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UNIDADE CENTRAL DE EDUCAÇÃO FAEM FACULDADE LTDA -UCEFF

FACULDADE EMPRESARIAL DE CHAPECÓ – FAEM


ENGENHARIA CIVIL

PATOLOGIA NA LAJE NERVURADA PROTENDIDA EM UM EDIFÍCIO


RESIDENCIAL NA CIDADE DE CHAPECO/SC

FRANCLIM M. KUNST

CHAPECÓ/SC, 2019
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FACULDADE EMPRESARIAL DE CHAPECÓ - FAEM


CURSO Engenharia Civil
PERÍODO 8º
DISCIPLINA Estágio Supervisionado I
COORDENADOR DE CURSO Prof. Ailson Odair Barbisan
PROFESSORES DO ESTÁGIO I Prof. Juliana Eliza Benetti e Maico Fernando
Wilges Carneiro

PATOLOGIA NA LAJE NERVURADA PROTENDIDA EM UM EDIFÍCIO


RESIDENCIAL NA CIDADE DE CHAPECO/SC

FRANCLIM M. KUNST

Professor Orientador: Emanuel A. Dellatorre

CHAPECÓ/SC, 2019
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SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ............................................................................................. 5
1.1 OBJETIVOS ................................................................................................... 5
1.1.1 Objetivo Geral ............................................................................................... 5
1.1.2 Objetivos Específicos ..................................................................................... 6
1.2 JUSTIFICATIVA ............................................................................................ 6
2 APRESENTAÇÃO DA EMPRESA .............................................................. 7
2.1 APRESENTAÇÃO LOCAL ESTÁGIO .......................................................... 7
3 REVISÃO TEÓRICA ................................................................................... 8
3.1 CONCEITOS DE LAJES ................................................................................ 8
3.1.1 Laje nervurada .............................................................................................. 8
3.1.2 Laje nervurada com capitel e vigas faixas protendida:................................ 9
3.2 PRINCIPIOS DA PROTENSÃO ................................................................... 10
3.2.1 Tipos de protensão ....................................................................................... 11
3.3 MATERIAIS UTILIZADO NO SISTEMA DE PROTENSÃO NÃO
ADERENTE ............................................................................................................... 14
3.3.1 Concreto Armado ........................................................................................ 14
3.3.2 Cordoalhas engraxadas e plastificadas ....................................................... 19
3.4 EQUIPAMENTOS PARA PROTENSÃO ..................................................... 20
3.4.1 Macaco hidráulico ....................................................................................... 20
3.4.2 Ancoragens .................................................................................................. 21
3.5 EXECUÇÃO DO SISTEMA DE PROTENSÃO EM LAJE NERVURADA
UTILIZANDO CORDOALHAS DE AÇO ENGRAXADAS E PLASTIFICADAS .... 24
3.5.1 Documentos de controle para uma obra de protensão ............................... 25
3.5.2 Entrega, recepção, manuseio e estocagem .................................................. 25
3.5.3 Procedimentos de montagem da protensão em lajes com capiteis armadas
em uma ou duas direções .......................................................................................... 27
3.5.4 Lançamento do concreto ............................................................................. 31
3.5.5 Protensão do cabo ........................................................................................ 32
3.5.6 Preparação para a protensão ...................................................................... 32
3.5.7 Protendendo os cabos .................................................................................. 33
3.5.8 Problemas que podem ocorrer durante a protensão .................................. 34
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3.5.9 Causas de alongamento inadequado: .......................................................... 34


4 APRESENTAÇÃO E ANALISE DAS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS
36
4.1 ATIVIDADE EXECUTADAS EM OBRA .................................................... 36
4.2 ANALISE DA EXECUÇÃO ......................................................................... 43
4.2.1 Patologias Encontradas e Possíveis Soluções .............................................. 43
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS ...................................................................... 48
REFERÊNCIAS ........................................................................................................ 49
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1 INTRODUÇÃO

Estruturas com lajes nervuradas apresentam uma redução de consumo de concreto


significante, além de sua versatilidade e agilidade gerados no processo de execução. Essa
prática vem se disseminando ao longo dos anos variando nos ambientes industriais,
comercial e residenciais (ATEX, 2017). Segundo Cauduro (2006) o mercado encontrou
na protensão em lajes, uma alternativa prática, rápida e econômica para o concreto armado
convencional.
O modelo de laje nervurada protendida pode gerar uma redução no consumo de
concreto e aço em toda a estrutura da laje. Segundo matéria da Revista Pini (2017), as
lajes nervuradas protendidas são indicadas para utilização em grandes vãos, próximos de
seus 20m, a qual é comprimida com a introdução de cordoalhas e protendida
posteriormente, gerando uma redução do peso próprio em torno de 30%.
As primeiras aplicações do sistema de protensão em elementos estruturais, datam
do começo do século XX, patenteado pelo francês Eugène Freyssinet, a tecnologia do
concreto protendido obteve grande crescimento. O sistema com o passar dos anos foi se
disseminando pelo mundo até se tornar uma tecnologia bem consolidada (EMERICK,
2005).
Trata-se de uma tecnologia de uso consagrado no Canadá e nos Estados Unidos,
utilizada desde os anos 60, justamente pelo fato das diversas vantagens comparadas a
sistemas convencionais, no Brasil essa técnica vem dando seus curtos passos. Somente
no ano de 1997 que se deu início na produção de cordoalhas engraxadas plastificadas no
Brasil, produzidas com diâmetros de 12,7 mm, proporcionando ao mercado brasileiro,
particularmente aos projetistas estruturais e a construtores uma moderna alternativa
tecnológica (IBRACON, 2012).
Questão Problema: Quais são as possíveis soluções para a prevenção de
patologias que podem ocorrer em uma laje protendida em um edifício residencial na
cidade de Chapecó?

1.1 OBJETIVOS

1.1.1 Objetivo Geral


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Apresentar as possíveis soluções para as patologias encontradas durante a


execução de lajes nervuradas protendidas no estado fresco e endurecido em um edifício
residencial.

1.1.2 Objetivos Específicos

a) Conhecer o local da obra em pesquisa;


b) Identificar as especificações e materiais utilizados;
c) Verificar o procedimento de execução conforme norma;
d) Analisar possíveis patologias e suas soluções.

1.2 JUSTIFICATIVA

O uso de lajes protendidas vem sendo intensificado em obras que possuem grandes
vãos livres entre apoios, como shoppings centers, hospitais, centros de distribuições entre
outros, porém, pode ser utilizada em qualquer tipo de obra (THOMAZ, s.a.).
Apesar desta técnica construtiva ser muito comum nos Estados Unidos e na
Europa, no Brasil, a protensão tem um longo caminho pela frente. Segundo Emerick
(2005), há um crescente interesse pelo uso do concreto protendido com solução estrutural
para edifícios comerciais e residenciais. A inserção da monocordoalha engraxada no
mercado brasileiro vem de encontro com a insaciável busca por vencer grandes vãos da
indústria da construção civil. Porém existe uma grande barreira quando se busca literatura
em português relacionada ao assunto afirma Emerick.
De acordo com a presidente-executiva da Associação Brasileira de Construção
Industrializada de Concreto - ABCIC, o potencial de crescimento na utilização de
elementos protendidos está na aplicação em edifícios altos, com possibilidades de
combinação com outros elementos construtivos, por exemplo estruturas metálicas
(DONIAK, 2012).
Em meio a este cenário, despertou o interesse sobre o assunto, visto que o mercado
está imergindo na área de protensão, e a propensão de ocorrer patologias nesse método
executivo devido à escassez de mão de obra qualificada tanto no projeto como execução
é visivelmente um problema, com base nestas definições, foi definido o tema abordado
nesta pesquisa.
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2 APRESENTAÇÃO DA EMPRESA

Os engenheiros Lírio Sanagiotto e Derli Feroldi atuam no mercado da construção


civil há mais de 30 anos. Os dois empresários, através da construtora Sanagiotto&Feroldi
Construções Ltda, empresa já consolidada na região, possui uma vasta experiência no
mercado da construção civil e um portfólio de empreendimentos de alto padrão e
qualidade garantida. Neste ano, a parceria rendeu mais um fruto, a Sanagiotto&Feroldi
Investimentos Imobiliários, em sociedade com o administrador de empresas Sérgio
Perondi, corretor de imóveis e ex-gerente de banco. Perondi traz sua experiência em
consultoria financeira e de crédito imobiliário para somar ao crescimento da marca com
responsabilidade e visão de futuro.
A união destes três empresários só pode resultar em credibilidade, respeito ao
cliente e atendimento especializado, localizada na cidade de Chapecó - SC, AV Nereu
Ramos - E 1331 - Centro, cadastrada com CNPJ de n° 07.172.567/0001-94. A qual possui
atualmente 30 funcionários, contando com mais 10 estagiários.

2.1 APRESENTAÇÃO LOCAL ESTÁGIO

A empresa possui como responsável técnico o engenheiro David Sanagiotto, o


mesmo encarregado por parte dos projetos e vistorias de obras. A equipe de trabalho em
campo é composta por colaboradores da Construtora Sanagiotto&Feroldi que realizam
todas as etapas da obra. A obra a ser estudada é edifício residencial e está localizado na
R. Mal. Borman, 120 - Centro, Chapecó - SC. O organograma da área de estágio é
apresentado na Figura 1.

