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Curso: Português

Teoria e Questões Comentadas


Prof. Bruno Spencer - Aula 00
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Aula 00 – Pronomes
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Professor: Bruno Spencer

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APRESENTAÇÃO

Olá amigos!!!
Vamos direcionar este curso à preparação para o concurso de Auditor-
Fiscal da Receita Federal do Brasil – AFRFB.
Como muitos já sabem, a nossa querida ESAF - e aqui eu estou sendo
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sincero, pois aprendi a amar essa banca com todos os seus defeitos e qualidades
– deixou o mundo dos concursos públicos. Por isso, faremos um curso
baseado nas maiores bancas do país – FCC, CESPE e FGV.
Uma vez escolhida a banca, faremos o direcionamento do curso para ela.
Estamos na perspectiva de um concurso em breve para o cargo,
portanto não podemos perder tempo em nossa preparação.
Meu nome é Bruno Spencer, atualmente, exerço a função de Auditor
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Fiscal da Receita Federal do Brasil - AFRFB, cargo que persegui por alguns
anos. Fui aprovado em 27º lugar no histórico concurso de 2012.
Para chegar a esse resultado, podem ter certeza que foi necessário muito
PLANEJAMENTO e DEDICAÇÃO. Milagres acontecem todos os dias, mas é
fundamental que façamos a nossa parte da melhor maneira possível,
com disciplina, fé e perseverança.
Quando me vi desempregado, em 2007, após dar muita "cabeçada" e não
obter sucesso no mercado de trabalho, resolvi entrar de vez no mundo dos
concursos.
O primeiro que tentei verdadeiramente foi o da Caixa Econômica de
2008. Como estava desempregado, estudava de manhã e de tarde, à noite
frequentava um cursinho e, quando chegava em casa, estudava mais um pouco
só para relaxar. Resultado?? Consegui o primeiro lugar do polo Recife.
Isso foi o que eu precisava para ganhar mais autoconfiança, daí decidi
que seria AFRFB. Então dei seguimento aos estudos e em 2009 passei no
ATA-MF, em 2010 na SAD-PE e no MPU, em 2012 no ACE - MDIC
(excedente) e AFRFB.
Devemos, pois, lembrar que vida de concurseiro não é feita só de
sucessos. Aqui, não mencionei minhas derrotas, mas podem ter certeza que
foram tantas quantos os sucessos.
O que vejo em comum entre as pessoas que passam em concursos é que
todas estudam com confiança que um dia chegarão à vitória, por isso
conseguem manter o foco e a disciplina. Não há concorrentes para
quem está preparado.
Trabalhe sua mente, não se deixe desanimar, estude hoje para estar
preparado amanhã.
FOCO, DISCIPLINA E PERSEVERANÇA!

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Análise das provas dos concursos anteriores

O estudo da Língua Portuguesa é um investimento seguro para


qualquer concurseiro. Ainda não vi, uma sequer, prova em que a matéria não
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seja cobrada, e, em muitos casos, de forma diferenciada. Com certeza esse


é o caso das provas da RFB. É típico, a cobrança de 20 questões de Português
na prova de conhecimentos básicos.
Já vi pessoas se dedicarem muito às matérias específicas e se
prejudicarem por perder muito tempo para responder a prova de
Português.
Não é preciso apenas dominar a disciplina, é necessário estar bem
treinado na resolução de questões com precisão e boa velocidade. Isso
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vai lhe dar uma boa pontuação e tempo para dedicar-se à resolução outras
matérias.
Vamos ver como a ESAF costumava distribuir a cobrança de conteúdo
nas provas de AFRFB:
OBS – Lembrando que a ESAF ainda terá participação indireta nos concursos
da RFB, possivelmente auxiliando na formulação dos conteúdos a serem
cobrados.

2014 2012 2009


ASSUNTO
Nº % Nº % Nº %
Pronomes - Aula 00 2 3,33% 2 3,70% 2 3,33%
Classes Gramaticais - Aula 01 2 3,33% 2 3,70% 3 5,00%
Verbo - Aula 02 4 6,67% 5 9,26% 6 10,00%
Função Sintática - Aula 03 3 5,00% 2 3,70% 2 3,33%
Períodos/Conectivos - Aula 04 4 6,67% 6 11,11% 6 10,00%
Concordância Verbal e Nominal - Aula 6 10,00% 5 9,26% 8 13,33%
05
Regênciaa Verbal e Nominal - Aula 06 8 13,33% 7 12,96% 8 13,33%
Crase - Aula 07 3 5,00% 4 7,41% 4 6,67%
Pontuação - Aula 08 6 10,00% 6 11,11% 6 10,00%
Coerência e Coesão – Ordenação 10 16,67% 6 11,11% 6 10,00%
Textual - Aula 09
Compreensão Textual - Aula 10 8 13,33% 6 11,11% 4 6,67%
Acentuação e Ortografia - Aula 11 4 6,67% 3 5,56% 5 8,33%
TOTAL 60 100,00% 54 100,00% 60 100,00%
Observe que o n° de questões é sempre maior que 20, porque, normalmente,
cada questão envolve mais de um assunto.

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O curso abrangerá todos os pontos constantes dos editais anteriores,


organizados de forma didática, para que você estude e aprenda a matéria de
forma gradual e estruturada.
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Neste curso, nosso foco serão as principais bancas do país – FCC,


CESPE e FGV, tendo em vista que a ESAF se aposentou da vida de concursos.
Ao final do curso, você terá como BÔNUS as provas dos concursos
AFRFB de 2012 e 2014, além de quatro provas de nível similar (2 FCC, 1
CESPE e 1 FGV), 100% COMENTADAS!!!
Caso haja alguma alteração de conteúdo no novo edital, faremos as
adaptações necessárias sem qualquer custo adicional ao aluno.
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Aula Conteúdo

00 Pronomes
01 Classes Gramaticais
02 Verbo
03 Função Sintática dos Termos
04 Períodos e Conectivos
05 Concordância Verbal e Nominal
06 Regência Verbal e Nominal
07 Crase
08 Pontuação
09 Coerência e Coesão Textual
10 Texto
11 Ortografia, Acentuação e o Novo Acordo Ortográfico

12 Bônus - Prova AFRFB 2014 Comentada


13 Bônus - Prova AFRFB 2012 Comentada
14 Bônus - Prova FCC Comentada
15 Bônus - Prova FCC Comentada
16 Bônus - CESPE Comentada
17 Bônus - Prova FGV Comentada
*Confira o cronograma de liberação das aulas no site do Exponencial, na página do curso.

Boa aula a todos!

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Aula 00 – Pronomes

Olá amigos!
Hoje vamos ao estudo dos PRONOMES. Este é um assunto
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importantíssimo e que se reflete em muitos outros, mas que também é muito


abordado diretamente por algumas bancas.
Atentem aos conceitos de cada espécie de pronome. Procurem
entender suas formas de utilização e deem especial ATENÇÃO ao item 2.3 –
Colocação Pronominal.
Vamos nessa!!!
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Sumário

1 – Classificação .................................................................................. 6
2 – Pronomes Pessoais ........................................................................ 7
2.1 - Retos .......................................................................................... 7
2.2 - Oblíquos ..................................................................................... 8
2.3 – Colocação Pronominal ................................................................ 10
2.4 – Colocação Pronominal nas Locuções Verbais.................................. 13
3 – Pronomes Possessivos ................................................................. 15
4 – Pronomes Demonstrativos ........................................................... 16
5 – Pronomes Relativos ..................................................................... 18
6 – Pronomes Interrogativos ............................................................. 19
7 – Pronomes Indefinidos .................................................................. 19
8 – Pronomes de Tratamento ............................................................. 20
9 – Questões Comentadas ................................................................. 21
10 - Lista de Exercícios ...................................................................... 61
11 – Gabarito ..................................................................................... 87
12 – Referencial Bibliográfico ............................................................ 87

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1 – Classificação

Os pronomes são palavras que acompanham ou substituem o nome


(substantivo). Como consequência, podem ser (pronomes ADJETIVOS) ou
(pronomes SUBSTANTIVOS).
Pronomes Adjetivos - acompanham
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Pronomes Substantivos – substituem

Exemplos:
Meu carro é vermelho.
meu - pronome adjetivo - acompanha e qualifica o nome “carro”
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Ele é vermelho.
ele - pronome substantivo - substitui o termo “meu carro”

Quem pegou meu livro?


quem - pronome substantivo – pode ser substituído por um nome.

O menino pegou meu livro?


meu - pronome adjetivo – acompanha e qualifica o nome “livro”

Veja as espécies de pronomes no quadro abaixo:


eu, tu, ele/ela, nós,
Reto
vós, eles/elas
me, te, se, o, a, lhe,
Oblíquo Átono nos, vos, se, os, as,
PESSOAIS lhes
mim, comigo, ti,
contigo, si, ele, ela,
Oblíquo Tônico
nós, conosco, vós,
convosco, si, eles, elas
meu(s), minha(s), teu(s), tua(s), seu(s), sua(s),
POSSESSIVOS
nosso(s), nossa(s), vosso(s), vossa(s)
este(s), esta(s), isto, esse(s), essa(s), isso,
DEMONSTRATIVOS
aquele(s), aquela(s), aquilo

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quem, onde, como, quando, quanto, que, o qual,


RELATIVOS
a qual, cujo(s), cuja(s)
INTERROGATIVOS quem, onde, que, quanto(a)(s)
algum(a), nenhum(a), todo, tudo, nada, algo,
INDEFINIDOS muitos, vários, tanto, qualquer, alguém, ninguém,
mais, menos, que, qualquer um...
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Você, Senhor(a), Vossa Senhoria, Vossa


TRATAMENTO
Excelência, Vossa Santidade, Vossa Alteza...

2 – Pronomes Pessoais

São os pronomes que substituem (pronomes substantivos) as pessoas


do discurso. Têm um destaque dentro da oração, pois podem ser sujeitos,
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objetos ou predicativos.
Exemplos:
• João foi ao teatro. / Ele foi ao teatro.
• Mário entregou o livro a sua amiga. / Mário entregou-o a sua amiga.
Os pronomes pessoais podem ser RETOS ou OBLÍQUOS.
Vamos ver cada um deles!

2.1 - Retos

Fazem o papel de sujeito nas orações.


Exemplos:
• Eu trabalhei muito.
• Tu estudarás o suficiente.

Eu (singular)
1a Pessoa Quem fala
Nós (plural)

Tu (singular)
2a Pessoa Para quem se fala
Vós (plural)

ele(a) (singular)
3a Pessoa De quem se fala
eles(a) (plural)

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2.2 - Oblíquos

Fazem o papel de objetos ou complementos nas orações.


Exemplos:
• Beijou-a pela manhã.
• Sempre te apoiamos.
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• Fê-lo esquecer dos problemas.


Os pronomes oblíquos se dividem em ÁTONOS e TÔNICOS.

ÁTONOS TÔNICOS

me (singular) mim, comigo


1a Pessoa
nos (plural) nós, conosco
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te (singular) ti, contigo


2a Pessoa
vos (plural) vós, convosco

se, o, a lhe (singular) si, consigo, ele(a)


3a Pessoa
se, o, a, lhe(s) (plural) si, eles(a)

Um ponto importante nesse assunto é a contração dos verbos com os


pronomes o, a, os, as, que fazem-nos assumir as formas lo(s), la(s), no(s),
na(s).

Em formas verbais terminadas em R, S, Z acrescentamos o L antes de


o(s), a(s).

Exemplos:
• Devemos aprender a lição. / Devemos aprendê-la.
• Escolhemos o livro. / Escolhemo-lo.
• Fez as pessoas felizes. / Fê-las felizes.
• Vou cortar as cebolas. / Vou cortá-las.

Note que as consoantes R, S e Z são cortadas e por vezes acentua-se a


sílaba final do verbo.

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Em formas verbais terminadas em sons nasais AM, EM, ÃO, ÕE


acrescentamos a consoante N antes de o(s), (a)(s).
Exemplos:
• Enrolavam o novelo. / Enrolavam-no.
• Eles fazem o trabalho. / Eles fazem-no.
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• Estudarão a aula. / Estudarão-na.


• Põe o livro sobre a mesa e estuda. / Põe-no sobre a mesa e estuda.
NOTE que nesses casos NÃO se corta qualquer letra do verbo!!!

Quando o verbo for transitivo direto e indireto temos as seguintes opções


para utilização dos pronomes:
Exemplos:
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Entreguei o livro a minha colega.


Entreguei-o a minha colega. (substituiu-se o termo “o livro” - objeto direto –
OD)
Entreguei lhe o livro. (substituiu-se o termo “a minha colega” - objeto indireto
– OI) Repare que o “a” é uma preposição.
Entreguei lho. (substituindo os dois termos; lho = lhe + o)

Pronomes Oblíquos Reflexivos


Os pronomes oblíquos, exceto o(s), a(s) lhe(s), podem referir-se ao
próprio sujeito da oração. Nesses casos são chamados de REFLEXIVOS.
Exemplos:
• Achei-me em um lugar distante.
• Nós aperfeiçoamo-nos nas matérias da prova.
• Endireita-te antes que seja tarde.
Ele machucou-se enquanto lutava.
• Ela pensou consigo a respeito de sua vida.

FCC/TJ/TST/Administrativa/Segurança Judiciária/2012

Fazendo-se as alterações necessárias, o segmento grifado está substituído


corretamente por um pronome em:

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a) alçar a turma = alçar-lhe

b) retirou um conjunto deles = retirou-nos

c) guiar os estudantes = guiar-os

d) desconstruir a visão = desconstruir-lhe

e) analisaram os cursos de oito faculdades = analisaram-nos


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Comentários:

Alternativa A – Incorreta – Como o verbo “alçar” é transitivo direto, devemos


utilizar o pronome oblíquo A (alçá-la).

Alternativa B – Incorreta – Como o verbo “retirar” é transitivo direto, devemos


utilizar o pronome oblíquo O, no entanto a forma verbal “retirou” não termina
em som nasal, portanto não deve receber o N (retirou-o).
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Alternativa C – Incorreta – Como o verbo “guiar” é transitivo direto, devemos


utilizar o pronome oblíquo O, no entanto, como a forma verbal “guiar” termina
em R, devemos cortá-lo e adicionar o L ao pronome O (guiá-los).

Alternativa D – Incorreta - Como o verbo “desconstruir” é transitivo direto,


devemos utilizar o pronome oblíquo A. Como a forma verbal termina em R,
devemos cortá-lo e adicionar o L ao pronome A (desconstrui-la).

Alternativa E – Correta - Como o verbo “analisar” é transitivo direto, devemos


utilizar o pronome oblíquo OS. A forma verbal “analisaram” termina em som
nasal, portanto deve receber o N (analisaram-nos).

Gabarito: E

2.3 – Colocação Pronominal

Esse é um assunto importantíssimo para concursos, seja para a prova


objetiva, seja para a discursiva.
Os pronomes oblíquos podem vir antes, no meio ou após os verbos,
dessa forma ocorrerá o que se chama de próclise, mesóclise ou ênclise.
Exemplos:
• Não o deixarei desanimar. (próclise)
• Falar-te-ei a respeito de tudo. (mesóclise)
• Falou-nos de sua experiência. (ênclise)

Vamos esquematizar algumas regras:

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•Ocorrência de palavras de ATRAÇÃO (invariáveis), tais como


advérbios, pronomes indefinidos, pronomes relativos,
Próclise
conjunções subordinativas, palavra "só", palavras
negativas.
•Ex. Não me abandone. / Nada lhe tira o foco. / Ele é o
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homem de quem lhe falei. / Pedi a ele que os avisasse. / Só


lhe sobrou uma alternativa.

• Nas orações: optativas, exclamativas ou interrogativas


nas formas seguintes:
•Ex. Deus o abençoe! / Quanto te maltratas! / Quem se
disponibilizará?
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•É PROIBIDO o uso de pronomes átonos no início de


períodos, ou após pausas* sem palavra de atração!!!

•Verbo no FUTURO DE PRESENTE ou FUTURO do PRETÉRITO,


caso não haja palavra atrativa.
Mesóclise •Ex. dar-te-ei, fazê-lo-ia

•Regra geral, caso não seja caso de próclise ou mesóclise.


•Ex. Suas palavras deixaram-nos tranquilos. / As pessoas
Ênclise aplaudiam-no calorosamente.

1. Quando vier a forma infinitiva precedida da preposição “a”, os pronomes


o(s), a(s) virão após o verbo.
Ex. Não tornaremos a encontrá-los tão cedo.

2. Quando o verbo no GERÚNDIO for precedido de preposição teremos


obrigatoriamente PRÓCLISE.
Ex. Em se tratando de carros, prefiro os importados.

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3. Enquanto a proibição de iniciar períodos com pronomes átonos é


ABSOLUTA, a proibição após as “pausas” comporta exceções.

Ex. Atendeu todos aquele que, mesmo envergonhados, lhe solicitaram ajuda.

Nesse caso, o pronome é atraído pelo pronome relativo QUE, mesmo estando
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antes do termo intercalado.

Note como na linguagem informal muitas vezes “atropelamos” as regras


gramaticais:
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“Eu te darei o céu meu bem e o meu amor também. ” – A rigor a frase está
gramaticalmente ERRADA.
Apesar de todo o romantismo do autor, a grafia correta seria a seguinte:
Eu dar-te-ei o céu... (futuro do presente sem palavra atrativa = mesóclise)
Repare que, caso houvesse uma palavra atrativa, aí sim, poderíamos usar a
próclise normalmente.
Ex. Não te darei... (correto)
Entretanto, essa linguagem usual em verbos no futuro, vem sendo a
cada dia mais aceita, sendo inclusive abonada por alguns gramáticos mais
modernos, devido à estranheza que pode causar o uso da quase arcaica
mesóclise.
Nesse caso, poderíamos até utilizar a próclise após uma vírgula,
enquanto a ênclise fica expressamente proibida.
Exemplo:
Ela, que você julgou ser má, far-te-á um vitorioso.
ou
Ela, que você julgou ser má, te fará um vitorioso.

Fique ligado!
Nos exercícios, verifique o posicionamento da banca a respeito do tema.

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FUNCAB/ASC/CBM AC/2012
No trecho “[...] esperando uma hipótese muito remota de trazê-LO de volta...
[...]”, o pronome pessoal oblíquo átono O está corretamente empregado.
A opção em que o pronome pessoal oblíquo átono destacado também está
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empregado de acordo com as regras da norma culta da língua é:


a) Não queira-ME mal, mas eu precisava fazer esse desabafo com você!
b) Demo-NOS conta, somente agora, de como a vida de um bombeiro é dura!
c) Encontraremos-NOS depois dessa chamada para comemorarmos a vida.
d) Quando sempre chamarem-ME, lembre que estarei disposto a salvar vidas!
e) Jamais desesperes-TE; chegarei logo, são, salvo e feliz. Salvei algumas vidas!
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Comentários:
Alternativa A - Incorreta – A palavra “não” atrai o pronome, por isso seria
correto a próclise nesse caso. “Não me queira mal...”
Alternativa B - Correta – Não se começa período com pronome átono, por
isso está correto o emprego da ênclise.
Alternativa C - Incorreta – Por mais esquisito que seja, a nossa gramática atesta
como correto o uso da mesóclise para os tempos futuro de presente e futuro
do pretérito do indicativo. “Encontrar-nos-emos depois...”
Alternativa D - Incorreta – ATENÇÃO, note que “sempre” também é uma palavra
atrativa por ser advérbio.
Eis algumas palavras atrativas: advérbios, pronomes indefinidos, pronomes
relativos, conjunções subordinativas, palavra "só", palavras negativas.
“Quando sempre me chamarem...”
Alternativa E - Incorreta – “Jamais” também é classificado como advérbio,
assim como palavra de negação, por isso atrai o pronome “te” para antes do
verbo. “Jamais te desesperes...”
Gabarito: B

2.4 – Colocação Pronominal nas Locuções Verbais

As locuções verbais formam-se por VERBO AUXILIAR + VERBO


PRINCIPAL (INFINITIVO, GERÚNDIO OU PARTICÍPIO). As regras já vistas
anteriormente continuam válidas, porém como temos dois verbos, vamos ver
como se aplicam.

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Quando NÃO há palavra atrativa:


1. Próclise em relação ao auxiliar – OK – (se conseguiu livrar) – Caso não
seja início de período!!!
2. Ênclise em relação ao auxiliar – OK - (conseguiu-se livrar)
3. Próclise em relação ao principal – OK - (linguagem usual falada)
(conseguiu se livrar)
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4. Ênclise em relação ao principal – OK - (conseguiu livrar-se) – PERFEITO


– Essa é a forma recomendada!

OBSERVAÇÃO:
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1 - As formas verbais no PARTICÍPIO NÃO admitem ÊNCLISE!!!


Ex. Eles haviam ajudado-nos. (ERRADO)
2 - No caso de o verbo principal estar no PARTICÍPIO, a forma ideal será a
segunda (ênclise em relação ao auxiliar).

Quando há palavra atrativa:


1. Próclise em relação ao auxiliar – OK – (não se conseguiu livrar) - Forma
recomendada!
2. Ênclise em relação ao auxiliar – ERRADO - (não conseguiu-se livrar)
devido à existência da palavra atrativa
3. Próclise em relação ao principal – OK - (linguagem usual falada) (não
conseguiu se livrar)
4. Ênclise em relação ao principal – OK - (não conseguiu livrar-se – a
palavra atrativa “perde a força”)
Veja o resumo abaixo:

Quando NÃO há palavra atrativa

Caso não seja início


1 Próclise ao auxiliar OK se conseguiu livrar
de período

2 Ênclise ao auxiliar OK conseguiu-se livrar OK

3 Próclise ao principal OK conseguiu se livrar linguagem usual


Perfeito!!!
4 Ênclise ao principal OK conseguiu livrar-se Forma
recomendada!!!

