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MARCO AURÉLIO P.

DIAS Introdução à logística: fundamentos,

DIAS
é economista, administrador de práticas e integração é um livro
empresas e mestre em Administração moderno, na medida e com o
de Empresas com concentração em conteúdo adequado para atender às
Operações Industriais e Engenharia
INTRODUÇÃO À
necessidades curriculares dos cursos
Econômica pela Universidade Federal
técnicos, tecnológicos e dos cursos

INTRODUÇÃO À LOGÍSTICA
do Rio de Janeiro (UFRJ). É autor dos

LOGÍSTICA
de nível superior de curta duração.
livros Administração de materiais:
Com uma abordagem ampla e atual,
princípios, conceitos e gestão;
Administração de materiais: uma
abordagem logística e Logística,
FUNDAMENTOS, PRÁTICAS E INTEGRAÇÃO Marco Aurélio Dias oferece, além da didática de fácil
assimilação pelo estudante, questões,
transporte e infraestrutura, publicados Elaborada para atender aos cursos técnicos e tecnológicos e aos cursos exercícios e indicações de leituras e
pelo GEN | Atlas. de nível superior de curta duração e de Logística Empresarial, a obra segue links para pesquisas.
rigorosamente as determinações curriculares do Catálogo Nacional de
Cursos Técnicos e do Catálogo Nacional de Cursos Superiores de Tecno-
logia em Gestão e Negócios.
INTRODUÇÃO À
LOGÍSTICA
Oferece uma abordagem panorâmica dos principais fundamentos da
logística, amparada pelos conceitos mais modernos dessa área do co-
nhecimento. E conta ainda com questões, exercícios e indicações de
leituras e pesquisas.

APLICAÇÃO
FUNDAMENTOS, PRÁTICAS E INTEGRAÇÃO
Livro-texto para a disciplina Introdução à Logística do Curso Técnico
em Logística e de Cursos Tecnológicos em Gestão e Negócios. Indicado
também para cursos de nível superior de curta duração e de Logística
Empresarial.

ISBN 978-85-97-00915-6
Marco Aurélio Dias

INTRODUÇÃO À
LOGÍSTICA
FUNDAMENTOS, PRÁTICAS E INTEGRAÇÃO

RESOLUÇÃO DAS QUESTÕES


E DOS EXERCÍCIOS
Material Suplementar – Resolução das Questões e dos Exercícios

Capítulo 1 – Princípios e Conceitos de Logística


Uma forma que entendemos adequada para incentivar os alunos na compreen-
são da logística é trazer um pouco de exemplos da história. Utilizo muito esse
recurso com exemplos de fácil compreensão. Insisto bastante em Marco Polo,
muito também no Descobrimento do Caminho Marítimo para as Índias, na Com-
panhia das Índias Ocidentais de Maurício de Nassau em Pernambuco. São temas
de conhecimento geral. Os alunos vão perceber que todos eles, já na sua época,
faziam logística. Traziam e levavam mercadorias: compravam, armazenavam,
transportavam e revendiam.

QUESTÕES – PÁG. 34

1. Você concorda em como a logística foi importante para o crescimento


comercial? Se sim, dê exemplos.
 Sim, a logística sempre esteve presente na atividade humana. No desen-
volvimento comercial, na integração dos povos e até nas guerras de
conquista e aumentos de territórios.
 O comércio entre as pessoas e entre regiões, desde os tempos mais antigos,
sempre se utilizou da logística. Os mascates, os comerciantes compravam
mercadorias e as revendiam em outro lugar e para outras pessoas. As
grandes caravanas já se utilizavam da logística para buscar produtos em
locais longínquos e trazer para revenda nas grandes cidades.

2. A logística é somente transportes?


 Não, de jeito algum. O que existe é maior visualização e exposição do
transporte, que algumas vezes pode ser confundido de forma até mais
simples com a logística. O transporte, seja ele de qualquer modal, é uma
parte, um segmento da logística. É um elo da cadeia logística. Veremos,
em outros capítulos, todas as partes que compõem a logística: Compras,
Estoques, Armazenagem...

3. Pesquise e elabore uma explicação de como a logística funcionava no


período dos descobrimentos.
 Serão necessárias algumas leituras e reflexões. Busque na história os moti-
vos para o Descobrimento do Caminho Marítimo para as Índias. Verifique
se não era para uma expansão comercial e maior desenvolvimento de

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Introdução à Logística • DIAS

negócios e trocas de mercadorias. Com a implementação da navegação


por caravelas, os europeus, com mais intensidade inicial os portugueses
e espanhóis, partiram para descobertas e desbravamentos, em busca de
produtos e comercializações. Avalie como o suporte da logística ajudou
e contribuiu para esse desenvolvimento.

4. Se o mundo está plano, é verdade que podemos atingir e entregar


mercadorias em qualquer lugar do mundo?
 A expressão usada em logística “o mundo é plano”, ou “está plano”,
é um eufemismo com relação à época dos descobrimentos. Na ocasião,
não se sabia que a Terra era redonda, achava-se que no horizonte havia
um precipício onde todos caíam. A esfericidade da Terra só foi provada
em 1522 com a circunavegação de Fernão de Magalhães. Hoje, podemos
carregar em qualquer origem na Terra e entregar em qualquer destino
qualquer tipo de mercadoria, independentemente do tamanho, dimensão,
peso e valor.

5. Quais as principais atividades componentes da logística?


 Podemos encontrar em certos autores alguma diversidade de nomencla-
tura, mas todos têm como objetivo a cadeia do processo logístico. Ou,
como já está consolidado, a Logística Integrada, ou seja: Planejamento e
Desenvolvimento (Análise); Aquisição (Compras); Armazenagem (CDs);
Transporte e Distribuição; Manutenção (Controle de Estoques); Expedição
de Material.
 Perceba que, com esse fluxo, a logística fica integrada desde a compra
do material até a entrega ao cliente final.

6. O comércio pela internet exige uma logística mais eficiente. Como você
explica essa necessidade atual?
 A internet veio dar maior velocidade de informação e conhecimento.
Disponibilizou para todos conhecimento e acesso a produtos que antes
não existiam. Com isso, o consumidor ficou mais exigente, mais criterioso
em qualidade e em prazos de entrega.

7. O que ainda pode entravar o crescimento eficiente da logística no Brasil?


 Essa pergunta precisa de pesquisas e consultas com várias leituras atuali-
zadas. É necessário manter-se atualizado nas informações, principalmente

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Material Suplementar – Resolução das Questões e dos Exercícios

governamentais. A logística no Brasil ainda está muito dependente das


ações do governo, federal e/ou estadual.
 Mas, basicamente, a solução para os entraves está em infraestrutura,
desburocratização e reavaliações tributárias. Com algumas resoluções
nesses itens, a logística no Brasil será mais competitiva e eficiente que a
atual.

8. Como a globalização afetou o processo da logística?


 A globalização veio atrelada com a internet. A velocidade de informação,
a disponibilização de produtos fabricados pelos mais diversos países, a
quebra das barreiras alfandegárias e comerciais disponibilizaram uma
enormidade de produtos acessíveis a qualquer pessoa em qualquer lugar
do mundo.

9. O crescimento acelerado da logística no Brasil apresentou uma falta de


profissionais na área. Como você explica esse fato?
 O Brasil era ainda muito ineficiente em vários setores de infraestrutura
logística. Nunca houve uma preocupação das empresas quanto a compe-
titividade, eficiência e composição de custos. A globalização veio mostrar
a concorrência com os fabricantes nacionais.
 Faltava então formação acadêmica e profissional para enfrentar os novos
desafios. Como eles surgiram muito rápido, ocorreram várias lacunas
de profissionalização, com adaptações, arranjos e até sobreposições de
cargos e funções na tentativa de tentar suprir essa demanda. Nos últimos
10/15 anos, esses “buracos” já estão sendo supridos, por isso a grande
procura atual de conhecimento e especializações em logística.

10. Como podemos definir a distribuição física?


 Podemos definir a distribuição, de uma forma muito simples, clara e
objetiva, como: Entregar o produto certo, no lugar certo, na quantidade
correta, no tempo certo e no menor custo.

11. Quais as principais modalidades de frete?


 Fretes sobre as compras – são todos os fretes contratados para retirar
nossas mercadorias nos fornecedores e trazer para nosso estabelecimento,
seja a fábrica ou o nosso armazém.

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Introdução à Logística • DIAS

 Fretes de transferência entre estabelecimentos – são os fretes contratados


que usamos para transferir as mercadorias, produtos e/ou peças entre
nossas filiais, entre nossos armazéns ou entre nossas fábricas.
 Fretes sobre as vendas – são os fretes que contratamos para entregar os
nossos produtos para os clientes. Fica claro que é nossa a responsabilidade
de entrega ao cliente, ele não fará a retirada em nosso local.

12. Quais os principais fatores de avaliação de frete na distribuição?


 Menores prazos de movimentação do produto – menor prazo de entrega.
 Qualidade do serviço prestado – rapidez de atendimento da coleta, infor-
mação correta do percurso e zero de geração de avarias.
 Preço do frete – menor preço cobrado para percorrer o trajeto.

