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Higiene e Segurança do

Trabalho
Prof. Dra. Ana Vitória de Almeida Macêdo
anavitoria.macedo@ufrpe.br
Sala 502
Programas Educativos
• Programas Educativos.
• Noções dos diversos programas educativos no ambiente de
trabalho:
• CIPA, PPRA, PCMAT, PCMSO, PCA, PPR, PGR, SESMT, SIPAT e
outros.
Legislação brasileira
• No Brasil, as primeiras leis de acidentes de trabalho só vieram a surgir
em 1919, através do Decreto Legislativo no 3.724, de 15/1/1919.
Entretanto, as atividades de fiscalização relativas ao ambiente de
trabalho só ocorreram a partir da criação, em novembro de 1930, do
Ministério do Trabalho.
• Uma nova regulamentação organizou e consolidou toda a vasta
legislação relacionada à organização sindical, à previdência social, à
proteção do trabalhador e à justiça do trabalho, reunida na
Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, decretada em 1/5/1943,
através do Decreto-Lei no 5.452, entrando em vigor no dia 10 de
novembro desse mesmo ano.
• Desde então a CLT vem sendo o modelo utilizado para legislar toda a
matéria pertinente às relações de trabalho no Brasil.
Legislação brasileira
• Dessa forma, a legislação brasileira se
encontra estruturada de acordo com a
figura.
• Contempla, em sua estrutura normativa, a
partir de nossa Carta Magna de 1988, os
preceitos ordinários, no caso a Consolidação
das Leis do Trabalho – CLT, e os preceitos
específicos, as NRs de SST, como as
exigências legais para a prevenção dos
acidentes e doenças do trabalho.
Legislação brasileira
• Constituição federal
Legislação brasileira - NRs
• As NRs genéricas
• NRs específicas: estruturantes e não estruturantes.
• As estruturantes são aquelas que, apesar de não estarem
ligadas a uma atividade econômica específica, criam
condições no sentido de estabelecer uma estrutura central,
por meio de parâmetros e diretrizes que contemplam a
antecipação, o reconhecimento, a avaliação e o controle dos
riscos ambientais, visando à preservação da saúde e da
integridade dos trabalhadores.
Legislação brasileira
• As NRs específicas estruturantes são as seguintes:
• NR-07: Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO
• NR-09: Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA.
• Essas NRs são baseadas em princípios que norteiam sistemas de
gestão aplicados à segurança e à saúde do trabalhador, e podem ser
consideradas a espinha dorsal de todo o conjunto de normas.
• Por meio delas a empresa deve estabelecer uma política de SST.
• A partir da elaboração desses programas, com base na antecipação,
no reconhecimento, e na avaliação dos riscos ambientais, serão
estabelecidas as medidas para controle desses riscos.
Legislação brasileira
• As demais NRs específicas, consideradas não estruturantes,
estão voltadas para algumas atividades econômicas
exclusivas, aprofundam a temática e contêm em seu escopo
determinadas diretrizes que seguem a linha estruturante
delineada pelas NRs 07 e 09, mas que se aplicam apenas
àquelas atividades econômicas.
Programas Educativos
• Propiciam qualidade de vida aos seus colaboradores: Conforto e a saúde no
trabalho são comprovadamente fatores de produtividade. Os custos com
ausências por doenças e suas implicações previdenciárias e legais são muito
maiores que o investimento nos programas de segurança e saúde no trabalho
determinados pela legislação.
• Previnem indenizações trabalhistas: Protegem os dirigentes da empresa, como
pessoa física, da sua responsabilidade criminal, bem como a empresa de sua
