, ele está, nós estamos, vós estais, hajamos, que vós hajais, que eles hajam.
eles estão. Pretérito Imperfeito: se eu houvesse, se tu houvesses, se
Pretérito Imperfeito: eu estava, tu estavas, ele estava, nós ele houvesse, se nós houvéssemos, se vós houvésseis, se eles
estávamos, vós estáveis, eles estavam. houvessem.
Pretérito Perfeito Simples: eu estive, tu estiveste, ele Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tivesse havido.
esteve, nós estivemos, vós estivestes, eles estiveram. Futuro Simples: quando eu houver, quando tu houveres,
Pretérito Perfeito Composto: tenho estado. quando ele houver, quando nós houvermos, quando vós
houverdes, quando eles houverem.

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APOSTILAS OPÇÃO
Futuro Composto: tiver havido. Veja uma conjugação pronominal essencial (verbo e
respectivos pronomes): 
Modo Imperativo Eu me arrependo 
Imperativo Afirmativo: haja ele, hajamos nós, havei vós, Tu te arrependes 
hajam eles. Ele se arrepende 
Imperativo Negativo: não hajas tu, não haja ele, não Nós nos arrependemos 
hajamos nós, não hajais vós, não hajam eles. Vós vos arrependeis 
Infinitivo Pessoal: por haver eu, por haveres tu, por haver Eles se arrependem
ele, por havermos nós, por haverdes vós, por haverem eles.
 - 2. Acidentais:  são aqueles verbos transitivos diretos em que
HAVER - Formas Nominais a ação exercida pelo sujeito recai sobre o objeto representado por
pronome oblíquo da mesma pessoa do sujeito; assim, o sujeito
Infinitivo Impessoal: haver, haveres, haver, havermos, faz uma ação que recai sobre ele mesmo. Em geral, os verbos
haverdes, haverem. transitivos diretos ou transitivos diretos e indiretos podem ser
Infinitivo Pessoal: haver conjugados com os pronomes mencionados, formando o que se
Gerúndio: havendo chama voz reflexiva. Por exemplo: Maria se penteava.
Particípio: havido A reflexibilidade é acidental, pois a ação reflexiva pode
ser exercida também sobre outra pessoa. Por exemplo:  Maria
TER - Modo Indicativo penteou-me.
 
Presente: eu tenho, tu tens, ele tem, nós temos, vós tendes, Observações:
eles têm. 1- Por fazerem parte integrante do verbo, os pronomes
Pretérito Imperfeito: eu tinha, tu tinhas, ele tinha, nós oblíquos átonos dos verbos pronominais não possuem função
tínhamos, vós tínheis, eles tinham. sintática.
Pretérito Perfeito Simples: eu tive, tu tiveste, ele teve, nós 2- Há verbos que também são acompanhados de pronomes
tivemos, vós tivestes, eles tiveram. oblíquos átonos, mas que não são essencialmente pronominais,
Pretérito Perfeito Composto: tenho tido. são os verbos reflexivos. Nos verbos reflexivos, os pronomes,
Pretérito Mais-que-Perfeito Simples: eu tivera, tu tiveras, apesar de se encontrarem na pessoa idêntica à do sujeito,
ele tivera, nós tivéramos, vós tivéreis, eles tiveram. exercem funções sintáticas.
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tinha tido. Por exemplo:
Futuro do Presente Simples: eu terei, tu terás, ele terá, nós Eu me feri. = Eu(sujeito) - 1ª pessoa do singular me (objeto
teremos, vós tereis, eles terão. direto) - 1ª pessoa do singular
Futuro do Presente: terei tido.
Futuro do Pretérito Simples: eu teria, tu terias, ele teria, Modos Verbais
nós teríamos, vós teríeis, eles teriam.
Futuro do Pretérito composto: teria tido. Dá-se o nome de modo às várias formas assumidas pelo
verbo na expressão de um fato. Em Português, existem três
TER - Modo Subjuntivo e Imperativo modos: 
Indicativo - indica uma certeza, uma realidade. Por exemplo:
Modo Subjuntivo Eu sempre estudo.
Presente: que eu tenha, que tu tenhas, que ele tenha, que Subjuntivo - indica uma dúvida, uma possibilidade. Por
nós tenhamos, que vós tenhais, que eles tenham. exemplo: Talvez eu estude amanhã.
Pretérito Imperfeito: se eu tivesse, se tu tivesses, se ele Imperativo  - indica uma ordem, um pedido. Por
tivesse, se nós tivéssemos, se vós tivésseis, se eles tivessem. exemplo: Estuda agora, menino.
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tivesse tido.
Futuro: quando eu tiver, quando tu tiveres, quando ele tiver, Formas Nominais
quando nós tivermos, quando vós tiverdes, quando eles tiverem.
Futuro Composto: tiver tido. Além desses três modos, o verbo apresenta ainda formas
que podem exercer funções de nomes (substantivo, adjetivo,
Modo Imperativo advérbio), sendo por isso denominadas  formas nominais.
Imperativo Afirmativo: tem tu, tenha ele, tenhamos nós, Observe: 
tende vós, tenham eles. - a) Infinitivo Impessoal:  exprime a significação do verbo
Imperativo Negativo: não tenhas tu, não tenha ele, não de modo vago e indefinido, podendo ter valor e função de
tenhamos nós, não tenhais vós, não tenham eles. substantivo. Por exemplo: Viver é lutar. (= vida é luta)
Infinitivo Pessoal: por ter eu, por teres tu, por ter ele, por É indispensável combater a corrupção. (= combate à)
termos nós, por terdes vós, por terem eles. O infinitivo impessoal pode apresentar-se no presente
(forma simples) ou no passado (forma composta). Por exemplo:
g) Pronominais: São aqueles verbos que se conjugam com É preciso ler este livro. Era preciso ter lido este livro.
os pronomes oblíquos átonos me, te, se, nos, vos, se, na mesma
pessoa do sujeito, expressando reflexibilidade (pronominais b) Infinitivo Pessoal:  é o infinitivo relacionado às três
acidentais) ou apenas reforçando a ideia já implícita no próprio pessoas do discurso. Na 1ª e 3ª pessoas do singular, não
sentido do verbo (reflexivos essenciais). Veja: apresenta desinências, assumindo a mesma forma do impessoal;
- 1. Essenciais: são aqueles que sempre se conjugam com os nas demais, flexiona- -se da seguinte maneira:
pronomes oblíquos me, te, se, nos, vos, se. São poucos: abster-se,
ater-se, apiedar-se, atrever-se, dignar-se, arrepender-se, etc. Nos 2ª pessoa do singular: Radical + ES Ex.: teres(tu)
verbos pronominais essenciais a reflexibilidade já está implícita 1ª pessoa do plural: Radical + MOS Ex.:termos (nós)
no radical do verbo. Por exemplo: 2ª pessoa do plural: Radical + DES Ex.:terdes (vós)
Arrependi-me de ter estado lá. 3ª pessoa do plural: Radical + EM Ex.:terem (eles)
A ideia é de que a pessoa representada pelo sujeito (eu) tem
um sentimento (arrependimento) que recai sobre ela mesma, Por exemplo:
pois não recebe ação transitiva nenhuma vinda do verbo; o Foste elogiado por teres alcançado uma boa colocação.
pronome oblíquo átono é apenas uma partícula integrante do
verbo, já que, pelo uso, sempre é conjugada com o verbo. Diz- - c) Gerúndio: o gerúndio pode funcionar como adjetivo ou
se que o pronome apenas serve de reforço da ideia reflexiva advérbio. Por exemplo: 
expressa pelo radical do próprio verbo.  

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APOSTILAS OPÇÃO
Saindo  de casa, encontrei alguns amigos. (função de Obs.: o futuro do presente é também usado em frases que
advérbio) indicam possibilidade ou desejo. Por exemplo: Se ele vier à loja,
Nas ruas, havia crianças vendendo doces. (função adjetivo) levará as encomendas.
Na forma simples, o gerúndio expressa uma ação em curso; - Futuro do Presente (composto) - Enuncia um fato posterior
na forma composta, uma ação concluída. Por exemplo: ao momento atual mas já terminado antes de outro fato
Trabalhando, aprenderás o valor do dinheiro. futuro. Por exemplo:  Quando ele  tiver saído do hospital, nós o
Tendo trabalhado, aprendeu o valor do dinheiro. visitaremos.

- d) Particípio:  quando não é empregado na formação dos Presente do Indicativo


tempos compostos, o particípio indica geralmente o resultado
de uma ação terminada, flexionando-se em gênero, número e 1ª conjugação/2ª conjugação/3ª conjugação / Desinência
grau. Por exemplo: pessoal
Terminados os exames, os candidatos saíram. CANTAR VENDER PARTIR
Quando o particípio exprime somente estado, sem nenhuma cantO vendO partO O
relação temporal, assume verdadeiramente a função de adjetivo cantaS vendeS parteS S
(adjetivo verbal). Por exemplo: canta vende parte -
Ela foi a aluna escolhida para representar a escola. cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS
cantaIS vendeIS partIS IS
Tempos Verbais cantaM vendeM parteM M

Tomando-se como referência o momento em que se fala, Pretérito Perfeito do Indicativo


a ação expressa pelo verbo pode ocorrer em diversos tempos.
Veja: 1ª conjugação/2ª conjugação/3ª conjugação/Desinência
pessoal
1. Tempos do Indicativo CANTAR VENDER PARTIR
canteI vendI partI I
- Presente  - Expressa um fato atual. Por exemplo: cantaSTE vendeSTE partISTE STE
Eu estudo neste colégio. cantoU vendeU partiU U
- Pretérito Imperfeito  - Expressa um fato ocorrido num cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS
momento anterior ao atual, mas que não foi completamente cantaSTES vendeSTES partISTES STES
terminado. Por exemplo: Ele  estudava  as lições quando foi cantaRAM vendeRAM partiRAM AM
interrompido.
- Pretérito Perfeito (simples)  -  Expressa um fato ocorrido Pretérito mais-que-perfeito
num momento anterior ao atual e que foi totalmente terminado.
Por exemplo: Ele estudou as lições ontem à noite. 1ª conj. / 2ª conj. / 3ª conj. /Desin. Temp. /Desin. Pess.
- Pretérito Perfeito (composto) - Expressa um fato que teve 1ª/2ª e 3ª conj.
início no passado e que pode se prolongar até o momento atual. CANTAR VENDER PARTIR - -
Por exemplo: Tenho estudado muito para os exames. cantaRA vendeRA partiRA RA Ø
- Pretérito-Mais-Que-Perfeito - Expressa um fato ocorrido cantaRAS vendeRAS partiRAS RA S
antes de outro fato já terminado. Por exemplo: Ele já  tinha cantaRA vendeRA partiRA RA Ø
estudado  as lições quando os amigos chegaram. (forma cantáRAMOS vendêRAMOS partíRAMOS RA MOS
composta) Ele já estudara as lições quando os amigos chegaram. cantáREIS vendêREIS partíREIS RE IS
(forma simples) cantaRAM vendeRAM partiRAM RA M
- Futuro do Presente (simples) - Enuncia um fato que deve
ocorrer num tempo vindouro com relação ao momento atual. Pretérito Imperfeito do Indicativo
Por exemplo:  Ele estudará as lições amanhã.
- Futuro do Presente (composto) - Enuncia um fato que deve 1ª conjugação / 2ª conjugação / 3ª conjugação
ocorrer posteriormente a um momento atual, mas já terminado CANTAR VENDER PARTIR
antes de outro fato futuro. Por exemplo: Antes de bater o sinal, cantAVA vendIA partIA
os alunos já terão terminado o teste. cantAVAS vendIAS partAS
- Futuro do Pretérito (simples) - Enuncia um fato que pode CantAVA vendIA partIA
ocorrer posteriormente a um determinado fato passado. Por cantÁVAMOS vendÍAMOS partÍAMOS
exemplo: Se eu tivesse dinheiro, viajaria nas férias. cantÁVEIS vendÍEIS partÍEIS
- Futuro do Pretérito (composto)  -  Enuncia um fato que cantAVAM vendIAM partIAM
poderia ter ocorrido posteriormente a um determinado fato
passado. Por exemplo:  Se eu tivesse ganho esse dinheiro, teria Futuro do Presente do Indicativo
viajado nas férias.
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação
2. Tempos do Subjuntivo CANTAR VENDER PARTIR
cantar ei vender ei partir ei
- Presente - Enuncia um fato que pode ocorrer no momento cantar ás vender ás partir ás
atual. Por exemplo: É conveniente que estudes para o exame. cantar á vender á partir á
- Pretérito Imperfeito  -  Expressa um fato passado, mas cantar emos vender emos partir emos
posterior a outro já ocorrido. Por exemplo: Eu esperava que cantar eis vender eis partir eis
ele vencesse o jogo. cantar ão vender ão partir ão

Obs.: o pretérito imperfeito é também usado nas construções Futuro do Pretérito do Indicativo
em que se expressa a ideia de condição ou desejo. Por exemplo: 1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação
Se ele viesse ao clube, participaria do campeonato. CANTAR VENDER PARTIR
- Pretérito Perfeito (composto) - Expressa um fato totalmente cantarIA venderIA partirIA
terminado num momento passado. Por exemplo: Embora tenha cantarIAS venderIAS partirIAS
estudado bastante, não passou no teste. cantarIA venderIA partirIA
- Futuro do Presente (simples) - Enuncia um fato que pode cantarÍAMOS venderÍAMOS partirÍAMOS
ocorrer num momento futuro em relação ao atual. Por exemplo: cantarÍEIS venderÍEIS partirÍEIS
Quando ele vier à loja, levará as encomendas. cantarIAM venderIAM partirIAM

Língua Portuguesa 39
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APOSTILAS OPÇÃO
Presente do Subjuntivo Presente do Subjuntivo Imperativo Negativo
Que eu cante ---
Para se formar o presente do subjuntivo, substitui-se a Que tu cantes Não cantes tu
desinência -o da primeira pessoa do singular do presente do Que ele cante Não cante você
indicativo pela desinência -E (nos verbos de 1ª conjugação) ou Que nós cantemos Não cantemos nós
pela desinência -A (nos verbos de 2ª e 3ª conjugação). Que vós canteis Não canteis vós
Que eles cantem Não cantem eles
1ª conj./2ª conj./3ª conju./Des.Temp./Des.temp./Des. pess
1ª conj. 2ª/3ª conj. Observações:
CANTAR VENDER PARTIR
cantE vendA partA E A Ø - No modo imperativo não faz sentido usar na 3ª pessoa
cantES vendAS partAS E A S (singular e plural) as formas ele/eles, pois uma ordem, pedido
cantE vendA partA E A Ø ou conselho só se aplicam diretamente à pessoa com quem se
cantEMOS vendAMOS partAMOS E A MOS fala. Por essa razão, utiliza-se você/vocês.
cantEIS vendAIS partAIS E A IS - O verbo SER, no imperativo, faz excepcionalmente: sê (tu),
cantEM vendAM partAM E A M sede (vós).

Pretérito Imperfeito do Subjuntivo Infinitivo Impessoal

Para formar o imperfeito do subjuntivo, elimina-se a 1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação


desinência -STE da 2ª pessoa do singular do pretérito perfeito, CANTAR VENDER PARTIR
obtendo-se, assim, o tema desse tempo. Acrescenta-se a esse
tema a desinência temporal -SSE mais a desinência de número Infinitivo Pessoal
e pessoa correspondente.
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação
1ª conj. 2ª conj. 3ª conj. Des. temporal Desin. pessoal CANTAR VENDER PARTIR
1ª /2ª e 3ª conj. cantar vender partir
CANTAR VENDER PARTIR cantarES venderES partirES
cantaSSE vendeSSE partiSSE SSE Ø cantar vender partir
cantaSSES vendeSSES partiSSES SSE S cantarMOS venderMOS partirMOS
cantaSSE vendeSSE partiSSE SSE Ø cantarDES venderDES partirDES
cantáSSEMOS vendêSSEMOS partíssemos SSE MOS cantarEM venderEM partirEM
cantáSSEIS vendêSSEIS partíSSEIS SSE IS
cantaSSE vendeSSEM partiSSEM SSE M Questões

Futuro do Subjuntivo 01. Considere o trecho a seguir. É comum que objetos


___ esquecidos em locais públicos. Mas muitos transtornos
Para formar o futuro do subjuntivo elimina-se a desinência poderiam ser evitados se as pessoas ______ a atenção voltada
-STE da 2ª pessoa do singular do pretérito perfeito, obtendo- para seus pertences, conservando-os junto ao corpo. Assinale a
se, assim, o tema desse tempo. Acrescenta-se a esse tema a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas
desinência temporal -R mais a desinência de número e pessoa do texto.
correspondente. (A) sejam … mantesse
(B) sejam … mantivessem
1ª conj. / 2ª conj. / 3ª conj. / Des. temp. /Desin. pess. (C) sejam … mantém
1ª /2ª e 3ª conj. (D) seja … mantivessem
CANTAR VENDER PARTIR (E) seja … mantêm
cantaR vendeR partiR Ø
cantaRES vendeRES partiRES R ES 02. Na frase –… os níveis de pessoas sem emprego estão
cantaR vendeR partiR R Ø apresentando quedas sucessivas de 2005 para cá. –, a locução
cantaRMOS vendeRMOS partiRMOS R MOS verbal em destaque expressa ação
cantaRDES vendeRDES partiRDES R DES (A) concluída.
cantaREM vendeREM PartiREM R EM (B) atemporal.
(C) contínua.
Imperativo (D) hipotética.
(E) futura.
Imperativo Afirmativo
03. (Escrevente TJ SP Vunesp) Sem querer estereotipar,
Para se formar o imperativo afirmativo, toma-se do presente mas já estereotipando: trata--se de um ser cujas interações sociais
do indicativo a 2ª pessoa do singular (tu) e a segunda pessoa do terminam, 99% das vezes, diante da pergunta “débito ou crédito?”.
plural (vós) eliminando-se o “S” final. As demais pessoas vêm, Nesse contexto, o verbo estereotipar tem sentido de
sem alteração, do presente do subjuntivo. Veja:  (A) considerar ao acaso, sem premeditação.
(B) aceitar uma ideia mesmo sem estar convencido dela.
Pres. do Indicativo Imperativo Afirm. Pres. do Subjuntivo (C) adotar como referência de qualidade.
Eu canto --- Que eu cante (D) julgar de acordo com normas legais.
Tu cantas CantA tu Que tu cantes (E) classificar segundo ideias preconcebidas.
Ele canta Cante você Que ele cante
Nós cantamos Cantemos nós Que nós cantemos Respostas
Vós cantais CantAI vós Que vós canteis 1-B / 2-C / 3-E
Eles cantam Cantem vocês Que eles cantem
Advérbio
Imperativo Negativo
O  advérbio, assim como muitas outras palavras existentes
Para se formar o imperativo negativo, basta antecipar a na Língua Portuguesa, advém de outras línguas. Assim sendo,
negação às formas do presente do subjuntivo. tal qual o adjetivo, o prefixo “ad-” indica a ideia de proximidade,
contiguidade.

Língua Portuguesa 40
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APOSTILAS OPÇÃO
Essa proximidade faz referência ao processo verbal, no Maria saiu à tarde. (indicando tempo)
sentido de caracterizá-lo, ou seja, indicando as circunstâncias
em que esse processo se desenvolve.  Há locuções adverbiais que possuem advérbios
correspondentes.
O advérbio relaciona-se aos verbos da língua, no sentido de Exemplo:
caracterizar os processos expressos por ele. Contudo, ele não Carlos saiu às pressas. = Carlos saiu apressadamente.
é modificador exclusivo desta classe (verbos), pois também
modifica o  adjetivo e até outro advérbio. Seguem alguns Apenas os advérbios de intensidade, de lugar e de modo são
exemplos: flexionados, sendo que os demais são todos invariáveis. A única
flexão propriamente dita que existe na categoria dos advérbios
Para quem se diz  distantemente alheio  a esse assunto,
é a de grau:
você está até bem informado.
Temos o advérbio “distantemente” que modifica o adjetivo Superlativo:  aumenta a intensidade. Exemplos: longe
alheio, representando uma qualidade, característica. - longíssimo, pouco - pouquíssimo, inconstitucionalmente -
inconstitucionalissimamente, etc;
O artista canta muito mal. Diminutivo: diminui a intensidade.
Exemplos: perto - pertinho, pouco - pouquinho, devagar -
Nesse caso, o advérbio de intensidade “muito” modifica outro devagarinho, 
advérbio de modo – “mal”. Em ambos os exemplos pudemos
verificar que se tratava de somente uma palavra funcionando Questões
como advérbio. No entanto, ele pode estar demarcado por
mais de uma palavra, que mesmo assim não deixará de ocupar 01. Leia os quadrinhos para responder a questão.
tal função. Temos aí o que chamamos de  locução adverbial,
representada por algumas expressões, tais como: às vezes, sem
dúvida, frente a frente, de modo algum, entre outras.

Mediante tais postulados, afirma-se que, dependendo das


circunstâncias expressas pelos advérbios, eles se classificam em
distintas categorias, uma vez expressas por:    
de modo: Bem, mal, assim, depressa, devagar, às pressas, às
claras, às cegas, à toa, à vontade, às escondidas, aos poucos, desse
jeito, desse modo, dessa maneira, em geral, frente a frente, lado
a lado, a pé, de cor, em vão, e a maior parte dos que terminam
em -mente: calmamente, tristemente, propositadamente,
pacientemente, amorosamente, docemente, escandalosamente,
bondosamente, generosamente
de intensidade: Muito, demais, pouco, tão, menos, em
excesso, bastante, pouco, mais, menos, demasiado, quanto, quão,
tanto, que(equivale a quão), tudo, nada, todo, quase, de todo, de
muito, por completo.
de tempo: Hoje, logo, primeiro, ontem, tarde outrora,
amanhã, cedo, dantes, depois, ainda, antigamente, antes,
doravante, nunca, então, ora, jamais, agora, sempre, já, enfim,
afinal, breve, constantemente, entrementes, imediatamente,
primeiramente, provisoriamente, sucessivamente, às vezes,
à tarde, à noite, de manhã, de repente, de vez em quando, de
quando em quando, a qualquer momento, de tempos em tempos,
em breve, hoje em dia
de lugar: Aqui, antes, dentro, ali, adiante, fora, acolá, atrás,
além, lá, detrás, aquém, cá, acima, onde, perto, aí, abaixo, aonde, (Leila Lauar Sarmento e Douglas Tufano. Português. Volume
longe, debaixo, algures, defronte, nenhures, adentro, afora, Único)
alhures, nenhures, aquém, embaixo, externamente, a distância,
à distância de, de longe, de perto, em cima, à direita, à esquerda, No primeiro e segundo quadrinhos, estão em destaque dois
ao lado, em volta advérbios: AÍ e ainda.
de negação  : Não, nem, nunca, jamais, de modo algum, de Considerando que advérbio é a palavra que modifica
forma nenhuma, tampouco, de jeito nenhum um verbo, um outro advérbio ou um adjetivo, expressando
de dúvida: Acaso, porventura, possivelmente, a circunstância em que determinado fato ocorre, assinale
provavelmente, quiçá, talvez, casualmente, por certo, quem sabe a alternativa que classifica, correta e respectivamente, as
de afirmação: Sim, certamente, realmente, decerto, circunstâncias expressas por eles.
efetivamente, certo, decididamente, realmente, deveras, A) Lugar e negação.
indubitavelmente B) Lugar e tempo.
de exclusão: Apenas, exclusivamente, salvo, senão, somente, C) Modo e afirmação.
simplesmente, só, unicamente D) Tempo e tempo.
de inclusão: Ainda, até, mesmo, inclusivamente, também E) Intensidade e dúvida.
de ordem: Depois, primeiramente, ultimamente
de designação: Eis 02. Leia o texto a seguir.
de interrogação: onde?(lugar), como?(modo),
quando?(tempo), por quê?(causa), quanto?(preço e intensidade), Impunidade é motor de nova onda de agressões
para quê?(finalidade)
Repetidos episódios de violência têm sido noticiados nas
Locução adverbial  últimas semanas. Dois que chamam a atenção, pela banalidade
É reunião de duas ou mais palavras com valor de advérbio. com que foram cometidos, estão gerando ainda uma série de
Exemplo: repercussões.
Carlos saiu às pressas. (indicando modo)

Língua Portuguesa 41
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APOSTILAS OPÇÃO
Em Natal, um garoto de 19 anos quebrou o braço da Conhecimentos rudimentares de estatística são pré-requisito
estudante de direito R.D., 19, em plena balada, porque ela teria para compreender as novas pesquisas que trazem informações
recusado um beijo. O suposto agressor já responde a uma ação relevantes para nossa saúde e bem-estar.
penal, por agressão, movida por sua ex-mulher. A matemática está no centro de algumas das mais intrigantes
No mesmo final de semana, dois amigos que saíam de uma especulações cosmológicas da atualidade. Se as equações da
boate em São Paulo também foram atacados por dois jovens mecânica quântica indicam que existem universos paralelos,
que estavam na mesma balada, e um dos agredidos teve a perna isso basta para que acreditemos neles? Ou, no rastro de Eugene
fraturada. Esses dois jovens teriam tentado se aproximar, sem Wigner, podemos nos perguntar por que a matemática é tão
sucesso, de duas garotas que eram amigas dos rapazes que eficaz para exprimir as leis da física.
saíam da boate. Um dos suspeitos do ataque alega que tudo não Releia os trechos apresentados a seguir.
passou de um engano e que o rapaz teria fraturado a perna ao - Aqueles que não simpatizavam muito com Pitágoras
cair no chão. podiam simplesmente escolher carreiras nas quais os números
Curiosamente, também é possível achar um blog que diz não encontravam muito espaço... (1.º parágrafo)
que R.D., em Natal, foi quem atacou o jovem e que seu braço se - Já a cultura científica, que muitos ainda tratam com uma
quebrou ao cair no chão. ponta de desprezo, torna-se cada vez mais fundamental...(3.º
Em ambos os casos, as câmeras dos estabelecimentos parágrafo)
felizmente comprovam os acontecimentos, e testemunhas vão
ajudar a polícia na investigação. Os advérbios em destaque nos trechos expressam, correta e
O fato é que é difícil acreditar que tanta gente ande se respectivamente, circunstâncias de
quebrando por aí ao cair no chão, não é mesmo? As agressões A) afirmação e de intensidade.
devem ser rigorosamente apuradas e, se houver culpados, que B) modo e de tempo.
eles sejam julgados e condenados. C) modo e de lugar.
A impunidade é um dos motores da onda de violência que D) lugar e de tempo.
temos visto. O machismo e o preconceito são outros. O perfil E) intensidade e de negação.
impulsivo de alguns jovens (amplificado pela bebida e por
outras substâncias) completa o mecanismo que gera agressões. Respostas
Sem interferir nesses elementos, a situação não vai mudar. 1-B / 2-C / 3-B
Maior rigor da justiça, educação para a convivência com o outro,
aumento da tolerância à própria frustração e melhor controle Preposição
sobre os impulsos (é normal levar um “não”, gente!) são alguns
dos caminhos. Preposição  é uma palavra invariável que serve para ligar
(Jairo Bouer, Folha de S.Paulo, 24.10.2011. Adaptado) termos ou orações. Quando esta ligação acontece, normalmente
há uma subordinação do segundo termo em relação ao
Assinale a alternativa cuja expressão em destaque apresenta primeiro. As preposições são muito importantes na estrutura
circunstância adverbial de modo. da língua, pois estabelecem a coesão textual e possuem valores
A) Repetidos episódios de violência (...) estão gerando ainda semânticos indispensáveis para a compreensão do texto.
uma série de repercussões.
B) ...quebrou o braço da estudante de direito R. D., 19, em Tipos de Preposição
plena balada…
C) Esses dois jovens teriam tentado se aproximar, sem 1. Preposições essenciais: palavras que atuam exclusivamente
sucesso, de duas amigas… como preposições.
D) Um dos suspeitos do ataque alega que tudo não passou A, ante, perante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre,
de um engano... para, por, sem, sob, sobre, trás, atrás de, dentro de, para com.
E) O fato é que é difícil acreditar que tanta gente ande se
quebrando por aí… 2.  Preposições acidentais: palavras de outras  classes
gramaticais que podem atuar como preposições.
03. Leia o texto a seguir. Como, durante, exceto, fora, mediante, salvo, segundo, senão,
visto.
Cultura matemática
Hélio Schwartsman 3.  Locuções prepositivas: duas ou mais palavras valendo
como uma preposição, sendo que a última palavra é uma delas.
SÃO PAULO – Saiu mais um estudo mostrando que o ensino Abaixo de, acerca de, acima de, ao lado de, a respeito de, de
de matemática no Brasil não anda bem. A pergunta é: podemos acordo com, em cima de, embaixo de, em frente a, ao redor de,
viver sem dominar o básico da matemática? Durante muito graças a, junto a, com, perto de, por causa de, por cima de, por
tempo, a resposta foi sim. Aqueles que não simpatizavam muito trás de.
com Pitágoras podiam simplesmente escolher carreiras nas
quais os números não encontravam muito espaço, como direito, A preposição, como já foi dito, é invariável. No entanto pode
jornalismo, as humanidades e até a medicina de antigamente. unir-se a outras palavras e assim estabelecer concordância em
Como observa Steven Pinker, ainda hoje, nos meios gênero ou em número. Ex: por + o = pelo por + a = pela
universitários, é considerado aceitável que um intelectual se
vanglorie de ter passado raspando em física e de ignorar o beabá Vale ressaltar que essa concordância não é característica da
da estatística. Mas ai de quem admitir nunca ter lido Joyce ou preposição, mas das palavras às quais ela se une.
dizer que não gosta de Mozart. Sobre ele recairão olhares tão
recriminadores quanto sobre o sujeito que assoa o nariz na Esse processo de junção de uma preposição com outra
manga da camisa. palavra pode se dar a partir de dois processos:
Joyce e Mozart são ótimos, mas eles, como quase toda a
cultura humanística, têm pouca relevância para nossa vida 1. Combinação: A preposição não sofre alteração.
prática. Já a cultura científica, que muitos ainda tratam com uma preposição a + artigos definidos o, os
ponta de desprezo, torna-se cada vez mais fundamental, mesmo a + o = ao
para quem não pretende ser engenheiro ou seguir carreiras preposição a + advérbio onde
técnicas. a + onde = aonde
Como sobreviver à era do crédito farto sem saber calcular as
armadilhas que uma taxa de juros pode esconder? Hoje, é difícil 2. Contração: Quando a preposição sofre alteração.
até posicionar-se de forma racional sobre políticas públicas sem
assimilar toda a numeralha que idealmente as informa. Preposição + Artigos

Língua Portuguesa 42
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APOSTILAS OPÇÃO
De + o(s) = do(s) Tempo = A prova vai começar em dois minutos.
De + a(s) = da(s) Causa = Ela faleceu de derrame cerebral.
De + um = dum Fim ou finalidade = Vou ao médico para começar o
De + uns = duns tratamento.
De + uma = duma Instrumento = Escreveu a lápis.
De + umas = dumas Posse = Não posso doar as roupas da mamãe.
Em + o(s) = no(s) Autoria = Esse livro de Machado de Assis é muito bom.
Em + a(s) = na(s) Companhia = Estarei com ele amanhã.
Em + um = num Matéria = Farei um cartão de papel reciclado.
Em + uma = numa Meio = Nós vamos fazer um passeio de barco.
Em + uns = nuns Origem = Nós somos do Nordeste, e você?
Em + umas = numas Conteúdo = Quebrei dois frascos de perfume.
A + à(s) = à(s) Oposição = Esse movimento é contra o que eu penso.
Por + o = pelo(s) Preço = Essa roupa sai por R$ 50 à vista.
Por + a = pela(s)
Questões
Preposição + Pronomes
De + ele(s) = dele(s) 01. Leia o texto a seguir.
De + ela(s) = dela(s)
De + este(s) = deste(s) “Xadrez que liberta”: estratégia, concentração e reeducação
De + esta(s) = desta(s)
De + esse(s) = desse(s) João Carlos de Souza Luiz cumpre pena há três anos e dois
De + essa(s) = dessa(s) meses por assalto. Fransley Lapavani Silva está há sete anos
De + aquele(s) = daquele(s) preso por homicídio. Os dois têm 30 anos. Além dos muros,
De + aquela(s) = daquela(s) grades, cadeados e detectores de metal, eles têm outros pontos
De + isto = disto em comum: tabuleiros e peças de xadrez.
De + isso = disso O jogo, que eles aprenderam na cadeia, além de uma válvula
De + aquilo = daquilo de escape para as horas de tédio, tornou-se uma metáfora para o
De + aqui = daqui que pretendem fazer quando estiverem em liberdade.
De + aí = daí “Quando você vai jogar uma partida de xadrez, tem que pensar
De + ali = dali duas, três vezes antes. Se você movimenta uma peça errada,
De + outro = doutro(s) pode perder uma peça de muito valor ou tomar um xeque-mate,
De + outra = doutra(s) instantaneamente. Se eu for para a rua e movimentar a peça
Em + este(s) = neste(s) errada, eu posso perder uma peça muito importante na minha
Em + esta(s) = nesta(s) vida, como eu perdi três anos na cadeia. Mas, na rua, o problema
Em + esse(s) = nesse(s) maior é tomar o xeque-mate”, afirma João Carlos.
Em + aquele(s) = naquele(s) O xadrez faz parte da rotina de cerca de dois mil internos
Em + aquela(s) = naquela(s) em 22 unidades prisionais do Espírito Santo. É o projeto “Xadrez
Em + isto = nisto que liberta”. Duas vezes por semana, os presos podem praticar
Em + isso = nisso a atividade sob a orientação de servidores da Secretaria de
Em + aquilo = naquilo Estado da Justiça (Sejus). Na próxima sexta-feira, será realizado
A + aquele(s) = àquele(s) o primeiro torneio fora dos presídios desde que o projeto foi
A + aquela(s) = àquela(s) implantado. Vinte e oito internos de 14 unidades participam da
A + aquilo = àquilo disputa, inclusive João Carlos e Fransley, que diz que a vitória
não é o mais importante.
Dicas sobre preposição “Só de chegar até aqui já estou muito feliz, porque eu não
esperava. A vitória não é tudo. Eu espero alcançar outras coisas
1. O “a” pode funcionar como preposição, pronome pessoal devido ao xadrez, como ser olhado com outros olhos, como
oblíquo e artigo. Como distingui-los? estou sendo olhado de forma diferente aqui no presídio devido
ao bom comportamento”.
- Caso o “a” seja um artigo, virá precedendo a um substantivo. Segundo a coordenadora do projeto, Francyany Cândido
Ele servirá para determiná-lo como um substantivo singular Venturin, o “Xadrez que liberta” tem provocado boas mudanças
e feminino. no comportamento dos presos. “Tem surtido um efeito positivo
A dona da casa não quis nos atender. por eles se tornarem uma referência positiva dentro da unidade,
Como posso fazer a Joana concordar comigo? já que cumprem melhor as regras, respeitam o próximo e
pensam melhor nas suas ações, refletem antes de tomar uma
- Quando é preposição, além de ser invariável, liga dois atitude”.
termos e estabelece relação de subordinação entre eles. Embora a Sejus não monitore os egressos que ganham a
Cheguei a sua casa ontem pela manhã. liberdade, para saber se mantêm o hábito do xadrez, João Carlos
Não queria, mas vou ter que ir à outra cidade para procurar já faz planos. “Eu incentivo não só os colegas, mas também
um tratamento adequado. minha família. Sou casado e tenho três filhos. Já passei para a
minha família: xadrez, quando eu sair para a rua, todo mundo
- Se for pronome pessoal oblíquo estará ocupando o lugar e/ vai ter que aprender porque vai rolar até o torneio familiar”.
ou a função de um substantivo. “Medidas de promoção de educação e que possibilitem que o
Temos Maria como parte da família. / A temos como parte egresso saia melhor do que entrou são muito importantes. Nós
da família não temos pena de morte ou prisão perpétua no Brasil. O preso
Creio que conhecemos nossa mãe melhor que ninguém. / tem data para entrar e data para sair, então ele tem que sair
Creio que a conhecemos melhor que ninguém. sem retornar para o crime”, analisa o presidente do Conselho
Estadual de Direitos Humanos, Bruno Alves de Souza Toledo.
2. Algumas relações semânticas estabelecidas por meio das (Disponível em: www.inapbrasil.com.br/en/noticias/xadrez-que-
preposições: liberta-estrategia-concentracao-e-reeducacao/6/noticias. Adaptado)
Destino = Irei para casa.
Modo = Chegou em casa aos gritos. No trecho –... xadrez, quando eu sair para a rua, todo mundo
Lugar = Vou ficar em casa; vai ter que aprender porque vai rolar até o torneio familiar.– o
Assunto = Escrevi um artigo sobre adolescência. termo em destaque expressa relação de

Língua Portuguesa 43
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APOSTILAS OPÇÃO
A) espaço, como em – Nosso diretor foi até Brasília para falar Classificação - Conjunções Coordenativas- Conjunções
do projeto “Xadrez que liberta”. Subordinativas
B) inclusão, como em – O xadrez mudou até o nosso modo
de falar. Conjunções coordenativas
C) finalidade, como em – Precisamos treinar até junho para Dividem-se em:
termos mais chances de vencer o torneio de xadrez.
D) movimento, como em – Só de chegar até aqui já estou - ADITIVAS: expressam a ideia de adição, soma.
muito feliz, porque eu não esperava. Ex. Gosto de cantar e de dançar.
E) tempo, como em – Até o ano que vem, pretendo conseguir Principais conjunções aditivas: e, nem, não só...mas também,
a revisão da minha pena. não só...como também.