Figura 1 - Organograma da área de estágio

Colaboradores
David
Sanagiotto
Lírio Sanagiotto Estagiário
e Derli Feroldi

Sérgio Perondi Colaboradores

Fonte: Dados da pesquisa.


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3 REVISÃO TEÓRICA

O presente estudo é resultado de alguns meses de trabalho e pesquisa


bibliográfica. Certamente, não é o objetivo aprofundar nos tópicos apresentados aqui, mas
apresentar uma visão ampla sobre laje nervurada e protensão, de forma prática e direta.

3.1 CONCEITOS DE LAJES

As lajes conhecidas também por elementos de superfície ou placas. São


classificados como elementos bidirecionais, ou seja, seu comprimento e largura possuem
a mesma ordem de grandeza, muito maiores que a terceira dimensão, a espessura. Esse
elemento é projetado para receber a maior parte das ações aplicadas numa obra,
normalmente esses esforços são: moveis, paredes, pessoas, pisos e os mais diversos
fatores que podem existir em função da finalidade arquitetônica. As forças atuantes são
geralmente perpendiculares ao plano da laje, sendo elas distribuídas no plano linearmente
ou em forças concentradas. Estas ações são transmitidas para as vigas de apoio nas bordas
da laje, como também diretamente aos pilares, quando se optado pelas lajes cogumelos
por exemplo (BASTOS, 2015).
O pavimento de uma edificação, que é um elemento superficial de superfície, pode
ser projetado com elementos pré-moldados ou moldados no local. O pavimento moldado
no local pode ser composto de uma única laje (maciça ou nervurada), sem vigas, ou de
um conjunto de lajes maciças ou nervuradas apoiadas em vigas (CARVALHO, 2017).

3.1.1 Laje nervurada

A NBR 6118 (ABNT, 2014) no item 14.7.7 define laje nervurada como “lajes
moldadas no local ou com nervuras pré-moldadas, cuja zona de tração para momentos
positivos esteja localizada nas nervuras entre as quais pode ser colocado material inerte.”
São as nervuras vinculadas com a mesa (capa) que proporcionam a segurança no
comportamento da laje. O material de enchimento (material inerte) não contribui para a
resistência do elemento, sua finalidade é única e exclusiva para formar a laje. A seguir a
Figura 2 apresenta uma laje nervurada antes do lançamento do concreto e a Figura 3
mostra o acabamento após o endurecimento do concreto:
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Figura 2 e 3 - Laje Nervurada com moldes plásticos:

Fonte: Adaptado de AtexBrasil.

De acordo com as características geométricas do projeto, podem ser projetadas


bidirecional ou unidirecional. Contudo, observa-se que a preferência, na grande maioria
de projeto de edifícios, é por lajes nervuradas bidirecionais (LNB), mesmo quando se tem
condições armar a laje em apenas uma direção (LNU). De fato, essa atitude despreza a
concepção estrutural, indo contra a técnica e a economia (IBRACON, 2009)

3.1.2 Laje nervurada com capitel e vigas faixas protendida:

No Brasil, tem sido bastante utilizado o sistema estrutural constituído de lajes


nervuradas de concreto armado apoiadas em faixas maciças de concreto protendido
(Loureiro, 2006). A Figura 4 representa um sistema de laje nervurada com vigas faixas.

Figura 4 - Sistema de laje nervurada com vigas faixas protendidas

Fonte: Adaptado de Loureiro (2002).


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Conforme afirma Pinheiro & Razente (2003), em regiões onde existem concentração de
tensões verticais, geralmente em regiões de apoio, pode ocorrer ruína por punção e
cisalhamento. Desta forma, deve se evitar esse tipo de ruína, caso ocorra, que seja por
flexão. Outro ponto a ser observado, de acordo com o esquema estático adotado, podem
aparecer esforços solicitantes elevados, consequentemente, uma estrutura mais esbelta.
Nesses casos, o autor citado acima traz duas soluções a serem adotadas:

a) Capitel, formando uma região maciça em volta do pilar;


b) Vigas Faixas, que são faixas maciças em uma ou duas direções.

Figura 5 - Laje Nervurada com Capitéis e Vigas Faixas

Fonte: Adaptado de AtexBrasil

As faixas maciças devem ser calculadas como vigas protendidas, que recebem as
lajes nervuradas de concreto armado, devendo, portanto, obedecer às recomendações
referentes a estruturas armadas numa só direção (Loureiro, 2006).

3.2 PRINCIPIOS DA PROTENSÃO

Conforme cita Moraes (1999), peças estruturar de concreto protendido, são


aquelas que, quando aplicadas forças, tornam-se comprimidas, com finalidade de eliminar
total ou parcial as tensões quando colocadas em serviço. A eliminação das forças que dão
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origem as formações de fissuras é o real objetivo da protensão, resultando em construções


de maior qualidade, reduzindo o perigo da corrosão por meio da protensão completa.
Após o desenvolvimento da teoria da fissuração, ficou mais fácil conviver com o controle
de aberturas de fissura, tornando as construções mais satisfatórias com menores custos.
O conceito de protensão pode ser definida como um meio de introduzir, numa
estrutura, um estado prévio de tensões, a fim de melhorar seu comportamento e sua
resistência (PFEIL, 1983).

3.2.1 Tipos de protensão

De acordo com a NBR 6118 (ABNT, NBR 6118/2014 – Estruturas de concreto


armado – Procedimento, 2014) os tipo de protensão e a intensidade estão ligados a
durabilidade dos elementos e de forma a se evitar a corrosão da armadura,
consequentemente estão relacionados aos estados limites de serviço (fissuração).

3.2.1.1 Classificação Da Protensão Relacionados A Aderência:

Os tipos de protensão relacionados a aderência, são definidos da seguinte forma


pela NBR 6118 nos itens 3.1.7 a 3.1.9

a) Concreto com armadura ativa pré-tracionada (com aderência inicial): Feita


de forma com que a armadura ativa é pré tracionada antes do lançamento do
concreto, utilizando apoios independentes do sistema estrutural, por sua vez a
ancoragem do concreto realiza-se só por aderência;
b) Concreto com armadura ativa pós-tracionada (protensão com aderência
posterior): A armadura ativa nesse caso é protendida após o lançamento e
endurecimento do concreto, utilizando-se dos apoios do próprio elemento
estrutural, criando-se aderência posterior com o concreto através da injeção de
nata de cimento nas bainhas;
c) Concreto com armadura ativa pós-tracionada sem aderência: Esta por sua vez
também é protendida após o endurecimento do concreto, sendo utilizado como
apoios partes do próprio elemento estrutural, porém não ocorre a aderência com o
concreto, ficando ligada ao concreto apenas em alguns pontos.
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Emerick (2005), classifica a protensão relacionada a aderência da seguinte


forma:

a) Protensão aderente: são utilizados bainha metálicas para passagem dos cabos,
sendo essas injetadas com nata de cimento após a protensão da cordoalha.
b) Protensão não aderente: neste caso são utilizadas as cordoalhas engraxadas, estas,
de acordo com o catálogo Belgo, são as mesmas que as tradicionais porem
utilizam revestimento em PEAD-polietileno, extrudadas diretamente sobre a
cordoalha engraxada. Esse sistema permite a livre movimentação da cordoalha em
seu interior.

Após a escolha do tipo de protensão a se empregar, deve-se verificar diversas


condições ligadas a estados de serviço. A resistência a compressão do concreto e
cobrimentos também devem ser atendidos os requisitos mínimos dos itens:7.4.2 e7.4.6 da
NBR 6118 (ABNT, NBR 6118/2014 – Estruturas de concreto armado – Procedimento,
2014).

3.2.1.2 Classificação Da Protensão Relacionados A Estados Limites De Serviço:

Os tipos de protensão quanto a intensidade pode ser definida como: protensão


parcial, limitada e completa. A escolha da protensão para o projeto, deve-se levar em
conta o tipo de construção e a classe de agressividade do meio ambiente (CARVALHO,
2012).
De acordo com a NBR 7197 (1989) a protensão pode ser completa, limitada ou
parcial de acordo com as definições a seguir:

a) Protensão completa: A protensão completa é obtida quando, para as combinações


frequentes de ações, é respeitado o Estado Limite de Descompressão. Além disso,
para as combinações raras de ações, quando previstas em projeto, é respeitado o
Estado Limite de Formação de Fissuras (item 4.1.1).
b) Protensão limitada: A protensão é dita limitada quando se verifica que para as
combinações quase permanentes de ações é respeitado o Estado Limite de
Descompressão, assim como na protensão parcial. Porém, para as combinações
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frequentes de ações deve ser respeitado o Estado Limite de Formação de fissuras


(item 4.1.2).
c) Protensão parcial: A protensão é dita parcial quando, para as combinações quase
permanentes de ações, é respeitado o Estado Limite de Descompressão. Além
disso, para as combinações frequentes de ações, deve-se atender ao Estado Limite
de Fissuração, limitando a abertura de fissuras a no máximo 0,2 mm (item 4.1.3).

