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Prevenção de Acidentes no Trabalho para

Membros da CIPA/Designado
EMPRESA:
OBJETO:
ABRANGÊNCIA:
06.03.2012 Artigo 163 da CLT -
EMISSÃO: 08.03.2012
à Portaria/MTb n.º
06.03.2013 393, de 09 de abril
de 1996
Revisão: 00 UNIDADE: Teodoro Sampaio

ÍNDICE

1. Introdução / CIPA / NR 05 03

2. Aspectos Motivacionais 10

3. Acidente do Trabalho (Lei n.º 8213/91) 12

4. Causas dos Acidentes do trabalho 15

5. Investigação e Análise de Acidentes 31

6. Estatística de Acidentes 39

7. Relações Humanas 42

8. Riscos Profissionais 44

9. Equipamento de Proteção Individual 48

10. Mapas de Risco 63

11. Princípios Básicos de Prevenção de Incêndios 65

12. Inspeção de Segurança 69

13. Campanhas de Segurança 73

14. Reuniões da CIPA 75

15. Primeiros Socorros 77

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1. INTRODUÇÃO

CIPA - O que é?
G

rupo de pessoas, representantes do empregado e do empregador,


especialmente treinados para colaborar na prevenção de acidentes.

CIPA significa: Comissão Interna de Prevenção de Acidentes.

A CIPA foi criada pelo governo federal, na década de 40, objetivando reduzir o grande número
de acidentes de trabalho nas indústrias.

NORMA REGULAMENTADORA Nº 5 (NR-05)

Cumpre-nos esclarecer que a Portaria n.º 3.214 que foi expedida a 08 de junho de 1978, pelo
Ministério do Trabalho, é composta de 32 Normas Regulamentadoras, relativas à Segurança e
Medicina do Trabalho. Entre elas, a Norma Regulamentadora 5, ou seja, NR-05, que se refere à
Comissão Interna de Prevenção de Acidentes, sobre a qual faremos algumas observações.

Para que alguém possa se iniciar devidamente no vasto campo da Segurança do Trabalho, deve
seguir, acima de tudo, uma das leis mais antigas do mundo, primordial mesmo:
a lei do bom senso.

Tal lei poderia ser assim definida: procurar resolver de forma racional e lógica qualquer
problema que lhe seja proposto, buscando abordá-lo por seu ângulo mais favorável, mantendo sempre
em mente que as soluções possíveis devem estar em harmonia com o bem estar de seus colegas e seu
próprio, aprendendo com o desenrolar do processo e repassando o aprendizado a seus pares.

Já para avançarmos com sucesso no campo da Segurança do Trabalho, é necessária a


participação ativa de todas as pessoas envolvidas na organização, participação essa que, por sua vez,
para também ter sucesso, depende da boa comunicação, fundamental para a correta troca de conceitos
e o entrosamento das idéias.

Mas se importante é ter idéias e manter canais de comunicação abertos entre as pessoas,
imprescindível é o correto registro das idéias e soluções que deram/dão certo.

Foi pensando em tal registro e na importância da segurança no trabalho que o Ministério do


Trabalho estabeleceu as Normas Regulamentadoras, que apresentam o mínimo exigível das empresas
em matéria de Segurança e Medicina do Trabalho. Uma em especial (NR-05) dá as diretrizes para a
organização e o funcionamento da CIPA.
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A CIPA CONSIDERA O FATO DE O ACIDENTE DO TRABALHO SER FRUTO


DE CAUSAS QUE PODEM SER ELIMINADAS OU ATENUADAS ORA PELO
EMPREGADOR, ORA PELO PRÓPRIO EMPREGADO OU, AINDA, PELA
AÇÃO CONJUGADA DE AMBOS.
DO OBJETIVO

5.1 a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - CIPA - tem como objetivo a prevenção de
acidentes e doenças decorrentes do trabalho, de modo a tornar compatível permanentemente o trabalho
com a preservação da vida e a promoção da saúde do trabalhador.

DA CONSTITUIÇÃO

5.2 Devem constituir CIPA, por estabelecimento, e mantê-la em regular funcionamento as empresas
privadas, públicas, sociedades de economia mista, órgãos da administração direta e indireta,
instituições beneficentes, associações recreativas, cooperativas, bem como outras instituições que
admitam trabalhadores como empregados.

5.4 A empresa que possuir em um mesmo município dois ou mais estabelecimentos deverá garantir a
integração das CIPA e dos designados, conforme o caso, com o objetivo de harmonizar as políticas de
segurança e saúde no trabalho.

5.5 As empresas instaladas em centro comercial ou industrial estabelecerão, através de membros de


CIPA ou designados, mecanismos de integração com objetivo de promover o desenvolvimento de
ações de prevenção de acidentes e doenças decorrentes do ambiente e instalações de uso coletivo,
podendo contar com a participação da administração do mesmo.

Comentários: A CIPA é obrigatória para as empresas que possuam empregados com vínculos
empregatícios regido pela CLT. Não é obrigado questões relacionada a CIPA para outras categorias de
trabalhadores se não celetista, como por exemplo, órgãos públicos.

Os representantes dos empregadores, titulares e suplentes serão por eles designados.

DA ORGANIZAÇÃO

5.6 A CIPA será composta de representantes do empregador e dos empregados, de acordo com o
dimensionamento previsto no Quadro I desta NR, ressalvadas as alterações disciplinadas em atos
normativos para setores econômicos específicos.

5.6.1 Os representantes dos empregadores, titulares e suplentes serão por eles


designados.

5.6.2 Os representantes dos empregados, titulares e suplentes, serão eleitos em


escrutínio secreto, do qual participem, independentemente de filiação sindical,
exclusivamente os empregados interessados.
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5.6.3 O número de membros titulares e suplentes da CIPA, considerando a ordem


decrescente de votos recebidos, observará o dimensionamento previsto no Quadro I
desta NR, ressalvado as alterações disciplinadas em atos normativos de setores
econômicos específicos.

5.6.4 Quando o estabelecimento não se enquadrar no Quadro I, a empresa designará um


responsável pelo cumprimento dos objetivos desta NR, podendo ser adotados
mecanismos de participação dos empregados, através de negociação coletiva.

5.7 O mandato dos membros eleitos da CIPA terá a duração de um ano, permitida uma reeleição.
5.8 É vedada a dispensa arbitrária ou sem justa causa do empregado eleito para cargo de direção de
Comissões Internas de Prevenção de Acidentes desde o registro de sua candidatura até um ano após o
final de seu mandato.
5.10 O empregador deverá garantir que seus indicados tenham a representação necessária para a
discussão e encaminhamento das soluções de questões de segurança e saúde no trabalho analisadas na
CIPA.
5.11 O empregador designará entre seus representantes o Presidente da CIPA, e os representantes dos
empregados escolherão entre os titulares o vice-presidente.
5.15 Protocolizada na unidade descentralizada do Ministério do Trabalho e Emprego, a CIPA não
poderá ter seu número de representantes reduzido, bem como não poderá ser desativada pelo
empregador, antes do término do mandato de seus membros, ainda que haja redução do número de
empregados da empresa, exceto no caso de encerramento das atividades do estabelecimento.
DAS ATRIBUIÇÕES
5.16 A CIPA terá por atribuição:

a) identificar os riscos do processo de trabalho, e elaborar o mapa de riscos, com a


participação do maior número de trabalhadores, com assessoria do SESMT, onde
houver;

b) elaborar plano de trabalho que possibilite a ação preventiva na solução de problemas


de segurança e saúde no trabalho;

c) participar da implementação e do controle da qualidade das medidas de prevenção


necessárias, bem como da avaliação das prioridades de ação nos locais de trabalho;

d) realizar, periodicamente, verificações nos ambientes e condições de trabalho visando


a identificação de situações que venham a trazer riscos para a segurança e saúde dos
trabalhadores;

e) realizar, a cada reunião, avaliação do cumprimento das metas fixadas em seu plano
de trabalho e discutir as situações de risco que foram identificadas;

f) divulgar aos trabalhadores informações relativas à segurança e saúde no trabalho;

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g) participar, com o SESMT, onde houver, das discussões promovidas pelo empregador,
para avaliar os impactos de alterações no ambiente e processo de trabalho relacionado à
segurança e saúde dos trabalhadores;

h) requerer ao SESMT, quando houver, ou ao empregador, a paralisação de máquina ou


setor onde considere haver risco grave e iminente à segurança e saúde dos
trabalhadores;

i) colaborar no desenvolvimento e implementação do PCMSO e PPRA e de outros


programas relacionados à segurança e saúde no trabalho;

j) divulgar e promover o cumprimento das Normas Regulamentadoras, bem como


cláusulas de acordos e convenções coletivas de trabalho, relativas à segurança e saúde
no trabalho;

l) participar, em conjunto com o SESMT, onde houver, ou com o empregador da análise


das causas das doenças e acidentes de trabalho e propor medidas de solução dos
problemas identificados;

m) requisitar ao empregador e analisar as informações sobre questões que tenham


interferido na segurança e saúde dos trabalhadores;

n) requisitar à empresa as cópias das CAT emitidas;

o) promover, anualmente, em conjunto com o SESMT, onde houver a Semana Interna


de Prevenção de Acidentes do Trabalho - SIPAT;

p) participar, anualmente, em conjunto com a empresa, de Campanhas de Prevenção da


AIDS.

5.17 Cabe ao empregador proporcionar aos membros da CIPA os meios necessários ao desempenho de
suas atribuições, garantindo tempo suficiente para a realização das tarefas constantes do plano de
trabalho.

5.18 Cabe aos empregados:


a. Participar da eleição de seus representantes;
b. Colaborar com a gestão da CIPA;
c. Indicar à CIPA, ao SESMT e ao empregador situações de riscos e apresentar sugestões para
melhoria das condições de trabalho;
d. Observar e aplicar no ambiente de trabalho as recomendações quanto a prevenção de acidentes
e doenças decorrentes do trabalho.

5.19 Cabe ao Presidente da CIPA:


a. Convocar os membros para as reuniões da CIPA;
b. Coordenar as reuniões da CIPA, encaminhando ao empregador e ao SESMT, quando houver,
as decisões da comissão;
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c. Manter o empregador informado sobre os trabalhos da CIPA;


d. Coordenar e supervisionar as atividades de secretaria;
e. Delegar atribuições ao Vice-Presidente;

5.20 Cabe ao Vice-Presidente:


a. Executar atribuições que lhe forem delegadas;
b. Substituir o Presidente nos seus impedimentos eventuais ou nos seus afastamentos
temporários;

5.21 O Presidente e o Vice-Presidente da CIPA, em conjunto, terão as seguintes atribuições:


a. Cuidar para que a CIPA disponha de condições necessárias para o desenvolvimento de seus
trabalhos;
b. Coordenar e supervisionar as atividades da CIPA, zelando para que os objetivos propostos
sejam alcançados;
c. Delegar atribuições aos membros da CIPA;
d. Promover o relacionamento da CIPA com o SESMT, quando houver;
e. Divulgar as decisões da CIPA a todos os trabalhadores do estabelecimento;
f. Encaminhar os pedidos de reconsideração das decisões da CIPA;
g. Constituir a comissão eleitoral.

5.22 O Secretário da CIPA terá por atribuição:


a. Acompanhar as reuniões da CIPA, e redigir as atas apresentando-as para aprovação e
assinatura dos membros presentes;
b. Preparar as correspondências; e
c. Outras que lhe forem conferidas.

DO FUNCIONAMENTO

5.23 A CIPA terá reuniões ordinárias mensais, de acordo com o calendário preestabelecido.
5.24 As reuniões ordinárias da CIPA serão realizadas durante o expediente normal da empresa e em
local apropriado.
5.25 As reuniões da CIPA terão atas assinadas pelos presentes com encaminhamento de cópias para
todos os membros.
5.26 As atas ficarão no estabelecimento à disposição dos Agentes da Inspeção do Trabalho - AIT.
5.27 Reuniões extraordinárias deverão ser realizadas quando:

a) houver denúncia de situação de risco grave e iminente que determine aplicação de


medidas corretivas de emergência;

b) ocorrer acidente do trabalho grave ou fatal;

c) houver solicitação expressa de uma das representações.

5.28 As decisões da CIPA serão preferencialmente por consenso.


5.30 O membro titular perderá o mandato, sendo substituído por suplente, quando faltar a mais de
quatro reuniões ordinárias sem justificativa.
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5.31 A vacância definitiva de cargo, ocorrida durante o mandato, será suprida por suplente, obedecida à
ordem de colocação decrescente registrada na ata de eleição, devendo o empregador comunicar à
unidade descentralizada do Ministério do Trabalho e Emprego as alterações e justificar os motivos.

5.31.1 No caso de afastamento definitivo do presidente, o empregador indicará o


substituto, em dois dias úteis, preferencialmente entre os membros da CIPA.

5.31.2 No caso de afastamento definitivo do vice-presidente, os membros titulares da


representação dos empregados, escolherão o substituto, entre seus titulares, em dois dias
úteis.

DO TREINAMENTO

5.32 A empresa deverá promover treinamento para os membros da CIPA, titulares e suplentes, antes da
posse.

5.32.1 O treinamento de CIPA em primeiro mandato será realizado no prazo máximo de


trinta dias, contados a partir da data da posse.

5.32.2 As empresas que não se enquadrem no Quadro I, promoverão anualmente


treinamento para o designado responsável pelo cumprimento do objetivo desta NR.

5.33 O treinamento para a CIPA deverá contemplar, no mínimo, os seguintes itens:


a. estudo do ambiente, das condições de trabalho, bem como dos riscos originados do processo
produtivo;
b. metodologia de investigação e análise de acidentes e doenças do trabalho;
c. noções sobre acidentes e doenças do trabalho decorrentes de exposição aos riscos existentes na
empresa;
d. noções sobre a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida - AIDS, e medidas de prevenção;
e. noções sobre as legislações trabalhista e previdenciária relativas à segurança e saúde no
trabalho;
f. princípios gerais de higiene do trabalho e de medidas de controle dos riscos;
g. organização da CIPA e outros assuntos necessários ao exercício das atribuições da Comissão.

5.34 O treinamento terá carga horária de vinte horas, distribuídas em no máximo oito horas diárias e
será realizado durante o expediente normal da empresa.
5.35 O treinamento poderá ser ministrado pelo SESMT da empresa, entidade patronal, entidade de
trabalhadores ou por profissional que possua conhecimentos sobre aos temas ministrados.
5.36 A CIPA será ouvida sobre o treinamento a ser realizado, inclusive quanto à entidade ou
profissional que o ministrará, constando sua manifestação em ata, cabendo à empresa escolher a
entidade ou profissional que ministrará o treinamento.

DO PROCESSO ELEITORAL

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5.38 Compete ao empregador convocar eleições para escolha dos representantes dos empregados na
CIPA, no prazo mínimo de 60 (sessenta) dias antes do término do mandato em curso.

5.38.1 A empresa estabelecerá mecanismos para comunicar o início do processo


eleitoral ao sindicato da categoria profissional.

5.39 O Presidente e o Vice Presidente da CIPA constituirão dentre seus membros, no prazo mínimo de
55 (cinquenta e cinco) dias antes do término do mandato em curso, a Comissão Eleitoral - CE, que será
a responsável pela organização e acompanhamento do processo eleitoral.

5.39.1 Nos estabelecimentos onde não houver CIPA, a Comissão Eleitoral será
constituída pela empresa.

5.40 O processo eleitoral observará as seguintes condições:


a. publicação e divulgação de edital, em locais de fácil acesso e visualização, no prazo mínimo de
45 (quarenta e cinco) dias antes do término do mandato em curso;
b. inscrição e eleição individual, sendo que o período mínimo para inscrição será de quinze dias;
c. liberdade de inscrição para todos os empregados do estabelecimento, independentemente de
setores ou locais de trabalho, com fornecimento de comprovante;
d. garantia de emprego para todos os inscritos até a eleição;
e. realização da eleição no prazo mínimo de 30 (trinta) dias antes do término do mandato da
CIPA, quando houver;
f. realização de eleição em dia normal de trabalho, respeitando os horários de turnos e em horário
que possibilite a participação da maioria dos empregados.
g. voto secreto;
h. apuração dos votos, em horário normal de trabalho, com acompanhamento de representante do
empregador e dos empregados, em número a ser definido pela comissão eleitoral;
i. faculdade de eleição por meios eletrônicos;
j. guarda, pelo empregador, de todos os documentos relativos à eleição, por um período mínimo
de cinco anos.

5.41 Havendo participação inferior a cinqüenta por cento dos empregados na votação, não haverá a
apuração dos votos e a comissão eleitoral deverá organizar outra votação que ocorrerá no prazo
máximo de dez dias.
5.43 Assumirão a condição de membros titulares e suplentes, os candidatos mais votados.
5.44 Em caso de empate, assumirá aquele que tiver maior tempo de serviço no estabelecimento.
5.45 Os candidatos votados e não eleitos serão relacionados na ata de eleição e apuração, em ordem
decrescente de votos, possibilitando nomeação posterior, em caso de vacância de suplentes.

DAS CONTRATANTES E CONTRATADAS

5.46 Quando se tratar de empreiteiras ou empresas prestadoras de serviços, considera-se


estabelecimento, para fins de aplicação desta NR, o local em que seus empregados estiverem
exercendo suas atividades.
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5.47 Sempre que duas ou mais empresas atuarem em um mesmo estabelecimento, a CIPA ou
designado da empresa contratante deverá, em conjunto com as das contratadas ou com os designados,
5.49 A empresa contratante adotará medidas necessárias para que as empresas contratadas, suas CIPA,
os designados e os demais trabalhadores lotados naquele estabelecimento recebam as informações
sobre os riscos presentes nos ambientes de trabalho, bem como sobre as medidas de proteção
adequadas.
definir mecanismos de integração e de participação de todos os trabalhadores em relação às decisões
das CIPA existentes no estabelecimento.
5.48 A contratante e as contratadas, que atuem num mesmo estabelecimento, deverão implementar, de
forma integrada, medidas de prevenção de acidentes e doenças do trabalho, decorrentes da presente
NR, de forma a garantir o mesmo nível de proteção em matéria de segurança e saúde a todos os
trabalhadores do estabelecimento.
5.50 A empresa contratante adotará as providências necessárias para acompanhar
o cumprimento pelas empresas contratadas que atuam no seu estabelecimento, das
medidas de segurança e saúde no trabalho.

Além disso, é fora de dúvida que tanto o empregador como o empregado, têm razões muito
sérias para se unirem no esforço contra o acidente do trabalho.

Pode-se dizer que a CIPA é a união inteligente de empregador e empregado, contra tão
importante problema. O objetivo dessa união é de encontrarem meios e soluções capazes de
oferecer mais segurança ao local de trabalho. Para isso e necessário que exista uma busca de
formas, possibilidades e sugestões de todos.

Como se vê, não basta esforços unilaterais. É preciso que o empregador seja ativo e cuidadoso
na implantação de um programa de prevenção de acidentes no ambiente de trabalho. Por sua vez, na
mesma medida e ao mesmo tempo, o trabalhador deve fornecer suas sugestões, sua aceitação e sua
adesão consciente e construtiva a tal programa. Dessa forma, as chances de sucesso são imensas, com
benefícios diretos à maior vitima dos acidentes: o próprio trabalhador.

CALENDARIO DE REUNIÃO DA CIPA


___________ / ___________

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As reuniões Ordinárias da CIPA serão realizadas no ______________________________, sempre


às ________ horas.

DIA MÊS ANO LOCAL


JANEIRO
FEVEREIRO
MARÇO
ABRIL
MAIO
JUNHO
JULHO
AGOSTO
SETEMBRO
OUTUBRO
NOVEMBRO
DEZEMBRO

2. ASPECTOS MOTIVACIONAIS
Área de Psicologia nas organizações, em termos gerais, se desenvolvem em torno de um conjunto de
questões que afetam os seres humanos.
A Psicologia organizacional, nestes últimos trinta anos, passou por uma significativa transformação e
busca responder a uma série de conflitos ligados a convivência humana: motivação no trabalho,
qualidade, produtividade e competitividade, satisfação do cliente e moral do grupo. Todas essas
necessidades humanas disputam espaço e relevam o contexto acirrado do processo de mudanças.

Mas como manejar todas estas variáveis?

As experiências do dia a dia demonstram que, nas organizações, um dos fatores de peso é um grupo de
trabalho. Suas relações e o equilíbrio dependem do nível das relações humanas.

Porque dos conflitos organizacionais?

Porque lidamos com pessoas e cada uma é exclusiva em seu jeito de ser e de querer. O mundo
profissional exige de cada indivíduo regra e normas que nem sempre são fáceis e possíveis de atingir.
Isto é diferente, por exemplo, do ambiente em nossa11casa, onde somos o que queremos ser.
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O ambiente de trabalho exige uma postura eficiente em termos de resultados. A produção de bens e
serviços não pode ser desenvolvida por pessoas que trabalham sozinhas.
As organizações têm e definem seus objetivos e criam estrutura técnicas e humanas para atingir
resultados pelas pessoas viam “trabalho”. O trabalho, por sua vez, é a representação social do
indivíduo, onde ele concretiza suas necessidades de sobrevivência e realização pessoal, permanecendo
nesta relação em média 75% do seu tempo.
A educação do indivíduo é feita baseada no aprendizado de valores e crenças da sua família, acrescida
do seu contexto social. Quando este indivíduo vem para o ambiente profissional, ele apresenta a sua
resposta física, mental, social e afetiva, justamente porque ele dá prioridade aos seus interesses, às suas
necessidades.

E É JUSTAMENTE NESTA TENDÊNCIA QUE APARECEM AS GRANDES INDAGAÇÕES:

- Como me entender com os outros?


- Como me fazer entender?
- Por que não podemos ser racionais e objetivos no trabalho e deixar de lado as questões
pessoais?
- Como conviver com valores, normas, culturas tão diferentes nas organizações?
- Como organizar o trabalho para atingir os resultados almejados?
- Como criar condições de trabalho e sistemas de recompensas e punições, mantendo os
padrões de excelência de empregados e empregadores?
- Como manter a motivação e satisfação das pessoas no trabalho?
- Como conciliar objetivos sociais, organizacionais e individuais?

A utilização adequada dos seres humanos em qualquer sistema empresarial sempre consistiu um
desafio para a psicologia organizacional porque para esta pergunta não existem formulas. Depende do
individuo, de sua vontade, seu conhecimento, habilidades atitude.
Uma variável importante a considerar nos conflitos organizacionais é a defasagem entre o processo
tecnológico e o humano. Essa defasagem se deve ao reforço da instrução formal, onde 90% dos
conteúdos se referem às ciências exatas e biológicas.
Quando o individuo vem para a organização, muitas vezes a sua competência técnica é atendida e o
mesmo não acontece com a sua competência humana.
Depende também das organizações, dos seus gestores, tratarem as pessoas como pessoas que possuem
característica próprias de personalidade e de entendê-las a partir de suas diferenças individuais, e dos
incentivos adequados a sua motivação.
É necessário que a organizações desenvolvam esta compreensão, mas é vital que o individuo também
cresça, se conheça e realize com clareza o seu papel.
É importante que fique claro que cada um deve fazer a sua parte para que o ambiente de trabalho seja
agradável e produtivo.
Este enfoque integra o conceito de qualidade de vida no trabalho e visualiza o ser humano em toda a
sua dimensão física, emocional, mental e espiritual. A sociedade humana valoriza a saúde física porque
dói, é concreta, mas precisa aplicar este valor também para os aspectos emocionais do ser humano.

CONHECIMENTO DE SI MESMO

 O quanto nos conhece realmente?


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 Como somos?
 Como somos visto pelos colegas?
 Como eu gostaria de ser visto pelas pessoas?

Na verdade, o conhecimento de si mesmo é o conhecimento real do que se passa no interior de um


individuo. Este interior contém uma série de informações que não são conhecidas pelo ser humano.
A noção que temos de nossas tendências e interesses, de nossos sentimentos e emoções, de nossos
pensamentos e raciocínios é de certa forma vaga e imprecisa.
Para nos conhecermos melhor, temos que considerar a imagem que fazemos de nós mesmos (auto-
percepção) e a imagem que os outros fazem de nós (hetero-percepção).
O elemento que permite esse auto-conhecimento é a capacidade de dar e receber “feedback”.

SETE RECOMENDAÇÕES PARA CONSTRUIR POSITIVAMENTE OS


RESULTADOS DE GRUPOS DE TRABALHO

1. ORIENTAÇÃO:
Explicar porque o indivíduo está ali. Saber o que cada um pensa de si mesmo e provocar a
aceitação e o companheirismo.

2. CONSTRUIR A CONFIANÇA:
Informar às pessoas com quem elas irão trabalhar. A questão é de cada um terá que saber quem
é quem, e o que cada um espera do outro.

3. CLARIFICAR OS OBJETIVOS E PAPÉIS:


Deixar claro o que cada um deve fazer e quais são as prioridades do grupo.

4. TOMADA DE DECISÃO:
Estabelecer como o tempo, o pessoal de apoio e outros recursos será administrado. Deixar claro
para onde o grupo está indo.

5. IMPLEMENTAÇÃO:
Seqüenciar o trabalho, determinando o tempo e a organização do grupo. Quem faz o quê,
quando e onde.

6. ALTO DESEMPENHO:
Provocar a sinergia do grupo e deixá-lo perceber que a sinergia dá resultados.

7. RENOVAÇÃO:
Colher os resultados do que foi apreendido e se preparar um novo ciclo de ação. Responder à
questão individual: “por que continuar”.

3. ACIDENTE DE TRABALHO

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Lei n.º. 8213 de 24 de julho de 1991.


