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NORMALIZAÇÃO / legislação no Brasil

• NORMAS TÉCNICAS SÃO CONSIDERADAS


“LEIS SECUNDÁRIAS” E DEVEM SER
OBRIGATORIAMENTE ATENDIDAS.

• LEIS, DECRETOS, PORTARIAS, REGULAMENTOS...


TORNAM AS NORMAS OBRIGATÓRIAS (Ex.:
NR-10 MTb, Código Consumidor, Portaria
INMETRO, etc.)

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NORMALIZAÇÃO /
Código do Consumidor
• ART. 39 – É vedado ao fornecedor de produtos ou
serviços:
VIII – colocar, no mercado de consumo, qualquer
produto ou serviço em desacordo com as normas
expedidas pelos órgãos oficiais competentes ou, se
normas específicas não existirem, pela Associação
Brasileira de Normas Técnicas ou outra entidade
credenciada pelo Conselho Nacional de Metrologia,
Normalização e Qualidade Industrial – Conmetro;

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Estrutura do texto:

• Sistema de numeração da NBR 5410:


5 (Parte)
5.1 (Capítulo)
5.1.2 (Seção)
5.1.2.2 (Artigo)
5.1.2.2.2 (Parágrafo)
(Nota)
• Anexos

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Estrutura do texto:
• Partes da NBR 5410
1. Objetivo
2. Referências normativas
3. Definições
4. Princípios fundamentais e determinação das
características gerais
5. Proteção para garantir a segurança
6. Seleção e instalação dos componentes
7. Verificação final
8. Manutenção
9. Requisitos complementares para instalações ou
locais específicos
Anexos: A - L

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Objetivos da NBR 5410
• garantir a segurança de pessoas e animais;

• garantir o funcionamento adequado da


instalação;

• garantir a conservação dos bens.

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Campo de aplicação

• Edificações residenciais, comerciais,


industriais, públicas, de serviços,
agropecuário, hortigranjeiro, etc.
• Áreas externas às edificações.
• Trailers, campings, marinas e análogas.
• Canteiros de obras, feiras, exposições e
temporárias (circos, etc).
• Instalações novas e reformas.

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Campo de aplicação
NORMA NÃO SE APLICA

 Tração elétrica, veículos,


embarcações, aeronaves;
 Iluminação pública;
 Redes públicas de distribuição;
 SPDA;
 Minas, cercas eletrificadas.

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Campo de aplicação
1.6 A aplicação desta Norma não dispensa
o respeito aos regulamentos de órgãos públicos
aos quais a instalação deva satisfazer.

1.7 As instalações elétricas cobertas por


esta Norma estão sujeitas também,
naquilo que for pertinente, às normas para
fornecimento de energia estabelecidas
pelas autoridades reguladoras e
pelas empresas distribuidoras
de eletricidade.

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Referências normativas: quais os documentos
complementares à NBR 5410

• Na parte 2 são referenciadas normas ABNT e


IEC citadas no texto da NBR 5410.

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Definições: os termos essenciais para
entender o texto da norma

• Na parte 3 são apresentados os termos


essenciais para a adequada compreensão do
texto da NBR 5410.

• Além disso, outros termos estão definidos na


norma NBR IEC 50 (826) – Vocabulário
eletrotécnico internacional – Capítulo 826:
Instalações elétricas em edificações

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#1 - A terminologia utilizada está adequada?

• Voltagem
• Amperagem
• Wattagem
• Conduíte
• Isolamento
• xxxx

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Planejamento da instalação
4.2.1.1 - Potência de alimentação (DM)
DM = ∑ PN de todos os equipamentos suscetíveis de funcionar
simultaneamente (D’M) + capacidade de reserva = Demanda máxima
(em 24 horas).

Fator de demanda (g’)

D’M ∑ PN de todos os equipamentos


suscetíveis de funcionar
g’ = simultaneamente

Potência instalada = ∑ PN de todos os


Pinst equipamentos existentes

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Planejamento da instalação
Exemplo de cálculo de fator de demanda (g’)
Potência Potência utilizada (kVA)
Carga instalada
(kVA) 6h 9h 12h 15h 18h 21h

Iluminação 150 50 120 80 90 130 80

Tomadas 150 50 100 70 70 80 50

Motores 300 100 250 150 200 180 70

Ar cond. 100 20 50 70 80 70 50

TOTAL 700 220 520 370 440 460 250

D’M 520
g’ = = = 0,74
Pinst 700
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Planejamento da instalação
Fatores de demanda (g’)

DM’ = g’ . Pinst

Fonte: Livro Instalações Elétricas Ademaro Cotrim

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Previsão de cargas - Geral
4.2.1.2.1 Geral:
a) a carga a considerar para um equipamento de utilização é a potência
nominal por ele absorvida, dada pelo fabricante ou calculada a partir da
tensão nominal, da corrente nominal e do fator de potência;

b) nos casos em que for dada a potência nominal fornecida pelo equipamento
(potência de saída), e não a absorvida, devem ser considerados o rendimento e
o fator de potência.

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Previsão de cargas – Geral - Iluminação
4.2.1.2.2 Iluminação:
a) as cargas de iluminação devem ser determinadas como resultado
da aplicação da ABNT NBR 5413; (cancelada e substituída pela NBR
ISO 8995-1 de março de 2013)

b) para os aparelhos fixos de iluminação a descarga,


a potência nominal a ser considerada deve incluir a
potência das lâmpadas, as perdas e o fator de
potência dos equipamentos auxiliares.

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Previsão de cargas – Residencial - Iluminação
 9.5.2.1.2
a) em cômodos ou dependências com A ≤ 6 m2: carga
mínima de 100 VA;
b) em cômodo ou dependências com A > 6 m2 : carga
mínima de 100 VA para os primeiros 6 m2 + 60 VA para cada
aumento de 4 m2 inteiros.