13. Existem alguns riscos no transporte que precisam ser avaliados. Quais
são esses riscos?
 Na carga e descarga do material, quantidade de manuseios – sempre
devemos avaliar e escolher o menor número de movimentações de nossa
carga. Quanto maior o número de movimentações, maior é o risco de
avarias.
 No percurso rodoviário, a qualidade da estrada – avaliar o percurso e
perceber o risco de avarias pelo tipo de estrada a percorrer. É possível
que em alguns casos não tenhamos controle sobre esse fator, já que não
existiriam alternativas de escolha.
 No ferroviário, número de transbordos – nesse caso, existem muitas esta-
ções de transbordo no transporte ferroviário, e isso precisa ser avaliado
com muita clareza.
 No marítimo, movimentos vertical, transversal e longitudinal – quase da
mesma forma que no ferroviário, o gestor de logística não encontrará
muitas alternativas de escolha, tendo que aceitar o processo ofertado.

14. Quais os itens que precisam ser avaliados na decisão da escolha do


frete a ser contratado?
 Natureza do produto – são as características da mercadoria, peso, volume,
valor.
 Tempo de atendimento exigido – o prazo de entrega pedido pelo cliente,
ou definido pelo pessoal de vendas.

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Material Suplementar – Resolução das Questões e dos Exercícios

 Custo do transporte – preço do frete para entrega da mercadoria.


 Peso médio dos pedidos dos clientes – qual é o peso, e algumas vezes
podemos incluir também o valor médio da nota fiscal.
 Distância a percorrer – definição da distância da fábrica ou armazém até
o destino final, no cliente.

15. Qual é o objetivo principal da distribuição física?


 A distribuição tem como objetivo servir de elo entre a fábrica, o consumidor
e o departamento de vendas. Ela tem grande importância no sucesso ou
insucesso da comercialização dos produtos da empresa. A necessidade
básica é atender a entrega de todas as vendas no tempo certo e no menor
custo.

16. Como você avalia as principais variáveis de distância? Dê exemplos e


as diferencie.
 Distância-espaço – é a distância em quilômetros entre uma origem e um
destino.
 Distância-tempo – é o tempo para se percorrer a distância-espaço, por
tipo de transporte: aéreo, rodoviário ou marítimo.
 Distância-custo – é o custo para percorrer a distância-espaço, em função
da distância-tempo definida como necessária.

17. Qual é a influência do fator tempo de entrega na decisão de compra?


 Está claro que quando temos uma necessidade ou uma decisão de compra,
temos alguns fatores de avaliação, que são: qualidade, preço e prazo.
 Quando já definimos qualidade e preço, e os fornecedores se enquadram
positivamente nesses dois, a decisão de quem comprar vai ser definida
pelo prazo de entrega. Isso é muito claro mesmo em nosso cotidiano,
ou seja: o tempo de entrega não será o único fator para que o cliente
decida se vai comprar ou não. Esse tempo influirá na decisão sobre de
quem ele vai comprar.

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Introdução à Logística • DIAS

Capítulo 2 – Visão Sistêmica de Transportes

QUESTÕES – PÁG. 56

1. Com a modernização dos transportes, explique as diferenças e dê


exemplos entre:
a) Distância × quilômetros; b) Distância × tempo; c) Distância × custo.
 Essa diferenciação de abordagem fica muito clara com o desenvolvimento
tecnológico dos transportes e de todos os modais. Um bom exemplo é:
a distância entre Lisboa e Rio de Janeiro, em 1500, era de 7.715 km e
levava cerca de 52/56 dias para percorrer. Essa distância em quilômetros
até hoje ainda é a mesma, não foi alterada, mas é percorrida em 10 horas
por via aérea, ou em 8/10 dias via marítima.
 Essa modernização trouxe uma grande diferença entre o tempo e o custo.
Para percorrermos a mesma distância em quilômetros teremos duas
variáveis a escolher, o tempo percorrido e nossa disposição para gastar
com o frete do percurso em menor tempo.

2. Qual modal de transporte de cargas é de maior concentração no Brasil?


Explique por quê.
 A concentração está no transporte rodoviário. Essa questão pode ser mais
desenvolvida em pesquisas que são recomendadas no final do capítulo,
em Leituras e Pesquisas e na Bibliografia. Verifique nessas pesquisas os
motivos para a preferência dada ao modal rodoviário. Atualmente, a
concentração do transporte de cargas no Brasil no modal rodoviário é de
cerca de 58%. Podem-se explicar alguns motivos, principalmente falhas
estratégicas de governo e planos de investimento inadequados.
 Essa relação vai mudar, mas com muita lentidão. Serão necessários grandes
investimentos em infraestrutura para essa relação de alta concentração
do rodoviário ser alterada.

3. O que mudou nos equipamentos de transporte rodoviário?


 No esforço de aumento de produtividade, com a redução dos fretes
rodoviários, torna-se necessário o aumento de TKU – toneladas trans-
portadas por quilômetro útil. Ou seja, o objetivo é carregar/transportar a
maior quantidade em toneladas dentro da mesma distância percorrida.

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Material Suplementar – Resolução das Questões e dos Exercícios

Para alcançar esse efeito, os equipamentos foram sendo adaptados para


terem maior capacidade de carga dentro das normas de Lei da Balança.
 Até alguns anos atrás, as carretas rodoviárias carregavam até 25 tonela-
das. Começaram depois a ser fabricados o bitrem, para 40 t, e também
o rodotrem, para cargas acima de 50 t. Certamente, com esses novos
equipamentos, aumentou a produtividade com relação à TKU, ou seja,
transporta-se maior tonelagem para a mesma quilometragem percor-
rida. Mas não devemos deixar de fazer uma reflexão quanto ao custo
de aquisição e ao custo de manutenção. As carretas bitrem ou rodotrem
geram um custo de aquisição maior que as normais. O cavalo mecânico
de tração também tem que ser diferenciado, mais potente, logo, mais
caro também, e o número de pneus utilizados é quase que o dobro do
da carreta normal. Temos então um investimento inicial maior que nas
carretas-padrão. Precisamos avaliar o quanto teremos de acréscimo no
frete t/km, que justifique esse investimento maior.

4. Quais são os modais de transporte?


 Rodoviário;
 ferroviário;
 aquaviário – Marítimo, Lacustre e Fluvial;
 aéreo;
 dutoviário.

5. Qual é a melhor utilização do transporte rodoviário?


 Manuseio mais simples (cargas menores);
 grande competitividade em distâncias curtas e médias;
 elevado grau de adaptação;
 baixo investimento para o transportador;
 rapidez e eficácia;
 custos mais baixos de embalagem;
 grande cobertura geográfica;
 baixa necessidade de planejamento.

6. Por que o transporte ferroviário não tem um bom crescimento? Exem-


plifique.

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Introdução à Logística • DIAS

 Essa questão serve também para provocar um incentivo ao estudo e à


pesquisa. Existem alguns fatores desse baixo crescimento, principalmente
a regulamentação. Mas deve-se incentivar os alunos a acessar os sites
de Leituras e Pesquisas no final do capítulo, para aprofundar melhor e
conhecer como foi feita a desestatização das ferrovias brasileiras. Quais
foram as alterações acionárias que aconteceram, e que influenciaram
esse baixo crescimento, até o fechamento e encerramento de atividades
de algumas ferrovias.

7. Faça uma pesquisa do transporte marítimo de cabotagem em contêineres


no Brasil e avalie seu crescimento nos últimos dez anos.
 Podemos considerar que essa questão pode ser abordada da mesma forma
que a questão 6. Nos últimos dez anos, o crescimento do transporte por
cabotagem marítima no Brasil teve um crescimento exponencial. Nos
últimos três anos, mesmo com a crise econômica, esse crescimento man-
teve-se estável. Hoje, a cabotagem em contêineres no Brasil atende do
Porto de Rio Grande, no Rio Grande do Sul, até Manaus, no Amazonas,
passando pelos principais Estados brasileiros: Santa Catarina, Paraná, São
Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Pernambuco e Ceará.
 No final do capítulo são recomendados os sites da ANTAQ, CNT, Mercosul
Line e ABTP, nos quais se podem fazer amplas pesquisas e estudos sobre
esse tema. A cabotagem terá ainda, nos próximos dez anos, um cresci-
mento maior do que nos anteriores. É bem recomendável uma dedicação
maior a esse assunto.

8. Quais os tipos de navegação no transporte marítimo? Descreva a uti-


lização deles?
 Transporte marítimo de longo curso – é o que faz a ligação entre os portos
de países diferentes. Refere-se também à navegação internacional de
importação e exportação.
 Transporte marítimo de cabotagem – é o que faz a ligação entre os portos
de um mesmo país, isto é, a navegação nacional. Para fazer o transporte
de cabotagem, o navio tem que ter bandeira brasileira, ou seja, os pro-
prietários têm que ser brasileiros ou os acionistas devem ser empresas
brasileiras. Uma empresa estrangeira não pode carregar contêiner em um
porto brasileiro e descarregar em outro porto brasileiro. Ela só poderá
descarregar esse contêiner em um porto estrangeiro, ou seja, no processo
de exportação.