Art. 11- Benefícios previdenciários ( Segurados da Previdência Social ) – segurados que tem direito:
- O trabalhador regido pela CLT
- Trabalhador autônomo
- O trabalhador rural
- O pregado doméstico
- O empresário, o sócio... Que receber remuneração em empresa urbana ou rural
- O trabalhador temporário
- O trabalhador avulso
- O presidiário que exerce trabalho remunerado
-

3.1 - Acidente do Trabalho - Conceito Legal

Art.19- Acidente do trabalho é aquele que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa ou
pelo exercício do trabalho dos segurados especiais, provocando lesão corporal ou perturbação
funcional que cause a morte, ou perda, ou redução permanente ou temporária da capacidade para o
trabalho.

Art.20- Consideram-se acidentes do trabalho, nos termos do artigo anterior, as seguintes entidades
mórbidas:

I - doença profissional, assim entendida a produzida ou desencadeada pelo exercício do trabalho


peculiar a determinada atividade e constante da respectiva relação elaborada pelo Ministério do
Trabalho e da Previdência Social;

II - doença do trabalho, assim entendida a adquirida ou desencadeada em função de condições


especiais em que o trabalho é realizado e com ele se relacione diretamente constate da relação
mencionada no inciso.

§ 1º - Não são consideradas como doença do trabalho:


a) a doença degenerativa;
b) a inerente ao grupo etário;
c) a que não produza incapacidade laborativa;
d) a doença endêmica adquirida por segurado, habitante de região em que ela se.
desenvolva, salvo comprovação de que é resultante de exposição ao contato,
Direto determinado pela natureza do trabalho.

§ 2º - Em caso excepcional, se constatado que a doença não incluída na relação prevista nos incisos
I e II deste artigo resultou das condições especiais em que o trabalho é executado e com ele se
relaciona, a Previdência Social deve considerá-la acidente do trabalho.

Art. 21- Equiparam-se também ao acidente do trabalho, para efeito desta lei:
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I – o acidente ligado ao trabalho que embora não tenha sido a causa única, haja contribuído
diretamente para a morte do segurado, para redução ou perda da sua capacidade para o trabalho, ou
produzido lesão que exija atenção médica para a sua recuperação;

II - o acidente sofrido pelo segurado no local e no horário do trabalho, em conseqüência de:


a) ato de agressão, sabotagem ou terrorismo por terceiro ou companheiro de trabalho;
b) ofensa física intencional, inclusive de terceiro, por motivo de disputa relacionada com o
trabalho;
c) ato de imprudência, de negligência ou de imperícia de terceiro ou de companheiro de trabalho;
d) ato de pessoa privada do uso da razão;
e) desabamento, inundação, incêndio e outros casos fortuitos ou decorrentes de força maior;

III - a doença proveniente de contaminação acidental do empregado no exercício de sua atividade

IV – o acidente sofrido pelo segurado, ainda que fora do local e horário de trabalho.
a) Na execução de ordem ou na realização de sob a autoridade da empresa;
b) Na prestação espontânea de qualquer serviço à empresa para lhe evitar prejuízo ou
proporcionar proveito;
c) Em viagem a serviço da empresa, inclusive para estudo quando financiada por este dentro de
seus planos para melhor capacitação da mão-de-obra, independentemente do meio de
locomoção utilizado inclusive veículo de propriedade do segurado.
d) No percurso da residência para o local de trabalho ou deste para aquele, qualquer que seja o
meio de locomoção, inclusive veículo de propriedade do segurado.

§ 1º - Nos períodos destinados a refeição ou descanso, ou por ocasião da satisfação de


outras necessidades fisiológicas, no local de trabalho ou durante este, o empregado é
considerado no exercício do trabalho.

§ 2º - Não é considerada agravação ou complicação de acidente do trabalho a lesão que, resulte de


acidente de outra origem, se associe ou se superponha às conseqüências do anterior.

Art. 22 – A empresa deverá comunicar o acidente do trabalho a Previdência Social até o 1º


(primeiro) dia útil seguinte ao da ocorrência e, em caso de morte, de imediato, à autoridade
competente, sob pena de multa variável entre o limite mínimo e o limite máximo do salário de
contribuição, sucessivamente aumentada nas reincidências, aplicada e cobrada pela Previdência
Social.

§ 1º- Da comunicação a que se refere este artigo receberão cópia fiel o acidentado ou seus
dependentes, bem como sindicato a que corresponde a sua categoria.

§ 2º - Na falta de comunicação por parte da empresa, podem formalizá-la o próprio acidentado,


seus dependentes, a entidade sindical competente, o médico que o assistiu ou qualquer autoridade
pública, não prevalecendo nestes casos o prazo previsto neste artigo.

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§ 3º - A comunicação a que se refere o § 2 º não exime a empresa de responsabilidade pela falta do


cumprimento do disposto neste artigo.

§ 4º - Os sindicatos e entidades representativas de classe poderão acompanhar a cobrança, pela


Previdência Social, das multas previstas neste artigo.

Art. 23 - Considera-se como o dia do acidente, no caso de doença profissional ou do trabalho, a


data do início da incapacidade, laborativa para o exercício da atividade habitual, ou o dia em que
for realizado o diagnóstico, valendo para este efeito o que ocorrer primeiro.

3.2 - Aposentadoria por Invalidez

Art. 42- A aposentadoria por invalidez, uma vez cumprida, quando for o caso, a carência exigida,
será devidamente ao segurado que, estando ou não em gozo de auxílio-doença, for considerada
incapaz e insusceptível a realização para o exercício de atividade que lhe garanta a subsistência, e
ser-lhe-á pago enquanto permanecer nesta condição.

Art.44 - A aposentadoria por invalidez, consistirá numa renda mensal correspondente a:


a) 80% do salário benefício, mais 1% deste, por grupo de 12 contribuições, não podendo
ultrapassar 100% do salário de benefícios; ou
b) 100% do salário- de –benefício ou do salário de contribuição vigente no dia do
acidente.

Art.45- O valor da aposentadoria por invalidez será acrescido de 25% quando o segurado necessitar a
assistência permanente de outra pessoa.

Art.59- O auxílio-doença será devido ao segurado que, havendo cumprido, quando for o caso, o
período de carência exigido nesta lei, fica incapacitado para o seu trabalho ou para a sua atividade
habitual por mais de 15 dias consecutivos.

Art. 61- O auxílio-doença consistira numa renda mensal correspondente a:


a) 80% do salário-de-benefício, mais 1% por grupo de 12 contribuições não podendo
ultrapassar 92% do salário-de-benefício; ou
b) 92% do salário-de-benefício ou do salário-de-contribuição vigente no dia do acidente, o que
for mais vantajoso caso o benefício seja decorrente de acidente do trabalho.

3.3 - Pensão por morte:

Art. 74 – A pensão por morte será devida ao conjunto dos dependentes do segurado que falecer,
aposentado ou não, a contar da data do óbito ou da decisão, judicial, no caso de morte presumida.

Art.75 – O valor da pensão por morte será:


a) 80% do valor da aposentadoria mais tantas parcelas de 10% quantos forem os seus
dependentes;
b) 100% do salário-de-benefício ou de salário-de-contribuição vigente no dia do acidente, o que
for mais vantajoso, caso o falecimento seja conseqüência de acidente do trabalho.
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3.4 - Auxílio Acidente

Art.86- O auxílio-acidente será concedido ao segurado quando, após a consolidação das lesões
decorrentes do acidente do trabalho;

§ 1º - O auxílio-acidente , mensal e vitalício, corresponderá, respectivamente, às situações previstas

Nos incisos I, II e III deste artigo, a 30%, 40% ou 60% do salário-de-contribuição do segurado vigente
no dia do acidente , não podendo ser inferior a esse percentual do seu salário-de-benefício

§ 3º - O recebimento do salário ou concessão de outro benefício não prejudicará a continuidade do


recebimento do auxílio-acidente.

4. CAUSAS DE ACIDENTES DO TRABALHO


A fórmula mais simples para identificar as causas de acidentes do trabalho é seguir o raciocínio do
conceito universal de causa - causa de qualquer coisa é aquilo que faz com que tal coisa venha a
existir ou a acontecer. Portanto, causas de acidentes do trabalho são os antecedentes, próximos ou
remotos, que fazem o acidente acontecer. Para melhor entendimento, é bom perceber que as causas
só são caracterizadas no ato da ocorrência; antes são apenas riscos ou perigos de acidentes.

4.1 TEORIA DE HEINRICH


A teoria proposta por Heinrich continua sendo a fórmula clássica de demonstrar como o
homem participa da sequência de antecedentes (causas) que culmina com a ocorrência do acidente e
suas consequências.
Segundo essa teoria, tudo começa com o homem que, por hereditariedade ou influência do
meio social, poderá ser portador de caracteres negativos de personalidade, de caráter, de educação etc.
Dessas características advêm as falhas humanas que, tanto no campo técnico ou administrativo como
em trabalho braçal, dão origem aos dois principais elos da cadeia do acidente que são: atos inseguros,
praticados pelas pessoas no desempenho de suas funções, e condições inseguras, criadas ou mantidas
no ambiente pelos mais diversos motivos aparentes, mas somente por um verdadeiro, isto é, a falha.
humana em não entender que os trabalhos não deveriam ser executados em quaisquer condições que
não fossem totalmente seguras para as pessoas. Dos atos e condições inseguras, combinados ou não,
resultam os acidentes, que causam lesões ao homem e prejuízos à empresa.

CAUSAS DOS
ERROS
HUMANOS
Falta de capacidade - Falta de adaptação
- Falta de habilidade
- Treinamento incompleto

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Falta de informação - Falhas na comunicação


- Falha de supervisão
- Informações confusas

Falta de aptidão - Analfabetismo


- Porte físico e mental
física e mental desproporcional a ativid.

- Acionar válvulas erradas


Deslizes - Esquecer de fazer tarefas
fundamentais

Condições - Posição incômoda


- Bancada abaixo da
ergonômicas cintura ou acima ombros

Motivações - Negligência/Imprudência
- Excesso de confiança
incorretas - Tentar ganhar tempo

4.2 Efeito Dominó

Uma teoria antiga e ainda por alguns defendidos, determina que um acidente seja uma seqüência
similar a queda de cinco peças do jogo de dominó. Uma pode bater na subseqüente quando colocada a
uma distância menor que a sua altura.

A queda seqüencial das cinco peças pode causar:

1. Danos causados por...


2. Um acidente que na sua vez é causado por...
3. Atos ou condições inseguras causados por...
4. Fatos indesejáveis como descuido, nervosismo, temperamento violento, práticas inseguras, falta de
conhecimento, conseqüência de...
5. Ambiente Social

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AMBIENTE FATOS ATOS OU ACIDENTE DANOS


SOCIAL INDESEJÁVEIS CONDIÇÕES
INSEGURAS

A seqüência de acidentes pode ser, conforme esta teoria, detida mediante a retirada ou controle dos
fatores contribuintes. A teoria em si, enfatiza que a prevenção do acidente encontra-se na metade das
peças, ou seja: atos ou condições inseguras.

4.3 Fatores Pessoais e Materiais

Os fatores pessoais e materiais, que vêm a seguir, dizem respeito, respectivamente, ao homem e
ao meio. São aqueles que comprometem, de uma ou de outra maneira, a segurança do trabalho, isto é,
aqueles dos quais podem resultar atos e condições inseguras, em decorrência de erros administrativos,
erros técnicos, erros na execução de tarefas, falta de conhecimento de segurança, interpretação errônea,
má avaliação do perigo etc. É de lembrar-se, mais uma vez, que nem sempre atos e condições
inseguras estão ao mesmo tempo presentes às ocorrências de acidentes do trabalho.

Nessa altura, já se entende o que são causas de acidentes do trabalho, que podem ser assim
definidas: ações humanas e condições materiais inseguras que, combinadas ou não, propiciam a
ocorrência de acidentes.

Atos e condições inseguras, são as causas que precedem ou ocasionam os acidentes do


trabalho. São as causas diretas dos acidentes. Antecedendo a estas estão as causas indiretas,
denominadas aqui de fatores pessoais e fatores materiais.

É importante uma rápida análise, sem pretensões científicas, de certas condições do homem e do
ambiente de trabalho, que engrossam o rol de fatores que levam ao acidente.

a) PROPENSÃO AO ACIDENTE

É discutível a existência ou não de pessoas propensas a sofrer acidentes. É preferível aceitar a


idéia de que existem condições de saúde, estados de ânimo e temperamentos que, em determinadas
circunstâncias ou ocasiões, propiciam condições para a ocorrência de acidentes do trabalho.
Entre essas podem ser citadas várias, como as que seguem.

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1) Inaptidão para o Trabalho

A aptidão para o trabalho é tão importante para a perfeita execução da tarefa como para a
segurança de quem a executa. A inaptidão, ao contrário, chega a ser um desastre.

É culpa da pessoa a falta de aptidão para o trabalho que executa? Nem sempre!

É comum uma pessoa, principalmente se não tem profissão definida, sujeitar-se a qualquer tipo
de serviço, principalmente quando necessita ganhar o sustento e não há muita escolha no mercado de
trabalho. É frequente, nesses casos, as pessoas executarem o trabalho sem a necessária aptidão e,
muitas vezes, sem possibilidade de adaptação satisfatória.

A empresa onde o trabalhador é admitido nem sempre possui serviço especializado de seleção.
No caso, o candidato ao emprego, que também às vezes desconhece sua real aptidão, é recrutado para
preencher a vaga que existe, decorrendo daí muitos casos de pessoas inaptas para o trabalho que
aceitou. Há também os casos em que a pessoa escolhe o trabalho ou profissão sem se preocupar com a
vocação. Existem, também, os deslocados profissionais, que tiveram o emprego arranjado por amigos
ou por recomendação de pessoas influentes, além daqueles que, dentro da empresa, pleiteiam
transferência só porque preferem trabalhar ao lado de certos amigos ou sob a jurisdição de certo chefe,
sem se importar com a adaptação ou não à nova atividade.

Estes são alguns exemplos de pessoas inaptas para o trabalho e que causam muitos transtornos,
principalmente acidentes.

Nesse particular, as empresas deveriam aperfeiçoar sempre mais seus métodos de seleção e
recrutamento, no sentido de conseguir escolher a pessoa certa para cada vaga existente. O cuidado com
a seleção e o treinamento de novos empregados, se aplicados também nos casos de transferências,
viriam prevenir muitos problemas de acidentes, além de outros, pela adaptação correta, ou menos
imperfeita, do empregado à atividade que lhe é atribuída.

O mesmo acontece com a inaptidão de quem exerce cargos de chefia. O cargo de chefia nem
sempre é dado a quem tem vocação para comando. Muitas vezes a empresa dá a posição como prêmio
de promoção a um bom profissional, por certo ao de maior destaque. É comum, nesses casos, a
empresa deixar de ter um bom profissional e adquirir um mau chefe. É comum também que a
segurança do trabalho, vista em toda extensão, fique prejudicada: em primeiro lugar pela deficiência da
voz de comando, que prejudica o cumprimento das normas de segurança; em segundo lugar, pelo
emprego de autoritarismo e de arbitrariedades, na tentativa de compensar a inaptidão; por último, pela
tendência de sentir-se ainda como um dos profissionais, apesar de ser o chefe.

Essa situação é sempre atenuada quando a empresa toma o cuidado de preparar, mesmo que
artificialmente, a pessoa que vai assumir o cargo de chefia, integrando-o devidamente na nova posição.
2) Temperamento

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De acordo com o próprio temperamento, a pessoa pode estar mais ou estar menos segura na
atividade que exerce. Em outras palavras, as pessoas podem provocar a ocorrência de acidentes do
trabalho, ou pelo menos criar condições para tal, por atitudes tomadas devido ao temperamento. As de
temperamento nervoso, irritadiço, às vezes até explosivo, são perigosas tanto para si mesmas como
para os outros. São as que não aceitam ordens com espontaneidade e não as entendem corretamente. É
muito comum criarem situações perigosas pela alteração dos reflexos e descoordenação dos mo-
vimentos.

Quando ocupa uma função de comando, as atitudes do


nervoso influem negativamente no grupo subordinado, causando
desentendimentos, descontentamentos e mal-estar geral, que criam
condições favoráveis à ocorrência de acidentes do trabalho.

Outros temperamentos também podem propiciar campo


para os acidentes, conforme a intensidade e circunstância em que se
manifestam. Mesmo o muito alegre, extrovertido, irrequieto,
embora com temperamento benigno, causa complicações de se-
gurança quando “prega uma peça” ou faz alguma brincadeira com um colega de serviço, para dar
vazão ao seu temperamento.

A educação relativa à segurança e a consciência da prevenção de acidentes atenuam


decisivamente os riscos de acidentes do trabalho em qualquer circunstância e qualquer que seja o
temperamento das pessoas envolvidas.

3) Preocupação

A preocupação é um estado de ânimo que pode levar as pessoas à prática de atos condenáveis
do ponto de vista da segurança do trabalho. Problemas passionais, domésticos, financeiros, e mesmo a
expectativa de algum acontecimento não rotineiro causam preocupações. É difícil alguém deixar de se
preocupar em face de um desses problemas. Porém, muitas das preocupações existem ou persistem por
falta de orientação ou por desconhecimento acerca do objeto da preocupação.

As campanhas educacionais de segurança do trabalho deveriam preocupar-se com


orientações sobre a preocupação. Muitos problemas que preocupam a pessoa são cria-
ções da própria imaginação, ou da maneira própria e errônea de interpretar determina-
das situações.

A preocupação contribui para a ocorrência de acidentes. As pessoas necessitam


entender que as preocupações devem ser evitadas: em primeiro lugar, porque não
resolvem os problemas que as originam e em segundo porque podem acrescentar um
mal maior aos já existentes, isto é, um acidente com suas consequências.

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4) Emoção

As alterações emocionais repentinas, quer por motivo de alegria, de tristeza, de aborrecimento


ou mesmo por um susto, alteram os reflexos e as reações das pessoas, levando-as a falhas perigosas em
qualquer atividade que exerçam. O indivíduo está sempre mais sujeito a acidentar-se quando sob a
influência de qualquer impacto emocional. O risco é sempre maior nas atividades em que os
movimentos da pessoa devem ser sincronizados com movimentos de máquinas, de equipamentos e de
outras pessoas.

Nem todos possuem suficiente autocontrole para manter normais as reações em casos de grande
emoção. Portanto, quem assim se reconhece deve procurar compensar essa falha com precauções
extras.

5) Inteligência Lenta ou Retardada

Existem pessoas que não aprendem ou têm muita dificuldade em aprender coisas consideradas
relativamente fáceis. São casos de inteligência abaixo do normal, muito lenta ou de pouco alcance. Em
ambos os casos a pessoa corre mais riscos de causar ou de sofrer acidentes, tanto quando ocorrem fatos
fora da rotina em sua atividade, como quando é obrigada a mudar de atividade, por exigir um tempo
maior de adaptação que as pessoas comuns.

O ideal seria que cada um, além de reconhecer suas verdadeiras aptidões, soubesse avaliar sua
inteligência, a fim de não se expor a fracassos e a acidentes. Isto, porém, não é fácil. Via de regra, o
homem não consegue avaliar-se a si mesmo de maneira imparcial.

Não importa qual seja o pensamento geral das pessoas. Os serviços de seleção e recrutamento
de pessoal das empresas devem contribuir decisivamente para a segurança do trabalho, escolhendo,
entre os candidatos às vagas existentes, aqueles que apresentarem melhores características para
executar seguramente o trabalho.

6) Incapacidade Física e Doenças

As pessoas deveriam conhecer e aceitar limitações impostas pela sua capacidade física ou por
doenças. No entanto, isso nem sempre acontece. O empregado é admitido às vezes após rigorosos
exames médicos, mas, mesmo assim, se expõe a riscos ou cria situações perigosas por não saber até
onde poderá chegar seguramente.
O homem é um eterno e orgulhoso exibicionista de suas capacidades físicas.
O fascínio da competição leva-o a excessos perigosos. Por exibicionismo ou
competição, procura muitas vezes demonstrar sua força muscular, tentando
levantar e carregar pesos no limiar ou além de sua capacidade. São
freqüentes as lesões da coluna vertebral, as lombalgias de esforço e outros
males que contrai nessas contendas desnecessárias. Se houver um mal, deve
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procurar um médico e submeter-se aos tratamentos necessários. Deve reconhecer que muitas
deficiências que hoje, entre outros inconvenientes, levam-no a sofrer acidentes, originaram-se de
pequenos males que, na ocasião oportuna, não mereceram a atenção necessária.

Dar a uma pessoa fisicamente fraca uma atividade condizente com seu estado de saúde é muito
importante para a prevenção de acidentes do trabalho. Mas sempre deve haver, nesses casos, uma
tentativa de recuperação do estado físico, quando essa possibilidade existir. Entre as incapacidade,
insuficiências e defeitos físicos que podem comprometer a segurança do trabalho, segundo experiência
já consolidada, destacam-se as seguintes:

Surdez - A surdez é uma falha que pode complicar a segurança de seus portadores, assim como de
outros, nos ambientes de trabalho. Um alarme não ouvido, avisos e ordens mal entendidas poderão
acarretar consequências danosas. Certas atividades, tais como manobras de veículos e outras, em que a
pessoa deve guiar-se por sons ou ruídos ou qualquer espécie de alarme, a bem da segurança não devem
ser exercidas por pessoas portadoras de insuficiência auditiva. O surdo, para trabalhar com segurança,
pode: primeiro, tratar e curar a surdez, se possível; segundo, corrigi-la com aparelho auditivo; terceiro,
redobrar as precauções quanto ao entendimento de avisos, sinais etc., na execução de suas tarefas.
Insuficiência Visual - Qualquer mal nos órgãos visuais deve merecer toda atenção, a fim de preservar
esse sentido tão valioso para o exercício do trabalho. As insuficiências visuais devem sempre ser
corrigidas com tratamento ou com óculos adequados, tão, logo sejam percebidas.
O portador de visão insuficiente corre o risco de acidentar-se e de causar acidentes a outros. É
boa a política das firmas que mantém o controle auditivo e visual dos empregados, tanto para, a
segurança do trabalho como para a eficiência do serviço.

Daltonismo – O daltonismo é uma falha visual específica que pode trazer complicações à segurança do
trabalho. Os daltônicos confundem as cores, principalmente a verde e a vermelha. São reprovados
como motoristas, pois essas cores representam grande parte da segurança do trânsito.
Também na indústria a distinção decores é importante para a segurança de certas atividades.
Eletricistas, mecânicos, operadores de máquinas etc., poderão causar acidentes se forem daltônicos.
Cabos elétricos, comandos de máquinas, pontos perigosos etc. são, por norma ou por precaução,
pintados em determinadas cores, que os diferenciam para evitar enganos perigosos. O daltônico pode
enganar-se, nesses casos. É aconselhável que pessoas daltônicas só executem serviços nos quais a
distinção das cores não tenha importância do ponto de vista da segurança do trabalho.

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Outros Males - Algumas doenças são problemas específicos de segurança, além do mal que, em si,
representam para o seu portador.
O epiléptico é portador de um desses problemas. Tanto corre risco de acidentes como pode
causá-los a outros. Embora sujeitos aos ataques e desmaios típicos do mal, são pessoas que
necessitam trabalhar, pois não são consideradas incapacitadas para o exercício do trabalho. Al-
gumas firmas preferem não admitir ou mesmo se desfazer de empregados portadores de
epilepsia, atitude que contribui para aumentar o problema social do epiléptico. Aquelas que os
possuem devem ter o cuidado e adaptá-los a trabalhos que não envolvam máquinas perigosas,
escadas, andaimes etc., isto é, colocá-los em condições tais que, se acometidos de um ataque, o
ambiente ou equipamentos não proporcionem riscos adicionais. O serviço médico da empresa
deve também interessar-se pelo controle medicamentoso de que geralmente a pessoa necessita.
Esses cuidados da empresa, além do cunho social e psicológico favorável que apresentam, vêm
favorecer muito a prevenção de acidentes do trabalho.

O alcoólico é outro que poderá constituir-se em problema para a segurança do trabalho. Além dos
efeitos maléficos do álcool sobre o organismo que causam diferentes distúrbios do aparelho digestivo,
nervoso etc., o alcoólatra, em geral, sofre alterações de reflexos e de raciocínio que prejudicam suas
atividades, principalmente no que diz respeito à segurança. Exemplos típicos são os acidentes de
trânsito, onde a falha do raciocínio e dos reflexos, motivada pelo excesso do álcool ingerido pelo
motorista, é sua causa fundamental.
O que poderá fazer uma empresa para evitar essas situações? Não se pode estar certo de que a firma
consiga evitar que seus empregados bebam, mas algo pode ser feito; primeiro, tratar de conhecer os
hábitos dos empregados através da supervisão; segundo, aconselhar individualmente os empregados
viciados por intermédio do serviço médico e promover campanhas gerais de esclarecimento; terceiro,
não ser tolerante com os estados de embriaguez que forem observados no trabalho.

Certas fobias são outros inconvenientes para a segurança do trabalho, caso não sejam conhecidas ou os
portadores de casos específicos sejam obrigados a trabalhar em condições que lhes são contra-

indicadas. É perigoso, por exemplo, que um portador de acrofobia, medo de altura, seja designado para
executar um trabalho em níveis elevados, sobre escadas, andaimes etc.; que o portador de daustrofobia,
medo do estado solitário ou de clausura; trabalhe em lugar isolado, sozinho, em sala fechada, etc.
É importante, portanto, que os supervisores de grupo de trabalho conheçam seus subordinados nesse
particular, para avaliar o que cada um poderá sentir nas diversas situações que a atividade criar,
evitando que, das peculiaridades de certas pessoas, se originem acidentes.

