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UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ

CAMPUS DE SOBRAL
CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA ELÉTRICA
DISCIPLINA DE CIÊNCIAS, TECNOLOGIA E SOCIEDADE

AMINADABE SOUSA NASCIMENTO


ANDERSON ALEXANDRE CARVALHO DE ARAÚJO
ANTÔNIO FRANCISCO ARAÚJO DA SILVA
EPITÁCIO JÚNIOR MAURIZ DE MOURA COSTA FEITOSA
HUGO VICTOR BEZERRA ARAGÃO
MATHEUS BEZERRA DE ANDRADE CAVALCANTE

CAMPANHA INFORMATIVA SOBRE O TEMA "CONSCIÊNCIA AMBIENTAL E


ENERGIA ELÉTRICA"

SOBRAL
2018
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2
1.1 Relevância do Tema . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2
1.2 Público-Alvo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2
1.3 Justificativa do Projeto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2
2 PROCESSOS METODOLÓGICOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3
2.1 Local e Data de Realização . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3
2.2 Atividades Planejadas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3
2.3 Estratégia de Obtenção de Dados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3
3 PRÁTICAS REALIZADAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
3.1 Palestra Sobre Fontes de Energia Alternativas . . . . . . . . . . . . . . . 4
3.2 Campanha de Incentivo à Economia de Energia Elétrica . . . . . . . . . 4
3.3 Entrega do Questionário . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
4 RESULTADOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
4.1 Análise dos Dados Obtidos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
4.2 Recepção do Público . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
5.1 Avaliação Geral do Projeto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
5.2 Perspectivas Futuras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
REFERÊNCIAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
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1 INTRODUÇÃO

1.1 Relevância do Tema

Segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL, 2002), cerca


de 90% da energia elétrica do Brasil é produzida a partir de hidrelétricas. Assim, embora a
energia hidrelétrica seja uma fonte relativamente limpa, à medida que o consumo energético dos
brasileiros aumenta, maior é a quantidade de água necessária para gerar energia, uma vez que as
hidrelétricas precisam de água para produzi-la. Além disso, com o aumento da energia elétrica
utilizada, maior é a necessidade de se construir usinas hidrelétricas no Brasil. Desse modo, mais
florestas são destruídas, o curso do rios é modificado, muitas comunidades são retiradas dos
locais de construção das usinas e, para o consumidor, os impostos se elevam. Nesse sentido,
a conscientização social com respeito à economia de energia elétrica se torna extremamente
importante para a garantia de um futuro mais estável às gerações atuais e futuras, em que nossos
recursos naturais se preservam e o cidadão comum e o país como um todo têm menos gastos. Tal
necessidade se torna ainda mais marcante em uma sociedade que ainda reflete pouco sobre a
importância de se reduzir o desperdício imediatamente.

1.2 Público-Alvo

O público-alvo do projeto são pessoas em fase escolar, a maior parte entre 10 e 18


anos, estudantes de escolas públicas das redes municipal e estadual de ensino. A escolha desse
grupo se deve à importância de se incentivar a consciência ambiental desde cedo nos jovens e
em virtude da falta de informação que muitas comunidades carentes têm em relação ao tema.

1.3 Justificativa do Projeto

A justificativa do projeto é a diferença existente entre instituições de ensino que


recebem educação ambiental e aquelas que não recebem. Segundo Schelly et al. (2010), o
sucesso da economia de energia em uma escola é resultado de esforços integrados em todos
os níveis dentro da organização. Todavia, tais esforços não ocorrem sem que primeiramente
haja conscientização sobre a importância de se economizar energia. Nesse sentido, com o
conhecimento a respeito deste assunto tão importante, o interesse coletivo de preservar nossos
rescursos naturais pode ser incentivado desde cedo nos jovens, como afirma Lubell et al. (2006).
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2 PROCESSOS METODOLÓGICOS

2.1 Local e Data de Realização

O foco de realização do projeto são instituições de ensino fundamental e médio.


Foram procuradas algumas escolas do município de Sobral. Por questões de disponibilidade
destas e dos autores do projeto, no entanto, houveram práticas, até o momento, apenas na Escola
Municipal de Ensino Fundamental Netinha Castelo, realizadas no dia 7 de junho de 2018.