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Material Suplementar – Resolução das Questões e dos Exercícios

9. Quais os principais critérios de avaliação das vantagens e desvantagens


de cada meio de transporte?
 Rodoviário
− Vantagens:
 Manuseio mais simples (cargas menores); grande competitividade em
distâncias curtas e médias; elevado grau de adaptação; baixo inves-
timento para o transportador; rapidez e eficácia; custos mais baixos
de embalagem; grande cobertura geográfica; baixa necessidade de
planejamento.
− Desvantagens:
 Aumento do preço com a distância percorrida; espaço limitado em
peso e cubagem; sujeição a limites de regulamentação (circulação,
horários).
 Ferroviário
− Vantagens:
 Ideal para grandes quantidades de carga; baixo custo para grandes
distâncias; bom para produtos de baixo valor e alta densidade; pouco
afetado pelo tráfego; bons fatores ambientais.
− Desvantagens:
 Serviços e horários pouco flexíveis; pouco competitivo para distâncias
curtas e cargas pequenas; grande dependência de outros transportes
(rodoviário); pouco flexível, só de terminal em terminal; elevados
custos de movimentação de carga e descarga.
 Aéreo
− Vantagens:
 Bom para situações de prazos para longa distância; bom para mer-
cadoria de elevado valor a grandes distâncias; boa flexibilidade e
frequência entre cidades; velocidade de transporte.
− Desvantagens:
 Pouco flexível, pois trabalha terminal a terminal; mais lento do que
o rodoviário para pequenas distâncias; elevado custo para grande
parte das mercadorias.

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Introdução à Logística • DIAS

 Aquaviário
− Vantagens:
 Competitivo para produtos de muito baixo custo; para longas dis-
tâncias; para grandes volumes movimentados.
− Desvantagens:
 Velocidade reduzida; pouco flexível; limitado a zonas com orla marí-
tima, lagoas ou rios navegáveis.

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Material Suplementar – Resolução das Questões e dos Exercícios

Capítulo 3 – Gestão de Estoques

EXERCÍCIOS – PÁG. 68

1. Um item teve um consumo, em 2015, de 200 unidades, com um ajusta-


mento médio de tendência de 0,90 e tinha sido previsto um consumo de
220 unidades. Qual seria a previsão de consumo para 2016?
 198 uns.

2. Uma loja tem a seguinte tabulação de vendas:


2010 – 87; 2011 – 90; 2012 – 100; 2013 – 107; 2014 – 113; 2015 – 123.
Estabeleça uma previsão para 2016, pelo método da média móvel, para n = 4.
 111 uns.

3. Suponha que você está tentando estabelecer uma previsão de demanda


para volantes de automóvel. Sua empresa vende volantes para veículos
“zero km” (equipamento original) e também para o mercado de reposição.
A tabela a seguir apresenta as quantidades vendidas de volantes para veí-
culos “zero km” e para reposição, separadamente. Os valores referem-se
a vendas trimestrais:

Trimestre 1 2 3 4 5 6 7 8

Volante p/ veículos
2.400 2.350 2.300 2.170 2.310 2.010 2.150 2.390
“zero km”

Volante para
reposição de 95 82 81 94 118 99 111 115
“usados”

a) procure desenvolver um modelo simples para a previsão de


demanda de volantes para a sua empresa;
 o método mais simples seria o da média móvel, sendo n = 4, consi-
derando 12 meses de análise. Oito trimestres seriam 24 meses, muito
grande talvez.
b) efetue a previsão de demanda para os quatro trimestres seguin-
tes. Examine a possível variação que se pode esperar na demanda
futura;

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Introdução à Logística • DIAS

 9o = 2.326; 10o = 2.300; 11o = 2.348; 12o = 2.370.


 Os quatro trimestres seguintes terão crescimento de 5%.
c) o departamento comercial da sua empresa espera aumentar as
vendas em 5%, nos dois primeiros trimestres, e em 10% nos dois
trimestres seguintes, em relação às vendas previstas. Isso em vir-
tude de agressiva campanha de vendas. Como deverá ser corrigida
a previsão para levar em conta esse fato?
 9o = 2.442; 10o = 2.415; 11o= 2.583; 12o = 2.607.

4. São apresentadas no quadro a seguir as vendas mensais de certo pro-


duto, durante seis anos consecutivos:
2010 – 87; 2011 – 90; 2012 – 100; 2013 – 107; 2014 – 113; 2015 – 23
a) calcule a previsão para o ano de 2016 utilizando média móvel com
n = 3;
 n = 3 = 81 uns.
b) calcule a previsão para 2016 utilizando média móvel com n = 5.
 n = 5 = 86 uns.

QUESTÕES – PÁG. 77

1. Que relação o gerente de logística precisa estabelecer entre o custo de


estoque e a falta de estoque?
 A falta de estoque terá impacto na produção e nas vendas. Podendo-se
quantificar esse custo, ele poderá ser comparado ao valor do estoque
faltante. Assim, vai-se avaliar o quanto de falta afetou a perda de vendas
e a produção parada.

2. Quais os custos mais significativos no custo total de estoque?


 Custos de capital (juros, depreciação).
 Custos com pessoal (salários, encargos sociais).
 Custos com edificação (aluguéis, impostos, luz, conservação).
 Custos de manutenção (deterioração, obsolescência, equipamento).

3. Por que o custo de armazenagem é proporcional ao estoque médio?


 Porque é a variação da média dos estoques entre o início de um período
e o término dele, não considerando os extremos.

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Material Suplementar – Resolução das Questões e dos Exercícios

4. Qual o significado para o custo unitário de pedido, entre a compra de


um lote de 10 unidades e um lote de 1.000 unidades?
 O custo de pedido não varia na quantidade a comprar. A compra de 10
uns ou 1.000 uns não afeta o custo de pedido.

5. Quais as despesas que incorrem na determinação do custo de pedido?


 Mão de obra – para emissão e processamento.
 Material – utilizado na confecção do pedido (formulários, envelopes,
impressora, softwares).
 Custos indiretos – despesas ligadas indiretamente ao pedido (telefone,
energia, departamento de compra etc.).

6. Que custos estão incluídos nos custos de armazenagem de estoque?


 Taxa de retorno de capital.
 Taxa de armazenamento.
 Taxa de seguro.
 Taxa de movimentação, manuseio e distribuição.
 Taxa de obsolescência.
 Outras taxas.

7. Exemplifique três tipos de custo que seriam minimizados com estoques


baixos.
 Custos de capital.
 Custos de armazenamento físico.
 Custos de seguro.

8. Exemplifique três tipos de custo que seriam minimizados com estoques


altos.
 Custo de pedido.
 Despesas diversas.
 Custo unitário de compra.

9. Quais seriam os motivos pelos quais uma empresa adotaria uma política
de estoques acima das quantidades necessárias para um futuro de curto
prazo?

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Introdução à Logística • DIAS

 Redução de preços em compras maiores.


 Especulação inflacionária.
 Programa de vendas com aumento de previsão de demanda

EXERCÍCIOS – PÁG. 77

1. Serão compradas durante um ano 2.000 peças. O custo de pedido é


de $ 50,00, o custo de armazenagem é de 10% e o preço de compra é de
$ 3,00. Qual será o custo total se as compras forem em lotes de 200, 500,
1.000 e 2.000 unidades?
 Para 200 uns = R$ 530,00.
 Para 500 uns = R$ 275,00.
 Para 1.000 uns = R$ 250,00.
 Para 2.000 uns = R$ 300,00.
 O menor custo total será para compra de lotes de 1000 uns.

2. Uma empresa compra matéria-prima cinco vezes ao ano; o custo total


anual de pedidos é de $ 6.250,00. Qual o custo de pedido?
 R$ 1.250,00 por pedido.

3. Uma empresa compra Q unidades de uma peça cada vez que emite um
pedido. O custo de pedido é B, as compras totais anuais são C. O custo
de armazenagem de uma unidade por ano é de I para as primeiras 5.000
unidades. Para quantidades superiores a 5.000 unidades, o custo de arma-
zenagem é de I + i por unidade:
a) Formule uma expressão algébrica para o custo total. Suponha que o
estoque seja consumido durante um ano em quantidades mensais iguais
e que Q seja superior a 5.000 unidades;
 Como não temos o consumo anual, C, e não temos o preço de compra,
P, podemos representar a fórmula de maneira que o incremento superior
a 5.000 seja x.
 CT = C/5.000 + x . B + (Q + x/2 ). P . I. 5000 + i . x.
b) Indique dois tipos específicos de custos que estariam incluídos em I.
 Custo de capital, custo de seguro, taxa de armazenamento.

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Material Suplementar – Resolução das Questões e dos Exercícios

4. A matéria-prima para fabricação de um produto é comprada de um


fornecedor que entrega rapidamente seus pedidos. Porém, sempre com-
prando lotes de 200 unidades. O custo de pedido é de $ 4.000,00 e o custo
de estocagem é de $ 5,00 por unidade, baseado no estoque médio. Se o
consumo anual é de 30.000 peças com uma taxa constante, qual o custo
total anual de estoque?
 Não foi fornecido o valor de compra, P, dessa matéria-prima, mas já se
pode observar que o valor do custo de pedido é muito alto, para um
pequeno lote de compra, 200 uns, então:
• CT = 30.000/200. 4.000,00 + 200/2. P . 5,00;
• CT = 150. 4000,00 + 100. P. 5,00;
• CT = 600.000,00 + 500. P.
− Observe que nessa questão o custo de pedido, B, é muito alto
em relação ao número de pedidos. É preciso avaliar um aumento
de lote de compra Q, a fim de reduzir o impacto no custo total.
Isso também pode ser feito estimando um valor de P e avaliando
o impacto no resultado do custo total.