7) Analfabetismo

O analfabeto é portador do que pode ser chamado um mal social, que pode ser a causa fundamental de
alguns acidentes do trabalho. O analfabeto não pode usufruir dos benefícios de instruções e normas de
segurança escritas que são muito importantes em certos trabalhos. Não lê um aviso de perigo ou os
dizeres de rótulos de materiais perigosos etc. Portanto, se for designado para executar determinadas
tarefas, onde a leitura de avisos, instruções etc. for necessária, correrá riscos dos quais outros estarão
isentos.
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Não é o caso, no entanto, de deixar os analfabetos desempregados. É, isso sim, o caso de colocá-los em
atividades onde sua deficiência cultural não venha a comprometer sua integridade física, a de outros ou
o próprio patrimônio da empresa.
O analfabeto poderá, de acordo com as circunstâncias, sentir-se deslocado no grupo, inibido
pela sua situação, o que enfraquecerá suas atitudes seguras no trabalho.
Dada a importância do fato, é elogioso o que muitas empresas têm feito no sentido de
alfabetizar os empregados que antes não tiveram oportunidade de frequentar escolas.

8) Outras Falhas

Além das apontadas, muitas outras falhas do homem podem contribuir para que ele se
acidente ou cause acidentes no trabalho. As falhas nem sempre são totalmente sanáveis. Mas, quase
sempre, podem ser atenuadas de modo a livrar seus portadores de ocorrências lamentáveis.

No meio social em que vive, no convívio com outras pessoas, no lar, nos divertimentos em
geral e mesmo no ambiente do trabalho, as pessoas podem adquirir caracteres de agressividade, de
indolência, de negligência etc., quase sempre comprometedores da sua segurança no trabalho. Os
desregramentos, os excessos, os vícios, também costumam comprometer as pessoas quanto ao
comportamento no trabalho.

Se de um lado as falhas orgânicas, psicológicas e culturais comprometem a segurança do


trabalho, de outro, as falhas profissionais ou de orientação laborativa também se unem às primeiras
para tornar os trabalhadores mais vulneráveis a acidentes do trabalho. Essas últimas, as próprias
pessoas podem corrigi-las, ou tê-las corrigidas no próprio ambiente de trabalho, desde que alguns
princípios de integração e treinamento sejam obedecidos. Esses princípios, bem aplicados, conseguem
bons resultados, em matéria de prevenção de acidentes, pelo ensino correto do trabalho, isto é, bem-
integrado e treinado, o homem produz mais e melhor, em menos tempo, sem provocar acidentes nem
ser sua vítima.

A bem da segurança, da qualidade do trabalho e do custo do produto, os trabalhadores devem


ser adequadamente integrados às atividades que exercem, e treinados para exercê-las corretamente.

b)TREINAMENTO

O valor e a necessidade de treinamento não são ainda


suficientemente reconhecidos em um grande número de empresas.
Haja visto os altos e baixos, os avanços e recuos das atividades de
treinamento, em razão ou a pretexto de situações ou períodos menos
favoráveis da empresa. Mesmo que a empresa mantenha setor
especializado em treinamento, este sozinho não conseguirá plena
consecução dos seus objetivos, se “o quanto pode ser útil” não for entendido e reconhecido pelos
dirigentes de todos os níveis. É o que tem acontecido em diversas empresas, em prejuízo também da
segurança do trabalho. Mormente quanto ao treinamento operacional, do qual uma parte importante
deve ficar a cargo da chefia direta da mão-de-obra. 25
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Muitos acidentes do trabalho — muitos mesmo — ocorrem por falta ou deficiência de


treinamento, daquele treinamento específico que os supervisores devem ministrar aos subordinados,
conforme a atividade de cada um.
Os supervisores são frequentemente deixados à margem de importante fase do treinamento, que
é a sua participação ativa no ensino do trabalho, na orientação e acompanhamento posteriores dos
empregados. Às vezes, quando teoricamente ele possui essas atribuições, o setor responsável pelo
treinamento não dispõe de meios para acompanhar e avaliar o desempenho do supervisor.

Se a empresa possuir um bom programa de segurança, onde todos os acidentes sejam


investigados e suas causas, pelo menos as mais evidentes, sejam apuradas e analisadas, os dados das
investigações podem espelhar a atuação da supervisão no papel que lhe compete desempenhar na
prática da prevenção de acidentes do trabalho.

Cabe ao supervisor do empregado a responsabilidade de ensiná-lo na execução correta do


trabalho, entendido no ensino, também a segurança. É comum, no entanto, muitos supervisores
passarem aos empregados mais experientes a tarefa de ensinar os novos e não lembrar mais do assunto,
a menos que aconteça algum problema, fruto do despreparo do novo empregado. Isso acontece, ou por
deficiência do supervisor na arte de dirigir pessoas, na qual se insere a facilidade de comunicação, ou
por comodismo do supervisor que não entende ou não foi preparado para entender a plenitude de suas
responsabilidades na sua posição de comando. Tudo isso é, com frequência, resultado da ausência de
política clara e eficaz sobre o preparo da mão-de-obra.

Ninguém melhor que o supervisor de uma área para treinar um empregado na execução correta
dos trabalhos nela realizados. Se houver alguém mais credenciado que o supervisor para treinar
operacionalmente os seus subordinados, algo deve estar errado, do ponto de vista administrativo. E
esse algo deve ser objeto de atenção especial da parte da administração.

c) MÁQUINAS, FERRAMENTAS ETC.

Alguns conhecimentos são de valor fundamental para a execução segura dos trabalhos. Quando
estes envolvem máquinas, ferramentas ou outros equipamentos, o trabalhador deve conhecer os pontos
perigosos ou as fases perigosas do serviço. Ao mesmo tempo, é imprescindível que saiba como se
proteger e quais os dispositivos e equipamentos disponíveis para sua proteção.

Isto requer treinamento, às vezes, sob a forma de simples instruções. E o chefe deve estar em
condições de ensinar os subordinados, nesse particular.

d) MATERIAIS

É necessário conhecer muito bem os materiais com os quais se trabalha, suas finalidades, suas
características perigosas à saúde e integridade física. Quantos acidentes graves e mesmo fatais ocorrem
porque as pessoas nem sequer suspeitam das propriedades do material que empregam, embora sejam
produtos letais!
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Saber a maneira correta de manusear e guardar produtos perigosos é algo imprescindível entre
os conhecimentos do pessoal que usa esses materiais. Quais os equipamentos protetores e os cuidados
de higiene pessoal a serem observados são outros pontos a serem seguidos rigorosamente pelos
trabalhadores. Os serviços de segurança devem estar em condições de fornecer todas as
recomendações necessárias para a manipulação e guarda segura de materiais ou resíduos, tóxicos,
corrosivos etc. Aos supervisores cabe ensinar os subordinados para que as recomendações sejam postas
em prática e seguidas corretamente.
Acontece que os supervisores nem sempre conhecem todas as características agressivas dos
produtos usados em sua área de administração. Se não lhe é ensinado, ele não pode ensinar. E, hoje, os
empregados têm o direito de informação sobre todas as características agressivas dos produtos com os
quais lidam ou aos quais estão expostos. Daí a importância do preparo da supervisão também no que
tange aos perigos dos produtos usados nas operações que dirige.
Poucas empresas possuem controle total sobre os produtos químicos que empregam. Esta é uma
falha que deve ser corrigida. Todos os produtos devem ter suas características agressivas conhecidas,
para que medidas adequadas de segurança possam ser tomadas. Um novo produto não deve ser posto
em uso sem a prévia aprovação dos serviços de segurança e de medicina; os sistemas de estoque e de
manipulação, bem como de identificação previstos por norma — Norma Regulamentadora NR-26 -
devem ser assuntos tratados com toda atenção pelo serviço de segurança do trabalho.

e) ARRUMAÇAO E LIMPEZA

A boa arrumação dos locais de trabalho é fator imprescindível para melhor produtividade e para
a segurança do trabalho. Coisas fora dos lugares adequados, quer atravancando a passagem, retardando
a circulação de pessoas e de materiais, quer ainda tomando tempo de quem as necessita e não as
encontra, são prejudiciais ao trabalho e são a causa de muitos acidentes.

A limpeza é outro fator a ser observado; todos os locais de trabalho podem ser mantidos bem
arrumados e relativamente limpos. A situação de limpeza considerada boa para uma fundição seria
condenável para uma oficina mecânica e a que seria ótima para esta não seria em hipótese alguma
aceita para uma fábrica de produtos alimentícios.

Relativamente, no entanto, todos os locais de trabalho podem ser limpos e bem arrumados; é
necessário que todos compreendam isso; que a empresa o reconheça; que os supervisores se interessem
e formem nos seus grupos de trabalho o hábito de trabalhar em ordem, com toda a limpeza possível, o
que resultará em menos desperdício e mais segurança.

f) DISCIPLINA E RELAÇÕES HUMANAS

0 comportamento disciplinar e o relacionamento entre os membros de um grupo de trabalho são


dois fatores de valor fundamental para o sucesso de qualquer atividade. Qualquer supervisor sabe que a
falta de disciplina é um entrave em qualquer atividade em grupo. Nem todos, porém, sabem como
estabelecer um regime de disciplina onde esta não é muito boa e outros não conseguem mantê-la
quando qualquer desvio dos bons costumes disciplinares surge repentinamente.

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A disciplina é muito importante para a segurança do trabalho, assim como para os demais
aspectos da produção, como melhor qualidade, maior aproveitamento da mão-de-obra, de materiais
etc.
Onde, o chefe é um líder, como deveriam ser todos os supervisores, o relacionamento no grupo
é bom, a disciplina é boa e os riscos de acidentes do trabalho, com todas as suas consequências, ficam
reduzidas ao mínimo.

As pessoas, mesmo as portadoras de falhas e limitações, poderão trabalhar isentas de riscos


de acidentes, desde que sejam treinadas, tenham suficientes conhecimentos básicos de segurança e
se comportem disciplinadamente em suas atividades.

4.4 – TEORIA DA MULTICAUSALIDADE

Demonstra que um acidente do trabalho tem normalmente mais de uma causa, ocorrendo pela
convergência de várias situações que participam simultaneamente, embora em níveis diferentes,
desencadeando os acidentes. Geralmente é conseqüência de um conjunto de fatores, tanto humanos
como ambientais.
Se, por um lado, a identificação de todas as causas do acidente do trabalho é considerada difícil, mais
dificuldades se apresentam para o diagnóstico da doença do trabalho, porque é mais complexo
relacionar os sintomas com a atividade laboral, considerando-se o intervalo no tempo e no espaço
desde o início do processo de instalação até a confirmação do diagnóstico. O nexo de causa e efeito
pode confirmar uma doença profissional.
A falta de definição de critérios de uniformidade faz com que as causas dos acidentes sejam sempre
caracterizadas por motivo aparente e imediato; entretanto, não são verdadeiras todas as causas
primárias e remotas, com todos os seus antecedentes.
A realidade de prevenção de acidentes coloca-nos uma nova estratégia de atuação relativa à
determinação do fator pessoal e ambiental quando da ocorrência de acidentes do trabalho.
O ato inseguro e a condição insegura, que até então a maioria das empresas utilizavam para explicar o
envolvimento da pessoa e do ambiente em determinadas situações, precisaram adaptar-se ao novo
momento, onde as causas dos acidentes são analisadas por uma conjuntura de fatores e não por um
simples fator isoladamente.

4.5 ATO INSEGURO

É a maneira como as pessoas se expõem, consciente ou


inconscientemente, à riscos de acidentes.

Os atos inseguros são as maiores causas dos acidentes

Não podemos esquecer que atos inseguros são originados por um ou mais fatores, já vistos
anteriormente. É representado por atitudes comportamentais e por ações contrário às normas de
segurança e ao bom senso, que levam o trabalhador 28
ao acidente.
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Como vimos, os FATORES relacionados direta e indiretamente com a ocorrência de atos inseguros
podem ser caracterizados por FÍSICOS, BIOLÓGIOCS, EMOCIONAIS, PSICOLÓGICOS E
ORGANIZACIONAIS.

Exemplos de Atos Inseguros

• Passar ou permanecer sob cargas suspensas


• Colocar parte do corpo em local inseguro
• Usar máquina sem habilitação ou permissão
• Excesso de velocidade ou sobrecarga
• Lubrificar, ajustar e limpar máquina em movimento
• Improvisar ferramentas
• Inutilizar dispositivos de segurança
• Deixar de usar E.P.I.
• Fumar em local de inflamáveis
• Brincadeiras e exibicionismo
• Outros

Na caracterização do ato inseguro deve-se levar em consideração o seguinte:

a) o ato inseguro pode ser algo que a pessoa fez quando não deveria fazer ou deveria fazer de outra
maneira, ou, ainda, algo que deixou de fazer, quando deveria ter feito.
b) o ato inseguro tanto pode ser praticado pelo próprio acidentado como por terceiros.
c) a pessoa que a prática pode fazê-lo consciente ou não de estar agindo inseguramente.
d) quando o risco já vinha existindo por certo tempo, anteriormente à ocorrência do acidente, sendo
razoável esperar-se que durante esse tempo a administração o descobrisse e o eliminasse, o ato que
criou esse risco não deve ser considerado ato inseguro, pois o ato inseguro deve estar intimamente
relacionado com a ocorrência do acidente, no que diz respeito ao tempo.
e) o ato inseguro não significa, necessariamente, desobediência a normas ou regras constantes de
regulamento formalmente adotados, mas também se caracteriza pela não observância de práticas de
segurança tacitamente aceitas. Na sua caracterização cabe a seguinte pergunta: nas mesmas
circunstâncias, teria agido do mesmo modo uma pessoa prudente e experiente?
f) A ação pessoal não deve ser classificada como ato inseguro pelo simples fato de envolver risco. Por
exemplo: o trabalho com eletricidade ou com certas substâncias perigosas envolve riscos óbvios,
mas, embora potencialmente perigoso, não deve ser considerado, em si, ato inseguro. Será, no
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entanto, considerado ato inseguro, trabalhar com eletricidade ou com tais substâncias, sem a
observância das necessárias precauções.
g) só se deve classificar uma ação pessoal como ato inseguro, quando tenha havido possibilidade de
adotar processo razoável que apresente menor risco. Por exemplo: se o trabalho de uma pessoa
exigir a utilização de certa máquina perigosa, não provida de dispositivo de segurança, isso não
deve ser considerado ato inseguro. Entretanto, será considerado ato inseguro a operação de máquina

dotada de dispositivo de segurança, quando tiver sido esse dispositivo retirado ou neutralizado pelo
operador.
h) com relação aos atos de supervisão, tais como decisões e ordens de chefe no exercício de suas
funções, não devem ser classificados como atos inseguros.

4.6 CONDIÇÕES INSEGURAS

São aquelas que comprometem a segurança do trabalhador,


ou seja, falhas, defeitos, irregularidade, carência de
dispositivos de segurança, etc., que põem em risco a
integridade física e/ou a saúde das pessoas e também a
própria segurança das instalações e dos equipamentos

Caracterizam-se por situações de risco presentes no local de trabalho


que podem causar acidentes e doenças profissionais. As deficiências
apresentam-se como problemas técnicos e materiais e encontram-se
nas formas mais variada. Ocorrem por falta de planejamento,
prevenção ou omissão de requisitos essenciais relacionados a medidas
de higiene e segurança para a manutenção do ambiente físico seguro.
Exemplos de Condições Inseguras:

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Falta de proteção em máquinas e equipamentos


 Proteções inadequadas ou defeituosas
 Má arrumação e falta de limpeza
 Falta de espaço
 Instalações elétricas inadequadas
 Iluminação inadequada
 Escadas sem corrimão
 Falta de equipamentos de combate a incêndios
 Outros

Tais condições manifestam-se como deficiências técnicas, podendo apresentar-se:


a) na construção e instalações em que se localiza a empresa: áreas insuficientes, pisos fracos e
irregulares, excesso de ruído e trepidações, falta de ordem e limpeza, instalações elétricas impróprias
ou com defeitos, falta de sinalização;
b) na maquinaria: localização imprópria das máquinas, falta proteção em partes móveis e
pontos de agarramento, máquinas apresentando defeitos;
c) na proteção do trabalhador: proteção insuficiente ou totalmente ausente, roupas e calçados
impróprios , equipamento de proteção com defeito.
Maneira de se trajar no local de trabalho

È sabido que as partes móveis das máquinas formam pontos de agarramento que representam
constante fonte de perigo para o operador.

São exemplos de pontos de agarramento :

Cilindros; polias; correias; correntes; partes sobressalentes; engrenagens;

Partes que poderão ser agarradas:

Cabelos compridos e soltos; roupas soltas; camisa desabotoada; camisa de


mangas compridas; calças de boca larga; enfeites; colares; cordões;  brincos;
relógios;pulseiras;  anéis.

O calçado inadequado é também um grande problema no ambiente de trabalho porque,


geralmente, os tipos usados pelo trabalhador são desaconselháveis e ninguém está livre do perigo de
que algo pesado caia sobre os pés ou que algo perfurante ultrapasse a sola dos sapatos.

Todos os aspectos citados precisam ser observados, estudados e tratados para se conseguirem
resultados duradouros ou definido, mas algumas providências podem ser tomadas de imediato para
minimizar os riscos de acidente, como:
 Usar touca ou gorro para prender os cabelos compridos;
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 Usar a camisa abotoada e dentro da calça ;


 Usar as mangas compridas com os punhos abotoados ou, então, mangas curtas;
 Usar calças de boca estreita com as barras firmemente costuradas e sem vira;
 Usar calçados de sola de couro, fechados e baixos;
 Usar sapatos de segurança com biqueira e palmilha de aço, onde se fizerem necessários;

 Não usar quaisquer enfeites no pescoço, braços, mãos ou dedos;

 Usar roupas ajustadas no corpo, sem serem apertadas ou largas de mais.

Ordem e limpeza

É sabido que no ambiente de trabalho muitos fatores de ordem física exercem influências de
ordem psicológica sobre as pessoas, interferindo de maneira positiva ou negativa no comportamento
humano, conforme as condições em que se apresentam. Neste contexto , a ordem e a limpeza
constituem um fator de influência positiva no comportamento do trabalhador.

São fatores de ordem física: cor, luminosidade, temperatura, ruído, etc.


As pessoas que trabalham num ambiente desorganizado sentem uma sensação de mal-estar, que
poderá torna-se um agravante de um estado emocional já perturbado por outros problemas. Esse estado
psicológico poderá afetar o relacionamento dos trabalhadores e expô-los ao risco de acidentes, além de
prejudicar a produção da empresa.

Em um ambiente desorganizado, podem-se encontrar:

Passagens obstruídas com tábuas, caixotes, produtos acabados, etc.;


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Obstáculos que impedem o trânsito normal das pessoas por entre máquinas ou corredores;
Obstáculos em que se pode facilmente tropeçar ou escorregar;
Chão sujo de graxa, combustíveis ou substâncias químicas.

A limpeza, conservação e manutenção são muito importantes em se tratando de máquinas,


equipamentos , bancadas e ferramentas de uso individual, assim como as dependências de uso coletivo
merecem uma atenção especial no que se refere a esse aspecto.

Cuidados que se devem tomar com o ambiente de trabalho:

As bancadas e as máquinas devem permanecer sempre limpas e em ordem;


Os resíduos, cavacos, serragens, estopas impregnadas de óleo ou graxa devem ser colocados em
latões de lixo;
Para cada objeto deve existir um local adequado;
Os materiais devem ser armazenados de uma forma segura;
Manter desimpedido o acesso ao material de combate a incêndio;
Manter a sinalização desobstruída;
Preservar a ordem e limpeza nos refeitórios;
Manter as instalações sanitárias limpas e desinfetadas;
Conservar o vestiário limpo e organizado;

Muitos outros exemplos poderiam ser citados pois, em todos os ramos de atividade em que se
deseja realizar determinadas tarefas, num ambiente de tranqüilidade e segurança, necessitam-se de dois
fatores imprescindíveis: Ordem e limpeza.

Na caracterização de condições ambiente de insegurança (condições inseguras), deve-se levar em


consideração o seguinte:
a) indicar somente a condição ambiente que causou ou permitiu a ocorrência do acidente considerado.
Ao designar essa condição, ater-se exclusivamente a considerações relacionadas com o meio, com
todas as suas características (ambientais), e não aos aspectos ligados ás atitudes individuais.
b) na indicação de condição ambiente, fazê-lo sem considerar origem ou viabilidade de correção.
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c) não omitir a indicação de condição ambiente, apenas por ter o acidente resultado de ato inseguro ou
de violação de ordens ou instruções ou, ainda, por não se conhecer meio efetivo de eliminar o risco.
d) Os atos de supervisão, tais como decisões e ordens de chefe no exercício de suas funções, não
devem ser classificados como atos inseguros. O risco criado por tais atos deve ser classificado
como condição ambiente de insegurança (condição insegura). Assim, nenhuma ação realizada em
obediência a instruções diretas de supervisor deve ser considerada ato inseguro.
e) não indicar como condição ambiente defeito físico ou qualquer outra deficiência pessoal.
f) a condição ambiente deve relacionar-se diretamente com a espécie ou tipo de acidente e com o
agente do acidente.
g) a classificação da condição ambiente determina, em geral, automaticamente, a classificação do
agente do acidente. Assim sendo, ambos deverão ser classificados simultaneamente.

Segundo a NB-18 – ABNT

CAUSAS DO ACIDENTE

. FATOR PESSOAL DE INSEGURANÇA (Fator Pessoal) – é a causa relativa ao


comportamento humano, que leva à prática do ato inseguro.

. ATO INSEGURO – é o ato que, contrariando preceito de segurança, pode


causar ou favorecer a ocorrência de acidente.

. CONDIÇÃO AMBIENTE DE INSEGURANÇA (Condição Insegura) – é a


condição do meio, que causou o acidente ou contribuiu para a sua ocorrência

Finalizando...
. O acidente não é simples obra do acaso, podendo ser previsto.
. Todo acidente tem uma causa definida.
. Os acidentes são, em geral, os resultados de uma combinação de
fatores, entre eles, falhas humanas e falhas materiais. Grande parte dos
acidentes acontece porque os trabalhadores encontram-se
despreparados para enfrentar certos riscos.

5 – INVESTIGAÇÃO E ANÁLISE DE ACIDENTES


A finalidade principal da investigação, análise e relatório dos acidentes ocorridos na
empresa são a de buscar informações reais, estabelecer nexo entre causa e efeito e,
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fundamentalmente, encontrar e viabilizar a aplicação de medidas de controle do ambiente, com


objetivo de evitar outro acidente semelhante ao investigado e/ou de qualquer outra natureza. Essas
atividades são ferramentas importantíssimas utilizadas pela CIPA e/ou pelo SESMT, porém não são
utilizadas adequadamente e nem foram aprimoradas de tal forma que padronizassem métodos e
procedimentos que facilitassem sua aplicação e efetiva solução de problemas encontrados.

Devido às grandes transformações, questionamentos e descobertas mundiais


recentes, relacionadas à qualidade (sob o aspecto geral), a tarefa de analisar
acidentes vem sofrendo alterações nas suas formas, conceitos e estratégias.
Suas conclusões, a partir da utilização de instrumentos mais adequados,
como por exemplo, arvore de causas, da universalização da informação, da
redefinição de papéis e posturas gerenciais, etc., melhoraram bem a tarefa
de buscar as reais causas dos acidentes e suas respectivas medidas de
controle mais adequadas.

É importante verificar que, à medida que essa nova metodologia e compreensão ganham corpo e se
difunde, a intervenção no ambiente de trabalho modifica-se radicalmente, deixando-se de lado o
enfoque da condição insegura e do ato inseguro para fatores ligados ao ato de gerenciar. Tal fenômeno
facilita a compreensão de que, se existem condições inadequadas, importante é saber por que elas
existem; por que elas se manifestam desta forma e não da forma correta. Quando isso é feito sem se
preocupar com nomes ou com cargos, mas exclusivamente com os fatos em si e com suas diversas
conexão, fica evidente a necessidade de modificação da forma como o trabalho ali se organiza e se
realiza.

O quadro abaixo mostra o que ocorre ainda, na prática, na maioria das empresas e o que está sendo
adotado nas empresas que incluirão conceitos de qualidade nos processos e programas de segurança.

MODELO ANTIGO NOVO MODELO


As análises estão centradas na busca dos As análises são feitas com os recursos
fatores causais (ato inseguro ou condição empregados nos programas de TQC. Com
insegura), desvinculados dos fatores isso, há maior participação do grupo,
componentes da essência da organização uniformização da linguagem e convergência
do trabalho (métodos e processos de de idéias e conceitos.
trabalho).
As análises não são feitas com base numa A preocupação com os atos e condições
unidade lógica de pensamentos, objetivos e inseguras cede lugar a outras
critérios técnicos e conceituais definidos ecompreensões, notadamente aquelas
de domínio de todos os envolvidos. ligadas à própria organização e às
condições de trabalho.
As análises raramente levam em conta a O papel desempenhado pelo acidentado no
vivência e experiência dos trabalhadores, a desencadeamento do acidente passa a ser
não ser para responsabilizá-lo pelos encarado e compreendido como resultante
próprios acidentes. da maneira pela qual o trabalho é
organizado, executado, acompanhado e
avaliado. O comportamento do trabalhador
passa a ser visto e entendido como
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conseqüência e não como causa do


acidente.
Há fortes tendências de vincular os fatos Decresce a preocupação dos gerentes de
(causas) às pessoas, estimulando áreas em se eximirem da responsabilidade
posicionamentos pessoais, carregados de e culpa pelo acidente, bem como de
defesas individuais e corporativistas. transferir tal responsabilidade ao
trabalhador, na figura do ato inseguro e de
outras manifestações unilaterais de
natureza nitidamente pessoal e anti-
científica.
Há uma preocupação, em muitos casos, em As conclusões das análises denotam a
culpar as vítimas pelos acidentes que as preocupação de todos os envolvidos nos
vitimara, numa clara tentativa de livrar a fatos com o bem-estar das pessoas e com a
empresa de qualquer responsabilidade. saúde da empresa.
O acidente é visto simplesmente como O acidente passa a ser visto como
culpa da empresa ou do trabalhador resultante de trabalho malfeito; mal-
planejado; mal-executado e, principalmente,
mal-dirigido.

