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ESQUEMA DE FLASHCARDS PEDIATRIA Se realizado muito cedo, pode ser percebido anormalidades

DAFANE L. MIGUEL T12 devido ao não fechamento ainda do canal arterial da


circulação fetal.
PROVA Nas alterações, é possível observar sopro na ausculta
Hipermobilidade articular; cardíaca.
Manobra de pronação dolorosa do rádio; Se realmente alterado, é um grande indicativo de cardiopatias
Teste de schober e adams; congênitas, de modo que deve ser investigado em um
Varismo fisiológico; ecocardiograma.
Lesões dermatológicas (fisiológicas e dermatológicas);
Focos de ausculta; QUAL ANORMALIDADE O TESTE DO OLHINHO NÃO
Manobras do abdome; IDENTIFICA?
Regiões do abdome; Retinopatia da prematuriedade, apenas retinoblastoma,
Hepatimetria; catarata congênita e similares.
Cranio/suturas;
Gráficos, ligar os pontos e saber interpretar; NORMALMENTE, QUAL A COR DO REFLEXO NO TESTE
Expansibilidade; DO OLHINHO?
Frêmito toracovoval; Vermelho. Se branco, leucocoria, problema.
Marcos do desenvolvimento neuropsicomotor;
Fatores natais e perinatais que aumentam a necessidade de QUAL A IMPORTÂNCIA DE SE FAZER O TESTE DA
reanimação; LINGUINHA?
Sala de parto Analisa o frênulo lingual, que se presente em grande
RCP BLS manifestação, pode dificultar na mama e no desenvolvimento
Desengasgar bebê da linguagem.
Desnutrição pra identificar no slide
Epispádia e hipospádia QUAIS SÃO AS DOENÇAS CAPAZES DE SEREM
Fimose e parafimose DETECTADAS PELO TESTE DO PEZINHO BÁSICO?
Nódulos de bohn na gengiva Hipotireoidismo congênito, fenilcetonúria, fibrose cística,
Sinal de galeazzi anemia falciforme e hemoglobinopatias.
Gastrosquise ou onfalocele
Testes de triagem NO TESTE DA ORELHINHA, QUAL ESTRUTURA PRODUZ
Apgar AS ONDAS ACÚSTICAS EVOCADAS ECA?
Manobra de Barlow e Ortolani Cóclea.

QUAIS SÃO AS MEDIDAS ANTROPOMÉTRICAS


O QUE É E QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS OBJETIVOS DA NORMAIS DE ACORDO COM O CRESCIMENTO E
PUERICULTURA? DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA?
Puericultura corresponde à visita de rotina que serve para Vide flashcards pediatria tutoria.
promover a saúde, prevenir agravos, identificar fatores de
risco e atuar de maneira precoce nas problemáticas O QUE É ECTOSCOPIA E QUANDO DEVE SER
identificadas. REALIZADA?
É a visão geral que se tem da criança, e deve ser feita logo
O QUE É A TEORIA DOS 1000 DIAS? após a anamnese.
Corresponde ao período mais importante no desenvolvimento
de uma pessoa, de modo que aqui é possível identificar O QUE DEVEMOS INVESTIGAR NA ECTOSCOPIA?
precocemente doenças que podem trazer sérias Fácies, biótipo, nível de consciência, estado geral, atitude,
consequências no futuro. estado nutricional, presença de edema, pele e mucosas,
É o período de 270 dias da gestação + os 2 primeiros anos pelos, unhas, crânio, gânglios, olhos, orelhas, nariz, boca,
de idade da criança. mandíbula, pescoço, tórax, abdome, genitália, membros,
marcha, dorso.
QUAIS SÃO OS TESTES QUE ENVOLVEM O
RASTREAMENTO NEONATAL? QUANTO AO BIÓTIPO, A CRIANÇA PODE SER O QUE?
1. Teste do pezinho Normolíneo, brevelíneo, longilíneo.
2. Teste da orelhinha
3. Teste do olhinho QUANDO AO ESTADO DE CONSCIÊNCIA, A CRIANÇA
4. Teste do coraçãozinho PODE ESTAR COMO?
5. Teste da linguinha Alerta, sonolência, obnubilação (sonolência profunda e só
responde se tiver estímulo moderado), torpor (sonolência
QUAIS DESSES TESTES JÁ DEVEM SER FEITOS NO profunda e responde parcialmente a estímulos dolorosos),
HOSPITAL NAS PRIMEIRAS 48H DE VIDA? coma (não abre os olhos nem tem nenhum estímulo).
Teste do coraçãozinho, do olhinho e da linguinha.
QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS FÁCIES NA PEDIATRIA E
QUAL O FUNDAMENTO DO TESTE DO CORAÇÃOZINHO? SUAS CARACTERÍSTICAS GERAIS MARCANTES.
É um teste que utiliza oxímetro de pulso nos membro superior 1. F. mongólica: síndrome de down, implantação baixa
direito da criança e em qualquer um dos membros inferiores. das orelhas, braquicefalia (aumento do diâmetro
O objetivo é observar a saturação de oxigênio e os batimento transverso do crânio), fendas palpebrais invertidas,
cardíacos. pregas epicânticas, nariz curto e chato, boca
pequena entreaberta e língua protusa.
QUANDO O TESTE DO CORAÇÃOZINHO DÁ ALTERADO? 2. F. miastênica: ptose palpebral bilateral (pessoa
Quando a saturação de oxigênio está inferior a 95% ou levanta a cabeça pra enxergar), fraqueza muscular,
quando há uma diferença maior ou igual a 3% na saturação olhos sonolentos.
de oxigênio dos membros superiores e inferiores. 3. F. olhar do sol poente: desvio do olhar pra baixo,
frequente em casos de hidrocefalia.
EM CASOS DE ALTERAÇÃO, QUAIS PODEM SER AS
POSSÍVEIS CAUSAS E CONDUTA?
4. F. cushingoide: lua cheia, rosto arredondado, pele SINAL DE FELLETTI?
brilhante rosada, acne. Frequente em quem faz uso Parece com o de Musset, mas é sincronizado com o pulso
crônico de corticoides. arterial vertebral.
5. F. renal: edema bipalpebral, pele pálida.
6. F. paralisia facial: só mexe um lado do rosto, QUAL O PERÍMETRO CEFÁLICO NORMAL QUE UMA
assimetria facial. CRIANÇA NASCE?
7. F. hipocrática: rosto emagrecido, olhos salientes, 35 mais ou menos.
traços afilados, olhar vago e inexpressivo. Frequente
na desidratação grave e desnutrição. QUAL O CRESCIMENTO NORMAL ESPERADO DO PC AO
8. F. sardônica: repuxo da comissura labial, LONGO DOS PRIMEIROS MESES?
acentuação das dobras naturais. Frequente no Vide flashcards pediatria tutoria.
tétano.
9. F. lúpica: rash malar. NO FINAL DE 1 ANO, QUANTOS CENTÍMETROS MAIS OU
10. F. acromegálica: tudo grande, proeminente. MENOS O PERÍMETRO DEVE TER AUMENTADO DESDE
11. F. basedowiana: exoftalmia, olhos brilhantes, rosto O NASCIMENTO?
magro, aspecto de espanto e ansiedade. Frequente Cerca de 12 centímetros, atingindo 47 cm.
no hipertireoidismo.
12. F. mixedematosa: rosto arredondado, traços QUAIS SÃO AS POSSÍVEIS CAUSAS DE
grossos, desânimo e apatia. Frequente no MACROCEFALIA?
hipotireoidismo. Hidrocefalia, abcessos, tumores, hematomas,
hidranencefalia, aumento da circunferência craniana familiar,
QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS ATITUDES TÍPICAS? diástase das suturas.
1. Cócoras: cardiopatia congênita cianótica;
2. Genitopeitural: derrames pericárdicos; QUAIS SÃO AS POSSÍVEIS CAUSAS DE
3. Sinal do travesseiro: pericardites de grande MICROCEFALIA?
derrame; Síndromes genéticas, cromossômicas, infecciosas,
4. Antálgicas: cólicas abdominais e torcicolo; intrauterinas e perinatais.
5. Ortopneica: insuficiência respiratória, asma,
pneumonia, atelectasia, ascite. O QUE É CRANIOSSINOSTOSE OU CRANIOESTENOSE?
6. Opstótono: tétano e raiva. O fechamento anormal/prematuro das suturas.
7. Gatilho: comprometimento meníngeo.
QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS SUTURAS PRESENTES NO
QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS MARCHAS? CRÂNIO? E QUANDO ELAS FECHAM?
1. Ebriosa; 1. Metópica; 3 anos
2. Estrela; 2. Coronal; 9 a 12 meses
3. Ceifante; 3. Sagital; 9 a 12 meses
4. Miopática; 4. Lambdóide. 9 a 12 meses
5. Tesoura;
6. Tabética.

O QUE OBSERVAMOS EM UMA CRIANÇA


DESIDRATADA?
Sede intensa, palidez, diminuição do volume urinário, olhos
encovados, perda de turgor e elasticidade (sinal da prega
lentificado), mucosas secas, fontanela anterior deprimida no
lactente, choro sem lágrimas, hipoatividade.

EM RELAÇÃO À DESNUTRIÇÃO PROTEICO CALÓRICA


GRAVE, HÁ A DIVISÃO PRINCIPALMENTE ENTRE EXEMPLIFIQUE CASOS DE CRANIOESTENOSE.
MARASMO E KWASHIORKOR. O QUE AS DIFERENCIA? 1. Escafocefalia
O kwashiorkor é causada por uma falta de proteínas, há 2. Braquicefalia
presença de edema, hepatomegalia, estenose hepática, 3. Turricefalia/Acrocefalia
conservação do tecido adiposo, inapetência. 4. Plagiocefalia
O marasmo é aquela criança de magreza extrema, com 5. Trigonocefalia
grande perda de tecido subcutâneo, com costelas
proeminentes, sendo resultante de um processo de falta de O QUE É ESCAFOCEFALIA?
oferta de nutrientes e calorias em geral. Fechamento prematuro da sutura sagital;
Crescimento da parte mediana da cabeça (anteroposterior);
QUAIS SÃO OS VALORES DE REFERÊNCIA DOS SINAIS Casco de navio invertido
VITAIS NA PEDIATRIA?
Temperatura, FC, FR, PA.
Vide flashcards pediatria tutoria.

SEMIOLOGIA CABECA E PESCOCO

O QUE É CRÂNIO E O QUE É FACE?


Crânio é acima da sobrancelha e face abaixo.

O QUE É O SINAL DE MUSSET E O QUE ELE INDICA?


É quando tem movimento da cabeça de trás pra frente,
sincrônicos com o pulso arterial carotídeo. É causado por um O QUE É BRAQUICEFALIA?
insuficiência aórtica grave, que aumenta a amplitude dos Fechamento prematuro da sutura coronal;
pulsos arteriais. Aumento do diâmetro transverso.
Vista de cima, parece um triângulo.
A cabeça cresce pro lado da orelhas. EM QUAIS SITUAÇÕES AS FONTANELAS PODEM ESTAR
AMPLAS?
Hipotireoidismo.

EM QUAIS SITUAÇÕES AS FONTANELAS PODEM ESTAR


DEPRIMIDAS?
Desidratação ou desnutrição grave.

O QUE SÃO CRANIOTABES OU CRANIOMALÁCIA?


Amolecimento dos ossos craniais, raquitismo.

QUAL A DIFERENÇA E BOSSA E CEFALO-HEMATOMA?