02. Considere o trecho a seguir. - ADVERSATIVAS: Expressam ideias contrárias, de oposição,


O metrô paulistano, ________quem a banda recebe apoio, de compensação.
garante o espaço para ensaios e os equipamentos; e a estabilidade Ex. Estudei, mas não entendi nada.
no emprego, vantagem________ que muitos trabalhadores sonham, Principais conjunções adversativas: mas, porém, contudo,
é o que leva os integrantes do grupo a permanecerem na todavia, no entanto, entretanto.
instituição.
- ALTERNATIVAS: Expressam ideia de alternância.
As preposições que preenchem o trecho, correta, Ou você sai do telefone ou eu vendo o aparelho.
respectivamente e de acordo com a norma-padrão, são: Principais conjunções alternativas: Ou...ou, ora...ora, quer...
A) a ...com quer, já...já.
B) de ...com
C) de ...a - CONCLUSIVAS: Servem para dar conclusões às orações. Ex.
D) com ...a Estudei muito, por isso mereço passar.
E) para ...de Principais conjunções conclusivas: logo, por isso, pois
(depois do verbo), portanto, por conseguinte, assim.
03. Assinale a alternativa cuja preposição em destaque
expressa ideia de finalidade. - EXPLICATIVAS: Explicam, dão um motivo ou razão. Ex. É
A) Além disso, aumenta a punição administrativa, de R$ melhor colocar o casaco porque está fazendo muito frio lá fora.
957,70 para R$ 1.915,40. Principais conjunções explicativas: que, porque, pois (antes
B) ... o STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu que do verbo), porquanto.
o bafômetro e o exame de sangue eram obrigatórios para
comprovar o crime. Conjunções subordinativas
C) “... Ele é encaminhado para a delegacia para o perito fazer - CAUSAIS
o exame clínico”... Principais conjunções causais: porque, visto que, já que, uma
D) Já para o juiz criminal de São Paulo, Fábio Munhoz vez que, como (= porque).
Soares, um dos que devem julgar casos envolvendo pessoas Ele não fez o trabalho porque não tem livro.
embriagadas ao volante, a mudança “é um avanço”.
E) Para advogados, a lei aumenta o poder da autoridade - COMPARATIVAS
policial de dizer quem está embriagado... Principais conjunções comparativas: que, do que, tão...como,
mais...do que, menos...do que.
Respostas Ela fala mais que um papagaio.
1-B / 2-B / 3-B
- CONCESSIVAS
Conjunção Principais conjunções concessivas: embora, ainda que,
mesmo que, apesar de, se bem que.
Conjunção  é a palavra invariável que liga duas orações ou Indicam uma concessão, admitem uma contradição, um fato
dois termos semelhantes de uma mesma oração. Por exemplo: inesperado. Traz em si uma ideia de “apesar de”.

A menina segurou a boneca e mostrou quando viu as Embora estivesse cansada, fui ao shopping. (= apesar de estar
amiguinhas. cansada)
Deste exemplo podem ser retiradas três informações: Apesar de ter chovido fui ao cinema.

1-) segurou a boneca 2-) a menina mostrou 3-) viu as - CONFORMATIVAS


amiguinhas Principais conjunções conformativas: como, segundo,
Cada informação está estruturada em torno de um verbo: conforme, consoante
segurou, mostrou, viu. Assim, há nessa frase três orações: Cada um colhe conforme semeia.
1ª oração: A menina segurou a boneca 2ª oração: e  mostrou Expressam uma ideia de acordo, concordância, conformidade.
3ª oração: quando viu as amiguinhas.
A segunda oração liga-se à primeira por meio do “e”, e a - CONSECUTIVAS
terceira oração liga-se à segunda por meio do “quando”. As Expressam uma ideia de consequência.
palavras “e” e “quando” ligam, portanto, orações. Principais conjunções consecutivas: que (após “tal”, “tanto”,
“tão”, “tamanho”).
Observe: Gosto de natação e de futebol. Falou tanto que ficou rouco.
Nessa frase as expressões de natação, de futebol são partes
ou termos de uma mesma oração. Logo, a palavra  “e” está - FINAIS
ligando termos de uma mesma oração. Expressam ideia de finalidade, objetivo.
Todos trabalham para que possam sobreviver.
Conjunção é a palavra invariável que liga duas orações Principais conjunções finais: para que, a fim de que, porque
ou dois termos semelhantes de uma mesma oração. (=para que),

Morfossintaxe da Conjunção - PROPORCIONAIS


Principais conjunções proporcionais: à medida que, quanto
As conjunções, a exemplo das preposições, não exercem mais, ao passo que, à proporção que.
propriamente uma função sintática: são conectivos. À medida que as horas passavam, mais sono ele tinha.

Língua Portuguesa 44
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APOSTILAS OPÇÃO
- TEMPORAIS Considerando-se o contexto, é INCORRETO afirmar que o
Principais conjunções temporais: quando, enquanto, logo elemento grifado pode ser substituído por:
que. A) Porém.
Quando eu sair, vou passar na locadora. B) Contudo.
C) Todavia.
Importante: D) Entretanto.
E) Conquanto.
Diferença entre orações causais e explicativas
02. Observando as ocorrências da palavra “como” em –
Quando estudamos Orações Subordinadas Adverbiais (OSA) Como fomos programados para ver o mundo como um lugar
e Coordenadas Sindéticas (CS), geralmente nos deparamos ameaçador… – é correto afirmar que se trata de conjunção
com a dúvida de como distinguir uma oração causal de uma (A) comparativa nas duas ocorrências.
explicativa. Veja os exemplos: (B) conformativa nas duas ocorrências.
(C) comparativa na primeira ocorrência.
1º) Na frase “Não atravesse a rua, porque você pode ser (D) causal na segunda ocorrência.
atropelado”: (E) causal na primeira ocorrência.
a) Temos uma CS Explicativa, que indica uma justificativa ou
uma explicação do fato expresso na oração anterior. 03. Leia o texto a seguir.
b) As orações são coordenadas e, por isso, independentes
uma da outra. Neste caso, há uma pausa entre as orações que Participação
vêm marcadas por vírgula.
Não atravesse a rua. Você pode ser atropelado. Num belo poema, intitulado “Traduzir-se”, Ferreira Gullar
b) Outra dica é, quando a oração que antecede a OC (Oração aborda o tema de uma divisão muito presente em cada um de
Coordenada) vier com verbo no modo imperativo, ela será nós: a que ocorre entre o nosso mundo interior e a nossa atuação
explicativa. junto aos outros, nosso papel na ordem coletiva. A divisão não é
Façam silêncio, que estou falando. (façam= verbo imperativo) simples: costuma-se ver como antagônicas essas duas “partes”
de nós, nas quais nos dividimos. De fato, em quantos momentos
2º) Na frase “Precisavam enterrar os mortos em outra cidade da nossa vida precisamos escolher entre o atendimento de um
porque não havia cemitério no local.” interesse pessoal e o cumprimento de um dever ético? Como poeta
a) Temos uma OSA Causal, já que a oração subordinada e militante político, Ferreira Gullar deixou-se atrair tanto pela
(parte destacada) mostra a causa da ação expressa pelo expressão das paixões mais íntimas quanto pela atuação de um
verbo da oração principal. Outra forma de reconhecê- convicto socialista. Em seu poema, o diálogo entre as duas partes
la é colocá-la no início do período, introduzida pela é desenvolvido de modo a nos fazer pensar que são incompatíveis.
conjunção como - o que não ocorre com a CS Explicativa.
Como não havia cemitério no local, precisavam enterrar os mortos Mas no último momento do poema deparamo-nos com esta
em outra cidade. estrofe:
b) As orações são subordinadas e, por isso, totalmente “Traduzir uma parte na outra parte − que é uma questão de
dependentes uma da outra. vida ou morte − será arte?”

Questões O poeta levanta a possibilidade da “tradução” de uma parte


na outra, ou seja, da interação de ambas, numa espécie de
01. Leia o texto a seguir. espelhamento. Isso ocorreria quando o indivíduo conciliasse
A música alcançou uma onipresença avassaladora em nosso verdadeiramente a instância pessoal e os interesses de uma
mundo: milhões de horas de sua história estão disponíveis em comunidade; quando deixasse de haver contradição entre a razão
disco; rios de melodia digital correm na internet; aparelhos particular e a coletiva. Pergunta-se o poeta se não seria arte esse
de mp3 com 40 mil canções podem ser colocados no bolso. No tipo de integração. Realmente, com muita frequência a arte se
entanto, a música não é mais algo que fazemos nós mesmos, ou mostra capaz de expressar tanto nossa subjetividade como nossa
até que observamos outras pessoas fazerem diante de nós. identidade social.
Ela se tornou um meio radicalmente virtual, uma arte sem Nesse sentido, traduzir uma parte na outra parte significaria
rosto. Quando caminhamos pela cidade num dia comum, nossos vencer a parcialidade e chegar a uma autêntica participação,
ouvidos registram música em quase todos os momentos − pedaços de sentido altamente político. O poema de Gullar deixa-nos essa
de hip-hop vazando dos fones de ouvido de adolescentes no metrô, hipótese provocadora, formulada com um ar de convicção.
o sinal do celular de um advogado tocando a “Ode à alegria”, de (Belarmino Tavares, inédito)
Beethoven −, mas quase nada disso será resultado imediato de
um trabalho físico de mãos ou vozes humanas, como se dava no Os seguintes fatos, referidos no texto, travam entre si uma
passado. relação de causa e efeito:
Desde que Edison inventou o cilindro fonográfico, em1877, A) ser poeta e militante político / confronto entre
existe gente que avalia o que a gravação fez em favor e desfavor subjetividade e atuação social
da arte da música. Inevitavelmente, a conversa descambou para B) ser poeta e militante político / divisão permanente em
os extremos retóricos. No campo oposto ao dos que diziam que a cada um de nós
tecnologia acabaria com a música estão os utópicos, que alegam C) ser movido pelas paixões / esposar teses socialistas
que a tecnologia não aprisionou a música, mas libertou-a, levando D) fazer arte / obliterar uma questão de vida ou morte
a arte da elite às massas. Antes de Edison, diziam os utópicos, E) participar ativamente da política / formular hipóteses
as sinfonias de Beethoven só podiam ser ouvidas em salas de com ar de convicção
concerto selecionadas. Agora, as gravações levam a mensagem Respostas
de Beethoven aos confins do planeta, convocando a multidão 1-E / 2-E / 3-A
saudada na “Ode à alegria”: “Abracem-se, milhões!”. Glenn Gould,
depois de afastar-se das apresentações ao vivo em 1964, previu Interjeição
que dentro de um século o concerto público desapareceria no éter
eletrônico, com grande efeito benéfico sobre a cultura musical. Interjeição  é a palavra invariável que exprime emoções,
(Adaptado de Alex Ross. Escuta só. Tradução Pedro Maia sensações, estados de espírito, ou que procura agir sobre o
Soares. São Paulo, Cia. das Letras, 2010, p. 76-77) interlocutor, levando-o a adotar certo comportamento sem que,
para isso, seja necessário fazer uso de estruturas linguísticas
No entanto, a música não é mais algo que fazemos nós mesmos, mais elaboradas. Observe o exemplo:
ou até que observamos outras pessoas fazerem diante de nós. Droga! Preste atenção quando eu estou falando!

Língua Portuguesa 45
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APOSTILAS OPÇÃO
No exemplo acima, o interlocutor está muito bravo. Toda sua Ânimo!, Adiante!, Firme!, Toca!
raiva se traduz numa palavra: Droga! - Aplauso ou Aprovação: Bravo!, Bis!, Apoiado!, Viva!, Boa!
- Concordância: Claro!, Sim!, Pois não!, Tá!, Hã-hã!
Ele poderia ter dito: - Estou com muita raiva de você! Mas usou
simplesmente uma palavra. Ele empregou a interjeição Droga! - Repulsa ou Desaprovação: Credo!, Irra!, Ih!, Livra!, Safa!,
As sentenças da língua costumam se organizar de forma Fora!, Abaixo!, Francamente!, Xi!, Chega!, Basta!, Ora!
lógica: há uma sintaxe que estrutura seus elementos e os distribui - Desejo ou Intenção: Oh!, Pudera!, Tomara!, Oxalá!
em posições adequadas a cada um deles. As interjeições, por - Desculpa: Perdão!
outro lado, são uma espécie de “palavra-frase”, ou seja, há uma - Dor ou Tristeza: Ai!, Ui!, Ai de mim!, Que pena!, Ah!, Oh!,
ideia expressa por uma palavra (ou um conjunto de palavras - Eh!
locução interjetiva) que poderia ser colocada em termos de uma - Dúvida ou Incredulidade: Qual!, Qual o quê!, Hum!, Epa!,
sentença. Ora!
Veja os exemplos: - Espanto ou Admiração: Oh!, Ah!, Uai!, Puxa!, Céus!, Quê!,
Bravo! Bis! Caramba!, Opa!, Virgem!, Vixe!, Nossa!, Hem?!, Hein?, Cruz!, Putz!
bravo  e  bis: interjeição / sentença (sugestão): «Foi muito - Impaciência ou Contrariedade: Hum!, Hem!, Irra!, Raios!,
bom! Repitam!» Diabo!, Puxa!, Pô!, Ora!
Ai! Ai! Ai! Machuquei meu pé... - Pedido de Auxílio: Socorro!, Aqui!, Piedade!
ai: interjeição / sentença (sugestão): “Isso está doendo!” ou - Saudação, Chamamento ou Invocação: Salve!, Viva!,
“Estou com dor!” Adeus!, Olá!, Alô!, Ei!, Tchau!, Ô, Ó, Psiu!, Socorro!, Valha-me,
Deus!
A interjeição é um recurso da linguagem afetiva, em que - Silêncio: Psiu!, Bico!, Silêncio!
não há uma ideia organizada de maneira lógica, como são as - Terror ou Medo: Credo!, Cruzes!, Uh!, Ui!, Oh!
sentenças da língua, mas sim a manifestação de um suspiro,
Saiba que: As interjeições são palavras invariáveis, isto é,
um estado da alma decorrente de uma situação particular, um
não sofrem variação em gênero, número e grau como os nomes,
momento ou um contexto específico. Exemplos:
nem de número, pessoa, tempo, modo, aspecto e voz como os
Ah, como eu queria voltar a ser criança!
verbos. No entanto, em uso específico, algumas interjeições
ah: expressão de um estado emotivo = interjeição
sofrem variação em grau. Deve-se ter claro, neste caso, que
Hum! Esse pudim estava maravilhoso!
não se trata de um processo natural dessa classe de palavra,
hum: expressão de um pensamento súbito = interjeição
mas tão só uma variação que a linguagem afetiva permite.
Exemplos: oizinho, bravíssimo, até loguinho.
O significado das interjeições está vinculado à maneira
como elas são proferidas. Desse modo, o tom da fala é que dita Locução Interjetiva
o sentido que a expressão vai adquirir em cada contexto de
enunciação. Exemplos: Ocorre quando duas ou mais palavras formam uma
Psiu! expressão com sentido de interjeição. Por exemplo
contexto:  alguém pronunciando essa expressão na rua; Ora bolas!
significado da interjeição (sugestão):  “Estou te chamando! Ei, Quem me dera!
espere!” Virgem Maria!
Psiu! Meu Deus!
contexto:  alguém pronunciando essa expressão em um Ai de mim!
hospital; significado da interjeição (sugestão):  “Por favor, faça Valha-me Deus!
silêncio!” Graças a Deus!
Puxa! Ganhei o maior prêmio do sorteio! Alto lá!
puxa: interjeição; tom da fala: euforia Muito bem!
Puxa! Hoje não foi meu dia de sorte!
puxa: interjeição; tom da fala: decepção Observações:

As interjeições cumprem, normalmente, duas funções: 1) As interjeições são como frases resumidas, sintéticas. Por
a)  Sintetizar uma frase  exclamativa, exprimindo alegria, exemplo:
tristeza, dor, etc. Ué! = Eu não esperava por essa!
Você faz o que no Brasil? Perdão! = Peço-lhe que me desculpe.
Eu? Eu negocio com madeiras.
Ah, deve ser muito interessante. 2) Além do contexto, o que caracteriza a interjeição é o seu
b) Sintetizar uma frase apelativa tom exclamativo; por isso, palavras de outras classes gramaticais
Cuidado! Saia da minha frente. podem aparecer como interjeições.
As interjeições podem ser formadas por: Viva! Basta! (Verbos)
a) simples sons vocálicos: Oh!, Ah!, Ó, Ô. Fora! Francamente! (Advérbios)
b) palavras: Oba!, Olá!, Claro!
c) grupos de palavras (locuções interjetivas): Meu Deus!, Ora 3) A interjeição pode ser considerada uma “palavra-frase”
bolas! porque sozinha pode constituir uma mensagem.
A ideia expressa pela interjeição depende muitas vezes Socorro!
da entonação com que é pronunciada; por isso, pode ocorrer que Ajudem-me! 
uma interjeição tenha mais de um sentido. Por exemplo: Silêncio!
Oh! Que surpresa desagradável! (ideia de contrariedade) Fique quieto!
Oh! Que bom te encontrar. (ideia de alegria)
4) Há, também, as interjeições onomatopaicas ou imitativas,
Classificação das Interjeições
que exprimem ruídos e vozes.
Pum! Miau! Bumba! Zás! Plaft! Pof!
Comumente, as interjeições expressam sentido de:
Catapimba! Tique-taque! Quá-quá-quá!, etc.
- Advertência: Cuidado!, Devagar!, Calma!, Sentido!,
Atenção!, Olha!, Alerta!
5) Não se deve confundir a interjeição de apelo “ó” com a sua
- Afugentamento: Fora!, Passa!, Rua!, Xô!
homônima  “oh!”, que exprime admiração, alegria, tristeza, etc.
- Alegria ou Satisfação: Oh!, Ah!,Eh!, Oba!, Viva!
Faz-se uma pausa depois do” oh!” exclamativo e não a fazemos
- Alívio: Arre!, Uf!, Ufa! Ah!
depois do “ó” vocativo.
- Animação ou Estímulo: Vamos!, Força!, Coragem!, Eia!,

Língua Portuguesa 46
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APOSTILAS OPÇÃO
“Ó natureza! ó mãe piedosa e pura!» (Olavo Bilac)  Os numerais ordinais variam em gênero e número:
Oh! a jornada negra!» (Olavo Bilac) primeiro segundo milésimo
primeira segunda milésima
6) Na linguagem afetiva, certas interjeições, originadas primeiros segundos milésimos
de palavras de outras classes, podem aparecer flexionadas no primeiras segundas milésimas
diminutivo ou no superlativo.
Calminha! Adeusinho! Obrigadinho! Os numerais multiplicativos são invariáveis quando atuam
Interjeições, leitura e produção de textos em funções substantivas:
Fizeram o dobro do esforço e conseguiram o triplo de produção.
Usadas com muita frequência na língua falada informal, Quando atuam em funções adjetivas, esses numerais
quando empregadas na língua escrita, as interjeições costumam flexionam-se em gênero e número:
conferir-lhe certo tom inconfundível de coloquialidade. Além Teve de tomar doses triplas do medicamento.
disso, elas podem muitas vezes indicar traços pessoais do falante Os numerais fracionários flexionam-se em gênero e número.
- como a escassez de vocabulário, o temperamento agressivo ou Observe: um terço/dois terços, uma terça parte/duas terças
dócil, até mesmo a origem geográfica. É nos textos narrativos - partes
particularmente nos diálogos - que comumente se faz uso Os numerais coletivos flexionam-se em número. Veja: uma
das interjeições com o objetivo de caracterizar personagens dúzia, um milheiro, duas dúzias, dois milheiros.
e, também, graças à sua natureza sintética, agilizar as falas. É comum na linguagem coloquial a indicação de grau nos
Natureza sintética e conteúdo mais emocional do que numerais, traduzindo afetividade ou especialização de sentido.
racional fazem das interjeições presença constante nos textos É o que ocorre em frases como:
publicitários. “Me empresta duzentinho...”
Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/ É artigo de primeiríssima qualidade!
morf89.php O time está arriscado por ter caído na segundona. (= segunda
Numeral divisão de futebol)

Numeral é a palavra que indica os seres em termos Emprego dos Numerais


numéricos, isto é, que atribui quantidade aos seres ou os situa
em determinada sequência. *Para designar papas, reis, imperadores, séculos e partes em
Os quatro últimos ingressos foram vendidos há pouco. que se divide uma obra, utilizam-se os ordinais até décimo e a
[quatro: numeral = atributo numérico de “ingresso”] partir daí os cardinais, desde que o numeral venha depois do
Eu quero café duplo, e você? substantivo:
[duplo: numeral = atributo numérico de “café”] Ordinais Cardinais
A primeira pessoa da fila pode entrar, por favor! João Paulo II (segundo) Tomo XV (quinze)
[primeira: numeral = situa o ser “pessoa” na sequência de D. Pedro II (segundo) Luís XVI (dezesseis)
“fila”] Ato II (segundo) Capítulo XX (vinte)
Século VIII (oitavo) Século XX (vinte)
Note bem: os numerais traduzem, em palavras, o que Canto IX (nono) João XXIII ( vinte e três)
os números indicam em relação aos seres. Assim, quando a
expressão é colocada em números (1, 1°, 1/3, etc.) não se trata *Para designar leis, decretos e portarias, utiliza-se o ordinal
de numerais, mas sim de algarismos. até nono e o cardinal de dez em diante:
Além dos numerais mais conhecidos, já que refletem a Artigo 1.° (primeiro) Artigo 10 (dez)
ideia expressa pelos números, existem mais algumas palavras Artigo 9.° (nono) Artigo 21 (vinte e um)
consideradas numerais porque denotam quantidade, proporção
ou ordenação. São alguns exemplos: década, dúzia, par, *Ambos/ambas são considerados numerais. Significam “um
ambos(as), novena. e outro”, “os dois” (ou “uma e outra”, “as duas”) e são largamente
empregados para retomar pares de seres aos quais já se fez
Classificação dos Numerais referência.
Pedro e João parecem ter finalmente percebido a importância
Cardinais: indicam contagem, medida. É o número básico: da solidariedade. Ambos agora participam das atividades
um, dois, cem mil, etc. comunitárias de seu bairro.
Ordinais: indicam a ordem ou lugar do ser numa série dada:
primeiro, segundo, centésimo, etc. Obs.: a forma “ambos os dois” é considerada enfática.
Fracionários: indicam parte de um inteiro, ou seja, a divisão Atualmente, seu uso indica afetação, artificialismo.
dos seres: meio, terço, dois quintos, etc.
Multiplicativos: expressam ideia de multiplicação dos Cardinais Ordinais Multiplicativos Fracionários
seres, indicando quantas vezes a quantidade foi aumentada: um primeiro - -
dobro, triplo, quíntuplo, etc. dois segundo dobro, duplo meio
três terceiro triplo, tríplice terço
Leitura dos Numerais quatro quarto quádruplo quarto
cinco quinto quíntuplo quinto
Separando os números em centenas, de trás para frente, seis sexto sêxtuplo sexto
obtêm-se conjuntos numéricos, em forma de centenas e, no sete sétimo sétuplo sétimo
início, também de dezenas ou unidades. Entre esses conjuntos oito oitavo óctuplo oitavo
usa-se vírgula; as unidades ligam-se pela conjunção “e”. nove nono nônuplo nono
1.203.726 = um milhão, duzentos e três mil, setecentos e vinte dez décimo décuplo décimo
e seis. onze décimo primeiro - onze avos
45.520 = quarenta e cinco mil, quinhentos e vinte. doze décimo segundo - doze avos
treze décimo terceiro - treze avos
Flexão dos numerais catorze décimo quarto - catorze avos
quinze décimo quinto - quinze avos
Os numerais cardinais que variam em gênero são um/uma, dezesseis décimo sexto - dezesseis avos
dois/duas e os que indicam centenas de duzentos/duzentas em dezessete décimo sétimo - dezessete avos
diante: trezentos/trezentas; quatrocentos/quatrocentas, etc. dezoito décimo oitavo - dezoito avos
Cardinais como milhão, bilhão, trilhão, variam em número: dezenove décimo nono - dezenove avos
milhões, bilhões, trilhões. Os demais cardinais são invariáveis. vinte vigésimo - vinte avos

Língua Portuguesa 47
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APOSTILAS OPÇÃO
trinta trigésimo - trinta avos Formação da Voz Passiva: A voz passiva pode ser formada
quarenta quadragésimo - quarenta avos por dois processos: Analítico e Sintético.
cinquenta quinquagésimo - cinquenta avos
sessenta sexagésimo - sessenta avos Voz Passiva Analítica: Constrói-se da seguinte maneira:
setenta septuagésimo - setenta avos Verbo Ser + particípio do verbo principal: A escola será pintada;
oitenta octogésimo - oitenta avos O trabalho é feito por ele. O agente da passiva geralmente é
noventa nonagésimo - noventa avos acompanhado da preposição por, mas pode ocorrer a construção
cem centésimo cêntuplo centésimo com a preposição de: A casa ficou cercada de soldados. Pode
duzentos ducentésimo - ducentésimo acontecer ainda que o agente da passiva não esteja explícito na
trezentos trecentésimo - trecentésimo frase: A exposição será aberta amanhã. A variação temporal é
quatrocentos quadringentésimo - quadringentésimo indicada pelo verbo auxiliar (Ser), pois o particípio é invariável.
quinhentos quingentésimo - quingentésimo Observe a transformação das frases seguintes:
seiscentos sexcentésimo - sexcentésimo
setecentos septingentésimo - septingentésimo Ele fez o trabalho. (pretérito perfeito do indicativo)
oitocentos octingentésimo - octingentésimo O trabalho foi feito por ele. (pretérito perfeito do indicativo)
novecentos nongentésimo
ou noningentésimo - nongentésimo Ele faz o trabalho. (presente do indicativo)
mil milésimo - milésimo O trabalho é feito por ele. (presente do indicativo)
milhão milionésimo - milionésimo
bilhão bilionésimo - bilionésimo Ele fará o trabalho. (futuro do presente)
O trabalho será feito por ele. (futuro do presente)
Questões
Nas frases com locuções verbais, o verbo Ser assume o
01.Na frase “Nessa carteira só há duas notas de cinco reais” mesmo tempo e modo do verbo principal da voz ativa. Observe
temos exemplos de numerais: a transformação da frase seguinte: O vento ia levando as folhas.
A) ordinais; (gerúndio); As folhas iam sendo levadas pelo vento. (gerúndio)
B) cardinais; É menos frequente a construção da voz passiva analítica
C) fracionários; com outros verbos que podem eventualmente funcionar
D) romanos; como auxiliares: A moça ficou marcada pela doença.
E) Nenhuma das alternativas.
Voz Passiva Sintética: A voz passiva sintética ou pronominal
02.Aponte a alternativa em que os numerais estão bem constrói-se com o verbo na 3ª pessoa, seguido do pronome
empregados. apassivador “se”: Abriram-se as inscrições para o concurso;
A) Ao papa Paulo Seis sucedeu João Paulo Primeiro. Destruiu-se o velho prédio da escola. O agente não costuma vir
B) Após o parágrafo nono virá o parágrafo décimo. expresso na voz passiva sintética.
C) Depois do capítulo sexto, li o capitulo décimo primeiro.
D) Antes do artigo dez vem o artigo nono. Conversão da Voz Ativa na Voz Passiva: Pode-se mudar a
E) O artigo vigésimo segundo foi revogado. voz ativa na passiva sem alterar substancialmente o sentido da
frase.
03. Os ordinais referentes aos números 80, 300, 700 e 90
são, respectivamente Gutenberg inventou a imprensa. (Voz Ativa)
A) octagésimo, trecentésimo, septingentésirno, Gutenberg – sujeito da Ativa
nongentésimo a imprensa – Objeto Direto
B) octogésimo, trecentésimo, septingentésimo, nonagésimo
C) octingentésimo, tricentésimo, septuagésimo, nonagésimo A imprensa foi inventada por Gutenberg (Voz Passiva)
D) octogésimo, tricentésimo, septuagésimo, nongentésimo A imprensa – Sujeito da Passiva
por Gutenberg – Agente da Passiva
Respostas
1-B / 2-D / 3-B Observe que o objeto direto será o sujeito da passiva,
o sujeito da ativa passará a agente da passiva e o verbo ativo
Vozes dos Verbos assumirá a forma passiva, conservando o mesmo tempo.

Dá-se o nome de voz à forma assumida pelo verbo para Os mestres têm constantemente aconselhado os alunos.
indicar se o sujeito gramatical é agente ou paciente da ação. São Os alunos têm sido constantemente aconselhados pelos
três as vozes verbais: mestres.
- Ativa: quando o sujeito é agente, isto é, pratica a ação Eu o acompanharei.
expressa pelo verbo: Ele fez o trabalho. (ele – sujeito agente) Ele será acompanhado por mim.
(fez – ação) (o trabalho – objeto paciente)
- Passiva: quando o sujeito é paciente, recebendo a ação Quando o sujeito da voz ativa for indeterminado, não
expressa pelo verbo: O trabalho foi feito por ele. (O trabalho – haverá complemento agente na passiva: Prejudicaram-me; Fui
sujeito paciente) (foi feito – ação) (por ele – agente da passiva) prejudicado.
- Reflexiva: Há dois tipos de voz reflexiva:
- Aos verbos que não são ativos nem passivos ou reflexivos,
Reflexiva: Será chamada simplesmente de reflexiva, quando são chamados neutros: O vinho é bom; Aqui chove muito.
o sujeito praticar a ação sobre si mesmo. Exemplos:
- Carla machucou-se. - Há formas passivas com sentido ativo:
- Osbirvânio cortou-se com a faca. É chegada a hora. (= Chegou a hora.)
- Roberto matou-se. Eu ainda não era nascido. (= Eu ainda não tinha nascido.)
És um homem lido e viajado. (= que leu e viajou)
Reflexiva Recíproca: Será chamada de reflexiva recíproca,
quando houver dois elementos como sujeito: um pratica a ação - Inversamente, usamos formas ativas com sentido passivo:
sobre o outro, que pratica a ação sobre o primeiro. Exemplos:
- Paula e Renato amam-se. Há coisas difíceis de entender. (= serem entendidas)
- Os jovens agrediram-se durante a festa. Mandou-o lançar na prisão. (= ser lançado)
- Os ônibus chocaram-se violentamente.

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APOSTILAS OPÇÃO
- Os verbos chamar-se, batizar-se, operar-se (no sentido Transpondo-se a frase acima para a voz passiva, a forma
cirúrgico) e vacinar-se são considerados passivos, logo o sujeito verbal resultante será:
é paciente. A) transformam-se.
Chamo-me Luís. B) foi transformada.
Batizei-me na Igreja do Carmo. C) foram transformados.
Operou-se de hérnia. D) é transformado.
E) era transformada.
Questões
3) Assinale a alternativa INCORRETA quanto à classificação
1) Desde o desenvolvimento da linguagem, há 5.000 anos, a das vozes verbais:
espécie humana passou a ter seu caminho evolutivo direcionado A) Consertam-se bicicletas. (Voz passiva sintética)
pela cultura, cujos impulsos foram superando a limitação da B) Machucou-se com o canivete. (Voz reflexiva)
biologia e os açoites da natureza. Foi pela capacidade de pensar C) Estaremos aqui pelos mesmos motivos. (Voz ativa)
e de se comunicar que a humanidade obteve os meios para D) Alugaram-se as casas daquele bairro. (Voz passiva
escapar da fome e da morte prematura. analítica)
O atual empuxo tecnológico se acelerou de tal forma que Respostas
alguns felizardos com acesso a todos os recursos disponíveis 1) “E”/2) “B”/3) “D”
na vanguarda dos avanços médicos, biológicos, tecnológicos
e metabólicos podem realisticamente pensar em viver em
boa saúde mental e física bem mais do que 100 anos. O Flexão nominal e verbal.
prolongamento da vida saudável, em razão de uma velhice sem
doenças, já foi só um exercício de visionários. Hoje é um campo
de pesquisa dos mais sérios e respeitados.
Robert Fogel, o principal formulador do conceito da evolução Flexão nominal e verbal.
tecnofísica, e outros estudiosos estão projetando os limites
dessa fabulosa caminhada cultural na qualidade de vida dos Flexão nominal
seres humanos. Quando se dedicam a essa tarefa, os estudiosos
esbarram, em primeiro lugar, nas desigualdades de renda e de Flexão de número
acesso às inovações. Fazem parte das conjecturas dos estudiosos Os nomes (substantivo, adjetivo etc.), de modo geral,
a questão ambiental e a necessidade urgente de obtenção e admitem a flexão de número: singular e plural.
popularização de novas formas de energia menos agressivas ao Ex.: animal − animais
planeta.
(Adaptado de Revista Veja, 25 de abril de 2012 p 141) Palavras simples
1) Na maioria das vezes, acrescenta-se S.
que a humanidade obteve os meios ... Ex.: ponte − pontes
bonito − bonitos
Transpondo-se a frase acima para a voz passiva, a forma
verbal resultante será: 2) Palavras terminadas em R ou Z: acrescenta-se ES.
A) seria obtido. Ex.: éter − éteres
B) tinham obtido. avestruz − avestruzes
C) foi obtida. Obs.: O pronome qualquer faz o plural no meio: quaisquer.
D) teriam sido obtidos.
E) foram obtidos. 3) Palavras oxítonas terminadas em S: acrescenta-se ES.
Ex.: ananás − ananases,
2) Em um belo artigo, o físico Marcelo Gleiser, analisando a Obs.: As paroxítonas e as proparoxítonas são invariáveis.
constatação do satélite Kepler de que existem muitos planetas Ex.: o pires − os pires, o ônibus − os ônibus
com características físicas semelhantes ao nosso, reafirmou sua
fé na hipótese da Terra rara, isto é, a tese de que a vida complexa 4) Palavras terminadas em IL:
(animal) é um fenômeno não tão comum no Universo. a) átono: trocam IL por EIS.
Gleiser retoma as ideias de Peter Ward expostas de modo Ex.: fóssil − fósseis
persuasivo em “Terra Rara”. Ali, o autor sugere que a vida
microbiana deve ser um fenômeno trivial, podendo pipocar até b) tônico: trocam L por S.
em mundos inóspitos; já o surgimento de vida multicelular na Ex.: funil − funis
Terra dependeu de muitas outras variáveis físicas e históricas,
o que, se não permite estimar o número de civilizações 5) Palavras terminadas em EL:
extraterráqueas, ao menos faz com que reduzamos nossas a) átono: plural em EIS.
expectativas. Ex.: nível − níveis
Uma questão análoga só arranhada por Ward é a da b) tônico: plural em ÉIS.
inexorabilidade da inteligência. A evolução de organismos Ex.: carretel − carretéis
complexos leva necessariamente à consciência e à inteligência?
Robert Wright diz que sim, mas seu argumento é mais 6) Palavras terminadas em X são invariáveis.
matemático do que biológico: complexidade engendra Ex.: o clímax − os clímax
complexidade, levando a uma corrida armamentista entre
espécies cujo subproduto é a inteligência. 7) Há palavras cuja sílaba tônica avança.
Stephen J. Gould e Steven Pinker apostam que não. Para Ex.: júnior − juniores; caráter − caracteres
eles, é apenas devido a uma sucessão de pré-adaptações e Obs.: A palavra caracteres é plural tanto de caractere quanto
coincidências que alguns animais transformaram a capacidade de caráter.
de resolver problemas em estratégia de sobrevivência. Se
rebobinássemos o filme da evolução e reencenássemos o 8) Palavras terminadas em ÃO
processo mudando alguns detalhes do início, seriam grandes as Fazem o plural em ÃOS, ÃES e ÕES.
chances de não chegarmos a nada parecido com a inteligência. Veja alguns muito importantes.
(Adaptado de Hélio Schwartsman. Folha de S. Paulo, 28/10/2012) a) Em ões: balões, corações, grilhões, melões, gaviões.
b) Em ãos: pagãos, cristãos, cidadãos, bênçãos, órgãos.
...alguns animais transformaram a capacidade de resolver Obs.: Os paroxítonos, como os dois últimos, sempre fazem o
problemas em estratégia de sobrevivência. plural em ÃOS.

