Você está na página 1de 38

1

UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO


Instituto de Ciências Exatas -ICEG
Cálculo Numérico
Versão 2013-1

Prof. André Foad

Cálculo Numérico- Prof. André Foad- ICEG- UPF


2

Programa da disciplina de Cálculo Numérico


Conteúdo:
1- Estudo de Erros.
2- Sistemas lineares.
Métodos de Gauss, Jordan e pivotação.
Métodos iterativos.
3- Equações algébricas e transcendentes.
Método Gráfico.
Método da bisseção.
Método das cordas.
Método de Newton.
Método Iterativo.
4- Interpolação.
Método de Newton
Método de Lagrange.
5- Integração Numérica.
Método de Simpson.

I = h[4M+2N+P] - Para integrais definidas.


3

Aviso inicial: Colocaremos o número 2,nesta posição, todas as vezes que nos referirmos a um número binário.

Erros!

Mudança de Base:
Binário Decimal

Obs.: O expoente cresce a partir de 0 (zero);

10112 ->1 x 20 + 1 x 21 + 0 x 22 + 1 x 23 = 1+2+0+8 = 11 em decimal

Decimal Binário

Obs.: Ao invés de multiplicarmos por 2 como fazíamos de binário para decimal iremos dividir por ele;

33÷2 = 16 resto = 1
16÷2 = 8 resto = 0
8÷2 = 4 resto = 0
4÷2 = 2 resto = 0
2÷2 = 1 resto = 0

Unimos então o 1 do resultado da última divisão, com os valores, de trás para frente, dos restos obtidos, sendo
assim temos:

Cálculo Numérico- Prof. André Foad- ICEG- UPF


3

1000012

Outro exemplo:

242÷2 = 121 resto = 0


121÷2 = 60 resto = 1
60÷2 = 30 resto = 0
30÷2 = 15 resto = 0
15÷2 = 7 resto = 1
7÷2 = 3 resto = 1
3÷2 = 1 resto = 1
Em Binário fica: 111100102

Binário com vírgula decimal

Continuamos multiplicando por 2, porém, será somente os números a direita da vírgula, lembrando que
como sabemos que 20 = 1, não começaremos em 0 e sim em 1, devido serem casas a direita da vírgula, os nossos
expoentes serão todos negativos e diferentes de 0. Outra observação a ser tomada é quanto à ordem em que passa
a ocorrer a multiplicação, antes fazíamos da esquerda para a direita, agora fazemos da direita para a esquerda.

0,1102 = 1 x 2-1 + 1 x 2-2 + 0 x 2-3 = 0,7

1011,1102 – neste caso, chamamos de união concatenada. Para resolver, fazemos por parte, primeiro os inteiros que
dará 11, e depois faz-se com os a direita da vírgula, que dará 75, unimos os resultados, não esquecendo da virgula, e
teremos 11,75.

Decimal com vírgula binário.

Utilizamos o valor antes da vírgula para formarmos o valor binário, ao utilizarmos o mesmo,ele se zera, e o
que podemos ver com o 1,5 no exemplo abaixo, assim que usarmos o 1 para compormos o nosso valor binário,
zerará antes da vírgula, para então multiplicar por 2 e descobrir o próximo valor.

0,375 x 2 = 0,750 0, 0112


0,750 x 2 = 1,5
0,5 x 2 = 1
0,00 OK! Paramos por aqui.

0,6 x 2 = 1,2
0,2x2 = 0,4
0,4x2 = 0,8
0,8x2 = 1,6
0,6 (Dizima periódica) – Se multiplicarmos novamente faremos isso eternamente.

A resposta para esse seria: 0,1001100110011001...

Com este último exemplo podemos dizer sobre os erros:


 Erro e devido ao fato de uma máquina usar números binários;
 Erro de truncamento ocorre devido a utilização de números irracionais como: π, √ , √ ...
 Combinação de erros.

Cálculo Numérico- Prof. André Foad- ICEG- UPF


4

Sistema de Equações.

 Método de Gauss.