Ex: 12 m2 = 6 + 4 + 2 100 + 60 + 0 = 160 VA

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Previsão de cargas – Geral – Pontos de tomada
4.2.1.2.3 Pontos de tomada:
b) em halls de serviço, salas de manutenção e salas de equipamentos, tais
como casas de máquinas, salas de bombas, barriletes e locais análogos,
deve ser previsto no mínimo um ponto de tomada de uso geral. Aos
circuitos terminais respectivos deve ser atribuída uma potência de no
mínimo 1000 VA;
e) os pontos de tomada destinados a alimentar mais de um equipamento
devem ser providos com a quantidade adequada de tomadas.

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Previsão de cargas – Geral – Pontos de tomada

300 VA

800 VA (mín) 200 VA

200 VA

100 VA

4.2.1.2.3 Pontos de tomada:


c) quando um ponto de tomada for previsto para uso específico, deve ser a ele atribuída uma
potência igual à potência nominal do equipamento a ser alimentado ou à soma das
potências nominais dos equipamentos a serem alimentados.

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Previsão de cargas – Geral – Pontos de tomada
4.2.1.2.3 Pontos de tomada:
c) Quando valores precisos não forem conhecidos, a potência atribuída ao ponto de tomada
deve seguir um dos dois seguintes critérios:
• potência ou soma das potências dos equipamentos mais potentes que o ponto pode vir a
alimentar, ou
• potência calculada com base na corrente de projeto e na tensão do circuito respectivo;

? 30 A / 220 V / 3F

P = √3 . 30 . 220 = 11.430 VA

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Previsão de cargas – Residencial – Pontos de tomada
 9.5.2.2.1 Número de pontos de tomada
a) em banheiros: 1 ponto de tomada, próximo ao
lavatório;

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Previsão de cargas – Residencial – Pontos de tomada

9.5.2.2.1 Número de pontos de


tomada
b) em cozinhas, copas, copas-
cozinhas, áreas de serviço, cozinha-
área de serviço, lavanderias e locais
análogos: 1 ponto / 3,5 m, ou fração,
de perímetro;

Acima da bancada da pia:


no mínimo, 2 tomadas de
corrente, no mesmo ponto ou
em pontos distintos;

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Previsão de cargas – Residencial – Pontos de tomada
9.5.2.2.1 Número de pontos de tomada
c) em varandas pelo menos 1 ponto de tomada;
Admite-se que o ponto de tomada não seja instalado na própria varanda, mas próximo ao seu acesso,
quando a varanda, por razões construtivas, não comportar o ponto de tomada, quando sua área for
inferior a 2 m2 ou, ainda, quando sua profundidade for inferior a 0,80 m.

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Previsão de cargas – Residencial – Pontos de tomada

9.5.2.2.1 Número de pontos de tomada


d) em salas e dormitórios: 1 ponto de
tomada / 5 m, ou fração, de perímetro,
devendo esses pontos ser espaçados tão
uniformemente quanto possível;

Em salas de estar, deve-se atentar para a


possibilidade de que um ponto de tomada
venha a ser usado para alimentação de mais
de um equipamento, sendo recomendável
equipá-lo com a quantidade de tomadas
julgada adequada.

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Previsão de cargas – Residencial – Pontos de tomada

9.5.2.2.1 Número de pontos de tomada


e) em cada um dos demais cômodos e dependências:
 1 ponto de tomada, se a área do cômodo ou dependência for
igual ou inferior a 2,25 m2. Admite-se que esse ponto seja
posicionado externamente ao cômodo ou dependência, a até
0,80 m no máximo de sua porta de acesso;
 1 ponto de tomada, se a área do cômodo ou dependência for
superior a 2,25 m2 e igual ou inferior a 6 m2;
 1 ponto de tomada para cada 5 m, ou fração, de perímetro, se a
área do cômodo ou dependência for superior a 6 m2, devendo
esses pontos ser espaçados tão uniformemente quanto possível.

#2 – A quantidade de pontos de tomadas foi


determinada conforme a NBR 5410?
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Previsão de cargas – Residencial – Pontos de tomada
9.5.2.2.2 Potências atribuíveis aos pontos de tomada
a) em banheiros, cozinhas, copas, copas-cozinhas, áreas de serviço,
lavanderias e locais análogos (para cada ambiente em separado):
600 VA / ponto de tomada, até 3 pontos + 100 VA / ponto para os demais.

b) nos demais cômodos ou dependências: 100 VA / ponto.

Ex. 1: cozinha com 5 pontos de tomadas:


Pmín = 600 + 600 + 600 + 100 + 100 = 2.000 VA

Ex. 2: quarto com 5 pontos de tomadas:


Pmín = 5 x 100 = 500 VA

#3 - As cargas de tomadas foram determinadas


conforme a norma NBR 5410?
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Corrente de projeto (IB)
Corrente prevista para ser transportada por um circuito durante seu
funcionamento normal. É com ela que são dimensionados os
componentes da instalação.

DM
alimentadores

Carga única
t= Várias cargas
1,0 circ. monofásicos
√3 circ. trifásicos

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#4 - A potência de alimentação (com demanda) total
está declarada?

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#5 - As potências de alimentação (com demanda) dos
quadros estão declaradas?

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#6 – [4.2.1.1.2] Os fatores de demanda considerados
estão declarados?

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#7 - As cargas (potência instalada) estão declaradas?

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#8 - As taxas (correntes) harmônicas foram
declaradas/consideradas em todas as correntes de
projeto?

http://www.mirusinternational.com/solv.html

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#9 – [4.2.1.1.2] A capacidade de reserva foi declarada?

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#10 – [4.2.1.2.2] As cargas de iluminação foram determinadas
conforme NBR 5413 (para locais que não são de habitação)?

