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MÓDULO 6366 - Segurança e saúde no trabalho LOCAL Viana do Alentejo PÁG 0/163
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MANUAL
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Índice
1.1 Público-Alvo.....................................................................................................................3
1.2 Modalidade de Formação........................................................................................3
1.3 Forma de Organização.............................................................................................3
1.4 Objetivo Geral..........................................................................................................3
1.5 Objetivos Específicos................................................................................................3
1.6 Desenvolvimento das Sessões de Formação.............................................................4
Introdução..........................................................................................................................8
Capítulo I. Segurança, higiene e saúde no trabalho agrícola................................................9
o Problemática da prevenção e segurança no trabalho agrícola...............................................9
o Caracterização do número de acidentes, suas consequências e causas................................11
o Doenças profissionais..........................................................................................................12
Capítulo II. Legislação em vigor.........................................................................................14
o Legislação Nacional e Diretivas Europeias...........................................................................14
Cap. III - Princípios gerais de prevenção.............................................................................24
Cap. IV - Fatores de risco no trabalho................................................................................28
o Agentes químicos, físicos e biológicos.................................................................................29
Armazenagem................................................................................................................................................36
Preparação da Calda e Aplicação do Produto................................................................................................38
Medidas e Procedimentos de Prevenção para Preparação da Calda........................................................39
Medidas e Procedimentos de Prevenção para Aplicação do Produto......................................................40
Eliminação das Embalagens...........................................................................................................................44

Cap. V - Principais fatores de risco no trabalho agrícola, pecuário e florestal.....................60


o Movimentação manual de cargas........................................................................................60
o Instalações agrícolas............................................................................................................62
o Ruídos e vibrações...............................................................................................................67
o Exposição e manipulação de substâncias químicas, corrosivas e alergénicas.......................74
o Incêndios em instalações.....................................................................................................75
o Incêndios florestais..............................................................................................................78
o Utilização dos produtos fitofarmacêuticos...........................................................................80
 Aplicação de produtos fitofarmacêuticos.............................................................................................87
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o Condução, operação e utilização de máquinas agrícolas e florestais....................................93


o Exposição ao sol..................................................................................................................94
o Exposição a temperaturas elevadas.....................................................................................96
o Trabalho pecuário..............................................................................................................100
o Trabalho florestal...............................................................................................................114
Cap. VI - Equipamentos de Proteção Individual (EPI)........................................................127
o EPI para aplicação de Produtos Fitofarmacêuticos.............................................................127
o EPI para trabalho florestal.................................................................................................127
o EPI para trabalhos agrícolas...............................................................................................128
o EPI para trabalhos pecuários.............................................................................................128
Cap. VII - Sinalização de segurança..................................................................................130
Cap. VIII - Doenças profissionais......................................................................................132
o Atividades com maior incidência de doenças profissionais................................................132
o Prevenção de doenças profissionais..................................................................................132
Cap. IX - Higiene no trabalho...........................................................................................133
o Normas de higiene no posto/local de trabalho..................................................................133
o Normas de higiene pessoal................................................................................................133
Cap. X - Prevenção de acidentes e doenças......................................................................135
o Estudo das características e riscos de cada posto de trabalho............................................135
o Identificação de EPI necessário..........................................................................................136
o Obrigatoriedade de cumprir as regras de segurança..........................................................144
o Sinalização dos riscos.........................................................................................................147
o Plano de prevenção e de emergência................................................................................152
Conclusão........................................................................................................................159
Referências Bibliográficas........................................................................................................160
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CARACTERIZAÇÃO DA FORMAÇÃO

1.1 Público-Alvo

Formação Modular dirigida para Ativos Empregados e Desempregados (habilitações igual ou superior
ao 12º Ano)

1.2 Modalidade de Formação

Formação modular, ação de formação profissional contínua, com base em Unidades


Formativas de Curta Duração — UFCD dos referenciais de formação inseridos no Catálogo
Nacional de Qualificações — CNQ;

1.3 Forma de Organização

Formação presencial, na qual a atividade formativa de desenvolve em sala, promovendo a


interação permanente entre formando/formador e privilegiando o grupo pedagógico
enquanto elemento facilitador de aprendizagens.

1.4 Objetivo Geral

Tem como objetivo “permitir que os participantes aprendam a identificar os riscos no


trabalho agrícola; a utilizar os equipamentos de proteção individual; a reconhecer a
legislação e aplicar as normas de segurança, higiene e saúde na execução dos trabalhos
agrícolas”.

1.5 Objetivos Específicos

Dotar os formandos com as competências necessárias para:


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 Identificar os principais riscos no trabalho agrícola.


 Reconhecer a legislação relativa à segurança, higiene e saúde no trabalho
agrícola.
 Utilizar os equipamentos de proteção individual nas diferentes operações e
atividades agrícolas.
 Aplicar as normas de segurança, higiene e saúde na execução dos trabalhos
agrícolas.

1.6 Desenvolvimento das Sessões de Formação

No desenvolvimento das sessões de formação o formador deve:


a) Possuir preparação psicossocial que envolve, designadamente, o espírito de cooperação e
a capacidade de comunicação, relacionamento e adequação às características do público-
alvo, de forma a prosseguir com eficácia a função cultural, social e económica da
formação;

b) Possuir Formação científica, técnica, tecnológica e prática que implica a posse de


qualificação de nível igual ou superior ao nível de saída dos formandos nos domínios em
que envolve a formação;

c) Possuir Preparação ou formação pedagógica, certificada nos termos da lei, adaptada ao


nível e contexto em que se desenvolve a ação de formação
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Carga Horária: 50h


Objetivos

 Identificar os principais riscos no trabalho agrícola.


 Reconhecer a legislação relativa à segurança, higiene e saúde no trabalho agrícola.
 Utilizar os equipamentos de proteção individual nas diferentes operações e atividades
agrícolas.
 Aplicar as normas de segurança, higiene e saúde na execução dos trabalhos agrícolas.

Conteúdos

 Segurança, higiene e saúde no trabalho agrícola


o Problemática da prevenção e segurança no trabalho agrícola
o Caracterização do número de acidentes, suas consequências e causas
o Doenças profissionais

 Legislação em vigor
o Diretivas Europeias
o Legislação nacional

 Princípios gerais de prevenção


 Fatores de risco no trabalho
o Agentes químicos, físicos e biológicos
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 Principais fatores de risco no trabalho agrícola, pecuário e florestal


o Movimentação manual de cargas
o Instalações agrícolas
o Ruídos e vibrações
o Exposição e manipulação de substâncias químicas, corrosivas e alergénicas
o Incêndios em instalações
o Incêndios florestais
o Utilização dos produtos fitofarmacêuticos
o Condução, operação e utilização de máquinas agrícolas e florestais
o Exposição ao sol
o Exposição a temperaturas elevadas
o Trabalho pecuário
o Trabalho florestal

 Equipamentos de Proteção Individual (EPI)


o EPI para aplicação de Produtos Fitofarmacêuticos
o EPI para trabalho florestal
o EPI para trabalhos agrícolas
o EPI para trabalhos pecuários

 Sinalização de segurança
 Doenças profissionais
o Atividades com maior incidência de doenças profissionais
o Prevenção de doenças profissionais
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 Higiene no trabalho
o Normas de higiene no posto/local de trabalho
o Normas de higiene pessoal
 Prevenção de acidentes e doenças
o Estudo das características e riscos de cada posto de trabalho
o Identificação de EPI necessário
o Obrigatoriedade de cumprir as regras de segurança
o Sinalização dos riscos
o Plano de prevenção e de emergência
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Introdução

Este curso pretende dotar os formandos com conhecimentos na Temática de Segurança e


Saúde no Trabalho Agrícola.

Propondo-se contribuir para uma efetiva melhoria das condições de segurança e de saúde
nas diferentes modalidades dos trabalhos agrícola e florestal em Portugal, atuando ao nível
da informação, da formação e do controlo e promovendo-se o reforço da capacidade de
intervenção dos parceiros sociais e institucionais no âmbito da prevenção de riscos
profissionais nos sectores agrícola e florestal.

Os grandes objetivos deste manual são:

 Definir, de um modo simples e com linguagem acessível a todos, as normas e práticas


de Segurança e Higiene no Trabalho que devem ser implementadas e seguidas ao
nível das instalações, dos equipamentos e das atividades desenvolvidas no sector
agrícola;
 Identificar os principais perigos e avaliar os riscos das atividades desenvolvidas neste
sector e expor as respetivas medidas preventivas, contribuindo para reduzir ao
mínimo possível a ocorrência de acidentes de trabalho e de doenças profissionais;
 E por fim, contribuir para a Implementação de uma Cultura de Segurança na empresa
agrícola.
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Capítulo I. Segurança, higiene e saúde no trabalho agrícola

O sector agrícola apresenta características próprias e, por vezes, muito diferentes da maioria
dos outros sectores económicos. Existem muitas empresas familiares e trabalhadores por
conta própria, o trabalho desenvolve-se maioritariamente ao ar livre, recorrendo-se a uma
grande variedade de máquinas e equipamentos e havendo um repetido contacto com
animais e uma vasta gama de produtos químicos. A tudo isto acresce a sazonalidade das
atividades, havendo a necessidade de contratação de pessoal não especializado nos “picos”
de trabalho, recorrendo-se, várias vezes, a mão-de-obra estrangeira onde existe a barreira da
língua. Estas características traduzem-se, muitas vezes, por um trabalho não formal, pouco
qualificado com ausência de formação, o que torna estas empresas pouco eficazes ou seguras
no que diz respeito à prevenção de riscos laborais.

o Problemática da prevenção e segurança no trabalho agrícola

De facto, as empresas agrícolas, especialmente as de dimensão muito pequena, apresentam


muitas dificuldades na aplicação de regras ou formas de trabalho seguras e na aplicação da
legislação laboral, em particular a que se refere à prevenção de riscos.

A Organização Internacional do Trabalho tem insistido na necessidade de se atuar no sector


agrícola, no que diz respeito à aplicação de medidas de prevenção de riscos profissionais.
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Essa prevenção terá que atuar, fundamentalmente, em quatro fontes de risco:


 A utilização de tratores, máquinas e ferramentas agrícolas;
 A utilização de produtos químicos;
 A movimentação de cargas;
 A exposição a riscos biológicos.

Existe, ainda, uma particularidade do sector que não deve ser negligenciada. Efetivamente,
existem poucas atividades em que o local de trabalho é também o local de residência,
situação que se verifica numa grande parte das empresas agrícolas. Este facto conduz a uma
situação em que a “família” do empresário/agricultor fica vulnerável a todos os riscos que a
atividade laboral acarreta. Há que ter particular atenção as crianças, que são um “alvo fácil”
para acidentes ou doenças, uma vez que vivem, movimentam-se, brincam, etc. num local que
deveria ser, apenas, de trabalho.
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o Caracterização do número de acidentes, suas consequências e causas

Tabela 1 – Número de Acidentes de Trabalho no sector Agricultura, produção animal, caça,


floresta e pesca para o período de tempo compreendido entre 2010 e 2016

O quadro anterior mostra-nos os dados oficiais mais recentes, onde e possível observar, para
o ano de 2015, a ocorrência de 8717 acidentes de trabalho, número que vem a subir ao longo
dos anos em estudo e que atenua ligeiramente em 2016 com 7892 acidentes.
Dos efeitos nefastos que o trabalho pode ter para a saúde, os acidentes de trabalho são os
indicadores imediatos e evidentes de más condições de trabalho e, dada a gravidade das suas
consequências, a luta contra eles e sempre o primeiro passo a dar quando se pretende a
Prevenção. Existem sectores de trabalho cujas atividades são inerentemente mais perigosas
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que outras. De facto, no sector agrícola os trabalhadores encontram-se expostos a situações


perigosas quase diariamente.
Considera-se acidente de trabalho, com base na Lei no 100/97 de 13 de setembro, aquele
que se verifica no local e no tempo de trabalho e que produza direta ou indiretamente lesão
corporal, perturbação funcional ou doença de que resulte redução na capacidade de trabalho
ou ganho, ou a morte. Para alem disso, são considerados acidentes de trabalho, entre outros,
os ocorridos nos itinerários casa-trabalho-casa, os ocorridos fora do local do trabalho, mas
em que o trabalhador esta a executar trabalho para a empresa sua empregadora, etc.
Os acidentes classificam-se quanto as consequências (incapacidade temporária, permanente
ou morte); a forma do acidente (queda, choque, entaladela, etc.); a natureza da lesão
(fraturas, luxações, entorses, etc.); e a localização da lesão (cabeça, olhos, pés, mãos, etc.).
As principais causas de sinistralidade na agricultura são:

Máquinas, equipamentos e tratores;


 Produtos químicos perigosos;
 Espaços confinados;
 O ruido e as vibrações;
 Exposição a situações extremas do ponto de vista climatérico;
 Questões ergonómicas;
 Exposição a doenças animais transmissíveis ao Homem.

o Doenças profissionais

Toda a doença contraída pelo trabalhador na sequência de uma exposição a um ou mais


fatores de risco presentes na atividade profissional, nas condições de trabalho e/ou nas
técnicas usadas durante o trabalho designa-se por doença profissional. O Decreto-
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Regulamentar n.º 76/2007, de 17 de julho, publica a “Lista das Doenças Profissionais” que
integra 5 capítulos distintos: doenças provocadas por agentes químicos; doenças do aparelho
respiratório; doenças cutâneas e outras; doenças provocadas por agentes físicos; doenças
infeciosas e parasitárias.

De salientar que qualquer lesão corporal, perturbação funcional ou doença não incluída na
“Lista das Doenças Profissionais” em que se prove ser consequência, necessária e direta, da
atividade profissional exercida pelo trabalhador e não represente normal desgaste do
organismo (artigo 283.º da Lei n.º 7/2009, de 12 de fevereiro – Código do Trabalho) é
também considerada doença profissional.

Os acidentes na Agricultura resultam essencialmente de falhas no manuseio de máquinas e


equipamentos e de falta de proteção no uso de produtos químicos perigosos. Já as doenças
profissionais derivam essencialmente da exposição a contaminantes biológicos, situação
muito comum nas explorações agropecuárias. A informação é a arma mais eficaz no combate
e prevenção da sinistralidade e das doenças profissionais na agricultura.
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Capítulo II. Legislação em vigor

LEGISLAÇÃO RELATIVA ÀS QUESTÕES DA PREVENÇÃO, HIGIENE E SEGURANÇA

Segue-se uma listagem, não exaustiva, de legislação relevante no âmbito da Segurança e


Higiene no Trabalho, abrangendo especificamente o sector agrícola, bem como as questões
ligadas aos acidentes de trabalho, aos equipamentos de proteção individual, ao
enquadramento jurídico da HST, as leis do trabalho, a máquinas e equipamentos, ao ruido e
as substâncias perigosas.

o Legislação Nacional e Diretivas Europeias

 Decreto n.º 91/81 de 17 de julho


o Aprova, para ratificação, a Convenção n.º 129 da OIT, relativa à inspeção do
trabalho na agricultura.

 Decreto-Lei n.º 294/88 de 24 de agosto


o Estabelece normas relativas à classificação, rotulagem e embalagem de
pesticidas e adjuvantes.

 Lei n.º 10/93 de 6 de abril


o Obrigação de notificação prévia na utilização, por via aérea, de produtos
fitofarmacêuticos.

 Decreto-Lei n.º 128/93 de 22 de abril


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o Transpõe para a ordem jurídica interna a Diretiva do Conselho n.º 89/686/CEE,


de 21 de dezembro, relativa aos equipamentos de proteção individual.

 Decreto-Lei n.º 330/93 de 25 de setembro


o Transpõe para a ordem jurídica interna a Diretiva n.º 90/269/CEE, do
Conselho, de 29 de maio, relativa às prescrições mínimas de segurança e de
saúde na movimentação manual de cargas.

 Decreto-Lei n.º 347/93 de 1 de outubro


o Transpõe para a ordem jurídica interna a Diretiva n.º 89/654/CEE, do
Conselho, de 30 de novembro, relativa as prescrições mínimas de segurança e
de saúde nos locais de trabalho.

 Portaria n.º 987/93 de 6 de outubro


o Estabelece as prescrições mínimas de segurança e saúde nos locais de
trabalho.

 Portaria n.º 1131/93 de 4 de novembro


o Estabelece as exigências essenciais relativas a saúde e segurança aplicáveis aos
equipamentos de proteção individual (EPI).

 Decreto-Lei n.º 385/93 de 18 de novembro


o Transpõe para a ordem jurídica interna a Diretiva n.º 91/410/CEE, da
Comissão, de 22 de julho, que altera a Diretiva n.º 67/548/CEE, do Conselho,
de 27 de junho, relativa a classificação, embalagem e rotulagem das
substancias perigosas. Altera o Decreto-Lei n.º 294/88, de 24 de agosto
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(estabelece normas relativas a classificação, rotulagem e embalagem de


pesticidas e adjuvantes).

 Portaria n.º 137/94 de 8 de março


o Aprova o modelo de participação de acidente de trabalho e o mapa de
encerramento de processo de acidente de trabalho.

 Decreto-Lei n.º 284/94 de 11 de novembro


o Transpõe para a ordem jurídica interna a Diretiva n.º 91/414/CEE, do
Conselho, de 15 de julho, relativa a colocação dos produtos fitofarmacêuticos
no mercado.

 Portaria n.º 563/95 de 12 de junho


o Estabelece normas de homologação, autorização, colocação no mercado,
utilização, controlo e fiscalização de produtos fitofarmacêuticos.

 Decreto-Lei n.º 141/95 de 14 de junho


o Estabelece as prescrições mínimas para a sinalização de segurança e de saúde
no trabalho.

 Portaria n.º 1456-A/95 de 11 de dezembro


o Estabelece as prescrições mínimas para a sinalização de segurança e de saúde
no trabalho.
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 Portaria n.º 53/96 de 20 de fevereiro


o Altera a Portaria n.º 1179/95, de 26 de setembro (aprova o modelo da ficha de
notificação da modalidade adotada pelas empresas para a organização dos
serviços de segurança, higiene e saúde no trabalho).

 Portaria n.º 109/96 de 10 de abril


o Altera os anexos I, II, IV e V da Portaria n.º 1131/93, de 4 de novembro
[estabelece as exigências essenciais relativas a saúde e segurança aplicáveis
aos equipamentos de proteção individual (EPI)].

 Portaria n.º 695/97 de 19 de agosto


o Altera os anexos I e V da Portaria n.º 1131/93, de 4 de novembro [fixa os
requisitos essenciais de segurança e saúde a que devem obedecer o fabrico e
comercialização de equipamentos de proteção individual (EPI)].

 Lei n.º 100/97 de 13 de setembro


o Aprova o novo regime jurídico dos acidentes de trabalho e das doenças
profissionais.

 Decreto-Lei n.º 341/98 de 4 de novembro


o Estabelece os princípios uniformes relativos a avaliação e autorização dos
produtos fitofarmacêuticos para a sua colocação no mercado.
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 Decreto-Lei n.º 377/99 de 21 de setembro


o Procede a inclusão de três substâncias ativas no anexo I ao Decreto-Lei n.º
94/98 de 15 de abril, que adota as normas técnicas de execução referentes a
colocação dos produtos fitofarmacêuticos no mercado, transpondo as
Diretivas nos 97/73/CE, 98/47/CE e 1999/1/CE, da Comissão, respetivamente
de 15 de dezembro, 25 de junho e 21 de janeiro.

 Decreto-Lei n.º 78/2000 de 9 de maio


o Procede a inclusão de duas substâncias ativas no anexo I do Decreto-Lei n.º
94/98, de 15 de abril, que adota normas técnicas de execução referentes a
colocação dos produtos fitofarmacêuticos no mercado, transpondo as
Diretivas n.º 99/73/CE e 99/80/CE, da comissão, de 19 e de 28 de julho,
respetivamente.

 Decreto-Lei n.º 109/2000 de 30 de junho


o Altera o Decreto-Lei n.º 26/94, de 1 de fevereiro, alterado pelas Leis nos 7/95,
de 29 de marco, e 118/99, de 11 de agosto, que contem o regime de
organização e funcionamento das atividades de segurança, higiene e saúde no
trabalho.

 Decreto-Lei n.º 291/2000 de 14 de novembro


o Aprova o Regulamento da Homologação dos Tratores Agrícolas e Florestais de
Rodas e transpõe para o direito interno várias diretivas referentes a
homologação dos tratores agrícolas e florestais de rodas.
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 Portaria n.º 1107/2000 de 25 de novembro


o Aprova o Regulamento da aplicação das Componentes n.º 1, 2 e 3 da Acão n.º
8.2: Redução do risco e dos impactes ambientais na aplicação de produtos
fitofarmacêuticos, da medida n.º 8 do Programa Operacional Agricultura e
Desenvolvimento Rural - Programa AGRO.

 Decreto-Lei n.º 22/2001 de 30 de janeiro


o Estabelece o regime aplicável a autorização de importação paralela de
produtos fitofarmacêuticos, alterando o Decreto-Lei n.º 94/98, de 15 de abril.

 Decreto Regulamentar n.º 6/2001 de 5 de maio


o Aprova a lista das doenças profissionais e o respetivo índice codificado.

 Resolução da Assembleia da República n.º 44/2001 de 27 de junho


o Institui o Dia Nacional de Prevenção e Segurança no Trabalho.

 Decreto-Lei n.º 305/2001 de 3 de dezembro


o Transpõe para o direito interno a Diretiva n.º 2001/001/CE, da comissão, de
14 e janeiro de 2000, aditando um capítulo XI ao Regulamento da
Homologação dos Tratores Agrícolas e Florestais de Rodas.

 Decreto-Lei n.º 320/2001 de 12 de dezembro


o Estabelece as regras relativas a colocação no mercado e entrada em serviço
das máquinas e dos componentes de segurança, transpondo para a ordem
jurídica interna a Diretiva n.º 98/37/CE, do Parlamento Europeu e do
Conselho, de 22 de junho.
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 Decreto-Lei n.º 160/2002 de 9 de julho


o Transpõe para a ordem jurídica interna a Diretiva n.º 2001/36/CE, da
comissão, de 16 de maio, introduzindo alterações aos anexos II e III do
Decreto-Lei n.º 94/98, de 15 de abril, relativo a colocação de produtos
fitofarmacêuticos no mercado.

 Portaria n.º 1031/2002 de 10 de agosto


o Aprova o modelo de ficha de aptidão, a preencher pelo medico do trabalho
face aos resultados dos exames de admissão, periódicos e ocasionais,
efetuados aos trabalhadores.