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Quando HÁ palavra ATRATIVA


Perfeito!!!
1 Próclise ao auxiliar OK não se conseguiu livrar Forma
recomendada!!!
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2 Ênclise ao auxiliar X não conseguiu-se livrar ERRADO

linguagem
3 Próclise ao principal OK não conseguiu se livrar
usual
A palavra
4 Ênclise ao principal OK não conseguiu livrar-se atrativa “perde
a força”.

OBSERVAÇÃO
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Quando há preposição entre o verbo auxiliar e verbo principal, admite-se a


próclise ou ênclise, desde que não esteja no particípio.
Ex. O médico deixou de se cuidar. / O médico deixou de cuidar-se.

3 – Pronomes Possessivos

Servem para designar a POSSE de algo. Determinam ou qualificam os


nomes. Nas orações, possuem função de adjunto adnominal.
Exemplos:
• Minha casa é amarela, a tua é branca.
• Nosso objetivo é um só.
• Estude e realizará seu sonho.

meu(s), minha(s)
1a Pessoa
nosso(s), nossa(s)

teu(s),tua(s)
2a Pessoa
vosso(s), vossa(s)

3a Pessoa seu(s), sua(s)

Há situações que o uso dos pronomes possessivos seu(s), sua(s), pode gerar
certa confusão quanto a quem ou a que se referem.
Exemplo:
O cachorro comeu o seu almoço.

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Nesse caso devemos usar os termos dele(s), dela(s).


O cachorro comeu o almoço dele.

4 – Pronomes Demonstrativos

Servem para indicar a posição das pessoas da oração em relação a


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espaço, tempo ou posição textual.


Os mais conhecidos são: este(s), esta(s), isto, esse(s), essa(s), isso,
aquele(s), aquela(s) e aquilo.
Também são pronomes demonstrativos: aqueloutro(a)(s), mesmo(a)(s),
próprio(a)(s), semelhante, tal e tais.

➔ Usamos ESTE(A)(S), quando:


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1. O objeto está PERTO de quem FALA.


Ex. Estas canetas são suas. (as canetas devem estar na mão ou bem próximo
a quem fala)
2. Refere-se a um momento PRESENTE.
Ex. Esta semana está demorando a passar. (a semana ainda está acontecendo)
3. ANTES de enunciar algo.
Ex. Os pronomes possessivos são estes: meu, minha, teu, tua...

➔ Usamos ESSE(A)(S), quando:


1. O objeto está PERTO de quem OUVE.
Ex. Essas canetas são suas. (as canetas devem estar próximo de que ouve)
2. Refere-se a um momento PASSADO PRÓXIMO.
Ex. Essa semana demorou a passar. (a semana já aconteceu, mas não está tão
distante)
3. Refere-se a algo DEPOIS de mencionado.
Ex. Os pronomes possessivos são meu, minha, teu, tua... Esses pronomes são
usados para indicar posse.

➔ Usamos AQUELE(A)(S), quando:


1. O objeto está LONGE de quem FALA e de quem OUVE.
Ex. Aquelas canetas são suas. (as canetas devem longe das duas pessoas)
2. Refere-se a um momento PASSADO DISTANTE.

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Ex. Aquela semana está demorou a passar. (a semana aconteceu em um


passado remoto)
3. Quando falamos de dois aspectos em uma oração, para falarmos do
MENCIONADO PRIMEIRAMENTE.
Ex. Os pronomes pessoais podem ser retos ou oblíquos, estes servem como
complementos, enquanto aqueles servem com sujeitos de orações. (“estes”
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referem-se a “oblíquos” – “aqueles” referem-se a “retos”)

Vamos ver alguns exemplos da utilização dos demais pronomes demonstrativos:


• Tais atitudes não são permitidas aqui.
• Nunca vi coisa semelhante.
• Ela sabe o que aconteceu. (aquilo)
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• O próprio presidente pediu desculpas.


• Ele mesmo admitiu o erro.
• Aqueloutro carro é mais novo que esse.

QUANDO USAR...

ANTES de enunciar
objeto está momento
algo OU
ESTE(A)(S) PERTO de quem PRESENTE
FALA para citar o TERMO
MAIS PRÓXIMO entre
dois já citados
objeto está momento
algo DEPOIS de
ESSE(A)(S) PERTO de quem PASSADO
mencionado
OUVE PRÓXIMO

objeto está momento


LONGE de quem para citar o PRIMEIRO
AQUELE(A)(S) PASSADO
FALA e de quem TERMO entre dois já
DISTANTE
OUVE citados

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5 – Pronomes Relativos

Eles têm esse nome, pois referem-se a termos ANTERIORMENTE


MENCIONADOS na oração. São eles: o qual, a qual, os quais, as quais, cujo(s),
cuja(s), quanto(s), quanta(s), quem, que, como, quando e onde.
Vamos a alguns exemplos e observações:
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• Aquela é a garota por quem ele apaixonou-se.


Repare que “quem” refere-se ao nome “garota” já mencionado na oração.

• O livro que estou lendo é ótimo. / O livro o qual estou lendo é ótimo.
• Falei com a mãe do seu amigo que esteve lá na delegacia.
Para evitar duplo sentido, melhor seria usar “o qual” ou “a qual”, a
depender de quem “esteve lá na delegacia”.
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• Falei com a mãe do seu amigo o qual esteve na delegacia.


Nesse caso, fica claro que o amigo é quem esteve na delegacia.

• A cidade onde nasci é a mais bela.


• Esse é o hospital cujos médicos são os melhores.
Veja que o pronome “cujos” dá uma idéia de posse do “hospital” em relação
aos “médicos”.

OBSERVAÇÃO:
1. O pronome QUEM é usado apenas para PESSOAS.
2. O pronome ONDE é usado apenas para LUGARES.
3. NÃO se usa artigo após o pronome CUJO(A)(S).

• Esse é o carro cuja a porta está quebrada. (ERRADO)


• Esse é o carro cuja porta está quebrada. (CORRETO)

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6 – Pronomes Interrogativos

São usados em frases interrogativas na 3a pessoa no modo direto ou


indireto.
Exemplos:
• Que aconteceu? (direto)/ Ele perguntou o que aconteceu. (indireto)
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• Quem será? / Imagino quem será o próximo.


• Qual o motivo? / Todos sabem qual o motivo da sua falta.
• Quantas pessoas chegaram? / Imagine quantas pessoas virão à festa.

7 – Pronomes Indefinidos
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Servem para designar algo de forma imprecisa, vaga, indefinida ou


indetermidada, referindo-se sempre à 3 a pessoa.
Podem ocorrer como pronomes substantivos, pronomes adjetivos ou
locuções.
Exemplos:

• Alguém acredita nisso?


• Algo importante aconteceu.
• Vi tantas pessoas que não pude contar.
• Há muito a se fazer.
• Gosto de quem gosta de mim.

Eis alguns outros:


• algum(a)(s), nenhum(a)(s), todo(a)(s), outro(a)(s), muito(a)(s),
certo(a)(s), vários(a), demais, tanto(a)(s), quanto(a)(s), qualquer,
alguém, ninguém, tudo, nada, cada, algo, mais, menos, que, quem, qual,
pouco(a)(s), tal, tais, bastante(s) (= muito(s)), uns, uma(s)
Algumas LOCUÇÕES:
• cada qual, tal qual, qualquer um, quem quer, um ou outro

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8 – Pronomes de Tratamento

Servem para nos dirigirmos adequadamente a pessoas de acordo com


critérios de familiaridade ou formalidade que a situação exija.
Quando nos dirigimos diretamente a uma autoridade, um juiz por
exemplo, devemos falar da seguinte maneira:
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• Vossa Excelência chegou a alguma decisão?


Note que o verbo fica na 3ª pessoa do singular.

No entanto, quando em sua ausência, para nos referimos à mesma


autoridade, devemos falar da maneira seguinte:
• Sua Excelência chegou a alguma decisão?
O verbo permanece na 3ª pessoa do singular.
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Vamos a um pequeno quadro resumo:

VOCÊ •Informal, familiar

SENHOR(A) •Respeitoso

VOSSA SENHORIA •Cerimonioso, funcionários graduados

VOSSA EXCELÊNCIA •Altas autoridades

VOSSA REVERENDÍSSIMA •Sacerdotes

VOSSA EMINÊNCIA •Cardeais

VOSSA SANTIDADE •Papa

VOSSA MAJESTADE •Reis e rainhas

É isso aí pessoal. Vamos praticar???

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9 – Questões Comentadas

1) FCC/Ana/DPE RS/Contabilidade/2017
A questão baseia no texto apresentado abaixo
Sem privacidade
Ainda é possível ter privacidade em meio a celulares, redes sociais e dispositivos
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outros das mais variadas conexões? Os mais velhos devem se lembrar do tempo
em que era feio “ouvir conversa alheia”. Hoje é impossível transitar por qualquer
espaço público sem recolher informações pessoais de todo mundo. Viajando de
ônibus, por exemplo, acompanham-se em conversas ao celular brigas de casal,
reclamações trabalhistas, queixas de pais a filhos e vice-versa, declarações
românticas, acordo de negócios, informações técnicas, transmissão de dados e
um sem-número de situações de que se é testemunha compulsória. Em clara e
alta voz, lances da vida alheia se expõem aos nossos ouvidos, desfazendo-se
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por completo a fronteira que outrora distinguia entre a intimidade e a mais


aberta exposição. Nas redes sociais, emoções destemperadas convivem com
confissões perturbadoras, o humor de mau gosto disputa espaço com falácias
políticas – tudo deixando ver que agora o sujeito só pode existir na medida em
que proclama para o mundo inteiro seu gosto, sua opinião, seu juízo, sua reação
emotiva. É como se todos se obrigassem a deixar bem claro para o resto da
humanidade o sentido de sua existência, seu propósito no mundo. A discrição,
a fala contida, o recolhimento íntimo parecem fazer parte de uma civilização
extinta, de quando fazia sentido proteger os limites da própria individualidade.
Em meio a tais processos da irrestrita divulgação da personalidade, as
reticências, a reflexão silenciosa e o olhar contemplativo surgem como sintomas
problemáticos de alienação. Impõe-se um tipo de coletivismo no qual todos se
obrigam a se falar, na esperança de que sejam ouvidos por todos. Nesse imenso
ruído social, a reclamação por privacidade é recebida como o mais condenável
egoísmo. Pretender identificar-se como um sujeito singular passou a soar como
uma provocação escandalosa, em tempos de celebração do paradigma público
da informação.
(Jeremias Tancredo Paz, inédito)
Perdeu-se a antiga privacidade, enterramos a antiga privacidade sob os
conectores modernos, tornamos esses conectores modernos nossos deuses
implacáveis, sob o comando desses conectores modernos trocamos
escandalosamente todas as informações mais pessoais.
Evitam-se as viciosas repetições do período acima substituindo-se os elementos
sublinhados, na ordem dada, por:
a) enterramo-la − tornamo-los − sob cujo comando
b) enterramos-lhe − tornamo-lhes − sob cujo comando
c) enterramo-la − os tornamos − sob o qual comando

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d) a enterramos − tornamos-lhes − sob o comando deles


e) enterramo-lhe − lhes tornamos − sob o comando dos quais
Comentários:
Item I – enterramos a antiga privacidade (=objeto direto) = enterramo-la
Item II – tornamos esses conectores modernos (=objeto direto) = tornamo-los
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Lembre-se de que, como regra geral, não devemos utilizar o pronome oblíquo
após pausas.
Item III – sob o comando desses conectores modernos – sob cujo comando
O pronome relativo “cujo” estabelece relação de posse entre os nomes
“comando” e “conectores modernos”.
Gabarito: A
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2) FCC/TJ/TRE PR/Administrativa/2017
Atenção: Considere o texto abaixo para responder à questão.
Muitos duvidam da existência do amor. Muitos afirmam ser ele uma invenção
da literatura. Outros, que se trata de uma projeção neurótica imaginária. Uma
patologia da família das manias. Há quem suspeite de que seja uma doença da
alma. Estão errados.
Quem conhece o amor sabe que ele habita entre nós. E sua presença nos faz
sentir vivos. Por isso, o ressentimento é cego ao amor.
A falta de amor na vida produz um certo ceticismo em relação ao mundo. Ou
pior: o sentimento de inexistência.
Um dos pecados maiores da inteligência é chegar à conclusão de que o amor é
uma ficção. Muitas vezes, pessoas supostamente inteligentes consideram o
amor algo ingênuo e pueril.
A desconfiança se acha a mais completa das virtudes morais ou cognitivas. A
armadilha de quem desconfia sempre é que ele mesmo se sente inexistente
para o mundo porque este é sempre visto com desprezo.
Outra suposta arma contra o amor é a hipocrisia. A hipótese de a hipocrisia ser
a substância da moral pública parece que inviabiliza o amor por conta de sua
cegueira para com esta hipocrisia mesma. É verdade: o amor não vê a
hipocrisia. Søren Kierkegaard (1813-1855) diz que há um "abismo escancarado"
entre eles.
O amor é concreto como o dia a dia. Engana-se quem considera o amor abstrato
e fantasioso. Kierkegaard nos lembra que o amor só se conhece pelos frutos.
Isso implica que não há propriamente uma percepção do amor que não seja
prática. O gosto do amor é a confiança nas coisas que ele dá a quem o
experimenta.

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(Adaptado de: PONDÉ, Luiz Felipe Disponível em: www.folha.uol.com.br)


A substituição do elemento sublinhado pelo pronome correspondente, com os
necessários ajustes no segmento, foi realizada de acordo com a norma padrão
em:
a) quem considera o amor abstrato = quem lhe considera abstrato
b) consideram o amor algo ingênuo e pueril = consideram-lhe algo ingênuo e
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pueril
c) parece que inviabiliza o amor = parece que inviabiliza-lhe
d) o ressentimento é cego ao amor = o ressentimento lhe é cego
e) o amor não vê a hipocrisia = o amor não lhe vê
Comentários:
Alternativa A – Incorreta – quem considera o amor (objeto direto) abstrato =
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quem o lhe considera abstrato


Alternativa B – Incorreta – consideram o amor (objeto direto) algo ingênuo e
pueril = consideram-no lhe algo ingênuo e pueril
Alternativa C – Incorreta – parece que inviabiliza o amor (objeto direto) =
parece que o inviabiliza-lhe
Alternativa D – Correta – o ressentimento é cego ao amor (complemento
nominal) = o ressentimento lhe é cego – OK
“Ao amor” complementa o adjetivo “cego”, que na oração tem função de PDS.
Alternativa E – Incorreta – o amor não vê a hipocrisia (objeto direto) = o amor
não lhe a vê
Gabarito: D

3) FCC/AJ/TRT 23/Judiciária/2016
Atenção: Para responder à questão, leia o texto abaixo.
Nasci na Rua Faro, a poucos metros do Bar Joia, e, muito antes de ir morar no
Leblon, o Jardim Botânico foi meu quintal. Era ali, por suas aleias de areia cor
de creme, que eu caminhava todas as manhãs de mãos dadas com minha avó.
Entrávamos pelo portão principal e seguíamos primeiro pela aleia imponente
que vai dar no chafariz. Depois, íamos passear à beira do lago, ver as vitórias-
régias, subir as escadarias de pedra, observar o relógio de sol. Mas íamos,
sobretudo, catar mulungu.
Mulungu é uma semente vermelha com a pontinha preta, bem pequena, menor
do que um grão de ervilha. Tem a casca lisa, encerada, e em contraste com a
pontinha preta seu vermelho é um vermelho vivo, tão vivo que parece quase
estranho à natureza. É bonita. Era um verdadeiro prêmio conseguir encontrar
um mulungu em meio à vegetação, descobrir de repente a casca vermelha e

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viva cintilando por entre as lâminas de grama ou no seio úmido de uma


bromélia. Lembro bem com que alegria eu me abaixava e estendia a mão para
tocar o pequeno grão, que por causa da ponta preta tinha uma aparência que a
mim lembrava vagamente um olho.
Disse isso à minha avó e ela riu, comentando que eu era como meu pai, sempre
prestava atenção nos detalhes das coisas. Acho que já nessa época eu olhava
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em torno com olhos mínimos. Mas a grandeza das manhãs se media pela
quantidade de mulungus que me restava na palma da mão na hora de ir para
casa. Conseguia às vezes juntar um punhado, outras vezes apenas dois ou três.
E é curioso que nunca tenha sabido ao certo de onde eles vinham, de que árvore
ou arbusto caíam aquelas sementes vermelhas. Apenas sabíamos que surgiam
no chão ou por entre as folhas e sempre numa determinada região do Jardim
Botânico.
Mas eu jamais seria capaz de reconhecer uma árvore de mulungu. Um dia,
procurei no dicionário e descobri que mulungu é o mesmo que corticeira e que
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também é conhecido pelo nome de flor-de-coral. ''Árvore regular, ornamental,


da família das leguminosas, originária da Amazônia e de Mato Grosso, de flores
vermelhas, dispostas em racimos multifloros, sendo as sementes do fruto do
tamanho de um feijão (mentira!), e vermelhas com mácula preta (isto, sim)'',
dizia.
Mas há ainda um outro detalhe estranho – é que não me lembro de jamais ter
visto uma dessas sementes lá em casa. De algum modo, depois de catadas elas
desapareciam e hoje me pergunto se não era minha avó que as guardava e
tornava a despejá-las nas folhagens todas as manhãs, sempre que não
estávamos olhando, só para que tivéssemos o prazer de encontrá-las. O fato é
que não me sobrou nenhuma e elas ganharam, talvez por isso, uma aura de
magia, uma natureza impalpável. Dos mulungus, só me ficou a memória − essa
memória mínima.
(Adaptado de: SEIXAS, Heloísa. Semente da Memória. Disponível em:
http://heloisaseixas.com.br)
No segmento de que árvore ou arbusto caíam aquelas sementes vermelhas (3º
parágrafo), o termo sublinhado pode ser substituído corretamente por:
a) de cuja
b) dos quais
c) de qual
d) de quanta
e) de cujos
Comentários:

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Alternativa A – Incorreta – O pronome “que” nesse caso é interrogativo. Note


que a oração é interrogativa indireta. Já pronome “cuja” é relativo e indica
posse.
Alternativa B – Incorreta –Nesse caso não se trata de um pronome relativo e
ainda assim, “que” se refere a “árvore”, não cabendo o termo “dos quais”.
Alternativa C – Correta – O pronome interrogativo “que” pode ser substituído
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perfeitamente pelo pronome interrogativo “qual”.


Alternativa D – Incorreta – O pronome “quanta” é relativo a quantidade e não
a especificidade como “que” e “qual”.
Alternativa E – Incorreta – Além de o pronome não caber no contexto, há
problema de concordância com o temo “árvore”.
Gabarito: C
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4) FCC/TRE/SEFAZ MA/Arrecadação e Fiscalização de Mercadorias


em Trânsito/2016
Não raro, o homem moderno considera construções antigas como bens
ultrapassados, ...I... deveriam ceder lugar a edificações mais arrojadas.
Preenche corretamente a lacuna I da frase o que se encontra em:
a) dos quais
b) nos quais
c) onde
d) os quais
e) aonde
Comentários:
Alternativa A e B – Incorretas – O pronome relativo “os quais” substitui o
termo “bens ultrapassados” e é o sujeito da oração seguinte.
O sujeito semântico é “bens ultrapassados”, afinal, são eles que devem ser
substituídas por “edificações mais arrojadas”.
Porém, o sujeito sintático é o pronome “os quais”, pois é o pronome quem
de fato exerce a função de sujeito da oração.
OBS - O sujeito não pode vir preposicionado.
Alternativa C – Incorreta – onde (usado apenas para lugares)
Alternativa D – Correta - os quais (bens ultrapassados) deveriam ceder lugar
a edificações mais arrojadas.
Alternativa E – Incorreta – aonde = a (preposição) + onde (usado apenas para
lugares)

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Gabarito: D

5) FCC/Ana RH/ALMS/2016
A forma de tratamento, o emprego de pronomes e a linguagem utilizada estão
plenamente adequados no seguinte caso:
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a) Vimos respeitosamente à presença de Vossa Excelência, chefe dos Recursos


Humanos, solicitar que se dê um jeito na situação precária em que se acham os
funcionários recém-admitidos.
b) Senhor Governador: Vossa Senhoria deveis considerar que nossas demandas
são justas, razão pela qual aqui as reexpomos.
c) Como o Senador não pode comparecer, falará em seu lugar seu assessor
imediato, que tão bem representa Sua Excelência.
d) Não é por nada não, chefia, mas bem que podias honrar-nos a todos que o
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estimamos com um atendimento mais cordial.


e) Caros deputados, se não pretendeis votar a emenda ainda hoje, tomamos a
liberdade de lembrar-lhes que a próxima semana estará tomada por outra
pauta.
Comentários:
Alternativa A – Incorreta – O pronome de tratamento “vossa excelência” é
utilizado apenas para altas autoridades, como membros dos Poderes
Judiciário, Legislativo e Executivo – ex. juízes, senadores, deputados,
governadores, Presidente da República.
Neste caso, o termo adequado seria “vossa senhoria”.
Alternativa B – Incorreta – Agora sim, utilizamos “vossa excelência” para o
tratamento com governadores.
Segue abaixo trecho do Manual de Redação da Presidência da República - MRPR
sobre o tema:
Vossa Excelência, para as seguintes autoridades:
a) do Poder Executivo:
Presidente da República;
Vice-Presidente da República;
Ministros de Estado;
Governadores e Vice-Governadores de Estado e do Distrito Federal;
Oficiais-Generais das Forças Armadas;
Embaixadores;

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Secretários-Executivos de Ministérios e demais ocupantes de cargos de natureza


especial;
Secretários de Estado dos Governos Estaduais;
Prefeitos Municipais.
b) do Poder Legislativo:
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

Deputados Federais e Senadores;


Ministro do Tribunal de Contas da União;
Deputados Estaduais e Distritais;
Conselheiros dos Tribunais de Contas Estaduais;
Presidentes das Câmaras Legislativas Municipais.
c) do Poder Judiciário:
Ministros dos Tribunais Superiores;
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Membros de Tribunais;
Juízes;
Auditores da Justiça Militar.
Alternativa C – Correta – Perfeito! Utilizamos “sua excelência” para nos
referirmos a um senador.
Quando nos dirigimos diretamente a uma autoridade, um juiz por
exemplo, devemos falar da seguinte maneira:
• Vossa Excelência chegou a alguma decisão?
Note que o verbo fica na 3ª pessoa do singular.