QUESTÕES – PÁG. 91

1. O que é o ponto de pedido?


 É uma quantidade que indica que determinado item necessita de um novo
suprimento, ou seja, quando o saldo disponível estiver abaixo ou igual
a determinada quantidade, essa quantidade será chamada de ponto de
pedido (PP).
Quais são as principais variáveis que precisam ser conhecidas para se
determinar o ponto de pedido?
 A principal informação é o tempo de reposição, e é subdividida em três
partes:
− emissão do pedido;
− preparação do pedido;
− transporte.
Como se relacionam?
 A relação entre o processo da compra, a fabricação pelo fornecedor e a
entrega na fábrica se dá diretamente conforme a quantidade em estoque
durante esse tempo de reposição.

17
Introdução à Logística • DIAS

2. Pelo gráfico a seguir, responda:

B
D E
A

a) que ponto representa o estoque máximo?


 C.
b) que ponto representa o estoque mínimo?
 B.
c) qual o lote de compra?
 C – B.
d) entre que pontos situa-se o ponto de pedido?
 Entre C e D.

3. O gráfico apresentado a seguir representa o consumo normal de um


item no estoque. Desenhe novo gráfico mostrando o que aconteceria se
o consumo aumentasse.

 Esse novo gráfico seria com tempo menor de consumo da mesma quan-
tidade.

18
Material Suplementar – Resolução das Questões e dos Exercícios

4. Pelo mesmo gráfico da questão anterior, represente outro, no caso de


que TR fosse aumentado.
 Se o tempo de reposição for maior, maior será o ponto de pedido, já que
ele é diretamente afetado pelo tempo de reposição.

5. Qual a finalidade de um estoque mínimo ou de segurança?


 O estoque mínimo, às vezes também chamado de estoque de segurança,
é a quantidade mínima que deve existir em estoque, destinada a cobrir
eventuais atrasos no ressuprimento, objetivando a garantia do funcio-
namento ininterrupto e eficiente do processo produtivo, ou das vendas,
sem o risco de faltas.

6. Qual a influência do grau de atendimento na determinação do estoque


mínimo?
 A definição do grau de atendimento é a relação entre a quantidade atendida
e a quantidade necessitada. Então, parte-se do pressuposto de que deve
ser atendida uma parte do consumo, isto é, que seja alcançado o grau
de atendimento adequado e definido. Assim, fica diretamente ligado o
grau de atendimento com a definição do estoque mínimo. Quanto maior
for esse grau, maior terá que ser o estoque mínimo.

7. Se duas peças têm o mesmo consumo médio mensal, porém tempos de


reposição diferentes, qual peça terá o maior ponto de pedido?
 A que tiver maior tempo de reposição.

EXERCÍCIOS – PÁG. 92

1. O consumo médio mensal de um produto é de 1.500 unidades, e são


feitas seis compras ao ano. O estoque mínimo corresponde à metade do
consumo durante o TR, que é de um mês. Calcule o ponto de pedido.
 2.250 uns.

2. Pelo relatório de estoque de uma peça, conseguimos as seguintes infor-


mações: Estoque mínimo – 300 unidades; Lote de compra – 150 unidades.
Quais deverão ser o estoque médio e o estoque máximo?
 Estoque médio = 75 uns.
 Estoque máximo = 450 uns.

19
Introdução à Logística • DIAS

3. Uma empresa definiu que os itens da classe 6.000 deverão ter um fator
de segurança de 0,4. A peça de código 6.132 tem um consumo mensal de
2.100 unidades; qual será o seu estoque mínimo se ela pertence à classe
6.000?
 2.016 uns.

4. A mesma empresa do problema anterior definiu que a classe 5.000 deverá


ter um TR de 120 dias com um consumo médio mensal de 25 unidades.
 Estoque mínimo = 24 uns e ponto de pedido = 124.

5. O produto Beta tem uma previsão de consumo médio de 60 unidades/


dia; espera-se, porém, que, no período, ele chegue a um consumo de até
90 unidades, com um TR de 15 dias. Qual será o seu estoque mínimo?
 450 uns.

6. O levantamento do consumo feito no armazém para um item foi de:


Janeiro – 320 Fevereiro – 310 Março – 360 Abril – 290 Maio – 330
Junho – 350 Julho – 380 Agosto – 420 Setembro – 430 Outubro – 410
Novembro – 370 Dezembro – 350
Para um grau de atendimento de 90%, qual será o estoque mínimo? E
para um G.A. de 95%? Analise os resultados e veja quanto representou
no estoque 5% a mais de segurança.
 O consumo médio é de 360 uns.
 Para um G.A. de 0,90, o estoque mínimo é de 324 uns.
 Para um G.A. de 0,95, o estoque e mínimo é de 342 uns.
 Para maior segurança, houve um aumento de estoque mínimo de quase
6%.

7. Uma empresa de consultoria propôs a um cliente alterar o seu sistema de


controle de estoque. A proposição era: “Se os pedidos de compra fossem
realizados uma vez a cada quatro semanas, o estoque médio depende-
ria do número de faltas de estoque que pudesse tolerar. Se desejar não
ficar sem estoque, o giro será de seis vezes e o estoque médio será de
$ 4.000,00. Se aceitar uma taxa de risco de faltas de 10%, o giro será de
nove vezes.” A consultoria afirmava que a emissão automática e pro-
gramada de pedidos reduziria o custo de pedido a praticamente zero. O
cliente, porém, nunca tinha calculado o seu custo de pedido, mas sabia

20
Material Suplementar – Resolução das Questões e dos Exercícios

que seu custo de armazenamento era aproximadamente de 10% do custo


de compra do produto.
a) Que diferença, em $, do estoque médio está implícita nas duas
taxas de falta de estoque?
 Se o consumo for igual e os giros diferentes, quanto maior o giro,
menor será o estoque médio, logo, menor será o valor de estoque.
b) Aceitando os dados fornecidos, que custo de pedido está implícito
na recomendação da consultoria para a emissão de um pedido a
cada quatro semanas?
 Não podemos determinar qual é o custo do pedido, faltam elementos
para isso. Aliás, na prática é assim mesmo, vamos encontrar várias
empresas que também não sabem. Mas podemos perceber que com
o giro de 9 vezes, e aceitando um risco de faltas de 90%, o estoque
médio será bem menor.
 Quando a consultoria informa que o custo de pedido é quase zero,
ela deve estar levando em consideração o peso dos custos fixos do
Departamento de Compras. Lembre-se, mesmo não emitindo qual-
quer pedido, o Depto. de Compras terá um custo fixo, mesmo que
durante um período não seja emitido um único pedido. Nesse caso,
sendo emitido 12 pedidos anuais, ou seja, um por mês ou um para
cada quatro semanas, o custo unitário de pedido deve ser baixo.
c) Quais os tipos de custos que normalmente fariam parte do custo
de pedido? Você acha que o resultado obtido no item b poderia
ser uma estimativa razoável do custo de pedido do cliente?
 Mão de obra, material de processamento e despesas gerais.

QUESTÕES – PÁG. 113

1. O que é um lote econômico?


 É a menor quantidade a ser comprada, considerando obter o menor custo
total.

2. Quais as principais deficiências do modelo do lote econômico de com-


pra?
 A primeira questão encontrada é que ele considera os recursos ilimitados
e abundantes, e tenta definir os custos mínimos sem considerar o volume
de recursos disponíveis.

21
Introdução à Logística • DIAS

3. Quais os custos incorridos para determinar o lote econômico de compra?


 O custo de armazenagem e o custo do pedido.

4. Desenvolva uma fórmula para o lote econômico de compra com as


seguintes condições:
a) os pedidos só podem ser feitos no primeiro dia do mês;
b) quando um pedido é emitido, a entrega é imediata;
c) o consumo é de C unidades por mês e ocorre apenas no dia 15 de cada
mês;
d) o custo de armazenagem é I por unidade, por mês;
e) os custos de pedido são B.
 É igual à fórmula do lote econômico tradicional. O importante nessa
questão é perceber que o tempo de reposição, TR, e o prazo de consumo
não influem na determinação do lote.

5. Como deve ser tratado o estoque de segurança no cálculo do lote eco-


nômico?
 O estoque de segurança é uma quantidade fixa, logo ele não vai interferir
na determinação do lote econômico.

EXERCÍCIOS – PÁG. 113

1. Uma empresa compra 10.000 peças por ano, para seu processo de mon-
tagem. Se o preço unitário for $ 8,00 e o custo de armazenagem de uma
unidade for $ 0,50 mensais, sendo custo de pedido $ 200,00, qual será:
a) o lote econômico de compra;
 816 pcs.
 Lembre-se: o custo de armazenagem está registrado como mensal,
precisamos transformá-lo em anual.
b) o custo total ótimo;
 R$ 84.898,00.
c) o número de pedidos anuais;
 12 pedidos.
d) o tempo entre os pedidos.
 Um por mês.