responsabilidade civil, no caso de ação judicial;
• As ações judiciais por doença ocupacional, em geral requerem vultuosas
indenizações, podendo comprometer significativamente a saúde financeira da
empresa, sem contar os múltiplos aborrecimentos e a tendência da multiplicação
destes feitos judiciais num mesmo local de trabalho.
CIPA – Comissão Interna de Prevenção de
Acidentes – NR 5
• É uma comissão formada por empregados da empresa para trabalhar
em busca de saúde e segurança do trabalho.
• O foco da comissão é trabalhar para evitar acidentes de trabalho e
doença do trabalho.
• Representantes: A CIPA tem representantes dos empregados e do
empregador.
• Representantes do empregador: São indicados por ele.
• Representantes dos empregados: São eleitos por eles por meio de
eleição feita na própria empresa.
CIPA
• O membro da CIPA é um funcionário que divide o seu tempo
de trabalho entre exercer a função para o qual foi contratado
e exercer o trabalho voluntário de prevenção.
• Os membros da CIPA através de reuniões mensais debatem
os problemas de segurança do trabalho que foram
encontrados na empresa e buscam soluções diretamente
com o empregador e com o setor de segurança do trabalho
da empresa (se houver).
CIPA
• Surgiu a partir da Revolução Industrial na Inglaterra, na segunda
metade do século XVIII.
• Surgiu em decorrência da chegada das máquinas nas empresas e do
aumento no número de acidentes e lesões, bem como, da
necessidade de um grupo que pudesse apresentar sugestões para
corrigir possíveis riscos de acidentes no trabalho.
• Em empresas estrangeiras que prestavam serviço no Brasil já existiam
CIPA.
• Essas empresas eram as de geração e distribuição de energia elétrica
Light and Power, em São Paulo e no Rio de Janeiro, e então, adotando
esse modelo nasceu a CIPA no Brasil.
CIPA
• As CIPA que antes de 1953 era opcional nas empresas, em
1953, por força da Portaria nº 155, se tornou obrigatória.
• A Portaria também trouxe formas de funcionamento da
comissão.
CIPA
• O objetivo das ações da CIPA é “observar e relatar as
condições de risco no ambiente de trabalho e solicitar
medidas para reduzir e até eliminar os riscos existentes e/ou
neutralizar os mesmos”.
• Portanto sua missão é preservar a saúde e integridade física
dos trabalhadores.
• Seu papel mais importante é o de estabelecer uma relação de
diálogo e conscientização entre os integrantes da empresa, ela
deve ser a ponte que liga direção e empregados.
CIPA – NR 05
• A NR-5 está dividida em 8 partes e 3 quadros, sendo:
• Do Objetivo
• Da Constituição
• Da Organização
• Das Atribuições
• Do Funcionamento
• Do Treinamento
• Do Processo Eleitoral
• Das Contratantes e Contratadas
• QUADRO I – Dimensionamento
• QUADRO II – Agrupamento de setores econômicos pela Classificação Nacional de
Atividades Econômicas – CNAE
• QUADRO III – Relação da Classificação Nacional de Atividades Econômicas – CNAE
Como a CIPA é formada?
• É formada por representantes dos empregadores e dos empregados
de forma paritária, ou seja, partes iguais, se existirem 3 eleitos,
existirão 3 designados pelo empregador.
• Essa formação tem que obedecer ao Quadro I da NR 5.
• Depois do dimensionamento feito a partir do Quadro I começa todo
o processo eleitoral e consequente implantação da CIPA.
Como definir o número de membros da CIPA?
• O número de membros da CIPA é definido através do
dimensionamento previsto na NR 5. Esse dimensionamento leva em
consideração a quantidade de empregados e o Grupo de CIPA da
empresa.
CIPA

