Você está na página 1de 8

S2.

ASSISTÊNCIA SOCIAL COMO POLÍTICA PÚBLICA

2.1 LEI ORGÂNICA DA ASSISTÊNCIA SOCIAL: FILANTROPIA A POLITICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL

A Constituição Federal de 1988 foi um marco importante para as políticas


públicas, principalmente para a assistência social que passou a fazer parte do
tripé da seguridade social juntamente com saúde e previdência, como
apresentado no artigo (BRASIL, 1988).
A assistência social é política pública de caráter não contributivo, que tem
como finalidade suprir os mínimos sociais, da população que encontra se em
situação de vulnerabilidade ou risco social, que necessita dessa política. Como
está na Constituição Federal de 1988, no capítulo II sobre a seguridade social,
artigo 203: “A assistência social será prestada a quem dela necessitar,
independentemente de contribuição á seguridade social” (Brasil,1988). Apesar
do importante marco da legitimação da assistência social como política pública
social, esse avanço só deu se no âmbito legal, uma vez que na prática ainda
havia uma não efetivação no que diz respeito aos direitos sociais, principalmente
porque essa política ainda tinha um perfil assistencialista e filantrópico. Dantas
(2016) cita Paula (2013, p.89):
Embora tenha composto o tripé constitucional da
seguridade ao lado da saúde e da previdência social,
a partir de 1988, a assistência social nunca se livrou
absolutamente dos ranços conservadores de sua
gênese, tais como o assistencialismo, o clientelismo,
o primeiro damismo seu uso como estratégia
patrimonialista e o principal sua materialização como
medida e de coesão social voltada a manutenção de
poder politico das “elites” associada a subalternização
dos usuários de serviços e bens assistências
(PAULA, 2003, pág.89, apud
DANTAS,2016,pag.109).
Como podemos observar a assistência social foi notada como política publica
no âmbito legal, mas na prática ainda continuo se por muito tempo com seu viés
conservador, que trás consigo a ideia de benesse, ajuda e filantropia. Como
forma da classe política controlar a população e trazer uma visão que eles são
“bonzinhos” e “caridosos”, quando na verdade a assistência é direito social,
fazendo parte do sistema de proteção social.
Assim na década de 1990 tem se um avanço político no Brasil, após cinco
anos de assistência social como política pública (constitucionalmente), é
promulgada a lei orgânica de assistência social (LOAS) n° 8742/1993
especificamente dia 7 de dezembro de 1993, essa lei tratar sobre a assistência
social, que através dela reafirmação o que está exposto na constituição federal
de 1988, e para somar com critérios e diretrizes no que se refere a assistência
social.
Segundo afirma Yazbek (2004,pág. 23):
[...]Eu entendo que a constituição e depois a lei
orgânica de assistência social criam para a
assistência social uma nova matriz— eu tenho
chamado assim. — que permite a passagem da
assistência social para um campo novo, o campo do
direito, o campo da universalização dos acessos, da
responsabilidade do estado perante as questões da
pobreza e da exclusão, o campo da politica pública
(YASBEK, 2004, p. 23).
Nesse contexto, a assistência social teve grandes conquistas no âmbito da
legalização dessa política com sua inclusão na seguridade social e na
Promulgação da LOAS (8.742/1993) que contempla a reafirmação da