É importante verificar que, à medida que essa nova metodologia e compreensão ganham corpo e se
difunde, a intervenção no ambiente de trabalho modifica-se radicalmente, deixando-se de lado o
enfoque da condição insegura e do ato inseguro para fatores ligados ao ato de gerenciar. Tal fenômeno
facilita a compreensão de que, se existem condições inadequadas, importante é saber por que elas
existem; por que elas se manifestam desta forma e não da forma correta. Quando isso é feito sem se
preocupar com nomes ou com cargos, mas exclusivamente com os fatos em si e com suas diversas
conexões, ficam evidentes a necessidade de modificação da forma como o trabalho ali se organiza e se
realiza.

Outro fator importante a ser considerado na investigação e análise de acidentes, são as outras
destinações que se podem dar aos seus resultados. Até bem pouco tempo atrás, os resultados dessas
atividades não passavam as fronteiras do local da ocorrência dos acidentes, com raras exceções. Hoje,
porém, esse quadro é bastante diferente: dependendo da situação, vira matéria de imprensa, com os
conseqüentes danos à imagem da empresa; viram instrumentos de luta sindical ou peças de inquérito
judicial e extrapolam as fronteiras da empresa, da mesma forma.

Os conflitos surgidos em decorrência da discordância na conclusão e definição das causas de acidentes


no trabalho, levantados através de sua investigação e análise, têm, na maioria das vezes, origem em:

a) Falta de conhecimento preciso por parte das pessoas envolvidas na


condução da investigação e análise dos verdadeiros objetivos e das
estratégias necessárias a uma análise criteriosa de um acidente de
trabalho;

b) Desinformação acerca do destino que se pretende dar às informações


obtidas através da investigação e análise do acidente;
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c) Crença de que a definição de responsabilidade pelo gerenciamento das


condições do trabalho onde o acidente tenha ocorrido implica desgaste
da imagem, do prestígio, da credibilidade, além da segurança dos
envolvidos e mesmo da empresa como um todo;

d) Falta de uma planificação criteriosa para o Setor de Segurança do


Trabalho, onde estejam definidos com clareza os objetivos, metas, papéis,
atribuições, responsabilidades, etc.;

e) Por não constarem de suas atribuições as questões acidentárias, o gerente,


além de não dispor de informações suficientes para a condução correta da
questão, criam, intencionalmente ou não, obstáculos ao trabalho das equipes
do SESMT ou da CIPA.

5.1 INVESTIGAÇÃO DE ACIDENTES

É uma atribuição da CIPA e do SESMT da empresa.


Tem por objetivo descobrir as causas de um acidente, estudá-las e propor medidas que eliminem ou
neutralizem essas causas, evitando, assim, acidentes semelhantes ou de mesma natureza.

Para se investigar o acidente deve ser formada uma comissão ou através da CIPA ou uma outra
comissão sempre com a participação da CIPA. Quando não houver CIPA, um grupo específico deve ser
composto para analisar o ocorrido.
É importante para a credibilidade da comissão, nunca procurar o culpado, mas sim descobrir as causas
que levaram a concretizar o acidente.

5.1.1 Passos que devem ser seguidos numa investigação:

Coleta de dados – Possibilita a identificação da área, atividade, máquina,


material, etc., causador do acidente;

Registro – Os dados devem ser registrados em formulários próprios;

Análise dos fatos – Compreendem o exame do ocorrido e a ponderação dos efeitos sobre os
indivíduos, o grupo e a produção;

Proposição de Medidas – Medidas que devem ser propostas para que o fato não se repita;

Verificação dos resultados – Acompanhar a aplicação das medidas, verificando os resultados obtidos.

- O local da ocorrência deve permanecer sem alteração, para que as condições do momento do
acidente sejam perfeitamente identificadas pela comissão encarregada da investigação do mesmo.
Essa comissão deverá ser nomeada pelo presidente da CIPA, dela fazendo parte o encarregado do setor
onde ocorreu o acidente, membros da CIPA e membros do SESMT.
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- Até a chegada da comissão, o encarregado deve iniciar a coleta de dados que servirão como
ponto de partida para um exame pormenorizado.
5.1.2 Roteiro Básico na investigação

Podem-se utilizar as perguntas seguintes:

• O que fazia o trabalhador no momento imediatamente anterior à ocorrência?


• Como aconteceu?
• Quais foram às conseqüências?
• Quais as causas que contribuíram direta ou indiretamente para a ocorrência do
acidente?
• Quando ocorreu? (data e hora)
• Onde ocorreu? (especificando o setor ou seção)
• Quanto tempo de experiência na função tinha o acidentado?

Importante: Na medida do possível, o acidentado deve ser envolvido na investigação do acidente.

5.2 ANÁLISE DE ACIDENTES

É o estudo do acidente para a pesquisa das causas, circunstâncias e conseqüências.


Devem-se apurar os seguintes fatores:

5.2.1 Sede da Lesão ou Localização da Lesão (Parte do corpo atingida)

É a parte do corpo onde se encontra a lesão: crânio, olhos, face, mão, dedo, tornozelo etc.

A determinação do local da lesão é muito importante, porque às vezes a identificação do agente da


lesão somente se dá por meio de sua localização. No acompanhamento estatístico por sua

Identificação e pelo estudo de acidentes ocorridos nos mesmos pontos pode-se localizar a
existência de certa condição insegura ou ato inseguro. Também tem importância para efeitos

Legais, decorrentes das leis previdenciárias.

5.2.2 Natureza da Lesão

É a expressão que identifica o acidente segundo suas características, relacionando-o às


providências médicas: corte, contusão, perfuração, escoriação, contusão, queimadura, etc.

No relatório de acidente deve constar o tipo de lesão ocorrida. As lesões que mais comumente
acontecem são:
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• contusão – decorrente de um traumatismo sobre qualquer região do organismo, sem que ocorra
rompimento da pele;

• escoriação – pode ser considerada uma contusão de menor intensidade;

• entorse – ocorrida na articulação dos ossos e provocada por um movimento anormal ou


exagerado, mas que não chega a ocasionar luxação;

• luxação – ocorre quando os ligamentos de uma articulação óssea são forçados além do normal e
os ossos articulados ficam fora de posição;

• fratura – quando ocorre a quebra de um osso do esqueleto humano. Ela pode ser simples, sem
ferimento da pele , ou exposta, com ferimento através do qual o osso fica exposto;

• ferimento – ocorre rompimento da superfície da pele dando origem a uma hemorragia;

• queimadura – lesão produzida nos tecidos pela ação do calor;

• corte – ferimento com rompimento de pele, em sentido paralelo à mesma, provocado por objeto
em forma de lâmina;

• perfuração – ferimento com rompimento de pele, parecido com o corte, porém mais profundo,
provocado por objetos em forma de lâmina, pontiagudos ou sob intenso impacto.

5.2.3 Agente da Lesão

É aquilo que, em contato com a pessoa, determina a lesão.

Em uma investigação, depois de identificada à parte do corpo lesada, procura-se


conhecer aquilo que em contato com a pessoa provocou a lesão, isto é, busca-se
determinar o agente ou fonte da lesão.

Os agentes podem ser os ácidos e outros produtos químicos, uma ferramenta, parte de uma
máquina, incandescentes e ou excessivamente quentes, arestas cortante, corrente elétrica, superfícies
abrasivas, etc.
A determinação do agente da lesão é um dado fundamental na investigação de acidentes.

5.2.4 Acidente Tipo


É a maneira como as pessoas sofrem a lesão, isto é, como se dá o contato entre a pessoa e o

Objeto causador da lesão, seja este contato violento ou não. Ex.: batida por, batida contra,
quedas, exposição a, etc.

5.2.5 Fator pessoal de insegurança


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As pessoas, pelo seu modo de agir, como indivíduos ou profissionais, cometem atos inseguros
e/ou criam condições inseguras, ou colaboram para que elas continuem existindo. Devem ser apurados
e anotados no relatório de acidente os fatores pessoais que estiveram presentes no momento em que ele
ocorreu. Esses fatores de insegurança ficam evidentes quando o indivíduo apresenta desconhecimento
dos riscos de acidentes, treinamento inadequado, falta de aptidão ou interesse pelo trabalho, excesso de
confiança , incapacidade física para o trabalho, etc.

A análise completa de um acidente deve envolver:

a) identificação da empresa; do funcionário e das condições de trabalho.

b) investigação do acidente: agentes do acidente, fonte, natureza e localização da lesão, etc.

c) comunicação do acidente: à empresa e ao INSS (CAT).

d) registro e estudo dos acidentes e acidentados: através do cadastro dos acidentados, medidas
de segurança, cálculos de dias perdidos e debitados, estudos estatísticos.

Uma vez identificadas as causas e listadas as recomendações, é importante que se estabeleça a


responsabilidade para implementar as recomendações, bem como determinar uma data de conclusão.
Deve haver um sistema de monitorização das recomendações.
É de suma importância que o relatório seja devidamente arquivado para consultas posteriores.

Sugestão de Códigos para análise de acidentes

Localização da lesão
1 – Abdômen
2 – Braços, cotovelo, antebraço
3 – Cabeças, ouvido, face, pescoço
4 – Coluna
5 – Coxa
6 – Dedos dos pés
7 – Dedos das mãos
8 – Flancos (região lateral do corpo)
9 – Joelhos
10 – Mãos
11- Olho
12 – Ombro
13 – Pés, Perna
14 – Punho
15 – Quadris
16 – Regiões inguinais
17 – Tórax
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18 – Outros (descrever)

Natureza da lesão
1 – Cortante
2 – Contusão
3 – Distensão
4 – Entorse ou luxação
5 – Escoriação
6 – Fratura
7 – Irritações oculares
8 – Perfurante
9 – Queimadura
10 – Outros (descrever)

Agente causador da lesão


1 – Ar comprimido
2 – Eletricidades, aparelhos, instalações e outros
3 – Ferramentas elétricas e pneumáticas
4 – Ferramentas manuais
5 – Gases e vapores sob pressão
6 – inflamáveis
7 – Máquinas, ponto de operação, transmissão e outros
8 – Motores elétricos, turbinas e outros
9 – Móveis: mesas, armários, prateleiras, portas e outros
10 – Peça ou material em processo
11 – Piso, escada, plataforma, rampa e outros
12 – Poeira, explosão – alérgica e abrasiva
13 – Produtos químicos – ácido cáustico, gás e outros
14 – transportes de materiais em geral
15 – Veículos – passageiros, carga e particular
16 – Outros (descrever)

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Acidente tipo
1 – Batida contra objetos, peças e materiais
2 – Batida por objetos, peças e materiais
3 – Contato com produtos químicos
4 – Contato com temperaturas extremas
5 – Contatos com eletricidade
6 – Esforço excessivo ou de mau jeito
7 – Escorregões ou tropeções
9 – Manuseio de ferramentas
10 – Prensamento entre objetos, peças e materiais
11 – Queda de objetos
12 – Queda de pessoa
13 – Outro (descrever)
Fatores pessoais
1 – Atitude imprópria (incluem-se motivos psicológicos)
2 – Conhecimento ou treinamento insuficiente
3 – Desconhecimento do risco
4 – Má interpretação do perigo
5 – Negligência
6 – Outros (descrever)
Atos inseguros
1 – Atos inseguros de terceiros
2 – Carregar, manusear ou dispor materiais de modo inseguro
3 – Deixar de usar EPI ou usá-lo incorretamente

4 – Distrair-se , brincar, abusar do perigo


5 – Limpar, lubrificar ou ajustar máquinas em movimento
6 – Manipular, misturar produtos químicos de maneira imprópria
7 – Operar máquinas ou outro equipamento sem habilitação ou
autorização
8 – Tentativa de ganhar tempo
9 – Trabalhar com dispositivo de segurança neutralizado ou alterado
10 – Trabalhar com excesso de velocidade ou sobrecarga
11 – Usar as mãos como ferramenta
12 – Usar ferramentas inadequadas ou em más condições
13 – Usar roupas inadequadas, pulseiras e anéis
14 – Outros (descrever)

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Condições inseguras
1 – Defeito na máquina, no equipamento, na edificação, etc.
2 – Falta ou inadequação de EPI/ EPC
3 – Iluminação e ventilação inadequadas
4 – Instalações elétricas defeituosas ou em mau estado
5 – Má arrumação, falta de espaço, mau empilhamento
6 –Máquina ou equipamento com proteção inadequada ou sem
proteção
7 – Método inseguro de trabalho
8 – Piso inseguro – escorregadio, esburacado, desnivelado, e outros
9 – Ruído, frio, calor excessivo e poeiras
10 – Sinalização insuficiente ou inexistente

5.3 INVESTIGAÇÃO DE ACIDENTES PELO MÉTODO DA ÁRVORE DE CAUSAS

A seguir será apresentada a metodologia da Árvore de Causas para a investigação de acidentes sob
uma configuração básica, uma vez que este processo é muito complexo e exigiria mais espaço para o
assunto.

Para utilizar a Metodologia da Árvore de Causas, deve-se responder à pergunta Por quê? a partir da
conseqüência da doença ou do acidente de trabalho. A cada resposta obtida deve-se repetir a pergunta
seqüencialmente, até que não seja mais possível ou não se consiga mais responder o porquê da última
constante da cadeia.

Muitas vezes abrem-se duas ou mais respostas para cada causa avaliada. Desta forma, abrem-se duas
ou mais linhas explicativas, formando a cadeia explicativa ou a árvore de causas da doença/acidente
analisado. As causas levantadas devem ser unidas através de linhas que demonstram a relação entre
elas.

Depois de desenhada a Árvore de Causas, identificam-se as mudanças necessárias no ambiente /


processo de trabalho, que podem prevenir doenças / acidentes semelhantes.

Modelo de Árvore de Causas (Esboço)

Acidente

Causa Causa

Causa Causa Causa

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Causa Causa Causa

Causa Causa

Caso João Luiz


João Luiz era um velho empregado da Companhia – quarenta anos de idade, dez anos de casa, trabalhando na manutenção
de correias transportadoras há mais de dez anos e fazendo esse serviço com toda competência. Não costumava faltar ao
trabalho e nem era dado a qualquer tipo de vício. Conhecia seu trabalho como ninguém e o executava sem a necessidade de
acompanhamento do seu supervisor.
De repente, sem razão aparente, João começou, no terceiro turno, a se ausentar do posto de trabalho, a princípio por
espaços pequenos de tempo, depois por tempos mais longos. O supervisor, a par da situação, chamou João e manteve com
ele uma conversa franca. “O que está acontecendo, rapaz? Você nunca teve essa conduta anteriormente”. João não lhe
acrescentou muita coisa; disse apenas que estava muito cansado e que as “fugas” do trabalho eram para tirar uma pequena
“soneca”, sem o que não teria condições de virar o turno.
Nos dias seguintes, o quadro se repetiu. O supervisor, impaciente, com a situação, advertiu João, fazendo-o assinar uma
advertência. Nas duas semanas seguintes João melhorou um pouco, mas depois voltou do mesmo jeito que estava. O
supervisor, preocupado com o problema, sabendo que o trabalho oferecia risco de acidente e que o mesmo era
imprescindível à continuidade do sistema operativo, transferiu a situação para sua chefia imediata, através de memorando,
com os dizeres: “Estou-lhe passando uma situação, a meu ver, grave, porque, a persistir, a continuidade do trabalho será
afetada”, descrevendo, em seguida, o ocorrido.
O chefe devolveu o problema ao supervisor, informando-lhe que o controle era dele, que tomasse a decisão que lhe
parecesse melhor. Enquanto a situação não se resolvia, João, com medo de perder o emprego, “força a barra”, trabalhando
mesmo com sono. Descuida-se, coloca a mão nos roletes da correia, sofrendo um grave acidente com esmagamento da mão
e com conseqüente amputação.

Informações colhidas após o acidente:


João estava enfrentando problemas com o filho de 16 anos, envolvido com drogas e expulso da escola; A mulher, aflita com
a situação do filho, adoecera seriamente; A maior parte do salário de João estava sendo desviada para cobrir despesas
extras; Nos horários de folga, João estava bebendo muito, como meio de aliviar a tensão.

Questão 01 – Qual a causa principal (imediata) do acidente e as causas secundárias?

Questão 02 – Cite 02 medidas para evitar acidente semelhante.

Questão 03 – Resuma o ocorrido em apenas duas linhas

Numa discussão por motivos de trabalho um operador atirou no seu encarregado com um revolver
calibre 38, atingindo-o no braço esquerdo. Pergunta-se:
a) Qual a sede da lesão?

b) Qual a Natureza da lesão?

c) Qual o Agente da lesão?

d) Qual o Acidente Tipo?

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6 – ESTATÍSTICAS
É fundamental, diante de um acidente ocorrido, a busca das suas causas e a proposição de
medidas para que acidentes semelhantes possam ser evitados. Quando se tem este propósito, qualquer
acidente, grave ou leve, é rico em informações.

Ao estudo dos acidentes está ligada a necessidade da emissão de documentos que descrevam o
acidente e suas causas, a elaboração de gráficos que evidenciem a “segurança” no ambiente de
trabalho, bem como para que se possam comparar os dados a padrões estabelecidos, no período de um
ano ou mês da própria empresa ou a outras do mesmo ramo de atividade. As medidas prevencionistas
decorrentes da análise devem ser comunicadas pela CIPA e/ou SESMT sob a forma de relatórios e
sugestões.

A seguir, são apresentadas considerações sobre documentos e conceitos que fundamentam a


análise dos acidentes.

6.1 Acidente sem afastamento

É o acidente em que o acidentado pode exercer sua função normalmente, no mesmo dia do
acidente ou no dia seguinte, no horário regulamentar. Portanto, não entra nos cálculos das taxas de
freqüência e gravidade.

6.2 Acidente com afastamento

É o acidente que, devido à sua gravidade, provoca a incapacidade temporária, incapacidade


permanente ou morte do acidentado.

Incapacidade temporária - É a perda total da capacidade de trabalho por um período limitado de


tempo, nunca superior a um ano. Ocorre nos casos em que o acidentado, depois de algum tempo
afastado do serviço, volta ao mesmo, executando suas funções normalmente como o fazia antes do
acidente.

Incapacidade parcial e permanente - É a diminuição, pelo resto da vida, da capacidade de trabalho,


que sofre redução parcial e permanente.
Exemplo: perda de um dos olhos, perda de um dos dedos.

Incapacidade total e permanente - É a invalidez incurável, quando o acidentado perde a capacidade


total para o trabalho.
6.3 Dias perdidos

Trata-se dos dias em que o acidentado não tem condições de trabalho por ter sofrido um acidente
que lhe causou uma incapacidade temporária. Conta-se de forma corrida, inclusive domingos e
feriados, a partir do dia seguinte ao do acidente até o dia da alta médica.

6.4 Dias debitados


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Considerados nos casos em que ocorre incapacidade parcial permanente, ou incapacidade total
permanente, ou morte. A tabela que fornece os dias debitados está no item 4.4.4 da NB-18 da ABNT.

6.5 Taxa de Freqüência

Com os números de acidentes, de dias perdidos, de dias debitados e de horas/homem trabalhadas


no período, podem ser calculados dois valores que possibilitarão mais alguns elementos para a análise
dos acidentes: a taxa de freqüência e a taxa de gravidade.

A taxa de freqüência de acidente – TFA representa o número de acidentes com perda de tempo que
pode ocorrer em cada milhão de horas/homem trabalhadas.

A fórmula é a seguinte:

Número de acidentes
TFA = Com perda de tempo x 1.000.000
horas/homem trabalhadas

Exemplo: Se numa fábrica houve, em um mês, cinco acidentes e nesse mês foram trabalhadas 100 000
horas, o cálculo será feito da seguinte maneira:
TFA = 5 x 1.000.000 TFA = 50
100 000

Isto significa que quando a empresa atingir 1.000.000 de horas/homem trabalhadas, se


nenhuma providência for tomada, terão ocorrido 50 acidentes.

6.6 Taxa de Gravidade

A taxa de gravidade dos acidentes – TGA representa a perda de tempo que ocorre em
conseqüência de acidentes em cada milhão de horas/homem trabalhadas.
A fórmula é a seguinte:

TGA = (dias perdidos + dias debitados) x 1.000.000


Horas/ homem trabalhadas

Diante de cada acidente deve-se verificar se ele se enquadra na tabela de dias debitados. Em
caso positivo, considerar os dias debitados da tabela para cálculo do TGA: em caso negativo,
considerar, para aquele acidente, os dias perdidos.

Exemplo: Numa fábrica ocorreram cinco acidentes sendo cada um, respectivamente, com
• 15 dias perdidos;
• 03 dias perdidos;
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• 02 dias perdidos;
• 10 dias perdidos;
• 600 dias debitados (uma lesão com perda do polegar).
TGA = (30 – 600) x 1000 000 = 630 x 1000 000 TGA = 6 300
100 000 100 000
Isto significa que esta empresa, ao atingir 1.000.000 de horas/homem trabalhadas, se
nenhuma providência for tomada, terá uma perda de tempo equivalente há 6 300 dias.

6.7 Cadastro de acidentes

Numa empresa, podem existir os controles de qualidade, de produção, de estoques, etc. devendo
haver, também, o de acidentes. Um cadastro de acidentes deve colocar em destaque as áreas da
empresa em que ocorrem acidentes, os tipos de lesão, acidentes por idade dos acidentados e outros
aspectos de interesse para a análise dos acidentes.

Deve-se , com essa análise, ao mesmo tempo em que se atendem aos aspectos legais, buscar
direcionar os esforços dos órgãos da empresa encarregados de resolver problemas de segurança.

6.8 Medidas de Segurança a serem adotadas

Com os dados obtidos na análise dos acidentes, com o registro dos fatos que envolvem os acidentes
e das conseqüências dos mesmos, é possível ao setores encarregados da segurança do trabalho na
empresa procurar as soluções imediatas ou de médio prazo, com o fim de evitar que os infortúnios se
repitam.

Assim, podem ser realizadas inspeções extras de segurança para identificar causas de acidentes que
não eram conhecidas.

Além das verificações técnicas e das soluções materiais, há providências relacionadas com o
esclarecimento dos trabalhadores a respeito de problemas novos ou de fatos desconhecidos que podem
concorrer para a efetivação de infortúnios.

A análise do acidente ocorrido deve proporcionar ensinamentos que, bem aplicados, possam
eliminar atos inseguros e condições inseguras, e mesmo aqueles problemas, nem sempre fáceis de
identificar, como, por exemplo, a existência de fator pessoal de insegurança.

A CIPA e o SESMT têm participações importantes na adoção de medidas que se tornam


convenientes depois de realizada a análise de um acidente.

7 – RELAÇÕES HUMANAS
7.1 - O INDIVIDUO E O SEU PROCESSO DE COMUNICAÇÃO

Comunicar é tornar comum uma mensagem por meio de códigos verbais e não verbais.

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À primeira vista parece fácil, entretanto, tanto quanto são importantes, é difícil o
estabelecimento das comunicações eficientes entre as pessoas.

ELEMENTOS INDISPENSÁVEIS PARA A QUALIDADE DA COMUNICAÇÃO HUMANA


a) Dar e receber feedback
b) Impedir que os ruídos externos e internos distorçam a mensagem;
c) Conter a própria hostilidade;
d) Prestar atenção às idéias;
e) Usar o julgamento da razão e não de valores;
f) Ser flexível;
g) Ouvir a mensagem completa;
h) Resistir às distrações;
i) Procurar entender o ponto de vista do outro;
j) Deixar de lado preconceitos e preferências.

TIPOS DE COMUNICAÇÃO

Verbal:
Palavra falada ou escrita. Tem limitações.

Não Verbal:

Expressão facial;
Movimento dos olhos;
Trejeitos e movimentos de cabeça;
Postura e movimentos do corpo;
Componentes não verbais da voz;
Aparência.

Nas relações interpessoais, tanto os elementos verbais como os não verbais são importantes
para que o processo de comunicação se complete.

Um dos problemas que atrapalha o processo de comunicação é a tendência natural das pessoas
de julgarem as outras a partir de suas próprias referências e valores. A EMPATIA é a capacidade
manifestada por uma pessoa de sentir o que sentiria se estivesse na situação da outra e se constitui em
um elemento fundamental para a comunicação entre as pessoas.

7.2 - RELACIONAMENTO SADIO NO CONTEXTO DO TRABALHO

As pesquisas na área comportamental confirmam que a qualidade e produtividade do grupo de


trabalho estão na qualidade de relacionamento de seus membros e que são manifestas pela coesão,
cooperação e harmonia no grupo. Essas maneiras de interagir com o outro facilitam as tarefas
conjuntas.
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Desenvolvimento de habilidades especiais:

a) Discernimento (bom senso):


É distinguir as partes de um todo, tomando decisões com base na análise consciente dos fatos;

b) Empatia:
É colocar-se psicologicamente e, em sentimento, no lugar do outro;

c) Auto-estima:
É a força viva que nos leva a um maior ou menor estado de motivação. É gostar e estar contente
consigo mesmo;

d) Afetividade:
É a aproximação entre pessoas quando demonstram o mesmo valor e natureza igualitária
(exemplo: conversar informalmente, aproximar-se, interagir pela alegria);
e) De pensar, agir e reagir
De forma flexível, adaptando-se às necessidades do meio;

f) De negociar
Para fazer o outro aderir as suas idéias planos, objetivos e crenças no trabalho.
Desenvolvendo habilidades especiais:
A liderança nas organizações assume uma nova dimensão. O verdadeiro líder,’sente e
“transforma” as necessidades dos seus liderados.

