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AVALIAÇÃO DO TRATAMENTO DE MICROFISIOTERAPIA EM 300 

PACIENTES SOFREDORES DE LOMBALGIA

Daniel GROSJEAN and Didier POQUIN
September 1999 ­ April 2000

INTRODUÇÃO

No consenso sobre fisioterapeutas tratando dor na lombar, B. DESNUS concluiu sua 
palestra com uma frase, “Até agora nós não temos visto nenhum estudo que nos faça capaz 
de se acertar a eficácia do tratamento de fisioterapia no caso de dor lombar baixa...”
O   jurado   fez   a   mesma   observação:   “O   júri   ficou   impressionado   com   quão   raro   é   a 
autenticidade do diagnóstico, e como o que é feito na fisioterapia é avaliado no caso da dor 
lombar. Os profissionais e os membros do júri foram unânimes em considerar a pesquisa 
clinica no desenvolvimento da fisioterapia como não suficiente em nosso país. ( França)”.

A microfisioterapia é uma das técnicas manuais usadas na fisioterapia. É assim que 
a definimos: “O corpo humano, como qualquer sistema vivo, é concebido para se adaptar, 
se defender e se corrigir no caso de um trauma, emocional, tóxico, viral, microbiótico ou 
ataques ambientais. Quando esse ataque é mais forte do que as possibilidades de defesa do 
sistema, a vitalidade do tecido corporal é alterada. Isso é um processo de “memorização” 
dos   ataques.   A   mudança   na   vitalidade   tecidual   pode   ter   como   alvo   vários   locais   ou 
manifestações distantes.  A MICROFISIOTERAPIA procura por impressões deixadas por 
esses   ataques   nos   tecidos   diferentes   do   sistema,   graças   a   essa   técnica   específica   de 
micropalpação. Sua ação é realizar o mecanismo de auto correção, para evitar a degradação 
dos tecidos e restabelecer suas funções.”

Muitos   outros   experimentos   e   avaliações   tem   sido   realizados   com   a 


microfisioterapia nos casos de colopatia funcional, neurodistrofia, esofagite, acidentes em 
esporte, e trabalhadores deficientes, mas nada tem sido ainda sobre a dor lombar. O alvo 
dessa avaliação é medir a eficácia da microfisioterapia no tratamento da dor lombar baixa. 
Para obter isso, um questionário foi usado domo parte da pesquisa.

1 ­ MÉTODO

Essa avaliação tem sido realizada em um contexto de fisioterapia liberal. Entretanto, 
nós temos que imaginar um protocolo capaz de fornecer o máximo de objetividade que 
pode ser usado dentro da moldura dos tratamentos propostos nas práticas liberais. 

1.1 – Critérios de Seleção para as técnicas usadas

A microfisioterapia é particularmente adequada para uma avaliação como necessita 
de   poucas   sessões,   geralmente   uma   é   suficiente.   Em   um   experimento   duplo   cego   de 
colopatia funcional, a segunda sessão não melhorou o resultado da primeira, e nós temos 
exatamente a mesma experiência quando avaliamos uma neurodistrofia. Mais além, ela não 
provocou nenhum efeito iatrogênico. Essa única sessão usada sem nenhum outro tratamento 
de fisioterapia nos permite avaliar a entrada específica para essa técnica.

1.2 – Critério de seleção para os fisioterapeutas

Para evitar avaliar o terapeuta e não a técnica, 35 fisioterapeutas liberais distribuídos 
em mais de 21 departamentos franceses e belgas, teve parte nessa avaliação. Eles eram 
todos voluntários, e nenhum deles foram desclassificados ou não selecionados. Cada um 
deles usou a técnica em sua prática, realizando uma sessão de microfisioterapia, excluindo 
qualquer outro tratamento no paciente a ser tratado. Cada terapeuta foi identificado com 
uma carta do alfabeto de acordo com o tempo de registro.