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APOSTILAS OPÇÃO
c) Em ães: escrivães, tabeliães, capelães, capitães, alemães 3) Apenas o último elemento varia.
d) Em ões ou ãos: corrimões/corrimãos, verões/verãos, a) Quando os elementos são adjetivos.
anões/anãos Ex.: hispano-americano − hispano-americanos
e) Em ões ou ães: charlatões/charlatães, guardiões/ Obs.: A exceção é surdo-mudo, em que os dois adjetivos se
guardiães, cirugiões/cirurgiães flexionam: surdos-mudos.
f) Em ões, ãos ou ães: anciões/anciãos/anciães, ermitões/ b) Nos compostos em que aparecem os adjetivos GRÃO, GRÃ
ermitãos/ermitães e BEL.
Ex.: grão-duque − grão-duques
9) Plural dos diminutivos com a letra z grã-cruz − grã-cruzes
Coloca-se a palavra no plural, corta-se o s e acrescenta-se bel-prazer − bel-prazeres
zinhos (ou zinhas).
Ex.: coraçãozinho c) Quando o composto é formado por verbo ou qualquer
corações → coraçõe → coraçõezinhos elemento invariável (advérbio,
azulzinha interjeição, prefixo etc.) mais substantivo ou adjetivo.
azuis → azui → azuizinhas Ex.: arranha-céu − arranha-céus
sempre-viva − sempre-vivas
10) Plural com metafonia (ô → ó) super-homem − super-homens
Algumas palavras, quando vão ao plural, abrem o timbre da
vogal o; outras, não. d) Quando os elementos são repetidos ou onomatopaicos
Veja a seguir. (representam sons).
Ex.: reco-reco − reco-recos
Com metafonia pingue-pongue − pingue-pongues
singular (ô) plural (ó) bem-te-vi − bem-te-vis
coro - coros
corvo - corvos Observações
destroço - destroços a) Como se vê pelo segundo exemplo, pode haver alguma
forno - fornos alteração nos elementos, ou seja, não serem iguais.
fosso - fossos
poço - poços b) Se forem verbos repetidos, admite-se também pôr os dois
rogo - rogos no plural.
Ex.: pisca-pisca − pisca-piscas ou piscas-piscas
Sem metafonia
singular (ô) - plural (ô) 4) Nenhum elemento varia.
adorno - adornos
bolso - bolsos a) Quando há verbo mais palavra invariável.
endosso - endossos Ex.: O cola-tudo − os cola-tudo
esgoto - esgotos
estojo - estojos b) Quando há dois verbos de sentido oposto.
gosto - gostos Ex.: o perde-ganha − os perde-ganha

11) Casos especiais: c) Nas frases substantivas (frases que se transformam em


aval − avales e avais substantivos).
cal − cales e cais Ex.: O maria-vai-com-as-outras − os maria-vai-com-as-
cós − coses e cós outras
fel − feles e féis
mal e cônsul − males e cônsules Observações
a) São invariáveis arco-íris, louva-a-deus, sem-vergonha,
Palavras compostas sem-teto e sem-terra.
1) Os dois elementos variam. Ex.: Os sem-terra apreciavam os arco-íris.
Quando os compostos são formados por substantivo mais
palavra variável (adjetivo, substantivo, numeral, pronome). b) Admitem mais de um plural:
Ex.: amor-perfeito − amores-perfeitos pai-nosso − pais-nossos ou pai-nossos
couve-flor − couves-flores padre-nosso − padres-nossos ou padre-nossos
segunda-feira − segundas-feiras terra-nova − terras-novas ou terra-novas
salvo-conduto − salvos-condutos ou salvo-condutos
2) Só o primeiro elemento varia. xeque-mate − xeques-mates ou xeques-mate
a) Quando há preposição no composto, mesmo que oculta.
Ex.: pé-de-moleque − pés-de-moleque c) Casos especiais: palavras que não se encaixam nas regras.
cavalo-vapor − cavalos-vapor (de ou a vapor) o bem-me-quer − os bem-me-queres
o joão-ninguém − os joões-ninguém
b) Quando o segundo substantivo determina o primeiro (fim o lugar-tenente − os lugar-tenentes
ou semelhança). o mapa-múndi − os mapas-múndi
Ex.: banana-maçã − bananas-maçã (semelhante a maçã)
navio-escola − navios-escola (a finalidade é a escola) Flexão de gênero
Os substantivos e as palavras que o acompanham na frase
Observações admitem a flexão de gênero: masculino e feminino.
a) Alguns autores admitem a flexão dos dois elementos. É Ex.: Meu amigo diretor recebeu o primeiro salário.
uma situação polêmica. Minha amiga diretora recebeu a primeira prestação.
Ex.: mangas-espada (preferível) ou mangas-espadas A flexão de feminino pode ocorrer de duas maneiras.
1) Com a troca de o ou e por a.
b) Quando dizemos (e isso vai ocorrer outras vezes) que é Ex.: lobo − loba
uma situação polêmica, discutível, convém ter em mente que a mestre − mestra
questão do concurso deve ser resolvida por eliminação, ou seja,
analisando bem as outras opções. 2) Por meio de diferentes sufixos nominais de gênero, muitas
vezes com alterações do radical.

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APOSTILAS OPÇÃO
Veja alguns femininos importantes. c) de igualdade: João é tão forte quanto André. (ou como)
ateu − atéia 3) Superlativo
bispo − episcopisa a) absoluto
conde − condessa sintético: João é fortíssimo.
duque − duquesa analítico: João é muito forte. (bastante forte, forte demais
frade − freira etc.)
ilhéu − ilhoa
judeu − judia b) relativo
marajá − marani de superioridade: João é o mais forte da turma.
monje − monja de inferioridade: João é o menos forte da turma.
pigmeu − pigméia
Observações
Alguns substantivos são uniformes quanto ao gênero, ou a) O grau superlativo absoluto corresponde a um aumento
seja, possuem uma única forma para masculino e feminino. do adjetivo. Pode ser expresso por um sufixo (íssimo, érrimo
Podem ser: ou imo) ou uma palavra de apoio, como muito, bastante,
1) Sobrecomuns: admitem apenas um artigo, podendo demasiadamente, enorme etc.
designar os dois sexos.
Ex.: a pessoa, o cônjuge, a testemunha b) As palavras maior, menor, melhor e pior constituem
2) Comuns de dois gêneros: admitem os dois artigos, sempre graus de superioridade.
podendo então ser masculinos ou femininos. Ex.: O carro é menor que o ônibus.
Ex.: o estudante − a estudante, o cientista − a cientista, o menor (mais pequeno): comparativo de superioridade.
patriota − a patriota Ele é o pior do grupo.
3) Epicenos: admitem apenas um artigo, designando os pior (mais mau): superlativo relativo de superioridade.
animais.
Ex.: O jacaré, a cobra, o polvo c) Alguns superlativos absolutos sintéticos que podem
apresentar dúvidas.
Observações acre − acérrimo
a) O feminino de elefante é elefanta, e não elefoa. Aliá é amargo − amaríssimo
correto, mas designa apenas uma espécie de elefanta. amigo − amicíssimo
b) Mamão, para alguns gramáticos, deve ser considerado antigo − antiquíssimo
epiceno. É algo discutível. cruel − crudelíssimo
c) Há substantivos de gênero duvidoso, que as pessoas doce − dulcíssimo
costumam trocar. Veja alguns que convém gravar. fácil − facílimo
Masculinos - Femininos feroz − ferocíssimo
champanha - aguardente fiel − fidelíssimo
dó - alface geral − generalíssimo
eclipse - cal humilde − humílimo
formicida - cataplasma magro − macérrimo
grama (peso) - grafite negro − nigérrimo
milhar - libido pobre − paupérrimo
plasma - omoplata sagrado − sacratíssimo
soprano - musse sério − seriíssimo
suéter - preá soberbo – superbíssimo
telefonema
Questões
d) Existem substantivos que admitem os dois gêneros.
Ex.: diabetes (ou diabete), laringe, usucapião etc. 1) Assinale a alternativa que apresenta erro de plural.
a) o balãozinho – os balõezinhos, o júnior – os juniores
Flexão de grau b) o lápis – os lápis, o projetil − os projéteis
c) o arroz – os arrozes, o éter – os éteres
Por razões meramente didáticas, incluo, aqui, o grau entre os d) o mel – os meles, o gol – os goles
processos de flexão.
Alguns autores também o fazem, talvez pelo mesmo motivo. 2) Está mal flexionada em número a palavra:
a) o paul − os pauis
Grau do substantivo b) o látex − os látex
c) a gravidez − as gravidezes
1) Normal ou positivo: sem nenhuma alteração. d) o caráter − os caráteres
Ex.: chapéu
Respostas
2) Aumentativo 1–B/ 2–D
a) sintético: chapelão
b) analítico: chapéu grande, chapéu enorme etc. Flexão verbal

3) Diminutivo 1) Número: singular ou plural


a) sintético: chapeuzinho Ex.: ando, andas, anda → singular
b) analítico: chapéu pequeno, chapéu reduzido etc. andamos, andais, andam → plural
Obs.: Um grau é sintético quando formado por sufixo;
analítico, por meio de outras palavras. 2) Pessoas: são três.
a) A primeira é aquela que fala; corresponde aos pronomes
Grau do adjetivo eu (singular) e nós (plural).
1) Normal ou positivo: João é forte. Ex.: escreverei, escreveremos
2) Comparativo
a) de superioridade: João é mais forte que André. (ou do que) b) A segunda é aquela com quem se fala; corresponde aos
b) de inferioridade: João é menos forte que André. (ou do pronomes tu (singular) e vós (plural).
que) Ex.: escreverás, escrevereis

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APOSTILAS OPÇÃO
c) A terceira é aquela acerca de quem se fala; corresponde beba → não beba (você)
aos pronomes ele ou ela (singular) e eles ou elas (plural). bebamos → não bebamos (nós)
Ex.: escreverá, escreverão bebais → não bebais (vós)
bebam → não bebam (vocês)
3) Modos: são três. Assim, temos: não bebas, não beba, não bebamos, não
a) Indicativo: apresenta o fato verbal de maneira positiva, bebais, não bebam.
indubitável.
Ex.: vendo Observações
a) No imperativo não existe a primeira pessoa do singular,
b) Subjuntivo: apresenta o fato verbal de maneira duvidosa, eu; a terceira pessoa é você.
hipotética. b) O verbo ser não segue a regra nas pessoas que saem do
Ex.: que eu venda presente do indicativo. Eis o seu imperativo:
afirmativo: sê, seja, sejamos, sede, sejam
c) Imperativo: apresenta o fato verbal como objeto de uma negativo: não sejas, não seja, não sejamos, não sejais, não
ordem. sejam
Ex.: venda! c) O tratamento dispensado a alguém numa frase não pode
mudar. Se começamos a tratar a pessoa por você, não podemos
4) Tempos: são três. passar para tu, e vice-versa.
a) Presente: falo Ex.: Pede agora a tua comida. (tratamento: tu)
Peça agora a sua comida. (tratamento: você)
b) Pretérito d) Os verbos que têm z no radical podem, no imperativo
perfeito: falei afirmativo, perder também a letra e que aparece antes da
imperfeito: falava desinência s.
mais-que-perfeito: falara Ex.: faze (tu) ou faz (tu)
dize (tu) ou diz (tu)
Obs.: O pretérito perfeito indica uma ação extinta; o e) Procure ter “na ponta da língua” a formação e o emprego
imperfeito, uma ação que se prolongava num determinado do imperativo. É assunto muito cobrado em concursos públicos.
ponto do passado; o mais-que-perfeito, uma ação passada em
relação a outra ação, também passada. Tempos primitivos e tempos derivados
Ex.: Eu cantei aquela música. (perfeito)
Eu cantava aquela música. (imperfeito) 1) O presente do indicativo é tempo primitivo. Da primeira
Quando ele chegou, eu já cantara. (mais-que-perfeito) pessoa do singular sai todo o presente do subjuntivo.
Ex.: digo → que eu diga, que tu digas, que ele diga etc.
c) Futuro dizes
do presente: estudaremos diz
do pretérito: estudaríamos Obs.: Isso não ocorre apenas com os poucos verbos que não
apresentam a desinência o na primeira pessoa do singular.
Obs.: No modo subjuntivo, com relação aos tempos simples, Ex.: eu sou → que eu seja
temos apenas o presente, o pretérito imperfeito e o futuro (sem eu sei → que eu saiba
divisão). Os tempos compostos serão estudados mais adiante.
2) O pretérito perfeito é tempo primitivo. Da segunda pessoa
5) Vozes: são três do singular saem:

a) Ativa: o sujeito pratica a ação verbal. a) o mais-que-perfeito.


Ex.: O carro derrubou o poste. Ex.: coubeste → coubera, couberas, coubera, coubéramos,
coubéreis, couberam
b) Passiva: o sujeito sofre a ação verbal.
analítica ou verbal: com o particípio e um verbo auxiliar. b) o imperfeito do subjuntivo.
Ex.: O poste foi derrubado pelo carro. Ex.: coubeste → coubesse, coubesses, coubesse, coubéssemos,
sintética ou pronominal: com o pronome apassivador se. coubésseis, coubessem
Ex.: Derrubou-se o poste.
c) o futuro do subjuntivo.
Obs.: Estudaremos bem o pronome apassivador (ou partícula Ex.: coubeste → couber, couberes, couber, coubermos,
apassivadora) na sétima lição: concordância verbal. couberdes, couberem

c) Reflexiva: o sujeito pratica e sofre a ação verbal; aparece 3) Do infinitivo impessoal derivam:
um pronome reflexivo.
Ex.: O garoto se machucou. a) o imperfeito do indicativo.
Ex.: caber → cabia, cabias, cabia, cabíamos, cabíeis, cabiam
Formação do imperativo
1) Afirmativo: tu e vós saem do presente do indicativo b) o futuro do presente.
menos a letra s; você, nós e vocês, do presente do subjuntivo. Ex.: caber → caberei, caberás, caberá, caberemos, cabereis,
Ex.: Imperativo afirmativo do verbo beber caberão
Bebo → beba
bebes → bebe (tu) bebas c) o futuro do pretérito.
bebe beba → beba (você) Ex.: caber → caberia, caberias, caberia, caberíamos, caberíeis,
bebemos bebamos → bebamos (nós) caberiam
bebeis → bebei (vós) bebais
bebem bebam → bebam (vocês) d) o infinitivo pessoal.
Reunindo, temos: bebe, beba, bebamos, bebei, bebam. Ex.: caber → caber, caberes, caber, cabermos, caberdes,
caberem
2) Negativo: sai do presente do subjuntivo mais a palavra
não. e) o gerúndio.
Ex.: beba Ex.: caber → cabendo
bebas → não bebas (tu)

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APOSTILAS OPÇÃO
f) o particípio. Obs.: Esses verbos mudam o e do infinitivo para i na primeira
Ex.: caber → cabido pessoa do singular do presente do indicativo e em todas do
presente do subjuntivo.
Tempos compostos
8) Aguar, desaguar, enxaguar, minguar:
Formam-se os tempos compostos com o verbo auxiliar (ter a) presente do indicativo: águo, águas, água; enxáguo,
ou haver) mais o particípio do verbo que se quer conjugar. enxáguas, enxágua
b) presente do subjuntivo: águe, águes, águe; enxágue,
1) Perfeito composto: presente do verbo auxiliar mais enxágues, enxágue
particípio do verbo principal.
Ex.: tenho falado ou hei falado → perfeito composto do 9) Arguir, no presente do indicativo: arguo, argúis, argúi,
indicativo tenha falado ou haja falado → perfeito composto do arguimos, arguis, argúem
subjuntivo
10) Apaziguar, averiguar, obliquar, no presente do
2) Mais-que-perfeito composto: imperfeito do auxiliar mais subjuntivo: apazigúe, apazigúes, apazigúe, apaziguemos,
particípio do principal. apazigueis, apazigúem
Ex.: tinha falado → mais-que-perfeito composto do indicativo
tivesse falado → mais-que-perfeito composto do subjuntivo 11) Mobiliar:
a) presente do indicativo: mobílio, mobílias, mobília,
3) Demais tempos: basta classificar o verbo auxiliar. mobiliamos, mobiliais, mobíliam
Ex.: terei falado → futuro do presente composto (terei é b) presente do subjuntivo: mobílie, mobílies, mobílie,
futuro do presente) mobiliemos, mobilieis, mobíliem

Verbos irregulares comuns em concursos 12) Polir, no presente do indicativo: pulo, pules, pule,
polimos, polis, pulem
É importante saber a conjugação dos verbos que seguem.
Eles estão conjugados apenas nas pessoas, tempos e modos mais 13) Passear, recear, pentear, ladear (e todos os outros
problemáticos. terminados em ear)
1) Compor, repor, impor, expor, depor etc.: seguem a) presente do indicativo: passeio, passeias, passeia,
integralmente o verbo pôr. passeamos, passeais, passeiam
Ex.: ponho → componho, imponho, deponho etc. b) presente do subjuntivo: passeie, passeies, passeie,
pus → compus, repus, expus etc. passeemos, passeeis, passeiem

2) Deter, conter, reter, manter etc.: seguem integralmente o Observações


verbo ter. a) Os verbos desse grupo (importantíssimo) apresentam
Ex.: tivermos → contivermos, mantivermos etc. o ditongo ei nas formas risotônicas, mas apenas nos dois
tiveste → retiveste, mantiveste etc. presentes.
b) Os verbos estrear e idear apresentam ditongo aberto.
3) Intervir, advir, provir, convir etc.: seguem integralmente Ex.: estreio, estreias, estreia; ideio, ideias, ideia
o verbo vir.
Ex.: vierem → intervierem, provierem etc. 14) Confiar, renunciar, afiar, arriar etc.: verbos regulares.
vim → intervim, convim etc Ex.: confio, confias, confia, confiamos, confiais, confiam

4) Rever, prever, antever etc.: seguem integralmente o verbo Observações


ver. a) Esses verbos não têm o ditongo ei nas formas risotônicas.
Ex.: vi → revi, previ etc.
víssemos → prevíssemos, antevíssemos etc. b) Mediar, ansiar, remediar, incendiar, odiar e intermediar,
apesar de terminarem em iar, apresentam o ditongo ei.
Observações Ex.: medeio, medeias, medeia, mediamos, mediais, medeiam
a) Como se vê nesses quatro itens iniciais, o verbo derivado medeie, medeies, medeie, mediemos, medieis, medeiem
segue a conjugação do seu primitivo. Basta conjugar o verbo 15) Requerer: só é irregular na 1ª pessoa do singular do
primitivo e recolocar o prefixo. Há outros verbos que dão origem presente do indicativo e,
a verbos derivados. Por exemplo, dizer, haver e fazer. Para eles, consequentemente, em todo o presente do subjuntivo.
vale a mesma regra explicada acima. Ex.: requeiro, requeres, requer
Ex.: eu houve → eu reouve (e não reavi, como normalmente requeira, requeiras, requeira
se fala por aí) requeri, requereste, requereu

b) Requerer e prover não seguem integralmente os verbos 16) Prover: conjuga-se como verbo regular no pretérito
querer e ver. Eles serão mostrados mais adiante. perfeito, no mais-que-perfeito, no imperfeito do subjuntivo,
no futuro do subjuntivo e no particípio; nos demais tempos,
5) Crer, no pretérito perfeito do indicativo: cri, creste, creu, acompanha o verbo ver.
cremos, crestes, creram. Ex.: Provi, proveste, proveu; provera, proveras, provera;
provesse, provesses, provesse etc.
6) Estourar, roubar, aleijar, inteirar etc.: mantém o ditongo provejo, provês, provê; provia, provias, provia; proverei,
fechado em todos os tempos, inclusive o presente do indicativo. proverás, proverá etc.
Ex.: A bomba estoura. (e não estóra, como normalmente se
diz) 17) Reaver, precaver-se, falir, adequar, remir, abolir, colorir,
Eu inteiro (e não intéro) ressarcir, demolir,

7) Aderir, competir, preterir, discernir, concernir, impelir, acontecer, doer são verbos defectivos. Estude o que falamos
expelir, repelir: sobre eles na lição anterior, no item sobre a classificação dos
a) presente do indicativo: adiro, aderes, adere, aderimos, verbos.
aderimos, aderem.
b) presente do subjuntivo: adira, adiras, adira, adiramos, Ex.: Reaver, no presente do indicativo: reavemos, reaveis
adirais, adiram.

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APOSTILAS OPÇÃO
Questões 5) Em casos em que o sujeito é representado pela expressão
“mais de um”, o verbo permanece no singular: Mais de
1) Marque o erro de flexão verbal. um candidato se inscreveu no concurso de piadas.  
a) Teus amigos só veem problemas na empresa. Observação:
b) Eles vêm cedo para o trabalho. - No caso da referida expressão aparecer repetida ou
c) Se nós virmos a solução, a brincadeira perderá a graça. associada a um verbo que exprime reciprocidade, o verbo,
d) Viemos agora tentar um acordo. necessariamente, deverá permanecer no plural: Mais de um
aluno, mais de um professor contribuíram na campanha de
2) Assinale a única forma verbal correta. doação de alimentos. 
a) Tudo que ele contradizer deve ser analisado. Mais de um formando se abraçaram durante as solenidades
b) Se o guarda retesse o trânsito, haveria enorme de formatura. 
engarrafamento.
c) Carlos preveu uma desgraça. 6) Quando o sujeito for composto da expressão “um dos
d) Eu não intervinha no seu trabalho. que”, o verbo permanecerá no plural: Esse jogador foi  um dos
que atuaram na Copa América.
3) Aponte a frase sem erro no que toca à flexão verbal.
a) Os funcionários reporam a mercadoria. 7) Em casos relativos à concordância com locuções
b) Se ele manter a calma, poderá ser aprovado. pronominais, representadas por “algum de nós, qual de vós,
c) Quando eu revesse o processo, acharia o erro. quais de vós, alguns de nós”, entre outras, faz-se necessário nos
d) Àquela altura, já tínhamos intervindo na conversa. atermos a duas questões básicas:
- No caso de o primeiro pronome estar expresso no plural,
Respostas o verbo poderá com ele concordar, como poderá também
1-D / 2-D / 3-B concordar com o pronome pessoal: Alguns de nós o receberemos.
/ Alguns de nós o receberão.
Concordância nominal e verbal. - Quando o primeiro pronome da locução estiver expresso
no singular, o verbo permanecerá, também, no singular:  Algum
Regência nominal e verbal. de nós o receberá.  

8) No caso de o sujeito aparecer representado pelo pronome


Concordância Verbal “quem”, o verbo permanecerá na terceira pessoa do singular
ou poderá concordar com o antecedente desse pronome:   
Ao falarmos sobre a concordância verbal, estamos nos Fomos nós  quem  contou  toda a verdade para ela. / Fomos
referindo à relação de dependência estabelecida entre um termo nós quem contamos toda a verdade para ela.
e outro mediante um contexto oracional. Desta feita, os agentes
principais desse processo são representados pelo sujeito, que no 9) Em casos nos quais o sujeito aparece realçado pela palavra
caso funciona como subordinante; e o verbo, o qual desempenha “que”, o verbo deverá concordar com o termo que antecede essa
a função de subordinado.  palavra: Nesta empresa somos nós que tomamos as decisões. /
Dessa forma, temos que a concordância verbal caracteriza- Em casa sou eu que decido tudo.   
se pela adaptação do verbo, tendo em vista os quesitos “número
e pessoa” em relação ao sujeito. Exemplificando, temos: O aluno 10) No caso de o sujeito aparecer representado por
chegou expressões que indicam porcentagens, o verbo concordará com o
Temos que o verbo apresenta-se na terceira pessoa do numeral ou com o substantivo a que se refere essa porcentagem:   
singular, pois faz referência a um sujeito, assim também expresso 50% dos funcionários aprovaram a decisão da diretoria. / 50%
(ele).  Como poderíamos também dizer: os alunos chegaram do eleitorado apoiou a decisão.
atrasados. Observações:
Temos aí o que podemos chamar de princípio básico. - Caso o verbo aparecer anteposto à expressão de
Contudo, a intenção a que se presta o artigo em evidência é porcentagem, esse deverá concordar com o numeral: Aprovaram
eleger as principais ocorrências voltadas para os casos de sujeito a decisão da diretoria 50% dos funcionários.     
simples e para os de sujeito composto. Dessa forma, vejamos:  - Em casos relativos a 1%, o verbo permanecerá no singular:
1% dos funcionários não aprovou a decisão da diretoria.  
Casos referentes a sujeito simples - Em casos em que o numeral estiver acompanhado de
determinantes no plural, o verbo permanecerá no plural: Os
1) Em caso de sujeito simples, o verbo concorda com o 50% dos funcionários apoiaram a decisão da diretoria. 
núcleo em número e pessoa: O aluno chegou atrasado. 
11) Nos casos em que o sujeito estiver representado por
2) Nos casos referentes a sujeito representado por pronomes de tratamento, o verbo deverá ser empregado na terceira
substantivo coletivo, o verbo permanece na terceira pessoa do pessoa do singular ou do plural:  Vossas Majestades gostaram das
singular:  A multidão, apavorada, saiu aos gritos. homenagens. Vossa Majestade agradeceu o convite.  
Observação: 12) Casos relativos a sujeito representado por substantivo
- No caso de o coletivo aparecer seguido de adjunto adnominal próprio no plural se encontram relacionados a alguns aspectos
no plural, o verbo permanecerá no singular ou poderá ir para o que os determinam:
plural: Uma multidão de pessoas saiu aos gritos. - Diante de nomes de obras no plural, seguidos do verbo ser,
Uma multidão de pessoas saíram aos gritos. este permanece no singular, contanto que o predicativo também
esteja no singular:  Memórias póstumas de Brás Cubas  é  uma
3) Quando o sujeito é representado por expressões partitivas, criação de Machado de Assis.   
representadas por “a maioria de, a maior parte de, a metade de, - Nos casos de artigo expresso no plural, o verbo também
uma porção de, entre outras”, o verbo tanto pode concordar permanece no plural: Os  Estados Unidos  são  uma potência
com o núcleo dessas expressões quanto com o substantivo mundial.
que a segue: A  maioria  dos alunos  resolveu  ficar.   A maioria - Casos em que o artigo figura no singular ou em que ele nem
dos alunos resolveram ficar. aparece, o verbo permanece no singular:  Estados Unidos é uma
potência mundial. 
4) No caso de o sujeito ser representado por expressões
aproximativas, representadas por “cerca de, perto de”, o verbo Casos referentes a sujeito composto
concorda com o substantivo determinado por elas: Cerca de 1) Nos casos relativos a sujeito composto de pessoas
vinte candidatos se inscreveram no concurso de piadas. gramaticais diferentes, o verbo deverá ir para o plural, estando

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APOSTILAS OPÇÃO
relacionado a dois pressupostos básicos: (B) Várias razões haveriam pelas quais os cachorros nos
- Quando houver a 1ª pessoa, esta prevalecerá sobre as atraem.
demais: Eu, tu e ele faremos um lindo passeio. (C) Caberiam notar as muitas razões pelas quais os cachorros
- Quando houver a 2ª pessoa, o verbo poderá nos atraem.
flexionar na 2ª ou na 3ª pessoa: Tu e ele sois primos. (D) Há de ser diversas as razões pelas quais os cachorros nos
Tu e ele são primos. atraem.
(E) Existe mesmo muitas razões pelas quais os cachorros
2) Nos casos em que o sujeito composto aparecer anteposto nos atraem.
ao verbo, este permanecerá no plural: O pai e seus dois
filhos compareceram ao evento.   03. Uma pergunta

3) No caso em que o sujeito aparecer posposto ao verbo, este Frequentemente cabe aos detentores de cargos de
poderá concordar com o núcleo mais próximo ou permanecer responsabilidade tomar decisões difíceis, de graves
no plural: Compareceram  ao evento  o pai e seus dois filhos. consequências. Haveria algum critério básico, essencial, para
Compareceu ao evento o pai e seus dois filhos. amparar tais escolhas? Antonio Gramsci, notável pensador
e político italiano, propôs que se pergunte, antes de tomar a
4) Nos casos relacionados a sujeito simples, porém com decisão: - Quem sofrerá?
mais de um núcleo, o verbo deverá permanecer no singular: Para um humanista, a dor humana é sempre prioridade a se
Meu esposo e grande companheiro merece toda a felicidade do considerar.
mundo. (Salvador Nicola, inédito)

5) Casos relativos a sujeito composto de palavras sinônimas O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se no
ou ordenado por elementos em gradação, o verbo poderá singular para preencher adequadamente a lacuna da frase:
permanecer no singular ou ir para o plural: Minha vitória, (A) A nenhuma de nossas escolhas ...... (poder) deixar de
minha conquista, minha premiação são frutos de meu esforço. corresponder nossos valores éticos mais rigorosos.
/ Minha vitória, minha conquista, minha premiação é fruto de (B) Não se ...... (poupar) os que governam de refletir sobre o
meu esforço. peso de suas mais graves decisões.
(C) Aos governantes mais responsáveis não ...... (ocorrer)
Questões tomar decisões sem medir suas consequências.
(D) A toda decisão tomada precipitadamente ...... (costumar)
01. A concordância realizou-se adequadamente em qual sobrevir consequências imprevistas e injustas.
alternativa? (E) Diante de uma escolha, ...... (ganhar) prioridade,
(A) Os Estados Unidos é considerado, hoje, a maior potência recomenda Gramsci, os critérios que levam em conta a dor
econômica do planeta, mas há quem aposte que a China, em humana.
breve, o ultrapassará. Respostas
(B) Em razão das fortes chuvas haverão muitos candidatos 01. C\02. A\03. C
que chegarão atrasados, tenho certeza disso.
(C) Naquela barraca vendem-se tapiocas fresquinhas, pode Concordância Nominal
comê-las sem receio!
(D) A multidão gritaram quando a cantora apareceu na Concordância nominal é que o ajuste que fazemos aos
janela do hotel! demais termos da oração para que concordem em gênero e
número com o substantivo. Teremos que alterar, portanto, o
02. “Se os cachorros correm livremente, por que eu não artigo, o adjetivo, o numeral e o pronome. Além disso, temos
posso fazer isso também?”, pergunta Bob Dylan em “New também o verbo, que se flexionará à sua maneira.
Morning”. Bob Dylan verbaliza um anseio sentido por todos
nós, humanos supersocializados: o anseio de nos livrarmos Regra geral: O artigo, o adjetivo, o numeral e o pronome
de todos os constrangimentos artificiais decorrentes do fato concordam em gênero e número com o substantivo.
de vivermos em uma sociedade civilizada em que às vezes nos - A pequena criança é uma gracinha.
sentimos presos a uma correia. Um conjunto cultural de regras - O garoto que encontrei era muito gentil e simpático.
tácitas e inibições está sempre governando as nossas interações
cotidianas com os outros. Casos especiais: Veremos alguns casos que fogem à regra
Uma das razões pelas quais os cachorros nos atraem é o fato geral mostrada acima.
de eles serem tão desinibidos e livres. Parece que eles jogam a) Um adjetivo após vários substantivos
com as suas próprias regras, com a sua própria lógica interna. 1 - Substantivos de mesmo gênero: adjetivo vai para o plural
Eles vivem em um universo paralelo e diferente do nosso - um ou concorda com o substantivo mais próximo.
universo que lhes concede liberdade de espírito e paixão pela - Irmão e primo recém-chegado estiveram aqui.
vida enormemente atraentes para nós. Um cachorro latindo ao - Irmão e primo recém-chegados estiveram aqui.
vento ou uivando durante a noite faz agitar-se dentro de nós
alguma coisa que também quer se expressar. 2 - Substantivos de gêneros diferentes: vai para o
Os cachorros são uma constante fonte de diversão para plural masculino ou concorda com o substantivo mais próximo.
nós porque não prestam atenção as nossas convenções sociais. - Ela tem pai e mãe louros.
Metem o nariz onde não são convidados, pulam para cima - Ela tem pai e mãe loura.
do sofá, devoram alegremente a comida que cai da mesa. Os
cachorros raramente se refreiam quando querem fazer alguma 3 - Adjetivo funciona como predicativo: vai obrigatoriamente
coisa. Eles não compartilham conosco as nossas inibições. Suas para o plural.
emoções estão ã flor da pele e eles as manifestam sempre que - O homem e o menino estavam perdidos.
as sentem. - O homem e sua esposa estiveram hospedados aqui.
(Adaptado de Matt Weistein e Luke Barber. Cão que
late não morde. Trad. de Cristina Cupertino. S.Paulo: Francis, b) Um adjetivo anteposto a vários substantivos
2005. p 250) 1 - Adjetivo anteposto normalmente concorda com o mais
próximo.
A frase em que se respeitam as normas de concordância Comi delicioso almoço e sobremesa.
verbal é: Provei deliciosa fruta e suco.
(A) Deve haver muitas razões pelas quais os cachorros nos 2 - Adjetivo anteposto funcionando como predicativo:
atraem. concorda com o mais próximo ou vai para o plural.

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APOSTILAS OPÇÃO
Estavam feridos o pai e os filhos. Estou meio (um pouco) insegura.
Estava ferido o pai e os filhos. 2- Como numeral: segue a regra geral.
Comi meia (metade) laranja pela manhã.
c) Um substantivo e mais de um adjetivo
1- antecede todos os adjetivos com um artigo. n) Só
Falava fluentemente a língua inglesa e a espanhola. 1- apenas, somente (advérbio): invariável.
2- coloca o substantivo no plural. Só consegui comprar uma passagem.
Falava fluentemente as línguas inglesa e espanhola. 2- sozinho (adjetivo): variável.
Estiveram sós durante horas.
d) Pronomes de tratamento
1 - sempre concordam com a 3ª pessoa. Questões
Vossa Santidade esteve no Brasil.
01. Indique o uso INCORRETO da concordância verbal ou
e) Anexo, incluso, próprio, obrigado nominal:
1 - Concordam com o substantivo a que se referem. (A) Será descontada em folha sua contribuição sindical.
As cartas estão anexas. (B) Na última reunião, ficou acordado que se realizariam
A bebida está inclusa. encontros semanais com os diversos interessados no assunto.
Precisamos de nomes próprios. (C) Alguma solução é necessária, e logo!
Obrigado, disse o rapaz. (D) Embora tenha ficado demonstrado cabalmente a
ocorrência de simulação na transferência do imóvel, o pedido
f) Um(a) e outro(a), num(a) e noutro(a) não pode prosperar.
1 - Após essas expressões o substantivo fica sempre no (E) A liberdade comercial da colônia, somada ao fato de D.
singular e o adjetivo no plural. João VI ter também elevado sua colônia americana à condição de
Renato advogou um e outro caso fáceis. Reino Unido a Portugal e Algarves, possibilitou ao Brasil obter
Pusemos numa e noutra bandeja rasas o peixe. certa autonomia econômica.

g) É bom, é necessário, é proibido 02. Aponte a alternativa em que NÃO ocorre silepse (de
1- Essas expressões não variam se o sujeito não vier gênero, número ou pessoa):
precedido de artigo ou outro determinante. (A) “A gente é feito daquele tipo de talento capaz de fazer a
Canja é bom. / A canja é boa. diferença.”
É necessário sua presença. / É necessária a sua presença. (B) Todos sabemos que a solução não é fácil.
É proibido entrada de pessoas não autorizadas. / A entrada (C) Essa gente trabalhadora merecia mais, pois acordam às
é proibida. cinco horas para chegar ao trabalho às oito da manhã.
(D) Todos os brasileiros sabem que esse problema vem de
h) Muito, pouco, caro longe...
1- Como adjetivos: seguem a regra geral. (E) Senhor diretor, espero que Vossa Senhoria seja mais
Comi muitas frutas durante a viagem. compreensivo.
Pouco arroz é suficiente para mim.
Os sapatos estavam caros. 03. A concordância nominal está INCORRETA em:
(A) A mídia julgou desnecessária a campanha e o
2- Como advérbios: são invariáveis. envolvimento da empresa.
Comi muito durante a viagem. (B) A mídia julgou a campanha e a atuação da empresa
Pouco lutei, por isso perdi a batalha. desnecessária.
Comprei caro os sapatos. (C) A mídia julgou desnecessário o envolvimento da empresa
e a campanha.
i) Mesmo, bastante (D) A mídia julgou a campanha e a atuação da empresa
1- Como advérbios: invariáveis desnecessárias.
Preciso mesmo da sua ajuda. Respostas
Fiquei bastante contente com a proposta de emprego. 01. D\02. D\03. B

2- Como pronomes: seguem a regra geral. Regência Verbal e Nominal


Seus argumentos foram bastantes para me convencer.
Os mesmos argumentos que eu usei, você copiou. Dá-se o nome de regência à relação de subordinação que
ocorre entre um verbo (ou um nome) e seus complementos.
j) Menos, alerta Ocupa-se em estabelecer relações entre as palavras, criando
1- Em todas as ocasiões são invariáveis. frases não ambíguas, que expressem efetivamente o sentido
Preciso de menos comida para perder peso. desejado, que sejam corretas e claras.
Estamos alerta para com suas chamadas.
Regência Verbal
k) Tal Qual
1- “Tal” concorda com o antecedente, “qual” concorda com o Termo Regente:  VERBO
consequente.
As garotas são vaidosas tais qual a tia. A regência verbal estuda a relação que se estabelece entre
Os pais vieram fantasiados tais quais os filhos. os verbos e os termos que os complementam (objetos diretos e
objetos indiretos) ou caracterizam (adjuntos adverbiais).
l) Possível O estudo da regência verbal permite-nos ampliar nossa
1- Quando vem acompanhado de “mais”, “menos”, “melhor” capacidade expressiva, pois oferece oportunidade de
ou “pior”, acompanha o artigo que precede as expressões. conhecermos as diversas significações que um verbo pode
A mais possível das alternativas é a que você expôs. assumir com a simples mudança ou retirada de uma preposição. 
Os melhores cargos possíveis estão neste setor da empresa. Observe:
As piores situações possíveis são encontradas nas favelas da A mãe agrada o filho. -> agradar significa acariciar, contentar.
cidade. A mãe agrada ao filho. -> agradar significa “causar agrado ou
prazer”, satisfazer.
m) Meio Logo, conclui-se que “agradar alguém” é diferente de
1- Como advérbio: invariável. “agradar a alguém”.