NBR ISO 8995-1 -


Iluminação de ambientes de
trabalho

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#11 – [4.2.3.1] A natureza da corrente e frequência estão declaradas
(CA, CC)?

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#12 – [4.2.3.1] O valor da tensão nominal está declarado?

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CRITÉRIOS PARA DIVISÃO DE CIRCUITOS
qualquer tipo de instalação

• CIRCUITOS INDIVIDUALIZADOS PELA


FUNÇÃO (LUZ, TOMADA, CHUVEIRO, AR
COND, ...)

• ILUMINAÇÃO E TOMADAS SEPARADOS

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9.5.3 - Divisão da instalação - Residencial

• CIRCUITOS INDIVIDUALIZADOS PELA


FUNÇÃO (LUZ, TOMADA,
CHUVEIRO, AR COND, ...)

9.5.3.2 cozinhas, copas, copas-cozinhas,


áreas de serviço, lavanderias e locais
análogos: tomada e iluminação
separadas.

9.5.3.3 Permitido (opcional) juntar


circuitos de iluminação e tomadas,
• 9.5.3.1 CIRCUITO SEPARADO desde que a corrente de projeto (IB) do
PARA EQUIPAMENTO I > 10A circuito comum (iluminação + tomadas)
não seja superior a 16 A.

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#13 - A divisão da instalação em circuitos atende à
norma (iluminação e força separadas)?

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#14 – Existem circuitos separados para equipamentos
com I > 10 A (residencial)?

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NÚMERO DE QUADROS EM UMA
INSTALAÇÃO ELÉTRICA

• NÃO HÁ LIMITES EM NORMAS.


• A QUANTIDADE DE QUADROS
DEPENDE DO BOM SENSO, DA
ÁREA (m2) E DA POTÊNCIA DOS
EQUIPAMENTOS.

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QUADROS ELÉTRICOS
• 6.5.4.1 Conjuntos montados em fábrica NBR IEC
60439-1. Enquadram-se também nessa categoria os
conjuntos fornecidos na forma de kits que sejam
conforme ou derivados de protótipos conforme a ABNT
NBR IEC 60439-1 (NBR IEC 60439-3  não qualificados)
tampa
• 6.5.4.2 Conjuntos outros que não os especificados em
6.5.4.1 devem resultar em níveis de desempenho e
segurança equivalentes aos definidos na ABNT NBR IEC
60439-1.
6.5.4.4 O grau de proteção do conjunto deve ser
compatível com as influências externas previstas.

6.5.4.7  Tabela 59
Quadros de distribuição -
Espaço de reserva

#15 - Estão previstos espaços de reserva nos quadros conforme a norma?


#16 – Está indicado que os quadros devem atender aos requisitos da NBR IEC 60439-1?
#17 – Está indicado que os quadros residenciais devem atender aos requisitos da NBR IEC 60439-3?
#18 – O grau de proteção do quadro está especificado?

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QUADROS ELÉTRICOS
IDENTIFICAÇÃO DO QUADRO
(QDL-1) [6.4.10]

tampa

IDENTIFICAÇÃO DOS
COMPONENTES /
CIRCUITOS

#19 – [6.5.4.8] Há indicação de os quadros serem providos de identificação pelo


lado externo?
#20 – [6.5.4.9] Os componentes dos quadros estão identificados?
#21 – [6.4.10] Há texto específico de advertência nos quadros residenciais?

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#22 - As cargas estão “adequadamente” distribuídas
entre as fases (4.2.5.6)?

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[4.2.6] Classificação das influências externas

XY1
A = meio ambiente Número (1 a 41-1) =
B = utilização classe da influência
C = construção das externa
edificações

A, B, C, D ... S =
natureza da
influência externa

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Classificação das influências externas
• AA – temperatura ambiente;
• AB – umidade do ar;
• AC – altitude;
• AD – presença de água;
• AE – presença de corpos sólidos;
• AF – presença de substâncias corrosivas ou poluentes;
• AG – impactos;
• AH – vibrações;
• AK – presença de flora e mofo;
• AL – presença de fauna;
• AM –fenômenos eletromagnéticos de baixa freqüência ,
de alta freqüência contínuos ou transitórios, descargas
eletrostáticas e radiações ionizantes;
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Classificação das influências externas
• AN – radiações solares;
• AQ – descargas atmosféricas;
• AR – movimentação do ar;
• AS – vento;
• BA – competência das pessoas;
• BB – resistência elétrica do corpo humano;
• BC – contatos das pessoas com o potencial da terra;
• BD – condições de fuga das pessoas em emergências;
• BE – natureza dos materiais processados ou armazenados;
• CA – materiais de construção;
• CB – estrutura das edificações.

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#23 - As influências externas mais importantes foram declaradas?

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#24 – [4.2.6.1.1] A temperatura ambiente está declarada?

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Classificação das influências externas

6. SELEÇÃO E INSTALAÇÃO DOS COMPONENTES

6.1.3 Condições de serviço e influências externas


(para todos os componentes)
(TABELA 32)

6.2.4 Seleção e instalação (linhas elétricas) em


função das influências externas
(TABELA 34)

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Seleção e instalação (componentes) em
função das influências externas

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Seleção e instalação (componentes) em
função das influências externas

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Seleção e instalação (linhas elétricas) em
função das influências externas

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Seleção e instalação (linhas elétricas) em
função das influências externas

#26 – O atendimento à Tabela 34 (linhas x influências externas)


está sendo feito?
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Aspectos gerais da proteção contra choques elétricos
Efeitos fisiológicos notáveis
(parada cardíaca, parada respiratória,
contrações musculares), geralmente
t (ms) irreversíveis.