Partes dos quadros da NR5


Quanto dura o mandato da CIPA?
• O mandato da CIPA tem duração de um ano.
• E é permitida uma reeleição, NR 5 item 5.7.
Quando deve haver CIPA na empresa?
• Constituir CIPA é obrigação de todas as empresas.
• Para algumas empresas como é o caso das metalúrgicas, basta ter 20
empregados para ser necessário implantar uma CIPA.
• Mas e se essa mesma empresa só tiver 10 empregados?
• NR 5.6.4:
• Quando o estabelecimento não se enquadrar no Quadro I, a empresa
designará um responsável pelo cumprimento dos objetivos desta NR,
podendo ser adotados mecanismos de participação dos empregados, através
de negociação coletiva.
Quando a empresa não se enquadrar no Quadro I, ou seja,
não precisar ter processo eleitoral, a empresa deverá
designar uma pessoa para cumprir as ações da CIPA, é o
chamado “Designado de CIPA”.
CIPA
• Empregado em período de experiência pode se candidatar a cargo
de CIPA?
• Pode. Porém, já que o contrato de trabalho dele tem validade
determinada por causa do período de experiência, a estabilidade só o
alcançará após esse prazo.
• Somente após concluir o período de experiência, o contrato de
trabalho passará a ser por tempo indeterminado, e com isso, ele
passará a ter estabilidade como todos os membros eleitos.
• Estagiário pode se candidatar na CIPA?
• Não, pois o mesmo não é considerado “empregado”. A propósito, o
mesmo não pode nem votar na CIPA.
Quem pode ministrar treinamento da CIPA
• O treinamento da CIPA pode ser realizado pelo Técnico em
Segurança do Trabalho, Engenheiro de Segurança do
Trabalho, ou qualquer membro do SESMT, também por
entidade ligada ao sindicato da categoria, ou por profissional
que possua conhecimento sobre os temas ministrados.
• Temas listados na NR 5 item 5.32
Principais atribuições da CIPA
• Discutir e ajudar na investigação dos acidentes ocorridos, na
empresa e de trajeto;
• Sugerir medidas de prevenção e neutralização dos riscos no
ambiente de trabalho, que se julguem necessárias;
• Promover a divulgação e zelar pela observância das normas
de segurança do Ministério do Trabalho, como as normas de
segurança da empresa;
• Promover o interesse dos empregados pela preservação de
acidentes e doenças ocupacionais, ser difusor das questões
de segurança;
Principais atribuições da CIPA
• Realizar inspeções de segurança na empresa, seja por causa
de denúncia dos empregados, do empregador ou iniciativa
própria. Relatar os riscos encontrados ao empregador e
SESMT para que os mesmos tomem as medidas de correção
necessárias;
• Promover anualmente em conjunto com o SESMT (onde
houver) a Semana Interna de Prevenção de Acidentes –
SIPAT;
Principais atribuições da CIPA
• Participar anualmente em conjunto com a empresa de campanhas de
prevenção a AIDS;
• Participar das reuniões ordinárias (mensais), e extraordinárias
(quando houver caso de riscos iminente);
• Registrar as reuniões mensais em livro próprio e entregar e entregar
cópias aos membros da CIPA e empregador;
• Solicitar cópia das CATs emitidas e discuti-las nas reuniões mensais;
• Sugerir cursos, melhorias e adequações no ambiente de trabalho
sempre que necessário;
• Requisitar ao empregador e analisar informações que tenham
interferido na segurança e saúde dos trabalhadores;
Principais atribuições da CIPA
• Participar com o SESMT (onde Houver) das investigações de acidentes
de trabalho, causas e fontes de risco. E acompanhar a implantação
das medidas corretivas;
• Requerer do SESMT (onde houver) e do empregador a paralisação de
máquina ou setor que considere haver risco grave e iminente a saúde
e vida do trabalhador;
• Colaborar na elaboração e implantação dos programas de saúde da
empresa, PPRA, PCMSO e outros programas relacionados a saúde no
trabalho;
• Elaborar Mapa de Riscos da empresa em parceria com o SESMT (onde
houver), na ocasião entrevistar funcionários sobre riscos encontrados
no ambiente de trabalho;
Funções dos envolvidos na CIPA
• Presidente: Representante do empregador e indicado por ele;
• Vice-Presidente: Representante dos empregados, é escolhido dentre
os que foram eleitos por voto direto;
• Secretário(a) e Vice-Secretário(a): São escolhidos em comum acordo
entre os representantes dos empregados (votados) e do empregador
(indicados);
• Membros da CIPA: Representantes dos empregados (votados) e do
empregador (indicados).
Um membro indicado pode também ser eleito?