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APOSTILAS OPÇÃO
Saiba que: substituir pessoas. Não se utilizam os pronomes o, os, a, as como
O conhecimento do uso adequado das preposições é um complementos de verbos transitivos indiretos. Com os objetos
dos aspectos fundamentais do estudo da regência verbal (e indiretos que não representam pessoas, usam-se pronomes
também nominal). As preposições são capazes de modificar oblíquos tônicos de terceira pessoa (ele, ela) em lugar dos
completamente o sentido do que se está sendo dito. Veja os pronomes átonos lhe, lhes. 
exemplos:
Cheguei ao metrô. Os verbos transitivos indiretos são os seguintes:
Cheguei no metrô. a) Consistir - Tem complemento introduzido pela
preposição “em”.
No primeiro caso, o metrô é o lugar a que vou; no segundo A modernidade verdadeira consiste em direitos iguais para
caso, é o meio de transporte por mim utilizado. A oração “Cheguei todos.
no metrô”, popularmente usada a fim de indicar o lugar a que se b) Obedecer e Desobedecer - Possuem seus complementos
vai, possui, no padrão culto da língua, sentido diferente. Aliás, é introduzidos pela preposição “a”.
muito comum existirem divergências entre a regência coloquial, Devemos obedecer aos nossos princípios e ideais.
cotidiana de alguns verbos, e a regência culta. Eles desobedeceram às leis do trânsito.
c) Responder - Tem complemento introduzido pela
Para estudar a regência verbal, agruparemos os verbos de preposição “a”. Esse verbo pede objeto indireto para indicar “a
acordo com sua transitividade. A transitividade, porém, não é quem” ou “ao que” se responde.
um fato absoluto: um mesmo verbo pode atuar de diferentes Respondi ao meu patrão.
formas em frases distintas. Respondemos às perguntas.
Respondeu-lhe à altura.
Verbos Intransitivos Obs.:  o verbo  responder, apesar de transitivo indireto
Os verbos intransitivos não possuem complemento. É quando exprime aquilo a que se responde, admite voz passiva
importante, no entanto, destacar alguns detalhes relativos analítica. Veja:
aos adjuntos adverbiais que costumam acompanhá-los. O questionário foi respondido corretamente.
a) Chegar, Ir Todas as perguntas foram respondidas satisfatoriamente.
Normalmente vêm acompanhados de adjuntos adverbiais d) Simpatizar e  Antipatizar - Possuem seus complementos
de lugar. Na língua culta, as preposições usadas para introduzidos pela preposição “com”.
indicar destino ou direção são: a, para. Antipatizo com aquela apresentadora.
Fui ao teatro. Simpatizo com  os que condenam os políticos que governam
      Adjunto Adverbial de Lugar para uma minoria privilegiada.

Ricardo foi para a Espanha. Verbos Transitivos Diretos e Indiretos


                  Adjunto Adverbial de Lugar Os verbos transitivos diretos e indiretos são acompanhados
b) Comparecer de um objeto direto e um indireto. Merecem destaque, nesse
O adjunto adverbial de lugar pode ser introduzido grupo:
por em ou a.
Comparecemos ao estádio (ou no estádio) para ver o último Agradecer, Perdoar e Pagar
jogo. São verbos que apresentam objeto direto
relacionado a coisas e objeto indireto relacionado a pessoas.
Verbos Transitivos Diretos Veja os exemplos:
Os verbos transitivos diretos são complementados por Agradeço    aos ouvintes         a audiência.
objetos diretos. Isso significa que  não  exigem preposição  para                    Objeto Indireto      Objeto Direto
o estabelecimento da relação de regência. Ao empregar esses Cristo ensina que é preciso perdoar     o pecado        ao pecador.
verbos, devemos lembrar que os pronomes oblíquos o, a, os,                                                                  Obj. Direto       Objeto Indireto
as atuam como objetos diretos. Esses pronomes podem assumir Paguei      o débito        ao cobrador.
as formas lo, los, la, las (após formas verbais terminadas em -r,                Objeto Direto      Objeto Indireto
-s ou -z) ou no, na, nos, nas (após formas verbais terminadas em
sons nasais), enquanto  lhe e lhes são, quando complementos - O uso dos pronomes oblíquos átonos deve ser feito com
verbais, objetos indiretos. particular cuidado. Observe:
São verbos transitivos diretos, dentre outros: abandonar, Agradeci o presente. / Agradeci-o.
abençoar, aborrecer, abraçar, acompanhar, acusar, admirar, Agradeço a você. / Agradeço-lhe.
adorar, alegrar, ameaçar, amolar, amparar, auxiliar, castigar, Perdoei a ofensa. / Perdoei-a.
condenar, conhecer, conservar,convidar, defender, eleger, estimar, Perdoei ao agressor. / Perdoei-lhe.
humilhar, namorar, ouvir, prejudicar, prezar, proteger, respeitar, Paguei minhas contas. / Paguei-as.
socorrer, suportar, ver, visitar. Paguei aos meus credores. / Paguei-lhes.
Na língua culta, esses verbos funcionam exatamente como o
verbo amar: Informar
Amo aquele rapaz. / Amo-o. - Apresenta objeto direto ao se referir a coisas e objeto
Amo aquela moça. / Amo-a. indireto ao se referir a pessoas, ou vice-versa.
Amam aquele rapaz. / Amam-no. Informe os novos preços aos clientes.
Ele deve amar aquela mulher. / Ele deve amá-la. Informe os clientes dos novos preços. (ou sobre os novos
preços)
Obs.: os pronomes lhe, lhes só acompanham esses verbos para - Na utilização de pronomes como complementos,  veja as
indicar posse (caso em que atuam como adjuntos adnominais). construções:
Quero beijar-lhe o rosto. (= beijar seu rosto) Informei-os aos clientes. / Informei-lhes os novos preços.
Prejudicaram-lhe a carreira. (= prejudicaram sua carreira) Informe-os dos novos preços. / Informe-os deles. (ou sobre
Conheço-lhe o mau humor! (= conheço seu mau humor) eles)
Obs.: a mesma regência do verbo  informar é usada  para os
Verbos Transitivos Indiretos seguintes:  avisar, certificar, notificar, cientificar, prevenir.
Os verbos transitivos indiretos são complementados por
objetos indiretos. Isso significa que esses verbos exigem uma Comparar
preposição  para o estabelecimento da relação de regência. Quando seguido de dois objetos, esse verbo admite as
Os pronomes pessoais do caso oblíquo de terceira pessoa que preposições  “a”  ou  “com” para introduzir o complemento
podem atuar como objetos indiretos são o “lhe”, o “lhes”, para indireto.

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APOSTILAS OPÇÃO
Comparei seu comportamento ao (ou com o) de uma criança. As empresas de saúde negam-se a assistir os idosos.
As empresas de saúde negam-se a assisti-los.
Pedir
Esse verbo pede objeto direto de coisa (geralmente na forma 2) Assistir é transitivo indireto no sentido de ver, presenciar,
de oração subordinada substantiva) e indireto de pessoa. estar presente, caber, pertencer.
Pedi-lhe                 favores.
Objeto Indireto    Objeto Direto Exemplos:
                                      Assistimos ao documentário.
Pedi-lhe                     que mantivesse em silêncio. Não assisti às últimas sessões.
Objeto Indireto           Oração Subordinada Substantiva Essa lei assiste ao inquilino.
                                                           Objetiva Direta Obs.: no sentido de  morar, residir,  o verbo  “assistir”  é
Saiba que: intransitivo, sendo acompanhado de adjunto adverbial de lugar
1) A construção  “pedir para”,  muito comum na linguagem introduzido pela preposição “em”.
cotidiana, deve ter emprego muito limitado na língua culta. No Assistimos numa conturbada cidade.
entanto, é considerada correta quando a palavra licença estiver
subentendida. CHAMAR
Peço (licença) para ir entregar-lhe os catálogos em casa. 1)  Chamar  é transitivo direto no sentido de  convocar,
Observe que, nesse caso, a preposição “para” introduz uma solicitar a atenção ou a presença de.
oração subordinada adverbial final reduzida de infinitivo (para Por gentileza, vá chamar sua prima. / Por favor, vá chamá-la.
ir entregar-lhe os catálogos em casa). Chamei você várias vezes. / Chamei-o várias vezes.
2) A construção  “dizer para”,  também muito usada
popularmente, é igualmente considerada incorreta. 2)  Chamar  no sentido de  denominar, apelidar  pode
apresentar objeto direto e indireto, ao qual se refere predicativo
Preferir preposicionado ou não.
Na língua culta, esse verbo deve apresentar objeto A torcida chamou o jogador mercenário.
indireto introduzido pela preposição “a”. Por Exemplo: A torcida chamou ao jogador mercenário.
Prefiro qualquer coisa a abrir mão de meus ideais. A torcida chamou o jogador de mercenário.
Prefiro trem a ônibus. A torcida chamou ao jogador de mercenário.
Obs.: na língua culta, o verbo “preferir” deve ser usado sem
termos intensificadores, tais como:  muito, antes, mil vezes, um CUSTAR
milhão de vezes, mais. A ênfase já é dada pelo prefixo existente 1) Custar é intransitivo no sentido de ter determinado valor
no próprio verbo (pre). ou preço, sendo acompanhado de adjunto adverbial.
Frutas e verduras não deveriam custar muito.
Mudança de Transitividade versus Mudança de
Significado 2) No sentido de ser difícil, penoso, pode ser intransitivo ou
transitivo indireto.
Há verbos que, de acordo com a mudança de transitividade, Muito custa          viver tão longe da família.
apresentam mudança de significado. O conhecimento das             Verbo   Oração Subordinada Substantiva Subjetiva 
diferentes regências desses verbos é um recurso linguístico        Intransitivo                       Reduzida de Infinitivo
muito importante, pois além de permitir a correta interpretação
de passagens escritas, oferece possibilidades expressivas a Custa-me (a mim)  crer que tomou realmente aquela atitude.
quem fala ou escreve. Dentre os principais, estão:         Objeto                 Oração Subordinada Substantiva Subjetiva 
        Indireto                                     Reduzida de Infinitivo
AGRADAR
1) Agradar é transitivo direto no sentido de fazer carinhos, Obs.: a Gramática Normativa condena as construções que
acariciar. atribuem ao verbo “custar” um sujeito representado por pessoa.
Sempre agrada o filho quando o revê. / Sempre o agrada Observe o exemplo abaixo:
quando o revê. Custei para entender o problema. 
Cláudia não perde oportunidade de agradar o gato. / Cláudia Forma correta: Custou-me entender o problema.
não perde oportunidade de agradá-lo.
IMPLICAR
2) Agradar é transitivo indireto no sentido de causar agrado 1) Como transitivo direto, esse verbo tem dois sentidos:
a, satisfazer, ser agradável a.  Rege complemento introduzido
pela preposição “a”. a) dar a entender, fazer supor, pressupor
O cantor não agradou aos presentes. Suas atitudes implicavam um firme propósito.
O cantor não lhes agradou.
b)  Ter como consequência, trazer como consequência,
ASPIRAR acarretar, provocar
1) Aspirar é transitivo direto no sentido de sorver, inspirar Liberdade de escolha implica amadurecimento político de um
(o ar), inalar. povo.
Aspirava o suave aroma. (Aspirava-o)
2) Como transitivo direto e indireto, significa comprometer,
2)  Aspirar  é transitivo indireto no sentido de  desejar, ter envolver
como ambição. Implicaram aquele jornalista em questões econômicas.
Aspirávamos a melhores condições de vida. (Aspirávamos a
elas) Obs.: no sentido de antipatizar, ter implicância, é transitivo
Obs.: como o objeto direto do verbo “aspirar” não é pessoa, indireto e rege com preposição “com”.
mas coisa, não se usam as formas pronominais átonas “lhe” Implicava com quem não trabalhasse arduamente.
e “lhes” e sim as formas tônicas “a ele (s)”, “ a ela (s)”.  Veja o
exemplo: PROCEDER
Aspiravam a uma existência melhor. (= Aspiravam a ela) 1)  Proceder  é intransitivo no sentido de  ser decisivo,
ter cabimento, ter fundamento ou portar-se, comportar-se,
ASSISTIR agir.  Nessa segunda acepção, vem sempre acompanhado de
1)  Assistir  é transitivo direto no sentido de  ajudar, prestar adjunto adverbial de modo.
assistência a, auxiliar. Por Exemplo:

Língua Portuguesa 58
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APOSTILAS OPÇÃO
As afirmações da testemunha procediam, não havia como Obedecer a algo/ a alguém.
refutá-las. Obediente a algo/ a alguém.
Você procede muito mal.
Apresentamos a seguir vários nomes acompanhados
2) Nos sentidos de ter origem, derivar-se (rege a preposição” da preposição ou preposições que os regem. Observe-os
de”) e  fazer, executar  (rege complemento introduzido pela atentamente e procure, sempre que possível, associar esses
preposição “a”) é transitivo indireto. nomes entre si ou a algum verbo cuja regência você conhece.
O avião procede de Maceió.
Procedeu-se aos exames. Substantivos
O delegado procederá ao inquérito.
Admiração a, por
QUERER Devoção a, para, com, por
1)  Querer  é transitivo direto no sentido de  desejar, ter Medo a, de
vontade de, cobiçar. Aversão a, para, por
Querem melhor atendimento. Doutor em
Queremos um país melhor. Obediência a
Atentado a, contra
2)  Querer  é transitivo indireto no sentido de  ter afeição, Dúvida acerca de, em, sobre
estimar, amar. Ojeriza a, por
Quero muito aos meus amigos. Bacharel em
Ele quer bem à linda menina. Horror a
Despede-se o filho que muito lhe quer. Proeminência sobre
Capacidade de, para
VISAR Impaciência com
1)  Como transitivo direto, apresenta os sentidos de  mirar, Respeito a, com, para com, por
fazer pontaria e de pôr visto, rubricar.
O homem visou o alvo. Adjetivos
O gerente não quis visar o cheque.
Acessível a
2)  No sentido de  ter em vista, ter como meta, ter como Diferente de
objetivo, é transitivo indireto e rege a preposição “a”. Necessário a
O ensino deve sempre visar ao progresso social. Acostumado a, com
Prometeram tomar medidas que visassem  ao bem-estar Entendido em
público. Nocivo a
Questões Afável com, para com
Equivalente a
01. Todas as alternativas estão corretas quanto ao emprego Paralelo a
correto da regência do verbo, EXCETO: Agradável a
(A) Faço entrega em domicílio. Escasso de
(B) Eles assistem o espetáculo. Parco em, de
(C) João gosta de frutas. Alheio a, de
(D) Ana reside em São Paulo. Essencial a, para
(E) Pedro aspira ao cargo de chefe. Passível de
Análogo a
02. Assinale a opção em que o verbo Fácil de
chamar é empregado com o mesmo sentido que Preferível a
apresenta em __ “No dia em que o chamaram de Ubirajara, Ansioso de, para, por
Quaresma ficou reservado, taciturno e mudo”: Fanático por
(A) pelos seus feitos, chamaram-lhe o salvador da pátria; Prejudicial a
(B) bateram à porta, chamando Rodrigo; Apto a, para
(C) naquele momento difícil, chamou por Deus e pelo Diabo; Favorável a
(D) o chefe chamou-os para um diálogo franco; Prestes a
(E) mandou chamar o médico com urgência. Ávido de
Generoso com
03. A regência verbal está correta na alternativa: Propício a
(A) Ela quer namorar com o meu irmão. Benéfico a
(B) Perdi a hora da entrevista porque fui à pé. Grato a, por
(C) Não pude fazer a prova do concurso porque era de menor. Próximo a
(D) É preferível ir a pé a ir de carro. Capaz de, para
Hábil em
Respostas Relacionado com
01. B\02. A\03. D Compatível com
Habituado a
Regência Nominal Relativo a
    Contemporâneo a, de
É o nome da relação existente entre um nome (substantivo, Idêntico a
adjetivo ou advérbio) e os termos regidos por esse nome. Essa
relação é sempre intermediada por uma preposição. No estudo Advérbios
da regência nominal, é preciso levar em conta que vários nomes Longe de Perto de
apresentam exatamente o mesmo regime dos verbos de que
derivam. Conhecer o regime de um verbo significa, nesses casos, Obs.: os advérbios terminados em  -mente tendem a seguir
conhecer o regime dos nomes cognatos. Observe o exemplo: o regime dos adjetivos de que são formados: paralela a;
Verbo  obedecer  e os nomes correspondentes: todos regem paralelamente a; relativa a; relativamente a.
complementos introduzidos pela preposição «a”.Veja:
Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/sint/sint61.php

Língua Portuguesa 59
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APOSTILAS OPÇÃO
Questões 2-) diante de  verbos no infinitivo:
A criança começou a falar.
01. Assinale a alternativa em que a preposição “a” não deva Ela não tem nada a dizer.
ser empregada, de acordo com a regência nominal.
(A) A confiança é necessária ____ qualquer relacionamento. Obs.: como os verbos não admitem artigos, o “a” dos
(B) Os pais de Pâmela estão alheios ____ qualquer decisão. exemplos acima é apenas preposição, logo não ocorrerá crase.
(C) Sirlene tem horror ____ aves.
(D) O diretor está ávido ____ melhores metas. 3-) diante da maioria dos pronomes e das expressões de
(E) É inegável que a tecnologia ficou acessível ____ toda tratamento, com exceção das formas senhora, senhorita e dona:
população. Diga a ela que não estarei em casa amanhã.
Entreguei a todos os documentos necessários.
02. Quanto a amigos, prefiro João.....Paulo,.....quem sinto...... Ele fez referência a Vossa Excelência no discurso de ontem.
simpatia.
(A) a, por, menos Os poucos casos em que ocorre crase diante dos pronomes
(B) do que, por, menos podem ser identificados pelo método: troque a palavra feminina
(C) a, para, menos por uma masculina, caso na nova construção surgir a forma ao,
(D) do que, com, menos ocorrerá crase. Por exemplo:
(E) do que, para, menos
Refiro-me à mesma pessoa. (Refiro-me ao mesmo indivíduo.)
03. Assinale a opção em que todos adjetivos podem ser Informei o ocorrido à senhora. (Informei o ocorrido ao senhor.)
seguidos pela mesma preposição: Peça à própria Cláudia para sair mais cedo. (Peça ao próprio
(A) ávido, bom, inconsequente Cláudio para sair mais cedo.)
(B) indigno, odioso, perito
(C) leal, limpo, oneroso 4-) diante de numerais cardinais:
(D) orgulhoso, rico, sedento Chegou a duzentos o número de feridos
(E) oposto, pálido, sábio Daqui a uma semana começa o campeonato.

Respostas Casos em que a crase SEMPRE ocorre:


01. D\02. A\03. D
1-) diante de palavras femininas:
Amanhã iremos à festa de aniversário de minha colega.
Ocorrência da Crase. Sempre vamos à praia no verão.
Ela disse à irmã o que havia escutado pelos corredores.
Sou grata à população.
Fumar é prejudicial à saúde.
Crase Este aparelho é posterior à invenção do telefone.

A palavra crase é de origem grega e significa «fusão», 2-) diante da palavra “moda”, com o sentido de “à moda de”
«mistura». Na língua portuguesa, é o nome que se dá à «junção» (mesmo que a expressão moda de fique subentendida):
de duas vogais idênticas. É de grande importância a crase da O jogador fez um gol à (moda de) Pelé. 
preposição “a” com o artigo feminino “a” (s), com o “a” inicial dos Usava sapatos à (moda de) Luís XV.
pronomes aquele(s), aquela (s), aquilo e com o “a” do relativo a Estava com vontade de comer frango à (moda de) passarinho.
qual (as quais). Na escrita, utilizamos o acento grave ( ` ) para O menino resolveu vestir-se à (moda de) Fidel Castro.
indicar a crase. O uso apropriado do acento grave depende da
compreensão da fusão das duas vogais. É fundamental também, 3-) na indicação de horas:
para o entendimento da crase, dominar a regência dos verbos Acordei às sete horas da manhã.
e nomes que exigem a preposição  “a”. Aprender a usar a Elas chegaram às dez horas.
crase, portanto, consiste em aprender a verificar a ocorrência Foram dormir à meia-noite.
simultânea de uma preposição e um artigo ou pronome. 
4-) em locuções adverbiais, prepositivas e conjuntivas de
Observe: que participam palavras femininas. Por exemplo:
Vou a + a igreja.
Vou à igreja. à tarde às ocultas às pressas à medida que
à noite às claras às escondidas à força
No exemplo acima, temos a ocorrência da
preposição  “a”,  exigida pelo verbo  ir (ir a algum lugar) e a à vontade à beça à larga à escuta
ocorrência do artigo “a” que está determinando o substantivo às avessas à revelia à exceção de à imitação de
feminino igreja. Quando ocorre esse encontro das duas vogais e
elas se unem, a união delas é indicada pelo acento grave. Observe à esquerda às turras às vezes à chave
os outros exemplos: à direita à procura à deriva à toa

Conheço a aluna. à proporção
à luz à sombra de à frente de
Refiro-me à aluna. que
No primeiro exemplo, o verbo é transitivo direto (conhecer à
algo ou alguém), logo não exige preposição e a crase não pode semelhança às ordens à beira de
ocorrer. No segundo exemplo, o verbo é transitivo indireto de
(referir-se a algo ou a alguém) e exige a preposição  “a”.
Portanto, a crase é possível, desde que o termo seguinte seja Crase diante de Nomes de Lugar
feminino e admita o artigo feminino “a” ou um dos pronomes já
especificados. Alguns nomes de lugar não admitem a anteposição do
Veja os principais casos em que a crase NÃO ocorre: artigo “a”. Outros, entretanto, admitem o artigo, de modo que
diante deles haverá crase, desde que o termo regente exija a
1-) diante de substantivos masculinos: preposição “a”. Para saber se um nome de lugar admite ou não
Andamos a cavalo. a anteposição do artigo feminino “a”, deve-se substituir o termo
Fomos a pé. regente por um verbo que peça a preposição  “de”  ou  “em”. A

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APOSTILAS OPÇÃO
ocorrência da contração  “da”  ou  “na”  prova que esse nome de Os exemplos são semelhantes aos de antes.
lugar aceita o artigo e, por isso, haverá crase. Suas perguntas são superiores às dele.
Por exemplo: Seus argumentos são superiores aos dele.
Vou  à  França. (Vim  da  [de+a] França. Estou  na  [em+a] Sua blusa é idêntica à de minha colega.
França.) Seu casaco é idêntico ao de minha colega.
Cheguei à Grécia. (Vim da Grécia. Estou na Grécia.)
Retornarei à Itália. (Vim da Itália. Estou na Itália) A Palavra Distância
Vou  a  Porto Alegre. (Vim  de Porto Alegre. Estou em Porto
Alegre.)  Se a palavra  distância  estiver especificada, determinada, a
crase deve ocorrer.
- Minha dica: use a regrinha “Vou A volto DA, crase HÁ; vou A Por exemplo:
volto DE, crase PRA QUÊ?” Sua casa fica  à  distância de 100 Km daqui. (A palavra está
Ex: Vou a Campinas. = Volto de Campinas. determinada)
Vou à praia. = Volto da praia. Todos devem ficar  à  distância de 50 metros do palco. (A
palavra está especificada.)
- ATENÇÃO: quando o nome de lugar estiver especificado,
ocorrerá crase. Veja: Se a palavra  distância  não estiver especificada, a
Retornarei  à  São Paulo dos bandeirantes. = crase não pode ocorrer. 
mesmo que, pela regrinha acima, seja a do “VOLTO DE” Por exemplo:
Irei à Salvador de Jorge Amado. Os militares ficaram a distância.
Gostava de fotografar a distância.
Crase diante dos Pronomes Demonstrativos Aquele (s), Ensinou a distância.
Aquela (s), Aquilo Dizem que aquele médico cura a distância.
Reconheci o menino a distância.
Haverá crase diante desses pronomes sempre que o termo
regente exigir a preposição “a”. Por exemplo: Observação: por motivo de clareza, para evitar ambiguidade,
pode-se usar a crase.
Refiro-me a + aquele atentado.
Veja:
Preposição Pronome Gostava de fotografar à distância.
Ensinou à distância.
Refiro-me àquele atentado. Dizem que aquele médico cura à distância.

O termo regente do exemplo acima é o verbo transitivo Casos em que a ocorrência da crase é FACULTATIVA
indireto referir (referir-se a algo ou alguém) e exige preposição,
portanto, ocorre a crase. Observe este outro exemplo: 1-) diante de nomes próprios femininos:
Observação: é facultativo o uso da crase diante de nomes
Aluguei aquela casa. próprios femininos porque é facultativo o uso do artigo. Observe:
Paula é muito bonita. Laura é minha amiga.
O verbo “alugar” é transitivo direto (alugar algo) e não exige A Paula é muito bonita. A Laura é minha amiga.
preposição. Logo, a crase não ocorre nesse caso.
Veja outros exemplos: Como podemos constatar, é facultativo o uso do artigo
Dediquei àquela senhora todo o meu trabalho. feminino diante de nomes próprios femininos, então podemos
Quero agradecer àqueles que me socorreram. escrever as frases abaixo das seguintes formas:
Refiro-me àquilo que aconteceu com seu pai.
Não obedecerei àquele sujeito. Entreguei o cartão a Paula. Entreguei o cartão a
Roberto.
Crase com os Pronomes Relativos A Qual, As Quais Entreguei o cartão à Paula. Entreguei o cartão ao
Roberto.
A ocorrência da crase com os pronomes relativos a qual e as
quais depende do verbo. Se o verbo que rege esses pronomes 2-) diante de pronome possessivo feminino:
exigir a preposição  «a»,  haverá crase. É possível detectar a Observação: é facultativo o uso da crase diante de
ocorrência da crase nesses casos utilizando a substituição do pronomes possessivos femininos porque é facultativo o uso do
termo regido feminino por um termo regido masculino.  artigo. Observe:
Por exemplo: Minha avó tem setenta anos. Minha irmã está
A igreja à qual me refiro fica no centro da cidade. esperando por você.
O monumento ao qual me refiro fica no centro da cidade A minha avó tem setenta anos. A minha irmã está
esperando por você.
Caso surja a forma ao com a troca do termo, ocorrerá a crase.
Veja outros exemplos: Sendo facultativo o uso do artigo feminino diante de
São normas às quais todos os alunos devem obedecer. pronomes possessivos femininos, então podemos escrever as
Esta foi a conclusão à qual ele chegou. frases abaixo das seguintes formas:
Várias alunas às quais ele fez perguntas não souberam
responder nenhuma das questões. Cedi o lugar a minha avó. Cedi o lugar a meu avô.
A sessão à qual assisti estava vazia. Cedi o lugar à minha avó. Cedi o lugar ao meu avô.

Crase com o Pronome Demonstrativo “a” 3-) depois da preposição até:


Fui até a praia. ou Fui até à praia.
A ocorrência da crase com o pronome Acompanhe-o até a porta. ou Acompanhe-o até à porta.
demonstrativo “a” também pode ser detectada através da A palestra vai até as cinco horas da tarde. ou
substituição do termo regente feminino por um termo regido A palestra vai até às cinco horas da tarde.
masculino. 
Veja: Questões
Minha revolta é ligada à do meu país.
Meu luto é ligado ao do meu país. 01. No Brasil, as discussões sobre drogas parecem limitar-
As orações são semelhantes às de antes. se ______aspectos jurídicos ou policiais. É como se suas únicas

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APOSTILAS OPÇÃO
consequências estivessem em legalismos, tecnicalidades o O (ó) p P (pê)
e estatísticas criminais. Raro ler ____respeito envolvendo q Q (quê) r R (erre)
questões de saúde pública como programas de esclarecimento s S (esse) t T (tê)
e prevenção, de tratamento para dependentes e de reintegração u U (u) v V (vê)
desses____ vida. Quantos de nós sabemos o nome de um médico w W (dáblio) x X (xis)
ou clínica ____quem tentar encaminhar um drogado da nossa y Y (ípsilon) z Z (zê)
própria família?
Observação: emprega-se também o ç, que representa o
(Ruy Castro, Da nossa própria família. Folha de S.Paulo, fonema /s/ diante das letras: a, o, e u em determinadas palavras.
17.09.2012. Adaptado)
Emprego das letras K, W e Y
As lacunas do texto devem ser preenchidas, correta e Utilizam-se nos seguintes casos:
respectivamente, com: a) Em antropônimos originários de outras línguas e seus
(A) aos … à … a … a derivados.
(B) aos … a … à … a Exemplos: Kant, kantismo; Darwin, darwinismo; Taylor,
(C) a … a … à … à taylorista.
(D) à … à … à … à
(E) a … a … a … a b) Em topônimos originários de outras línguas e seus
derivados.
02. Leia o texto a seguir. Exemplos: Kuwait, kuwaitiano.
Foi por esse tempo que Rita, desconfiada e medrosa, correu
______ cartomante para consultá-la sobre a verdadeira causa do c) Em siglas, símbolos, e mesmo em palavras adotadas como
procedimento de Camilo. Vimos que ______ cartomante restituiu- unidades de medida de curso internacional.
lhe ______ confiança, e que o rapaz repreendeu-a por ter feito o Exemplos: K (Potássio), W (West), kg (quilograma), km
que fez. (quilômetro), Watt.
(Machado de Assis. A cartomante. In: Várias histórias. Rio de
Janeiro: Globo, 1997, p. 6) Emprego de X e Ch
Emprega-se o X:
Preenchem corretamente as lacunas da frase acima, na 1) Após um ditongo.
ordem dada: Exemplos: caixa, frouxo, peixe
A) à – a – a Exceção: recauchutar e seus derivados
B) a – a – à
C) à – a – à 2) Após a sílaba inicial “en”.
D) à – à – a Exemplos: enxame, enxada, enxaqueca
E) a – à – à Exceção: palavras iniciadas por “ch” que recebem o prefixo
“en-”
03 “Nesta oportunidade, volto ___ referir-me ___ problemas já Exemplos: encharcar (de charco), enchiqueirar (de chiqueiro),
expostos ___ V. Sª ___ alguns dias”. encher e seus derivados (enchente, enchimento, preencher...)
a) à - àqueles - a - há 
b) a - àqueles - a - há  3) Após a sílaba inicial “me-”.
c) a - aqueles - à - a  Exemplos: mexer, mexerica, mexicano, mexilhão
d) à - àqueles - a - a  Exceção: mecha
e) a - aqueles - à - há
4) Em vocábulos de origem indígena ou africana e nas palavras
Respostas inglesas aportuguesadas.
1-B / 2-A / 3-B Exemplos: abacaxi, xavante, orixá, xará, xerife, xampu

5) Nas seguintes palavras:


Ortografia e acentuação. bexiga, bruxa, coaxar, faxina, graxa, lagartixa, lixa, lixo, puxar,
rixa, oxalá, praxe, roxo, vexame, xadrez, xarope, xaxim, xícara, xale,
xingar, etc.

Ortografia Emprega-se o dígrafo Ch:


1) Nos seguintes vocábulos:
A ortografia se caracteriza por estabelecer padrões para a bochecha, bucha, cachimbo, chalé, charque, chimarrão,
forma escrita das palavras. Essa escrita está relacionada tanto chuchu, chute, cochilo, debochar, fachada, fantoche, ficha, flecha,
a critérios etimológicos (ligados à origem das palavras) quanto mochila, pechincha, salsicha, tchau, etc.
fonológicos (ligados aos fonemas representados). É importante Para representar o fonema /j/ na forma escrita, a grafia
compreender que a ortografia é fruto de uma convenção. A considerada correta é aquela que ocorre de acordo com a origem
forma de grafar as palavras é produto de acordos ortográficos da palavra. Veja os exemplos:
que envolvem os diversos países em que a língua portuguesa é gesso: Origina-se do grego gypsos
oficial. A melhor maneira de treinar a ortografia é ler, escrever e jipe: Origina-se do inglês jeep.
consultar o dicionário sempre que houver dúvida.
Emprega-se o G:
O Alfabeto 1) Nos substantivos terminados em -agem, -igem, -ugem
O alfabeto da língua portuguesa é formado por 26 letras. Cada Exemplos: barragem, miragem, viagem, origem, ferrugem
letra apresenta uma forma minúscula e outra maiúscula. Veja: Exceção: pajem

a A (á) b B (bê) 2) Nas palavras terminadas em -ágio, -égio, -ígio, -ógio, -úgio
c C (cê) d D (dê) Exemplos: estágio, privilégio, prestígio, relógio, refúgio
e E (é) f F (efe)
g G (gê ou guê) h H (agá) 3) Nas palavras derivadas de outras que se grafam com g
i I (i) j J (jota) Exemplos: engessar (de gesso), massagista (de massagem),
k K (cá) l L (ele) vertiginoso (de vertigem)
m M (eme) n N (ene) 4) Nos seguintes vocábulos:

Língua Portuguesa 62
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APOSTILAS OPÇÃO
algema, auge, bege, estrangeiro, geada, gengiva, gibi, gilete, Exemplos:
hegemonia, herege, megera, monge, rabugento, vagem. deslize- deslizar razão- razoável vazio- esvaziar
raiz- enraizar cruz-cruzeiro
Emprega-se o J:
1) Nas formas dos verbos terminados em -jar ou -jear 2) Nos sufixos -ez, -eza, ao formarem substantivos abstratos a
Exemplos: partir de adjetivos
arranjar: arranjo, arranje, arranjem Exemplos:
despejar: despejo, despeje, despejem inválido- invalidez limpo-limpeza macio- maciez
gorjear: gorjeie, gorjeiam, gorjeando rígido- rigidez
enferrujar: enferruje, enferrujem frio- frieza nobre- nobreza pobre-pobreza surdo-
viajar: viajo, viaje, viajem surdez

2) Nas palavras de origem tupi, africana, árabe ou exótica 3) Nos sufixos -izar, ao formar verbos e -ização, ao formar
Exemplos: biju, jiboia, canjica, pajé, jerico, manjericão, Moji substantivos
Exemplos:
3) Nas palavras derivadas de outras que já apresentam j civilizar- civilização hospitalizar- hospitalização
Exemplos: colonizar- colonização realizar- realização
laranja- laranjeira loja- lojista lisonja -
lisonjeador nojo- nojeira 4) Nos derivados em -zal, -zeiro, -zinho, -zinha, -zito, -zita
cereja- cerejeira varejo- varejista rijo- enrijecer Exemplos:
jeito- ajeitar cafezal, cafezeiro, cafezinho, arvorezinha, cãozito, avezita

4) Nos seguintes vocábulos: 5) Nos seguintes vocábulos:


berinjela, cafajeste, jeca, jegue, majestade, jeito, jejum, laje, azar, azeite, azedo, amizade, buzina, bazar, catequizar, chafariz,
traje, pegajento cicatriz, coalizão, cuscuz, proeza, vizinho, xadrez, verniz, etc.

Emprego das Letras S e Z 6) Nos vocábulos homófonos, estabelecendo distinção no


Emprega-se o S: contraste entre o S e o Z
1) Nas palavras derivadas de outras que já apresentam s no Exemplos:
radical cozer (cozinhar) e coser (costurar)
prezar( ter em consideração) e presar (prender)
Exemplos: traz (forma do verbo trazer) e trás (parte posterior)
análise- analisar catálise- catalisador
casa- casinha, casebre liso- alisar Observação: em muitas palavras, a letra X soa como Z. Veja os
exemplos:
2) Nos sufixos -ês e -esa, ao indicarem nacionalidade, título exame exato exausto exemplo existir exótico
ou origem inexorável
Exemplos:
burguês- burguesa inglês- inglesa Emprego de S, Ç, X e dos Dígrafos Sc, Sç, Ss, Xc, Xs
chinês- chinesa milanês- milanesa Existem diversas formas para a representação do fonema /S/.
Observe:
3) Nos sufixos formadores de adjetivos -ense, -oso e -osa
Exemplos: Emprega-se o S:
catarinense gostoso- gostosa amoroso- amorosa Nos substantivos derivados de verbos terminados em
palmeirense gasoso- gasosa teimoso- teimosa “andir”,”ender”, “verter” e “pelir”
Exemplos:
4) Nos sufixos gregos -ese, -isa, -osa expandir- expansão pretender- pretensão verter-
Exemplos: versão expelir- expulsão
catequese, diocese, poetisa, profetisa, sacerdotisa, glicose, estender- extensão suspender- suspensão
metamorfose, virose converter - conversão repelir- repulsão

5) Após ditongos Emprega-se Ç:


Exemplos: Nos substantivos derivados dos verbos “ter” e “torcer”
coisa, pouso, lousa, náusea Exemplos:
ater- atenção torcer- torção
6) Nas formas dos verbos pôr e querer, bem como em seus deter- detenção distorcer-distorção
derivados manter- manutenção contorcer- contorção
Exemplos:
pus, pôs, pusemos, puseram, pusera, pusesse, puséssemos Emprega-se o X:
quis, quisemos, quiseram, quiser, quisera, quiséssemos Em alguns casos, a letra X soa como Ss
repus, repusera, repusesse, repuséssemos Exemplos:
auxílio, expectativa, experto, extroversão, sexta, sintaxe, texto,
7) Nos seguintes nomes próprios personativos: trouxe
Baltasar, Heloísa, Inês, Isabel, Luís, Luísa, Resende, Sousa,
Teresa, Teresinha, Tomás Emprega-se Sc:
Nos termos eruditos
8) Nos seguintes vocábulos: Exemplos:
abuso, asilo, através, aviso, besouro, brasa, cortesia, acréscimo, ascensorista, consciência, descender, discente,
decisão,despesa, empresa, freguesia, fusível, maisena, mesada, fascículo, fascínio, imprescindível, miscigenação, miscível,
paisagem, paraíso, pêsames, presépio, presídio, querosene, plebiscito, rescisão, seiscentos, transcender, etc.
raposa, surpresa, tesoura, usura, vaso, vigésimo, visita, etc.
Emprega-se Sç:
Emprega-se o Z: Na conjugação de alguns verbos
1) Nas palavras derivadas de outras que já apresentam z no Exemplos:
radical nascer- nasço, nasça

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APOSTILAS OPÇÃO
crescer- cresço, cresça Grafam-se com a letra U: camundongo, jabuti, Manuel, tábua
descer- desço, desça
Emprego da letra H
Emprega-se Ss: Esta letra, em início ou fim de palavras, não tem valor fonético.
Nos substantivos derivados de verbos terminados em “gredir”, Conservou-se apenas como símbolo, por força da etimologia e
“mitir”, “ceder” e “cutir” da tradição escrita. A palavra hoje, por exemplo, grafa-se desta
Exemplos: forma devido a sua origem na forma latina hodie.
agredir- agressão demitir- demissão ceder- cessão
discutir- discussão Emprega-se o H:
progredir- progressão t r a n s m i t i r - t r a n s m i s s ã o 1) Inicial, quando etimológico
exceder- excesso repercutir- repercussão Exemplos: hábito, hesitar, homologar, Horácio

Emprega-se o Xc e o Xs: 2) Medial, como integrante dos dígrafos ch, lh, nh


Em dígrafos que soam como Ss Exemplos: flecha, telha, companhia
Exemplos:
exceção, excêntrico, excedente, excepcional, exsudar 3) Final e inicial, em certas interjeições
Exemplos: ah!, ih!, eh!, oh!, hem?, hum!, etc.
Observações sobre o uso da letra X
1) O X pode representar os seguintes fonemas: 4) Em compostos unidos por hífen, no início do segundo
/ch/ - xarope, vexame elemento, se etimológico
Exemplos: anti-higiênico, pré-histórico, super-homem, etc.
/cs/ - axila, nexo
Observações:
/z/ - exame, exílio 1) No substantivo Bahia, o “h” sobrevive por tradição. Note que
nos substantivos derivados como baiano, baianada ou baianinha
/ss/ - máximo, próximo ele não é utilizado.