 Portaria n.º 1184/2002 de 29 de agosto


o Aprova o modelo de relatório anual da atividade dos serviços de segurança,
higiene e saúde no trabalho.

 Decreto-Lei n.º 82/2003 de 23 de abril


o Transpõe para a ordem jurídica nacional a Diretiva n.º 1999/45/CE, do
o Parlamento Europeu e do Conselho, de 31 de maio, relativa a aproximação das
disposições legislativas, regulamentares e administrativas dos Estados
membros respeitantes a classificação, embalagem e rotulagem de preparações
perigosas, adaptada ao progresso técnico pela Diretiva n.º 2001/60/CE, da
comissão, de 7 de agosto, e, no que respeita as preparações perigosas, a
Diretiva n.º 2001/58/CE, da comissão, de 27 de julho.
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 Portaria n.º 379/2003 de 10 de maio


o Altera a Portaria n.º 1107/2000, de 25 de novembro, que aprova o
Regulamento da aplicação das Componentes n.º 1, 2 e 3 da Acão n.º 8.2
≪Redução do Risco e dos Impactes Ambientais na Aplicação de Produtos
Fitofarmacêuticos≫, da Medida n.º 8 do Programa Operacional Agricultura e
Desenvolvimento Rural.

 Decreto-Lei n.º 142/2003 de 2 de julho


o Transpõe para a ordem jurídica nacional as Diretivas n.º 2002/36/CE e
2003/22/CE, da comissão, respetivamente de 29 de abril e de 24 de Marco,
relativas as medidas de proteção fitossanitária destinadas a evitar a
introdução e dispersão de organismos prejudiciais aos vegetais e produtos
vegetais na Comunidade, e 2003/21/CE, da comissão, de 24 de Marco, que
reconhece zonas protegidas na Comunidade expostas a riscos fitossanitários
específicos, e altera o Decreto-Lei n.º 14/99, de 12 de janeiro.

 Decreto-Lei n.º 156/2003 de 18 de julho


o Altera e aprova alguns limites máximos de resíduos de substâncias ativas de
produtos fitofarmacêuticos permitidos nos produtos agrícolas de origem
vegetal, incluindo frutos, hortícolas e cereais, transpondo para a ordem
jurídica nacional a Diretiva n.º 2002/97/CE, da comissão, de 16 de dezembro,
na parte respeitante aos produtos agrícolas de origem vegetal, e a Diretiva n.º
2002/100/CE, da comissão, de 20 de dezembro.
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 Lei n.º 99/2003 de 27 de agosto


o Aprova o Código do Trabalho.

 Decreto-Lei n.º 22/2004 de 22 de janeiro


o Transpõe para a ordem jurídica nacional a Diretiva n.º 2003/82/CE, da
comissão, de 11 de Setembro, que altera a Diretiva n.º 91/414/CEE, do
Conselho, no respeitante as frases tipo relativas a riscos especiais e as frases
tipo relativas as precauções a tomar aplicáveis aos produtos fitofarmacêuticos,
aditando os anexos V e VI ao Decreto-Lei n.º 94/98, de 15 de Abril, relativo a
colocação de produtos fitofarmacêuticos no mercado.

 Lei n.º 35/2004 de 29 de julho


o Regulamenta a Lei n.º 99/2003, de 27 de agosto, que aprovou o Código do
Trabalho.

 Decreto-Lei n.º 50/2005 de 25 de fevereiro


o Transpõe para a ordem jurídica interna a Diretiva n.º 2001/45/CE, do
Parlamento Europeu e do Conselho, de 27 de junho, relativa as prescrições
mínimas de segurança e de saúde para a utilização pelos trabalhadores de
equipamentos de trabalho, e revoga o Decreto-Lei n.º 82/99, de 16 de marco.

 Decreto-Lei n.º 32/2006 de 15 de fevereiro


o Estabelece novos limites máximos de resíduos de substancias ativas de
produtos fitofarmacêuticos permitidos nos produtos agrícolas de origem
vegetal, transpondo para a ordem jurídica nacional as Diretivas nos
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2004/95/CE, da comissão, de 24 de setembro, 2004/115/CE, da comissão, de


15 de dezembro, 2005/37/CE, da comissão, de 3 de junho, e 2005/46/CE, da
comissão, de 8 de julho, na parte respeitante aos produtos agrícolas de origem
vegetal.

 Decreto-Lei n.º 9 /2007 de 17 de janeiro


o Aprova o Regulamento Geral do Ruido e revoga o regime legal da poluição
sonora, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 292/2000, de 14 de novembro.
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Cap. III - Princípios gerais de prevenção

Hoje em dia, a prevenção ao nível da Segurança e Higiene no Trabalho já não é apenas


um instrumento para proporcionar vantagens a curto e médio prazo, sobretudo para
as entidades empregadoras, mas é encarada como um pré-requisito
para que os trabalhadores de uma organização tenham uma vida digna em sociedade
e, por sua vez, as empresas alcancem sucesso entre os seus rivais no mercado. A
gestão da prevenção é materializada no conjunto de ações, adotadas ou a executar,
em todos os momentos de atividade da empresa, de forma a ser possível prevenir os
riscos laborais e as suas consequências.
De facto, a prevenção ou, mais corretamente, a gestão da prevenção toma forma no
conjunto de ações adotadas ou a executar, durante toda a atividade da empresa, com
a finalidade de prevenir riscos laborais e as suas consequências. O maior objetivo da
gestão da prevenção é a intervenção de forma sistematizada no processo cujo ponto
máximo é o acidente ou a doença profissional, através da análise das causas distantes
ou próximas que estiveram na sua origem.
Os acidentes de trabalho são um indicador importantíssimo para se entender o
“estado” da empresa. De facto, são um grande indicador uma vez que através
da sua análise se pode concluir o que está a correr mal e porquê ao nível da
prevenção. O grande objetivo seria o “zero”, ou seja, não chegar a acontecer nenhum
acidente de trabalho, mas vários estudos e autores apontam para uma representação
gráfica da ocorrência dos acidentes de trabalho com o formato de um triângulo ou de
uma pirâmide. Consoante o autor e o objeto de estudo, ou seja, o sector laboral
visado (fábricas, escritório, etc.) assim se consegue chegar aos diferentes valores, mas
a representação será sempre em forma de triângulo (ou pirâmide) pois parte-se de
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um número grande de incidentes na base até chegar ao acidente mortal representado


no vértice.
Segundo Heinrich (1931) por cada 330 vezes que um acidente ocorre, verificam-se
300 acidentes sem lesão, 29 acidentes pouco graves e 1 acidente mortal. Bird (1969)
analisou um maior número de empresas e de acidentes de trabalho e chegou aos
seguintes valores: por cada acidente mortal ou com lesões graves, verificam-se 10
acidentes com lesões menores, 30 acidentes com apenas danos materiais e 600
incidentes que não causam nem lesões nem danos materiais. De qualquer forma a
representação gráfica é sempre triangular.
Os custos a que um acidente de trabalho dá origem, dividem-se em: diretos e
indiretos. Estes, muitas vezes, aparecem na literatura representados por um
“iceberg”. Em que os custos diretos (custos dos tratamentos, prémio do seguro,
diferença de retribuição, etc.) são a ponta do iceberg, sendo os custos indiretos
(custos salariais, perdas materiais, degradação da imagem da empresa, etc.) a parte
do iceberg que fica submersa. Com esta representação pretende-se explicar que os
custos indiretos e que não se conseguem quantificar facilmente são maiores que os
diretos, que são facilmente mensuráveis. Efetivamente há custos muito difíceis de
medir, como por exemplo o transtorno que causa a uma família ter um dos seus
familiares hospitalizado. Esta questão pode ter implicações muito grandes no
funcionamento e rotina da família e implicar gastos avultados de dinheiro sem que se
lhe consiga atribuir um valor concreto.
Em 1989 foi publicada pela Comissão Europeia a Diretiva 89/ 391/ CEE, de 12 de
junho – designada por Diretiva Quadro – que veio introduzir e definir um quadro de
execução de medidas destinadas a promover a melhoria da Segurança e Saúde dos
Trabalhadores.
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Esta Diretiva surgiu por forma a responder à necessidade de combater de forma mais
eficaz os fatores de risco profissional e necessidade de aperfeiçoar os sistemas
legislativos neste domínio, evitando níveis de proteção díspares.
Abrange, pois, de forma global todas as medidas destinadas à proteção da segurança
e saúde no trabalho, procedendo à fixação de normas mínimas obrigatórias, que
foram aprovadas pelos Estados-membros através da sua transposição.
A Diretiva Quadro expressa, claramente, a responsabilidade intransferível dos
empregadores, de assegurarem a segurança e a saúde dos trabalhadores em todos os
aspetos relacionados com o trabalho, o que pressupõe, desde logo, que a prevenção
deve ser gerida nos próprios locais de trabalho, em função de todos os riscos
existentes e sobre todos os intervenientes, privilegiando as medidas que conduzam à
eliminação dos riscos.
Podemos, pois, destacar como aspetos essenciais da Diretiva Quadro, os seguintes:
 Assunção clara da obrigação geral do empregador em todos as questões
relacionadas com a segurança e saúde no trabalho;
 Definição de um quadro de participação dos trabalhadores ao nível da
empresa, como forma de permitir uma maior eficácia dos princípios e medidas
a adotar;
 Definição de princípios gerais de prevenção pelos quais as entidades
empregadoras devem nortear as suas atividades neste domínio;
Neste sentido, os Princípios Gerais de Prevenção constituem-se, por um lado, como
obrigações derivadas da obrigação principal dos empregadores estarem obrigados a
assegurar aos trabalhadores condições de segurança e saúde em todos os aspetos
relacionados com o trabalho.
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A hierarquia dos Princípios Gerais de Prevenção é, pois, a seguinte:

No entanto, e infelizmente, a abordagem da segurança e saúde do trabalho através da


prevenção corretiva, ainda faz parte do quotidiano da prevenção, na maioria das
nossas empresas, ignorando, assim, os fundamentos da nova abordagem da
prevenção.
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Cap. IV - Fatores de risco no trabalho

Um fator de risco profissional é um agente suscetível de provocar efeito adverso (dano) na


saúde do trabalhador (ex. acidente de trabalho, doença profissional ou outra doença ligada
ao trabalho). Por vezes denomina-se o potencial fator de risco profissional como “perigo”.

O risco profissional designa a combinação da probabilidade de ocorrência de um efeito


adverso (dano) na saúde do trabalhador e a gravidade do dano no trabalhador, assumindo
que existe exposição profissional. Neste sentido, o risco profissional existe em qualquer
empresa/estabelecimento, ainda que possa ser probabilisticamente pouco valorizável (risco
aceitável). Assim, é incorreto afirmar a ausência de risco profissional numa
empresa/estabelecimento.

Usualmente classificam-se os riscos profissionais pela sua natureza: a) Biológicos; b) Físicos;


c) Químicos; d) Psicossociais/Organizacionais; e) Relativos à atividade de trabalho; f)
Outros.

O trabalhador pode estar exposto a um fator risco profissional por diversas vias: respiratória
(inalação), digestiva (ingestão), dérmica (contacto), auditiva (audição), ocular (“contacto”
visual), sendo que a exposição profissional depende, entre outros, dos seguintes fatores:

 Das características do fator de risco e da “quantidade” em que este está presente no


ambiente de trabalho;
 Da capacidade de penetração e interação do fator de risco com o organismo humano;
 Do tempo e frequência a que o trabalhador está exposto;
 Da intensidade de exposição;
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 Das características individuais do trabalhador (ex. género, idade, estado de saúde,


suscetibilidade genética).
Assim, para cada fator de risco deve ser desenvolvida uma estratégia de intervenção da
responsabilidade do Serviço de Serviço de Serviço de Saúde e Segurança do Trabalho
(SST/SO) da empresa/estabelecimento no âmbito do processo de gestão do risco profissional.

o Agentes químicos, físicos e biológicos

Risco Químico:
É o perigo a que determinado indivíduo está exposto ao manipular produtos químicos que
podem causar-lhe danos físicos ou prejudicar-lhe a saúde. Os danos físicos relacionados à
exposição química incluem, desde irritação na pele e olhos, passando por queimaduras leves,
indo até aqueles de maior severidade, causado por incêndio ou explosão. Os danos à saúde
podem advir de exposição de curta e/ou longa duração, relacionadas ao contato de produtos
químicos tóxicos com a pele e olhos, bem como a inalação de seus vapores, resultando em
doenças respiratórias crônicas, doenças do sistema nervoso, doenças nos rins e fígado, e até
mesmo alguns tipos de doenças cancerígenas.

Agentes de Risco Químico:


Consideram-se agentes de risco químico as substâncias, compostos ou produtos que possam
penetrar no organismo do trabalhador pela via respiratória, nas formas de poeiras, fumos
gases, neblinas, nevoas ou vapores, ou que seja, pela natureza da atividade, de exposição,
possam ter contato ou ser absorvido pelo organismo através da pele ou por ingestão.

Agente químico:
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Qualquer elemento ou composto químico, isolado ou em mistura, que se apresente no


estado natural ou seja produzido, utilizado ou libertado em consequência de uma atividade
laboral, incluindo sob a forma de resíduo, seja ou não intencionalmente produzido ou
comercializado, (Decreto-Lei n.º 24/2012).

Poderá haver risco em qualquer atividade que envolva agentes químicos.

Classes de perigo:
 Perigo físico [acidentes de trabalho (ex: explosivos, inflamáveis, comburentes,
corrosivos, projeções)];
 Perigo para a saúde [doenças profissionais (ex: saturnismo, asbestose, silicose),
queimaduras, intoxicações)];
 Perigo para o ambiente (ex: tóxicos para o meio aquático, perigosos para a camada do
ozono).

Principais vias exposição humana:


 Oral;
 Inalatória;
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 Dérmica.

Na agricultura e na pecuária as principais substâncias que comportam risco químico são:

1. Pesticidas
2. Poeiras Orgânicas e Inorgânicas
3. Gases
4. Ácidos e Bases
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O principal risco associado à utilização dos pesticidas é o risco de intoxicação, devido à


toxicidade (capacidade de causar danos nos organismos vivos) que lhes está associada.

O RISCO de INTOXICAÇÃO depende dos seguintes fatores:

 Da toxicidade da substância ativa (depende da substância que está a ser utilizada);

 Do tempo que o profissional agrícola está exposto;


 Das condições ambientais;
 Da via de entrada no organismo (via respiratória, digestiva ou cutânea);
 Da forma como os produtos são manipulados.

As situações de risco mais frequentes estão representadas na tabela que se segue:

As principais tarefas que expõem os profissionais agrícolas ao risco são:

 Preparação;

 Aplicação;
 Eliminação das embalagens.
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As tarefas que comportam cuidados especiais pois podem resultar em situações de risco são:

 Aquisição;

 Transporte;
 Armazenagem.

Medidas de Prevenção
A utilização de produtos fitofarmacêuticos deve ser, sempre que possível, planeada com
antecedência para que o produto seja utilizado de forma correta e em tempo útil, quanto a:

 Aquisição

 Transporte
 Armazenagem
 Preparação da Calda e Aplicação do Produto
 Eliminação das Embalagens

 Na Aquisição:

Aquando da escolha, e subsequente aquisição, de produtos fitofarmacêuticos deve-se ter em


atenção:

 Identificar o objetivo que se pretende atingir (combater pragas ou doenças, ação


preventiva, etc.). Sempre que existam dúvidas na identificação dos agentes a
combater os profissionais agrícolas devem informar-se junto de entidades oficiais,
cooperativas agrícolas e técnicos de associações;
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 Escolher e utilizar sempre os produtos fitossanitários menos tóxicos;


 Verificar sempre a informação que consta nos rótulos dos produtos (características,
validade, toxicidade, etc.);
 Recusar embalagens que se encontrem danificadas (em mau estado, que apresentem
sinais de derrame, que já tenham sido abertas, com rótulos ilegíveis, danificados e
que não estejam escritos em português);
 Adquirir apenas a quantidade suficiente e necessária para a área a aplicar, evitando
comprar em excesso;
 Quando em dúvida da quantidade a adquirir, optar por embalagens pequenas: os
sobrantes ficam fechados, conservados e protegidos;
 Aquando da aquisição dos produtos fitofarmacêuticos adquirir também os EPI’s
necessários para uma proteção eficaz;
 Sempre que se adquira um produto deve ser SEMPRE pedida a respetiva FICHA de
SEGURANÇA.

 Transporte
No transporte, os produtos fitofarmacêuticos podem-se degradar, assim como a estabilidade
das suas embalagens pode ser afetada, se forem submetidos as condições climatéricas
extremas (de temperatura e humidade) e se não forem asseguradas medidas de
acondicionamento corretas.

Para que tal não aconteça devem-se observar as seguintes regras:


 Escolha dos veículos;
 O veículo utilizado deve ser adequado aos produtos / embalagens a transportar. Por
exemplo, não devem ser utilizados carros de uso familiar para estes transportes,
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quando se transportam embalagens muito volumosas não se devem utilizar veículos


com caixa aberta baixa;
 A cabine ou compartimento do condutor deve estar separado da zona de transporte
da carga. Esta, por sua vez, deve estar protegida contra a chuva e a ação direta do sol
(por exemplo, cobrindo a carga com uma lona impermeável devidamente presa à
carroçaria ou utilizando veículos de caixa fechada);
 Os veículos de transporte devem estar em perfeitas condições de manutenção: estes
produtos não devem ser transportados em veículos com problemas mecânicos ou que
apresentem aspeto degradado.

Carregamento, acondicionamento e descarregamento


 O carregamento e descarregamento das embalagens de grandes dimensões devem
ser feitos com o auxílio de meios mecânicos adequados. No caso de não existirem,
devem ser controlados por mais de uma pessoa;
 Não devem ser usados materiais ou equipamentos que possam danificar as
embalagens
 As embalagens não devem ser colocadas debaixo de volumes pesados (podem-se
danificar e ocasionar derrames). Devem ser devidamente acondicionadas de forma a
evitar que caiam e se movimentem durante o transporte;
 Devem ser eliminados pregos, metais salientes, lascas de madeira ou quaisquer
outros elementos pontiagudos ou salientes existentes na zona de transporte, que
possam danificar ou perfurar as embalagens;
 Não devem ser transportados animais, pessoas, alimentos, rações, medicamentos,
roupas ou qualquer outro material que seja suscetível de ser consumido ou usado por
pessoas ou animais, juntamente com produtos fitofarmacêuticos

EPI’s (para ter no veículo)


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 No transporte de produtos fitofarmacêuticos devem existir determinados elementos


no veículo para que, no caso de haver um acidente (um derrame, por exemplo) o
condutor possa agir em segurança:
o Extintor: de 2kg para veículos com peso até 3500 kg; de 6kg para veículos com
peso superior (deve ser colocado na cabine);
o Estojo de primeiros socorros: deve estar guardado na cabine do condutor,
num local de fácil acesso, e deve conter um colírio para a lavar os olhos;
o Roupa protetora: luvas e botas de borracha, avental de borracha ou plástico e
óculos de proteção, que deve ser usada sempre que se suspeite que tenha
havido um derrame;
o Material de limpeza: deve existir material absorvente (areia ou serrim, por
exemplo), uma pá, sacos de plástico grosso e uma escova ou vassoura para
que, em caso de pequenos derrames, o condutor os possa limpar.

Armazenagem
Por regra, os produtos fitofarmacêuticos só devem ser adquiridos para a época decorrente,
evitando sempre que fiquem excedentes para o ano seguinte.

Para um correto armazenamento destes produtos é importante ler e seguir as instruções


contidas nos rótulos das embalagens.

O local onde se armazenam ou guardam deve possuir determinadas características:

o Deve ser seco e bem arejado, protegido da ação direta do sol e da chuva e não deve
estar sujeito a oscilações de temperatura e humidade muito grandes;

o No caso de o local ser um compartimento, o seu pavimento deve ser cimentado;


o Deve estar fechado à chave e devidamente sinalizado;
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o Não deve ser uma cave ou compartimento abaixo do nível do solo (em caso de
libertação de vapores mais densos que o ar dá-se a acumulação dos mesmos no solo
podendo originar situações perigosas – intoxicações, incêndios, etc.)
o Deve estar separado, sempre que possível, de outros edifícios (residências,
alojamento de animais, armazéns de produtos alimentares, etc.);
o Deve estar afastado e inalcançável a crianças e pessoas não autorizadas a manusear
os produtos fitofarmacêuticos;
o As instalações elétricas do local onde são armazenados os produtos devem estar em
bom estado de conservação (evitar possíveis curto-circuitos).

Para um armazenamento seguro devem ainda ser cumpridos e respeitados alguns


procedimentos básicos:

o Conhecer os perigos que os produtos representam (inflamáveis, corrosivos, tóxicos,


oxidantes, etc.) e armazená-los agrupados, de forma a não haver incompatibilidades
potencialmente perigosas ou contaminação entre eles, e colocando os mais tóxicos,
se possível, em locais elevados;

o Os herbicidas devem ser armazenados em separado de todos os outros produtos


fitofarmacêuticos;
o Os produtos devem ser utilizados consoante a ordem de chegada: o 1º a chegar deve
ser o 1º a ser utilizado;
o Não guardar os produtos juntamente com roupas, comida, rações, medicamentos,
utensílios domésticos ou qualquer outro elemento suscetível de ser usado ou ingerido
por pessoas ou animais;
o Colocar as embalagens, sempre que se justifique, em cima de estrados;
o Guardar os produtos sempre nas embalagens originais, quer tenham sido utilizados
ou não, conservando as embalagens bem fechadas e com o respetivo rótulo;
o Para evitar problemas de derrames ou contaminações acidentais, as embalagens
devem ser inspecionadas regularmente no sentido de verificar o seu estado de
conservação;
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o No local de armazenamento devem existir materiais absorventes, pás e vassoura para


um rápido controlo de um eventual derrame;
o Os equipamentos e utensílios utilizados para a preparação das caldas devem ser
colocados no local de armazenamento;
o Todos os EPI’s devem ser guardados depois de limpos e fora do local de
armazenamento.

Preparação da Calda e Aplicação do Produto


A preparação das caldas e a aplicação dos produtos são procedimentos que merecem
especial atenção uma vez que há uma maior probabilidade de existir um contacto direto com
o produto fitofarmacêutico e deste entrar no organismo. Pode-se considerar que é a fase
mais perigosa no manuseio destes produtos uma vez que o trabalhador agrícola contacta
com as substâncias na sua forma mais concentrada.