• Um representante de uma parte da CIPA (indicado pelo


empregador) jamais poderá representar outra (eleito pelos
empregados) parte durante o mesmo mandato.
• Um membro eleito ou indicado só poderá representar a
parte que o colocou na CIPA.
• Só pode representar outra parte depois que finalizar o
mandato da gestão atual.
• Além da quantidade de membros ser incorreta pode ocorrer
conflitos de interesse.
O que faz o designado da CIPA?
• Sendo o Designado a própria CIPA da empresa, é natural
dizer que ele cumprirá as ações da CIPA. Com ressalva das
reuniões, afinal, é impossível fazer reuniões sozinho.
• As outras atribuições ele poderá executar naturalmente, ao
invés de Ata de Reunião, ele poderá documentar as
inconformidades no local de trabalho, usar Check lists e
relatórios coletando a assinatura do empregador ou
responsável no documento.
• Pode também opinar na escolha dos EPI utilizados na
empresa conforme determina a NR 6, no item 6.5.1.
O que faz o designado da CIPA?
• Também é importante frisar que o designado da CIPA não
tem direito a estabilidade no emprego, a estabilidade é só
para o membro eleito, segundo a NR 5.8.
• Antes de assumir a função o designado deverá passar pelo
treinamento de CIPA. O treinamento que tem duração de 20
horas, segundo a NR 5, item 5.34.
CIPA
• Todas as atividades da CIPA cursos, reuniões ordinárias,
treinamentos, etc. devem ser realizadas dentro do horário de
trabalho do funcionário.
• E se forem realizadas fora do horário de trabalho, o
funcionário deverá receber hora extra.
CIPA - Estabilidade
• Estabilidade: item 5.8 É vedada a dispensa arbitrária ou sem
justa causa do empregado eleito para cargo de direção de
Comissões Internas de Prevenção de Acidentes desde o
registro de sua candidatura até um ano após o final de seu
mandato.
• Garante ao membro da CIPA autonomia suficiente para
desempenhar a sua função na CIPA.
• A estabilidade (garantia de emprego) só se estende aos
membros eleitos pelos empregados.
SESMT - Serviço Especializado em Segurança e
Medicina do Trabalho – NR 04
• O SESMT pretende promover a saúde e proteger a
integridade do trabalhador no local de trabalho e deve ser
implementado obrigatoriamente em todas as empresas
privadas e públicas, órgãos públicos da Administração direta
e indireta, poderes Legislativo e Judiciário, que possuam
empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho
– CLT em função do grau de risco da atividade principal e o
número de trabalhadores do estabelecimento.
SESMT - Serviço Especializado em Segurança e
Medicina do Trabalho
• O Brasil foi o primeiro país a ter um serviço obrigatório de segurança
e medicina do trabalho;
• Um dos principais motivos da regularização desse serviço foi a
imagem negativa que o quadro de acidentes de trabalho no Brasil
causava perante o cenário mundial.
• O índice era alarmante, mais de 1,8 milhão de acidentes ocorriam por
ano.
• Nessa época houve grande pressão, inclusive do Banco Mundial, para
impedir qualquer empréstimo ao Brasil, se esse quadro
permanecesse.
• Essa Portaria, entre seus aspectos mais importantes, enfocou:
• Proibição de terceirização dos serviços (como está este ponto agora?).
SESMT - Serviço Especializado em Segurança e
Medicina do Trabalho
• Sua criação instituiu o divisor de águas entre uma época de
imprecisão no que se refere à política nos assuntos de
segurança e saúde do trabalhador; e outra, em que o Estado
assumiu, de forma ordenada e permanente, esse controle.
SESMT - Serviço Especializado em Segurança e
Medicina do Trabalho
• Dentre as competências do SESMT estacam-se:
• Aplicar os conhecimentos de engenharia de segurança e de medicina do
trabalho ao ambiente de trabalho e a todos os seus componentes, inclusive
máquinas e equipamentos, de modo a reduzir até eliminar os riscos ali
existentes à saúde do trabalhador;
• Determinar, quando esgotados todos os meios conhecidos para a eliminação do
risco e este persistir, mesmo reduzido, a utilização, pelo trabalhador, de EPI;
• Responsabilizar-se tecnicamente pela orientação quanto ao cumprimento do
disposto nas NRs aplicáveis às atividades executadas pela empresa e/ou seus
estabelecimentos;
• Manter permanente relacionamento com a CIPA, valendo-se ao máximo de
suas observações, além de apoiá-la, treiná-la e atendê-la, conforme dispõe a
NR-05;
SESMT - Serviço Especializado em Segurança e
Medicina do Trabalho
• Promover a realização de atividades de conscientização, educação e
orientação dos trabalhadores para a prevenção de acidentes de trabalho e
doenças ocupacionais, tanto por meio de campanhas quanto de
programas de duração permanente;
• Esclarecer e conscientizar os empregadores sobre acidentes de trabalho e
doenças ocupacionais, estimulando-os em favor da prevenção;
• Analisar e registrar em documento(s) específico(s) todos os acidentes
ocorridos na empresa ou estabelecimento, com ou sem vítima, e todos os
casos de doença ocupacional, descrevendo a história e as características
do acidente e/ou da doença ocupacional, os fatores ambientais, as
características do agente e as condições do(s) indivíduo(s) portador(es) de
doença ocupacional ou acidentado(s).
Composição e dimensionamento do SESMT

