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Roma Antiga

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Nota: Romano e romana redirecionam para este artigo. Para outros significados dos
termos, veja Romanos e Romana (desambiguação).

Roma Antiga
753 a.C. – 476

Brasão

Mapa da extensão máxima do Império Romano sobreboposto nas


fronteiras atuais.

O Anfiteatro Flaviano (ou Coliseu), em Roma, o maior anfiteatro já


construído. A construção começou sob o governo
do imperador Vespasiano em 72 d.C. e foi concluída em 80, sob o regime
do seu sucessor e herdeiro, Tito.

Continente Eurásia e África


Capital Roma (753 a.C.-330)
Várias capitais (330–476)

Língua oficial Latim

Religião Politeísmo greco-romano


Cristianismo romano(após
392)
Governo Reino (753-509 a.C.)
República(509-27 a.C.)
Império(27 a.C.-476 d.C.)
Período histórico Antiguidade
• 753 a.C. Fundação de Roma
• 509 a.C. Queda de Tarquínio, o
Soberbo
• 27 a.C. Otaviano proclamado Augusto
• 476 Queda do Império Romano do
Ocidente

Moeda Moeda romana

Roma Antiga foi uma civilização itálica que surgiu no século VIII a.C. Localizada ao longo
do mar Mediterrâneo e centrada na cidade de Roma, na península Itálica, expandiu-se
para se tornar um dos maiores impérios do mundo antigo,[1] com uma estimativa de 50 a 90
milhões de habitantes (cerca de 20% da população global na época[2][3]) e cobrindo 6,5
milhões de quilômetros quadrados no seu auge entre os séculos I e II.[4][5][6]
Em seus cerca de doze séculos de existência, a civilização romana passou de
uma monarquia para a república clássica e, em seguida, para um império cada vez
mais autocrático. Através da conquista e da assimilação, ele passou a dominar a Europa
Ocidental e Meridional, a Ásia Menor, o Norte da África e partes da Europa
Setentrional e Oriental. Roma foi preponderante em toda a região do Mediterrâneo e foi
uma das mais poderosas entidades políticas do mundo antigo. É muitas vezes agrupada
na Antiguidade Clássica, juntamente com a Grécia Antiga e culturas e sociedades
semelhantes, que são conhecidas como o mundo greco-romano.
A sociedade romana antiga contribuiu para o governo, o direito, a política, a engenharia, as
artes, a literatura, a arquitetura, a tecnologia, a guerra, as religiões, as línguas e as
sociedade modernas. Como uma civilização altamente desenvolvida, Roma
profissionalizou e expandiu suas forças armadas e criou um sistema de governo
chamado res publica, a inspiração para repúblicas modernas,[7][8][9] como os Estados
Unidos e a França. Conseguiu feitos tecnológicos e arquitetônicos impressionantes, tais
como a construção de um amplo sistema de aquedutos e estradas, bem como a
construção de grandes monumentos, palácios e instalações públicas. Até o final
da República (27 a.C.), Roma tinha conquistado as terras em torno do Mediterrâneo e
além: seu domínio se estendia do oceano Atlântico à Arábia e da boca do Reno ao norte
da África. O Império Romano surgiu com o fim da República e da ditadura de Augusto. Os
721 anos de Guerras Romano-Persas começaram em 92 a.C. com a sua primeira
guerra contra o Império Parta. Este se tornaria o mais longo conflito da história humana e
teve grandes efeitos e consequências duradouros para ambos os impérios. Sob Trajano,
o Império atingiu o seu pico territorial. Os costumes e as tradições republicanas
começaram a diminuir durante o período imperial, com guerras civis tornando-se um
prelúdio comum para o surgimento de um novo imperador.[10][11][12]
Estados dissidentes, como o Império de Palmira, iriam dividir temporariamente o império
durante a crise do terceiro século. Atormentado pela instabilidade interna e atacado
pelas invasões bárbaras, a parte ocidental do império fragmentou-se no século V, o que é
visto como um marco pelos historiadores, que usam para dividir a Antiguidade
Tardia da Idade das Trevas na Europa. A parte oriental do império permaneceu como uma
potência durante toda a Idade Média, até a sua queda em 1453. Embora os cidadãos do
império não fizessem tal distinção, o Império Oriental é mais comumente referido como
"Império Bizantino" para diferenciá-lo do Estado da Antiguidade no qual ele nasceu.[13]

Índice
 1História
o 1.1Fundação
o 1.2Reino
o 1.3República
o 1.4Império
o 1.5Império do Oriente (ou Bizantino)
 2Sociedade
o 2.1Família
o 2.2Educação
o 2.3Forças armadas
o 2.4Tecnologia
 3Cultura
o 3.1Artes, música e literatura
o 3.2Culinária
o 3.3Língua
o 3.4Religião
o 3.5Jogos e recreação
o 3.6Ética e moralidade
 4Legado
 5Ver também
 6Referências
o 6.1Bibliografia
 7Ligações externas

História[editar | editar código-fonte]


Ver artigo principal: História de Roma
Ver também: Cronologia da Roma Antiga
Fundação[editar | editar código-fonte]
Ver artigo principal: Fundação de Roma

Loba capitolina: Segundo a lenda, o animal teria amamentado os gêmeos Rômulo e Remo