2x1 + 3x2 – 1x3 = 5 O objetivo e zerar o triângulo abaixo da diagonal principal (zerar os em negrito).
4x1+ 4x2 – 3x3 = 3
2x1- 3x2+ 1x3 = -1

Operações Elementares:
o Troca das linhas dos sistemas entre si;
o Multiplicação de uma linha por uma constante diferente de 0;
o Soma das linhas do sistema entre si;

Nossos valores são:

23 -1 = 5 faremos: -2 . L1 + L2 23 -1 = 5
44 -3 = 3 -1 . L1 + L3 0 -2 -1 = -7
2 -31 = -1 ~ 0 0 5 = 15

Retro-Substituição: 5x3 = 15 x3 = 3
-2x2 -x3 = -7 x2 = 2
2x1 +3x2 –x3 = 5 x1 = 1

Em calculo numérico o professor Foad nunca colocará sistemas impossíveis ou indeterminados.

Podemos classificar os sistemas da seguinte forma:

No de equações = no incógnitas = determinado ( uma única solução)


Sistemas No de equações<no incógnitas = impossível
No de equações>no incógnitas = indeterminado (mais de uma solução)

Exercício:

Cálculo Numérico- Prof. André Foad- ICEG- UPF


5

 Método de Jordan

Assim como no método de Gauss este método e baseado nas 3 operações elementares. O objetivo e zerar todos
os coeficientes exceto os elementos da diagonal principal. A vantagem deste método e de que não ha retro-
substituição.

Exemplo:

Cálculo Numérico- Prof. André Foad- ICEG- UPF


6

Exercício:

Método iterativo – Gauss-Seidel– Indireto


Condição de convergência

Os coeficientes da diagonal principal devem ser maiores ou iguais a soma dos coeficientes das linhas e/ou
colunas. (Essa verificação deve ser feita em módulo).
Pode funcionar com linha ou coluna, você pode trocar as linhas ou colunas colocando os maiores valores na
diagonal principal.

Exemplo:

X1 - 0,25X2 -0,25X3 0 = 0
-0,25X1 X2 0 -0,25X4 = 0
-0,25X1 0 X3 -0,25X4 = 0,25
0 - 0,25X2 0 X4 = 0,25

Dados a considerar:
 Σ < 10-2 = 0,01 (Você fará o procedimento a seguir até encontrar um erro menor que 0,01.
 Vetor Inicial [0, 0, 0,0] – Indica os valores iniciais para X1, X2, X3, X4.

Cálculo Numérico- Prof. André Foad- ICEG- UPF


7

Antes de começar a calcular os valores e respectivos erros, devemos isolar os X1, X2, X3, X4.

Logo teremos:

Cálculo Numérico- Prof. André Foad- ICEG- UPF


8

X1 = + 0,25X2 +0,25X3
X2 = +0,25X1 +0,25X4
X3 = 0,25 +0,25X1 +0,25X4
X4= +0,25X2 +0,25

Agora basta montar a tabela para encontrar os erros e valores para X1, X2, X3, X4.
Os números em vermelho são originados a partir do Vetor Inicial, neste caso 0, 0, 0 e 0;

Como Realizar o Cálculo:


 Para calcular o valor para Coluna X1 Linha 1 usaremos: A equação isolada para X1, nela substituiremos o X2 e o
X3 Pelos valores correspondentes da linha anterior (linha 0).
 Para calcular o valor para Coluna X2 Linha 1 usaremos: A equação isolada para X2, nela substituiremos o X1
Pelo X1já encontrado na linha 1 e o X4 da linha 0.
 Para calcular o valor para Coluna X3 Linha 1 usaremos: A equação isolada para X3, nela substituiremos o X1
Pelo X1já encontrado na linha 1 e o X4 da linha 0.
 Para calcular o valor para Coluna X4 Linha 1 usaremos: A equação isolada para X4, nela substituiremos o X2
Pelo X2já encontrado na linha 1.
 Para calcular o Erro, devemos ressaltar que o erro e calculado EM MÓDULO. Logo o erro e:
A maior diferença entre o X1, X2, X3, X4 da linha que você acabou de calcular, pela linha anteriormente calculada, ou o
vetor inicial quando nos referirmos a primeira linha.Exemplificando: pegamos o X1 da linha 0 e subtraímos dele o X1
da linha 1, ou vice-versa já que o valor obtido e em módulo. Esse valor deve ser comparado com as demais
subtrações,de X2 X3 e X4. O Maior valor encontrado será o erro. Lembre-se você deve repetir os cálculos para
encontrar novos valores para X1, X2, X3, X4 ate que o erro de menor que o erro indicado, neste caso: 0,01.

