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Modelagem de Rede e Solução de

Sistemas
Confiabilidade

MODELAGEM DE REDE E SOLUÇÃO DE SISTEMAS

I - CONCEITOS DE MODELAGEM DE REDE

Consideramos agora como analisar a confiabilidade de um sistema complexo. A


definição da confiabilidade de um sistema, dependerá do desempenho de cada parte
componente do mesmo.

De uma forma geral, vimos que o número de elementos que necessitamos para
que um sistema opere corretamente determina o seu grau de redundância (relembrando).

a) - Sistema Série :

Os componentes são ditos que estão em série, sob o ponto de vista de


confiabilidade, se a operação de todos eles é necessária para que o sistema opere
corretamente (não temos redundância), e a falha de qualquer um deles leva
também a falha do sistema.

b) - Sistema Paralelo :

Os componentes de um sistema são considerados em paralelo, sob o ponto de


vista de confiabilidade, se apenas um deles necessita estar operando no estado de
sucesso para que o sistema esteja também em sucesso (sistema totalmente
redundante).

II - COMPOSIÇÃO DE SISTEMAS

II. 1 - SISTEMAS SÉRIE

Seja um sistema em que os seus dois componentes A e B tenham confiabilidade


Ra e Rb, respectivamente. O sistema série resultante terá uma confiabilidade resultante
Rs igual a:
Rs = Ra . Rb
A B S
1 2 1 2
 Ra Rb   Rs 

consequentemente,

Qs = 1 - Rs

Como

Ra = 1 - Qa e Rb = 1 - Qb

Qs = 1 - (1 - Qa) . (1 - Qb)
= 1 - (1 - Qa + Qa . Qb - Qb)
= 1 - 1 + Qa + Qb - Qa . Qb

2
Confiabilidade

= Qa + Qb - Qa . Qb

De uma forma generalizada se tivermos n elementos em série

n n
Rs = R i e Qs = 1 -  Ri
i 1 i 1

A fórmula acima é conhecida como lei da multiplicação das confiabilidades.

II. 2 - SISTEMAS PARALELOS

Sendo os sistemas paralelos (sistemas totalmente redundantes), eles só estarão


em estado de falha se todos os seus componentes falharem, ou seja:
A
Ra, Qa
1 2 1 2
   Rp, Qp 
Ra, Qa
B
Qp = Qa . Qb
Rp = 1 - Qa . Qb
= Ra + Rb - Ra . Rb

para n componentes:
n
Rp = 1 - Q
i 1
i

n
Qp = Q
i 1
i

Evidentemente os sistemas não são apenas série ou paralelo. Se pudéssemos


classificá-los apenas nessas duas categorias, teríamos o nosso problema totalmente
resolvido.
Qual seria a confiabilidade para o sistema representado pela figura
abaixo?

Ri e Qi são iguais e Ri = 0,8


3
1 2

 4 
5

II. 3 - SISTEMAS PARCIALMENTE REDUNDANTES

3
Confiabilidade

Anteriormente consideramos sistemas não redundantes (série) e totalmente


redundantes (paralelo). A técnica anterior não permite considerar sistemas parcialmente
redundantes. Porém, tais sistemas podem ser tratados utilizando-se da técnica binomial.

Consideremos o exemplo: Calcule uma expressão geral para a indisponibilidade


do sistema mostrado na figura abaixo. Considere que todos os elementos em paralelo são
totalmente redundantes, com exceção dos componentes 4, 5 e 6, onde pelo menos dois
deles são necessários para que o ramo esteja no estado de sucesso.

Subsistema não
redundante

4
2
In out
 1 5 
3

7
A regra de eliminação pode ser empregada sem problema; a única diferença será
para os elementos dos ramos 4, 5, 6. Seja R 1, R2 ….., R7 e Q1, Q2, ….. Q7 a
disponibilidade e indisponibilidade dos elementos individuais.

Sejam os passos de redução mostrados nos diagramas abaixo:

1 8 9 10

   
7 7

 11 

Q8 = Q2 . Q3

R8 = 1 - Q8

R10 = R1 . R8 . R9

Q11 = Q10 . Q7 = Q7 . ( 1 - R1 . R8 . R9 )

= Q7 . [ 1 - R1 . ( 1 - Q2 . Q3 ) . R9 ]

4
Confiabilidade

= Q7 . ( 1 - R1 . R9 + R1 . R9 . Q2 . Q3 )

e finalmente,

Q11 = Q7 - R1 . R9 . Q7 + R1 . R9 . Q2 . Q3 . Q7

Até agora não fizemos nenhuma consideração quanto ao elemento equivalente 9.