10000
10.000

5.000
5000

2.000
2000

1000
1000

500
500
II III IV
200
1 2 3 4
200
Efeitos fisiológicos Elevada probabilidade de
Nenhum geralmente não efeitos fisiológicos graves
100
100 efeito danosos e irreversíveis:
perceptível - fibrilação cardíaca,
50 - parada respiratória.
50

20
20

10
0,2 0,5 1 2 5 10 20 30 50 100 200 500 1000 2000 Ic(mA)

Zonas tempo-corrente dos efeitos de corrente alternada (15 a 100 Hz) sobre as pessoas
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Regra geral da proteção contra choques elétricos

[5.1.1.1] PRINCÍPIO FUNDAMENTAL =

Partes vivas não devem estar acessíveis


(isolação básica, barreira, invólucro)

Massas (carcaças condutoras) não devem oferecer


perigo de choque
(Equipotencialização, seccionamento automático)

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[5.1.2.2.1 + Anexo B] Proteção básica (contato direto)
Prover partes vivas com isolação básica

Usar barreiras ou invólucros

tampa

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Proteção supletiva (contato indireto):
[6.4.1] Aterramento
A massa M é colocada intencionalmente no potencial do
eletrodo de aterramento

o eletrodo de aterramento

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Proteção supletiva (contato indireto):
[5.1.2.2.3] Equipotencialização
As massas M são colocadas no mesmo potencial entre si, mas
podem estar em um potencial diferente em relação ao
eletrodo de aterramento.

ΔU

o eletrodo de aterramento
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Proteção supletiva (contato indireto):
Aterramento + Equipotencialização

ΔU ~ 0

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[6.4] Principais componentes dos sistemas de
aterramento e equipotencialização

1 - Eletrodo de aterramento
(infraestrutura de aterramento)
2 - Condutor de aterramento
3 - BEP (Barramento de
Eqüipotencialização Principal)
4 - Condutor de equipotencialização
principal
5 - Condutor de proteção principal
6 - Condutor de equipotencialização
suplementar
7 - Condutor de proteção
8 - BEL (Barramento de
Equipotencialização Local)
9 - Elemento condutor estranho à
instalação elétrica
10 - Massa

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Tipos de eletrodos de aterramento da NBR 5410

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Tipos de condutores de proteção

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Tipos de condutores de proteção

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Tipos de condutores de proteção

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Disposição dos condutores de proteção

Individual por
circuito

Comum
a vários
circuitos

5.1.2.2.3.6 Todo circuito deve dispor de condutor de proteção

Iluminação, tomadas, 127, 220, 380 V.....


força em geral....

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27– O tipo de eletrodo de aterramento atende à norma?

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#28 – O BEP está localizado conforme a norma?

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#29 – [6.4.2.1.1] Os elementos requeridos estão ligados ao BEP conforme a norma?

Condutor de proteção principal Ar condicionado

Condutor neutro

Condutor de aterramento principal

Condutos metálicos,
blindagens, armações,
coberturas e capas
metálicas de cabos água gás

Armadura de concreto armado e esgoto


outras estruturas metálicas

Eletrodo de aterramento
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#30 – [6.4.2.1.1 + 6.4.3.4.3] Condutor neutro da concessionária está ligado ao BEP?

Condutor neutro

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#31 - Todos os circuitos dispõem de condutor de proteção em toda sua extensão?

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#32 – [6.5.3.1] Todas as tomadas são com contato de aterramento?

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#33 – [6.5.3.1] Está indicado que as tomadas devem atender aos
requisitos da NBR 14136?

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Características gerais de uma instalação elétrica – Parte 4

• [4.2.2.2.1] Esquemas de aterramento - TN

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Características gerais de uma instalação elétrica – Parte 4

• [4.2.2.2.2] Esquemas de aterramento - TT

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Características gerais de uma instalação elétrica – Parte 4
• [4.2.2.2.3] Esquemas de aterramento - IT

Impedância

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6.4.3.4 - Condutor PEN
Proteção + Neutro

SPEN ≥ 10 mm2

#34 – O condutor PEN (se existir), tem seção ≥ 10 mm2?


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#35 - O esquema de aterramento está declarado?

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Seccionamento automático da alimentação: 5.1.2.2.4.2 - Esquema TN

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5.1.3.2 – Proteção adicional contra choques elétricos:
Uso obrigatório de DR de alta sensibilidade (≤ 30mA)

• Locais de habitação: cozinha, copa-cozinha, área de serviço,


garagem, área sujeita a lavagem  circuitos de iluminação e
tomadas;
• Locais não de habitação: cozinha, copa-cozinha, área de
serviço, garagem, área sujeita a lavagem  circuitos de
tomadas;
• Locais de habitação e não habitação:
 Circuitos de tomadas em banheiros;
 Circuitos de chuveiros;
 Circuitos de tomadas em áreas externas;
 Circuitos de iluminação em áreas externas.

Nos demais casos, tem que existir proteção contra choques elétricos ,
mas, se utilizado DR, ele não precisa ser de alta sensibilidade.

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Tipos de DR
Corrente
Corrente diferencial-
nominal do DR
residual nominal do DR

• INTERRUPTOR DR
• DISJUNTOR DR

• TOMADA DR
(15A - 6mA)

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Exemplos de ligações de DR

DTM

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#36 - No caso do uso de esquema TN, o atendimento de 5.1.2.2.4.2.d está
demonstrado? Isso deve ser verificado quando não há DR protegendo os circuitos?

SEM DR  Zs

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#37 - No caso do uso de esquema TT, o atendimento de 5.1.2.2.4.3 está
demonstrado?

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#38 - No caso do uso de esquema IT, o atendimento de 5.1.2.2.4.4 está
demonstrado?

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#39 - Circuitos de iluminação e força (tomadas e equipamentos) em locais com
banheira ou chuveiro estão protegidos por DR de alta sensibilidade (≤30 mA)?

