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1. (Enem 2017) Mas era sobretudo a lã que os compradores, vindos da Flandres ou da Itália,
procuravam por toda a parte. Para satisfazê-los, as raças foram melhoradas através do
aumento progressivo das suas dimensões. Esse crescimento prosseguiu durante todo o século
XIII, as abadias da Ordem de Cister, onde eram utilizados os métodos mais racionais de
criação de gado, desempenharam certamente um papel determinante nesse aperfeiçoamento.

DUBY. G. Economia rural e vida no campo no Ocidente medieval. Lisboa: Estampa, 1987
(adaptado).

O texto aponta para a relação entre aperfeiçoamento da atividade pastoril e avanço técnico na
Europa ocidental feudal, que resultou do(a)
a) crescimento do trabalho escravo.
b) desenvolvimento da vida urbana.
c) padronização dos impostos locais.
d) uniformização do processo produtivo.
e) desconcentração da estrutura fundiária.

2. (Unesp 2018) O aparecimento da filosofia na Grécia não foi um fato isolado. Estava ligado
ao nascimento da pólis.
(Marcelo Rede. A Grécia Antiga, 2012.)

A relação entre os surgimentos da filosofia e da pólis na Grécia Antiga é explicada, entre outros
fatores,
a) pelo interesse dos mercadores em estruturar o mercado financeiro das grandes cidades.
b) pelo esforço dos legisladores em justificar e legitimar o poder divino dos reis.
c) pela rejeição da população urbana à persistência do pensamento mítico de origem rural.
d) pela preocupação dos pensadores em refletir sobre a organização da vida na cidade.
e) pela resistência dos grupos nacionalistas às invasões e ao expansionismo estrangeiro.

3. (Unicamp 2018) Os gregos sentiram paixão pelo humano, por suas capacidades, por sua
energia construtiva. Por isso, inventaram a polis: a comunidade cidadã em cujo espaço
artificial, antropocêntrico, não governa a necessidade da natureza, nem a vontade dos deuses,
mas a liberdade dos homens, isto é, sua capacidade de raciocinar, de discutir, de escolher e de
destituir dirigentes, de criar problemas e propor soluções. O nome pelo qual hoje conhecemos
essa invenção grega, a mais revolucionária, politicamente falando, que já se produziu na
história humana, é democracia.

(Adaptado de Fernando Savater, Política para meu filho. São Paulo: Martins Fontes, 1996, p.
77.)

Assinale a alternativa correta, considerando o texto acima e seus conhecimentos sobre a


Grécia Antiga.
a) Para os gregos, a cidade era o espaço do exercício da liberdade dos homens e da tirania
dos deuses.
b) Os gregos inventaram a democracia, que tinha então o mesmo funcionamento do sistema
político vigente atualmente no Brasil.
c) Para os gregos, a liberdade dos homens era exercida na polis e estava relacionada à
capacidade de invenção da política.
d) A democracia foi uma invenção grega que criou problemas em função do excesso de
liberdade dos homens.

4. (Unesp 2018)

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O mapa do Império Romano na época de Augusto (27 a.C. – 14 d.C.) demonstra


a) a dificuldade das tropas romanas de avançar sobre territórios da África e a concentração dos
domínios imperiais no continente europeu.
b) a resistência do Egito e de Cartago, que conseguiram impedir o avanço romano sobre seus
territórios.
c) a conformação do maior império da Antiguidade e a imposição do poder romano sobre os
chineses e indianos.
d) a iminência de conflitos religiosos, resultantes da tensão provocada pela conquista de
Jerusalém pelos cristãos.
e) a importância do Mar Mediterrâneo para a expansão imperial e para a circulação entre as
áreas de hegemonia romana.

5. (Unesp 2018) [...] os romanos foram bem-sucedidos em unificar as regiões por eles
conquistadas. Isso não significou, no entanto, que essa imensa área tenha deixado de possuir
costumes e organizações bem diferentes. [...] Especialmente no que diz respeito à língua, o
Império permaneceu dividido, e isso acabou influindo nas diferentes culturas. Na prática,
podem-se observar duas grandes áreas culturais, a ocidental e a oriental. O lado ocidental
adotou como língua o latim; no oriental, o grego foi a língua mais difundida. [...]
Mais importante do que a língua era a diversidade religiosa. A maioria dos povos da
Antiguidade era politeísta, o que significa que admitiam a existência de vários deuses. Isso
tornava mais fácil conviver com crenças diferentes, o que foi celebrado com a construção do
Panteão: um enorme edifício construído em Roma para ser templo de todos os deuses.

(Carlos Augusto Ribeiro Machado. Roma e seu império, 2004.)

a) Cite dois fatores que justifiquem a afirmação do texto de que “os romanos foram bem -
sucedidos em unificar as regiões por eles conquistadas”.
b) É possível afirmar que a tolerância à diversidade religiosa no Império Romano era limitada?
Explique e exemplifique.

6. (Pucsp 2018) Considere os textos abaixo.

“[...] Amúlio expulsa seu irmão e apodera-se do trono. Depois deste crime, cometeu outro: ele
extermina todos os filhos varões do irmão e, sob o pretexto de honrar sua sobrinha Réia Sílvia,
colocando-a entre as vestais, ele tira toda a esperança de se tornar mãe condenando-a à
virgindade perpétua. Mas acredito que o destino estava encarregado da fundação de uma
cidade tão poderosa: era a ele que cabia lançar os alicerces deste vasto império que iguala o
dos deuses. [...]”

Tito Livio – História de Roma, livro I, p.10. - Texto traduzido e adaptado de TITO LÍVIO. Historia

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de Roma desde su fundación. (Ab urbe condita).


http://historicodigital.com/download/tito%20livio%20i.pdf, acesso em 07/11/17.

“Os romanos foram honrados em quase todas as nações: impuseram as leis da sua hegemonia
a muitos povos: hoje, as letras e a história celebramnos em quase todas as raças. Não têm
motivo para queixar-se da justiça do Deus supremo e verdadeiro: eles receberam sua
recompensa...; os judeus, que tinham morto Cristo, foram justamente entregues aos romanos,
para a glória destes. Aqueles, que pelas suas virtudes, [...] procuraram e obtiveram a glória
terrestre deviam vencer aqueles que, com seus enormes vícios, mataram e recusaram o
dispensador da verdadeira glória e da Cidade Eterna.”

Santo Agostinho – A Cidade de Deus – Livro V, cap. XVIII, p. 527. – Texto adaptado:
http://charlezine.com.br/wp-content/uploads/Cidade-de-Deus-A gostinho.pdf. Acesso em
07/11/17.

Os textos foram escritos por cidadãos romanos, em diferentes épocas, e tratam momentos
distintos da história de Roma. No entanto, eles concordam que
a) a dominação militar de Roma sobre outros povos não seria duradoura.
b) o poder de Roma dependeu da conquista militar e da aceitação das leis.
c) a explicação para o imenso poderio romano é de ordem religiosa.
d) o crime e os vícios dos fundadores de Roma foram os fundamentos do império.

7. (Unesp 2018) A migração de Maomé e seus seguidores, em 622, de Meca para Medina
permitiu a consolidação da religião muçulmana que incluía, entre outros princípios,
a) a recomendação de que os muçulmanos não escravizassem ou atacassem outros
muçulmanos, pois eles pertencem à mesma irmandade de fé.
b) a proibição de que os muçulmanos exercessem atividades comerciais, pois o manejo
cotidiano de riquezas era considerado impuro.
c) a proibição de que os muçulmanos visitassem Meca, pois o solo puro e sagrado dessa
cidade deveria permanecer intocado.
d) a recomendação de que os muçulmanos não limitassem seu culto a um só Deus, pois o
criador multiplica-se em diversas formas e faces.
e) a proibição de que os muçulmanos saíssem da Península Arábica, pois eles sofriam
perseguições em outros territórios.

8. (Unicamp 2018) Estamos acostumados a considerar que o sistema centro/periferia, ao


menos no Ocidente, é um eixo essencial da estrutura e do funcionamento no espaço das
economias, das sociedades, das civilizações. O historiador Fernand Braudel estimou que tal
sistema só existiu e funcionou plenamente a partir do século XV. Essa definição não se aplica à
Cristandade Medieval sem importantes correções. A noção de centro e a oposição
centro/periferia são menos decisivas que outros sistemas de orientação espacial. O principal
sistema é o que opõe o baixo ao alto, quer dizer, o Aqui, esse “mundo” imperfeito e marcado
pelo Pecado Original, ao céu, morada de Deus.

(Adaptado de Jacques Le Goff e Jean-Claude Schmitt, “Centro/Periferia”, em Dicionário


temático do ocidente medieval, v. 2. São Paulo: Edusc, 2002, p. 203.)

A partir do texto acima, assinale a alternativa correta.


a) Usada nas Ciências Humanas para a compreensão de períodos históricos desde a
Antiguidade, a noção de centro/periferia perdura até a atualidade e estrutura o sistema
econômico global contemporâneo.
b) As noções de baixo e alto têm um sentido histórico mais preciso para a compreensão da
Cristandade Medieval do que o sistema centro/periferia.
c) O sistema centro/periferia é aplicável ao estudo da Cristandade Medieval, já que os feudos
constituíam o centro da vida econômica e cultural naquele contexto.
d) O sistema centro/periferia aplicado durante a Era Medieval espelhava o sistema de
orientação baixo e alto, sendo o baixo o mundo do pecado e o alto o mundo da virtude cristã.

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9. (Unesp 2018) Empunhando Durendal, a cortante,


O rei tirou-a da bainha, enxugou-lhe a lâmina
Depois cingiu-a em seu sobrinho Rolando
E então o papa a benzeu.
O rei disse-lhe docemente, rindo:
“Cinjo-te com ela, desejando
Que Deus te dê coragem e ousadia,
Força, vigor e grande bravura
E grande vitória sobre os infiéis.”
E Rolando diz, o coração em júbilo:
“Deus mo conceda, pelo seu digno comando.”

(La Chanson d’Aspremont, século XII. Apud Georges Duby. A Europa na Idade Média, 1988.)

a) Qual é a cerimônia medieval descrita no texto? Identifique dois versos do texto que
contenham elementos religiosos.
b) Qual é a relação entre o rei e Rolando, personagens do poema? O que essa relação
representa no contexto do feudalismo?

10. (Unesp 2018) A era feudal tinha legado às sociedades que a seguiram a cavalaria,
cristalizada em nobreza. [...] Até nas nossas sociedades, em que morrer pela sua terra deixou
de ser monopólio de uma classe ou profissão, o sentimento persistente de uma espécie de
supremacia moral ligada à função do guerreiro profissional — atitude tão estranha a outras
civilizações, tal como a chinesa — permanece uma lembrança da divisão operada, no começo
dos tempos feudais, entre o camponês e o cavaleiro.

(Marc Bloch. A sociedade feudal, 1987. Adaptado.)

Segundo o texto, a valorização da ação militar


a) representa a continuidade da estrutura social originária da Idade Média.
b) ultrapassa as barreiras de classe social, igualando os homens medievais.
c) deriva da associação, surgida na Idade Média, entre nobres e cavaleiros.
d) surgiu na Idade Média e é desconhecida nas sociedades modernas.
e) revela a identificação medieval de quem trabalhava com quem lutava.

11. (Unicamp 2018) Na formação das monarquias confessionais da Época Moderna houve
reforço das identidades territoriais, em função de critérios de caráter religioso ou confessional.
Simultaneamente, houve uma progressiva incorporação da Igreja ao corpo do Estado, através
de medidas de caráter patrimonial e jurisdicional que procuravam uma maior sujeição das
estruturas e agentes eclesiásticos ao poder do príncipe. Na busca pela homogeneização da fé
dentro de um território político, a Igreja cumpria também papel fundamental na formação do
Estado moderno por meio de seus mecanismos de disciplinamento social dos comportamentos.

(Adaptado de Frederico Palomo, A Contra-Reforma em Portugal, 1540-1700. Lisboa: Livros


Horizonte, 2006, p.52.)