Mostraremos o caso particular em que R4 = R5 = R6 = R, e Q4 = Q5 = Q6 = Q. Contudo,
lembramos que o princípio é geral.

Como necessitamos de pelo menos dois elementos operando para que o ramo
seja confiável, temos que:

R9 = R3 + 3R2 . Q

Quando R4 # RS # R6 , temos :

R9 = 0,8960 Q 9 = 0,1040
Q11 = 0,06237

II. 4 - TRANSFORMAÇÃO DELTA / ESTRELA

Consideramos a transformação de uma ligação Delta para Estrela, conforme


figura abaixo, sob o ponto de vista de Confiabilidade.

A
A B  B

Procuramos o equivalente : C
Rc Ra
C A
Rb

B
Analisando pelos terminais A e B temos :

Rab
a) - A  B A Ra Rb B
 
Ry = Ra . Rb
C
Rca Rbc 5
Confiabilidade

RAAB  1  Qab .(1  Rca . Rbc)

RAAB  1  (1  Rab ).(1  Rca. Rbc)

RAAB  Rab  Rca . Rbc  Rab. Rbc. Rca


Rbc
b) - B  C B Rb Rc C
 
Rba Rca
Ry = Rb. Rc
R BC
A

 Rbc  Rba. Rca  Rab. Rbc. Rca
A
c) - Rca
C  A C Rc Ra A
 
Rbc Rca
Ry = Ra. Rc
B . Rbc. Rca
RACA  Rca  Rbc. Rca  Rab

Resultando para Ra, Rb e Rc

RabA . RcaA
Ra2 
RbcA

RabA . RbcA
R 
2
b
RacA

RbcA .RcaA
Rc2 
RbbA

[1  (  Rac).(1  Rcb.Rab)].[1  (1  Rab).(1  Rac.Rab)]


Ra 
[1  (1  Rbc).(1  Rac.Rab)]

II. 5 - SISTEMAS REDUNDANTES COM UNIDADE EM STAND-BY

Os sistemas redundantes analisados até agora eram constituídos de unidades em


operação, que ao entrarem em estado de falha, tinham suas funções executadas por
outras unidades que já se encontravam em operação.

Em alguns tipos de sistemas, as unidades de backup se encontram em estados de


não operação (stand-by), sendo requisitadas a operarem apenas quando o elemento em
operação entra em estado de falha. Não faremos qualquer consideração quanto a melhor
maneira (ou maneira mais adequada), de garantir redundância a um sistema. A figura a
seguir mostra um exemplo dos dois tipos de redundância em consideração.
A Ps Rs
S S
 B 6
C

D
Confiabilidade

Analisaremos duas possibilidades :

a) Chaveamento com Sucesso

O chaveamento com sucesso é quando o sistema não falha durante o chaveamento,


isto é, na trica da posição de operação normal para a unidade de reserva.

Se assumirmos que B não falha, enquanto está como unidade de reserva, então este
elemento só pode falhar se A tenha falhado, isto é, B está operando.
Consequentemente, a falha do sistema é determinada pela falha de A e falha de B,
dado que A tenha falhado.

Matematicamente temos então :


Q  Q( A)  Q( B / A )

Se assumirmos que A e B são independentes temos :


Q = QA . QB

Aparentemente temos o mesmo resultado como se os elementos fossem redundantes


em paralelo. Contudo o valor de Q B deve ser numericamente diferente, visto que o
elemento B opera por pouco tempo e, por hipótese, não falha no estado de stand-by.
Em outras palavras, considerados que a probabilidade de falha é independente do
tempo, o que não é verdade.