Para que o agricultor esteja em segurança é necessário tomarem-se medidas que eliminem
ou previnam o contacto com o produto.

Medidas e Procedimentos de Prevenção para Preparação da Calda

 A preparação deve ser feita ao ar livre, longe de cursos de água, habitações e


estábulos. Na preparação só deve estar presente a pessoa habilitada para tal
(agricultor), impedindo a presença de crianças e animais;

 Antes de iniciar a preparação da calda, ler cuidadosamente as instruções de


preparação contidas no rótulo da embalagem do produto. Utilizar a quantidade exata
de produto indicada no rótulo;
 Deve ser evitado o contacto com o produto. Para tal devem ser usados os EPI’s
adequados (ver sempre a recomendação constante no rótulo). Os principais EPI’s a
usar são: luvas de borracha, fato de trabalho (de preferência impermeável), óculos de
proteção e sempre que necessário respirador ou máscara de proteção (depende das
características que o produto fitofarmacêutico utilizado apresente);
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 Durante a preparação não se deve comer, beber ou fumar;


 As embalagens devem ser abertas cuidadosamente para evitar derrames acidentais;
 A calda deve ser preparada em recipientes e com utensílios próprios, que sejam
utilizados unicamente com estes produtos: baldes ou tambores abertos para fazer a
mistura, funil, utensílios de medição adequados ao tipo de produto (balanças para
sólidos e copos graduados para líquidos);
 Deve ser utilizada água limpa ou o mais limpa possível;
 Nunca se devem misturar no mesmo tanque produtos incompatíveis;
 A mistura deve ser mexida com auxílio de um meio mecânico que não tenha outra
utilização (por ex. um pau). Nunca se deve mexer a calda com as mãos ou com
utensílios de uso doméstico. Devem evitar-se salpicos ou derrames.
 Os pós de aplicação direta ou os pós molháveis devem ser manuseados de forma a
evitar a formação de poeiras;
 A preparação da calda deve ser feita de costas para o vento (sempre a favor do
vento);
 Todos os utensílios utilizados na preparação da calda devem ser lavados
imediatamente e a água da lavagem deve ser adicionada à calda
 As embalagens devem ser lavadas (a água da lavagem deve ser adicionada à calda) e
eliminadas, caso o produto tenha sido totalmente utilizado na calda, ou fechadas e
armazenadas.

Medidas e Procedimentos de Prevenção para Aplicação do Produto


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Imagem: Aplicação de herbicida através da pulverização de jato projetado

A aplicação do produto é das tarefas em que o risco de contacto e de penetração do produto


no organismo é mais elevado. Antes da aplicação propriamente dita devem-se ter em
consideração as seguintes recomendações que, indiretamente, podem diminuir o risco
associado a esta tarefa:

Verificar se o equipamento está devidamente limpo: filtros e bicos de aspersão. Se os bicos


não estiverem limpos a sua limpeza NUNCA deve ser feita soprando o bico com a boca. Deve-
se utilizar ar comprimido, um arame fino e maleável ou lavar com água;

 Dever ser feita uma inspeção a todo o sistema de aplicação: mangueiras, bicos e
pulverizador. Sempre que seja detetado algum defeito ou anomalia no equipamento,
este não deve ser utilizado enquanto a mesma não for corrigida através da
substituição do elemento danificado;

 Nunca se deve pulverizar quando o clima não estiver favorável, nomeadamente


quando estiver muito calor ou muito vento. Nos dias ventosos o produto pode ser
arrastado para outros locais e quando está muito calor podem-se formar vapores
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tóxicos. A aplicação deve ser feita preferencialmente de manhã ou no final da tarde


(exceto quando haja formação de orvalho).

A tabela que se segue ilustra algumas condições climatéricas relevantes para a aplicação:

 Deve-se ler sempre o manual de instruções do fabricante do pulverizador de forma a


tomar conhecimento das suas características, utilização correta e calibração

 Os trabalhos realizados durante o Verão devem ser executados com especial atenção.
A transpiração aumenta a absorção cutânea pelo que devem ser sempre utilizados EPI
´s adequados. Uma vez que é uma época quente e os EPI´s causam algum
desconforto, a aplicação deve ser feita nas primeiras horas da manhã ou ao final da
tarde.
 Nunca usar roupas contaminadas (que não tenham sido lavadas após uma anterior
aplicação). O contacto dos pesticidas com a pele é uma das formas comuns de
entrada destas substâncias no organismo.
 Nunca aplicar pesticidas com feridas na pele (cortes, queimaduras, etc.)
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Para proteção do trabalhador e de terceiros devem-se obedecer às seguintes regras de boas


práticas e medidas de prevenção aquando da aplicação do produto:

 Sempre que seja viável e possível a aplicação dos pesticidas deve ser feita num trator
cuja cabina feche hermeticamente.

 Utilizar EPI´s adequados. Os EPI´s a utilizar dependem do tipo de produto que se vai
aplicar. Muitos dos rótulos dos pesticidas especificam os equipamentos que se devem
usar na sua aplicação. Estes devem ser SEMPRE utilizados. Os principais
equipamentos utilizados são: vestuário de trabalho, botas, luvas impermeabilizadas,
óculos e máscara.
 Durante a aplicação NUNCA se deve comer, beber ou fumar.
 Não deve ser autorizada a permanência de outras pessoas ou animais no local de e
durante a aplicação.

Imagem: Aplicação incorreta de um pesticida

 Aplicar o produto sempre de costas para o vento.

 Nunca abandonar nos campos os equipamentos utilizados na aplicação, mesmo que


por um curto espaço de tempo.
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Sempre que determinados fatores não permitam a utilização de EPI´s a proteção dos
trabalhadores, contra os riscos decorrentes da aplicação dos pesticidas, deve ser garantida
através da utilização de outros métodos:

 Proteção através da distância – este método implica a modificação do equipamento


utilizado na aplicação dos pesticidas. O objetivo é afastar o mais possível o agricultor
do pesticida.

 Proteção através da limitação do tempo de exposição – Neste caso é diminuído o


número de horas de exposição. A eficácia deste método está dependente das
características toxicológicas do pesticida, ou seja, se a velocidade de excreção do
organismo é mais lenta, ou não, do que a velocidade de absorção.

Após a aplicação do pesticida devem ser observados determinados cuidados,


nomeadamente:

 Lavagem de todo o equipamento de trabalho. Os restos de calda (que devem ser


sempre o menos possível) devem ser eliminados para um buraco com um mínimo de
30 cm de profundidade, afastado de pelo menos 50m de qualquer curso de água e
recoberto com terra;

Higiene pessoal do trabalhador agrícola – Devem ser seguidos os seguintes princípios de


higiene:

 Lavar as luvas antes de as retirar;

 Retirar o fato de trabalho e os restantes EPI´s utilizados e lavá-los separadamente das


roupas de uso diário (a lavagem deve ser feita com sabão neutro, sem colocar os
equipamentos de molho e enxaguando com bastante água corrente);
 Lavar a cara e mãos antes de comer, beber ou fumar;
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 Tomar banho;
 Limitar o acesso das pessoas e animais às zonas tratadas – para alguns pesticidas deve
ser respeitado o tempo de reentrada no campo tratado (período entre a aplicação e o
acesso à cultura). Quando existe esta exigência os rótulos do produto indicam o prazo
a ser respeitado.

Eliminação das Embalagens

Antes da aplicação dos produtos fitofarmacêuticos, após a preparação da calda, é necessário


proceder à eliminação dos resíduos remanescentes (calda e embalagens). Para tal devem-se
seguir os seguintes passos:

1. O primeiro passo consiste na tripla lavagem das embalagens. Os procedimentos para


a lavagem são:

 Encher a embalagem do produto com água até cerca de ¼ do seu volume;


 Tapar a embalagem e agitar durante cerca de 30 segundos;
 Despejar a água de lavagem no tanque do pulverizador;
 Repetir esta operação 3 vezes;

2. A embalagem deve de seguida ser inutilizada, perfurando-se-lhe o fundo;

3. Devem ser guardadas em local seguro para posterior recolha.

A eliminação de embalagens de produtos cuja formulação seja em pó ou granulada (sacos de


plástico, de papel, de tela, de pano, caixas de cartão) dever ser realizada de modo diferente
pois não podem ser lavadas.
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Os procedimentos a seguir são:

1. Esvaziar completamente as embalagens no depósito do pulverizador;

2. Colocá-las em local seguro para posterior recolha (de preferência dentro de num saco
de plástico resistente fechado).

Poeiras

Imagem: Colheita de milho - forragem (libertação de partículas devido ao corte e recorte do


milho)

As poeiras orgânicas e inorgânicas provocam problemas respiratórios preocupantes nos


agricultores e provêm essencialmente da terra, dos alimentos dos animais e dos próprios
animais (pelo, descamação da pele e dejetos secos).
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A exposição dos agricultores às poeiras inorgânicas (ex.: sílicas e silicatos) ocorre


principalmente nas atividades agrícolas em contacto com o solo: preparação da terra, cultivo,
colheita, etc.

As poeiras orgânicas estão presentes em locais onde estão armazenados alimentos secos
para os animais, cereais, forragens, etc. e nos locais de permanência dos animais. As tarefas
relacionadas com a abertura de fardos de feno, limpeza de locais de armazenagem e de
permanência dos animais, alimentação e tratamento dos animais são as que comportam
maior risco. A colheita e ensilagem de cereais e forragens e a adubagem e fertilização do
terreno (com estrume seco ou produtos azotados, respetivamente) também constituem risco
para os agricultores uma vez que existe a libertação de partículas provenientes dos processos
de corte e recorte e no processo de distribuição dos adubos e fertilizantes.

Medidas de Prevenção

 Os edifícios devem possuir sistemas de ventilação e filtragem do ar nas áreas


frequentadas pelos trabalhadores e nos locais onde existam partículas em suspensão;

 Nos trabalhos realizados no campo devem ser utilizadas máquinas a motor com
cabinas fechadas que possuam filtros de ar. Para diminuir a dispersão das partículas
em suspensão no ar deve-se reduzir a velocidade a que trabalham as máquinas;

Imagem: Utilização de um trator com cabina fechada em tarefas onde existe a libertação de
poeiras
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 Organizar o trabalho no campo e orientar as máquinas de forma a que o vento afaste


as partículas em suspensão do rosto;

 Na alimentação dos animais, os cereais e os alimentos (feno, etc.) devem ser


transportados em sistemas fechados. A alimentação dos animais deve ser
preferencialmente ministrada com o recurso a meios mecânicos automáticos;
 Quando há a necessidade de realizar tarefas onde existe uma grande libertação de
poeiras (ex.: em aviários) é recomendável utilizar proteção respiratória e óculos de
proteção apropriados;
 Utilizar serrim, ou outros produtos alternativos ao feno, para a cama dos animais;
 O feno que facilmente se desagregue (com elevada probabilidade de degradação)
deve ser ensilado em vez de ser guardado em fardos;
 Os locais onde os fardos são abertos devam ser bem ventilados. Nesta tarefa os
trabalhadores devem utilizar equipamento de proteção respiratória adequado;
 Para reduzir as partículas em suspensão, os fardos devem ser molhados antes de
abertos;
 Antes de abrir as forragens ensiladas deve-se humedecer a sua camada superior;
 Limpar frequentemente as instalações, preferencialmente com máquinas, utilizando
processos húmidos;
 Nos processos de fertilização e adubagem do solo deve-se utilizar um trator com
cabina fechada. Sempre que não seja possível, deve-se prover proteção respiratória e
trabalhar contra o vento.

Gases

A exposição a gases ocorre principalmente em silos, fossas e estábulos fechados. No entanto,


a utilização de máquinas motorizadas também pode constituir um risco.

Os gases produzidos são potencialmente perigosos devido à sua toxicidade quando atingem
determinadas concentrações. Existem registos de morte súbita dentro de silos devido à
existência de concentrações extremas de gases asfixiantes (ex.: Dióxido de Carbono).

Os principais gases a que os agricultores estão expostos são:


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 Óxidos de nitrogénio: principalmente em silos

 Sulfureto de Hidrogénio: fossas, capoeiras, pocilgas, currais, etc. (locais onde existam
dejetos de animais) (nota: este gás é venenoso tanto para os seres humanos como
para os animais; o seu cheiro característico, a ovos podres, desaparece quando se
encontra em elevadas concentrações);
 Metano: fossas e locais onde existem dejetos de animais;
 Dióxido de Carbono: silos, fossas e locais onde existem dejetos de animais;
 Monóxido de Carbono: utilização de máquinas motorizadas a gás e máquinas com
motores de combustão interna em locais confinados (sistemas de aquecimento,
tratores / máquinas agrícolas, etc.);
 Amoníaco: locais onde existem dejetos de animais;

A distribuição de estrume também pode expor os trabalhadores a gases nocivos,


principalmente quando se trata de chorume (mistura de dejetos de animais e água).

Medidas de Prevenção

Os pontos que se seguem estabelecem as medidas de prevenção gerais para evitar os riscos
devidos à presença de gases:

 Nos silos fechados devem existir janelas ao nível da ensilagem que se devem manter
abertas após a ensilagem;

 Nas primeiras 4 a 6 semanas após um silo fechado ter sido cheio, deve-se utilizar
proteção respiratória ao entrar no local;
 Deve-se ativar um ventilador pelo menos 15 minutos antes de se entrar num silo e
mantê-lo em funcionamento enquanto se permanece no seu interior;
 Antes de colocar uma máquina (trator ou outra) em funcionamento num local
fechado, deve-se prover ventilação (abrir portas e janelas);
 Nunca colocar máquinas de combustão interna a funcionar em locais fechados
(prover ventilação natural ou artificial);
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 Limpar periodicamente os locais onde se encontram os animais (currais, pocilgas,


estábulos, etc.);
 Proporcionar ventilação adequada nos locais fechados onde permaneçam animais
(através da abertura de janelas ou de ventilação artificial forçada) e colocar monitores
de gás (para controlar a concentração de gás no interior das instalações);
 Nas tarefas de adubagem dos solos com chorume utilizar preferencialmente um trator
de reboque que possua cabine fechada. Em alternativa, utilizar proteção respiratória e
trabalhar sempre contra o vento (afasta os gases libertados pelo chorume).

Medidas de Prevenção para Evitar Riscos em Fossas

 As fossas devem ser construídas, preferencialmente, fora dos estábulos, para que se
evite a acumulação de gases no seu interior;

 Não agitar ou mexer os resíduos das fossas em ambientes confinados ou onde não
haja movimentação de ar;
 Proporcionar uma ventilação e renovação de ar adequada em locais interiores onde
existam fossas instaladas: abrir portas e janelas provocando correntes de ar;
 Trabalhar em grupo (devem estar presentes pelo menos duas pessoas no decorrer
dos trabalhos);
 Nunca estar perto da abertura das fossas quando se está a proceder à agitação das
mesmas. Manter-se afastado do local pelo menos na primeira hora.
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Imagens: Agitação e diluição das fossas para posteriormente se retirar o chorume

 Não entrar nas fossas a não ser que seja estritamente necessário. Nesse caso prover
ventilação forçada, testar a atmosfera antes de entrar e utilizar equipamentos de
proteção respiratória autónomos. Utilizar um arnês preso a uma linha de vida
supervisionado por outros trabalhadores;

 Utilizar agitadores mecânicos automáticos;


 Não comer, beber ou fumar durante os trabalhos e junto às fossas;
 Manter as crianças afastadas;
 Utilizar EPI´s adequados (proteção respiratória).

Ácidos e Bases

Os ácidos são utilizados principalmente como conservantes. A título de exemplo, refira-se


que o ácido fórmico e o sulfúrico são utilizados na conservação de forragens ensiladas.

As bases estão associadas à limpeza e desinfeção. São utilizadas, por exemplo, nas salas e
equipamentos de ordenha, na desinfeção das patas dos animais, etc. Uma substância
comummente utilizada e bastante perigosa é o hipoclorito de sódio.
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Medidas de Prevenção

Para um manuseio seguro das substâncias ácidas e básicas devem ser seguidas as seguintes
regras de segurança:

 Utilizar sistemas de irrigação automáticos e fechados na limpeza dos sistemas de


ordenha

 Quando é necessário utilizar recipientes de doseamento, estes devem estar


devidamente identificados e só serem utilizados para este fim
 Ao diluir ácidos ou bases adicionar sempre estes à água e não a água a estes produtos
 Os recipientes devem ser lavados após cada utilização
 O acesso a estes produtos deve ser restrito
 As embalagens devem estar devidamente rotuladas e identificadas
 Os ácidos e as bases devem ser armazenados separadamente (em caso de derrame
acidental podem ocorrer reações químicas perigosas entre os dois reagentes);
 Os trabalhadores devem sempre seguir as instruções de utilização e manuseamento
constantes nos rótulos das embalagens, assim como prestar especial atenção aos
riscos subjacentes à utilização dos produtos;
 Aos adquirir os produtos devem sempre requerer as fichas de segurança dos mesmos
e seguir todos os conselhos e procedimentos que nelas constem;
 Utilizar vestuário de trabalho impermeável, óculos ou viseira de proteção e luvas. Se
as características do produto assim o exigirem deve ser utilizada proteção respiratória
(no caso dos ácidos, devido aos vapores nocivos que são libertados, é aconselhável
usar sempre proteção respiratória).
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Riscos físicos

São efeitos gerados por máquinas, equipamentos e condições físicas, caraterísticas do local
de trabalho que podem causar danos à saúde do trabalhador. Os agentes físicos encontram-
se subdivididos em: ruído, vibrações, ambiente térmico e radiações ionizantes e não
ionizantes.

A exposição ao ruído pode causar surdez, fadiga, irritabilidade, alteração de ritmos cardíacos,
perturbações gastrointestinais, etc. As vibrações podem conduzir a problemas articulares,
alterações neurovasculares, problemas urológicos e problemas na coluna.

Os sintomas vulgarmente associados ao ambiente térmico quente são a desidratação, fadiga


física, distúrbios neurológicos e problemas cardiovasculares. No ambiente térmico frio são as
feridas, gretas e necrose da pele, agravamento das doenças reumáticas e problemas
respiratórios.

Nas radiações ionizantes, consoante a intensidade da dose recebida, os tipos de lesões ou


doenças são a anemia, cancro, leucemia, alterações genéticas, etc. Nas radiações não
ionizantes são as queimaduras, conjuntivite, cataratas, cancro na pele, entre outros.

Os riscos físicos são identificados por três principais características: exigirem um meio de
transmissão (geralmente o ar) para propagarem a nocividade; agirem mesmo sobre pessoas
que não têm contato direto com a fonte do risco e em geral ocasionam lesões crônicas
mediatas.
Em resumo consideram-se agentes de risco físico as diversas formas de energia a que
possam estar expostos os trabalhadores, tais como: ruído, calor, frio, pressão, humidade,
radiações ionizantes e não-ionizantes, vibração, etc.
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Riscos biológicos
São considerados riscos biológicos qualquer microrganismo que represente ameaça à saúde
de um trabalhador, podendo ser tanto pelo contato direto ou mesmo pelo indireto — desde
que haja, realmente, o perigo de infeção ou outros problemas à integridade física.

São exemplos desses riscos as bactérias, vírus, fungos, protozoários, parasitas e outros
microrganismos que podem ser expostos ao contato dos seres humanos. Em geral, eles são
mais facilmente identificados em hospitais e em áreas ligadas à saúde, como consultórios.

Porém, outros locais de trabalho podem conter riscos biológicos, principalmente na área de
agricultura, abatedouros (matadouros), necrotérios, indústrias de bebidas e alimentos,
indústria de saneamento e em espaços confinados. Por isso, é importante conhecer não
apenas esses agentes, mas também a legislação — principalmente em relação aos pareceres
técnicos. Consideram-se como agentes de risco biológico as bactérias, vírus, fungos,
parasitos, entre outros.

Agentes biológicos
Ocorrem por meio de microrganismos como bactérias, fungos, vírus, parasitas, germes, entre
outros, que em contacto com o homem são capazes de desencadear doenças devido à
contaminação e pela própria natureza de trabalho. Estes microrganismos podem dar origem
a doenças como infeções intestinais, gripes, hepatite, meningite, etc.

Em segurança e saúde do trabalho, os agentes biológicos são definidos como microrganismos


incluindo os geneticamente modificados, as culturas celulares e os endoparasitas humanos
suscetíveis de provocar infeções, alergias ou intoxicações. Nesta definição incluem-se os
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parasitas, os vírus, e bactérias e fungos patogénicos e que são apresentados em portaria,


uma listagem de espécie e estirpes classificadas de acordo com o seu nível infecioso (D.L. n.º
84/1997, de 16 de abril).

Classificação dos Agentes Biológicos - Decreto-Lei n.º 84/1997, de 16 de Abril:

GRUPO 1 – baixa probabilidade de causar doença no ser humano.

GRUPO 2 - pode causar doenças nos seres humanos e constituir perigo para os
trabalhadores, sendo baixa a probabilidade de se propagar entre a população e para o qual
existem, normalmente, meios eficazes de prevenção/tratamento.

GRUPO 3 - pode causar doenças graves no ser humano e constituir um risco grave para os
trabalhadores, sendo alta a probabilidade de se propagar entre os seres humanos,
mesmo que existam meios eficazes de prevenção/tratamento.

GRUPO 4 - causa doenças graves no ser humano e constitui um risco grave para os
trabalhadores, sendo elevada a probabilidade de propagação entre os seres humanos e para
o qual não existem, normalmente, meios eficazes de prevenção/tratamento.

Medidas de Prevenção e Proteção dos Trabalhadores Após identificação dos agentes


biológicos causadores de risco, o empregador deve evitar a utilização desses agentes, sempre
que a natureza do trabalho o permita. No caso de não ser tecnicamente viável, o empregador
deve reduzir o risco de exposição dos trabalhadores, até ao nível que for tecnicamente
possível por forma a garantir a sua adequada proteção.