De acordo com o item 3.1.3 da NBR 7197 (ABNT, 1989), Armadura passiva:
qualquer armadura que não seja usada para produzir forças de protensão, isto é, que não
seja previamente alongada. Armadura ativa: (de protensão): constituída por barras, fios
isolados ou cordoalhas, destinada à produção de forças de protensão, isto é, na qual se
aplica um pré- alongamento inicial.
Conforme cita a Norma Brasileira NBR 6118 (ABNT, 2014), Elementos de
concreto protendido são aqueles nos quais parte das armaduras é previamente alongada
por equipamentos especiais de protensão com a finalidade de, em condições de serviço,
impedir ou limitar a fissuração e os deslocamentos da estrutura e propiciar o melhor
aproveitamento de aços de alta resistência no estado limite último (ELU).
Conforme a antiga NBR 7197 (ABNT, 1989, p: 3):

[...] a armadura de protensão é constituída por fios ou barras, feixes (barras


ou fios paralelos) ou cordões (fios enrolados), e se destina à produção das
forças de protensão. Denomina-se cabo a unidade da armadura de protensão
considerada no projeto. A armadura de protensão também é designada por
armadura ativa.

A Figura 6 mostra as possibilidades de combinações e tipos de protensão.

Figura 6 - Resumo das possibilidades de combinações e tipos de protensões

Fonte: Adaptado de VERÍSSIMO & LENS, 1998.


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Este estudo foi feito acompanhando uma obra que utilizou a protensão sem
aderência com tração posterior e tração completa, portanto, será abordado tópicos
voltados a está área. Moraes (1999), faz as seguintes observações no sistema de protensão
sem aderência:

a) A protensão sem aderência acontece as cordoalhas estão ancoradas nas peças


estruturais. Por isso é fundamental que essa ligação seja segura, para impedir a
fissuração da peça estrutural, sendo necessário o uso da armadura aderente.
b) Quando o comprimento do cabo ultrapassar a 40 m, deve-se adotar ancoragens
intermediarias, formando juntas de concretagem.
c) Cabos constituídos por cordoalhas engraxadas plastificadas proporcionam as
seguintes vantagens: Não se faz necessário a injeção da nata de cimento, agilidade
na montagem, executado de forma correta pode se obter economia em relação a
protensão aderente, devido a graxa o aço fica protegido da corrosão, melhora a
excentricidade com a monocordoalha em relação a bainha achatada e diminuição
das perdas por atrito.

3.3 MATERIAIS UTILIZADO NO SISTEMA DE PROTENSÃO NÃO ADERENTE

Nos tópicos a seguir, serão abordados temas relacionados a protensão não


aderente, utilizando cordoalhas engraxadas plastificadas, com foco na protensão, assunto
referentes a concreto armado serão brevemente expostos.

3.3.1 Concreto Armado

O concreto é hoje empregado em virtualmente todos os tipos de estruturas e, dado


seu custo mais baixo, vem, cada vez mais intensamente, ocupar lugares antes exclusivos
de outros materiais estruturais. É usado na estrutura de edifícios residenciais industriais,
pontes, tuneis, barragens, abobadas, silos, reservatórios, cais, fundações, obras de
contensões, galerias de metrô, entre outros (ABCP, s.a.).
Para Sussekind (1980) a viabilidade do concreto gira em torno de três pontos, o
trabalho em conjunto do aço e concreto é assegurado pela aderência, por seus coeficientes
de dilatação serem praticamente iguais, por fim o concreto protege de oxidação o aço,
garantindo a durabilidade da estrutura.
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3.3.1.1 Cobrimento mínimo de armadura

O valor de cobrimento mínimo de armadura é indicado em todos os projeto


estruturais. Para definir esse valor, é necessário analisar qual a classe de agressividade
ambiental a qual a estrutura se encontra. É aconselhável, sempre que não interferir de
forma significativa no custo e no desempenho do elemento estrutural, que se execute a
estrutura com um valor de cobrimento maior que o mínimo, afim de que a estrutura
obtenha um grau de durabilidade maior.
Segundo o item 7.4.7.1 da NBR 6118 (ABNT, 2014, p. 19), “[...] o cobrimento
mínimo da armadura é o menor valor que deve ser respeitado ao longo de todo o elemento
considerado e que se constitui num critério de aceitação.” Quanto a garantir o cobrimento
mínimo, o item 7.4.7.2 da mesma norma salienta que:

Para garantir o cobrimento mínimo (cmin), o projeto e a execução devem


considerar o cobrimento nominal (cnom), que é o cobrimento mínimo acrescido
da tolerância de exceção. Assim, as dimensões das armaduras e os espaçadores
devem respeitar os cobrimentos nominais estabelecidos [...]

Ainda conforme a NBR 6118 (ABNT, 2014), cobrimento nominal é baseado na


superfície da armadura externa, que na maior parte das situações é o estribo. O valor deste
para que a barra deve ser maior ou igual ao diâmetro da mesma.

3.3.1.2 Composição do Concreto

É um material composto, formado por agua, cimento, agregado miúdo e graúdo,


pode presenciar adições como povolanas, sílicas, cinzas vulcânicas, aditivos químicos
afim de melhorar ou modificar as suas propriedades (BASTOS, 2015).
Carvalho (2017), argumenta que o cimento por si só, é um material de elevado
custo, o principal objetivo dos agregados graúdos é reduzir os custos sem que a qualidade
do material seja prejudicada, lembrando que para utilização estrutural, o concreto sozinho
não é adequado como elemento resistente, pois possui pouca resistência a tração, cerca
de 1/10 da sua resistência a compressão.
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3.3.1.3 Cimento

Hoje, mundialmente conhecido, o cimento Portland foi produzido na Inglaterra


por volta de 1824, relatos que sua produção industrial começou em meados de 1850
(SUSSEKIND, 1980). O cimento, dito de um modo geral, um pó fino, que possui
propriedades ligantes, aglutinantes ou aglomerantes, que enrijecem sob ação da água.
Após endurecido, o mesmo pode ser submetido a ação da água, porem agora não se
decompõe mais (ABCP, s.a.). Na Tabela 1 encontra-se os tipos de cimento no mercado
brasileiro segundo a Associação Brasileira de Cimento Portland:

Tabela 1 - Tipos de cimentos fabricados no Brasil

Fonte: Adaptado de ABCP (2002).

O cimento é composto de clínquer e de adições, sendo o clínquer o principal


componente, presente em todos os tipos de cimento. O clínquer tem como matérias-
primas básicas o calcário e a argila. A propriedade básica do clínquer é que ele é um
ligante hidráulico, que endurece em contato com a água. Para a fabricação do clínquer, a
rocha calcária inicialmente britada e moída é misturada com a argila moída. A mistura é
submetida a um calor intenso de até 1450°C e então bruscamente resfriadas, formando
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pelotas (o clínquer). Após processo de moagem, o clínquer transforma-se em pó. As


adições são matérias-primas misturadas ao clínquer no processo de moagem, e são elas
que definem as propriedades dos diferentes tipos de cimento. As principais adições são o
gesso, as escórias de alto-forno, e os materiais pozolânicos e carbonáticos (BASTOS,
2015).

3.3.1.4 Agregados

Conforme cita Petrucci (1998), o agregado é entendido como sendo um material


granular, normalmente inerte, não possui um volume ou forma definida e com
características correspondentes para os seus mais variados usos na engenharia. Bauer
(2008), conclui esta definição dizendo que é um material não coeso, dos mais diversos
tamanhos ou granulometrias e reafirma que influência química do agregado é
praticamente nula.
De acordo com estas definições Neville e Brooks (2013), afirma que na realidade,
os agregados não são de fato inertes, sendo que as suas propriedades físicas, químicas e
térmicas certas vezes interferem nas características do concreto, no que se diz respeito a
sua resistência, estabilidade dimensional, desempenho estrutural e também a sua
durabilidade. O autor ainda complementa, que o agregado corresponde a ¾ da mistura,
volume muito grande para tratá-lo apenas como material inerte.
A NBR 7211 (ABNT, 2009) classifica como sendo miúdo o agregado que os grãos
passam na peneira de 4,75mm de abertura da malha. A mesma norma também classifica
os agregados graúdos como sendo aqueles que os grãos ficam retidos na peneira de
4,75mm e passam na peneira com abertura de 75 mm.

3.3.1.5 Água

De acordo com Carvalho (2017), comenta sobre a trabalhabilidade do concreto da


seguinte forma: “A trabalhabilidade de um concreto, depende da granulometria dos
materiais sólidos, a incorporações de aditivos e, principalmente do fator água/cimento”
que é a relação entre a quantidade de água e a quantidade de cimento na mistura.
A consequência da relação água/cimento na qualidade do concreto está
especificado na NBR 6118 (ABNT, 2014), no item 7.4.2, recomenda-se que se não existir
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dados obtidos de ensaios que provem o desempenho da estrutura, deve levar em


consideração uma relação água/cimento que respeite os determinados valores máximos,
prescritos em função da agressividade do meio em que está se executando a obra.

3.3.1.6 Aço para armaduras passivas

Os vergalhões utilizados no Brasil são classificados como fios ou barras, conforme


NBR 7480 (ABNT, 2007), os fios são os aços com diâmetro igual ou inferior a 10 mm,
produzidos por trefilação, estiramento ou laminação a frio. Já as barras são vergalhões
que possuem diâmetro nominal igual ou superior a 5 mm, seu processo de fabricação se
dá por meio de laminação a quente (BASTOS, 2015).
Os diâmetros (Ø em mm) padronizados pela NBR 7480 (ABNT, 2007) são os
indicados na Tabela 2, que mostra a massa, a área e o perímetro nominal dos fios e barras.