• A composição e o
dimensionamento do SESMT são
definidos em função do risco da
atividade principal e do número
total de empregados do
estabelecimento, conforme
definido nos Quadros I e II da NR-
04.
Composição e dimensionamento do SESMT
• Os profissionais constantes dessa composição, relacionados a seguir,
deverão ser registrados no órgão regional do Ministério do Trabalho e
Emprego:
• Engenheiro de segurança;
• Médico do trabalho;
• Enfermeira do trabalho;
• Técnico em segurança do trabalho;
• Auxiliar de enfermagem do trabalho
SESMT - Serviço Especializado em Segurança e
Medicina do Trabalho
• O SESMT pode ser organizado pelos sindicatos, associações da
categoria econômica ou pelas próprias empresas interessadas
quando as empresas não se enquadrarem no Quadro II.

• O SESMT pode ser centralizado para uma empresa?


• Como?
• E os empregados terceirizados?
PCMSO – Programa de Controle Médico de Saúde
Ocupacional - NR7
• É um programa técnico-preventivo a ser realizado pela
empresa como parte integrante do conjunto mais amplo de
iniciativas no campo da proteção à saúde dos empregados
• Tem caráter de prevenção;
• É obrigatório para todas as empresas;
• Tem caráter de rastreamento e diagnóstico precoce dos
agravos à saúde relacionados ao trabalho, além da
constatação da existência de casos de doenças profissionais
ou danos irreversíveis à saúde dos trabalhadores.
PCMSO – Programa de Controle Médico de Saúde
Ocupacional – NR 7
• É um programa que especifica procedimentos e condutas a serem adotados pelas
empresas em função dos riscos a que os empregados se expõem no ambiente
de trabalho.
• O objetivo é prevenir, detectar precocemente, monitorar e controlar possíveis
danos à saúde do empregado.
PCMSO – Programa de Controle Médico de Saúde
Ocupacional – NR 7
• É um documento elaborado por um médico com especialização em
Medicina do Trabalho, abordando os riscos ambientais, programando
consultas e exames complementares, ações preventivas de saúde do
trabalhador, relatórios anuais e avaliações epidemiológicas, para que
sejam adotadas as medidas corretivas de acordo com o perfil
encontrado.
• Todas as empresas, independentemente do número de empregados
ou do grau de risco de sua atividade, estão obrigadas a elaborar e
implementar o PCMSO, que deve ser planejado e implantado com
base nos riscos à saúde dos trabalhadores, especialmente os
identificados no mapeamento de riscos e nas avaliações previstas no
Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA).
PCMSO – Programa de Controle Médico de Saúde
Ocupacional – NR 7
• Excluem-se da obrigatoriedade de indicar médico coordenador deste
programa as empresas:
• com Grau de Risco 1 e 2 (conforme NR-04) que possuam até 25
funcionários;
• com Grau de Risco 3 e 4 com até 10 funcionários;
• com Grau de Risco 1 e 2 que possuam de 25 a 50 funcionários; elas