No entanto, quando em sua ausência, para nos referimos à mesma


autoridade, devemos falar da maneira seguinte:
• Sua Excelência chegou a alguma decisão?
O verbo permanece na 3ª pessoa do singular.
Alternativa D – Incorreta – O período está cheio de linguagem informal, podendo
ser reescrito de maneira mais adequada da seguinte maneira:
Sr. Chefe, não é por nada, mas, bem que vossa senhoria/o senhor poderia
honrar a todos que o estimamos com um atendimento mais cordial.
Alternativa E – Incorreta – Vamos reescrever o trecho de maneira mais
adequada à formalidade exigida pelo documento.
Senhores deputados, uma vez que vossas excelências não pretendem
votar a emenda ainda hoje, tomamos a liberdade de lembrar-vos que a próxima
semana estará tomada por outra pauta.

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Gabarito: C

6) FCC/Técnico/PGE MT/Técnico Administrativo/2016


Para Bauman, a livre regulação do mercado causa desigualdades e injustiças.
Bauman questiona a livre regulação do mercado, pois, segundo ele, o mercado
cria problemas, mas não consegue resolver os problemas.
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Fazendo-se as alterações necessárias, os elementos sublinhados acima foram


corretamente substituídos por um pronome em:
a) lhe questiona − os resolver
b) lhe questiona − lhes resolver
c) a questiona − resolvê-los
d) a questiona − resolver-lhes
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e) lhe questiona − resolvê-los


Comentários:
Item I – Bauman questiona o quê? A livre regulação do mercado.
Como o verbo “questionar” é transitivo direto - TD, devemos utilizar o pronome
“A”.
O pronome “lhe” é utilizado como objeto indireto.
Item II – O verbo “resolver” é TD, por isso substituímos o objeto direto “os
problemas” pelo pronome oblíquo “os”.
Como a forma verbal termina em R, devemos cortá-lo e adicionar o L ao
pronome “OS” (resolvê-los).
Gabarito: C

7) FCC/AJ/TRT 20/Judiciária/"Sem Especialidade"/2016


Atenção: Leia o texto abaixo para responder à questão.
[Civilização e sofrimento]
É uma afirmação corrente que boa parte da culpa dos sofrimentos humanos vem
do que é chamado de nossa civilização. Seríamos bem mais felizes se a
abandonássemos e retrocedêssemos a condições primitivas, satisfazendo
nossos instintos básicos. Tal asserção me parece espantosa, porque é fato
estabelecido – como quer que se defina o conceito de civilização – que tudo
aquilo com que nos protegemos da ameaça das fontes do sofrer é parte da
civilização. Como é que tantas pessoas chegaram a partilhar esse ponto de vista
de surpreendente hostilidade à civilização? Acho que uma profunda insatisfação
com o estado civilizacional existente preparou o solo no qual, em determinadas
ocasiões históricas, formou-se essa condenação.

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(Adaptado de: FREUD, Sigmund. O mal-estar na civilização. Trad. Paulo César


de Souza. São Paulo: Penguin & Companhia das Letras, 2011, p. 31)

Criamos a nossa civilização e atribuímos à nossa civilização o papel de dirimir


nossos sofrimentos, fazendo da nossa civilização uma espécie de escudo contra
o furor dos nossos instintos, para que não reconheçamos os nossos instintos
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como forças que não podem ser controladas.


Evitam-se as viciosas repetições da frase acima, substituindo-se os elementos
sublinhados, na ordem dada, por:
a) lhe atribuímos − fazendo dela − os reconheçamos
b) a atribuímos − fazendo com ela − reconheçamos-lhes
c) atribuímo-la − fazendo dela − lhes reconheçamos
d) a ela atribuímos − fazendo-a − reconheçamo-los
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e) lhe atribuímos − fazendo-lhe − os reconheçamos


Comentários:
Item I – Pela presença da crase, já podemos perceber que o verbo “atribuir” é
transitivo indireto, por isso devemos usar o pronome “lhes” (lhe atribuímos).
Item II – fazendo da nossa civilização = fazendo dela
O pronome “de” exigido pela regência do verbo deve ser preservado.
Item III – não reconheçamos os nossos instintos = não os reconheçamos
Como o termo “os nossos instintos” é um objeto direto, utilizamos o pronome
“os”.
Note a presença da palavra atrativa “não”, exigindo assim a próclise.
Gabarito: A

8) FCC/ACE/TCE-CE/Cont. Externo/Audit. Governamental/2015

Eduardo Coutinho, artista generoso


Uma das coisas mais bonitas e importantes da arte do cineasta Eduardo
Coutinho, mestre dos documentários, morto em 2014, está em sua recusa aos
paradigmas que atropelam nossa visão de mundo. Em vez de contemplar a
distância grupos, classes ou segmentos, ele vê de perto pessoa por pessoa,
surpreendendo-a, surpreendendo-se, surpreendendo-nos. Não lhe dizem nada
expressões coletivistas como “os moradores do Edifício”, os “peões de fábrica”,
“os sertanejos nordestinos”: os famigerados “tipos sociais”, usualmente
enquadrados por chavões, dão lugar ao desafio de tomar o depoimento vivo de
quem ocupa aquela quitinete, de investigar a fisionomia desse operário que está

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falando, de repercutir as palavras e os silêncios do morador de um povoado da


Paraíba.
Essa dimensão ética de discernimento e respeito pela condição singular do outro
deveria ser o primeiro passo de toda política. Nem paternalismo, nem admiração
prévia, nem sentimentalismo: Coutinho vê e ouve, sabendo ver e ouvir, para
conhecer a história de cada um como um processo sensível e inacabado, não
para ajustar ou comprovar conceitos. Sua obsessão pela cena da vida é similar
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à que tem pela arte, o que torna quase impossível, para ele, distinguir uma da
outra, opor personagem a pessoa, contrapor fato a perspectiva do fato. Fazendo
dessa obsessão um eixo de sua trajetória, Coutinho viveu como um
homem/artista crítico para quem já existe arte encarnada no corpo e suspensa
no espírito do outro: fixa a câmera, abre os olhos e os ouvidos, apresenta-se,
mostra-se, mostra-o, mostra-nos.
(Armindo Post, inédito)
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Está plenamente adequado o emprego de ambos os elementos sublinhados na


seguinte frase:
a) A perspectiva ética aonde Coutinho manifesta todo o respeito pela pessoa
que retrata é uma das características nas quais seus filmes se distinguem.
b) O paternalismo e o sentimentalismo, posições das quais muitos se agarram
para tratar o outro, não são atitudes por onde Coutinho tenha mostrado
qualquer inclinação.
c) As expressões coletivistas, com cujas Coutinho jamais se entusiasmou, são
chavões em que se deixam impressionar as pessoas de julgamento mais
apressado.
d) As pessoas por quem Coutinho se interessasse eram retratadas de modo a
ter destacados os atributos pelos quais ele se deixara atrair.
e) Os paradigmas já mecanizados, nos quais muitos se deixam nortear, não
mereciam de Coutinho nenhum crédito, pois só lhe importava a singularidade
de cuja as pessoas são portadoras.
Comentários:
Alternativa A – Incorreta – O pronome relativo “onde” deve ser utilizado apenas
para LUGARES, enquanto a preposição A também não cabe no contexto, uma
vez que o sujeito (Coutinho) manifesta na perspectiva ética todo o respeito pela
pessoa que retrata. Portanto os pronomes adequados são em que e na qual.
No segundo pronome relativo, a preposição adequada é por, uma vez que os
filmes se destacam por um motivo. Cabe nesse caso as expressões por que e
pelas quais.
A perspectiva ética em que/na qual Coutinho manifesta todo o respeito pela
pessoa que retrata é uma das características pelas quais/por que seus filmes
se distinguem.
Alternativa B – Incorreta – Houve um erro na utilização da preposição que
acompanha o pronome “quais”, porque quem se agarra, agarra-se a algo,
portanto utilizamos a que ou às quais.
O pronome relativo “onde” deve ser utilizado apenas para LUGARES.

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O paternalismo e o sentimentalismo, posições às quais/a que muitos se


agarram para tratar o outro, não são atitudes por que/pelas quais Coutinho
tenha mostrado qualquer inclinação.
Alternativa C – Incorreta – Os verbos entusiasmar e impressionar pedem a
preposição com (se impressionar com algo/ se entusiasmar com algo). O
pronome relativo “cujas” não cabe no contexto, pois ele é utilizado para indicar
posse.
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As expressões coletivistas, com que/com as quais Coutinho jamais se


entusiasmou, são chavões com que/com as quais se deixam impressionar as
pessoas de julgamento mais apressado.
Alternativa D – Correta – Tanto o verbo “interessar” como “atrair” pedem a
preposição POR (se interessar por algo/ se atrair por algo).
Alternativa E – Incorreta – A locução “se deixam nortear” pede a preposição
POR (se deixar nortear por algo).
O pronome relativo “cuja” não cabe no contexto, pois ele é utilizado para indicar
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posse. As pessoas são portadoras da singularidade e não ao contrário.


Os paradigmas já mecanizados, pelos quais/por que muitos se deixam
nortear, não mereciam de Coutinho nenhum crédito, pois só lhe importava a
singularidade de que/da qual as pessoas são portadoras.
Gabarito: D

9) FCC/TCE/TCE-CE/Controle Externo/Auditoria de Tecnologia da


Informação/2015
Atenção: A questão refere-se ao texto que segue.
Preconceitos
Preconceitos são juízos firmados por antecipação; são rótulos prontos e aceitos
para serem colados no que mal conhecemos. São valores que se adiantam e
qualificam pessoas, gestos, ideias antes de bem distinguir o que sejam. São,
nessa medida, profundamente injustos, podendo acarretar consequências
dolorosas para suas vítimas. São préjuízos. Ainda assim, é forçoso reconhecer:
dificilmente vivemos sem alimentar e externar algum preconceito.
São em geral formulados com um alcance genérico: “o povo tal não presta”,
“quem nasce ali é assim”, “música clássica é sempre chata”, “cuidado com quem
lê muito” etc. Dispensamnos de pensar, de reconhecer particularidades, de
identificar a personalidade própria de cada um. “Detesto filmes franceses”, me
disse um amigo. “Todos eles?” − perguntei, provocador. “Quem viu um já viu
todos”, arrematou ele, coroando sua forma preconceituosa de julgar.
Não confundir preconceito com gosto pessoal. É verdade que nosso gosto é
sempre seletivo, mas ele escolhe por um critério mais íntimo, difícil de explicar.
“Gosto porque gosto”, dizemos às vezes. Mas o preconceito tem raízes sociais
mais fundas: ele se dissemina pelas pessoas, se estabelece sem apelação, e
quando damos por nós estamos repetindo algo que sequer investigamos. Uma

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das funções da justiça institucionalizada é evitar os preconceitos, e o faz


julgando com critério e objetividade, por meio de leis. Adotar uma posição
racista, por exemplo, não é mais apenas preconceito: é crime. Isso significa que
passamos, felizmente, a considerar a gravidade extrema das práticas
preconceituosas.
(Bolívar Lacombe, inédito)
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Empregam-se corretamente as expressões destacadas em:


a) O crime racial constitui uma maneira de penalizar aqueles de que se deixam
levar por atitudes que rejeitam um outro a quem se é diferente.
b) As ações movidas por preconceito, aonde se observa um juízo prévio de um
indivíduo de que não se conhece muito bem, devem ser repreendidas.
c) A propagação de preconceitos, fenômeno pelo qual todos podemos ser
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responsáveis, deve ser abrandada por penalizações rigorosas, às quais os


infratores estejam sujeitos.
d) O preconceito é uma maneira com que os grupos sociais encontraram para
excluir aqueles que são considerados estranhos e de quem não se confia.
e) As leis são um meio ao qual o preconceito pode ser contido, mas não extinto,
pois ele estará presente mesmo nas culturas às quais o punem com rigor.
Comentários:
Alternativa A – Incorreta – A preposição DE colocada antes do pronome “que” é
indevida. O pronome “que” é sujeito da oração “que se deixam levar por
atitudes” e não se utiliza preposição antes de sujeito.
O crime racial constitui uma maneira de penalizar aqueles que/os quais se
deixam levar por atitudes que rejeitam um outro a quem se é diferente.
Alternativa B – Incorreta – Só utilizamos o pronome “onde” para nos referirmos
a LUGARES. A preposição DE colocada antes do pronome “que” é indevida. O
pronome “que” é sujeito da oração e não se utiliza preposição antes de sujeito.
As ações movidas por preconceito, em que/nas quais se observa um juízo
prévio de um indivíduo que não se conhece muito bem, devem ser
repreendidas.
Alternativa C – Correta
Alternativa D – Incorreta – O pronome “que” é objeto direto do verbo
“encontraram”, por isso não cabe a preposição COM. Quem confia, confia em
alguém.
O preconceito é uma maneira que os grupos sociais encontraram para excluir
aqueles que são considerados estranhos e em quem não se confia.

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Alternativa E – Incorreta – O preconceito pode ser contido PELAS leis. A


preposição A (denotada pela crase) colocada antes do pronome “as quais” é
indevida. O pronome “as quais” é sujeito da oração e não se utiliza preposição
antes de sujeito.
As leis são um meio pelo qual o preconceito pode ser contido, mas não extinto,
pois ele estará presente mesmo nas culturas as quais o punem com rigor.
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Gabarito: C

10) FCC/AP/MANAUSPREV/Administrativa/2015
Atenção: Considere o texto abaixo para responder à questão.
Numa definição solta, a floresta tropical é um tapete multicolorido, estruturado
e vivo, extremamente rico. Uma colônia extravagante de organismos que
saíram do oceano há 400 milhões de anos e vieram para a terra. Dentro das
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folhas ainda existem condições semelhantes às da primordial vida marinha.


Funciona assim como um mar suspenso, que contém uma miríade de células
vivas, muito elaborado e adaptado. Em temperatura ambiente, usando
mecanismos bioquímicos de complexidade quase inacessível, processam-se
átomos e moléculas, determinando e regulando fluxos de substâncias e
energias.
A mítica floresta amazônica vai muito além de um museu geográfico de espécies
ameaçadas e representa muito mais do que um simples depósito de carbono.
Evoluída nos últimos 50 milhões de anos, a floresta amazônica é o maior parque
tecnológico que a Terra já conheceu, porque cada organismo seu, entre trilhões,
é uma maravilha de miniaturização e automação. Qualquer apelo que se faça
pela valorização da floresta precisa recuperar esse valor intrínseco.
Cada nova iniciativa em defesa da floresta tem trilhado os mesmos caminhos e
pressionado as mesmas teclas. Neste comportamento, identificamos o que
Einstein definiu como a própria insanidade: “fazer a mesma coisa, de novo,
esperando resultados diferentes”.
Análises abrangentes mostram numerosas oportunidades para a harmonização
dos interesses da sociedade contemporânea com uma Amazônia viva e vigorosa.
Para chegarmos lá, é preciso compenetração, modéstia, dedicação e
compromisso com a vida. Com os recursos tecnológicos disponíveis, podemos
agregar inteligência à ocupação, otimizando um novo uso do solo, que abra
espaço para a reconstrução ecológica da floresta. Podemos também revelar
muitos outros segredos ainda bem guardados da resiliente biologia tropical e,
com isso, ir muito além de compreender seus mecanismos.
A maioria dos problemas atuais podem se resolver por meio dos diversos
princípios que guiam o funcionamento da natureza. Uma lista curta desses
princípios, arrolados pela escritora Janine Benyus, constata que a natureza é
propelida pela luz solar; utiliza somente a energia de que necessita; recicla

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todas as coisas; aposta na diversidade; demanda conhecimento local; limita os


excessos internamente; e aproveita o poder dos limites.
(Adaptado de: NOBRE, Antônio Donato. O Futuro Climático da Amazônia.
Disponível em: www.ccst.inpe.br)
Considere:
recuperar esse valor intrínseco
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mostram numerosas oportunidades


compreender seus mecanismos
Fazendo-se as alterações necessárias, os segmentos sublinhados acima foram
corretamente substituídos por um pronome, na ordem dada, em:
a) o recuperar − mostram-lhes − os compreender
b) lhe recuperar − as mostram − compreendê-los
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c) recuperar-lhe − mostram-nas − compreender-lhes


d) recuperá-lo − mostram-nas − compreendê-los
e) recuperá-lo − lhes mostram − lhes compreender
Comentários:
Item I – Como o verbo “recuperar” é transitivo direto, devemos utilizar o
pronome oblíquo O. Como a forma verbal termina em R, devemos cortá-lo e
adicionar o L ao pronome O (recuperá-lo).
Item II – Como o verbo “mostrar” é transitivo direto, devemos utilizar o
pronome oblíquo AS. A forma verbal “mostram” termina em som nasal, portanto
deve receber o N (mostram-nas).
Item III – O verbo “compreender” é transitivo direto, portanto devemos utilizar
o pronome oblíquo OS. Como a forma verbal termina em R, devemos cortá-lo e
adicionar o L ao pronome O (compreendê-los).
Gabarito: D

11) FCC/Analista Judiciário/TRT 16/Administrativa/2014


Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo − um fragmento
de O espírito das leis, obra clássica do filósofo francês Montesquieu, publicada
em 1748.
[Do espírito das leis]
Falta muito para que o mundo inteligente seja tão bem governado quanto o
mundo físico, pois ainda que o mundo inteligente possua também leis que por
sua natureza são invariáveis, não as segue constantemente como o mundo físico
segue as suas. A razão disso reside no fato de estarem os seres particulares

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inteligentes limitados por sua natureza e, consequentemente, sujeitos a erro;


e, por outro lado, é próprio de sua natureza agirem por si mesmos. (...)
O homem, como ser físico, tal como os outros corpos da natureza, é governado
por leis invariáveis. Como ser inteligente, viola incessantemente as leis que
Deus estabeleceu e modifica as que ele próprio estabeleceu. Tal ser poderia, a
todo instante, esquecer seu criador − Deus, pelas leis da religião, chamou-o a
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si; um tal ser poderia, a todo instante, esquecer-se de si mesmo − os filósofos


advertiram-no pelas leis da moral.
(Montesquieu − Os Pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1973, p. 33 e 34)
As leis humanas são falíveis, os homens desrespeitam as leis humanas e
destituem as leis humanas do sentido de uma profunda equidade que deveria
reger as leis humanas.
Evitam-se as viciosas repetições do período acima substituindo-se os elementos
sublinhados, na ordem dada, por:
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a) desrespeitam a elas – destituem-nas − deveria reger-lhes


b) desrespeitam-lhes − as destituem − deveria regê-las
c) desrespeitam-nas − lhes destituem − lhes deveria reger
d) lhes desrespeitam – destituem-lhes − deveria regê-las
e) desrespeitam-nas – destituem-nas − as deveria reger
Comentários:
Nessa altura do campeonato, vocês já repararam que a primeira coisa que
devemos fazer ao analisar a correção do uso do pronome oblíquo é a
transitividade do verbo.
Nesta questão, temos três verbos transitivos diretos – TD (não pedem
preposição em seu complemento). Assim já sabemos que NÃO cabem as formas
“lhe(s)” e “a ele(a)(s)” (enquanto o “a” é preposição, enquanto o “lhe” equivale
a “a ele(a)”).
Então teremos como pronomes nos três casos o pronome “as”, referindo-se ao
termo “leis humanas”.
Em relação à colocação, nas duas primeiras orações, há ênclise por ausência de
palavra atrativa, enquanto na terceira, o pronome relativo “que” atrai o
pronome “as” (próclise). Poderíamos ter também a forma “regê-las”, na terceira
oração.
Gabarito: E

12) FCC/AJ/TRT 2/Administrativa/2014


Muita gente não enfrenta uma argumentação, prefere substituir uma
argumentação pela alegação do gosto, atribuindo ao gosto o valor de um

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princípio inteiramente defensável, em vez de tomar o gosto como uma instância


caprichosa.
Evitam-se as viciosas repetições da frase acima substituindo-se os elementos
sublinhados por, respectivamente,
a) substituir-lhe – atribuindo-o - tomá-lo
b) substituí-la – atribuindo-lhe - tomá-lo
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c) substituí-la – lhe atribuindo - tomar-lhe


d) substituir a ela – atribuindo a ele – lhe tomar
e) substituir-lhe – atribuindo-lhe – tomar-lhe
Comentários:
Item I – Como o verbo “substituir” é transitivo direto, devemos utilizar o
pronome oblíquo A. Como a forma verbal termina em R, devemos cortá-lo e
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adicionar o L ao pronome O (substituí-la).