Medidas a implementar:
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 Realização de avaliações periódicas dos riscos;


 Estabelecimento de procedimentos de trabalho adequados e utilização de medidas
técnicas adequadas com o objetivo de evitar ou minimizar a libertação de agentes
biológicos, bem como para sua a receção, manipulação e transporte;
 Redução do número de trabalhadores expostos, sempre que possível;
 Realização do trabalho com comportamentos adequados, por parte do trabalhador, às
exigências de segurança impostas pelos agentes biológicos;
 Formação e informação dos trabalhadores sobre os riscos potenciais para a saúde
decorrentes da exposição a Agentes Biológicos; precauções a tomar face aos riscos;
normas de higiene a cumprir; utilização dos equipamentos e do vestuário de proteção
e medidas de atuação em caso de incidente;
 Adoção de medidas de proteção coletiva e utilização de EPI (Equipamento de
Proteção Individual) adequado, sempre que necessário e apenas quando a exposição
não puder ser evitada por outros meios. O EPI deve ser descartável por poder
constituir fonte de contaminação e contribuir para a disseminação de agentes
infeciosos;
 Utilização de meios seguros para a recolha, armazenamento e transporte de resíduos
biológicos para destino adequado;
 Sinalização adequada dos locais onde exista perigo biológico;
 Estabelecimento de planos de segurança (prevenção e emergência) para evitar ou
fazer face à libertação acidental de agentes biológicos, especialmente no caso dos
agentes biológicos dos grupos 3 e 4;
 Recolha, armazenamento e transporte de resíduos biológicos para destino adequado;
Sinalização adequada dos locais onde exista perigo biológico;
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 Estabelecimento de planos de segurança (prevenção e emergência) para evitar ou


fazer face à libertação acidental de agentes biológicos, especialmente no caso dos
agentes biológicos dos grupos 3 e 4;
 Vigilância da saúde efetuada pelo médico do trabalho com registo da história clínica e
profissional do trabalhador; ficha de aptidão médica; avaliação individual do estado
de saúde do trabalhador; vigilância biológica, sempre que necessária; rastreio de
efeitos precoces e reversíveis; atualização do plano individual de vacinação. Sempre
que seja necessário, o médico do trabalho pode solicitar o acompanhamento pelo
médico assistente do centro de saúde a que pertence ou por outro médico indicado
pelo trabalhador.

Na agricultura e na pecuária os riscos biológicos estão presentes em tarefas onde existe um


contacto direto (ou indireto) com organismos vivos (criação de animais, cultivo, adubação de
terras, etc.).

A exposição dos agricultores a estes organismos ocorre sempre que entrem em contacto
com:

 Materiais naturais ou orgânicos: argilas, terra, matéria de origem vegetal (feno, palha,
forragens, algodão, etc.)
 Substâncias de origem animal: lã, pelo, etc.
 Poeiras orgânicas: farinhas, partículas de descamação, pós orgânicos de grãos, feno,
etc.
 Resíduos orgânicos e águas residuais
 Sangue e outros fluidos corporais
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 Fertilizantes de origem orgânica: bagaço de oleaginosas, farinhas de sangue, de


resíduos de couro, etc., ureia, estrumes e chorumes, águas sujas, etc.

Medidas de Prevenção
As medidas de prevenção incidem quer a nível intrínseco (na aquisição de equipamentos que
possuam sistemas de segurança integrados) quer através do cumprimento de procedimentos
de trabalho seguros e do estabelecimento de regras de boas práticas:

 Fazer um controlo veterinário dos animais;


 Reduzir a utilização de aerossóis;
 Reduzir a produção de pó (ex.: humedecer o feno antes de o manusear, colocar água
por cima do plástico que cobre os silos antes de os destapar);
 Instalar, nos locais de trabalho, condutas herméticas e sistemas de transporte de
cereais e alimentos fechados;
 Manter os níveis de humidade em locais interiores abaixo dos 80% (reduz a
quantidade de microrganismos em suspensão);
 Proporcionar uma correta ventilação dos locais de trabalho;
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 Evitar o contacto com animais doentes (estes devem ser colocados de quarentena e
separados dos animais sãos). Ao tratar estes animais devem-se usar luvas
apropriadas;
 Utilizar conservantes para as forragens;
 Em locais fechados deve proceder-se regularmente ao revolver do feno (para evitar a
formação de fungos);
 Proceder à desinfestação e desratização regular;
 Limpar e desinfetar com regularidade os locais de trabalho e de permanência de
animais, utilizando processos húmidos;
 Eliminar equipamento contaminado (com sangue, etc.);
 Retirar o lixo e os dejetos que se encontrem perto dos locais de trabalho para
contentores ou locais próprios;
 Proteger-se adequadamente contra picadas de insetos ou mordeduras de animais
(aplicar repelentes nas roupas, junto às mãos e aos pés);
 Ao tosquiar os animais utilizar máscaras de proteção respiratória, óculos de proteção,
luvas adequadas e roupa de trabalho;
 Assegurar a vigilância médica e a vacinação dos trabalhadores;
 Evitar mexer nos olhos com as mãos sujas ou após o contacto com animais;
 Lavar e/ou desinfetar as mãos e braços após o contacto com animais ou sempre que
se considere necessário;
 Não fumar, comer ou beber durante o trabalho;
 Respeitar as medidas de prevenção estabelecidas para os riscos químicos originados
pela presença de poeiras;
 Utilizar EPI´s adequados durante o trabalho (proteção respiratória, roupa de trabalho
e luvas).
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Cap. V - Principais fatores de risco no trabalho agrícola, pecuário e florestal

o Movimentação manual de cargas

Se, no sector da agricultura, é possível observar alguma falta de formação/informação


por parte dos trabalhadores no que diz respeito às questões da Higiene e Segurança no
Trabalho, será, porventura, nas questões ergonómicas que a falha é maior. De uma
maneira geral é-se treinado para escrever, ler, trabalhar com produtos ou equipamentos,
etc., mas falham os conhecimentos relativos à utilização correta do corpo, à forma como
se deve dosear os esforços e à necessidade de adotar uma postura de trabalho adequada
que permita um maior rendimento laboral e a preservação da
integridade física.
Na agricultura, a movimentação de cargas é a causa de muitos acidentes graves e lesões
incapacitantes associadas a problemas da coluna vertebral, que é afetada
consecutivamente, devido a posturas incorretas adotadas durante o trabalho.
As posturas de trabalho aconselhadas centram-se nos princípios biomecânicos:
de segurança, que visam salvaguardar a integridade física e de economia de esforço, que
fazem diminuir o carácter penoso do trabalho.
A movimentação de cargas dá origem ao desgaste e à deterioração dos discos
intervertebrais, provocados pelo aumento da pressão a que estes estão sujeitos. Curvar
as costas mantendo as pernas direitas faz aumentar a tensão nos discos muito mais do
que se o mesmo movimento for efetuado com as costas direitas e as pernas fletidas.
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Medidas práticas a adotar face aos princípios de segurança


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Medidas de prevenção
A melhor maneira de organizar as medidas de prevenção face aos riscos laborais
tendo em conta cada local de trabalho ou atividade a desempenhar, é sob a forma
de quadro. Os quadros que se seguem apresentam de forma ordenada e de fácil
consulta os riscos mais frequentes a que os trabalhadores das empresas agrícolas
estão expostos, consoante a atividade a desempenhar ou o local em que decorre,
bem como as medidas de prevenção que devem ser adotadas.

o Instalações agrícolas
Nas explorações agrícolas onde são criados animais há a necessidade de levar
a cabo atividades, inerentes ao próprio maneio, que podem conter riscos para
os trabalhadores. Assim, desde os riscos com equipamento ou infra-estrutras
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especificas até aos riscos biológicos devido ao contacto direto com os animais,
várias são as medidas de prevenção que devem ser tidas em conta. Os
trabalhos podem decorrer dentro de infra-estruturas ou ao ar livre, consoante
o regime em que os animais são criados.

Num estabulo, os riscos laborais prendem-se tanto com a circulação nas


próprias instalações, como com o maneio dos animais ou todas as tarefas que
lhe estejam associadas.
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Em Estabulação Livre…
No caso dos animais se encontrarem em estabulação livre estamos perante uma situação em
que se tem que ter em conta os riscos associados aos espaços semi-fechados ou zonas
cobertas e zonas ao ar livre.

Outro tipo de instalações…


Dependendo do tipo de exploração agrícola, assim estamos perante diferentes tipos de
instalações ou infra-estruturas com vários riscos laborais associados, dos quais se seguem
alguns exemplos.
Silos Verticais
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Silos Horizontais de Trincheira

Estrumeiras, Nitreiras e Poços de Decantação

o Ruídos e vibrações
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O Ruído
O ruído constitui uma causa de incómodo para o trabalho, um obstáculo às
comunicações verbais e sonoras, podendo provocar fadiga geral e, em casos
extremos, trauma auditivo e alterações fisiológicas extra-auditivas.
As ondas sonoras podem transmitir-se da fonte até ao ouvido, tanto diretamente pelo
ar, como indiretamente por condução nos materiais – estruturas sólidas, paredes,
pavimentos e tetos, que funcionam como fontes secundárias. Quando o ruído atinge
determinados níveis, o aparelho auditivo apresenta uma fadiga que, embora
inicialmente seja suscetível de recuperação, pode em casos de exposição prolongada
ao ruído intenso transformar-se em surdez permanente devido a lesões irreversíveis
do ouvido interno.
Do ponto de vista físico pode definir-se o ruído como toda a vibração mecânica
estatisticamente aleatória de um meio elástico. Do ponto de vista fisiológico, será
todo o fenómeno acústico que produz uma sensação auditiva desagradável ou
incomodativa.
O Decreto-Lei n.º 182/2006 de 6 de setembro estabelece as prescrições mínimas de
segurança e saúde respeitantes à exposição dos trabalhadores aos riscos devidos ao
ruído.
A pressão sonora é a amplitude da onda sonora correspondente à variação de
pressão, em relação à pressão estática do ar, produzida pela propagação do som. A
sua medição é fácil, pois tem uma boa correlação com a perceção humana da
audibilidade, pois esta é o efeito da potência sonora que é captada pelos ouvidos. A
pressão sonora é um parâmetro utilizado quando o objetivo é avaliar a situação de
incomodidade ou risco de trauma auditivo e é expressa em Pascal (Pa).
O ouvido humano consegue distinguir variações de pressão, em que o limiar da
audibilidade a 4000Hz é provocado por uma pressão de 20Pa, enquanto o limiar da
dor ocorre a uma pressão sonora de 100Pa (Figura abaixo).
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EFEITOS DO RUÍDO SOBRE O ORGANISMO


Os efeitos do ruído sobre o organismo podem ser divididos em fisiológicos e
psicológicos.
A exposição ao ruído tem inúmeras consequências, quer sobre o aparelho auditivo,
quer sobre outros aspetos da saúde do trabalhador, nomeadamente a nível fisiológico
e psicológico.

De acordo com os princípios gerais de prevenção, o empregador deve assegurar que


os riscos para a segurança e saúde dos trabalhadores resultantes da exposição ao
ruído sejam eliminados ou reduzidos ao mínimo, mediante medidas organizacionais e
técnicas:

Medidas Organizacionais
o Métodos de trabalho alternativos que permitam reduzir a exposição ao ruído;
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o Escolha de equipamentos de trabalho adequados, ergonomicamente bem


concebidos e que produzam o mínimo ruido possível, incluindo a possibilidade
de disponibilizar aos trabalhadores equipamento de trabalho cuja conceção e
fabrico respeitem o objetivo ou o efeito da limitação da exposição ao ruído;
o Conceção, disposição e organização nos locais e postos de trabalho;
o Informação e formação adequadas dos trabalhadores para a utilização correta
e segura do equipamento com o objetivo de reduzir ao mínimo a sua
exposição ao ruído;
o Programas adequados de manutenção do equipamento de trabalho, do local
de trabalho e dos sistemas ai existentes
o Horários de trabalho adequados, incluindo períodos de descanso apropriados.
o Rotatividade dos postos de trabalho;
o Execução dos trabalhos mais ruidosos fora do horário normal de trabalho ou
em locais com o menor número de trabalhadores expostos;
o Limitação da duração do trabalho em ambientes muito ruidosos.

Medidas de carácter específico para redução do ruído na fonte


o Utilizar máquinas, aparelhos, ferramentas e instalações pouco ruidosos;
o Aplicar silenciadores e atenuadores sonoros;
o Utilizar chumaceiras, engrenagens e estruturas com menor emissão de ruído;
o Evitar valores elevados, como os que aparecem, por exemplo, nos choques
muito fortes ou frequentes (pela utilização de material resiliente nas
superfícies de impacte), quedas de grande altura ou fortes resistências
aerodinâmicas;
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o Assegurar o dimensionamento correto (reforços da estrutura com blocos de


inércia e elementos antivibráticos), acabamentos à máquina (equilibragem e
polimento de superfícies) e uma escolha correta dos materiais;
o Promover regularmente a manutenção dos equipamentos de trabalho, do
local de trabalho e dos sistemas aí existentes.

Medidas para a redução da transmissão do ruído


o Atenuação da transmissão de ruído de percussão, com reforço das estruturas;
o Desacoplamento dos elementos que radiam o ruído da fonte, por exemplo
pela utilização de ligações flexíveis nas tubagens;
o Isolamento contra vibrações;
o Utilização de silenciadores nos escoamentos gasosos e nos escapes.
o Medidas de redução da radiação sonora
o Aumento da absorção da envolvente acústica e barreiras acústicas;
o Encapsulamento das máquinas;
o Separação dos locais, por:
o Limitação da propagação do ruído, por exemplo pela
compartimentação dos locais e pela colocação de divisórias e cabinas;
o Concentração das fontes de ruído em locais de acesso limitado e
sinalizados.

VIBRAÇÕES
A vibração define-se como o movimento oscilatório de um corpo em torno do seu
ponto de equilíbrio. Uma característica importante da vibração é a frequência.
No meio laboral, as vibrações são agentes físicos nocivos que afetam os trabalhadores
e que podem ser provenientes das máquinas ou ferramentas portáteis a motor ou
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resultantes dos postos de trabalho. As vibrações encontram-se presentes em quase


todas as atividades, nomeadamente em construção de obras públicas, indústrias
extrativas, exploração florestal, fundições e transportes.

A exposição às vibrações em contexto laboral encontra-se regulamentada pelo


Decreto-Lei n.º 46/2006, de 24 de fevereiro, que resulta da transposição da Diretiva
Comunitária n.º 2002/44/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 25 de junho,
relativa às prescrições mínimas de segurança e saúde respeitantes à exposição dos
trabalhadores aos riscos devidos a vibrações mecânicas.

Tipos de Vibrações
As vibrações são classificadas em dois tipos, segundo o local do corpo atingido:
o Vibrações transmitidas ao corpo inteiro – Vibrações mecânicas, transmitidas
ao corpo inteiro, que implicam riscos para a saúde e segurança dos
trabalhadores, em especial lombalgias e traumatismos da coluna vertebral;
o Vibrações transmitidas ao sistema mão-braço – Vibrações mecânicas,
transmitidas ao sistema mão-braço, que implicam riscos para a saúde e
segurança dos trabalhadores, em especial perturbações vasculares,
neurológicas ou musculares ou lesões osteoarticulares.

EFEITOS DA VIBRAÇÃO SOBRE O ORGANISMO


A exposição direta a vibrações pode ser extremamente grave, podendo afetar
permanentemente alguns órgãos do corpo humano. As vibrações podem afetar o
conforto, reduzir o rendimento do trabalho e causar desordens das funções
fisiológicas, dando lugar ao desenvolvimento de doenças quando a exposição é
intensa.
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A exposição às vibrações tem inúmeros efeitos sobre o organismo (conforme a tabela


abaixo).
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Medidas Preventivas / Vibrações


De acordo com os princípios gerais de prevenção, o empregador deve assegurar que
os riscos para a segurança e saúde dos trabalhadores resultantes da exposição a
vibrações mecânicas sejam eliminados na fonte ou reduzidos ao mínimo, mediante
medidas organizacionais e técnicas. Como medidas técnicas deve-se ter em conta os
seguintes aspetos:
o Métodos de trabalho alternativos que permitam reduzir a exposição a
vibrações mecânicas;
o Escolha de equipamentos de trabalho adequados, ergonomicamente bem
concebidos e que produzam o mínimo de vibrações possível;
o Instalação de equipamentos auxiliares que reduzam o risco de lesões
provocadas pelas vibrações, nomeadamente assentos ou punhos que reduzam
as vibrações transmitidas ao corpo inteiro ou ao sistema mão-braço,
respetivamente;
o Programas adequados de manutenção do equipamento de trabalho, do local
de trabalho e das instalações neles existentes;
o Conceção, disposição e organização dos locais e postos de trabalho;
o Informação e formação adequada dos trabalhadores para a utilização correta e
segura do equipamento com o objetivo de reduzir ao mínimo a sua exposição
a vibrações mecânicas;
o Limitação da duração e da intensidade da exposição;
o Horários de trabalho adequados, incluindo períodos de descanso apropriados;
o Fornecimento aos trabalhadores expostos de vestuário apropriado para a
proteção do frio e da humidade.
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o Exposição e manipulação de substâncias químicas, corrosivas e


alergénicas

Produtos Fitofarmacêuticos
É inegável a necessidade do uso ou recurso a produtos fitofarmacêuticos na
agricultura. Porém, é também inquestionável que se trata de produtos
perigosos com riscos associados ao seu uso/manuseamento pelo que é
necessário tomar medidas de prevenção para eliminá-los ou, pelo menos,
reduzi-los. Existe uma medida de prevenção básica que deve ser sempre
levada a cabo em todas as situações: proceder à leitura do rótulo. Das
informações nele constantes depende a segurança e higiene do trabalhador,
devendo estas ser sempre respeitadas. Existem, ainda, riscos para o
consumidor dos produtos agrícolas e para o ambiente, os quais podem ser
evitados seguindo, mais uma vez, as instruções/informações constantes nos
rótulos. Junto de cada um destes produtos deve sempre estar a Ficha de
Dados de Segurança que lhe está associada, de acordo com o Decreto-Lei n.º
82/2003 de 23 de abril, em local bem visível, para que seja facilmente
consultada.
Em relação ao trabalhador, existem três formas através das quais este pode
sofrer uma contaminação: por ingestão, por inalação ou por absorção cutânea.
Medidas de prevenção a adotar face aos riscos de absorção de fitofármacos:
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Leitura do rotulo

o Incêndios em instalações
Alguns armazéns podem sofrer também de oscilações, se se dedicarem, por
exemplo a produtos agrícolas (fora da temporada podem estar repletos de
recipientes), ou vários, de temporadas complementares (varia o tipo de
recipientes e assim combustibilidade).
Muitos produtos são combustíveis ou possuem materiais que se fundem com
calor (por exemplo, gorduras). Não obstante, o aumento da contribuição de
carga de calor é geralmente devido à embalagem suportes.
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Recipientes e Suportes
Entre os recipientes e suportes combustíveis, podem-se considerar:
o Recipientes de cartão e de poliestireno expandido,
o Invólucros de papel ou papel parafinado,
o Sacos de material têxtil,
o Malhas de PVC,
o Caixas e Paletes de madeira,
o Tábuas de madeira utilizadas como suporte.

Causas de Incêndio em instalações


Das estatísticas de incêndio deduz-se o seguinte:
o A causa mais frequente de incêndio são as avarias na instalação e
equipamento elétrico: Curtos circuitos na cablagem, motores,
lâmpadas e elementos de calefação (p.ex: nas juntas das portas).
o A segunda causa mais importante, são durante os trabalhos corte e
soldadura nas operações de manutenção.

MEIOS DE PROTECÇÃO CONTRA INCÊNDIO


O armazém deve dispor dos meios de deteção e extinção de incêndio que
sejam necessários, de acordo com as características das matérias armazenadas
e as características do armazém:
o Extintores – Dotados com uma agente de extinção adequado às
matérias armazenadas;
o Bocas de incêndios;
o Hidrantes;
o Equipamentos de espuma;
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o Sistema Automático de Deteção de Incêndios;


o Sistema Automático de Extinção de Incêndios por água ou por espuma;
o Geradores de espumas. Em depósitos e em bacias de retenção.

MEIOS DE PROTECÇÃO CONTRA EXPLOSÕES


O armazém deve dispor dos meios de proteção contra explosões que sejam
necessários, de acordo com as características das matérias armazenadas, dos
recipientes e do próprio armazém:
o Sistema de ventilação normal e de emergência nos recipientes móveis
e depósitos fixos;
o de líquidos inflamáveis;
o Sistemas de alívio de deflagrações em armazéns fechados que
contenham líquidos;
o Inflamáveis ou sólidos pulverulentos combustíveis de determinadas
características.
o Estes sistemas estão constituídos por elementos construtivos
resistentes à pressão e elementos aliviadores de pressão.
o Sistemas de alívio de deflagrações em depósitos fixos que contenham
líquidos inflamáveis ou sólidos pulverulentos combustíveis de
determinadas características.
Estes sistemas estão constituídos pelo próprio corpo do depósito, resistente à
pressão e elementos aliviadores de pressão.
o Em casos muito especiais, sistemas supressores de explosões em
depósitos fixos que contenham líquidos inflamáveis ou sólidos
pulverulentos combustíveis de determinadas características.
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o Incêndios florestais
Um incêndio florestal é um fogo que se propaga sem controlo num terreno
florestal ou silvestre, afetando os combustíveis vegetais, flora e fauna. Um
incêndio florestal distingue-se de outros tipos de incêndio pela sua ampla
extensão, a velocidade com a qual se pode estender desde o seu lugar de
origem, o seu potencial para mudar de direção inesperadamente, e a sua
capacidade para superar obstáculos como estradas, rios e corta-fogos.

Medidas Preventivas
 Durante o período crítico e, fora dele, sempre que se verificar o índice de risco
de incêndio muito elevado ou máximo, é proibido fazer queimadas ou
fogueiras.
 Fora deste período, nunca fazer fogueiras em dias de muito vento. Procure
efetuá-las em dias húmidos e com pouco vento, a uma distância mínima de
100 metros dos limites da floresta.
 Nunca abandonar as queimas e fogueiras acesas.
 Limpar o mato à volta da casa ou outras edificações, num raio de 50 metros, e
retire as folhas, caruma e ramos dos telhados.
 Cortar as árvores que ofereçam risco para a habitação ou as instalações
agrícolas.
 Guarde o gasóleo, as lenhas e outros produtos inflamáveis em locais seguros e
isolados.
 Tenha em local de fácil acesso algumas ferramentas, como enxadas, pás e
mangueiras, para ajudar no primeiro combate ao fogo.
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 Separar as culturas com barreiras corta-fogo, como por exemplo, um caminho.