1.3 – Critérios para o questionário

O questionário pra avaliação usado foi uma tradução francesa do “Questionário de 
Deficiência  Roland Morris” (RMDQ).  Esse questionário é  recomendado na conferência 
onde é descrito como está abaixo: “Este teste foi autenticado em um contexto de uma dor 
lombar aguda (n=80). Sua simplicidade e qualidade nos permitem um amplo uso de seus 
contextos diferentes de uma pesquisa epidemiológica em um hospital privado, tanto uma 
avaliação por um perito como a pratica clinica, foram utilizados na avaliação individual do 
paciente. Leva­se em média 5 minutos para completar o teste, que tem 24 declarações. Se o 
sujeito respondeu SIM para uma declaração, isso conta um ponto para a declaração( ao 
contrário, não conta ponto). O máximo de pontuação é então 24, e o mínimo 0.

Leclaire e Call provaram que o questionário de Roland Morris pode discriminar dois 
grupos   de   sofredores   de   lombalgia,   com   vários   graus   de   diferenças   clínicas   e 
eletromiográficas (n= 196).

1.4 – Critério de seleção para sofredores de lombalgia

Cada   fisioterapeuta   realizou   uma   avaliação   para   os   primeiros   10   pacientes   que 


vieram ao consultório por lombalgia. Eles não incluíram os pacientes sendo tratados ou 
aqueles   que   não   eram   voluntários   para   tomar   parte   da   avaliação   ou   quem   não   podia 
completar o questionário. Nenhuma seleção foi feita para o tipo de dor lombar. As mais 
severas requeriam repouso absoluto do paciente e estes não foram classificados, como era 
somente para pacientes de ambulatório. Por outro lado, não houve seleção entre lombalgias 
crônicas e comuns. O paciente incluído continua seu tratamento médico prescrito se houver. 
Eles prometem não tomar nenhum outro remédio, e não fazer nenhum outro tratamento 
(infiltração,   manipulação,   etc.)   desde   quando   a   avaliação   é   iniciada,   informando   o 
fisioterapeuta caso o faça, que então o rejeita na avaliação. Cada paciente é identificado 
com um número, 1 a 10, que segue a letra chave do fisioterapeuta.

1.5 Critério pelo número do questionário e o tempo de intervalo entre cada um
Três questionários idênticos foram propostos para esses pacientes, numerados de 1 a 3.

• O questionário 1 deve ser completado no dia do tratamento. Ele avalia a deficiência 
funcional do paciente antes do tratamento.
• O questionário 2 deve ser completado na noite após o segundo dia de tratamento 
(D+2), o dia do tratamento é o D0, para ter uma avaliação de curto prazo. Nós 
escolhemos D+2, onde só houve uma pequena melhora no D+1. Isso vem da técnica 
usada. No entanto, a objetivo da microfisioterapia é iniciar o mecanismo da auto 
cura que é somente claro após 24 horas. 
• O questionário 3 deve ser completado a noite no sexto dia após o tratamento (D+6). 
Isso é para ter uma avaliação em longo prazo.O critério de 6 dias foi selecionado 
para não adiar o tratamento prescrito por mais de uma semana para não deixar o 
paciente   sem   cuidados,   se   necessário,     fora  desse   período.   Após   6  dias,   muitos 
fatores novos podem intervir, que não seriam levados em consideração na avaliação, 
mas   entretanto   pode   ter   também   a   influência   na   lombalgia,   também   como   uma 
mudança no humor do paciente( diferente no trabalho , família e socialmente, ou 
estilo de vida( comida, atividade, descanso, etc.)

Cada questionário é identificado pelo fisioterapeuta pela adição do número do paciente 
(o   mesmo para o  questionário  3),  e  os  dias  quando os   questionários  2  e  3 tem de   ser 
completados.

Cada questionário também tem informações extras dadas pelo paciente: suas iniciais, 
idade, sexo, isso para evitar confusões ou erros entre os questionários e para checar se a 
população recrutada se encaixa como a população da amostra para sofredores de lombalgia. 

1.6 ­ Critérios para análise estatística

1.6.1 – Dados iniciais

Os pacientes são tratados com uma sessão de microfisioterapia para lombalgia. Eles 
completam o questionário de 24 perguntas. A avaliação dos sintomas é feita três vezes no 
período de uma semana. A palavra “período” é definida da seguinte forma:

Período = 1 (antes da sessão), 2 ( 2 dias após a sessão), 3 ( 6 dias após a sessão).