Nossa planilha calculada será:

A nossa resposta final será os valores da linha onde o erro atende ao solicitado na questão, sendo eles
tendendo a±o valor do erro, logo teremos:

R: X1= 0,108 ± 0,007


X2= 0,0951 ± 0,007
X3= 0,345 ± 0,007
X4= 0,273 ± 0,007

Exercícios:

Cálculo Numérico- Prof. André Foad- ICEG- UPF


9

Verificar condição de convergência.

MétodoPivotação
Resolução de Sistemas.

2X1 + 3X2 – X3 = 5
4X1 + 4X2 – 3X3 = 3
2X1 - 3X2 + 3X3 = -1
Escolhe entre os termos independentes (exceto os “resultados”) o maior valor em modulo, nestecaso o 4

2 +3 –1 = 5
4+4 –3 = 3
2 -3 +3 = -1

Zeramos então a coluna do pivô.


E não escrevemos mais a linha do pivô

-0,5 . L2 + L1 -> 0 1 0,5 = 3,5


-0,5 . L2 + L3 -> ---------------------------------------------
0 -5 2,5 = -2,5

Escolhemos então um novo pivô.


Escolhemos então o |-5|.

0,2 . L3 + L1 -> 0 0 1 = 3
---------------------------------------------
---------------------------------------------

Fazemos então as Retro substituições nas linhas dos pivôs.


1X3 = 3 X3 = 3
-5X2 +2,5X3 = -2,5 X2 = 2
4X1 +4X2 -3X3 = 3 X1 = 1

Exercício:

X1 +6x2 +2x3 +4x4 = 8


Cálculo Numérico- Prof. André Foad- ICEG- UPF
10

3X1 +19x2 +4x3 +15x4 = 25


X1 +4x2 +8x3 +12x4 = 18
5X1 +33x2 +9x3 +3x4 = 72

Cálculo Numérico- Prof. André Foad- ICEG- UPF


11

1 6 2 4 = 8
3 19 4 15 = 25
1 4 8 12 = 18
5 33 9 3 = 72

-0,181 L4 + L1 -> 0,095 0 0,371 3,4546 = -5,0896


-0,575 L4 + L2 -> 0,125 0 -1,175 13,275 = -16,4
-0,1212 L4 + L3 -> 0,394 0 6,9092 11,6364 = 9,2736
-----------------------------------------------------------------------------------

-0,2602 L2 + L1 -> 0,05965 0 0,668 0 = -0,822


-0,8765 L2 + L3 -> ----------------------------------------------------------------------------------
0,2844 0 7,9390 0 = 23,6482
----------------------------------------------------------------------------------

-0,084 L3 + L1 -> 0,035 0 0 0 = -2,81


---------------------------------------------------------------------------------
---------------------------------------------------------------------------------
---------------------------------------------------------------------------------

0,035 x1 = -2,81 0,2844.(-80,28) + 7,9390 x3 = 23,6482


x1 = -80,28 x3 = 5,85

0,125.(-80,28) -1,175.(5,85) + 13,275 x4 = -16,4


X4 = 0,038
5.(-80,28) +33. X2 +9.( 5,85) +3.(0,038) = 72
X2 = 12,74

Cálculo Numérico- Prof. André Foad- ICEG- UPF


12

RESOLUCÃO DE EQUAÇÕES ALGÉBRICAS E TRANSCENDENTES


RADIANOS

Método Gráfico

Os cálculos devem ser feitos em radianos.


Um radiano e comprimento de arco equivalente a um raio da circunferência, 360o = 2π rad, ou seja, cada radiano
vale: 57,29577951...graus.

F(x) = ex + sen x -2
X Y
-3 -2,09
-2 -2,77
-1 -1,47
0 -1
1 1,55
2 6,29
3 18,22

As raízes reais aparecem cortando o eixo x ( abscissas), que serão as raízes da função.