regulamentação desta enquanto política pública e social e assim a assistência
social passa ser política que compõe o sistema behverigdiano. Conforme
Boschette (2006) cita (Beveridge, 1943; Castel,1998), onde elenca que no
sistema behverigdiano, os direitos tem caráter universal, destinados os cidadãos
incondicionalmente ou submetidos a condições de recursos, mas garantindo
mínimos sociais a todos em condição de necessidade.
Esse sistema tem como base a universalização dos direitos basilares da
população que se encontra a margem dos riscos sociais, para a promoção e
efetivação da garantia dos direitos.
A lei orgânica de assistência social (LOAS) n° 8.742/1993 em seu capitulo I
trata das definições e dos objetivos, artigo 1°:
Art.1° A assistência social, direito do cidadão e dever do
Estado, é Política de Seguridade Social não contributiva, que
provê os mínimos sociais, realizada através de um conjunto
integrado de ações de iniciativa publica e da sociedade, para
garantir o atendimento ás necessidades básicas. (BRASIL,
1993).
A parte da aprovação dessa lei tem se uma ampliação na responsabilidade
estatal (estado) em atender as necessidades basilares da população que
encontra se em situação de vulnerabilidade ou risco social. E também para
direcionar o funcionamento da assistência social como polícia social, pós apesar
da mesma ser reconhecida legalmente como política publica na carta
constitucional vigente, não se tinha uma definição clara dessa política e se tinha
um direcionamento de como deveria funcionar.
Com isso é possível perceber que a LOAS é um acréscimo importante para
a política de assistência social, na regulamentação enquanto política pública
social, no enfrentamento a questão social e expressões dessa, como principal o
combate e erradicação da pobreza, mas não apenas neste âmbito.
A LOAS em seu artigo 2° vem definir quais são seus objetivos, com a
intenção de demonstrar a finalidade da política assistência social. Em virtude da
universalização dos direitos sociais, buscado a proteção, amparo, promoção,
entre outros. Segundo a lei orgânica da assistência social em seu Art.2°
Art. 2° A assistência social tem por objetivos: I - a proteção social, que
visa a garantia da vida, a redução de danos e a prevenção da incidência
de risco, especialmente: a) A proteção a família, maternidade, a infância,
adolescência e a velhice; b) O amparo as crianças e adolescentes
carentes;c) A promoção da integração ao mercado de trabalho; d) A
habilitação e reabilitação das pessoas com deficiência e a promoção de
sua integração a vida comunitária; e) A garantia de um salario mínimo
de benefício mensal a pessoa com deficiência e ao idoso que
comprovem não possuir meios de prover a própria manutenção ou de tê-
la provida por sua família; II – a vigilância socioassistencial, que visa
analisar territorialmente a capacidade protetiva das famílias e nela a
ocorrência de vulnerabilidades, de ameaças, de vitimização e danos; III
– a defesa de direitos, que visa o pleno acesso aos direitos no conjunto
das provisões socioassistenciais. Paragrafo único: para o enfrentamento
da pobreza, a assistência social realizasse de forma integrada as
politicas setoriais, garantido os mínimos sociais e provimento de
condições para atender contingências sociais e promovendo a
universalização dos direitos sociais (BRASIL1993).