Assim, pode evitar que as chamas passem de uma parcela para outra.
 Limpar o mato/pasto numa faixa de pelo menos 50m à volta da sua casa;
 Mantenha os seus terrenos limpos de mato e de resíduos de exploração
(podas, ramos secos);
 Falar com os vizinhos para que mantenham também as suas propriedades
limpas;
 Manter os caminhos da sua propriedade em condições de circulação;
 Afastar dos materiais combustíveis (madeira, papel, roupa, etc;) as fontes de
ignição (velas, candeeiros a petróleo ou a gás);
 Não efetuar fumigação ou desinfestação em apiários com fumigadores que
não estejam equipados com dispositivos de retenção de faúlhas;
 Retirar as folhas, caruma e ramos dos telhados;
 Separar as suas culturas com barreiras corta-fogo, como por exemplo um
caminho, assim evita que as chamas passem de uma parcela para a outra;
 Ter em local de fácil acesso algumas ferramentas como enxadas, pás e
mangueiras, para ajudar no primeiro combate ao fogo.

Os tratores, máquinas e veículos de transporte pesados, empregues em


trabalhos nos espaços rurais, durante o período crítico de incêndios, é
obrigatório:
 Possuírem dispositivos de retenção de faíscas ou faúlhas e dispositivos
tapa-chamas nos tubos de escape ou chaminés;
 Estarem equipados com um ou dois extintores de 6Kg, de acordo com
a sua massa máxima.
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o Utilização dos produtos fitofarmacêuticos

O Transporte de Pequenas quantidades de Produtos Fitofarmacêuticos


O transporte de produtos fitofarmacêuticos está regulamentado pelo RPE –
Regulamento Nacional de Transporte de Mercadorias Perigosas por Estrada.
Sempre que possível, deve privilegiar-se o transporte dos produtos para a
exploração agrícola por pessoas com conhecimento na área de segurança destes
produtos e nos veículos destinados a esse fim.
No transporte de pequenas quantidades de produtos é necessário ter em atenção
alguns aspetos:
Veículo de transporte
É essencial efetuar-se a verificação geral do veículo de forma a garantir que o
mesmo se encontra em boas condições, para que o transporte seja efetuado em
segurança.
O compartimento de transporte dos produtos deve estar limpo, seco e sem
parafusos, pregos ou outros objetos salientes que possam perfurar as
embalagens.
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Acondicionamento dos produtos


Os produtos fitofarmacêuticos devem ser transportados em compartimentos
distintos dos passageiros, sempre que possível no exterior do veículo e afastados
de alimentos e outras mercadorias. Os produtos devem estar seguros de forma a
prevenir o seu movimento durante o transporte, utilizando por exemplo caixas ou
contentores fechados.
Não se devem colocar embalagens pesadas por cima de outras mais leves. Deve
assegurar-se que as embalagens se encontram em boas condições e devidamente
Fechadas. Nas situações em que as culturas a tratar com produtos
fitofarmacêuticos se encontram dispersas por parcelas bastante distantes do
armazém/instalações da exploração agrícola, é recomendável que a calda seja
preparada junto às culturas, evitando-se assim o seu transporte em vias públicas.
Quando for necessário transitar na via pública com o pulverizador cheio com
calda, verificar que a tampa do pulverizador se encontra bem fechada, que não
existem tubos a pingar e que o nível da calda não provoca transbordo.
Em caso de acidente, tomar todas as precauções para que não exista derrame de
produtos ou, caso exista, controlar os seus efeitos, contendo-o.
Se as circunstâncias o justificarem, não hesitar em pedir ajuda aos bombeiros,
informando-os da natureza dos produtos.

Preparação da Calda
A preparação da calda exige cuidados específicos por parte do operador. Nesta
fase, para além de se manusearem produtos concentrados, não diluídos, existe
uma variedade de operações, como a mistura e enchimento dos depósitos de
pulverização, que requerem uma atenção redobrada.
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Preparar a calda é uma operação de bastante responsabilidade que deverá ser


executada apenas por pessoas habilitadas para o fazer. É necessário garantir que
não existem pessoas ou animais nas proximidades do local onde se prepara a
calda e tomar todas as precauções para que não ocorram erros ou acidentes, com
consequências negativas para a qualidade do tratamento, o operador e ambiente.
Antes de preparar a calda há um conjunto de regras base que devem estar sempre
presentes:
o Ler os rótulos e seguir as suas instruções;
o Colocar o equipamento de proteção individual adequado;
o Verificar se o material de aplicação a ser utilizado está calibrado e em
perfeitas
o condições de funcionamento;
o Assegurar que o material de primeiros socorros e contactos de
emergência estão
o facilmente acessíveis;
o Calcular a quantidade de calda necessária ao tratamento fitossanitário.

Local de preparação da calda


É conveniente que exista um local específico para a preparação da calda que seja
prático, funcional, seguro e que salvaguarde a proteção ambiental. Muitas vezes
privilegiam-se localizações próximas do armazém de produtos fitofarmacêuticos.
Este local, que pode ou não ser coberto, não deve ter paredes laterais, e o chão
deve ser impermeável, pelo menos na zona de enchimento do pulverizador, com
capacidade de retenção para derrames ocasionais.
Sempre que não seja possível existir esta instalação fixa, é conveniente ir
mudando o local de preparação da calda, tendo sempre presente que estes locais
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devem situar-se em zonas bem arejadas, afastadas de fontes, poços e cursos de


água.

Equipamento de Proteção Individual (EPI)


O rótulo dos produtos, no capítulo das Precauções Toxicológicas, Ecotoxicológicas
e Ambientais, faz referência ao equipamento de proteção a utilizar. Sempre que
existem necessidades específicas de proteção para um produto, essa indicação
está referida no rótulo.
O equipamento mínimo de proteção recomendado durante a preparação da
calda, consiste em:
• Fato de proteção;
• Luvas;
• Botas de borracha;
• Viseira.

Leitura do rótulo
O rótulo é o documento oficial que contém toda a informação sobre o produto,
sua utilização correta e recomendações. É obrigatório seguir as suas instruções.
Ler o rótulo dos produtos que vamos utilizar é uma obrigação tanto para pessoas
experientes, como para aqueles que preparam uma calda de produtos
fitofarmacêuticos pela primeira vez. A sua leitura é imprescindível! A informação
que consta nos rótulos não é igual para todos os produtos e é fundamental para
seguir as boas práticas agrícolas.
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Cuidados a ter na preparação da calda


• Abrir a embalagem que contém o produto e vertê-la de forma cuidadosa,
evitando salpicos e/ou derrames;
• Manter a embalagem afastada do corpo, reduzindo a possibilidade de
contacto com o produto;
• Medir corretamente o produto. Não estimar a quantidade, pois nalguns
produtos uma pequena alteração na quantidade utilizada pode prejudicar o
resultado esperado;
• Após a medição do produto que se vai utilizar, fechar de imediato a
embalagem para evitar derrames;
• Enxaguar os utensílios utilizados para medir o produto e deitar a água desta
lavagem no depósito do pulverizador;
• Colocar sempre as embalagens e utensílios medidores sobre superfícies planas
e seguras de forma a evitar a sua queda e derrame do conteúdo;
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• Nas aplicações feitas com trator é imprescindível ter disponíveis luvas para
utilizar em caso de necessidade de reparação do equipamento de aplicação
(ex: entupimento de bicos, etc). Se o operador for o mesmo que preparou a
calda, então este deve lavar as luvas utilizadas, retirá-las, guardá-las no trator
e só depois fazer o tratamento;
• Ao verter o conteúdo de uma embalagem de grandes dimensões (superior a 5
lt/kg) ter cuidado para permitir a circulação de ar enquanto se verte o
produto. Esta prática permite que o produto escorra de forma contínua,
evitando salpicos.

Preparar a calda diretamente no depósito do pulverizador Resultado da grande


evolução que se tem verificado ao nível da qualidade da formulação dos produtos,
hoje em dia já não se justifica fazer diluições prévias em recipientes à parte e
vertê-las depois para o pulverizador. A maioria dos produtos sólidos e todos os
produtos líquidos podem ser vertidos diretamente para o depósito do
pulverizador

Procedimentos
 Calcular a quantidade de água e produto a utilizar em função da área a
tratar, evitando sobras;
 Deitar metade da água necessária no depósito de pulverização, agitar,
adicionar o(s) produto(s) e juntar a restante água, agitando sempre;
 Sempre que houver necessidade de misturar produtos, deve adicionar-
se em primeiro lugar as formulações sólidas (Pó molhável - WP,
Grânulos Dispersíveis - WG) na água do depósito do pulverizador até
obter uma mistura homogénea, e só depois juntar as formulações
líquidas;
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 Assegurar que existe compatibilidade entre os produtos, que é


aconselhável a mistura que se pretende fazer e que cada produto está
bem dissolvido antes de lhe juntar o produto seguinte.

Tripla lavagem - Após o esgotamento total do produto, as embalagens vazias


deverão ser sujeitas à tripla lavagem:
1. Vazar completamente o conteúdo da embalagem no depósito de pulverização;
2. Encher a embalagem com água até um quarto da sua capacidade;
3. Tapar e agitar vigorosamente durante alguns segundos;
4. Deitar a água da lavagem no depósito de pulverização;
5. Repetir mais duas vezes os passos 2 a 4;
Inutilizar a embalagem, de preferência, sem danificar o rótulo e colocá-la nos
sacos destinados à recolha das embalagens.

A tripla lavagem das embalagens é aplicável apenas em casos de embalagens


rígidas com capacidade/peso até 25L/25Kg, que contiveram produtos
fitofarmacêuticos que se destinam à preparação da calda.
A limpeza das embalagens traz benefícios em termos:
• Económicos: Uma embalagem não lavada pode conter até 5% do produto.
• De eficácia: Ao lavar as embalagens utiliza a totalidade do produto e ganha em
eficácia no tratamento.
• De segurança: Uma embalagem bem lavada não contém resíduos, evitando
assim o risco de intoxicações e outros acidentes.
• De ambiente: Uma embalagem que tenha sido lavada três vezes não
contamina o ambiente. Embalagens não rígídas de qualquer capacidade e
embalagens rígidas de 25L/25Kg até 250L/250Kg devem ser devidamente
esgotadas do seu conteúdo, sem lavagem prévia.
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Recomendações gerais
 Nunca se desfaça das embalagens vazias de forma descuidada;
 Nunca deite as embalagens vazias: - Nos campos (terrenos de cultura ou incultos); -
Nos rios, ribeiros ou valas; - Nos contentores de resíduos urbanos.
 Nunca queime as embalagens de produtos fitofarmacêuticos;
 Nunca reutilize as embalagens vazias de produtos fitofarmacêuticos, pois podem
conter resíduos de produto;
 Práticas aceites há alguns anos, como a queima, o enterrar ou deposição nos
contentores de resíduos urbanos são atualmente incorretas. A Indústria
Fitofarmacêutica tem hoje em funcionamento um sistema moderno e eficaz de
recolha de resíduos de embalagens de produtos fitofarmacêuticos designado por
VALORFITO.

 Aplicação de produtos fitofarmacêuticos


Aplicar um produto fitofarmacêutico tem como objetivo a resolução de um problema
fitossanitário concreto. A concretização desse objetivo depende de vários fatores, que não
podem de forma alguma ser esquecidos. Uma aplicação incorreta, para além de desperdiçar
produto, pode ocasionar problemas adicionais na cultura, contaminar o aplicador e o
ambiente.
Antes de iniciar a aplicação
 Garantir que na zona a tratar não existem pessoas ou animais;
 Certificar-se da leitura do rótulo do produto que se vai aplicar;
 Não beber qualquer bebida alcoólica antes de iniciar o tratamento com produtos
fitofarmacêuticos;
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 Se utilizar um trator, assegurar que existem luvas para usar no caso de ser necessário
reparar algo no pulverizador;
 Caso a aplicação seja contratada, certificar que o aplicador está habilitado a fazê-la.

Durante a aplicação
O Equipamento de proteção individual (EPI)
O rótulo dos produtos, no capítulo das Precauções Toxicológicas, Ecotoxicológicas e
Ambientais, faz referência ao equipamento mínimo de proteção individual (EPI) a utilizar.
Sempre que existem necessidades específicas de proteção para um produto, essa indicação
está referida no rótulo. O equipamento base de proteção recomendado durante a aplicação,
consiste em:
 Fato de proteção;
 Luvas;
 Botas de borracha;
 Chapéu;
 Todo o equipamento de proteção deverá estar marcado com o símbolo CE;
 Utilizar luvas de nitrilo apropriadas (as luvas utilizadas na cozinha não
oferecem proteção suficiente);
 Consultar o rótulo do produto para verificar se são necessários equipamentos
de proteção adicionais (avental, máscara contra pós ou vapores e óculos; etc.);
 Garantir que os ajudantes do operador também se encontram devidamente
protegidos pela utilização do EPI.

Precauções a ter durante a aplicação


• Manter as pessoas e animais afastados das áreas a tratar;
• Não comer, beber ou fumar durante a aplicação;
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• Não desentupir bicos do pulverizador com a boca. Ter atenção às condições


meteorológicas que podem afetar a eficácia e segurança do tratamento:
 Não aplicar com muito vento;
 O arrastamento provocado pelo vento pode tornar-se perigoso caso o
desvio se faça em direção ao aplicador, outras culturas, água, animais
ou habitações;
 Alguns produtos são facilmente eliminados pelas águas da chuva e por
isso necessitam de um período sem precipitação após o tratamento;
 Evitar aplicar produtos fitofarmacêuticos nas horas mais quentes do
dia.

 A qualidade da aplicação do produto fitofarmacêutico influencia em grande parte o


sucesso do tratamento fitossanitário e a exposição do operador.
• Em culturas altas, em que a aplicação é dirigida para cima, aumenta a
exposição do operador;
• Em culturas, em espaços confinados, com as plantas altas e distâncias entre
linhas reduzidas, aumenta o contacto do operador com a folhagem
pulverizada;
 Na aplicação em alto volume o tamanho da lança de pulverização, a velocidade e
sentido da deslocação do operador, condicionam o nível de exposição. A deslocação
de costas evita o contacto com a folhagem pulverizada.

 Restos da calda
Um operador experiente prepara a quantidade de calda necessária e suficiente para o
tratamento que pretende realizar. Não existem em geral excessos de calda quando os
operadores estão habituados a realizar os tratamentos fitossanitários nas mesmas parcelas
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ao longo dos anos e são eles próprios que realizam a calibração do material de aplicação.
Quando ocorram excessos de calda, o procedimento a seguir consiste em diluir essa calda e
aplicá-la em zonas com plantas não destinadas ao consumo humano e animal. Nestes casos é
necessário determinar a razão pela qual existiu excesso de calda e corrigir o procedimento
em futuras aplicações.

Material de aplicação
Faça a verificação mecânica e funcional do material de aplicação e garanta que este se
encontra em boas condições. A utilização do material de aplicação indicado para realizar o
tratamento fitofarmacêutico pretendido é condição fundamental para o sucesso deste. É
necessário ter em conta as indicações do fabricante e ver se estas se adequam à cultura que
se pretende tratar, área e estado de desenvolvimento da cultura, doença ou praga a
combater. Independentemente do material de aplicação utilizado, é fundamental que este
esteja calibrado e com manutenção correta.

Calibração
Não se pretende neste manual explicar detalhadamente como calibrar o material de
aplicação, mas chamar à atenção para a importância desta operação, imprescindível a um
tratamento fitofarmacêutico eficaz. A calibração bem-feita resulta em economia para o
agricultor, eficácia no tratamento e menor impacte ambiental. Calibrar um aparelho é
certificar-se de que a calda será corretamente aplicada, de forma uniforme e na dose
indicada. As operações envolvidas na calibração são:
• Material de aplicação a funcionar perfeitamente (não há tubos a verter, não há
bicos entupidos, ...);
• Medição dos débitos;
• Ajustar o equipamento às mudanças de débito pretendidas;
• Calcular a quantidade de produto a adicionar ao tanque de pulverização.
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• Verificar o correto funcionamento do manómetro;


• Assegurar a limpeza dos filtros.
A calibração deverá fazer-se no mínimo uma vez por ano, mas torna-se necessária sempre
que existam alterações no equipamento ou na forma de realizar o tratamento. Uma correta
calibração e um operador com formação podem evitar, ou no mínimo reduzir
significativamente, restos de calda no final do tratamento fitofarmacêutico.

Utilização de trator com cabina O trator com cabina reduz a exposição do operador. A seleção
do material de aplicação deve ser adequado às condições da cultura (área, espaçamento,
topografia, etc.), de forma que proporcione o máximo rendimento ao menor custo. Um trator
é um investimento caro e consequentemente torna-se imperativo tirar dele o máximo
benefício. Sempre que possível, aconselha-se a utilização de trator cabinado uma vez que o
investimento adicional é largamente compensado pela maior segurança e conforto que
proporciona ao seu operador. Estudos realizados em vários países comprovam que a
utilização de trator com cabina na aplicação de produtos fitofarmacêuticos reduz cerca de 10
vezes o nível de exposição do operador, na medida em que o protege do meio exterior
(agentes atmosféricos; nuvem de pulverização, etc). As cabinas devem ser aprovadas e
certificadas na sequência de um processo de ensaio e como tal devem exibir uma placa
identificativa dos organismos certificadores das Estações Oficiais de Ensaio da OCDE ou CE.
Cuidados a ter na utilização do trator
Um trator é um veículo que deve ser operado com o máximo cuidado e seguindo as
condições de utilização determinadas pelo seu fabricante. A título de exemplo, destacamos
algumas recomendações gerais para uma utilização segura do trator:
• Informar-se devidamente sobre o funcionamento do trator, antes de o utilizar;
• Prevenir possíveis reviramentos do trator em zonas declivosas, curvas
apertadas;
• Não acoplar equipamento com peso excessivo para a potência do trator;
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• Não trabalhar durante horas excessivas. Na pulverização com trator destacam-


se as seguintes regras a seguir:
• Sempre que se utilizar trator com cabina é imprescindível ter no seu interior
luvas para utilizar em caso de reparação do equipamento de aplicação (ex:
entupimento de bicos, ...);
• Fechar os bicos do pulverizador ao fazer a volta no final das linhas;
• Evitar que a calda atinja outras zonas além da cultura que se pretende tratar.
Ter especial atenção a cursos de água ou fontes, deixando uma zona por tratar
em volta destes (zona tampão);
• Verificar que não há arrastamento de calda para outras zonas. No caso de
arrastamento verifique a razão pelo qual ocorre e corrija a situação. As razões
podem ser:
 Vento demasiado intenso;
 Uso de pressão excessiva na aplicação;
 Bicos desajustados ao tipo de tratamento;
 Bicos a trabalhar muito afastados da cultura a tratar.

o Condução, operação e utilização de máquinas agrícolas e florestais

O reviramento lateral dos tratores é a principal causa de morte dos


trabalhadores. Os principais fatores que conduzem ao reviramento lateral são:
 Perigo intrínseco dos tratores;
 Configuração do terreno;
 Deficiente formação e informação;
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 Falhas técnicas.

 Medidas preventivas
o Ações sobre a estabilidade do trator com tração dupla, lagartas,
lastragem e bitola;
o Ações sobre o terreno acessos e fragmentação da propriedade;
 Formação e informação do operador tratores e máquinas;
 Manutenção e conservação do trator;
 Eliminação de atos inseguros.

Medidas de Proteção Coletiva


 Arco de segurança, tipo pórtico (dianteiros ou traseiros)
 Quadro de segurança
 Cabina de segurança. O cinto de segurança é o complemento
indispensável de qualquer estrutura de segurança.

Utilizar sempre estruturas de segurança homologadas;


 Em caso de reviramento, segurar-se fortemente ao volante até que o
trator pare;
 Não alterar a estrutura;
 Manter o arco rebaixado só em caso de extrema necessidade;
 Em caso de reviramento substituir a estrutura de segurança;
 Dentro da cabina só deve ir o operador;
 Em caso de troca do assento, ter em conta os modelos aprovados em
ensaio, para não reduzir a zona de segurança;
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 Em caso de troca de estrutura de segurança, ter em conta as estruturas


homologadas para o modelo em causa.
 Veio Telescópico de Cardans
 Este veio é um dos equipamentos mais perigosos, sendo responsável
por graves acidentes de trabalho, devido ao risco de enrolamento (ex:
peças de roupa soltas, cabelos).

 Medidas de Prevenção

 Conservação do resguardo de proteção;


 Substituição do resguardo em caso de
deterioração;
 Montagem, manutenção e utilização
adequada.

o Exposição ao sol
Algumas enfermidades, como insolação, desidratação e até cancro de pele,
podem surgir caso você não tome os cuidados necessários ao trabalhar
exposto ao sol. Por isso, é importante estar bem orientado e utilizar todos os
EPIs, mesmo em dias nublados!

Medidas Preventivas…
1) Usar protetor solar
Por mais que tenham essa consciência, muitos trabalhadores não costumam
aplicar o protetor solar, por terem o pensamento de que nada irá ocorrer.
Entretanto, se você sofrer os efeitos da exposição ao sol, poderá desenvolver
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alguma doença de pele futuramente. Portanto, aplique generosamente o filtro


solar de 20 a 30 minutos antes de sair e lembre-se de reaplicá-lo a cada 2
horas.

2) Hidratar-se e comer bem


Tenha sempre água fresca à sua disposição. É importante também se
alimentar de forma saudável, evitando comidas pesadas, como alimentos
gordurosos e calóricos. Comer errado e se expor ao sol pode causar fadiga,
indisposição e intoxicação alimentar. Sendo assim, beba muito líquido e coma
legumes, frutas e verduras para evitar a desidratação.

3) Utilizar todos os EPI’s


O uso do EPI é fundamental e indispensável para garantir a sua saúde e
segurança, além de não comprometer a sua capacidade laboral. Para quem
trabalha ao ar livre é obrigatório ter em mãos protetor solar, chapéus, óculos
escuros e roupas leves que cubram boa parte do corpo.

4) Fazer pausas
É importante que sejam feitas pausas durante o dia de trabalho em lugares
sombreados. Se possível, molhe a cabeça e o rosto para reduzir a temperatura
da pele e refrescar-se.