Condições para intervalos de raízes:

1. O intervalo escolhido deverá ser contínuo do inicio ao fim;


2. Deve existir uma raiz real dentro do intervalo;
3. A raiz deve ser única dentro do intervalo;

Cálculo Numérico- Prof. André Foad- ICEG- UPF


13

OBS.:Se você tiver uma função que possua mais de uma raiz, fazer um intervalo para cada raiz.

Exercício:

f(x) = x2 -10 ln x -5

f(x) = x3 – e2x +3

Cálculo Numérico- Prof. André Foad- ICEG- UPF


14

f(x) = 2x3 + x2 – 2

f(x) = sen x – lnx

Cálculo Numérico- Prof. André Foad- ICEG- UPF


15

f(x) = ecos x + x3 -3

f(x) = (x-3)2 – e-x -55

f(x) = 2x3 +ln x -5

Cálculo Numérico- Prof. André Foad- ICEG- UPF


16

f(x) = ex – tgx

f(x) = 10x + x3 +2

f(x) = e-0,1x + x2 -10

Cálculo Numérico- Prof. André Foad- ICEG- UPF


17

2º Método Gráfico

Zeramos o f(x) e isolamos o ex. Lembrando que isolaremos o que nos convém mais, o que acharmos que irá facilitar o
nosso calculo posteriormente.

Antes: F(x) = ex - sen x -2


Depois: 0 = ex - sen x -2
Então: senx + 2 = ex

Atribuímos então valores:


x y = ex
-3 0,049
-2 0,135
-1 0,3678
0 1
1 2,71
2 7,38
3 20,08

Agora fazemos o do outro lado da igualdade, então temos:


x y = senx +2
-3 1,85
-2 1,09
-1 1,15
0 2
1 2,84
2 2,9
3 2,14

Intervalo:[0,8 ; 1,2]

Observe no gráfico onde ocorre a intersecção dos dois gráficos, ali você projetara em direção ao eixo x uma linha, no
ponto onde ela indicar a intersecção em x será a nossa raiz, neste caso o intervalo seria entre [1; 1,5].

f(x) = ex – tan x
tan x = ex(O gráfico de ex está pronto no exercício anterior) Vide abaixo como ficaram os 2 juntos:

GRÁFICO DE TANGENTE NÃO E GRÁFICO DE sen(x) NEM cos(x), SE LIGA! NÃO UNA PONTOS
CALCULE VALORES INTERMEDIARIOS !!!

x y = tan x Pontos intermediários:


-3 0,14 -2,5 = 0,74
-2 2,18 -1,5 = -14,10
-1 -1,55 -0,5 = -0,54
0 0 0,5 = 0,44
Cálculo Numérico- Prof. André Foad- ICEG- UPF
18

1 1,55 1,5 = 14,10


2 -2,18 2,5 = -0,74
3 - 0,14

Cálculo Numérico- Prof. André Foad- ICEG- UPF


19

CUIDADO!!na função tangente temos descontinuidade que não pode existir nos intervalos então: quando tempos
tan 1,57 não existe a função, ela e descontinua, logo não existe o intervalo,lembramos que não existira sempre que
tan 1,57 + π, nem 1,57 – π.

2
f(x) = x -10 ln x -5

Intervalos: [ 0 ; 1]; [ 4 ; 5];

f(x) = x3 – e2x +3

Intervalos: [ -2 ; -1]; [ 0 ; 1];

Cálculo Numérico- Prof. André Foad- ICEG- UPF


20

f(x) = 2x3 + x2 – 2

Intervalo: [ 0 ; 1];

f(x) = senx – lnx

Intervalo: [ 2 ; 3];

f(x) = ecos x + x3 -3

Intervalos: [ 1 ; 1,5];

Cálculo Numérico- Prof. André Foad- ICEG- UPF


21

f(x) = (x-3)2 – e-x -55

Intervalo: [10 ; 11];

f(x) = 2x3 +ln x -5

Intervalo: [1 ; 2]

f(x) = ex-tgx

Intervalo: [-2 ; 1,58]; [-3,1 ; -2,5] ; [1 ; 1,5] ; [1,6 ; 2];