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#40 - Circuitos de iluminação e força (tomadas e equipamentos) em áreas frias
(no local residencial) estão protegidos por DR de alta sensibilidade (≤30 mA)?

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#41 - Circuitos de tomadas em áreas frias no condomínio estão protegidos por DR
de alta sensibilidade (≤30 mA)?

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#42 - Circuitos de tomadas em áreas externas, no apartamento e no condomínio,
estão protegidos por DR de alta sensibilidade (≤ 30 mA)?

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Aspectos gerais da proteção contra sobretensões transitórias em
linhas de energia

#43 - A classificação AQ2 ou AQ3 foi declarada?


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Aspectos gerais da proteção contra sobretensões
transitórias em linhas de energia
5.4.2.1.1 Deve ser provida proteção contra sobretensões transitórias:
a) quando a instalação for alimentada por linha total ou
parcialmente aérea, e se situar em região sob condições de
influências externas AQ2 (mais de 25 dias de trovoadas por ano);

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Aspectos gerais da proteção contra sobretensões
transitórias em linhas de energia
5.4.2.1.1 Deve ser provida proteção contra sobretensões
transitórias:

b) quando a instalação se
situar em região sob
condições de influências
externas AQ3.

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5.4.2.1.2 A proteção contra sobretensões deve ser
provida por DPS
• DPS (Dispositivo Protetor de Surto)
Limita as sobretensões, evitando ou
atenuando os seus efeitos, protegendo
condutores e equipamentos.

DPS 1 DPS 2 DPS 3

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Aspectos gerais da proteção contra sobretensões
transitórias em linhas de energia
• [6.3.5.2] Onde instalar DPS

Barragem 1 Barragem 2 Barragem 3

DPS DPS DPS


Classe I Classe II Classe III

#44 – Foi determinada a correta localização do DPS?


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Tabela 13
Esquemas de conexão dos DPS no ponto
de entrada ou no quadro de distribuição

#45 – O
condutor
neutro
precisa ser
ligado ao
DPS?

98
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6.3.5.2.4 Seleção dos DPS

Nível de proteção (UP)

Coordenação dos DPS Máxima tensão de


operação contínua (UC)
Suportabilidade à
corrente de curto-circuito Sobretensões temporárias

Corrente nominal de
descarga (In)
Corrente nominal de
impulso (Iimp)

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•parâmetro que
caracteriza o
6.3.5.2.4 Seleção dos DPS
desempenho do
DPS em limitar a Nível de proteção (UP)
tensão entre seus
terminais;
•dentro de certas
considerações e UP ≤
aproximações,
pode ser
considerado como
a máxima tensão
que o DPS deixa
passar para dentro
da instalação.

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6.3.5.2.4 Seleção dos DPS
• máxima
tensão r.m.s ou
Máxima tensão de operação contínua (UC)
d.c que pode
ser Uc ≥
continuamente
aplicada ao
DPS em seus
diferentes
modos de
proteção.

• é igual à
tensão nominal
do DPS

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6.3.5.2.4 Seleção dos DPS

Sobretensões temporárias:
DPS deve atender aos ensaios da IEC 61643-1
Suportabilidade do DPS à corrente de curto-
circuito ≥ corrente de curto-circuito presumida
no ponto de instalação
Coordenação dos DPS: fabricante deve
informar sobre como obter coordenação entre
DPS ao longo da instalação

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6.3.5.2.4 Seleção dos DPS
Corrente nominal de descarga (In)

Definida quando o DPS for destinado a proteção


contra sobretensões de origem atmosférica
transmitidas pela linha externa e sobretensões de
manobra

In ≥ 5 kA (8/20 μs)

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6.3.5.2.4 Seleção dos DPS
Corrente nominal de impulso (Iimp)

Definida quando o DPS for destinado a proteção


contra sobretensões provocadas por descargas
diretas sobre a edificação ou suas proximidades

Iimp ≥ 12,5 kA

#46 - O DPS está especificado (Up; IEC 61643-1; In; Iimp;


corrente de curto)?

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6.3.5.2.5 Proteção contra sobrecorrentes

•DP independente;
•Desligador interno •DP do circuito
integrado ao DPS

#47 - A proteção contra sobrecorrente do DPS está indicada?

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6.3.5.2.6 Compatibilidade entre DPS e DR

#48 - A compatibilidade DPS e DR foi verificada?


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6.3.5.2.9 Condutores de conexão do DPS

#49 – Os condutores de conexão do DPS atendem 6.3.5.2.9?

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#50- [5.4.2.2.1] Toda linha externa de sinal, seja de telefonia, de comunicação de
dados, de vídeo ou qualquer outro sinal eletrônico, está provida de DPS nos pontos
de entrada e/ou saída da edificação?

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Definição

Linha elétrica - Conjunto constituído


por um ou mais condutores , com os
elementos de sua fixação e suporte
e, se for o caso, de proteção
mecânica, destinado a transportar
energia elétrica ou a transmitir sinais
elétricos. (NBR IEC 60050 (826):1997)

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Tipos de condutores elétricos

Condutor Condutor
isolado Isolação

Cabo Condutor
unipolar

Isolação

Cabo
multipolar Cobertura

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Especificação de condutores
• 6.2.3.2 Os cabos uni e multipolares devem atender
as seguintes normas:

a) os cabos com isolação de EPR, a NBR 7286;

b) os cabos com isolação de XLPE, a NBR 7287;

c) os cabos com isolação de PVC, a NBR 7288 ou a


NBR 8661.

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Especificação de condutores
• 6.2.3.2
NOTA – Os cabos em conformidade com a NBR
13249 não são admitidos nas maneiras de
instalar previstas na tabela 33, tendo em vista
que tais cabos destinam-se tão-somente à
ligação de equipamentos.