7.3 - INDIVIDUO E SEU PROCESSO DE MUDANÇA PESSOAL

As organizações têm sido desafiadas a se adaptar a um mundo novo e a figura central desse
cenário são as pessoas. Neste contexto, a mudança de postura é um elemento básico para que nos
reajustemos nova realidade, embora “mudar” nem sempre seja uma experiência agradável. É um
processo dinâmico que requer paciência capacidade analítica e persistência.

Por que resistimos?

Porque implica em sairmos da nossa área de conforto e entrarmos em contato com as nossas
dificuldades pessoais. E a capacidade de enfrentar os nossos medos. Os nossos medos infundados ou
reais. Os nossos medos emprestados ou desconhecidos.

Esses medos podem ser paternais, físicos, intelectuais, espirituais ou interpessoais e foram
adquiridos ao longo da construção da história da vida de cada um. O importante nesse contexto é
conhecê-los e enfrentá-los.

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O ser humano cresce a partir do momento em que optar sair da área de conforto e conviver com
as ameaças e incertezas, tendo em vista que a mudança é inevitável e independe da nossa vontade, mas
o crescimento a transformação neste processo é opção pessoal.

Quando o indivíduo for autêntico em suas relações de trabalho e encontrar abrigo nas
verdadeiras equipes e líderes, haverá espaço para emergimos mais genuínos sentimentos humanos
como auto-afirmação, integração, racionalidade e intuição lógica e emoção, tecnologia e humanismo,
razão e coração.

8 - RISCOS PROFISSIONAIS

8.1- Agentes físicos

Os riscos profissionais provocados por agentes físicos são representados por fatores ambientais
de trabalho, tais como iluminação, vibração, radiação, ruído, calor e frio, que de acordo com as
características do posto de trabalho, podem causar danos à saúde.

8.1.1 - Iluminação

A iluminação deficiente ou o seu excesso, além de interferir na qualidade final do serviço e


criar situações de emergência das quais provêm às ocorrências de acidentes, causa também a redução
da capacidade visual, devido ao esforço de fixação da imagem ou à contração, nos casos de excesso de
iluminação.

8.1.2– Vibração

Os problemas físicos motivados pela vibração aparecem, na grande maioria dos casos, após
logo tempo de exposição. Nos casos de vibração de todo o corpo podem aparecer problemas renais e
casos de dores fortes na coluna.
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As vibrações localizadas nos braços e mãos provocam deficiências nas articulações e


problemas circulatórios.

8.1.3 – Calor

Os trabalhadores expostos a atividades de fundição, siderurgia, indústrias de vidro a céu aberto


e outras, são os mais propensos a problemas como insolação, intermação, cãibras e, em alguns casos,
problemas com o cristalino do globo ocular, mais conhecidos como catarata. Convém esclarecer que os
fatores comentados, geralmente, aparecem devido à exposição excessiva ao calor.

Paralelamente ao calor podem-se acrescentar as chamadas radiações ultravioletas, que estão presentes,
principalmente, nas operações de fusão de metais em alta temperatura, nos casos de solda elétrica, etc.
Como os seus efeitos são térmicos, podem provocar queimaduras, inflamações nos olhos (casos de
conjuntivite) , conforme o tempo de exposição.

Além das radiações ultravioletas, há também as radiações ionizantes, que podem provocar
anemias, leucemia e até outros tipos de câncer. Esse tipos de doenças podem ser decorrentes de
atividades que envolvam o uso de aparelhos especiais e materiais radioativos, tais como radiografias
industriais de controle, aparelhos de raios-X, etc.

8.1.4– Ruído

Certas máquinas, equipamentos ou operações produzem um ruído agudo e constante, em níveis


sonoros acima da intensidade, conforme legislação específica. De acordo com a duração de exposição
no ambiente de trabalho, esses níveis sonoros provocam, em princípio, a irritabilidade ou uma
sensação de ouvir o ruído mesmo estando em casa. Com o passar começa a falar mais alto perguntar
contentemente por não ter entendido. Este é o início de uma surdez parcial que, com o tempo, passará
a ser total e irreversível.

NR-15- Limites de tolerância para ruído contínuo ou intermitente


Nível de ruído Máxima exposição diária
(dB) permissível
85 8 horas
86 7 horas
87 6 horas
88 5 horas
89 4 horas e 30 minutos
90 4 horas
91 3 horas e 30 minutos
92 3 horas
93 2 horas e 40 minutos
94 2 horas e 15 minutos
95 2 horas
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96 1 hora e 45 minutos
98 1 hora e 15 minutos
100 1 hora
102 45 minutos
104 35 minutos
105 30 minutos
106 25 minutos
108 20 minutos
110 15 minutos
112 10 minutos
114 8 minutos
115 7 minutos
8.1.5 – Frio

Os casos mais comuns de doenças que se destacam pela ação do frio são as queimaduras pelo
frio, gripes, inflamações das amídalas e da laringe, resfriados, algumas alergias, congelamento nós pés
e mãos e problemas circulatórios.

Geralmente essas ocorrências predominam em empresas do ramo da industrialização de


pescados, frigoríficos, indústria de alimentos congelados, etc.

8.2 – Agentes químicos

Os agentes químicos que podem causar doenças profissionais são encontrados nas formas
gasosa , líquida e sólida e, quando absorvidos pelo nosso organismo, produzem, na grande maioria dos
casos, reações chamadas de venenosas ou tóxicas.

Há três vias básicas de penetração dos tóxicos no corpo humano:

respiratória
cutânea
digestiva

Um agente químico ao ser absorvido; tanto pelas vias respiratória, cutâneas ou digestivas, pode
depositar-se em qualquer órgão do corpo humano. Alguns metais como o cobre e o mercúrio podem
fixar-se nos rins , criando uma insuficiência renal. Outro caso é o monóxido de carbono, que afeta as
células do coração . Nas intoxicações por chumbo, monóxido de carbono, arsênico e tálio ocorrem
problemas neurológicos .

8.2.1 – Intoxicação através das vias respiratórias

Nas operações de um produto original pelo processamento industrial, dispersam-se na


atmosfera algumas substâncias nocivas como gases, vapores, névoa, gotículas, fumos, poeiras,
fumaças, etc.

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Esses elementos penetram no organismo pelas vias respiratórias, atingindo desde as vias aéreas
superiores até os alvéolos e o tecido conectivo pulmonar, provocando casos de asma, bronquites e
pneumoconiose (alteração da capacidade respiratória devido à inalação de poeiras).

8.2.2 – Intoxicação através das vias cutâneas

A pele tem várias funções, sendo a principal delas a proteção contra as agressões externas.
Entretanto, há vários grupos de substâncias químicas que penetram, principalmente, pêlos poros. Desta
maneira, algumas substâncias e vapores têm o poder de fixarem-se no tecido adiposo subcutâneo.

Uma vez absorvida, a substância tóxica entra na circulação sangüínea, provocando alterações, que
poderão criar quadros de anemia, alterações nos glóbulos vermelhos e problemas na medula óssea .
O fígado, por exemplo, tem propensão a assimilar o chumbo, mercúrio, arsênico, etc. O
benzeno fixa-se na medula óssea e pode provocar leucemia .

A substância tóxica, uma vez fixada no órgão de afinidade, inicia distúrbios no organismo, levando
muitas vezes , a sérios prejuízos à saúde.

8.2.3 – Intoxicação através das vias digestivas

Normalmente, a ingestão de substâncias tóxicas pode ser considerada um caso acidental.


Portanto, poucos são os casos de doença profissionais citados dentro dessas condições.

Os poucos casos encontrados são de manifestação dentária, da mucosa ao longo do tubo


digestivo e do fígado. Certos hábitos tais como roer as unhas ou limpá-las com os dentes são as
principais causas de ingestão de substâncias tóxicas.

8.3 – Agentes biológicos

São microrganismos presentes no ambiente de trabalho, como as bactérias, fungos, vírus,


bacilos, parasitas e outros.

Esses agentes biológicos são visíveis apenas ao microscópio, sendo capazes de produzir
doenças, deterioração de alimentos, mau cheiro, etc.

Apresentam muita facilidade de reprodução, além de contarem com diversos processos de


transmissão.

Os casos mais comuns de manifestação são:

Nos ferimentos e machucaduras podem provocar infecção por tétano;


Hepatite, tuberculose, micoses da pele, etc., que podem ser levados por funcionários
contaminados para o ambiente de trabalho;
Diarréias causadas pela falta de asseio e higiene em ambientes de alimentação.

8.4 – Agentes ergonômicos 53


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Os agentes ergonômicos causadores de doenças se caracterizam por atitudes e hábitos


profissionais prejudiciais à saúde, os quais podem se refletir no esqueleto e órgãos do corpo. A
adoção desses comportamentos no posto de trabalho pode criar deformações físicas, atitudes
viciosas, modificações da estrutura óssea, etc.

A utilização de um grande número de ferramentas de forma constante e a pressão exercida sobre


algumas partes do corpo criará diversos tipos de doenças profissionais, entre as quais podem ser
citadas as hidrartroses e cifoses, no caso de costureiros; artrite crônica nos membros superiores, no
caso de marceneiros; escolioses, nos tecedores à mão, pintores, etc.; neoformações cartilaginosas
atribuídas aos martelos pneumáticos, etc.

8.5 – Risco de acidentes

Os agentes mecânicos são responsáveis por uma série de lesões nos trabalhadores, como cortes,
fraturas, escoriações, queimaduras, etc. As máquinas desprotegidas, pisos defeituosos ou
escorregadios, os empilhamentos precários ou fora de prumo são exemplos desse risco.

8.6 – Conclusão

É importante destacar que nem todos os produtos ou agentes aqui comentados e presentes no
ambiente de trabalho irão causar, obrigatória e imediatamente, prejuízos à saúde.

Para que haja danos à saúde é necessário que se tenha a combinação de vários fatores, como
por exemplo: o tempo de exposição, a possibilidade de a pessoa absorver as substâncias químicas
ou biológicas, a concentração dos tóxicos no ambiente de trabalho, o tipo de tóxico e a forma
como o contaminante se encontram.

9 – EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL


O equipamento de proteção individual (EPI) é um instrumento de uso pessoal, cuja finalidade é
neutralizar a ação de certos acidentes que poderiam causar lesões ao trabalhador e protegê-lo contra
possíveis danos à saúde, causados pelas condições de trabalho.

O EPI deve ser usado como medida de proteção quando:

• não for possível eliminar o risco através da utilização de equipamentos de


proteção coletiva;

• for necessário complementar a proteção individual;

De qualquer forma, o uso de EPI deve ser limitado, procurando-se, primeiro, eliminar ou
diminuir o risco com a adoção de medidas de proteção geral.
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Quando seu uso for inevitável, faz-se necessário tomar certas medidas quanto à sua seleção e
indicação, pois o uso e fornecimento dos EPI's é disciplinado pela NR-6 .
A seleção deve ser feita por pessoal competente, conhecedor não só do equipamento, como
também das condições em que o trabalho é executado.

E preciso conhecer as características, qualidade técnicas e, principalmente, o grau de proteção que


o equipamento deverá proporcionar. Deve-se verificar se ele se adapta ao trabalhador e se este se
adapta ao equipamento. Se houver algum problema de não-aceitação do equipamento por parte do
trabalhador, deve-se procurar a causa e tentar a solução mais adequada. Em todo caso, sempre que for
indicado o uso do EPI pelo trabalhador, mesmo para realizar tarefas de curto período, é necessário
conscientizá-lo do motivo desta media de segurança. Existem vários recursos para o alcance deste
objetivo: palestras, filmes, slides, fotografias, entrevistas e outros.

9.1 Ficha de Controle de EPI’s

A empresa deve ter uma Ficha de Controle de EPI de todos os seus trabalhadores, constando ao
lado os EPI’s de que necessitam para exercer suas atividades.

A seguir apresentamos um modelo de ficha de EPI que pode ser adotado nas empresas.

EMPRESA TAL Matrícula n.º

Termo de Responsabilidade
Controle de Equipamento de Proteção Individual

Nome:________________________________________________________
Setor: ____________________ Função:___________________________________

Declaração: “Recebi da EMPRESA TAL, em virtude da relação de emprego que com ela mantenho, os
EPI’s nesta relacionados, responsabilizando–me por sua devolução após o término do contrato de
trabalho, bem como pela sua guarda e conservação, ressalvando apenas o desgaste natural. Em caso de
extravio ou de inutilização dos EPI’s pelo uso inadequado, autorizo a referida firma a deduzir do meu
salário a importância equivalente ao valor dos referidos
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EPI’s. Estou CIENTE da minha obrigação
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quanto ao uso obrigatório e adequado destes equipamentos, inclusive quanto à sua guarda e
conservação”.

________________________________________________________________
ASSINATURA DO EMPREGADO

ENTREGUE DATA
QUANT. ESPECIFICAÇÃO C. A. RUBRICA
POR RECEBIMENTO DEVOLUÇÃO

9.2 NR-6 - RESUMO

NR-6 - SECRETARIA DE SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO

6.1 Para os fins de aplicação desta Norma Regulamentadora - NR, considera-se Equipamento de
Proteção Individual - EPI todo dispositivo ou produto, de uso individual utilizado pelo
trabalhador, destinado à proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no
trabalho.
6.1.1 – (Equipamento Conjugado de Proteção Individual)

6.2 O equipamento de proteção individual, de fabricação nacional ou importado, só poderá ser


posto à venda ou utilizado com a indicação do Certificado de Aprovação – CA, expedido pelo
órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho do Ministério do
Trabalho e Emprego.

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6.3 A empresa é obrigada a fornecer aos empregados, gratuitamente, EPI adequado ao risco e em
perfeito estado de conservação e funcionamento, nas seguintes circunstâncias:
a) sempre que as medidas de proteção coletiva forem tecnicamente inviáveis ou não oferecerem
completa proteção contra os riscos de acidentes do trabalho e/ou de doenças profissionais e do
trabalho;
b) enquanto as medidas de proteção estiverem sendo implantadas;
c) para atender a situações de emergência.

6.4 Atendidas as peculiaridades de cada atividade profissional, e observando o disposto no item


6.3, o empregador deve fornecer aos trabalhadores os EPI’s adequados, de acordo com o
disposto no ANEXO I desta NR.

6.5 Compete ao Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho –


SESMT, ou a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA, nas empresas desobrigadas
de manter SESMT, recomendarem ao empregador o EPI adequado ao risco existente em
determinada atividade.

6.6 Cabe ao Empregador

6.5.1 Cabe ao empregador, quanto ao EPI:


a) adquirir o adequado ao risco de cada atividade;
b) Exigir seu uso;
c) Fornecer ao trabalhador somente EPI aprovado pelo órgão nacional competente em matéria de
segurança e saúde no trabalho;
d) Orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado, guarda e conservação;
e) substituir imediatamente, quando danificado ou extraviado;
f) responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica; e,
g) comunicar ao MTE qualquer irregularidade observada.

6.7 Cabe ao Empregado

6.7.1 Cabe ao empregado quanto ao EPI:


a) usar, utilizando-o apenas para a finalidade a que se destina;
b) responsabilizar-se por sua guarda e conservação;
c) Comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio para uso; e,
d) Cumprir as determinações do empregador sobre o uso adequado.

6.8 Cabe ao fabricante e ao importador

6.8.1 O fabricante nacional ou importador deverá:


a) cadastrar-se, segundo o ANEXO II, junto ao órgão nacional...
b) solicitar a emissão do CA, conforme o ANEXO II;
c) Solicitar a renovação do CA, conforme o ANEXO II, quando vencido o prazo de validade
estipulado pelo órgão...
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d) Requerer novo CA, de acordo com o ANEXO II, quando houver alteração das especificações
do equipamento aprovado;
e) Responsabilizar-se pela manutenção da qualidade do EPI que deu origem ao Certificado de
Aprovação - CA;
f) Comercializar ou colocar à venda somente o EPI, portador de CA;
g) Comunicar ao órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho
quaisquer alterações dos dados cadastrais fornecidos;
h) Comercializar o EPI com instruções técnicas no idioma nacional, orientando sua utilização,
manutenção, restrição e demais referências ao seu uso;
i) Fazer constar no EPI o número do lote de fabricação; e,
j) Providenciar a avaliação da conformidade do EPI no âmbito do SINMETRO, quando for o
caso.

6.9 Certificado de Aprovação – C.A.

6.9.1 Par fins de comercialização o CA concedido aos EPI terá validade:


a) de 5 (cinco) anos, para aqueles equipamentos com laudos de ensaio que não tenham sua
conformidade avaliada no âmbito do SINMETRO;
b) do prazo vinculado à avaliação da conformidade no âmbito do SINMETRO, quando for o caso;
c) De 2 (dois) anos, para os EPI's desenvolvidos até a data da publicação desta norma, quando não
existirem normas técnicas nacionais ou internacionais, oficialmente reconhecidas, ou
laboratório capacitado para realização dos ensaios, sendo que nesses casos os EPI terão sua
aprovação pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho,
mediante apresentação e análise do Termo de Responsabilidade Técnica e da especificação
técnica de fabricação, podendo ser renovado até 2006, quando se expirarão os prazos
concedidos; e,
d) De 2 (dois) anos, renováveis por igual período, para os EPI desenvolvidos após a data da
publicação desta NR, quando não existirem normas técnicas nacionais ou internacionais,
oficialmente reconhecidas, ou laboratório capacitado para realização dos ensaios, caso em que
os EPI serão aprovados pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no
trabalho, mediante apresentação e análise do Termo de Responsabilidade Técnica e da
especificação técnica de fabricação.
6.9.2 Todo EPI deverá apresentar em caracteres indeléveis e bem visíveis, o nome comercial da
empresa fabricante, o lote de fabricação e o número do CA, ou, no caso de EPI importado, o
nome do importador, o lote de fabricação e o número do CA.

6.10 Restauração, lavagem e higienização de EPI

6.10.1 Os EPI’s passíveis de restauração, lavagem e higienização, serão definidos pela CTPP, na forma
do disposto no item 6.4.1, desta NR, devendo manter as características de proteção original.

6.11 Da competência do Ministério do Trabalho e Emprego – TEM

6.11.1 Cabe ao órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho:


a) Cadastrar o fabricante ou importador de EPI;
b) Receber e examinar a documentação para emitir ou renovar o CA de EPI;
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c) Estabelecer, quando necessário, os regulamentos técnicos para ensaios de EPI;


d) Emitir ou renovar o CA e o cadastro de fabricante ou importador;
e) Suspender o cadastramento da empresa fabricante ou importadora; e, cancelar o CA.
f) Fiscalizar a qualidade do EPI;
6.11.2 Compete ao órgão regional do MTE:
a) Fiscalizar e orientar quanto ao uso adequado e a qualidade do EPI;
b) Recolher amostras de EPI; e,
c) Aplicar, na sua esfera de competência, as penalidades cabíveis pelo descumprimento desta NR.

6.12 Fiscalização para verificação do cumprimento das exigências legais relativas ao EPI

6.12.1 Por ocasião da fiscalização poderão ser recolhidas amostras de EPI, no fabricante ou
importador e seus distribuidores ou revendedores, ou ainda, junto à empresa utilizadora, em
número mínimo a ser estabelecido nas normas técnicas de ensaio, as quais serão encaminhadas,
mediante ofício da autoridade regional competente em matéria de segurança e saúde no
trabalho, a um laboratório credenciado junto ao MTE ou ao SINMETRO, capaz de realizar os
respectivos laudos de ensaios, ensejando comunicação posterior ao órgão nacional competente.
6.12.2 O laboratório credenciado junto ao MTE ou ao SINMETRO, deverá elaborar laudo técnico, no
prazo de 30 (trinta) dias a contar do recebimento das amostras, ressalvados os casos em que o
laboratório justificar a necessidade de dilatação deste prazo, e encaminhá-lo ao órgão
competente em matéria de segurança e saúde no trabalho, ficando reservado a parte interessada
acompanhar a realização dos ensaios.
6.12.3 Nos casos de reincidência de cancelamento do CA, ficará a critério da autoridade competente
em matéria de segurança e saúde no trabalho a decisão pela concessão, ou não, de um novo
CA.
6.12.4 As demais situações em que ocorra sustentação de irregularidade, ensejarão comunicação
imediata às empresas fabricantes ou importadores, podendo a autoridade competente em
matérias de segurança e saúde no trabalho suspender a validade dos Certificados de Aprovação
de EPI emitidos em favor das mesmas, adotando as previdências cabíveis.

9.3 CARACTERÍSTICAS E CLASSIFICAÇÃO DOS EPI’S

Os EPI’s podem ser classificados segundo a parte do corpo que devem proteger.

9.3.1 Proteção para a cabeça

Estes equipamentos podem ser divididos em protetores para cabeça, propriamente ditos, que são
usados especificamente para o crânio, e protetores para os órgãos da visão e audição.

A) Protetores para o crânio – para proteger o crânio usam-se capacetes, cuja finalidade principal é
dar proteção contra a queda de objetos provenientes de níveis mais elevados, bem como proteger
contra partículas ou materiais projetados, produtos químicos, fogo, calor, eletricidade ou também
contra agentes meteorológicos. São projetados para absorverem parcialmente os impactos.
Pode ser confeccionados de resinas fenólicas, fibra de vidro e de diversos tipos de plástico.
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Os capacetes são encontrados com aba frontal ou inteiriços. Estes últimos proporcionam maior área
de proteção nos casos de queda de objetos e de contato elétrico.
A suspensão ou carneira do capacete, representada pelas cintas localizadas na parte interna, é um
dispositivo de suma importância quanto à absorção de impactos. Ela é regulável e deve ser ajustada
A suspensão ou carneira do capacete, representada pelas cintas localizadas na parte interna, é um
dispositivo de suma importância quanto à absorção de impactos. Ela é regulável e deve ser ajustada
para firmar o capacete e mantê-lo, principalmente sua parte superior, a uns 4 cm acima da cabeça
do usuário.

B) Protetores para a face – Sua finalidade é proteger o rosto contra o impacto de partículas,
respingos de produtos químicos, ação de radiações nocivas e excesso de luminosidade. De certa
forma também protegem os olhos, porém estes órgãos requerem proteção mais direta, através de

Óculos de segurança – para proteção dos olhos contra impactos de


partículas volantes.

Protetor facial - Possui visor de acetato de celulose ou acrílico que deve ser
perfeitamente transparente e sem ondulações. Deve ter a tonalidade
adequada quando a finalidade é proteger contra radiações e luminosidade.

Protetor com visor de tela – O visor é feito em tela de malha pequena, o que o torna também
transparente. Protege o usuário contra riscos de impacto por estilhaços e diminui os efeitos das
radiações, proporcionando excelentes resultados em condições em que outros
tipos se embaçam pela ação do calor e transpiração do rosto. Quando houver
necessidade de proteger também os olhos contra pequenas partículas ou luz
excessivas, devem ser usados óculos de segurança adequados sob o visor.

Protetor com anteparo aluminizado – Dotado de visor de plástico, aluminizado na face externa.
Protege o rosto contra impactos e diminui a ação de radiações prejudiciais.

Máscara para soldador (solda elétrica) –


Destina-se especificamente a soldadores de
soldagem, processos Eletrodo Revestido,
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MIG/MAG, TIG e Arco Submerso. Além de proteger o rosto contra radiações nocivas (térmica e
ultravioleta) e luminosidade produzida pela soldagem, protege também contra os respingos do
metal fundido e as fagulhas próprias da solda. Deve proporcionar eficiente proteção aos olhos, à
face, orelhas e pescoço, contra energia radiante intensa, proveniente de solda e cortes à gás.
Este tipo de equipamento pode ser encontrado em diversos materiais, tais como: fibra de vidro,
celeron ou outros materiais adequados que devem evitar totalmente a passagem de luz, sendo
disponíveis com visor fixo ou articulado, suspenso por carneiras ou manual.

C) Protetores para os olhos – a proteção para os olhos é um dos pontos mais importantes da
prevenção de acidentes. Eles devem ser protegidos contra impactos de estilhaços, partículas,
fagulhas, respingos de produtos químicos e metais fundidos, e também contra radiações e
luminosidade. Normalmente são usados óculos que variam de forma e aplicação.

Óculos de Segurança tipo convencional – É


geralmente constituído de armação, hastes com
reforço de metal não ferroso, flexível ou não, aro,
ponte, proteção lateral total ou parcial, dobradiças de
alpaca, parafusos, ilhoses, pinos e preferivelmente
com dispositivo que facilite a substituição de lentes
danificadas.

Óculos contra gases e vapores - Para a proteção contra a ação de gases e


vapores irritantes à conjuntiva ocular, usa-se óculos com armação de
borracha, vinil ou material similar, com sistema de vedação completa para
que não se permita a penetração daqueles agentes. Para estes agentes os
óculos não podem possuir sistema de ventilação. Importante - Muitas vezes
os gases e vapores prejudiciais aos olhos também o são às vias respiratórias.
Nesse caso, deve ser indicada proteção ocular e facial combinadas com a
proteção respiratória.

Óculos contra aerodispersóides - Por aerodispersóides compreende-se


as dispersões de partículas sólidas ou líquidas de tamanho bastante
reduzido, que podem se manter por longo tempo em suspensão no ar,
como: poeiras, fumos, fumaças, névoas e neblinas. Par proteção contra
tais agentes, existem óculos que se caracterizam pela sua ampla visão,
construídos de lente inteiriça, em vidro, plástico, acrílico ou acetato,
incolor ou nas cores verde ou azul, com tonalidade especial, de acordo
com a necessidade. As lentes utilizadas neste tipo de óculos deverão também ser resistentes a
impactos de partículas volantes.