5) Ir ao dermatologista
É essencial que visitas ao dermatologista sejam feitas regularmente. Além de
realizar exames preventivos, você pode receber do médico recomendações de
novos produtos eficazes contra a ação do sol e orientações específicas de
como estar mais seguro e protegido no trabalho.
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Com a chegada do verão os cuidados devem dobrar: procure, sempre que


possível, trabalhar em lugares sombreados e tome as precauções citadas.
Coloque a sua segurança em primeiro lugar!

o Exposição a temperaturas elevadas


Temperaturas altas podem trazer riscos físicos aos trabalhadores e as
alterações fisiológicas mais perigosas que podem ser observadas em situações
desse tipo são no batimento cardíaco e aumento da temperatura corporal. Os
efeitos da hipertermia causam a chamada síncope pelo calor, que acontece
quando os órgãos internos não recebem oxigênio suficiente. Os mais atingidos
são o cérebro e o coração.

Além dessas questões mais agudas, as temperaturas altas podem trazer riscos
físicos aos trabalhadores também em longo prazo. O desequilíbrio hídrico, ou
seja, a perda excessiva de água, causa o envelhecimento precoce do
organismo, percebidos principalmente pelo envelhecimento da pele, mas
também por esgotamento do sistema muscular e vascular.

A exposição prolongada ao calor excessivo pode causar irritabilidade aguda,


fraqueza, ansiedade e incapacidade de concentrar-se. A depressão pode
atingir o trabalhador que se sujeitar a esse regime durante um tempo
prolongado, devido à redução das atividades cerebrais causadas pela falta de
oxigênio no cérebro.
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Temperaturas altas podem trazer riscos físicos aos trabalhadores e se o


ambiente for húmido os riscos são ainda maiores. A alta umidade consiste em
um número grande de partículas de H²O no ar. E a água, sendo o mais
eficiente transmissor de calor, deixa o ambiente com aquela sensação de
abafamento, impedindo que o corpo humano gere a sudorose e alivie a sua
temperatura interna.

As consequências laborais do calor excessivo (nomeadamente o maior


desconforto, menor produtividade) podem condicionar fortemente o
desenvolvimento sócio/ económico do país e alguns autores defendem
também que as temperaturas elevadas aumentam o risco de ocorrência de
acidentes. Assim, a formação dos trabalhadores e a hidratação mais cuidada
poderão aumentar a produtividade; contudo, beber apenas quando surgir a
sede não é suficiente nestas circunstâncias uma vez que esta é sentida apenas
quando se perdem um a dois litros de água; aliás, se o funcionário estiver
muito motivado/ concentrado nas suas tarefas, acredita-se que a sede só seja
claramente percecionada quando tiver perdido três a quatro litros. Uma
hidratação mais completa e eficaz implica a ingestão de água não só durante o
turno de trabalho, mas também fora dele. Contudo, trabalhadores com um
nível socio/cultural mais baixo é por vezes difícil incentivar a hidratação com as
bebidas adequadas, uma vez que não se apercebem dos riscos e podem
mesmo argumentar que, até o momento, nada de grave lhes aconteceu
devido à suposta desidratação.
Quanto à roupa, deve ser dada preferência ao algodão ou outras fibras
naturais, devido à sudorese, evaporação e consequente temperatura cutânea.
A roupa deve ainda ser larga e de material que diminua a absorção de calor.
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A temperatura excessivamente aumentada pode ser atenuada com ventilação/


circulação de ar fresco; um método eficaz é o ar condicionado mas, pelo custo
e complexidade técnica, nem sempre é possível no local de trabalho- contudo,
até mesmo uma ventoinha tem alguma eficácia.
Ainda a nível de organização do trabalho, será importante que os gestores
avaliem a exigência física das tarefas, treinando e aclimatizando os
funcionários. Para além disso, as tarefas mais exigentes deverão ser realizadas,
idealmente, no local menos quente e na hora mais fresca do dia, se possível.

No dia-a-dia os agricultores estão expostos a vários riscos. Hoje, chamamos a atenção aos
riscos associados ao trabalho ao ar livre, especialmente no verão.

A Exposição Solar e a Temperaturas Elevadas apresentam os seguintes riscos:


 Queimaduras;
 Lesões oculares;
 Lesões de pele;
 Sufocação;
 Fadiga física extrema;
 Desatenção ou Sonolência;
 Cancro de pele;
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 Cãibras;
 Insolação;
 Desidratação;
 Choque térmico;
 Problemas cardiovasculares;
 Desgaste físico.
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As formas de prevenção básicas são:


 Usar um creme solar de fator de proteção médio a elevado;
 Proteger a cabeça, com um chapéu de aba larga;
 Usar roupa clara de algodão sem decotes e com mangas;
 Ingerir água ou outros líquidos não alcoólicos em quantidade
abundante ao longo do dia;
 Evitar trabalhar exposto ao sol nas horas mais intensas de calor;
 Prever pausas no trabalho e espaços sombreados.

o Trabalho pecuário
A pecuária contribui enormemente para a indústria alimentar, além de ser
uma fonte importante de rendimento para muitas famílias na Europa rural. A
pecuária pode ser praticada ao ar livre ou em recintos fechados.

Animais saudáveis
Manter os animais saudáveis é o fator mais importante na gestão de uma
exploração pecuária rentável. A seleção de animais saudáveis e a manutenção
de padrões elevados de condições sanitárias, a par de uma vacinação
planificada e eficaz são as principais características de uma exploração
pecuária bem-sucedida. A pecuária em recintos fechados exige infraestruturas
concebidas cuidadosamente, de modo a assegurar a existência de ventilação,
alimentação, água, intervenção veterinária e gestão dos resíduos.
De um modo geral, os materiais de isolamento utilizados em explorações
pecuárias são altamente inflamáveis.
Devem sempre ponderar-se os benefícios face aos potenciais.
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riscos da utilização de tais materiais.

Comportamento animal
Como criador de animais, deve conhecer bem e saber prever o
comportamento dos seus animais. Quase todos os animais das explorações
pecuárias seriam presas num ambiente selvagem e, por conseguinte, têm um
forte instinto gregário que os faz reagir a ameaças e ataques. O
comportamento animal é influenciado pelos seguintes fatores.
• Fatores genéticos — pode melhorar a segurança dos animais:
 Ao selecionar os touros mais mansos para reprodução, utilizando
classificações de docilidade;
 Estando consciente de que os animais mudam de temperamento à
medida que envelhecem;
 Lembrando-se que o comportamento animal é imprevisível;
 Tendo em mente que cada espécie tem diferentes características no
que se refere ao comportamento. (por exemplo, os touros pontapeiam
utilizando os cascos traseiros, enquanto os veados podem levantar os
cascos frontais golpeando com um movimento descendente).
 Características dos animais tais como o campo de visão e a
sensibilidade ao ruído, luz, sombras, etc. Devido ao seu campo de
visão, os touros podem ficar agitados devido a movimentos
inesperados nos seus «ângulos mortos». No geral, os animais, são
sensíveis ao ruído, especialmente a altas frequências, e podem
também ficar agitados devido a sons aparentemente normais tais
como portões a bater, vozes altas ou gritos.
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 Perceção animal — os animais reagem em função da perceção daquilo


que consideram ser as suas intenções. A maior parte das fêmeas, tais
como vacas, porcas e veados fêmeas, irá atacar se achar que as suas
crias estão sob ameaça.
 Condições de vida — longos períodos de isolamento tornam os animais
antissociais, levando a que receiem e muitas vezes ataquem quem
deles se aproxima. Os animais podem ser ensinados, desde pequenos,
a serem sociáveis e habituados à presença de outros animais e dos
seres humanos. A sobrelotação pode ter efeitos semelhantes, uma vez
que torna os animais agitados e inquietos. Bons alojamentos e
condições de vida, incluindo limpeza, cuidado e populações
equilibradas, fazem com que os animais se sintam à vontade.
 Contacto e comportamento humano — os animais vão copiá-lo e à
forma como se comporta com eles. Se perseguir, der palmadas,
pontapear, bater, gritar ou assustar nos/os animais, eles terão medo de
si e de outros seres humanos, tornando-se agitados e ansiosos. Numa
tentativa de se defenderem, podem atacar ou causar-lhe lesões ou
pior. Um comportamento calmo, tranquilo e controlado minimiza a
perceção de ameaça e, de um modo geral, melhora a eficácia e a
segurança do tratamento.
 Por isso mesmo, um bom tratador:
o cuida dos seus animais de forma calma e paciente, sem lhes
causar stresse;
o assegura condições de vida adequadas tendo em conta os
ruídos, cheiros e iluminação;
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o é observador, reconhece sinais de problemas de saúde e pede


conselhos ao veterinário;
o compreende as mudanças de comportamentos;
o cumpre os planos de alimentação e de vacinação;
o mantém sempre o controlo sobre os seus animais.

Medidas adicionais que pode tomar:


o corte os cornos aos bovinos numa idade precoce, de
preferência nas primeiras seis semanas de vida, antes de eles
aprenderem a utilizá-los de forma agressiva;
o coloque um anel no nariz dos touros (aos 10 meses de idade) e
verifique o anel regularmente;
o castre os touros não destinados a reprodução através da
aplicação de um anel de borracha nos vitelos jovens, de
preferência, quando têm menos de um mês de idade;
o recorra a inseminação artificial para evitar manter um touro no
local;
o permita que só tratadores aptos e ágeis (geralmente entre os
18 e os 65 anos), a trabalhar em pares, lidem com os animais;
o tenha em mente que as atividades destinadas a melhorar a
segurança dos animais, podem elas próprias ser perigosas.
A descorna e a administração de medicamentos a bovinos são atividades que
dão origem a um grande número de lesões. Quanto mais jovem o animal, mais
segura é a prática. Os trabalhadores devem ter formação adequada,
serem suficientemente aptos para lidar com um animal agitado e devem usar
equipamento de proteção individual.
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Se não se sentir confiante na realização destas atividades por si próprio, peça


auxílio ou considere a possibilidade de obter ajuda profissional.

Planos de emergência
Sempre que trabalhar com animais em espaços fechados:
• preveja uma saída fácil;
• tenha um telefone móvel à mão;
• avise a sua família/colegas de trabalho do local onde se encontra, o que
está a fazer e a sua hora;
• prevista de regresso;
• tenha um estojo de primeiros socorros disponível.

Contacto com animais


Quando auxilia os animais durante o parto, fica exposto a um risco de infeção
pelos fluidos do nascimento e a movimentos bruscos da mãe. Pode reduzir o
risco de infeção utilizando luvas e aventais. Adotar um posicionamento correto
pode evitar que sofra lesões caso um animal se mova subitamente. A
utilização de abrigos para parto bem concebidos e com portões de parto reduz
consideravelmente o risco de lesões.
Ao tratar de um animal que está doente, você pode sofrer lesões caso o
animal faça movimentos bruscos ou tenha um comportamento imprevisível.
As lesões causadas por coices, cabeçadas, mordidas ou esmagamento durante
o tratamento de animais são muito comuns.
As lesões causadas pelo movimento súbito de um animal podem ser graves,
uma vez que o animal é, frequentemente, muito maior e mais pesado
do que o trabalhador. O tratamento de veados ou porcos, por exemplo, exige a
utilização de proteção corporal. As pessoas idosas, mulheres e crianças
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que trabalham na exploração agrícola são mais vulneráveis a lesões ou


consequências piores, quando trabalham com animais.
A marcação dos animais, bem como a descorna podem provocar ao
trabalhador queimaduras ou outras lesões caso um animal agitado faça um
movimento brusco.
Ao dar injeções a animais, há um risco de se injetar a si próprio se o animal se
mover inesperadamente.
Assegure-se que o animal está preso e que os trabalhadores têm a
competência adequada para lhe prestar assistência. Quando o trabalho estiver
concluído, coloque as agulhas num recipiente seguro para evitar a
sua utilização ou contacto involuntários.
Os tranquilizantes só devem ser utilizados quando são absolutamente
necessários (por exemplo, transporte em segurança de veados da exploração).
Atividades como a colheita de sémen, vacinação, ordenha e tosquia manuais
exigem um contacto direto com o animal. A ferramenta afiada utilizada na
tosquia de ovinos e caprinos pode escorregar e causar lesões
se um animal ficar agitado e se debater. Por esta razão, é essencial que o
trabalhador esteja perfeitamente treinado para estas atividades e que adote
as posições corretas.
Certifique-se de que dispõe de instalações adequadas para tratamento de
animais e que estas são apropriadas para os animais em causa.
Use sempre calçado de segurança para evitar que os pés sejam esmagados
caso sejam pisados, assim como escorregadelas, tropeções e quedas.

Zoonoses
Muitas zoonoses como o carbúnculo, a tinha do couro cabeludo e o ectima
contagioso estão associadas a contaminação cutânea. Melhorias nas práticas
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de criação, ventilação eficiente, vacinação frequente dos animais, colocação


em quarentena dos animais doentes e uma boa higiene pessoal podem
reduzir o risco de contaminação. Tratar de um animal doente apresenta o risco
de contrair raiva e tularemia.
Os animais estão também associados a várias doenças alérgicas, cujos
sintomas habituais são erupções cutâneas, inchaço, corrimento nasal, urticária
e asma.
Trabalhar com animais pode também expô-lo ao risco de contrair vírus
pandémicos como a psitacose, a gripe suína, a gripe das aves e outros

Alimentação
A mistura de alimentos para animais e sua alimentação expõe os
trabalhadores a poeiras orgânicas e a poeiras
dos silos. Os agricultores podem desenvolver síndrome tóxica das poeiras
orgânicas, doença do pulmão do agricultor, bronquite crónica e outros
problemas respiratórios, mesmo com uma única exposição.
Uma atividade particularmente perigosa é a limpeza dos silos que contenham
alimentos para animais, uma vez que combina o trabalho em espaços
fechados, o trabalho em altura e a exposição a poeiras orgânicas. Assegure
uma boa ventilação em todas as áreas fechadas. Ao entrar em silos, devem ser
seguidos os procedimentos de entrada em espaços fechados (por exemplo,
teste de qualidade do ar, existência de aparelhos respiratórios e de
procedimentos de salvamento de emergência).
Existe também um risco de incêndio quando estão armazenadas grandes
quantidades de grãos, cereais e feno. Mantenha extintores à mão.
Se tiver celeiros de feno acima do nível do chão, deve colocar barreiras à sua
volta para impedir quedas.
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Manuseamento de estrume
Lidar com estrume numa exploração agrícola implica a sua recolha, transporte
e, eventualmente, o seu tratamento. A recolha de estrume, enquanto parte do
processo de limpeza, expõe os trabalhadores aos gases do estrume/chorume.
As fossas de chorume (estrume) geram e emitem gases e, se não estiverem
bem ventiladas, podem matar animais e trabalhadores. A entrada nos
reservatórios de chorume é um trabalho especializado e requer testes prévios
ao ar. Mantenha as fossas de chorume cobertas e trancadas se for necessário,
mas crie pontos de agitação externos.
Os agricultores recorrem frequentemente ao estrume como fertilizante no
cultivo dos campos. No entanto, a utilização direta de estrume como
fertilizante sem tratamento e análise prévios do seu conteúdo não constitui
uma prática segura, pois a composição do estrume nem sempre é adequada.
Uma forma rentável de lidar com o estrume é a utilização de piso ripado nos
alojamentos dos animais.
A exposição a urina de animal pode transmitir criptosporidiose. O estrume
líquido é tóxico, devendo ter-se cuidado no procedimento de limpeza,
armazenamento e transferência do mesmo.
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Transporte de animais
Os animais podem ser transportados:
• de uma exploração agrícola para outra;
• para fins de reprodução;
• para efeitos de comercialização ou de abate.
O carregamento de animais para transporte é um procedimento perigoso.
Normalmente, os animais não estão dispostos a ser carregados para os
veículos de transporte, especialmente se nunca foram carregados
anteriormente.
Podem ficar ansiosos, agitados e, possivelmente, agressivos.
É importante recordar que os animais que foram carregados pelo menos uma
vez são muito mais fáceis de carregar novamente.
As preocupações relacionadas com os transportes estão geralmente
associadas à utilização de veículos que implique a carga e a descarga dos
animais:
• crie um caminho para orientar os animais na entrada para ou na saída
do veículo e de forma a impedir o movimento lateral;
 utilize varas/palmatórias para guiar os animais, mas não para lhes
bater;
 proteja-se de animais eventualmente agitados;
 não se coloque num ângulo morto da visão de um animal;
 trabalhe de forma calma, mas torne as suas intenções claras;
 utilize luvas e fatos-macacos quando colocar as aves de capoeira em
jaulas para transporte;
 use calçado de segurança.
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 Utilize empresas de transporte autorizadas e respeite a legislação


relativa ao bem-estar dos animais.

Questões relativas à carga e descarga


Aquando da criação de passadiços de carga, certifique-se de que:
• as barreiras são elevadas e fortes, para impedir a fuga dos animais;
• são utilizadas placas em vez de grades;
• são evitados ângulos acentuados, favorecendo as curvas, sempre que
possível;
• são evitados grandes desníveis;
• as rampas de carregamento não excedem um declive de 15º.
Nas operações de descarga, não permita que os tratadores fiquem num
ângulo de visão lateral do animal e nunca se coloque à frente do animal.

Consumo de produtos de origem animal


Os agricultores e trabalhadores agrícolas devem estar cientes de que o
consumo direto de produtos de origem animal não tratados ou tratados de
forma inadequada podem representar um risco de contração de doenças
como a campylobacter, a criptosporidiose, a salmonelose (por exemplo, o
consumo de ovos sem um período de refrigeração prévio de 48 horas),
triquinose, tuberculose, brucelose, ou leptospirose. Os produtos de origem
animal produzidos no local — como, por exemplo, o leite ou queijo — devem
ser testados regularmente por laboratórios especializados e acreditados. Os
animais que tenham tomado medicamentos não devem ser abatidos antes do
termo do prazo especificado por lei.

Pragas
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Insetos parasitários e ácaros presentes nas explorações podem transmitir


doenças ao sugarem o sangue ou ao entrarem em contacto com comida, ou
podem picar e libertar veneno. A sensibilidade alérgica a ácaros pode resultar
em reações alérgicas generalizadas, como asma, dermatite, irritação nasal e
ocular. A exposição do agricultor é contínua e prolonga-se ao longo da vida e,
por conseguinte, estes problemas podem tornar-se crónicos.
Assegure-se que estabelece um programa de controlo de pragas utilizando
produtos desinfestantes aprovados pelas suas autoridades nacionais. Para
problemas complexos de controlo de pragas, contacte um profissional
de controlo de pragas.
Perigos musculoesqueléticos
O trabalho de um agricultor implica muitas vezes o transporte de cargas
excessivas, longas horas de pé, esticar-se, dobrar-se e outras posturas árduas,
sendo que todas elas podem conduzir a lesões e dor nas articulações, costas e
ancas
Na criação de gado leiteiro, a ordenha manual é considerada a atividade mais
perigosa para o sistema musculoesquelético, pois o agricultor pode precisar de
se dobrar e inclinar quatro a seis vezes por vaca. Mesmo a ordenha
mecanizada coloca grandes riscos musculoesqueléticos e a organização da sala
é crucial.
Estas ações repetitivas podem originar artrite. As salas de ordenha modernas
e bem concebidas atenuam este problema, uma vez que permitem a ordenha
simultânea de várias vacas; o trabalhador ou agricultor fica a um nível inferior
aos animais e não precisa de se curvar. O leite é canalizado para um contentor
de armazenamento em massa pelo que o trabalhador não precisa de
transportar baldes manualmente.
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Outras atividades de trabalho do setor agrícola que requerem ações de flexão


e torção acarretam riscos semelhantes para os trabalhadores. A captura de
aves de capoeira para transporte pode conduzir a perturbações
musculoesqueléticas, pois o trabalhador precisa de se esticar repetidamente e
agarrar aves que se debatem.

Problemas respiratórios
Os trabalhadores enfrentam problemas respiratórios (devido à exposição a
poeiras e amoníaco) principalmente em resultado de:
• manuseamento de alimentos para animais;
• manuseamento de estrume;
• trabalho em capoeiras;
• trabalho em espaços fechados e sobrelotados;
• limpeza de celeiros e silos;
• trabalho em celeiros repletos de feno.
Pode reduzir a exposição dos trabalhadores a poeiras orgânicas, substituindo
os leitos do celeiro ou estábulo por serradura em vez de feno, cobrindo os
silos que contêm alimentos para animais, e aspergindo água para assentar as
poeiras.
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Substâncias químicas
• Os produtos químicos têm múltiplas utilizações no setor agrícola e são
utilizados para a limpeza de superfícies, equipamento e animais.
• Os derrames podem resultar em queimaduras na pele e os salpicos podem
causar irritações nos olhos.
• As crianças podem ingerir acidentalmente substâncias químicas que são
deixadas sem vigilância ou armazenadas em recipientes não rotulados ou, pior
ainda, em garrafas incorretamente rotuladas.
• Coloque sempre rótulos visíveis nos recipientes de medição, lave-os bem
após a sua utilização e nunca os deixe abandonados.
• Tenha cuidado nos processos de mistura, armazenamento e aplicação de
todas as substâncias químicas, desde pesticidas a antibióticos e produtos de
limpeza.
• Durante a pulverização ou o banho de animais com pesticidas, os
trabalhadores estão expostos ao contacto direto com produtos químicos.
• Para mais informações relativas a produtos químicos, consulte o rótulo.

Outros aspetos a considerar


• Os pavimentos das explorações agrícolas são geralmente escorregadios e
muitas vezes ocorrem escorregadelas, tropeções e quedas. Mantenha:
 os pavimentos tão planos quanto possível;
 os degraus de escadas em boas condições;
 os locais tão limpos e arrumados quanto possível.
• O trabalho agrícola implica frequentemente trabalhar até ao final da tarde
ou durante a noite.
É particularmente perigoso carregar/descarregar animais de noite ou conduzi-
los através de uma via pública.
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O trabalho em horas de pouca visibilidade pode também dar origem a


enredamento em arame farpado ou fios elétricos ou a quedas em poços.
• Os agricultores e trabalhadores agrícolas estão expostos a exaustão
devido ao calor e os casos de insolação são comuns.
• Em alguns países, as estruturas de alojamento de animais podem conter
amianto. O amianto é extremamente perigoso e é uma substância
cancerígena. Se estiverem em boas condições, os riscos são mínimos.
Nunca remova amianto você mesmo. Contrate sempre especialistas para a
remoção e eliminação do amianto.

Substâncias perigosas
• Os trabalhadores podem ser expostos a níveis elevados de ruído
provocado por tratores, motosserras e outros equipamentos (por
exemplo, tubagens de máquinas de ordenha com bomba de vácuo), que,
muitas vezes, atingem 90-100 dB.
As explorações pecuárias podem atrair animais selvagens, como lobos e
raposas. Vedações ou cães de guarda são geralmente medidas suficientes.
Os cães de guarda devem ser devidamente treinados para lidar com os
animais que estão a guardar.