Diante disso os objetivos dessa lei, dar impulso para que se tenha uma
proteção social, a fim de garantir a vida, á redução de danos e prevenção de
incidência de risco. Para defesa de direitos sócioassistenciais para assegurar os
direitos básicos de cada grupo social (com crianças e adolescentes vitimas de
abuso sexual, pessoas em situação de rua, família a margem da questão social
ou que se encontra em situação de vulnerabilidade social e idosos que tiveram
seus direitos violados) que se encontra em situação de vulnerabilidade social
tendo em vista o enfrentamento a pobreza.
Desta forma, torna-se algo que pode contribuir para defesa e a efetivação de
direito é o trabalho integrado às demais políticas social. A proteção social não é
algo específico da assistência social, mas de um conjunto de política setoriais
para atender as demandas relacionada a essa política a fim de garantir direitos
e a minimização da questão social.
Dessa maneira, a assistência tem como objetivo maior a proteção social para
garantir a vida e a prevenção de danos e riscos, atrás da proteção, amparo,
promoção, habilitação e reabilitação dos grupos que são mais vulneráveis ou
que se encontram em situação de vulnerabilidade como, por exemplo: a família,
maternidade, crianças, adolescentes, a pessoa com deficiência e a pessoa
idoso. Trabalhado também na prevenção para que determinados grupos sociais
não se encontrem nessa situação através da vigilância socioassistencial e da
defesa de direitos para garantia do acesso aos direitos de cada cidadã (BRASIL,
1993).
Conforme expresso em seus princípios a assistência social deve prezar pela
supremacia, universalização, respeito, a igualdade e divulgação. Com a
finalidade da universalização do acesso dos direitos sociais para quem dela
necessitar, sem precisar de contribuição, para abonar os mínimos sociais.
Mantendo o respeito a dignidade do cidadã e a sua autonomia na prestação de
serviços e benefícios de qualidade, negado se qualquer forma de necessidade.
A organização da assistência social se dá atrás de três diretrizes que são
descentralização, participação e primazia, com está escrito no capítulo II, at. 5°:
Art. 5° A organização da assistência social tem como base
as seguintes diretrizes: I – descentralização politica–
administrativa para os Estados, Distrito Federal, Municípios,
e comando único das ações de cada esfera de governo; II –
participação da população, por meio de organizações
representativas, na formação das políticas e no controle das
ações em tidos os níveis; III – primazia da responsabilidade
do Estado na condução da política de assistência social em
cada esfera de governo (BRASIL,1993).
Começando pela descentralização que é a divisão política administrativa entre
os estados, distrito federal e municípios no que diz respeito à responsabilidade
da coordenação e o financiamento no domínio da assistência social. Em conjunto
com participação da sociedade civil, a partir do controle social que pode ser de
forma indireta com as organizações representativas ou de forma direta mediante
os conselhos e conferências, participando até na formação de um nova norma.
Contudo a responsabilidade de administrar essa política pública social é
unicamente das três esferas do governo.
Peres e Alves (2009,pág.75) citam Uga (1991, p. 97) elencando que o sistema
descentralizado e participativo é definição como:
[...] um processo de distribuição de poder que pressupõe, por um
lado, a redistribuição dos espaços de exercício de poder ou dos
objetivos de decisão – isto é, das atribuições inerentes a cada
esfera de governo e, por outra, a redistribuição dos meios para
exercitar o poder, ou seja, os recursos humanos, financeiros,
físicos.
Com a descentralização do vem exatamente à divisão de poder onde a
coordenação das normas gerais é da esfera federal e os demais tem a autonomia
de coordenar e execução as políticas sócias e públicas, para o funcionamento
dessa política também a redistribuição de recursos humanos, financeiros e
físicos. Em conformidade com a LOAS 8.742/1993:
Art. 11 As ações das três esperas de governo na área de
assistência social realizam se de forma articulada, cabendo
a coordenação e as normas gerais á esfera federal e a
coordenação e execução dos programas, em suas
respectivas esferas, aos Estados, Distrito Federal e aos
Municípios (BRASIL,1993).
O sistema descentralizado e participativo é norteador para a organização da
política de assistência social, em sua negociação dos aspectos de gestão dessa
lei, a mesma destaca quais são as competências dos estados, distrito federal e
municípios a fim de determinar suas funções em cada nível de complexidade.
É de função das esferas governamental, segundo a LOAS 8.742/93:
Em seu artigo 12° compete à união a subversão e manutenção
do BPC (benefício de prestação continuada), o apoiar técnica e
financeiramente os serviços, os programas, projetos e
benefícios de combate a fome no âmbito nacional e atender em
conjunto com os Estados, Distrito Federal e municípios às ações
socioassistenciais de caráter de emergência (BRASIL,1993).