7
Confiabilidade

b) Chaveamento com insucesso

Considere a condição em que o elemento de chaveamento tenha uma probabilidade de


sucesso. Seja Ps esta probabilidade, e Ps  (1  Ps ) a probabilidade de falha do
chaveamento.
O problema pode ser analisado usando-se o método das probabilidades condicionais.
P (sistema falhar) = P (sistema falhar com sucesso de chaveamento)  P (sucesso no
chaveamento) + P (sistema falhar com insucesso no
chaveamento)  P (insucesso no chaveamento)

Veja a árvore de eventos mostrada abaixo :

Elemento Elemento
chave B
A
RA RB
 S  S
PS
 QA QB
n  F
 Qi
 F
i 1

Consequentemente:

Q = QA . QB . PS + QA . Ps
Q = QA . QB . PS + QA . (1 - PS)
= QA - QA . PS . (1 - QB)

Considere agora a situação em que o equipamento de chaveamento pode falhar no


chaveamento (situação anterior ) e durante a sua operação. Uma vez que o equipamento
de chaveamento pode falhar durante a sua operação normal, estando o equipamento A ou
B sendo utilizado, ele é um elemento em série ao ramo paralelo formado por A e B. O
diagrama para análise de confiabilidade é mostrado a seguir.

PS RS
In A out
 CH CH 
B

A probabilidade de falha do sistema será agora:

Q = 1 - [ QA - QA . PS . (1 - QB) ] . QS

ou

Q = QS + ( 1 - QS) . [ QA - QA . PS . (1 - QB) ]

A probabilidade de sucesso do sistema será:


R=1-Q
= 1 - [ (1 - RS) - RS. (1 - RA) - RB . PS . (1 - RA) ]
= RA . RS + QA . PS . RB . RS

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Confiabilidade

A árvore dos eventos será:


RS
RA S
QS
F

RS
 S
RB
QS
PS F
QA QB
n F
Q
i 1
i

que poderá ser utilizada para determinar a probabilidade de sucesso ou falha do sistema.

II. 6 - MÉTODO DO CONJUNTO DE CORTE (CUT SET)

Na análise da confiabilidade de um sistema constituído de muitos elementos e


com topologia complexa, a técnica de redução série, paralelo e Delta-Estrela não é muito
eficiente.

O método do conjunto de corte é muito poderoso por duas razões:

a) O método pode ser muito facilmente programado em computadores digitais o que


permite uma análise rápida de uma rede complexa;

b) Os conjuntos de corte são diretamente relacionados com os modos de falha do


sistema, e permite identificar as distintas e discretas maneiras pelas quais um sistema
pode falhar.

Um conjunto de corte pode ser definido como um conjunto de elementos do


sistema, que quando falham causam a falha do sistema.

Em termo de uma rede de confiabilidade ou diagrama de bloco, a definição de


conjunto de corte pode ser interpretada como sendo o conjunto de elementos que devem
falhar obrigatoriamente para interromperem o caminho entre a entrada e a saída da rede.

Seja o diagrama de bloco de confiabilidade de um sistema, como o mostrado na


figura a seguir.

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Confiabilidade

A C

Pe Pm
 E 

B D

Um conjunto de corte mínimo é um conjunto de componentes do sistema que,


quando falham, causam a falha do sistema. Porém, quando qualquer um desses
componentes não falha, a falha do sistema não ocorre.

Usando a definição anterior e aplicando-a ao sistema da figura acima temos:

Conjunto Mínimo de Elementos componentes


Corte do sistema
1 AB
2 CD
3 AED
4 BEC

O diagrama do sistema pode agora ser rearranjado usando-se conjuntos mínimos


de corte (minimal cut set):
A B
I A C F
 D C 
B D
E E
C1 C2
O cálculo de confiabilidade de um sistema não pode C4
C3 ser efetuado aplicando-se
diretamente o princípio de série e paralelo, porque apesar dos conjuntos de corte estarem
em série, um mesmo elemento pertence a mais de um conjunto. O conceito de união é o
que se aplica, e desse modo a indisponibilidade será:

QS = P ( C1  C2  C3  C4  …  Cn )

onde P (Ci ) é a probabilidade de ocorrência do conjunto de corte Ci.

Exemplo: Cálculo da indisponibilidade do sistema em análise.

QS = P ( C1  C2  C3  C4 )

QS = P(C1) + P(C2) + P(C3) + P(C4)

- P(C1  C2) - P(C1  C3) - P(C1  C4) - P(C2  C3)


- P(C2  C4) - P(C3  C4)

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Confiabilidade

+ P(C1  C2  C3) + P(C1  C2  C4) + P(C1  C3  C4)

+ P(C2  C3  C4)

- P(C1  C2  C3  C4)

Do diagrama temos:
P(C1) = QA . QB
P(C2) = QC . QD
P(C3) = QA . QD . QE
P(C4) = QB . QC . QE

