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Extensivo OAB Final de Semana

Disciplina: Direito Processual Civil


Prof.: André Paes
Aula: 01
Monitor: Cristiano

MATERIAL DE APOIO - MONITORIA

Índice

I. Anotação de aula
II. Lousas

I. Anotação de aula

Teoria Geral do Processo

1. Jurisdição

É o poder dever do Estado em fazer justiça e dirimir os conflitos de interesse.

1.1. Espécies

a) Contenciosa

É a atividade típica.

b) Voluntária

É a administração pública dos interesses privados. Existem algumas situações de vida que, mesmo não
havendo conflito, devem ser levadas ao judiciário para que se produzam seus regulares efeitos.
Exemplos: testamento, divórcio consensual, interdição.

JURISDIÇÃO CONTENCIOSA JURISDIÇÃO VOLUNTÁRIA

- Lide; - Ausência de lide;

- Há partes; - Há interessados;

- Atividade substitutiva; - Atividade integrativa;

- Sentença révoltz; - Sentença homologatória;

- Faz coisa julgada; - Não faz coisa julgada (artigo 1.111 do CPC);

- Autoriza ação rescisória (artigo 485 do CPC); - Autoriza ação anulatória (artigo 486 do CPC);

1.2. Características

a) Inafastabilidade – artigo 5º, XXXV, da CF

A lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça de direito.

Exemplo: artigo 126 do CPC – vedação ao non liquet.

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b) Juiz natural

É o juiz previamente investido na causa, sendo vedado tribunais de exceção.

c) Identidade física do juiz

Aquele que colhe a prova, julga.

O juiz que colheu as provas deve julgar o processo.

Art. 132 do CPC - O juiz, titular ou substituto, que concluir a audiência julgará a lide, salvo se estiver
convocado, licenciado, afastado por qualquer motivo, promovido ou aposentado, casos em que passará os
autos ao seu sucessor.

d) Imparcialidade

O juiz deve ser imparcial.

Impedimento (artigo 134 do CPC): prova-se de plano.

Suspeição (artigo 135 do CPC): necessita de dilação probatória.

2. Competência

É a delimitação da atividade jurisdicional. Constitui na divisão de trabalho do Poder Judiciário.

2.1. Material

Trata-se de competência absoluta.

2.2. Funcional

É a competência hierárquica.

Trata-se de competência absoluta.

A competência absoluta atende ao interesse público. Portanto, pode reconher de ofício (artigo 113 do
CPC).

A competência absoluta deverá ser alegada por meio de uma objeção, em preliminar de contestação
(artigo 301, II, do CPC), a qualquer momento, mesmo depois do trânsito em julgado por meio de uma
ação rescisória (artigo 485, II, do CPC).

As partes não podem derrogar (abrir mão) da competência absoluta, porque é de interesse público.

2.3. Territorial

Refere-se às competencias das comarcas.

Trata-se de competência relativa.

2.4. Valor da causa

Trata-se de competência relativa.

A competência relativa atende ao interesse privado.

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Em relação à competência relativa, o juiz não pode se declarar de ofício (súmula 33 do STJ**).

**Se a parte não opuser exceção de incompetência, ocorre a prorrogação da competência (artigo 114 do
CPC).

Exceção: A única hipótese em que o juiz pode reconhecer a competência relativa de ofício é nos
contratos de adesão com cláusula de foro abusivo (artigo 112, parágrafo único, do CPC).

Como a parte alega a incompetência relativa?

Através de uma peça chamada exceção de incompetência, no prazo de 15 dias.

Atenção: Nos Juizados Especiais Federais e nos Juizados da Fazenda Pública, as partes não podem
derrogar, pois a competência é ABSOLUTA.

3. Litisconsório – artigo 46 do CPC

É a pluralidade de partes dentro do processo.

3.1. Espécies de litisconsórcio

a) Litisconsórcio multitudinário

Poderá o magistrado limitar o litisconsórcio facultativo quando, pelo número excessivo de litigantes, puder
ocasionar prejuízo para a defesa ou para a rápida solução do litígio.

b) Quanto à formação do litisconsório pode ser:

b.1) Ativo

Ocorre quando há vários autores.

b.2) Passivo

Ocorre quando há vários réus.

b.3) Misto

Vários autores e vários réus ao mesmo tempo.

c) Quanto ao momento de formação

c.1) Inicial

É o litisconsório formado na petição inicial.

c.2) Ulterior

Dá-se em momento posterior, durante o andamento do processo. Exemplo: cônjuge (artigo 10, § 1º, do
CPC).

d) Quanto à uniformidade

d.1) Unitário

O juiz tem o dever de julgar igual para todos.

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d.2) Simples

O juiz não precisa julgar de forma igual para todos os litisconsortes.

e) Quanto à obrigatoriedade

e.1) Facultativo

e.2) Necessário

Ocorre quando a formação do litisconsórcio é obrigatório (artigo 47 do CPC).

3.2. Eficácia subjetiva do litisconsórcio

Se o litisconsório for simples, o litisconsorte terá autonomia (artigo 48 do CPC).

No caso de litiscorsórcio unitário, dependerá do ato. Se o ato for positivo, aproveita aos demais. Já se o
ato for negativo, não prejudica ninguém, tampouco aquele que confessou.

II - Lousas

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