poderão ser isentadas de indicar médico coordenador, desde que essa
deliberação seja concedida por negociação coletiva;
• com Grau de Risco 3 e 4 que possuam de 10 a 20 funcionários; elas
poderão ser liberadas de indicar médico coordenador, desde que essa
deliberação seja concedida por negociação coletiva.
• A obrigação poderá ser cumprida mediante convênio com empresas
especializadas/credenciadas em medicina do trabalho.
Atividades previstas para o PCMSO
• Avaliação Médica Admissional;
• Avaliação Médica Periódica;
• Avaliação Médica por Mudança de Função;
• Avaliação Médica para o Retorno ao Trabalho;
• Avaliação Médica Demissional;
• Fornecimento de Atestados de Saúde Ocupacional (ASO);
• Relatórios Estatísticos;
• Arquivos de Exames.
PCMAT- Programa de Condições e Meio Ambiente de
Trabalho na Indústria da Construção – NR 18
• O PCMAT é um plano que estabelece condições e diretrizes de
Segurança do Trabalho para obras e atividades relativas à construção
civil.

• EM QUAIS OBRAS É NECESSÁRIA A ELABORAÇÃO DO PCMAT?


• A obrigação da elaboração e implantação do PCMAT em
estabelecimentos (incluindo frente de obra) com 20 trabalhadores
(empregados e terceirizados) ou mais.
• Deve contemplar as exigências contidas na NR 9 – PPRA.
PGR – Programa de Gerenciamento de Riscos – NR 22

• O PGR é obrigatório para empresas que trabalham com mineração e atividades


afins. Deve incluir as seguintes etapas:
• a) antecipação e identificação de fatores de risco, levando-se em conta, inclusive,
as informações do Mapa de Risco elaborado pela CIPAMIN, quando houver;
• b) avaliação dos fatores de risco e da exposição dos trabalhadores;
• c) estabelecimento de prioridades, metas e cronograma;
• d) acompanhamento das medidas de controle implementadas;
• e) monitorizarão da exposição aos fatores de riscos;
• f) registro e manutenção dos dados por, no mínimo, vinte anos e
• g) análise crítica do programa, pelo menos, uma vez ao ano, contemplando a
evolução do cronograma, com registro das medidas de controle implantadas e
programadas.
PPR - Programa de Proteção Respiratória

• O PPR faz parte de um do conjunto mais amplo das iniciativas da empresa


no que diz respeito a segurança e saúde dos trabalhadores, estando
articulado com o disposto nas NRs e em especial com o PPRA (NR-9) e
PCMSO (NR-07).
• O PPR constitui em um conjunto de medidas práticas e administrativas que
devem ser adotadas com a finalidade de adequar a utilização dos
equipamentos de proteção respiratória.
• O objetivo deste programa é dar proteção contra doenças ocupacionais
provocadas pela inalação de poeiras, fumos, névoas, fumaças, gases e
vapores.
• É obrigatória a implementação do PPR em todo estabelecimento de
trabalho onde for necessário o uso de Equipamento de Proteção
Respiratória.
PCA – Programa de Conservação Auditiva