1.6.2 – Variáveis dependentes

1.6.2.1. Variações gerais
Esses  são os relatórios ou itens que formam o questionário. Eles são 24. Por exemplo, 
relatório 1 : “ Hoje, eu fiquei em casa o dia todo por causa das minhas costas”. A resposta a 
esse relatório antes da sessão é notada Q1­1. O mesmo relatório, dois dias após a sessão, é 
notado Q2­1 (Q para o questionário, 2 para o período, e 1 para o número de itens).
1.6.2.2 – As variáveis calculadas
O índice global da lombalgia (IGL).  O IGL corresponde ao número total de “Sim” dos 24 
itens do questionário. Este é um índice de deficiência funcional ligada à dor lombar. Quanto 
mais alto, pior é o sintoma da dor lombar. Como uma convenção, o IGL antes da sessão é 
anotado “ IGL – 1”.

1.6.2.3 – O índice por relatório (IR)
O IR corresponde ao número total de Sim (IRS), ou o número total de Não (IRN) para os 
relatórios considerados para toda população testada. Por exemplo, “IRN1­2=12” significa 
que no período 1 antes da sessão, somente 12 pessoas das 235 marcaram não no relatório 2. 
Esse índice nos permite seguir mais precisamente a evolução de um sintoma durante os 3 
períodos.

1.6.3 – Hipóteses e análises estatísticas

1.6.3.1 – 1° Hipótese
Uma sessão de microcinesioterapia melhora o funcionamento da deficiência da lombalgia 
no todo. Para checar essa hipótese, uma comparação entre as médias do IGL de acordo com 
o período será realizada pela análise da variação.
1.6.3.2 – 2° Hipótese
Uma   sessão   de   microfisioterapia   melhora   cada   sintoma   (explorado   por   24   itens   do 
questionário) de lombalgia. Para checar essa hipótese, um teste do CHI 2 será realizado no 
IR de cada relatório de acordo com o período.

1.7 – Formando um grupo controle

Nenhum grupo de controle foi marcado no contexto dessa avaliação, para evitar 
sobrepor duas técnicas: microfisioterapia verso fisioterapia clássica, que não é o objetivo 
dessa avaliação. Se tivesse sido o caso, nós deveríamos também ter definido o tratamento 
fisioterapêutico, pela definição das técnicas usadas, quando essas técnicas são numerosas e 
combinadas freqüentemente. Essas comparações com outros tratamentos poderiam ser bem 
feitas   pelo   acúmulo   de   questões   de   questionário   idênticos   em   períodos   idênticos,   com 
pessoas tratadas em centros de reeducação, por exemplo, ou em práticas de fisioterapia com 
outras técnicas.

2. A AVALIAÇÃO

Em setembro de 1999, voluntários foram chamados para ter parte nessa avaliação. 
Logo que eles receberam, o formulário, cada fisioterapeuta voluntário recebeu um arquivo 
incluindo   o   protocolo,   sua   carta   de   identificação   e   uma   folha   de   papel   para   listar   os 
pacientes incluídos, também como os 10 arquivos incluindo os questionários, 1, 2 e 3 em 
envelopes   pré­endereçados   e   com   a   informação   ser   dada   aos   pacientes.   A   avaliação 
começou em outubro de 1999 e acabou em abril de 2000, então ela durou por um período 
de 7 meses. Cada pessoa que veio de um tratamento de lombalgia foi perguntada pelo 
fisioterapeuta   se   eles   queriam   tomar   parte   na   avaliação.   Se   sim,   o   paciente   recebia   a 
informação, os três questionários, e três envelopes com selos para serem enviados no dia em 
que foram completados. Enviando o relatório no mesmo dia servia para prevenir que o 
paciente   se   lembre   o   que   ele   anotou   da   última   vez,   para   garantir   uma   resposta   mais 
subjetiva para a avaliação do dia. O paciente não sabe pra onde o formulário é mandado, 
para   evitar   que   as   respostas   possam   agradar   o   fisioterapeuta,   que   não   tem   acesso   ao 
resultado   do   questionário   de   toda   forma.   Na   carta   de   informação   dada   ao   paciente,   é 
também   indicado   que   a   pessoa   sinta   sua   dor   piorar   durante   esse   período,   elas   podem 
interromper a avaliação pela consulta ao médico e pela interrupção do preenchimento do 
questionário,   como   não   queremos   que   o   paciente   tenha   conseqüências   prejudiciais.   Os 
questionários foram coletados e enviados ao estatísticos para análise.