22
Material Suplementar – Resolução das Questões e dos Exercícios

2. A empresa BETA usa 30.000 unidades de uma matéria-prima por ano.


O custo do pedido é de $ 300,00, o custo de armazenagem é de $ 2,00
por unidade ao ano. O preço de compra é de R$ 2,50 por peça. Calcule os
valores das seguintes variáveis para lotes de 30.000, 15.000, 7.500, 5.000,
2.000 e 1.000 unidades:
a) o número anual de pedidos;
 30.000 = 1 pedido;
15.000 = 2 pedidos;
7.500 = 4 pedidos;
5.000 = 6 pedidos;
2.000 = 15 pedidos;
1.000 = 30 pedidos;
b) o custo anual de pedido;
 30.000 = $ 300,00;
15.000 = $ 600,00;
7.500 = $ 1.200,00;
5.000 = $ 1.800,00;
2.000 = $ 4.500,00;
1.000 = $ 9.000,00.
c) o custo anual de armazenagem;
 30.000 = $ 30.000,00;
15.000 = $ 15.000,00;
7.500 = $ 7.500,00;
5.000 = $ 5.000,00;
2.000 = $ 2.000,00;
1.000 = $ 1.000,00.
d) o custo total.
 30.000 = $ 105.500,00;
15.000 = $ 90.600,00;
7.500 = $ 83.700,00;
5.000 = $ 81.800,00;
2.000 = $ 81.500,00;
1.000 = $ 85.000,00;

23
Introdução à Logística • DIAS

 Observemos que o menor custo total será para compras com lotes de
2.000 pcs.

3. O consumo de uma peça é de 1.400 unidades por mês. Se o preço de


compra for $ 2,00, o custo de pedido de $ 500,00 e o custo de armazena-
gem de uma unidade por ano $ 3,00, determine:
a) o lote econômico de compra;
 2.366 pcs.
b) o custo total ótimo;
 $ 40.699,00.
c) o número de pedidos anuais;
 7 pedidos.
d) o tempo entre os pedidos;
 51 dias.

4. Considerando que no problema 3 o custo de armazenagem é de 20%,


determine os mesmos parâmetros solicitados.
a) 6.480 pcs.;
b) $ 36.192,00;
c) 2,6 pedidos;
d) 138 dias.

5. O Gerente de Logística da Metalúrgica Serraço analisou alguns dados


e concluiu que o seu custo de pedido para determinado tipo de perfil de
aço é de $ 8.000,00. O preço do perfil de aço é de $ 900,00 a unidade e o
consumo anual previsto é de 15.000 unidades. O custo de armazenagem
é de 5% do preço de compra.
a) Quantas vezes este perfil deve ser comprado durante o ano?
 21 vezes.
b) O Gerente de Logística decidiu manter um estoque mínimo de 600
unidades. Isso iria alterar a sua resposta do item a?
 Sim, na primeira compra ele terá que aumentar o lote em mais 600 pcs
para formar o estoque de segurança. O total será de 20 vezes.
c) Suponha que o estoque mínimo de 600 perfis seja mantido, que o con-
sumo do perfil seja uniforme durante todo o ano e que os pedidos tenham
sido emitidos como foi calculado no item a.

24
Material Suplementar – Resolução das Questões e dos Exercícios

Qual será o estoque médio?


 965 pcs.
Qual será o giro do estoque?
 15 vezes.

25
Introdução à Logística • DIAS

Capítulo 4 – Operação de Depósitos e Armazéns

QUESTÕES – PÁG. 173

1. Avalie, responda e justifique a seguinte afirmação: “A padronização de


equipamentos de movimentação dentro de um armazém ou CD aumenta
sua produtividade e reduz investimentos”.
 Esse conceito de padronização é bem claro para qualquer tipo de atividade
logística, inclusive para armazenagem. Terá mais impacto em função da
quantidade de equipamento disponível no CD. É claro que para um arma-
zém com uma empilhadeira, ou somente uma paleteira, esse fato não
será relevante. Mas, nos CDs com alta movimentação de armazenagem
e de entrada e saída de mercadorias, a quantidade de equipamentos é
bem maior. A padronização do fabricante é importante para manutenção,
treinamento, substituição de equipamentos, melhoria na negociação de
preço. Um item importante, mas muitas vezes relegado, é a facilidade do
treinamento. Existem trocas contínuas de operadores de equipamentos
de movimentação, a substituição por equipe interna é mais fácil do que
uma nova contratação. A mão de obra de operadores de máquinas tem
rotatividade alta, com a padronização o efeito treinamento está mais
disponível, até mesmo dentro do seu próprio CD.

2. Como e para que devem ser utilizados os transportadores de correia?


 Em sistemas de transportadores contínuos, as esteiras têm aplicação em
todos os locais que precisem transportar material a granel e caixaria, de
maneira uniforme e contínua. São valiosos auxiliares no processo de fabri-
cação e da expedição de CDs: pesam, misturam e distribuem materiais,
enchem embalagens etc. Os transportadores de correia também podem
ser de fita ou de tela metálica.

3. Quais os benefícios da utilização dos paletes na movimentação de


materiais?
 Os paletes são utilizados com muita frequência em indústrias e comér-
cios que exigem manipulação rápida de estocagem racional de grandes
quantidades de carga. A manipulação em lotes de caixas, sacos, engra-
dados etc. permite que as cargas sejam transportadas e estocadas como

26
Material Suplementar – Resolução das Questões e dos Exercícios

uma só unidade. As principais vantagens são: economia de tempo, mão


de obra e espaço de armazenagem. Uma paletização bem organizada
permite a formação de pilhas altas e seguras; oferece melhor proteção
às embalagens, que são manipuladas, além de economizar tempo nas
operações de carga e descarga de caminhões.

4. Escolha uma peça, um material ou qualquer objeto. Faça uma classifi-


cação e codificação de materiais usando esse objeto.
 Use o mesmo critério visto na seção 4.3.8, Classificação e codificação
de materiais. Escolha um componente, o mais simples que puder, visua-
lize ou mesmo classifique-o pelas suas características. Veja em quantas
formas e maneiras ele pode ser apresentado. O objetivo da classificação
de materiais é catalogar, simplificar, especificar, normalizar, padronizar
e codificar todos os materiais componentes do estoque da empresa. A
necessidade de um sistema de classificação é primordial para qualquer
departamento de logística, pois sua ausência impede o controle eficiente
dos estoques, a criação de procedimentos de armazenagem adequados
e a correta operacionalização do armazém.

5. Cite três leis de movimentação e as justifique.


 Temos no total dez leis para que um sistema de movimentação de materiais
seja eficiente. Elas devem sempre ser levadas em consideração. Dessas
dez, escolha três e avalie a sua utilização, justificando seus motivos de
uso:
a) obediência ao fluxo das operações: disponha a trajetória dos mate-
riais de forma que fique na sequência das operações. Ou seja, utilize
sempre, dentro do possível, o arranjo tipo linear;
b) mínima distância: reduza as distâncias de transporte pela eliminação
de ziguezagues no fluxo dos materiais;
c) mínima manipulação: reduza a frequência de transporte manual.
O transporte mecânico custa menos que as operações manuais de
carga e descarga, levantamento e armazenamento;
d) segurança e satisfação: leve sempre em conta a segurança dos ope-
radores e do pessoal circulante, quando selecionar os equipamentos
de transporte de materiais;
e) padronização: use equipamento padronizado na medida do possível.
O custo inicial é mais baixo, a manutenção é mais fácil e mais barata

27
Introdução à Logística • DIAS

e a utilização desse equipamento é mais variada, por ser mais flexível


que equipamentos especializados;
f) flexibilidade: o valor de um equipamento para o usuário é propor-
cional à sua flexibilidade. É a capacidade de satisfazer ao transporte
de vários tipos de cargas, em condições variadas de trabalho;
g) máxima utilização do equipamento: mantenha o equipamento
ocupado tanto quanto possível. Evite acúmulo de materiais nos
terminais de transporte;
h) máxima utilização da gravidade: use a gravidade sempre que possível.
Pequenos trechos motorizados de transportadores podem elevar carga
a uma altura conveniente para suprir trechos longos de transporte;
i) máxima utilização do espaço disponível: use o espaço vertical sempre
que possível. Empilhe cargas ou utilize suportes especiais para isso;
j) menor custo total: selecione equipamentos com base em custos totais
e não somente em custo inicial, custo operacional ou de manutenção.
O equipamento escolhido deve ser aquele que apresenta o menor
custo total para uma vida útil razoável e a uma taxa de retorno do
investimento adequada;

6. Cite três equipamentos de movimentação utilizados em área restrita.


 Um bom e claro exemplo de áreas restritas são os armazéns, depósitos
e CDs. Nesses locais as cargas são movimentadas intermitentemente e
em alto fluxo. Uma das opções são os sistemas de manuseio e movi-
mentação para esses tipos de área. Esses equipamentos podem ser:
ponte rolante; pórticos; stackercrane; semipórtico.

7. Quais os principais tipos de paletes mais usados para armazenagem?


 O conceito de carga unitizada no manuseio de materiais permitiu
melhoria na eficiência dos equipamentos de transporte, principalmente
a empilhadeira, que se tornou um dos mais importantes meios de
transporte e armazenagem de cargas. Para isso ter ocorrido, a utili-
zação do palete foi fundamental. Os principais e mais utilizados são:
paletes de duas entradas e paletes de quatro entradas.
 Eles podem também ser: paletes de uma face e paletes de duas faces.

8. Dê quatro exemplos de equipamentos em um sistema de transportadores


contínuos.