• O PCA é um conjunto de medidas coordenadas que previnem a


instalação ou evolução das perdas auditivas ocupacionais, deve
sempre estar perfeitamente integrado com o PCMSO e o PPRA.
• Onde existir o risco para a audição do trabalhador há necessidade de
implantação do PCA.
• O PCA envolve a atuação de uma equipe multiprofissional, pois são
necessárias medidas de engenharia, medicina, fonoaudiologia,
treinamento e administração.
PCA – Programa de Conservação Auditiva

• O PCA deverá conter basicamente as seguintes etapas:


• Avaliações ambientais (LTCAT - Laudo Técnico das Condições
Ambientais do Trabalho);
• Controle de engenharia e administrativos;
• Controle audiométrico;
• Seleção de Equipamentos de Proteção Individual adequados;
• Educação e motivação;
• Conservação de registros e avaliação da eficácia do programa.
Outros programas
• Programa de Proteção de Máquinas - NR 12
• PPRPS - Programa de Prevenção de Riscos em Prensas e Similares
PPRA – NR 9 – Objetivo e legislação

• O Programa de Prevenção de Riscos Ambientais é um


programa estabelecido pela Norma Regulamentadora NR-9;
• Este programa tem por objetivo, definir uma metodologia de
ação que garanta a preservação da saúde e integridade dos
trabalhadores face aos riscos existentes nos ambientes de
trabalho.
• O PPRA, como todo programa preventivo impõe
reconhecimento, avaliação e controle da ocorrência de riscos
ambientais, envolvendo ações, sob a responsabilidade do
empregador, cuja abrangência depende das características
de cada ambiente de trabalho.
PPRA - Objetivos
• O objetivo primordial e final é evitar acidentes que possam vir a
causar danos à saúde do trabalhador, entretanto existem objetivos
intermediários que assegurarão a consecução da meta final.