Item II – Como o verbo “sentir” é transitivo indireto, devemos utilizar o pronome
oblíquo “lhe” que equivale à expressão A ELE (atribuindo-lhe). Não cabe
próclise após vírgula.
Item III – O verbo “tomar” é transitivo direto, portanto devemos utilizar o
pronome oblíquo O. Como a forma verbal termina em R, devemos cortá-lo e
adicionar o L ao pronome O (tomá-lo).
Gabarito: B

13) CESPE/Analista/MPU/Atuarial/2015
A persecução penal se desenvolve em duas fases: uma fase administrativa, de
inquérito policial, e uma fase jurisdicional, de ação penal. Assim, nada mais é o
inquérito policial que um procedimento administrativo destinado a reunir
elementos necessários à apuração da prática de uma infração penal e de sua
autoria. Em outras palavras, o inquérito policial é um procedimento policial que
tem por finalidade construir um lastro probatório mínimo, ensejando justa causa
para que o titular da ação penal possa formar seu convencimento, a opinio
delicti, e, assim, instaurar a ação penal cabível. Nessa linha, percebe-se que o
destinatário imediato do inquérito policial é o Ministério Público, nos casos de
ação penal pública, e o ofendido, nos casos de ação penal privada.
De acordo com o conceito ora apresentado, para que o titular da ação penal
possa, enfim, ajuizá-la, é necessário que haja justa causa. A justa causa,
identificada por parte da doutrina como uma condição da ação autônoma,
consiste na obrigatoriedade de que existam prova acerca da materialidade
delitiva e, ao menos, indícios de autoria, de modo a existir fundada suspeita
acerca da prática de um fato de natureza penal. Dessa forma, é imprescindível

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que haja provas acerca da possível existência de um fato criminoso e indicações


razoáveis do sujeito que tenha sido o autor desse fato.
Evidencia-se, portanto, que é justamente na fase do inquérito policial que serão
coletadas as informações e as provas que irão formar o convencimento do titular
da ação penal, isto é, a opinio delicti. É com base nos elementos apurados no
inquérito que o promotor de justiça, convencido da existência de justa causa
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para a ação penal, oferece a denúncia, encerrando a fase administrativa da


persecução penal.
Hálinna Regina de Lira Rolim. A possibilidade de investigação do Ministério
Público na fase pré-processual penal. Artigo científico. Rio de Janeiro: Escola
de Magistratura do Estado do Rio de Janeiro, 2010, p. 4. Internet :
<www.emerj.tjrj.jus.br>. (com adaptações).
Julgue o item que se segue, a respeito das estruturas linguísticas do texto.
Em “Evidencia-se”, o pronome “se” pode, facultativa e corretamente, ser tanto
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posposto — como aí foi empregado — quanto anteposto à forma verbal — Se


evidencia.
Certo
Errado
Comentários:
Não é possível a próclise neste caso, pois trata-se de início de frase.
É absolutamente PROIBIDO iniciar períodos com pronome átono.
Gabarito: E

14) CESPE/Adm/FUB/2015
Texto III
A UnB investe em ideias e projetos comprometidos com a crítica social e
a reflexão. Muitas dessas experiências têm fomentado o debate nacional de
temas polêmicos da realidade brasileira, das quais uma foi a criação, em 2003,
de cotas no vestibular para inserir negros e indígenas na universidade e ajudar
a corrigir séculos de exclusão racial. A medida foi polêmica, mas a UnB — a
primeira universidade federal a adotar o sistema — buscou assumir seu papel
na luta por um projeto de combate ao racismo e à exclusão.
Outra inovação é o Programa de Avaliação Seriada (PAS), criado como
alternativa ao vestibular, em que candidatos são avaliados em provas aplicadas
ao término de cada uma das séries do ensino médio. A intenção é a de estimular
as escolas a preparar melhor o aluno, com conteúdos mais densos desde o
primeiro ano do ensino médio.
Em treze anos de criação, mais de oitenta mil estudantes participaram
desse processo seletivo, dos quais 13.402 tornaram-se calouros da UnB.

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Internet: < www.unb.br> (com adaptações).

Julgue o item que se segue com relação às ideias e estruturas linguísticas do


texto III.
Na linha 9, o pronome relativo “que” refere-se a “vestibular”.
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Certo
Errado
Comentários:
Nesse tipo de questão, onde se pede para identificarmos o REFERENTE – termo
a que se refere o pronome – é importante observarmos, ao menos, o período
desde o início. Em alguns casos, teremos que o buscar em períodos anteriores.
Então vamos lá!
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“Outra inovação é o Programa de Avaliação Seriada (PAS), criado como


alternativa ao vestibular, em que candidatos são avaliados são avaliados em
provas aplicadas ao término de cada uma das séries do ensino médio.”
Observe que, tanto no vestibular quanto no PAS, o aluno é avaliado, no entanto,
apenas neste, a avaliação ocorre ao final de cada uma das séries.
Gabarito: Errado

15) CESPE/AJ/TJ-DFT/Apoio Especializado/Análise de


Sistemas/2015
O Programa de Responsabilidade Socioambiental Viver Direito do TJDFT foi
instituído por meio da Portaria GPR n.º 1.313/2012. As bases do Programa Viver
Direito, seus objetivos e sua meta permanente são apresentados,
respectivamente, nos artigos 1.º, 2.º e 3.º da referida portaria, os quais são
transcritos abaixo:
Art. 1.º Reeditar o Programa de Responsabilidade Socioambiental do TJDFT
Viver Direito, cuja base é a Agenda Socioambiental do TJDFT que, em
permanente revisão, estabelece novas ações sociais e ambientais e as integra
às existentes no âmbito do Poder Judiciário do Distrito Federal e Territórios,
visando à preservação e à recuperação do meio ambiente, por meio de ações
sociais sustentáveis, a fim de torná-lo e mantê-lo ambientalmente correto,
socialmente justo e economicamente viável.
Art. 2.º O Programa de Responsabilidade Socioambiental Viver Direito objetiva
indicar e programar ações bem como sensibilizar os públicos interno e externo
quanto ao exercício dos direitos sociais, à gestão adequada dos resíduos
gerados pelo órgão, ao combate a todas as formas de desperdício dos recursos
naturais e à inclusão de critérios socioambientais nos investimentos, nas
construções, nas compras e nas contratações de serviços da instituição.

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Art. 3.º Define-se como meta permanente do Viver Direito a gestão


ambientalmente saudável, caracterizada pela adoção de práticas
ecologicamente eficientes, que visem poupar matéria-prima, água e energia,
bem como enfatizem a reciclagem de resíduos e a promoção da cidadania e da
paz social, com base no desenvolvimento do ser humano e na preservação da
vida.
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

Internet: <www.tjdft.jus.br> (com adaptações).

A respeito das estruturas linguísticas do texto precedente, julgue o item


subsequente.
O deslocamento da partícula “se”, em “Define-se”, para o início do período —
escrevendo-se Se define — prejudicaria a correção gramatical do texto.
Certo
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Errado
Comentários:
É absolutamente PROIBIDO iniciar períodos com pronome átono.
Gabarito: Certo

16) CESPE/AL/CAM DEP/Consultor de Orçamento e Fiscalização


Financeira/2014
À primeira vista, o Plano Piloto de Brasília parece uma repetição de construções.
As quadras, distribuídas simetricamente pelas asas, têm prédios com plantas
semelhantes, que se repetem a cada quadradinho, muitas vezes até localizados
de forma análoga. Dentro dos apartamentos, entretanto, esconde-se o estilo de
cada morador, que se revela não apenas em detalhes decorativos, mas em
modificações nas plantas e na função dos cômodos. Para desvendar como os
brasilienses ocupam e reinventam seus lares, a pesquisadora Franciney França
decidiu analisar 168 plantas de apartamentos em sua tese de doutorado. “Quem
olha para o Plano Piloto, que impressão tem? Que as quadras são iguais e que
sempre têm o mesmo padrão arquitetônico. E aí pensa que as pessoas moram
do mesmo jeito. Mostrei que não é bem assim”, conta. A pesquisadora dividiu
as “indisciplinas arquitetônicas” praticadas pelos brasilienses entre leves e
pesadas. As leves são as que mudam a destinação dos espaços. É aquele
quartinho de empregada que acaba virando um escritório, ou um quarto que
vira sala de televisão. Já as indisciplinas pesadas são as que implicam mudanças
geométricas e configuracionais das plantas. São aquelas reformas que resultam
em quebra de paredes, ou que transformam três quartos pequenos em dois
maiores, ou as que agregam a cozinha à sala.
Juliana Braga. A casa de cada um. In: Revista Darcy, ago.set./ 2011 (com
adaptações).

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No que se refere aos aspectos linguísticos do texto acima, julgue o item a seguir.
Nas estruturas “que se repetem” e “que se revela”, o pronome “se” poderia ser
deslocado, sem prejuízo da correção gramatical do texto, para imediatamente
após as formas verbais “repetem” e “revela” — que repetem-se e que revela-
se, respectivamente.
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Certo
Errado
Comentários:
Em ambos os casos há presença de palavra atrativa, o pronome relativo QUE,
por isso a próclise é obrigatória.
Palavras de ATRAÇÃO (invariáveis): advérbios, pronomes indefinidos,
pronomes relativos, conjunções subordinativas, palavra "só", palavras
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negativas.
Gabarito: Errado

17) CESPE/AnaTA/SUFRAMA/Geral/2014
O primeiro europeu a pisar as terras amazônicas, o espanhol Vicente Pinzon
(janeiro de 1500), percorreu a foz do Amazonas, conheceu a ilha de Marajó e
surpreendeu-se em ver que essa era uma das regiões mais intensamente
povoadas do mundo então conhecido. Ficou perplexo vendo a pororoca e
maravilhado com as águas doces do mais extenso e mais volumoso rio do
mundo. Foi bem acolhido pelos índios da região. No entanto, apesar de
fantástica, sua viagem marcou o primeiro choque cultural e o primeiro ato de
violência contra os povos da Amazônia: Pinzon aprisionou índios e os levou
consigo para vender como escravos na Europa.
A viagem de Orellana (1549) instaura o momento fundador dos primeiros mitos,
como o das amazonas — índias guerreiras, bravas habitantes de uma aldeia
sem homens. Outros viajantes, aventureiros e exploradores que procuravam
riquezas espalharam mundo afora mitos e fantasias. De todos, o mito mais
persistente parece ter sido sempre o da superabundância e da resistência da
natureza da região: florestas com árvores altíssimas que penetravam nas
nuvens; frutos e flores de cores e sabores indescritíveis; rios largos a se
perderem no horizonte (povoados de monstros engolidores de navios nas noites
escuras); animais estranhos e abundantes por todo o chão; pássaros cobrindo
o céu e colorindo-o em nuvens de penas e plumas de todas as cores.
Violeta Refkalefsky Loureiro. Amazônia: uma história de perdas e danos, um
futuro a (re)construir. Estudav. [online]. 2002, vol. 16, n.º 45, p. 10721 (com
adaptações).

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No que se refere a elementos textuais e linguísticos do texto acima, julgue o


item seguinte.
O pronome “os”, em “os levou consigo”, poderia ser corretamente substituído
por lhes.
Certo
Errado
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Comentários:
“Pinzon aprisionou índios e os levou consigo” (levou quem? os índios)
Enquanto o pronome OS é utilizado como objeto direto, o pronome LHES é
utilizado com a função de objeto indireto. Portanto, um não serve para
substituir o outro, visto que possuem funções distintas.
Gabarito: Errado
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18) CESPE/Agente Administrativo/MTE/2014


Durante os primeiros minutos, Honório não pensou nada; foi andando, andando,
andando, até o Largo da Carioca. No Largo parou alguns instantes, enfiou depois
pela Rua da Carioca, mas voltou logo, e entrou na Rua Uruguaiana. Sem saber
como, achou-se daí a pouco no Largo de S. Francisco de Paula; e ainda, sem
saber como, entrou em um Café. Pediu alguma cousa e encostou-se à parede,
olhando para fora. Tinha medo de abrir a carteira; podia não achar nada, apenas
papéis e sem valor para ele. Ao mesmo tempo, e esta era a causa principal das
reflexões, a consciência perguntava-lhe se podia utilizar-se do dinheiro que
achasse. Não lhe perguntava com o ar de quem não sabe, mas antes com uma
expressão irônica e de censura. Podia lançar mão do dinheiro, e ir pagar com
ele a dívida? Eis o ponto. A consciência acabou por lhe dizer que não podia, que
devia levar a carteira à polícia, ou anunciá-la; mas tão depressa acabava de lhe
dizer isto, vinham os apuros da ocasião, e puxavam por ele, e convidavam-no
a ir pagar a cocheira. Chegavam mesmo a dizer-lhe que, se fosse ele que a
tivesse perdido, ninguém iria entregar-lha; insinuação que lhe deu ânimo.
Machado de Assis. A carteira. In: Obra completa de Machado de Assis, vol. II.
Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994
Julgue o item subsequente, referente às ideias e às estruturas linguísticas do
texto acima.
Na linha 12, a forma pronominal “la”, em “anunciá-la”, refere-se a “polícia”.
Certo
Errado
Comentários:

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Lendo o parágrafo do texto com atenção, vemos que a forma pronominal “LA”
refere-se ao termo “carteira”.
“A consciência acabou por lhe dizer que não podia, que devia levar a carteira
à polícia, ou anunciá-la.” (anunciar o quê?? a carteira)
Gabarito: E
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19) CESPE/AA/ICMBio/2014
Construímos coisas o tempo todo, mas como saberemos quanto tempo vão
durar? Se construirmos depósitos para resíduos nucleares, precisaremos ter
certeza de que os contêineres vão resistir até que o material dentro deles não
mais seja perigoso. E, se não quisermos encher o planeta de lixo, é bom
sabermos quanto tempo leva para que plásticos e outros materiais se
decomponham. A única forma de termos certeza é submetendo esses materiais
a testes de estresse por cerca de 100 mil anos para ver como reagem. Então,
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poderíamos aprender a construir coisas que realmente duram — ou que se


decompõem de uma forma “verde”. Experimentos submeteriam materiais ao
desgaste e a ataques químicos, como variações de alcalinidade, e, ainda,
alterariam a temperatura ambiente para simular os ciclos de dia e noite e das
estações. Com as técnicas de simulação em laboratórios de que dispomos
atualmente, por exemplo, não se pode prever como será o desempenho da
bateria de um carro elétrico nos próximos quinze anos. As simulações de
computador podem, por fim, tornar-se sofisticadas a ponto de substituir
experimentos de longo prazo. Enquanto isso, no entanto, precisamos adotar
cautela extra ao construirmos coisas que precisam durar.
Kristin Persson. Como os materiais se decompõem? In: Scientific American
Brasil, s/d, 2013 (com adaptações).

Acerca de aspectos estruturais do texto acima e das ideias nele contidas, julgue
o item a seguir.
Em “se decompõem” e “se pode”, o pronome “se” poderia ser posposto à forma
verbal — decompõem-se e pode-se —, sem prejuízo para a correção
gramatical do texto.
Certo
Errado
Comentários:
Em ambos os casos há presença de palavra atrativa, o pronome relativo QUE
e o advérbio NÃO – respectivamente, por isso a próclise é obrigatória.
Palavras de ATRAÇÃO (invariáveis): advérbios, pronomes indefinidos,
pronomes relativos, conjunções subordinativas, palavra "só", palavras
negativas.

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Gabarito: Errado

20) CESPE/Cont/MTE/2014
Saiu finalmente a conta da contribuição da nova classe média brasileira
— aquela que, na última década, ascendeu ao mercado de consumo, como uma
avalanche de quase 110 milhões de cidadãos. Uma pesquisa do Serasa Experian
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mostrou que o pelotão formado por essa turma, que se convencionou chamar
de classe C, estaria no grupo das 20 maiores nações no consumo mundial, caso
fosse classificado como um país. Juntos, os milhares de neocompradores
movimentam quase R$ 1,2 trilhão ao ano. Isso é mais do que consome a
população inteira de uma Holanda ou uma Suíça, para ficar em exemplos do
primeiro mundo. Não por menos, tal massa de compradores se converteu na
locomotiva da economia brasileira e em alvo preferido das empresas. Com mais
crédito e programas sociais, em especial o Bolsa Família, os emergentes daqui
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saíram às lojas e estão gradativamente se tornando mais e mais criteriosos em


suas aquisições.
Carlos José Marques. A classe C é G20. Internet: <www.istoedinheiro.com.br>
(com adaptações).

No que se refere aos aspectos linguísticos e às ideias do texto acima, julgue o


próximo item.
Na linha 09, o pronome “se” poderia ser deslocado para imediatamente após a
forma verbal “converteu”, escrevendo-se converteu-se, sem prejuízo da
correção gramatical do texto.
Certo
Errado
Comentários:
Como não há palavra atrativa, o pronome poderá ser deslocado para depois
do verbo (ênclise), sendo esta, inclusive, a forma mais recomendável em uma
linguagem formal.
Gabarito: Certo

21) CESPE/Tec./MPU/Administração/2013
Dependerá da adesão dos demais ministros o êxito de um apelo feito pelo
presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), para que seja extinta a prática
de esconder os nomes de investigados em inquéritos criminais na mais alta corte
do país. Ele defende que o STF deve livrar-se do costume de manter identidades
em segredo, ou estará contrariando todos os esforços em busca de maior
transparência. Enfatiza o ministro que o bom senso recomenda a mudança,

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mesmo que alguns dos integrantes do Supremo defendam a manutenção do


procedimento adotado em 2010.
É ultrapassado o entendimento de que, ao não identificar os investigados, o STF
estaria protegendo pessoas que, no desfecho dos processos, poderiam vir a ser
absolvidas ou ter seus casos arquivados. Por essa norma, os investigados são
identificados apenas pelas iniciais, como se o STF estivesse, de alguma forma,
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resguardando acusados de algum delito. Assegura o presidente que a presunção


de inocência não justifica o que define como “opacidade que prevalece no
âmbito dos processos criminais no Supremo”.
Reverter essa restrição significa, segundo a argumentação do ministro, ser
transparente não só para a justiça, mas também para toda a sociedade.
Zero Hora, 8/4/2013.
Com base na leitura do texto acima, julgue o item a seguir.
No trecho “justifica o que define”, o pronome “o” poderia ser corretamente
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substituído por aquilo.


Certo
Errado
Comentários:
Esse é um exemplo do emprego do “O” como pronome demonstrativo.
A maneira de o identificarmos é, justamente, fazendo a troca da palavra “O”
pela palavra “aquilo”, devendo, o sentido da oração manter-se inalterado.
Gabarito: C

22) CESPE/PRF/PRF/2013
Todos nós, homens e mulheres, adultos e jovens, passamos boa parte da
vida tendo de optar entre o certo e o errado, entre o bem e o mal. Na realidade,
entre o que consideramos bem e o que consideramos mal. Apesar da longa
permanência da questão, o que se considera certo e o que se considera errado
muda ao longo da história e ao redor do globo terrestre.
Ainda hoje, em certos lugares, a previsão da pena de morte autoriza o
Estado a matar em nome da justiça. Em outras sociedades, o direito à vida é
inviolável e nem o Estado nem ninguém tem o direito de tirar a vida alheia.
Tempos atrás era tido como legítimo espancarem-se mulheres e crianças,
escravizarem-se povos. Hoje em dia, embora ainda se saiba de casos de
espancamento de mulheres e crianças, de trabalho escravo, esses
comportamentos são publicamente condenados na maior parte do mundo.
Mas a opção entre o certo e o errado não se coloca apenas na esfera de
temas polêmicos que atraem os holofotes da mídia. Muitas e muitas vezes é na

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solidão da consciência de cada um de nós, homens e mulheres, pequenos e


grandes, que certo e errado se enfrentam.
E a ética é o domínio desse enfrentamento.
Marisa Lajolo. Entre o bem e o mal. In: Histórias sobre a ética. 5.ª ed. São
Paulo: Ática, 2008 (com adaptações).
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A partir das ideias e das estruturas linguísticas do texto acima, julgue o item
que se segue.
Devido à presença do advérbio “apenas”, o pronome “se” poderia ser deslocado
para imediatamente após a forma verbal “coloca”, da seguinte forma: coloca-
se.
Certo
Errado
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Comentários:
“o errado não se coloca apenas na esfera de temas polêmicos”
No trecho acima, temos a presença da palavra atrativa “não”, que além de
advérbio, é uma palavra de negação, a qual atrai o pronome para a posição
de próclise.
As palavras atrativas “atraem” o pronome apenas para a posição de
PRÓCLISE.
Palavras de ATRAÇÃO (invariáveis): advérbios, pronomes indefinidos,
pronomes relativos, conjunções subordinativas, palavra "só", palavras
negativas.
Gabarito: Errado

23) CESPE/Esc Pol/PC-DF/2013


A democracia há muito deixou de dizer respeito às regras do jogo político
para se transformar na força viva de construção de um mundo vasto e
diferenciado, apto a conjugar tempos passados e futuros, afinidades e
diferenças, meios sociais imprescindíveis ao desenvolvimento da autenticidade
e da individualidade de cada pessoa. O espírito democrático desenvolve-se na
diversidade e estabelece o diálogo na pluralidade. Diversidade é a semente
inesgotável da autenticidade e da individualidade humana, que se expressam
na subjetividade da liberdade pessoal. Mas a condição de ser livre, ou seja, de
desenvolver a autenticidade e a individualidade, pressupõe o contexto da
diversidade, somente atingível, em termos políticos, no âmbito do espírito
democrático, círculo que demonstra a intimidade e interdependência entre
democracia e liberdades fundamentais. A liberdade deve ser entendida em duplo
sentido: como o respeito e a aceitação das diferenças individuais e coletivas e

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como dever de solidariedade e compromisso com as condições para a liberdade


de todos, o que implica a garantia do direito à não discriminação e do direito a
políticas afirmativas, como formas de manifestação do direito à diversidade, que
representam novos padrões de proteção jurídica, ensejadores da acessibilidade
às condições materiais, sociais, culturais e intelectivas, imprescindíveis à
autodeterminação individual, denominadas direitos de acessibilidade, requisito
primeiro para o pleno exercício das liberdades de escolhas.
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Idem, p. 97 (com adaptações).