P(C1  C2) = P(C1) . P(C2) = QA . QB . QC . QD

P(C1  C3) = P(C1) . P(C3) = QA . QB . QD . QE

P(C1  C4) = P(C1) . P(C4) = QA . QB . QC . QE

P(C2  C3) = P(C2) . P(C3) = QA . QC . QD . QE


P(C2  C4) = P(C2) . P(C4) = QB . QC . QD . QE

P(C3  C4) = P(C3) . P(C4) = QA . QB . QC . QD . QE

P(C1  C2  C3) = P(C1  C2  C4) = P(C1  C3  C4) =


P(C2  C3  C4) = P(C1  C2  C3  C4) = QA . QB . QC . QD . QE

Consequentemente:

QS = QA . QB + QC . QD + QA . QD . QE + QB . QC . Q4 - QA . QB . QC . QD
- QA . QB . QD . QE - QA . QB + QC . QE - QA . QC . QD . QE
- QB . QC . QD. QE + 2 . QA . QB + QC . QD . QE

Se QA = QB = QC = QD = QE = Q

QS = 2Q2 + 2Q3 - 5Q4 + 2Q5

para R = 0,99  Q = 0,01  QS = 0,00020195

Uma maneira aproximada é desprezar a possibilidade de interseções, sendo que


ficamos reduzidos a:
n
QS =  P(C )
i 1
i

que para o exemplo será:

QS = 2Q2 + 2Q3 = 0,000202


que dá um erro de + 0,02%.

Esta aproximação é conhecida como aproximação por cima, da indisponibilidade


(upper bound of system unreliability).
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Confiabilidade

Uma segunda aproximação é desprezar os cut set de ordem superior a um


determinado valor. A ordem de um conjunto de corte é definida como sendo o número de
elementos que constituem o conjunto. Por exemplo C1 e C2 são conjuntos de corte de
segunda ordem.

No caso, desprezando-se os conjuntos de ordem superior a dois temos:

QS = QA . QB + QC . QD

onde

QS = 2Q2 QS = 0,000200

que dá um erro de -1%.

II. 7 - MÉTODO DA PROBABILIDADE CONDICIONAL

Uma maneira de se analisar um sistema complexo, é reduzir seqüencialmente o


sistema a subsistemas, com estruturas série e paralelo, e recombinar estes subsistemas
aplicando-se o método das probabilidades condicionadas, ou seja:

P (sucesso do sistema) = P (sucesso ou falha do sistema se o componente x está OK) * P


(x está OK) + P (sucesso ou falha do sistema se o componente
x não está OK) * P (x não está OK)

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Confiabilidade

Ex. 1 :
A C

I E
F
2 B D
A C
A C
1 4
I I
F F
B D B
D
3
E está ok E está não ok
2=3

Na condição em que E está OK ( sucesso ) :

R1s = (1 - QA . QB) . (1 - QC . QD)

Na condição em que E está em falha :

QAC = (1 - RA . RC) QBC = (1 - RB . RD)

R2s = 1 - (1 - RA . RC) . (1 - RB . RD)


Para o sistema :

RS = R1S + RE + R2S . QE

RS = (1 - QA . QB) . (1 - QC . QD) . RE + [1 - (1 - RA . RC) . (1 - RB . RD)] . QE

= RA . RC + RB . RD + RA . RD . RE + RB . RC . RE - RA . RB . RC . RD -
RA . RC . RD . RE - RA . RC . RC . RE - RB . RC . RD . RE - RA . RB . RD . RE
+ 2 . RA . RB . RC . RD . RE

Determinação dos conjuntos de corte ( cut set )

Como é de se esperar para sistemas de grande porte, a determinação dos


conjuntos de corte pode resultar em um trabalho árduo. Apresentaremos um algoritmo
computacional que permite determinar os conjuntos de corte. Para a aplicação do
algoritmo necessitamos primeiro conhecer todos os caminhos possíveis, entre a entrada e
a saída do sistema. Apresentaremos o problema sem dedução matemática, pois as
demonstrações necessárias podem ser encontradas em qualquer livro de teoria dos
grafos.

a) Determinação dos Caminhos

i - Método da Multiplicação

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Confiabilidade

O método consiste em se multiplicar a matriz de conexão M do grafo até que os


elementos da matriz tornem-se inalterados.