Considerando o texto acima e seus conhecimentos sobre a Europa Moderna, assinale a


alternativa correta.
a) Cada monarquia confessional adotou uma identidade religiosa e medidas repressivas em
relação às dissidências religiosas que poderiam ameaçar tal unidade.
b) Monarquias confessionais são aquelas unidades políticas nas quais havia a convivência
pacífica de duas ou mais confissões religiosas, num mesmo território.
c) São consideradas monarquias confessionais os territórios protestantes que se mostravam
mais propícios ao desenvolvimento do capitalismo comercial, tornando-se, assim, nações
enriquecidas.

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d) As monarquias confessionais contavam com a instituição do Tribunal do Santo Ofício da


Inquisição em seu território, uma forma de controle cultural sobre religiões politeístas.

12. (Unicamp 2018)

A ilustração anterior, com Marie Lavoisier representada à direita, foi produzida nas últimas
décadas do século XVIII, e mostra uma experiência para entender a fisiologia da respiração e o
papel do oxigênio nela. Considerando o contexto histórico e o seu conhecimento de química,
assinale a alternativa correta.
a) No século XVIII, Marie Lavoisier, como outras mulheres, não participava da produção do
conhecimento científico. Por outro lado, seu marido, Antoine Lavoisier, ficou famoso pela
frase “na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”, conhecida como a lei de
conservação da quantidade de matéria.
b) A Revolução Francesa favoreceu cientistas e intelectuais franceses independentemente de
suas posições ideológicas e das questões de gênero. É o caso de Marie Lavoisier e de
Antoine Lavoisier, este último famoso pela frase “na natureza nada se cria, nada se perde,
tudo se transforma”, conhecida como a lei de conservação das massas.
c) No século XVIII, as mulheres participavam da produção do conhecimento científico. Marie
Lavoisier registrou e publicou muitos dos experimentos feitos pela equipe de seu marido,
Antoine Lavoisier, famoso pela frase “na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se
transforma”, conhecida como a lei de conservação das massas.
d) A Revolução Francesa garantiu às mulheres a cidadania e a participação na produção do
conhecimento científico. Marie Lavoisier registrou e publicou muitos dos experimentos feitos
pela equipe de seu marido, Antoine Lavoisier, famoso pela frase “na natureza nada se cria,
nada se perde, tudo se transforma”, conhecida como a lei de conservação da quantidade de
matéria.

13. (Famerp 2018) No livro Investigação sobre a natureza e a causa da riqueza das nações ,
publicado em 1776, Adam Smith argumentou que um agente econômico, procurando o lucro,
movido pelo seu próprio interesse, acaba favorecendo a sociedade como um todo. Esse ponto
de vista é um dos fundamentos
a) do liberalismo, que dispensou a regulamentação da economia pelo Estado.
b) do utilitarismo, que defendeu a produção especializada de objetos de consumo.
c) do corporativismo, que propôs a organização da sociedade em grupos econômic os.
d) do socialismo, que expôs a contradição entre produção e apropriação de riqueza.
e) do mercantilismo, que elaborou princípios de protecionismo econômico.

14. (Unesp 2018)

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A gravura representa a marcha de mulheres revolucionárias até o palácio real de Versalhes em


5 de outubro de 1789.

A participação das mulheres na Revolução Francesa


a) levou à conquista do direito de voto, porém não do direito de exercer cargos executivos no
novo governo francês.
b) teve ressonância parcial nas decisões políticas, pois apenas as mulheres da alta burguesia
envolveram-se nos protestos políticos e civis.
c) foi notável nas manifestações e clubes políticos, porém seus direitos políticos e sociais não
foram ampliados significativamente.
d) originou a igualdade de direitos civis em relação aos homens após a proclamação da
Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão.
e) diminuiu bastante após os conflitos e a violência generalizada que marcaram a tomada da
Bastilha.

15. (Unesp 2018) Ainda hoje a palavra Renascimento evoca a ideia de uma época dourada e
de homens libertos dos constrangimentos sociais, religiosos e políticos do período precedente.
Nessa “época dourada”, o individualismo, o paganismo e os valores da Antiguidade Clássica
seriam cultuados, dando margem ao florescimento das artes e à instalação do homem como
centro do universo.

(Tereza Aline Pereira de Queiroz. O Renascimento, 1995. Adaptado.)

O texto refere-se a uma concepção acerca do Renascimento cultural dos séculos XV e XVI que
a) projeta uma visão negativa da Idade Média e identifica o Renascimento como a origem de
valores ainda hoje presentes.
b) estabelece a emergência do teocentrismo e reafirma o poder tutelar da Igreja Católica
Romana.
c) caracteriza a história da arte e do pensamento como desprovida de rupturas e marcada pela
continuidade nas propostas estéticas.
d) valoriza a produção artística anterior a esse período e identifica o Renascimento como um
momento de declínio da criatividade humana.
e) afirma o vínculo direto das invenções e inovações tecnológicas do período com o
pensamento mítico da Antiguidade.

16. (Fac. Albert Einstein - Medicin 2018) No dia 31 de Outubro de 1517, o monge e doutor em
teologia Martinho Lutero publicou em Wittemberg as suas 95 teses sobre questões a serem
debatidas com outros teólogos católicos. Entre as posições defendidas, e que acabaram por
levar ao rompimento de Lutero com a Igreja Católica, estavam
a) a afirmação de que todo cristão batizado poderia ser o seu próprio sacerdote, o
questionamento do dogma da infalibilidade papal e o princípio da salvação pela fé.
b) o reconhecimento apenas do batismo, da eucaristia, do casamento e da extrema unção
como sacramentos cristãos válidos.
c) a reafirmação do culto aos santos locais e da Virgem, e a validação do casamento de
qualquer membro da Igreja.
d) o uso da Inquisição e do Index como instrumentos de combate aos desvios doutrinais e o
reconhecimento da infalibilidade papal na orientação teológica da cristandade.

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17. (Pucsp 2018) A Reforma Protestante, iniciada em 1517 com Lutero, espalhou-se pela
Europa nas décadas seguintes, alimentando revoltas sociais e conflitos políticos. Entre os
reformadores, Calvino mostrou-se mais radical em sua crítica ao catolicismo por que
a) negava qualquer tipo de autoridade religiosa, pois afirmava a supremacia absoluta do
indivíduo e da sua capacidade de, ao ler a Bíblia, atingir a graça do conhecimento como
caminho para a salvação.
b) criticava as igrejas nacionais e as lideranças dos reis nos cultos, entendendo que os fiéis
atingiriam a salvação por meio de boas obras como a conversão dos pecadores pela
pregação da palavra de Deus.
c) afirmava a predestinação absoluta dos eleitos de Deus, reconhecíveis por sinais tais como
uma vida simples e austera, a frequência ao culto, o trabalho árduo e honesto, e o cuidado
com a família.
d) indicava que a salvação pela fé poderia ser conseguida também com o uso da razão, e que
os fiéis que viveram uma vida santa e celibatária eram modelos a serem discutidos e
ensinados nos seminários.

18. (Famerp 2018) Com esta civilização surge [...] uma vida econômica dominada pelo
comércio marítimo. Tal traço lhe atribui uma originalidade precisa entre as civilizações orientais,
às quais ela se liga por tantos laços. Isto era inevitável, numa ilha onde a natureza impunha ao
homem condições de vida muito diversas das reinantes nos vales do Nilo e do Eufrates.
(André Aymard e Jeannine Auboyer. “O homem no Oriente próximo”. In: O Oriente e a Grécia
Antiga, vol 2, 1962.)

O excerto destaca a originalidade da civilização cretense, entre 2000 e 1400 a.C., em relação
às sociedades do Mediterrâneo Oriental e do Oriente Médio, caracterizadas
a) pela alta produção de gêneros alimentícios com um mínimo de esforço individual.
b) pela inexistência de contatos comerciais com economias dos povos vizinhos.
c) pela divisão socialmente igualitária dos bens produzidos em grande escala.
d) pelo conhecimento dos segredos da escrita pela casta de produtores agrícolas.
e) pela presença do trabalho coletivo em regiões favoráveis à economia agrícola.

19. (Puccamp 2018) [...] A evolução realizou-se de fato e o conjunto das prescrições divinas
que constituem a Lei (Torá) é formado por diversas contribuições, sem que se consiga um
acordo para ventilá-las e datá-las uma a uma. Contentar-nos-emos, assim, com as linhas
gerais.
AYMARD, André e AUBOYER, Jeannine. O Oriente e a Grécia antiga. v.2. In: CROUZET,
Maurice (dir.), História geral das civilizações. Trad. São Paulo: Difel, 1971, p. 54)

O texto refere-se a uma civilização que se desenvolveu no primeiro milênio antes de Cristo. É
correto afirmar:
a) A importância da história dessa civilização se expressa, principalmente, por meio da
constituição de um Estado centralizado baseado na religião dualista, dos egípcio e dos
persas.
b) Os antigos povos que originaram essa civilização tinham como livro sagrado o Novo
Testamento, que compreende vários outros livros, dentre os quais está o Genesis, que trata
da Criação.
c) A importância do estudo dessa civilização se justifica pelo monoteísmo ético que surge e se
desenvolve, constituindo um ponto de partida para o cristianismo e o islamismo.
d) Os traços religiosos e culturais específicos dessa civilização decorrem do seu
distanciamento ante as demais culturas dos povos do Oriente Próximo e o caráter
democrático do governo.
e) Os governantes dessa civilização eram considerados deuses, o que obrigava toda a
população a prestar-lhes obediência e culto divino e a dedicar-se à produção para sustentar
os reis.

20. (Unicamp 2018) A ideia de que a demanda de especiarias resultava da necessidade de


disfarçar o gosto da carne e do peixe putrefatos é um dos grandes mitos da história da

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alimentação. Na Europa medieval, os alimentos frescos eram mais frescos que os atuais, pois
provinham da produção local. Os alimentos em conserva mantinham-se em salga, curtição,
dessecação ou gordura, assim como hoje em dia são enlatados, refrigerados, liofilizados ou
embalados a vácuo. De qualquer forma, os aspectos determinantes do papel desempenhado
pelas especiarias na gastronomia eram o gosto e a cultura. A cozinha muito temperada com
especiarias era objeto de desejo por ser cara e por “condimentar” a posição s ocial dos ricos e
as aspirações de quem ambicionava sê-lo. Além disso, a moda gastronômica predominante na
baixa Idade Média europeia imitava as receitas árabes, que exigiam sabores doces e
ingredientes fragrantes: leite de amêndoa, extratos de flores aromáticas e outras iguarias
orientais.

(Adaptado de Felipe Armesto-Fernández, 1492: o ano em que o mundo começou. São Paulo:
Companhia das Letras, 2017, p.27).

A partir do texto acima e de seus conhecimentos históricos:

a) defina o que são as especiarias e explique seu significado social na Europa medieval.
b) explique como era feito o comércio de especiarias na baixa Idade Média.

TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES:


Leia o texto para responder à(s) questão(ões).

O Ocidente havia conhecido somente três modos de acesso ao poder: o nascimento, o mais
importante, a riqueza, muito secundário até o século XIII salvo na Roma Antiga, o sorteio, de
alcance limitado entre os cidadãos das cidades gregas da Antiguidade.
(Jacques Le Goff. Os intelectuais na Idade Média, 1985. Adaptado.)

21. (Famerp 2018) Na democracia ateniense da Antiguidade, havia um modo de exercício do


poder político, que consistia no sorteio
a) de cidadãos para o exercício de funções administrativas por um curto período de tempo.
b) de indivíduos da população da cidade para participarem da assembleia dos cidadãos na
ágora.
c) de habitantes mais hábeis militarmente e mais cultos para comporem o conselho político da
polis.
d) de homens e mulheres descendentes de gregos para governarem a cidade nos tempos de
paz.
e) de estrangeiros aliados da cidade para auxiliarem os cidadãos nas decisões concernentes
às relações entre as polis.

22. (Famerp 2018) O excerto sustenta que o acesso ao poder por meio da riqueza era
secundário na Europa Ocidental até o século XIII, quando
a) as monarquias nacionais sobrepuseram-se aos direitos da nobreza senhorial sobre os seus
feudos.
b) o esfacelamento do poder imperial romano transferiu as funções de defesa militar para os
burgueses das cidades.
c) os reis absolutistas constituíram seus exércitos com recursos de impostos arrecadados de
banqueiros e comerciantes.
d) as atividades comerciais e artesanais produziram novos grupos sociais no interior das
cidades medievais.
e) a fragmentação econômica do continente europeu foi substituída por um só padrão
monetário.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:


Para responder à(s) questão(ões), considere o texto abaixo.

