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Lenda do Caipora

Origem da lenda do Caipora, personagem do folclore brasileiro, lenda, surgimento

Caipiras: defensor dos animais da floresta

Lenda do Caipora

Montado em um porco selvagem, o caipora anda nu pela floresta e domina todos os animais.

De acordo com a lenda, ele ataca os caçadores que não cumprem os acordos de caça feitos
com ele. Assim como o Curupira, de quem possui um parentesco, sua missão é proteger os
animais da floresta.

Forma de agir

De acordo com a lenda, o Caipora é o terror dos caçadores que caçam além das necessidades.

O Caipora usa todos seus conhecimentos sobre a vida na floresta para fazer armadilhas para os
caçadores, destruir suas armas e bater nos cães de caça. O caipora assusta os caçadores,
reproduzindo sons da floresta, além de modificar os caminhos e rastros para fazer com que os
caçadores se percam na floresta.

Ainda diz a lenda que aos domingos, sextas-feiras e dias santos o Caipora age com mais força
e de maneira mais intensa.

Uma forma de escapar da ação do Caipora é oferecer-lhe fumo de corda e outros presentes, que
devem ser deixados próximos ao tronco de uma árvore, de preferência numa quinta-feira. Mesmo
assim, não é garantia de que o Caipora não irá agir, pois dizem que ele pode ser traiçoeiro.

Bibliografia Indicada

- O Caipora
Autor: Calon, Dala
Editora: Biblioteca 24 horas
Temas: Folclore, Cultura Popular, Contos

- A hora da Caipora
Autor: Chamlian, Regina
Editora: Ática
Temas: Folclore, Cultura Popular

- Lenda do Caipora
Autor: Silva, Gonçalo Ferreira da
Editora: Ablc
Temas: Folclore, Cultura Popular
Caipora é um personagem do folclore, representado tanto por uma mulher,
índia, como por um homem matuto, baixo, que aparece montado em um
caititu ou porco-do-mato. Antes era conhecido como Caiçara, entidade que
protegia as caças.

As características principais do Caipora são: ser anão, ter cabelos vermelhos,


orelhas pontudas e dentes esverdeados.

Conta a lenda que o Caipora é protetor dos animais de pele, couro ou chifre,
como porcos, tamanduás, cobras, tatus, veados, etc.

Em sua missão, assusta os caçadores que matam esses animais de forma


cruel e predatória. Muitas fêmeas são mortas quando estão prenhas e esses
homens, insensíveis, não têm a mínima compaixão por esses animais.

Combate os maus tratos contra animais

Caipora é muito danado, prega peças nos homens que chegam às matas,
mal intencionados, querendo matar animais. Vendo isso, Caipora solta
uivos e gritos, assombrando-os.

Outra forma de defender os bichos é espantando-os para longe dos


caçadores ou ressuscitando os que foram mortos.

Caipora fica furioso e lança seu barulho, persegue os caçadores, bate em


seus cachorros, até que os mesmos fujam da floresta, deixando a arma
jogada ao chão.

Porém Caipora não é totalmente correto, pois gosta de fumo e bebida. Com
isso, alguns caçadores levam esses presentinhos para ele em troca de uma
boa caçada. Mas a caça deve acontecer sem maltratar o animal, nem matar
uma fêmea que espera um filhote.
Lenda do Caipora

A lenda do Caipora é bastante evidenciada em todo o Brasil, está presente desde


os indígenas, e é a partir deles que surgiu este mito. Segundo muitas tribos,
principalmente as do Tronco Linguístico Tupi-Guarani, o Caipora era uma
entidade que possuía como função e dom o controle e guarda das florestas,e
tudo que existia nela.Com o contato com outras civilizações não - indígenas, esta
divindade foi bastante modificada quanto a sua interpretação, passando a ser
vista como uma criatura maligna.Com o passar dos tempos muitas pessoas
ainda continuam a relatar sua aparição, isto se dá na maioria das vezes com
pessoas no interior de matas, o local onde caipora habita.

Segundo as pessoas que já viram Caipora, as características variam e a


impressão que se tem dela pode variar dependendo se Caipora quer perturbar
ou ajudar a pessoa.

Muitas pessoas afirmam que Caipora é um menino moreno , parecido com um


indiozinho,olhos e cabelos vermelhos, possui os pés virados para trás.Outras
pessoas dizem que ele parece com um indiozinho possui uma lança, um
cachimbo,já outras pessoas o descrevem igual aos modelos anteriores porém
com apenas um olho.

Caipora tem o poder de ressuscitar qualquer animal morto sem sua autorização,
para isso apenas fala para que o bicho ressuscite. Por ser muito veloz às vezes
as pessoas apenas sentem Caipora como se fosse uma rajada de vento no
mato.Para entrar numa mata com permissão da Caipora, a pessoa deve levar
sempre uma oferenda para ela, como um Pedaço de Fumo-de-Rolo, um
Cachimbo. Caipora emite um som estridente causando que causa arrepios e
pavor a todos os que o escutam. Em algumas regiões do Brasil Caipora é
conhecido como o Curupira.