A união é responsável pela financiamento de serviços, programas, projetos e


benefício no que diz respeito ao âmbito nacional, e em caso de emergência
atender a população conjuntamente com as demais esferas governamentais
(estado, distrito federal e município).
O artigo 13° compete aos Estados destinar recursos financeiros aos Municípios,
a título de no custeio do pagamento dos auxílios natalidade e funeral, mediante
critérios estabelecidos pelos conselhos estaduais de assistência social, apoiar
técnica e financeiramente os serviços, programas e os projetos de
enfrentamento a pobreza em âmbito regional ou local. Atender, em conjunto
como os Municípios, às ações assistenciais de caráter de emergência, estimular
e apoiar técnica e financeiramente as associações e consórcios municipais na
prestação de serviços de assistência social e prestar os serviços assistenciais
cujos ou ausência de demanda municipal justifiquem uma rede regional de
serviços, desconcentrada, no âmbito do respectivo estado. (BRASIL, 1993).
Por fim os artigos 14° e 15° competem ao distrito federal e ao município: destinar
recursos financeiros para o custeio do pagamento dos auxílios natalidade e
funeral, mediante critérios estabelecidos, efetivar o pagamento dos auxílios
natalidade e funeral, executarem os projetos de enfrentamento da pobreza,
incluindo a parceria com organização da sociedade civil, atender as ações
assistências de caráter de emergência e prestar os serviços assistenciais de que
trata o art. 23 desta lei.
Desta forma na LOAS em seu capítulo IV, vem tratar dos benefícios, dos
serviços, dos programas e dos projetos da assistência social.
O benéfico de prestação continuada (BPC) é um auxílio que dispõe um salário
mínimo, para a pessoa idoso com 65 anos ou mais, e a pessoa com deficiência,
que estão impossibilitada de trabalhar, que não posou condições de se manter
e nem de ter suas necessidades providas por sua família.
Outro tipo de benéfico é o que denominamos de benefício eventual, é o
pagamento de um auxílio que pode ser por natalidade ou por morte as famílias
que tenha o perfil para o recebimento deste, que no caso é ter a renda per capita
inferior a um quarto do salário mínimo. O valor desse benefício vai ser definido
pelos conselhos de assistência social em cada uma de suas esferas de governo,
inclusive pode se estabelecer novos benefícios eventuais para atender as
necessidades dos usuários que se encontra a margem da questão social
(BRASIL,1993).
Os serviços são atividades sócioassistências continuada que visão a melhorar a
vida da população que está situação de vulnerabilidade ou de risco social, esses
serviços preza para o amparo as crianças e adolescentes e a pessoa que vive
em situação de rua.
Enfim os programas de assistência social compreendem ações integradas e
complementares com objetivos, tempo e área de abrangência definidos para,
qualificar e melhorar os benefícios e os serviços assistências.
O financiamento da assistência social se da através da ratificação pelo decreto
legislativo n° 66, de 18 de dezembro de 1990 foi atrás dele que o fundo nacional
de ação comunitária passou para o fundo nacional de assistência social (FNAS).
Esse fundo é especial, no âmbito da união, no qual são alocados os recursos
destinados para o financiamento das ações.