O que singulariza o pessimismo de Machado de Assis é a sua posição antagônica em relação


ao evolucionismo oitocentista, ao culto do progresso e da ciência. Frente às ingenuidades do
cientificismo, o sarcasmo de Brás Cubas reabre a interrogação metafísica, a perplexidade

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radical ante a variedade do ser humano. Um artista como Machado levou mais a sério do que
os arautos do evolucionismo cientificista o golpe que Darwin tinha desfechado contra as ilusões
antropocêntricas da humanidade.

MERQUIOR, José Guilherme. De Anchieta a Euclides.


Rio de Janeiro: José Olympio, 1977, p. 171-172.

23. (Puccamp 2018) A visão da Alta Idade Média como “Idade das Trevas”, pela historiografia,
trazia uma percepção desse período como o avesso do progresso e da ciência. A denominação
“Idade das Trevas” foi associada a alguns eventos e características desse período, caso
a) da superexploração dos camponeses, da expansão desenfreada das cidades, da
mortandade ocorrida ao longo da Guerra Santa.
b) das perseguições aos hereges, da proliferação das ordens mendicantes armadas, da
destruição sistemática de castelos e abadias.
c) do declínio da cultura antiga, a destruição do Império Romano pelas invasões bárbaras, do
controle da difusão do conhecimento pela Igreja Católica.
d) da Guerra dos Cem Anos, do processo de cercamento no campo, da violência dos servos
contra seus suseranos.
e) das consequências da Revolução Puritana, do fracasso das Cruzadas, da proliferação de
bandoleiros e foras da lei.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:


Para responder à(s) questão(ões), considere o texto abaixo.

Regimes que se dizem cristãos e que derivam sua autoridade de um determinado corpo de
textos já variaram do reino feudal de Jerusalém aos shakers, do império dos tsares russos à
República Holandesa, da Genebra de Calvino à Inglaterra georgiana. Em épocas distintas, a
teologia cristã absorveu Aristóteles e Marx. Todos afirmavam provir dos ensinamentos de
Cristo – embora em geral desagradando a outros cristãos igualmente convencidos de sua
cristandade.

HOBSBAWM, Eric. Como mudar o mundo. Marx e o marxismo (1840-2011).


São Paulo: Companhia das Letras, 2011. p. 312.

24. (Puccamp 2018) No texto de Eric Hobsbawm, há informações que nos fazem em lembrar a
Reforma Protestante, a qual pôs um fim no monopólio espiritual da Igreja Católica, oferecendo
novas opções religiosas.

Um dos efeitos do movimento, sobretudo a partir de Calvino, foi


a) a destruição da maioria das bibliotecas, restando algumas pertencentes à Igreja Católica que
serviam de base para os movimentos heréticos.
b) o estímulo ao desenvolvimento capitalista, na medida em que criou uma ética favorável ao
lucro, ao trabalho árduo e ao enriquecimento pessoal.
c) o fim das promoções eclesiásticas baseadas no critério da riqueza pessoal ou familiar dos
sacerdotes, adquirida com a venda das indulgências.
d) a reafirmação da tese que defendia a salvação da alma pela fé e pelas boas obras,
contrariando o dogma que determinava a salvação pela fé.
e) o incentivo ao surgimento de movimentos heréticos contra a prática religiosa desenvolvida
por seitas rurais que deram origem às Reformas.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:


Para responder à(s) questão(ões), considere o texto abaixo.

Nas quatro décadas de transição entre os séculos XIX e XX (1885-1925), paralelamente à


expansão acelerada da industrialização, dos fluxos migratórios e de maciços investimentos em
benfeitorias e prédios urbanos, propiciados pela valorização crescente do café, constitui-se na

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cidade de São Paulo um embrião avantajado de mercado de arte, dotado das principais
características de seus congêneres estrangeiros.

MICELI, Sergio. Nacional Estrangeiro. História social e cultural do modernismo artístico em São
Paulo. São Paulo: Companhia das Letras/Fapesp, 2003, p. 21.

25. (Puccamp 2018) A ocorrência da Revolução industrial, na Inglaterra do século XVIII, foi
favorecida por alguns fatores, tais como
a) a hegemonia inglesa no comércio marítimo internacional e a ampliação de mercados dela
resultante.
b) a farta concessão de créditos pelo Banco da Inglaterra a donos de manufaturas e os acordos
econômicos estabelecidos com metrópoles coloniais, caso do Tratado dos Panos e Vinhos.
c) a divisão do trabalho propiciada pelo taylorismo e os investimentos da burguesia inglesa
após a Revolução Gloriosa.
d) a difusão do tear mecânico e a migração espontânea do campo para os centros urbanos,
gerando excedente de oferta de mão de obra especializada.
e) o fornecimento a baixos preços de lã e algodão pelas Treze Colônias e a garantia do
mercado consumidor mediante o estabelecimento de pactos coloniais com a Índia e a
Austrália.

26. (Puccamp 2017) Considere o texto abaixo.

“Do ponto de vista territorial, uma pólis se divide em duas partes: a acrópole [...] e a ágora [...].
No entanto, se perguntássemos a um grego da época clássica o que era a pólis,
provavelmente esta não seria sua definição: para ele a pólis não designava um lugar
geográfico, mas uma prática política exercida pela comunidade de seus cidadãos. [...] Se no
caso da pólis o conceito de cidade não se referia à dimensão espacial da cidade e sim à sua
dimensão política, o conceito de cidadão não se refere ao morador da cidade, mas ao indivíduo
que, pode participar da vida política.”

(ROLNIK, Raquel. O que é cidade. In: PETTA, Nicolina L. e OJEDA, A. B. História, uma
abordagem integrada. São Paulo: Moderna, s\d, p. 17)

O conhecimento histórico e o texto permitem afirmar que na Grécia Antiga


a) a cidadania, direito de participar da vida pública, atingia todos os habitantes da maioria das
cidades-estado.
b) o equilíbrio de poderes presente nas cidades-estado evitou a ocorrência de conflitos sociais.
c) a lei era o resultado de discussões entre os representantes da cidade-estado e definia o
direito dos cidadãos.
d) a soberania dos cidadãos dotados de plenos direitos era fundamental para a existência da
cidade-estado.
e) o direito à cidadania e a organização política possibilitaram a criação da democracia em todo
o país.

27. (Fac. Albert Einstein - Medicin 2017) Por muito tempo, entre os historiadores pensou-se
que os gregos formavam um povo superior de guerreiros que, por volta de 2000 a.C., teria
conquistado a Grécia, submetendo a população local.
Hoje em dia, os estudiosos descartam esta hipótese, considerando que houve um movimento
mais complexo. Segundo o pesquisador Moses Finley, a ‘chegada dos gregos significou a
introdução de um elemento novo que se misturou com seus predecessores para criar,
lentamente, uma nova civilização e estendê-la como e por onde puderam’.

FUNARI, Pedro Paulo. Grécia e Roma. São Paulo: Contexto, 2001. Adaptado.

Segundo o texto, a formação da Grécia antiga ocorreu

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a) de forma negociada, por meio de alianças e acordos políticos entre os líderes das principais
tribos nativas da península balcânica.
b) de forma gradual, a partir da integração de povos provenientes de outras regiões com
habitantes da parte sul da península balcânica.
c) de forma planejada, pela expansão militar dos povos nativos da península balcânica sobre
territórios controlados por grupos bárbaros.
d) de forma violenta, com a submissão dos habitantes originais da península balcânica a
conquistadores recém-chegados do norte.

28. (Pucsp 2017) Segundo as minhas pesquisas, foram assim os tempos passados, embora
seja difícil dar crédito a todos os testemunhos nesta matéria. (...) A explicação mais verídica,
apesar de menos frequentemente alegada, é, em minha opinião, que os atenienses estavam
tornando-se muito poderosos, e isto inquietava os espartanos, compelindo-os a recorrerem à
guerra. (...)”.
TUCÍDIDES. História da Guerra do Peloponeso. Brasília: Editora Universidade de Brasília,
Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais; São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de
São Paulo, 2001 XLVII, 584 pp. 13-15

A partir do texto, pode-se afirmar que Tucídides


a) estudou as estratégias utilizadas na Guerra de Tróia em sua formação como general e
registrou a sua própria experiência como combatente no conflito com os persas.
b) concluiu que a Guerra do Peloponeso ocorreu devido a um crescente poder que ameaçou os
demais, de acordo com a lógica do poder.
c) reconstituiu a Guerra do Peloponeso comparando os relatos dos líderes políticos das várias
cidades envolvidas, chegando à verdade dos fatos.
d) pesquisou as Guerras Médicas, conflito entre gregos e persas, e concluiu que a vitória grega
deveu-se à superioridade política das cidades-Estado sobre o poder imperial.

29. (Enem 2017) TEXTO I


Sólon é o primeiro nome grego que nos vem à mente quando terra e dívida são mencionadas
juntas. Logo depois de 600 a.C., ele foi designado “legislador” em Atenas, com poderes sem
precedentes, porque a exigência de redistribuição de terras e o cancelamento das dívidas não
podiam continuar bloqueados pela oligarquia dos proprietários de terra por meio da força ou de
pequenas concessões.

FINLEY, M. Economia e sociedade na Grécia antiga. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2013
(adaptado).

TEXTO II
A “Lei das Doze Tábuas” se tornou um dos textos fundamentais do direito romano, uma das
principais heranças romanas que chegaram até nos. A publicação dessas leis, por volta de 450
a.C., foi importante pois o conhecimento das “regras do jogo” da vida em sociedade é um
instrumento favorável ao homem comum e potencialmente limitador da hegemonia e arbítrio
dos poderosos.

FUNARI, P. P. Grécia e Roma. São Paulo: Contexto, 2011 (adaptado).

O ponto de convergência entre as realidades sociopolíticas indicadas nos textos consiste na


ideia de que a
a) discussão de preceitos formais estabeleceu a democracia.
b) invenção de códigos jurídicos desarticulou as aristocracias
c) formulação de regulamentos oficiais instituiu as sociedades.
d) definição de princípios morais encerrou os conflitos de interesses.
e) criação de normas coletivas diminuiu as desigualdades de tratamento.

30. (Unesp 2017) Apesar de sua dispersão geográfica e de sua fragmentação política, os
gregos tinham uma profunda consciência de pertencer a uma só e mesma cultura. Esse

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fenômeno é tão mais extraordinário, considerando-se a ausência de qualquer autoridade


central política ou religiosa e o livre espírito de invenção de uma determinada comunidade para
resolver os diversos problemas políticos ou culturais que se colocavam para ela.
(Moses I. Finley. Os primeiros tempos da Grécia, 1998. Adaptado.)

O excerto refere-se ao seguinte aspecto essencial da história grega da Antiguidade:


a) a predominância da reflexão política sobre o desenvolvimento das belas -artes.
b) a fragilidade militar de populações isoladas em pequenas unidades políticas.
c) a vinculação do nascimento da filosofia com a constituição de governos tirânicos.
d) a existência de cidades-estados conjugada a padrões civilizatórios de unificação.
e) a igualdade social sustentada pela exploração econômica de colônias estrangeiras.

31. (Unicamp 2017)

A imagem acima retrata parte do mosaico romano de Nennig, um dos mais bem conservados
que se encontram até o momento no norte da Europa. A composição conta com mais de
2
160 m e apresenta como tema cenas próprias de um anfiteatro romano.
https://fr.wikipedia.org/wiki/Perl_(Sarre)#/media/File:Retiarius_stabs_secutor_(color).jpg.
Acessado em: 12/08/2016.

A partir da leitura da imagem e do conhecimento sobre o período em questão, pode-se afirmar


corretamente que a imagem representa
a) uma luta entre três gladiadores, prática popular entre membros da elite romana do século III
d. C, que foi criticada pelos cristãos.
b) a popularidade das atividades circenses entre os romanos, prática de cunho religioso que
envolvia os prisioneiros de guerra.
c) uma das ações da política do pão e do circo, estratégia da elite romana que usava cidadãos
romanos na arena, para lutarem entre si e, assim, divertir o povo.
d) uma luta entre gladiadores, prática que tinha inúmeras funções naquela sociedade, com o a
diversão, a tentativa de controle social e a valorização da guerra.