Cabos paralelos /
Cabos PP torcidos

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Especificação de condutores
• 6.2.3.4 Os condutores isolados com
isolação de PVC de acordo com a NBR NM
247-3 e NBR 8661 devem ser não-
propagantes de chama (tipo BWF).

• 6.2.3.5 Os cabos não-propagantes de


chama, livres de halogênio e com baixa
emissão de fumaça e gases tóxicos devem
atender a NBR 13248.

#51 - As normas que os cabos devem atender estão indicadas?

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Restrições ao uso de condutores de Al em
estabelecimentos industriais
6.2.3.8.1
a) a seção nominal dos condutores seja
igual ou superior a 16 mm2, e

b) a instalação seja alimentada


diretamente por subestação de
transformação ou transformador, a partir
de uma rede de alta tensão, ou possua
fonte própria, e

c) a instalação e a manutenção sejam


realizadas por pessoas qualificadas (BA5,
tabela 18).

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Restrições ao uso de condutores de Al em
estabelecimentos comerciais
6.2.3.8.2
a) a seção nominal dos condutores
seja igual ou superior a 50 mm2 e,

b) os locais sejam exclusivamente


BD1 (ver tabela 21 - edificações
não-residenciais – baixa densidade
– h < 28m), e

c) a instalação e a manutenção
sejam realizadas por pessoas
qualificadas (BA5, tabela 18).

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Outras restrições ao uso de condutores de Al
6.2.3.8 Em instalações residenciais e análogas.

6.2.3.8.3 Em locais BD4 (ver tabela 21) não é


permitido, em nenhuma circunstância, o
emprego de condutores de alumínio.
 Locais de afluência de público de
maior porte (shoppings, hotéis,
hospitais), escolas em vários
pavimentos, grandes edificações
não-residenciais.

#52 – As restrições ao uso de cabos de


alumínio estão sendo atendidas?

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Tipos de condutos elétricos
Conduto é o elemento de linha elétrica destinado
a conter condutores elétricos:
 ABERTO

Bandeja Escada para cabos (leito) Perfilado sem tampa

 FECHADO

Canaleta de parede Eletroduto Eletrocalha


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Regra geral de instalação das linhas
elétricas

Bandeja Escada para cabos (leito) Perfilado sem tampa CABOS UNI E MULTIPOLARES
=
CONDUTOS ABERTOS E
FECHADOS.
Canaleta de parede Eletroduto Eletrocalha

Canaleta de parede Eletroduto Eletrocalha CONDUTORES ISOLADOS


=
CONDUTOS FECHADOS
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Tabela 33: Tipos de linhas elétricas
Método de Esquema Descrição Método de
Instalação ilustrativo referência

#53 – As linhas elétricas estão conforme a Tabela 33?

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Proximidade de outras linhas elétricas
6.2.9.5 Circuitos sob tensões que se enquadrem uma(s) na faixa I e outra(s) na
faixa II definidas no anexo A não devem compartilhar a mesma linha elétrica.

Sinal, telefonia, fibra


óptica, rede, etc.

energia
Exceção: se forem instalados em compartimentos separados ou em eletrodutos
separados.
#54 - Circuitos de energia (127, 220 V, etc.) não compartilham a mesma
linha que circuitos de sinal (telefone, internet, TV, etc.) (proximidades de
outras linhas).
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Barreiras corta-fogo
6.2.9.6.1 Quando uma linha elétrica atravessar elementos da construção, tais
como pisos, paredes, coberturas, tetos, etc., as aberturas remanescentes à
passagem da linha devem ser obturadas de modo a preservar a característica
de resistência ao fogo de que o elemento for dotado.

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Barreiras corta-fogo
6.2.9.6.8 No caso de linhas elétricas dispostas em poços verticais
atravessando diversos níveis, cada travessia de piso deve ser obturada
de modo a impedir a propagação de incêndio.

#55 – Há obturação das aberturas de pisos, paredes, tetos, etc. decorrentes da


passagem de linhas elétricas (barreiras corta-fogo)?

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Eletrodutos
6.2.11.1.1 É vedado o uso, como eletroduto, de produtos que não sejam
expressamente apresentados e comercializados como tal.
NOTA – Esta proibição inclui, por exemplo, produtos caracterizados por seus
fabricantes como “mangueiras”.

#56 – As normas que os eletrodutos devem atender


foram declaradas?
6.2.11.1.2 Nas instalações elétricas abrangidas por esta norma só são
admitidos eletrodutos não propagantes de chama.

#57 – A prescrição 6.2.11.1.2 está sendo atendida?

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Eletrodutos
[6.2.11.1.6.b]

FASES DENTRO DE INTERVALO DE 3 SEÇÕES


NORMALIZADAS
(1,5 / 2,5 / 4) ; (4 / 6 / 10)...
[6.2.10.2.a] (todos condutos fechados)

#58 – O trecho reto máximo de eletroduto sem caixa foi atendido?

#59 – As 3 curvas no máximo em trecho de eletroduto sem caixas foram


atendidas?

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Eletrodutos

[6.2.11.1.6.a]

#60 - A taxa de ocupação dos eletrodutos está atendida?

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Perfilados
6.2.11.4.1 Admite-se o uso de condutores isolados em canaletas ou perfilados sem tampa ou
com tampa desmontável sem auxílio de ferramenta, ou em canaletas ou perfilados com
paredes perfuradas, com ou sem tampa, desde que estes condutos:
a) sejam instalados em locais só acessíveis a pessoas advertidas (BA4) ou qualificadas (BA5),
conforme tabela 18; ou
b) sejam instalados a uma altura mínima de 2,50 m do piso.

2,5 m
#61 – A prescrição 6.2.11.4.1 está sendo atendida?