Os primeiros habitantes de Roma, os latinos e sabinos, integram o grupo de populações


indo-europeias originárias da Europa Central que vieram para a península Itálica em ondas
sucessivas em meados do milênio II a.C.; Velho Lácio (Latium Vetus) era o antigo território
dos latinos, atualmente o sul do Lácio; em caso de perigo, as habitações latino-sabinas
uniam-se em confederações para enfrentar seus inimigos. As colinas de Roma
[b]

começaram a ser ocupadas nos primórdios do milênio I a.C.; restos arqueológicos datados
entre os séculos XIV-X a.C. são as primeiras evidências de habitação no
monte Palatino.[14][15] Três recintos muralhados sucessivos sobrepostos foram datados no
local, dois dos séculos VIII-VII a.C. e um dos séculos VII-VI a.C.[16]
Mito[editar | editar código-fonte]
Ver artigos principais: Eneias, Rômulo e Remo e Rômulo
Conforme a versão lendária da fundação de Roma, relatada em diversas obras literárias
romanas, tais como a Ab Urbe condita libri (literalmente, "desde a fundação da Cidade"),
de Tito Lívio, e a Eneida, do poeta Virgílio, Eneias, príncipe troiano filho de Vénus, fugindo
de sua cidade, destruída pelos gregos, chegou ao Lácio e se casou com uma filha de um
rei latino. Seus descendentes, Rómulo e Remo, filhos de Reia Sílvia, rainha da cidade
de Alba Longa, com o deus Marte, foram jogados por Amúlio, rei da cidade, no rio Tibre.
Mas foram salvos por uma loba que os amamentou, tendo sido, em seguida, encontrados
por camponeses. Conta ainda a lenda que, quando adultos, os dois irmãos voltaram a Alba
Longa, depuseram Amúlio e em seguida fundaram Roma, em [753 a.C. A data tradicional
da fundação (21 de abril de 753 a.C.[17]) foi convencionada bem mais tarde por Públio
Terêncio Varrão, atribuindo uma duração de 35 anos a cada uma das sete gerações
correspondentes aos sete mitológicos reis. Segundo a lenda, Rômulo matou o irmão e se
transformou no primeiro rei de Roma.[18]
Reino[editar | editar código-fonte]
Ver artigo principal: Reino de Roma

Afresco etrusco na Necrópole de Monterozzi, século V a.C.

A documentação do período monárquico de Roma encontrada até hoje é muito precária, o


que torna este período menos conhecido que os períodos posteriores. Várias dessas
anotações registram a sucessão de sete reis, começando com Rômulo em 753 a.C., como
representado nas obras de Virgílio (Eneida) e Tito Lívio (História de Roma). A região
do Lácio foi habitada por vários povos. Além dos latinos, os etruscos tiveram um papel
importante na história da monarquia de Roma, já que vários dos reis tinham origem
etrusca.[19]
O último rei de Roma teria sido Tarquínio, o Soberbo (r. 534–509 a.C.) que, em razão de
seu desejo de reduzir a importância do senado na vida política romana, acabou sendo
expulso da cidade e também assassinado. Este foi o fim da monarquia em Roma. Durante
esse período, o monarca (rei) acumulava os poderes executivo, judicial e religioso, e era
auxiliado pelo senado, ou conselho de anciãos, que detinha o poder legislativo e de veto,
decidindo aprovar, ou não, as leis criadas pelo rei.[19]
República[editar | editar código-fonte]
Ver artigos principais: Queda da monarquia romana e República Romana
Busto associado a Lúcio Júnio Bruto, que liderou a revolta contra o último rei de Roma
Museus Capitolinos

De acordo com a tradição e escritores posteriores como Tito Lívio, a República Romana foi
fundada por volta de 509 a.C.,[20] quando o último dos sete reis de Roma, Tarquínio, o
Soberbo, foi deposto por Lúcio Júnio Bruto e um sistema baseado em magistrados eleitos
anualmente e em várias assembleias representativas foi
estabelecido.[21] Uma constituição estabeleceu uma série de pesos e contrapesos e
a separação de poderes. Os magistrados mais importantes eram os dois cônsules, que
juntos exerciam autoridade executiva, como o imperium, ou o comando militar.[22] Os
cônsules tiveram que trabalhar com o senado, que inicialmente era um conselho consultivo
da nobreza, ou patrícios, mas cresceu em tamanho e poder.[23]
Outros magistrados da república
incluem tribunos, questores, edis, pretores e censores.[24] As magistraturas eram
originalmente restritas a patrícios, mas depois foram abertas para pessoas comuns ou
plebeus.[25] Assembleias republicanas de votação incluíam a assembleia das centúrias, que
votava sobre assuntos de guerra e paz e elegia homens para os cargos mais importantes,
e a assembleia tribal, que elegia cargos menos importantes.[26]
No século IV a.C., Roma havia sido atacada pelos gauleses, que agora estendiam seu
poder na península Itálica além do vale do Pó e através da Etrúria. Em 16 de julho de 390
a.C., um exército gaulês sob a liderança de um chefe tribal chamado Breno encontrou os
romanos às margens do rio Ália, a apenas 16 quilômetros ao norte de Roma. Breno
derrotou os romanos e os gauleses marcharam diretamente para a cidade de Roma. A
maioria dos romanos tinha fugido, mas alguns se trancaram no Capitólio para uma última
resistência. Os gauleses saquearam e incendiaram a cidade, depois cercaram o monte
Capitolino.[27]

Cícero denuncia Catilina, afresco que representa o senado romano reunido na Cúria Hostília
Palazzo Madama, Roma

O cerco durou sete meses, os gauleses concordaram em dar paz aos romanos em troca
de 1.000 libras de ouro. Segundo uma lenda posterior, os romanos que supervisionavam a
pesagem notaram que os gauleses estavam usando falsas escamas. Os romanos
pegaram em armas e derrotaram os gauleses; seu general vitorioso, Marco Fúrio Camilo,
comentou: "Com ferro, não com ouro, Roma compra sua liberdade".[27]
Os romanos gradualmente subjugaram os outros povos na península Itálica, incluindo
os etruscos.[28] A última ameaça à hegemonia romana na Itália veio quando Tarentum, uma
importante colônia grega, recrutou a ajuda de Pirro de Épiro em 281 a.C., mas este esforço
também fracassou.[29][28] Os romanos garantiram suas conquistas fundando colônias
romanas em áreas estratégicas, estabelecendo assim um controle estável sobre a região
da Itália que já haviam conquistado.[28]
Guerras Púnicas[editar | editar código-fonte]
Ver artigo principal: Guerras Púnicas

