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SLIDe 1 – Dificuldade nas mudanças de hábitos

Antes de entrar no assunto mudança de comportamento, eu queria fazer uma


breve retomada sobre os hábitos em geral. O hábito caracteriza-se na psicologia
como qualquer comportamento que se repete regularmente e/ou requerem
pouca ou nenhuma razão naquilo que é aprendido e inato. Os hábitos fazem
parte do nosso dia a dia. Pesquisadores da Universidade de Duke mostram que
40% do que fazemos todos os dias não vem de decisões – vem de hábitos.
Tratam-se de atitudes, boas e ruins, que são tomadas, em geral, inconscientemente,
e que podem ser mudadas, porém, as mudanças de rotina não são fáceis. As
mudanças, no começo, são assustadoras. Nós temos medo de dar errado, de
não passar pelos obstáculos, de não provarmos que somos capazes. Quem já
passou por elas acabou sofrendo muito no início, já que habituar-se ao novo é
desafiador. Toda essa falta de vontade para começar as mudanças é
explicável: o cérebro colabora para que você se sinta melhor ao cultivar hábitos
antigos, sejam eles bons ou ruins. Isso porque nós estamos acostumados a
valorizar o que nos ajuda a sobreviver. A falta de mudanças em nossa vida
pode ser, sim, prejudicial para nossa saúde psicológica. Isso porque viver no
modo automático, deixando a rotina no controle, nos torna uma pessoa sem
vivência, só esperando o amanhã para fazer tudo de novo, e de novo, e de
novo… Nós acabamos perdendo a vontade pelo trabalho, pela família e por
muitas outras coisas. É como se vivêssemos em nossa própria bolha, onde
tudo acontece da mesma maneira. Porém, você pode – e deve – adicionar
mudanças à sua rotina. Seja com atitudes pequenas, como mudar a rota para o
trabalho, ou até mesmo revivendo projetos que você não deu continuidade.
Começar por coisas mais simples é essencial para evoluir e chegar a outras
maiores, mais importantes e até mesmo mais necessárias. Para isso, você
precisa motivar-se, realmente querer esta mudança, infelizmente só a intenção não é
o suficiente. Para facilitar, liste os motivos pelo qual você quer mudar esse hábito e as
vantagens que terá quando conseguir.

A linha que separa o hábito do vício às vezes é tão tênue, que muita gente não
se dá conta de que pode está ultrapassando a fronteira que divide o prazer da
escravidão. Diferente de um hábito ruim, que geralmente pode ser modificado mais
facilmente, o vício não pode ser superado com a mesma facilidade. Muitas vezes é
preciso ajuda profissional para que a pessoa consiga se livrar dele. Mas não é
somente a dependência que difere um problema do outro. O hábito ruim, no geral,
não desencadeia outros problemas graves, enquanto o vício pode ser extremamente
nocivo para a saúde, podendo muitas vezes deixar a pessoa dependente, emocional
e/ou fisiologicamente. O mais comum é pensar que o vício surge de uma prática
indevida, o que pode não ser verdade absoluta. Bons hábitos, mal
administrados, também podem acabar gerando transtornos. No momento em
que passamos a depender de um hábito para a nossa satisfação, realização ou
felicidade, ele terá se transformado num vício. O que pode não somente
acontecer com substâncias ou atividades que proporcionam prazer.
Slide 2 - Estratégias para facilitar as mudanças de hábito
1. Em certo momento todos já nos sentimos como se tudo em nossa vida
não fosse nada mais do que uma constelação de maus hábitos. Parece
que é necessário mudar tudo. E é necessário fazer isso para ontem...
Não está certo... Faça menos. Foque-se em corrigir uma coisa de cada
vez. Trace metas possíveis de serem alcançadas
2. Não importa o que seja que você não deveria estar fazendo, não é
preciso parar de uma vez. Não tente reduzir o hábito, reduza
a variação do hábito. Em outras palavras, nem tente parar de fumar.
Tente fumar exatamente o mesmo número de cigarros por dia. Ou só
olhe o Facebook 90 vezes por hora, do jeito que você já está habituado.
Este pequeno esforço em autocontrole leva a uma diminuição de maus
hábitos ao longo do tempo, e isso ocorre inconscientemente. De início, o
melhor não é dizer não para si mesmo. Você apenas olha os números
e continua a fazer o que está errado – mas de forma consistente.
3. Não mude a si próprio. Mude o contexto. Nos entregamos aos hábitos
devido a “gatilhos” no ambiente. Caso removamos os gatilhos, ou
façamos com que seja mais difícil chegar até eles, fica bem menos
provável que nos entreguemos ao comportamento em questão. Ou
seja, afaste-se das coisas tentadoras. Torne um mau hábito um pouco
mais difícil de começar e será bem menos provável que você se
entregue a ele.
4. O que aumenta a chance de você se entregar aos maus hábitos? O
estresse. Não coloque pressão sobre si mesmo. Fique calmo e você se
comportará melhor.
5. Monitore-se. Hábitos são ativados em determinadas situações, tente descobrir
quais são elas, se observando durante alguns dias e então veja a causa da
ativação desse hábito negativo. Após encontrar, pergunte-se se é possível
substituir esse comportamento? Ou prestar mais atenção quando ele ocorrer
novamente para tentar evita-lo? Substituir o hábito ruim por um bom é uma
estratégia suficiente. Quando você identificar quando e como o
comportamento acontece, podemos imediatamente realizar uma outra
atividade, mudando assim nossa rotina. A ideia dessa técnica é exercitar o
novo hábito diversas vezes até eliminar o antigo, o processo todo demora
tempo e precisa ser praticado, mas se identificarmos o comportamento
causador, será fácil nos darmos conta de que o mau hábito está se
aproximando e imediatamente ativar o novo.
6. O que a ciência diz que devemos fazer quando perdemos o
autocontrole ou procrastinamos? Perdoar-se e seguir em frente. Na
tentativa de melhorar a própria vida, não há problema em tropeçar.
Leva tempo. Você aprende isso.
Slide 3 - Maus hábitos no estudo