Na bossa há derrame seroso entre o couro cabeludo e o
periósteo, mais superficial.
No cefalo-hematoma há acúmulo de sangue abaixo do
O QUE É ACROCEFALIA? periósteo, de modo que a coleção sanguínea fica circunscrita
Fechamento prematuro das suturas coronal e sagital; a um único osso, o sangue não espalha.
Cabeça alongada pra cima, parecendo uma torre;
Aumento do tamanho vertical do crânio SEMIOLOGIA APARELHO LOCOMOTOR

O QUE É A PRINCIPAL COISA QUE VAMOS


INVESTIGAR?
A dor e suas características.

O QUE OBSERVAMOS EM RELAÇÃO AOS OSSOS?


Desenvolvimento, simetria, desvios, marchas, postura e
função.
O QUE É PLAGIOCEFALIA?
Fechamento prematuro que qualquer sutura; o crânio é todo DEVIDO A PRESENÇA DO ÂNGULO TÍBIO FEMURAL,
irregular e assimétrico. PODEMOS OBSERVAR ALGUNS DESVIOS. TAIS QUAIS?
1. Geno vaRo (abeRto);
2. Geno valgo (fechado) quem é valgo não cavalga;

EM RELAÇÃO AO DESENVOLVIMENTO NORMAL DA


CRIANÇA, ELA PASSA POR UM ESTÁGIO DE VARISMO
FISIOLÓGICO. O QUE É ISSO E QUAL É A
MANIFESTAÇÃO?
A criança nasce varo (aberto);
Fica valgo (fechado) lá pelos 2 anos até os 3 anos;
Depois fica normal lá pelos, 5, 6, 7 anos.

VARISMO FISIOLÓGICO
O QUE É TRIGONOCEFALIA? VARO – VALGO – NORMAL.
Fechamento prematuro da sutura metópica;
A testa da criança é triangular.

QUAIS PODEM SER AS CAUSAS NO ATRASO DO


FECHAMENTO DAS SUTURAS?
Prematuriedade, hipotireoideismo, hidrocefalia, baixo peso,
raquitismo, desnutrição, nanismo.

EM RELAÇÃO ÀS FONTANELAS, QUAIS SÃO AS


PRINCIPAIS E QUANDO FECHAM?
1. Fontanela anterior (9 a 18 meses);
2. Fontanela posterior (nascimento até 2 meses);
3. Fontanela anterolateral (3 meses);
4. Fontanela posterolateral (2 anos).

EM QUAIS SITUAÇÕES AS FONTANELAS PODEM ESTAR


ABAULADAS?
Hipertensão intracraniana, meningite;
QUAIS SÃO AS ALTERAÇÕES NA POSTURA MAIS
COMUNS?
Escoliose, cifose e lordose.

EM RELAÇÃO AO EXAME DA ARTICULAÇÃO, HÁ


ALGUMAS MANOBRAS QUE ESTÃO RELACIONADAS À
DISPLASIA DO DESENVOLVIMENTO DO QUADRIL.
QUAIS SÃO ELAS E COMO SÃO REALIZADAS?

1. Manobra de Barlow :
Aduzir (fechar) o quadril trazendo em direção à linha média,
enquanto se aplica uma pequena pressão sobre o joelho,
direcionando a força posteriormente. Se o quadril é
deslocável, o teste é considerado positivo.
(pressão suave com o polegar de medial para lateral).

2. Manobra de Ortolani:
Realizada a partir da posição de adução e flexão de 90 o dos
quadris.
O examinador segura as pernas do lactente de modo que
seus polegares se posicionam na parte medial das coxas e
dos dedos na parte lateral das coxas do lactente.
As coxas são abduzidas (abertas) delicadamente, e o
examinador aplica uma força leve nos trocânteres maiores
com os dedos de cada mão. Se houver deslocamento, sentirá
um estalido.
Pressão suave com 3o dedo de lateral para medial.

QUAIS SÃO AS VARIAÇÕES POSSÍVEIS DE SEREM


OBSERVADAS NO ARCO PLANTAR?
1. Pé plano;
2. Pé varo (arco elevado, pisada com a lateral dos pés);
3. Pé valgo (arco desabado, pisada com a parte de
dentro).
O QUE É TESTE DE SCHOBER E O QUE IDENTIFICA?
É um teste que consiste em pedir pro paciente ficar em pé,
fazer uma marca na região lombar, no meio da linha
imaginária unindo as duas espinhas ilíacas póstero-
superiores. Fazer outra marca 10 cm acima da primeira. Pedir
pro paciente fletir o tronco ao máximo, mantendo os joelhos
estendidos. Medir a distância entre as duas marcas. O normal
é que é a distância deve ultrapassar 15 cm.
Identifica espondilite aniquilosante.

QUAIS SÃO OS TIPOS DE CURVATURAS


FISIOLÓGICAS?
Cifose dorsal e sacra;
Lordose cervical e lombar.

QUAL O TESTE REALIZADO PARA IDENTIFICAR


O QUE É SÍNDROME DE PRONAÇÃO DOLOROSA?
ESCOLIOSE?
Pequeno deslocamento da cabeça do rádio em relação ao
TESTE DE ADAMS, que consiste em pedir para o paciente
ligamento anular (subluxação da cabeça do rádio).
colocar o tronco para frente para observarmos se há algum
COMO É FEITA A MANOBRA DE PRONAÇAO DOLOROSA
desvio ou assimetria da coluna vertebral.
DO RÁDIO?
A criança vai chegar com o braço encolhido em direção ao
tórax/mamilos. Eu vou pegar o braço, rotacionar pro outro
lado e flexionar em direção à criança, ouço um STACK.
4. Aposição passiva dos polegares sobre região
extensora do antebraço.
5. Hiperextensão metacarpofalangiana paralelismo
com antebraço.

SEMIOLOGIA RESPIRATORIO

EM RELAÇÃO A FISIOLOGIA RESPIRATÓRIA, O QUE


PODEMOS OBSERVAR?
Inspiração;
Expiração;
Complacência (distensibilidade dos pulmões e da caixa
torácica)
Resistência; (pressão necessária)
Elastância (propriedade de se opor a deformação por
estiramento).
O QUE É O SINAL DE GALEAZZI? EX: Em casos de broncoconstrição, asma, bronquiolite, há
Sinal que indica encurtamento aparente do fêmur. redução do raio das vias aéreas, aumentando a pressão,
Pede pra criança deitar em decúbito dorsal e flexionar a perna maior resistência, maior esforço respiratório.
para eu avaliar o nível da altura dos joelhos, se estiver
desalinhado, galeazzi positivo. OBS: crianças pré escolares podem ter de 6 a 8 infecções das
VAS por ano.

O QUE O DESCONFORTO/ESFORÇO ÀS MAMADAS


PODE INDICAR?
Doença pulmonar ou cardíaca.

QUAL É A ETAPA MAIS IMPORTANTE DO EXAME FÍSICO


QUE ABORDA A SEMIOLOGIA RESPIRATÓRIA?
Ausculta.
O QUE É O SINAL DE TRENDELEMBURG? EM RELAÇÃO À SEMIOLOGIA RESPIRATÓRIA, O QUE
Sinal que detecta lesões no tendão/músculo glúteo médio ou OBSERVAMOS NA INSPEÇÃO ESTÁTICA?
fraqueza muscular nos abdutores do quadril. Paciente com o tórax descoberto;
Se o paciente levantar a perna do lado acometido, não Observar pele, pelos, cicatrizes, circulação colateral, glândula
acontece nada, pois a outra perna sustenta. mamária, abaulamentos, depressões, assimetrias torácicas.
Se o paciente levantar a perna do lado não acometido, isto é, Identificar o tipo de tórax
normal, o lado acometido luxado cai pro lado da perna
levantada. QUAIS SÃO OS TIPOS DE TÓRAX?
1. Normal ou atípico;
2. Anormal ou típico;

EM RELAÇÃO À SEMIOLOGIA RESPIRATÓRIA, O QUE


OBSERVAMOS NA INSPEÇÃO DINÂMICA?
Padrão respiratório e ritmo respiratório.

QUAL É O PADRÃO RESPIRATÓRIO NORMAL DE


ACORDO COM A IDADE?
RN: respiração bucal;
Lactente: respiração abdominal
3o ano: início da respiração torácica, de modo que do 3 o ao 7o
QUAIS SÃO OS SINAIS DE HIPERMOBILIDADE ano há combinação dos tipos abdominais e torácicos.
ARTICULAR? Após o 7o ano: respiração torácica.
Sinais de hipermotilidade articular – para se diagnosticar é
necessário no mínimo 3 desses achados:
ATÉ OS 3 MESES, É NORMAL QUE HAJA PAUSAS
1. Flexão coluna até encostar mãos no chão, com
RESPIRATÓRIAS MENORES QUE 10 SEGUNDOS?
joelhos estendidos.
Sim.
2. Hiperextensão cotovelos >10º.
3. Hiperextensão joelhos > 10º. O QUE A SÍNDROME DA APNEIA DO SONO PODE
DESENCADEAR?
Aumento na adenoide e amigdalas, sendo necessário o Derrame pleural; Pneumotórax.
encaminhamento para um otorrino.
EM QUAIS SITUAÇÕES HÁ AUMENTO NO FTV?
QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS RITMOS ANORMAIS QUE Quando ocorre aumento da massa pulmonar, como nas
PODEM SER ENCONTRADOS? condensações pulmonares.
1. Dispneia suspirosa: presente em situações de Pneumonias com consolidação pulmonar.
ansiedade. O ritmo é recortado por uma inspiração
profunda. DEPOIS DE TER FEITO A INSPEÇÃO E PALPAÇÃO,
2. Ritmo de Cantani: Aumento do período de QUAL A PRÓXIMA ETAPA?
inspiração e expiração, sem apneia. Geralmente o Percussão, que é uma fase muito importante quando eu já
ritmo de Cantani expressa a fase inicial da acidose tenho alguma suspeita de acordo com os achados anteriores.
metabólica, precedendo o ritmo de kussmaul, sendo
mais frequente que este. OS SONS OBTIDOS NO TÓRAX DEPENDEM DO QUE?
3. Ritmo de Kussmaul: fases de apneias inspiratórias Volume de ar, densidade e tensão dos tecidos.
e expiratórias. Expressa acidose metabólica grave.
4. Ritmo de Cheyne-Stockes: fase de apneia e QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS REGIÕES DO TÓRAX QUE
hiperpneia crescente e decrescente. Presente em SÃO EXPLORADAS NA PERCUSSÃO E QUAIS SÃO OS
casos de insuficiência cardíaca grave, AVC SONS NORMALMENTE OBTIDOS?
(instabilidade hemodinâmica), relacionando-se com Coração: submaciço;
os níveis de pCO2 e pO2 em cada fase. Espaço de Traube (fundo gástrico): timpânico
5. Ritmo de Biot: irregularidade nos intervalos, na Limite superior do fígado: submaciço, depois maciço, no nível
amplitude e apneias. do 5o espaço intercostal direito.
Limites inferiores dos pulmões: percurte-se de cima pra baixo
até perceber submaciço.

QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS TIPOS DE SONS OBTIDOS


NA PERCUSSÃO DO TÓRAX?
• Som claro pulmonar/atimpânico: encontrado
normalmente e mais bem percebido na face anterior
do tórax.
• Submacicez: consolidação do parênquima
pulmonar. Aparece em pneumonias, infecções e
atelectasias.
• Macicez: é o sinal clinico mais importante para o
diagnostico de derrame pleural. Pode ser
encontrado no derrame pleural, no pneumotórax
hipertensivo e nas atelectasias. Comumente
encontrado no diafragma, fígado, escápulas,
EM QUE CONSISTE A RESPIRAÇÃO PARADOXAL? coração, mediastino.
Perda do sincronismo de expansão toracoabdominal na • Hipersonoridade: aparece no enfisema pulmonar.
inspiração, passando a ter retração do gradil costal. Na Na fase inicial da atelectasia por obstrução súbita,
inspiração o abdome murcha e na expiração ele expande, é ocorre hipersonoridade, depois, com a absorção do
o contrario do normal. ar, passa a haver submacicez ou macicez. É comum
Isso corresponde a um sinal de fadiga ou exaustão no lactente saudável.
respiratória. • Timpanismo: evidenciado no pneumotórax não
hipertensivo.
QUAL É O ACHADO MAIS IMPORTANTE/PRECOCE NO • Ruído de panela rachada: produzido a percussão do
DIAGNÓSTICO DE PNEUMONIA? tórax quando a criança grita.
Taquipneia.
QUAL A PRINCIPAL ETAPA DO EXAME CLÍNICO DO
QUANDO A CRIANÇA ESTÁ TAQUIPNEICA? TÓRAX, BASEANDO-SE NA SEMIOLOGIA
RN a 2 meses FR maior que 60 irpm RESPIRATÓRIA?
2 meses a 1 ano FR maior que 50 irpm Ausculta.
Entre 1 – 4 anos FR maior que 40 irpm
Acima de 4 anos FR maior que 30 irpm QUAIS SÃO OS RUÍDOS FISIOLÓGICOS (NORMAIS)
POSSÍVEIS DE SEREM AUSCULTADOS?
QUAL O OBJETIVO DE NA PALPAÇÃO OBSERVARMOS Som bronquial/traqueal: audível na traqueia;
A EXPANSIBILIDADE TORÁCICA? Murmúrio vesicular: (respiração pueril), encontra-se mais ou
As expansões expiratórias e inspiratórias permitem a menos na região da carina
sensação de simetria do deslocamento de ar nos pulmões.
QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS RUÍDOS ANORMAIS?
O QUE É FRÊMITO TORACOVOCAL? Sopro tubário: respiração brônquica anormal. Ruído intenso
Sensação tátil da vibração da parede torácica, produzida pela inspiratório e expiratório, mas sempre com a exposição mais
voz. prolongada. Ocorre em meios de propagação adequados,
A palma da mão do examinador é colocada sobre o tórax, como condensações e cavidades. Nas condensações
comparar simetricamente, pedindo para as crianças maiores pequenas, ouve-se o sopro brônquico, isto é, respiração
falarem 33. brônquica auscultada em zonas onde o ruído normal é o MV.
Presente no brônquio consolidado, pneumonia (consolidação
EM QUAIS SITUAÇÕES HÁ DIMINUIÇÃO OU AUSÊNCIA do espaço aéreo).
DO FTV?
Quando ocorre diminuição da densidade do parênquima Ronco: estenose ou secreção aderida em brônquios de
pulmonar (enfisemas, cavidades, coleções líquidas ou grande calibre. Ruídos intensos, contínuos, ocorrem na
císticas) entre a parede torácica e o pulmão devido ao inspiração e na expiração e podem desaparecer com tosse
espessamente pleural, derrames. ou inspiração profunda.
O QUE É PRECÓRDIO?
Sibilos: estreitamento ou obstrução parcial da luz brônquica O precórdio é a porção do corpo sobre o coração e à
de pequeno calibre, por edema, inflamação, secreção, corpo esquerda da porção inferior do esterno.
estranho. Acontece na inspiração e expiração. → obstrução
das VAI: asma por exemplo. ASMA - VAI - SIBILO

Estertores úmidos: movimentação do ar através de


secreções. Podem ser bolhosos e finos.

Estridor: espasmo, edema ou inflamação causando


obstrução parcial na laringe, glote, traquéia. → obstrução alta.
Estridor ou cornagem: significa obstáculos por espasmo,
edema ou inflamação nas vias respiratórias superiores, em
geral a laringe. LARINGITE –VAS – ESTRIDOR

Atrito pleural: : ocorre quando a superfície das pleuras é


áspera e rugosa, e o atrito entre elas origina ruído semelhante
ao ranger de couro. Aparece em inflamações agudas e
fibrinosas da pleura e em neoplasias. É um ruído seco, Ictus cordis: O ventrículo esquerdo tem um ponto (ápice do
geralmente no terço inferior das pleuras, na face lateral e coração) que bate contra a parede torácica. Este fenômeno é
posterior. Frequentemente é palpado, não se altera com a chamado de ictus cordis ou choque de ponta. Devido ao ápice
tosse ou a respiração, aumenta de intensidade pela pressão do coração encontrar-se perto da parede torácica esquerda
local com o estetoscópio, aparece no final da inspiração e no oictus cordis é mais claramente palpável na posição do
começo da expiração e geralmente é acompanhado de dor. decúbito lateral esquerdo.
Pode ser confundido com estertores e roncos.
PALPAÇÃO NA SEMIOLOGIA CARDIOVASCULAR?
Gemido: sinal típico de dificuldade respiratória grave. Decúbito dorsal nas crianças e nos adolescentes em decúbito
Fenômeno que produz obstrução expiratória das vias dorsal a 30°, e depois em decúbito lateral E.
respiratórias, permitindo prolongar o tempo de troca gasosa
nos pulmões e prevenir colapso dos alvéolos e das vias Ictus cordis (ápice VE): polpa do dedo indicador ou médio da
respiratórias durante a expiração. Pode ser ouvido mesmo mão D, avaliando tamanho do coração normal ou aumentado.
sem estetoscópio. → sinal de dilatação do VE.

Ressonância vocal: : é a transmissão de palavras, choro e Ictus cordis: se o Ictus não for visualizado na inspeção,
tosse ao estetoscópio colocado em vários pontos do tórax. A procurá-lo com as superfícies palmares dos dedos. Se a
ressonância pode estar aumentada em áreas de criança for um escolar, pedir que ele expire profundamente e
consolidação pneumônica ou diminuída em casos de pare de respirar por alguns segundos (facilita o choque de
enfisema pulmonar.Quando está aumentada = consolidação. ponta). Com 1 polpa digital, verificar a localização, a
Pode ser: broncofonia, pectorilóquia (ouve-se nitidamente a extensão (aproximadamente 1cm em crianças maiores), a
voz – fônica/voz cochichada – afônica), egofonia (som amplitude, a força, a duração e a mobilidade.
metálico e anasalado). Quando o ventrículo E está hipertrofiado, o ictus cordis se
Pectoriloquia: percepção da voz aumentada, ouvindo-se de torna propulsivo e deve ser quantificado em cruzes.
maneiras nítida as sílabas pronunciadas em voz alta, como
Localização:
se fossem emitidas próximas à orelha. Ocorre em cavidades
- RN e lactente: 3º- 4º espaço intercostal esquerdo
vazias em comunicação com os brônquios e nos abscessos para dentro da linha hemiclavicular esquerda.
pulmonares.Egofonia: voz anasalada, fanhosa, semelhante - Pré- escolar: 4º espaço intercostal esquerdo.
à de ventríloquo. É percebida no limite superior dos derrames - Escolar: 5º espaço intercostal esquerdo para fora da
pleurais. linha hemiclavicular esquerda.

Palpar regiões correspondentes às válvulas (focos: pulmonar,


QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS MANIFESTAÇÕES aórtico, tricúspide, mitral), para se observar choques valvares,
EXTRAPULMONARES DAS DOENÇAS RESPIRATÓRIAS? pesquisar frêmitos(Vibração perceptível pelo tacto (sopro
As doenças respiratórias podem cursar com sinais e sintomas grau IV/6)), arritmias, bulhas anormais.
localizados em outros setores do organismo, além dos
pulmões. Os mais importantes são os sintomas Ausculta na semiologia cardiovascular.
constitucionais (febre, sudorese, anorexia, fraqueza, perda de ✓ Bom estetoscópio, ambiente calmo, criança
peso e fadiga), desdos em baqueta de tambor, cianose e cooperativa.
osteoartropatia pulmonar. ✓ Avaliar ritmo (regular e irregular – extrassístole, bradi
ou taquiarritmia).
✓ Frequência cardíaca, bulhas, ruídos adicionais,
SEMIOLOGIA CARDIOVASCULAR sopros, atrito pericárdico.
✓ Ausculta deve ser feita em todo o precórdio e regiões
GERALMENTE QUANDO QUE UMA PESSOA ASSUME circunvizinhas.
UMA POSIÇÃO DE CÓCORAS E PORQUÊ? ✓ O diafragma do estetoscópio é utilizado para sons
Em casos de crises anoxêmicas, frequentes nas cardiopatias agudos (B1 e B2) e a campânula, para sons graves
cianóticas. (B3 e B4).
Essa posição de fletir os mmii faz com que haja impulsão do
sangue venoso para o coração. Quando há dificuldade de colaboração da criança, começar
pela ausculta no colo dos pais, mamando, sentada ou
UMA SÍNCOPE PODE SER RESULTANTE DE QUE? dormindo. → a idade que mais chora é depois de 1 ano até 2
Baixo débito cardíaco decorrente de arritmias ou estenoses anos.
valvares.
OBS: Arritmia respiratória é normal em crianças.
SEMIOLOGIA DO APARELHO DIGESTIVO
Ritmo cardíaco: pode ser regular ou irregular. O irregular é
observado em crianças normais (acelerado à inspiração) é QUAL É A INTERPRETAÇÃO CORRETA DE ACORDO
chamado de arritmia respiratória. Também extrassistoles, COM A COLORAÇÃO E ESPESSURA DOS LÁBIOS?
bradicardias e taquicardias ou arritmias do tipo fibrilação atrial Pálida (anemia), azulada (cianose/intoxicação), escura
podem ser percebidas. (síndrome de Addison), amarelada (icterícia), pontos pretos
(síndrome de Peutz-Jeghers), brancas (queimaduras
Focos de ausculta: iniciar no 2º espaço intercostal direito, elétricas).
depois percorrer borda esternal esquerda alta, média, inferior - Espessura: grosso (angioedema), fino (síndrome alcoólica
e região apical. fetal).
Aórtico – 2º espaço intercostal direito junto borda esternal.
Pulmonar – 2º espaço intercostal esquerdo junto borda DENTIÇÃO NAS CRIANÇAS.
esternal. - Primeira dentição - início 6 meses até 2,5 anos - 20 dentes
Aórtico acessório – 3º-4º espaço intercostal esquerdo. (10 dentes em cada arcada).
Tricúspide – apêndice xifoide. - Segunda dentição - início com 5 anos - 32 dentes.
Mitral (ictus cordis) – 5º-6º espaço intercostal esquedo e linha - Atraso da dentição - raquitismo, hipotireoidismo, Síndrome
hemiclavicular. de Down.

PRINCIPAIS TERMOS SEMIOLÓGICOS DA BOCA


• Micrognatia, prognatismo: má oclusão dentária por
mau posicionamento dos dentes ou alteração na
mandíbula.

• Trismo: contração espasmódica do masseter,


dificultando abertura da boca.

• Anodontia: ausência dos dentes.


• Hipoplasia dos dentes decíduos e permanentes
(incisivos, caninos e molares).

• Macrodontia: dentes grandes.


• Microdontia: dentes pequenos.
• Dentes natais (presentes ao nascer) e dentes
Devem ser examinados nos quatro focos:
neonatais (surgem no primeiro mês).
1. Foco mitral: nível do ictus cordis.
2. Foco tricúspide: base do apêndice xifoide. • Síndrome de Pierre Robin: tríade de anomalias -
3. Foco aórtico: no segundo espaço intercostal micrognatia, glossoptose e fissura palatina.
direito, junto ao bordo esternal.
4. Foco pulmonar: junto a margem do esterno.