/s/ - texto, extenso 2) Os vocábulos erva, Espanha e inverno não possuem a


letra “h” na sua composição. No entanto, seus derivados eruditos
2) Não soa nos grupos internos -xce- e -xci- sempre são grafados com h. Veja:
Exemplos: excelente, excitar herbívoro, hispânico, hibernal.

Emprego das letras E e I Emprego das Iniciais Maiúsculas e Minúsculas


Na língua falada, a distinção entre as vogais átonas /e/ e /i / 1) Utiliza-se inicial maiúscula:
pode não ser nítida. Observe: a) No começo de um período, verso ou citação direta.
Exemplos:
Disse o Padre Antonio Vieira: “Estar com Cristo em qualquer
Emprega-se o E: lugar, ainda que seja no inferno, é estar no Paraíso.”
1) Em sílabas finais dos verbos terminados em -oar, -uar
Exemplos: “Auriverde pendão de minha terra,
magoar - magoe, magoes Que a brisa do Brasil beija e balança,
continuar- continue, continues Estandarte que à luz do sol encerra
As promessas divinas da Esperança…”
2) Em palavras formadas com o prefixo ante- (antes, anterior) (Castro Alves)
Exemplos: antebraço, antecipar
Observações:
3) Nos seguintes vocábulos: - No início dos versos que não abrem período, é facultativo o
cadeado, confete, disenteria, empecilho, irrequieto, mexerico, uso da letra maiúscula.
orquídea, etc.
Por Exemplo:
Emprega-se o I : “Aqui, sim, no meu cantinho,
1) Em sílabas finais dos verbos terminados em -air, -oer, -uir vendo rir-me o candeeiro,
Exemplos: gozo o bem de estar sozinho
cair- cai e esquecer o mundo inteiro.”
doer- dói
influir- influi - Depois de dois pontos, não se tratando de citação direta, usa-
se letra minúscula.
2) Em palavras formadas com o prefixo anti- (contra) Por Exemplo:
Exemplos: “Chegam os magos do Oriente, com suas dádivas: ouro,
Anticristo, antitetânico incenso, mirra.” (Manuel Bandeira)

3) Nos seguintes vocábulos: b) Nos antropônimos, reais ou fictícios.


aborígine, artimanha, chefiar, digladiar, penicilina, privilégio, Exemplos:
etc. Pedro Silva, Cinderela, D. Quixote.

Emprego das letras O e U c) Nos topônimos, reais ou fictícios.


Emprega-se o O/U: Exemplos:
A oposição o/u é responsável pela diferença de significado de Rio de Janeiro, Rússia, Macondo.
algumas palavras. Veja os exemplos:
comprimento (extensão) e cumprimento (saudação, d) Nos nomes mitológicos.
realização) Exemplos:
soar (emitir som) e suar (transpirar) Dionísio, Netuno.

Grafam-se com a letra O: bolacha, bússola, costume, e) Nos nomes de festas e festividades.
moleque. Exemplos:

Língua Portuguesa 64
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APOSTILAS OPÇÃO
Natal, Páscoa, Ramadã. Línguas e Literaturas Modernas ou línguas e literaturas
modernas
f) Em siglas, símbolos ou abreviaturas internacionais. História do Brasil ou história do Brasil
Exemplos: Arquitetura ou arquitetura
ONU, Sr., V. Ex.ª.
Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/fono/
g) Nos nomes que designam altos conceitos religiosos, fono24.php
políticos ou nacionalistas. Emprego do Porquê
Exemplos:
Igreja (Católica, Apostólica, Romana), Estado, Nação, Pátria, Orações
União, etc. Interrogativas Exemplo:

Observação: esses nomes escrevem-se com inicial minúscula (pode ser Por que devemos nos
quando são empregados em sentido geral ou indeterminado. substituído por: preocupar com o meio
Exemplo: Por por qual motivo, ambiente?
Todos amam sua pátria. Que por qual razão)
Exemplo:
Emprego FACULTATIVO de letra maiúscula: Equivalendo
a) Nos nomes de logradouros públicos, templos e edifícios. a “pelo qual” Os motivos por que não
Exemplos: respondeu são desconhecidos.
Rua da Liberdade ou rua da Liberdade
Igreja do Rosário ou igreja do Rosário Exemplos:
Edifício Azevedo ou edifício Azevedo
Você ainda tem coragem de
Final de
2) Utiliza-se inicial minúscula: Por perguntar por quê?
frases e seguidos
a) Em todos os vocábulos da língua, nos usos correntes. Quê
de pontuação
Exemplos: Você não vai? Por quê?
carro, flor, boneca, menino, porta, etc.
Não sei por quê!
b) Nos nomes de meses, estações do ano e dias da semana.
Exemplos: Exemplos:
janeiro, julho, dezembro, etc. Conjunção
segunda, sexta, domingo, etc. A situação agravou-se
que indica
primavera, verão, outono, inverno porque ninguém reclamou.
explicação ou
causa
c) Nos pontos cardeais. Ninguém mais o espera,
Porque porque ele sempre se atrasa.
Exemplos:
Percorri o país de norte a sul e de leste a oeste. Conjunção de
Estes são os pontos colaterais: nordeste, noroeste, sudeste, Exemplos:
Finalidade –
sudoeste. equivale a “para
Não julgues porque não te
que”, “a fim de
Observação: quando empregados em sua forma absoluta, os julguem.
que”.
pontos cardeais são grafados com letra maiúscula.
Função de
Exemplos: Exemplos:
Nordeste (região do Brasil) substantivo
Ocidente (europeu) – vem
Não é fácil encontrar o
acompanhado
Oriente (asiático) Porquê porquê de toda confusão.
de artigo ou
pronome
Lembre-se: Dê-me um porquê de sua
Depois de dois-pontos, não se tratando de citação direta, usa- saída.
se letra minúscula.

Exemplo: 1. Por que (pergunta)


“Chegam os magos do Oriente, com suas dádivas: ouro, 2. Porque (resposta)
incenso, mirra.” (Manuel Bandeira) 3. Por quê (fim de frase: motivo)
4. O Porquê (substantivo)
Emprego FACULTATIVO de letra minúscula:
a) Nos vocábulos que compõem uma citação bibliográfica. Emprego de outras palavras
Exemplos: Senão: equivale a “caso contrário”, “a não ser”: Não fazia coisa
Crime e Castigo ou Crime e castigo nenhuma senão criticar.
Grande Sertão: Veredas ou Grande sertão: veredas Se não: equivale a “se por acaso não”, em orações adverbiais
Em Busca do Tempo Perdido ou Em busca do tempo perdido condicionais: Se não houver homens honestos, o país não sairá
desta situação crítica.
b) Nas formas de tratamento e reverência, bem como em
nomes sagrados e que designam crenças religiosas. Tampouco: advérbio, equivale a “também não”: Não
Exemplos: compareceu, tampouco apresentou qualquer justificativa.
Governador Mário Covas ou governador Mário Covas Tão pouco: advérbio de intensidade: Encontramo-nos tão
Papa João Paulo II ou papa João Paulo II pouco esta semana.
Excelentíssimo Senhor Reitor ou excelentíssimo senhor reitor
Santa Maria ou santa Maria. Trás ou Atrás = indicam lugar, são advérbios.
Traz - do verbo trazer.
c) Nos nomes que designam domínios de saber, cursos e
disciplinas. Vultoso: volumoso: Fizemos um trabalho vultoso aqui.
Exemplos: Vultuoso: atacado de congestão no rosto: Sua face está
Português ou português vultuosa e deformada.

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APOSTILAS OPÇÃO
Questões Ex.: útil – tórax – táxi – leque – retrato – passível

01. Que mexer o esqueleto é bom para a saúde já virou Proparoxítonas - São aquelas em que a sílaba tônica se
até sabedoria popular. Agora, estudo levanta hipóteses sobre evidencia na antepenúltima sílaba.
........................ praticar atividade física..........................benefícios Ex.: lâmpada – câmara – tímpano – médico – ônibus
para a totalidade do corpo. Os resultados podem levar a novas
terapias para reabilitar músculos contundidos ou mesmo para Como podemos observar, mediante todos os exemplos
.......................... e restaurar a perda muscular que ocorre com o mencionados, os vocábulos possuem mais de uma sílaba, mas
avanço da idade. em nossa língua existem aqueles com uma sílaba somente:
(Ciência Hoje, março de 2012) são os chamados monossílabos, que, quando pronunciados,
apresentam certa diferenciação quanto à intensidade.
As lacunas do texto devem ser preenchidas, correta e
respectivamente, com: Tal diferenciação só é percebida quando os pronunciamos
(A) porque … trás … previnir em uma dada sequência de palavras. Assim como podemos
(B) porque … traz … previnir observar no exemplo a seguir:
(C) porquê … tras … previnir
(D) por que … traz … prevenir “Sei que não vai dar em nada, seus segredos sei de cor”.
(E) por quê … tráz … prevenir
Os monossílabos em destaque classificam-se como tônicos;
02. Assinale a opção que completa corretamente as lacunas os demais, como átonos (que, em, de).
da frase abaixo: Não sei o _____ ela está com os olhos vermelhos,
talvez seja _____ chorou. Os Acentos Gráficos
(A) porquê / porque;
(B) por que / porque; acento agudo (´) – Colocado sobre as letras “a”, “i”, “u” e
(C) porque / por que; sobre o “e” do grupo “em” - indica que estas letras representam
(D) porquê / por quê; as vogais tônicas de palavras como Amapá, caí, público, parabéns.
(E) por que / por quê. Sobre as letras “e” e “o” indica, além da tonicidade, timbre aberto. 
Ex.: herói – médico – céu(ditongos abertos)
03.
acento circunflexo (^) – colocado sobre as letras “a”, “e” e
“o” indica, além da tonicidade, timbre fechado:
Ex.: tâmara – Atlântico – pêssego – supôs

acento grave (`) – indica a fusão da preposição “a” com


artigos e pronomes.
Ex.: à – às – àquelas – àqueles

trema (¨) – De acordo com a nova regra, foi totalmente


abolido das palavras. Há uma exceção: é utilizado em palavras
Considerando a ortografia e a acentuação da norma- derivadas de nomes próprios estrangeiros.
padrão da língua portuguesa, as lacunas estão, correta e Ex.: mülleriano (de Müller)
respectivamente, preenchidas por:
(A) mal ... por que ... intuíto til (~) – indica que as letras “a” e “o” representam vogais
(B) mau ... por que ... intuito nasais.
(C) mau ... porque ... intuíto Ex.: coração – melão – órgão – ímã
(D) mal ... porque ... intuito
(E) mal ... por quê ... intuito Regras fundamentais:
Respostas Palavras oxítonas:
01. D/02. B/03. D Acentuam-se todas as oxítonas terminadas em: “a”, “e”, “o”,
“em”, seguidas ou não do plural(s):
Acentuação Pará – café(s) – cipó(s) – armazém(s)
A acentuação é um dos requisitos que perfazem as regras Essa regra também é aplicada aos seguintes casos:
estabelecidas pela Gramática Normativa. Esta se compõe de
algumas particularidades, às quais devemos estar atentos, Monossílabos tônicos terminados em “a”, “e”, “o”, seguidos
procurando estabelecer uma relação de familiaridade e, ou não de “s”.
consequentemente, colocando-as em prática na linguagem Ex.: pá – pé – dó – há
escrita.
Formas verbais terminadas em “a”, “e”, “o” tônicos, seguidas
Regras básicas – Acentuação tônica de lo, la, los, las.
A acentuação tônica implica na intensidade com que são respeitá-lo – percebê-lo – compô-lo
pronunciadas as sílabas das palavras. Aquela que se dá de
forma mais acentuada, conceitua-se como sílaba tônica. As Paroxítonas:
demais, como são pronunciadas com menos intensidade, são Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em:
denominadas de átonas. - i, is
táxi – lápis – júri
De acordo com a tonicidade, as palavras são classificadas - us, um, uns
como: vírus – álbuns – fórum
- l, n, r, x, ps
Oxítonas – São aquelas cuja sílaba tônica recai sobre a automóvel – elétron - cadáver – tórax – fórceps
última sílaba. - ã, ãs, ão, ãos
Ex.: café – coração – cajá – atum – caju – papel ímã – ímãs – órfão – órgãos
Paroxítonas – São aquelas em que a sílaba tônica se
evidencia na penúltima sílaba.

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APOSTILAS OPÇÃO
- Dica: Memorize a palavra LINURXÃO. Para quê? Repare que As formas verbais que possuíam o acento tônico na raiz, com
essa palavra apresenta as terminações das paroxítonas que são “u” tônico precedido de “g” ou “q” e seguido de “e” ou “i” não
acentuadas: L, I N, U (aqui inclua UM =fórum), R, X, Ã, ÃO. Assim serão mais acentuadas. Ex.:
ficará mais fácil a memorização!
Antes Depois
- ditongo oral, crescente ou decrescente, seguido ou não de “s”. apazigúe (apaziguar) apazigue
argúi (arguir) argui
água – pônei – mágoa – jóquei
Acentuam-se os verbos pertencentes à terceira pessoa do
Regras especiais: plural de:

Os ditongos de pronúncia aberta “ei”, “oi” ( ditongos abertos), ele tem – eles têm
que antes eram acentuados, perderam o acento de acordo com ele vem – eles vêm (verbo vir)
a nova regra, mas desde que estejam em palavras paroxítonas.
A regra prevalece também para os verbos conter, obter, reter,
Cuidado: Se os ditongos abertos estiverem em uma deter, abster. 
palavra oxítona (herói) ou monossílaba (céu) ainda são ele contém – eles contêm
acentuados. Mas caso não forem ditongos perdem o acento. ele obtém – eles obtêm
Ex.: ele retém – eles retêm
ele convém – eles convêm
Antes Agora
assembléia assembleia
Não se acentuam mais as palavras homógrafas que antes
idéia ideia
eram acentuadas para diferenciá-las de outras semelhantes
jibóia jiboia
(regra do acento diferencial). Apenas em algumas exceções,
apóia (verbo apoiar) apoia
como:
Quando a vogal do hiato for “i” ou “u” tônicos, acompanhados
A forma verbal pôde (terceira pessoa do singular do
ou não de “s”, haverá acento:
pretérito perfeito do modo indicativo) ainda continua
Ex.: saída – faísca – baú – país – Luís
sendo acentuada para diferenciar-se de pode (terceira
pessoa do singular do presente do indicativo). Ex:
Observação importante:
Não serão mais acentuados “i” e “u” tônicos, formando hiato
Ela pode fazer isso agora.
quando vierem depois de ditongo: Ex.:
Elvis não pôde participar porque sua mão não deixou...
Antes Agora
O mesmo ocorreu com o verbo pôr para diferenciar da
bocaiúva bocaiuva
preposição por.
feiúra feiura
- Quando, na frase, der para substituir o “por” por “colocar”,
O acento pertencente aos encontros “oo” e “ee” foi abolido.
então estaremos trabalhando com um verbo, portanto: “pôr”;
Ex.:
nos outros casos, “por” preposição. Ex:
Antes Agora
Faço isso por você.
crêem creem
Posso pôr (colocar) meus livros aqui?
vôo voo
Questões
- Agora memorize a palavra CREDELEVÊ. São os verbos que,
no plural, dobram o “e”, mas que não recebem mais acento
01. “Cadáver” é paroxítona, pois:
como antes: CRER, DAR, LER e VER.
A) Tem a última sílaba como tônica.
B) Tem a penúltima sílaba como tônica.
Repare:
C) Tem a antepenúltima sílaba como tônica.
1-) O menino crê em você
D) Não tem sílaba tônica.
Os meninos creem em você.
2-) Elza lê bem!
02. Assinale a alternativa correta.
Todas leem bem!
A palavra faliu contém um:
3-) Espero que ele dê o recado à sala.
A) hiato
Esperamos que os dados deem efeito!
B) dígrafo
4-) Rubens vê tudo!
C) ditongo decrescente
Eles veem tudo!
D) ditongo crescente
- Cuidado! Há o verbo vir:
03. Em “O resultado da experiência foi, literalmente,
Ele vem à tarde!
aterrador.” a palavra destacada encontra-se acentuada pelo
Eles vêm à tarde!
mesmo motivo que:
Não se acentuam o “i” e o “u” que formam hiato quando
A) túnel
seguidos, na mesma sílaba, de l, m, n, r ou z:
B) voluntário
C) até
Ra-ul, ru-im, con-tri-bu-in-te, sa-ir, ju-iz
D) insólito
E) rótulos
Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos se estiverem
seguidas do dígrafo nh:
04. Assinale a alternativa correta.
ra-i-nha, ven-to-i-nha.
A) “Contrário” e “prévias” são acentuadas por serem
paroxítonas terminadas em ditongo.
Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos se vierem
B) Em “interruptor” e “testaria” temos, respectivamente,
precedidas de vogal idêntica:
encontro consonantal e hiato.
xi-i-ta, pa-ra-cu-u-ba
C) Em “erros derivam do mesmo recurso mental” as palavras
grifadas são paroxítonas.

Língua Portuguesa 67
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APOSTILAS OPÇÃO
D) Nas palavras “seguida”, “aquele” e “quando” as partes Ponto de Interrogação
destacadas são dígrafos. Usa-se nas interrogações diretas e indiretas livres.
E) A divisão silábica está correta em “co-gni-ti-va”, “p-si-có- “- Então? Que é isso? Desertaram ambos?” (Artur Azevedo)
lo-ga” e “a-ci-o-na”. Reticências
Respostas 1- Indica que palavras foram suprimidas.
1-B / 2-C / 3-B / 4-A - Comprei lápis, canetas, cadernos...

2- Indica interrupção violenta da frase.


Pontuação. “- Não... quero dizer... é verdad... Ah!”

3- Indica interrupções de hesitação ou dúvida


- Este mal... pega doutor?
Pontuação
4- Indica que o sentido vai além do que foi dito
Os sinais de pontuação são marcações gráficas que servem - Deixa, depois, o coração falar...
para compor a coesão e a coerência textual além de ressaltar
especificidades semânticas e pragmáticas. Vejamos as principais Vírgula
funções dos sinais de pontuação conhecidos pelo uso da língua Não se usa vírgula
portuguesa. *separando termos que, do ponto de vista sintático, ligam-se
diretamente entre si:
Ponto
1- Indica o término do discurso ou de parte dele. a) entre sujeito e predicado.
- Façamos o que for preciso para tirá-la da situação em que Todos os alunos da sala    foram advertidos. 
se encontra. Sujeito                            predicado
- Gostaria de comprar pão, queijo, manteiga e leite.
b) entre o verbo e seus objetos.
- Acordei. Olhei em volta. Não reconheci onde estava. O trabalho custou            sacrifício             aos realizadores. 
             V.T.D.I.              O.D.                      O.I.
2- Usa-se nas abreviações - V. Exª. - Sr.
c) entre nome e complemento nominal; entre nome e adjunto
Ponto e Vírgula ( ; ) adnominal.
1- Separa várias partes do discurso, que têm a mesma A surpreendente reação do governo contra os sonegadores
importância. despertou reações entre os empresários.
-  “Os pobres dão pelo pão o trabalho; os ricos dão pelo pão adj. adnominal nome adj. adn. complemento nominal
a fazenda; os de espíritos generosos dão pelo pão a vida; os de
nenhum espírito dão pelo pão a alma...” (VIEIRA) Usa-se a vírgula:

2- Separa partes de frases que já estão separadas por - Para marcar intercalação:
vírgulas. a) do adjunto adverbial: O café, em razão da sua abundância,
- Alguns quiseram verão, praia e calor; outros montanhas, frio vem caindo de preço.
e cobertor. b) da conjunção: Os cerrados são secos e áridos. Estão
produzindo, todavia, altas quantidades de alimentos.
3- Separa itens de uma enumeração, exposição de motivos, c) das expressões explicativas ou corretivas: As indústrias
decreto de lei, etc. não querem abrir mão de suas vantagens, isto é, não querem abrir
- Ir ao supermercado; mão dos lucros altos.
- Pegar as crianças na escola;
- Caminhada na praia; - Para marcar inversão:
- Reunião com amigos. a) do adjunto adverbial (colocado no início da oração):
Depois das sete horas, todo o comércio está de portas fechadas.
Dois pontos b) dos objetos pleonásticos antepostos ao verbo: Aos
1- Antes de uma citação pesquisadores, não lhes destinaram verba alguma.
- Vejamos como Afrânio Coutinho trata este assunto: c) do nome de lugar anteposto às datas: Recife, 15 de maio
de 1982.
2- Antes de um aposto
- Três coisas não me agradam: chuva pela manhã, frio à tarde - Para separar entre si elementos coordenados (dispostos
e calor à noite. em enumeração):
Era um garoto de 15 anos, alto, magro.
3- Antes de uma explicação ou esclarecimento A ventania levou árvores, e telhados, e pontes, e animais.
- Lá estava a deplorável família: triste, cabisbaixa, vivendo a
rotina de sempre. - Para marcar elipse (omissão) do verbo:
Nós queremos comer pizza; e vocês, churrasco.
4- Em frases de estilo direto
 Maria perguntou: - Para isolar:
- Por que você não toma uma decisão? - o aposto:
São Paulo, considerada a metrópole brasileira, possui um
Ponto de Exclamação trânsito caótico.
1- Usa-se para indicar entonação de surpresa, cólera, susto,
súplica, etc. - o vocativo:
- Sim! Claro que eu quero me casar com você! Ora, Thiago, não diga bobagem.

2- Depois de interjeições ou vocativos Questões


- Ai! Que susto!
- João! Há quanto tempo! 01. Assinale a alternativa em que a pontuação está
corretamente empregada, de acordo com a norma-padrão da
língua portuguesa.

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APOSTILAS OPÇÃO
(A) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, embora, Paralelismo sintático (e paralelismo semântico)
experimentasse, a sensação de violar uma intimidade, procurou
a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar algo que pudesse Desde o primeiro instante em que nos propomos a discorrer
ajudar a revelar quem era a sua dona. sobre ambos os elementos, somos impulsionados a tornar
(B) Diante, da testemunha o homem abriu a bolsa e, embora evidentes nossos conhecimentos em relação às estruturas
experimentasse a sensação, de violar uma intimidade, procurou que compõem uma boa escrita. Mesmo que todas estejam
a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar algo que pudesse interligadas entre si, formando uma relação de dependência,
ajudar a revelar quem era a sua dona. mencioná-las de forma particular não seria algo viável para o
(C) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, embora momento. Em razão disso, procuraremos exaltar uma, ora tida
experimentasse a sensação de violar uma intimidade, procurou como sendo de singular importância – a coerência.
a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar algo que pudesse Desta forma, para que toda interlocução se materialize
ajudar a revelar quem era a sua dona. de forma plausível, antes de tudo, as ideias precisam estar
(D) Diante da testemunha, o homem, abriu a bolsa e, embora dispostas em uma sequência lógica, clara e precisa, pois, se
experimentasse a sensação de violar uma intimidade, procurou por um motivo ou outro houver uma quebra desta sequência,
a esmo entre as coisinhas, tentando, encontrar algo que pudesse o discurso certamente estará comprometido. Mediante este
ajudar a revelar quem era a sua dona. aspecto, vale dizer que determinados elementos revelam sua
(E) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, embora, parcela de contribuição para que tais pressupostos se tornem
experimentasse a sensação de violar uma intimidade, procurou efetivamente concretizados, o que é garantido, muitas vezes,
a esmo entre as coisinhas, tentando, encontrar algo que pudesse pelo paralelismo sintático e pelo paralelismo semântico.
ajudar a revelar quem era a sua dona. Esses se caracterizam pelas relações de semelhança que
determinadas palavras e expressões apresentam entre si. Tais
02. Assinale a opção em que está corretamente indicada a relações de similaridade podem se dar no campo morfológico
ordem dos sinais de pontuação que devem preencher as lacunas (quando as palavras integram a mesma classe gramatical),
da frase abaixo: no semântico (quando há correspondência de sentido) e no
“Quando se trata de trabalho científico ___ duas coisas devem sintático (quando a construção de frases e orações se apresenta
ser consideradas ____ uma é a contribuição teórica que o trabalho de forma semelhante).
oferece ___ a outra é o valor prático que possa ter. Assim, analisemos um caso no qual podemos constatar a
A) dois pontos, ponto e vírgula, ponto e vírgula ausência de paralelismo de ordem morfológica: A tão inesperada
B) dois pontos, vírgula, ponto e vírgula; decisão é fruto resultante de humilhações, mágoas, concepções
C) vírgula, dois pontos, ponto e vírgula; equivocadas e agressores por parte de colegas que almejavam
D) pontos vírgula, dois pontos, ponto e vírgula; ocupar sua função.
E) ponto e vírgula, vírgula, vírgula. Constatamos uma nítida ruptura relacionada a fatores de
ordem gramatical, demarcada pela exposição de um adjetivo
03. Os sinais de pontuação estão empregados corretamente (agressores) em detrimento ao substantivo “agressões”.
em:
A) Duas explicações, do treinamento para consultores Ausência de paralelismo de ordem semântica:
iniciantes receberam destaque, o conceito de PPD e a construção Marcela amou-me durante quinze meses e onze contos de
de tabelas Price; mas por outro lado, faltou falar das metas de réis (Machado de Assis). Detectamos que houve uma quebra de
vendas associadas aos dois temas. sentido com relação à ideia expressa pelo tempo, ao associá-lo
B) Duas explicações do treinamento para consultores com a noção de quantidade, valor.
iniciantes receberam destaque: o conceito de PPD e a construção
de tabelas Price; mas, por outro lado, faltou falar das metas de Ausência de paralelismo de ordem sintática:
vendas associadas aos dois temas.
C) Duas explicações do treinamento para consultores O respeito às leis de trânsito não representa segurança
iniciantes receberam destaque; o conceito de PPD e a construção somente para o motorista e é para o pedestre. Tal ocorrência
de tabelas Price, mas por outro lado, faltou falar das metas de manifesta-se por intermédio do uso do conectivo e em
vendas associadas aos dois temas. detrimento a outro, que também integra a classe das conjunções
D) Duas explicações do treinamento para consultores aditivas, representado pela expressão “mas também.” Assim, no
iniciantes, receberam destaque: o conceito de PPD e a construção intento de reformularmos o discurso, obteríamos:
de tabelas Price, mas, por outro lado, faltou falar das metas de O respeito às leis de trânsito não representa segurança
vendas associadas aos dois temas. somente para o motorista, mas também para o pedestre.
E) Duas explicações, do treinamento para consultores Vejamos alguns casos que representam esta dualidade
iniciantes, receberam destaque; o conceito de PPD e a construção paralelística:
de tabelas Price, mas por outro lado, faltou falar das metas, de
vendas associadas aos dois temas. não só... mas também
O respeito às leis de trânsito representa segurança não só
Resposta para o motorista, mas também para o pedestre.
1-C 2-C 3-B Tal construção, além de expressar a ideia de adição,
ainda retrata um enfoque especial ao se referir aos pedestres
Equivalência e transformação de (representada pela conjunção “mas também”).
estruturas.
quanto mais... (tanto) mais
Atualmente, quanto mais nos aperfeiçoamos, mais temos
condições de ser bem sucedidos. As estruturas paralelísticas
Equivalência e transformação de estruturas denotam o sentido de progressão entre os elementos.

A equivalência e transformação de estruturas consiste tanto... quanto


em saber mudar uma sentença ou parte dela de modo a que O tabagismo é prejudicial tanto para os fumantes
fique gramaticalmente correta. Um exemplo muito comum em ativos, quanto para os passivos. Aqui, tais estruturas, além
provas de concursos é o enunciado trazer uma frase no singular, de expressarem adição, ainda acrescentam uma ideia de
por exemplo, e pedir que o aluno passe a frase para o plural, equiparação ou equivalência.
mantendo o sentido. Outro exemplo é o enunciado dar a frase
em um tempo verbal, e pedir que o aluno a passe para outro primeiro... segundo
tempo. Ou ainda a reescritura de trechos, mantendo a correção Há dois procedimentos a realizar: primeiro você diz toda a
semântica e sintática. verdade; segundo, pede desculpas pelo erro cometido.

Língua Portuguesa 69
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APOSTILAS OPÇÃO
Constatamos que os elementos utilizados se relacionam à Geralmente, é mesclada de descrições;
ideia de uma enumeração, evidenciados de forma sequencial.
O diálogo direto é frequente.
não... e não / nem
Não obteve um bom resultado neste ano, nem no anterior. Dissertação
Tal recurso foi empregado no sentido de evidenciar uma
sequência negativa em relação aos fatos.
Expõe um tema, explica, avalia, classifica, analisa;
seja... seja / quer...quer / ora... ora É um tipo de texto argumentativo.
Quer você apareça, quer não, iremos ao cinema.
O emprego das estruturas paralelísticas está relacionado à Defesa de um argumento:
noção de alternância no que se refere às ações. a) apresentação de uma tese que será defendida,
b) desenvolvimento ou argumentação,
por um lado... por outro c) fechamento;
Se por um lado as obras garantem o emprego de todos, por Predomínio da linguagem objetiva;
outro, desagradam aos moradores.
Prevalece a denotação.
Tempos verbais.
Se todos comparecessem, o evento ficaria mais animado. Carta
/ se todos comparecerem, o evento ficará mais animado.
Constatamos que o emprego do pretérito imperfeito do Esse é um tipo de texto que se caracteriza por envolver um
subjuntivo (comparecessem) na oração subordinada condicional remetente e um destinatário;
requisita o emprego do futuro do pretérito (ficaria) na oração
principal. Já o emprego do futuro do subjuntivo (comparecerem) É normalmente escrita em primeira pessoa, e sempre visa um
na oração subordinada pede o emprego do futuro do presente tipo de leitor;
(ficará) na principal. É necessário que se utilize uma linguagem adequada com
o tipo de destinatário e que durante a carta não se perca a
Fonte: http://classroombr.blogspot.com.br/2014/07/equivalencia- visão daquele para quem o texto está sendo escrito.
e-transformacao-de.html
Descrição

Redação. É a representação com palavras de um objeto, lugar, situação


ou coisa, onde procuramos mostrar os traços mais particulares
ou individuais do que se descreve. É qualquer elemento que seja
apreendido pelos sentidos e transformado, com palavras, em
Tipos Textuais imagens.
Sempre que se expõe com detalhes um objeto, uma pessoa
Para escrever um texto, necessitamos de técnicas que ou uma paisagem a alguém, está fazendo uso da descrição. Não
implicam no domínio de capacidades linguísticas. Temos dois é necessário que seja perfeita, uma vez que o ponto de vista do
momentos: o de formular pensamentos (o que se quer dizer) observador varia de acordo com seu grau de percepção. Dessa
e o de expressá-los por escrito (o escrever propriamente dito). forma, o que será importante ser analisado para um, não será
Fazer um texto, seja ele de que tipo for, não significa apenas para outro.
escrever de forma correta, mas sim, organizar ideias sobre A vivência de quem descreve também influencia na hora de
determinado assunto. transmitir a impressão alcançada sobre determinado objeto,
E para expressarmos por escrito, existem alguns modelos de pessoa, animal, cena, ambiente, emoção vivida ou sentimento.
expressão escrita: Descrição – Narração – Dissertação.
Exemplos:
Descrição (I) “De longe via a aleia onde a tarde era clara e redonda. Mas
a penumbra dos ramos cobria o atalho.
Expõe características dos seres ou das coisas, apresenta uma Ao seu redor havia ruídos serenos, cheiro de árvores,
visão; pequenas surpresas entre os cipós. Todo o jardim triturado
pelos instantes já mais apressados da tarde. De onde vinha o
É um tipo de texto figurativo; meio sonho pelo qual estava rodeada? Como por um zunido de
Retrato de pessoas, ambientes, objetos; abelhas e aves. Tudo era estranho, suave demais, grande demais.”

Predomínio de atributos; (extraído de “Amor”, Laços de Família, Clarice Lispector)


Uso de verbos de ligação;
(II) Chamava-se Raimundo este pequeno, e era mole,
Frequente emprego de metáforas, comparações e outras aplicado, inteligência tarda. Raimundo gastava duas horas em
figuras de linguagem; reter aquilo que a outros levava apenas trinta ou cinquenta
Tem como resultado a imagem física ou psicológica. minutos; vencia com o tempo o que não podia fazer logo com o
cérebro. Reunia a isso grande medo ao pai. Era uma criança fina,
Narração pálida, cara doente; raramente estava alegre. Entrava na escola
depois do pai e retiravase antes. O mestre era mais severo com
ele do que conosco.
Expõe um fato, relaciona mudanças de situação, aponta (Machado de Assis. “Conto de escola”. Contos. 3ed. São
antes, durante e depois dos acontecimentos (geralmente); Paulo, Ática, 1974, págs. 3132.)
É um tipo de texto sequencial;
Esse texto traça o perfil de Raimundo, o filho do professor da
Relato de fatos; escola que o escritor frequentava.
Deve-se notar:
Presença de narrador, personagens, enredo, cenário, tempo;
- que todas as frases expõem ocorrências simultâneas (ao
Apresentação de um conflito; mesmo tempo que gastava duas horas para reter aquilo que os
outros levavam trinta ou cinquenta minutos, Raimundo tinha
Uso de verbos de ação;
grande medo ao pai);

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APOSTILAS OPÇÃO
- por isso, não existe uma ocorrência que possa ser - Uso de advérbios de localização espacial.
considerada cronologicamente anterior a outra do ponto de
vista do relato (no nível dos acontecimentos, entrar na escola é Recursos:
cronologicamente anterior a retirar-se dela; no nível do relato, - Usar impressões cromáticas (cores) e sensações térmicas.
porém, a ordem dessas duas ocorrências é indiferente: o que o Ex: O dia transcorria amarelo, frio, ausente do calor alegre do
escritor quer é explicitar uma característica do menino, e não sol.
traçar a cronologia de suas ações); - Usar o vigor e relevo de palavras fortes, próprias, exatas,
- ainda que se fale de ações (como entrava, retirava-se), todas concretas. Ex: As criaturas humanas transpareciam um céu
elas estão no pretérito imperfeito, que indica concomitância em sereno, uma pureza de cristal.
relação a um marco temporal instalado no texto (no caso, o ano - As sensações de movimento e cor embelezam o poder da
de 1840, em que o escritor frequentava a escola da Rua da Costa) natureza e a figura do homem. Ex: Era um verde transparente
e, portanto, não denota nenhuma transformação de estado; que deslumbrava e enlouquecia qualquer um.
- se invertêssemos a sequência dos enunciados, não - A frase curta e penetrante dá um sentido de rapidez do
correríamos o risco de alterar nenhuma relação cronológica texto. Ex: Vida simples. Roupa simples. Tudo simples. O pessoal,
poderíamos mesmo colocar o últímo período em primeiro lugar muito crente.
e ler o texto do fim para o começo: O mestre era mais severo com
ele do que conosco. Entrava na escola depois do pai e retirava-se A descrição pode ser apresentada sob duas formas:
antes... Descrição Objetiva: quando o objeto, o ser, a cena, a passagem
são apresentadas como realmente são, concretamente. Ex: “Sua
Características: altura é 1,85m. Seu peso, 70 kg. Aparência atlética, ombros largos,
- Ao fazer a descrição enumeramos características, pele bronzeada. Moreno, olhos negros, cabelos negros e lisos”.
comparações e inúmeros elementos sensoriais; Não se dá qualquer tipo de opinião ou julgamento. Exemplo:
- As personagens podem ser caracterizadas física e “ A casa velha era enorme, toda em largura, com porta central
psicologicamente, ou pelas ações; que se alcançava por três degraus de pedra e quatro janelas de
- A descrição pode ser considerada um dos elementos guilhotina para cada lado. Era feita de pau-a-pique barreado,
constitutivos da dissertação e da argumentação; dentro de uma estrutura de cantos e apoios de madeira-de-lei.
- é impossível separar narração de descrição; Telhado de quatro águas. Pintada de roxo-claro. Devia ser mais
- O que se espera não é tanto a riqueza de detalhes, mas sim a velha que Juiz de Fora, provavelmente sede de alguma fazenda
capacidade de observação que deve revelar aquele que a realiza; que tivesse ficado, capricho da sorte, na linha de passagem da
- Utilizam, preferencialmente, verbos de ligação. Exemplo: variante do Caminho Novo que veio a ser a Rua Principal, depois
“(...) Ângela tinha cerca de vinte anos; parecia mais velha pelo a Rua Direita – sobre a qual ela se punha um pouco de esguelha
desenvolvimento das proporções. Grande, carnuda, sanguínea e fugindo ligeiramente do alinhamento (...).” (Pedro Nava – Baú
e fogosa, era um desses exemplares excessivos do sexo que de Ossos)
parecem conformados expressamente para esposas da multidão
(...)” (Raul Pompéia – O Ateneu); Descrição Subjetiva: quando há maior participação da
- Como na descrição o que se reproduz é simultâneo, não emoção, ou seja, quando o objeto, o ser, a cena, a paisagem são
existe relação de anterioridade e posterioridade entre seus transfigurados pela emoção de quem escreve, podendo opinar
enunciados; ou expressar seus sentimentos. Ex: “Nas ocasiões de aparato é
- Devem-se evitar os verbos e, se isso não for possível, que que se podia tomar pulso ao homem. Não só as condecorações
se usem então as formas nominais, o presente e o pretério gritavam-lhe no peito como uma couraça de grilos. Ateneu! Ateneu!
imperfeito do indicativo, dando-se sempre preferência aos Aristarco todo era um anúncio; os gestos, calmos, soberanos,
verbos que indiquem estado ou fenômeno. calmos, eram de um rei...” (“O Ateneu”, Raul Pompéia)
- Todavia deve predominar o emprego das comparações, dos “(...) Quando conheceu Joca Ramiro, então achou outra
adjetivos e dos advérbios, que conferem colorido ao texto. esperança maior: para ele, Joca Ramiro era único homem, par-
A característica fundamental de um texto descritivo é essa de-frança, capaz de tomar conta deste sertão nosso, mandando
inexistência de progressão temporal. Pode-se apresentar, numa por lei, de sobregoverno.”
descrição, até mesmo ação ou movimento, desde que eles sejam (Guimarães Rosa – Grande Sertão: Veredas)
sempre simultâneos, não indicando progressão de uma situação
anterior para outra posterior. Tanto é que uma das marcas Os efeitos de sentido criados pela disposição dos elementos
linguísticas da descrição é o predomínio de verbos no presente descritivos:
ou no pretérito imperfeito do indicativo: o primeiro expressa Como se disse anteriormente, do ponto de vista da progressão
concomitância em relação ao momento da fala; o segundo, em temporal, a ordem dos enunciados na descrição é indiferente,
relação a um marco temporal pretérito instalado no texto. uma vez que eles indicam propriedades ou características que
Para transformar uma descrição numa narração, bastaria ocorrem simultaneamente. No entanto, ela não é indiferente do
introduzir um enunciado que indicasse a passagem de um ponto de vista dos efeitos de sentido: descrever de cima para
estado anterior para um posterior. No caso do texto II inicial, baixo ou viceversa, do detalhe para o todo ou do todo para o
para transformá-lo em narração, bastaria dizer: Reunia a isso detalhe cria efeitos de sentido distintos.
grande medo do pai. Mais tarde, Iibertou-se desse medo... Observe os dois quartetos do soneto “Retrato Próprio”, de
Bocage:
Características Linguísticas: Magro, de olhos azuis, carão moreno,
O enunciado narrativo, por ter a representação de bem servido de pés, meão de altura,
um acontecimento, fazer-transformador, é marcado pela triste de facha, o mesmo de figura,
temporalidade, na relação situação inicial e situação final, nariz alto no meio, e não pequeno.
enquanto que o enunciado descritivo, não tendo transformação,
é atemporal. Incapaz de assistir num só terreno,
Na dimensão linguística, destacam-se marcas sintático- mais propenso ao furor do que à ternura;
semânticas encontradas no texto que vão facilitar a compreensão: bebendo em níveas mãos por taça escura
- Predominância de verbos de estado, situação ou indicadores de zelos infernais letal veneno.
de propriedades, atitudes, qualidades, usados principalmente
no presente e no imperfeito do indicativo (ser, estar, haver, Obras de Bocage. Porto, Lello & Irmão,1968, pág. 497.
situar-se, existir, ficar).
- Ênfase na adjetivação para melhor caracterizar o que é O poeta descreve-se das características físicas para as
descrito; características morais. Se fizesse o inverso, o sentido não seria
- Emprego de figuras (metáforas, metonímias, comparações, o mesmo, pois as características físicas perderiam qualquer
sinestesias). relevo.