Depois de serem citados tantos métodos de estudos, como poderemos saber qual deles é
realmente funcional? Essa é uma pergunta que não possui uma única resposta. Porém, ao
utilizarmos determinadas estratégias de estudo, e não obtermos o resultado esperado, é
necessário identificar e solucionar esse problema o quanto antes, pois apesar de não existir
somente uma forma correta de se estudar, cada pessoa possui um melhor jeito de absorção do
conteúdo. Mas, nem sempre o problema está na escolha do método de estudo, sendo
frequente alguns erros que tornam o aprendizado ineficaz. Isso se deve principalmente a
alguns fatores.

 Não se organizar - A falta de planejamento é a maior causa de estresse


dos estudantes. Isso acontece por que, ao deixar os trabalhos para a
última hora, o aluno tende a se sobrecarregar e ficar nervoso. Por causa
da pressa, o tempo de pesquisa e elaboração da tarefa é menor,
diminuindo a chance de um bom resultado.

 Não treinar antes das provas - A melhor maneira de se preparar para


qualquer prova, ou até mesmo vestibulares como o Enem é saber com
antecedência o que poderá ser cobrado e qual o estilo das questões.

 Não dormir - O corpo precisa repousar para que o cérebro assimile


corretamente as informações recebidas em sala de aula naquele dia e
transforme-as em conhecimento. Dessa forma, não adianta ficar
acordado a noite toda para estudar.

 Não se alimentar corretamente - Da mesma forma que precisa


descansar, o organismo necessita dos alimentos corretos para aumentar
seu nível de energia e, consequentemente, deixá-lo mais alerta e
receptivo para os estudos. Inclua alimentos energéticos na sua dieta,
como frutas e verduras, para aumentar sua saúde e o potencial para os
estudos.

 Fazer esforços repetitivos sem necessidade - Cada vez mais cedo os


estudantes estão desenvolvendo problemas de saúde como tendinite
por digitar demais ou estudar em má postura. O ideal é preservar o
corpo durante as longas sessões de estudo, fazendo alongamento e
dando pausas para evitar dores.