Bulhas (som) cardíacas: são vibrações que variam de


intensidade, frequência e a qualidade (bulhas normofonéticas • Fenda palatina: presença de comunicação buco-
– BNF). nasal, em consequência da perfuração do palato.
• Estetoscópio adequado para idade.
• Decúbito (lactentes) ou sentado (criança maior e
adolescente).
• B1, B2, B3, B4.
B1 = início da sístole ventricular (fechamento das • Cárie: lesão da coroa dentária por bactérias que
atrioventriculares – AV). desdobram o açúcar em ácido lático – cárie de
B2 = diástole (fechamento das semilunares – Valva aórtica). mamadeira.
Desdobramento fisiológico de B2 (assincronismo fechamento • Bruxismo: ruídos raspantes dos dentes (crianças
válvulas aórtica e pulmonar). tensas).
Ocorre primeiro o fechamento da valva aórtica e na sequência • Dentes de Hutchinson: erosão semilunar na borda
a valva pulmonar. livre – Sífilis congênita.
B3 = fase de enchimento ventricular rápido (ex: distensão
ventricular, doença miocárdio, pode ser normal criança)
Insuficiência cardíaca = ritmo de galope.
B4 = contração atrial (raramente percebida em situação
normal). • Gengivas: Pérolas de Epstein no palato duro, ou
nódulos de Bohn na gengiva.
Hiperfonese: atividade física anormal, excitação psíquica,
hipotireoidismo, febre, hipertrofia do miocárdio, anemia,
magreza intensa e algumas deformações torácicas.
Hipofonese: obesidade, enfisema pulmonar, derrame do
pericárdio, estados de choque, miocardite e insuficiência
cardíaca.
PRINCIPAIS TERMOS SEMIOLÓGICOS DAS GLANDS
SALIVARES
- Parotidite: dilatação dolorosa da glândula parótida devido a
uma infecção.

• Glossite pelagrosa: atrofia das papilas fungiformes e


filiformes, coloração vermelha, lisa seca e sensível.
- Sialorréia: secreção exagerada de saliva (estomatite,
epiglotite, esofagite...).
- Ptialismo: escorrimento contínuo de saliva pelas comissuras
labiais (paralisia cerebral).
- Xerostomia: diminuição da secreção salivar, ressecamento
da cavidade oral, eritema, fissuras na língua e dificuldade de
deglutição. • Glossite carencial: anemia ferropriva, deficiência
- Halitose – ar expirado fétido pela boca. B12, avermelhada, edemaciada, às vezes purpúrica,
→Hálitos característicos: fissuras e ulcerações.
Lembra cetona – acidose diabética .
Lembra urina decomposta - pacientes com insuficiência renal - Rânula: cisto de retenção da glândula sublingual,
aguda. encontrada em lactentes, se localiza ao lado do freio da
língua.
PRINCIPAIS TERMOS SEMIOLÓGICOS DA LÍNGUA
- Alteração do tamanho da língua:
• Macroglossia: hipotireoidismo, glicogenólises,
hiperinsulinismo...
• Microglossia: Síndrome de Pierre-Rubin.
• Hipertrofia e atrofia (lesão do nervo hipoglosso). PRINCIPAIS TERMOS
- Malformações da língua: SEMIOLÓGICOS DA FARINGE
• Aglossia: ausência congênita ou adquirida da língua, • Anginas: processo inflamatório que pode acometer
encontra-se lábio leporino. toda a cavidade oral.

• Amigdalites: processo infeccioso bacteriano.

• Anquiloglossia: língua presa pelo freio lingual.


• Faringites: acometem a porção posterior da
orofaringe, sem comprometimento das amígdalas.

• Língua bífida: falta da fusão da língua “língua de


cobra”. • Abcesso retro faríngeo: abaulamento na parede
posterior.

- Aspecto da língua:
• Saburrosa: membrana branco-acinzentada que
recobre a língua.
PRINCIPAIS TERMOS SEMIOLÓGICOS DO ESOFAGO
- Disfagia: dificuldade de deglutir alimentos sólidos, com
sensação de parada do alimento.
- Pirose: dor em queimação retroesternal, causada por
refluxo.
• Seca: desidratação e respiração bucal. - Vômito esofagiano: vômito não precedido de náuseas que
• Framboesa: saburrosa, com hipertrofia das pápulas ocorre após a refeição.
fungiformes, aspecto avermelhado. Presente na - Hematêmese: é o sangramento exteriorizado pela boca
escarlatina e na doença de Kawasaki. (vômito com sangue).
- Obstrução esofágica: corpo estranho, estenose do esôfago.
- Atresia: alteração congênita causada por estreitamento ou
completa obstrução do lúmen esofágico. Pode ser resultante
de um processo embrionário mal formativo.
• Geográfica: recoberta por placas lisas de mucosa,
descamada de cor vermelho vivo, limitado por PRINCIPAIS TERMOS SEMIOLÓGICOS DO ANUS E RETO
bordos irregulares esbranquiçados. - Imperfuração anal: ausência de ânus, a pele desse local se
apresenta lisa ou com pequena depressão.
- Prolapso retal: ocorre em lactentes, desnutridos com
musculatura fraca e escassa gordura anorretal pode ocorrer
secundária a verminose Trichuris trichiura, fibrose cística, - Anormal: agnesia dos músculos abdominais (Prunne -Belly),
diarreia grave e constipação grave. meningomielocele, teratomas, extrofia da bexiga

- Fístula anorretal: canal entre a pele e canal anorretal.

Causas de abaulamento/depressões:

- Causas de abaulamento: tumores, visceromegalias


(esplenomegalia e hepatomegalia), abscessos, distensão da
bexiga, imperfuração anal, invaginação intestinal, ascite,
- Fissuras anais: ocorre por passagem de fezes endurecidas peritonite com derrame seroso ou purulento,
ou prurido intenso (oxiúrus/enterobiose). pneumoperitônio.
- Causas de depressões: hérnia diafragmática e caquexia
(extremo enfraquecimento).

Respiração: abdominal (predominantemente no 1° ano),


torácica (inicia aos 3 anos e predomina após os 7 anos) e
- Pólipos retais: pequenos tumores pedunculados. tóraco-abdominal (3-7 anos).
- Hemorroidas: são mais raras e ocorrem devido a
Hipertensão Portal e constipação intestinal. - Respiração paradoxal: paralisia diafragmática (poliomielite).

- Diminuição dos movimentos respiratórios (peritonite).

- Ondas peristálticas visíveis: Estenose hipertrófica do piloro,


ondas visíveis da esquerda para a direita, na região superior
- Incontinência fecal: pode ocorrer de lesões da medula
do abdome, ocorre geralmente após 15 dias de vida.
espinhal e espinha bífida.
Circulação colateral: veia cava superior, veia cava inferior e
veia porta.
SEMIOLOGIA DO ABDOME

Limites do abdome:
- Externo: superior (apêndice xifoide, arcada costal até coluna
vertebral). Inferior (crista ilíaca, crista pubiana, pregas
inguinais e base do saco).
- Interno: superior (cúpula diafragmática) inferior: estreito Umbigo: artéria umbilical única (associada a má formação
superior da pelve). urinária e gastrointestinal), granuloma umbilical, hérnia
umbilical, protrusão nas ascites, equimoses periumbilical e
Regiões: Hipocôndrio direito e esquerdo, Epigástrio, Flanco
umbigo cutâneo.
direito e esquerdo, Mesogástrio, Fossa ilíaca direita e
esquerda, Hipogástrio. Gastrosquise: evisceração paramediana lateral ao cordão
umbilical. As vísceras não apresentam cobertura.
Quadrantes: quadrante superior direito e esquerdo,
quadrante inferior direito e esquerdo. Onfalocele: malformação de fechamento abdominal a partir
do umbigo. O cordão sai da lesão e as vísceras são cobertas
por âmnio e peritônio.

Parede posterior: região lombar direita e esquerda.

➢ Inspeção estática e dinâmica

Forma:
- Normal: Difere de acordo com a idade, é volumoso até 3 – 4
anos de idade. RN (globoso), Pré escolar/escolar (mais
próximo do adulto).
➢ Palpação profunda do abdome
- Paciente em decúbito dorsal, com examinador a sua direita.
- Mãos aquecidas.
- Criança calma.
- Nunca pressionar com as pontas dos dedos.
- Aprofundar a palpação no tempo expiratório, já que a tensão
da parede diminui.
- Sempre deixar por último às regiões dolorosas.
- Palpar inicialmente todo o abdome, não direcionar para
órgãos específicos.
- Descrever achados, forma, volume, consistência,
mobilidade, localização.

➢ Palpação específica:
- Fígado: Palpação simples, em garra de Mathieu e bimanual
de Fleckel. Descrever a borda inferior, a superfície
consistência, sensibilidade e ocupação além do rebordo
costal. O deslocamento da borda inferior da víscera para
baixo caracteriza hepatomegalia.

• Bimanual de Fleckel: criança em decúbito dorsal,


examinador em posição tradicional, com a mão
➢ Ausculta esquerda abaixo do hipocôndrio direito na parede
- Borborigmos: leves ruídos pela passagem de gases e posterior comprimindo-o com certa força. A mão
líquidos. direita é colocada sobre a parede anterior abaixo do
- Ruído hidroaéreo (RHA): quadrante inferior direito. rebordo costal direito. Aproveitando o movimento
- Sopros: artérias renais, artéria aorta, artérias ilíacas. inspiratório, durante os quais a víscera se projetam
- Íleo paralítico: ausência de RHA, pós-operatório e para o abdome.
peritonites.
- Peristalse de luta: obstruções intestinais (bolo de áscaris, - Lactente: palpar com as polpas dos dedos.
volvo, estenoses, bridas). - Pré –escolar: basta uma das mãos.
- Escolar: duas mãos sobre postas.
➢ Percussão
- Dígito-digital: timpânico na sua maior parte. - Baço: simples, bimanual, e posição de Schuster.
- Hipertimpanismo: aerofagia com meteorismo,
pneumoperitônio, fase inicial de obstrução intestinal. • Posição de Schuster: decúbito lateral direito com
- Submaciço: transição pulmão –fígado. braço e perna esquerda fletidos, examinador a
- Maciço: fígado e vísceras sólidas. direita do leito, fazendo com a mão esquerda no
- Espaço de Traube: 6ª a 10ª costela esquerda , tem som quadrante abdominal superior esquerdo, uma ligeira
timpânico. inclinação sobre a mão direita.
Em lactentes, palpar a ponta do baço não tem significado
➢ Hepatimetria patológico.
- RN e Lactentes -2 a 3 cm do rebordo costal direito.
- Pré-escolar -1 a 2 cm do rebordo costal direito. ➢ Causas de hepatomegalia e esplenomegalia na
- Escolar -rebordo costal direito. criança
- Adolescente -rebordo costal direito.
- Hepatomegalia: erros inatos do metabolismo, sífilis,
- Sinal de Torres Homem: percussão dolorosa do fígado, toxoplasmose, mononucleose, hepatite, atresia de vias
indica abcesso hepático. biliares e doenças hematológicas.

- Macicez móvel: em decúbito lateral, macicez aparece na - Esplenomegalia: septicemia, mononucleose, hepatite,
parte inferior e timpanismo na parte superior. Identifica ascite. endocardite, doenças hematológicas (anemias hemolíticas,
púrpura trombocitopênica idiopática, leucoses e
- Sinal de Piparote: sensação de ondulação líquida, sentida hiperesplenismo), doenças metabólicas (galactosemia e
pela mão, desencadeada por um piparote. mucopolissacaridoses), histiocitose e neoplasias.

- Semi círculo de Skoda: som timpânico no centro do


abdome e maciço ao redor em decúbito dorsal. ➢ Macicez alterada abdominal nas 9 regiões

➢ Manobras e sinais especiais:

• Sinal de Blumberg: dor à descompressão brusca


no ponto de McBurney, indicativo de peritonite,
geralmente está associado à apendicite aguda.