República Romana e Império Cartaginês(em azul) antes da Segunda Guerra Púnica

No século III a.C., Roma enfrentou um novo e formidável adversário: Cartago, uma rica e
próspera cidade fenícia que pretendia dominar a região do mar Mediterrâneo. As duas
cidades eram aliadas nos tempos de Pirro, que era uma ameaça para ambas, mas com a
hegemonia de Roma na Itália continental e a talassocracia cartaginesa, essas cidades se
tornaram as duas maiores potências no Mediterrâneo Ocidental e sua disputa pela região
levou ao conflito. A Primeira Guerra Púnica começou em 264 a.C., quando a cidade
de Messana pediu a ajuda de Cartago em seus conflitos com Hierão II de Siracusa. Após a
intercessão cartaginesa, Messana pediu a Roma para expulsar os cartagineses. Roma
entrou nessa guerra porque Siracusa e Messana estavam muito próximas das recém-
conquistadas cidades gregas do sul da Itália e Cartago agora podia fazer uma ofensiva
através do território romano; junto com isto, Roma poderia estender seu domínio sobre
a Sicília.[30] Embora os romanos tivessem experiência em batalhas terrestres, para derrotar
este novo inimigo, batalhas navais eram necessárias. Cartago era uma potência marítima
e a falta de navios de experiência naval entre os romanos tornariam o caminho da vitória
longo e difícil para a República Romana. Apesar disto, depois de mais de 20 anos de
guerra, Roma derrotou Cartago e um tratado de paz foi assinado. Entre as razões para
a Segunda Guerra Púnica[31] estavam as reparações de guerra subsequentes em que
Cartago aceitou no final da Primeira Guerra Púnica.[32]

Aníbal e seus homens cruzando o rio Ródano.


A Segunda Guerra Púnica começou com a audaciosa invasão da Hispânia por Aníbal, o
general cartaginês que liderara as operações na Sicília na Primeira Guerra Púnica. Aníbal,
filho de Amílcar Barca, rapidamente marchou através da Hispânia para os Alpes italianos,
causando pânico entre os aliados italianos de Roma. A melhor maneira encontrada para
derrotar o propósito de Aníbal de causar os italianos a abandonar Roma foi para atrasar os
cartagineses com uma guerra de atrito, uma estratégia proposta por Fábio Máximo, que
seria apelidado Cunctator ( "retardado", em latim). Devido a isso, o objetivo de Aníbal foi
inalterado: ele não poderia fazer com que cidades itálicas em número suficiente se
revoltassem contra Roma e reabastecer seu exército cada vez menor, sendo assim, ele
não tinha as máquinas e os recursos humanos para sitiar Roma. Ainda assim, a invasão
de Aníbal durou mais de 16 anos, devastando a Itália. Finalmente, quando os romanos
perceberam que os suprimentos de Aníbal estavam acabando, eles enviaram Cipião
Africano, que havia derrotado o irmão de Aníbal, Asdrúbal, na Hispânia, para invadir o
interior cartaginês desprotegido e forçar Aníbal a voltar para defender Cartago. O resultado
foi o final da Segunda Guerra Púnica pela famosa e decisiva Batalha de Zama, em outubro
de 202 a.C., que deu a Cipião seu agnome Africano. A grande custo, Roma obteve ganhos
significativos: a conquista da Hispânia por Cipião e de Siracusa, o último reino grego na
Sicília, por Marcelo.[33]
Quando em 151 a.C., a Numídia, um Estado cliente de Roma, invadiu Cartago, a cidade
pediu intercessão romana. Embaixadores foram enviados para Cartago, entre eles Marco
Pórcio Catão, que depois de ver que Cartago poderia voltar a recuperar sua importância
política e militar, passou a terminar todos os seus discursos, não importa qual assunto
fosse, dizendo: Ceterum censeo Carthaginem esse delendam ("Além disso, acho que
Cartago deve ser destruída"). Como Cartago lutou contra a Numídia sem o consentimento
romano, a Terceira Guerra Púnica começou quando Roma declarou guerra em 149 a.C..
Cartago resistiu bem no primeiro ataque, com a participação de todos os habitantes da
cidade. No entanto, ela não suportou ao ataque de Cipião Emiliano, que destruiu
inteiramente a cidade e suas muralhas, escravizou e vendeu todos os cidadãos e ganhou
o controle daquela região, que se tornou a província da África Proconsular. Todas essas
guerras resultaram nas primeiras conquistas ultramarinas de Roma (Sicília, Hispânia e
África) e a ascensão de Roma como uma potência imperial significativa, o que deu início
ao fim da democracia.[34][35]
César e Primeiro Triuvirato[editar | editar código-fonte]
Ver artigos principais: Júlio César e Primeiro Triunvirato

Vercingetórix se rende a Júlio Césardurante as Guerras da Gália

Depois de derrotar os impérios Macedônio e Selêucida no século II a.C., os romanos se


tornaram o povo dominante do mar Mediterrâneo.[36][37] A conquista dos reinos helenísticos
aproximou as culturas romana e grega e a elite romana, antes rural, tornou-se luxuosa e
cosmopolita. Naquela época, Roma era um império consolidado - na visão militar - e não
tinha grandes inimigos. O domínio estrangeiro levou a conflitos internos. Os senadores
ficam ricos às custas das províncias; os soldados, na maioria agricultores de pequena
escala, estavam fora de casa por mais tempo e não podiam manter suas terras; e o
aumento da dependência de escravos estrangeiros e o crescimento dos latifúndios
reduziram a disponibilidade de trabalho remunerado.[38][39]
A renda do espólio de guerra, o mercantilismo nas novas províncias e a criação de
impostos criaram novas oportunidades econômicas para os ricos, formando uma nova
classe de comerciantes, chamada de ordem equestre.[40] A lex Claudia proibiu os membros
do senado de se engajarem no comércio e, apesar dos equestres teoricamente poderem
se juntar ao senado, eles eram severamente restringidos do poder político.[40][41]Gangues
violentas de desempregados urbanos, controladas por senadores rivais, intimidavam o
eleitorado por meio da violência. A situação chegou ao auge no final do século II a.C. sob
os irmãos Gracos, um par de tribunos que tentaram aprovar uma legislação de reforma
agrária que redistribuiria as principais propriedades patrícias entre os plebeus. Ambos os
irmãos foram mortos e o Senado aprovou reformas revertendo as ações deles.[42]

Cleópatra e César
Por Jean-Léon Gérôme, 1866

Em meados do século I a.C., a política romana estava inquieta. As divisões políticas em