Óculos contra radiações – Existem diversas naturezas de radiações,


porém, são focadas apenas os aspectos das radiações infravermelha e
ultravioleta. Contra a ação dessa classe de risco recomenda-se
protetores oculares adequados, que devem ser usados sempre que o
indivíduo estiver exposto a essas radiações. Esses óculos devem ser
providos de filtros de luz que filtrem convenientemente as radiações. As
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lentes devem ser resistentes também contra impacto de partículas volantes, respingos, fagulhas e
outros. São equipamentos usados nos processos de solda a gás, solda a arco elétrico e radiação
térmica. A armação destes óculos deve possuir sistema de ventilação indireta e válvula de
transpiração, afim de evitar o embaçamento das lentes. As tonalidades das lentes variam em função
da atividade, condição do momento e/ou da sensibilidade do trabalhador.

D) Protetores para os ouvidos – nos casos em que o nível de ruído no local de trabalho ultrapassa os
limites de tolerância estabelecidos na NR-15 Anexo 01, deve-se proteger o trabalhador através de
protetores auditivos. Há uma variedade de protetores, com características e formatos variados,
onde cada tipo é aplicável a determinada situação ou operação ou de acordo com a anatomia do
usuário. Os protetores mais usados são do tipo concha e plug.
Vale observar que encontra-se sempre muita resistência do trabalhador quanto ao uso do protetor
auricular, pois torna-se incômodo, no início, devido à falta de hábito ou, posteriormente, ao tempo
de uso prolongado, além do fato de que o problema da surdez não aparece momentaneamente, mas
com o decorrer do tempo, achando-se que esta medida seja desnecessária. Portanto, ao adotar o uso
de proteção auditiva, deve-se antes sensibilizar e orientar adequadamente o trabalhador sobre os
riscos e perigos a que se expõe sem a devida proteção.

Protetor tipo Plug – Estão divididos em dois grupos: os pré- moldados e os moldáveis, ambos
apresentando ótima proteção. Os moldáveis, feitos de espuma, apresentam proteção mais eficaz,
pois se ajustam de forma perfeita ao canal auditivo.

Protetor tipo Concha – Representam também outra alternativa de se promover adequada proteção
ao sistema auditivo. As conchas presas a um arco ou acopladas ao capacete, envolvem o pavilhão
auditivo direito e esquerdo, promovendo a proteção.

Os equipamentos necessitam limpeza e higienização constantes, mas os protetores tipo plug


reutilizáveis devem receber maior atenção.

9.3.2 Proteção para membros superiores

A maior parte dos acidentes onde ocorrem lesões são nos membros superiores, mas principalmente
nas mãos e dedos. Também são lesados os braços e antebraços.
Grande parte dessas lesões pode ser evitada através do uso de luvas, que impedem um contato
direto com materiais cortantes, abrasivos, aquecidos ou com substâncias corrosivas e irritantes para
a pele.
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Luvas e/ou mangas de proteção devem ser usadas em trabalhos em que haja perigo de lesões
provocadas por:
. materiais ou objetos escoriantes, abrasivos, cortantes ou perfurantes;
. produtos químicos corrosivos, cáusticos, tóxicos, alergênicos,
oleosos, graxas, solventes orgânicos e derivados de petróleo;
. materiais ou objetos aquecidos;
. choque elétrico;
. radiações perigosas;
. frio;
. agentes biológicos.

Luvas para trabalhos de soldagem – o soldador deve proteger-se com luvas e mangas contra o
calor e contra respingos de solda. Geralmente são luvas de raspa de couro
ou de vaqueta de couro.

Luvas para trabalhos pesados e secos – devem ser utilizadas luvas de


couro muito resistentes ao atrito, normalmente com reforço e palma
dupla.

Luvas para trabalhos pesados e úmidos – devem ser utilizadas luvas de lona, desde que os líquidos
manuseados não sejam nocivos à pele.

Luvas para trabalhos com líquidos – adotam-se luvas impermeáveis de


plástico ou borracha. Para manuseio de produtos derivados de petróleo,
devem ser usadas luvas de borracha sintética ou PVC.

Luvas para trabalhos à quente – por serem materiais incombustíveis, recomenda-se luvas de
Kevlar ou de fibra de vidro. Se o dorso for aluminizado a proteção será mais eficiente quando
exposto à fortes radiações de calor.

Luvas para trabalhos com alta tensão – devem ser utilizadas luvas de
borracha especial. Protegem o trabalhador contra choques elétricos, por
isso deve-se ser criterioso, não devem apresentar defeitos, arranhões,
perfurações ou desgastes.

Luvas contra cortes – são luvas feitas em malha


de aço, usadas por aqueles que trabalham com
facas, lâminas, ferramentas afiadas ou objetos
cortantes.

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Luvas de algodão ou tecido – são úteis para a proteção contra sujeira, estilhaço, rescaldo ou
abrasão. São recomendadas em fábricas de conservas, empacotamentos, indústrias alimentícias e
similares.

Luvas descartáveis – podem ser de vinil ou látex. As de vinil não


oferecem boa adaptação e servem para a realização de procedimentos
como exame clínico, remoção de sutura, e como sobreluva; as de látex
oferecem boa adaptação e são usadas em procedimentos clínicos de
dentisteria, prótese, periodontia etc.

Luvas cirúrgicas estéreis descartáveis – são confeccionadas com látex de melhor qualidade,
oferecem maior adaptabilidade e seu uso é indicado para procedimentos cirúrgicos.

Luvas para limpeza em geral – são de borracha grossa, utilizadas para serviços de limpeza e
descontaminação de instrumentos, equipamentos e superfícies; são reutilizáveis, devendo ser
descontaminadas após o uso.

Luvas Nitrílicas – São de alta performance e qualidade superior, resistente


à degradação e abrasão, resistente à produtos químicos, superior à
neoprene, borracha e PVC. Na maioria dos solventes não provoca
problemas de pele, focada internamente. Indicada para uso em indústrias
químicas, petroquímicas, alimentícias, automotivas, em trabalhos de
pintura, operações com óleos etc.

Luvas com características especiais ou adicionais

Luva corrugada – Possui forro estriado na palma, proporcionando maior firmeza na manipulação
de objetos médios.
Luva granulada – Possui acabamento com grânulos antiderrapantes, sendo indicada para manuseio
de peças maiores.
Luva forrada – Para aplicações físicas e tipos de acabamento.
Luva anti-ácido – Para manipulação de produtos químicos ácidos
Luva anti-vibração – Para trabalhos com rompedores pneumáticos, britadores, vibradores etc.

É muito perigoso o uso de luvas ao se efetuar, por exemplo, trabalhos como os de manutenção em
máquinas em movimento. As partes móveis como engrenagens, pinos, correias, etc., podem, ao
prendê-las, causar danos com perda de dedos, mãos ou mesmo de braços.
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Mangotes – usados nos braços, protegem na realização de operações que possam causar lesões
como raspões, queimaduras, batidas e outras.
Cremes protetores para as mãos – devem ser usados nas seguintes situações:
quando o EPI for inadequado;
quando houver necessidade de realizar tarefas com movimentos rápidos nas quais não é possível
usar luvas;
quando o uso de luvas puder oferecer risco, como na proximidade de máquinas em movimento.

9.3.3 Proteção para membros inferiores

As pernas e os pés são partes do corpo que, além de estarem sujeitos diretamente ao acidente,
ainda mantêm o equilíbrio do corpo. Por esta razão os EPI's ganham dupla importância, ou seja,
proteger diretamente os membros inferiores e evitar a queda, o que pode ter conseqüências
graves.

Há uma variedade de tipos de equipamentos de proteção para esta região do corpo:

a) calçados de proteção contra riscos de origem mecânica;


b) calçados impermeáveis, para trabalhos
realizados em lugares úmidos, lamacentos
ou encharcados;
c) calçados impermeáveis e resistentes a
agentes químicos agressivos;
d) calçados de proteção contra riscos de origem
térmica;
e) calçados de proteção contra radiações
perigosas;
f) calçados de proteção contra agentes
biológicos agressivos;
g) calçados de proteção contra riscos de origem
elétrica;
h) perneiras de proteção contra riscos de origem mecânica;
i) perneiras de proteção contra riscos de origem térmica;
j) perneiras de proteção contra radiações perigosas.
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Sapato ou Botina de Segurança – protegem os pés contra impactos,


cortes, arranhões e, principalmente, contra a queda de objetos pesados.
Podem ser com ou sem biqueira de aço. Para proteção contra
perfuração pode possuir palmilha de aço. Para temperaturas elevadas
pode ter o solado especial. Para evitar quedas pode ter o solado anti-
derrapante. Normalmente são fabricados em couro ou vaqueta, com
solado colado ou injetado.

Botas de borracha ou plástico – para trabalhos em locais úmidos ou


em contato com produtos químicos. Possuem canos de comprimento
variável. Há tipos específicos para produtos especiais, devendo ser
consultado em caso de dúvida.

Perneiras – são usadas para a proteção das pernas. De acordo com o risco, as
perneiras cobrem somente as pernas ou chegam até as coxas. As perneiras
de raspa de couro são mais usadas por soldadores e caldeireiros. As
perneiras longas são mais empregadas em trabalhos com produtos
químicos, líquidos irritantes e corrosivos. Há perneiras exclusivas para o
trabalho rural, protegendo o usuário contra picada de animais peçonhentos e
cortes. Em todos os casos

há a possibilidade de colocar uma pala (protetor de metatarso) que cobre os pés, protegendo-os
contra a entrada de corpos agressivos através de possíveis frestas do calçado.

Se o trabalho for com fios ou cabos expostos, ou seja, desencapados, deve-se fazer uso de calçado
que não contenha partes metálicas, como forma de evitar choques elétricos.

9.3.4 Proteção para o tronco

Aventais, capas e vestimentas especiais são empregados onde haja perigo de lesões provocadas
por:
riscos de origem térmica;
riscos de origem radioativa;
riscos de origem mecânica;
agentes químicos;
agentes meteorológicos;
umidade proveniente de operação de lixamento a água e outras operações de lavagem.

Os aventais podem ser:


• de raspa de couro
• de lona
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• de amianto
• de plástico.

Avental de raspa de couro – normalmente usado por soldadores e caldeireiros, também é útil
contra riscos de cortes e atritos que podem ocorrer no manuseio de chapas grandes com arestas
cortantes.

Avental de lona – usado para trabalhos em que não haja risco


de incendiar-se e contra riscos leves de cortes e atritos.

Avental de amianto ou Kevlar – usado para trabalhos sob


calor. Não é inflamável, mas, oferece algumas desvantagens,
pois é pouco resistente ao atrito, além de muito pesado.

Avental de plástico – usado para manuseio de ácidos ou


produtos químicos em geral, evitando que as substâncias
penetrem nas roupas e pele.

Há, também, blusões ou conjuntos dos mesmos materiais acima citados, com a finalidade, entre
outras, de também proteger a região denominada tronco.

8.3.5 Proteção das Vias Respiratórias

No controle das doenças ocupacionais provocados pela inalação de ar contaminado com poeiras,
fumos, névoas, fumaças, gases e vapores, o objeto principal deve ser minimizar a contaminação do
local de trabalho, através de medidas de controle
coletivo ou substituição de substâncias monotóxicas.
Quando estas medidas de controle não são viáveis ou
enquanto estão sendo implantadas, devem ser usados
respiradores apropriados e em conformidade.

Para exposições a agentes ambientais em concentrações


prejudiciais à saúde do trabalhador, de acordo com os
limites estabelecidos na NR-15, temos os seguintes tipos de
equipamentos de proteção individual:

a) respiradores contra poeira, para trabalhos que impliquem em produção de poeiras;


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b) máscaras para trabalhos de limpeza por abrasão, através de jateamento de areia;


c) respiradores e máscaras de filtro químico para exposição a agentes químicos prejudiciais à saúde;
d) aparelho de isolamento (autônomos ou de adução de ar ), para locais de trabalhos onde o teor de
oxigênio seja inferior a 18% (dezoito por cento) em volume.

Portanto, a finalidade das máscaras e respiradores é impedir que as vias respiratórias sejam
atingidas por gases ou outras substâncias nocivas ao organismo.

A máscara é a peça básica do


protetor respiratório, podendo ser:
• semi facial
• facial
• de filtro
• com suprimento de ar
• contra gás, com filtro.

A máscara é chamada semi facial


quando cobre parcialmente o rosto, mais precisamente boca e nariz. É chamada facial quando cobre
todo o rosto; neste caso, há um visor. Independente do tipo, a máscara deve permitir vedação perfeita
nas áreas de contato com o rosto.

Máscaras e respiradores com filtro – os filtros podem ser de material fibroso, que retém partículas de
poeira, fumos e névoas, ou compostos de um recipiente cheio de carvão ativado,
absorvendo determinados vapores como os derivados do petróleo e de álcool.
Os filtros podem ser Químicos ou Mecânicos, mas também podem vir
combinados.

Máscaras com suprimento de ar – usadas em locais onde o ar está altamente


contaminado por gases nocivos ou onde há insuficiência de oxigênio. O ar pode
ser fornecido por cilindros de ar comprimido ou por ventoinha acionada a distância, sendo levado
através de mangueira ou dutos.
9.3.6 Proteção contra Quedas - Cinto de Segurança
Não tem a finalidade de proteger esta ou aquela parte do corpo. Destinam-se a proteger o homem que
trabalha em lugares altos ou com possibilidade de queda de diferente nível, por motivos como
desequilíbrio ou inconsciência do trabalhador no exercício de sua integridade profissional preservando
sua integridade física.
Estes equipamentos são selecionados por um estudo que considera as condições ambientes, os riscos
inerentes aos trabalhos a serem executados, as partes a serem protegidas, qualidade do material,
facilidade de uso, conforto do usuário e facilidade de manutenção e recuperação.

Além de evitar a queda dos operários no exercício de suas funções, permitem maior equilíbrio ao
usuário. É obrigatória a sua utilização em trabalhos executados a mais de 2 metros do chão quando não
houver sistema de proteção coletiva: andaime, rede, por exemplo.

Onde os cinturões são utilizados:


- Serviços de carpintaria e armação
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- Construção Civil
- Construções Metálicas
- Instalações Elétricas e Telefônicas
- Serviços de Pintura
- Torres de Prospeção de Petróleo
- Tanques e Tubulações

Cinturão com corda – tem a função de sustentação dinâmica, ou


seja, aparar a queda. Também pode permitir o deslocamento do
trabalhador quando da execução de tarefas. Possui suspensórios
e, em alguns casos, até tiras de assento como os cintos de
paraquedistas.

Cinturão com talabarte ou travessão – tem a função de


sustentação dinâmica. É um cinto largo e reforçado, de couro
ou de lona, com uma ou duas fivelas, conforme o tipo. O
travessão é preso por dois anéis colocados de maneira a situar-
se um de cada lado do corpo do usuário.
Há uma variedade de tipos disponíveis, dependendo da
atividade e praticidade que se queira, possuindo acessórios ou complementos como: cinto auxiliar;
talabarte ou travessão; extensão ou complemento; cabos ou cordas de espia; trava quedas; correias;
mosquetões; porta ferramentas, bolsas; baldes etc.

Há cintos específicos para trabalhos com eletricidade, em prospeção de petróleo, para carpinteiros,
pintores e outros.
A proteção contra quedas com diferenças de níveis pode ser resumida nos seguintes dispositivos:
a) cinto de segurança para trabalho em altura superior a 2 (dois) metros em que haja risco de queda;
b) cadeira suspensa para trabalho em alturas em que haja necessidade de deslocamento vertical,
quando a natureza do trabalho assim o indicar;
c) trava-queda de segurança acoplado ao cinto de segurança ligado a um cabo de segurança
independente, para trabalhos realizados com movimentação vertical em andaimes suspensos de
qualquer tipo.

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9.3.7 Proteção do corpo inteiro

Aparelhos de isolamento (autônomos ou de adução de ar) para locais de trabalho onde haja oposição a
agentes químicos, absorvíveis pela pele; pelas vias respiratórias e digestivas, prejudiciais a saúde.

9.4 Guarda e conservação dos EPI’s

De um modo geral, os EPI's devem ser limpos e desinfetados a cada vez em que há troca de
usuário. E necessário que se ajude o operário a conservar o seu equipamento de proteção individual,
não só conscientizando-o de que, com a conservação, ele estará protegendo-se, como também
oferecendo-lhe lugar próprio para guardar o EPI após o seu uso.
Sempre que possível, a verificação e a limpeza desses equipamentos devem ser confiadas a uma
pessoa habilitada para este fim.
Dependendo do caso, o próprio trabalhador pode se ocupar dessa tarefa, desde que receba
orientação para isso.

9.5 Utilização adequada dos EPI’s

É muito importante que todos dentro de empresa tenham consciência de quando e como usar os
EPI's. Para tanto, os membros da CIPA, o supervisor de segurança, bem como os responsáveis pelo
treinamento na empresa devem estar atentos para uma verdadeira conscientização de todos quantos
dependem do uso de EPI. Essa utilização deve atender às necessidades específicas, não deve acontecer
desnecessariamente ou ser feita de forma incorreta.

9.6 Passos para Implantação e Adequação de um EPI

1º - Identifique e reconheça os riscos – é uma tarefa simples que na maioria das vezes implica em
inspecionar o local de trabalho ou tarefas, observando, indagando e ouvindo depoimentos quanto aos
perigos/riscos do serviço.

2º - Avalie os riscos – sempre que possível devemos nos valer de uma avaliação ambiental, feita por
inspeção, auditoria ou até laudos especializados que possam melhor quantificar a grandeza de um
risco.

3º - Amostra de EPI – O mercado já dispõe de muitos tipos de EPI’s para uma mesma finalidade.
Portanto, não se acanhe em solicitar no mínimo três amostras para que estas sejam testadas entre os
futuros usuários.

4º - Testando os EPI’s – de possa da amostra de EPI, reuna um grupo de pessoas com bom senso
crítico e construtivo, incumbido-se de testar os EPI’s apontando aquele que melhor se comportou, tanto
em durabilidade como em conforto, não esquecendo-se também do custo. Deve-se levar sempre em
consideração a melhor relação custo x benefício.
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5º - Treinando o Pessoal – o treinamento pode ser feito por profissionais dos próprios fabricantes para
empresas que consomem grandes quantidades, ou por profissionais especializados do SESMT da
empresa ou por membros da CIPA. Caso não for possível contar com estes profissionais, o treinamento
deverá ser desenvolvido pela chefia imediata do trabalhador.

Finalizando...

Os EPI’s são recursos amplamente utilizados para garantir a segurança do trabalhador, assumindo
papel de grande responsabilidade, tanto por parte da empresa no tocante à seleção, escolha e
treinamento dos usuários, como também do próprio empregado em dele fazer uso para o bem da sua
própria integridade física diante da existência dos mais variados riscos aos quais se expõe nos
ambientes de trabalho.

Devemos ter em mente que os EPI’s apenas neutralizam os efeitos nocivos decorrentes dos agentes
agressivos no meio ambiente de trabalho, isto quer dizer que o problema ainda continua no ambiente,
mas não está afetando o trabalhador por causa do uso dos equipamentos.

A empresa além de estar obrigada ao fornecimento gratuito dos EPI’s aprovados pelo Ministério do
Trabalho, deve treinar o empregado para utilizar corretamente os equipamentos, tornando seu uso
obrigatório, bem como responsabilizando-se por sua substituição sempre que as condições assim o
requererem. Da mesma forma, o trabalhador tem a obrigação de utilizar corretamente os EPI’s,
responsabilizar-se por sua guarda e conservação e avisar quando tiver problemas.

10 - MAPAS DE RISCO

1. O mapa de riscos tem como objetivos:


a) Reunir as informações necessárias para estabelecer o diagnóstico da situação de segurança e saúde
no trabalho na empresa;
b) Possibilitar, durante a sua elaboração, a troca e divulgação de informações entre os trabalhadores,
bem como estimular a sua participação nas atividades de prevenção.

2. Etapas de elaboração:
A) conhecer o processo de trabalho no local de analisado;
- os trabalhadores: número, sexo, idade, treinamentos profissionais e de segurança e saúde, jornada.
- Os instrumentos e materiais de trabalho;
- As atividades exercidas;
- O ambiente
B) identificar os riscos existentes no local analisado, conforme a classificação da tabela;

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C) identificar as medidas preventivas existentes e sua eficácia:


- medidas de proteção coletiva;
- medidas de organização do trabalho;
- medidas de proteção individual;
- medidas de higiene e conforto: banheiros, lavatórios, vestiários, armários, bebedouros, refeitórios
e área de lazer;

D) identificar os indicadores de saúde:


- queixas mais freqüentes e comuns entre os trabalhadores expostos aos mesmos riscos;
- acidentes de trabalho ocorridos;
- doenças profissionais diagnosticadas;
- causas mais freqüentes de ausência ao trabalho;

E) conhecer os levantamentos ambientais já realizados no local;

E) elaborar o Mapa de riscos, sobre o layout da empresa indicando através de círculos:


- o grupo a que pertence o risco, de acordo com a cor padronizada na tabela I;
- o número de trabalhadores expostos ao risco, o qual dever ser anotado dentro do círculo;
- a especificação do agente (por exemplo): químico – sílica, hexano, ácido clorídrico, ou
ergonômico – repetitividade, ritmo excessivo) que de ser anotado também dentro do círculo.
- A intensidade do risco, de acordo com a percepção dos trabalhadores, que deve ser representada
por tamanhos proporcionalmente diferentes de círculos.

3. Após discutido e aprovado pela CIPA, o mapa de riscos, completo ou setorial, deverá ser afixado
em cada local analisado, de forma claramente visível e de fácil acesso para os trabalhadores.

4. No caso das empresas da indústria da construção, o mapa de riscos do estabelecimento deverá ser
analisado por etapas de execução dos serviços, devendo ser revistos sempre que um fato novo e
superveniente modificar a situação de riscos estabelecida.

Elaboração do mapa de riscos

A elaboração do mapa de riscos compreende duas fases distintas:

1º) Identificação das condições de risco nos locais de trabalho:

Para tanto, conforme prevê a legislação, deve-se buscar a cooperação dos trabalhadores de
todos os setores.

A forma como os trabalhadores participarão, dependerá de cada empresa. Pode-se por exemplo,
constituir grupos compostos de trabalhadores e membros da CIPA, que de acordo como o cronograma
estabelecido, realizam inspeções para identificação dos riscos. Os resultados das inspeções são
lançados no roteiro proposto no quando anexo. Ainda, se pode reunir grupos representativos dos
trabalhadores em sala e discutir com estes a existência dos riscos ambientais de acordo com a sua
experiência e vivência no local de trabalho.
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2º) Confecção do mapa propriamente dito:


Consiste em classificar os riscos agressivos nos seus respectivos grupos com a cor especificada,

determinado o grau de agressividade, relacionando com a dimensão do círculo ambos


normalizados pelo anexo IV da NR-9.

Roteiro para identificação das condições de risco:

Na identificação das condições de riscos nos locais de trabalho, faz-se necessário classificar a
gravidade dos riscos encontrados em pequeno, médio e grande, para selecionar o tamanho dos círculos
na elaboração do mapa.

Risco grande: é aquele que possui potencial para causar uma incapacidade permanente, perda da vida
ou de partes do corpo.

Risco médio: é aquele que possui potencial para causar uma lesão ou doença grave.

Risco pequeno: é aquele que possui potencial para causar uma lesão ou doença leve, não
incapacitante.

Vale lembrar que tal roteiro ser apenas para determinar um parâmetro geral, tendo em vista que
a classificação dos riscos em pequeno, médio e grande, depende da sensibilidade do trabalhador em
relação a eles.

O grupo de trabalho encarregado de executar o levantamento de riscos ambientais, analisa as


distintas fases do processo produtivo, procurando identificar os fatores presentes no ambiente de
trabalho, que podem causar doenças ou acidentes ao trabalhador, com base nos riscos ambientais
(riscos físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes) estudados anteriormente. Para tanto,
deve ser utilizado o seguinte roteiro.

SETOR:
N.º Risco Fonte geradora Intensidade Cor N.º func.

11 - PRINCÍPIOS BÁSICOS DE PREVENÇÃO DE INCÊNDIO

1- Química do fogo

1.1- Triângulo do fogo

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Para que haja combustão ou queima estar presentes e devem atuar três elementos. O primeiro é
o combustível, aquilo que vai queimar e transformar-se. O segundo é o calor, que dá início à
combustão, que faz começar o fogo. O terceiro é o oxigênio, gás existente no ar, respirável, que é
chamado de comburente. Esses três elementos são elementos são denominados elementos essenciais
do fogo.

combustível oxigênio

FOGO

CALOR

Isso significa que se faltar um deles não haverá fogo.


Como são três os elementos essenciais do fogo , se forem representados por três pontos e se
forem ligados, ter-se-á o que é chamado triângulo do fogo.

1.2 – Rompimento do triângulo do fogo

O rompimento do triângulo do fogo, isto é a extinção do fogo é provocada por uma das três
práticas:

- retirada do material combustível


- resfriamento
- abafamento.

2 – Ponto de fulgor

É a temperatura mínima em que um corpo desprende gases que se queimam em contato com
uma fonte externa de calor, não havendo duração prolongada na queima, por não serem os gases em
quantidade suficiente.

3 – Ponto de combustão

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É a temperatura na qual um corpo emite gases em quantidade suficiente para que haja chama
permanente, quando houver contato com uma fonte externa de calor.