Seja a matriz M para o nosso exemplo :

PARA

NO 1 2 3 4
1 1 A B 0
2 0 1 E C
DE  
3 0 E 1 D
 
4 0 0 0 1
M2 = M * M . é :

1 A  BE B  AE AC  BD
0 1 E C  DE 
M = 
2 
0 E 1 EC  D 
 
0 0 0 1 

Nessa matriz o elemento m1 , 4 = AC + BD mostra todos os caminhos de ordem


menor ou igual a 2 entre o nó 1 e o nó 4.
Podemos também determinar os caminhos entre o nó 1 e todos os outros, bastando
para isso analisarmos mi j .

1 A  BE B  AE AC  BD  BEC  AED
0 1 E C  DE 
M = 
3 
0 E 1 EC  D 
 
0 0 0 1 

Qualquer potência de M maior que 3 resultaria em uma matriz com os mesmos


elementos de M3, indicando que no grafo, os caminhos de maior ordem são iguais
a três.

Os caminhos entre o nó 1 e o nó 4 são quatro :

{ AC, BD, BEC, AED }

É evidente que um algoritmo para determinar todos os caminhos de um grafo é


mais fácil de ser construído em uma linguagem de computação simbólica.

b) Algoritmo para Determinação dos Conjuntos de Corte

i - Determine todos os caminhos mínimos :

i i - Construa uma matriz de incidência caminhos x elementos :

i i i - Se todas as posições de uma coluna são diferentes de zero, o elemento associado a


essa coluna forma um conjunto mínimo de primeira ordem;

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Confiabilidade

i v - Combine as colunas da matriz duas a duas. Se todas as posições da coluna


combinação forem diferentes de zero temos um conjunto de corte de segunda
ordem. Elimine todos os conjuntos que contiverem elementos que pertençam a um
cut set de primeira ordem, para termos os conjuntos mínimos de corte de segunda
ordem.

v - Repita o passo iv, combinando as colunas três a três para obter os cuts de terceira
ordem. Agora elimine todas as combinações que contiverem elementos que
pertençam a um conjunto de segunda ordem.

v i - Continue até que tenha atingido o conjunto de corte de ordem máxima.

Ex. 2 - Determine os conjuntos de corte aplicando o algoritmo no sistema anterior.

i - Determinação dos caminhos (método da multiplicação)

Caminho Elementos
1 AC
2 BD
3 AED
4 BEC

i i - Matriz de Incidência Caminho x Elemento

Elemento
A B C D E
1 1 0 1 0 0
Caminho 2 0 1 0 1 0
3 1 0 0 1 1
4 0 1 1 0 1

i i i - Como não temos elemento que esteja em todos os caminhos, não temos cut
de primeira ordem.

i v- Combinação das colunas duas a duas

{ (1, 2), (1, 3), (1, 4), (2, 3), (2, 4), (3, 4), …. (4, 5)}
(1, 2) = (1, 1, 1, 1)t, (1, 3) = (1, 0, 0, 1) t
t
(1, 4) = (1, 1, 1, 0) , (2, 3) = (1, 1, 0, 1) t
t
(2, 4) = (0, 1, 1, 1) , (3, 4) = (1, 1, 1, 1) t

Das combinações duas a duas, as únicas que fornecem colunas com elementos
todos não nulos, são (1, 2) = AB e (3, 4) = CD. Como nenhum dos elementos A, B, C, D
são de primeira ordem as duas combinações são mínimas. Conclusão: o conjunto de
corte de segunda ordem é AB e CD.

v - Combinação das colunas três a três:


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Confiabilidade

{ (1, 2, 3), (1, 2, 4), (1, 2, 5), (2, 3, 4), (2, 3, 5), (2, 4, 5), (1, 3, 4), (1, 3, 5),
(1, 4, 5), 3, 4, 5) }

Como as combinações (1, 2) e (3, 4) são cuts, todas as que contiverem esses
elementos são cuts, e portanto, não devem ser consideradas.

As combinações de terceira ordem de cut são:

ABC, ABD, ABE, ACD, ADE, BCD, CBE.


Eliminando as que contém AB e CD ficamos reduzidos a ADE e BCE.

v i - As combinações de ordem superior a três mostram que todos os cuts não são
mínimos.

v i i - Combinações quatro a quatro

{ (1, 2, 3, 4), (1, 2, 3, 5), (1, 2, 4, 5), (1, 3, 4, 5), (2, 3, 4, 5) }

Terminamos o processo com os seguintes conjuntos mínimos:

{ AB, CD, ADE, BCE }

Comparando os caminhos com os cuts, vimos que eles são neste exemplo um mesmo
número, e apenas as combinações { AB } são cuts.

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