32. (Unesp 2017) A Igreja foi responsável direta por mais uma transformação, formidável e
silenciosa, nos últimos séculos do Império: a vulgarização da cultura clássica. Essa façanha
fundamental da Igreja nascente indica seu verdadeiro lugar e função na passagem para o
Feudalismo. A condição de existência da civilização da Antiguidade em meio aos séculos
caóticos da Idade Média foi o caráter de resistência da Igreja. Ela foi a ponte entre duas
épocas.

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(Perry Anderson. Passagens da Antiguidade ao Feudalismo, 2016. Adaptado.)

O excerto permite afirmar corretamente que a Igreja cristã


a) tornou-se uma instituição do Império Romano e sobreviveu à sua derrocada quando da
invasão dos bárbaros germânicos.
b) limitou suas atividades à esfera cultural e evitou participar das lutas políticas durante o
Feudalismo.
c) manteve-se fiel aos ensinamentos bíblicos e proibiu representações de imagens religiosas
na Idade Média.
d) reconheceu a importância da liberdade religiosa na Europa Ocidental e combateu a
teocracia imperial.
e) combateu o universo religioso do Feudalismo e propagou, em meio aos povos sem escrita, o
paganismo greco-romano.

33. (Enem (Libras) 2017) TEXTO I

Esta foi a regra que eu segui diante dos que me foram denunciados como cristãos: perguntei a
eles mesmos se eram cristãos; aos que respondiam afirmativamente, repeti uma segunda e
uma terceira vez a pergunta, ameaçando-os com o suplício. Os que persistiram, mandei
executá-los, pois eu não duvidava que, seja qual for a culpa, a teimosia e a obstinação
inflexível deveriam ser punidas. Outros, cidadãos romanos portadores da mesma loucura, pus
no rol dos que devem ser enviados a Roma.

Correspondência de Plínio, governador de Bitínia, província romana situada na Á sia Menor, ao


imperador Trajano. Cerca do ano 111 d.C. Disponível em: www.veritatis.com.br. Acesso em: 17
jun. 2015 (adaptado).

TEXTO II

É nossa vontade que todos os povos regidos pela nossa administração pratiquem a religião
que o apóstolo Pedro transmitiu aos romanos. Ordenamos que todas aquelas pessoas que
seguem esta norma tomem o nome de cristãos católicos. Porém, o resto, os quais
consideramos dementes e insensatos, assumirão a infâmia da heresia, os lugares de suas
reuniões não receberão o nome de igrejas e serão castigados em primeiro lugar pela divina
vingança e, depois, também pela nossa própria iniciativa.

Édito de Tessalônica, ano 380 d.C. In: PEDRERO-SÁNCHEZ, M. G. História da Idade Média:
textos e testemunhas. São Paulo: Unesp, 2000.

Nos textos, a postura do Império Romano diante do cristianismo é retratada em dois momentos
distintos. Em que pesem as diferentes épocas, é destacada a permanência da seguinte prática:
a) Ausência de liberdade religiosa.
b) Sacralização dos locais de culto.
c) Reconhecimento do direito divino.
d) Formação de tribunais eclesiásticos.
e) Subordinação do poder governamental.

34. (Famerp 2017) Durante o século IV, a velocidade da expansão do cristianismo aumentou
muito, especialmente nas cidades [romanas]. As antigas crenças continuaram existindo, mas o
número de fiéis diminuiu muito. Os cristãos passaram a chamar os adeptos das outras religiões
de pagãos e, em algumas ocasiões, se dedicaram a destruir seus templos e as estátuas dos
deuses antigos.

Isso não significa que as religiões tenham vivido em conflito. O cris tianismo tomou diversas
ideias e características do paganismo para si. Os livros escritos no início do Império e na época
da República eram considerados obras-primas da literatura, e mesmo os que falavam de outros
deuses eram lidos e apreciados pelos cristãos.

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Carlos Augusto Ribeiro Machado. Roma e seu império, 2004. Adaptado.

Segundo o texto, a ascensão do cristianismo na Roma Antiga


a) não impediu o avanço de outras formas de religiosidade, e o paganismo, apesar de
reprimido, continuou a crescer e manteve-se hegemônico.
b) deu-se a partir das conquistas romanas na Palestina e revelou a correção e a supremacia
religiosa da fé cristã frente às antigas religiões.
c) não impediu a manifestação de outras formas de religiosidade e, apesar de terem ocorrido
tensões, algumas antigas práticas religiosas persistiram.
d) deu-se a partir das cruzadas, que levaram a fé cristã aos pagãos, judeus e muçulmanos que
controlavam as terras do Oriente Próximo.
e) deu-se a partir do extermínio dos grupos que professavam crenças antigas e da eliminação
dos materiais que contivessem referências ao paganismo.

35. (Unicamp 2017) “Onde está aquela tua prudência? Onde está a sagacidade nas coisas
que se devem discernir? Onde está a grandeza de alma? Já as pequenas coisas te afligem?
(...) Nenhuma destas coisas é insólita, nenhuma inesperada. Ofender-te com estas coisas é tão
ridículo quanto te queixares porque caíste em público ou porque te sujaste na lama. (...) O
inverno faz vir o frio: é necessário gelar. O tempo traz de novo o calor: é necessário arder. A
intempérie do céu provoca a saúde: é necessário adoecer. Uma fera em algum lugar se
aproximará de nós, e um homem mais pernicioso que todas as feras. Algo a água, algo o fogo
nos retirará. Esta condição das coisas não podemos mudar. Mas isto podemos: adotar um
espírito elevado e digno do homem nobre para que corajosamente suportemos as coisas
fortuitas e nos harmonizemos com a Natureza.”

Sêneca, Carta de Sêneca a Lucílio, CVII. Prometeus, Maceió, ano 1 – nº 1, p.121, jan.-jun.
2008. Disponível em https://www.academia.edu/4204064. Acessado em 19/12/2016.

A partir da leitura do texto escrito pelo filósofo Sêneca,

a) identifique e explique um princípio do estoicismo latino;


b) cite dois legados culturais do mundo romano, além da filosofia, para a tradição ocidental.

36. (Pucsp 2017) “Há quinze anos (...) fiz a pergunta: o que sabemos das mulheres
[medievais]? (...) tratei de descobrir, no meio de todos os vestígios deixados pelas damas do
século XII. Apreciava-as. Sabia bem que não veria nada de seu rosto, de seus gestos, de sua
maneira de dançar, de rir, mas esperava perceber alguns aspectos de sua conduta, o que
pensavam de si próprias, do mundo e dos homens. Não entrevi mais que sombras, vacilantes,
inapreensíveis. Nenhuma de suas palavras me chegou diretamente.”

DUBY, Georges. Eva e os padres. São Paulo: Cia das Letras, 2001, p. 167.

“(...) não há camponês nem mundo rural na literatura dos séculos V e VI [embora] a realidade
mais profunda da história da Alta Idade Média Ocidental [seja a da] ruralização da economia e
da sociedade. (...) Os atores desse fenômeno primordial não aparecem na literatura da época
[senão] sob diversos disfarces.”
LE GOFF, Jacques. Para um novo conceito de Idade Média. Petrópolis: Vozes, 2013, pp. 168-
169. Adaptado.

Uma das explicações possíveis para que os medievalistas obtenham informações indiretas
sobre as mulheres e encontrem os camponeses “disfarçados” é que:
a) Os documentos feitos pelas mulheres, embora abundantes, não tratam de muitos aspectos
da vida cotidiana e os camponeses só faziam registros ligados à produção.
b) As mulheres e os camponeses eram desconsiderados numa sociedade que valorizava a
guerra, e na qual apenas a nobreza laica produzia os registros do cotidiano.

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c) Os documentos dessa época foram produzidos por clérigos, que monopolizavam a escrita, e
deixaram registrada a visão que possuíam sobre a sociedade da época.
d) As mulheres da Igreja viviam separadas do mundo, não tinham informações sobre a vida
cotidiana de outras mulheres nem dos camponeses para registrar.

37. (Pucsp 2017) “No ano de 590, quando a peste e a fome devastam a Gália, um enxame de
moscas faz enlouquecer um camponês de Berry enquanto este cortava lenha na floresta. Ele
se transforma em pregador itinerante, vestindo peles de animais, acompanhado de uma mulher
a quem chama de Maria, enquanto ele mesmo se faz passar por Cristo. Ele anuncia o futuro,
cura os doentes. Segue-o uma multidão de camponeses, pobres e até mesmo padres. Sua
atitude ganha logo um aspecto revolucionário. [...] O bispo do Puy manda assassiná-lo e,
torturando a pobre Maria, consegue as confissões desejadas.”

Jacques Le Goff. Por uma outra Idade Média. Petrópolis: Vozes, 2013, p. 181-182

O relato expõe traços de uma mentalidade que caracterizou o Ocidente medieval. Entre esses
traços, pode-se mencionar:
a) a proliferação de heresias e a atitude tolerante, da parte dos líderes políticos e religiosos,
ante as diferentes crenças.
b) o temor diante de fenômenos naturais e a visão, pelos setores hegemônicos, do
campesinato como potencialmente perigoso.
c) a hegemonia do pensamento místico e a inexistência, entre os camponeses, de
conhecimentos sobre a fauna e a flora.
d) o caráter violento das relações sociais e o desprezo, pelos setores eclesiásticos, em relação
ao meio ambiente.

38. (Famerp 2017) Aparece na literatura medieval, no final do século IX, para florescer no
século XI, até se tornar um lugar comum no século XII, um tema que descreve a sociedade que
se divide em três categorias ou ordens.
Jacques Le Goff. Para uma outra Idade Média, 2013.

As “três categorias ou ordens” citadas no texto são, respectivamente,


a) aristocracia, burguesia e proletariado.
b) militares, patrícios e camponeses.
c) clérigos, guerreiros e trabalhadores.
d) comerciantes, industriais e operariado.
e) classe alta, classe média e classe baixa.

39. (Fac. Albert Einstein - Medicin 2017) “[Na Europa, criaram-se] condições favoráveis para o
estudo da Medicina (...). Um fator decisivo (...) foi a retomada da herança antiga. (...) Em boa
parte, o Ocidente tomou contato com a herança científica clássica graças às culturas bizantina
e muçulmana. A partir do século XII foram feitas inúmeras traduções do grego e do árabe para
o latim, um pouco em Veneza (por seus contatos com Bizâncio), um pouco na Sicília
(anteriormente ocupada por bizantinos e islamitas) e sobretudo na Espanha.”

FRANCO JR. Hilário. A Idade Média, Nascimento do Ocidente. São Paulo: Brasiliense, 2001,
pp. 158

“(...) Ocupei-me então em dominar os vários textos e comentários sobre as ciências naturais e
as metafísicas até se abrirem para mim todas as portas do saber. Em seguida desejei estudar
medicina e empreendi a leitura de todos os livros que tinham sido escritos sobre esse assunto.
A medicina não é uma ciência difícil e naturalmente em muito pouco tempo me distingui nela,
de maneira em que físicos qualificados começaram a ler medicina comigo. (...)”

AVICENA, apud. ESPINOSA, Fernanda. Antologia de textos históricos medievais. Lisboa:


Livraria Costa Sá da Costa Editora, 1972, pp. 119-120.

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A partir dos textos, é possível afirmar que o estudo da medicina durante a Idade Média Central
(séc. XI-XIII)
a) desenvolvia-s e na Europa com base em pesquisas empíricas que visavam a confirmar as
verdades teológicas reveladas pelos textos cristãos sagrados, e seguia para Bizâncio pelas
rotas comerciais.
b) baseava-se na tradução para o latim de obras antigas chegadas ao Ocidente por intermédio
de bizantinos e muçulmanos, e estudos recentes das mesmas feitos por muçulmanos, como
Avicena.
c) realizava-se sob a orientação de mestres bizantinos, que vinham do Oriente ensinar as
teorias clássicas apreendidas das obras de filósofos e cientistas gregos como Aristóteles e
Hipócrates.
d) destinava-se a proporcionar aos europeus os conhecimentos necessários para enfrentar as
frequentes epidemias nas cidades e nos campos, que já tinham sido eliminadas no Oriente.