28
Material Suplementar – Resolução das Questões e dos Exercícios

 São os transportadores de esteiras, roletes, rodízios, de rosca, oscilatórios


e de arraste. Os mais utilizados são os de esteiras, roletes e rodízios.
9. Cite três variáveis para avaliação de arranjo para unitização de carga.
 Existem seis variáveis para avaliação de um arranjo mais indicado para
armazenagem de mercadorias. Todas elas são importantes, mas escolha
três e avalie sua importância para o arranjo e a armazenagem da carga:
a) tamanho da carga: isso é muito importante. As maneiras de paletizar
uma carga podem ser diversas, apenas uma ou nenhuma, dependendo
do seu tamanho;
b) peso do material: o número de camadas de empilhamento está
condicionado à resistência do palete e da embalagem;
c) carga unitária: o comprimento, a largura e, especialmente, a altura
da carga como um todo devem ser considerados;
d) perda de espaço: alguns arranjos podem ter muitos vazios entre as
suas unidades. Além de perda de espaço, o peso é distribuído desi-
gualmente, possibilitando o desmoronamento das pilhas;
e) compacidade: as várias unidades de um arranjo devem “se casar”
para que haja o necessário entrelaçamento do conjunto;
f) métodos de amarração – de acordo com o tipo de fixação das unidades
de carga em conjunto. Estas poderão ser dispostas sobre o palete sem
maiores preocupações. Dá-se mais importância ao entrosamento entre
as várias unidades, quando as cargas não são amarradas entre si.

10. Quais as diferenças entre inventários gerais e inventário rotativo?


 Os inventários gerais são normalmente realizados ao final do exercício
fiscal da empresa. Eles englobam todos os itens de estoque, e de uma só
vez. São operações de duração relativamente prolongada, que, por incluir
quantidade elevada de itens, impossibilitam reconciliações, análise das
causas de divergência e ajustes na profundidade. Tudo isso é feito após
o término do inventário.
 Os inventários rotativos são usados para distribuir as contagens ao longo
do ano. Concentra-se cada contagem em menor quantidade de itens;
isso reduz a duração da operação e dá melhores condições de análise
das causas de ajustes, para o melhor controle. Normalmente isso é feito
através de contagens programadas, em todos os itens de várias catego-
rias de estoque e matéria-prima, embalagens, suprimentos, produtos em
processo e produtos acabados.

29
Introdução à Logística • DIAS

Capítulo 5 – Transporte Intermodal e Multimodal

QUESTÕES – PÁG. 188

1. Explique a diferença entre transporte intermodal e multimodal.


 Existe alguma confusão ou dupla interpretação nos termos “intermodal”
e “multimodal”. A princípio pode-se falar em dupla interpretação ou,
em alguns casos, dar-se a mesma definição para os dois termos. Mas isso
não é correto: a intermodalidade é uma operação com vários modais de
transporte, que se realiza pela utilização de pelo menos dois tipos diferen-
tes, ou seja, transporta-se uma mercadoria do seu ponto de origem até a
entrega no destino final por modalidades diferentes. A intermodalidade
caracteriza-se pela emissão individual de documento de transporte para
cada modal, bem como pela divisão de responsabilidade entre os trans-
portadores. Então, podemos entender que, para cada troca de modal,
seja rodoviária, aérea ou marítima, cada transportador emite seu CTE,
Conhecimento de Transporte, e é o total responsável pela mercadoria
durante o seu trajeto.
 No multimodal esse transporte é regido por um único contrato, utiliza
duas ou mais modalidades de transporte, desde a origem até o destino,
e é executado sob a responsabilidade única de um Operador de Trans-
porte Multimodal (OTM). A operação do transporte multimodal também
engloba os serviços de coleta, unitização, desunitização, movimentação,
armazenagem e entrega da carga ao destinatário final e de consolidação
e desconsolidação documental de cargas.
 Podemos também entender que a intermodalidade é um conceito e a
multimodalidade é a efetiva operação. A operação multimodal é bastante
usada no comércio exterior, principalmente para cargas fracionadas ou
consolidadas.

2. Cite três exemplos do benefício do transporte multimodal.


 Existem vários benefícios no transporte multimodal. Isso pode servir para
o professor desenvolver com os alunos a reflexão sobre cada um deles.
Nessa questão estamos pedindo três, mas a tarefa pode ser dividida em
grupos, com cada um podendo enumerar os ganhos de cada um dos
benefícios e apresentar em classe:

30
Material Suplementar – Resolução das Questões e dos Exercícios

 melhor utilização da capacidade disponível da matriz de transporte;


 emprego de combinações de modais mais eficientes;
 melhor utilização da tecnologia de informação;
 ganhos no processo de todas as operações entre origem e destino, já
que no serviço porta a porta o OTM pode agregar valor, oferecendo
serviços adicionais;
 melhor utilização da infraestrutura para as atividades de apoio, tais
como armazenagem e manuseio;
 a responsabilidade de gestão da carga, junto ao cliente, entre origem
e destino é de apenas uma empresa, o OTM.

3. Como podemos considerar que um transporte é multimodal?


 Para um transporte ser considerado multimodal, é necessário que:
• seja realizado, pelo menos, por dois modos de transporte;
• exista um único responsável perante o dono da carga, o OTM;
• exista um único contrato de transporte entre o transportador e o
dono da mercadoria;
• exista um conhecimento único (Conhecimento de Transporte Multi-
modal de Cargas – CTMC), válido para todo o percurso.

4. Um terminal de transbordo é fundamental para a multimodalidade.


Quais as principais atribuições desse terminal?
 Precisamos entender e deixar bem claro que, inicialmente, é preciso
entender quais são as operações usuais de um terminal de carga. Dentre
as mais importantes temos:
• recepção da carga;
• pesagem e controle;
• identificação e classificação;
• estocagem e conservação;
• retirada para embarque;
• movimentação e carregamento;
• emissão de documentos, com taxas e impostos;
• despacho e entrega para os veículos, trens ou navios.

31
Introdução à Logística • DIAS

 É fundamental compreender a importância do terminal de transbordo.


Podemos até mesmo chamá-lo de um simples armazém, mas é impor-
tante perceber que será o local onde as operações serão realizadas para
a troca do modal. Deve ser lembrado que é nesse terminal que se farão
as movimentações da carga. Elas têm um custo; quanto maior o número
de movimentações e transbordos, maiores serão os custos.

5. Quais os fatores para determinação do custo final e total do transporte?


 É importante deixar claro que, para o embarcador, o que é importante é
o custo total da operação door to door, que é da origem até seu destino
final, o seu cliente. Ele precisa conhecer o preço final de seu transporte.
Na formação desses custos, temos os seguintes itens que assumem real
importância:
• Fator tempo: decorrente da diferença de velocidade de cada modali-
dade de transporte, dos tempos despendidos em transbordos e nos
terminais ou de esperas em função das interconexões de transporte.
• Fator manuseio: as operações de carga e descarga nos pontos de
transbordo têm custos próprios em função da modalidade e da natu-
reza da carga. É fato que, conforme a embalagem a ser adotada, ela
poderá apresentar maiores ou menores valores de perdas em função
da sua real adequação ao produto. Em princípio, podemos dizer
que a adequação de embalagens deverá levar em consideração os
seguintes fatores:
− menores valores de perdas;
− custo da embalagem;
− maleabilidade para transportes multimodais;
− apresentação dos menores fretes de retorno possíveis.
• Fator financeiro: variável em função do valor monetário de cada
mercadoria.
A observação comparativa das diversas modalidades de transporte
mostra que a rodovia geralmente se beneficia da operação door
to door, devido à sua maior velocidade, e frequentemente oferece
menores custos de perdas.
• Geração de viagens: o processo de determinação de rotas depen-
derá das viagens geradas através das necessidades de transporte do
produto.

32
Material Suplementar – Resolução das Questões e dos Exercícios

Capítulo 6 – Gestão de Transporte

QUESTÕES – PÁG. 255

É importante neste capítulo que o professor estimule o aluno a fazer pesquisas e


leituras. Utilize as sugestões que recomendamos ao final do capítulo. Esse tema é
profundamente técnico, e às vezes a carga horária disponível é curta para melhor
entendimento e compreensão.

1. Quais os principais problemas na eficiência do transporte rodoviário?


 Essa questão precisa ser bem avaliada e discutida, já que existem vários
fatores que geram a ineficiência do transporte rodoviário. Vejamos alguns:
• temos apenas 1.600.000 quilômetros de estradas, sendo que menos
de 200.000 são pavimentados;
• temos um território de 8,5 milhões de km² e uma malha de densi-
dade bem reduzida para essa grande extensão. Isso é um enorme
gargalo para uma economia que precisa ter competitividade e tem
de conquistar mais espaço no exterior;
• a maior parte das deficiências nas rodovias tem relação com estado
do pavimento, sinalização e geometria viária;
• a sinalização é outro aspecto muito crítico: as placas, os painéis e as
sinalizações no pavimento são essenciais para a segurança de tráfego.
• o transporte rodoviário tem outro problema a ser resolvido que é a
renovação da frota.

2. Cite cinco fatores importantes para a escolha de uma transportadora.


 Tarifas; Prazo de entrega; Eficiência no transporte, Adequação do tipo
de frota as necessidades de carregamento; Atendimento de rastreamento
das cargas embarcadas comparadas ao prazo de entrega.

3. O que é ad valorem e para que serve?


 O ad valorem, ou frete-valor, é um percentual sobre o valor da Nota Fiscal
do produto a ser transportado e soma-se ao frete-peso. O ad valorem é
um fator percentual para cobertura pela transportadora das despesas do
seguro da carga e do seguro obrigatório, que são de sua responsabilidade.