Os animais e o público em geral


Se a exploração for visitada por turistas, escolas ou compradores, deve estar
ciente de que os riscos que podem ser muito evidentes para si podem ser
totalmente desconhecidos para eles (por exemplo, o comportamento ou
reações de animais). Nunca deixe visitantes desacompanhados e dê-lhes
instruções claras relativamente aos perigos possíveis, zonas de acesso restrito
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e comportamento seguro a adotar. Não os deixe entrar em áreas vedadas com


animais, ou tocar, fazer festas ou alimentar os animais sem estarem
acompanhados.

o Trabalho florestal

PLANIFICAÇÃO E ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO FLORESTAL


A complexidade das atividades florestais e a variedade dos elementos que as integram,
exigem uma planificação cuidada para que se atinjam níveis adequados de produtividade, de
qualidade e segurança no trabalho.
Entre outros aspetos, o plano de cada intervenção na floresta deve contemplar os seguintes
domínios:
 Identificação dos trabalhos a executar;
 Características dos produtos a obter;
 Datas, prazos de intervenção e calendário de tarefas específicas;
 Limites de parcelas;
 Preparação dos locais de trabalho:
o Caracterização do terreno
o Colocação do carregadouro1
o Zonas de armazenagem
o Acessos
 Equipamentos, máquinas, ferramentas e produtos;
 Descrição dos métodos de trabalho;

1
Local provisório junto a uma via de acesso, que se destina ao armazenamento de material lenhoso resultante
da exploração, até que sejam realizados os carregamentos
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 Sentido de abate;
 Principais riscos e medidas de prevenção relacionadas com os trabalhos a executar;
 Equipamentos de proteção individual;
 Material de primeiros socorros;
 Procedimentos de emergência;
 Controlo do impacto ambiental:
o Conservação do solo;
o Conservação da água;
o Conservação da vida silvestre.
 Plano alternativo para casos de ocorrência de mau tempo ou de problemas com o
equipamento;
 Nomeação do encarregado.
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Atividades Florestais
A atividade florestal, como visto anteriormente, reveste-se de diversas particularidades,
como seja o desenvolvimento, ao ar livre, de um vasto leque de operações, desde o
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transporte de trabalhadores, à manipulação de maquinaria pesada, ferramentas mecânicas e


manuais, com capacidade para provocar danos graves em caso de acidente.

INSTALAÇÕES FLORESTAIS
Nas instalações Florestais e/ou Agrícolas são executadas operações diversificadas que
implicam a circulação de veículos e máquinas agrícolas, o maneio de animais, a
movimentação de cargas, a utilização de produtos tóxicos e a utilização de energia elétrica.

Riscos associados:
o Atropelamento;
o Esmagamento;
o Lesões dorso-lombares;
o Quedas em altura e ao mesmo nível;
o Intoxicações;
o Incêndio e electrocução.

Para a obtenção de níveis adequados de segurança dos trabalhadores e para a produtividade


e qualidade do trabalho, contribui a aplicação de medidas de organização dos espaços de
trabalho.

Medidas preventivas:
o Os espaços de habitação devem ser claramente distintos dos restantes;
o Deve ser considerada a separação entre o espaço de armazenamento de
produtos químicos e o espaço para parqueamento de máquinas e para oficinas
de apoio;
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o O parque de máquinas deve existir em área cercada e o parqueamento das


alfaias obedecer a uma ordenação de acordo com a atividade a desenvolver
no momento, devendo as zonas cortantes estar protegidas e viradas para a
periferia de modo a impedir a circulação de pessoas na sua proximidade;
o Os combustíveis devem estar armazenados numa zona delimitada e isolada;
o Deverá haver delimitação e sinalização de zonas de circulação e acesso a
veículos, máquinas agrícolas e trabalhadores, por toda a exploração (para a
prevenção dos riscos de atropelamento e esmagamento);
o Devem encontrar-se formas de evitar o recurso à movimentação manual,
através do uso de equipamentos adequados (passadeiras rolantes, sem-fins,
empilhadores, guinchos e carros de mão), por forma a prevenir as lesões
dorso-lombares;
o As escadas e patamares deverão ser dotadas de corrimão e varandins, e as
aberturas (no pavimento ou paredes) guarnecidas de guarda-corpos, (para
prevenir o risco das quedas);
o As escadas devem ainda ser resistentes, sem remendos ou faltas e sem
degraus redondos;
o O pavimento deve ser química e mecanicamente resistente, anti-derrapante,
sem buracos ou deficiências e terem sistemas de drenagem previstos;
o Os armazéns devem ser mantidos limpos e arrumados;
o Os sacos devem ser empilhados horizontalmente de forma contrafiada para
garantir maior uniformidade e equilíbrio à pilha;
o Patamares e alçapões devem ter uma balaustrada para evitar quedas
o Na colocação de cercas deverão ser usadas luvas de proteção quando do
manuseamento do arame farpado, este não deve ser esticado com a ajuda do
trator e não deve ser cortado sem ser preso convenientemente;
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o A remoção e armazenamento de resíduos sólidos e líquidos deve ser, sempre


que possível efetuada com equipamentos mecânicos;
o O estrume não deve ser manipulado por pessoas com qualquer tipo de
feridas;
o As mitreiras devem localizar-se distante de habitações, instalações de gado,
hortas, ribeiros, poços ou fontes;
o As fossas devem ser cobertas com grelha metálica, dotadas de equipamento,
como bombas de extração, para evitar que as pessoas tenham de lá entrar
o A instalação elétrica deverá ser adequada às características dos locais,
devendo ser corretamente isolada (contra poeiras e água) protegida contra
sobrecargas e estar convenientemente instalada;
o Os quadros elétricos devem estar fechados, assinalados e dispor de proteções
diferenciais;
o Devem evitar-se as linhas aéreas de rede elétrica e, quando existam, devem
situar-se o mais longe possível dos edifícios.

FERRAMENTAS COMPLEMENTARES
As ferramentas utilizadas no trabalho florestal podem dividir-se em dois grandes grupos:
ferramentas manuais e ferramentas mecânicas.
Apresentam-se em seguida as fichas relativas aos dois tipos organizadas da seguinte forma:
o Ferramentas Manuais
o Motorroçadora (caso particular das ferramentas manuais por ser moto-
manual)
o Motosserra (a mais utilizada dentro das ferramentas mecânicas)
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Cap. VI - Equipamentos de Proteção Individual (EPI)

o EPI para aplicação de Produtos Fitofarmacêuticos


o O equipamento mínimo de proteção recomendado durante a preparação da
calda, consiste em:
 Fato de proteção;
 Luvas;
 Botas de borracha;
 Viseira. Chapéu.

o EPI para trabalho florestal


Métodos Mecânicos e Motomanuais:
 Luvas;
 botas de segurança (com biqueira de aço e rasto antiderrapante);
 capacete de proteção florestal; com viseira, protetores auditivos e
oculares e vestuário com proteções específicas (manguitos, polainitos).

Métodos Manuais:
 Luvas,
 Botas e protetores oculares.
Em ambos os casos: roupa de trabalho justa e adequada às condições
meteorológicas.
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o EPI para trabalhos agrícolas


 Luvas impermeáveis, botas de segurança impermeáveis;
 Capacete de proteção florestal com viseira;
 Protetores oculares, fato-macaco;
 Impermeável com capuz, máscara que cubra o nariz e a boca, de
preferência com sistema de filtragem.

o EPI para trabalhos pecuários


Os equipamentos de proteção individual habitualmente usados incluem o seguinte:
 Luvas para proteção das mãos contra substâncias perigosas, superfícies quentes ou
frias, picadas, superfícies ásperas ou ferramentas afiadas.
 Luvas descartáveis para utilização no tratamento de animais doentes ou para ajudar
ao parto.
 Sapatos ou botas de segurança — em função das suas características, para oferecer
proteção contra materiais que possam cair, animais que o possam pisar, mordidas de
cobra, ervas daninhas, superfícies escorregadias, eletricidade estática, perfuração por
objetos afiados, entrada de água.
 Óculos de proteção para proteger os olhos de vapores e partículas que se libertam —
ao levar a cabo a monda, nos trabalhos de soldadura, de corte, ao trabalhar na oficina
ou quando possa haver respingos de óleo.
 Protetores e tampões de ouvidos para proteger a sua audição da exposição a níveis
elevados de ruído emitidos por algumas máquinas, tais como motosserras, ou por
animais, tais como suínos, quando alojados.
 Proteção para o rosto, que deve ser utilizada durante a soldadura para proteger os
olhos, o nariz e a boca dos vapores, do calor e do metal que se libertam.
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 Proteção para o rosto, a utilizar em trabalhos de mistura, pulverização ou aplicação de


produtos químicos ou aquando da utilização de solventes, corte de metais e madeira.
 Capacetes de proteção para evitar lesões resultantes da queda de objetos.
 Aparelhos de respiração, quando o trabalho é realizado em espaços fechados, como
em silos.
 Arneses, que devem ser utilizados durante os trabalhos em altura. Contudo, o arnês
só é útil quando está ligado a um ponto capaz de suportar o peso dos trabalhadores,
salvando-os de uma queda vertical, bem como de golpes laterais. Nunca utilize um
arnês se estiver a trabalhar sozinho. Lembre-se: se ficar suspenso e não conseguir
descer, tal poderá ser fatal. Dispõe de um tempo máximo de 30 minutos para ser
socorrido, portanto tenha sempre um plano de emergência para as pessoas que
utilizam um arnês.
 O trauma de suspensão, também conhecido como síndrome de suspensão inerte
(SSI), é um efeito que ocorre quando o corpo humano é mantido em posição vertical,
sem qualquer movimento, durante um certo período de tempo (por exemplo, uma
pessoa presa por um arnês). Nestes casos, se a pessoa desmaiar mas permanecer em
posição vertical, existe um risco de morte em virtude de o cérebro não receber o
oxigénio necessário.
 O vestuário de proteção utilizado para a proteção contra produtos químicos deve ser
adequado ao tipo de produtos químicos que são pulverizados, manipulados ou
utilizados pelo trabalhador (ver a ficha de dados de segurança fornecida pelo
fabricante ou fornecedor).

Cap. VII - Sinalização de segurança


Esta sinalização tem por objetivo chamar a atenção, de forma rápida e inteligível, para
objetos ou situações que comportem riscos ou possam estar na origem de perigos.
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Consiste, assim, na sinalização que tem a ver com um objeto, uma atividade ou uma
determinada situação, e que dá uma indicação ou uma prescrição relativa à segurança
recorrendo a:
o Uma placa de sinalização;
o Um sinal luminoso ou acústico;
o Uma comunicação verbal;
o Sinais gestuais.
A sinalização utilizada poderá ser permanente (rótulos, marcação de vias de
circulação, etc.) ou acidental (sinais gestuais, manobras em curso, etc.), obedecendo a
um conjunto de características estipuladas na legislação.
A sinalização deve ser permanente para proibições, avisos, obrigações, meios de
salvamento ou de socorro, equipamento de combate a incêndios, assinalar
recipientes e tubagens, riscos de choque ou queda e vias de circulação.

As placas de sinalização devem obedecer às seguintes características:


o Corresponder às especificações definidas no quadro seguinte;
o Ser simples e resistentes;
o Ser visíveis e compreensíveis;
o Ser retiradas quando o risco desaparecer.
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Correspondência entre Cor, Significado e Indicações da Sinalização de Segurança

Correspondência entre Forma, Significado e Contraste da Sinalização de Segurança


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Alguns exemplos de Sinalização de Segurança:

As dimensões dos sinais devem ser adequadas à distância máxima a que devem ser
observados, podendo utilizar-se a fórmula prática:
 A ≥ L2 /2000
 Legenda:
o L = é a distância
o A = a área total afeta a cada pictograma
No uso de sinalização de segurança, será, sempre, necessário garantir uma localização
adequada, um número suficiente e um estado de conservação e de funcionamento bom.

Cap. VIII - Doenças profissionais

o Atividades com maior incidência de doenças profissionais


As doenças mais relacionadas com as atividades decorrentes da agricultura são:
o Doenças pulmonares graves;
o Cancro de Pele;
o Tumores;
o Intoxicações;
o Zoonoses – doenças transmitidas ao homem através de animais
o Ex: Brucelose; Salmonelose;
o Agentes Zoonóticos: Fungos; Vírus; Bactérias.

o Prevenção de doenças profissionais


o Conhecimento dos pesticidas;
o Controlo da doença no animal:
a. Vacinação/Veternário;
b. Alimentação isenta de salmonelas;
c. Praticas de trabalho seguras (utilização de EPI´S, higiene pessoal).
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Cap. IX - Higiene no trabalho

o Normas de higiene no posto/local de trabalho

A Higiene no Trabalho refere-se a um conjunto de normas e procedimentos que visam a


proteção da integridade física e mental do trabalhador, preservando-o dos riscos de saúde
inerentes às tarefas do cargo e ao ambiente físico onde são executadas. Engloba, assim, o
estudo das condições de trabalho no que diz respeito a parâmetros como: iluminação,
ventilação, ruído, riscos térmicos, químicos ou biológicos, etc., que em última análise, será
tudo o que poderá originar uma doença de trabalho.

o Normas de higiene pessoal

A higiene pessoal diz respeito a manter o seu corpo limpo e saudável. Uma boa higiene
pessoal faz com que você seja menos suscetível a doenças.

Higiene Geral
As instalações, equipamentos, utensílios, contentores, grades e veículos devem ser mantidos
limpos e, se necessário, desinfetados.

Devem existir instalações que permitam que os trabalhadores mantenham um grau de


higiene pessoal adequado.

Água

Devem ser conhecidas as fontes de água utilizadas na exploração agrícola e:


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o Garantir que a água é adequada para a rega.


o Analisar a água da rega e implementar ações corretivas, sempre que necessário.
o Manter limpos e em bom estado os tanques de armazenagem de água.
o Usar água potável ou desinfetada para a lavagem dos hortofrutícolas após a
colheita.

Animais e Pragas

Deve impedir-se o acesso de animais domésticos e silvestres aos locais de produção e


armazenagem de hortofrutícolas e às fontes de água.

Fertilizantes Orgânicos

O uso de fertilizantes orgânicos requer cuidados, pois pode trazer um risco acrescido aos
alimentos.

É fundamental respeitar as regras de aplicação.

Formação e saúde dos trabalhadores


É importante formar os trabalhadores em matéria de riscos sanitários e promover a
realização de exames médicos regulares.
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Produtos fitofarmacêuticos e biocidas

Os produtos devem ser autorizados pela DGAV e utilizados de acordo com as condições
previstas, respeitando os intervalos de segurança.

Rastreabilidade e Registos
Deve ser garantida a rastreabilidade dos alimentos, isto é, identicar a quem se compram e a
quem se vendem os produtos. Recomenda-se que guarde os registos de:

o Aplicação de produtos fitofarmacêuticos, biocidas e fertilizantes;


o Ocorrência de pragas ou doenças;
o Análises realizadas a hortofrutícolas, água de irrigação, solos, etc.;
o Fornecedores de sementes, plantas e quaisquer produtos utilizados na produção;
o Quem compra os hortofrutícolas; Limpeza, controlo de pragas e formação.

Cap. X - Prevenção de acidentes e doenças

o Estudo das características e riscos de cada posto de trabalho

O que é uma avaliação dos riscos?


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A fim de assegurar um ambiente de trabalho seguro e saudável, deve começar por efetuar
uma avaliação dos riscos. A avaliação dos riscos constitui a base para a gestão da segurança e
saúde e é também uma das suas obrigações legais.
A avaliação dos riscos é um processo que consiste em analisar os riscos para a segurança e
saúde que os perigos existentes no local de trabalho representam para si, para os seus
trabalhadores e para quaisquer membros de família. Trata-se de uma análise sistemática de
todos os aspetos do trabalho, realizada de forma a considerar:
• o que pode causar lesões ou danos;
• se os perigos podem ser eliminados e, caso não seja possível,
• que medidas de prevenção ou de proteção existem ou devem ser adotadas para
controlar os riscos (Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho:
http://osha.europa.eu/en).

A avaliação dos riscos deve ser formulada por escrito.

o Identificação de EPI necessário

Equipamentos de Proteção Individual


Segundo a Diretiva 89/656/CEE o Equipamento de Proteção Individual é “qualquer
equipamento destinado a ser usado ou detido pelo trabalhador para sua proteção contra um
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ou mais riscos suscetíveis de ameaçar a sua segurança ou saúde no trabalho, bem como
qualquer complemento ou acessório destinado a esse objetivo”.

Os EPI representam a terceira linha de defesa do trabalhador perante o risco de acidente,


sendo que os EPI devem ser utilizados quando os riscos existentes não puderem ser evitados
ou suficientemente limitados, em primeiro lugar, por medidas, métodos ou processos de
prevenção inerentes à organização do trabalho e em segundo lugar, por meios técnicos de
proteção coletiva.

Para além de um estudo prévio, que deve envolver os trabalhadores na escolha do EPI mais
adequado à tarefa a executar, devem sensibilizar-se os trabalhadores que têm a necessidade
de utilização dos EPI para:

Utilizarem o equipamento de proteção de forma adequada;


Estarem cientes de quando o EPI é necessário;
Saberem que tipo de equipamento de proteção é necessário;
Entenderem as limitações do EPI na proteção de trabalhadores contra lesões;
Colocar, ajustar, vestir e retirar EPI devidamente;
Manter o equipamento de proteção de forma adequada;

Os EPI são uma ferramenta útil, mas que deve ser bem estudada para que a sua ação seja
efetivamente preventiva e não prejudicial ao trabalhador quando a utiliza, quer por pôr
perigo a sua condição, ou por não permitir que execute com eficiência e conforto a sua
tarefa.

Em termos legais, o regime jurídico da promoção da segurança e saúde no trabalho, presente


na Lei Nº 102/2009, no seu artigo Nº 15- Obrigações gerais do empregador – refere como um
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dos princípios gerais de prevenção, que devem ser priorizadas as medidas de proteção
coletiva em relação às medidas de proteção individual.

Como as ações de prevenção e proteção coletiva podem não ser suficientes para reduzir os
riscos, uma política de sensibilização e utilização de EPI faz toda a diferença. E essa diferença
situa-se entre incidente, ou quase acidente, e um acidente com consequente lesão e/ou
dano.

Assim os EPI não devem fazer desaparecer as medidas de prevenção e proteção coletiva, mas
sim complementá-las, visto que os EPI são um instrumento fundamental para diminuir a
sinistralidade ao “transformarem” potenciais acidentes em incidentes ou quase acidentes,
reduzindo assim o potencial de lesão do trabalhador.

É função do empregador disponibilizar os EPI necessários para a execução do trabalho, tendo


os serviços de segurança do trabalho um papel vital, e legal, de supervisão na seleção e
dimensão dos EPI.

Os diferentes tipos de EPI a selecionar devem ter em linha de conta as funções ou tarefas
realizadas pelos trabalhadores, os níveis de risco presentes na organização, devem ser
dimensionados em função da sua categoria, classe de risco e dados antropométricos dos
trabalhadores.

Toda e qualquer organização que adquira EPI, só o deve fazer se a marcação CE estiver
presente e consequente informação técnica adequada fornecida pelo fabricante.

Por fim cada organização deve possuir procedimentos internos de planeamento, gestão e
controlo de distribuição dos EPI aos seus trabalhadores.
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Em termos históricos, é de referir que até 1989 não existia qualquer legislação relativamente
a EPI na União Europeia, visto que até essa data cada país fazia uso da sua própria normativa.

Foi então que em 1989 foi decidido colocar-se em prática um sistema para harmonizar os
requisitos básicos em relação a EPI, com a finalidade de assegurar a proteção dos
trabalhadores.

Partes do corpo a proteger


Existindo diferentes tipologias de trabalhos a efetuar, diferentes formas de o executar e
diferentes meios utilizados para tal efeito, é necessário proceder-se a uma identificação não
só dos diferentes tipos de EPI existentes e dos diferentes materiais ou matérias que
protegem, mas também, e em primeiro lugar, conhecer que zonas do corpo há a proteger e
para as quais existem EPI.

É na Portaria Nº 988/93 que encontramos as diferentes partes do corpo a proteger, e a forma


como são agrupadas:

Cabeça – crânio, ouvidos, olhos, vias respiratórias, rosto, cabeça inteira;


Membros Superiores – mão, braço;
Membros Inferiores – pé, perna;
Diversas – pele, tronco/abdómen, via parentérica, corpo inteiro;

Riscos para o trabalhador


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São diversos os riscos existentes para os trabalhadores no seu local de trabalho e o


conhecimento destes é essencial para se efetuar a proteção a utilização dos EPI correta e
eficaz.

De acordo com a Portaria Nº 988/93 os riscos para o trabalhador podem ser agrupados da
seguinte forma:

• Físicos – Mecânicos;
• Quedas em altura;
• Choques, Golpes; Impactes, Compressões;
• Perfurações, Cortes, Abrasões;
• Vibrações;
• Quedas ao mesmo nível – Térmicos;
• Calor e Chamas;
• Frio – Radiações;
• Não Ionizantes;
• Ionizantes – Ruído;
• Químicos – Aerossóis;
• Poeiras, Fibras;
• Fumos;
• Névoas – Líquidos;
• Imersões;
• Salpicos e Projeções – Gases e Vapores;
• Biológicos – Bactérias Patogénicas, Vírus Patogénicos, Fungos produtores de micoses,
Antigénicos biológicos não microbianos;
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Conformidade CE
Todo e qualquer EPI fabricado e posteriormente colocado no mercado tem de obedecer a
diversos requisitos. Esses requisitos servem para proteger tanto o fabricante, como o
comprador, pois são uma segurança para o fabricante que se encontre certificado para
produzir determinado EPI, como para o comprador de equipamento, que assim tem
possibilidade de efetuar uma compra segura e dentro dos parâmetros legais existentes.