Roma eram identificadas em dois grupos, populares (que esperavam o apoio do povo) e
os optimates (os "melhores", que queriam manter o controle aristocrático
exclusivo). Sula derrubou todos os líderes populistas e suas reformas constitucionais
removeram poderes (como os do tribuno da plebe) que apoiaram abordagens populistas.
Enquanto isso, os estresses social e econômico continuaram a crescer; Roma havia se
tornado uma metrópole com uma aristocracia super-rica, aspirantes endividados e um
grande proletariado, frequentemente de fazendeiros empobrecidos. Os últimos grupos
apoiaram a Conspiração Catilinária - um fracasso retumbante, já que o cônsul Marco Túlio
Cícero rapidamente prendeu e executou os principais líderes da conspiração.[43]
Sobre esta cena turbulenta surgiu Caio Júlio César, de uma família aristocrática de riqueza
limitada. Sua tia Júlia era a esposa de Caio Mário[44] e César identificou-se com
os populares. Para alcançar o poder, César reconciliou os dois homens mais poderosos de
Roma: Marco Licínio Crasso, que financiara grande parte de sua carreira anterior, e o rival
de Crasso, Gneu Pompeu Magno (ou Pompeu), com quem sua filha se casou. Ele os
formou em uma nova aliança informal, que incluía ele mesmo e era chamada de Primeiro
Triunvirato ("três homens"). Isso satisfez os interesses de todos os três: Crasso, o homem
mais rico de Roma, tornou-se ainda mais rico e finalmente alcançou o alto comando militar;
Pompeu passou a exercer mais influência no senado; e César obteve o consulado e o
comando militar na Gália. Enquanto pudessem concordar, os três eram os governantes de
facto de Roma.[45]
A Morte de César
Vincenzo Camuccini, 1805

Em 54 a.C., a filha de César, esposa de Pompeu, morreu no parto, desvendando um elo


da aliança. Em 53 a.C., Crasso invadiu o Império Arsácida e foi morto na Batalha de
Carras. O triunvirato desintegrou-se com a morte de Crasso, que atuava como mediador
entre César e Pompeu. Sem ele, os dois generais passaram a atacar um ao outro pelo
poder. César conquistou a Gália, obtendo imensa riqueza, respeito em Roma e a lealdade
de legiõesendurecidas pela batalha. Ele também se tornou uma clara ameaça para
Pompeu e era detestado por muitos optimates. Confiante de que César poderia ser
impedido por meios legais, o partido de Pompeu tentou tirar de César suas legiões, um
prelúdio para o julgamento, o empobrecimento e o exílio de César.[46]
Para evitar esse destino, César atravessou o rio Rubicão e invadiu Roma em 49 a.C..
Pompeu e seu grupo fugiram da Itália, perseguidos por César. A Batalha de Farsalos foi
uma brilhante vitória para César e nesta e em outras campanhas ele destruiu todos os
líderes dos optimates: Metelo Cipião, Catão, o Jovem, e o filho de Pompeu, Cneu Pompeu.
Pompeu foi assassinado no Egito em 48 a.C.. César era agora dominante sobre Roma, o
que atraiu a amarga inimizade de muitos aristocratas. Ele recebeu muitos cargos e honras.
Em apenas cinco anos, ele obteve quatro consulados, duas ditaduras comuns e duas
ditaduras especiais: uma por dez anos e outra pela perpetuidade. Ele foi assassinado
em 44 a.C., nos idos de março pelos Liberatores.[47]
Otaviano e Segundo Triunvirato[editar | editar código-fonte]
Ver artigos principais: Augusto, Segundo Triunvirato e Última Guerra Civil da República
Romana

A República Romana em 44 a.C.

O assassinato de César causou tumulto político e social em Roma; sem a liderança do


ditador, a cidade era governada por seu amigo e colega, Marco Antônio. Logo
depois, Otaviano, a quem César adotou por sua vontade, chegou a Roma. Otaviano
(historiadores consideram Otávio como Octaviano devido às convenções de nomenclatura
romana) tentou se alinhar com a facção cesariana. Em 43 a.C., junto com Antônio e Marco
Emílio Lépido, o melhor amigo de César,[48] ele estabeleceu legalmente o Segundo
Triunvirato. Esta aliança duraria cinco anos. Após sua formação, 130 a 300 senadores
foram executados e suas propriedade foram confiscadas, devido ao suposto apoio
aos Liberatores.[49]
Em 42 a.C., o senado deificou Júlio César como "Divino Júlio"; Otaviano tornou-se
assim Divino Filho,[50] o filho do deificado. No mesmo ano, Otaviano e Antônio derrotaram
os assassinos de César e os líderes dos Liberatores, Marco Júnio Bruto, o Jovem e Caio
Cássio Longino, na Batalha de Filipos. O Segundo Triunvirato foi marcado pelas proibições
de muitos senadores e equestres: depois de uma revolta liderada pelo irmão de
Antônio, Lúcio Antônio, mais de 300 senadores e equestres envolvidos foram executados
no aniversário dos Idos de Março, embora Lúcio tenha sido poupado.[51] O triunvirato
proscrevia vários homens importantes, incluindo Cícero, a quem Antônio odiava;[52] Quinto
Túlio Cícero, o irmão mais novo do orador; e Lúcio Júlio César, primo e amigo do
aclamado general, por seu apoio a Cícero. No entanto, Lúcio foi perdoado, talvez porque
sua irmã Júlia tenha intervido por ele.[53]