Tabela 2 - Características geométricas nominais de fios e barras

Fonte: Adaptado da NBR 7480, (ABNT, 2007).

A NBR 6118 (ABNT, 2014) classifica as barras nas categorias CA-25 e CA-50 e os fios
na categoria CA-60, resistências relacionadas ao início de escoamento do aço (fyk). O número
posterior ao CA indica o (Fyk), em kgf/mm2. Por indicação da NBR 6118, os seguintes valores
podem ser considerados:
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a) Massa específica: 7.850 kg/m3;


b) Coeficiente de dilatação térmica: 10-5 / ºC para intervalos de temperatura entre - 20ºC e
150ºC;
c) Módulo de elasticidade: 210 GPa (210.000 MPa).

A superfície dos vergalhões pode conter nervuras, que são as saliências ou mossas, como pode
possuir superfície lisa. A capacidade de aderência entro o concreto e o aço depende da
rugosidade do aço, sendo medida pelo coeficiente de aderência (η1):1,4 para barra nervurada e
1,0 para a barra lisa (CARVALHO, 2017).

3.3.2 Cordoalhas engraxadas e plastificadas

A protensão não aderente, utiliza o sistema com cordoalhas engraxadas


plastificadas. Conforme o catálogo técnico da Belgo Mineira (BELGO), as cordoalhas
engraxadas são as próprias cordoalhas convencionais, porém, com revestimento de um
revestimento PEAD-polietileno de alta densidade, que é impermeável a agua, resistente
e durável, que é extrudadas diretamente sobre a cordoalha em toda sua extensão na hora
de sua fabricação. Isso permite que a cordoalha tenha uma movimentação livre em seu
interior. As bitolas que existem no mercado são de 12,7 mm e 15,2 mm, com suas
respectivas massas de 890 kg/km e 1240 kg/km (EMERICK, 2002). Na Figura 7 a
representação da seção transversal da monocordoalha engraxada.

Figura 7 - Seção da monocordoalha engraxada com 7 fios

Fonte: Adaptado de Emerick, 2002.

De acordo com Pfeil (1983), a Companhia Siderúrgica Belgo-Mineira produz fios


e cordoalhas com aços em duas modalidades de tratamento:
20

a) Aços aliviados ou de relaxação normal - São aços retificados por um tratamento


térmico que alivias as tensões internas de trefilação.
b) Aços estabilizados ou de baixa relaxação - São aços trefilados que recebem um
tratamento termomecânico que é aquecido a 400°C e tracionados a deformação
unitária de 1%, o qual melhora as características elásticas e reduz as perdas de
protensão.

3.4 EQUIPAMENTOS PARA PROTENSÃO

Genericamente, um processo de protensão, qualquer que seja, envolve a


introdução de forças com magnitude apreciável nas peças de concreto. Para produzir essas
forças e transferi-las para a peça de concreto, com o mínimo de perdas, são necessários
vários equipamentos especiais tais como macacos hidráulicos, peças para ancoragem dos
cabos, bombas de injeção, entre outros (VERÍSSIMO & LENZ, 1998).
A protensão é feita por meio de macacos hidráulicos, que por sua vez se apoiam
na placa de ancoragem ou na placa de apoio. No caso das cordoalhas engraxadas é
protendido um cabo por vez, o que permite o uso de equipamentos de pequeno porte e
relativa leveza (HANAI, 2005).

3.4.1 Macaco hidráulico

Como os cabos de protensão devem ser tensionados até ser atingida uma tensão
elevada na armadura, são necessárias forças de protensão muito grandes. O modo mais
fácil e simples de obter essas forças é através de macacos hidráulicos. O mesmo é apoiado
nas placas de ancoragem para aplicar a tensão, antes da retirada do equipamento, introduz
as cunhas de fixação das cordoalhas entre a placa de ancoragem e a cordoalha, evitando
assim, o deslizamento da cordoalha após a retirada do equipamento (EMERICK, 2005).
Esses macacos são ligados a bombas especiais, capazes de produzir uma pressão
da ordem de 50 kN/cm2, o que corresponde a uma coluna de água de 5000 m de altura.
A magnitude das forças e pressões envolvidas no processo é considerável. É necessário,
portanto, que o engenheiro de concreto protendido conheça o funcionamento dos macacos
hidráulicos (VERÍSSIMO & LENZ, 1998). A figura 8 mostra em detalhes um macaco
hidráulico de dois cilindros.
21

Figura 8 - Macaco de Protensão Bomba com válvula de cravação automática

Fonte: Adaptado de CAUDURO, (2006).

Todo conjunto de equipamentos de protensão (macaco e bomba) utilizados pela


equipe que realizará esta etapa, dever estar acompanhado por uma tabela de calibração
descrevendo a pressão no manômetro para força aplicada no cabo. As tabelas de
calibração devem acompanhar o equipamento e devem estar disponíveis para uso do
responsável da obra e da equipe de protensão sempre que o procedimento é iniciado. O
manômetro da bomba deve estar ajustado para mostrar a pressão máxima de protensão
(CAUDURO, 2002).

3.4.2 Ancoragens

As cordoalhas são tracionadas e ancoradas nos extremos por um conjunto de


peças. São os elementos que tem a função de realizar o travamento da cordoalha,
distribuindo as tensões geradas ao longo da estrutura, essas ancoragens podem ser ativas
ou passivas (MOREIRA, 2017).
O termo ancoragem é aplicado aos dispositivos para fixar os cabos tensionados de
protensão, com objetivo de manter a carga aplicada pelo macaco hidráulico, impedindo
22

que o cabo volte ao estado original, no caso sem tensão. Podem ser classificados da
seguinte forma: Ancoragem por aderência, por meio de cunhas, por meio de rosca e porca,
ancoragem por meio de cabeçotes apoiados em calços de aço ou argamassa injetada
(VERÍSSIMO & LENZ, 1998).

3.4.2.1 Ancoragem por meio de cunhas

É projetada para compensar o movimento do aço, no interior do revestimento. A


cunha tem superfície externa e dentes com resistência superior a resistência da cordoalha,
para que tenha a capacidade de penetrar na cordoalha quando a força de protensão for
aplicada. O núcleo é relativamente macio, justamente para permitir que a cunha se
acomode a sua nova circunferência quando estiver sob tensão. Caso fosse rígida poderia
se tornar frágil e quebrar quando sob tensão. A placa de ancoragem é feita para resistir
toda a carga (mais fator de segurança do projeto). Os dentes da cunha penetram na
superfície externa da cordoalha enquanto tentam se moldar à superfície irregular da
cordoalha de sete fios dentro de uma forma cilíndrica perfeita. Isto é acompanhado pelo
movimento do aço sob força tentando eliminar todos os espaços vazios, até que os valores
finais da protensão tenham sido realizados (CAUDURO, 2002). A Figura 9 mostra a
penetração dos dentes da cunha penetrando nos fios da cordoalha.

Figura 9 - Interação cunha cordoalha

Fonte: Adaptado de Cauduro (2002).


23

A utilização do sistema com cunhas cravadas, o macaco protende os fios até


atingir a tensão desejada. Em seguida, um dispositivo aciona um esforço contra a cunha
que é pressionada contra a peça fixa (placa de ancoragem), quando o macaco solta os fios,
estes tendem a voltar no seu estado inicial, porém são impedidos pela cunha. O esforço
então é absorvido pelo conjunto de peças que constitui a ancoragem definitiva. Porém
apesar de cravada pelo macaco, a cunha, ao amortecer a força, penetra um pouco mais no
cone fêmea da placa de ancoragem, ocasionando uma perda no alongamento dos fios, e
consequentemente a força de protensão. Perda características comum de todos os sistemas
de ancoragem por cunhas, e se nomeia perda por encunhamento (VERÍSSIMO & LENZ,
1998). A Figura 10 apresenta o detalhe das placas de ancoragem.

Figura 10 - Detalhe Placa de Ancoragem

Fonte Adaptado de Emerick (2005).

A ancoragem passiva ou ancoragem morta é colocada e fixada numa das


extremidades do cabo durante o procedimento de pré-blocagem. Esta fica dentro do
concreto e não é usada para aplicar a protensão a cordoalha. De acordo com as solicitações
do projeto, geralmente em casos de vãos muito grandes, aplica-se a protensão em ambas
as extremidades da peça (viga ou laje), nesse caso não há ancoragem passiva, o cabo terá
duas ancoragens ativas (MOREIRA, 2017).
24

Para o caso das monocordoalha engraxadas, a ancoragem da extremidade passiva


é igual a ativa, e se faz necessário realizar o pré-encunhamento. Deve se realizar esse
procedimento utilizando o macaco hidráulico com tensão total, prevista no projeto, caso
contrário pode existir o risco de deslizamento durante a protensão da extremidade da
armadura ativa (EMERICK, 2005). A Figura 11 apresenta o detalhe dos elementos da
ancoragem ativa para monocordoalha engraxada.

Figura 11 - Elementos da ancoragem ativa para monocordoalha engraxada

Fonte: Adaptado de EMERICK, (2005).

Para que a ancoragem funcione perfeitamente, existem 6 (seis) áreas atuando


simultaneamente. Dentre elas a placa de ancoragem, cordoalha e as cunhas formam o
sistema, entretanto para se obter sucesso precisa que se armazene corretamente os
materiais antes e durante seu uso, ter o equipamento de protensão calibrado e
conhecimento prático da equipe para seguir os procedimentos corretamente (CAUDURO,
2002).