4 – Ponto de ignição

É a temperatura na qual os gases desprendidos por um corpo entram em combustão sem o


auxilio de fonte externa de calor. Somente a presença da oxigênio é suficiente.

5 – Transmissão de calor

O conhecimento das formas pelas quais o calor se transmite é da mais alta importância, porque
é através da propagação do calor que os focos de incêndio iniciam ou alastram-se.

A transmissão do calor ocorre pelas seguinte formas:

• condução – o calor se propaga de um corpo para outro por contato direto ou através de um meio
condutor do calor intermediário;
• convicção – o calor se propaga através de um meio circulante, líquido ou gasoso, a partir da fonte;
• radiação – o calor se propaga por meio de ondas caloríficas irradiadas por um corpo em combustão.

6 – Classes de incêndio

Os incêndios são divididos em quatro classes:


• classe A – fogo em material combustível sólido ( papel, madeira, tecidos, fibras, etc.);

• classe B – fogo em gases e líquidos inflamáveis (óleo, gasolina, gás liqüefeito de petróleo, thiner, gás
de rua, etc.)
Observação: Nota-se que os materiais da classe A , após a queima , deixam cinzas e brasas, e os
produtos da classe B não deixam brasas e queimam na superfície;

• classe C – fogo em equipamentos elétricos energizados, ou seja, ligados;

• classe D – fogo em metais pirofóricos (magnésio, potássio, alumínio, em pó, etc.).

7– Agente extintores

São certas substâncias (Sólidas, líquidas e gasosas ) utilizadas na extinção do incêndio, quer
abafando-o, quer resfriando-o ou, ainda, utilizando conjuntamente esses dois processos. Os agentes
extintores devem ser empregados conforme a classe de incêndio, pois, em alguns casos, sérias
conseqüências poderão ocorrer se empregados inadequadamente.

Os principais agentes extintores são:

• água- jato pleno ou compacto, chuveiro, neblina e vapor


• areia (seca)
• gases inertes – CO2, nitrogênio, etc.
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• líquido voláteis - tetracloreto de carbono, clorobromometano, brometo de metila


• espuma – química e mecânica
• pós químicos – talco, sulfato de alumínio, grafite, bicarbonato de sódio
• líquidos umectantes.
Existem aparelhos extintores dos mais variados tipos, tamanhos, modelos e processos de
funcionamento.

Quanto ao tamanho, os extintores podem ser: portáteis ( até 10 litros para espuma, carga
líquida e água pressurizada; até seis quilos para CO2 e até 10 quilos para pó químico) e rebocáveis
(carretas) , para tamanhos maiores.

Quanto ao processo de funcionamento, são geralmente de duas espécies:


• de inversão – os de espuma e carga líquida;
• de válvula – os de gás carbônico, pó químico seco e água pressurizada.
As válvulas são encontradas nos mais variados tipos e modelos.

Os extintores ainda diferem em pressurizados e não-pressurizados. Os pressurizados têm, no seu


interior, a pressão necessária ao seu funcionamento. Os não-pressurizados são aqueles que têm
necessidade de serem dotados de um recipiente anexo, contendo um gás inerte, a fim de promover a
expulsão de sua carga líquida, tendo pressão desenvolvida pela própria reação química das substâncias
que integram sua carga.

Os extintores mais usuais são os de:


• espuma
• pó químico pressurizado
• pó químico com pressão injetada
• gás carbônico (CO2) com difusor acoplado ao corpo
• gás carbônico (CO2 com difusor acoplado à mangueira
• água pressurizada
• água com pressão injetada
.
8 – Extintores e as classes de incêndio

Os aparelhos usados para extinção têm seu uso relacionado às classes de incêndio, de acordo
com os agentes extintores de suas cargas .

8.1 –Fogo classe A

Para extinção de um incêndio a sempre romper o triângulo do fogo. Neste caso, o que será
conveniente, mais prático?

- Retirar o comburente ?
- Retirar o combustível ?
- Retirar o calor?

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Neste tipo de fogo, a melhor escolha está na retirada do calor. Retirar o calor quer dizer ,
diminuir , baixar a temperatura para que esta fique abaixo do ponto de ignição. Esse resfriamento
obtém-se com a água pura ou solução de água com algum produto que ajude a combater as chamas
.
8.2 Fogo classe B

Sempre seguindo a regra de romper o triângulo do fogo, conclui-se que, nesse tipo de incêndio,
o melhor é retirar o comburente ( oxigênio). È que o fogo em líquidos só se desenvolve na superfície
dos mesmos. Não há aquecimento abaixo da superfície, não havendo formação de brasas. Deve-se, por
tanto, fazer o abafamento da superfície. Para isso utilizam-se extintores de gás carbônico ou pó
químico, que impedem o contato do oxigênio do ar ( comburente) com a superfície em chamas .
Afastado o comburente, está rompido o triângulo do fogo e as chamas cessam.

8.3 – Fogo classe C

São incêndios que atingem equipamento elétricos energizados, isto é, com a corrente ligada,
nos quais não se pode usar um tipo qualquer de produto extintor porque o operador pode, até mesmo,
ser eletrocutado. Estando a corrente ligada, usam-se extintores de gás carbônico ou de pó químico
seco; com a corrente desligada, esse tipo de incêndio passa a ser combatido como se fosse das classes
A ou B.

8.4 – Fogo classe D

Para incêndios em metais pirofóricos, existem pós especiais para a extinção do fogo que
formam camadas protetoras, impedindo a continuação das chamas. A limalha de ferro fundido se presta
ao combate desse tipo de incêndio.
12 - INSPEÇÃO DE SEGURANÇA

1- Importância

Como já se sabe, o acidente é conseqüência de diversos fatores que, combinados, possibilitam a


ocorrência do mesmo.

Portanto, não se deve esperar que aconteçam.

É muito importante localizar situação que possam provocá-los e providenciar para que as
medidas prevencionistas sejam tomadas. Por isso, recomenda-se ao membro da CIPA que procure
percorrer sua área de ação para identificar fatores que poderão ser causas de acidentes, empenhando-se
no sentido de serem tomadas as providências devidas.

2- Tipos
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A inspeção de segurança permite detectar riscos de acidentes, possibilitando a determinação de


me
didas preventivas, podendo ser:

• geral - envolve todos os setores da empresa em todos os problemas relativos à segurança;

• parcial - quando é feita em alguns setores da empresa, certos tipos de trabalho, certos equipamentos
ou certas máquinas;

• de rotina –traduz-se pela preocupação constate de todos os trabalhadores, do pessoal de manutenção,


dos membros da CIPA e dos setores de segurança;

• periódica – efetuada em intervalos regulares, programada previamente e que visa apontar riscos
previstos, como os desgastes, fadigas, esforço excessivo e exposição a certas agressividades do
ambiente a que são submetidas máquinas, ferramentas, instalações, etc.;

• eventual – realizada sem dia ou períodos estabelecidos e com o envolvimento do pessoal técnico da
área;

• oficial – efetuada pelos órgãos governamentais do trabalho ou secretários.


Para este caso é muito importante que os serviços de segurança mantenham controle
de tudo o que ocorre e do andamento de tudo o que estiver pendente relativamente à segurança e que
estejam em condições de atender e informar devidamente á fiscalização;

• especial – é a que requer conhecimentos e ou aparelhos especializados.


Inclui – se aqui a inspeção de caldeiras, elevadores, medição de nível de ruídos de iluminação, etc.

3 – Levantamento dos riscos de acidentes

Uma inspeção de segurança, para que seja corretamente realizada, deve ser desenvolvida em
cinco fases :
• observação – tanto dos atos como das condições inseguras;

• informação – a irregularidade deve ser discutida no momento em que é detectada para que a solução
do problema venha antes que qualquer, ocorrência desagradável;
• registro – os itens levantados na inspeção devem ser registrados em formulário próprio, para que
fique claro o que foi observado, em que local, as recomendações e as sugestões;
• encaminhamento – os pedidos e recomendações provenientes da inspeção de segurança devem ser
enviados aos setores e ou pessoas envolvidas, seguindo os procedimentos próprios da empresa;
• acompanhamento – não se pode perder de vista qualquer proposta ou sugestão para resolver
problemas de segurança, desde o seu encaminhamento ao setor competente até a sua solução.

4 – Relatório de inspeção
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Toda inspeção de segurança implica a emissão de um relatório que, muito embora não tenha um
modelo próprio, deve ser minuciosamente elaborado.

5- Simulação de inspeção de segurança

Os questionários, a seguir, servem como sugestões para se levantarem atos e condições


inseguras em setores de uma empresa. Outros formulários, mais adequados às características de cada
organização e que possa fornecer subsídios para a elaboração de um relatório de inspeção, podem ser
utilizados.

Inspeção de segurança

Empresa:
Membro da CIPA:
Seção: data:
Condições gerais

SIM NÃO
01– Os trabalhadores seguem as normas de segurança?
02 – São fixados, regularmente, avisos, etiquetas de segurança cartazes, etc.?
03 – As escadas de acesso têm corrimão
04 – As portas de saída de emergência abrem para fora?
05 – Os trabalhadores assistem, periodicamente, a palestras sobre segurança?
06 – Os trabalhadores assistem, periodicamente, a filmes sobre segurança?
07 – São utilizadas cores para sinalização de segurança?
08 – Os locais onde funcionam motores de combustão são ventilados?
09 – Há, no setor, pessoas com conhecimentos de primeiros socorros?
10 – Há, no setor, caixa de material de primeiros socorros?
11 – As escadas portáteis estão em bom estado?
12 – As escadas estão munidas de sapatas de segurança?
13 – Os veículos de transporte (carga) são devidamente sinalizados?
14 – Os novos empregados recebem instrução de segurança?
15 – Todas as tábuas com pregos foram afastadas e não representam perigo?
16 – Há operários que limpam sua roupa utilizando ar comprimido?
17 – As canalizações estão em boas condições?
18 – As canalizações estão pintadas de acordo com o padrão (ABNT)?
19 – A gerência participa das atividades de segurança?
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20 – No seu setor há algum membro representante da CIPA?


21 – São executados exames médicos para admissão?
22 – Os seus funcionários sabem o que significa CIPA?
23 – São realizadas reuniões mensais da CIPA?
24 – Os trabalhadores participam das reuniões da CIPA?
25 – Os membros da CIPA recebem instruções para o funcionamento da mesma?
26 – Os acidentes ocorridos são investigados?
27 – São estudadas as causas dos acidentes?
28 – Após a investigação, são corrigidas as causas dos acidentes?
OBS.:

EPI – Equipamento de Proteção Individual

SIM NÃO
01 – Todo o pessoal da seção possui equipamento de proteção individual (EPI)?
02 – Nos trabalhos em esmeril – peças de grande porte – o operador utiliza
óculos de segurança?
03 – Nos trabalhos em esmeril – peças de grande porte – o operador
utiliza luvas de segurança?
04 – Nos trabalhos em esmeril, o operador utiliza avental de segurança?

05 – É distribuído regularmente o EPI?


06 – Todos utilizam trajes adequados ao trabalho?
07– Os operadores de máquinas trabalham de mangas curtas?
08 – As luvas do trabalhador estão em boas condições?
09 – Os trabalhadores têm sapatos de segurança?
10 – Todos os trabalhadores utilizam sapatos de segurança?
11 – Pessoas que misturam ou agitam produtos químicos nocivos usam
anteparos que cubram totalmente o rosto?
12 – Nos locais em que se manipulam ácidos, produtos cáusticos e
substâncias corrosivas, há instalação de lava-olhos de emergência,
chuveiros de emergência, etc.?
13 – Todos os equipamentos de proteção individual são inspecionados
eventualmente?
14 – Todos os EPI's considerados, gastos, defeituosos, etc. são
imediatamente substituídos?
15 – Os trabalhadores utilizam capacete de segurança?
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16 – Os trabalhadores sabem ajustar o capacete de segurança?


17 – Na manipulação de chapas, vergalhões, etc., os trabalhadores
utilizam luvas de segurança?
18 – Os trabalhadores de cabelos compridos utilizam meios para protegê-los?
19 – Os trabalhadores, antes de iniciar o trabalho, retiram os adornos tais
como anéis, braceletes, colares, correntinhas, etc.?
20 – O local onde se efetua solda elétrica e solda a gás é protegido por
alguma espécie de biombo?
21 – Os soldadores utilizam luvas compridas?
22 – Nos locais de ruídos intensos, os trabalhadores utilizam protetores ?
23 – Nos trabalhos em que haja perigo de queda, os trabalhadores utilizam
cintos de segurança?
24 – Todos trabalhadores sabe como conservar o EPI?
25 – Nos trabalhos em que haja perigo de queda, além do cinto de segurança, há alguma
espécie de plataforma , rede, etc., para amparar o trabalhador que cair?

Arrumação e limpeza

SIM NÃO
1- Os corredores e as passagens estão desimpedidas, sem obstáculos?
2- Os materiais ao lado das passagens estão conveniente arrumados?
3- Tudo é guardado no seu devido lugar?
4- Os serviços de limpeza da seção são organizados?
5- Existem pessoas que fazem a limpeza (faxineiros)?
6- Os faxineiros são em número suficiente?
7- As sobras das operações são retiradas diariamente?
8- Existem latões de lixo distribuídos na área da seção?
9- O lixo é colocado nos latões ?
10- Os cavacos, rebarbas, limalhas,etc. são retirados pelo faxineiro?
11- O faxineiro, ao fazer a limpeza, utiliza luvas de segurança?
12- Os produtos químicos considerados perigosos estão convenientemente
guardados?
13- O chão está isento de respingos ou manchas de óleo que sejam
considerados perigosos?
14- O piso oferece segurança aos trabalhadores ?
15- As paredes estão limpas ?
16- A água que o pessoal bebe é tratada ?
17- No local de trabalho, o pessoal utiliza copos descartáveis
81 ?
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18- O ar viciado e a poeira são eliminados por meios mecânicos do local


de trabalho?
19- Há lavatórios em números suficiente?
20- Há sanitários em número suficiente?
21- Há um responsável pelos lavatórios e sanitários?
21 - Existem chuveiros no lavatório?
22- Os chuveiros têm divisões individuais?
23- Cada trabalhador tem um armário individual?
24- O refeitório atende ás exigências sanitárias?
25- É feita a limpeza do refeitório diariamente?
26- A instalação da cozinha é revestida?
27- O pessoal da cozinha utiliza roupas especiais?
28- O alimento é preparado higienicamente?
OBS.:

13 - CAMPANHAS DE SEGURANÇA

Uma das atividades da CIPA é divulgar informações e gerar conhecimentos, o que pode ser
conseguido através das campanhas de segurança, que têm por finalidade auxiliar na educação dos
trabalhadores, no que se refere à segurança, aumentando o seu nível de conhecimentos.
O propósito dessas campanhas é despertar a consciência da necessidade de eliminar acidentes e
criar uma atitude vigilante que permita reconhecer e corrigir condições e práticas que possam provocar
acidentes.
A principal campanha de segurança é a Campanha Nacional de Prevenção de Acidentes,
instituída em caráter permanente através do Decreto n.º 68255, de 16/02/71, com o fim de propagar
conhecimentos técnicos e ministrar ensinamentos práticos de Segurança, Higiene e Medicina do
Trabalho.
Há vários métodos de promover uma campanha de segurança, dentre os quais destacar-se-ão os
principais, como reforço para campanhas periódicas:

a) Cartazes – Quanto à elaboração, não devem ser aterradores nem monótonos, de modo que
passem despercebidos. O cartaz deve, de preferência, mostrar mais os aspectos positivos
que os negativos. (É mais correto mostrar um operário usando óculos ao trabalhar em
esmeril do que um operário tendo a vista atingida, por não usar o equipamento de proteção
individual).

Os cartazes devem ser dispostos em locais visíveis, de preferência locais de concentração obrigatória
como refeitório, relógio de ponto, etc.;

b) Cinema educativo – Na prevenção de acidentes, o cinema tem papel importante. Filmes


adequados, esclarecedores, podem auxiliar muito na campanha de segurança;
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c) Concursos – Exercem influências educacionais e psicológicas, dependendo do tipo e da


maneira como são realizados. Uns despertam instintos de competição, outros forçam o
indivíduo a aprender ou relembrar algo sobre prevenção de acidentes para poder competir.
Todos, porém, oferecem uma vantagem comum: fazer com que o indivíduo pense na
prevenção de acidentes. Isto é altamente benéfico, pois o empregado vai se integrando no
espírito de segurança enquanto pensa a respeito.

No entanto, há alguns cuidados a serem tomados com os concursos:

• não devem apresentar fraudes;


• não devem ser encarados como um negócio:
• devem ser bem definidos;
• deve ser evitada a gravidade dos acidentes como classificação;
• devem contar com a colaboração do supervisor;
• devem variar o mais possível.

d) Palestra – Incisivas e curtas são as mais aconselháveis. Inúteis serão longas exposições, em
que o conferencista se perca em minuciosas explicações que não interessam aos ouvintes.
Para que as palestras alcancem seu objetivo, devem, antes de mais nada, despertar o
interesse e a atenção dos ouvintes. Sempre que possível, será mesmo proveitoso contar com
a participação ativa dos mesmos, fazendo perguntas, relatando experiências pessoais, enfim,
participando;

e) Divulgação dos acidentes – Essa divulgação deverá servir de alerta aos operários menos
precavidos ou que ignoram os reais perigos a que estão sujeitos. Não será feita, é claro, com
caráter de intimidação, pois trabalhar coagido, com medo e receio é tão prejudicial quanto
trabalhar desprevenido dos riscos de acidente;

f) Caixas de sugestões – É de toda conveniência que se incentivem todos os trabalhadores a


colaborarem com a campanha de prevenção de acidentes. Têm sido adotadas, com êxito,
“caixas de sugestões”, cujas criações poderão variar segundo a fábrica ou seção. Nelas, os
trabalhadores deixarão seus comentários, críticas ou sugestões concernentes às medidas
preventivas que estão sendo ou deverão ser tomadas. É necessário que seja dada uma
satisfação a todas as sugestões, mesmo quando não-acatadas, pois, caso contrário,
provavelmente seus autores não mais colaborarão;

g) Reuniões de segurança – As reuniões de segurança são um dos melhores meios


educacionais da prevenção de acidentes. Contato pessoal em grupo é a maneira mais
eficiente de orientar a prevenção de acidentes, contribuindo também para melhorar as
relações humanas, necessárias tanto para a prevenção de acidentes como para o bom
andamento do trabalho;

h) SIPAT – Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho – Cabe à CIPA a


promoção desse evento, que será e que deverá ser do conhecimento da DRT, com data
prévia.
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Para o desenvolvimento de uma SIPAT, podem ser adotadas as sugestões anteriores ou, ainda,
qualquer inovação apresentada pelos empregados a CIPA e ao SESMT;

i) Campanhas educativas – Cabe ainda à CIPA o desenvolvimento de campanhas de


esclarecimento e informação quanto aos riscos e meios de prevenção da AIDS/SIDA
(Síndrome da Imunodeficiência Adquirida), além de demonstrar os efeitos nocivos do fumo
e do álcool.

j) Meios promocionais – Num porte de menos relevância, são utilizados pela CIPA para
propiciarem o entrosamento entre os operários e entre a empresa e operários. Assim, as
campanhas tomam real particularidade, pois, embora simples, desempenham papel
importante, além de prepararem os membros da CIPA para um programa de grande porte.

Além desses meios, tidos como principais, há uma infinidade de outros que darão
ótimos resultados, tais como:
• quadro de avisos;
• boletins – colocados nos envelopes de pagamento;

• carimbos – colocados nos envelopes de pagamento;


• copinhos em papelão com mensagem;
• chapeuzinhos para crianças:
• distintivos e chaveiros;
• recursos promocionais – através de prêmios para as famílias;
• álbuns de segurança para colorir;
• exposições;
• museus;
• competições esportivas;
• revistas;
• livretes.

14 - REUNIÕES DA CIPA

REUNIÃO DA CIPA
COMO FAZER?
Todos os membros da CIPA devem reunir-se uma vez por mês, obedecendo a um calendário anual,
em local apropriado e durante o expediente normal, para que os problemas referentes à segurança
do trabalho sejam estudados em conjunto, tanto pelos representantes dos empregados quanto pelos
do empregador.

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DP empregador.

A CIPA deverá reunir-se, também, em caráter extraordinário sempre que ocorrer acidente de
maior gravidade, ou prejuízo de grande monta, com a presença do responsável do setor onde ocorreu o
acidente, no máximo 48 (quarenta e oito) horas após sua ocorrência quando não houver SESMT-
(Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho) na empresa.

Como a CIPA é composta por pessoas que desempenham suas atividades dentro de diferentes
setores da empresa, as reuniões permitem a discussão e análise dos problemas encontrados em cada
departamento e, consequentemente, um levantamento das soluções para cada um dos problemas. A
partir das reuniões, os dados sobre riscos de acidentes são encaminhados, pelo Presidente, que deve
tomar providências para a diminuição dos acidentes do trabalho dentro da empresa.

Fica claro, portanto, o quanto são importantes as reuniões da CIPA. Porém, para que sejam
produtivas e para que realmente tragam satisfação a todos os cipeiros, é necessário que se desenvolvam
dentro de um clima real de bom relacionamento humano, com uma boa interação entre todos os seus
elementos, e podendo cada um expor suas questões e opiniões sem constrangimento. Para que isso
aconteça, é necessária a colaboração de todos os cipeiros.

Ser membro efetivo ou suplente da CIPA constitui grande responsabilidade, devendo cada um
revelar seu interesse pelo estudo teórico, pela observação prática e pela participação ativa na pesquisa
dos problemas de segurança do trabalho e nas reuniões, dar demonstração objetiva do seu desejo de
encontrar soluções para os problemas levantados.

OBJETIVOS DA REUNIÃO

É Importante que a CIPA seja um grupo e não só uma reunião de pessoas, pois, assim, cada
membro poderá cooperar com os demais, lutar por seus objetivos, e, desta forma, todos poderão
alcançar bons resultados na prevenção de acidentes.

Porém várias pessoas reunidas sé formam um grupo quando têm objetivos comuns. Por isso,
trataremos agora de alguns dos objetivos comuns dos cipeiros, que devem estar presentes nas reuniões
da CIPA:

- Receber e analisar informações e sugestões referentes à prevenção de acidentes, vindas de


membros não integrantes da CIPA, assim como dos empregados, do empregador, de convidados e de
colaboradores;
- Fazer a análise dos acidentes ocorridos; -
- Elaborar conclusões e sugestões de modificações que visem diminuir o número de adentes;

-Fazer estudos referentes à prevenção de acidentes, incluindo o aperfeiçoamento e a atualização


dos conhecimentos sobre legislação de Acidentes, Segurança, Higiene e Medicina do Trabalho;
- Participar à direção da empresa e a outros interessados as medidas de segurança que devem
ser adotadas; 85
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- Promover a divulgação de assuntos referentes à prevenção de acidentes.

Estes são os objetivos gerais que devem ser discutidos pela CIPA para que ela proponha aqueles
mais específicos à sua empresa. Mesmo que a discussão sobre os objetivos seja demorada, isto não
consiste em perda de tempo; ao contrário, discuti-los permite maior desenvolvimento de todos e
comprometimento futuro com todo o trabalho do grupo. Opiniões discordantes devem ser
consideradas; o respeito pelo grupo traz novas idéias, novos acordos, satisfação e coesão entre os
membros do grupo.

ESTRUTURA GERAL DE UMA REUNIÃO TIPICA


- Ler a ata da última reunião. Retornar, se necessário, a algum conteúdo da ata. Assiná-la.
- Fazer a leitura das fichas de análise de acidentes, investigar causas e propor mudanças.
- Enumerar tarefas a serem realizadas na reunião. Se forem muitas, selecionar as mais urgentes.
- Realizar as tarefas, uma por vez, pela ordem de urgência.
- Estudar algum tema relativo à prevenção de acidentes, apresentado por um dos elementos do
grupo.
- Avaliar a reunião, abordando aspectos tais como:
 Os objetivos da reunião foram alcançados?
 Que medidas de prevenção de acidentes apresentam dificuldades de solução e por que?
 Todos os participantes tiveram oportunidades de se manifestar durante a reunião?
 Com base na experiência de hoje, o que poderíamos modificar ou acrescentar para as
próximas reuniões?
 Quais as novas sugestões que foram apresentadas?

No final de cada reunião, deve-se definir o dia local e horário do próximo encontro.

Devemos lembrar que a estrutura geral de reunião colocada acima é apenas um exemplo e que
cada grupo poderá encontrar a rotina de trabalho mais adequada para si.

Outra sugestão que pode ser seguida é da ata de reuniões.

O primeiro passo é ler a ata da reunião anterior, para que todos estejam informados dos
assuntos.

15 - PRIMEIROS SOCORROS

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É fato bastante conhecido que mais de uma vida se perdeu por falta dos auxílios imediatos, que
poderiam ser prestados por um leigo a uma pessoa acidentada, a um doente ou vítima de mal de súbito,
tendo como objetivo manter a vítima com vida, minorar a dor e evitar complicações do problema até a
chagada do médico.

Não se pretende que este material rivalize com as inúmeras monografias que versam sobre o
assunto, pois sabe-se que são tecnicamente mais amplas e detalhadas. Não se apresenta também um
tratado de enfermagem; visam-se, tão-somente , aos primeiros socorros a um acidentado, na sua forma
mais elementar e eficiente.

1 – Material necessário para emergência

Nas várias dependências da empresa, devem existir caixas com material e medicamentos para
prestação de primeiros a acidentados, que devem conter, no mínimo, os seguintes elementos, cujo uso
específico deve ser conhecido por todos:
• água oxigenada
• algodão hidrófilo
• atadura de gaze
• esparadrapo
• água boricada
• analgésico
• colírio

• tintura de mertiolate
• mercúrio cromo
• álcool comum
• agulhas e seringas descartáveis.