3 – RESULTADOS

3.1 – Número de pacientes incluídos

35 fisioterapeutas tiveram participação nessa avaliação:

300 arquivos foram preenchidos pelos pacientes.

• 21 arquivos foram tomados por pessoas que não fizeram nada, 7%
• 279 arquivos foram enviados:
­ 42 arquivos incompletos, 1 ou 2 questionários faltando, 14%
­ 237 arquivos que puderam ser usados, 3 questionários, 79%

Gráfico 1: Distribuição dos arquivos

3.2­ Descrição da amostra
3.2.1 – Sexo

• 97 homens, 42%
• 134 mulheres, 58%

3.2.2 – Idade

A média da idade foi de 44.8 anos: para homens uma média de 45,2, para mulheres, média 
de 44,5. A idade foi de 18 a 95 anos.

Essa média de idade é de acordo com um estudo realizado por Finnish em uma população 
de 8.000 pessoas, que engloba uma população de idade entre 45 e 54 anos de idade. A 
curva   de   freqüência   de   acordo   com   a   idade   mostra   uma   distribuição   homogênea:   uma 
grande proporção entre 30 e 60, um primeiro grupo entre 20 e 22 e outro de 66.

 
Gráfico 2: distribuição dos sofredores de lombalgia

3.3­ Tipos de dor lombar
Graças   ao   questionário,   nós   podemos   definir   o   grau   de   deficiência   funcional 
resultando da dor lombar, de acordo com o número de sim. (0 = sem deficiência, 24 = 
deficiência máxima). O número de respostas assinaladas de todo o questionário 1 é  de 
2,632   para   237   incluídos,   uma   média   de   11.11   (   desvio   padrão   =   5.8).   Essa   média   é 
chamada: índice global pra sofredores de lombalgia. A distribuição é homogênea no gráfico 
entre as deficiências suaves até as mais severas (gráfico 3). 

Gráfico 3: Distribuição do IGL1 De acordo com o número de “sim” no questionário 1.

3.4 – Efeitos da Microfisioterapia

3.4.1 – 1° Hipótese

Estudo do Índice Global de Lombalgia.

3.4.1.1 – Comparando com as médias

  IGL­1 IGL­2 IGL­3


Média 11.2 6.7 4.4
Desvio padrão 5.8 5.7 5.4
Tabela 1 : Média e padrão de desvio do IGL de acordo com o período.

Existe   uma   diferença   significante   (F(2,468)   =   198;   P<   0,00001)   entre   os   três 
questionários.   O   índice   de   deficiência   é   reduzido   após   a   sessão   de   microfisioterapia   e 
continua descendo até p 6° dia.
Gráfico 4: Linha da média do IGL de acordo com o período.

3.4.1.2 – Correlação entre os índices

Os 3 questionários são correlacionados 2 por 2 (Tabela 2).

Fator de Correlação Spearman 
N R of
Pessoas Ativas Spearman t (N ­ 2) nível p 
GRL 1 3.0459E 
237  0.56527251 10.4600143
GRL 2 ­ 21
GRL 1 5.2763E ­ 
237 0.32025552 5.16027355
GRL 3 07
GRL 2 2.0808E 
237 0.65693563  13.3002605
GRL 3 ­ 30

Tabela 2: Correlação do Fator Spearmen entre o IGL de períodos diferentes.

3.4.2 – 2° Hipótese

Checando a incidência por relatório

Nota: do relatório 1,28.5% dos sujeitos responderam que eles ficaram em casa praticamente 
todo o tempo por causa da dor nas costas antes da sessão de microfisioterapia.