3.5 EXECUÇÃO DO SISTEMA DE PROTENSÃO EM LAJE NERVURADA


UTILIZANDO CORDOALHAS DE AÇO ENGRAXADAS E PLASTIFICADAS

A protensão de lajes com cordoalhas não aderentes tem sido muito executada nos
EUA, principalmente na Califórnia, desde o final da década de 50. Milhões de metros
quadrados de lajes edificadas e em adequado estado de serviço, atestam o ótimo
comportamento desta tecnologia e dos métodos de cálculo e de detalhamento utilizados
no projeto das mesmas (Loureiro, 2006).
25

O uso desta solução em concreto protendido para lajes, vem crescendo nos últimos
anos no Brasil, fato esse, que se deve em grande parte da utilização da protensão não
aderente após a entrada da monocordoalha no mercado brasileiro, segundo Franco (1994),
a necessidade de vencer grandes vãos está vindo de encontro com o sistema de protensão.
Nos próximos tópicos serão apresentadas algumas recomendações de
procedimentos de campo para a execução de lajes protendidas. Essas recomendações são
direcionadas para o sistema não aderente com monocordoalhas engraxadas.

3.5.1 Documentos de controle para uma obra de protensão

Fazer a administração dos documentos, vai muito além de simplesmente guardar


informações e ter uma visão macro do que está sendo executado por sua equipe de
construção. A prática funciona como um alicerce poderoso perante a extrema
competividade do mercado, onde o cliente final visa por mais excelência e qualidade nos
serviços prestados (MOBUSS-CONSTRUÇÃO, 2018).
Alguns documentos têm um papel fundamental no sucesso da construção de
qualquer projeto. Ter eles armazenados, com a devida preservação e controle desses
documentos irá ajudar a realizar a montagem e protensão sem defeitos. Os documentos
mais recorrentes são: romaneios, desenho de clabagem, calibração dos macacos,
certificado de qualidade dos materiais e os registros da protensão. Este material deve ser
mantido com a construtora ou seu designado (CAUDURO, 2002).

3.5.2 Entrega, recepção, manuseio e estocagem

Esta etapa as vezes é deixada de lado no canteiro de obras, porém é de fato


decisivo para que o elemento tenha a durabilidade projetada, além de reduzir desperdícios
de materiais e tempo.
De acordo com Emerick (2002) que cita algumas recomendações relacionados a
conferência e aceitação do material no dia da entrega, são elas:

a) Quando as cordoalhas é cortadas fora do local da obra, todos os cabos devem sem
identificados com o nome da obra, número da concretagem e número do
pavimento.
26

b) Após a entrega é de responsabilidade do comprador cuidar pela integridade do


material e equipamentos para atender as especificações e documentos de contrato.
Geralmente o comprador transfere a responsabilidade ao instalador. É de
responsabilidade do instalador averiguar o material entregue com a relação da lista
de remessas quando ele é descarregado.
c) Divergência quanto ao material recebido devem ser comunicadas pelo construtor
ou seu designado logo após a conferencia. Demora em providenciar a notificação
em tempo hábil pode limitar os direitos do comprador de recorrer e resultar em
prolongamento do prazo da obra.

O correto armazenamento do material no canteiro de obras é fundamental para a


integridade dos sistemas de pós-tração não aderente. Atentar a esses detalhes pode fazer
agilizar e administrar melhor o tempo no canteiro de obras. A seguir no Quadro 1, é
descrito como deve-se fazer o manuseio do material.

Quadro 1 - Manuseio e estocagem do material


N ETAPAS DESCRIÇÃO
º
1.1 Durante o processo de descarga deve se tomar cuidado para não danificar a
bainha plástica, é recomendável o uso de correia de náilon durante o manuseio do
material. Nunca utilize correntes ou ganchos para descarregar os cabos.
1.2 A descarga deve ser realizada o mais próximo possível da área de
armazenamento, evitando assim o excesso de movimentação.
1.3 Os cabos devem ser armazenados em uma área seca, isolados do solo, caso
utilize lonas para cobri-los deve se fazer uma tenda, para que haja a livre circulação
de ar no local. Quando o armazenamento por um longo prazo é necessário, os cabos
devem ser protegidos da exposição à luz do sol por longos períodos.
1.4 As cunhas e ancoragens devem ser estocadas em lugar limpo e seco,
identificadas por pavimento ou sequência de concretagem programada pra elas.
Caso se utilize as peças para outras concretagens, o instalador deve notificar a
1. Manuseio mudança com o propósito de rastreá-las pelo lote, caso houver algum problema
e futuro.
Estocagem 1.5 A calibração do equipamento deve ser feita com o manômetro e o macaco
juntos, como se fossem um só.
1.6 Se faz necessário conferir os registros de calibração, que podem ter sido
enviados com os romaneios ou enviados separadamente. Localize o no macaco e no
manômetro da bomba o número da calibração. O conjunto deve ser calibrado antes
de serem enviados a obra. Caso houver discrepância, contate a empresa de
protensão para a resolução.
1.7 Permita que o acesso aos equipamentos seja feito apenas por pessoal treinado e
qualificado.
1.8 Siga as regras da firma de protensão e instruções relativas ao cuidado, ao uso e
à manutenção desses equipamentos.
Fonte: Adaptado de Emerick (2002) e Cauduro (2002).
27

3.5.3 Procedimentos de montagem da protensão em lajes com capiteis armadas em


uma ou duas direções

É recomendável marcar a forma de borda com um canetão, o centro de cada cabo,


de acordo com os desenhos da montagem da protensão. Também deve especificar a
dimensão da placa de ancoragem, a fim de evitar possíveis erros. Caso a placa de
ancoragem não puder ser instalada conforme mostrado no desenho de montagem, é
necessário consultar o engenheiro de projetos ou a empresa de protensão. Após localizado
o local onde passará as cordoalhas, perfure e corte o orifício na forma da extremidade, de
acordo com os desenhos de montagem. Isto pode ser realizado por outros profissionais
(CAUDURO, 2002).
Segundo Emerick (2002), os furos na fôrma lateral deverão ter diâmetro de 19 mm
para a cordoalha de 12,7mm ou 25 mm para a cordoalha de 15,2 mm. A colocação dos
nichos de ancoragem nos furos da fôrma lateral deve ser feita de forma a garantir a
perpendicularidade entre o nicho e a fôrma, Figura 12. Deverá ser rejeitada qualquer
forma de nicho que apresente risco de entrada de nata de cimento na cavidade da placa
de ancoragem.

Figura 12 - Detalhe da fixação dos nichos na forma

Fonte: Adaptado de Emerick (2002)

Seguindo o raciocínio do autor citado acima, alerta que é importante que a placa
de ancoragem esteja suficientemente firme, de modo a evitar que se movam no processo
de concretagem. Porém, a ligação das cordoalhas com os suportes não deve apresentar
desvios do seu traçado.
28

Cauduro (2002), comenta que normalmente aplica-se uma pequena quantia de


graxa, para impedir a corrosão, aplicada na ponta da forma para nicho que encaixa na
placa de ancoragem. Estes processos podem ser realizados por outros profissionais,
entretanto a revisão da montagem durante o posicionamento é de responsabilidade do
instalador. Cauduro reforça que, uma montagem impropria pode resultar e problemas
durante o processo de protensão. A menos que haja uma orientação contrária, a sequência
de montagem dos cabos deve observar os seguintes procedimentos de acordo com o
Quadro 2:

Quadro 2 - Sequência recomendável para montagem dos cabos


1. Coloque todos os
cabos das faixas. Use
2. Coloque os cabos uniformes.
LAJES PLANAS um mínimo de dois
cabos sobre cada
pilar.
1. Coloque todos os 2. Coloque todos os cabos 3. Coloque os cabos
LAJES COM VIGAS cabos das vigas. uniformes. restantes na outra
direção.
1. Coloque os cabos 2. Coloque todos os cabos 3. Coloque os cabos
LAJES COM VIGAS E das nervuras sobre as das vigas. restantes das
NERVURAS linhas de pilares. nervuras.
Fonte: Adaptado de Hanai (2005).

A seguir, uma série de recomendações para o procedimento de posicionamento


dos cabos no sistema, baseadas em informações dos autores Cauduro (2002) e Emerick
(2002):
a) Na extremidade ativa, remova a bainha para que seja posicionada através da
ancoragem. Remova somente o comprimento da bainha determinado pelo projeto,
cuide para o comprimento atrás da placa de ancoragem não ultrapasse de 25mm.
Note que toda a bainha deve ser retirada nas áreas de fixação das cunhas na placa
de ancoragem;
b) Posicione a cordoalha através do conjunto de ancoragem. Deixe no mínimo 30 cm
da cordoalha sobrando para que se possa fazer a proteção, comprimento da borda
da forma até a extremidade da cordoalha. Quando os cabos são protendidos de
ambos os lados, garanta que sobre uma ponta mínima de 30 cm em cada
extremidade;
29

c) A cordoalha jamais deve ficar exposta atrás da ancoragem, para evitar isso
pressiona a bainha contra a placa de ancoragem e isole com fita ou proteção
plástica;
d) Junte os cabos em feixes para formar grupos de cabos conforme desenho; A Figura
14 mostra como devem ser posicionados os feixes de cabos para ancoragem.
e) Inicie posicionando as ancoragens mortas (quando existirem). Amarre os feixes
de cabos nas barras de apoio, se necessário deve-se corrigir as alturas das cadeiras.
Deve-se tomar cuidado ao amarrar os cabos para não apertar o arrame em demasia
e cortar a bainha;
f) Coloque todos os vergalhões auxiliares superiores de acordo com projeto. Note
que em todas as áreas de ancoragem existe vergalhões de fretagem, superiores e
inferiores;
g) A menos que o projetista diga ao contrário, as áreas de ancoragem de cabos de
faixa para feixes de seis ou mais cordoalhas, e espaçamento das placas de
ancoragem de 30 cm mais ou menos, terão que ser reforçadas conforme
demostrado na Figura 13.