A Batalha de Ácio (1672), porLorenzo A. Castro, Museu Marítimo Nacional

Augusto, o primeiro Imperador Romano

A família flaviana representada em Triunfo de Tito


Lawrence Alma-Tadema, 1885
O triunvirato dividiu o império entre os triúnviros: Lépido foi encarregado da África, Antônio
das províncias orientais e Otaviano permaneceu na Itália e controlava a Hispânia e
a Gália. O Segundo Triunvirato expirou em 38 a.C., mas foi renovado por mais cinco anos.
No entanto, a relação entre Otaviano e Antônio se deteriorou e Lépido foi forçado a se
aposentar em 36 a.C., depois de trair Otaviano na Sicília. No final do triunvirato, Antônio
vivia no Egito ptolomaico, um reino independente e rico governado por sua
amante, Cleópatra VII. O caso de Antônio com Cleópatra era visto como um ato de traição,
já que ela era rainha de outro país. Além disso, Antônio adotou um estilo de vida
considerado muito extravagante e helenista para um estadista romano.[54]
Após as Doações de Alexandria feitas por Antônio, que deram a Cleópatra o título de
"Rainha dos Reis" e aos filhos de Antônio e Cleópatra os títulos régios dos recém-
conquistados territórios orientais, eclodiu a guerra entre Otaviano e Antônio. Otaviano
aniquilou as forças egípcias na Batalha de Ácio em 31 a.C.. Antônio e Cleópatra se
suicidaram, o Egito havia sido conquistado pelo Império Romano e, para os romanos, uma
nova era havia começado.
Império[editar | editar código-fonte]
Ver artigo principal: Império Romano

Ver também: História do Império Romano


Em 27 a.C. e com a idade de 36 anos, Otaviano era o único líder romano. Naquele ano,
ele tomou o nome de Augusto. Esse evento é geralmente considerado pelos historiadores
como o início do Império Romano - embora Roma fosse um estado "imperial" desde 146
a.C., quando Cartago foi arrasada por Cipião Emiliano e a Grécia foi conquistada por Lúcio
Múmio. Oficialmente, o governo era republicano, mas Augusto assumiu poderes
absolutos.[55][56]Sua reforma do governo provocou um período de dois séculos
coloquialmente referido pelos romanos como Pax Romana.[57]
Dinastia júlio-claudiana[editar | editar código-fonte]
Ver artigo principal: Dinastia júlio-claudiana
A dinastia júlio-claudiana foi estabelecida por Augusto. Os imperadores desta dinastia
foram: Augusto, Tibério, Calígula, Cláudio e Nero. A dinastia é assim chamada devido
às gente Júlia, a família de Augusto, e as gente Cláudiaa família de Tibério. Os júlio-
claudianos iniciaram a destruição dos valores republicanos, mas, por outro lado,
impulsionaram o estatuto de Roma como a principal potência do mundo antigo.[58]
Enquanto Calígula e Nero são geralmente lembrados como imperadores disfuncionais na
cultura popular, Augusto e Cláudio são lembrados como imperadores que tiveram sucesso
na política e nas forças armadas. Esta dinastia instituiu a tradição imperial em Roma[59] e
frustrou qualquer tentativa de restabelecer a República.[60]
Dinastia flaviana[editar | editar código-fonte]
Ver artigo principal: Dinastia flaviana
Os flavianos foram a segunda dinastia a governar Roma. Por volta do ano 68, ano da
morte de Nero, não houve chance de retorno à antiga e tradicional República Romana,
assim um novo imperador teve que se levantar. Após o tumulto no Ano dos Quatro
Imperadores, Tito Flávio Vespasiano (ou Vespasiano) assumiu o controle do Império e
estabeleceu uma nova dinastia. Sob o domínio dos flavianos, Roma continuou sua
expansão e o Estadopermaneceu seguro.[61][62]
Dinastia nerva-antonina[editar | editar código-fonte]
Império em seu auge sob Trajano em 117

Ver artigo principal: Dinastia nerva-antonina


A dinastia nerva-antonina, que governou entre 96 a 192, foi o domínio dos
imperadores Nerva, Trajano, Adriano, Antonino Pio, Marco Aurélio, Lúcio Vero e Cômodo.
Durante seu governo, Roma atingiu seu apogeu territorial e econômico. Este foi um
momento de paz para Roma. Os critérios para escolher um imperador eram as qualidades
do candidato e não mais laços de parentesco; Além disso, não houve guerras civis ou
derrotas militares neste período.[63]
Após o assassinato de Domiciano, o Senado rapidamente nomeou Nerva para manter a
dignidade imperial. Esta foi a primeira vez que os senadores escolheram o imperador
desde que Otaviano foi honrado com os títulos de príncipe e Augusto. Nerva tinha uma
ascendência nobre e servira como conselheiro de Nero e dos flavianos. Seu governo
restaurou muitas das liberdades assumidas por Domiciano e iniciou a última era de ouro
de Roma.[64]
Dinastia severa[editar | editar código-fonte]
Ver artigo principal: Dinastia severa

Caracala e Geta
Lawrence Alma-Tadema,1907

Cômodo foi morto por uma conspiração envolvendo Quinto Emílio Leto e sua esposa
Marcia no final de 192. O ano seguinte é conhecido como o Ano dos Cinco Imperadores,
durante o qual Públio Hélvio Pertinax, Dídio Juliano, Pescênio Níger, Clódio
Albino e Septímio Severo mantiveram a dignidade imperial. Pertinax, um membro do
Senado que havia sido um braço direito de Marco Aurélio, foi a escolha de Leto e ele
governou de forma vigorosa e judiciosa. Leto logo ficou com ciúmes e instigou o
assassinato de Pertinax pela guarda pretoriana, que então leiloou o império para o maior
lance, Dídio Juliano, por 25 000 sestércios por homem.[65]
O povo de Roma ficou horrorizado e apelou às legiões de fronteira para salvá-lo. As
legiões de três províncias fronteiriças - Britânia, Panônia Superior e Síria - ressentiam-se
de serem excluídas do "donativo" e respondiam declarando que seus generais individuais
eram imperadores. Lúcio Septímio Severo Geta, o comandante da Panônia, subornou as
forças adversárias, perdoou os guardas pretorianos e instalou-se como imperador. Ele e
seus sucessores governaram com o apoio das legiões. As mudanças nas cunhagens e
nos gastos militares foram a raiz da crise financeira que marcou a crise do terceiro
século.[65]
Crise do terceiro século[editar | editar código-fonte]
Ver artigos principais: Crise do terceiro século e Peste de Cipriano

As divisões internas do Império Romano formaram o Império de Palmira (em amarelo) e o Império
das Gálias (em verde)