Julgue o item que se segue, relativo às ideias e estruturas linguísticas do texto


acima.
No trecho “que se expressam na subjetividade da liberdade pessoal”, o emprego
do pronome átono “se” após a forma verbal — expressam-se — prejudicaria a
correção gramatical do texto, dada a presença de fator de próclise na estrutura
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apresentada.
Certo
Errado
Comentários:
No trecho acima, temos a presença do pronome relativo QUE, atraindo o
pronome SE obrigatoriamente para a próclise.
Palavras de ATRAÇÃO (invariáveis): advérbios, pronomes indefinidos,
pronomes relativos, conjunções subordinativas, palavra "só", palavras
negativas.
Gabarito: Certo

24) CESPE/AnaTA/MJ/2013
Marilena Chaui, filósofa brasileira, afirma que, para a classe dominante brasileira
(os “liberais”), democracia é o regime da lei e da ordem. Para a filósofa, no
entanto, a democracia é “o único regime político no qual os conflitos são
considerados o princípio mesmo de seu funcionamento”: impedir a expressão
dos conflitos sociais seria destruir a democracia. O filósofo francês Jacques
Rancière critica a ideia de democracia que tem estruturado nossa vida social —
regida por uma ordem policial, segundo ele —, devido ao fato de ela se
distanciar do que seria sua razão de ser: a instituição da política. Estamos
acomodados por acreditar que a política é isso que está aí: variadas formas de
acordo social a partir das disputas entre interesses, resolvidas por um conjunto
de ações e normas institucionais. Essa ideia empobrecida do que seja
a política está, para o autor, mais próxima da ideia de polícia, já que diz respeito
ao controle e à vigilância dos comportamentos humanos e à sua distribuição nas
diferentes porções do território, cumprindo funções consideradas mais ou

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menos adequadas à ordem vigente. Estamos geralmente tão hipnotizados pela


“necessidade de um compromisso para se alcançar o bem comum” e pela
opinião de que “as instituições sociais já estão fazendo todo o possível para
isso”, que não conseguimos perceber nossa contribuição na legitimação dessa
política policial que administra alguns corpos e torna invisíveis outros.
O conceito de política trabalhado pelo autor traz como princípio a igualdade.
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Uma igualdade que não está lá como sonho a ser alcançado um dia, mas que é
uma potencialidade que “só ganha realidade se é atualizada no aqui e agora”. E
essa atualização se dá por ações que irão construir a possibilidade de os “não
contados” serem levados em conta, serem considerados nesse princípio básico
e radical de igualdade. Para além dos movimentos sociais, existem os ainda-
sem-nome e ainda-sem-movimento. Diz o autor que a política é a reivindicação
da parte daqueles que não têm parte; política se faz reivindicando “o que não é
nosso” pelo sistema de direitos dominantes, criando, assim, um campo de
contestação. Em uma sociedade em que os que não têm parte são a maior parte,
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é preciso fazer política.


Marco Antonio Sampaio Malagodi. Geografias do dissenso: sobre conflitos,
justiça ambiental e cartografia social no Brasil. In: Espaço e economia: Revista
Brasileira de Geografia Econômica. jan./2012. Internet:
<http://espacoeconomia.revues.org/136> (com adaptações).

Julgue o item que se segue, acerca das estruturas linguísticas do texto.


A correção do texto seria mantida caso o pronome “se”, em vez de anteceder,
passasse a ocupar a posição imediatamente posterior ao verbo: devido ao fato
de ela distanciar-se.
Certo
Errado
Comentários:
Uma vez que não temos palavra de atração, a ênclise é a posição mais
recomendada para o pronome oblíquo átono.
Gabarito: Certo

25) FGV/TJ Aux/TJ SC/2015


"Naquela época, essas classes dos feios, dos negros e dos homossexuais, elas
não se ofendiam. Elas sabiam que não era para atingir, para sacanear",
desabafa.
A justificativa das formas dos demonstrativos sublinhados é, respectivamente:
a) tempo distante / referência a termos citados anteriormente;
b) lugar afastado / referência a algo próximo ao enunciador;

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c) referência a um elemento mais afastado no contexto / referência pejorativa;


d) referência a um termo próximo do leitor / tempo distante;
e) tempo longínquo / referência pejorativa.
Comentários:
QUANDO USAR...
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ANTES de
enunciar algo OU
objeto está PERTO momento ou local
ESTE(A)(S)
de quem FALA PRESENTE para citar o
TERMO MAIS
PRÓXIMO entre
dois já citados

momento
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objeto está PERTO algo DEPOIS de


ESSE(A)(S) PASSADO
de quem OUVE mencionado
PRÓXIMO

para citar o
objeto está LONGE momento PRIMEIRO
AQUELE(A)(S)
de quem FALA e de PASSADO TERMO entre dois
quem OUVE DISTANTE já citados

“naquela época” – indica tempo distante


“essas classes” - indica referência a termos citados anteriormente
Gabarito: A

26) FGV/ADP/DPE RO/Analista Contábil/2015


TEXTO 1 – O mito da maioridade penal
Marcelo Freixo, O Globo, 02/04/2015
“Quando falo sobre redução da maioridade penal, costumo dizer que a sociedade
precisa decidir em que banco quer ver a juventude. Se no banco da escola ou
no banco dos réus. Anteontem, o Congresso Nacional sinalizou que prefere a
segunda opção. A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados
aprovou a constitucionalidade da PEC que reduz a maioridade penal de 18 para
16 anos”.
“Se no banco da escola ou no banco dos réus. Anteontem, o Congresso Nacional
sinalizou que prefere a segunda opção”.
A forma correta dos demonstrativos na substituição do termo sublinhado é:
a) esse/àquele;

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b) este/àquele;
c) aquele a esse;
d) aquele a este;
e) esse a este.
Comentários:
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QUANDO USAR...

ANTES de
enunciar algo OU
objeto está PERTO momento ou local
ESTE(A)(S) de quem FALA PRESENTE para citar o
TERMO MAIS
PRÓXIMO entre
dois já citados
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momento
objeto está PERTO algo DEPOIS de
ESSE(A)(S) PASSADO
de quem OUVE mencionado
PRÓXIMO

para citar o
momento
objeto está LONGE PRIMEIRO
AQUELE(A)(S) PASSADO
de quem FALA e TERMO entre dois
DISTANTE
de quem OUVE já citados

“Se no banco da escola ou no banco dos réus. Anteontem, o Congresso


Nacional sinalizou que prefere ESTE a AQUELE”.”
este – termo mais próximo (banco de réus)
aquele – termo mais longe (banco da escola)
Gabarito: B

27) FGV/AL/CM Caruaru/Administração/2015


Em relação ao emprego tradicional dos pronomes pessoais, assinale a opção
que indica a frase que está totalmente correta.
a) Essas roupas estão aí para mim levar para casa.
b) Entre mim e minha namorada não há problemas.
c) Observei eles da janela de meu quarto.
d) Todos saíram com nós depois de meia hora.
e) Ao mar, foi-lhe jogado o corpo do marinheiro.
Comentários:

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Alternativa A – Incorreta – O pronome “mim” é oblíquo, por isso não serve


para ser sujeito da oração, a forma correta é: … não serve para EU levar...
Alternativa B – Correta – A expressão “entre mim e minha namorada”
complementa a palavra problema, sendo correta a utilização do oblíquo “mim”.
Alternativa C – Incorreta – A oração deveria ser escrita com o pronome oblíquo
OS, pois este é próprio para complementos verbais diretos: observei-os da
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janela...
Alternativa D – Incorreta – O pronome conosco deveria ter sido utilizado na
oração a fim de designar companhia: todos saíram conosco...
Alternativa E – Incorreta – Entendemos que neste caso não cabe a utilização de
objeto indireto pleonástico. VEREMOS ESTE ASSUNTO DETALHADAMENTE NA
AULA DE FUNÇÃO SINTÁTICA.
Gabarito: B
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28) FGV/AL/CM Caruaru/Administração/2015


Assinale a opção que indica a frase em que o emprego da forma “mim” contraria
a norma culta da língua.
a) Para mim, assistir às aulas é questão de princípio.
b) Tudo foi feito em segredo, entre mim e a empresa.
c) A mim, ninguém me engana.
d) Tinham receio de mim, após a festa, nunca mais voltar.
e) Desmaiei e demorei a voltar a mim.
Comentários:
Alternativa A – Correta – Os pronomes oblíquos não servem como sujeitos e
sim como complementos de verbos e nomes. Os pronomes pessoais retos é
que fazem o papel de sujeito nas orações. A utilização de “para mim” está
correta, pois tem função de complemento.
Alternativa B – Correta – Ok, pois “entre mim e a empresa” tem função de
complemento.
Alternativa C – Correta – O termo “a mim” é objeto indireto pleonástico.
CALMA, VAMOS VER ESTE ASSUNTO DETALHADAMENTE NA AULA DE FUNÇÃO
SINTÁTICA.
Alternativa D – Incorreta - Tinham receio de EU, após a festa, nunca mais voltar.
A frase intercalada disfarça a presença do verbo “voltar”, portanto o pronome
oblíquo “mim” está inadequado, uma vez que não pode ser o sujeito da oração.
Alternativa E – Correta – O termo “a mim” é complemento verbal de “voltar”
(voltar a quê?)

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Gabarito: D

29) FGV/TL/CM Caruaru/2015


Leia o texto a seguir e responda à questão.
A epidemia de dengue neste ano no Estado de São Paulo tem provocado, em
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média, mais de uma morte por dia.


Desde o início do ano, já são ao menos 122 óbitos, segundo levantamento da
Folha de São Paulo em 60 dos 645 municípios paulistas. Esse é o maior número
em quatro anos e um dos mais altos da série histórica do Ministério da Saúde.
O pico da doença, no entanto, ainda não chegou. Isso deve ocorrer entre o fim
de abril e o começo de maio, devido ao comportamento do clima e à
sazonalidade do mosquito transmissor.
(Luiz Carlos Murauskas. Folhapress)
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O texto emprega algumas formas de pronomes demonstrativos: “A epidemia de


dengue neste (1) ano no Estado de São Paulo”; “Esse (2) é o maior número em
quatro anos” e “Isso (3) deve ocorrer entre o fim de abril e o começo de maio”.
Sobre as ocorrências numeradas desses pronomes, assinale a afirmativa
correta.
a) As ocorrências (1) e (3) se justificam pela relação com o tempo presente.
b) A ocorrência (2) se justifica por se referir a um termo anteriormente citado.
c) A ocorrência (1) se justifica pela referência a um termo futuro.
d) A ocorrência (3) se justifica pela referência a um termo anterior mais
distante.
e) As ocorrências (2) e (3) se justificam por se referirem a termos futuros.
Comentários:
Item 1 – Refere-se ao tempo PRESENTE, pois trata-se do ano em andamento
no momento da fala.
Item 2 – Refere-se a algo ANTERIORMENTE MENCIONADO no texto.
Item 3 – Refere-se a algo ANTERIORMENTE MENCIONADO no texto.
Gabarito: B

30) FGV/Ana/TJ SC/Administrativo/2015


“Ao se apresentarem os projetos, chegou-se à seguinte conclusão: pôr em
discussão esses projetos com outros menos caros equivaleria a julgar melhor o
valor desses projetos, em vista do princípio geral que vem julgando os mesmos
projetos”.

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Transcrevendo o texto, substituindo as expressões sublinhadas por pronomes


pessoais que lhes sejam correspondentes e efetuando as alterações necessárias,
as formas adequadas seriam, respectivamente:
a) pô-los / julgar-lhes / os vem julgando;
b) por-los / julgá-los / vem julgando-os;
c) pô-los / julgar melhor o seu valor / vem-nos julgando;
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d) por em discussão eles / julgar-lhes / os vem julgando;


e) por-los / julgar o seu melhor valor / vem julgando-os.
Comentários:
Item 1 - POR + OS = PÔ-LOS (corta-se o S e acentua-se a palavra oxítona
terminada em O)
Item 2 - Neste caso, o pronome oblíquo irá substituir o termo “desses projetos”.
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O pronome adequado para tal substituição é o LHES, pois este também é


utilizado para designar a POSSE de algo, que é o caso. Assim a forma correta
é: julgar-lhes o melhor valor = julgar o melhor valor desses projetos = julgar
o melhor valor DELES
Item 3 - JULGANDO + OS = JULGANDO-OS (apenas acrescenta-se o L quando
a forma verbal é terminada em R, S e Z).
Neste caso o pronome relativo “QUE” atrai o pronome “OS” para a posição de
PRÓCLISE.
Gabarito: A

31) FGV/AB/BNB/2014
Observe a charge a seguir.

Se colocarmos o pronome oblíquo “o” após a forma do verbo “empobrecem”, a


forma correta da frase seria:
a) empobrecem-o;
b) empobrecem-no;

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c) empobrecem-lo;
d) empobrece-no;
e) empobrece-lo.
Comentários:
Em formas verbais terminadas sons nasais AM, EM, ÃO, ÕE acrescentamos a
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consoante N antes de o(s), (a)(s).


Exemplo:
• Enrolavam o novelo. / Enrolavam-no.
Portanto, apenas acrescentamos a consoante N antes do pronome “O”.
• empobrecem-no
Gabarito: B
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32) FGV/TNS/Assembléia Legislativa BA/Redação e Revisão


Legislativa/Letras/2014
Assinale a opção em que a reescritura da frase inicial está correta.
a) Tu sempre pões o prato sobre a mesa. / Tu sempre põe‐no sobre a mesa.
b) Amemos a nós como aos demais. / Amemos‐nos como aos demais.
c) Respondi aos inquisidores rapidamente. / Respondi‐os rapidamente.
d) Carta de quem quer muito a você. / Carta de quem lhe quer muito.
e) Eu respondi à carta ontem. / Eu lhe respondi ontem.
Comentários:
Alternativa A – Incorreta – Erro de colocação pronominal. A palavra “sempre”
é advérbio, por isso atrai o pronome, devendo ocorrer a ênclise (“Tu sempre o
pões na mesa”).
Palavras atrativas: advérbios, palavras negativas, pronomes indefinidos
e relativos, conjunções subordinativas.
Alternativa B - Incorreta – Quase correto! Faltou apenas o corte do “S”
(amemo-nos). A ênclise é obrigatória, pois é início de frase e o pronome
“nos” está adequado, porque é equivalente ao termo “a nós”, que complementa
o verbo transitivo indireto - TI.
Alternativa C - Incorreta – Aqui, houve erro de pronome, pois o verbo é TI nesse
caso, cabendo assim o pronome “lhes” (substitui aos inquisidores). Novamente,
só pode ser ênclise pois inicia a frase.
Alternativa D - Correta – Perfeito. O pronome “lhes” substitui “a você”,
adequadamente. A próclise também está correta devido ao pronome “quem”
Alternativa E - Incorreta – Apesar de soar estranho, a forma correta seria a

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ênclise, pois não há palavra atrativa (Eu respondi-lhe ontem).


Gabarito: D

33) FGV/AB/BNB/2014
SEM SOLUÇÃO
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Carlos Heitor Cony - Folha de São Paulo


Foi melancólico o 1º de Maio deste ano. Não tivemos a tragédia do Riocentro,
que até hoje não foi bem explicada e, para todos os efeitos, marcou o início do
fim da ditadura militar.
Tampouco ressuscitamos o entusiasmo das festividades, os desfiles e a
tradicional arenga de um ditador que, durante anos, começava seus discursos
com o famoso mantra: "Trabalhadores do Brasil".
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De qualquer forma, era um pretexto para os governos de plantão forçarem um


clima de conciliação nacional, o salário mínimo era aumentado e, nos teatros da
praça Tiradentes, havia sempre uma apoteose patriótica com os grandes nomes
do rebolado agitando bandeirinhas nacionais. Nos rádios, a trilha musical era
dos brados e hinos militares, na base do "avante camaradas".
Este ano, a tônica foram as vaias que os camaradas deram às autoridades
federais, estaduais e municipais. Com os suculentos escândalos (mensalão,
Petrobrás e outros menos votados), as manifestações contra os 12 anos de PT,
que começaram no ano passado, só não tiveram maior destaque porque a mídia
deu preferência mais que merecida aos 20 anos da morte do nosso maior ídolo
esportivo.
Depois de Ayrton Senna, o prestígio de nossas cores está em baixa, a menos
que Paulo Coelho ganhe antecipadamente o Nobel de Literatura e Roberto Carlos
dê um show no Teatro alla Scala, em Milão, ou no Covent Garden, em Londres.
Sim, teremos uma Copa do Mundo para exorcizar o gol de Alcides Gighia, na
Copa de 1950, mas há presságios sinistros de grandes manifestações contra o
governo e a FIFA, que de repente tornou-se a besta negra da nossa soberania.
A única solução para tantos infortúnios seria convidar o papa Francisco para
apitar a final do Mundial, desde que Sua Santidade não roube a favor da
Argentina.
“A única solução para tantos infortúnios seria convidar o papa Francisco para
apitar a final do Mundial, desde que Sua Santidade não roube...”; se, em lugar
de “o papa Francisco” estivesse “o rei da Espanha”, a forma “Sua Santidade”
deveria ser substituída adequadamente por:
a) Vossa Excelência;
b) Vossa Majestade;
c) Vossa Senhoria;

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d) Sua Excelência;
e) Sua Majestade.
Comentários:
Quando nos dirigimos diretamente a uma autoridade, um juiz por
exemplo, devemos falar da seguinte maneira:
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• Vossa Excelência chegou a alguma decisão? (note que o verbo fica


na 3ª pessoa)

No entanto, quando em sua ausência, nos referimos à mesma


autoridade, devemos escrever da maneira seguinte:

• Sua Excelência chegou a alguma decisão?


Como no texto não se está na presença do rei da Espanha utilizamos o pronome
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Sua Majestade, que é o pronome adequado para nos referirmos a reis e rainhas.

VOCÊ •Informal, familiar


SENHOR(A) •Respeitoso
VOSSA SENHORIA •Cerimonioso, funcionários graduados
VOSSA EXCELÊNCIA •Altas autoridades
VOSSA REVERENDÍSSIMA •Sacerdotes
VOSSA EMINÊNCIA •Cardeais
VOSSA SANTIDADE •Papa
VOSSA MAJESTADE •Reis e rainhas

Gabarito: E

34) FGV/AB/BNB/2014
SEM SOLUÇÃO
Carlos Heitor Cony – Folha de São Paulo
Foi melancólico o 1º de Maio deste ano. Não tivemos a tragédia do Riocentro,
que até hoje não foi bem explicada e, para todos os efeitos, marcou o início do
fim da ditadura militar.
Tampouco ressuscitamos o entusiasmo das festividades, os desfiles e a
tradicional arenga de um ditador que, durante anos, começava seus discursos
com o famoso mantra: "Trabalhadores do Brasil".
De qualquer forma, era um pretexto para os governos de plantão forçarem um
clima de conciliação nacional, o salário mínimo era aumentado e, nos teatros da
praça Tiradentes, havia sempre uma apoteose patriótica com os grandes nomes

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do rebolado agitando bandeirinhas nacionais. Nos rádios, a trilha musical era


dos brados e hinos militares, na base do "avante camaradas".
Este ano, a tônica foram as vaias que os camaradas deram às autoridades
federais, estaduais e municipais. Com os suculentos escândalos (mensalão,
Petrobrás e outros menos votados), as manifestações contra os 12 anos de PT,
que começaram no ano passado, só não tiveram maior destaque porque a mídia
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deu preferência mais que merecida aos 20 anos da morte do nosso maior ídolo
esportivo.
Depois de Ayrton Senna, o prestígio de nossas cores está em baixa, a menos
que Paulo Coelho ganhe antecipadamente o Nobel de Literatura e Roberto Carlos
dê um show no Teatro alla Scala, em Milão, ou no Covent Garden, em Londres.
Sim, teremos uma Copa do Mundo para exorcizar o gol de Alcides Gighia, na
Copa de 1950, mas há presságios sinistros de grandes manifestações contra o
governo e a FIFA, que de repente tornou-se a besta negra da nossa soberania.
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A única solução para tantos infortúnios seria convidar o papa Francisco para
apitar a final do Mundial, desde que Sua Santidade não roube a favor da
Argentina.
Na frase “Foi melancólico o 1º de Maio deste ano”, o emprego do demonstrativo
“este” se justifica pela mesma razão que na seguinte frase:
a) João e Mário partiram, mas só este foi de ônibus;
b) Não me venha com este pedido de novo;
c) Passo por este momento com muita revolta;
d) Este é o meu e esse é o seu!
e) Este livro não me pertence.
Comentários:
Alternativa A – Incorreta – O pronome ESTE foi utilizado para citar o TERMO
MAIS PRÓXIMO entre dois já citados.
Alternativa B – Incorreta – Esta alternativa pode gerar alguma polêmica, porque
o pronome ESTE foi utilizado para indicar um passado próximo, portanto seria
mais adequada a utilização de ESSE, pois se o pedido já foi feito, então não se
trata de presente e sim de passado, concordam?
De todo jeito, esta questão demonstra que todas as banca escorregam, mas
nem sempre reconhecem. Portanto, não brigue com a banca, seja flexível, em
caso de dúvidas marque a “mais correta” ou a “menos errada”.
Alternativa C – Correta – Assim como na frase acima, esta alternativa traz o uso
do pronome ESTE indicando o tempo PRESENTE.
Alternativa D – Incorreta – ESTE foi utilizado para indicar um objeto ao alcance
de quem fala.

