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UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS

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@sempro.ufal

“Sistemas de Produção e
Inovação Tecnológica”

PROCESSO PRODUTIVO DE OLEOS ESSENCIAIS DE


CRAVO DA ÍNDIA

Karolaine Ramos Monteiro1, Laura Amelia Oliveira Freitas1, Paulo Gustavo


Barros de Melo 1
1
Universidade Federal de Alagoas – Unidade Penedo
karolainerm74@gmail.com 1; laura_freitas@outlook.com 1; paulo.melo@arapiraca.ufal.br 1

1. Introdução

O craveiro-da-índia é uma árvore de ciclo perene, que cresce a uma altura que
varia de 10 a 12 metros, possui folhas ovais grandes e flores de cor vermelha que se
apresentam em numerosos grupos de cachos terminais (ALMA et al., 2007). Essa planta
vive por cerca de 100 anos e há alguns recordes de árvores atingindo 150 anos
(OLIVEIRA et al., 2008).
Os óleos essenciais são compostos voláteis, ou seja, evapora-se facilmente em
temperatura ambiente, passando do estado líquido para o gasoso. O cravo é explorado
principalmente para extração industrial do óleo essencial obtido a partir dos botões
florais, folhas e outras partes (LORENZI; MATOS, 2002). A sua extração pode ser
através de métodos como: enfloração, destilação simples ou extração através de
solventes orgânicos. Como anti-séptico, o uso de tinturas pode tratar infecções por
fungos e outros microrganismos. (MANON, 2002). Além desses benefícios o óleo é
composto por 70% de Eugenol, um composto aromático, possuindo efeito anestésico.
No presente artigo, iremos mostrar o processo produtivo de óleo de cravo da
índia desde a sua plantação ressaltando que a mesma inicia-se no mês de outubro e dura
até o fim de fevereiro, sendo necessário um clima úmido e quente, após a colheita o
processo não para, os cravos são colocados no sol para secarem, por cerca de dois dias e
então inicia a fase final, os cravos são limpos e comercializados e só assim chegaremos
à fase industrial, onde o processo é feito através do método de destilação simples e pra
finalizar obtemos uma determinada quantidade de óleo essencial.

2. Materiais e Métodos

Ao iniciar o processo, tarou-se a balança analítica e pesou-se 19g de cravo, em


seguida na proveta graduada inseriu-se 100ml de água destilada, o cravo e água foram
colocados no balão de 300ml. Montamos então o processo de destilação onde o material
a ser destilado é aquecido sob a presença de vapor de água que se misturam e carregam
os óleos voláteis, esses vapores misturados passam por um sistema ou resfriamento
havendo a sua condensação em que retornam ao estado líquido, por fim é feita a
separação de água e óleo por decantação, quando óleo que é mais leve se separa da água
por diferença de densidade. A mistura que resultou do processo de destilação foi

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colocada no funil de separação com o objetivo de separar líquidos de diferentes


densidades e dividir em duas fases distintas. O processo procedeu com a adição de 10ml
de diclorometano atuando como solvente da solução. Por conseguinte, consiste na etapa
da extração da essência, onde o funil de separação obteve a sua passagem de líquidos
aberta para liberar somente a fase concentrada na parte inferior. A solução foi recolhida
em um béquer e adicionou-se a mesma 5g de sulfato de sódio e deixou a mesma em
repouso cerca de 15 minutos e realizou-se a filtração, onde a solução foi filtrada em
funil de vidro pregueado em um balão de fundo redondo. Levou-se o balão redondo
para o evaporador rotativo para evaporar o solvente, obtendo-se a essência pura que foi
recolhida do balão com o auxilio da pipeta.

3. Resultados e Discussões

O   uso   da   técnica   por   destilação   permitiu   que   ocorresse   a   separação   dos


componentes voláteis presentes nas substâncias. O produto resultante da destilação foi
uma mistura de óleo insolúvel e água, sendo a água menos densa que o óleo. A adição
de Diclorometano foi bastante útil para manter a fase oleica. A fase orgânica retirada do
funil tem sulfato de sódio, o mesmo realiza a eliminação de qualquer molécula de água
que resiste a mesma, tendo como produto final somente o óleo essencial.

4. Conclusões

O presente processo produtivo teve como objetivo e conclusão final propor uma
ideia básica de como é a obtenção do óleo de cravo, levando em consideração quais as
matérias primas utilizadas, os equipamentos e passo a passo do processo desde o seu
início até a obtenção da essência.

Referências

SGANZERLA, Luana. Produção de Cravo da Índia no Brasil. Disponível em:


https://www.mundoecologia.com.br/plantas/producao-de-cravo-da-india-no-brasil/.
Acessado em 29 de junho de 2019.
ASCENÇÃO, V. L. ; SOUSA, D. A. ; LACERDA, H. C. C. ; SANTOS, L. V. S. ;
MOUCHREK FILHO, V. E. . EXTRAÇÃO, CARACTERIZAÇÃO QUÍMICA E
ATIVIDADE ANTIFÚNGICA DE ÓLEO ESSENCIAL Syzygium aromaticum
(CRAVO DA ÍNDIA). In: 65ª Reunião Anual da SBPC, 2013, Recife. Livro 65ª
Reunião Anual da SBPC, 2013.
AFFONSO, R. S. ; MAGDALENA, N. Rennó ; SLANA, G. B. C. A. ; FRANÇA,
TANOS C. C. . Aspectos Químicos e Biológicos do Óleo Essencial de Cravo da
Índia. Revista Virtual de Química , v. 4, p. 146-161, 2012.
CUNHA, SILVIO ; LUSTOSA, DANILO MACHADO ; CONCEIÇÃO, NATHAN
DIAS ; FASCIO, MIGUEL ; MAGALHÃES, VINÍCIUS . Biomassa em aula prática
de química orgânica verde: cravo-da-índia como fonte simultânea de óleo essencial e

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de furfural. QUIMICA NOVA , v. 35, p. 638-641, 2012.

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