• Sinal de Rovsing: é um sinal provável de


apendicite, positivo quando a palpação do quadrante
➢ Palpação superficial do abdome: analisar a inferior esquerdo resulta em dor no quadrante
parede abdominal. Avaliar sensibilidade, espessura inferior direito.
da parede, tumorações da parede, continuidade e
tensão • Sinal do Psoas: o paciente em decúbito dorsal, faz-
se a flexão da perna sobre a coxa e da coxa sobre a
pelve, então se procede com uma rotação interna da Desde discreto edema palpebral, até fácies renal e anasarca
coxa. Tem maior positividade nas apendicites com (edema generalizado por todo o corpo), atitude atipica ou
posição retrocecal. antálgicas - Cólica renal - o paciente se inclina para o lado
afetado e ganho ponderoestatural normal ou insuficiente.
• Manobra de Giordano: dor a percussão com borda
ulnar na região lombar, indicativo de acometimento OBS: Na percussão da análise renal, faz o sinal de Giordano
renal. ou punho percussão de Murphy (geralmente quando sente
dor – cálculos, pielonefrite; NÃO compara!! Faz um lado de
• Punho percussão de Murphy: dor a punho cada vez.
percussão na região lombar, indicativo de
acometimento renal. Geralmente os problemas renais vem acompanhados de
edema.
• Sinal de Cullen e Gray Turner: equimoses na
região periumbilical devido à hemorragia Sinal de Cacifo, godet
retroperitoneal, mas também eventualmente
presente na pancreatite aguda. O edema renal é mais nítido ao redor dos olhos e sobre a
região sacral quando a criança está deitada e em volta dos
• Sinal de Murphy: é um sinal indicativo de pés e tornozelos, quando a criança está de pé. As cavidades
colecistite, quando o paciente suspende a inspiração mais comprometidas são a peritoneal, pleural e túnica vaginal
por dor à compressão ponto cístico, local onde se dos testículos.
encontra a vesícula biliar.
Termos semiológicos
• Manobra de Valsalva: é qualquer tentativa de Oligúria: pouco volume de urina. (menor que 1 ml/kg/h)
exalar ar com a boca e o nariz fechados. Com o Anúria: ausência de urina. (menor que 0,5 ml/kg/h)
aumento da pressão interna, regiões de hérnias irão Poliúria: aumento do volume de urina. (1 a 3 ml/kg/h)
se evidenciar.
Polidipsia: excesso de sede.
• Sinal de Joubert: timpanismo na região hepática, Estrangúria: micção dolorosa devido a estenose uretral,
ocorre por sobreposição de vísceras ocas ou também pode haver dificuldades miccionais.
pneumoperitônio. Polaciúria: aumento da frequência de micção.
Disúria: dificuldade para urinar, pode ser ou não dolorosa.
Noctúria: maior eliminação de urina no período noturno.
SEMIOLOGIA APARELHO NEFRO-UROLÓGICO Hematúria: sangue na urina.
HMA: alterações miccionais (hesitação, urgência, SEMIOLOGIA DO APARELHO GENITAL MASCULINO
modificação do jato urinário, retenção urinária,
incontinência), alteração do volume e do ritmo urinário 1. Avaliação do pênis
(oligúria – secreção insuficiente de urina, anúria – ausência ✓ Tamanho:
de urina, poliúria – urina em excesso, disúria – sensação de • Micropênis verdadeiro: Causas - Anomalias dos
dor/ardência ao urinar, polaciúria – aumento do número de testículos impede uma produção suficiente de
micções, frequência, noctúria), alterações da cor da urina testosterona, afetando a formação normal do
(hematúria – perda de sangue, hemoglobinúria perda de pênis. Defeito genéticos nos receptores impedem
hemoglobina, mioglobinuria – urina escura, porfirinúria – uma absorção correta de testosterona dos
porfirina na urina, vermelha ou marrom), urina espumosa, testículos. Anomalias na produção hormonal, que
turva, alterações no cheio da urina, odor, edema, febre, dor. provocam disfunções dos testículos e desse modo
afetam a produção de testosterona. Causas
• Dor abdominal: distensão da cápsula renal, exógenas, como o intoxicação por dioxinas
dilatação das vias coletoras, edema inflamatório da
infeção do trato urinário. • Pênis embutido: submersão do pênis sob a gordura
• Dor aguda: infecção do trato urinário e cálculo renal. pré púbica. Ocorre em pacientes obesos.
• Dor vesical: dor suprapúbica. ✓ Fimose: incapacidade de retrair o prepúcio e
• Dor lombar: na região costovertebral ou flancos- exteriorizar a glande por completo.
distensão da cápsula renal, tumores , pielonefrites,
hidronefrose por obstrução.
• Cólica nefrética: dor lombar e se irradia para o
hipocôndrio, virilha e região genital- cálculos ou
coágulos.
• Disúria.
• Estrangúria – emissão lenta e dolorosa da urina.
✓ Parafimose: estrangulamento da base da glande do
Enurese após controle esfincteriano → é a micção pênis por um prepúcio.
involuntária que pode ser causada por vários fatores. Estes
incluem desordens nos rins, bexiga, uretra ou falta de controle
dos músculos que liberam a urina, além de ser associada com
fatores neurológicos. Em crianças até os cinco ou sete anos
é comum ter episódios de enurese noturna, o famoso xixi na
cama, e não gera preocupação. Pelo contrário, faz parte do
desenvolvimento da criança. Não controla o esfíncter vesical ✓ Balonização: dilatação do saco prepucial durante a
e anal. micção.
O que é observado na ectoscopia de uma criança com
problemas renais?
✓ Testículos retráteis: retração da bolsa escrotal pela
ação do cremáster.
✓ Atrofia/ Hipotrofia testicular: tamanho diminuído dos
testículos em relação à normalidade.
✓ Hérnia inguinal: é uma saliência de parte do
conteúdo intra-abdominal, através de um orifício na
parede abdominal, mais precisamente na região
✓ Cisto de esmegma: acumulo inguinal.
de secreção sebácea na região do sulco ✓ Hérnia inguinoescrotal: hérnia localizada na bolsa
balanoprepucial devido à fimose, formando de escrotal.
cistos. ✓ Hidroceles: liquido seroso secretado pelo peritônio.
- Comunicante: o líquido segue para a bolsa escrotal a partir
da cavidade abdominal, por um canal.
- Não comunicante: o líquido segue para a bolsa escrotal a
partir da cavidade abdominal, pela túnica vaginal.
✓ Cistos de cordão: anormalidade que ocorre ainda
no embrião, quando o canal peritoneu-vaginal deixa
passar algum líquido que vem do abdomen e, em
seguida, se fecha, deixando uma pequena
formação particionada no trajeto do cordão.
✓ Priapismo: ereção peniana dolorosa e persistente.
✓ Freio peniano curto: pode ocasionar curvatura do
pênis para baixo e dor quando ocorre ereção.
✓ Balanopostite: inflamação do prepúcio e cabeça do
pênis.

✓ Escroto agudo: dor testicular


aguda causada principalmente
por torção de testículo ou
✓ Epispádia: orifício uretral se forma na face dorsal apêndice testicular.
do pênis. ✓ Varicocele: dilatação das veias
✓ Hipospádia: orifício uretral se forma na face ventral presentes dentro do escroto.
do pênis. Pode ser decorrente de um
tumor da cavidade abdominal que impede o retorno
venoso.

✓ Orquiepididimite: inflamação do testículo e


epidídimo. Há um alívio ao levantar.
✓ Prepúcio incompleto: redundante na região dorsal ✓ Edema escrotal idiopático: edema da bolsa escrotal
do pênis e ausente/hipotrófico ventralmente. e região circunvizinha com hiperemia. O testículo é
normal à palpação.
✓ Encurvamento peniano: pode ocorrer por distrofia
da pele ventral, fibrose ventral ou desproporção dos
corpo cavernosos . SEMIOLOGIA DO APARELHO GENITAL FEMININO
✓ Afalia: ausência de pênis, com o resto da genitália
bem formada. Avaliar
✓ Difalia: duplicação peniana. ✓ Hímen: membrana mucosa e que fecha
parcialmente o orifício externo da vagina. Varia em
✓ Megalouretra: formação defeituosa do corpo
forma e tamanho de abertura, no RN é redundante.
cavernoso ou dos corpos esponjosos, má formação
uretral. ✓ Prolapso de uretra: saída da camada de mucosa
interna da uretra para o exterior.
2. Bolsa escrotal e testículos ✓ Pólipos de membrana himeal: massas sólidas
geralmente alongadas que fazem protusão a partir
✓ Volume dos testículos. da membrana himeal, em geral involuem
✓ Criptorquias: testículos em locais distintos do espontaneamente.
normal.
✓ Sinéquias de pequenos lábios: fusão labial. Fase genital, a partir de 11 anos: Início da adolescência, há
✓ Corrimentos vaginais: podem ser exsudativos claro, uma retomada dos impulsos sexuais, o adolescente passa a
purulento, brancacentos (candidíase) ou buscar, em pessoas fora de seu grupo familiar, um objeto de
sanguinolentos, com ou sem odor. amor. Adolescência é um período de mudanças no qual o
✓ Trauma e sinais de abuso sexual. jovem tem que elaborar a perda da identidade infantil e dos
pais da infância para que pouco a pouco possa assumir uma
✓ Ectopia ureteral: implantação do ureter fora do seu
identidade adulta
local fisiológico.

3. Distúrbios da diferenciação sexual SEMIOLOGIA NEUROLÓGICA


✓ Ambiguidade genital que devem ser pesquisadas
✓ Hiperplasia congênita de suprarrenal- forma O QUE É A ESCALA DE DENVER?
perdedora de sal –letal- DEFICIÊNCIA DE 21- Variabilidade individual no ritmo de desenvolvimento – idade
HIDROXILASE mínima e máxima para aquisição de marcos.
✓ Nome para as estruturas sexuais – falo, que podem
ser Desenvolvimento: idade de aquisição dos principais marcos,
- Genitália aparentemente masculina. definidos por 4 áreas: motora grosseira, adaptação (motora
fina), psico-social e linguagem.
- Genitália aparentemente feminina.
Aquisição de habilidades → maturação do SN sentido crânio-
4. Desenvolvimento Puberal caudal dos ombros para os dedos.
✓ Critérios de Tunner: vide ectoscopia.
✓ Telarca: início do desenvolvimento mamário.
✓ Pubarca: início do desenvolvimento de pelos
pubianos.
✓ Menarca: primeira menstruação.
✓ Primeiro sinal de puberdade na menina e menino.

➢ Marcos da maturação sexual da menina:

- Aparecimento da mama (telarca): a partir dos 8 anos de


idade (variação: 8 a 13 anos).
- Intervalo entre o aparecimento da mama e a primeira
menstruação: 2 a 5 anos.
- Aparecimento de pelos pubianos: 9 a 10 anos.
- Primeira menstruação: 12 anos (variação: 9 aos 16 anos).
➢ Marcos da maturação sexual do menino:

- Aumento do volume testicular: em média aos 11 anos


(variação: 9 aos 14 anos).
- Surgimento de pelos pubianos: 12 anos.
- Aparecimento de pelos axilares e faciais: 13 e 15 anos,
respectivamente.

✓ Fases que marcam o desenvolvimento sexual

Fase anal de 2 a 4 anos: período que a criança passa a


adquirir controle dos esfíncteres – a zona de maior
satisfação é a região do ânus; descobre que pode controlar
as fezes que sai de seu interior, oferecendo-o à mãe ora
como um presente, ora como algo agressivo. É aí que a
criança começa a ter noção de higiene; fases de birras.