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Alternativa E – Incorreta - ESTE foi utilizado para indicar um objeto ao alcance


de quem fala.
Gabarito: C

35) FGV/ACI/Pref Recife/Finanças Públicas/2014


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Texto
Jeffrey Archer, cujos livros sempre marcaram presença nas listas de bestsellers
em todo o mundo, com mais de 250 milhões de exemplares vendidos em 97
países e mais de 37 línguas, já escreveu romances, contos e obras de não ficção
que alcançaram o topo das vendas.
O autor estudou na Oxford University e durante cinco anos foi membro da
Câmara dos Comuns, durante dezesseis, da Câmara dos Lordes, e por dois anos
trabalhou no serviço penitenciário de Sua Majestade – o que inspirou muitas de
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suas histórias.
(Jeffrey Archer)
“...trabalhou no serviço penitenciário de Sua Majestade”.
O emprego da forma de tratamento Sua Majestade se justifica por
a) referir-se a uma pessoa ausente.
b) tratar-se de uma pessoa da nobreza.
c) ser o título empregado ao dirigir-se a uma rainha.
d) demonstrar respeito e admiração.
e) indicar distância entre classes sociais.
Comentários:
Alternativa A – Correta – Na ausência usamos Sua Majestade e na presença
Vossa Majestade.
Alternativa B – Incorreta – Trata-se de um rei ou rainha, não é para qualquer
pessoa da nobreza.
Alternativa C – Incorreta – Olha a pegadinha!!!
Para nos dirigirmos a uma rainha utilizamos Vossa Majestade. Para nos
referirmos a uma rainha, utilizamos Sua Majestade.
Alternativa D – Incorreta - O pronome demonstra respeito, mas não
admiração.
Alternativa E – Incorreta – Não necessariamente, pois o dever de utilizar o
tratamento correto é para pobres e ricos.
Gabarito: A

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36) FGV/Ass Tec/DETRAN MA/2013


A EDUCAÇÃO NO TRÂNSITO
A comunicação é uma arma poderosa na batalha cotidiana pela queda dos
números de acidentes, servindo ao mesmo tempo como instrumento de
educação e conscientização. Campanhas de mobilização pelo uso de cinto de
segurança, das práticas positivas na direção, da não utilização de bebidas
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alcoólicas ao dirigir, do uso da faixa de pedestres, entre outras, são


comprovadamente eficientes. É crescente a preocupação com o ensino dos
princípios básicos do trânsito desde a infância e ele pode acontecer no espaço
escolar, com aulas específicas, ou também nos ambientes especialmente
desenvolvidos para o público infantil nos departamentos de trânsito. Com a
chegada do Código Brasileiro de Trânsito (CBT), em 1998, os condutores
imprudentes passaram a frequentar aulas de reciclagem, com o propósito de
reeducação.
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Como se vê, alguma coisa já vem sendo feita para reduzir o problema. Mas há
muito mais a fazer. A experiência mundial mostra que as campanhas para
alertar e convencer a população, de forma periódica, da necessidade de
obedecer regras básicas de trânsito, não são suficientes para frear veículos em
alta velocidade e evitar infrações nos semáforos. O bolso, nessas horas, ajuda
a persuadir condutores e transeuntes a andar na linha. A Capital Federal é um
exemplo de casamento bem-sucedido entre comunicação de massa e
fiscalização. Um conjunto de ações foi responsável por significativa queda no
número de vítimas fatais do trânsito na cidade. O governo local, a partir da
década de 1990, adotou uma série de medidas preventivas. Foram veiculadas
campanhas de conscientização, foi adotado o controle eletrônico de velocidade
e foi implementado o respeito às faixas de pedestres. Essas providências,
associadas à promulgação do novo Código de Trânsito, levaram a uma
expressiva redução nos índices de mortalidade por 10 mil veículos em Brasília
de 14,9 em 1995 para 6,4 em 2002. Nesse período, apesar do crescimento da
frota de 436 mil para 469 mil veículos, o número de mortes por ano caiu de 652
em 1995 para 444 em 2002.
Foi um processo polêmico. O governo foi acusado de estar encabeçando uma
indústria de multas, devido ao grande número de notificações aplicadas.
Reclamações à parte, o saldo das ações se apresentou bastante positivo.
Recentemente as estatísticas mostram que o problema voltou a se agravar. O
número de vítimas fatais de acidentes no trânsito passou de 444 em 2002 para
512 em 2003. Pesquisas do DETRAN apontam que um dos principais motivos
desse aumento é o uso de álcool por motoristas.
(Pedro Ivo Alcântara. www.ipea.gov.br)
Observe os segmentos a seguir quanto ao emprego do demonstrativo
sublinhado.

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I. O bolso, nessas horas, ajuda a persuadir condutores e transeuntes a andar


na linha.
II. Essas providências, associadas à promulgação do novo Código de Trânsito,
levaram a uma expressiva redução nos índices de mortalidade por 10 mil
veículos em Brasília – de 14,9 em 1995 para 6,4 em 2002.
III. Nesse período, apesar do crescimento da frota de 436 mil para 469 mil
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veículos, o número de mortes por ano caiu de 652 em 1995 para 444 em 2002.
Analisando o emprego das formas sublinhadas, é correto concluir que o emprego
da forma “esse / essa / esses / essas” do demonstrativo
a) ocorre sempre no início das frases.
b) se refere a fatos passados há bastante tempo.
c) se liga a termos ou circunstâncias anteriores.
d) se prende ao último termo de uma citação anterior.
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e) acontece nas referências simultâneas de tempo e lugar.


Comentários:
QUANDO USAR...
ANTES de
enunciar algo
objeto está PERTO momento ou local
de quem FALA PRESENTE OU
ESTE(A)(S)
para citar o
TERMO MAIS
PRÓXIMO entre
dois já citados

objeto está PERTO momento


algo DEPOIS de
de quem OUVE PASSADO
ESSE(A)(S) mencionado
PRÓXIMO

objeto está LONGE momento para citar o


de quem FALA e PASSADO PRIMEIRO
AQUELE(A)(S)
de quem OUVE DISTANTE TERMO entre dois
já citados

Alternativa A – Incorreta – Não existe esta regra.


Alternativa B – Incorreta – Usamos ESSA para um PASSADO PRÓXIMO. Para
PASSADO DISTANTE usamos AQUELA.
Alternativa C – Correta – Usamos ESSE(A) para nos referirmos a termos
ANTERIORMENTE MENCIONADOS no texto.

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Alternativa D – Incorreta – Usamos ESTE para citar o TERMO MAIS PRÓXIMO


entre dois já citados.
Alternativa E – Incorreta – Usamos ESTE para indicar MOMENTO ou LUGAR
PRESENTE.
Gabarito: C
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Espero que tenham gostado da aula.


Abraço a todos!!!
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10 - Lista de Exercícios

1) FCC/Ana/DPE RS/Contabilidade/2017
A questão baseia no texto apresentado abaixo
Sem privacidade
Ainda é possível ter privacidade em meio a celulares, redes sociais e dispositivos
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outros das mais variadas conexões? Os mais velhos devem se lembrar do tempo
em que era feio “ouvir conversa alheia”. Hoje é impossível transitar por qualquer
espaço público sem recolher informações pessoais de todo mundo. Viajando de
ônibus, por exemplo, acompanham-se em conversas ao celular brigas de casal,
reclamações trabalhistas, queixas de pais a filhos e vice-versa, declarações
românticas, acordo de negócios, informações técnicas, transmissão de dados e
um sem-número de situações de que se é testemunha compulsória. Em clara e
alta voz, lances da vida alheia se expõem aos nossos ouvidos, desfazendo-se
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por completo a fronteira que outrora distinguia entre a intimidade e a mais


aberta exposição. Nas redes sociais, emoções destemperadas convivem com
confissões perturbadoras, o humor de mau gosto disputa espaço com falácias
políticas – tudo deixando ver que agora o sujeito só pode existir na medida em
que proclama para o mundo inteiro seu gosto, sua opinião, seu juízo, sua reação
emotiva. É como se todos se obrigassem a deixar bem claro para o resto da
humanidade o sentido de sua existência, seu propósito no mundo. A discrição,
a fala contida, o recolhimento íntimo parecem fazer parte de uma civilização
extinta, de quando fazia sentido proteger os limites da própria individualidade.
Em meio a tais processos da irrestrita divulgação da personalidade, as
reticências, a reflexão silenciosa e o olhar contemplativo surgem como sintomas
problemáticos de alienação. Impõe-se um tipo de coletivismo no qual todos se
obrigam a se falar, na esperança de que sejam ouvidos por todos. Nesse imenso
ruído social, a reclamação por privacidade é recebida como o mais condenável
egoísmo. Pretender identificar-se como um sujeito singular passou a soar como
uma provocação escandalosa, em tempos de celebração do paradigma público
da informação.
(Jeremias Tancredo Paz, inédito)
Perdeu-se a antiga privacidade, enterramos a antiga privacidade sob os
conectores modernos, tornamos esses conectores modernos nossos deuses
implacáveis, sob o comando desses conectores modernos trocamos
escandalosamente todas as informações mais pessoais.
Evitam-se as viciosas repetições do período acima substituindo-se os elementos
sublinhados, na ordem dada, por:
a) enterramo-la − tornamo-los − sob cujo comando
b) enterramos-lhe − tornamo-lhes − sob cujo comando
c) enterramo-la − os tornamos − sob o qual comando

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d) a enterramos − tornamos-lhes − sob o comando deles


e) enterramo-lhe − lhes tornamos − sob o comando dos quais

2) FCC/TJ/TRE PR/Administrativa/2017
Atenção: Considere o texto abaixo para responder à questão.
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Muitos duvidam da existência do amor. Muitos afirmam ser ele uma invenção
da literatura. Outros, que se trata de uma projeção neurótica imaginária. Uma
patologia da família das manias. Há quem suspeite de que seja uma doença da
alma. Estão errados.
Quem conhece o amor sabe que ele habita entre nós. E sua presença nos faz
sentir vivos. Por isso, o ressentimento é cego ao amor.
A falta de amor na vida produz um certo ceticismo em relação ao mundo. Ou
pior: o sentimento de inexistência.
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Um dos pecados maiores da inteligência é chegar à conclusão de que o amor é


uma ficção. Muitas vezes, pessoas supostamente inteligentes consideram o
amor algo ingênuo e pueril.
A desconfiança se acha a mais completa das virtudes morais ou cognitivas. A
armadilha de quem desconfia sempre é que ele mesmo se sente inexistente
para o mundo porque este é sempre visto com desprezo.
Outra suposta arma contra o amor é a hipocrisia. A hipótese de a hipocrisia ser
a substância da moral pública parece que inviabiliza o amor por conta de sua
cegueira para com esta hipocrisia mesma. É verdade: o amor não vê a
hipocrisia. Søren Kierkegaard (1813-1855) diz que há um "abismo escancarado"
entre eles.
O amor é concreto como o dia a dia. Engana-se quem considera o amor abstrato
e fantasioso. Kierkegaard nos lembra que o amor só se conhece pelos frutos.
Isso implica que não há propriamente uma percepção do amor que não seja
prática. O gosto do amor é a confiança nas coisas que ele dá a quem o
experimenta.
(Adaptado de: PONDÉ, Luiz Felipe Disponível em: www.folha.uol.com.br)
A substituição do elemento sublinhado pelo pronome correspondente, com os
necessários ajustes no segmento, foi realizada de acordo com a norma padrão
em:
a) quem considera o amor abstrato = quem lhe considera abstrato
b) consideram o amor algo ingênuo e pueril = consideram-lhe algo ingênuo e
pueril
c) parece que inviabiliza o amor = parece que inviabiliza-lhe
d) o ressentimento é cego ao amor = o ressentimento lhe é cego

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e) o amor não vê a hipocrisia = o amor não lhe vê

3) FCC/AJ/TRT 23/Judiciária/2016
Atenção: Para responder à questão, leia o texto abaixo.
Nasci na Rua Faro, a poucos metros do Bar Joia, e, muito antes de ir morar no
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Leblon, o Jardim Botânico foi meu quintal. Era ali, por suas aleias de areia cor
de creme, que eu caminhava todas as manhãs de mãos dadas com minha avó.
Entrávamos pelo portão principal e seguíamos primeiro pela aleia imponente
que vai dar no chafariz. Depois, íamos passear à beira do lago, ver as vitórias-
régias, subir as escadarias de pedra, observar o relógio de sol. Mas íamos,
sobretudo, catar mulungu.
Mulungu é uma semente vermelha com a pontinha preta, bem pequena, menor
do que um grão de ervilha. Tem a casca lisa, encerada, e em contraste com a
pontinha preta seu vermelho é um vermelho vivo, tão vivo que parece quase
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estranho à natureza. É bonita. Era um verdadeiro prêmio conseguir encontrar


um mulungu em meio à vegetação, descobrir de repente a casca vermelha e
viva cintilando por entre as lâminas de grama ou no seio úmido de uma
bromélia. Lembro bem com que alegria eu me abaixava e estendia a mão para
tocar o pequeno grão, que por causa da ponta preta tinha uma aparência que a
mim lembrava vagamente um olho.
Disse isso à minha avó e ela riu, comentando que eu era como meu pai, sempre
prestava atenção nos detalhes das coisas. Acho que já nessa época eu olhava
em torno com olhos mínimos. Mas a grandeza das manhãs se media pela
quantidade de mulungus que me restava na palma da mão na hora de ir para
casa. Conseguia às vezes juntar um punhado, outras vezes apenas dois ou três.
E é curioso que nunca tenha sabido ao certo de onde eles vinham, de que árvore
ou arbusto caíam aquelas sementes vermelhas. Apenas sabíamos que surgiam
no chão ou por entre as folhas e sempre numa determinada região do Jardim
Botânico.
Mas eu jamais seria capaz de reconhecer uma árvore de mulungu. Um dia,
procurei no dicionário e descobri que mulungu é o mesmo que corticeira e que
também é conhecido pelo nome de flor-de-coral. ''Árvore regular, ornamental,
da família das leguminosas, originária da Amazônia e de Mato Grosso, de flores
vermelhas, dispostas em racimos multifloros, sendo as sementes do fruto do
tamanho de um feijão (mentira!), e vermelhas com mácula preta (isto, sim)'',
dizia.
Mas há ainda um outro detalhe estranho – é que não me lembro de jamais ter
visto uma dessas sementes lá em casa. De algum modo, depois de catadas elas
desapareciam e hoje me pergunto se não era minha avó que as guardava e
tornava a despejá-las nas folhagens todas as manhãs, sempre que não
estávamos olhando, só para que tivéssemos o prazer de encontrá-las. O fato é
que não me sobrou nenhuma e elas ganharam, talvez por isso, uma aura de

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magia, uma natureza impalpável. Dos mulungus, só me ficou a memória − essa


memória mínima.
(Adaptado de: SEIXAS, Heloísa. Semente da Memória. Disponível em:
http://heloisaseixas.com.br)
No segmento de que árvore ou arbusto caíam aquelas sementes vermelhas (3º
parágrafo), o termo sublinhado pode ser substituído corretamente por:
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a) de cuja
b) dos quais
c) de qual
d) de quanta
e) de cujos
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4) FCC/TRE/SEFAZ MA/Arrecadação e Fiscalização de Mercadorias


em Trânsito/2016
Não raro, o homem moderno considera construções antigas como bens
ultrapassados, ...I... deveriam ceder lugar a edificações mais arrojadas.
Preenche corretamente a lacuna I da frase o que se encontra em:
a) dos quais
b) nos quais
c) onde
d) os quais
e) aonde

5) FCC/Ana RH/ALMS/2016
A forma de tratamento, o emprego de pronomes e a linguagem utilizada estão
plenamente adequados no seguinte caso:
a) Vimos respeitosamente à presença de Vossa Excelência, chefe dos Recursos
Humanos, solicitar que se dê um jeito na situação precária em que se acham os
funcionários recém-admitidos.
b) Senhor Governador: Vossa Senhoria deveis considerar que nossas demandas
são justas, razão pela qual aqui as reexpomos.
c) Como o Senador não pode comparecer, falará em seu lugar seu assessor
imediato, que tão bem representa Sua Excelência.
d) Não é por nada não, chefia, mas bem que podias honrar-nos a todos que o
estimamos com um atendimento mais cordial.

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e) Caros deputados, se não pretendeis votar a emenda ainda hoje, tomamos a


liberdade de lembrar-lhes que a próxima semana estará tomada por outra
pauta.

6) FCC/Técnico/PGE MT/Técnico Administrativo/2016


Para Bauman, a livre regulação do mercado causa desigualdades e injustiças.
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Bauman questiona a livre regulação do mercado, pois, segundo ele, o mercado


cria problemas, mas não consegue resolver os problemas.
Fazendo-se as alterações necessárias, os elementos sublinhados acima foram
corretamente substituídos por um pronome em:
a) lhe questiona − os resolver
b) lhe questiona − lhes resolver
c) a questiona − resolvê-los
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d) a questiona − resolver-lhes
e) lhe questiona − resolvê-los

7) FCC/AJ/TRT 20/Judiciária/"Sem Especialidade"/2016


Atenção: Leia o texto abaixo para responder à questão.
[Civilização e sofrimento]
É uma afirmação corrente que boa parte da culpa dos sofrimentos humanos vem
do que é chamado de nossa civilização. Seríamos bem mais felizes se a
abandonássemos e retrocedêssemos a condições primitivas, satisfazendo
nossos instintos básicos. Tal asserção me parece espantosa, porque é fato
estabelecido – como quer que se defina o conceito de civilização – que tudo
aquilo com que nos protegemos da ameaça das fontes do sofrer é parte da
civilização. Como é que tantas pessoas chegaram a partilhar esse ponto de vista
de surpreendente hostilidade à civilização? Acho que uma profunda insatisfação
com o estado civilizacional existente preparou o solo no qual, em determinadas
ocasiões históricas, formou-se essa condenação.
(Adaptado de: FREUD, Sigmund. O mal-estar na civilização. Trad. Paulo César
de Souza. São Paulo: Penguin & Companhia das Letras, 2011, p. 31)

Criamos a nossa civilização e atribuímos à nossa civilização o papel de dirimir


nossos sofrimentos, fazendo da nossa civilização uma espécie de escudo contra
o furor dos nossos instintos, para que não reconheçamos os nossos instintos
como forças que não podem ser controladas.
Evitam-se as viciosas repetições da frase acima, substituindo-se os elementos
sublinhados, na ordem dada, por:

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a) lhe atribuímos − fazendo dela − os reconheçamos


b) a atribuímos − fazendo com ela − reconheçamos-lhes
c) atribuímo-la − fazendo dela − lhes reconheçamos
d) a ela atribuímos − fazendo-a − reconheçamo-los
e) lhe atribuímos − fazendo-lhe − os reconheçamos
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8) FCC/ACE/TCE-CE/Cont. Externo/Audit. Governamental/2015

Eduardo Coutinho, artista generoso


Uma das coisas mais bonitas e importantes da arte do cineasta Eduardo
Coutinho, mestre dos documentários, morto em 2014, está em sua recusa aos
paradigmas que atropelam nossa visão de mundo. Em vez de contemplar a
distância grupos, classes ou segmentos, ele vê de perto pessoa por pessoa,
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surpreendendo-a, surpreendendo-se, surpreendendo-nos. Não lhe dizem nada


expressões coletivistas como “os moradores do Edifício”, os “peões de fábrica”,
“os sertanejos nordestinos”: os famigerados “tipos sociais”, usualmente
enquadrados por chavões, dão lugar ao desafio de tomar o depoimento vivo de
quem ocupa aquela quitinete, de investigar a fisionomia desse operário que está
falando, de repercutir as palavras e os silêncios do morador de um povoado da
Paraíba.
Essa dimensão ética de discernimento e respeito pela condição singular do outro
deveria ser o primeiro passo de toda política. Nem paternalismo, nem admiração
prévia, nem sentimentalismo: Coutinho vê e ouve, sabendo ver e ouvir, para
conhecer a história de cada um como um processo sensível e inacabado, não
para ajustar ou comprovar conceitos. Sua obsessão pela cena da vida é similar
à que tem pela arte, o que torna quase impossível, para ele, distinguir uma da
outra, opor personagem a pessoa, contrapor fato a perspectiva do fato. Fazendo
dessa obsessão um eixo de sua trajetória, Coutinho viveu como um
homem/artista crítico para quem já existe arte encarnada no corpo e suspensa
no espírito do outro: fixa a câmera, abre os olhos e os ouvidos, apresenta-se,
mostra-se, mostra-o, mostra-nos.
(Armindo Post, inédito)

Está plenamente adequado o emprego de ambos os elementos sublinhados na


seguinte frase:
a) A perspectiva ética aonde Coutinho manifesta todo o respeito pela pessoa
que retrata é uma das características nas quais seus filmes se distinguem.
b) O paternalismo e o sentimentalismo, posições das quais muitos se agarram
para tratar o outro, não são atitudes por onde Coutinho tenha mostrado
qualquer inclinação.
c) As expressões coletivistas, com cujas Coutinho jamais se entusiasmou, são
chavões em que se deixam impressionar as pessoas de julgamento mais
apressado.

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d) As pessoas por quem Coutinho se interessasse eram retratadas de modo a


ter destacados os atributos pelos quais ele se deixara atrair.
e) Os paradigmas já mecanizados, nos quais muitos se deixam nortear, não
mereciam de Coutinho nenhum crédito, pois só lhe importava a singularidade
de cuja as pessoas são portadoras.
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9) FCC/TCE/TCE-CE/Controle Externo/Auditoria de Tecnologia da


Informação/2015
Atenção: A questão refere-se ao texto que segue.
Preconceitos
Preconceitos são juízos firmados por antecipação; são rótulos prontos e aceitos
para serem colados no que mal conhecemos. São valores que se adiantam e
qualificam pessoas, gestos, ideias antes de bem distinguir o que sejam. São,
nessa medida, profundamente injustos, podendo acarretar consequências
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dolorosas para suas vítimas. São préjuízos. Ainda assim, é forçoso reconhecer:
dificilmente vivemos sem alimentar e externar algum preconceito.
São em geral formulados com um alcance genérico: “o povo tal não presta”,
“quem nasce ali é assim”, “música clássica é sempre chata”, “cuidado com quem
lê muito” etc. Dispensamnos de pensar, de reconhecer particularidades, de
identificar a personalidade própria de cada um. “Detesto filmes franceses”, me
disse um amigo. “Todos eles?” − perguntei, provocador. “Quem viu um já viu
todos”, arrematou ele, coroando sua forma preconceituosa de julgar.
Não confundir preconceito com gosto pessoal. É verdade que nosso gosto é
sempre seletivo, mas ele escolhe por um critério mais íntimo, difícil de explicar.
“Gosto porque gosto”, dizemos às vezes. Mas o preconceito tem raízes sociais
mais fundas: ele se dissemina pelas pessoas, se estabelece sem apelação, e
quando damos por nós estamos repetindo algo que sequer investigamos. Uma
das funções da justiça institucionalizada é evitar os preconceitos, e o faz
julgando com critério e objetividade, por meio de leis. Adotar uma posição
racista, por exemplo, não é mais apenas preconceito: é crime. Isso significa que
passamos, felizmente, a considerar a gravidade extrema das práticas
preconceituosas.
(Bolívar Lacombe, inédito)

Empregam-se corretamente as expressões destacadas em:


a) O crime racial constitui uma maneira de penalizar aqueles de que se deixam
levar por atitudes que rejeitam um outro a quem se é diferente.
b) As ações movidas por preconceito, aonde se observa um juízo prévio de um
indivíduo de que não se conhece muito bem, devem ser repreendidas.