33
Introdução à Logística • DIAS

4. Quais os principais fatores de benefício e escolha do transporte rodo-


viário?
 O caminhão como meio de transporte é um dos fenômenos de maior
significado em nossos dias. Isso não só por causa do elevado volume de
carga movimentado entre fabricantes, distribuidores e consumidores,
mas também por ser necessário na interligação entre pontos de origem
× destino das mercadorias. A vantagem que oferece o caminhão sobre
os demais meios de transporte é o deslocamento de mercadorias “porta
a porta” e a velocidade da disponibilidade do produto. As vendas via
internet vieram definitivamente provar essas necessidades, assim como
demonstrar o gargalo logístico que as empresas ponto-com têm como
problema. Adicionam-se a isso o seu menor preço inicial, a flexibilidade
e a possibilidade de escolha de rotas e diferentes capacidades de carga
oferecidas. Analisados esses elementos, vemos imediatamente a razão
de sua ascensão. O custo de seus equipamentos em relação aos outros
modais muitas vezes viabiliza a atuação de pequenas e médias empresas
na atividade. Podemos considerar outras características próprias do trans-
porte rodoviário e que resultam em fatores favoráveis à sua preferência:
• maior rapidez, pela eliminação de pontos intermediários de desem-
barque e reembarque;
• embalagens mais simples, mais leves e mais baratas, como conse-
quência do menor manuseio a que estão sujeitas as mercadorias;
• tarifas competitivas em relação às cobradas pelos demais modais para
cargas pequenas e/ou distâncias curtas;
• serviço mais personalizado, tanto para quem recebe como para quem
envia a mercadoria.
5. Para uma melhor decisão de escolha do veículo para transportar deter-
minada carga, quais seriam as principais características da carga a serem
avaliadas?
 É muito importante avaliar os seguintes fatores para escolher que tipo
de caminhão vamos utilizar para transportar nossa carga:
• tipo da carga (sólida, líquida, granel, sacaria etc.). Um dado importante
aliado a esse fator é saber se a carga é paletizada ou não;
• peso específico (kg/m³) ou unitário. Essa avaliação é para definir se
a carga tem um peso cubado, ou seja, se o volume é maior que o
peso real;

34
Material Suplementar – Resolução das Questões e dos Exercícios

• fragilidade – como devemos cuidar da carga se ela tem riscos de


quebras e avarias;
• tipo de embalagem e dimensões;
• limite de empilhamento;
• possibilidade de unitização;
• temperatura de conservação;
• prazo de validade;
• legislação.

6. Qual a importância do fator tempo, de carga e descarga, do caminhão


no transporte rodoviário?
 No transporte rodoviário e também em qualquer modal de transporte,
existe um tempo de demora entre a apresentação para o carregamento
e a liberação do veículo efetivamente carregado.
 Esse tempo de carga e descarga é o tempo total despendido em espera
de inspeção, pesagem, conferência, emissão de nota fiscal e romaneio e
nas operações de carregar e descarregar propriamente ditas.
 Esse item tem grande importância no grau de utilização do veículo,
porém sua influência também sofre variação dependendo da distância
do percurso em que se irá operar. Esso conceito é muito importante fixar
no aprendizado do aluno, ou seja, quanto menor é a distância percorrida
entre origem e destino, maior será o impacto do tempo de demora em
carregamento e descarregamento do caminhão.

7. Faça um estudo e descreva com as principais características os tipos de


veículos utilizados no transporte rodoviário de cargas.
 Essa questão pode resultar em uma boa pesquisa extraclasse. O próprio
livro pode ser um bom fator de ajuda. Mas a sugestão é incentivar os
alunos em novas avaliações e, ao final do capítulo, o item Leituras e
Pesquisas pode ser um início. Mas vejamos os exemplos, e em paralelo
os alunos podem explorar mais as características de cada um:
• carreta cavalo trucado;
• carreta 3 eixos;
• carreta 2 eixos;
• cavalo mecânico trucado;
• cavalo mecânico ou caminhão extrapesado;

35
Introdução à Logística • DIAS

• truck;
• toco;
• Veículo Urbano de Carga (VUC);
• treminhão;
• Romeu e Julieta;
• tritrem;
• rodotrem;
• bitrem.

8. O que é peso bruto total definido para cada caminhão?


 Para cada caminhão, ou para cada conjunto de cavalo carreta, tem um
Peso Bruto Total máximo permitido para o carregamento. Esse PBT é defi-
nido pelo fabricante do caminhão e o que vai ser utilizado pelos órgãos
rodoviários nos postos de pesagem. São muito comuns problemas na
hora da pesagem devidos a discrepâncias entre o peso máximo permitido,
constante no documento do veículo, e aquele utilizado pelos postos de
pesagem, com base na informação fornecida pelo fabricante.

9. Quais as parcelas que compõem a tarifa de frete do transporte rodoviário?


 Frete-peso.
 Frete-valor (Ad Valorem).
 Taxas diversas.

10. Descreva o que é custo fixo e custo variável do transporte.


 Custos fixos: são as despesas de operação do veículo que não variam
com a distância percorrida, isto é, continuam existindo mesmo com o
veículo parado. Esses custos devem ser expressos em R$ (reais) por mês.
 Custos variáveis: são as despesas que variam com a distância percorrida,
ou seja, esses custos não existem caso o veículo permaneça parado. São
expressos por quilômetro rodado. As Despesas Administrativas e de
Terminais são da administração da empresa e da operação do terminal
de carga, ou seja, são aquelas que não estão diretamente ligadas ao
processo de deslocamento do veículo para a transferência das mercadorias
transportadas.

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Material Suplementar – Resolução das Questões e dos Exercícios

11. Quais são os custos fixos de uma frota de veículos?


 Remuneração Mensal do Capital.
 Salário do Motorista.
 Salário de Oficina.
 Reposição do Veículo.
 Reposição do Equipamento.
 Licenciamento.
 Seguro do Veículo.
 Seguro do Equipamento.
 Seguro de Responsabilidade Civil Facultativo.

12. Quais são os custos variáveis?


 Peças, Acessórios e Material de Manutenção.
 Combustível.
 Lubrificantes.
 Lavagens e Graxas.
 Pneus e Recauchutagens.

13. Dê três exemplos de acréscimos que devem incidir na tarifa do frete


de acordo com o local de entrega.
 Cubagem.
 Armazenagem de responsabilidade do usuário.
 Riscos e avarias.
 Cargas não limpas.
 Coletas e entregas.

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Introdução à Logística • DIAS

Capítulo 8 – Administração de Compras

QUESTÕES – PÁG. 303

1. Como uma boa atuação do departamento de compras pode contribuir


para melhorar a rentabilidade da empresa?
 Obter um fluxo contínuo de suprimentos para atender aos programas de
produção ou de vendas.
 Coordenar esse fluxo de maneira que seja aplicado um mínimo de inves-
timento.
 Comprar materiais e insumos aos menores preços, obedecendo a padrões
de quantidade e qualidade definidos.
 Procurar sempre dentro de uma negociação justa e honesta as melhores
condições para a empresa, principalmente com relação a preço e paga-
mento.

2. A função compra está diretamente vinculada ao objetivo da empresa.


Justifique e exemplifique esta afirmativa.
 Com os preços de venda extremamente competitivos, e a concorrência
acirrada entre empresas, a melhora dos resultados deverá vir do aumento
da produtividade, da melhor gestão de estoques e de compras mais eco-
nômicas.
 A necessidade de comprar cada vez melhor, em qualidade e preço, é
essencial para todas as empresas, assim como a necessidade de estocar
em níveis adequados e de racionalizar o processo produtivo.
 Comprar bem é um dos meios que a empresa deve usar para reduzir
custos e aumentar sua rentabilidade.

3. Qual a atuação do departamento de compras em uma empresa? Cite


cinco dos principais fatores.
 Pesquisa dos fornecedores.
 Estudo do mercado e dos materiais.
 Análise dos custos.
 Investigação das fontes de fornecimento.
 Inspeção das fábricas dos fornecedores.

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Material Suplementar – Resolução das Questões e dos Exercícios

 Desenvolvimento de fontes de fornecimento e de materiais alternativos.


 Aquisição.
 Conferência de requisições.
 Análise das cotações; decidir comprar por meio de contratos ou no mer-
cado aberto.
 Entrevistar vendedores e negociar contratos.
 Efetuar as encomendas de compras; acompanhar o recebimento de
materiais.
 Administração; manutenção de estoques mínimos;
 Transferências de materiais; evitar excessos e obsolescência de estoque;
padronizar o que for possível.
 Descartar materiais desnecessários, obsoletos ou excedentes;
 Cuidar das relações comerciais recíprocas.

4. Faça um exemplo de como seria dividido o departamento de compras,


baseando-se numa empresa industrial que consome matérias-primas de
quatro grupos distintos de produtos.
 Essa divisão pode ser feita por tipos de matérias-primas. Os compradores
especializados em cada grupo de produto podem dedicar-se a eles inte-
gralmente. Podemos sugerir exemplos por tipo de material:
• material de embalagem – plástico, termoplástico e papelão;
• materiais ferrosos;
• materiais eletroeletrônicos;
• materiais semiacabados.
 Poderíamos ter um comprador especializado para cada grupo de material.
É claro que a escolha deve ser adaptada ao tipo de empresa e à impor-
tância de cada grupo na formação do produto acabado.