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APOSTILAS OPÇÃO
O objetivo de um texto descritivo é levar o leitor a - Desenvolvimento: análise das características físicas,
visualizar uma cena. É como traçar com palavras o retrato de associadas às características psicológicas (2ª parte).
um objeto, lugar, pessoa etc., apontando suas características - Conclusão: retomada de qualquer outro aspecto de caráter
exteriores, facilmente identificáveis (descrição objetiva), ou geral.
suas características psicológicas e até emocionais (descrição
subjetiva). A descrição, ao contrário da narrativa, não supõe ação. É uma
Uma descrição deve privilegiar o uso frequente de adjetivos, estrutura pictórica, em que os aspectos sensoriais predominam.
também denominado adjetivação. Para facilitar o aprendizado Porque toda técnica descritiva implica contemplação e
desta técnica, sugere-se que o concursando, após escrever seu apreensão de algo objetivo ou subjetivo, o redator, ao descrever,
texto, sublinhe todos os substantivos, acrescentando antes ou precisa possuir certo grau de sensibilidade. Assim como o pintor
depois deste um adjetivo ou uma locução adjetiva. capta o mundo exterior ou interior em suas telas, o autor de uma
descrição focaliza cenas ou imagens, conforme o permita sua
Descrição de objetos constituídos de uma só parte: sensibilidade.
- Introdução: observações de caráter geral referentes à
procedência ou localização do objeto descrito. Conforme o objetivo a alcançar, a descrição pode ser não-
- Desenvolvimento: detalhes (lª parte) formato (comparação literária ou literária. Na descrição não-literária, há maior
com figuras geométricas e com objetos semelhantes); dimensões preocupação com a exatidão dos detalhes e a precisão vocabular.
(largura, comprimento, altura, diâmetro etc.) Por ser objetiva, há predominância da denotação.
- Desenvolvimento: detalhes (2ª parte) material, peso, cor/
brilho, textura. Textos descritivos não-literários: A descrição técnica é
- Conclusão: observações de caráter geral referentes a sua um tipo de descrição objetiva: ela recria o objeto usando uma
utilidade ou qualquer outro comentário que envolva o objeto linguagem científica, precisa. Esse tipo de texto é usado para
como um todo. descrever aparelhos, o seu funcionamento, as peças que os
compõem, para descrever experiências, processos, etc.
Descrição de objetos constituídos por várias partes: Exemplo:
- Introdução: observações de caráter geral referentes à Folheto de propaganda de carro
procedência ou localização do objeto descrito. Conforto interno - É impossível falar de conforto sem incluir
- Desenvolvimento: enumeração e rápidos comentários das o espaço interno. Os seus interiores são amplos, acomodando
partes que compõem o objeto, associados à explicação de como tranquilamente passageiros e bagagens. O Passat e o Passat
as partes se agrupam para formar o todo. Variant possuem direção hidráulica e ar condicionado de
- Desenvolvimento: detalhes do objeto visto como um todo elevada capacidade, proporcionando a climatização perfeita do
(externamente) formato, dimensões, material, peso, textura, cor ambiente.
e brilho. Porta-malas - O compartimento de bagagens possui
- Conclusão: observações de caráter geral referentes a sua capacidade de 465 litros, que pode ser ampliada para até 1500
utilidade ou qualquer outro comentário que envolva o objeto em litros, com o encosto do banco traseiro rebaixado.
sua totalidade. Tanque - O tanque de combustível é confeccionado em
plástico reciclável e posicionado entre as rodas traseiras, para
Descrição de ambientes: evitar a deformação em caso de colisão.
- Introdução: comentário de caráter geral.
- Desenvolvimento: detalhes referentes à estrutura global do Textos descritivos literários: Na descrição literária
ambiente: paredes, janelas, portas, chão, teto, luminosidade e predomina o aspecto subjetivo, com ênfase no conjunto de
aroma (se houver). associações conotativas que podem ser exploradas a partir de
- Desenvolvimento: detalhes específicos em relação a objetos descrições de pessoas; cenários, paisagens, espaço; ambientes;
lá existentes: móveis, eletrodomésticos, quadros, esculturas ou situações e coisas. Vale lembrar que textos descritivos também
quaisquer outros objetos. podem ocorrer tanto em prosa como em verso.
- Conclusão: observações sobre a atmosfera que paira no
ambiente. Narração

Descrição de paisagens: A Narração é um tipo de texto que relata uma história real,
- Introdução: comentário sobre sua localização ou qualquer fictícia ou mescla dados reais e imaginários. O texto narrativo
outra referência de caráter geral. apresenta personagens que atuam em um tempo e em um
- Desenvolvimento: observação do plano de fundo espaço, organizados por uma narração feita por um narrador.
(explicação do que se vê ao longe). É uma série de fatos situados em um espaço e no tempo,
- Desenvolvimento: observação dos elementos mais tendo mudança de um estado para outro, segundo relações
próximos do observador explicação detalhada dos elementos de sequencialidade e causalidade, e não simultâneos como na
que compõem a paisagem, de acordo com determinada ordem. descrição. Expressa as relações entre os indivíduos, os conflitos e
- Conclusão: comentários de caráter geral, concluindo acerca as ligações afetivas entre esses indivíduos e o mundo, utilizando
da impressão que a paisagem causa em quem a contempla. situações que contêm essa vivência.
Todas as vezes que uma história é contada (é narrada),
Descrição de pessoas (I): o narrador acaba sempre contando onde, quando, como e
- Introdução: primeira impressão ou abordagem de qualquer com quem ocorreu o episódio. É por isso que numa narração
aspecto de caráter geral. predomina a ação: o texto narrativo é um conjunto de ações;
- Desenvolvimento: características físicas (altura, peso, cor assim sendo, a maioria dos verbos que compõem esse tipo de
da pele, idade, cabelos, olhos, nariz, boca, voz, roupas). texto são os verbos de ação. O conjunto de ações que compõem
- Desenvolvimento: características psicológicas o texto narrativo, ou seja, a história que é contada nesse tipo de
(personalidade, temperamento, caráter, preferências, texto recebe o nome de enredo.
inclinações, postura, objetivos). As ações contidas no texto narrativo são praticadas pelas
- Conclusão: retomada de qualquer outro aspecto de caráter personagens, que são justamente as pessoas envolvidas
geral. no episódio que está sendo contado. As personagens são
identificadas (nomeadas) no texto narrativo pelos substantivos
Descrição de pessoas (II): próprios.
- Introdução: primeira impressão ou abordagem de qualquer Quando o narrador conta um episódio, às vezes (mesmo sem
aspecto de caráter geral. querer) ele acaba contando “onde” (em que lugar)  as ações do
- Desenvolvimento: análise das características físicas, enredo foram realizadas pelas personagens. O lugar onde ocorre
associadas às características psicológicas (1ª parte). uma ação ou ações  é chamado de espaço, representado no texto

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APOSTILAS OPÇÃO
pelos advérbios de lugar. - Complicação: é a parte do texto em que se inicia
Além de contar onde, o narrador também pode esclarecer propriamente a ação. Encadeados, os episódios se sucedem,
“quando” ocorreram as ações da história. Esse elemento da conduzindo ao clímax.
narrativa é o tempo, representado no texto narrativo através - Clímax: é o ponto da narrativa em que a ação atinge seu
dos tempos verbais, mas principalmente pelos advérbios de momento crítico, tornando o desfecho inevitável.
tempo. É o tempo que ordena as ações no texto narrativo: é ele - Desfecho: é a solução do conflito produzido pelas ações
que indica ao leitor “como” o fato narrado aconteceu. dos personagens.
A história contada, por isso, passa por uma introdução
(parte inicial da história, também chamada de prólogo), pelo Tipos de Personagens:
desenvolvimento do enredo (é a história propriamente dita, Os personagens têm muita importância na construção de um
o meio, o “miolo” da narrativa, também chamada de trama) texto narrativo, são elementos vitais. Podem ser principais ou
e termina com a conclusão da história (é o final ou epílogo). secundários, conforme o papel que desempenham no enredo,
Aquele que conta a história é o narrador,  que pode ser pessoal podem ser apresentados direta ou indiretamente.
(narra em 1ª pessoa: Eu) ou impessoal (narra em 3ª pessoa: A apresentação direta acontece quando o personagem
Ele). aparece de forma clara no texto, retratando suas características
Assim, o texto narrativo é sempre estruturado por verbos físicas e/ou psicológicas, já a apresentação indireta se dá quando
de ação, por advérbios de tempo, por advérbios de lugar e pelos os personagens aparecem aos poucos e o leitor vai construindo
substantivos que nomeiam as personagens, que são os agentes a sua imagem com o desenrolar do enredo, ou seja, a partir de
do texto, ou seja, aquelas pessoas que fazem as ações expressas suas ações, do que ela vai fazendo e do modo como vai fazendo.
pelos verbos, formando uma rede: a própria história contada.
Tudo na narrativa depende do narrador, da voz que conta a - Em 1ª pessoa:
história. Personagem Principal: há um “eu” participante que conta a
história e é o protagonista.
Elementos Estruturais (I): Observador: é como se dissesse: É verdade, pode acreditar,
- Enredo: desenrolar dos acontecimentos. eu estava lá e vi.
- Personagens: são seres que se movimentam, se relacionam
e dão lugar à trama que se estabelece na ação. Revelam-se por - Em 3ª pessoa:
meio de características físicas ou psicológicas. Os personagens
podem ser lineares (previsíveis), complexos, tipos sociais Onisciente: não há um eu que conta; é uma terceira pessoa.
(trabalhador, estudante, burguês etc.) ou tipos humanos (o Narrador Objetivo: não se envolve, conta a história como
medroso, o tímido, o avarento etc.), heróis ou antiheróis, sendo vista por uma câmara ou filmadora. Exemplo:
protagonistas ou antagonistas.
- Narrador: é quem conta a história.
- Espaço: local da ação. Pode ser físico ou psicológico. Tipos de Discurso:
- Tempo: época em que se passa a ação. Cronológico: o Discurso Direto: o narrador passa a palavra diretamente
tempo convencional (horas, dias, meses); Psicológico: o tempo para o personagem, sem a sua interferência.
interior, subjetivo. Discurso Indireto: o narrador conta o que o personagem
diz, sem lhe passar diretamente a palavra.
Elementos Estruturais (II): Discurso Indireto-Livre: ocorre uma fusão entre a fala do
Personagens Quem? Protagonista/Antagonista personagem e a fala do narrador. É um recurso relativamente
Acontecimento O quê? Fato recente. Surgiu com romancistas inovadores do século XX.
Tempo Quando? Época em que ocorreu o fato
Espaço Onde? Lugar onde ocorreu o fato Sequência Narrativa:
Modo Como? De que forma ocorreu o fato
Causa Por quê? Motivo pelo qual ocorreu o fato Uma narrativa não tem uma única mudança, mas várias:
Resultado - previsível ou imprevisível. uma coordenase a outra, uma implica a outra, uma subordinase
Final - Fechado ou Aberto. a outra.

Esses elementos estruturais combinam-se e articulam-se A narrativa típica tem quatro mudanças de situação:
de tal forma, que não é possível compreendê-los isoladamente, - uma em que uma personagem passa a ter um querer ou um
como simples exemplos de uma narração. Há uma relação dever (um desejo ou uma necessidade de fazer algo);
de implicação mútua entre eles, para garantir coerência e - uma em que ela adquire um saber ou um poder (uma
verossimilhança à história narrada. competência para fazer algo);
Quanto aos elementos da narrativa, esses não estão, - uma em que a personagem executa aquilo que queria ou
obrigatoriamente sempre presentes no discurso, exceto as devia fazer (é a mudança principal da narrativa);
personagens ou o fato a ser narrado. - uma em que se constata que uma transformação se deu e
em que se podem atribuir prêmios ou castigos às personagens
Existem três tipos de foco narrativo: (geralmente os prêmios são para os bons, e os castigos, para os
maus).
- Narrador-personagem: é aquele que conta a história na
qual é participante. Nesse caso ele é narrador e personagem ao Toda narrativa tem essas quatro mudanças, pois elas se
mesmo tempo, a história é contada em 1ª pessoa. pressupõem logicamente. Com efeito, quando se constata a
- Narrador-observador: é aquele que conta a história como realização de uma mudança é porque ela se verificou, e ela
alguém que observa tudo que acontece e transmite ao leitor, a efetuase porque quem a realiza pode, sabe, quer ou deve fazêla.
história é contada em 3ª pessoa. Tomemos, por exemplo, o ato de comprar um apartamento:
- Narrador-onisciente: é o que sabe tudo sobre o enredo quando se assina a escritura, realizase o ato de compra; para
e as personagens, revelando seus pensamentos e sentimentos isso, é necessário poder (ter dinheiro) e querer ou dever
íntimos. Narra em 3ª pessoa e sua voz, muitas vezes, aparece comprar (respectivamente, querer deixar de pagar aluguel ou
misturada com pensamentos dos personagens (discurso ter necessidade de mudar, por ter sido despejado, por exemplo).
indireto livre).
Algumas mudanças são necessárias para que outras se
Estrutura: deem. Assim, para apanhar uma fruta, é necessário apanhar um
- Apresentação: é a parte do texto em que são apresentados bambu ou outro instrumento para derrubála. Para ter um carro,
alguns personagens e expostas algumas circunstâncias da é preciso antes conseguir o dinheiro.
história, como o momento e o lugar onde a ação se desenvolverá.

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Narrativa e Narração Exemplo - Espaço
Existe alguma diferença entre as duas? Sim. A narratividade
é um componente narrativo que pode existir em textos que Considerarei longamente meu pequeno deserto, a redondeza
não são narrações. A narrativa é a transformação de situações. escura e uniforme dos seixos. Seria o leito seco de algum rio. Não
Por exemplo, quando se diz “Depois da abolição, incentivouse havia, em todo o caso, como negarlhe a insipidez.”
a imigração de europeus”, temos um texto dissertativo, que,
no entanto, apresenta um componente narrativo, pois contém (Linda, Ieda. As amazonas segundo tio Hermann. Porto
uma mudança de situação: do não incentivo ao incentivo da Alegre: Movimento, 1981, p. 51)
imigração européia.
Se a narrativa está presente em quase todos os tipos de texto, Exemplo - Tempo
o que é narração? “Sete da manhã. Honorato Madeira acorda e lembrase: a
A narração é um tipo de narrativa. Tem ela três características: mulher lhe pediu que a chamasse cedo.”
- é um conjunto de transformações de situação (o texto de
Manuel Bandeira – “Porquinho-da-índia”, como vimos, preenche (Veríssimo, Érico. Caminhos Cruzados. p.4)
essa condição);
- é um texto figurativo, isto é, opera com personagens e fatos Tipologia da Narrativa Ficcional:
concretos (o texto “Porquinho-daíndia» preenche também esse - Romance
requisito); - Conto
- as mudanças relatadas estão organizadas de maneira tal - Crônica
que, entre elas, existe sempre uma relação de anterioridade e - Fábula
posterioridade (no texto “Porquinhodaíndia» o fato de ganhar - Lenda
o animal é anterior ao de ele estar debaixo do fogão, que por - Parábola
sua vez é anterior ao de o menino leválo para a sala, que por seu - Anedota
turno é anterior ao de o porquinhoda-índia voltar ao fogão). - Poema Épico
Essa relação de anterioridade e posterioridade é sempre
pertinente num texto narrativo, mesmo que a sequência linear Tipologia da Narrativa NãoFiccional:
da temporalidade apareça alterada. Assim, por exemplo, no - Memorialismo
romance machadiano Memórias póstumas de Brás Cubas, - Notícias
quando o narrador começa contando sua morte para em - Relatos
seguida relatar sua vida, a sequência temporal foi modificada. - História da Civilização
No entanto, o leitor reconstitui, ao longo da leitura, as relações
de anterioridade e de posterioridade. Apresentação da Narrativa:
Resumindo: na narração, as três características explicadas - visual: texto escrito; legendas + desenhos (história em
acima (transformação de situações, figuratividade e relações quadrinhos) e desenhos.
de anterioridade e posterioridade entre os episódios relatados) - auditiva: narrativas radiofonizadas; fitas gravadas e discos.
devem estar presentes conjuntamente. Um texto que tenha só - audiovisual: cinema; teatro e narrativas televisionadas.
uma ou duas dessas características não é uma narração.
Dissertação
Esquema que pode facilitar a elaboração de seu texto
narrativo: A dissertação é uma exposição, discussão ou interpretação
- Introdução: citar o fato, o tempo e o lugar, ou seja, o que de uma determinada ideia. É, sobretudo, analisar algum tema.
aconteceu, quando e onde. Pressupõe um exame crítico do assunto, lógica, raciocínio,
- Desenvolvimento: causa do fato e apresentação dos clareza, coerência, objetividade na exposição, um planejamento
personagens. de trabalho e uma habilidade de expressão.
- Desenvolvimento: detalhes do fato. É em função da capacidade crítica que se questionam
- Conclusão: consequências do fato. pontos da realidade social, histórica e psicológica do mundo
e dos semelhantes. Vemos também, que a dissertação no seu
Caracterização Formal: significado diz respeito a um tipo de texto em que a exposição
Em geral, a narrativa se desenvolve na prosa. O aspecto de uma ideia, através de argumentos, é feita com a finalidade
narrativo apresenta, até certo ponto, alguma subjetividade, de desenvolver um conteúdo científico, doutrinário ou artístico.
porquanto a criação e o colorido do contexto estão em função Observe-se que:
da individualidade e do estilo do narrador. Dependendo do - o texto é temático, pois analisa e interpreta a realidade
enfoque do redator, a narração terá diversas abordagens. Assim com conceitos abstratos e genéricos (não se fala de um homem
é de grande importância saber se o relato é feito em primeira particular e do que faz para chegar a ser primeiroministro, mas
pessoa ou terceira pessoa. No primeiro caso, há a participação do homem em geral e de todos os métodos para atingir o poder);
do narrador; segundo, há uma inferência do último através da - existe mudança de situação no texto (por exemplo, a
onipresença e onisciência. mudança de atitude dos que clamam contra a corrupção da corte
Quanto à temporalidade, não há rigor na ordenação dos no momento em que se tornam primeirosministros);
acontecimentos: esses podem oscilar no tempo, transgredindo - a progressão temporal dos enunciados não tem importância,
o aspecto linear e constituindo o que se denomina “flashback”. pois o que importa é a relação de implicação (clamar contra a
O narrador que usa essa técnica (característica comum no corrupção da corte implica ser corrupto depois da nomeação
cinema moderno) demonstra maior criatividade e originalidade, para primeiroministro).
podendo observar as ações ziguezagueando no tempo e no
espaço. Características:
- ao contrário do texto narrativo e do descritivo, ele é
Exemplo - Personagens temático;
- como o texto narrativo, ele mostra mudanças de situação;
“Aboletado na varanda, lendo Graciliano Ramos, O Dr. - ao contrário do texto narrativo, nele as relações de
Amâncio não viu a mulher chegar. anterioridade e de posterioridade dos enunciados não têm maior
Não quer que se carpa o quintal, moço? importância o que importa são suas relações lógicas: analogia,
Estava um caco: mal vestida, cheirando a fumaça, a face pertinência, causalidade, coexistência, correspondência,
escalavrada. Mas os olhos... (sempre guardam alguma coisa do implicação, etc.
passado, os olhos).” - a estética e a gramática são comuns a todos os tipos de
(Kiefer, Charles. A dentadura postiça. Porto Alegre: Mercado redação. Já a estrutura, o conteúdo e a estilística possuem
Aberto, p. 5O) características próprias a cada tipo de texto.

Língua Portuguesa 74
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APOSTILAS OPÇÃO
São partes da dissertação: Introdução / Desenvolvimento - Causa e Consequência: estruturar o texto através dos
/ Conclusão. porquês de uma determinada situação.
- Oposição: abordar um assunto de forma dialética.
Introdução: em que se apresenta o assunto; se apresenta a - Exemplificação: dar exemplos.
ideia principal, sem, no entanto, antecipar seu desenvolvimento.
Tipos: Conclusão: é uma avaliação final do assunto, um fechamento
- Divisão: quando há dois ou mais termos a serem discutidos. integrado de tudo que se argumentou. Para ela convergem todas
Ex: “Cada criatura humana traz duas almas consigo: uma que as ideias anteriormente desenvolvidas.
olha de dentro para fora, outra que olha de fora para dentro...” - Conclusão Fechada: recupera a ideia da tese.
- Alusão Histórica: um fato passado que se relaciona a um - Conclusão Aberta: levanta uma hipótese, projeta um
fato presente. Ex: “A crise econômica que teve início no começo pensamento ou faz uma proposta, incentivando a reflexão de
dos anos 80, com os conhecidos altos índices de inflação que quem lê.
a década colecionou, agravou vários dos históricos problemas
sociais do país. Entre eles, a violência, principalmente a urbana, 1º Parágrafo – Introdução
cuja escalada tem sido facilmente identificada pela população
brasileira.” A. Tema: Desemprego no Brasil.
- Proposição: o autor explicita seus objetivos. Contextualização: decorrência de um processo histórico
- Convite: proposta ao leitor para que participe de alguma problemático.
coisa apresentada no texto. Ex: Você quer estar “na sua”? Quer
se sentir seguro, ter o sucesso pretendido? Não entre pelo cano! 2º ao 6º Parágrafo – Desenvolvimento
Faça parte desse time de vencedores desde a escolha desse
momento! B. Argumento 1: Exploram-se dados da realidade que
- Contestação: contestar uma ideia ou uma situação. Ex: “É remetem a uma análise do tema em questão.
importante que o cidadão saiba que portar arma de fogo não é a C. Argumento 2: Considerações a respeito de outro dado da
solução no combate à insegurança.” realidade.
- Características: caracterização de espaços ou aspectos. D. Argumento 3: Coloca-se sob suspeita a sinceridade de
- Estatísticas: apresentação de dados estatísticos. Ex: quem propõe soluções.
“Em 1982, eram 15,8 milhões os domicílios brasileiros com E. Argumento 4: Uso do raciocínio lógico de oposição.
televisores. Hoje, são 34 milhões (o sexto maior parque de
aparelhos receptores instalados do mundo). Ao todo, existem 7º Parágrafo: Conclusão
no país 257 emissoras (aquelas capazes de gerar programas) e F. Uma possível solução é apresentada.
2.624 repetidoras (que apenas retransmitem sinais recebidos). G. O texto conclui que desigualdade não se casa com
(...)” modernidade.
- Declaração Inicial: emitir um conceito sobre um fato.
- Citação: opinião de alguém de destaque sobre o assunto do É bom lembrarmos que é praticamente impossível opinar
texto. Ex: “A principal característica do déspota encontra-se no sobre o que não se conhece. A leitura de bons textos é um dos
fato de ser ele o autor único e exclusivo das normas e das regras recursos que permite uma segurança maior no momento de
que definem a vida familiar, isto é, o espaço privado. Seu poder, dissertar sobre algum assunto. Debater e pesquisar são atitudes
escreve Aristóteles, é arbitrário, pois decorre exclusivamente de que favorecem o senso crítico, essencial no desenvolvimento de
sua vontade, de seu prazer e de suas necessidades.” um texto dissertativo.
- Definição: desenvolve-se pela explicação dos termos que
compõem o texto. Ainda temos:
- Interrogação: questionamento. Ex: “Volta e meia se faz a Tema: compreende o assunto proposto para discussão, o
pergunta de praxe: afinal de contas, todo esse entusiasmo pelo assunto que vai ser abordado.
futebol não é uma prova de alienação?” Título: palavra ou expressão que sintetiza o conteúdo
- Suspense: alguma informação que faça aumentar a discutido.
curiosidade do leitor. Argumentação: é um conjunto de procedimentos
- Comparação: social e geográfica. linguísticos com os quais a pessoa que escreve sustenta suas
- Enumeração: enumerar as informações. Ex: “Ação à opiniões, de forma a torná-las aceitáveis pelo leitor. É fornecer
distância, velocidade, comunicação, linha de montagem, triunfo argumentos, ou seja, razões a favor ou contra uma determinada
das massas, Holocausto: através das metáforas e das realidades tese.
que marcaram esses 100 últimos anos, aparece a verdadeira
doença do século...” Estes assuntos serão vistos com mais afinco posteriormente.
- Narração: narrar um fato.
Alguns pontos essenciais desse tipo de texto são:
Desenvolvimento: é a argumentação da ideia inicial, - toda dissertação é uma demonstração, daí a necessidade de
de forma organizada e progressiva. É a parte maior e mais pleno domínio do assunto e habilidade de argumentação;
importante do texto. Podem ser desenvolvidos de várias formas: - em consequência disso, impõem-se à fidelidade ao tema;
- Trajetória Histórica: cultura geral é o que se prova com - a coerência é tida como regra de ouro da dissertação;
este tipo de abordagem. - impõem-se sempre o raciocínio lógico;
- Definição: não basta citar, mas é preciso desdobrar a ideia - a linguagem deve ser objetiva, denotativa; qualquer
principal ao máximo, esclarecendo o conceito ou a definição. ambiguidade pode ser um ponto vulnerável na demonstração
- Comparação: estabelecer analogias, confrontar situações do que se quer expor. Deve ser clara, precisa, natural, original,
distintas. nobre, correta gramaticalmente. O discurso deve ser impessoal
- Bilateralidade: quando o tema proposto apresenta pontos (evitar-se o uso da primeira pessoa).
favoráveis e desfavoráveis.
- Ilustração Narrativa ou Descritiva: narrar um fato ou O parágrafo é a unidade mínima do texto e deve apresentar:
descrever uma cena. uma frase contendo a ideia principal (frase nuclear) e uma ou
- Cifras e Dados Estatísticos: citar cifras e dados estatísticos. mais frases que explicitem tal ideia.
- Hipótese: antecipa uma previsão, apontando para Exemplo: “A televisão mostra uma realidade idealizada
prováveis resultados. (ideia central) porque oculta os problemas sociais realmente
- Interrogação: Toda sucessão de interrogações deve graves. (ideia secundária)”.
apresentar questionamento e reflexão. Vejamos:
- Refutação: questiona-se praticamente tudo: conceitos, Ideia central: A poluição atmosférica deve ser combatida
valores, juízos. urgentemente.

Língua Portuguesa 75
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APOSTILAS OPÇÃO
Desenvolvimento: A poluição atmosférica deve ser Explicitação: Num parágrafo dissertativo pode-se
combatida urgentemente, pois a alta concentração de elementos conceituar, exemplificar e aclarar as ideias para torná-las mais
tóxicos põe em risco a vida de milhares de pessoas, sobretudo compreensíveis.
daquelas que sofrem de problemas respiratórios: Exemplo: “Artéria é um vaso que leva sangue proveniente do
coração para irrigar os tecidos. Exceto no cordão umbilical e na
- A propaganda intensiva de cigarros e bebidas tem levado ligação entre os pulmões e o coração, todas as artérias contém
muita gente ao vício. sangue vermelho-vivo, recém-oxigenado. Na artéria pulmonar,
- A televisão é um dos mais eficazes meios de comunicação porém, corre sangue venoso, mais escuro e desoxigenado, que o
criados pelo homem. coração remete para os pulmões para receber oxigênio e liberar
- A violência tem aumentado assustadoramente nas cidades gás carbônico”.
e hoje parece claro que esse problema não pode ser resolvido
apenas pela polícia. Antes de se iniciar a elaboração de uma dissertação, deve
- O diálogo entre pais e filhos parece estar em crise delimitar-se o tema que será desenvolvido e que poderá ser
atualmente. enfocado sob diversos aspectos. Se, por exemplo, o tema é a
- O problema dos sem-terra preocupa cada vez mais a questão indígena, ela poderá ser desenvolvida a partir das
sociedade brasileira. seguintes ideias:

O parágrafo pode processar-se de diferentes maneiras: - A violência contra os povos indígenas é uma constante na
história do Brasil.
Enumeração: Caracteriza-se pela exposição de uma série de - O surgimento de várias entidades de defesa das populações
coisas, uma a uma. Presta-se bem à indicação de características, indígenas.
funções, processos, situações, sempre oferecendo o complemento - A visão idealizada que o europeu ainda tem do índio
necessário à afirmação estabelecida na frase nuclear. Pode-se brasileiro.
enumerar, seguindo-se os critérios de importância, preferência, - A invasão da Amazônia e a perda da cultura indígena.
classificação ou aleatoriamente.
Exemplo: Depois de delimitar o tema que você vai desenvolver, deve
fazer a estruturação do texto.
1- O adolescente moderno está se tornando obeso por várias
causas: alimentação inadequada, falta de exercícios sistemáticos A estrutura do texto dissertativo constitui-se de:
e demasiada permanência diante de computadores e aparelhos
de Televisão. Introdução: deve conter a ideia principal a ser desenvolvida
(geralmente um ou dois parágrafos). É a abertura do texto, por
2- Devido à expansão das igrejas evangélicas, é grande o isso é fundamental. Deve ser clara e chamar a atenção para dois
número de emissoras que dedicam parte da sua programação à itens básicos: os objetivos do texto e o plano do desenvolvimento.
veiculação de programas religiosos de crenças variadas. Contém a proposição do tema, seus limites, ângulo de análise e a
hipótese ou a tese a ser defendida.
3- Desenvolvimento: exposição de elementos que vão
- A Santa Missa em seu lar. fundamentar a ideia principal que pode vir especificada
- Terço Bizantino. através da argumentação, de pormenores, da ilustração, da
- Despertar da Fé. causa e da consequência, das definições, dos dados estatísticos,
- Palavra de Vida. da ordenação cronológica, da interrogação e da citação. No
- Igreja da Graça no Lar. desenvolvimento são usados tantos parágrafos quantos
forem necessários para a completa exposição da ideia. E esses
4- parágrafos podem ser estruturados das cinco maneiras expostas
- Inúmeras são as dificuldades com que se defronta o governo acima.
brasileiro diante de tantos desmatamentos, desequilíbrios Conclusão: é a retomada da ideia principal, que agora deve
sociológicos e poluição. aparecer de forma muito mais convincente, uma vez que já
- Existem várias razões que levam um homem a enveredar foi fundamentada durante o desenvolvimento da dissertação
pelos caminhos do crime. (um parágrafo). Deve, pois, conter de forma sintética, o
- A gravidez na adolescência é um problema seríssimo, objetivo proposto na instrução, a confirmação da hipótese
porque pode trazer muitas consequências indesejáveis. ou da tese, acrescida da argumentação básica empregada no
- O lazer é uma necessidade do cidadão para a sua desenvolvimento.
sobrevivência no mundo atual e vários são os tipos de lazer.
- O Novo Código Nacional de trânsito divide as faltas em
várias categorias. Anotações
Comparação: A frase nuclear pode-se desenvolver através
da comparação, que confronta ideias, fatos, fenômenos e
apresenta-lhes a semelhança ou dessemelhança.
Exemplo:

“A juventude é uma infatigável aspiração de felicidade; a


velhice, pelo contrário, é dominada por um vago e persistente
sentimento de dor, porque já estamos nos convencendo de que a
felicidade é uma ilusão, que só o sofrimento é real”.
(Arthur Schopenhauer)

Causa e Consequência: A frase nuclear, muitas vezes,


encontra no seu desenvolvimento um segmento causal (fato
motivador) e, em outras situações, um segmento indicando
consequências (fatos decorrentes).

Tempo e Espaço: Muitos parágrafos dissertativos marcam


temporal e espacialmente a evolução de ideias, processos.

Língua Portuguesa 76
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MATEMÁTICA E RACIOCÍNIO
LÓGICO-MATEMÁTICO

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APOSTILAS OPÇÃO

- Adição de Números Naturais: tem por finalidade reunir


em um só número, todas as unidades de dois ou mais números.
Exemplo:
5 + 4 = 9, onde 5 e 4 são as parcelas e 9 soma ou total

- Subtração de Números Naturais: é usada quando


precisamos tirar uma quantia de outra, é a operação inversa
Números inteiros e da adição. A operação de subtração só é válida nos naturais
racionais: operações (adição, quando subtraímos o maior número do menor, ou seja quando
a - b tal que a ≥ 𝑏. Exemplo:
subtração, multiplicação, 254 – 193 = 61, onde 254 é o minuendo, o 193
divisão, potenciação) subtraendo e 61 a diferença.

Caro (a) candidato (a), antes de iniciarmos o assunto Obs.: o minuendo também é conhecido como aditivo e o
vamos estudar primeiramente NÚMEROS NATURAIS pois se faz subtraendo como subtrativo.
necessário o aprendizado deste assunto para compreendermos
melhor o assunto pedido pelo edital. - Multiplicação de Números Naturais: tem por
finalidade adicionar o primeiro número denominado
multiplicando ou parcela, tantas vezes quantas são as
CONJUNTO DOS NÚMEROS NATURAIS - N unidades do segundo número denominadas multiplicador.
Exemplo:
O surgimento do Conjunto dos Números Naturais, deveu- 2 x 5 = 10, onde 2 e 5 são os fatores e o 10 produto.
se à necessidade de se contarem objetos. Embora o zero não
seja um número natural no sentido que tenha sido proveniente Fique Atento!!!
de objetos de contagens naturais, iremos considerá-lo como 2 vezes 5 é somar o número 2 cinco vezes:
um número natural uma vez que ele tem as mesmas 2 x 5 = 2 + 2 + 2 + 2 + 2 = 10.
propriedades algébricas que estes números. Podemos no lugar do “x” (vezes) utilizar o ponto (.), para
indicar a multiplicação.