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c) A propagação de preconceitos, fenômeno pelo qual todos podemos ser


responsáveis, deve ser abrandada por penalizações rigorosas, às quais os
infratores estejam sujeitos.
d) O preconceito é uma maneira com que os grupos sociais encontraram para
excluir aqueles que são considerados estranhos e de quem não se confia.
e) As leis são um meio ao qual o preconceito pode ser contido, mas não extinto,
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pois ele estará presente mesmo nas culturas às quais o punem com rigor.

10) FCC/AP/MANAUSPREV/Administrativa/2015
Atenção: Considere o texto abaixo para responder à questão.
Numa definição solta, a floresta tropical é um tapete multicolorido, estruturado
e vivo, extremamente rico. Uma colônia extravagante de organismos que
saíram do oceano há 400 milhões de anos e vieram para a terra. Dentro das
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folhas ainda existem condições semelhantes às da primordial vida marinha.


Funciona assim como um mar suspenso, que contém uma miríade de células
vivas, muito elaborado e adaptado. Em temperatura ambiente, usando
mecanismos bioquímicos de complexidade quase inacessível, processam-se
átomos e moléculas, determinando e regulando fluxos de substâncias e
energias.
A mítica floresta amazônica vai muito além de um museu geográfico de espécies
ameaçadas e representa muito mais do que um simples depósito de carbono.
Evoluída nos últimos 50 milhões de anos, a floresta amazônica é o maior parque
tecnológico que a Terra já conheceu, porque cada organismo seu, entre trilhões,
é uma maravilha de miniaturização e automação. Qualquer apelo que se faça
pela valorização da floresta precisa recuperar esse valor intrínseco.
Cada nova iniciativa em defesa da floresta tem trilhado os mesmos caminhos e
pressionado as mesmas teclas. Neste comportamento, identificamos o que
Einstein definiu como a própria insanidade: “fazer a mesma coisa, de novo,
esperando resultados diferentes”.
Análises abrangentes mostram numerosas oportunidades para a harmonização
dos interesses da sociedade contemporânea com uma Amazônia viva e vigorosa.
Para chegarmos lá, é preciso compenetração, modéstia, dedicação e
compromisso com a vida. Com os recursos tecnológicos disponíveis, podemos
agregar inteligência à ocupação, otimizando um novo uso do solo, que abra
espaço para a reconstrução ecológica da floresta. Podemos também revelar
muitos outros segredos ainda bem guardados da resiliente biologia tropical e,
com isso, ir muito além de compreender seus mecanismos.
A maioria dos problemas atuais podem se resolver por meio dos diversos
princípios que guiam o funcionamento da natureza. Uma lista curta desses
princípios, arrolados pela escritora Janine Benyus, constata que a natureza é
propelida pela luz solar; utiliza somente a energia de que necessita; recicla

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todas as coisas; aposta na diversidade; demanda conhecimento local; limita os


excessos internamente; e aproveita o poder dos limites.
(Adaptado de: NOBRE, Antônio Donato. O Futuro Climático da Amazônia.
Disponível em: www.ccst.inpe.br)
Considere:
recuperar esse valor intrínseco
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mostram numerosas oportunidades


compreender seus mecanismos
Fazendo-se as alterações necessárias, os segmentos sublinhados acima foram
corretamente substituídos por um pronome, na ordem dada, em:
a) o recuperar − mostram-lhes − os compreender
b) lhe recuperar − as mostram − compreendê-los
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c) recuperar-lhe − mostram-nas − compreender-lhes


d) recuperá-lo − mostram-nas − compreendê-los
e) recuperá-lo − lhes mostram − lhes compreender

11) FCC/Analista Judiciário/TRT 16/Administrativa/2014


Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo − um fragmento
de O espírito das leis, obra clássica do filósofo francês Montesquieu, publicada
em 1748.
[Do espírito das leis]
Falta muito para que o mundo inteligente seja tão bem governado quanto o
mundo físico, pois ainda que o mundo inteligente possua também leis que por
sua natureza são invariáveis, não as segue constantemente como o mundo físico
segue as suas. A razão disso reside no fato de estarem os seres particulares
inteligentes limitados por sua natureza e, consequentemente, sujeitos a erro;
e, por outro lado, é próprio de sua natureza agirem por si mesmos. (...)
O homem, como ser físico, tal como os outros corpos da natureza, é governado
por leis invariáveis. Como ser inteligente, viola incessantemente as leis que
Deus estabeleceu e modifica as que ele próprio estabeleceu. Tal ser poderia, a
todo instante, esquecer seu criador − Deus, pelas leis da religião, chamou-o a
si; um tal ser poderia, a todo instante, esquecer-se de si mesmo − os filósofos
advertiram-no pelas leis da moral.
(Montesquieu − Os Pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1973, p. 33 e 34)
As leis humanas são falíveis, os homens desrespeitam as leis humanas e
destituem as leis humanas do sentido de uma profunda equidade que deveria
reger as leis humanas.

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Evitam-se as viciosas repetições do período acima substituindo-se os elementos


sublinhados, na ordem dada, por:
a) desrespeitam a elas – destituem-nas − deveria reger-lhes
b) desrespeitam-lhes − as destituem − deveria regê-las
c) desrespeitam-nas − lhes destituem − lhes deveria reger
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d) lhes desrespeitam – destituem-lhes − deveria regê-las


e) desrespeitam-nas – destituem-nas − as deveria reger

12) FCC/AJ/TRT 2/Administrativa/2014


Muita gente não enfrenta uma argumentação, prefere substituir uma
argumentação pela alegação do gosto, atribuindo ao gosto o valor de um
princípio inteiramente defensável, em vez de tomar o gosto como uma instância
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caprichosa.
Evitam-se as viciosas repetições da frase acima substituindo-se os elementos
sublinhados por, respectivamente,
a) substituir-lhe – atribuindo-o - tomá-lo
b) substituí-la – atribuindo-lhe - tomá-lo
c) substituí-la – lhe atribuindo - tomar-lhe
d) substituir a ela – atribuindo a ele – lhe tomar
e) substituir-lhe – atribuindo-lhe – tomar-lhe

13) CESPE/Analista/MPU/Atuarial/2015
A persecução penal se desenvolve em duas fases: uma fase administrativa, de
inquérito policial, e uma fase jurisdicional, de ação penal. Assim, nada mais é o
inquérito policial que um procedimento administrativo destinado a reunir
elementos necessários à apuração da prática de uma infração penal e de sua
autoria. Em outras palavras, o inquérito policial é um procedimento policial que
tem por finalidade construir um lastro probatório mínimo, ensejando justa causa
para que o titular da ação penal possa formar seu convencimento, a opinio
delicti, e, assim, instaurar a ação penal cabível. Nessa linha, percebe-se que o
destinatário imediato do inquérito policial é o Ministério Público, nos casos de
ação penal pública, e o ofendido, nos casos de ação penal privada.
De acordo com o conceito ora apresentado, para que o titular da ação penal
possa, enfim, ajuizá-la, é necessário que haja justa causa. A justa causa,
identificada por parte da doutrina como uma condição da ação autônoma,
consiste na obrigatoriedade de que existam prova acerca da materialidade
delitiva e, ao menos, indícios de autoria, de modo a existir fundada suspeita
acerca da prática de um fato de natureza penal. Dessa forma, é imprescindível

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que haja provas acerca da possível existência de um fato criminoso e indicações


razoáveis do sujeito que tenha sido o autor desse fato.
Evidencia-se, portanto, que é justamente na fase do inquérito policial que serão
coletadas as informações e as provas que irão formar o convencimento do titular
da ação penal, isto é, a opinio delicti. É com base nos elementos apurados no
inquérito que o promotor de justiça, convencido da existência de justa causa
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para a ação penal, oferece a denúncia, encerrando a fase administrativa da


persecução penal.
Hálinna Regina de Lira Rolim. A possibilidade de investigação do Ministério
Público na fase pré-processual penal. Artigo científico. Rio de Janeiro: Escola
de Magistratura do Estado do Rio de Janeiro, 2010, p. 4. Internet :
<www.emerj.tjrj.jus.br>. (com adaptações).
Julgue o item que se segue, a respeito das estruturas linguísticas do texto.
Em “Evidencia-se”, o pronome “se” pode, facultativa e corretamente, ser tanto
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posposto — como aí foi empregado — quanto anteposto à forma verbal — Se


evidencia.
Certo
Errado

14) CESPE/Adm/FUB/2015
Texto III
A UnB investe em ideias e projetos comprometidos com a crítica social e
a reflexão. Muitas dessas experiências têm fomentado o debate nacional de
temas polêmicos da realidade brasileira, das quais uma foi a criação, em 2003,
de cotas no vestibular para inserir negros e indígenas na universidade e ajudar
a corrigir séculos de exclusão racial. A medida foi polêmica, mas a UnB — a
primeira universidade federal a adotar o sistema — buscou assumir seu papel
na luta por um projeto de combate ao racismo e à exclusão.
Outra inovação é o Programa de Avaliação Seriada (PAS), criado como
alternativa ao vestibular, em que candidatos são avaliados em provas aplicadas
ao término de cada uma das séries do ensino médio. A intenção é a de estimular
as escolas a preparar melhor o aluno, com conteúdos mais densos desde o
primeiro ano do ensino médio.
Em treze anos de criação, mais de oitenta mil estudantes participaram
desse processo seletivo, dos quais 13.402 tornaram-se calouros da UnB.
Internet: < www.unb.br> (com adaptações).

Julgue o item que se segue com relação às ideias e estruturas linguísticas do


texto III.

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Na linha 9, o pronome relativo “que” refere-se a “vestibular”.


Certo
Errado

15) CESPE/AJ/TJ-DFT/Apoio Especializado/Análise de


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Sistemas/2015
O Programa de Responsabilidade Socioambiental Viver Direito do TJDFT foi
instituído por meio da Portaria GPR n.º 1.313/2012. As bases do Programa Viver
Direito, seus objetivos e sua meta permanente são apresentados,
respectivamente, nos artigos 1.º, 2.º e 3.º da referida portaria, os quais são
transcritos abaixo:
Art. 1.º Reeditar o Programa de Responsabilidade Socioambiental do TJDFT
Viver Direito, cuja base é a Agenda Socioambiental do TJDFT que, em
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permanente revisão, estabelece novas ações sociais e ambientais e as integra


às existentes no âmbito do Poder Judiciário do Distrito Federal e Territórios,
visando à preservação e à recuperação do meio ambiente, por meio de ações
sociais sustentáveis, a fim de torná-lo e mantê-lo ambientalmente correto,
socialmente justo e economicamente viável.
Art. 2.º O Programa de Responsabilidade Socioambiental Viver Direito objetiva
indicar e programar ações bem como sensibilizar os públicos interno e externo
quanto ao exercício dos direitos sociais, à gestão adequada dos resíduos
gerados pelo órgão, ao combate a todas as formas de desperdício dos recursos
naturais e à inclusão de critérios socioambientais nos investimentos, nas
construções, nas compras e nas contratações de serviços da instituição.
Art. 3.º Define-se como meta permanente do Viver Direito a gestão
ambientalmente saudável, caracterizada pela adoção de práticas
ecologicamente eficientes, que visem poupar matéria-prima, água e energia,
bem como enfatizem a reciclagem de resíduos e a promoção da cidadania e da
paz social, com base no desenvolvimento do ser humano e na preservação da
vida.
Internet: <www.tjdft.jus.br> (com adaptações).

A respeito das estruturas linguísticas do texto precedente, julgue o item


subsequente.
O deslocamento da partícula “se”, em “Define-se”, para o início do período —
escrevendo-se Se define — prejudicaria a correção gramatical do texto.
Certo
Errado

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16) CESPE/AL/CAM DEP/Consultor de Orçamento e Fiscalização


Financeira/2014
À primeira vista, o Plano Piloto de Brasília parece uma repetição de construções.
As quadras, distribuídas simetricamente pelas asas, têm prédios com plantas
semelhantes, que se repetem a cada quadradinho, muitas vezes até localizados
de forma análoga. Dentro dos apartamentos, entretanto, esconde-se o estilo de
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cada morador, que se revela não apenas em detalhes decorativos, mas em


modificações nas plantas e na função dos cômodos. Para desvendar como os
brasilienses ocupam e reinventam seus lares, a pesquisadora Franciney França
decidiu analisar 168 plantas de apartamentos em sua tese de doutorado. “Quem
olha para o Plano Piloto, que impressão tem? Que as quadras são iguais e que
sempre têm o mesmo padrão arquitetônico. E aí pensa que as pessoas moram
do mesmo jeito. Mostrei que não é bem assim”, conta. A pesquisadora dividiu
as “indisciplinas arquitetônicas” praticadas pelos brasilienses entre leves e
pesadas. As leves são as que mudam a destinação dos espaços. É aquele
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quartinho de empregada que acaba virando um escritório, ou um quarto que


vira sala de televisão. Já as indisciplinas pesadas são as que implicam mudanças
geométricas e configuracionais das plantas. São aquelas reformas que resultam
em quebra de paredes, ou que transformam três quartos pequenos em dois
maiores, ou as que agregam a cozinha à sala.
Juliana Braga. A casa de cada um. In: Revista Darcy, ago.set./ 2011 (com
adaptações).

No que se refere aos aspectos linguísticos do texto acima, julgue o item a seguir.
Nas estruturas “que se repetem” e “que se revela”, o pronome “se” poderia ser
deslocado, sem prejuízo da correção gramatical do texto, para imediatamente
após as formas verbais “repetem” e “revela” — que repetem-se e que revela-
se, respectivamente.
Certo
Errado

17) CESPE/AnaTA/SUFRAMA/Geral/2014
O primeiro europeu a pisar as terras amazônicas, o espanhol Vicente Pinzon
(janeiro de 1500), percorreu a foz do Amazonas, conheceu a ilha de Marajó e
surpreendeu-se em ver que essa era uma das regiões mais intensamente
povoadas do mundo então conhecido. Ficou perplexo vendo a pororoca e
maravilhado com as águas doces do mais extenso e mais volumoso rio do
mundo. Foi bem acolhido pelos índios da região. No entanto, apesar de
fantástica, sua viagem marcou o primeiro choque cultural e o primeiro ato de
violência contra os povos da Amazônia: Pinzon aprisionou índios e os levou
consigo para vender como escravos na Europa.

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A viagem de Orellana (1549) instaura o momento fundador dos primeiros mitos,


como o das amazonas — índias guerreiras, bravas habitantes de uma aldeia
sem homens. Outros viajantes, aventureiros e exploradores que procuravam
riquezas espalharam mundo afora mitos e fantasias. De todos, o mito mais
persistente parece ter sido sempre o da superabundância e da resistência da
natureza da região: florestas com árvores altíssimas que penetravam nas
nuvens; frutos e flores de cores e sabores indescritíveis; rios largos a se
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perderem no horizonte (povoados de monstros engolidores de navios nas noites


escuras); animais estranhos e abundantes por todo o chão; pássaros cobrindo
o céu e colorindo-o em nuvens de penas e plumas de todas as cores.
Violeta Refkalefsky Loureiro. Amazônia: uma história de perdas e danos, um
futuro a (re)construir. Estudav. [online]. 2002, vol. 16, n.º 45, p. 10721 (com
adaptações).
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No que se refere a elementos textuais e linguísticos do texto acima, julgue o


item seguinte.
O pronome “os”, em “os levou consigo”, poderia ser corretamente substituído
por lhes.
Certo
Errado

18) CESPE/Agente Administrativo/MTE/2014


Durante os primeiros minutos, Honório não pensou nada; foi andando, andando,
andando, até o Largo da Carioca. No Largo parou alguns instantes, enfiou depois
pela Rua da Carioca, mas voltou logo, e entrou na Rua Uruguaiana. Sem saber
como, achou-se daí a pouco no Largo de S. Francisco de Paula; e ainda, sem
saber como, entrou em um Café. Pediu alguma cousa e encostou-se à parede,
olhando para fora. Tinha medo de abrir a carteira; podia não achar nada, apenas
papéis e sem valor para ele. Ao mesmo tempo, e esta era a causa principal das
reflexões, a consciência perguntava-lhe se podia utilizar-se do dinheiro que
achasse. Não lhe perguntava com o ar de quem não sabe, mas antes com uma
expressão irônica e de censura. Podia lançar mão do dinheiro, e ir pagar com
ele a dívida? Eis o ponto. A consciência acabou por lhe dizer que não podia, que
devia levar a carteira à polícia, ou anunciá-la; mas tão depressa acabava de lhe
dizer isto, vinham os apuros da ocasião, e puxavam por ele, e convidavam-no
a ir pagar a cocheira. Chegavam mesmo a dizer-lhe que, se fosse ele que a
tivesse perdido, ninguém iria entregar-lha; insinuação que lhe deu ânimo.
Machado de Assis. A carteira. In: Obra completa de Machado de Assis, vol. II.
Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994
Julgue o item subsequente, referente às ideias e às estruturas linguísticas do
texto acima.

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Na linha 12, a forma pronominal “la”, em “anunciá-la”, refere-se a “polícia”.


Certo
Errado

19) CESPE/AA/ICMBio/2014
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Construímos coisas o tempo todo, mas como saberemos quanto tempo vão
durar? Se construirmos depósitos para resíduos nucleares, precisaremos ter
certeza de que os contêineres vão resistir até que o material dentro deles não
mais seja perigoso. E, se não quisermos encher o planeta de lixo, é bom
sabermos quanto tempo leva para que plásticos e outros materiais se
decomponham. A única forma de termos certeza é submetendo esses materiais
a testes de estresse por cerca de 100 mil anos para ver como reagem. Então,
poderíamos aprender a construir coisas que realmente duram — ou que se
decompõem de uma forma “verde”. Experimentos submeteriam materiais ao
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desgaste e a ataques químicos, como variações de alcalinidade, e, ainda,


alterariam a temperatura ambiente para simular os ciclos de dia e noite e das
estações. Com as técnicas de simulação em laboratórios de que dispomos
atualmente, por exemplo, não se pode prever como será o desempenho da
bateria de um carro elétrico nos próximos quinze anos. As simulações de
computador podem, por fim, tornar-se sofisticadas a ponto de substituir
experimentos de longo prazo. Enquanto isso, no entanto, precisamos adotar
cautela extra ao construirmos coisas que precisam durar.
Kristin Persson. Como os materiais se decompõem? In: Scientific American
Brasil, s/d, 2013 (com adaptações).

Acerca de aspectos estruturais do texto acima e das ideias nele contidas, julgue
o item a seguir.
Em “se decompõem” e “se pode”, o pronome “se” poderia ser posposto à forma
verbal — decompõem-se e pode-se —, sem prejuízo para a correção
gramatical do texto.
Certo
Errado

20) CESPE/Cont/MTE/2014
Saiu finalmente a conta da contribuição da nova classe média brasileira
— aquela que, na última década, ascendeu ao mercado de consumo, como uma
avalanche de quase 110 milhões de cidadãos. Uma pesquisa do Serasa Experian
mostrou que o pelotão formado por essa turma, que se convencionou chamar
de classe C, estaria no grupo das 20 maiores nações no consumo mundial, caso

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fosse classificado como um país. Juntos, os milhares de neocompradores


movimentam quase R$ 1,2 trilhão ao ano. Isso é mais do que consome a
população inteira de uma Holanda ou uma Suíça, para ficar em exemplos do
primeiro mundo. Não por menos, tal massa de compradores se converteu na
locomotiva da economia brasileira e em alvo preferido das empresas. Com mais
crédito e programas sociais, em especial o Bolsa Família, os emergentes daqui
saíram às lojas e estão gradativamente se tornando mais e mais criteriosos em
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suas aquisições.
Carlos José Marques. A classe C é G20. Internet: <www.istoedinheiro.com.br>
(com adaptações).

No que se refere aos aspectos linguísticos e às ideias do texto acima, julgue o


próximo item.
Na linha 09, o pronome “se” poderia ser deslocado para imediatamente após a
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forma verbal “converteu”, escrevendo-se converteu-se, sem prejuízo da


correção gramatical do texto.
Certo
Errado

21) CESPE/Tec./MPU/Administração/2013
Dependerá da adesão dos demais ministros o êxito de um apelo feito pelo
presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), para que seja extinta a prática
de esconder os nomes de investigados em inquéritos criminais na mais alta corte
do país. Ele defende que o STF deve livrar-se do costume de manter identidades
em segredo, ou estará contrariando todos os esforços em busca de maior
transparência. Enfatiza o ministro que o bom senso recomenda a mudança,
mesmo que alguns dos integrantes do Supremo defendam a manutenção do
procedimento adotado em 2010.
É ultrapassado o entendimento de que, ao não identificar os investigados, o STF
estaria protegendo pessoas que, no desfecho dos processos, poderiam vir a ser
absolvidas ou ter seus casos arquivados. Por essa norma, os investigados são
identificados apenas pelas iniciais, como se o STF estivesse, de alguma forma,
resguardando acusados de algum delito. Assegura o presidente que a presunção
de inocência não justifica o que define como “opacidade que prevalece no
âmbito dos processos criminais no Supremo”.
Reverter essa restrição significa, segundo a argumentação do ministro, ser
transparente não só para a justiça, mas também para toda a sociedade.
Zero Hora, 8/4/2013.
Com base na leitura do texto acima, julgue o item a seguir.