As informações obrigatórias devem responder aos requisitos de marcação CE, sendo uma
obrigatoriedade para qualquer fabricante de EPI incluir nos seus produtos informação,
redigida na língua portuguesa, acerca de:

Nome e endereço do fabricante;


Marca, modelo e referências do EPI;
Instruções de armazenamento, utilização, limpeza, manutenção, revisão e desinfeção;
Resultados obtidos em ensaios de conformidade efetuados para determinar os níveis ou
classes de proteção do EPI, somente em casos em que tal é aplicável;
Acessórios utilizáveis com EPI e, mais uma vez somente em casos em que é aplicável,
características de peças sobresselentes;
Classes de proteção adequadas a diferentes níveis de risco e aos limites de utilização
correspondente;
Data ou prazo de validade, ou se for aplicável, dos seus componentes;
Género de embalagem apropriado para transporte do EPI;
Significado de marcações, símbolos ou pictogramas apostos no EPI;

Categorias
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A existência e permanência de um qualquer EPI no mercado tem obrigatoriamente de conter


a marcação CE, mas para além desse aspeto, é necessário atentar que os EPI não pertencem
todos à mesma categoria e nem todos necessitam de passar pelos mesmos processos para
obterem a marcação CE.

Assim, e de acordo com as diferentes categorias e processos para emissão da declaração de


conformidade CE, os EPI agrupam-se da seguinte forma:

Categoria I – EPI de Conceção Simples – O fabricante declara a conformidade pela emissão de


uma declaração de conformidade CE.

Nesta tipologia de EPI, o utilizador do equipamento assume um papel central, tal deve-se ao
facto de que é o utilizador quem avalia o risco de proteção oferecida pelo EPI contra riscos
mínimos cujos efeitos, à medida que forem aumentando, serão capazes de ser observados
pelo utilizador do EPI, ocorrendo essa observação em tempo útil.

Os EPI inseridos na Categoria I estão capacitados a proteger quem os utilize em diversos


casos, como são exemplo, os riscos de ação mecânica, cujos efeitos são superficiais, riscos
associados aos produtos de limpeza de fraca ação e com efeitos facilmente reversíveis, contra
riscos decorrentes da manipulação de objetos quentes e que não exponham quem utiliza o
EPI a uma temperatura superior a 50º C ou a choques perigosos.

Existem ainda outros riscos aos quais os EPI de Categoria I são capazes de responder, como
são o caso dos riscos decorrentes de agentes atmosféricos que não sejam de natureza
excecional nem extrema, os riscos de pequenos choques e vibrações que não atinjam zonas
vitais do corpo e que não possam causar lesões irreversíveis, como também a riscos de
exposição à luz solar.
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Categoria II – EPI de Conceção nem Simples nem Complexa – O EPI é sujeito a um exame-tipo
realizado por um organismo notificado, sendo depois emitida a declaração de conformidade
CE.

Já nos EPI de Categoria II, o papel de verificador da conformidade e da capacidade de


proteção a riscos superiores aos da Categoria I e inferiores ao da Categoria III, fica a cargo de
um organismo certificador e notificado para tal efeito. Este tipo de EPI insere-se somente em
casos de proteção que não sejam abrangidos pela Categoria I, nem pela Categoria III, logo o
tipo de riscos a que estão habilitados para executar uma proteção conforme está
necessariamente ligado a caracterização da proteção de riscos da Categoria I, mas também
da Categoria III, a qual é detalhadamente caracterizada em seguida.

Categoria III – EPI de Conceção Complexa – O EPI é sujeito a um exame-tipo realizado por um
organismo notificado, sendo ainda sujeito a um dos dois procedimentos de garantia da
qualidade, para depois ser emitida a declaração de conformidade CE.

Por fim, os EPI de Categoria III são todos aqueles que têm como objetivo principal proteger
quem utilize EPI desta categoria contra o perigo de morte ou contra perigos que acarretam
uma grande gravidade, onde os efeitos para a saúde do utilizador do EPI podem ser
irreversíveis, estando presente que neste caso, quem utiliza o equipamento poderá não ter
capacidades para discernir em tempo útil as consequências do risco a que se encontra
exposto.

A Categoria III dos EPI abrange única e exclusivamente sete tipologias de equipamentos para
proteção. São eles, os aparelhos de filtragem respiratória para proteção contra aerossóis ou
irritantes sólidos e líquidos, gases perigosos, tóxicos ou radiotóxicos, aparelhos de proteção
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respiratória inteiramente isolantes da atmosfera, incluindo os utilizados para mergulhar e


equipamentos que garantem somente uma proteção circunscrita contra ataques químicos ou
contra radiações ionizantes.

Já os outros quatro tipos de equipamento de proteção pertencentes à Categoria III estão


relacionados com equipamentos de emergência para serem utilizados em altas temperaturas,
onde os efeitos são comparáveis aos de uma temperatura do ar de 100 ou mais graus, que
poderá, ou não, ser descrita pela presença de radiação infravermelha, chama, ou a projeção
de grandes quantidades de material fundido e equipamento de emergência para utilização
em ambientes de baixas temperaturas, cujos efeitos são comparáveis aos de uma
temperatura do ar de - 50 graus ou menos.

Por último encontram-se os equipamentos que visam a proteção contra quedas em altura e
os equipamentos contra riscos elétricos, tensão perigosa e utilizados em isolamento em
trabalhos de alta tensão.

o Obrigatoriedade de cumprir as regras de segurança

QUEM SE APLICA A LEI?


• A todos os ramos de atividade, nos sectores privado ou cooperativo e social;
• Aos trabalhadores por conta de outrem e respetivos empregadores, incluindo as pessoas
coletivas de direito privado sem fins lucrativos;
• Aos trabalhadores independentes;
• Aos serviços domésticos, quando compatível com as suas especificidades;
• Ao trabalho prestado sem subordinação jurídica, quando o prestador de trabalho se
considerar na dependência económica do beneficiário da atividade.
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QUEM VERIFICA A APLICAÇÃO DAS NORMAS DE HIGIENE E SEGURANÇA NO TRABALHO?


Compete à Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT) inspecionar as condições de
trabalho e realizar inquéritos em caso de acidente de trabalho.

A Segurança Social pode promover inquéritos de doença profissional ou outros danos para a
saúde relativos ao trabalho.

QUAIS AS OBRIGAÇÕES DOS EMPREGADORES?


• Assegurar ao trabalhador condições de segurança e de saúde em todos os aspetos do
seu trabalho;
• Zelar pelo exercício da atividade em condições de segurança e de saúde para os
trabalhadores, tendo em consideração os princípios gerais de prevenção;
• Garantir que a implementação de medidas de prevenção resulta das avaliações de risco
associadas às diversas fases do processo produtivo;
• Fornecer informação e formação adequadas aos trabalhadores para o desenvolvimento
da atividade em condições de segurança e de saúde;
• Adotar medidas e dar instruções para que os trabalhadores possam cessar atividade em
caso de perigo grave e iminente;
• Certificar a vigilância da saúde dos trabalhadores em função dos riscos a que estes se
encontram potencialmente expostos;
• Estabelecer as medidas a adotar em matéria de primeiros socorros e de combate a
incêndio e evacuação, identificando os trabalhadores responsáveis pela sua aplicação;
• Organizar os meios de prevenção tendo em consideração os trabalhadores e terceiros
que possam ser suscetíveis aos riscos ligados à realização dos trabalhos;
• Observar as prescrições legais, gerais e específicas, de segurança e saúde a serem
aplicadas na empresa, estabelecimento ou serviço;
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• Suportar os encargos com a organização e funcionamento do serviço de segurança e


saúde do trabalho, e demais medidas de prevenção (exames, avaliações de exposição,
etc.).

QUAIS AS OBRIGAÇÕES DOS TRABALHADORES?


• Cumprir as prescrições legais de segurança e de saúde, bem como as instruções
determinadas pelo empregador;
• Zelar pela sua segurança e saúde, assim como dos outros que possam ser afetados pelas
suas ações ou omissões no trabalho;
• Utilizar corretamente, segundo as instruções recebidas do empregador, máquinas,
equipamentos, materiais e substâncias perigosas de trabalho, assim como meios e
equipamentos de proteção coletiva e individual;
• Comunicar imediatamente quaisquer avarias e deficiências que possam originar perigo
ou defeitos encontrados nos sistemas de proteção;
• Adotar as medidas e instruções previamente estabelecidas para essas situações em caso
de perigo grave e iminente;
• Comparecer aos exames determinados pelo médico do trabalho.

o Sinalização dos riscos

No mundo do trabalho, a sinalização segurança desempenha um papel de extrema relevância


como forma de informar todas as pessoas quanto aos vários riscos inerentes à sua atividade
profissional. O objetivo da sinalização segurança é conduzir todos, sem exceção, a tomar
atitudes preventivas e de proteção, reduzindo o risco de acidentes no local de trabalho.
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Fomentando a segurança de todos, o papel de sinalização segurança é realmente


fundamental em qualquer empresa. Quais são os princípios básicos sobre sinalização
segurança?

Pode definir-se sinalização segurança como todo o conjunto de estímulos, visuais ou sonoros,
que informam sobre a melhor conduta a tomar perante determinadas situações ou
circunstâncias relevantes. O seu objetivo é pois chamar a atenção, de uma forma instantânea
e determinada, para objetos ou situações que envolvam quaisquer tipo de riscos.

Qual o objetivo da Sinalização de Segurança?


Tem por objetivo chamar a atenção, de uma forma rápida e inteligível, para objetos, e
situações suscetíveis de provocar perigo.

Qual a legislação aplicável?


O Decreto-Lei n.º 141/95, de 14 de novembro estabelece as prescrições mínimas relativas à
sinalização de segurança e saúde no trabalho e a Portaria n.º 1456-A/95, de 11 de dezembro
que regulamenta as prescrições mínimas de colocação e utilização da sinalização de
segurança e de saúde no trabalho.

A quem compete sinalizar?


Compete ao empregador garantir a existência de sinalização de Segurança e Saúde no
Trabalho, de acordo com a legislação em vigor, sempre que os riscos não possam ser evitados
ou suficientemente diminuídos com meios técnicos de proteção coletiva ou com medidas de
prevenção, métodos e alteração dos processos de trabalho.

Quais as classificações legais para os diferentes sinais?


o Sinal de proibição - o sinal que proíbe um comportamento;
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o Sinal de aviso - o sinal que adverte de um perigo ou de um risco;


o Sinal de obrigação - o sinal que impõe certo comportamento;
o Sinal de salvamento ou de socorro – o sinal que dá indicações sobre saídas de
emergência ou meios de socorro ou salvamento;
o Sinal de indicação - o sinal que fornece indicações não abrangidas por sinais de
proibição, aviso, obrigação e de salvamento ou de socorro;
o Cor de segurança - cor à qual é atribuído um determinado significado;

o Símbolo ou pictograma - a imagem que descreve uma situação ou impõe um


determinado comportamento e que é utilizada numa placa ou superfície
luminosa;

o Placa - o sinal que combina uma forma geométrica, cores e um símbolo ou


pictograma, visando fornecer uma indicação cuja visibilidade deva ser garantida
por iluminação adequada; Placa adicional - placa utilizada em conjunto com outra
placa e que fornece indicações complementares a esta;

o Sinal luminoso - o sinal emitido por um dispositivo composto por materiais


transparentes ou translúcidos, iluminados a partir do interior ou pela retaguarda,
de modo a transformá-lo numa superfície luminosa;

o Sinal acústico - o sinal sonoro codificado, emitido e difundido por um dispositivo


específico, sem recurso à voz, humana ou sintética;

o Comunicação verbal - a mensagem verbal predeterminada que utiliza voz, humana


ou sintética;
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o Sinal gestual - o movimento, ou uma posição dos braços ou das mãos, ou qualquer
combinação entre eles, que, através de uma forma codificada, oriente a realização
de manobras que representem risco ou perigo para os trabalhadores.

Existe alguma sinalização que deve estar afixada de forma permanente nas empresas?
Artigo 6.º do DL 141/95 De acordo com a legislação, têm caráter permanente:
o As placas de proibição, aviso e obrigação;
o As placas de localização e identificação dos meios de salvamento e de socorro; 
As placas e cores de segurança destinadas a localizar e a identificar o material e
equipamento de combate a incêndios;
o As placas e cores de segurança destinadas a indicar o risco de choque contra
obstáculos e a queda de pessoas;
o As placas e rotulagens de recipientes e tubagens;
o A marcação, com uma cor de segurança, de vias de circulação.

o Quais as caraterísticas da sinalização?


o Os sinais têm pictogramas e cores diferentes consoante o seu significado, para que
o/a trabalhador/a possa compreender o sinal de segurança de uma forma rápida e
correta.
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o Os sinais luminosos ou acústicos, ou as comunicações verbais destinadas a chamar a


atenção para acontecimentos perigosos, a chamar pessoas para uma ação específica
ou a facilitar a evacuação de emergência de pessoas;
o Os sinais gestuais ou as comunicações verbais destinadas a orientar pessoas que
efetuam manobras que impliquem riscos ou perigos.
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o Plano de prevenção e de emergência

Planeamento da resposta a situações de emergência


Aquando do planeamento para eventuais emergências, deve considerar:
Com que tipos de emergências é provável que me depare?

Existem dois tipos de situações de emergência:


• catástrofes naturais, tais como inundações, tempestades, secas,
desabamentos de terra, sismos e erupções vulcânicas;
• acidentes devido a intervenção humana, tais como incêndios, afogamento,
cortes de eletricidade, derrames ou fugas, acidentes com veículos e máquinas,
contacto com linhas elétricas suspensas, encarceramento num espaço fechado,
ataque por um animal agitado.

O que posso fazer para me preparar?


Agir de forma proativa, elaborar um plano de ação e estar preparado para o
executar.

 Fazer uma lista das ações a tomar e por quem.


 Quem dá o sinal para executar o plano de emergência?
 Quem avisa as autoridades?
 Quem corta a corrente, desliga ou isola as máquinas?

Faça uma lista das tarefas e defina em conjunto com os seus trabalhadores
quem será responsável por cada uma delas. Preveja alguns imprevistos, tais
como quem assumirá o comando quando a pessoa responsável por cada tarefa
não estiver disponível.
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O que é necessário?
O plano de ação vai revelar aquilo de que necessita. Necessita de saídas de
emergência de fácil acesso em todos os espaços fechados, incluindo nas
instalações de alojamento de gado, celeiros, silos, armazéns e oficinas. Em
função da natureza da sua atividade, poderá necessitar de sistemas de deteção
e de aviso. O sistema de alarme deve ser audível no local e pode ser também
programado para ligar para o seu telemóvel. Poderá ser necessário colocar
iluminação, sinais e barras de emergência no lado interior das portas. Deve
determinar um ponto de encontro para a evacuação. Terá de recorrer a
telecomunicações:
o Elas são fiáveis na sua área?
o Precisa de um telemóvel por satélite para emergências?
o Quer que o seu sistema de alerta esteja ligado ao quartel de bombeiros
da região?
o Disponibilizou listas com os números de telefone de emergência em
várias localizações acessíveis?
o Vale a pena instalar um sistema automático contra incêndios?
o Precisa certamente de extintores devidamente localizados. Sabe como
utilizá-los?
o Deve dispor de estojos de primeiros socorros e, se possível, de
formação em matéria de primeiros socorros.
o Necessita de um gerador de energia de emergência? Em caso
afirmativo, este está corretamente instalado?
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O meu plano é exequível?


Teste a viabilidade do seu plano de emergência fazendo uma simulação:
verifique o tempo que leva a reunir as pessoas, se as pessoas responsáveis
conhecem as medidas a tomar e a disponibilidade de equipamentos. As
simulações devem ser realizadas regularmente, e pelo menos uma vez por ano,
com a participação de todos os trabalhadores. Consoante a dimensão e o
alcance da sua empresa, estas simulações de emergência podem também
envolver os serviços de emergência. Certifique-se de que os extintores são
verificados regularmente e reabastecidos pelo fabricante. Aprenda com as
simulações, introduza as alterações necessárias e aperfeiçoe os seus planos de
emergência. Esta é a única forma de assegurar que os seus planos de
emergência vão funcionar, em caso de necessidade.

O que se alterou?
Ajuste o seu plano à medida que as pessoas, infraestruturas, equipamentos e
perigos vão sofrendo alterações. Recorde às pessoas as tarefas que lhes
competem em situações de emergência. É importante que elas estejam
completamente empenhadas no papel que lhes cabe; caso contrário, o plano
falhará. Aprenda com cada incidente ou de cada vez que um extintor for
descarregado ou os primeiros socorros utilizados. O que correu mal? Podia ter
sido pior? O plano de emergência funcionou devidamente? O plano de ação
pode ser melhorado?
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Medidas adicionais para operações florestais


Se trabalha na floresta e está constantemente a mudar de localização, necessita
de ter um plano que preveja como poderá comunicar em caso de emergência e
como poderá ser localizado e evacuado. Lembre-se que o plano de emergência
pode ter de ser alterado numa base diária: é influenciado pela direção do vento,
pelo número de pessoas no local, pelas máquinas utilizadas, pela sua localização
e pela topografia.
Certifique-se de que dispõe de meios de comunicação fiáveis:
o se utiliza um telemóvel, certifique-se de que este tem um sinal
estável ou que pode ligar para o 112 (serviços de emergência)
caso não disponha de sinal;
o se utiliza um aparelho de rádio, verifique se todos os utilizadores
estão dentro do alcance de transmissão;
o se utilize um telefone por satélite sempre que o sinal seja fraco
ou pouco fiável.
Deve igualmente dispor de um estojo de primeiros socorros para usar em caso
de incidentes imprevistos. Combine com as autoridades locais ou com serviços
privados de emergência a forma como seria gerida uma emergência e o acesso
aos serviços de emergência (por exemplo, utilização de helicópteros).
Se trabalha sozinho, pense em quem irá contactar, em caso de emergência, e de
que forma o fará.
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Medidas de prevenção contra incêndios


Para prevenir a deflagração de incêndios:
o mantenha o local limpo e livre de detritos, ervas daninhas e materiais
inflamáveis;
o feche e proteja os produtos químicos e reservas de combustível;
o instale detetores de fugas de combustível;
o estabeleça procedimentos de reabastecimento;
o instale detetores de fumo e calor;
o armazene cereais, feno, matéria biológica e outras substâncias
inflamáveis em locais afastados de fontes de ignição (por exemplo,
oficina, soldadura, utilização de máquinas);
o proíba fumar no local;
o coloque vedações na sua área para manter fora os intrusos;
o inspecione as instalações e quadros elétricos — não devem entrar em
o sobreaquecimento;
o não permita que o equipamento sobreaqueça;
o não bloqueie os respiradouros;
o limpe frequentemente o estrume;
o se possível, utilize materiais ignífugos na construção;
o construa uma zona de retardamento de propagação de incêndio
removendo as ervas daninhas e limpando o perímetro do seu local:
torne esta zona tão ampla quanto possível (até 10 m) dependendo do
tamanho do seu terreno;
o instale um para-raios.
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Combate a incêndios
Se necessário, instale sistemas automáticos contra incêndios (por exemplo,
aspersores de água, dióxido de carbono) em função dos materiais e outras
características do local. Lembre-se que a água nem sempre é adequada.
Instale extintores e certifique-se de que são adequados. Existem vários tipos
de extintores — de água, de espuma, de pó seco e de CO2 — e a sua seleção
deve ter em conta a fonte do incêndio a combater, bem como as
características do local. Os extintores de água, por exemplo, não são
adequados para incêndios causados por líquidos inflamáveis ou em locais
onde exista corrente elétrica. Fixe extintores às paredes em sítios facilmente
acessíveis. Coloque sinais para indicar a sua localização e organize
formações para que os trabalhadores sejam treinados na utilização dos
mesmos.
• Não combata o incêndio se tal não for seguro para si ou para os
trabalhadores.
• Chame os bombeiros imediatamente.
• Não entre num edifício em chamas.
• Não pulverize água em instalações ou painéis elétricos, em óleo
ou combustível.
• Não tente atravessar uma zona em chamas.
• Se o seu vestuário pegar fogo, deite-se no chão e role para
extinguir as chamas.
• Caso existam garrafas de gás, nomeadamente botijas de chama
oxiacetilénica, evacue a zona e informe os serviços de
emergência, uma vez que estas podem explodir com uma força
considerável.
Inundações e tempestades
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Inundações inesperadas de zonas ou edifícios devido a desabamentos


de terra, chuvas fortes ou até condutas de água danificadas, podem
representar riscos de afogamento, para si ou para os seus
trabalhadores, pois os níveis de água podem subir rapidamente. Se um
local de trabalho tiver de ser evacuado devido a inundações, as pessoas
devem ser evacuadas em primeiro lugar e só depois os animais. Não
atrase a evacuação para recolher objetos pessoais que não sejam
medicamentos e meios de comunicação (telemóvel, GPS, etc.). Sempre
que possível, desligue a rede de eletricidade, desde que tanto você
como o interrutor geral estejam secos e que você se encontre sobre
uma superfície seca. De outro modo, NÃO tente fazê-lo. Do mesmo
modo, só desligue os aparelhos elétricos da tomada se for seguro fazê-
lo. Se de repente ser vir no meio de uma tempestade com relâmpagos,
evite permanecer sob árvores altas e remova quaisquer objetos
metálicos, pois estes atraem os relâmpagos. Se estiver num automóvel
ou noutro veículo, permaneça no interior. Interrompa todas as
atividades silvícolas. Em relação a todos os outros tipos de tempestade
(por exemplo, ventos fortes, chuvas torrenciais, tempestades de neve),
avalie se é seguro continuar os trabalhos em curso.

Contacto de máquinas com linhas elétricas suspensas


Se uma máquina ou os seus acessórios entrarem em contacto com uma
linha elétrica suspensa, tal pode ser fatal para as pessoas que tocarem
na máquina. Não confie em pneus de borracha ou em botas com sola
de borracha como meio de proteção — eles não o vão proteger contra
um choque de alta tensão. Os pneus podem incendiar-se e as botas
podem ser destruídas. Etapa 1: Mantenha-se calmo. Desengate-se
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suavemente. Se possível, afaste-se. Chame os serviços de emergência e


informe-os sobre a sua localização exata. Mantenha-se no interior da
cabina de condução. Etapa 2: Se o risco aumentar (pneus a fumegar ou
a pegar fogo) salte para uma distância suficiente e mantenha terceiros
afastados. Não desça passo a passo. Nunca entre em contacto com
máquina e o solo simultaneamente.

Conclusão
Este manual visa contribuir para uma efetiva melhoria das condições de segurança e de
saúde nas diferentes modalidades dos trabalhos agrícola e florestal em Portugal, atuando ao
nível da informação, da formação e do controlo, pois “TRABALHAMOS PARA VIVER, NÃO
PARA MORRER”.
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