1 – Tipos de emergência e como prestar os primeiros socorros

A presença de espírito é essencial quando se pretende auxiliar a vítima de um acidente. Deve-


se, manter a calma, e aplicar o que se aprenderá nesse manual.

O primeiro passo é procurar inteirar-se da lesão, tomando todo o cuidado para não agravar o
estado da vítima.

Nenhum líquido deve ser dado a uma pessoa sem sentidos.

Se tiver que ser feito um curativo, deve-se lavar bem as mãos, desinfetando-as em seguida com
álcool e deixando-as secar sem utilizar toalha.

Deve-se evitar ministrar à vítima agentes não-medicinais ou duvidosos ou usar processos de


primeiros socorros não indicados pela medicina. Crendices populares, que impedem o tratamento
correto, não devem ser consideradas.
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Uma vez constatada a lesão sofrida pela vítima, proceder como adiante se recomenda,
cuidando, em primeiro lugar, da parada respiratória/cardíaca; em segundo, da hemorragia; em terceiro,
de envenenamento; em quarto, de queimaduras e ferimentos e em quinto lugar, de fraturas.

2.1- Respiração artificial

Os pulmões são os órgãos mais importantes do aparelho respiratório, sendo sua função garantir
a oxigenação dos tecidos que formam o corpo, sem o que não é possível a vida.
A parada da respiração origina a asfixia, que é caracterizada pela cor azulada (cianose) da pele
e das mucosas, seguida imediatamente pela inconsciência.

O afogamento, os grandes traumatismos do tórax, o envenenamento por drogas, o


enforcamento e o choque elétrico são os tipos mais comuns de acidentes que provocam a asfixia, que
num primeiro momento causam a “morte aparente”, fase em que o acidentado pode ser salvo se
socorrido a tempo. Ao estado de morte aparente, segue-se imediatamente a morte real, quando então
não é mais eficaz o socorro.

Chama-se respiração artificial o processo mecânico empregado para restabelecer a respiração.

É de tal importância esta prática que a mesma deveria ser conhecida por todas as pessoas,
principalmente os trabalhadores, que assim estariam aptos a socorrer qualquer acidentado em tais
circunstâncias.

Não se deve interromper a respiração artificial em um acidentado asfixiado até a


constatação da morte real, que deve ser verificada por um médico.

Nos acidentes por eletricidade, na maioria das vezes, a morte ocorre por asfixia se o
eletrocutado não for atendido a tempo. Daí a importância da prática da respiração artificial nesses
casos.

É tão importante a rapidez na prática dessa respiração em um acidentado, que, se o paciente for
atendido nos primeiros dois minutos do choque, as probabilidades de salvamento são de 90%, porém ,
se for atendido somente quatro minutos depois, estas probabilidades serão de apenas 25%.

Mesmo quando houver parada cardíaca, deve-se praticar a respiração artificial o mais cedo
possível, pois, se garantirmos a oxigenação pulmonar, há grande probabilidade de reativação do
coração e da respiração.

Em caso de asfixia, o atendimento deve ser imediato, no próprio local, com aplicação da
respiração artificial, que deve ser feita continuamente até o atendimento médico, mesmo que isto leve
horas.

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Uma vez reanimado o paciente, se houver uma parada cardíaca ou respiratória espontânea, que
são fenômenos comuns, principalmente nos intoxicados por gases ou substâncias tóxicas, deve-se
recomeçar a respiração artificial.
No caso de a pessoa recobrar os sentidos, antes do atendimento médico, deve-se deixá-la em repouso,
aquecê-la e providenciar o socorro médico.

1.1.1 – Método boca a boca

É um dos métodos de respiração artificial mais eficientes que se conhece, e dos mais antigos,
necessitando apenas que o socorrista procure encher os pulmões do acidentado soprando fortemente
em sua boca.
Para que haja livre curso de ar no trato respiratório põe-se a cabeça do paciente em
posição adequada, levantando-se o pescoço do acidentado e forçando a cabeça em flexão para trás.

Esse cuidado é muito importante porque, normalmente, quando uma pessoa perde os sentidos,

as mucosas ficam flácidas, principalmente a língua, que recua oprimindo a entrada de ar.

Em seguida, com os polegares, aboca do paciente, permitindo com estas manobras que a
circulação de ar se faça normalmente. Caso haja ruídos provocados por sangue, dentadura, vômito ou
outros elementos que obstruam a passagem livre do ar, estes devem ser retirados antes de iniciar a
respiração.

Conservando a cabeça da vítima para trás, com uma das mãos sob o pescoço e outra sobre a
testa, apertar suas narinas para evitar que o ar escape.

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O socorrista deve, então, pôr sua boca aberta sobre a boca do paciente, soprando fortemente até
notar a expansão do peito do acidentado. Depois, retira sua boca para que haja expulsão de ar e assim
se esvazie o pulmão da vítima.

Repete-se a manobra tantas vezes quantas necessárias, em ritmo de doze vezes por minuto.

É uma técnica simples na qual o socorrista sente imediatamente se o ar está entrando para os

para os pulmões do acidentado ou não.

Há, com esta técnica, um bom nível de oxigenação pulmonar, mas ela apresenta como
desvantagem a falta de estímulo circulatório pela falta de compressão sobre o tórax.

Nos casos de asfixia por gases ou outros tóxicos, não é aconselhável este método pelo perigo de
envenenamento do próprio socorrista.

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Nos casos de contratura dos músculos maxilares, fenômeno comum nos choques elétricos, que
torna muito difícil abrir a boca da vítima, e nos casos de ferimento nos lábios, pratica-se o método
boca a nariz, que é igual ao método anteriormente descrito, apenas requerendo o cuidado de fechar a
boca do paciente quando se praticar o sopro para o enchimento dos pulmões.
1.2 – Parada cardíaca

Muitas vezes a asfixia é acompanhada de parada cardíaca, o que torna o quadro muito grave.
Nestes casos, ao mesmo tempo em que se pratica a respiração artificial, deve-se tentar reanimar os
batimentos cardíacos por meio de um estímulo exterior, de natureza mecânica, e fácil de ser aplicado
por qualquer pessoa.

A parada cardíaca é de fácil reconhecimento, graças a alguns sinais clínicos tais como:

• inconsciência
• ausência de batimentos cardíacos
• parada respiratória
• extremidades arroxeadas
• palidez intensa
• dilatação das pupilas.

A primeira providência a ser tomada, antes da chegada do médico, é praticar a massagem


cardíaca externa, que consiste na compressão ritmada sobre o tórax do paciente, na área cardíaca,
visando estimular a circulação através do esvaziamento parcial das cavidades do coração por efeito da
pressão mecânica, procedendo-se da seguinte maneira:

• deitar o paciente de costas sobre uma superfície dura;


• fazer pressão sobre o externo, que deste modo comprimirá o coração de encontro ao arco costal
posterior e a coluna vertebral;
• descomprimir rapidamente;
• repetir a manobra em um ritmo de 60 vezes por minuto até haver batimentos espontâneos ou até a
chegada do médico.

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1.3 – Hemorragia

Hemorragia é a perda de sangue por rompimento de um vaso, que tanto pode ser uma veia
como uma artéria. Qualquer hemorragia deve ser controlada imediatamente. Em um ferimento deve-se
empregar uma compressa limpa de pano, lenço, toalha, etc. Coloca-se a compressa sobre o ferimento
pressionando-a com firmeza, aplicando, em seguida, uma tira de pano, atadura, gravata ou cinto para
amarrar a compressa e mantê-la apertada no lugar.

Se o ferimento for em uma artéria ou em um membro superior, pressiona-se a artéria acima do


ferimento para interromper a circulação, de preferência apertando-a contra o osso.

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Se o ferimento for no antebraço dobra-se o cotovelo, colocando junto à articulação um objeto


duro para interromper a circulação.

Quando o ferimento for nos membros inferiores, aperta-se a virilha ou a face interna das coxas
no trajeto da artéria femural, dobra-se o joelho contra a coxa, previamente colocando, junto à
concavidade dos joelhos, um objeto duro que pode ser um chumaço de pano.

Se estas manobras não derem resultado, tanto no caso dos membros superiores quanto
dos inferiores, coloca-se bem acima do ferimento, no braço ou na coxa, um torniquete,
principalmente se houver amputação total ou parcial pelo acidente.

O torniquete é feito com um pano resistente, borracha ou um cinto. Para tal, faz-se um nó,
colocando-se um pedaço de madeira entre as pontas e aplicando-se outro nó para fixá-lo.

Em seguida, gira-se o pedaço de madeira, até haver pressão suficiente da atadura que
interrompa a circulação. Fixa-se o torniquete com outra atadura, marcando-se o tempo de interrupção
da circulação.

Não se deve usar arame ou fios finos.

A cada 15 minutos deve-se desapertar o torniquete com cuidado. Se a hemorragia parar, deixar
o torniquete no lugar, porém frouxo, de forma que possa ser apertado no caso de voltar o sangue.
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Se o paciente acusar sede, dá-se-lhe líquido para beber, exceto se houver lesão no ventre ou se
o mesmo estiver inconsciente.
Para evitar o choque, deve-se agasalhar o ferido, mantendo-o deitado.

Podem-se encontrar vários tipos de hemorragias, exigindo cada uma, cuidados especiais.

2.3.1 – Hemorragia interna

Pode haver ferimento nos órgãos internos, causado por traumatismo, sem perda

externa de sangue. As hemorragias internas são sempre muito graves e seus sinais são:

• pulso fraco
• suores frios abundantes
• palidez intensa
• mucosas descoradas
• sede
• tonturas e vômitos
• inconsciência.

Nesses casos, coloca-se o paciente deitado, com a cabeça sempre mais baixa que o corpo. No
entanto, se o ferimento for na cabeça, deve-se levantá-la um pouco.

Para o paciente com hemorragia interna o atendimento médico imediato é indispensável.

2.3.2 – Hemorragia nasal

Deixa-se o paciente sentado, com a cabeça voltada para trás, apertando-lhe as narinas durante
uns minutos.
Se a hemorragia continuar, as narinas deverão ser tampadas com gaze, até que o médico

atenda.

2.3.3 – Hemoptise (hemorragia dos pulmões)

É sempre grave e é indispensável o atendimento médico. Caracteriza-se pelas golfadas de


sangue vermelho rutilante que saem pela boca após um acesso de tosse.

O enfermo deverá ser colocado em repouso, com a cabeça mais baixa que o corpo, até a
chegada do médico.

2.3.4 – Hematêmese (hemorragia do trato digestivo)

É também grave e necessita sempre de cuidados médicos.

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O paciente apresenta, inicialmente, enjôo e vontade de vomitar. Quando vem o vômito, este tem
cor escura, como borra de café. O enfermo deverá ficar em repouso, deitado sem travesseiro. Não se
deve administrar remédios pela boca e nem água.

Aplicar compressas frias ou saco de gelo o sobre o estômago, até a chegada do médico.

2.4 – Envenenamentos

Venenos são todas as substâncias químicas ou naturais que, postas em contato com o
organismo, causam perturbações mais ou menos graves de saúde, podendo ocasionar a morte.

Estas substâncias , chamadas tóxicas, penetram no organismo, habitualmente, pela boca,


podendo também penetrar pelas vias respiratórias (pulmões – na respiração) e pelas vias cutâneas
(superfície corporal).

Os venenos atuam a partir de uma determinada quantidade e sua ação depende da natureza ou
espécie química.

Os acidentados por envenenamento podem apresentar as seguintes características:

• cheiro estranho no hálito, se a substância ingerida ou inalada for volátil;


• queimaduras das mucosas, podendo mudar a cor dos lábios e da língua;
• dor intensa no trato digestivo superior – boca, esôfago e estômago;
• restos de substâncias na boca, evidenciando ter a vítima ingerido algo estranho – pós, folhas de
vegetais, etc.;
• salivação abundante;
• náuseas e vômitos, podendo estes serem sanguinolentos;
• dor de cabeça;

• sonolência ou inconsciência;
• sinais de estado de choque;
• em casos extremos: parada respiratória e parada cardíaca.

2.4.1 – Atendimento

Em casos de envenenamento, deve-se

a ) transferir imediatamente a vítima para lugar arejado, no caso do ambiente estar saturado por
tóxicos;
b ) limpar a boca e a garganta do paciente, visando à retirada do material tóxico e da secreção
acumulada;
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c ) se houver parada respiratória ou parada cardíaca, iniciar imediatamente respiração artificial


pelo método Sylvester e massagem cardíaca associada;
d ) provocar o vômito, se o veneno foi ingerido, fazendo o acidentado beber água morna, ou
com sabão ou com sal, ou então tocando levemente a garganta do envenenado com o cabo de uma
colher ou outro objeto qualquer. Deve-se repetir esta manobra várias vezes até que o líquido vômito
saia limpo;
e ) fazer, em seguida , a vítima ingerir se possível, claras de ovos batidas com água (um litro de
água para quatro claras) ou suspensão de farinha de trigo ou maisena na proporção de quatro colheres
de sopa para um litro de água;
f ) se as vestes estiverem sujas das substâncias tóxicas, retirá-las e lavar o acidentado com
bastante água corrente. Esta prática é indispensável, sobretudo se o veneno for absorvido pela pele;

g ) remover o mais cedo possível a vítima para o hospital, pois todo envenenado deve ter
cuidados médicos imediatos, recolhendo o material tóxico, o vidro com rótulo, etc., a fim de entregá-
los ao médico.

Não se deve:

A ) provocar vômito se o paciente estiver em estado de inconsciência, em convulsão, ou tiver


ingerido substâncias corrosivas e irritantes, tais como:
• soda cáustica
• ácidos de qualquer espécie
• alvejantes de uso doméstico
• amoníaco
• produtos de petróleo (gasolina, querosene, líquidos de limpeza);
b ) dar substâncias oleosas para o paciente beber;
c ) dar bebidas alcóolicas ao envenenado;
d ) fazer a vítima caminhar ou excitá-la;
e )perder tempo no atendimento, a fim de que o veneno não seja absorvido pelo organismo.

2.5 – Queimaduras

Queimaduras é uma lesão causada por ação de calor ou de outras radiações sobre o organismo.
As queimaduras, além de provocarem intensa dor local, podem causar choque, levando a vítima
à morte, dependendo do estado do paciente e da extensão da área atingida.

Os seguintes agentes podem causar queimaduras:

• líquidos fervente
• contato direto com chama
• sólidos superaquecidos ou incandescentes
• vapores quentes
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• substâncias químicas (ácidos corrosivos, soda cáustica, fenol, etc.)


• radiações infravermelhas e ultravioletas naturais (sol) ou de laboratório (aparelhos)
• emanações radioativas
• eletricidade (pela passagem direta da corrente pelos tecidos, provocando a eletrólise dos mesmos e a
conseqüente necrose, ou pela ação direta do calor em forma de arco voltaico no acidente comum das
aberturas ou fechamento das chaves elétricas de grande potência).

As queimaduras externas classificam-se em:

• superficiais: quando atingem apenas as camadas superficiais da pele;


• profunda: quando há destruição da pele na área atingida.

Quanto a sua classificação em graus, que é uma classificação prática que indica apenas a
profundidade da lesão, podem ser de:

• primeiro grau: caracterizada pela lesão superficial da pele sem formação de bolhas. Forma-se
somente eritema, isto é, vermelhidão, e a dor é suportável.
Ex.: queimaduras causadas pelos raios solares e por radioatividade;

• segundo grau: caracterizada pela lesão das camadas mais profundas da pele, com formação de
flictenas (bolhas), por vezes extensas, por desprendimento das camadas superficiais;

• terceiro grau: neste nível, as lesões atingem todas as camadas da pele, tecido celular subcutâneo e, em
certos casos, os músculos profundos, podendo chegar à carbonização da área atingida.

Observação: A gravidade da queimadura, implicando risco de vida, não está na profundidade atingida,
isto é , no grau desta, mas sim na extensão da superfície atingida, que dá origem ao “estado de
choque”, pela dor, desequilíbrio eletrolítico do meio interno, desidratação, etc. A possibilidade de
lesões renais, que freqüentemente acompanham as queimaduras extensas, tornam sempre o
prognóstico mais sombrio.
Em relação à área corporal, avalia-se, aproximadamente, a superfície corporal queimada do
seguinte modo:

• cabeça = 9% de superfície corporal


• pescoço = 1%
• membro superior E = 9%
• membro superior D = 9%
• tórax e abdômen (frente) = 18%
• tórax e região lombar (costas) = 18%
• membro inferior E = 18%
• membro inferior D = 18%

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2.5.1 – Procedimentos a serem adotados em caso de queimaduras

a) Queimaduras térmicas:
• arrancar ou cortar imediatamente as vestes em chamas, se a peça for de tecido leve e de fácil
remoção, ou procurar abafar o fogo, envolvendo a vítima em um cobertor, toalha, capa, etc.;
• deitar o acidentado;
• colocar a cabeça e o tórax do acidentado em plano inferior ao corpo. Levantar as pernas do paciente.
Esta manobra evita o choque , e este é o cuidado que se deve ter;
• se o paciente estiver consciente, dar-lhe bastante líquido: chá, água, refrigerante, etc.;
• nunca dar bebidas alcóolicas;
• pôr um pano limpo sobre a superfície queimada.

b) Queimaduras por agentes químicos:


• lavar a região atingida com bastante água;
• conduzir a assistência como no item anterior;
• não aplicar ungüentos, bicarbonato de sódio ou outras substâncias;
• não tocar com as mãos na área queimada;
• não retirar corpos estranhos ou elementos gordurosos das lesões;
• não furar as bolhas que aparecerem.
Observação: Todas as queimaduras deverão ser examinadas por um médico ou enfermeiro habilitado,
com a máxima brevidade possível, sobretudo nos casos de grandes queimaduras.

c) Queimaduras nos olhos:

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Podem ser produzidas por substâncias tóxicas ou irritantes tais como ácidos, álcali, etc. ou pelo calor:
água quente, vapor, cinzas quente, pó explosivo, metal fundido, chama, direta, arco voltaico, etc. A
assistência deve ser imediata, devendo-se obedecer aos seguintes passos:
• lavar os olhos com água em abundância durante vários minutos;
• não esfregar os olhos;
• vendar os olhos com gaze ou pano limpo umedecido;
• levar o acidentado ao médico imediatamente.

2.5.2 – Outras queimaduras provocadas pelo calor

a) Insolação

É uma perturbação devida à ação direta e prolongada dos raios solares sobre o indivíduo. É mais
comum nas praias e estações de veraneio, nas quais as pessoas não-habituadas ao sol se expõem de
maneira excessiva à ação direta dos raios solares, com largas áreas corporais desabrigadas. A
insolação pode manifestar-se de duas maneiras:

• brusca – caracterizando-se por;


- mal-estar geral
- falta de ar com sensação de sufocação
- respiração acelerada e difícil
- dor de cabeça acentuada
- pulso rápido e forte
- temperatura corporal elevada
- extremidades arroxeadas
- inconsciência e palidez

• lenta – caracterizando-se por:


- mal-estar
- dor de cabeça
- náuseas
- tonturas
- pele quente e seca
- pulso rápido
- temperatura do corpo elevada.

Enquanto se aguarda atendimento médico, deve-se proceder da seguinte forma:

• remover a vítima para lugar fresco e arejado;


• retirar suas roupas;
• conservar o acidentado com a cabeça mais baixa que o corpo;
• envolver o paciente em panos molhados ou aplicar-lhe banhos;
• envolver a cabeça em toalha molhada ou sacos de gelo;
• remover o paciente para o hospital o mais cedo possível.
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Observação: Uma das principais medidas de socorro é o abaixamento progressivo da temperatura


corporal.

a ) Internação

É uma perturbação do organismo originada por excessivo calor em lugares não-arejados


convenientemente, como nas fundições, em salas de caldeiras, junto a fornos industrias, etc. A
internação apresenta as seguintes manifestações:

• dor de cabeça e náuseas;


• palidez acentuada;
• sudorese (transpiração excessiva);
• temperatura corporal levemente elevada;
• pulso rápido e fraco;
• câimbras abdominais e nas pernas;
• inconsciência.

O atendimento à vítima da internação é o mesmo dispensado para o caso de insolação.

2.6 – Fraturas

O fenômeno patológico mais comum nos traumatismos é a rotura dos ossos, comumente
chamada fratura.

Há dois tipos de fraturas:

• fraturas fechadas – quando o osso quebrado não aparecer na superfície, isto é, quando não houver
ruptura das partes moles superficiais, apenas sentindo-se o desnível e o movimento anormal dos ossos;

• fraturas abertas – quando o osso fraturado aparecer na superfície corporal, pelo rompimento dos
músculos e da pele.

Existem vários sinais clínicos que caracterizam uma fratura, como por exemplo:

• traumatismo;
• dificuldade ou incapacidade de movimento;
• dor e edema na área atingida;
• posição anormal (desvio do eixo) do membro;
• ao toque, sente-se um crepitar característico, por atrito, dos fragmentos ósseos;
• se a fratura for exposta, há, naturalmente, o surgimento do osso fraturado rompendo a pele.

2.6.1 - Atendimento
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a ) Fratura fechada:
• o acidentado deve ser movimentado o menos possível;
• cobrir a área lesada com pano limpo ou algodão, a fim de evitar lesões em áreas superficiais;
• imobilizar o membro com talas ou apoios adequados, como uma tábua fina, papelão, revistas
dobradas, travesseiro, mantas dobradas, etc.;
• amarrar as talas de apoio com ataduras ou tiras de pano, de maneira firme, mas sem apertar;
• as talas devem ser amarradas acima e abaixo do local da fratura e acima e abaixo das articulações
próximas à área fraturada;
• remover o acidentado para o hospital.

Observação: O socorrista nunca deve tentar colocar os ossos fraturados no lugar

b ) Fratura exposta ou aberta:

Fazer um curativo protetor sobre o ferimento, com gaze ou pano limpo, a fim de evitar infecções.
Se houver hemorragia abundante, é sinal de que houve, além de fratura, rotura de vasos. Assim sendo,

• procurar conter a hemorragia, conforme já foi exposto;


• imobilizar o membro fraturado;
• providenciar a remoção do acidentado para o hospital.

c ) Fratura do crânio:
A fratura do crânio sempre se reveste de gravidade, necessitando de cuidados médicos imediatos.

• Caracterização:
- lesão no crânio;
- perda de sangue pelo nariz ou pelos ouvidos;
- perda da consciência ou estado semiconsciente;
- náuseas e vômitos imediatos, podendo, também , aparecer algum tempo depois,

• Atendimento :
- manter o acidentado recostado, procurando o máximo de repouso possível;
- se houver hemorragia do couro cabeludo, fazer um curativo, envolvendo a cabeça por meio de
uma faixa ou pano limpo;
- se houver parada respiratória, iniciar respiração artificial pelo método boca a boca;
- imobilizar a cabeça do acidentado, apoiando-se em travesseiros, almofadas, etc.;
- conduzir o paciente ao hospital.
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d ) Fratura da coluna vertebral:

• Caracterização:
- lesão traumática na coluna vertebral (espinha dorsal)
- dor local acentuada;
- deslocamento de vértebras;
- dormência nos membros;

• Atendimento:
- não tocar, nem deixar ninguém mexer com o acidentado se houver suspeita de fratura de coluna, até
a chegada do médico;
- observar sua respiração . Se houver parada respiratória, iniciar respiração artificial pelo método
boca;
- o transporte do acidentado deve ser feito com muito cuidado, em padiola ou maca;

- empregar quatro pessoas para levantar o acidentado e levá-lo até á maca, movimentado seu corpo
em um tempo só, como se fosse um bloco maciço, sem lhe torcer a cabeça e os membros.

• Cuidados a serem tomados;


- nunca virar de lado o acidentado procurando melhorar sua posição:

- durante o transporte para o hospital, evitar paradas bruscas com o veículo ou movimentos súbitos e
fortes.

e ) Fratura da bacia:
Proceder como no caso anterior, tendo o cuidado de amarrar ambas as pernas bem juntas, para que
durante o transporte do acidentado não haja movimento algum dos membros inferiores.

f ) Fratura da cravícula;
Traumatismo da parte superior do tórax. Apresenta-se uma dor intensa no local do traumatismo , não
podendo o acidentado movimentar o braço do lado atingido.

• Atendimento:
- colocar embaixo do braço um pano dobrado várias vezes para servir de almofada ;
- amarrar o braço no centro do tórax do lado ferido, por meio de tiras de pano;
- espalmar a mão do braço imobilizado contra o peito, do lado são, apoiando o antebraço por meio de
uma tipóia ( pano triangular ou tiras de pano);
- conduzir o paciente ao médico;

g ) Fraturas do úmero:
Proceder como no caso anterior, procurando apoiar a face externa do braço por meio de uma tala
( papelão, revista, etc.) ao longo do braço;

h) Fratura do antebraço
Imobilizar o braço por meio de uma tipóia e conduzir o paciente ao médico.
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2.7-Caixa de Primeiros Socorros


- Soro fisiológico 0,9%-3 frascos de 250 ml
- Álcool 70% - 1 frasco
- Compressas de gazes – 10pacotes com 5
- Sal- 200g
- Açúcar – 200g
-Esparadrapo 12cm de largura- 1 unidade
- Bandaid – 1 caixa
- Cotonetes – 1 caixa
- Luvas de borracha n°8.7-2 pares
- Tesoura (sem ponta) – 1unidade
- Seringa desc. 2.3.5.10.20 ml – 2 de cada
- Toalha de papel – 1 pacote-
- Sabão líquido – 1 frasco
- Pince kocher – 1unidade
- Pince anatemice dente de rato – 1 unidade
- Éter – 1 frasco.

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