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No trecho “justifica o que define”, o pronome “o” poderia ser corretamente


substituído por aquilo.
Certo
Errado
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22) CESPE/PRF/PRF/2013
Todos nós, homens e mulheres, adultos e jovens, passamos boa parte da
vida tendo de optar entre o certo e o errado, entre o bem e o mal. Na realidade,
entre o que consideramos bem e o que consideramos mal. Apesar da longa
permanência da questão, o que se considera certo e o que se considera errado
muda ao longo da história e ao redor do globo terrestre.
Ainda hoje, em certos lugares, a previsão da pena de morte autoriza o
Estado a matar em nome da justiça. Em outras sociedades, o direito à vida é
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inviolável e nem o Estado nem ninguém tem o direito de tirar a vida alheia.
Tempos atrás era tido como legítimo espancarem-se mulheres e crianças,
escravizarem-se povos. Hoje em dia, embora ainda se saiba de casos de
espancamento de mulheres e crianças, de trabalho escravo, esses
comportamentos são publicamente condenados na maior parte do mundo.
Mas a opção entre o certo e o errado não se coloca apenas na esfera de
temas polêmicos que atraem os holofotes da mídia. Muitas e muitas vezes é na
solidão da consciência de cada um de nós, homens e mulheres, pequenos e
grandes, que certo e errado se enfrentam.
E a ética é o domínio desse enfrentamento.
Marisa Lajolo. Entre o bem e o mal. In: Histórias sobre a ética. 5.ª ed. São
Paulo: Ática, 2008 (com adaptações).

A partir das ideias e das estruturas linguísticas do texto acima, julgue o item
que se segue.
Devido à presença do advérbio “apenas”, o pronome “se” poderia ser deslocado
para imediatamente após a forma verbal “coloca”, da seguinte forma: coloca-
se.
Certo
Errado

23) CESPE/Esc Pol/PC-DF/2013


A democracia há muito deixou de dizer respeito às regras do jogo político
para se transformar na força viva de construção de um mundo vasto e
diferenciado, apto a conjugar tempos passados e futuros, afinidades e

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diferenças, meios sociais imprescindíveis ao desenvolvimento da autenticidade


e da individualidade de cada pessoa. O espírito democrático desenvolve-se na
diversidade e estabelece o diálogo na pluralidade. Diversidade é a semente
inesgotável da autenticidade e da individualidade humana, que se expressam
na subjetividade da liberdade pessoal. Mas a condição de ser livre, ou seja, de
desenvolver a autenticidade e a individualidade, pressupõe o contexto da
diversidade, somente atingível, em termos políticos, no âmbito do espírito
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democrático, círculo que demonstra a intimidade e interdependência entre


democracia e liberdades fundamentais. A liberdade deve ser entendida em duplo
sentido: como o respeito e a aceitação das diferenças individuais e coletivas e
como dever de solidariedade e compromisso com as condições para a liberdade
de todos, o que implica a garantia do direito à não discriminação e do direito a
políticas afirmativas, como formas de manifestação do direito à diversidade, que
representam novos padrões de proteção jurídica, ensejadores da acessibilidade
às condições materiais, sociais, culturais e intelectivas, imprescindíveis à
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autodeterminação individual, denominadas direitos de acessibilidade, requisito


primeiro para o pleno exercício das liberdades de escolhas.
Idem, p. 97 (com adaptações).

Julgue o item que se segue, relativo às ideias e estruturas linguísticas do texto


acima.
No trecho “que se expressam na subjetividade da liberdade pessoal”, o emprego
do pronome átono “se” após a forma verbal — expressam-se — prejudicaria a
correção gramatical do texto, dada a presença de fator de próclise na estrutura
apresentada.
Certo
Errado

24) CESPE/AnaTA/MJ/2013
Marilena Chaui, filósofa brasileira, afirma que, para a classe dominante brasileira
(os “liberais”), democracia é o regime da lei e da ordem. Para a filósofa, no
entanto, a democracia é “o único regime político no qual os conflitos são
considerados o princípio mesmo de seu funcionamento”: impedir a expressão
dos conflitos sociais seria destruir a democracia. O filósofo francês Jacques
Rancière critica a ideia de democracia que tem estruturado nossa vida social —
regida por uma ordem policial, segundo ele —, devido ao fato de ela se
distanciar do que seria sua razão de ser: a instituição da política. Estamos
acomodados por acreditar que a política é isso que está aí: variadas formas de
acordo social a partir das disputas entre interesses, resolvidas por um conjunto
de ações e normas institucionais. Essa ideia empobrecida do que seja

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a política está, para o autor, mais próxima da ideia de polícia, já que diz respeito
ao controle e à vigilância dos comportamentos humanos e à sua distribuição nas
diferentes porções do território, cumprindo funções consideradas mais ou
menos adequadas à ordem vigente. Estamos geralmente tão hipnotizados pela
“necessidade de um compromisso para se alcançar o bem comum” e pela
opinião de que “as instituições sociais já estão fazendo todo o possível para
isso”, que não conseguimos perceber nossa contribuição na legitimação dessa
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política policial que administra alguns corpos e torna invisíveis outros.


O conceito de política trabalhado pelo autor traz como princípio a igualdade.
Uma igualdade que não está lá como sonho a ser alcançado um dia, mas que é
uma potencialidade que “só ganha realidade se é atualizada no aqui e agora”. E
essa atualização se dá por ações que irão construir a possibilidade de os “não
contados” serem levados em conta, serem considerados nesse princípio básico
e radical de igualdade. Para além dos movimentos sociais, existem os ainda-
sem-nome e ainda-sem-movimento. Diz o autor que a política é a reivindicação
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da parte daqueles que não têm parte; política se faz reivindicando “o que não é
nosso” pelo sistema de direitos dominantes, criando, assim, um campo de
contestação. Em uma sociedade em que os que não têm parte são a maior parte,
é preciso fazer política.
Marco Antonio Sampaio Malagodi. Geografias do dissenso: sobre conflitos,
justiça ambiental e cartografia social no Brasil. In: Espaço e economia: Revista
Brasileira de Geografia Econômica. jan./2012. Internet:
<http://espacoeconomia.revues.org/136> (com adaptações).

Julgue o item que se segue, acerca das estruturas linguísticas do texto.


A correção do texto seria mantida caso o pronome “se”, em vez de anteceder,
passasse a ocupar a posição imediatamente posterior ao verbo: devido ao fato
de ela distanciar-se.
Certo
Errado

25) FGV/TJ Aux/TJ SC/2015


"Naquela época, essas classes dos feios, dos negros e dos homossexuais, elas
não se ofendiam. Elas sabiam que não era para atingir, para sacanear",
desabafa.
A justificativa das formas dos demonstrativos sublinhados é, respectivamente:
a) tempo distante / referência a termos citados anteriormente;
b) lugar afastado / referência a algo próximo ao enunciador;
c) referência a um elemento mais afastado no contexto / referência pejorativa;

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d) referência a um termo próximo do leitor / tempo distante;


e) tempo longínquo / referência pejorativa.

26) FGV/ADP/DPE RO/Analista Contábil/2015


TEXTO 1 – O mito da maioridade penal
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Marcelo Freixo, O Globo, 02/04/2015


“Quando falo sobre redução da maioridade penal, costumo dizer que a sociedade
precisa decidir em que banco quer ver a juventude. Se no banco da escola ou
no banco dos réus. Anteontem, o Congresso Nacional sinalizou que prefere a
segunda opção. A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados
aprovou a constitucionalidade da PEC que reduz a maioridade penal de 18 para
16 anos”.
“Se no banco da escola ou no banco dos réus. Anteontem, o Congresso Nacional
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sinalizou que prefere a segunda opção”.


A forma correta dos demonstrativos na substituição do termo sublinhado é:
a) esse/àquele;
b) este/àquele;
c) aquele a esse;
d) aquele a este;
e) esse a este.

27) FGV/AL/CM Caruaru/Administração/2015


Em relação ao emprego tradicional dos pronomes pessoais, assinale a opção
que indica a frase que está totalmente correta.
a) Essas roupas estão aí para mim levar para casa.
b) Entre mim e minha namorada não há problemas.
c) Observei eles da janela de meu quarto.
d) Todos saíram com nós depois de meia hora.
e) Ao mar, foi-lhe jogado o corpo do marinheiro.

28) FGV/AL/CM Caruaru/Administração/2015


Assinale a opção que indica a frase em que o emprego da forma “mim” contraria
a norma culta da língua.
a) Para mim, assistir às aulas é questão de princípio.
b) Tudo foi feito em segredo, entre mim e a empresa.

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c) A mim, ninguém me engana.


d) Tinham receio de mim, após a festa, nunca mais voltar.
e) Desmaiei e demorei a voltar a mim.

29) FGV/TL/CM Caruaru/2015


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Leia o texto a seguir e responda à questão.


A epidemia de dengue neste ano no Estado de São Paulo tem provocado, em
média, mais de uma morte por dia.
Desde o início do ano, já são ao menos 122 óbitos, segundo levantamento da
Folha de São Paulo em 60 dos 645 municípios paulistas. Esse é o maior número
em quatro anos e um dos mais altos da série histórica do Ministério da Saúde.
O pico da doença, no entanto, ainda não chegou. Isso deve ocorrer entre o fim
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de abril e o começo de maio, devido ao comportamento do clima e à


sazonalidade do mosquito transmissor.
(Luiz Carlos Murauskas. Folhapress)
O texto emprega algumas formas de pronomes demonstrativos: “A epidemia de
dengue neste (1) ano no Estado de São Paulo”; “Esse (2) é o maior número em
quatro anos” e “Isso (3) deve ocorrer entre o fim de abril e o começo de maio”.
Sobre as ocorrências numeradas desses pronomes, assinale a afirmativa
correta.
a) As ocorrências (1) e (3) se justificam pela relação com o tempo presente.
b) A ocorrência (2) se justifica por se referir a um termo anteriormente citado.
c) A ocorrência (1) se justifica pela referência a um termo futuro.
d) A ocorrência (3) se justifica pela referência a um termo anterior mais
distante.
e) As ocorrências (2) e (3) se justificam por se referirem a termos futuros.

30) FGV/Ana/TJ SC/Administrativo/2015


“Ao se apresentarem os projetos, chegou-se à seguinte conclusão: pôr em
discussão esses projetos com outros menos caros equivaleria a julgar melhor o
valor desses projetos, em vista do princípio geral que vem julgando os mesmos
projetos”.
Transcrevendo o texto, substituindo as expressões sublinhadas por pronomes
pessoais que lhes sejam correspondentes e efetuando as alterações necessárias,
as formas adequadas seriam, respectivamente:
a) pô-los / julgar-lhes / os vem julgando;

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b) por-los / julgá-los / vem julgando-os;


c) pô-los / julgar melhor o seu valor / vem-nos julgando;
d) por em discussão eles / julgar-lhes / os vem julgando;
e) por-los / julgar o seu melhor valor / vem julgando-os.
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31) FGV/AB/BNB/2014
Observe a charge a seguir.
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Se colocarmos o pronome oblíquo “o” após a forma do verbo “empobrecem”, a


forma correta da frase seria:
a) empobrecem-o;
b) empobrecem-no;
c) empobrecem-lo;
d) empobrece-no;
e) empobrece-lo.

32) FGV/TNS/Assembléia Legislativa BA/Redação e Revisão


Legislativa/Letras/2014
Assinale a opção em que a reescritura da frase inicial está correta.
a) Tu sempre pões o prato sobre a mesa. / Tu sempre põe‐no sobre a mesa.
b) Amemos a nós como aos demais. / Amemos‐nos como aos demais.
c) Respondi aos inquisidores rapidamente. / Respondi‐os rapidamente.
d) Carta de quem quer muito a você. / Carta de quem lhe quer muito.
e) Eu respondi à carta ontem. / Eu lhe respondi ontem.

33) FGV/AB/BNB/2014

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SEM SOLUÇÃO
Carlos Heitor Cony - Folha de São Paulo
Foi melancólico o 1º de Maio deste ano. Não tivemos a tragédia do Riocentro,
que até hoje não foi bem explicada e, para todos os efeitos, marcou o início do
fim da ditadura militar.
Tampouco ressuscitamos o entusiasmo das festividades, os desfiles e a
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tradicional arenga de um ditador que, durante anos, começava seus discursos


com o famoso mantra: "Trabalhadores do Brasil".
De qualquer forma, era um pretexto para os governos de plantão forçarem um
clima de conciliação nacional, o salário mínimo era aumentado e, nos teatros da
praça Tiradentes, havia sempre uma apoteose patriótica com os grandes nomes
do rebolado agitando bandeirinhas nacionais. Nos rádios, a trilha musical era
dos brados e hinos militares, na base do "avante camaradas".
Este ano, a tônica foram as vaias que os camaradas deram às autoridades
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federais, estaduais e municipais. Com os suculentos escândalos (mensalão,


Petrobrás e outros menos votados), as manifestações contra os 12 anos de PT,
que começaram no ano passado, só não tiveram maior destaque porque a mídia
deu preferência mais que merecida aos 20 anos da morte do nosso maior ídolo
esportivo.
Depois de Ayrton Senna, o prestígio de nossas cores está em baixa, a menos
que Paulo Coelho ganhe antecipadamente o Nobel de Literatura e Roberto Carlos
dê um show no Teatro alla Scala, em Milão, ou no Covent Garden, em Londres.
Sim, teremos uma Copa do Mundo para exorcizar o gol de Alcides Gighia, na
Copa de 1950, mas há presságios sinistros de grandes manifestações contra o
governo e a FIFA, que de repente tornou-se a besta negra da nossa soberania.
A única solução para tantos infortúnios seria convidar o papa Francisco para
apitar a final do Mundial, desde que Sua Santidade não roube a favor da
Argentina.
“A única solução para tantos infortúnios seria convidar o papa Francisco para
apitar a final do Mundial, desde que Sua Santidade não roube...”; se, em lugar
de “o papa Francisco” estivesse “o rei da Espanha”, a forma “Sua Santidade”
deveria ser substituída adequadamente por:
a) Vossa Excelência;
b) Vossa Majestade;
c) Vossa Senhoria;
d) Sua Excelência;
e) Sua Majestade.

34) FGV/AB/BNB/2014

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SEM SOLUÇÃO
Carlos Heitor Cony – Folha de São Paulo
Foi melancólico o 1º de Maio deste ano. Não tivemos a tragédia do Riocentro,
que até hoje não foi bem explicada e, para todos os efeitos, marcou o início do
fim da ditadura militar.
Tampouco ressuscitamos o entusiasmo das festividades, os desfiles e a
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tradicional arenga de um ditador que, durante anos, começava seus discursos


com o famoso mantra: "Trabalhadores do Brasil".
De qualquer forma, era um pretexto para os governos de plantão forçarem um
clima de conciliação nacional, o salário mínimo era aumentado e, nos teatros da
praça Tiradentes, havia sempre uma apoteose patriótica com os grandes nomes
do rebolado agitando bandeirinhas nacionais. Nos rádios, a trilha musical era
dos brados e hinos militares, na base do "avante camaradas".
Este ano, a tônica foram as vaias que os camaradas deram às autoridades
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federais, estaduais e municipais. Com os suculentos escândalos (mensalão,


Petrobrás e outros menos votados), as manifestações contra os 12 anos de PT,
que começaram no ano passado, só não tiveram maior destaque porque a mídia
deu preferência mais que merecida aos 20 anos da morte do nosso maior ídolo
esportivo.
Depois de Ayrton Senna, o prestígio de nossas cores está em baixa, a menos
que Paulo Coelho ganhe antecipadamente o Nobel de Literatura e Roberto Carlos
dê um show no Teatro alla Scala, em Milão, ou no Covent Garden, em Londres.
Sim, teremos uma Copa do Mundo para exorcizar o gol de Alcides Gighia, na
Copa de 1950, mas há presságios sinistros de grandes manifestações contra o
governo e a FIFA, que de repente tornou-se a besta negra da nossa soberania.
A única solução para tantos infortúnios seria convidar o papa Francisco para
apitar a final do Mundial, desde que Sua Santidade não roube a favor da
Argentina.
Na frase “Foi melancólico o 1º de Maio deste ano”, o emprego do demonstrativo
“este” se justifica pela mesma razão que na seguinte frase:
a) João e Mário partiram, mas só este foi de ônibus;
b) Não me venha com este pedido de novo;
c) Passo por este momento com muita revolta;
d) Este é o meu e esse é o seu!
e) Este livro não me pertence.

35) FGV/ACI/Pref Recife/Finanças Públicas/2014


Texto

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Jeffrey Archer, cujos livros sempre marcaram presença nas listas de bestsellers
em todo o mundo, com mais de 250 milhões de exemplares vendidos em 97
países e mais de 37 línguas, já escreveu romances, contos e obras de não ficção
que alcançaram o topo das vendas.
O autor estudou na Oxford University e durante cinco anos foi membro da
Câmara dos Comuns, durante dezesseis, da Câmara dos Lordes, e por dois anos
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trabalhou no serviço penitenciário de Sua Majestade – o que inspirou muitas de


suas histórias.
(Jeffrey Archer)
“...trabalhou no serviço penitenciário de Sua Majestade”.
O emprego da forma de tratamento Sua Majestade se justifica por
a) referir-se a uma pessoa ausente.
b) tratar-se de uma pessoa da nobreza.
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c) ser o título empregado ao dirigir-se a uma rainha.


d) demonstrar respeito e admiração.
e) indicar distância entre classes sociais.

36) FGV/Ass Tec/DETRAN MA/2013


A EDUCAÇÃO NO TRÂNSITO
A comunicação é uma arma poderosa na batalha cotidiana pela queda dos
números de acidentes, servindo ao mesmo tempo como instrumento de
educação e conscientização. Campanhas de mobilização pelo uso de cinto de
segurança, das práticas positivas na direção, da não utilização de bebidas
alcoólicas ao dirigir, do uso da faixa de pedestres, entre outras, são
comprovadamente eficientes. É crescente a preocupação com o ensino dos
princípios básicos do trânsito desde a infância e ele pode acontecer no espaço
escolar, com aulas específicas, ou também nos ambientes especialmente
desenvolvidos para o público infantil nos departamentos de trânsito. Com a
chegada do Código Brasileiro de Trânsito (CBT), em 1998, os condutores
imprudentes passaram a frequentar aulas de reciclagem, com o propósito de
reeducação.
Como se vê, alguma coisa já vem sendo feita para reduzir o problema. Mas há
muito mais a fazer. A experiência mundial mostra que as campanhas para
alertar e convencer a população, de forma periódica, da necessidade de
obedecer regras básicas de trânsito, não são suficientes para frear veículos em
alta velocidade e evitar infrações nos semáforos. O bolso, nessas horas, ajuda
a persuadir condutores e transeuntes a andar na linha. A Capital Federal é um
exemplo de casamento bem-sucedido entre comunicação de massa e
fiscalização. Um conjunto de ações foi responsável por significativa queda no

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número de vítimas fatais do trânsito na cidade. O governo local, a partir da


década de 1990, adotou uma série de medidas preventivas. Foram veiculadas
campanhas de conscientização, foi adotado o controle eletrônico de velocidade
e foi implementado o respeito às faixas de pedestres. Essas providências,
associadas à promulgação do novo Código de Trânsito, levaram a uma
expressiva redução nos índices de mortalidade por 10 mil veículos em Brasília
de 14,9 em 1995 para 6,4 em 2002. Nesse período, apesar do crescimento da
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frota de 436 mil para 469 mil veículos, o número de mortes por ano caiu de 652
em 1995 para 444 em 2002.
Foi um processo polêmico. O governo foi acusado de estar encabeçando uma
indústria de multas, devido ao grande número de notificações aplicadas.
Reclamações à parte, o saldo das ações se apresentou bastante positivo.
Recentemente as estatísticas mostram que o problema voltou a se agravar. O
número de vítimas fatais de acidentes no trânsito passou de 444 em 2002 para
512 em 2003. Pesquisas do DETRAN apontam que um dos principais motivos
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desse aumento é o uso de álcool por motoristas.


(Pedro Ivo Alcântara. www.ipea.gov.br)
Observe os segmentos a seguir quanto ao emprego do demonstrativo
sublinhado.
I. O bolso, nessas horas, ajuda a persuadir condutores e transeuntes a andar
na linha.
II. Essas providências, associadas à promulgação do novo Código de Trânsito,
levaram a uma expressiva redução nos índices de mortalidade por 10 mil
veículos em Brasília – de 14,9 em 1995 para 6,4 em 2002.
III. Nesse período, apesar do crescimento da frota de 436 mil para 469 mil
veículos, o número de mortes por ano caiu de 652 em 1995 para 444 em 2002.
Analisando o emprego das formas sublinhadas, é correto concluir que o emprego
da forma “esse / essa / esses / essas” do demonstrativo
a) ocorre sempre no início das frases.
b) se refere a fatos passados há bastante tempo.
c) se liga a termos ou circunstâncias anteriores.
d) se prende ao último termo de uma citação anterior.
e) acontece nas referências simultâneas de tempo e lugar.

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Curso: Português
Teoria e Questões Comentadas
Prof. Bruno Spencer - Aula 00

11 – Gabarito

1 A 7 A 13 E 19 E 25 A 31 B
2 D 8 D 14 E 20 C 26 B 32 D
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

3 C 9 C 15 C 21 C 27 B 33 E
4 D 10 D 16 E 22 E 28 D 34 C
5 C 11 E 17 E 23 C 29 B 35 A
6 C 12 B 18 E 24 C 30 A 36 C
Cópia registrada para Juarez Lima (CPF: 033.254.205-08)

12 – Referencial Bibliográfico

1. CEGALLA, DOMINGOS PASCHOAL - Novíssima Gramática da Língua


Portuguesa, Companhia Editora Nacional, São Paulo, 2008.
2. BECHARA, EVANILDO – Moderna Gramática Portuguesa, Nova Fronteira,
Rio de Janeiro, 2009.

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