Fase fálica de 4 a 6 anos: a atenção da criança volta-se para


a região genital. Inicialmente a criança imagina que tanto os
meninos quanto as meninas possuem um pênis e
defrontadas com as diferenças anatômicas entre os sexos, - DESENVOLVIMENTO NEURO PSICO MOTOR:
as crianças criam as chamadas teorias sexuais infantis,
➔ 1° trimestre (0 – 3 meses): RN predomina tônus
imaginando que as meninas não tem pênis porque este
fletor:
órgão lhe foi arrancado (complexo de castração). É neste
• Reflexos arcaicos e posturais.
momento que a menina tem medo de perder o seu pênis.
• Hipertonia membros e hipotonia cervical (membros
Surge aí o complexo de Édipo, em que o menino apresenta em flexão).
atração pela mãe e se rivaliza com o pai, e na menina ocorre • Reflexo tônico cervical assimétrico – Reflexo do
o inverso. esgrimista ou Magnus-Kleijn: movimento cefálico
desencadeia assimetria postural dos membros →
Fase de latência de 6 a 11 anos: Este período caracteriza-se
lateralização da cabeça; extensão dos membros
pelo deslocamento da libido da sexualidade para atividades ipsilateral à rotação da cabeça e flexão dos
socialmente aceitas, ou seja, a criança passa a gastar sua membros contralaterais.
energia em atividades sociais e escolares. • Decúbito Ventral: flexão membros com cintura
pélvica acima da escapular.
• Manobra de tração: cabeça pende para trás ao • Sentado – apoio em tripé com 6 meses; com 7
tracionar a criança pelos braços para frente. meses libera uma das mãos e com 8 meses senta
• Sentado: propulsão do tronco para trás e cabeça sem o apoio das mãos.
oscila em todas as direções. • Preensão bimanual diminui em troca da
• Reflexo de apoio e marcha: eleva-se o bebê pelo transferência de objetos de uma mão para outra.
tronco e faz-se com que ele rode os pés em uma
superfície, ele deverá elevar as pernas como se ➔ 4° trimestre (9 a 12 meses): muito ativo, muda de
estivesse caminhando. Cessa entre o 2° e o 3° mês. posição facilmente (decúbito para sentado), se
• Preensão palmar e plantar reflexas: coloca-se um arrasta, engatinha, ao encontrar apoio se ajoelha e
objeto cilíndrico (dedo) para que o bebê segure com tenta ficar de pé:
os dedos ou pelo menos flexione-os. A palma • Ao ficar ereto apoia as mãos, depois libera uma das
desaparece em torno do 4° mês e plantar em torno mãos e fica em pé sem apoio.
do 6° mês. • 1 ano – marcha sem apoio, instável, base alargada
• Reflexo de Moro: o RN descansa nos braços do e auxílio MMSS para equilíbrio.
adulto; o adulto inclina os braços cerca de 30° para • Mãos com maior precisão (pinça)
o bebê ter a sensação que vai cair; o reflexo produz-
se como reação ao susto, primeiro abre os braços Perguntas básicas: sustentou a cabeça, sentou com e sem
para o lado, depois volta a juntá-los e, por fim, fecha apoio, engatinhou, ficou de pé, andou com e sem apoio, falou
os mãos. Analisar a simetria. a primeira palavra, formou frases, desempenho escolar,
• Reflexo dos pontos cardeais (procura): faz-se relacionamento.
estímulo nos quatro cantos da boca e o bebê
procurará o local de estímulo, o mesmo deverá
sugá-la. Começa a diminuir aos 6 meses de idade.
• Reflexo de Galant: estímulo doloroso na região
lombar do bebê em prono provocará a flexão do
tronco para o lugar estimulado. Nos primeiros dias
de vida a resposta é frequentemente ausente ou
fraca e desaparece com 2 meses de idade.

Reflexos Época de
desaparecimento Classificação:
Pontos cardeais 2 meses • Normal: todos os marcos presentes para a idade.
• Possível atraso: ausência de 1 ou mais marcos para
Sucção 3 meses
idade → estímulo e retorno em 30 dias.
Moro 5 a 6 meses • Atraso DNPM: ausência de 1 ou maias marcos para
faixa etária anterior → especialista.
Tônica cervical 5 a 6 meses
• Involução DNPM: perda de habilidade motora e/ou
Preensão palmar 6 meses cognitiva previamente adquirida → especialista.
Preensão plantar 9 a 10 meses

Estão presentes no RN a termo e à medida que a criança se SUPORTE BÁSICO DE VIDA NA CRIANÇA E LACTENTES
desenvolve, eles deixam de existir, dando lugar para BLS
respostas elaboradas e voluntárias.
PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA
➔ 2° trimestre (3 a 6 meses):
• Bebê tranquilo, sorriso social, sustento cefálico. O QUE É PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA?
• Decúbito dorsal: a cabeça linha média com mãos e Interrupção súbita e brusca da circulação sistêmica e da
pés no eixo central. respiração, cessando oferta de O2 pros órgãos,
• Decúbito ventral: apoio nos antebraços, coxa em comprometendo todo o metabolismo.
contato com a mesa, cintura pélvica e escapular no
mesmo nível. Com 5 meses libera uma das mãos É a cessação súbita da circulação sanguínea, pela ausência
para pegar objeto. (assistolia ou AESP – atividade elétrica sem pulso, coração
• Manobra de tração – cabeça alinhada com corpo. bate de forma não efetiva, problema no débito cardíaco) ou
• Sentado – sustento cefálico completo e queda do ineficácia da atividade mecânica cardíaca (FV – fibrilação
tronco para frente. ventricular – contrair de forma desorganizada /TVSP –
• Ereto- perde reflexo de marcha. taquicardia ventricular sem pulso – por ser muito rápida).
• Perda da preensão palmar reflexa e surge preensão
voluntária inicial (movimento de varredura). Os adultos param mais em arritmia, a parada deles é mais por
• Preensão bimanual. um comprometimento do coração.

➔ 3° trimestre (6 a 9 meses): ativo, movimentos As paradas da criança ocorrem mais por comprometimento
incessantes, reconhece rostos familiares, reage a de função, parando mais comumente em assistolia.
estranhos com choro e se acalma com a mãe (angústia (1o pulmão depois o coração, resultando da falta de oferta de
do 8ºmês): O2).
Ou seja, primeiro ocorre a PR e depois PC.
• Hipotonia fisiológica – em decúbito dorsal fica com
QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS CAUSAS DE PARADA
os pés para alto e depois na boca.
CARDIORRESPIRATÓRIA NA CRIANÇA?
• Em decúbito ventral a cintura escapular acima da
Coisas que fazem com que haja um comprometimento
pélvica (apoio dos MMSS com as mãos).
funcional.
• Manobra de tração – ajuda do lactente flexionando o Isto é, hipoxemia, choque, quadro de acidose metabólica ou
pescoço com a cabeça a frente do tronco. respiratória.
O ritmo terminal mais frequente é bradicardia AESP – Não respondeu? Primeiro sinal de que a criança está
assistolia. parada.

3A coisa: acessar serviço de ajuda (192 e pedir o DEA –


CRIANÇA NÃO RESPONDE, MAS TEM PULSO E desfibrilador externo automático).
RESPIRA. Se eu tiver com pessoas por perto e as conheço, designo
O QUE FAZER? alguém pra ligar.
Se tem pulso e respira, colocar em posição lateral de Se eu estiver sozinho, ligar e deixar no viva-voz.
segurança PLS (fazemos isso pois em casos de hipóxia, é
comum que a língua caia pra hipofaringe, levando a uma piora 4A coisa: posiciono a vítima e vejo 2 coisas ao mesmo
do quadro pela maior possibilidade de obstrução da VA e tempo: respiração (expansibilidade torácica) e pulso (em
risco de aspirar secreções); chamar 192 e monitorar até a bebê palpa-se o pulso braquial – entrando dentro do bíceps,
chegada da assistência médica. na parte mediana - ou femural, em maiores, o pulso
Avaliamos a cor, a respiração e a consciência. carotídeo). Tudo isso entre 6 a 10 segundos.
Sem pulso (ou menor do que 60BPM) e sem respiração.
PLS - Uma mão da tchau e a outra vai na orelha. Gira a
criança e flete a perna pra estabilizar a posição. Aqui temos uma diferença entre a parada
cardiorrespiratória da criança e do adulto.
Na PCR do adulto, não vai ter pulso.
Já na PCR da criança, pode ter pulso menor de 60 bpm
com sinais de má perfusão.

Também há outra diferença.


Como a criança precisa de mais oxigênio e geralmente
as paradas cardiorrespiratórias são causadas
previamente por falta de oxigênio, na presença de 2
socorristas, um faz compressão torácica enquanto o
outro ventila, na proporção de 15:2.

Se tem 2 socorristas.
CRIANÇA NÃO RESPONDE, TEM PULSO MAS NÃO 1 pede ajuda.
RESPIRA (parada respiratória) O outro inicia RCP.
Geralmente isso ocorre quando tem uso de opioides,
heroína, morfina por adolescentes. (A overdose de opioides Se tem 1 socorrista.
pode provocar ausência de responsividade, levando a Tem duas situações:
depressão respiratória que pode evoluir para parada 1. Você está com a criança e ela de repente para
cardíaca). (colapso súbito) , não tem como ligar. Pegar a
PULSO na criança sempre maior que 60 BPM. criança e sair correndo. Possivelmente foi arritmia e
a única chance é DEA.
Se eu tenho pulso menor do que 60 BPM, eu tenho que 2. To andando num parque e já encontro uma criança
ventilar essa criança. Se eu não ventilar, ela vai fazer parada, não sei quanto tempo ela ta daquele jeito.
hipóxia, evoluindo em seguida para parada cardíaca. Desse modo, eu não posso perder tempo! Tenho
que administrar 30 compressões torácicas para 2
Como que ventilo? Tem 2 formas (máscara facial e bolsa- ventilações. Depois de fazer 5 ciclos, aaaaí que eu
válvula-máscarainsufladora). vou pedir ajuda.

Qual a frequência de ventilação?


1 ventilação a cada 5 segundos, ou seja, de 12 a 20 5A coisa: defini PCR. Iniciar compressões torácicas.
ventilações por minuto. As compressões torácicas variam de acordo com a idade.
De 0 a 1 ano é de um jeito;
QUAL A CADEIA DE SOBREVIVÊNCIA NA CRIANÇA? De 2 a 8 anos é de outro;
PREVENÇÃO Acima de 8 é tida como adulto.
ACIONAR AJUDA
SUPORTE AVANÇADO DE VIDA No bebê, eu afundo o tórax 4 cm;
CUIDADOS PÓS-PCR Na criança, 5cm.
No adulto, 5 a 6 cm.

CRIANÇA NÃO RESPONDE, NÃO TEM PULSO E NÃO GERAL


RESPIRA Se tem 2 socorristas.
(SINAIS de parada cadiorrespiratória) Faz 15 compressões pra 2 ventilações.
Quando a criança apresentar os sinais clássicos de parada
cardiorrespiratória, tais quais ausência de resposta, pulso e Se tem 1 socorrista.
respiração, devo iniciar imediatamente: Faz 30 compressões pra 2 ventilações.
RCP
C Reanimação por compressão torácica;
A Abertura das vias aéreas; De 0 a 1 ano:
B Administração de ventilação. Se tem 2 socorristas.
Faz 15 compressões pra 2 ventilações.
1A coisa: certificar que estou em um lugar seguro
Com 2 socorristas é possível realizar a melhor manobra de
2A coisa: Alerta! ver a responsividade. compressão:
Como? Em crianças maiores eu toco nos ombros dela Colocar os dois polegares sobrepostos no tórax, na região da
chamando CRIANÇA CRIANÇA. Já nos bebês eu estimulo linha intermamilar e fazer as compressões 4 cm . Quando eu
os pés. estou sozinho, fazer essa técnica faz perder tempo!
Essa máscara insufladora pode estar acoplada ao oxigênio
Se tem 1 socorrista. ou reservatório.
Faz 30 compressões pra 2 ventilações. Se eu acoplo oxigênio mas não tem reservatório, ofereço 60%
de O2.
Com apenas 1 socorrista, para evitar a perda de tempo, eu Se eu não ofereço nem oxigênio nem reservatório, ofereço
uso meus dedos médio e indicador na região intermamilar e 21% de O2 (O2 do ar).
faço as compressoes 4 cm , alternando com as ventilações. Se eu ofereço oxigênio e reservatório, ofereço 100% de O2.