Cálculo Numérico- Prof. André Foad- ICEG- UPF


22
x 3
f(x) = 10 + x +2

Intervalo: [-2 ; 1];

f(x) = e-0,1x + x2 -10

Intervalo: [-3,5 ; -2] ; [2; 3,5];

3º Método da Bisseção
2
F(x) = x -3

X y
2 1
1 -2
0 -3

I = [-1;-2] ; [1;2]

Cálculo Numérico- Prof. André Foad- ICEG- UPF


23

(A+B)/2

i A B X |Erro| Σ< 10-2


0 1(-) 2(+) 1,5(+) - I = [1;2]
1 1,5 2 1,75(+) 0,25
2 1,5 1,75 1,625(-) 0,125
3 1,625 1,75 1,687 (-) 0,062
4 1,687 1,75 1,718(-) 0,031
5 1,718 1,75 1,734(+) 0,016
6 1,718 1,734 1,726 0,008

R = 1,726 •±0,008 [1,718 ; 1,734]

F(x) = e-0,1x + x2 -10 Calcular a raiz negativa, método da bissetriz

[-3,5 ; -2,5] Σ< 10-2

i A B X |Erro|
0 -3,5(+) -2,5(-) -3(+) -
1 -3 -2,5 -2,75(-) 0,25
2 -3 -2,75 -2,875(-) 0,125
3 -3 -2,875 -2,9375(-) 0,0625
4 -3 -2,9375 -2,968(+) 0,031
5 -2,968 -2,9375 -2,952(+) 0,015
6 -2,952 -2,9375 -2,944(+) 0,008

R = -2,944 ± 0,008 [-2,952 ; -2,936]

Método de Taylor
( ) ( )
Derivada de Primeira =

( ) ( ) ( )
Derivada de Segunda =
( )

Ex.: f(x) = 2x³ + ln x -5

f(x) = 2x³ + ln x -5 f(2) = 11,6931


F’(x) = 6x² + 1/x f’(2) = 24,5000
F”(x) = 12x – 1/x² f”(2) = 23,7500

X=2
Δx= 0,001 (o valor escolhido tem que ser positive, < ou igual a esse valor)

F(x+Δx) =...
F(2+0,001) = 11,7176591 Substituo então na função da derivada de primeira e segunda...
F(2-0,001) = 11,66865905

Cálculo Numérico- Prof. André Foad- ICEG- UPF


24

F’(2) = 11,7176591 – 11,6686591= 24,50


2. 0,001

F” (2) = 11,7176591 + 11,6686591 – 2 . 11,6931482 = 23,75


(0,001)²
Ex2.: f(x) = senx–lnx

I = [2;2,5] Δx = 0,001

F’(x) = cos x – 1/x


F”(x) = -sen x + 1/x²

Escolha do Xo:
F(2) = 0,216 f(2,5) = -0,318
F”(2) = -0,652 f”(2,5) = -0,438

Xo = 2,5

( )
( )

( )
( )
∑ = 0,016
( )
( )

R= 2,219 ± 0,016

Método de Newton

Interpretação Gráfica: Dedução da Fórmula:

( )
= ( )

( )
( )

( )
( )

( )
( )

( )
( )

( )
( )
...

Cálculo Numérico- Prof. André Foad- ICEG- UPF


25

Escolha do X0:

F(X0) . F”(X0) > 0

+ + Mesmo sinal
- -

Ex.: f(x) = 2x³ + lnx – 5 I = [ 1,2]

F’(x) = 6x² + 1/x


F”(x) = 12x – 1/x²

Substitui então na função original, e na derivada de segunda.

F(1) = 2 . 1³ + ln1 – 5 = -3 Sinais ≠ F(2) = 11,69 Sinais = , logo Xo = 2


F”(1) = 12 . 1 – 1/1² = 11 F”(2) = 23,75

Xo = 2 Faz-se a operação abaixo até que o Erro seja <10-2

( )
= =
( )
∑ = 0,17
( ) ( )
= =
( ) ( )
∑ = 0,020
( ) ( )
( )
= ( )
=

R = 1,311 ± 0,020.