Um cenário desastroso surgiu após a morte de Alexandre Severo: o Estado romano foi
atormentado por guerras civis, invasões externas, caos político, pandemias e depressão
econômica.[66][34] Os antigos valores romanos haviam entrado em decadência e
o mitraísmo e o cristianismo começaram a se espalhar pela população. Os imperadores
não eram mais homens ligados à nobreza; eles geralmente nasceram em classes baixas
de partes distantes do Império. Esses homens alcançaram proeminência através das
fileiras militares e tornaram-se imperadores através de guerras civis.[67]
Houve 26 imperadores em um período de 49 anos, um sinal de instabilidade
política. Maximino Trácio foi o primeiro imperador da época e governou por apenas três
anos. Outros governaram apenas por alguns meses, como Gordiano I, Gordiano
II, Balbino e Hostiliano. A população e as fronteiras foram abandonadas, uma vez que os
imperadores estavam mais preocupados em derrotar seus rivais e em estabelecer seu
domínio. A economia também sofreu durante essa época. Os enormes gastos militares do
Severo causaram uma desvalorização das moedas romanas. A hiperinflação veio também
nesse momento. A Praga de Cipriano estourou em 250 e matou uma grande parte da
população.[68][69]
Em 260, as províncias da Síria Palestina, Ásia Menor e Egito separaram-se do resto do
Estado romano para formar o Império Palmirense, governado pela rainha Zenóbia e
centrado na cidade de Palmira. Nesse mesmo ano, o Império Gálico foi criado
por Póstumo, mantendo controle sobre a Britânia e a Gália.[70] Estas regiões do império
separaram-se de Roma depois da captura do
imperador Valério pelos sassânidas da Pérsia, o primeiro governante romano a ser
capturado por seus inimigos; foi um fato humilhante para os romanos.[68] A crise começou a
retroceder durante os reinados de Cláudio Gótico (268-270), que derrotou os
invasores godos, e Aureliano (271-275), que reconquistou os Impérios Gálico e
Palmirensee.[71][72] A crise foi superada durante o reinado de Diocleciano.[67]
Dominato[editar | editar código-fonte]
Ver artigo principal: Dominato
Diocleciano[editar | editar código-fonte]
Fólis de Diocleciano

Em 284, Diocleciano foi saudado como imperador pelo exército oriental. Diocleciano
resolveu a crise através de mudanças políticas e econômicas. Uma nova forma de governo
foi estabelecida: a Tetrarquia. O Império foi dividido entre quatro imperadores, dois no
Ocidente e dois no Oriente. Os primeiros tetrarcas foram Diocleciano (no
Oriente), Maximiano (no Ocidente) e dois imperadores júnior, Galério (no Oriente) e Flávio
Constâncio (no Ocidente). Para ajustar a economia, Diocleciano fez várias reformas
tributárias.[73]
Diocleciano expulsou os persas que saquearam a Síria e conquistaram algumas tribos
bárbaras com Maximiano. Ele adotou muitos comportamentos de monarcas orientais,
como usar pérolas, sandálias e vestes douradas. Qualquer um na presença do imperador
tinha agora que se prostrar[74] - um ato comum no Oriente, mas nunca praticado em Roma
antes. Diocleciano não usou uma forma disfarçada de República, como os outros
imperadores desde Augustofizeram.[75] Entre 290 e 330, meia dúzia de novas capitais
haviam sido estabelecidas pelos membros da Tetrarquia, oficialmente ou
não: Antioquia, Nicomédia, Tessalônica, Sírmio, Mediolano (atual Milão) e Augusta dos
Tréveros (atual Tréveris).[76]
Diocleciano também foi responsável por uma significativa perseguição aos cristãos. Em
303, ele e Galério iniciaram a perseguição e ordenaram a destruição de todas as igrejas e
proibiram o culto cristão.[77] Diocleciano abdicou em 305 juntamente com Maximiano,
assim, ele foi o primeiro imperador romano a renunciar ao cargo. Seu reinado terminou a
forma tradicional de governo imperial, o Principado (de príncipe) e iniciou
o Dominato (de Dominus, "Mestre").[78]
Constantino e Cristianismo[editar | editar código-fonte]
Ver artigos principais: Declínio do politeísmo greco-
romano, Cristianização, Constantino, Constantinismo, Reviravolta de Constantino, Edito de
Milão, Édito de Tessalónica e Igreja estatal do Império Romano

Maquete de Roma durante o reinado de Constantino (306-337)

Constantino assumiu o império como um tetrarca em 306. Ele conduziu muitas guerras
contra os outros tetrarcas. Em primeiro lugar, ele derrotou Maxêncio em 312. Em 313, ele
emitiu o Edito de Milão, que concedia liberdade para os cristãos professarem sua religião.
Constantino foi convertido ao cristianismo, reforçando a fé cristã. Ele começou
a cristianização do Império e da Europa - um processo concluído pela Igreja
Católicadurante a Idade Média.[79][80]
Ele foi derrotado pelos francos e pelos alamanos entre 306 e 308. Em 324, ele derrotou
outro tetrarca, Licínio, e passou a controlar todo o império, como era antes de Diocleciano.
Para celebrar suas vitórias e a relevância do cristianismo, ele reconstruiu Bizâncio e
renomeou-a como a Nova Roma; mas a cidade logo ganhou o nome informal
de Constantinopla ("Cidade de Constantino").[81][82]
Bizâncio serviu como uma nova capital para o Império, sendo que Roma havia perdido sua
importância central desde a crise do terceiro século - Mediolano foi a capital ocidental de
286 a 330, até o reinado de Honório, quando Ravena foi transformada em capital,
no século V.[83] As reformas administrativas e monetárias de Constantino, que reuniram o
Império sob um imperador e reconstruíram a cidade de Bizâncio, mudaram o mundo
antigo.[80]
Colapso[editar | editar código-fonte]
Ver artigos principais: Queda do Império Romano do Ocidente e Invasões bárbaras

O Saque de Roma em 410, perpetrado pelos visigodos. Foi a primeira vez em 800 anos que a
capital romana caiu para um inimigo estrangeiro.