Figura 13 - Placas de ancoragem em uma laje, com reforços na zona de ancoragem

Fonte: Adaptado de Cauduro (2002).


30

h) Nas vigas, posicione as armaduras de fretagem conforme projeto, é possível que


as ancoragens para a viga possam conflitar com os vergalhões do projeto, caso se
faça necessário modificar a posição da placa de ancoragem, consulte o engenheiro
projetista da empresa de protensão;
i) Para cabos que passam por volta das aberturas ou obstruções, os desvios
horizontais devem ter no mínimo 60 cm de distância de suas bordas; Veja detalhes
na Figura 14 sobre reforços das aberturas.

Figura 14 - Desvio dos cabos ao redor de uma abertura

Fonte: Adaptado de Emerick (2005).

j) Posiciona toda a armadura de reforço de acordo com os projetos estruturais e de


armação. Note que os cabos de protensão tem preferência em relação as armaduras
convencionais no caso de ocorrer interferências. Notifique o engenheiro
responsável sobre qualquer interferência;
k) Dependendo das condições no canteiro de obras, locais de ancoragens mortas e
ativas podem ser invertidas se necessário;
l) Sobre desvios verticais no posicionamento da cordoalha, é permitido variar +/- 5
mm em elementos com espessura de até 200 mm, +/- 10 mm em elementos com
espessura entre 200 mm e 600mm, +/- 13 mm em elementos com altura acima de
600 mm;
m) Verifique toda a distribuição dos cabos, repare toda bainha danificada conforme
requerido pelo fabricante, São aceitáveis rasgos de até 10 cm de comprimento,
mas se faz necessário a devida reparação e cuidados especiais contra a corrosão.
31

3.5.4 Lançamento do concreto

O objetivo do preparo do concreto estrutural é obter um material predominante


sólido com grande resistência e com poucos espaços vazios. Uma etapa particularmente
importante na fabricação do concreto e na moldagem da estrutura, e que interfere
sensivelmente nas suas características finais é o adensamento a que ele é submetido, de
modo a ocupar todos os espaços da forma, sem deixar vazios e sem que haja segregação
dos seus materiais componentes (CARVALHO, 2017)

Quadro 3 - Recomendações para o lançamento do concreto


Nº ETAPAS DESCRIÇÃO
2.1 O lançamento do concreto dever ser acompanhado por um responsável pela
etapa de protensão. E nunca inicie antes da inspeção das armaduras.
2.2 O lançamento deve ser feito em conformidade com os Documentos de Contrato
do Projeto.
2.3 Cloreto de cálcio, ou qualquer material contendo cloreto não devem ser
utilizados na mistura de concreto pós tracionados.
2.4 O lançamento do concreto de ser feito de maneira com que não mecha os cabos
de pós tração e o reforços convencionais permaneçam inalterados. Caso os cabos
2. Lançamento saiam da posição designada, devem ser ajustados para sua posição correta antes de
prosseguir com as operações de lançamento.
Concreto
2.5 A vibração do concreto deve ser apropriada, deve dar atenção as zonas de
ancoragem, para eliminar qualquer bicheiras ou vazios. Cuidado para não vibrar de
mais ou de menos o concreto que fica na zona de ancoragem.
2.6 Cuidados durante o lançamento do concreto:
a) Concretagem por caminhão: Verifique se o concreto foi espalhado
uniformemente e não alterou as posições dos cabos.
b) Concretagem por grua ou guindaste: O concreto deve ser solto da caçamba a
uma altura que não desloque os cabos.
c) Concretagem por bomba: Apoio o duto da bomba sempre acima dos cabos, e
nunca sobre eles.
d) Não coloque os vibradores sobre os cabos. Evite o contato entre o vibrador e o
cabo durante o adensamento do concreto.
Fonte: Adaptado de Emerick (2002) e Cauduro (2002).

Durante e imediatamente após o lançamento, o concreto deve ser vibrado ou


apiloado contínua e energicamente com equipamento adequado à sua consistência. O
adensamento deve ser cuidadoso para que o concreto preencha todos os recantos das
fôrmas. Durante o adensamento devem ser tomados os cuidados necessários para que não
se formem ninhos ou haja a segregação dos materiais. Deve-se evitar a vibração da
armadura para que não se formem vazios ao seu redor, com prejuízos da aderência NBR
14931 (ABNT, 2004)
32

3.5.5 Protensão do cabo

Os testes de corpo de prova de concreto curado, deve ser rompido antes da


protensão começar, deve se verificar se o concreto tenha atingido a resistência mínima a
compressão especificada para a protensão, de acordo com os Documentos de Contrato ou
com o Projeto (MORAES, 1999).
Enquanto as recomendações apresentadas abaixo são consideradas para refletir
segurança e são práticas geralmente aceita para protensão dos cabos. As práticas das
empresas podem variar em relação as essas recomendações, caso de conflito as
recomendações do fornecedor da protensão devem prevalecer (EMERICK, 2002).

3.5.6 Preparação para a protensão

É necessário fazer a inspeção do equipamento sempre antes da protensão, tenha


certeza que o equipamento está limpo, especialmente nas mandíbulas do macaco e nas
áreas do pistão. O cabo de extensão de ter no máximo 30 metros de comprimento com
três fios de 6 mm². As folhas de aferição da calibração devem ser conferidas e a respectiva
pressão registrada para protensão (aferição do manômetro). E por fim, ligue a bomba,
abra e feche o macaco várias vezes verificando se não presença de vazamentos
(CAUDURO, 2002).
A operação da protensão é uma etapa simples, porém perigosa se não seguir alguns
cuidados, de acordo com Emerick (2002) é preciso que leve em consideração alguns
aspectos antes de iniciar o processo:

a) As fôrmas de borda devem ser removidas ainda com o concreto “verde”, pois
facilita a remoção da fôrma plástica para o nicho e limpeza da placa de ancoragem.
Outras formas são deixadas no lugar até o final protensão;
b) Após remover as formas para o nicho, limpe a cavidade da placa de ancoragem e
remova qualquer resíduo que se encontre na região;
c) Analise a integridade do concreto, confira se não exista vazios, fissuras bicheiras
ou quaisquer anomalias que possa vir prejudicar a protensão. Caso exista, não
protenda, informe o responsável designado ou construtora;
33

e) A placa de ancoragem deve estar paralela a face de concreto, e o cabo


perpendicular a placa de ancoragem, a menos que o projeto diga ao contrário.
Sempre que houver divergência comunique a construtora ou responsável;
f) Marque o cabo com tinta spray, usando um gabarito para ter referência constante
em relação a placa de ancoragem.

3.5.7 Protendendo os cabos

A protensão do cabo pode ser feita pelo pessoal treinado da própria construtora,
porém geralmente é feito pelo pessoal da firma de protensão, devido ser um processo
simples qualquer um pode executa-lo. De acordo com Emerick (2002) atenta os seguintes
aspectos para realizar o procedimento:

a) A protensão deve acontecer quando o concreto tenha a apropriada resistência, mas


deve ser feita tão logo isso aconteça;
b) Uma área deve ser liberada para que a equipe de protensão possa proceder com a
atividade. Em caso de protensão em lajes acima do solo, deve existir linha de vida
ou andaimes;
c) O responsável pela inspeção deve estar no canteiro de obras durante o
procedimento. A medição dos alongamentos dos cabos deve ser feita
simultaneamente, para que se houver variações entre os alongamentos calculados
em projeto e os reais foram muito grandes, deve se parar imediatamente até que a
causa seja identificada;
g) Quando se protender acima do nível do solo, o equipamento deve ficar presos a
linha de vida, por meio de uma corda, para o caso de se romper o cabo o
equipamento não seja arremessado para fora do edifício;
h) Coloque o macaco na cordoalha a ser protendida, empurre-o até apoiar na placa de
ancoragem. Não tente ajustar a posição do macaco quando a carga tenha sido
aplicada. Retire a pressão e faça o ajuste caso necessário;
i) Empurre as mandíbulas do macaco para encaixar na cordoalha, de modo que as
mandíbulas fiquem paralelas ao cabo, a fim de evitar danos a cordoalha;
34

j) Coloque a bomba de válvula em posição e acione o interruptor remoto, o


manômetro deve estar visível e perpendicular ao operador que está monitorando a
bomba;
k) Caso o alongamento calculado for maior que o curso do macaco, se faz necessário
efetuar puxadas adicionais, mas cuidado para não dar pressão em demasia;
l) Verifique o alongamento dos cabos, medindo do gabarito até a marcação feita com
o spray.