NA PARADA eu preciso oferecer 100% de oxigênio. É


De 2 a 8 anos: TUDO OU NADAA!
Eu coloco o paciente em uma superfície plana rígida, me
posiciono ao seu lado. Logo, na parada, idealmente, a máscara deve ser acoplada
Vamos pegar o esterno, dividir em 2 partes. ao oxigênio e reservatório.
No centro do tórax, na linha intermamilar, colocar uma mão
sobreposta a outra (mão dominante em baixo), de modo que E quanto que eu exalo de O2?
meu cotovelo fique em cima da minha mão e que meu Inspiro 21% e expiro 17%.
ombro fique em cima do meu cotovelo. Tem que estar em Desse modo, se eu não tiver nada, é melhor eu fazer boca a
ângulo reto (não dobrar cotovelo!!), quem movimenta não é boca ou boca nariz com meus 17 %. Isso é feito na máscara
o braço, é o corpo. facial que a gente carrega no bolso e tal, aquela laranjinha
Nas crianças dessa idade, as compressões devem que ela mostrou na aula.
pressionar cerca de 5 cm do tórax.
SE A GENTE NÃO TIVER MÁSCARA, NÃO SOMOS
As manobras de compressão torácica aumentam o débito OBRIGADOS A FAZER VENTILAÇOES.
cardíaco em cerca de 25%, ¼ do que circula normalmente.

Quando a gente comprime, a gente aperta. Temos que QUANDO USAR CADA MÁSCARA?
comprimir e relaxar pro ventrículo expulsar o sangue e ter o Usar a de bolso facial quando eu estiver sozinho.
retorno venoso. NUNCA USAR A BOLSA INSUFLADORA SOZINHO!! NÃO
TEM COMOOOO, perde muito tempo.
A frequência das compressões torácicas correspondem de Com 2 socorristas, tudo bem.
100 a 120 por minuto.
1 socorrista (boca boca, boca nariz, mascara de bolso)
Ventilações em conjunto com as compressões torácicas. 2 socorristas (bolsa mascara insufladora).
OBS: Após iniciar as compressões, não deve parar por mais
de 10 segundos, independentemente do que for para fazer. SEMPRE QUE VENTILAR POR 1 SEGUNDO, OBSERVAR
A ventilação excessiva também atrapalha! A EXPANSIBILIDADE TORÁCICA.
Eu tenho que ventilar por 1 segundo e observar a
expansibilidade torácica. Se eu for pra ventilar as 2 vezes e não conseguir, não ficar
Hiperventilação pode levar à pneumotórax. tentando!! Volta e faz as compressões.

Em caso de 2 socorristas, mudar quem faz compressões a 8A coisa: chegou o DEA (desfibrilador externo automático).
cada 5 ciclos, o que equivale a 2 minutos. Uma pessoa ta fazendo as compressões e ventilação e a
outra que chega com o DEA que vai posicionar as pás no
corpo. NÃO INTERROMPER.
6A coisa: Abertura das vias aéreas para a ventilação. 1. LIGAR O DEA
Como a criança está em hipóxia, provavelmente a língua caiu 2. OBEDECER AOS COMANDOS DO DEA
na hipofaringe e eu preciso tirá-la de lá. 3. (POSICIONAR OS ELETRODOS NO TÓRAX DO
E como que a gente faz? PACIENTE)
Inclina a cabeça e eleva o queixo, nas crianças que não foram 4. CONECTAR O CABO NO DEA, FICA PISCANDO
vítimas de trauma. 5. ANALISA O RITMO (FICAR LONGEEEE, NÃO
Se eu suspeitar de trauma cervical, anteriorizar a mandíbula COMPRIMIR MAIS)
sem inclinar a cabeça. 6. CHOQUE RECOMENDADO ( TÁ EM FIBRILACAO)
7. ENQUANTO CARREGA EU COMPRIMO
OBS: Coxim é um apoio que coloca pra melhorar a ventilação.
Na criança deve ser colocado na cabeça ou no tronco para 9A coisa: ficar fazendo as manobras até o SAMU chegar.
retificar as vias aéreas.

7A coisa: depois que eu abri as vias aéreas, eu vou ventilar. DESENGASGO


A ventilação pode ser feita com a máscara facial com a bolsa
válvula máscara insufladora. CRIANÇAS EM GERAL
Se for engasgo parcial, a pessoa vai estar tossindo.
A máscara facial é colocada na face do bebê. Parte mais Incentivar a tossir.
pontuda na ponte nasal.
Não saiu. Manobra de Heimlich.
Na máscara insufladora, temos uma técnica para segurar. Me posiciono atrás do paciente. Coloco minha perna entre as
Técnica do C e E. pernas da vítima.
C com os dedos, comprimindo a máscara ao redor do rosto, Abraço a pessoa com as minhas mãos mais ou menos na
para melhor posicionar e vedar. região do umbigo, fecho o punho com o polegar na direção da
E com os dedos, segura na mandíbula e ajuda a manter a barriga, a outra mao apoio, aperto pra dentro e pra cima.
minha VA estendida. FAZER QUANTAS VEZES FOREM NECESSÁRIAS.

Eu seguro a máscara com uma mão e com a outra eu ventilo. Se não melhorar, a vítima desfalecer e cair no chão. NÃO
PRECISA NEMMMM PALPAR PULSO!!!
Iniciar manobra de reanimação por compressões Prolapso de cordão (cordão
torácicas e chama ajuda. Diminuição da atividade sai primeiro que o bebê –
fetal asfixia/hipóxia)
BEBE
Sentar Alo-imunização ou anemia Corioamnionite (infecção
Estende a perna fetal intrauterina do cólon)
Coloco a criança de costa pra mim, com a cabeça mais baixa
que o tronco, estabilizando a mandíbula com a cabeça pra Sangramento no 2º ou 3º Uso de opióides 4h
frente. O bebê fica com a barriga apoiada no meu antebraço trimestres anteriores ao parto
que ta apoiado na minha perna.
Fazer 5 compressões entre as escápulas PÁ PÁ PÁ PÁ PÁ. Uso de medicações (ex. Rotura de membranas >18
Depois vira o bebe magnésio e bloqueadores horas
Estabiliza cabeça com as mãos, vejo se tem algo na boca e adrenérgicos)
se sim, eu posso pinçar (não fazer varredura). Descolamento prematuro da
Se não achar nada, 5 compressões torácicas. Discrepância entre idade placenta
REPEAT! gestacional e peso ao
nascer Trabalho de parto > 24
AFOGADO horas
Não responde? Chama ajuda. Uso de drogas ilícitas
Não tem pulso? Não respira? RCP Placenta prévia (quando
Hidropsia fetal não está implantada no seu
local normal – está em
Óbito fetal ou neonatal baixo, perto do colo do
anterior útero).

Malformação ou anomalia Segundo estágio do parto >


fetal 2 horas (expulsão)
Sangramento intraparto
Ausência de cuidado pré- significante
natal

QUAIS MATERIAIS DEVEM ESTAR PRESENTES NA SALA


DE PARTO?

RN SALA DE PARTO

QUAIS SÃO AS CONDIÇÕES PERINATAIS ASSOCIADAS


À NECESSIDADE DE REANIMAÇÃO NEONATAL?
Liste os fatores antenatais e fatores relacionados ao parto.
OBS: A necessidade de reanimação é maior quanto menor
for a idade gestacional e/ou peso ao nascer.

FATORES ANTENATAIS FATORES


RELACIONADOS AO
PARTO
Idade < 16 anos ou < 35 Parto cesáreo
anos
Padrão anormal de FC fetal
Idade Gestacional < 37 ou
> 41 semanas Uso de fórcipe ou extração a
vácuo
Diabetes
Anestesia geral
Gestação múltipla
Apresentação não cefálica
Hipertensão na gestação
Hipertonia uterina
Rotura prematura das
membranas Trabalho de parto prematuro

Doenças maternas Líquido amniótico meconial

Polidrâmnio ou Oligoâmnio Parto taquitócico (evolução


trabalho parto < 4hs)
Infecção materna
Feito o clampeamento tardio, entregar o RN para a mãe.
Enquanto estiver com a mãe, prover calor, manter as vias
aéreas pérvias, avaliar sua vitalidade de maneira continuada.

Secar o corpo e o segmento cefálico com compressas


aquecidas;
Deixar o RN contato pele-a-pele com a mãe, coberto e
aquecido; posicionando-o no nível da placenta.
Manter as vias aéreas pérvias, sem flexão ou hiperextensão
do pescoço, verificando se há excesso de secreções na boca
e nariz.
Avaliar, inicialmente, a FC com o estetoscópio no precórdio,
o tônus muscular e a respiração/choro.
Estimular a amamentação na primeira hora pós-parto.

Cuidados de rotina no berçário:


- Banho
- Credé (profilaxia de oftalmia gonocócica)– Nitrato de Prata
1% em olhos (nitrato de prata causa uma conjuntivite química,
levando a uma resposta inflamatória com efeito antibiótico
secundário)
- Profilaxia doença hemorrágica do RN – vitamina K 1 mg IM
- Vacinas Hepatite B e BCG
- Cuidados com coto umbilical- álcool 70% 3x dia
- Medidas antropométricas Peso, Estatura, Perímetro
Cefálico, Perímetro Torácico, Perímetro Abdominal
- Alojamento conjunto
- Testes do olhinho, coraçãozinho, linguinha (esses testes já
são realizados nas primeiras 48h no hospital, de modo que o
teste do pezinho e da orelhinha já devem ser marcados para
serem feitos).

O QUE EU DEVO LEVAR EM CONSIDERAÇÃO PARA


DEFINIR SE DEVE CLAMPEAR O CORDÃO UMBILICAL
TARDIAMENTE OU NÃO?
Basicamente, clampeia-se tardiamente o cordão umbilical
daqueles RN que nascem com boa vitalidade, considerando:

1. RN com mais de 34 semanas;


QUANDO A CRIANÇA NASCE, QUAL É A PRIMEIRA 2. Respirando ou chorando;
COISA QUE EU FAÇO? 3. Tônus muscular em flexão.
Analiso a sua vitalidade ao nascer com base em 3
perguntas. Se SIM, clampeamento tardio do cordão umbilical (1 a 3
minutos)
INDEPENDENTE DO ASPECTO DO LÍQUIDO AMNIÓTICO INDEPENDENTE DO ASPECTO DO LÍQUIDO AMNIÓTICO
1. Nasceu a termo? QUAIS PROCEDIMENTOS SÃO REALIZADOS APÓS A
2. Nasceu respirando ou chorando? DEFINIÇÃO DE MÁ VITALIDADE AO NASCER?
3. Bom tônus muscular em flexão? O RN não tem boa vitalidade ao nascer quando ele nasce pré
ou pós termo; E/OU quando tem respiração irregular ou
Se SIM para todas as perguntas, o RN tem boa vitalidade ao apneia; E/OU quando tem hipotonia (flácido).
nascer.
Identificado isso, devem ser feitos alguns passos em 30
Se NÃO para qualquer uma das perguntas, necessidade de segundos!!!! Envolvendo:
reanimação.
Criança não tem boa vitalidade ao nascer – clampear
QUAIS PROCEDIMENTOS SÃO REALIZADOS APÓS A imediatamente o cordão umbilical – fazer passos iniciais
DEFINIÇÃO DE BOA VITALIDADE AO NASCER? de reanimação em 30 segundos – depois avaliar
RN com boa vitalidade ao nascer é aquele que nasce a termo respiração e FC –
(37 a 41 semanas), nasce respirando ou chorando e tem bom
tônus muscular flexor. Este, dispensa a necessidade de PASSOS INICIAIS QUE DEVEM SER FEITOS EM 30
reanimação! SEGUNDOS!
Além disso, é aconselhável que haja o clampeamento tardio Levar o RN à mesa de reanimação envolto de campos
do cordão umbilical (o que diminui o risco de anemia no aquecidos;
primeiro ano de vida, ainda que aumente a chance de icterícia Na prova eu deixo o berço reto - a mesa de reanimação não
neonatal fisiológica, elevando a possibilidade de fototerapia). pode ter qualquer inclinação!
O clampeamento tardio demora cerca de 3 minutos após a
expulsão completa da cavidade uterina e, durante esse Posicionar o RN em decúbito dorsal com a cabeça
período, o RN pode ser posicionado no abdome ou no tórax voltada para o profissional de saúde, em leve extensão;
materno. eu fico atrás da cabeça ele, como se ele estivesse de cabeça
pra baixo!
Prover calor (temperatura do RN entre 36,5 – 37,5oC), secreções e mantendo a boca aberta – e a pressão
posicionando o RN sob calor radiante; inspiratória) antes de oferecer oxigênio suplementar.