- Divisão de Números Naturais: dados dois números


Subconjuntos notáveis em N: naturais, às vezes necessitamos saber quantas vezes o segundo
1 – Números Naturais não nulos está contido no primeiro. O primeiro número que é o maior é
N* ={1,2,3,4,...,n,...}; N* = N-{0} denominado dividendo (D) e o outro número que é menor é o
divisor (d). O resultado da divisão é chamado quociente (Q). Se
2 – Números Naturais pares multiplicarmos o divisor pelo quociente obteremos o
Np = {0,2,4,6,...,2n,...}; com n ∈ N dividendo. Muitas divisões não são exatas, logo temos um resto
(R) maior que zero.
3 - Números Naturais ímpares
Ni = {1,3,5,7,...,2n+1,...} com n ∈ N

4 - Números primos
P = {2,3,5,7,11,13...} Fique Atento!!!
- Em uma divisão exata de números naturais, o divisor
A construção dos Números Naturais deve ser menor do que o dividendo.
- Todo número natural dado tem um sucessor (número que 35 : 7 = 5
vem depois do número dado), considerando também o zero. - Em uma divisão exata de números naturais, o
- Todo número natural dado N, exceto o zero, tem um dividendo é o produto do divisor pelo quociente.
antecessor (número que vem antes do número dado). 35 = 5 x 7
Exemplo:
- A divisão de um número natural n por zero não é
possível pois, se admitíssemos que o quociente fosse q,
então poderíamos escrever: n ÷ 0 = q e isto significaria que:
n = 0 x q = 0 o que não é correto! Assim, a divisão de n por
0 não tem sentido ou ainda é dita impossível.

- Se um número natural é sucessor de outro, então os dois Propriedades da Adição e da Multiplicação dos
números juntos são chamados números consecutivos. números Naturais
Exemplos: Para todo a, b e c ∈ 𝑁
a) 1 e 2 são números consecutivos. 1) Associativa da adição: (a + b) + c = a + (b + c)
b) 7 e 8 são números consecutivos. 2) Comutativa da adição: a + b = b + a
3) Elemento neutro da adição: a + 0 = a
O conjunto abaixo é conhecido como o conjunto dos 4) Associativa da multiplicação: (a.b).c = a. (b.c)
números naturais pares. P = {0, 2, 4, 6, 8, 10, 12, ...} 5) Comutativa da multiplicação: a.b = b.a
O conjunto abaixo é conhecido como o conjunto dos 6) Elemento neutro da multiplicação: a.1 = a
números naturais ímpares. I = {1, 3, 5, 7, 9, 11, 13, ...} 7) Distributiva da multiplicação relativamente à adição:
a.(b +c ) = ab + ac
Operações com Números Naturais 8) Distributiva da multiplicação relativamente à
As duas principais operações possíveis no conjunto dos subtração: a .(b –c) = ab –ac
números naturais são: a adição e a multiplicação.

Matemática e Raciocínio Lógico-Matemático 1


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APOSTILAS OPÇÃO

9) Fechamento: tanto a adição como a multiplicação de um D = d. Q +R


número natural por outro número natural, continua como d=Q
resultado um número natural. R = 10
D = d. d + 10 ⇾ D = d² + 10 ⇾ D – 10 = x². Observando as
Referências respostas, temos que o resultado que torna a equação possível
IEZZI, Gelson – Matemática - Volume Único
IEZZI, Gelson - Fundamentos da Matemática – Volume 01 – Conjuntos e
é 131. 131 – 10 = x² ⇾ 121 = x² ⇾ x = 11
Funções
03. Resposta: A.
Questões Sabemos que:
- Todo número par é terminado em um dos seguintes (0,
01. (UFSBA – Técnico em Tecnologia da Informação – 2, 4,6,8).
UFMT/2017) O esquema abaixo representa a subtração de - Todo número ímpar é terminado em um dos
dois números inteiros, na qual alguns algarismos foram seguintes (1, 3, 5, ,9).
substituídos pelas letras A, B, H e I. Portanto: O número que NÃO é PAR acima é 123

CONJUNTO DOS NÚMEROS INTEIROS – Z

Obtido o resultado correto, a sequência BAHIA representa Definimos o conjunto dos números inteiros como a reunião
o número: do conjunto dos números naturais N = {0, 1, 2, 3, 4,..., n,...}, o
(A) 69579 conjunto dos opostos dos números naturais e o zero. Este
(B) 96756 conjunto é denotado pela letra Z (Zahlen = número em
(C) 75695 alemão).
(D) 57697

02. (Câmara de Sumaré/SP – Escriturário –


VUNESP/2017) Se, numa divisão, o divisor e o quociente são
iguais, e o resto é 10, sendo esse resto o maior possível, então
o dividendo é
(A) 131.
(B) 121. N ᑕ Z – O conjunto dos números Naturais está contido no
(C) 120. Conjunto do Números Inteiros.
(D) 110.
(E) 101. Subconjuntos notáveis:
- O conjunto dos números inteiros não nulos:
03. (Prefeitura de Canavieira/PI- Auxiliar de serviços Z* = {..., -4, -3, -2, -1, 1, 2, 3, 4, ...};
gerais -IMA) São números pares, EXCETO: Z* = Z – {0}
(A)123
(B)106 - O conjunto dos números inteiros não negativos:
(C)782 Z+ = {0, 1, 2, 3, 4, ...}
(D)988 Z+ é o próprio conjunto dos números naturais: Z+ = N
Gabarito
- O conjunto dos números inteiros positivos:
01. E / 02. A / 03. A Z*+ = {1, 2, 3, 4, ...}
Comentários - O conjunto dos números inteiros não positivos:
Z_ = {..., -5, -4, -3, -2, -1, 0}
01. Resposta: E.
Sabemos que o minuendo é maior que o subtraendo, pois - O conjunto dos números inteiros negativos:
temos como resultado um número natural positivo. Z*_ = {..., -5, -4, -3, -2, -1}
Fazendo cada número temos:
8–2=H⇾H=6 Módulo
A -4=3⇾A=3+4⇾A=7 O módulo de um número inteiro é a distância ou
3–1=2 afastamento desse número até o zero, na reta numérica inteira.
B – A = 8, como já sabemos que A = 7; B – 7 = 8 ⇾ B = 8 – 7 Representa-se o módulo por | |.
= 15, sabemos que só podemos ter número de 0 a 9, logo 15 – O módulo de 0 é 0 e indica-se |0| = 0
10 = 5, então B = 5. Aqui neste caso o número 5 não tem como O módulo de +7 é 7 e indica-se |+7| = 7
subtrair de 7, e pede 1 “emprestado” ao do lado. O módulo de –9 é 9 e indica-se |–9| = 9
Sabemos que o I deve ser acrescido de 1, já que O módulo de qualquer número inteiro, diferente de zero, é
“emprestou” um para o lado. I – 4 = 4 ⇾ logo I = 4 + 4 = 8 , sempre positivo.
acrescido de 1 = 9
B A H I A Números opostos ou simétricos
5 7 6 9 7 Dois números inteiros são ditos opostos um do outro
quando apresentam soma zero; assim, os pontos que os
02. Resposta: A. representam distam igualmente da origem.
Como o resto é o maior possível e sabemos que R < d, temos Exemplo: O oposto do número 4 é -4, e o oposto de -4 é 4,
que: 10 < d. Logo podemos sugerir que d seja igual a 11. pois 4 + (-4) = (-4) + 4 = 0
D = 11 . 11 + R ⇾ D = 121 + 10 = 131 Particularmente o oposto de zero é o próprio zero.
Também podemos montar a equação através do
enunciado:

Matemática e Raciocínio Lógico-Matemático 2


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APOSTILAS OPÇÃO

Divisão de Números Inteiros: divisão exata de números


inteiros.
Veja o cálculo:
(– 20): (+ 5) = q  (+ 5) . q = (– 20)  q = (– 4)
Logo: (– 20): (+ 5) = - 4

Considerando os exemplos dados, concluímos que, para


Operações com Números Inteiros efetuar a divisão exata de um número inteiro por outro
número inteiro, diferente de zero, dividimos o módulo do
Adição de Números Inteiros: para melhor entendimento dividendo pelo módulo do divisor.
desta operação, associaremos aos números inteiros positivos
a ideia de ganhar e aos números inteiros negativos a ideia de Fique Atento!!!
perder. - (+7): (–2) ou (–19): (–5) são divisões que não podem
Ganhar 5 + ganhar 3 = ganhar 8 (+ 5) + (+ 3) = (+8) ser realizadas em Z, pois o resultado não é um número
Perder 3 + perder 4 = perder 7 (- 3) + (- 4) = (- 7) inteiro.
Ganhar 8 + perder 5 = ganhar 3 (+ 8) + (- 5) = (+ 3) - No conjunto Z, a divisão não é comutativa, não é
O sinal (+) antes do número positivo pode ser dispensado, associativa e não tem a propriedade da existência do
mas o sinal (–) antes do número negativo NUNCA pode ser elemento neutro.
dispensado. - Não existe divisão por zero.
- Zero dividido por qualquer número inteiro, diferente
Subtração de Números Inteiros: a subtração é de zero, é zero, pois o produto de qualquer número inteiro
empregada quando: por zero é igual a zero.
- Precisamos tirar uma quantidade de outra quantidade; Exemplo: 0: (–10) = 0 b) 0 : (+6) = 0 c) 0 : (–1) = 0
- Temos duas quantidades e queremos saber quanto uma
delas tem a mais que a outra; Regra de Sinais aplicado a Multiplicação e Divisão
- Temos duas quantidades e queremos saber quanto falta a
uma delas para atingir a outra.
A subtração é a operação inversa da adição.
Observe que em uma subtração o sinal do resultado é
sempre do maior número!!!
3+5=8
3 – 5 = -2 Potenciação de Números Inteiros: a potência an do
número inteiro a, é definida como um produto de n fatores
Exemplificando: iguais. O número a é denominado a base e o número n é o
1) Na segunda-feira, a temperatura de Monte Sião passou expoente.an = a x a x a x a x ... x a , a é multiplicado por a n vezes
de +3 graus para +6 graus. Qual foi a variação da temperatura?
Esse fato pode ser representado pela subtração: (+6) –
(+3) = +3

2) Na terça-feira, a temperatura de Monte Sião, durante o


dia, era de +6 graus. À Noite, a temperatura baixou de 3 graus.
Qual a temperatura registrada na noite de terça-feira? Exemplos:
Esse fato pode ser representado pela adição: (+6) + (–3) = 33 = (3) x (3) x (3) = 27
+3 (-5)5 = (-5) x (-5) x (-5) x (-5) x (-5) = -3125
Se compararmos as duas igualdades, verificamos que (+6) (-7)² = (-7) x (-7) = 49
– (+3) é o mesmo que (+6) + (–3). (+9)² = (+9) x (+9) = 81
Temos:
(+6) – (+3) = (+6) + (–3) = +3 Fique Atento!!!
(+3) – (+6) = (+3) + (–6) = –3 - Toda potência de base positiva é um número inteiro
(–6) – (–3) = (–6) + (+3) = –3 positivo. Exemplo: (+3)2 = (+3) . (+3) = +9

ATENÇÃO: Subtrair dois números inteiros é o mesmo que - Toda potência de base negativa e expoente par é um
adicionar o primeiro com o oposto do segundo. número inteiro positivo. Exemplo: (– 8)2 = (–8) . (–8) = +64

Fique Atento!!! - Toda potência de base negativa e expoente ímpar é


Todos parênteses, colchetes, chaves, números, ..., entre um número inteiro negativo. Exemplo: (–5)3 = (–5) . (–5) .
outros, precedidos de sinal negativo, tem o seu sinal (–5) = –125
invertido, ou seja, é dado o seu oposto.
Propriedades da Potenciação
Multiplicação de Números Inteiros: A multiplicação 1) Produtos de Potências com bases iguais: Conserva-
funciona como uma forma simplificada de uma adição quando se a base e somam-se os expoentes. Ex.: (–7)3 . (–7)6 = (–7)3+6
os números são repetidos. Poderíamos analisar tal situação = (–7)9
como o fato de estarmos ganhando repetidamente alguma
quantidade, como por exemplo, ganhar 1 objeto por 30 vezes 2) Quocientes de Potências com bases iguais: Conserva-
consecutivas, significa ganhar 30 objetos e está repetição pode se a base e subtraem-se os expoentes. Ex.: (-13)8 : (-13)6 = (-
ser indicada por um x, isto é: 1 + 1 + 1 ... + 1 + 1 = 30 x 1 = 30 13)8 – 6 = (-13)2
Se trocarmos o número 1 pelo número 2, obteremos: 2 + 2
+ 2 + ... + 2 + 2 = 30 x 2 = 60 3) Potência de Potência: Conserva-se a base e
Se trocarmos o número 2 pelo número -2, obteremos: (–2) multiplicam-se os expoentes. Ex.: [(-8)5]2 = (-8)5 . 2 = (-8)10
+ (–2) + ... + (–2) = 30 x (-2) = –60

Matemática e Raciocínio Lógico-Matemático 3


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APOSTILAS OPÇÃO

4) Potência de expoente 1: É sempre igual à base. Ex.: (- 11) Fechamento: tanto a adição como a multiplicação de
8)1 = -8 e (+70)1 = +70 um número natural por outro número natural, continua como
resultado um número natural.
5) Potência de expoente zero e base diferente de zero:
É igual a 1. Ex.: (+3)0 = 1 e (–53)0 = 1 Referências
IEZZI, Gelson – Matemática - Volume Único
IEZZI, Gelson - Fundamentos da Matemática – Volume 01 – Conjuntos e
Radiciação de Números Inteiros: a raiz n-ésima (de Funções
ordem n) de um número inteiro a é a operação que resulta em
outro número inteiro não negativo b que elevado à potência n Questões
fornece o número a. O número n é o índice da raiz enquanto
que o número a é o radicando (que fica sob o sinal do radical). 01. Para zelar pelos jovens internados e orientá-los a
respeito do uso adequado dos materiais em geral e dos
recursos utilizados em atividades educativas, bem como da
preservação predial, realizou-se uma dinâmica elencando
“atitudes positivas” e “atitudes negativas”, no entendimento
dos elementos do grupo. Solicitou-se que cada um classificasse
suas atitudes como positiva ou negativa, atribuindo (+4)
pontos a cada atitude positiva e (-1) a cada atitude negativa. Se
- A raiz quadrada (de ordem 2) de um número inteiro a é a um jovem classificou como positiva apenas 20 das 50 atitudes
operação que resulta em outro número inteiro não negativo anotadas, o total de pontos atribuídos foi
que elevado ao quadrado coincide com o número a. (A) 50.
(B) 45.
ATENÇÃO: Não existe a raiz quadrada de um número (C) 42.
inteiro negativo no conjunto dos números inteiros. (D) 36.
(E) 32.
Fique Atento!!!
Erro comum: Frequentemente lemos em materiais 02. Ruth tem somente R$ 2.200,00 e deseja gastar a maior
didáticos e até mesmo ocorre em algumas aulas quantidade possível, sem ficar devendo na loja.
aparecimento de: √9 = ±3 , mas isto é errado. Verificou o preço de alguns produtos:
O certo é: √9 = +3 TV: R$ 562,00
DVD: R$ 399,00
Observação: não existe um número inteiro não negativo Micro-ondas: R$ 429,00
que multiplicado por ele mesmo resulte em um número Geladeira: R$ 1.213,00
negativo. Na aquisição dos produtos, conforme as condições
mencionadas, e pagando a compra em dinheiro, o troco
- A raiz cúbica (de ordem 3) de um número inteiro a é a recebido será de:
operação que resulta em outro número inteiro que elevado ao (A) R$ 84,00
cubo seja igual ao número a. Aqui não restringimos os nossos (B) R$ 74,00
cálculos somente aos números não negativos. Exemplos: (C) R$ 36,00
3
(𝐼) √8 = 2, 𝑝𝑜𝑖𝑠 23 = 8 (D) R$ 26,00
3 (E) R$ 16,00
(𝐼𝐼) √−8 = −2, 𝑝𝑜𝑖𝑠 (−2)3 = 8
03. Multiplicando-se o maior número inteiro menor do que
Fique Atento!!! 8 pelo menor número inteiro maior do que - 8, o resultado
Ao obedecer à regra dos sinais para o produto de encontrado será
números inteiros, concluímos que: (A) - 72
(1) Se o índice da raiz for par, não existe raiz de número (B) - 63
inteiro negativo. (C) - 56
(2) Se o índice da raiz for ímpar, é possível extrair a raiz (D) - 49
de qualquer número inteiro. (E) – 42
Respostas
Propriedades da Adição e da Multiplicação dos 01. Resposta: A.
números Inteiros 50-20=30 atitudes negativas
Para todo a, b e c ∈ 𝑍 20.4=80
1) Associativa da adição: (a + b) + c = a + (b + c) 30.(-1)=-30
2) Comutativa da adição: a + b = b +a 80-30=50
3) Elemento neutro da adição : a + 0 = a
4) Elemento oposto da adição: a + (-a) = 0 02. Resposta: D.
5) Associativa da multiplicação: (a.b).c = a. (b.c) Geladeira + Micro-ondas + DVD = 1213 + 429 + 399 = 2041
6) Comutativa da multiplicação : a.b = b.a Geladeira + Micro-ondas + TV = 1213 + 429 + 562 = 2204,
7) Elemento neutro da multiplicação: a.1 = a extrapola o orçamento
8) Distributiva da multiplicação relativamente à adição: Geladeira + TV + DVD = 1213 + 562 + 399 = 2174, é a maior
a.(b +c ) = ab + ac quantidade gasta possível dentro do orçamento.
9) Distributiva da multiplicação relativamente à Troco:2200 – 2174 = 26 reais
subtração: a .(b –c) = ab –ac
10) Elemento inverso da multiplicação: Para todo inteiro z 03. Resposta: D.
diferente de zero, existe um inverso Maior inteiro menor que 8 é o 7
z –1 = 1/z em Z, tal que, z x z–1 = z x (1/z) = 1 Menor inteiro maior que - 8 é o - 7.
Portanto: 7(- 7) = - 49

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APOSTILAS OPÇÃO

– 62 : (– 2) – [– 2 . 1 – 16 : 2²] → resolva as potências dentro


do colchetes.
Expressões numéricas – 62 : (– 2) – [– 2 . 1 – 16 : 4] → resolva as operações de
multiplicação e divisão nos colchetes.
– 62 : (– 2) – [– 2 – 4] =
Expressões numéricas são todas sentenças matemáticas – 62 : (– 2) – [– 6] = elimine o colchete.
formadas por números, suas operações (adições, subtrações, – 62 : (– 2) + 6 = efetue a potência.
multiplicações, divisões, potenciações e radiciações) e também 31 + 6 = 37
por símbolos chamados de sinais de associação, que podem
aparecer em uma única expressão. C) [(5² - 6.2²).3 + (13 – 7)² : 3] : 5
[(25 – 6.4).3 + 6² : 3] : 5 =
Para resolvermos devemos estar atentos a alguns [(25 – 24).3 + 36 : 3 ] : 5 =
procedimentos: [1.3 + 12] : 5 =
[3 + 12 ] : 5 =
1º) Nas expressões que aparecem as operações numéricas, 15 : 5 = 3
devemos resolver as potenciações e/ou radiciações
𝟐
primeiramente, na ordem que elas aparecem e somente depois D) [(𝟏𝟎 − 𝟑√𝟏𝟐𝟓) + (𝟑 + 𝟐𝟑 : 𝟒)]𝟐
as multiplicações e/ou divisões (na ordem que aparecem) e [(10 - 5)2 + (3 + 8 : 4)]2
por último as adições e subtrações também na ordem que [5² + (3+2)]2
aparecem. [25 + 5]2
Exemplos: 302
A) 10 + 12 – 6 + 7→ primeiro resolvemos a adição e 900
subtração em qualquer ordem
22 – 6 + 7 Expressões Numéricas com Frações
16 + 7 A ordem das operações para se resolver uma expressão
23 numérica com fração, são as mesmas para expressões
numéricas com números reais. Você também precisará
B) 15 x 2 – 30 ÷ 3 + 7 → primeiro resolveremos a dominar as principais operações com frações: adição,
multiplicação e a divisão, em qualquer ordem. subtração, multiplicação, divisão, potenciação e radiciação.
30 – 10 + 7 → Agora resolveremos a adição e subtração, Um ponto que deve ser levado em conta é o m.m.c (mínimo
também em qualquer ordem. múltiplo comum) entre os denominadores das frações, através
27 da fatoração numérica.
2º) Quando aparecem os sinais de associações os mesmos Exemplos:
tem uma ordem a ser seguida. Primeiro, resolvemos os 1) Qual o valor da expressão abaixo?
parênteses ( ), quando acabarem os cálculos dentro dos
1 3 1 3
parênteses, resolvemos os colchetes [ ]; e quando não houver ( ) + .
mais o que calcular dentro dos colchetes { }, resolvemos as 2 2 4
chaves.
A) 7/16
B) 13/24
→ Quando o sinal de adição (+) anteceder um parêntese,
C) 1/2
colchetes ou chaves, deveremos eliminar o parêntese, o
D) 21/24
colchete ou chaves, na ordem de resolução, reescrevendo os
Resolvendo temos:
números internos com o seus sinais originais.
→ Quando o sinal de subtração (-) anteceder um parêntese,
1º passo resolver as operações entre parênteses, depois a
colchetes ou chaves, deveremos eliminar o parêntese, o
multiplicação:
colchete ou chaves, na ordem de resolução, reescrevendo os
números internos com o seus sinais invertidos. 1 3
+ , 𝑐𝑜𝑚𝑜 𝑜 𝑑𝑒𝑛𝑜𝑚𝑖𝑛𝑎𝑑𝑜𝑟 é 𝑜 𝑚𝑒𝑠𝑚𝑜,
Exemplos: 8 8
A) {100 – 413 x (20 – 5 x 4) + 25} : 5 → Inicialmente 4 1
devemos resolver os parênteses, mas como dentro dos 𝑒𝑓𝑒𝑡𝑢𝑎𝑚𝑜𝑠 𝑎 𝑎𝑑𝑖çã𝑜: , 𝑝𝑜𝑑𝑒𝑚𝑜𝑠 𝑠𝑖𝑚𝑝𝑙𝑖𝑓𝑖𝑐𝑎𝑟:
8 2
parênteses há subtração e multiplicação, vamos resolver a
multiplicação primeiro, em seguida, resolvemos a subtração. Resposta: C
{100 – 413 x (20 – 5 x 4) + 25} : 5
{100 – 413 x (20 – 20) + 25} : 5
9 2 2 4
{100 – 413 x 0 + 25} : 5 2) O resultado da expressão 3. − {[( ) + 2] : √ }, em
4 3 9
Eliminado os parênteses, vamos resolver as chaves,
efetuando as operações seguindo a ordem. sua forma mais simples é:
{100 – 413 x 0 + 25} : 5 A) 6/37
{100 – 0 + 25} : 5 B) 37/12
{100 + 25} : 5 C) 27/4
125 : 5 D) 22/6
25 Resolvendo:
Vamos resolver a multiplicação do início, a potenciação
B) – 62 : (– 5 + 3) – [– 2 . (– 1 + 3 – 1)² – 16 : (– 1 + 3)²] → que está entre parênteses e a radiciação do final:
27 4 2
elimine os parênteses. − {[ + 2] : },
– 62 : (– 2) – [– 2 . (2 – 1)² – 16 : 2²] → continue eliminando 4 9 3
os parênteses.
Na sequência vamos resolver a operação entre colchetes:

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APOSTILAS OPÇÃO

27 4 + 18 2 81 + 27 + 9 + 3 + 1 121
− {[ ] : } , 𝑜 𝑚𝑚𝑐 é 9, =
4 9 3 243 243
27 22 2
𝑎𝑔𝑜𝑟𝑎 𝑣𝑎𝑚𝑜𝑠 𝑒𝑓𝑒𝑡𝑢𝑎𝑟 𝑎 𝑠𝑜𝑚𝑎: − {[ ] : } 31 121 243.31 + 32.121
4 9 3 A+B = + =
32 243 7776
27 22 3
𝑟𝑒𝑠𝑜𝑙𝑣𝑒𝑛𝑑𝑜 𝑎 𝑑𝑖𝑣𝑖𝑠ã𝑜, 𝑡𝑒𝑟𝑒𝑚𝑜𝑠: − { . }, 7533 + 3872 11405
4 9 2 = = 1,466 ≅ 1,5
7776 7776
Lembrando que na divisão com frações conservamos a 1ª
fração e multiplicamos pelo inverso da 2ª, podemos também
simplificar o resultado:
27 11 Múltiplos e divisores de
− { }.
4 3 números naturais
27 11
− , 𝑓𝑎𝑧𝑒𝑛𝑑𝑜 𝑜 𝑚𝑚𝑐(4,3) = 12,
4 3 Sabemos que 30 : 6 = 5, porque 5 x 6 = 30.
Podemos dizer então que:
3.27 − 4.11 81 − 44 37 “30 é divisível por 6 porque existe um número natural (5)
= =
12 12 12 que multiplicado por 6 dá como resultado 30.”
Um número natural a é divisível por um número natural b,
Resposta: B. não-nulo, se existir um número natural c, tal que c . b = a.
Referências
http://quimsigaud.tripod.com/expnumericas
Conjunto dos múltiplos de um número natural: É
obtido multiplicando-se esse número pela sucessão dos
Questões números naturais: 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6,...
Para acharmos o conjunto dos múltiplos de 7, por exemplo,
01. (Pref. Tramandaí/RS – Auxiliar Administrativo – multiplicamos por 7 cada um dos números da sucessão dos
OBJETIVA) Dadas as três expressões numéricas abaixo, é naturais:
CORRETO afirmar que: 7x0=0
(a) 2 + [(5 - 3) + 4] x 2 + 3 7x1=7
(b) 13 - [5 x (2 - 1) + 4 x 2] 7 x 2 = 14
(c) 6 + 4 x 2 x (5 - 1) - 7 7 x 3 = 21

(A) b < a < c
(B) a < b < c O conjunto formado pelos resultados encontrados forma o
(C) c < a < b conjunto dos múltiplos de 7: M(7) = {0, 7, 14, 21, ...}.
(D) c < b < a
Observações:
02. (MANAUSPREV – Analista Previdenciário – - Todo número natural é múltiplo de si mesmo.
Administrativa – FCC) Considere as expressões numéricas, - Todo número natural é múltiplo de 1.
abaixo. - Todo número natural, diferente de zero, tem infinitos
A = 1/2 + 1/4+ 1/8 + 1/16 + 1/32 e B = 1/3 múltiplos.
+ 1/9 + 1/27 + 1/81 + 1/243 - O zero é múltiplo de qualquer número natural.
- Os múltiplos do número 2 são chamados de números
O valor, aproximado, da soma entre A e B é pares, e a fórmula geral desses números é 2k (k N). Os demais
(A) 2 são chamados de números ímpares, e a fórmula geral desses
(B) 3 números é 2k + 1 (k N).
(C) 1 O mesmo se aplica para os números inteiros, tendo k  Z.
(D) 2,5
(E) 1,5 Critérios de divisibilidade
Respostas São regras práticas que nos possibilitam dizer se um
número é ou não divisível por outro, sem efetuarmos a divisão.

01. Resposta: A. Divisibilidade por 2: Um número é divisível por 2 quando


Resolvendo as expressões temos: termina em 0, 2, 4, 6 ou 8, ou seja, quando ele é par.
(a) 2 + [(5 - 3) + 4] x 2 + 3 ⇾ 2 + [2 + 4] x 2 + 3 Exemplo:
2 + [6] x 2 + 3 ⇾ 2 + 12 + 3 = 17 9656 é divisível por 2, pois termina em 6, e é par.
(b) 13 - [5 x (2 - 1) + 4 x 2] ⇾ 13 - [5 x (1) + 8]
13 - [5 + 8] ⇾ 13 -13 = 0 Divisibilidade por 3: Um número é divisível por 3 quando
(c) 6 + 4 x 2 x (5 - 1) – 7 ⇾ 6 + 8 x (4) - 7 a soma dos valores absolutos de seus algarismos é divisível por
6 + 32 – 7 ⇾ 31 3.
Colocando em ordem crescente: 0 < 17 < 31, que é b < a < c Exemplo:
65385 é divisível por 3, pois 6 + 5 + 3 + 8 + 5 = 27, e 27 é
02. Resposta: E. divisível por 3.
Vamos resolver cada expressão separadamente:
1 1 1 1 1 16 + 8 + 4 + 2 + 1 31 Divisibilidade por 4: Um número é divisível por 4 quando
𝐴= + + + + = = seus dois algarismos são 00 ou formam um número divisível
2 4 8 16 32 32 32
por 4.
1 1 1 1 1 Exemplos:
𝐵= + + + + a) 536400 é divisível por 4, pois termina em 00.
3 9 27 81 243

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b) 653524 é divisível por 4, pois termina em 24, e 24 é Divisibilidade por 15: Um número é divisível por 15
divisível por 4. quando é divisível por 3 e por 5 ao mesmo tempo.
Exemplo:
Divisibilidade por 5: Um número é divisível por 5 quando a) 650430 é divisível por 15, pois é divisível por 3 ( 6 + 5 +
termina em 0 ou 5. 0 + 4 + 3 + 0 =18) e por 5 (termina em 0).
Exemplos:
a) 35040 é divisível por 5, pois termina em 0. Fatoração numérica
b) 7235 é divisível por 5, pois termina em 5. Essa fatoração se dá através da decomposição em fatores
primos. Para decompormos um número natural em fatores
Divisibilidade por 6: Um número é divisível por 6 quando primos, dividimos o mesmo pelo seu menor divisor primo,
é divisível por 2 e por 3 ao mesmo tempo. após pegamos o quociente e dividimos o pelo seu menor
Exemplos: divisor, e assim sucessivamente até obtermos o quociente 1. O
a) 430254 é divisível por 6, pois é divisível por 2 e por 3 (4 produto de todos os fatores primos representa o número
+ 3 + 0 + 2 + 5 + 4 = 18). fatorado.
b) 80530 não é divisível por 6, pois não é divisível por 3 (8 Exemplo:
+ 0 + 5 + 3 + 0 = 16).

Divisibilidade por 7: Um número é divisível por 7 quando


o último algarismo do número, multiplicado por 2, subtraído
do número sem o algarismo, resulta em um número múltiplo
de 7. Neste, o processo será repetido a fim de diminuir a
quantidade de algarismos a serem analisados quanto à Divisores de um número natural
divisibilidade por 7. Vamos pegar como exemplo o número 12 na sua forma
Exemplo: 41909 é divisível por 7 conforme podemos fatorada:
conferir: 9.2 = 18 ; 4190 – 18 = 4172 → 2.2 = 4 ; 417 – 4 = 413 12 = 22 . 31
→ 3.2 = 6 ; 41 – 6 = 35 ; 35 é multiplo de 7. O número de divisores naturais é igual ao produto dos
expoentes dos fatores primos acrescidos de 1.
Divisibilidade por 8: Um número é divisível por 8 quando Logo o número de divisores de 12 são:
seus três últimos algarismos forem 000 ou formarem um 22 . 3⏟1 → (2 + 1) .(1 + 1) = 3.2 = 6 divisores naturais

número divisível por 8. (2+1) (1+1)
Exemplos:
a) 57000 é divisível por 8, pois seus três últimos Para sabermos quais são esses 6 divisores basta pegarmos
algarismos são 000. cada fator da decomposição e seu respectivo expoente natural
b) 67024 é divisível por 8, pois seus três últimos que varia de zero até o expoente com o qual o fator se
algarismos formam o número 24, que é divisível por 8. apresenta na decomposição do número natural.
Exemplo:
Divisibilidade por 9: Um número é divisível por 9 quando 12 = 22 . 31 → 22 = 20,21 e 22 ; 31 = 30 e 31, teremos:
a soma dos valores absolutos de seus algarismos formam um 20 . 30=1
número divisível por 9. 20 . 31=3
Exemplos: 21 . 30=2
a) 6253461 é divisível por 9, pois 6 + 2 + 5 + 3 + 4 + 6 + 1 = 21 . 31=2.3=6
27 é divisível por 9. 22 . 31=4.3=12
b) 325103 não é divisível por 9, pois 3 + 2 + 5 + 1 + 0 + 3 = 22 . 30=4
14 não é divisível por 9. O conjunto de divisores de 12 são: D(12) = {1, 2, 3, 4, 6, 12}
A soma dos divisores é dada por: 1 + 2 + 3 + 4 + 6 + 12 = 28
Divisibilidade por 10: Um número é divisível por 10
quando seu algarismo da unidade termina em zero. Observação
Exemplo: Para sabermos o conjunto dos divisores inteiros de 12, basta
563040 é divisível por 10, pois termina em zero. multiplicarmos o resultado por 2 (dois divisores, um negativo e
o outro positivo).
Divisibilidade por 11: Um número é divisível por 11 Assim teremos que D(12) = 6.2 = 12 divisores inteiros.
quando a diferença entre a soma dos algarismos de posição
ímpar e a soma dos algarismos de posição par resulta em um Questões
número divisível por 11 ou quando essas somas forem iguais.
Exemplo: 01. O número de divisores positivos do número 40 é:
- 43813: (A) 8
1º 3º 5º  Algarismos de posição ímpar.(Soma dos (B) 6
algarismos de posição impar: 4 + 8 + 3 = 15.) (C) 4
4 3 8 1 3 (D) 2
2º 4º  Algarismos de posição par.(Soma dos (E) 20
algarismos de posição par:3 + 1 = 4)
02. O máximo divisor comum entre dois números naturais
15 – 4 = 11  diferença divisível por 11. Logo 43813 é é 4 e o produto dos mesmos 96. O número de divisores
divisível por 11. positivos do mínimo múltiplo comum desses números é:
(A) 2
Divisibilidade por 12: Um número é divisível por 12 (B) 4
quando é divisível por 3 e por 4 ao mesmo tempo. (C) 6
Exemplo: (D) 8
) 78324 é divisível por 12, pois é divisível por 3 ( 7 + 8 + 3 (E) 10
+ 2 + 4 = 24) e por 4 (termina em 24).

Matemática e Raciocínio Lógico-Matemático 7


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03. Considere um número divisível por 6, composto por 3 Resolução:


algarismos distintos e pertencentes ao conjunto x + x + 2 + x + 4 = 96
A={3,4,5,6,7}.A quantidade de números que podem ser 3x = 96 – 4 – 2
formados sob tais condições é: 3x = 96 – 6
(A) 6 3x = 90
(B) 7 90
x=
3
(C) 9
x = 30
(D) 8
1º número: x = 30
(E) 10
2º número: x + 2 = 30 + 2 = 32
Respostas
3º número: x + 4 = 30 + 4 = 34
Os números são 30, 32 e 34.
01. Resposta: A.
Vamos decompor o número 40 em fatores primos.
2) O triplo de um número natural somado a 4 é igual ao
40 = 23 . 51 ; pela regra temos que devemos adicionar 1 a
quadrado de 5. Calcule-o:
cada expoente:
Resolução:
3 + 1 = 4 e 1 + 1 = 2 ; então pegamos os resultados e
3x + 4 = 52
multiplicamos 4.2 = 8, logo temos 8 divisores de 40.
3x = 25 – 4
3x = 21
02. Resposta: D. 21
Sabemos que o produto de MDC pelo MMC é: x=
3
MDC (A, B). MMC (A, B) = A.B, temos que MDC (A, B) = 4 e x=7
o produto entre eles 96, logo: O número procurado é igual a 7.
4 . MMC (A, B) = 96 → MMC (A, B) = 96/4 → MMC (A, B) =
24, fatorando o número 24 temos: 3) A idade de um pai é o quádruplo da idade de seu filho.
24 = 23 .3 , para determinarmos o número de divisores, Daqui a cinco anos, a idade do pai será o triplo da idade do
pela regra, somamos 1 a cada expoente e multiplicamos o filho. Qual é a idade atual de cada um?
resultado: Resolução:
(3 + 1).(1 + 1) = 4.2 = 8 Atualmente
Filho: x
03. Resposta: D. Pai: 4x
Para ser divisível por 6 precisa ser divisível por 2 e 3 ao Futuramente
mesmo tempo, e por isso deverá ser par também, e a soma dos Filho: x + 5
seus algarismos deve ser um múltiplo de 3. Pai: 4x + 5
Logo os finais devem ser 4 e 6:
354, 456, 534, 546, 564, 576, 654, 756, logo temos 8 4x + 5 = 3 . (x + 5)
números. 4x + 5 = 3x + 15
4x – 3x = 15 – 5
X = 10
Pai: 4x = 4 . 10 = 40
O filho tem 10 anos e o pai tem 40.
Problemas
4) O dobro de um número adicionado ao seu triplo
corresponde a 20. Qual é o número?
Os problemas matemáticos são resolvidos utilizando Resolução
inúmeros recursos matemáticos, destacando, entre todos, os 2x + 3x = 20
princípios algébricos, os quais são divididos de acordo com o 5x = 20
20
nível de dificuldade e abordagem dos conteúdos. x=
5
Primeiramente os cálculos envolvem adições e subtrações, x=4
posteriormente as multiplicações e divisões. Depois os O número corresponde a 4.
problemas são resolvidos com a utilização dos fundamentos
algébricos, isto é, criamos equações matemáticas com valores 5) Em uma chácara existem galinhas e coelhos totalizando
desconhecidos (letras). Observe algumas situações que podem 35 animais, os quais somam juntos 100 pés. Determine o
ser descritas com utilização da álgebra. número de galinhas e coelhos existentes nessa chácara.
Galinhas: G
- O dobro de um número adicionado com 4: 2x + 4; Coelhos: C
- A soma de dois números consecutivos: x + (x + 1); G + C = 35
- O quadrado de um número mais 10: x2 + 10;
- O triplo de um número adicionado ao dobro do número: Cada galinha possui 2 pés e cada coelho 4, então:
3x + 2x; 2G + 4C = 100
(𝑥+15)
- A metade da soma de um número mais 15:
2
- A quarta parte de um número: .
𝑥 Sistema de equações
4 Isolando C na 1ª equação:
G + C = 35
Exemplos: C = 35 – G
1) A soma de três números pares consecutivos é igual a 96.
Determine-os. Substituindo C na 2ª equação:
1º número: x 2G + 4C = 100
2º número: x + 2 2G + 4 . (35 – G) = 100
3º número: x + 4 2G + 140 – 4G = 100
(x) + (x + 2) + (x + 4) = 96 2G – 4G = 100 – 140

Matemática e Raciocínio Lógico-Matemático 8


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APOSTILAS OPÇÃO

- 2G = - 40 Assim, A = 8000 + 10000 = 18000 litros (no início)


40 Portanto, após a transferência, fica:
G=
2
A’ = 18000 – 2000 = 16000 litros
G = 20
B’ = 8000 + 2000 = 10000 litros
Por fim, a diferença é de : 16000 – 10000 = 6000 litros
Calculando C
C = 35 – G
03. Resposta: B.
C = 35 – 20
Um equipamento leva 8.5 = 40 minutos para ser montado.
C = 15
5h35 = 60.5 + 35 = 335 minutos
Questões
335min: 40min = 8 equipamentos + 15 minutos (resto)
15min: 5min = 3 etapa.
01. (Pref. Guarujá/SP – SEDUC – Professor de
Matemática – CAIPIMES) Sobre 4 amigos, sabe-se que
Clodoaldo é 5 centímetros mais alto que Mônica e 10 Frações e operações com
centímetros mais baixo que Andreia. Sabe-se também que
Andreia é 3 centímetros mais alta que Doralice e que Doralice frações
não é mais baixa que Clodoaldo. Se Doralice tem 1,70 metros,
então é verdade que Mônica tem, de altura: Caro (a) candidato (a), neste Tópico vamos abordar
(A) 1,52 metros. também o Tópico OS NÚMEROS DECIMAIS; pois é um assunto
(B) 1,58 metros. pertinente as FRAÇÕES.
(C) 1,54 metros.
(D) 1,56 metros.
NÚMEROS FRACIONÁRIOS
02. (Câmara Municipal de São José dos Campos/SP –
Analista Técnico Legislativo – Designer Gráfico – VUNESP) Quando um todo ou uma unidade é dividido em partes
Em um condomínio, a caixa d’água do bloco A contém 10 000 iguais, uma dessas partes ou a reunião de várias formam o que
litros a mais de água do que a caixa d’água do bloco B. Foram chamamos de uma fração do todo. Para se representar uma
transferidos 2 000 litros de água da caixa d’água do bloco A fração são, portanto, necessários dois números inteiros:
para a do bloco B, ficando o bloco A com o dobro de água a) O primeiro, para indicar em quantas partes iguais foi
armazenada em relação ao bloco B. Após a transferência, a dividida a unidade (ou todo) e que dá nome a cada parte e, por
diferença das reservas de água entre as caixas dos blocos A e essa razão, chama-se denominador da fração;
B, em litros, vale b) O segundo, que indica o número de partes que foram
(A) 4 000. reunidas ou tomadas da unidade e, por isso, chama-se
(B) 4 500. numerador da fração. O numerador e o denominador
(C) 5 000. constituem o que chamamos de termos da fração.
(D) 5 500. Observe a figura abaixo:
(E) 6 000.