A medição do alongamento deve ter precisão de +/- 3 mm, e a variação de


alongamento deve ser de +/- 7%. Se houver discrepância em relação a isso deve suspender
a protensão imediatamente, qualquer alteração com os valores do desenho de protensão
devem ser identificados e corrigidos. Um registro da pressão do manômetro, da força do
macaco e do alongamento medido deve ser mantido para cada cabo (PFEIL, 1983).

3.5.8 Problemas que podem ocorrer durante a protensão

Se o macaco for impedido de se estender ou retrair, verifique se todas as


mangueiras hidráulicas estão conectadas. Se estiverem com obstrução ou danificadas,
impedirão a passagem do óleo e consequentemente a sua movimentação (CAUDURO,
2002).

De acordo com Emerick (2002), caso o macaco se mova devagar pode ser que:
a) O cabo de energia é de espessura inferior a 6 mm².
b) O cabo de força tem comprimento excessivo. Não de ter mais que 30m.
c) Energia insuficiente no canteiro de obras.
d) A bomba pode estar com nível baixo de óleo.
e) O filtro da bomba pode estar sujo.

3.5.9 Causas de alongamento inadequado:

Procedimento de marcação dos cabos precário, a marcação deve ser feita de modo
que fique visível, impedindo assim que se apague no momento da protensão. Verifique
sua trena/metro de medição, tenha certeza que o instrumento não está danificado. A leitura
35

do manômetro deve ser feita com precisão, se assegure que tenha a tabela de calibração
adequada para o respectivo equipamento. Procedimento de protensão inadequado,
observe bem se não existe obstáculos no caminho do macaco, verifique se está
perpendicular sobre a placa de ancoragem (FRANCO, 1994).
Erros matemáticos, verifique suas contas, especialmente se for protendido nas
duas extremidades, por isso o uso de tabelas de controle é muito útil. Perda de cravação
excessiva, analise se as cunhas foram pressionadas na placa de ancoragem de modo
uniforme. Mau funcionamento do equipamento, por isso é de importância que se faça o
teste no macaco antes de qualquer operação, mesmo com o certificado de calibração em
mãos. Caso as mandíbulas do macaco estejam desapertadas pode ocorrer vibração
gerando um atrito excessivo ou possível dano a cordoalha e até a quebra da mandíbula do
macaco (CAUDURO, 2002).
Mau posicionamento do cabo, colocação inadequada das cunhas, detritos de
concreto na cavidade da placa de ancoragem e cordoalha exposta entre a placa de
ancoragem e o final da bainha, são fatores que podem gerar uma perda de protensão
excessiva, resultando uma variação de alongamento do cabo inadmissível (EMERICK,
2005).
Variação na propriedade de material no módulo de elasticidade ou área transversal
da cordoalha, pode gerar alongamento excessivo. Escorregamento do cordoalha, se as
placas de ancoragens não forem ancoradas corretamente na extremidade passiva. Bicheira
no concreto nas zonas de ancoragem, pode aparentar excessivo alongamento, esse fator
gera estouros na hora do procedimento (FRANCO, 1994).
36

4 APRESENTAÇÃO E ANALISE DAS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS

Partindo do início das atividades de estágio nas obras do Edifício Mediterrâneo,


este que iniciou no dia 10 de março de 2019, foram apresentadas as atividades de
produção desenvolvidas pelos colaboradores/operários que trabalham no canteiro de
obras do empreendimento. Atividades estas como: serviços de montagem de escoras e
pineis para o apoio da laje, serviços de corte e dobra de ferragem realizada pelos
armadores, serviços de marcenaria, serviços de montagem de formas e cubetas, locação e
fixação de ferragem na laje, montagem dos cabos de protensão, concretagem e protensão
da laje.

4.1 ATIVIDADE EXECUTADAS EM OBRA

O presente estudo foi realizado na empresa Sanagiotto&Feroldi Construtora e


Incorporadora Ltda., onde engenheiro David Sanagiotto, e o encarregado de obras, Sr.
Mérsio Rogoski, do edifício Mediterrâneo, se disponibilizaram para esclarecimentos de
questões referentes ao trabalho. A análise da obra foi feita com ênfase no processo de
protensão da laje nervurada, do 8º ao 10º pavimento do edifício Mediterrâneo. A Figura
15 apresenta o Edifício Mediterrâneo que foi o local do estágio.

Figura 15 - Modelo 3D do Edifício Mediterrâneo

Fonte: Dados da pesquisa (2019).


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Como relatado anteriormente, período de estágio começou e a obra já estava


subindo o 8º pavimento tipo, os pilares já encontravam concretados, e a equipe montava
todo escoramento das guias para formar a laje, como mostra a Figura 16A. Após realizado
todo escoramento feito com escoras metálicas, foi feito toda a caixaria das vigas, bordas
de laje e colocado as cubetas plásticas. O madeiramento geralmente era reutilizado. Para
os pilares foram utilizado madeira MDF plastificada. Para as caixarias de vigas e bordas
tabua de pinos e caibro de eucalipto para as travessas de escoramento. A Figura 16B
mostra a estrutura da laje pronta pra receber a montagem da armadura.

Figura 16 - Montagem do escoramento para laje

Fonte: Dados da pesquisa (2019).

A montagem das caixarias, posicionamento das cordoalhas e lançamento do


concreto era responsabilidade dos Sr. Mérsio. O corte e dobra do aço convencional é de
responsabilidade de outro encarregado.
Como descrito nesse estudo, primeiramente foi feito a montagem das armaduras
convencionais, e posteriormente o posicionamento dos cabos de protensões conforme
indicado nas Figura 17A E 17B. As armaduras convencionais foram utilizados Aço CA-
50 e CA-60, já os cabos de protensão foi optado pelas monocordoalhas engraxadas e
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plastificadas, com diâmetro nominal de 12,7 mm de 7 fios de aço. Ancoragem feita por
meio de cunhas cravadas, utilizando o pistão do macaco de protensão.

Figura 17 - Armação da laje com vergalhões e cabos de protensão

Fonte: Dados da pesquisa (2019)

Vale notar, que a armação convencional foi feito o corte e dobra da mesma, no
canteiro de obras, já as cordoalhas chegavam prontas com suas respectivas medidas, de
acordo com projeto de montagem, já feita a pré-blocagem da placa de ancoragem na
extremidade passiva. A Figura 18, mostra uma visão ampla da laje montada, pronta para
o lançamento do concreto.
O lançamento do concreto ocorreu das 8:00 as 13:00 horas, de acordo com o
encarregado da obra, foi utilizado Fck do concreto e 40 MPa, utilizaram concreto usinado,
fazendo seu lançamento através das bombas dos caminhões betoneiras. A seguir, na
Figura 19A e 19B mostra os colaboradores executando o lançamento do concreto.
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Figura 19 - Colaboradores executando o lançamento do concreto

Fonte: Dados da pesquisa (2019)

No lançamento do concreto, a princípio, não foi relatado nenhuma divergência,


tudo de acordo com o que foi relatado nesse estudo, porém na maioria dos casos, só se
identifica as anomalias após a cura do concreto, quando se é feita a desforma do mesmo.
Nesse estágio é possível identificar as armaduras que ficaram sem espaçadores, bicheiras
e vazios no interior da estrutura. Vale notar que os colaboradores tiveram cuidado ao fazer
o lançamento, principalmente na altura da mangueira, para não movimentar as armaduras.
Após o concreto endurecido, quando atingiu sua resistência para protensão
conforme calculado no projeto, cerca de 4 dias após a concretagem, a equipe de protensão
estava liberada a fazer o procedimento. A Figura 20 mostra o operador fazendo a
marcação dos cabos com tinta spray e o gabarito, para posteriormente realizar a protensão.
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Figura 20 - Operador realizando a marcação na cordoalha

Fonte: Dados da pesquisa (2019).

A empresa fornece os projetos e verifica o posicionamento dos cabos antes da


concretagem. Após o concreto ter atingido sua resistência para protensão, que é definida
pelo projetista estrutural, a empresa de protensão procede com a protensão. Como mostra
a Figura 21ª e 21B.

Figura 21 - Procedimento de protensão

Fonte: Dados da pesquisa (2019).


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A figura 22A mostra o macaco com pistão de cravação automático em pleno


funcionamento. Já a Figura 22B apresenta o visor da pressão da bomba, onde está quase
atingindo os 400 bar de pressão, que convertendo em tonelada força (Tf) são 15.000Tf.
Força de tração estabelecida pelo projeto e tensão limite indicada pelo fabricante da
cordoalha engraxada plastificada.

Figura 22 - Macaco com pistão de cravação automático e Bomba Hidráulica

Fonte: Dados da pesquisa (2019)

A equipe de protensão era composta por um funcionário experiente e outro


operador da bomba, que estava em fase de aprendizado. O aprendiz cuidava do pressão
exercida pela bomba, acionava e desligava a mesma na ordem do funcionário que operava
o macaco.
A protensão foi realizada, dando início a um lado da laje, fazendo todo o perímetro
da mesma de modo uniforme, o tempo do procedimento durou cerca de 4 horas e meia.
Um total de 45 cabos protendidos, em vigas faixas, que passavam por pilares, bordas e
em meio as nervuras da laje.
Após a protensão de todos os cabos, o operador da bomba apanhou uma trena e o
gabarito metálico, o qual fez a marcação dos cabos inicialmente, e começou fazer a
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medição do alongamento dos cabos. Esses dados foram anotados em uma planilha via
aplicativo de celular e comparadas com os dados lançadas no projeto.

