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OAB EXTENSIVO FINAL DE SEMANA – 2011.

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Direito Tributário
Aula 06

Data: 12.11.2011
Professor: Alessandro Spilborghs

Obrigação Tributária

Uma vez praticado o Fato gerador, surge a Obrigação Tributária, prevista no artigo 113 do CTN,
dividide-se em duas modalidades, quais sejam:

• Obrigação Tributária Principal (pagar tributo, pagar multa)

• Obrigação Tributária Acessória. No direito tributário a obrigação acessória independe da


Obrigação principal (Ex. Declarar o IR, emitir Nota Fiscal)

Diferença

Principal Acessória

Depende de Lei Veiculadas por atos infra legais


Dar Fazer ou não fazer
Pagamento Fiscalização e arrecadação

Consiste a Obrigação em um vinculo jurídico estabelecido em lei, envolvendo credor e devedor.


Para o CTN, credor é o sujeito ativo (artigos 119 e 120), sendo este a pessoa Jurídica de direito
Público titular de competência tributária, e o devedor denomina-se sujeito passivo (artigo 121 do
CTN), sendo este a figura do contribuinte ou responsável, ambos ligados ao fato gerador, porém,
o contribuinte encontra-se ligado de forma direta e o responsável sob a forma indireta.
Contribuinte – quem pratica o fato gerador.
Responsável – Obrigado a pagar o tributo em virtude de lei

Responsabilidade Tributária (Artigos 128 ao 138, CTN)


Existem dois grandes tipos da responsabilidade, o pagamento (128 ao 135 – tributo) e por
infrações (136 ao 138 - multas)

Pagamento:
A responsabilidade pelo pagamento poderá se dar por transferência ou por substituição.

Transferência – Exemplo:
130, CTN – Em se tratando de bens imóveis
131, I, CTN – Em se tratando de bens móveis

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DIREITO TRIBUTÁRIO – AULA 05
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Ex. de responsabilidade por transferência: Consideremos a alienação de bens imóvel e móvel,


que o proprietário possui há 10 anos, sendo que este efetuou o pagamento de IPTU e IPVA de
cada um dos bens, esquecendo-se, porém, de pagar, dentro do período em que ainda se
encontrava como proprietário, 2 IPTU e 2 IPVA de cada bem, sendo que ao alienar tais bens ao
adquirente, tais responsabilidades serão transferias a ele.
Poderá ser afastada a responsabilidade, somente em se tratando de bens imóveis, apenas de
duas formas: a primeira consiste na solicitação da Certidão negativa de débitos, sendo que a
Fazenda não poderá cobrar do adquirente débitos do período em que a Certidão foi expedida; e a
segunda forma ocorre quando o imóvel for adquirido em hasta pública, sendo que o arrematante
adquire o bem livre de quaisquer ônus, ainda que o valor da arrematação seja inferior ao montante
da dívida (artigo 130, parágrafo único do CTN).

Responsabilidade por substituição: O contribuinte é afastado do pólo passivo e o tributo é cobrado


diretamente do responsável (IRRF- Imposto de Renda Retido na Fonte).

Responsabilidade por infrações:

• Artigo 136 do CTN - independe da intenção do agente, ou seja, não importa o dolo ou a
culpa, tratando-se de responsabilidade objetiva.

• Artigo 137 – Se a empresa provar que o funcionário agiu de maneira intencional (dolo), a
responsabilidade será pessoal.

• Artigo 138 – Denúncia espontânea é uma modalidade de extinção da punibilidade por


infrações, afastando qualquer tipo de multa, devendo efetuar o pagamento do tributo, juros
e correção monetária.
A denúncia somente será espontânea, desde que praticada antes do início do
procedimento fiscalizatório.

Crédito Tributário

O crédito tributário surge após a obrigação tributária, constituído através da prática do lançamento.

Lançamento – 142 ao 150, CTN

Conceito: É um procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador.

Funções: O lançamento possui dupla função, é constitutivo do crédito e declaratório da obrigação

Modalidades:

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1. Direto ou de Ofício (art.149, CTN): Ex. IPTU ou IPVA, geralmente taxas e contribuições de
melhoria se valem dessa modalidade

2. Misto ou por declaração (art. 147): existe a modalidade, mas atualmente encontra-se em
desuso. Ex.: Imposto por Importação, chamado por declaração de bagagem.

3. Auto lançamento ou Homologação (art. 150): Ex.: IR/ICMS/ISS etc...


Palavra chave para o auto lançamento: pagamento antecipado

Todo e qualquer lançamento deverá ser constituído no período do FG (Fato Gerador) e OT


(Obrigação Tributária) no prazo de 5 anos, se não ocorrer dentro desse período, haverá a
decadência.
Uma vez constituído o débito, abre-se o prazo de 30 dias para pagamento, sendo que se
não houver o pagamento, o fisco poderá cobrá-lo judicialmente, com prazo de 5 anos para
tal cobrança, sendo que se não for efetuada, haverá a prescrição.
Quando a Fazenda é informada sobre o débito, este é inscrito em dívida ativa, emitindo a
Certidão de Dívida Ativa (CDA), pois esta constitui-se em título executivo extrajudicial,
imprescindível para a Execução Fiscal.

Modalidades de suspensão da exigibilidade do Crédito Tributário (Artigo 151).

Características:
1. Impede a Execução Fiscal
2. Poderá inscrever em Dívida Ativa
3. Neste caso terá a certidão positiva com efeitos de negativa
4. Suspensa a prescrição

Modalidades:
TU – Tutela Antecipada
LI – Liminar
PA - Parcelamento
DE – Depósito, devendo ser integral e em dinheiro, sendo sempre facultativo.
MO – Moratória – Dilatação legal do prazo de pagamento do tributo
RA – Recurso Administrativo

Formas de extinção do Crédito Tributário (156, CTN):

Pagamento
Decadência – prazo para lançamento, não admitindo causa de suspensão nem interrupção.

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Prescrição – prazo para executar, que poderá ser suspensa, bem como interrompida. Sua
principal forma é o despacho do juiz que ordena a citação.

Exclusão do crédito tributário:

AI – Anistia e Isenção

Anistia – Concedida por lei, dispensado do pagamento da multa, não dispensa o cumprimento das
obrigações acessórias.
Isenção – Concedida por lei, dispensado do pagamento do tributo, não dispensa o cumprimento
das obrigações acessórias.

Atenção: Remissão – perdão da dívida

Diferença

Remissão Anistia

Não paga nem tributo nem multa Dispensa pagamento de multa


Extinção do crédito tributário Exclusão

Trabalhada por legislação Federal - Lei 6830/19980

Procedimento:
Citado dentro do prazo de 5 dias para efetuar o pagamento ou garantir o juízo, sendo as formas
de garantia: o depósito, carta de fiança ou oferecendo bens à penhora.
Garantido o juízo, abre-se ao executado prazo de 30 dias para embargar.

Exceção de Pré-Executividade

Não depende de garantia e não possui prazo para sua apresentação, porém na exceção não
comporta a dilação probatória.

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