40. (Enem (Libras) 2017) Entre o século XII e XIII, a recrudescência das condenações da
usura é explicada pelo temor da Igreja ao ver a sociedade abalada pela proliferação da usura,
quando muitos homens abandonam sua condição social, sua profissão, para tornarem -se
usuários. No século XIII, o papa Inocêncio IV teme a deserção dos campos, devido ao fato de
os camponeses terem se tornado usurários ou estarem privados de gado e de instrumentos de
trabalho pertencentes aos possuidores de terras, eles próprios atraídos pelos ganhos da usura.
A atração pela usura ameaça a ocupação dos solos e da agricultura e traz o espectro da fome.

LE GOFF, J. A bolsa e a vida: economia e religião na Idade Média. São Paulo: Brasiliense,
2004 (adaptado).

A atitude da Igreja em relação à prática em questão era motivada pelo interesse em


a) suprimir o debate escolástico.
b) regular a extração de dízimos.
c) diversificar o padrão alimentar.
d) conservar a ordem estamental.
e) evitar a circulação de mercadorias.

41. (Pucsp 2017) “(...) a instituição social da monarquia chega a seu maior poder na fase
histórica em que uma nobreza em decadência já está obrigada a competir de muitas maneiras
com grupos burgueses em ascensão, sem que qualquer um dos lados possa derrotar
inapelavelmente o outro. A aceleração da monetarização e da comercialização no século XVI
deu aos grupos burgueses um estímulo ainda maior e empurrou fortemente para trás o grosso
da classe guerreira, a velha nobreza. Ao fim das Iutas sociais nas quais essa violenta
transformação da sociedade encontrou expressão, crescera consideravelmente a
interdependência entre partes da nobreza e da burguesia.”

ELIAS, Norbert. O processo civilizador. Rio de Janeiro: Zahar, vol. II, p. 152.

O texto considera que o regime monárquico na Europa moderna


a) resulta da competição e da crescente interdependência entre a nobreza e a burguesia.
Assim, a monarquia se equilibrava numa situação na qual nenhum dos grupos em luta
poderia ainda tornar-se vencedor.
b) atinge sua força máxima com a ascensão e a vitória dos grupos burgueses. Dessa forma, a
monarquia pôde deixar de mediar as lutas entre a nobreza e os camponeses, e passou a
apoiar-se na burguesia.
c) expressa a capacidade da nobreza vitoriosa para financiar a estrut ura política, e a da
burguesia em fazê-la funcionar. De fato, a força do regime foi maior onde as transformações
econômicas foram mais aceleradas.
d) representa exclusivamente os interesses do próprio monarca. Na verdade, o poder real pode
afirmar-se no contexto da vitória da burguesia sobre a velha nobreza guerreira, que tinha
mantido o rei como seu representante.

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42. (Enem PPL 2017) Os direitos civis, surgidos na luta contra o Absolutismo real, ao se
inscreverem nas primeiras constituições modernas, aparecem como se fossem conquistas
definitivas de toda a humanidade. Por isso, ainda hoje invocamos esses velhos “direitos
naturais” nas batalhas contra os regimes autoritários que subsistem.
QUIRINO, C. G.; MONTES, M. L. Constituições. São Paulo: Ática, 1992 (adaptado).

O conjunto de direitos ao qual o texto se refere inclui


a) voto secreto e candidatura em eleições.
b) moradia digna e vagas em universidade.
c) previdência social e saúde de qualidade.
d) igualdade jurídica e liberdade de expressão.
e) filiação partidária e participação em sindicatos.

43. (Enem 2017) Fala-se muito nos dias de hoje em direitos do homem. Pois bem: foi no
século XVIII — em 1789, precisamente — que uma Assembleia Constituinte produziu e
proclamou em Paris a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Essa Declaração se
impôs como necessária para um grupo de revolucionários, por ter sido preparada por uma
mudança no plano das ideias e das mentalidades: o iluminismo.

FORTES, L. R. S. O Iluminismo e os reis filósofos. São Paulo: Brasiliense, 1981 (adaptado).

Correlacionando temporalidades históricas, o texto apresenta uma concepção de pensamento


que tem como uma de suas bases a
a) modernização da educação escolar.
b) atualização da disciplina moral cristã.
c) divulgação de costumes aristocráticos.
d) socialização do conhecimento científico.
e) universalização do princípio da igualdade civil.

44. (Puccamp 2017) Quando a circulação do dinheiro se faz no Reino, serve de alimentar o
Reino; mas, quando sai do Reino, faz nele a mesma falta que o sangue quando sai do corpo
humano.
MACEDO, Duarte Ribeiro

O conhecimento histórico permite afirmar que o comentário de Duarte Ribeiro Macedo


a) refere-se a um dos fatores da decadência do comércio na Europa ocidental no século IV.
b) revela uma das mais puras formas de pensar da sociedade feudal europeia no século IX.
c) identifica uma das mais puras expressões da mentalidade mercantilista do século XVII.
d) opunha-se a uma das práticas mercantilistas que alimentavam o Estado no século XV.
e) expressa uma das mais fortes crenças do pensamento liberal europeu, do século XIX.

45. (Famema 2017) Nassau Senior, economista de renome, passou por Manchester em 1837,
e assim descreveu o que viu: “Num lugar encontramos toda uma rua seguindo o curso de um
canal, porque dessa forma era possível conseguir porões mais profundos, sem o custo de
escavações, porões destinados não ao armazenamento de mercadorias ou de lixo, mas à
residência de seres humanos. Nenhuma das casas dessa rua esteve isenta do cólera”.
A média de vida era determinada pelo lugar onde se morava – segundo o relatório do Dr. P. H.
Holland, que realizou uma investigação num subúrbio de Manchester, em 1844. “Quando
verificamos ser a taxa de mortalidade quatro vezes maior em algumas ruas do que em outras,
e duas vezes maior em grupos de ruas do que em outros, não podemos deixar de concluir que
multidões de nossos irmãos, centenas de vizinhos próximos, são anualmente destruídos por
falta das precauções mais simples”.

(Leo Huberman. História da riqueza do homem, 1986. Adaptado.)

O relatório alude

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a) aos efeitos sociais da industrialização, com a formação de bairros operários onde as


condições de habitação e higiene eram precárias.
b) às causas das epidemias nas áreas rurais da Inglaterra, devido à concentração dos
camponeses em aldeias sob condições degradantes.
c) aos ideais do socialismo científico, que formulava críticas à organização industrial da
produção, mas não oferecia meios práticos de mudança.
d) aos resultados do planejamento urbano das metrópoles, cujo objetivo principal foi integrar
socialmente a população trabalhadora das periferias.
e) aos motivos da distribuição de renda na economia britânica, devido ao aumento da massa
salarial e da produtividade proporcionada pelas fábricas.

46. (Unesp 2017) Nem todos os homens se renderam diante das forças irresistíveis do novo
mundo fabril, e a experiência do movimento dos quebradores de máquina demonstra uma
inequívoca capacidade dos trabalhadores para desencadear uma luta aberta contra o sistema
de fábrica. De um lado, esse movimento de resistência visava investir contra as novas relações
hierárquicas e autoritárias introduzidas no interior do processo de trabalho fabril, e nessa
medida a destruição das máquinas funcionava como mecanismo de pressão contra a nova
direção organizativa das empresas; de outro lado, inúmeras atividades de destruição
carregaram implicitamente uma profunda hostilidade contra as novas máquinas e contra o
marco organizador da produção que essa tecnologia impunha.

Edgar de Decca. O nascimento das fábricas, 1982. Adaptado.

De acordo com o texto, os movimentos dos quebradores de máquinas, na Inglaterra do final do


século XVIII e início do XIX,
a) expunham a rápida e eficaz ação dos sindicatos, capazes de coordenar ações destrutivas
em fábricas de diversas partes do país.
b) representavam uma reação diante da ordem e da disciplinarização do trabalho, facilitadas
pelo emprego de máquinas na produção fabril.
c) indicavam o aprimoramento das condições de trabalho nas fábricas, que contavam com
aparato de segurança interna contra atos de vandalismo.
d) revelavam a ingenuidade de alguns trabalhadores, que não percebiam que as máquinas
auxiliavam e facilitavam seu trabalho.
e) simbolizavam a rebeldia da maioria dos trabalhadores, envolvidos com partidos e
agrupamentos políticos de inspiração marxista.

47. (Famerp 2017) A Revolução é feita de sombra, mas, acima de tudo, de luz.
Michel Vovelle. A Revolução Francesa explicada à minha neta, 2007.

A frase apresenta a Revolução Francesa, destacando


a) a aliança de setores católicos, associados à luz da revelação divina, com a ação
revolucionária, que representava as trevas da morte.
b) o contraste entre a obscura violência de alguns de seus momentos e a razão luminosa que
guiou muitos de seus propósitos.
c) a vitória do projeto aristocrático, que representava a luz, sobre as lutas burguesas, que
representavam as sombras.
d) o contraponto entre o esforço obscuro de impor o terror e a vontade iluminista de restaurar a
monarquia parlamentar.
e) a derrota do ideal republicano, que associava a revolução às trevas, e o sucesso da
monarquia absoluta, liderada pelo Rei Sol.

48. (Enem PPL 2017) O garfo muito grande, com dois dentes, que era usado para servir as
carnes aos convidados, é antigo, mas não o garfo individual. Este data mais ou menos do
século XVI e difundiu-se a partir de Veneza e da Itália em geral, mas com lentidão. O uso só se
generalizaria por volta de 1750.
BRAUDEL, F. Civilização material, economia e capitalismo: séculos XV-XVIII; as estruturas do
cotidiano. São Paulo: Martins Fontes, 1977 (adaptado).

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No processo de transição para a modernidade, o uso do objeto descrito relaciona-se à


a) construção de hábitos sociais.
b) introdução de medidas sanitárias.
c) ampliação das refeições familiares.
d) valorização da cultura renascentista.
e) incorporação do comportamento laico.

49. (Unesp 2017) Deveis saber, portanto, que existem duas formas de se combater: uma,
pelas leis, outra, pela força. A primeira é própria do homem; a segunda, dos animais. Como,
porém, muitas vezes a primeira não seja suficiente, é preciso recorrer à segunda. Ao príncipe
torna-se necessário, porém, saber empregar convenientemente o animal e o homem. [...] Nas
ações de todos os homens, máxime dos príncipes, onde não há tribunal para que recorrer, o
que importa é o êxito bom ou mau. Procure, pois, um príncipe, vencer e conservar o Estado.

Nicolau Maquiavel. O príncipe, 1983.

O texto, escrito por volta de 1513, em pleno período do Renascimento italiano, orienta o
governante a
a) defender a fé e honrar os valores morais e sagrados.
b) valorizar e priorizar as ações armadas em detrimento do respeito às leis.
c) basear suas decisões na razão e nos princípios éticos.
d) comportar-se e tomar suas decisões conforme a circunstância política.
e) agir de forma a sempre proteger e beneficiar os governados.

50. (Unesp 2017)

A pintura representa no martírio de Cristo os seguintes princípios culturais do Renascimento


italiano:
a) a imitação das formas artísticas medievais e a ênfase na natureza espiritual de Cristo.
b) a preocupação intensa com a forma artística e a ausência de significado religioso do quadro.
c) a disposição da figura de Cristo em perspectiva geométrica e o conteúdo realista da
composição.
d) a gama variada de cores luminosas e a concepção otimista de uma humanidade sem
pecado.
e) a idealização do corpo do Salvador e a noção de uma divindade desvinculada dos dramas
humanos.

51. (Pucsp 2017) “Após chegarem, descarregam as mercadorias, dispondo-as em ordem na


praia, e depois voltam às suas embarcações e fazem sinais de fumaça. Os nativos veem a
fumaça e, aproximando-se do mar, colocam ao lado das mercadorias o ouro que oferecem em
troca, retirando-se a seguir. Os fenícios retornam e examinam o que os nativos deixaram. Se

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julgarem que a quantidade do ouro corresponde ao valor das mercadorias, tomam -no e partem,
do contrário regressam aos navios e aguardam.”