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Espaços de construção
Tabela 33: Tipos de linhas elétricas – Nota 5
Conforme a NBR IEC 60050 (826), os poços, as galerias, os
pisos técnicos, os condutos formados por blocos
alveolados, os forros falsos, os pisos elevados e os
espaços internos existentes em certos tipos de divisórias
(como, por exemplo: as paredes de gesso acartonado)
são considerados espaços de construção.

Espaço de construção não é um tipo de linha


elétrica, mas é um local onde linhas elétricas
dos mais variados tipos podem ser
instaladas.
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LINHA PISO ELEVADO
ELÉTRICA

ESPAÇO DE
CONSTRUÇÃO

DRY WALL
ESPAÇO DE
CONSTRUÇÃO
LINHA
ELÉTRICA

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Espaços de construção
6.2.11.5 Nos espaços de construção podem ser
utilizados condutores isolados e cabos unipolares
ou multipolares conforme os métodos de
instalação 21, 22, 23, 24 e 25 da tabela 33, desde
que os condutores ou cabos possam ser
instalados ou retirados sem intervenção nos
elementos de construção do prédio.

#62 – A prescrição 6.2.11.5 está sendo atendida?

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Linhas em locais BD2, BD3, BD4
Tabela 21

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Linhas embutidas em locais BD2, BD3, BD4
5.2.2.2.3 .a Em áreas comuns, em áreas de circulação e em áreas de
concentração de público, as linhas elétricas embutidas devem ser
totalmente imersas em material incombustível.

#63 – A prescrição 5.2.2.2.3 está sendo atendida?


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5.2.2.2.3.b) Linhas aparentes em áreas comuns e de circulação e em áreas de
concentração de público, em locais BD2, BD3 e BD4 as linhas no interior de paredes
ocas ou de outros espaços de construção:

Conduto aberto metálico


ou não propagante de
chama, livre de halogênio,
baixa emissão de fumaça,
gases tóxicos e
corrosivos.

+
Cabo não propagante de
chama, livre de halogênio,
baixa emissão de fumaça,
gases tóxicos e
corrosivos.

#64 – A prescrição 5.2.2.2.3.b) está sendo atendida?


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5.2.2.2.3.c.) Linhas aparentes em áreas comuns e de circulação e em áreas de
concentração de público, em locais BD2, BD3 e BD4 as linhas no interior de paredes
ocas ou de outros espaços de construção:

Conduto fechado metálico + cabo


apenas não propagante de chama;

ou

Conduto fechado não propagante


de chama, livre de halogênio, baixa
emissão de fumaça, gases tóxicos
e corrosivos + cabo não
propagante de chama, livre de
halogênio, baixa emissão de
fumaça, gases tóxicos e
corrosivos.

#65 – A prescrição 5.2.2.2.3.c) está sendo atendida?


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#66 – [4.2.5.7] A separação entre as distribuições de alimentações
diferentes (concessionária e gerador) atende à norma?

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#67 – (6.2.9.4.3) Não se admitem linhas elétricas no interior de dutos de exaustão
de fumaça ou de dutos de ventilação (proximidade de linhas não elétricas).

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6.2.6.1 - Critério da seção mínina

#68 - As seções mínimas dos condutores de fase foram atendidas?


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6.2.5 - Critério da capacidade de corrente

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Critério da capacidade de corrente

IZ

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Critério da capacidade de corrente
Exemplo: IB = 48 A; 3F ; condutor cobre/PVC ; eletroduto aparente ; θa = 30ºC

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Critério da capacidade de corrente

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Critério da capacidade de corrente

θa = 30ºC IZ = 50 A

θa = 40ºC IZ = 50 . 0,87 = 43,5 A


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Critério da capacidade de corrente

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Critério da capacidade de corrente

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Critério da capacidade de corrente

3 camadas

4 circuitos
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Critério da capacidade de corrente
Condutores de fase na presença de 3as. harmônicas (3F+N)
• Em 6.2.6.1.2.a, indica-se que a capacidade de condução de corrente dos
condutores de fase (IZ) deve ser igual ou superior à corrente de projeto (IB) do
circuito, incluindo as componentes harmônicas.

I1 I3 I5 I7

IB
QD
IZ ≥
I1 = 100 A / I3 = 57 A / I5 = 29 A IB = 120 A

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Critério da capacidade de corrente
6.2.6.2 Seção do condutor neutro - circuito 3F+N
6.2.6.2.6 15% ≤ THD3 e múltiplos SN ≤ SF [tab. 48]

6.2.6.2.3 15% < THD3 e múltiplos ≤ 33% SN = SF

6.2.6.2.5 THD3 e múltiplos > 33% SN ≥ SF [anexo F]


#69 - As eventuais condições de redução da seção do condutor neutro foram atendidas?

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IB

Anexo F IB
IN

IB
QD

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Na falta de estimativa mais precisa 147
Anexo F - exemplo
I1 = 100 A / I3 = 57 A / I5 = 29 A
IB = 120 A

THD3 = 57/100 = 57%


SN > SF
fh = 1,55

IN = 1,55 . 120 = 186 A

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#70 - As capacidades de condução de
corrente dos condutores foram
consideradas no projeto, inclusive os
fatores de correção ?

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6.2.7 - Critério da queda de tensão
Ponto de entrega
G Transformador próprio ou da
concessionária

5%
7%

4% 4%

Equipamento de Equipamento de
utilização utilização

#71 - As quedas de tensão admitidas foram atendidas?


#72 - As quedas de tensão admitidas na partida de motores foram declaradas?
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5.3.4 - Critério da proteção contra sobrecargas
• Natureza dos dispositivos de proteção contra correntes de
sobrecarga
a) disjuntores conforme RTQ 243, NBR IEC 60947-2, NBR NM
60898 ou IEC 61009-1;
b) dispositivos fusíveis tipo gG conforme NBR 11840;

c) disjuntores associados a dispositivos fusíveis conforme NBR


IEC 60947-2 ou NBR IEC 60898.