2.2 Atividades Planejadas

Uma das atividades do projeto é uma palestra sobre fontes de energia limpas e
alternativas, que ressalta a importância, funcionamento e oportunidades com respeito a elas, bem
como seu crescimento no Brasil e no mundo. Os objetivos centrais da prática são:
• Aproximar os estudantes do pensamento científico ecológico em relação à energia elétrica;
• Informar sobre a evolução tecnológica das energias renováveis;
• Motivar o interesse do público no ramo de pesquisa das energias renováveis, exibindo um
pouco de seus princípios científicos de forma teórica e experimental;
• Mostrar de que maneira a população em geral pode dar contribuições no crescimento
das fontes de energia alternativas, informando, por exemplo, sobre a possibilidade da
instalação de painéis solares em residências.
Outra atividade do projeto é uma campanha educacional sobre economia de energia
elétrica, que mostra dicas para um consumo energético consciente em relação a iluminação,
eletrodomésticos e aparelhos eletrônicos. Os objetivos centrais da prática são:
• Estimular a consciência ambiental energética dos estudantes de forma simples e educativa;
• Ressaltar os impactos do consumo energético desenfreado;
• Mostrar os benefícios da economia de energia para o consumidor e para a sociedade.

2.3 Estratégia de Obtenção de Dados

Para ter uma noção do comportamento dos jovens em relação à conservação da


energia elétrica em seu cotidiano e verificar como a escola visitada pelos autores tem atuado em
estimular a economia energética para seus alunos, foi elaborado um pequeno questionário, a ser
entregue ao público, relacionado aos temas do projeto.
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3 PRÁTICAS REALIZADAS

3.1 Palestra Sobre Fontes de Energia Alternativas

No pátio da Escola Netinha Castelo, reuniram-se alunos monitores do 6◦ ao 8◦ ano


do ensino fundamental, os quais, por terem bom rendimento escolar, foram escolhidos para
participar das atividades, no intuito de compartilhar com os demais estudantes os conhecimentos
adquiridos. Os autores apresentaram, com o auxílio de uma apresentação de slides, diversas
fontes de energia limpas ou alternativas, tais como energia eólica, solar, nuclear e termoelétrica.
No final, o público teve espaço para perguntas relacionadas ao assunto da palestra.

3.2 Campanha de Incentivo à Economia de Energia Elétrica

Ainda no pátio da escola, com o mesmo público da atividade anterior, foram apresen-
tadas, também com o auxílio de uma apresentação de slides, algumas dicas para se economizar
energia no uso de eletrodomésticos, aparelhos eletrônicos e na iluminação de ambientes. Ao fim
da apresentação, o público mais uma vez teve espaço para perguntas relacionadas aos assuntos
da campanha. Além disso, foi realizado um experimento simples para ascender uma lâmpada
sem o uso de um fio ou conexão com a rede elétrica.

3.3 Entrega do Questionário

Por último, foi entregue o questionário a 26 pessoas, o qual possuía 8 questões


relacionadas aos temas das apresentações. As perguntas feitas no questionário eram as seguintes:
1. "Como você diria que é seu consumo atual em energia elétrica?
2. "Com que frequência você toma medidas para economizar energia elétrica em cada e nos
locais que você frequenta?"
3. "O quanto seus pais ou responsáveis incentivam a economia de energia elétrica em casa?"
4. "Você acha que sua escola tem tomado medidas suficientes para economizar emergia?"
5. "Você acha que o Brasil deveria investir mais em fontes alternativas de energia?"
6. "Após a palestra, de que forma você mediria seu interesse em saber mais sobre fontes
alternativas de energia?"
7. "Com que frequência sua escola traz atividades como esta palestra?"
8. "Você acha que deveriam haver mais palestras como esta na sua escola?"
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4 RESULTADOS