Heródoto. História. Brasília: UnB, 1988, p. 274. Adaptado.

A partir do texto de Heródoto (século V a.C.) e de seus conhecimentos, é correto afirmar que a
atividade dos fenícios
a) dependia do aparato militar que acompanhava os comerciantes e impedia a realização de
saques e ataques de piratas.
b) consistia prioritariamente no comércio, realizado através dos mares e, especialmente, na
região mediterrânica.
c) permitiu o desenvolvimento de poderosa indústria náutica, depois utilizada para derrotar os
romanos nas Guerras Púnicas.
d) contribuiu decisivamente para a vitória de Esparta na Guerra do Peloponeso, ao garantir o
abastecimento da cidade grega.

52. (Enem (Libras) 2017) O sistema de irrigação egípcio era muito diferente do complexo
sistema mesopotâmico, porque as condições naturais eram muito diversas nos dois casos. A
cheia do Nilo também fertiliza as terras com aluviões, mas é muito mais regular e favorável em
seu processo e em suas datas do que a do Tigre e Eufrates, além de ser menos destruidora.

CARDOSO, C. F. Sociedades do antigo Oriente Próximo. São Paulo: Ática, 1986.

A comparação entre as disposições do recurso natural em questão revela sua importância para
a
a) desagregação das redes comerciais.
b) supressão da mão de obra escrava.
c) expansão da atividade agrícola.
d) multiplicação de religiões monoteístas.
e) fragmentação do poder político.

53. (Unesp 2017) Em Aire-sur-la-Lys, em 15 de agosto de 1335, Jean de Picquigny,


1
governador do condado de Artois, permite ao “maior, aos almotacés e à comunidade da
cidade construir uma torre com um sino especial, por causa do mister da tecelagem e de outros
misteres em que vários operários deslocam-se habitualmente em certas horas do dia”.
Jacques Le Goff. Por uma outra Idade Média, 2013. Adaptado.

1
almotacé: inspetor municipal.

O texto revela
a) a persistência da concepção antiga de emprego do tempo, associada aos ciclos da natureza.
b) a persistência da concepção artesanal de emprego do tempo, associada à busca de maior
qualidade.
c) o surgimento de uma nova concepção de emprego do tempo, associada ao exercício do
trabalho.
d) o surgimento de uma nova concepção de emprego do tempo, associada à valorização do
ócio.
e) a persistência da concepção eclesiástica de emprego do tempo, associada à ditadura do
relógio.

54. (Famema 2017) Nosso atual modelo de Estado é fruto da Revolução Francesa, que,
fascinada pela democracia grega, considerava que os atenienses criaram o princípio do Estado
legal – um governo fundado em leis discutidas, planejadas, emendadas e obedecidas por
cidadãos livres – e a ideia de que o Estado representa uma comunidade de cidadãos livres. Ao
afirmarem que o governo era algo que as pessoas criavam para satisfazer as necessidades
humanas, os atenienses consideravam seus governantes homens que haviam demonstrado
capacidade para dirigir o Estado, e não deuses ou sacerdotes.

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(Flavio de Campos e Renan G. Miranda. A escrita da História, 2005.)

De acordo com o excerto e seus conhecimentos, é correto afirmar que


a) a concepção moderna de democracia deriva da Revolução Francesa e da Atenas antiga, embora nesta a
cidadania estivesse limitada à minoria da população.
b) a democracia ateniense, por fundamentar-se na comunidade de homens livres, não era
compatível com a existência de trabalho escravo.
c) a Revolução Francesa ampliou o conceito de democracia grega, ao tornar cidadãos todos os
habitantes da comunidade, inclusive as mulheres e os estrangeiros.
d) os gregos desenvolveram a noção de lei como uma emanação dos deuses, à qual os
homens deveriam obedecer após discussão em assembleia.
e) os atenienses vinculavam a política à religião e, por isso, seu Estado nacional dependia da
razão divina e limitava a expressão política dos cidadãos.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:


Um pensamento liberal moderno, em tudo oposto ao pesado escravismo dos anos
1840, pode formular-se tanto entre políticos e intelectuais das cidades mais importantes quanto
junto a bacharéis egressos das famílias nordestinas que pouco ou nada poderiam esperar do
cativeiro em declínio.
(BOSI, Alfredo. Dialética da Colonização. São Paulo: Companhia das Letras, 1992, p. 224)

55. (Puccamp 2017) Faz parte das características do pensamento liberal europeu, no século
XIX, a defesa
a) da liberdade de imprensa e de ações afirmativas visando à reparação estatal a grupos
discriminados.
b) da distribuição equitativa de riquezas e do estado de bem-estar social.
c) do livre cambismo e do direito à propriedade privada.
d) da liberdade de culto e do mutualismo.
e) da nacionalização dos meios de produção e da doutrina do destino manifesto.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:


José de Alencar retratou o seu herói goitacá em prosa, a exemplo do que o escocês
Walter Scott havia feito com os cavaleiros medievais na célebre novela Ivanhoé. Para evocar
um mítico passado nacional, na falta dos briosos cavaleiros medievais de Scott, o índi o seria o
modelo de que Alencar lançaria mão. (...) O índio entrara como tema na literatura universal por
influência das ideias dos filósofos iluministas e especialmente, da obra de Jean-Jacques
Rousseau (...). As teses de Rousseau sobre o “bom selvagem”, por sua vez, bebiam na fonte
das narrativas de viajantes do século XVI, os primeiros europeus que haviam colocado os pés
no chão americano. Foram esses viajantes os responsáveis pela propagação do juízo de que,
do outro lado do oceano, existia um povo feliz, vivendo sem lei nem rei (...).

(NETO, Lira. O inimigo do Rei. Uma biografia de José de Alencar. São Paulo: Globo, 2006. p.
166-167)

56. (Puccamp 2017) O ideal cavalheiresco, herança dos valores militares romanos e
germânicos, foi uma das características marcantes da Idade Média. Nesse período,
a) os servos garantiam a sobrevivência material da sociedade em troca da concessão de
segurança e proteção militar.
b) a participação do exército nas guerras era muito importante na conquista, manutenção e
defesa do feudo e das cidades.
c) os nobres combatiam por todos, mas podiam dedicar-se a esse tipo de vida porque os
servos trabalhavam para sustentá-los.
d) a servidão representou, na Europa Ocidental, um verdadeiro renascimento da escravidão
conforme existia na Roma imperial.
e) a atuação dos cavaleiros garantia a segurança da sociedade num contexto de conflito entre
as classes e os Estados nacionais.

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TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:


Para responder à(s) questão(ões) a seguir, considere o texto abaixo.

Os enciclopedistas constituíram uma pequena elite de letrados e de técnicos, ligados à vida


material como elementos de ponta do progresso econômico e também estreitamente
vinculados ao aparato estatal, o qual se esforçaram por tornar melhor e mais racional. (...) Por
toda a parte na Europa das Luzes, encontramos esta pretensão e esta vontade [dos filósofos]
de pôr-se à testa e na direção da sociedade.

VENTURI, Franco. Utopia e reforma no Iluminismo. Bauru: Edusc, 2003, p. 44, 239-240.

57. (Puccamp 2017) A elite intelectual a que o texto se refere foi responsável pela organização
e publicação do mais importante veículo de divulgação das ideias do Iluminismo, no século
XVIII: a Enciclopédia. Essa obra de inspiração racionalista,
a) defendia a teoria de que a economia deveria funcionar por suas próprias leis e na eliminação
da intervenção do Estado sobre os negócios comerciais que entravava as aduanas internas.
b) estabelecia a tese segundo a qual as estruturas sociais eram determinadas pelas
circunstâncias ambientais e pela liberdade como direito incontestável de todos os homens da
época.
c) afirmava que a única esperança de garantir os direitos de cada um seria ceder todos esses
direitos à comunidade civil para que a governasse de acordo com as ideias dos filósofos
iluministas.
d) defendia uma monarquia absolutista moderada por um governo baseado na razão e no
ideário político e social vigente na época e não mais pelos pressupostos religiosos
divulgados pela Igreja.
e) propunha, de maneira geral, a imediata autonomização da Igreja em relação ao Estado e o
combate às superstições e às diversas manifestações do pensamento dogmático
eclesiástico.

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Gabarito:

Resposta da questão 1:
[B]

[Resposta do ponto de vista da disciplina de Geografia]


A alternativa [B] está correta porque o crescimento das cidades na Europa feudal em paralelo
ao crescimento demográfico aumenta o consumo dos produtos gerando o aperfeiçoamento das
raças com métodos mais racionais na criação do gado. As alternativas incorretas são: [A],
porque o trabalho escravo não está associado ao consumo dos produtos; [C], [D] e [E] porque
não havia padronização dos impostos, uniformização de processo produtivo e desconcentração
fundiária, e estes não alavancariam a melhoria das raças.

[Resposta do ponto de vista da disciplina de História]


Ao final da chamada Baixa Idade Média, momento de surgimento da cultura renascentista,
algumas modificações importantes marcaram a vida europeia. Dentre tais modificações, o
ressurgimento das cidades e do comércio merece destaque. Esses ressurgimentos
contribuíram para um novo desenvolvimento da vida urbana.

Resposta da questão 2:
[D]

Sendo a Filosofia o amor pela sabedoria e a busca pelo conhecimento do mundo real, o
surgimento da pólis grega e as discussões oriundas desse surgimento, em especial sobre a
formação e a organização da vida em sociedade, contribuíram para o surgimento da Filosofia
na Grécia Antiga.

Resposta da questão 3:
[C]

A liberdade dos homens, garantida, principalmente, pelo pleno exercício da cidadania, na


Grécia Antiga estava atrelada ao fazer política, uma vez que só podia participar da democracia
escravista ateniense aqueles que eram considerados cidadãos.

Resposta da questão 4:
[E]

Os romanos dominaram as terras em torno no Mar Mediterrâneo ainda no período republicano,


o que os fazia chamar tal mar de Mare Nostrum. A partir desse domínio, o Mediterrâneo
passou a ser fundamental para a circulação dentro de Roma, seja de pessoas ou de produtos.

Resposta da questão 5:
a) Podemos citar os seguintes fatores: (1) os povos conquistados recebiam o direito à
cidadania romana e (2) todos os lugares conquistados por Roma recebiam a estrutura
político-administrativa aplicada pelo Estado Romano.

b) Como o texto afirma, o politeísmo facilitava o entendimento entre os romanos e os povos


conquistados por eles. Mas podemos identificar a intolerância religiosa no Império Romano
para com o Cristianismo, que por ser uma religião monoteísta negava a divindade dos
Imperadores romanos, sendo considerada, por isso, inadequada.

Resposta da questão 6:
[C]

Tanto no texto I quanto no texto II o fator religioso é colocado como fundamental para a
condição de sucesso da História romana. No texto I, é destacado o poder dos deuses romanos.
No texto II, é destacado o poder de Cristo.

Resposta da questão 7:

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[A]

À exceção do exposto na alternativa [A], todas as demais alternativas não apresentam


preceitos ou dogmas do Islamismo. A defesa dos seus pares, ou seja, de outros muçulmanos,
é um preceito religioso do Islã.

Resposta da questão 8:
[B]

O texto deixa claro que, em se tratando da Cristandade Medieval, a noção de “baixo” e “alto”,
alusiva a terra e aos céus, encaixa-se melhor do que a noção de “centro” e “periferia”. Ou seja,
“baixo” e “alto” definem melhor a hierarquia pregada pela Cristandade Medieval.

Resposta da questão 9:
a) Cerimonial de Armação de um cavaleiro durante o contexto medieval denominado de
Homenagem e Investidura. Os elementos religiosos: “o papa a benzeu”, “que Deus te dê
coragem”.
b) Relação de Suserania e Vassalagem tão importante na Idade Média caracterizada pelo
sistema feudal. O ritual de Suserania e Vassalagem estabeleciam uma relação de
compromisso mútuo e lealdade entre suserano e vassalo.

Resposta da questão 10:


[C]

A primeira frase do texto fornece a resposta para a questão: “(...) a era feudal tinha legado às
sociedades que a seguiram a cavalaria, cristalizada em nobreza (...)”. Ou seja, a valorização do
militarismo está associada à relação entre cavalaria e nobreza.