03. (IFNMG – Matemática - Gestão de Concursos) Uma


linha de produção monta um equipamento em oito etapas bem
definidas, sendo que cada etapa gasta exatamente 5 minutos
em sua tarefa. O supervisor percebe, cinco horas e trinta e
cinco minutos depois do início do funcionamento, que a linha
parou de funcionar. Como a linha monta apenas um
equipamento em cada processo de oito etapas, podemos
afirmar que o problema foi na etapa:
(A) 2
(B) 3
(C) 5 A primeira nota dó é 14/14 ou 1 inteiro, pois representa a
(D) 7 fração cheia; a ré é 12/14 e assim sucessivamente.
Respostas
Nomenclaturas das Frações
01. Resposta: B.
Escrevendo em forma de equações, temos: Numerador → Indica
C = M + 0,05 ( I ) quantas partes
C = A – 0,10 ( II ) tomamos do total
A = D + 0,03 ( III ) que foi dividida a
D não é mais baixa que C unidade.
Se D = 1,70 , então:
( III ) A = 1,70 + 0,03 = 1,73 Denominador →
( II ) C = 1,73 – 0,10 = 1,63 Indica quantas partes
( I ) 1,63 = M + 0,05 iguais foi dividida a
M = 1,63 – 0,05 = 1,58 m unidade.

02. Resposta: E. No figura, lê-se: três oitavos.


A = B + 10000 ( I )
Transferidos: A – 2000 = 2.B , ou seja, A = 2.B + 2000 ( II ) -Frações com denominadores de 1 a 10: meios, terços,
Substituindo a equação ( II ) na equação ( I ), temos: quartos, quintos, sextos, sétimos, oitavos, nonos e décimos.
2.B + 2000 = B + 10000 -Frações com denominadores potências de 10:
2.B – B = 10000 – 2000 décimos, centésimos, milésimos, décimos de milésimos,
B = 8000 litros (no início) centésimos de milésimos etc.

Matemática e Raciocínio Lógico-Matemático 9


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APOSTILAS OPÇÃO

- Denominadores diferentes dos citados - Quando duas frações tem o mesmo denominador, a
anteriormente: Enuncia-se o numerador e, em seguida, o maior será aquela que possuir o maior numerador.
denominador seguido da palavra “avos”. Exemplo: 5/7 >3/7

Exemplos: - Quando os denominadores são diferentes, devemos


8 reduzi-lo ao mesmo denominador.
𝑙ê − 𝑠𝑒 ∶ 𝑜𝑖𝑡𝑜 𝑣𝑖𝑛𝑡𝑒 𝑐𝑖𝑛𝑐𝑜 𝑎𝑣𝑜𝑠;
25 Exemplo: 7/6 e 3/7
1º - Fazer o mmc dos denominadores → mmc(6,7) = 42
2 7.7 3.6 49 18
𝑙ê − 𝑠𝑒 ∶ 𝑑𝑜𝑖𝑠 𝑐𝑒𝑛𝑡é𝑠𝑖𝑚𝑜𝑠; 𝑒 → 𝑒
100 42 42 42 42
2º - Compararmos as frações:
Tipos de Frações 49/42 > 18/42.

- Frações Próprias: Numerador é menor que o Simplificação: É dividir os termos por um mesmo número
denominador. até obtermos termos menores que os iniciais. Com isso
1 5 3
Exemplos: ; ; ; … formamos frações equivalentes a primeira.
6 8 4
Exemplo:
4: 4 1
- Frações Impróprias: Numerador é maior ou igual ao =
denominador. 8: 4 2
6 8 4
Exemplos: ; ; ; … Operações com frações
5 5 3

- Frações aparentes: Numerador é múltiplo do - Adição e Subtração


denominador. As mesmas pertencem também ao grupo das Com mesmo denominador: Conserva-se o denominador
frações impróprias. e soma-se ou subtrai-se os numeradores.
6 8 4
Exemplos: ; ; ; …
1 4 2

- Frações particulares: Para formamos uma fração de


uma grandeza, dividimos esta pelo denominador e
multiplicamos pelo numerador.
Exemplos:
1 – Se o numerador é igual a zero, a fração é igual a zero: Com denominadores diferentes: Reduz-se ao mesmo
0/7 = 0; 0/5=0 denominador através do mmc entre os denominadores.
2- Se o denominador é 1, a fração é igual ao denominador: O processo é valido tanto para adição quanto para
25/1 = 25; 325/1 = 325 subtração.
- Quando o denominador é zero, a fração não tem sentido,
pois a divisão por zero é impossível.
- Quando o numerador e denominador são iguais, o
resultado da divisão é sempre 1.

- Números mistos: Números compostos de uma parte


inteira e outra fracionária. Podemos transformar uma fração
imprópria na forma mista e vice e versa.
Exemplos:

25 4
𝑨) =3 ⇒
7 7

4 25
𝑩) 3 = ⇒ Multiplicação e Divisão
7 7

- Multiplicação: É produto dos numerados dados e dos


- Frações equivalentes: Duas ou mais frações que
denominadores dados.
apresentam a mesma parte da unidade.
Exemplo:
Exemplo:
4: 4 1 4: 2 2 2: 2 1
= ; 𝑜𝑢 = ; 𝑜𝑢 =
8: 4 2 8: 2 4 4: 2 2

4 2 1
As frações , e são equivalentes. Podemos ainda simplificar a fração resultante:
8 4 2
288: 2 144
=
-Frações irredutíveis: Frações onde o numerador e o 10: 2 5
denominador são primos entre si.
Exemplo: 5/11 ; 17/29; 5/3 - Divisão: O quociente de uma fração é igual a primeira
fração multiplicados pelo inverso da segunda fração.
Comparação e simplificação de frações Exemplo:

Comparação:

Matemática e Raciocínio Lógico-Matemático 10


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APOSTILAS OPÇÃO

Simplificando a fração resultante: - Multiplicamos os números decimais como se eles fossem


168: 8 21 números naturais.
=
24: 8 3 - No resultado, colocamos tantas casas decimais quantas
forem as do primeiro fator somadas às dos outros fatores.
Exemplos:
NÚMEROS DECIMAIS 1) 652,2 x 2,03
Disposição prática:
O sistema de numeração decimal apresenta ordem
posicional: unidades, dezenas, centenas, etc.

Leitura e escrita dos números decimais

Exemplos:

2) 3,49 x 2,5
Disposição prática:

Lê-se: Quinhentos e setenta e nove mil, trezentos e


sessenta e oito inteiros e quatrocentos e treze milésimos.
0,9 → nove décimos.
5,6 → cinco inteiros e seis décimos. - Divisão
472,1256 → quatrocentos e setenta e dois inteiros e mil, Na prática, a divisão entre números decimais é obtida de
duzentos, cinquenta e seis décimos-milésimos. acordo com as seguintes regras:
- Igualamos o número de casas decimais do dividendo e do
Transformação de frações ordinárias em decimais e divisor.
vice-versa - Cortamos as vírgulas e efetuamos a divisão como se os
números fossem naturais.
A quantidade de zeros corresponde ao números de casas
decimais após a vírgula e vice-versa (transformar para Exemplos:
fração). 1) 24 : 0,5
Disposição prática:

Nesse caso, o resto da divisão é igual a zero. Assim sendo,


a divisão é chamada de divisão exata e o quociente é exato.

2) 31,775 : 15,5
Disposição prática:

Operações com números decimais


- Adição e Subtração
Na prática, a adição e a subtração de números decimais são
obtidas de acordo com a seguinte regra:
- Igualamos o número de casas decimais, acrescentando
zeros.
- Colocamos os números um abaixo do outro, deixando Acrescentamos ao divisor a quantidade de zeros para que
vírgula embaixo de vírgula. ele fique igual ao dividendo, e assim sucessivamente até
- Somamos ou subtraímos os números decimais como se chegarmos ao resto zero.
eles fossem números naturais. 3) 0,14 : 28
- Na resposta colocamos a vírgula alinhada com a vírgula Disposição prática:
dos números dados.
Exemplos:

4) 2 : 16
Disposição prática:

- Multiplicação
Na prática, a multiplicação de números decimais é obtida
de acordo com as seguintes regras:

Matemática e Raciocínio Lógico-Matemático 11


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APOSTILAS OPÇÃO
Referência 𝟐 𝟑 𝟗 𝟐𝟕
CABRAL, Luiz Claudio; NUNES, Mauro César – Matemática básica explicada
+𝟏+ + +
𝟑 𝟐 𝟒 𝟖
passo a passo – Rio de Janeiro: Elsevier, 2013.
𝟏𝟔 + 𝟐𝟒 + 𝟑𝟔 + 𝟓𝟒 + 𝟖𝟏 𝟐𝟏𝟏 𝟐𝟒 𝟏𝟗 𝟏𝟗
= =𝟖. + =𝟖+
Questões 𝟐𝟒 𝟐𝟒 𝟐𝟒 𝟐𝟒 𝟐𝟒

01. (Pref. Maranguape/CE – Prof. de educação básica – Ou seja, eles comeram 8 tortas, mais 19/24 de uma torta.
Matemática – GR Consultoria e Assessoria/2016) João Por fim, a fração de uma torta que sobrou foi:
gastou R$ 23,00, equivalente a terça parte de 3/5 de sua 𝟐𝟒 𝟏𝟗 𝟓
mesada. Desse modo, a metade do valor da mesada de João é − =
𝟐𝟒 𝟐𝟒 𝟐𝟒
igual a:
(A) R$ 57,50;
(B) R$ 115,00;
(C) R$ 172,50; Números e grandezas
(D) R$ 68,50; proporcionais: razões e
02. (EBSERH/ HUSM – UFSM/RS – Analista proporções
Administrativo – Administração – AOCP) Uma revista
1
perdeu dos seus 200.000 leitores.
5 RAZÃO
Quantos leitores essa revista perdeu?
(A) 40.000. É o quociente entre dois números (quantidades, medidas,
(B) 50.000. grandezas).
(C) 75.000. Sendo a e b dois números a sua razão, chama-se razão de a
(D) 95.000. para b:
(E) 100.000.
𝑎
03. (METRÔ – Assistente Administrativo Júnior – FCC) 𝑜𝑢 𝑎: 𝑏 , 𝑐𝑜𝑚 𝑏 ≠ 0
𝑏
Dona Amélia e seus quatro filhos foram a uma doceria comer Onde:
tortas. Dona Amélia comeu 2 / 3 de uma torta. O 1º filho comeu
3 / 2 do que sua mãe havia comido. O 2º filho comeu 3 / 2 do
que o 1º filho havia comido. O 3º filho comeu 3 / 2 do que o 2º
filho havia comido e o 4º filho comeu 3 / 2 do que o 3º filho
havia comido. Eles compraram a menor quantidade de tortas
inteiras necessárias para atender a todos. Assim, é possível Exemplo:
calcular corretamente que a fração de uma torta que sobrou Em um vestibular para o curso de marketing, participaram
foi 3600 candidatos para 150 vagas. A razão entre o número de
(A) 5 / 6. vagas e o número de candidatos, nessa ordem, foi de
𝑛ú𝑚𝑒𝑟𝑜 𝑑𝑒 𝑣𝑎𝑔𝑎𝑠 150 1
(B) 5 / 9. = =
(C) 7 / 8. 𝑛ú𝑚𝑒𝑟𝑜 𝑑𝑒 𝑐𝑎𝑛𝑑𝑖𝑑𝑎𝑡𝑜𝑠 3600 24
(D) 2 / 3.
(E) 5 / 24. Lemos a fração como: Um vinte e quatro avós.
Respostas
- Quando a e b forem medidas de uma mesma grandeza,
01. Resposta: A. essas devem ser expressas na mesma unidade.
Vamos chamar de x a mesada.
Como ele gastou a terça parte 1/3 de 3/5 da mesada que - Razões Especiais
equivale a 23,00. Podemos escrever da seguinte maneira: Escala → Muitas vezes precisamos ilustrar distâncias
1 3 𝑥 muito grandes de forma reduzida, então utilizamos a escala,
. 𝑥 = = 23 → 𝑥 = 23.5 → 𝑥 = 115 que é a razão da medida no mapa com a medida real (ambas
3 5 5
na mesma unidade).
Logo a metade de 115 = 115/2 = 57,50 𝑚𝑒𝑑𝑖𝑑𝑎 𝑛𝑜 𝑚𝑎𝑝𝑎
𝐸=
𝑚𝑒𝑑𝑖𝑑𝑎 𝑟𝑒𝑎𝑙
02. Resposta: A.
1 Velocidade média → É a razão entre a distância percorrida
. 200000 = 40000 e o tempo total de percurso. As unidades utilizadas são km/h,
5
m/s, entre outras.
03. Resposta: E. 𝑑𝑖𝑠𝑡â𝑛𝑐𝑖𝑎 𝑝𝑒𝑐𝑜𝑟𝑟𝑖𝑑𝑎
Vamos chamar a quantidade de tortas de (x). Assim: 𝑉=
𝟐 𝟐
𝑡𝑒𝑚𝑝𝑜 𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙
* Dona Amélia: . 𝟏 =
𝟑 𝟑
Densidade → É a razão entre a massa de um corpo e o seu
* 1º filho:
𝟑
.
𝟐
=𝟏 volume. As unidades utilizadas são g/cm³, kg/m³, entre outras.
𝟐 𝟑 𝑚𝑎𝑠𝑠𝑎 𝑑𝑜 𝑐𝑜𝑟𝑝𝑜
𝐷=
𝟑 𝟑 𝑣𝑜𝑙𝑢𝑚𝑒 𝑑𝑜 𝑐𝑜𝑟𝑝𝑜
* 2º filho: .𝟏 =
𝟐 𝟐
PROPORÇÃO
𝟑 𝟑 𝟗
* 3º filho: . =
𝟐 𝟐 𝟒
É uma igualdade entre duas razões.
𝟑 𝟗 𝟐𝟕
* 4º filho: . = 𝑎 𝑐
Dada as razões e , à setença de igualdade
𝑎
=
𝑐
chama-
𝟐 𝟒 𝟖
𝑏 𝑑 𝑏 𝑑
se proporção.

Matemática e Raciocínio Lógico-Matemático 12


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APOSTILAS OPÇÃO

Onde: (D) 36.

02. Alfredo irá doar seus livros para três bibliotecas da


universidade na qual estudou. Para a biblioteca de
matemática, ele doará três quartos dos livros, para a biblioteca
de física, um terço dos livros restantes, e para a biblioteca de
- Propriedades da Proporção química, 36 livros. O número de livros doados para a biblioteca
1 - Propriedade Fundamental de física será
O produto dos meios é igual ao produto dos extremos, isto (A) 16.
é, a . d = b . c (B) 22.
Exemplo: (C) 20.
45 9 (D) 24.
Na proporção = ,(lê-se: “45 esta para 30 , assim como
30 6
(E)18.
9 esta para 6.), aplicando a propriedade fundamental , temos:
45.6 = 30.9 = 270
03. Foram construídos dois reservatórios de água. A razão
entre os volumes internos do primeiro e do segundo é de 2
2 - A soma dos dois primeiros termos está para o primeiro
para 5, e a soma desses volumes é 14m³. Assim, o valor
(ou para o segundo termo), assim como a soma dos dois
absoluto da diferença entre as capacidades desses dois
últimos está para o terceiro (ou para o quarto termo).
𝑎 𝑐 𝑎+𝑏 𝑐+𝑑 𝑎+𝑏 𝑐+𝑑 reservatórios, em litros, é igual a
= → = 𝑜𝑢 = (A) 8000.
𝑏 𝑑 𝑎 𝑐 𝑏 𝑑 (B) 6000.
3 - A diferença entre os dois primeiros termos está para o (C) 4000.
(D) 6500.
primeiro (ou para o segundo termo), assim como a diferença
(E) 9000.
entre os dois últimos está para o terceiro (ou para o quarto
Respostas
termo).
𝑎 𝑐 𝑎−𝑏 𝑐−𝑑 𝑎−𝑏 𝑐−𝑑
= → = 𝑜𝑢 = 01. Resposta: D.
𝑏 𝑑 𝑎 𝑐 𝑏 𝑑
Pelo enunciado temos que:
4 - A soma dos antecedentes está para a soma dos A=3
consequentes, assim como cada antecedente está para o seu B=C–3
consequente. C
𝑎 𝑐 𝑎+𝑐 𝑎 𝑎+𝑐 𝑐 D = 18
= → = 𝑜𝑢 = Como eles são proporcionais podemos dizer que:
𝑏 𝑑 𝑏+𝑑 𝑏 𝑏+𝑑 𝑑
𝐴 𝐶 3 𝐶
= → = → 𝐶 2 − 3𝐶 = 3.18 → 𝐶 2 − 3𝐶 − 54 = 0
5 - A diferença dos antecedentes está para a diferença dos 𝐵 𝐷 𝐶 − 3 18
consequentes, assim como cada antecedente está para o seu
consequente. Vamos resolver a equação do 2º grau:
𝑎 𝑐 𝑎−𝑐 𝑎 𝑎−𝑐 𝑐
= → = 𝑜𝑢 =
𝑏 𝑑 𝑏−𝑑 𝑏 𝑏−𝑑 𝑑 −𝑏 ± √𝑏 2 − 4𝑎𝑐
𝑥=
2𝑎
- Problema envolvendo razão e proporção
Em um concurso participaram 3000 pessoas e foram −(−3) ± √(−3)2 − 4.1. (−54) 3 ± √225
aprovadas 1800. A razão do número de candidatos aprovados → →
2.1 2
para o total de candidatos participantes do concurso é:
A) 2/3 3 ± 15
B) 3/5 →
2
C) 5/10
D) 2/7 3 + 15 18 3 − 15 −12
E) 6/7 𝑥1 = = = 9 ∴ 𝑥2 = = = −6
2 2 2 2
Resolução: Como não existe idade negativa, então vamos considerar
somente o 9. Logo C = 9
B=C–3=9–3=6
Resposta “B” Somando teremos: 3 + 6 + 9 + 18 = 36

Referências 02. Resposta: E.


IEZZI, Gelson – Fundamentos da Matemática – Vol. 11 – Financeira e X = total de livros
Estatística Descritiva
IEZZI, Gelson – Matemática Volume Único Matemática = ¾ x , restou ¼ de x
http://educacao.globo.com Física = 1/3.1/4 = 1/12
Química = 36 livros
Questões Logo o número de livros é: 3/4x + 1/12x + 36 = x
Fazendo o mmc dos denominadores (4,12) = 12
01. André, Bruno, Carlos e Diego são irmãos e suas idades Logo:
formam, na ordem apresentada, uma proporção. Considere 9𝑥 + 1𝑥 + 432 = 12𝑥
→ 10𝑥 + 432 = 12𝑥
que André tem 3 anos, Diego tem 18 anos e Bruno é 3 anos 12
mais novo que Carlos. Assim, a soma das idades, destes quatro
irmãos, é igual a → 12𝑥 − 10𝑥 = 432 → 2𝑥 = 432 →
(A) 30 432
𝑥= → 𝑥 = 216
(B) 32; 2
(C) 34;

Matemática e Raciocínio Lógico-Matemático 13


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APOSTILAS OPÇÃO

Como a Biblioteca de Física ficou com 1/12x, logo teremos: A solução segue das propriedades das proporções:
1 216 𝑥1 𝑥2 𝑥𝑛 𝑥1 + 𝑥2 + ⋯ + 𝑥𝑛 𝑀
. 216 = = 18 = =⋯= = = =𝑲
12 12 𝑝1 𝑝2 𝑝𝑛 𝑝1 + 𝑝2 + ⋯ 𝑝𝑛 𝑃
Observa-se que partimos do mesmo princípio da divisão
03. Resposta: B. em duas partes proporcionais.
Primeiro:2k
Segundo:5k Exemplos:
2k + 5k = 14 → 7k = 14 → k = 2 1) Para decompor o número 240 em três partes A, B e C
Primeiro: 2.2 = 4 diretamente proporcionais a 2, 4 e 6, deve-se montar um
Segundo5.2=10 sistema com 3 equações e 3 incógnitas tal que A + B + C = 240
Diferença: 10 – 4 = 6 m³ e 2 + 4 + 6 = P. Assim:
1m³------1000L
6--------x 𝐴 𝐵 𝐶 𝐴 + 𝐵 + 𝐶 240
x = 6000 l = = = = = 𝟐𝟎
2 4 6 𝑃 12

Logo: A = 20.2 = 40; B = 20.4 = 80 e C = 20.6 =120


Divisão em partes 2) Determinar números A, B e C diretamente
proporcionais proporcionais a 2, 4 e 6, de modo que 2A + 3B - 4C = 480
A solução segue das propriedades das proporções:

Uma forma de divisão no qual determinam-se 𝐴 𝐵 𝐶 2𝐴 + 3𝐵 − 4𝐶 480


valores(a,b,c,..) que, divididos por quocientes(x,y,z..) = = = = = −𝟔𝟎
2 4 6 2.2 + 3.4 − 4.6 −8
previamente determinados, mantêm-se uma razão que não
tem variação. Logo: A = - 60.2 = -120 ; B = - 60.4 = - 240 e C = - 60.6 = -
360.
Divisão Diretamente Proporcional Também existem proporções com números negativos.

- Divisão em duas partes diretamente proporcionais Divisão Inversamente Proporcional


Para decompor um número M em duas partes A e B
diretamente proporcionais a p e q, montamos um sistema com - Divisão em duas partes inversamente proporcionais
duas equações e duas incógnitas, de modo que a soma das Para decompor um número M em duas partes A e B
partes seja A + B = M, mas inversamente proporcionais a p e q, deve-se decompor este
𝐴 𝐵 número M em duas partes A e B diretamente proporcionais a
=
𝑝 𝑞 1/p e 1/q, que são, respectivamente, os inversos de p e q.
A solução segue das propriedades das proporções: Assim basta montar o sistema com duas equações e duas
𝐴 𝐵 𝐴+𝐵 𝑀 incógnitas tal que A + B = M. Desse modo:
= = = =𝑲
𝑝 𝑞 𝑝+𝑞 𝑝+𝑞
𝐴 𝐵 𝐴+𝐵 𝑀 𝑀. 𝑝. 𝑞
= = = = =𝑲
O valor de K é que proporciona a solução pois: A = K.p e B = 1/𝑝 1/𝑞 1/𝑝 + 1/𝑞 1/𝑝 + 1/𝑞 𝑝+𝑞
K.q
O valor de K proporciona a solução pois: A = K/p e B = K/q.
Exemplos:
1) Para decompor o número 200 em duas partes A e B Exemplos:
diretamente proporcionais a 2 e 3, montaremos o sistema de 1) Para decompor o número 120 em duas partes A e B
modo que A + B = 200, cuja solução segue de: inversamente proporcionais a 2 e 3, deve-se montar o sistema
tal que A + B = 120, de modo que:
𝐴 𝐵 𝐴 + 𝐵 200 𝐴 𝐵 𝐴+𝐵 120 120.6
= = = = 𝟒𝟎 = = = = = 144
2 3 5 5 1/2 1/3 1/2 + 1/3 5/6 5

Fazendo A = K.p e B = K.q ; temos que A = 40.2 = 80 e Assim A = K/p → A = 144/2 = 72 e B = K/q → B = 144/3 =
B=40.3 = 120 48

2) Determinar números A e B diretamente proporcionais a 2 - Determinar números A e B inversamente proporcionais


8 e 3, sabendo-se que a diferença entre eles é 40. Para resolver a 6 e 8, sabendo-se que a diferença entre eles é 10. Para
este problema basta tomar A – B = 40 e escrever: resolver este problema, tomamos A – B = 10. Assim:
𝐴 𝐵 𝐴−𝐵 10
𝐴 𝐵 𝐴 − 𝐵 40 = = = = 240
= = = =𝟖 1/6 1/8 1/6 − 1/8 1/24
8 3 5 5
Assim A = K/p → A = 240/6 = 40 e B = K/q → B = 240/8 =
Fazendo A = K.p e B = K.q ; temos que A = 8.8 = 64 e B = 30
8.3 = 24
- Divisão em várias partes inversamente
- Divisão em várias partes diretamente proporcionais proporcionais
Para decompor um número M em partes x1, x2, ..., xn Para decompor um número M em n partes x1, x2, ..., xn
diretamente proporcionais a p1, p2, ..., pn, deve-se montar um inversamente proporcionais a p1, p2, ..., pn, basta decompor
sistema com n equações e n incógnitas, sendo as somas x1 + x2 este número M em n partes x1, x2, ..., xn diretamente
+ ... + xn= M e p1 + p2 + ... + pn = P. proporcionais a 1/p1, 1/p2, ..., 1/pn.
𝑥1 𝑥2 𝑥𝑛
= =⋯= A montagem do sistema com n equações e n incógnitas,
𝑝1 𝑝2 𝑝𝑛 assume que x1 + x2 + ... + xn= M e além disso

Matemática e Raciocínio Lógico-Matemático 14


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APOSTILAS OPÇÃO

𝐴 𝐵 𝐴−𝐵 21
𝑥1 𝑥2 𝑥𝑛 = = = = 72
= =⋯= 4/6 3/8 4/6 − 3/8 7/24
1/𝑝1 1/𝑝2 1/𝑝𝑛
Assim A = K.c/p = (4/6).72 = 48 e B = K.d/q = (3/8).72 = 27
Cuja solução segue das propriedades das proporções:
Divisão em n partes direta e inversamente
𝑥1 𝑥2 𝑥𝑛 𝑥1 + 𝑥2 + ⋯ + 𝑥𝑛 proporcionais
= =⋯= =
1 1 1 1 1 1 Para decompor um número M em n partes x1, x2, ..., xn
+ +⋯
𝑝1 𝑝2 𝑝𝑛 𝑝1 𝑝2 𝑝𝑛 diretamente proporcionais a p1, p2, ..., pn e inversamente
proporcionais a q1, q2, ..., qn, basta decompor este número M
𝑀 em n partes x1, x2, ..., xn diretamente proporcionais a p1/q1,
= =𝑲
1 1 1 p2/q2, ..., pn/qn.
+ + ⋯+
𝑝1 𝑝2 𝑝𝑛 A montagem do sistema com n equações e n incógnitas
exige que x1 + x2 + ... + xn = M e além disso
Exemplos:
1-Para decompor o número 220 em três partes A, B e C 𝑥1 𝑥2 𝑥𝑛
= =⋯=
inversamente proporcionais a 2, 4 e 6, deve-se montar um 𝑝1 /𝑞1 𝑝2 /𝑞2 𝑝𝑛 /𝑞𝑛
sistema com 3 equações e 3 incógnitas, de modo que A + B + C
= 220. Desse modo: A solução segue das propriedades das proporções:

𝐴 𝐵 𝐶 𝐴+𝐵+𝐶 220 𝑥1 𝑥2 𝑥𝑛 𝑥𝑛 + 𝑥2 + ⋯ + 𝑥𝑛
= = = = = 240 = =⋯= 𝑝 =𝑝 𝑝 𝑝 =𝑲
1/2 1/4 1/6 1/2 + 1/4 + 1/6 11/12 𝑝1 /𝑞1 𝑝2 /𝑞2 𝑛 1
+ 2 +⋯+ 𝑛
𝑞𝑛 𝑞1 𝑞2 𝑞𝑛
A solução é A = K/p1 → A = 240/2 = 120, B = K/p2 → B =
240/4 = 60 e C = K/p3 → C = 240/6 = 40 Exemplos:
1) Para decompor o número 115 em três partes A, B e C
2-Para obter números A, B e C inversamente proporcionais diretamente proporcionais a 1, 2 e 3 e inversamente
a 2, 4 e 6, de modo que 2A + 3B - 4C = 10, devemos montar as proporcionais a 4, 5 e 6, deve-se montar um sistema com 3
proporções: equações e 3 incógnitas de forma de A + B + C = 115 e tal que:

𝐴 𝐵 𝐶 2𝐴 + 3𝐵 − 4𝐶 10 120 𝐴 𝐵 𝐶 𝐴+𝐵+𝐶 115


= = = = = = = = = = 100
1/2 1/4 1/6 2/2 + 3/4 − 4/6 13/12 13 1/4 2/5 3/6 1/4 + 2/5 + 3/6 23/20

logo A = 60/13, B = 30/13 e C = 20/13 Logo A = K.p1/q1 = (1/4)100 = 25, B = K.p2/q2 = (2/5)100 =
Existem proporções com números fracionários! 40 e C = K.p3/q3 = (3/6)100 = 50

Divisão em partes direta e inversamente 2) Determinar números A, B e C diretamente


proporcionais proporcionais a 1, 10 e 2 e inversamente proporcionais a 2, 4
e 5, de modo que 2A + 3B - 4C = 10.
- Divisão em duas partes direta e inversamente A montagem do problema fica na forma:
proporcionais
𝐴 𝐵 𝐶 2𝐴 + 3𝐵 − 4𝐶 10 100
Para decompor um número M em duas partes A e B = = = = =
diretamente proporcionais a, c e d e inversamente 1/2 10/4 2/5 2/2 + 30/4 − 8/5 69/10 69
proporcionais a p e q, deve-se decompor este número M em
duas partes A e B diretamente proporcionais a c/q e d/q, basta A solução é A = K.p1/q1 = 50/69, B = K.p2/q2 = 250/69 e C
montar um sistema com duas equações e duas incógnitas de = K.p3/q3 = 40/69
forma que A + B = M e além disso:
Problemas envolvendo Divisão Proporcional
𝐴 𝐵 𝐴+𝐵 𝑀 𝑀. 𝑝. 𝑞 1) As famílias de duas irmãs, Alda e Berta, vivem na mesma
= = = = =𝑲 casa e a divisão de despesas mensais é proporcional ao
𝑐/𝑝 𝑑/𝑞 𝑐/𝑝 + 𝑑/𝑞 𝑐/𝑝 + 𝑑/𝑞 𝑐. 𝑞 + 𝑝. 𝑑
número de pessoas de cada família. Na família de Alda são três
pessoas e na de Berta, cinco. Se a despesa, num certo mês foi
O valor de K proporciona a solução pois: A = K.c/p e B = K.d/q. de R$ 1.280,00, quanto pagou, em reais, a família de Alda?
A) 320,00
B) 410,00
Exemplos:
C) 450,00
1) Para decompor o número 58 em duas partes A e B
D) 480,00
diretamente proporcionais a 2 e 3, e, inversamente
E) 520,00
proporcionais a 5 e 7, deve-se montar as proporções:

𝐴 𝐵 𝐴+𝐵 58 Resolução:
= = = = 70 Alda: A = 3 pessoas
2/5 3/7 2/5 + 3/7 29/35 Berta: B = 5 pessoas
A + B = 1280
Assim A = K.c/p = (2/5).70 = 28 e B = K.d/q = (3/7).70 = 30 𝐴 𝐵 𝐴 + 𝐵 1280
+ = = = 160
3 5 3+5 8
2) Para obter números A e B diretamente proporcionais a
4 e 3 e inversamente proporcionais a 6 e 8, sabendo-se que a A = K.p = 160.3 = 480
diferença entre eles é 21. Para resolver este problema basta Resposta D
escrever que A – B = 21 resolver as proporções:

Matemática e Raciocínio Lógico-Matemático 15


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APOSTILAS OPÇÃO

2) Dois ajudantes foram incumbidos de auxiliar no 02. (TRF 3ª – Técnico Judiciário – FCC) Quatro
transporte de 21 caixas que continham equipamentos funcionários dividirão, em partes diretamente proporcionais
elétricos. Para executar essa tarefa, eles dividiram o total de aos anos dedicados para a empresa, um bônus de R$36.000,00.
caixas entre si, na razão inversa de suas respectivas idades. Se Sabe-se que dentre esses quatro funcionários um deles já
ao mais jovem, que tinha 24 anos, coube transportar 12 caixas, possui 2 anos trabalhados, outro possui 7 anos trabalhados,
então, a idade do ajudante mais velho, em anos era? outro possui 6 anos trabalhados e o outro terá direito, nessa
A) 32 divisão, à quantia de R$6.000,00. Dessa maneira, o número de
B) 34 anos dedicados para a empresa, desse último funcionário
C) 35 citado, é igual a
D) 36 (A) 5.
E) 38 (B) 7.
Resolução: (C) 2.
v = idade do mais velho (D) 3.
Temos que a quantidade de caixas carregadas pelo mais (E) 4.
novo: Qn = 12
Pela regra geral da divisão temos: 03. (Câmara de São Paulo/SP – Técnico Administrativo
Qn = k.1/24 → 12 = k/24 → k = 288 – FCC) Uma prefeitura destinou a quantia de 54 milhões de
A quantidade de caixas carregadas pelo mais velho é: 21 – reais para a construção de três escolas de educação infantil. A
12 = 9 área a ser construída em cada escola é, respectivamente, 1.500
Pela regra geral da divisão temos: m², 1.200 m² e 900 m² e a quantia destinada à cada escola é
Qv = k.1/v → 9 = 288/v → v = 32 anos diretamente proporcional a área a ser construída.
Resposta A Sendo assim, a quantia destinada à construção da escola
com 1.500 m² é, em reais, igual a
3) Em uma seção há duas funcionárias, uma com 20 anos (A) 22,5 milhões.
de idade e a outra com 30. Um total de 150 processos foi (B) 13,5 milhões.
dividido entre elas, em quantidades inversamente (C) 15 milhões.
proporcionais às suas respectivas idades. Qual o número de (D) 27 milhões.
processos recebido pela mais jovem? (E) 21,75 milhões.
A) 90
B) 80 Respostas
C) 60
D) 50 01. Resposta: C.
E) 30 5x + 8x + 12x = 750.000
25x = 750.000
Estamos trabalhando aqui com divisão em duas partes x = 30.000
inversamente proporcionais, para a resolução da mesma O mais velho receberá: 1230000=360000
temos que:
𝐴 𝐵 𝐴+𝐵 𝑀 𝑀. 𝑝. 𝑞 02. Resposta: D.
= = = = =𝑲
1/𝑝 1/𝑞 1/𝑝 + 1/𝑞 1/𝑝 + 1/𝑞 𝑝+𝑞 2x + 7x + 6x + 6000 = 36000
15x = 30000
O valor de K proporciona a solução pois: A = K/p