Sob os últimos imperadores da dinastia constantiniana e da dinastia valentiniana, Roma


perdeu batalhas decisivas contra o Império Sassânida e os bárbaros germânicos: em 363,
o imperador Juliano, o Apóstata, foi morto na Batalha de Samarra contra os persas e a
desastrosa Batalha de Adrianópolis custou a vida do imperador Valente (364-378); os
vitoriosos godos nunca foram expulsos nem assimilados pelo Império.[84] O imperador
seguinte, Teodósio I (379-395), deu ainda mais força à fé cristã e, após sua morte, o
Império foi dividido em Império Romano do Oriente, governado por Arcádio, e o Império
Romano do Ocidente, comandado por Honório, ambos dos quais eram filhos de Teodósio.
No final dos séculos IV e V, o Império Romano do Ocidente entrou em um estágio crítico
que culminou em seu colapso.[85]
A situação tornou-se mais crítica em 408, após a morte de Estilicão, um general que tentou
reunir o Império e repelir a invasão bárbara nos primeiros anos do século V. O exército
profissional entrou em colapso. Em 410, a dinastia teodosiana viu os visigodos saquearem
Roma.[86] Durante o século V, o Império do Ocidente experimentou uma redução
significativa de seu território. Os vândalos conquistaram o norte da África, os visigodos
reivindicaram a Gália, a Hispânia foi tomada pelos suevos, a Britânia foi abandonada pelo
governo central e o Império sofreu ainda mais com as invasões de Átila, líder
dos hunos.[87][88][89][90][91][92]
O general Orestes recusou-se a atender às exigências dos "aliados" bárbaros que agora
formavam o exército e tentou expulsá-los da Itália. Infeliz com isso, seu
chefe Odoacro derrotou e matou Orestes, invadiu Ravena e destronou Rômulo Augusto,
filho de Orestes. Este evento, ocorrido em 476, geralmente marca o fim da Antiguidade
Clássica e início da Idade Média na Europa.[93][94]
Após cerca de 1200 anos de independência e quase 700 anos como uma grande potência,
o governo de Roma no Ocidente acabou.[95] Várias razões para a queda de Roma foram
propostas desde então, incluindo o fim do republicanismo, a decadência moral, a tirania
militar, a guerra de classes, a escravidão, a estagnação econômica, as mudanças
ambientais, o surgimento de pandemias e o declínio do povo romano, assim como o
inevitável fluxo e refluxo que todas as civilizações da história já experimentam. Na época,
muitos pagãos argumentavam que o cristianismo e o declínio da religião romana
tradicional eram os responsáveis pelo colapso do império; alguns
pensadores racionalistas da era moderna atribuem a queda a uma mudança de uma
religião marcial para uma religião mais pacifista, que diminuiu o número de soldados
disponíveis; enquanto cristãos, como Agostinho de Hipona, argumentavam que a natureza
pecaminosa da própria sociedade romana tinha sido a culpada pelo declínio.[96]
Império do Oriente (ou Bizantino)[editar | editar código-fonte]
Ver artigo principal: Império Bizantino

O Império Bizantino em seu auge no ano de 555, durante o período de Justiniano

O Império do Oriente teve um destino diferente. Ele sobreviveu por quase 1000 anos após
a queda de sua contraparte ocidental e se tornou o reino cristão mais estável da Idade
Média.[97] O Oriente foi poupado das dificuldades enfrentadas pelo Ocidente no século V,
em parte devido a uma cultura mais urbana e a mais recursos financeiros[98] que lhe
permitiram evitar invasões pagando tributos e
contratando mercenários estrangeiros. Teodósio II (r. 408–450) comissionou em
Constantinopla as muralhas que levaram seu nome (408–413),[99] o que deixou a cidade
imune à maior parte dos ataques; as muralhas mantiveram-se inexpugnáveis até
1204.[100] Com o fim da ameaça huna, o Império do Oriente viveu um período de paz,
enquanto o Império do Ocidente continuou seu lento declínio em decorrência da expansão
dos povos germânicos: por esta altura muitos de seus antigos territórios já haviam sido
perdidos, terminando por ser completamente conquistado em 476 pelo oficial de origem
germânica Odoacro, que forçou o imperador Rômulo Augusto(r. 475–476) a abdicar.[101][102]
Em 480, o imperador Zenão I (r. 474–491) aboliu a divisão do império, tonando-se
imperador único. Odoacro (r. 476–493), agora governando a Itália como rei, foi
nominalmente subordinado de Zenão, mas atuou com completa autonomia e acabou por
apoiar uma rebelião contra o imperador.[103] Para recuperar a Itália, Zenão negociou a
reconquista com o rei ostrogótico da Mésia, Teodorico, o Grande (r. 474–526), a quem
enviou como mestre dos soldados da Itália, a fim de depor Odoacro. Ele foi assassinado
por Teodorico durante um banquete em 493 e Teodorico fundou o Reino Ostrogótico, do
qual tornou-se rei (493–526),[104] embora nunca tenha sido reconhecido como tal pelos
imperadores orientais.[103] Em 491, Anastácio I (r. 491–518), um oficial civil de origem
romana, tornou-se imperador. No âmbito militar foi bem sucedido em suprimir, em 497,
uma revolta isaura que havia eclodido em 492,[105] bem como numa guerra contra o Império
Sassânida. Atualmente desconhecem-se os termos do tratado de paz que terminou este
último conflito.[106][107] No âmbito administrativo mostrou-se um reformador enérgico e um
administrador competente — aperfeiçoou o sistema de cunhagem de Constantino, através
do estabelecimento definitivo do peso do fólis, a moeda utilizada na maioria das
transações diárias,[108] e reformou o sistema tributário, abolindo permanentemente o
imposto Crisárgiro. O Tesouro do Estado dispunha da enorme quantia de 150 000 quilos
de ouro quando ele morreu em 518.[109]

Animação da evolução territorial do Estado romano até a Queda de Constantinopla em 1453.