Objetivos intermediários:
• Criar mentalidade preventiva em trabalhadores e empresários.
• Reduzir ou eliminar improvisações e a "criatividade do jeitinho".
• Promover a conscientização em relação a riscos e agentes existentes
no ambiente do trabalho.
• Desenvolver uma metodologia de abordagem e análise das
diferentes situações (presente e futuras) do ambiente do trabalho.
• Treinar e educar trabalhadores para a utilização da metodologia.
PPRA - Metodologia
• O Programa de Prevenção de Riscos Ambientais deverá incluir as
seguintes etapas:
• Antecipação e reconhecimento dos riscos;
• Estabelecimento de prioridades e metas de avaliação e
controle;
• Avaliação dos riscos e da exposição dos trabalhadores;
• Implantação de medidas de controle e avaliação de sua
eficácia;
• Monitoramento da exposição aos riscos;
• Registro e divulgação dos dados.
PPRA - Metodologia
• O Programa de Prevenção de Riscos Ambientais deverá
conter, no mínimo, a seguinte estrutura:
a) planejamento anual com estabelecimento de metas,
prioridades e cronograma;
b) estratégia e metodologia de ação;
c) forma do registro, manutenção e divulgação dos dados;
d) periodicidade e forma de avaliação do desenvolvimento do
PPRA.
Avaliação do PPRA
• Deverá ser efetuada, sempre que necessário e pelo
menos uma vez ao ano, uma análise global do PPRA para
avaliação do seu desenvolvimento e realização dos
ajustes necessários e estabelecimento de novas metas e
prioridades.
Obrigatoriedade da implementação do PPRA
• A lei define que todos empregadores e instituições que
admitem trabalhadores como empregados são obrigadas a
elaborar e implementar o PPRA.
• Não importa, nesse caso, o grau de risco ou a quantidade de
empregados. Assim, tanto um condomínio, uma loja ou uma
planta industrial, todos estão obrigados a ter um PPRA, cada
um com sua característica e complexidade diferentes.
• Aqueles que não cumprirem as exigências desta norma
estarão sujeitos a penalidades que variam de multas e até
interdições.
Obrigatoriedade da implementação do PPRA
• A Legislação é muito ampla em relação ao PPRA, as
atividades e o número de estabelecimentos sujeitos a
implementação deste programa são tão grandes que torna
impossível a ação da fiscalização e em decorrência disto
muitas empresas simplesmente ignoram a obrigatoriedade
do mesmo.
Responsabilidade de elaboração
• A NR não especifica qual é o profissional responsável pela elaboração;
• Porém as atribuições estabelecidas para a gerência do PPRA indicam
que ele deverá estar sob a coordenação de um Engenheiro de
Segurança do Trabalho ou de um Técnico de Segurança do Trabalho,
dependendo das características da empresa ou estabelecimento (As
atribuições dos Engenheiros de Segurança do Trabalho estão na
Resolução nº359 do CONFEA, de 31 de julho de 1991).
A CIPA pode elaborar o PPRA?
• Não. A CIPA pode e deve participar da elaboração do PPRA,
discutindo-o em suas reuniões, propondo ideias e auxiliando na sua
implementação.
• Entretanto, o PPRA é uma obrigação legal do empregador e por isso
deve ser de sua iniciativa e responsabilidade direta.
Opções de implementação do programa
• Para uma grande indústria que possui organizado um SESMT,
a elaboração do programa não constitui nenhum problema,
para um supermercado ou uma oficina de médio porte, que
por lei não necessitam manter um SESMT, isto poderá vir a
ser um problema.
Opções de implementação do programa
• As opções para elaboração, desenvolvimento, implementação
do PPRA são :
• Empresas com SESMT - neste caso o pessoal especializado do
SESMT será responsável pelas diversas etapas do programa em
conjunto com a direção da empresa.
• Empresas que não possuem SESMT - nesta situação a empresa
deverá contratar uma empresa especializada ou um Engenheiro
de Segurança do Trabalho para desenvolvimento das diversas
etapas do programa em conjunto com a direção da empresa.
O PPRA se resume a um documento que deverá ser
apresentado à fiscalização do Ministério do Trabalho?
• O PPRA é um programa de ação contínua, não é apenas um
documento.
• O documento-base, previsto na estrutura do PPRA, e que deve estar
à disposição da fiscalização, é um roteiro das ações a serem
empreendidas para atingir as metas do Programa.
• Se houver um excelente documento-base mas as medidas não
estiverem sendo implementadas e avaliadas, o PPRA, na verdade,
não existirá.
• O PPRA é um instrumento dinâmico que visa proteger a saúde do
trabalhador e, portanto deve ser simples, prático, objetivo e acima
de tudo facilmente compreendido e utilizado.
O que deve ser feito primeiro, o PPRA ou o PCMSO?

• Sendo programas de caráter permanente, eles devem


coexistir nas empresas e instituições, com as fases de
implementação articuladas.
• No primeiro ano, entretanto, o PPRA deverá estar a frente
para servir de subsídio ao PCMSO.
• Segundo a NR-7, item 7.2.4 - O PCMSO deverá ser planejado
e implantado com base nos riscos à saúde dos trabalhadores,
especialmente os identificados nas avaliações previstas nas
demais NR."
O PPRA e o PCMSO abrangem todas as exigências legais e
garantem a segurança e saúde dos trabalhadores?
• Não
• Segundo a NR-9, item 9.1.3 - O PPRA é parte integrante do
conjunto mais amplo das iniciativas da empresa no campo da
preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores,
devendo estar articulado com o disposto nas demais NRs,
em especial com o Programa de Controle Médico de Saúde
Ocupacional - PCMSO previsto na NR-7.