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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO-UEMA

DEPARTAMENTO DE FÍSICA
CURSO DE ENGENHARIA DA PRODUÇÃO
DISCIPLINA: LABORATÓRIO DE CALOR E ONDAS

Francisco Gomes de Souza


Thiago Morais Frazão

PRINCÍPIO DE PASCAL

SÃO LUÍS - MA
2019
Francisco Gomes de Souza
Thiago Morais Frazão

PRINCÍPIO DE PASCAL

Relatório apresentado a Universidade Estadual


do Maranhão como requisito para obtenção de
nota na disciplina Laboratório de Calor e Ondas
ministrada pelo professor Wesdney.

SÃO LUÍS - MA
2019
SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO .................................................................................................................... 4
2. OBJETIVO ............................................................................................................................ 6
3. MATERIAIS E PROCEDIMENTOS EXPERIMENTAIS................................................... 6
3.1 MATERIAIS UTILIZADOS: ............................................................................................. 6
3.2 PROCEDIMENTOS ........................................................................................................... 6
4. RESULTADOS E DISCUSSÕES ............................................................................................ 7
5. CONCLUSÃO .......................................................................................................................... 9
REFERÊNCIAS .......................................................................................................................... 10
RESUMO

O presente relatório aborda sobre a aula prática realizada no laboratório de mecânica


orientado e supervisionado pelo professor Wesdney. Onde foi realizado o experimento:
Princípio de Pascal. De início foi explicado pelo professor, como seria a realização do
experimento, onde foram utilizados alguns materiais: béquer, régua milimétrica, painel
para hidrostática e seringa improvisada prolongada. A turma foi dividida em dois
grupos para que todos pudessem participar, enquanto uns realizavam o experimento o
outro fazia as devidas anotações e assim foi possível aplicar na prática alguns
conhecimentos teóricos adquiridos na sala de aula e que, os objetivos almejados foram
alcançados com êxito, visto que o empenho e interação entre professor e aluno
aconteceu de forma satisfatória.

Palavras – chave: Laboratório. Experimento. Lei de Pascal.


1. INTRODUÇÃO

O princípio de Pascal é uma lei da Mecânica dos Fluidos que afirma que a pressão
aplicada sobre um fluido em equilíbrio estático é distribuída igualmente e sem perdas
para todas as suas partes, inclusive para as paredes do recipiente em que está contido.
Esse princípio foi enunciado pelo cientista francês Blaise Pascal.

Sabemos que a diferença de pressão entre dois pontos (A e B) de um líquido pode


ser escrita como

PA - PB = d g h

Quando aplicamos uma força na superfície do líquido, ambos os pontos sofrerão


um acréscimo de pressão (ΔPA e ΔPB), aumentando o valor das pressões iniciais para
um valor Pfinal.

PAfinal = PA + ΔPA

PBfinal = PB + ΔPB

Em líquidos incompressíveis, a distância (h) que os pontos A e B guardavam,


inicialmente, continua constante. Então podemos escrever que:

ΔPA - ΔPB = d g h

Por consequência:

ΔPA = ΔPB

Ou seja, mostra-se que o acréscimo de pressão sofrida pelo líquido, ao


aplicarmos a força na superfície, se transmite aos demais pontos do líquido.

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O princípio de Pascal tem inúmeras aplicações em engenharia, tais como
elevadores hidráulicos, freios, comandos de máquinas pesadas, etc. Uma das aplicações
do princípio está nos sistemas hidráulicos de máquinas e pode ser observado também na
mecânica dos sistemas de freios dos automóveis, onde um cilindro hidráulico utiliza um
óleo para multiplicar forças e atuar sobre as rodas, freando o automóvel.

1.1 FLUIDO COMPRENSÍVEL E FLUIDO INCOMPRENSÍVEL

Um fluido incompressível é qualquer fluido cuja densidade sempre permanece


constante com o tempo, e tem a capacidade de opor-se à compressão do mesmo sob
qualquer condição.

A densidade é utilizada para determinar se um fluido é considerável, dentro desta


teorização, incompressível ou compressível. Se a densidade do fluido é fixa (constante),
o fluido é considerado incompressível; isto quer dizer que nem a massa nem
o volume do fluido pode alterar-se. A água é um fluido incompressível. Ou seja que a
quantidade de volume e a quantidade de massa permanecerão iguais, ainda que
sob pressão. Um fluido com muitas moléculas muito juntas umas das outras tem uma
densidade alta; um que tenha poucas moléculas e muito separadas, teria uma densidade
mais baixa. A água, por exemplo, tem uma densidade muito mais alta que o ar, que é
uma mistura de gases.

Os gases (como o ar), são compressíveis. Podem expandir-se para preencher um


novo volume. Quando isto ocorre, a massa não altera-se, mas o volume aumenta; desta
maneira, a densidade do gás diminui no novo volume.

Deve-se prestar atenção a todas as propriedades do fluido (ar, água) para definir as
condições de fluxo. Isto se deve a que todas as propriedades estão conectadas entre si.
Se a pressão ou a temperatura de um fluido altera-se, sua densidade geralmente também
altera-se (a menos que se trate de um fluido incompressível). A densidade do ar em
um dia quente é mais baixa que em um dia frio. A grandes alturas, onde a pressão é
mais baixa, a densidade do ar é também mais baixa.