S.1 S.2 S.3 S.4 S.5 S.6 S.7 S.8 S.9 S.10 S.11 S.12
Período 1 28.5  68.1 59.6 31.9 40.9 34.9 62.1 36.2 50.6 44.3 62.6 57.4
Período 2 16.2  44.7 31.1 19.1 23.8 23.8 38.7 23.8 29.8 26.8 42.6 26.4
Período 3 11.9  34.0 20.4 13.6 14.9 14.9 23.8 12.3 17.0 16.6 28.9 17.4
S.13 S.14 S.15 S.16 S.17 S.18 S.19 S.20 S.21 S.22 S.23 S.24
Período 1 74.5 69.8 14.5 63.8 41.7 58.3 5.1 23.4 72.6 43.8 61.7 10.2
Período 2 41.7 40.9 6.0 39.1 26.4 28.1 1.7 15 3 61.3 19.1 33.6 7.2
Período 3 31.1  28.9 4.3 28.5 20.0 20.4 2.6 10.6 40.4 9.8 18.3 3.8

Tabela 3: Freqüência do aparecimento ( em porcentagem) dos sintomas explorados nos  
relatórios considerados (RS0/237)*100) de acordo com o período.

Todos   os   sintomas   explorados   em   um   questionário   são   significativamente 


melhorados com a sessão de microfisioterapia (chi 2 para p<0.01, X 9.21), exceto para os 
relatórios 19 e 24 (veja a tabela 4 em anexo). Esses são sintomas de deficiência motora 
séria. Entretanto, nós podemos imaginar se a fraqueza do chi 2 não vem do número limitado 
de pessoas observadas nesses 2 relatórios somente ( que significa que esses dois relatórios 
deveriam   ter   um   pouco   de   significância   em   nossa   população   como   alguns   sujeitos 
marcaram sim no primeiro questionário).

Gráfico 5: Distribuição do sim para o relatório. 

4. DISCUSSÃO

Quando comparamos os IGL 1  inicial e a curva de distribuição (gráfico 3) para o 
IGL2e o IGL #, nós podemos ver o efeito benéfico da sessão em outros meios (gráficos 6 e 
7).
Gráfico 6: Distribuição do IGL 2 de acordo com o número de sins no questionário 1, 2 e 3.

4.1.2 – Distribuição por grupo

O   questionário   de   Rolland   Morris,   que   incluem   questões,   nos   permite   medir   a 


deficiência funcional de dor lombar baixa entre um valor máximo de 24 e o mínimo de 0.

Então a dor lombar baixa pode ser distribuída em três grupos:
• de 0 a 8 sins :dor lombar leve 
• de 9 a 16 sim: dor lombar moderada;
• de 17 a 24 sim: dor lombar severa.

A evolução do número de sofredores de dor lombar baixa em três grupos podem ser 
seguidas nessas tabelas:

9 to 16 
0 to 8 leve 17 to 24 severa
moderada
Antes da sessão: período 
87 = 36 %  101 = 43 % 49 = 21 %
1
D + 2 : período 2 169 = 71 % 46 = 20 % 22 = 9 %
D + 6 : período 3 192 = 81 % 29 = 12 %

Tabela 4: Distribuição dos sofredores da dor lombar baixa.

O   grupo   de   dor   lombar   severa   e   moderada   foi   reduzido   seriamente,   as   dores 


lombares se tornaram leve ou não existentes. (Gráficos 8 a 10).
Gráfico 8: Distribuição da dor lombar em 3 períodos.

Gráfico 11: Evolução desses tipos de dor lombar entre os períodos 1, 2 e 3 (D0; D+2; D+6). 

4.1.3 – Estudo da modificação entre os períodos

4.1.3.1 – No período (D+2)
• 192 pessoas se sentem melhor, 81%;
• 12 pessoas sentiram o mesmo, 5%
• 35 pessoas se sentiram pior, 14%. (gráfico 2)

Gráfico 12: Mudanças entre o período 1 e 2 (D0 e D+2).

4.1.3.2 – No período 3 (D+6)
• 209 pessoas se sentiram melhor, 88%;
• 7 pessoas sentiram o mesmo, 3%
• 21 pessoas sentiram piora, 9%. (gráfico 13 e 14)

Gráfico 13: Mudanças entre o período 1 e 3 (D0 e D+6).
Gráfico 14: Evolução da lombalgia entre os períodos 2 e 3.