Exercício:

 f(x) = 2x³+ x² -2

Quando não é dado o valor do intervalo, arbitrar pontos para ver quando intercepta-se o eixo x.

X Y Podemos observar, que não é necessária a realização do gráfico quando


-3 -47 identificamos onde fora cortado o eixo x, ele é interceptado, quando o Y
-2 -14 muda de valor, isso ocorre entre I=[0,1] para x.
-1 -3
0 -2 Com isso passamos aos passos anteriormente vistos.
1 1
2 22
3 79

Cálculo Numérico- Prof. André Foad- ICEG- UPF


26

F’(x) = 6x² + 2x
F”(x) = 12x + 2

F(0) = -2 f(1) = 1
F”(0) = 2 f”(1) = 14

X0 = 1

( )
( )
=
∑ = 0,01662
( )
= =
( )
∑ = 0,000279
( ) ( )
( )
= ( )
=
R =0,85809± 0,0002

Método da Iteração Linear

Seja f(x) uma função contínua no intervalo [a,b] e ∑ um número pertencente a este intervalo, tal que f(∑) = 0
Por um artifício matemático pode-se transformar f(x) = 0 em x = f(x), onde f(x) é chamada função de iteração.
Sendo Xo uma primeira aproximação da raiz ∑, calcula-se f(X0).
Faz-se então: X1 = F(X0);
X2 = F(X1);
E assim sucessivamente.
Convergência ∫ ( )

Ex.: f(x) = x² - sen x X0 = 0,9 (Valor perto do intervalo próximo da raiz da função)

F(x) = 0
0 = x² - sen x

Ache maneiras de isolar o X...

√ = (sen x)1/2 =
Ou
=

Ou
=
Ou
=

Possuímos então 4 formas para resolver, porém nem todas convergem, para isso substituímos o X0, nas equações
montadas acima e veremos qual converge. Convergir é quando o seu resultado em módulo for < 1.

Em ordem teremos:

F’(0,9) = = |0,35| < 1 Converge

Cálculo Numérico- Prof. André Foad- ICEG- UPF


27

F’(0,9) = = |3,06| > 1 Não Converge


F’(0,9) = = |0,27| < 1  Converge

F’(0,9) = = |2,17| > 1  Não Converge

Agora, usa-se a função que convergeu.

( ) √
Xo = 0,9

√ = 0,8850
√ = 0,8797
√ = 0,8778
√ = 0,8771
√ = 0,8768
√ = 0,8767 ∑ = 0,0001

R = 0,8767 ± 0,0001

Pegando a outra equação que também convergiu, deveremos encontrar o mesmo resultado.

Exercício:
 ( )

X Y
-3 -3,94
-2 -3,28
-1 -2,09
0 -1
1 0,25I = [0;1]

Xo = 0,5
0=

( )

F’(x) = senx f’(0,5) = sen 0,5 =0,22


3 - cos x 3-cos 0,5

F(x) = ln |3-cos x|
Xo = 0,5
X1 = ln | 3 - cos 0,5| = 0,7525
X2 = ln | 3 - cos 0,7525| = 0,8198
X3 = ln | 3 - cos 0,8198| = 0,8405
X4 = ln | 3 - cos 0,8405| = 0,8471
X5 = ln | 3 - cos 0,8471| = 0,8492
X6 = ln | 3 - cos 0,8492| = 0,8499 ∑ = 0,007
R = 0,8499 ± 0,007

Cálculo Numérico- Prof. André Foad- ICEG- UPF


28

 ( )

Atribuindo pontos encontramos que o intervalo é: I=[-2;-1] e I = [0;1]


Escolhemos o de nossa preferência e seguimos normalmente.