Resposta da questão 11:


[A]

Como o próprio texto explica, ao disciplinar socialmente os comportamentos, a Igreja Católica


ajudou na formação da unidade das Monarquias Modernas europeias. Ao adotar a religião
católica como oficial e proibir a prática de outras religiões, as Monarquias criavam para seus
súditos as noções de pertencimento ao coletivo que, agora, deveria compor um só Reino.

Resposta da questão 12:


[C]

Antoine Lavoisier é considerado o pai da Química moderna. Coube a ele, dentre outros feitos, a
descoberta e a nomeação do Oxigênio como elemento químico. Boa parte dos seus estudos e
experiências foram feitos com o auxílio de sua esposa, Marie. Isso se deveu ao crescimento da
participação das mulheres nas sociedades europeias a partir do século XVIII.

Resposta da questão 13:


[A]

Somente a alternativa [A] está correta. O pensamento de Adam Smith até hoje é uma
referência para o liberalismo, que vê na liberdade econômica um dos princípios de
ordenamento da sociedade.

Resposta da questão 14:


[C]

A despeito da significativa participação das mulheres na execução da Revolução Francesa, o


movimento acabou por não representar ganhos sociais e políticos reais para as mesmas. A
Declaração de Direitos do Homem e do Cidadão, por exemplo, documento mais significativo
produzido pelos revolucionários, não inseria as mulheres nos ganhos civis conseguidos à
época.

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Resposta da questão 15:


[A]

A resposta para a questão se encontra na primeira frase do texto: “(...) ainda hoje a palavra
Renascimento evoca a ideia de uma época dourada e de homens libertos dos
constrangimentos sociais, religiosos e políticos do período precedente (...)”. Ou seja, os
renascentistas consideravam a Idade Média negativa para a humanidade e o Renascimento a
salvação para a mesma.

Resposta da questão 16:


[A]

Somente a alternativa [A] está correta. Martinho Lutero em 1517 escreveu as 95 teses
criticando a Igreja católica, fato que contribuiu para a ruptura com o catolicismo e o surgimento
da “Reforma Protestante”. O Luteranismo foi a primeira religião protestante estabelecendo a
salvação pela fé, a livre interpretação da bíblia, a rejeição da hierarquia religiosa e do celibato
clerical, supressão das imagens, entre outras medidas.

Resposta da questão 17:


[C]

O principal preceito ou dogma do Calvinismo é a Doutrina da Predestinação, que afirma que,


antes do nascimento, Deus já havia escolhido os eleitos e os excluídos e, ao longo da vida, os
eleitos receberiam sinais da sua predestinação, como o trabalho e o sucesso material.

Resposta da questão 18:


[E]

As civilizações do Nilo e do Eufrates vivam, em função da sua geografia e de sua constituição


hídrica, da economia agrária e agrícola, sem o desenvolvimento do comércio marítimo. Eram
os casos de Egito e Mesopotâmia.

Resposta da questão 19:


[C]

O texto faz referência à formação do Judaísmo a partir das ações de Moisés junto aos judeus
após a Primeira Diáspora. Essas ações levaram à constituição da primeira religião monoteísta
da História, fato influenciador para a posterior formação do Islamismo e do Cristianismo.

Resposta da questão 20:


a) Especiarias eram produtos típicos das Índias, em geral de origem vegetal, utilizadas,
principalmente, como condimentos e remédios. Na sociedade da Europa Medieval, o
consumo de especiarias conferia status social, uma vez que a compra de especiarias era
dispendiosa.
b) Existiam dois caminhos para o comércio: um por terra, pela chamada Rota da Seda, com as
especiarias saindo da Índia, passando pela China e chegando à Constantinopla pelo
Mediterrâneo; e outra pelo mar, com os árabes trazendo as especiarias pelo Oceano Índico e
pelo Mar Vermelho.

Resposta da questão 21:


[A]

O exercício da cidadania era bem restrito na Grécia Antiga. Apenas homens, maiores de 21
anos e atenienses natos eram considerados cidadãos e podiam exercer a democracia direta.
Sendo assim, ocorria, apenas dentro desse seleto grupo, um sorteio para o preenchimento de
cargos administrativos na cidade-Estado.

Resposta da questão 22:

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[D]

O conceito de riqueza na Idade Média era muito diferente do atual, uma vez que a circulação
de moedas era quase nula e o poder estava relacionado à posse da terra. Sendo assim, o
nascimento, ou seja, o pertencimento a determinadas famílias, era o que dava acesso aos
cargos de poder. Apenas no final da Idade Média, entre os séculos XII e XV, é que surgirão
novos grupos sociais, ligados ao comércio, que darão nova constituição à noção de riqueza.

Resposta da questão 23:


[C]

Os Renascentistas deram à Idade Média a alcunha de Idade das Trevas porque, na visão
deles, durante tal período a humanidade teria retrocedido ao invés de evoluir. Esse retrocesso
seria marcado pelo fim da cultura greco-romana promovido pelos bárbaros e pelo controle
ideológico-social promovido pela Igreja Católica.

Resposta da questão 24:


[B]

A religião calvinista era amplamente defensora dos ideais e das práticas burguesas. Nesse
sentido, o incentivo ao trabalho e ao enriquecimento favoreceram o crescimento do capitalismo.

Resposta da questão 25:


[A]

O pioneirismo inglês na Primeira Revolução Industrial pode ser explicado por uma série de
fatores, dentre os quais a acumulação de capital por parte da Inglaterra, em especial devido à
sua predominância no comércio marítimo de manufaturas.

Resposta da questão 26:


[D]

Segundo o texto, o cidadão ateniense – os homens, maiores de 21 anos e atenienses natos –


enxergava a pólis como o lugar da prática do exercício político.

Resposta da questão 27:


[B]

A questão aponta para a formação da civilização grega na Antiguidade. A formação desta


civilização se deu de maneira gradual a partir da chegada de diversos povos , como os Aqueus,
Eólios, Jônios (que fundaram Atenas) e os Dórios (que fundaram Esparta). A história da Grécia
antiga é dividida em períodos: Pré-Homérico (XX-XII a.C.), Homérico (XII-VIII a.C.), Arcaico
(VIII-VI a.C.), Clássico (V-IV a.C.) e Helenístico (IV-I a.C.). A chegada destes povos ocorreu no
período Pré-Homérico.

Resposta da questão 28:


[B]

Segundo Tucídides deixa claro em seu registro, a Guerra do Peloponeso – também conhecida
como guerra de gregos contra gregos – começou devido à rivalidade Atenas  Esparta,
alimentada pela busca de maior poder dentro da Grécia Antiga.

Resposta da questão 29:


[E]

A similaridade buscada pela questão não se estabelece por completo, uma vez que a
eliminação das desigualdades se fez mais presente na aplicação da Lei das XII Tábuas, em
Roma, do que na Reforma Jurídica de Sólon, na Grécia. Mesmo assim, a resposta possível é a
alternativa [E].

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Resposta da questão 30:


[D]

O texto aborda o destacável sentimento de pertencimento a uma mesma cultura mostrado


pelos gregos apesar da fragmentação política característica da divisão em cidades -estados,
típica da Grécia Antiga.

Resposta da questão 31:


[D]

A luta entre os gladiadores era uma prática comum romana, iniciada no fim da República e
adotada por todo o Império. Os gladiadores provinham das classes sociais inferiores ou dos
escravos de conquista de Roma. Suas lutas faziam parte da política do pão e circo. Dito isso,
as lutas tinham três funções: entreter o povo em espetáculos públicos, estabelecer o controle
das classes altas sobre as mais baixas e valorizar o espírito guerreiro romano.

Resposta da questão 32:


[A]

O texto deixa claro que, na passagem da Antiguidade para a Idade Média, uma das poucas
“pontes” foi a presença e influência da Igreja Católica. Surgida durante o Império Romano, a
Igreja Católica “sobreviveu” ao caos da derrocada romana e tornou-se a instituição mais
influente do Feudalismo.

Resposta da questão 33:


[A]

No primeiro texto, cristãos são perseguidos no Império Romano. No segundo texto, não
cristãos são os condenados. Ou seja, o que permanece nas duas fases históricas romanas é a
ausência de liberdade religiosa. Em ambas as épocas, os romanos eram obrigados a seguir a
religião imposta pelo Estado.

Resposta da questão 34:


[C]

Somente a alternativa [C] está correta. O texto do historiador Carlos Augusto Ribeiro Machado
faz referência ao surgimento do Cristianismo no contexto da passagem da Idade Antiga para a
Idade Média quando o paganismo e o cristianismo, apesar de alguns conflitos, o cristianismo
tomou diversas características do paganismo para si.

Resposta da questão 35:


a) Segundo o estoicismo, existe uma ordem moral que regulamenta o Universo, e o homem,
para encaixar-se nela, deve se desenvolver moralmente, buscando renegar a luxúria e a
paixão, por exemplo.
b) Podemos citar o latim, o direito romano e a república.

Resposta da questão 36:


[C]

O domínio da escrita era bastante restrito na Idade Média. Em geral, por toda a Europa
Ocidental, a Igreja era detentora quase única do saber escrever, o que fez com que seus
membros dominassem a escrita literária da época. Sendo assim, os clérigos, ao registrarem o
período, deram ênfase aos estratos sociais que dominavam os rumos da era, a saber, os
homens pertencentes à nobreza.

Resposta da questão 37:


[B]

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Somente a alternativa [B] está correta. O texto do historiador francês Jacques Le Goff,
especialista em Idade Média, remete a algumas características daquele período no qual havia
uma sociedade estratificada com três estamentos, cada qual com sua função social. O clero
cuidava da parte espiritual, a nobreza da defesa através da guerra e os servos eram os
responsáveis pela base material da sociedade pagando pesados impostos e mantendo a
sociedade. A elite possuía terras e títulos, a Igreja católica explicava a sociedade e o mundo
ancorado em um forte teocentrismo. No caso do texto, mostra o aspecto religioso da época e o
poder da Igreja em controlar a sociedade.

Resposta da questão 38:


[C]

Somente a alternativa [C] está correta. O texto do historiador francês Jacques Le Goff remete a
sociedade europeia no medievo quando predominava o sistema feudal que possuía três
estamentos: clero, que cuidava do aspecto espiritual; nobreza, que fazia a defesa da
sociedade; servos, que trabalhava e mantinha a sociedade através de impostos.

Resposta da questão 39:


[B]

Somente a alternativa [B] está correta. Os excertos mencionam sobre o estudo da medicina na
Idade Média, séculos V ao XV. As obras referentes à medicina desenvolvidas na Antiguidade
Clássica, sobretudo dos gregos, elaboradas em Alexandria, cidade situada no Norte do Egito
chegaram até a Idade Média graças aos impérios Bizantino e Muçulmano que tinham como
base cultural a cultura grega. A língua falada no Império Bizantino era grega e no Império
Árabe-muçulmano ocorreu um intenso estudo da medicina através do médico Avicena (980-
1037), autor da obra Canon, um tratado de medicina que serviu de referencia para a Europa
até no século XVII.

Resposta da questão 40:


[D]

Uma das principais funções da Igreja Católica durante o Feudalismo era garantir e embasar a
hierarquização social, ou seja, a supremacia de algumas classes sobre outras. No caso, clero e
nobreza exploravam os servos. No texto, fica clara a preocupação da Igreja com a prática da
usura pelos servos, uma vez que isso os estava afastando dos trabalhos nas terras senhoriais.

Resposta da questão 41:


[A]

O texto considera que os reis retomaram seu poder na Idade Moderna a partir do equilíbrio
entre a sobra de status quo da nobreza e o início da importância econômica da burguesia. Nem
nobreza nem burguesia tinham força para impedir o poder do outro e, sendo assim, as
Monarquias ergueram-se a partir da interligação entre essas classes.

Resposta da questão 42:


[D]

Na luta contra o Absolutismo, o Iluminismo surgiu como o principal movimento revolucionário.


Combatendo as injustiças do Antigo Regime, como a concentração de poder nas mãos dos
monarcas e o Direito Divino dos Reis, os filósofos iluministas criaram teses que defendiam a
igualdade de todos perante a lei, a soberania dos povos e o direito de livre expressão das
pessoas.