4.1.4­ Estudo da porcentagem da mudança

Este estudo consiste na comparação para cada pessoa o número de sim marcados no 
período   1   antes   da   sessão   com   o   número   de   marcas   no   período   3   (D+6)   pela   sua 
distribuição nos 4 grupos de 25%. Dessa forma nós podemos ter precisão da porcentagem 
da agravação ou da melhora.
4.1.4.1 – Piora
• de 100% a 76%: 2 pessoas , 1%
• de 75% a 51% : 2  pessoas, 1%
• de 50% a 26% : 5 pessoas, 2%
• de 25% a 1%: 12 pessoas , 5%

4.1.4.2 – Sem mudança
• 7 pessoas , 3%

4.1.4.3 ­ Melhora
• De 1% a 25%: 21 pessoas , 9%
• De 26% a 50% : 37 pessoas, 16%
• De 51% a 75%: 46 pessoas, 22%
• De 76% a 100%: 105 pessoas, 44%

60 pessoas não marcaram sim no questionário 3. 25%.
Esse estudo mostra que o grupo de pessoas que se sentiram pior foi somente uma piora leve 
(0 a 25%), onde o grupo que se sentiu melhor teve um aumento na porcentagem de 0 a 
100%. (Gráfico 15).

Gráfico 15: distribuição da porcentagem de mudança em 25%.

A melhora obtida após a sessão de microfisioterapia é significante como na média 
de 78% nas pessoas que sentiram melhora.

CONCLUSÃO

A população de 237 sofredores de lombalgia completou um questionário explorando 
essa patologia, antes e duas vezes após a sessão. Uma única sessão ajudou o grupo de 
pacientes sentir significativamente melhor, tanto na dor como na deficiência motora.  A 
melhora começa tão cedo como no segundo dia após a intervenção e dura até o sexto dia. 
No   geral,   os   pacientes   melhoraram   no   mesmo   dia,   levando   em   consideração   entre   os 
diferentes índices e a melhora atinge todos os tipos de deficiência.

Quero   agradecer   a   todos   os   microfisioterapeutas   que   tomaram   parte   nesse   estudo   e   os 
parabenizar pelos seus trabalhos.

BIBLIOGRAFIA
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back pain sufferers ­ SPEK 2000 ­ p.40. (back to text) 
2. AFREK ­ Consensus Conference : long text ­ Physiotherapy treatment for the low 
back pain sufferers ­ SPEK 2000 ­ p.28. (back to text) 
3. GROSJEAN D. ­ BENINI P. ­ Micropalpation, basis of Microkinesitherapie ­ 
C.F.M. ­Pont­ à­Mousson. (back to text) 
4. GROSJEAN D. ­ BENINI P. ­ Micropalpation, basis of Microkinesitherapie ­ 
C.F.M. ­Pont­ à­Mousson. p.55. (back to text) 
5. GROSJEAN D. ­ BENINI P. ­ Approach of the algoneurodystrophy syndrome of the 
superior limb in microkinesitherapie. An experimental study on 46 cases. Annale de 
Kinesitherapie 1990 ­ T 17 ­ N!6 ­ pp.303­4. (back to text) 
6. GROSJEAN D. ­ BENINI P. ­ Micropalpation, basis of Microkinesitherapie ­ 
C.F.M. ­Pont­ à­Mousson p.59, p.123. (back to text) 
7. GROSJEAN D. ­ BENINI P. ­ Micropalpation, basis of Microkinesitherapie ­ 
C.F.M. ­Pont­ à­Mousson p.116. (back to text) 
8. AFREK ­ Physiotherapy treatment for the low back pain sufferers ­ Consensus 
Conference SPEK 2000 ­ p.3. (back to text) 
9. AFREK ­ Physiotherapy treatment for the low back pain sufferers ­ Consensus 
Conference SPEK 2000 ­ p.10. 
10. AFREK ­ Physiotherapy treatment for the low back pain sufferers ­ Consensus 
Conference SPEK 2000 ­ p.291. 
11. COSTE J. and CALL ­ French authentication of a functional disability scale for the 
assessment of lower­back pain, the Roland Morris Disability Questionnaire 
(RMDQ). Rev. Rhumatologie (Fr.ed.) 1993, 60 (5) 335­341. 

ANEXOS

Anexo 1 – Questionário 1,2 e 3 
QUESTIONÁRIO 1
ARQUIVO N° : ....................... INICIAIS : ............. IDADE : .............. SEXO :  M  F (1)

AVALIAÇÃO DO ESTADO DA LOMBALGIA ANTES DA SESSÃO DE 
MICROFISIOTERAPIA

Quando suas costas doem, é mais difícil realizar algumas das atividades que você faz 
normalmente. 
Esses relatórios descrevem algumas dificuldades que você pode ter em realizar uma 
atividade de vida diária relacionada com sua dor nas costas.