2.2 A Política Nacional de Assistência Social e a Territorialização.

A política nacional de assistência social estabelecidos na LOAS 8.742 / 1993 e


na constituição federal de 1988, conduz os mesmo princípios e diretrizes dessas
leis e ainda em seu texto apresenta uma nova diretriz que “a centralidade na
família para a concepção e implementação dos benefícios, serviços, programas
e projetos”(BRASIL,2004).
Essa política vem tratar também de uma novo ideário sobre a desigualdade
social demonstrando que a falta de renda econômica e/ou pobreza, não são os
únicos causadores das desigualdades sociais, que esse fator pode se dar de
várias formas em suas necessidades socioterritoriais de cada indivíduo ou
família. Pois a questão social e suas expressos estão se demonstrado de varias
formas. Sposati (2008,pág. 01) [...] É preciso entender o território como um
espaço dinâmico de relações onde necessidades e possibilidades se confrontam
no cotidiano.
A desigualdade social está posta em nossa sociedade de maneira excludente
onde uns tem acesso à educação, alimentação, moradia e segurança de
qualidade em quando outros estão vivendo a margem da exclusão ou já sentem
na pele essa exclusão avassaladora não é ser vítima e sim não possui condições
ser dono do capital.
A PNAS objetiva prover serviços, programas, projetos e benefícios de proteção
social básica e, ou, especial; contribuir com a inclusão e a equidade dos usuários
e grupos específicos, ampliando o acesso os bens e serviços socioassistenciais
básicos e especiais, em áreas urbanas e rural; e assegurar que as ações no
âmbito da assistência social tenham a convivência familiar e comunitária
(BRASIL,2004).
Os usuários da política de assistência social são determinados cidadãos ou
grupos sociais que se encontra em situação de vulnerabilidade ou de risco social
por exemplo: identidade estigmatizada em termos étnicos, culturais e sexual,
exclusão pela pobreza, no acesso as demais políticas públicas, uso de
substancia psicoativas e diferentes formas de violência advinda do núcleo
familiar, grupos ou indivíduos (BRASIL,2004).
Esses usuários são justamente os já precisaram de uma determinada proteção
social seja ela básica, especial de média ou alta complexidade. A proteção social
básica busca prevenir ou minimizar situações de vulnerabilidade ou de risco
social essa proteção social, tem como finalidade que os laços tanto familiares ou
comunitários não sejam rompido e não teve violação de direito.
Assim os serviços de proteção social básicas são programas de atenção integral
a família, programas de inclusão produtivas e projetos de enfrentamento da
pobreza e centro de convivência para idosos, entre outros, esses serviços são
executado pelo centro de referencia de assistência social (CRAS) e outras
unidades básicas e publicas da assistência social. E o que seria CRAS? Como
está na PNAS/2004 “ centro de referência da assistência social (CRAS) é uma
unidade publica estatal de base territorial, localizado em áreas de vulnerabilidade
social, que abrange um total de 1.000 famílias/ ano” ( BRASIL,2004).
Essas unidades tem como base a proteção social básica, em áreas que possui
maior risco social ou de vulnerabilidade social, a partir de uma base territorial,
um dos problemas enfrentado por essa política é a alta demanda social que tem-
se , com o numero menor de profissionais de serviço social e de recursos
mínimos para atender os usuários que estão na ponta afim de ter seus direitos
alcançado. É algum até desafiador ter uma demanda grande e uma resposta
mínima, que a todo momento temos que ser profissionais críticos e propositivos.
A proteção social especial atende usuário ou família que se encontre em situação
de danos ou risco social, quando tem seus direitos violados ou laços familiares
ou comunitário rompidos, Essa se divide em duas em: proteção social especial
de medica complexidade e de alta complexidade.
A proteção social, seja ela, básica ou especial visa a promoção dos direitos do
cidadão que se encontra em situação de vulnerabilidade ou de risco social,
através da territorialização.
A constituição federal de 1988, a LOAS 8.742/1993, a PNAS 2004 e SUAS/2005
são avanços fundamentais para a institucionalização da assistência social como
politica publica legitima. Porem essa ainda tem que enfrentar muitos percalços
em sua trajetória um deles é a visão da benesse e ajuda ainda existentes na
área da politica social. Principalmente da assistência social que apesar da sua
legitimação ainda encontrasse um viés dessa velha visão conservadora.
Um exemplo clássico é o damismo onde a primeira dama é contratada para
trabalhar como secretária de assistência social, onde muita das vezes essa
contratada tem um olhar de ajudar ao próximo de ser caridosa e não trabalhar
de fato na politica de assistência social. Isso é um ato tido como normal
principalmente em municípios de pequeno porte.
Segundo (FONSECA et al, 2011, pág.03) cita FIGUTI (2006):
Observa que a assistência social se configura como um avanço nas politicas
sociais brasileiras. Voltado para a garantia dos direitos e de condições minimas
a vida. A autora ainda nos lembra que ainda vários municípios, [...] o qual as
ações filantrópicas são desenvolvidas pelas denominadas primeiras damas (
como são conhecidas as esposas dos representantes políticos que ocupam
cargo no poder executivo e que realizam praticas beneficentes que consideram
assistência social [...].

De acordo com o que foi citado a cima com essas praticas de benemerência a
politica de assistência social tende a ser deixado de lado o seu caráter de direito
do cidadão e dever do estado e afirmado uma pratica de assistencialismo que
não condiz com uma a real politica.
A legislação em que diz respeito a politica de assistência social deixa claro quais
são seus principais e diretrizes que estão exposto na constituição federal de
1988, na LOAS e PNAS de como essa politica deve ser regida e é de
fundamental importância que os demais profissionais sejam capacitados para
atuar na área social deixado assim qualquer forma vexatória ajudar, pós a
assistência social é um direito previsto na constituição cidadã e demais politicas.
O assistencialismo é algo que não foi superado, ainda na politica de
assistência social, em campo de estágio é possível notar esse fator que vem
desse do inicio da assistência só em olhar como denominam a secretaria de
assistência social como “secretaria de ação social”. É como se a ações fosse
realizadas por empresas e sociedade e náo fosse realizada pelo estado.