Resposta da questão 43:


[E]

[Resposta do ponto de vista da disciplina de História]


O pensamento citado no comando da questão pertence ao Iluminismo, filosofia na qual

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racionalismo, liberalismo, naturalismo e igualdade civil eram exaltados e defendidos, em


oposição clara ao Antigo Regime.

[Resposta do ponto de vista da disciplina de Sociologia]


Podemos dividir os direitos de cidadania em três tipos: civis, políticos e sociais. No contexto
europeu, podemos dizer que os primeiros a serem universalizados foram os civis, e isso se
iniciou justamente no período histórico que o texto da questão analisa. Assim, os legisladores
da época se preocupavam com a questão da propriedade, da liberdade e da igualdade, mas
ainda não com o sufrágio universal (direitos políticos) nem com a universalização do ensino
(direitos sociais).

Resposta da questão 44:


[C]

Somente a proposição [C] está correta. O excerto menciona a política econômica denominada
Mercantilismo, que marcou a transição do feudalismo para o capitalismo durante a Idade
Moderna, XV-XVIII. O objetivo do Mercantilismo era angariar recursos para manter os Estados
Nacionais Modernos através do protecionismo alfandegário, intervencionismo estatal, balança
comercial favorável e o metalismo que implicava em reter metais preciosos, entre outras
medidas.

Resposta da questão 45:


[A]

Somente a alternativa [A] está correta. O excerto citado por Leo Huberman faz menção ao
economista Nassau Senior que esteve em Manchester em 1837 e se deparou com diversas
mudanças introduzidas pela Revolução Industrial, tais como, miséria, péssimas condições de
moradia, trabalho e mortalidade muito acima da média, entre outros aspectos.

Resposta da questão 46:


[B]

O movimento citado no texto – quebra das máquinas – era o ludismo. Ele simbolizava uma
resistência a duas coisas: (1) a rigidez do trabalho nas fábricas e (2) o desemprego gerado
pela maquinofatura.

Resposta da questão 47:


[B]

Somente a alternativa [B] está correta. O excerto do historiador faz referência a Revolução
Francesa, 1789-1799, mencionando duas palavras: sombras e luz. A palavra sombra diz
respeito a grande violência que caracterizou este conflito e a luz aponta para as ideias
Iluministas, em especial a razão, considerada o caminho para a autonomia e a liberdade. Vale
dizer que a burguesia liderou a Revolução Francesa ancorada nas ideias Iluministas.

Resposta da questão 48:


[A]

A época retratada no texto é a de transição da Era Medieval para a Era Moderna. Nessa fase,
a partir do Renascimento e do Absolutismo, uma série de costumes e práticas foram
renascidas ou recriadas, criando novos hábitos sociais, em especial junto à nobreza e à
burguesia.

Resposta da questão 49:


[D]

Para Maquiavel, o principal objetivo de um governante deve ser manter-se no poder,


garantindo a preservação da ordem na sociedade. E, para isso, o príncipe deve guiar sua

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conduta política de acordo com as circunstâncias, não se preocupando com a moralidade dos
seus atos.

Resposta da questão 50:


[C]

O Renascimento, ao buscar inspiração na arte greco-romana, valorizou a figura humana nas


suas obras e exaltou as capacidades do homem. Sendo assim, no quadro acima, a valorização
do corpo de Cristo, em perspectiva geométrica e extremamente fiel à realidade, é uma
característica do Renascimento.

Resposta da questão 51:


[B]

Somente a proposição [B] está correta. A questão aponta para a civilização Fenícia, atual
Líbano, no contexto da Antiguidade Oriental. O texto do historiador Heródoto remete a essência
daquela antiga civilização que consistia no comércio marítimo. Os feníc ios foram grandes
navegadores e comerciantes, fizeram importantes viagens na região do mar Mediterrâneo e
visando facilitar a comunicação entre os povos elaboraram o alfabeto fonético com 22 letras
que se tornou referência para os gregos.

Resposta da questão 52:


[C]

Egito e Mesopotâmia localizavam-se no chamado Crescente Fértil, um conjunto de terras


localizado em meio ao deserto e que se tornava habitável por ser banhado por vastos rios,
como o Nilo, o Tigre e o Eufrates. Devido às terras secas do deserto, o desenvolvimento
agrícola nesses lugares só era possível pela presença e irrigação dos rios.

Resposta da questão 53:


[C]

Na Baixa Idade Média, o surgimento das manufaturas de tecido exigiu uma mudança na
concepção de tempo, atrelada, a partir de então, à rotina de trabalho dos artesãos no ambiente
urbano, em detrimento da concepção de tempo utilizada pelo trabalhador rural, na agricultura.

Resposta da questão 54:


[A]

Somente a proposição [A] está correta. Os autores Flavio e Renan afirmam que o modelo de
Estado atual tem como referência a democracia grega antiga que era direta e participativa e os
princípios liberais da Revolução Francesa, 1789-1799. Ambos colocavam o cidadão (e não as
divindades) como elemento capaz de debater e elaborar leis.

Resposta da questão 55:


[C]

Dentre as bases do pensamento iluminista está a fisiocracia, política econômica que defendia a
não intervenção estatal na economia e a autorregulação do mercado. Nesse sentido, o livre
cambismo e o direito à propriedade privada também eram defendidos pelo pensamento liberal.

Resposta da questão 56:


[C]

A divisão social do Feudalismo era estamental e hierarquizada. Nela, três classes coexistiam,
cada uma com uma função específica. Ficou comum afirmar que “alguns rezavam” (clero),
“alguns guerreavam” (nobreza) e “alguns trabalhavam” (servos).

Resposta da questão 57:

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[E]

Somente a proposição [E] está correta. A questão menciona o Movimento Iluminista do século
XVIII, também conhecido como Ilustração ou o Século das Luzes. Este movimento defendia
ideias como razão, liberdade religiosa, comercial e de expressão, ciência, progresso, defesa da
propriedade privada, concorrência, individualismo, etc. O Iluminismo criticava o Antigo Regime,
Absolutismo e Mercantilismo, privilégios do Clero e da Nobreza bem como a autoridade da
Igreja, entre outras críticas. As Enciclopédias foram um grande gênero literário deste século,
que contribuiu para a propagação do ideário Iluminista e para o surgimento de uma “opinião
pública”.

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Resumo das questões selecionadas nesta atividade

Data de elaboração: 03/07/2018 às 21:19


Nome do arquivo: Lista Revisao Ferias Julho Historia Geral

Legenda:
Q/Prova = número da questão na prova
Q/DB = número da questão no banco de dados do SuperPro®

Q/prova Q/DB Grau/Dif. Matéria Fonte Tipo

1............ 174917......Média ............ Geografia....... Enem/2017..........................Múltipla escolha

2............ 179642......Média ............ História ......... Unesp/2018 .........................Múltipla escolha

3............ 175605......Baixa ............ História ......... Unicamp/2018 .....................Múltipla escolha

4............ 175402......Baixa ............ História ......... Unesp/2018 .........................Múltipla escolha

5............ 179732......Média ............ História ......... Unesp/2018 .........................Analítica

6............ 177915......Baixa ............ História ......... Pucsp/2018 .........................Múltipla escolha

7............ 175403......Média ............ História ......... Unesp/2018 .........................Múltipla escolha

8............ 175606......Média ............ História ......... Unicamp/2018 .....................Múltipla escolha

9............ 175647......Média ............ História ......... Unesp/2018 .........................Analítica

10 .......... 179643......Baixa ............ História ......... Unesp/2018 .........................Múltipla escolha

11 .......... 175607......Baixa ............ História ......... Unicamp/2018 .....................Múltipla escolha

12 .......... 175614......Média ............ História ......... Unicamp/2018 .....................Múltipla escolha

13 .......... 177239......Baixa ............ História ......... Famerp/2018 .......................Múltipla escolha

14 .......... 179648......Baixa ............ História ......... Unesp/2018 .........................Múltipla escolha

15 .......... 179647......Baixa ............ História ......... Unesp/2018 .........................Múltipla escolha

16 .......... 177174......Média ............ História ......... Fac. Albert Einstein - Medicin/2018 Múltipla
escolha

17 .......... 177916......Baixa ............ História ......... Pucsp/2018 .........................Múltipla escolha

18 .......... 177235......Baixa ............ História ......... Famerp/2018 .......................Múltipla escolha

19 .......... 178926......Média ............ História ......... Puccamp/2018 ....................Múltipla escolha

20 .......... 176530......Média ............ História ......... Unicamp/2018 .....................Analítica

21 .......... 177236......Baixa ............ História ......... Famerp/2018 .......................Múltipla escolha

22 .......... 177237......Média ............ História ......... Famerp/2018 .......................Múltipla escolha

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23 .......... 178905......Baixa ............ História ......... Puccamp/2018 ....................Múltipla escolha

24 .......... 178914........................... História ......... Puccamp/2018 ....................Múltipla escolha

25 .......... 178919......Baixa ............ História ......... Puccamp/2018 ....................Múltipla escolha

26 .......... 164887......Baixa ............ História ......... Puccamp/2017 ....................Múltipla escolha

27 .......... 165593......Média ............ História ......... Fac. Albert Einstein - Medicin/2017 Múltipla
escolha

28 .......... 173697......Baixa ............ História ......... Pucsp/2017 .........................Múltipla escolha

29 .......... 174902......Elevada ......... História ......... Enem/2017..........................Múltipla escolha

30 .......... 165482......Baixa ............ História ......... Unesp/2017 .........................Múltipla escolha

31 .......... 165771......Baixa ............ História ......... Unicamp/2017 .....................Múltipla escolha

32 .......... 165483......Baixa ............ História ......... Unesp/2017 .........................Múltipla escolha

33 .......... 175215......Baixa ............ História ......... Enem (Libras)/2017..............Múltipla escolha

34 .......... 172006......Baixa ............ História ......... Famerp/2017 .......................Múltipla escolha

35 .......... 167211......Média ............ História ......... Unicamp/2017 .....................Analítica

36 .......... 173698......Média ............ História ......... Pucsp/2017 .........................Múltipla escolha

37 .......... 166438......Média ............ História ......... Pucsp/2017 .........................Múltipla escolha

38 .......... 172007......Baixa ............ História ......... Famerp/2017 .......................Múltipla escolha

39 .......... 171397......Média ............ História ......... Fac. Albert Einstein - Medicin/2017 Múltipla
escolha

40 .......... 175217......Baixa ............ História ......... Enem (Libras)/2017..............Múltipla escolha

41 .......... 173699......Média ............ História ......... Pucsp/2017 .........................Múltipla escolha

42 .......... 177005......Baixa ............ História ......... Enem PPL/2017 ..................Múltipla escolha

43 .......... 174896......Média ............ História ......... Enem/2017..........................Múltipla escolha

44 .......... 173409......Média ............ História ......... Puccamp/2017 ....................Múltipla escolha

45 .......... 171968......Média ............ História ......... Famema/2017 .....................Múltipla escolha

46 .......... 171140......Média ............ História ......... Unesp/2017 .........................Múltipla escolha

47 .......... 172010......Baixa ............ História ......... Famerp/2017 .......................Múltipla escolha

48 .......... 177009......Média ............ História ......... Enem PPL/2017 ..................Múltipla escolha

49 .......... 171137......Baixa ............ História ......... Unesp/2017 .........................Múltipla escolha

50 .......... 165484......Média ............ História ......... Unesp/2017 .........................Múltipla escolha

51 .......... 166437......Média ............ História ......... Pucsp/2017 .........................Múltipla escolha

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52 .......... 175212......Baixa ............ História ......... Enem (Libras)/2017..............Múltipla escolha

53 .......... 171136......Média ............ História ......... Unesp/2017 .........................Múltipla escolha

54 .......... 171965......Média ............ História ......... Famema/2017 .....................Múltipla escolha

55 .......... 164895......Baixa ............ História ......... Puccamp/2017 ....................Múltipla escolha

56 .......... 164890......Baixa ............ História ......... Puccamp/2017 ....................Múltipla escolha

57 .......... 173393......Média ............ História ......... Puccamp/2017 ....................Múltipla escolha

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