Tem secreções consideráveis? Se sim, aspirar a boca e Se a VPP com máscara não funcionou, usar VPP por meio
narinas (através da sonda traqueal número 8-10 conectada de cânula traqueal (intubação), na frequência de 40-60
ao aspirador a vácuo, pressão máxima de 100mmHg) movimentos/minuto.
OBS: O RN que estiver na mesa de reanimação por não Cada tentativa de intubação deve durar, no máx, 30
apresentar boa vitalidade ao nascer e possuir líquido segundos. Se insucesso, interromper o procedimento e iniciar
amniótico meconial, deve-se, neste momento, aspirar boca e VPP com máscara.
as narinas com sonda de aspiração traqueal. Após 30 segundos avalia-se respiração, FC, e SatO2.
Se RN com FC maior do que 100 ou movimentos respiratórios
Secar e desprezar os campos úmidos espontâneos e regulares – ventilação suspensa e o RN é
extubado.

Feitos esses passos iniciais em 30 segundos: MAS

Avalia-se a respiração e a frequência cardíaca (FC**). Se após 30 segundos de VPP por cânula traqueal o RN se
mantem com FC menor do que 100 bpm ou não retorna a
A respiração pode ser avaliada através da observação da respiração espontânea, ou saturação de O2 abaixo do
expansão torácica do RN ou presença de choro. normal, aumentar oferta de oxigênio até 60/100%.
Uma respiração é considerada inadequada quando não
apresentar movimentos respiratórios, ou se forem irregulares Se RN se mantém em apneia ou respiração irregular,
ou gasping (suspiros profundos entremeados por apneias). continuar a ventilação por cânula traqueal.

A FC é o principal parâmetro que determina a indicação e a Se FC está abaixo de 60 bpm após 30 segundos de VPP
eficácia da reanimação. com O2, indicar massagem cardíaca em conjunto com VPP
A análise da FC cardíaca pode ser feita através da palpação (dedos indicador e médio na região da linha dos mamilos – 3
do cordão umbilical, a ausculta do precórdio, oximetría de movimentos de massagem cardíaca pra 1 ventilação, com
pulso e monitor cardíaco. uma frequência de 120 eventos por minuto – 90 movimentos
Geralmente ausculta-se o precórdio por 6 segundos e de massagem e 30 ventilações) . Caso tenha mais de uma
multiplica os batimentos contados nesse período por 10, pessoa, a compressão é feita com os polegares aplicados
estimando qual é a FC em BPM. sobrepostos no terço inferior do esterno, logo abaixo da linha
intermamilar e poupando o apêndice xifóide).
Se a respiração estiver espontânea e regular e a FC maior
do que 100 bpm, avaliar as condições gerais e entregar pra Após 60 segundos, reavaliar a FC pelo monitor cardíaco e
mãe, deixando-o em contato pele a pele. continuar a massagem enquanto a FC estiver menor do que
60 bpm.
MAS
Se melhorar (maior do que 60), interromper apenas a
Se a respiração estiver ausente ou irregular ou FC menor massagem.
do que 100bpm, iniciar VPP (ventilação por pressão positiva)
nos primeiros 60 SEGUNDOS (GOLD MINUTE) após o MAS
nascimento e acompanhar a FC pelo monitor cardíaco e a
saturação de oxigênio pelo oxímetro de pulso. Se após 60 segundos de VPP com cânula traqueal e
oxigênio a 100% acompanhada de massagem cardíaca, o
RN mantém FC menor do que 60bpm, considera-se o
A VPP deve se iniciar com o ar ambiente (oxigênio a 21%). cateterismo venoso umbilical de urgência e indica-se
Deve-se verificar se o pescoço do RN está em leve extensão adrenalina.
e aplicar a máscara na face, no sentido do queixo pro nariz (a
parte mais pontuda perto do nariz); envolver as bordas da Resumindo:
máscara com os dedos indicador e polegar (C – para fixar na Ventilação com Pressão Positiva(VPP) com balão e
posição correta), e demais dedos (E – para manter as vias máscara – 40/60 movimentos por minuto (aperta-solta-solta-
mais elevadas e abertas). aperta), essa é a pressão necessária para manter FC acima
Durante a VPP é preciso observar a adaptação da máscara à de 100 bpm e boa expansão pulmonar sem hiperdistensão.
face, a permeabilidade das VA e a expansibilidade pulmonar.
- VPP por meio da máscara facial: VPP com balão - Ventilação efetiva: melhora da FC, tônus muscular e
autoinflável e máscara é feito na frequência de respiração espontânea.
APERTA/SOLTA/SOLTA – APERTA/SOLTA/SOLTA
- Se após 30 segundos de VPP, a FC estiver acima de 100
O indicador mais importante de que a VPP está funcionando bpm, o bebê respira espontaneamente → suspender VPP.
é o aumento da FC.
- Se falha VPP = após 30 segundos VPP, FC < 100 bpm ou
Se após 30 segundos de VPP com máscara o paciente sem respiração espontânea rítmica e regular
apresentar FC maior do que 100 bpm e respiração
espontânea e regular, suspender o procedimento e → Verificar ajuste da máscara-face, permeabilidade VA
entregar pra mãe. (posicionar cabeça, aspirar secreções), pressão no balão e
corrigir erros → Se não melhorar, entubar.
MAS
Massagem cardíaca
Se o RN não melhorar e/ou não atingir os valores desejáveis - Indicação: FC < 60 bpm após 30 segundos VPP + O2.
de saturação de O2, deve-se verificar e corrigir a técnica - Complicações: fratura de costela, pneumotórax, hemotórax,
da ventilação (verificar o ajuste entre face e máscara, a laceração de fígado.
permeabilidade das VA – posicionando a cabeça, aspirando - Sincronia com VPP = 3:1 (3 MC e 1 VPP).
- Continuar massageando enquanto a FC for menor que 60 O Apgar permite avaliar a resposta do paciente às manobras
bpm. realizadas e sua eficácia.
- MCE + VPP por 45-60seg, é tempo mínimo para que a MCE
seja efetiva, e assim restabelecer pressão de perfusão Ele possui como parâmetros clínicos: FC, respiração,
coronariana. coloração, tônus muscular e irritabilidade reflexa.
- Se após MCE + VPP, a FC > 60 bpm, parar MCE.
- Se a respiração for regular e espontânea e FC > 100bpm, É realizado sempre no 1o no 5o minuto de vida do RN, tendo
parar VPP e oferecer O2 inalatório. que estar acima de 7.
Se menor do que 7, deve ser feito a cada 5 minutos durante
Intubação Orotraqueal 20 minutos.
- Indicações:
• VPP com máscara não efetiva após correção de
problemas técnicos.
• Ventilação prolongada com máscara.
• Necessidade de MCE e/ou adrenalina.
• Hérnia diafragmática.
- Complicações: hipoxemia, apneia, bradicardia,
pneumotórax, atelectasia, laceração de tecidos moles,
perfuração de traqueia e esôfago, aumento do risco de
infecção.
- Cada tentativa de IOT deve durar no máximo 30 segundos,
se insucesso, VPP com balão e máscara até nova tentativa
IOT, após estabilizar RN.

O QUE É O MÉTODO DE CAPURRO?


• Método de avaliação da IG do RN acima de 28
semanas.
• Avaliar cinco fatores somáticos e dois neurológicos.
• Em RN com asfixia, gravemente doentes, limitar-se
às variáveis somáticas.
- Variáveis somáticas: forma da orelha, tamanho da glândula
mamária, formação do mamilo, aspecto da pele, pregas
plantares.
- Variáveis neurológicas: sinal de chalé ou cachecol, posição
da cabeça.

QUAIS DEVEM SER AS CONDUTAS PEDIÁTRICAS


FRENTE A PRESENÇA DE LÍQUIDO AMNIÓTICO
MECONIAL NO RN?

O RN com boa vitalidade ao nascer que possuir liquido


amniótico meconial, deve continuar junto de sua mãe depois MEDIDAS ANTROPOMÉTRICAS
do clampeamento do cordão umbilical.

O RN pré-termo sadio ou pós-termo; ou que ainda não iniciou


movimentos respiratórios regulares; ou que possui tônus
muscular flácido (resumindo, que não tem boa vitalidade ao
nascer) e possuir líquido amniótico meconial, deve ser
submetido aos passos iniciais de 30 segundos, destacando a
necessidade de aspiração das VAS (boca e narinas) com
sonda 10.
Depois desses 30 segundos, avalia-se a respiração e a FC.
Se a respiração estiver irregular ou ausente e FC abaixo de
100, realizar VPP por 30 segundos.
Se após 30 segundos de VPP, não melhorar, há grande
suspeita de obstrução das vias aéreas (sendo indicada a
retirada do mecônio residual da hipofaringe e da traqueia sob
visualização direta, usando cânula traqueal conectada a um
dispositivo para a aspiração de mecônio e ao aspirador a
vácuo).

O QUE É A ESCALA DE APGAR E PARA QUE SERVE?


A escala de Apgar é uma maneira de se avaliar a dificuldade
de adaptação do RN ao meio extra-uterino.

O Apgar NÃO é utilizado para indicar procedimentos de


reanimação!!!
Perímetro cefálico

Recém-nascido 130 – 160 bpm


Primeiro ano de vida 120 – 140 bmp SINAIS VITAIS
Segundo ano de vida 110 – 130 bmp 1) TEMPERATURA:
De 3 a 5 anos 100 – 120 bmp
De 6 a 11 anos 90 – 120 bmp

Recém-nascido 40 a 45 ipm
Lactente 25 a 35 ipm
Pré escolar 20 a 25 ipm
2) FREQUÊNCIA CARDÍACA - PULSO:
Escolar 18 a 20 ipm
Adolescente 16 a 20 ipm
3) FREQUÊNCIA RESPIRATÓRIA:

4) PRESSÃO ARTERIAL:
Idade P. P.
sistólica diastólica
Nascimento (até 12h, < 39-59 16-36
1kg)
Nascimento (até 12h, 50-70 25-45
1kg – 3kg)
Recém-nascido (96h) 60-90 20-60
Lactente (6 meses) 87-105 53-66
Criança (até 2 anos) 95-105 53-66
Escolar (até 7 anos) 97-112 57-71

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