Figura 23 - Operador realizando a medição de controle de alongamento dos cabos

Fonte: dados da pesquisa (2019)

Como a medição do alongamento esteve dentro da variação padrão, deu por


concluído a etapa, a equipe da construtora retomou as atividade e deu início a armação da
laje do pavimento superior. A Figura 24 apresenta o corte da cordoalha sobressalente na
extremidade da ancoragem ativa.

Figura 24 - Acabamento da cordoalha

Fonte: Dados da pesquisa (2019).


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Após o acabamento do cabo, o corte no caso, vai uma forma plástica (Pocket) para
proteger a cordoalha contra umidade. A parte estrutural da laje é então concluída e está
pronta para receber reboco e acabamentos.

4.2 ANALISE DA EXECUÇÃO

Neste capítulo será abordado uma análise da execução das atividades apresentadas
no tópico anterior. Será feito uma comparação com a bibliografia apresentada na revisão
teórica. Vale ressaltar que apesar de algumas atividades não serem feitas da forma com
que os autores, que foram citados nesse estudo, estão afirmando, não quer dizer que estão
sendo executadas de forma incorreta.
Serão descritas algumas atividades que no momento atual não apresentam
patologias (fissuras, trincos), porém será avaliado o método executivo associando com
possíveis patologias.

4.2.1 Patologias Encontradas e Possíveis Soluções

Na obra estudada, foram relatados algumas divergências comparadas com os


métodos executivos dos autores pesquisados, logo no começo do período de estagio, após
a protensão dos cabos do 8º pavimento tipo, a equipe realizou a retirada das escoras
metálicas. A seguir será exposto e analisado todo processo executivo que foi
acompanhado durante o período de estágio.
De acordo com Emerick (2005), as escoras devem ser retiradas gradativamente,
em casos menos específicos ele aconselha que se retire 80% das escoras, deixando 20%
em regiões com maiores carregamentos, como em pilares e vigas faixas. No caso
estudado, logo após a protensão foi feita a retirada completa das escoras para fazer o
escoramento do pavimento superior.
Neste caso é impossível verificar a olho nu, para analisar de forma precisa se
houve interferência na estrutura devido a isso precisa-se de um laudo de um responsável
técnico. Foi questionado o encarregado da obra, e o mesmo respondeu que o engenheiro
tinha autorizado a retirada das escoras em sua totalidade. A Figura 24 mostra
colaboradores retirando as escoras e realizando a desforma da laje.
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Figura 24 - Desforma da laje

Fonte: Dados da pesquisa (2019).

Após feita a montagem da caixaria da laje nervurada do 9º pavimento, a equipe


realizou o posicionamento das armaduras e, posteriormente, a montagem dos cabos de
protensão. Nesta etapa que foi verificado que, em muitos locais, não foi respeitado o
cobrimento, conforme classe de agressividade, redigido pela NBR 6118 (ABNT, 2014),
claramente não foram utilizados os espaçadores, consequentemente após a desforma
apareceu inúmeros locais com a exposição da armadura. No momento do lançamento do
concreto podemos entender que a movimentação dos colaboradores podem ter afetado
alguns pontos que foram utilizados os espaçadores, é quase impossível realizar está etapa
sem danificar os espaçadores.
Vale ressaltar que, apesar de não ter identificado anomalias na hora do lançamento
do concreto, este processo não foi feito de forma coerente, visto que teve muitos locais
onde não foi realizado a devida vibração, causando bicheiras no concreto, vindo a expor
as armaduras. Como mostra a Figura 25A a presença de bicheira no concreto e na Figura
25B nota que não foi respeitado o cobrimento mínimo necessário.
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Figura 25 - Bicheiras no concreto e armaduras sem o cobrimento mínimo

Fonte: Dados da pesquisa (2019).

Esse é um problema muito comum, e fácil de resolver, porém isso gera um


retrabalho e tempo desperdiçado. Quando essa bicheiras se encontram em lugares onde
não haverá força de protensão não há o que se preocupar, porém durante a execução da
protensão, foram constados alguns pequenos estouros, que muito provavelmente sejam
pelo fato do concreto não ter adensado de forma correta, apresentando esses vazios, no
momento que foi tensionado o cabo, a placa de ancoragem da extremidade passiva teve
um leve movimento, gerando esses estouros.
Na protensão da laje do 9º pavimento, teve dois cabos específicos que vieram a
ruína, teve um estouro, esse mais forte, e imediatamente um alivio nos pistões do macaco,
onde foi percebido que o cabo rompeu. Esses dois cabos estavam locados bem na plumada
da instalação dos tubos da linha de vida. A empresa que realizou a instalação da linha de
vida não foi informada dos locais que poderiam fazer a perfuração da laje para instalação
dos mesmos, fato que acabou perfurando a laje e penetrando na cordoalha.
Consequentemente, quando realizado o procedimento de protensão e aplicado a força de
tensão a cordoalha cedeu. Devemos observar nesse caso a falta de documentos em obras,
se a equipe que realizou a instalação da linha de vida tivesse os desenhos da protensão,
poderiam ter evitado esse problema.
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Se faz necessário relatar, que a medição do alongamento dos cabos do 10º


pavimento, a equipe que estava realizando o procedimento de protensão só fez a medição
do alongamento dos cabos após ter protendido todos os cabos da laje, fato que, de acordo
com Emerick (2002), se não fizer esta medição logo após a protensão de cada cabo, não
tem como saber se o alongamento está de acordo com o projeto. Se houvesse quaisquer
anomalias nesses alongamento seria mais difícil identificar o problema que causou essa
variação não prevista em projeto. Quando se faz a medição logo após a protensão, se
houver anomalia deve se parar com a protensão imediatamente, para identificar o
problema.
Foi constatado avarias nos cabos de protensão, no momento do posicionamento
das cordoalhas, em alguns pontos a bainha plástica teve atrito com a armadura
convencional, levando a mesma a sofrer desgaste. Não foi identificado nenhum ponto que
houve o rompimento da bainha, mas fica averiguado que não tiveram o devido cuidado
na hora do posicionamento das mesmas.
Teve três pontos em que a forma plástica na extremidade da ancoragem passiva,
estava rompida, fazendo com que a forma não exerça sua finalidade, que é de proteger a
cordoalha de entrar em contato com o concreto e humidade. Esse fator gera corrosão nos
fios da cordoalha, diminuindo assim sua vida útil. Claro que, em alguns pontos, não será
problema, e não irá levar a estrutura em ruina, mas é uma questão que se deve ter muito
cuidado. A Figura 26 mostra a forma plástica rompida.

Figura 26 - Forma plástica rompida

Fonte: Dados da pesquisa (2019).


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Ainda no processo de protensão do 10º pavimento, foi constatado que o macaco


hidráulico apresentava vazamento de óleo nos seus pistão, começou com um pequeno
vazamento. No decorrer do procedimento esse vazamento aumentou significativamente,
passado um tempo questionei o operador do macaco hidráulico, sobre o laudo de
calibração do equipamento, o funcionário informou que não tinha em mãos, mas que era
feito periodicamente. Porém, de acordo com Cauduro (2002), esse documento tem que
estar junto com o equipamento e deve ser feito sempre antes de realizar qualquer
procedimento, e não periodicamente como informado pelo funcionário da empresa. Se
este fato interferiu na tensão dos cabos não se sabe, mas, segundo a equipe, após feito a
medição de todos os cabos, não houve variações fora do padrão, que foi calculado em
projeto.
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5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

A aplicação do concreto protendido, principalmente em estruturas de laje,


apresenta várias vantagens, como podemos observar. Mas, como foi visto antes, é preciso
de um intenso controle de todo o sistema para que nada de errado venha a acontecer. Um
dos pontos que me chamou a atenção, mas que não é muito falado nos livros, são os
problemas apresentados na hora da execução da protensão referentes a segurança do local.
A protensão é um trabalho que apresenta um alto risco de acidentes, se não for
executado com os devidos cuidados. As cordoalhas são protendidas quase na sua tensão
máxima e se houver algum descuido ou as condições de segurança forem precárias podem
acontecer graves acidentes.
O presente estudo iniciou pelo acompanhamento do processo executivo das lajes
da obra a ser analisada. Durante o período de estágio realizado em campo, foram vistas
as etapas para execução da laje nervurada protendida, por meio de observação e registros
fotográficos. Tais recursos possibilitaram assimilar os conceitos encontrados em
bibliografias e esclarecidos pelo responsável técnico com o que estava sendo analisado
em obra. Um dos focos do estudo era observar e analisar as patologias encontradas. Na
construção civil são envolvidas muitas etapas para concluir uma obra e o surgimentos de
anomalias não é algo difícil de se encontrar.
É bem provável que as patologias encontradas nesta análise, não é algo que vai
afetar a estrutura de forma grave, porém a qualidade de execução da mesma não será algo
grandioso. Visto que todas as anomalias encontradas foram por falta de orientação dos
colaboradores da construtora, pelo simples fato de fazer mais rápido, acabam pulando
algumas etapas que os mesmos julgam desnecessários, acarretando em perdas de
materiais, perda de tempo, fissuras, desalinhamento das prumadas entre vários outros
fatores citadas nesse estudo.
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