( )
F(x) =ln |3-x²|
3
F’(x) =(3-X²) = -2x
3(3-x²) 9-3x²

Xo = 0,5 F’(Xo) = F’(0,5) = -2.(0,5) =|0,12|<1 - Converge


9 – 3.(0,5)²
( )
( )
( )

( )

( )

( )

∑ = 0,0001 R = 0,3521 ± 0,001

Método de Cordas
(Contrário do de Newton)
( )
Interpretação Geométrica ( ) ( )

( )
( ) ( )
( )

Exemplo:

 ( ) I=[ 1 ; 1,2]
Cálculo Numérico- Prof. André Foad- ICEG- UPF
29

( )
( )

Cálculo do ponto fixo b:

F(1) = -0,123 f(1,2) = 0,388


F”(1) = 3,559 f”(1,2) = 4,252

O Ponto fixo b será onde o f e o f” possuírem o mesmo sinal, logo neste caso é em 1,2.

( )
( )
( ) ( )
( )
( )

F(1,048) = -0,014

( )
( )

F(1,053) = -0,0026 ∑ = -0,001

( )
( )
R = 1,054 ± 0,001

 ( ) Atribuindo pontos descobrimos que I=[0,1 ; 1]

Escolha do X0
( )

( )

( )

F(0,1) = 18,03 F(1) = -4


F”(0,1) = 1002 f”(1) = 12

Atenção: Os que possuem mesmo sinal será o b e sinal diferente Xo

Logo:
b=0,1
Xo = 1

( )
( )
( ) ( )

{( ) ( )} = 0,836 f(X1) = -2,5098

Cálculo Numérico- Prof. André Foad- ICEG- UPF


30

{( ) ( )} = 0,74609 f(X2) = -1,513

{( ) ( )} = 0,695

∑ = 0,051 R = 0,695 ±0,051

Cálculo Numérico- Prof. André Foad- ICEG- UPF


31

 ( ) Atribuindo pontos você terá: I= [ 2;3]

( )
( )

F(2) = 0,21 f(3) = -0,95


F”(2) = -0,65 f”(3) = -0,03

Xo = 2
b= 3

( )
( )
( ) ( )

( ) ( )

( ) ( )

( )

R = 2,2183± 0,004550

Integração Numérica

Método de Simpson.

[ ]

h → Amplitude;
M → Soma dos termos de ordem impar;
N→ Soma dos termos de ordem par;
P → Soma dos Extremos.

onde n = número de intervalos (SEMPRE PAR)


calcule em média 10 a 20 intervalos

Limite Superior

∫ ( )

Limite Inferior

Cálculo Numérico- Prof. André Foad- ICEG- UPF


32

Ex.: ∫

i X Y M N P
0 LI = 0 0 0
1 1,25 1,5625 1,5625
2 2,50 6,2500 6,25
3 3,75 14,0625 14,0625
4 5,00 25,0000 25,00
5 6,25 39,0625 39,0625
6 7,50 56,2500 56,25
7 8,75 76,5625 76,5625
8 LS = 10 100,0000 100,0000
∑ - - 131,25 87,50 P = 100

[ ]

[ ]

∫ [ ]

Ex2:

(60º . π) /180 = 1,0471


(20º . π) /180 = 0,3490

Cálculo Numérico- Prof. André Foad- ICEG- UPF


33

1)De um velocímetro de um automóvel


foram obtidas as seguintes leituras de
velocidade instantânea:
Qual a distância percorrida pelo
automóvel?

t (min)v (Km/h)
0 22
5 45
10 80
15 95
20 105
25 120
30 135
35 100
40 80
45 90
50 140

Como o intervalo é sempre de 5 em 5


minutos, você transforma um “5min” em
hora e obtém o intervalo.

2) Uma linha reta foi traçada, de modo a tangenciar as margens de um rio nos pontos A e B. Para medir a área
do trecho entre o rio e a reta AB foram traçadas perpendiculares em relação a reta AB, com intervalos de 5m. Qual é
esta área.

Cálculo Numérico- Prof. André Foad- ICEG- UPF


34

Cálculo Numérico- Prof. André Foad- ICEG- UPF


35

Interpolação

Consiste em determinar valores intermediários a partir de valores tabelados conhecidos.

Método de Newton

F(x) = f(x0)+(x-x0) f (xo,x1) + (x-x0)(x-x1) f(x0,x1,x2) + (x-x0)(x-x1) f (x0, x1, x2, x3) +...