 O mau uso das tecnologias - O celular, ao mesmo tempo que pode


ser um grande aliado, pode-se tornar um dos piores vilões no estudo.
Devido a quantidade de aplicativos existentes hoje em dia, e a
facilidade de comunicação entre as pessoas, é necessário tomar
bastante cuidado no seu uso. Além, e possivelmente pior do que o
celular é o computador, já que existem muitas pessoas que o utilizam
como objeto de estudo. O ideal é manter apenas a página que você
está estudando aberta. Tente deixar todo o material de estudo off-line e
desligue o wi-fi isso ajudar você a evitar se distrair.

Slide 4 - Fatores que podem dificultar a mudança

1. ANSIEDADE E ESTRESSE

Ansiedade é um dos maiores problemas de estudantes que estão se preparando para provas e
concursos. Ansiedade também pode gerar o estresse. A ansiedade e o estresse são tão
prejudiciais que podem gerar efeitos fisiológicos nos estudantes como, aumento da frequência
cardíaca, náuseas, dores de cabeça, entre outros.

2. DÚVIDAS INTERNAS
Não se trata da dúvida que você pode ter referente a uma matéria, mas sim a dúvida de si
mesmo. Dúvidas como “será que sou capaz da aprovação”, “será que consigo aprender
isso?” e até “será que estou estudando certo?”. É normal que o medo de fracassar possa fazer
com que você se “auto sabote” e deixe de estudar. Gerando inclusive a procrastinação. Essas
dúvidas são comuns e podem fazer com que você não se concentre nos estudos como deveria.

3. EGO

É de suma importância de uma atitude mental positiva, mas o excesso de ego pode
atrapalhar nos estudos também. Algumas pessoas acham-se inteligentes demais para estudar
determinado assunto, e é justamente esse assunto que as derruba em provas e concursos.
Outro problema está em não aceitar as orientações dos professores, se achar melhor que o
professor, etc.

4. RAIVA NA HORA DE ESTUDAR


A raiva aqui não precisa ser “raiva de estudar” você pode ter passado por uma situação de
raiva intensa e isso prejudica seus estudos. A raiva é um sentimento devastador, além de
causar não apenas problemas psicológicos, mas também físicos. O pior é quando esse
sentimento é constante.

5. FATORES BIOLÓGICOS.

Seu corpo pode te atrapalhar muito na hora de estudar.

Fome, desconforto, dores, podem ser fortes o suficiente para te fazer desistir ou distrair
enquanto você estuda. O pior é que para isso você não tem muito controle sobre isso.
SLIDE 5 – MUDANÇAS

1. Organize sua sessão de estudos de maneira que você tenha pausas regulares. O ideal é
montar uma agenda de estudos e tentar seguir o cronograma da melhor maneira
possível. Saiba quando e como dividir o conteúdo. Divida as tarefas entre as que
precisam de atenção imediata e aquelas que são mais simples. Seja realista quanto ao
seu tempo. Para evitar que você se sinta sobrecarregado, anote suas principais
preocupações e seus prazos o quanto antes.

2. Entre várias maneiras de se começar o estudo de um assunto, a leitura, é a mais usada.


No entanto, só aprendemos por meio da leitura quando compreendemos
satisfatoriamente o texto

3. Teste seus conhecimentos. Nesse caso, os simulados são uma ótima opção para o
estudo. Provas de anos anteriores, exercícios fornecidos em sala de aula e também de
livros complementares são recursos que podem ajudar. Faça perguntas a si mesmo e
veja o que consegue responder sem checar os livros. Durante a prática de
exercícios, misture o conteúdo

4. Concentração e foco. é importante estar focado e concentrado no assunto em que


está sendo trabalhado para obter resultados satisfatórios. É melhor dedicar toda sua
atenção por 20 minutos do que ficar distraído por uma hora.

5. Identifique os pontos fortes e fracos do seu hábito de estudo. Isso vai destacar
quais são os problemas que impedem um aprendizado mais eficiente. Faça o
mais difícil primeiro (ou matéria que menos gosta). Porém, para algumas pessoas a
melhor solução pode ser exatamente o inverso. Começar pela mais fácil (ou matéria
que gosta mais), para ter um incentivo maior no começo dos estudos e mais vontade
de continuar.

6. Trabalhe em grupo. Muitos estudantes possuem maior facilidade estudando


com algum colega, seja em dupla, ou grupos de estudo. Porém, vale ressaltar
que devemos escolher muito bem com quem estudar, e priorizar pessoas que
estão no mesmo objetivo que o seu.