Leia essas sentenças uma por vez atenciosamente, tendo em mente seus sintomas de hoje 
por sua lombalgia. Quando ler uma sentença que descreva exatamente o que sente, marque 
“sim”. 

Não se esqueça: Somente marque sim na sentença que te descreve hoje. 
   Yes No
1 – Hoje, eu fiquei em casa na maior parte do tempo por causa das minhas 
costas.
2 – Hoje , eu mudei de posição freqüentemente de posição pra tentar deixar 
minhas costas mais confortável.
3 – Hoje, eu andei mais devagar do que o normal por causa da minha dor nas 
costas
4 – Hoje , por causa das minhas costas, eu não fiz o trabalho que faço pela casa 
5 ­ Hoje , por causa das minhas costas, eu tive que usar o corrimão pra subir as 
escadas 
6 ­ Hoje , por causa das minhas costas, eu tive que me deitar para descansar
7 ­ Hoje , por causa das minhas costas, eu tive que me segurar pra levantar da 
cadeira.
8 ­ Hoje , por causa das minhas costas, eu pedi pra outras pessoas me ajudarem 
com as tarefas
9 ­ Hoje, por causa das minhas costas, me vesti mais devagar
10 – Hoje, eu fiquei em pé somente por um curto período de tempo por causa das 
minhas costas.
11 ­ Hoje , por causa das minhas costas, eu não pude me abaixar.
12 ­ Hoje , por causa das minhas costas, foi muito difícil me levantar da cadeira 
13 – Hoje, minhas costas doeu quase o tempo todo 
14 ­ Hoje , por causa das minhas costas, foi difícil me virar na cama 
15 – Hoje, meu apetite não estava bom por causa da minha dor.
16 ­ Hoje , por causa das minhas costas, tive problemas para vestir minhas meias
17 – Hoje, não pude andar por uma curta distancia por causa da minha dor nas 
costas. 
18 – Hoje, eu dormi mal por causa da minha dor nas costas.
 

Anexo2 – Carta de informação ao paciente (back to text )

INFORMAÇÃO
Você sofre de dor lombar baixa (o problema da idade). Muitos tratamentos são sugeridos 
para tentar aliviar e curar esse mal. Para checar sua eficiência, é necessário realizar alguns 
desses testes. Obrigada por aceitar e fazer parte de um desses.

Pra você, isso consiste em completar 3 questionários, coloca­los em um envelope pré selado 
dado a você e postado no próximo dia. O primeiro questionário deve ser completado no dia 
do tratamento. 

• O segunda, na data indicada pelo terapeuta, 2 dias depois do tratamento. 
• O terceiro, na data indicada, 6 dias depois do tratamento. 

Durante a avaliação dessa semana, você realizar o tratamento prescrito pelo medico antes da 
sessão se ele/ela tiver uma prescrição, mas nós pedimos para que não comece outro 
tratamento. Se este for o caso , nós gostaríamos que isso fosse relatado ao seu terapeuta, para 
que ele/ela seja retirado da lista, e não continue completando o questionário. 

Obrigada por fazer parte desse estudo.

Anexo 3 – Carta de informação para o fisioterapeuta. 

INFORMAÇÕES PARA A AVALIAÇÃO 
DO PACIENTE

Sua carta de identificação é 
Essa carta tem que ser escrita em cada questionário entregue aos sofredores de lombalgia 
seguida pelo n° de 1 a 10 dessa lista. Entretanto, você irá colocar um número em cada 
questionário. 

Por exemplo: P1, P2, P3, etc. Como as datas do questionário têm que ser completadas, antes 
de entregá­los aos pacientes, com os três envelopes e a carta de informação.

(A data tem que ser calculada começando do dia do tratamento D), então o Segundo 
questionário é o D+2, dois dias depois do tratamento, e no terceiro dia D+6, no dia anterior e 
uma semana depois. 

Você vai manter uma lista das pessoas que fazem parte, com essas novas informações: 

Data pra 
Data para  Data para 
Número de  Nome e  Número de  completar o 
completar o  completar o 
identificação sobrenome telefone questionário 
questionário questionário 3
2
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11