5. Como seria um critério de divisão ou grupo de mercadorias por com-


prador? Analise os critérios de características físicas e uso de fontes de
suprimentos.
 Esse critério pode também ser utilizado com base na questão anterior.
Cada comprador especializado pode dedicar-se a desenvolver ou a des-
cobrir as suas melhores fontes de fornecedores.

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Introdução à Logística • DIAS

6. Faça a descrição de função de um comprador.


 Os compradores podem ser divididos em três segmentos. Podemos então
descrever essa função baseados nesses segmentos:
• Comprador de materiais diversos: efetuar e acompanhar pequenas
compras de materiais com supervisão da chefia da seção; classificar e
analisar requisições de compras remetidas por outros setores; pesquisar
cadastro de fornecedores e efetuar coleta de preços; estudar preços
e qualidades, optando pelo que obter melhores condições; efetuar
as compras e controlar a entrega dos materiais; manter arquivo de
catálogos e fornecedores.
• Comprador técnico: efetuar compras de materiais especiais de
produção mediante supervisão e orientação da chefia; classificar
e analisar solicitações de compra; estudar e analisar necessidades
técnicas; pesquisar cadastro de fornecedores; preparar concorrência;
analisar informações recebidas e informar à chefia as melhores con-
dições; manter e atualizar cadastro geral de fornecedores; assessorar
as várias seções com informações técnicas; acompanhar e controlar
a entrega dos materiais.
• Comprador de matéria-prima: efetuar compras de matérias-primas
utilizadas em uma ou várias unidades fabris, com supervisão da chefia
da seção; classificar e analisar solicitações de compra remetidas por
outros setores; pesquisar cadastro de fornecedores; consultar em
publicações específicas as cotações dos produtos; organizar pequenas
concorrências; analisar as informações e opinar sobre as melhores
ofertas; providenciar as compras e acompanhar as suas entregas.

7. Como se inicia um processo de compras?


 O comprador deve receber de um usuário uma solicitação de compra,
ou já ter uma programação de compra planejada dos mesmos materiais.
Ocorre algumas vezes que o processo é feito por meio da programação
de produção, pelo consumo dos materiais ou analisando-se o que deve e
quanto deve ser comprado dentro de um período fixo e também dentro
de uma quantidade fixa.

8. Quando deve ser utilizada a solicitação de compras?


 A solicitação de compras é um documento que autoriza o comprador a
executar uma compra. Seja para materiais produtivos ou improdutivos,
ela é solicitada para um programa de produção, para um projeto que se

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Material Suplementar – Resolução das Questões e dos Exercícios

está desenvolvendo ou ainda para o abastecimento geral da empresa. É


o documento que deve informar o que se deve comprar, a quantidade,
o prazo de entrega, o local da entrega e, em alguns casos especiais, os
prováveis fornecedores.

9. O que fazer quando as condições do pedido de compra não são aten-


didas pelo fornecedor?
 Ao receber um produto do fornecedor, podem existir algumas divergências
entre aquilo que foi solicitado e o que efetivamente o fornecedor entre-
gou, ou divergências com qualquer negociação combinada anteriormente
constante no pedido de compra. Para evitar comunicações extensas e
periódicas, lança-se mão de uma carta-padrão na qual estão englobadas
todas as irregularidades que porventura venham a acontecer.

10. Que providências devemos tomar em relação a atrasos de entrega


pelo fornecedor?
 Em casos de atrasos na entrega das mercadorias sem culpa do forne-
cedor, as datas dos pagamentos permanecerão as mesmas, como se a
entrega tivesse sido feita na data devida. Se as condições de pagamento,
inclusive as relativas ao reajuste de preços, não forem observadas além
da correção monetária, a ser calculada com base no índice conjuntural,
publicado pela FGV, e proporcional ao atraso ocorrido, o comprador
ficará sujeito ao pagamento de multa moratória de 1% ao mês sobre as
importâncias devidas, sem necessidade de qualquer interpelação, judicial
ou extrajudicial.

11. Por que é emitido um pedido de compra?


 O pedido de compra é um contrato formal entre a empresa e o fornecedor.
Esse pedido deve representar fielmente todas as condições e caracterís-
ticas da compra aí estabelecidas. O fornecedor precisa estar ciente de
todas as cláusulas e pré-requisitos constantes do pedido de compra, dos
procedimentos do recebimento das peças ou produtos, dos controles e
das exigências de qualidade, para que o pedido possa legalmente ser
considerado em vigor.

12. Quando o departamento de compras atinge seu objetivo na qualidade?


 Um dos principais objetivos e finalidades de compras é a aquisição na
qualidade adequada. A qualidade correta não significa a melhor qualidade

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Introdução à Logística • DIAS

disponível; por mais desejável que esta possa ser, ela terá de atender a
determinadas exigências e deve estar relacionada àquela necessidade. Qua-
lidade correta significa melhor qualidade para determinado uso. Podemos
afirmar que o objetivo real de compras é conseguir a qualidade adequada
ao mais baixo preço possível. Existem determinadas utilizações para as
quais os tipos mais inferiores e baratos de materiais são suficientemente
adequados; nessas situações, a qualidade mais inferior é a qualidade
correta. Existem também ocasiões em que a melhor qualidade disponível
no mercado nunca é suficiente; se é desse padrão que a empresa precisa,
preço algum será alto demais. Toda necessidade de compra de material
com qualidade específica reduz substancialmente a área de escolha, por
eliminação de tudo aquilo que não se enquadre nos padrões solicitados.

13. Por que o controle e a avaliação do recebimento de materiais são


importantes?
 Quanto mais altos os níveis de qualidade fixados, mais rígido será o con-
trole, mais difícil a produção por quantidades e mais reduzido o universo
de fornecedores de matéria-prima disponíveis.
 Os padrões de qualidade precisam ser práticos o máximo possível. Devem
apresentar tolerâncias, ou seja, limites de qualidade dentro dos quais
determinados produtos podem ser fabricados e aceitos pelo consumidor.
A inspeção tem como objetivo determinar se um produto deve ser apro-
vado ou rejeitado, levando-se em consideração os padrões de qualidade
estabelecidos.

14. Como pode ser realizada uma avaliação da qualidade do fornecedor?


 A inspeção preventiva antecipada no fornecedor tem como intuito a
determinação de tendências dos valores ou padrões estabelecidos. Sua
importância reside no fato de que futuras especificações, métodos, custos
e políticas de qualificação, no que se refere aos padrões de qualidade,
serão afetados pelos resultados advindos da análise dessas tendências.
 A avaliação antecipada no fornecedor vai evitar que se gerem muitos
problemas no futuro, caso ele não tenha qualificações para atender as
necessidades de compras.

15. Quando a técnica de negociação é proveitosa?


 Negociação não é uma disputa em que uma das partes ganha e a outra
tem prejuízo. Embora elementos de competição estejam obviamente

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Material Suplementar – Resolução das Questões e dos Exercícios

ligados ao processo, ela é bem mais do que isso. Quando numa negocia-
ção ambas as partes saem ganhando, podemos afirmar que houve uma
boa negociação. Saber negociar é uma das habilidades mais exigidas de
um comprador.

16. Para iniciar uma negociação, qual a primeira providência que o com-
prador deve tomar?
 Um fator muito importante é o assunto ou o objeto negociado, pois é
fundamental que o bom negociador domine as características do bem
ou do contrato negociado.
 Fundamental também é ter conhecimento pessoal dos negociadores, ou
seja, identificar qual é o estilo de cada um, suas forças e fraquezas, suas
necessidades e motivações. No processo de negociação, a habilidade
técnica tem merecido mais atenção do que a de relacionamento inter-
pessoal, embora elas tenham peso igual no sucesso da negociação.

17. Cite duas condições básicas que uma empresa deve analisar antes da
decisão pela fabricação de uma peça.
 A primeira condição é a escolha do fornecedor correto. Se ele tem mesmo
condições técnicas de atender as especificações de fabricação da peça.
 Se o preço a ser cobrado atende as finalidades de utilização da peça, ou
se esta pode ser substituída de alguma outra forma.

18. Quais são as vantagens de distribuir um pedido de compra entre vários


fornecedores? É possível conseguir preços competitivos de somente um
fornecedor?
 Essa questão é muito repetitiva em algumas situações. Ela é recorrente
quando se pensa em provocar competições entre fornecedores. Mas
existe o risco de qualidades diferentes entre eles ou de diferenças de
preço, que na concentração da totalidade de compra não ocorreria. Há
uma grande vantagem na concentração da quantidade total, em obter
boas vantagens em preços em um só fornecedor. O que precisa ser bem
avaliado é a qualidade, sempre levando em conta também o binômio
preço × qualidade.

19. Discuta as vantagens e as desvantagens da compra centralizada e da


descentralizada. Exemplifique com alguns tipos de empresa que poderiam
ter um ou outro sistema.

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Introdução à Logística • DIAS

 Existem várias avaliações para essa questão. A mais utilizada é a cen-


tralização de compras. Com isso existe maior vantagem de negociação
por quantidades, uma escolha melhor de fornecedores, por oferecer um
volume maior e às vezes uma programação de médio e longo prazo das
entregas.
 A centralização completa das compras reúne certas vantagens: oportu-
nidade de negociar maiores quantidades de materiais; homogeneidade
da qualidade dos materiais adquiridos; controle de materiais e estoques.
 As razões para avaliar a descentralização das compras podem ser:
– distância geográfica;
– tempo necessário para a aquisição de materiais;
– facilidade de diálogo.

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