Diferenças divididas

X f(x) Diferença dividida de 1ª ordem Diferença dividida de 2ª ordem DD de 3ª ordem


X0 f(x0)
( ) ( )
( )
( ) ( )
X1 f(x1) ( )
( ) ( ) ( ) ( )
( )
( ) ( )
X2 f(x2) ( )
( ) ( )
( )
X3 f(x3)

Ex.:

X f(x)
2 0,7

3 1,1
( )

4 1,4

5 1,6

Coloca-se então na formula de Newton

f(2,3) = 0,7 + ( 2,3-2) . 0,4 + (2,3-2) . (2,3-3). (-0,05) + (2,3 -2) .(2,3 -3) ( 2,3-4) . 0 = 0,8305

Método de Lagrange.
( )( )( ) ( )( )( ) ( )( )( ) ( )( )( )
( ) ( ) ( ) ( ) ( )
( )( )( ) ( )( )( ) ( )( )( ) ( )( )( )

Com a fórmula acima a resolução fica:


( )( )( ) ( )( )( ) ( )( )( ) ( )( )( )
( )
( )( )( ) ( )( )( ) ( )( )( ) ( )( )( )

Cálculo Numérico- Prof. André Foad- ICEG- UPF


36

Fazendo no Excel o exercício anterior.

Valor interpolar = 2,3

Linha X Y DD1 DD2 DD3 DD4 DD5


0 2 0,69314718
0,34657359
1 4 1,38629436 -0,0359603
0,20273255 0,00353956
2 6 1,79175947 -0,0147229 -0,0003038
0,14384104 0,00110926 2,2689E-05
3 8 2,07944154 -0,0080673 -7,69E-05
0,11157178 0,00049409
4 10 2,30258509 -0,0051027
0,09116078
5 12 2,48490665

1 0,3 -0,51 1,887 -10,7559 82,82043


f(x) = 0,82728479

Outro exemplo.

A tabela mostra a quantidade de calorias ideal, em função da idade e do peso, para


mulheres que possuem atividade física moderada e vivem a uma temperatura
ambiental média de 20ºC.

cota de calorias (em Kcal) Exercício:


Idade
Peso (kg)
1 - Mulher com 18 anos e
15 25 35
60Kg.
2 - Mulher com 25 anos e
40 1750 1650 1400
56Kg.
3 - Mulher com 27 anos e
50 2050 1950 1600
61Kg.
60 2350 2200 1850
70 2600 2450 2050

Cálculo Numérico- Prof. André Foad- ICEG- UPF


37

Exercício 01

Valor interpolar = 18

Linha X Y DD1 DD2


0 15 2350
-15
1 25 2200 -1
-35
2 35 1850

1 3 -21
f(x) = 2326

Exercício 02

Valor interpolar = 56

Linha X Y DD1 DD2 DD3


0 40 1650
30
1 50 1950 -0,25
25 0,008333
2 60 2200 0
25
3 70 2450

1 16 96 -384
f(x) = 2102,8

Exercício 03
Calculo X1
Valor interpolar = 61

Linha X Y DD1 DD2 DD3


0 40 1750
30
1 50 2050 0
30 -0,00833
2 60 2350 -0,25
25
3 70 2600

Cálculo Numérico- Prof. André Foad- ICEG- UPF


38

1 21 231 231 -2079


f(x) = 2378,075

Calculo X2 Valor interpolar = 61

Linha X Y DD1 DD2 DD3


0 40 1650
30
1 50 1950 -0,25
25 0,008333
2 60 2200 0
25
3 70 2450

1 21 231 231 -2079


f(x) = 2224,175

Calculo X3 Valor interpolar = 61

Linha X Y DD1 DD2 DD3


0 40 1400
20
1 50 1600 0,25
25 -0,01667
2 60 1850 -0,25
20
3 70 2050

1 21 231 231 -2079


f(x) = 1873,9

Calculo correspondente Valor interpolar = 27

Linha X Y DD1 DD2 DD3


0 15 2378,075
-15,39
1 25 2224,175 -0,98188
-35,0275
2 35 1873,9

1 12 24 -192
f(x) = 2169,83

Cálculo Numérico- Prof. André Foad- ICEG- UPF