Como referenciar: "Lenda do Caipora - Lendas e Mitos" em Só História. Virtuous Tecnologia da


Informação, 2009-2019. Consultado em 10/08/2019 às 18:37. Disponível na Internet
em http://www.sohistoria.com.br/lendasemitos

LENDA DO CAIPORA
Mais Cordéis
Lenda do Caipora
Gonçalo Ferreira da Silva
A humana criatura
se pergunta insatisfeita:
_Como uma coisa existe
sem nunca ter sido feita? –
Quem prega não prova nada
quem escuta não aceita.

Diz a gênese mosaica


que Deus Pai Onipotente
disse: “Faça-se a luz”
e a luz obediente
do atro abismo do nada
surgiu repentinamente.

Assim também são as lendas


as vezes surgem do nada
ou como remanescência
duma cultura importada
que sempre sensibilizam
gente não civilizada.

De acordo com tais lendas


há o regente do mar,
o deus dos mananciais,
o gênio que rege o ar,
e é de um desses gênios
que nós queremos falar.

Vivendo na intimidade
da aconchegante flora
como um guardião que zela
a quem mais ama e adora
é o protetor da fauna
o lendário caipora.

E o caçador prudente
ao conduzir o seu cão
antes de entrar na mata
deve, por obrigação
ao caipora pedir
a sua autorização.

Senão estará sujeito


a ser desafortunado
ou inexplicavelmente
ficar desorientado
andando em círculo na mata
por tempo indeterminado.

Outras vezes algo estranho


fica o cachorro sentindo
andando em torno do dono
se lastimando e ganindo
sem que o dono perceba
quem o está perseguindo.
Outro artifício que é
pelo caipora usado
é reter o cão esperto
infantilmente acuado
latindo muito diante
dum toco designado.

“Hoje não é o meu dia”


pensa imediatamente
o caçador convidando
o cão desobediente
que abana o rabo, entretanto,
volta a latir novamente.

Agora o caçador sente


um inexplicável frio
tenta dominar o medo
porém sente um arrepio
algo como um mudo aviso,
um sentimento sombrio.

Pedras à feição de trempes


bota na mata fechada
acende fogo dizendo:
_Vamos parar a jornada
só depois da hora-grande
reinicia a caçada.

Mas depois da hora-grande


incompreensivelmente
ouve o caçador um longo
assovio à sua frente
o caçador intrigado
escuta detidamente.

Gira sobre os calcanhares


segue oposta direção
mas não percorre uma jarda
tem ele a decepção
de saber que o assovio
já mudou de posição.

E assim pra todo lado


em que o caçador for
segue o assovio como
se o assoviador
se entretenha mangando
da cara do caçador.

Um caçador nos contou


um curioso ocorrido
um caso igualmente aquele
nunca tinha acontecido
dessa vez o caipora
se deixou ser percebido.

Quando entrou na mata virgem


repentinamente viu
três porcos-do-mato que
quando ele os pressentiu
os alvejou um por um
até que o último caiu.

Quando ia dirigir-se
aos porcos mortos no chão
um moleque apareceu
com um enorme ferrão
montado num porco-espinho
na densa vegetação.

E enfiando o ferrão
nos flancos dum animal
mandou-o se levantar
que o tiro não foi mortal
o porco saiu correndo
por dentro do matagal.

Repetiu com o segundo


essa mesma operação
e no terceiro também
ele enfiou o ferrão
os animais dispararam
sem vestígios de lesão.

A seguir o caipora
dirigiu-se a um ribeiro
simulando raiva disse:
_Vou amanhã ao ferreiro
consertar este ferrão
pra ele ficar linheiro.

Logo o caçador pensou:


“Amanhã eu vou ficar
na porta da oficina
ver se alguém vai chegar
com um ferrão como este
para mandar consertar”.

Chegando em casa, sequer


colocou da porta a tranca
num dos cantos da latada
colocou sua alavanca
e depois da sua esposa
acariciou a anca.

E foi dormir levemente


para acordar muito cedo
para saber se o ferreiro
conhecia algum segredo
porque durante a caçada
pra ser franco, teve medo.

O sol já estava alto…


o caçador conversando
com seu amigo ferreiro
sobre negócios tratando
quando avistaram um vaqueiro
que vinha se aproximando.
Quando o vaqueiro apeou
foi exibindo um ferrão
dizendo para o ferreiro:
_Tenho muita precisão
que conserte este instrumento
com a maior perfeição.

Sem querer teve o ferreiro


um leve estremecimento
mas consertou o ferrão
naquele mesmo momento
e disse para o vaqueiro:
_Eis aí seu instrumento.

Disse o vaqueiro: _ O ferrão


está como me convém
fitando o caçador disse:
_Preste atenção muito bem
o que você viu de noite
não conte nunca a ninguém.

Abbcl.das.letras.