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2. OBJETIVO
• Verificar a pressão dos fluidos, observando o efeito do Princípio de Pascal sobre
os mesmos.

3. MATERIAIS E PROCEDIMENTOS EXPERIMENTAIS

3.1 MATERIAIS UTILIZADOS:


 Régua milimétrica;
 Painel para hidrostática;
 Calculadora;
 Béquer;
 Água;
 Seringa improvisada prolongada

3.2 PROCEDIMENTOS
Para o experimento deverá ser realizado os seguintes procedimentos:

Figura 2 - Painel para hidrostática

Figura 1 - Painel para hidrostática

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1. Montagem do painel;
2. Fixar a extremidade (1) da mangueira de modo que os níveis das
extremidades (2) e (3) sejam iguais;
3. Variar a posição da extremidade (1) da mangueira em 30mm para baixo;
4. Anotar os novos valores nas extremidades (2) e (3);
5. Repetir o processo 4 vezes a partir do passo três;
6. Comparar os resultados encontrados.

4. RESULTADOS E DISCUSSÕES

A partir dos dados obtidos através do experimento, montamos a tabela 1 abaixo.


Tabela 1

P1 ( mmH2O) P1(Pa) P2( mmH2O) P2(Pa)

1 0 0 0 0

2 14 137,29 14 137,29

3 25 245,16 24 235,35

4 36 353,03 36 353,03

1mmH2O= 9,806657 Pa

De acordo com o princípio de pascal, Se através de um êmbolo comprimirmos o


líquido, produzindo uma pressão de 0,1 atm, todos os pontos do líquido, sofrerão o
mesmo acréscimo de pressão. Este princípio foi comprovado através do experimento
realizado em laboratório e podemos ver o resultado na tabela 1, onde as pressões p1 e
p2 sofreram o mesmo acréscimo de pressão que foi aplicada no ponto representado pela
posição (1) da mangueira (ver figura 1).

Questões
1) Como a prensa hidráulica está relacionada com o Princípio de Pascal?

Uma prensa hidráulica consiste num dispositivo no qual uma força aplicada
num êmbolo pequeno cria uma pressão que é transmitida através de um fluido até
um êmbolo grande, originando uma força grande.

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O funcionamento da prensa hidráulica baseia-se no princípio de Pascal, em
que a pressão aplicada em qualquer ponto de um fluido, fechado num recipiente, é
transmitida igualmente em todas as direções.

O princípio da prensa hidráulica é extensamente utilizado em macacos de


elevação, travões de veículos e prensas que usam geralmente óleo como fluido.
As prensas hidráulicas constituem-se de um tubo preenchido por um líquido
confinado entre dois êmbolos de áreas diferentes. Quando aplicamos uma força no
êmbolo de área A1, surge uma pressão na região do líquido em contato com esse
êmbolo. Como o incremento de pressão é transmitido integralmente a qualquer
ponto do líquido, podemos dizer que ele também atua no êmbolo de A2 com uma
força de intensidade proporcional à área do êmbolo 2.

2) Relacione os resultados das pressões com o Princípio de Pascal.


Observando a figura e os resultados de pressões da tabela 1, podemos
observar que ambas (pressão p1 e pressão p2, representadas pelas posições (2) e (3)
na figura 1), aumentam de maneira proporcional, quando aumentamos a pressão da
extremidade (1) da mangueira (ver figura 1). Este resultado comprova o princípio
de pascal que diz que se for aplicado uma pressão p em ponto de um líquido, todos
os outros pontos deste líquido sofrerão o mesmo acréscimo de pressão.

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5. CONCLUSÃO
A Lei Fundamental da Hidrostática permite concluir sobre esta prática que: a
pressão no interior de um líquido em equilíbrio hidrostático aumenta com a
profundidade; que a superfície livre de um líquido em equilíbrio hidrostático é plana e
horizontal; que dois pontos que se encontrem ao mesmo nível, no interior de um
líquido, em equilíbrio hidrostático, estão à mesma pressão e que dois pontos que se
encontrem ao mesmo nível, no interior de um líquido, contido em um sistema de vasos
comunicantes, e em equilíbrio hidrostático, estão à mesma pressão e por ultimo que em
um sistema de vasos comunicantes, com dois líquidos não miscíveis, em equilíbrio
hidrostático, as alturas dos líquidos, medidas a partir da superfície de separação, são
inversamente proporcionais às massas de volumes dos dois líquidos.

Em outras palavras o princípio de Stevin e de Pascal mostram que a variação da


pressão está diretamente relacionada à profundidade. Quando um líquido está em
equilíbrio, a pressão manométrica se iguala a pressão atmosférica, pois não há nenhuma
força atuando sobre o líquido, igualando assim sua profundidade, não havendo uma
variação de profundidade não há variação de pressão. No entanto, ao ser colocado o
tampão em uma das extremidades do manômetro um desnível é provocado pela pressão
exercida sobre o líquido, permitindo assim que apareça uma variação na pressão. Em
um dos testes ficou claro que a variação de pressão em um fluido se transmite
integralmente em qualquer ponto, confirmando o principio de Pascal através do
experimento.

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REFERÊNCIAS
HALLIDAY, David; RESNICK, Robert; WALKER, Jearl. Os fundamentos da física:
gravitação, ondas e termodinâmica. 10. ed. Vol. 2. Rio de Janeiro: LTC, 2016.

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