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5.3.4 - Critério da proteção contra sobrecargas
Capacidade
de corrente
do condutor

Corrente de
projeto

Dispositivo de
proteção

#73 - As regras de proteção contra sobrecargas (5.3.4) foram consideradas no


projeto?
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5.3.4 - Critério da proteção contra curtos-circuitos
• Natureza dos dispositivos de proteção contra correntes de
sobrecarga
a) disjuntores conforme RTQ 243, NBR IEC 60947-2, NBR NM
60898 ou IEC 61009-1;
b) dispositivos fusíveis tipo gG conforme NBR 11840;

c) disjuntores associados a dispositivos fusíveis conforme NBR


IEC 60947-2 ou NBR IEC 60898.

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5.3.5 - Critério da proteção contra curtos-circuitos

#74 - As regras de proteção contra curtos-circuitos (5.3.5) foram consideradas no


projeto?
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#75 – [5.3.2.1.1] Existem disjuntores ou fusíveis em todos os condutores de
fase?
#76 – [5.3.3.3] As correntes de curto-circuito presumidas (calculadas)
estão declaradas nos pontos onde são instalados dispositivos de
proteção (disjuntor, fusível)?

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#77 – [5.3.3.1 - 5.3.3.3] Foram indicadas as normas dos disjuntores ou
fusíveis?

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#78 – [4.2.3.1.c] O valor da corrente de curto-circuito presumida
(calculada) no ponto de suprimento (no padrão da concessionária) está
declarado?

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#79 – [5.3.5.5.1] As capacidades de interrupção – corrente de ruptura (kA)
dos dispositivos de proteção estão indicadas?

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Verificação final
• Análise da documentação (7.1.2):
• #80 – Documentação da instalação: plantas?
• #81 – Documentação da instalação: memorial descritivo?
• #82 – Documentação da instalação: esquemas unifilares?
• #83 – Documentação da instalação: Detalhes de montagem?
• #84 – Documentação da instalação: Especificações dos
componentes (descrição, características nominais e normas
que devem atender)?
• #85 – Documentação da instalação: Manual do usuário
(locais residenciais e outros onde não houver BA4 ou BA5)?

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Verificação final
• Inspeção visual (7.2):
 Medidas contra choques elétricos;
 Medidas contra efeitos térmicos;
 Linhas elétricas;
 Dispositivos de proteção;
 Dispositivos de seccionamento,
comando;
 Identificações;
 Conexões;
 Acessibilidades.
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Verificação final
• Ensaios (7.3):

 Continuidade condutores de proteção;


 Resistência de isolamento;
 Funcionamento de disjuntores, fusíveis,
DR, etc;
 Tensão aplicada.

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#86 – [5.2.2] Há indicações de que as regras gerais de proteção contra incêndio
foram consideradas no projeto (quadros perto de gás, produtos inflamáveis, etc.)?

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#87 – [5.2.2.1.5] Foi previsto sistema de drenagem de combustível em locais que
tenham componentes elétricos com mais de 25 litros de líquido inflamável?

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#88 – [9.1] As prescrições de locais contendo banheira ou chuveiro foram
consideradas no projeto?

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#89 – [9.2] As prescrições de piscinas foram consideradas no projeto?

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#90 – [9.4] As prescrições de locais contendo aquecedores de
sauna foram consideradas no projeto?

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#91 – [9.5] As prescrições de locais de habitação foram
consideradas no projeto?
• [9.5.2.1] Previsão de carga de iluminação (slide 27)

• [9.5.2.2] Previsão de carga de pontos de tomadas (slides 31-36]

• [9.5.2.3] A conexão do aquecedor elétrico de água ao ponto de utilização


deve ser direta, sem uso de tomada de corrente

• [9.5.3] Divisão da instalação (slide 48)

• [9.5.4] Todo circuito terminal deve ser protegido contra sobrecorrentes por
dispositivo que assegure o seccionamento simultâneo de todos os condutores
de fase.
NOTA Isso significa que o dispositivo de proteção deve ser multipolar, quando o circuito for
constituído de mais de uma fase. Dispositivos unipolares montados lado a lado, apenas
com suas alavancas de manobra acopladas, não são considerados dispositivos
multipolares.

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Objetivos da NBR 13570
• garantir a segurança de pessoas e animais;

• garantir o funcionamento adequado da


instalação;

• garantir a conservação dos bens.

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Campo de aplicação

• (1.2) instalações elétricas nos


locais indicados na tabela A.1
do anexo A, ou outros locais
com capacidade de no mínimo
50 pessoas.
• Instalações novas e reformas.

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Campo de aplicação
NORMA NÃO SE APLICA
• aos ambientes não acessíveis ao público dos
locais mencionados em 1.2, como salas
administrativas, técnicas ou operacionais e
ambientes análogos.

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#92 – A prescrição 4.1 está sendo atendida?

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#93 – A prescrição 4.2.1 está sendo atendida?

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#94 – A prescrição 4.3.1 está sendo atendida?

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#95 – A prescrição 4.5 está sendo atendida?

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#96 – A prescrição 4.7 está sendo atendida?

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IP 2X Proteção contra:
Dedos ou objetos similares não excedendo 80 mm de comprimento.
Objetos sólidos excedendo 12mm de diâmetro.
Proteção contra líquidos não especificada

#97 – A prescrição 4.8 está sendo atendida?


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#98– A prescrição 4.9 está sendo atendida?

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#99 – A prescrição 4.10.1 está sendo atendida?

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#100 - ?
Obrigado!
hilton@hiltonmoreno.com.br

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