4.1 Análise dos Dados Obtidos

A partir dos dados coletados no questionário, entregue após as atividades realizadas


na Escola Netinha Castelo, foi possível constatar que:
• 15.4% dos entrevistados afirmaram que seu consumo em energia elétrica é muito alto;
23.1% acham que é alto; 57.7% disseram que é médio e 3.8% acreditam que é baixo;
• 15.4% dos entrevistados afirmaram que sempre tomam medidas para economizar energia
elétrica; 76.9% acham que tomam às vezes; 7.7% disseram que raramente tomam e nenhum
acredita que nunca toma;
• 53.9% dos entrevistados afirmaram que seus pais incentivam muito a economia de energia;
42.3% acham que eles incentivam razoavelmente; nenhum disse que eles incentivam pouco
e 3.8% que acreditam que incentivam muito pouco;
• 38.5% dos entrevistados afirmaram que seu interesse em fontes de energia alternativas
após a palestra é muito alto; 38.5% acham que seu interesse é alto; 23.1% disseram que é
médio e nenhum que acredita que é baixo;
• 11.5% dos entrevistados afirmaram que a escola sempre traz atividades como as do projeto;
50% acham que a escola traz às vezes; 34.6% disseram que é raramente e 3.8% acreditam
que a escola nunca traz;
• Por último, 84.6% dos entrevistados afirmaram que a escola toma medidas suficientes para
economizar energia, todos acham que o Brasil deve investir mais em energias alternativas
e 96.2% gostariam que houvessem mais atividades como as do projeto na escola.

4.2 Recepção do Público

É possível concluir, portanto, que o público demonstrou bastante interesse e entusi-


asmo com as atividades realizadas. Os alunos envolveram-se de forma produtiva, especialmente
durante o experimento com a lâmpada, e fizeram diversas perguntas, tanto na palestra sobre
energias alternativas, quanto na campanha de economia de energia elétrica. Desse modo, como
a análise dos dados comprova, o interesse dos estudantes no tema do projeto se elevou após
as apresentações. Isso demonstra a utilidade das ações realizadas, as quais ainda não são tão
realizadas nas escolas quanto deveriam, como os dados do questionário também mostram.
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5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

5.1 Avaliação Geral do Projeto

No geral, o saldo do projeto é positivo para a sociedade, pois garante um diálogo


sobre um assunto importante, socialmente e tecnologicamente, entre jovens de baixa renda e
pessoas que futuramente pertencerão à área de atuação da energia elétrica. As ações realizadas na
escola possibilitaram interdisciplinaridade entre atividades práticas e assuntos que muitas vezes
parecem pouco interessantes aos estudantes quando vistos em sala de aula. Alguns aspectos do
projeto ainda devem ser melhorados, no entanto. Seria interessante, por exemplo, realizar as
práticas em um número maior de escolas, abrangendo, assim, também, alunos da Educação de
Jovens e Adultos. Além disso, em virtude de o projeto se tratar de uma campanha informativa, a
distribuição de cartilhas de sustentabilidade de energia elétrica também seria importante.

5.2 Perspectivas Futuras

A expectativa futura é de que mais instituições de ensino fundamental e médio


sobralenses sejam visitadas. Além disso, pretende-se divulgar à sociedade, através de um
blog, os resultados dos dados obtidos em cada uma delas, a fim de que a população possa ter
conhecimento sobre a situação da educação ambiental energética nas escolas de Sobral. Desse
modo, a ideia do projeto, de trazer conhecimento aos jovens sobre a importância da economia
de energia, será espalhada para outros municípios do Ceará e do Brasil. Assim, mais jovens
brasileiros, especialmente aqueles pertencentes a comunidades carentes da sociedade, terão mais
conhecimento sobre a importância da economia de energia elétrica.
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REFERÊNCIAS

ANEEL. Atlas de Energia Elétrica do Brasil. 1. ed. [S.l.]: Agência Nacional de Energia
Elétrica, 2002.

LUBELL, M.; VEDLITZ, A.; ZAHRAN, S.; ALSTON, L. T. Collective action, environmental
activism, and air quality policy. Political Research Quarterly, v. 59, p. 149–160, 2006.

SCHELLY, C.; CROSS, J. E.; FRANZEN, W. S.; HALL, P.; REEVE, S. Reducing energy
consumption and creating a conservation culture in organizations: A case study of one public
school district. SAGE Journals, v. 43, p. 316–343, 2010.