República Romana
Império Romano
Império Ocidental
Império Oriental

Durante o século VI, Justiniano reconquistou o norte da África e a península itálica. Mas
poucos anos após a morte de Justiniano, as possessões bizantinas na Itália foram
bastante reduzidas pelos lombardos, que se estabeleceram na região.[97] No leste,
parcialmente devido ao efeito enfraquecedor da Praga de Justiniano, os bizantinos foram
ameaçados pela ascensão do islã. Seus seguidores rapidamente provocaram a conquista
da Síria, a conquista da Armênia e a conquista do Egito durante as guerras bizantino-
árabes, e logo representaram uma ameaça direta a Constantinopla.[110][111] No século
seguinte, os árabes também capturaram o sul da Itália e a Sicília.[112]
Os bizantinos, no entanto, conseguiram impedir novas expansões islâmicas em suas
terras durante o século VIII e, a partir do IX, recuperaram partes das terras
conquistadas.[110][113] Em 1000, o Império do Oriente estava no auge: Basílio II reconquistou
a Bulgária e a Armênia, período em que a cultura e o comércio floresceram.[114] No entanto,
logo depois, esta expansão foi abruptamente interrompida em 1071 com a derrota
bizantina na Batalha de Manziquerta. As consequências dessa batalha levaram o império a
um longo período de declínio.[110]
Colapso[editar | editar código-fonte]
Ver artigo principal: Queda de Constantinopla
Duas décadas de lutas internas e invasões turcas acabaram levando o imperador Aleixo I
Comneno a enviar um pedido de ajuda aos reinos da Europa Ocidental em 1095.[110] O
Ocidente respondeu com as Cruzadas, o que eventualmente resultou no saque de
Constantinopla pelos participantes da Quarta Cruzada. A conquista de Constantinopla em
1204 fragmentou o que restou do Império em Estados sucessores; o vencedor final foi
o Império de Niceia.[115] Após a reconquista de Constantinopla pelas forças imperiais, o
Império Bizantino era pouco mais que um Estado grego confinado à costa do mar Egeu. O
Império entrou em colapso quando Maomé II, o Conquistador, tomou a cidade
Constantinopla em 29 de maio de 1453.[116]

Sociedade[editar | editar código-fonte]


Ver artigos principais: Sociedade Romana e Cidadania romana

O Fórum Romano, o centro político, econômico, cultural e religioso da cidade durante a República e,
mais tarde, durante o Império, está agora em ruínas

Os principais grupos sociais que se construíram em Roma eram os patrícios, os clientes,


os plebeus e os escravos:[117][118]

 Patrícios: eram grandes proprietários de terras, rebanhos


e escravos. Desfrutavam de direitos políticos e podiam
desempenhar altas funções públicas no exército, na
religião, na justiça ou na administração. Eram os cidadãos
romanos.[117][118]
 Clientes: eram homens livres que se associavam aos
patrícios, prestando-lhes diversos serviços pessoais em
troca de auxílio econômico e proteção social. Constituíam
ponto de apoio da dominação política e militar dos
patrícios.[117][118]
 Plebeus: eram homens e mulheres livres que se
dedicavam ao comércio, ao artesanato e aos trabalhos
agrícolas. Apesar da conotação do nome, havia plebeus
ricos.[117][118]
 Escravos: Representavam uma propriedade, e, assim, o
senhor tinha o direito de castigá-los, de vendê-los ou de
alugar seus serviços. Muitos escravos também eram
eventualmente libertados.[117][118]
Família[editar | editar código-fonte]
Ver artigo principal: Casamento na Roma Antiga
Retrato de uma família romana

As unidades básicas da sociedade romana eram os lares e as famílias (ver gente),[119] que
incluíam a cabeça da casa (geralmente o pai), pater familias (pai da família), sua esposa,
filhos e outros parentes. Nas classes superiores, escravos e servos também faziam parte
do lar.[119] O poder do chefe da família era supremo (patria potestas, "poder do pai") dentro
da casa: ele podia forçar o casamento (geralmente por dinheiro) e o divórcio de seus
filhos, vendê-los à escravidão, reivindicar a propriedade de seus dependentes ou até punir
ou matar membros da família (embora esse último direito aparentemente tenha deixado de
ser exercido após o século I a.C.).[120]
O patria potestas se estendia até a filhos adultos com seus próprios lares: um homem não
era considerado um pater familias e nem podia verdadeiramente possuir bens, enquanto
seu próprio pai estivesse vivo.[120][121] Durante o período inicial da história de Roma, uma
filha, quando casava, caia sob o controle (manus) do pater familias da casa de seu marido,
embora no final da República isto caído em desuso, visto que a mulher podia optar por
continuar reconhecendo a família do pai como sua verdadeira família.[122] No entanto, como
os romanos consideravam a descendência através da linhagem masculina, qualquer
criança dela pertenceria à família de seu marido.[123]
Pouco carinho era mostrado às crianças de Roma. A mãe ou um parente idoso geralmente
criava meninos e meninas. As crianças indesejadas eram frequentemente vendidas como
escravas.[124] Em famílias nobres, uma enfermeira grega geralmente ensinava as
crianças latinas e gregas. Seu pai ensinava os meninos a nadar e andar, embora às vezes
ele contratasse um escravo para fazer isto. Aos sete anos, um menino começava a sua
educação. Como não havia prédio da escola, as aulas eram realizadas em um telhado (se
estivesse escuro, o menino teria que levar uma lamparina). Pranchas cobertas
de cera eram usadas como papel, visto que papiro e pergaminho eram muito caros - ou ele
podia apenas escrever na areia. Um pedaço de pão para ser comido também era
levado.[125]
Educação[editar | editar código-fonte]
Ver artigo principal: Educação na Roma Antiga
Retrato de jovem lendo um rolo de papiro, Herculano, século I

No início da República, não havia escolas públicas, então os meninos eram ensinados a
ler e escrever por seus pais, ou por escravos instruídos, chamados pedagogos,
geralmente de origem grega.[126][127][128] O principal objetivo da educação durante esse
período era treinar jovens na agricultura, na guerra, nas tradições romanas e nos assuntos
públicos.[126] Os rapazes aprendiam muito sobre a vida cívica, acompanhando seus pais em
funções religiosas e políticas, incluindo o Senado para os filhos dos nobres.[127]
Os filhos dos nobres eram aprendizes de uma figura política proeminente aos 16 anos e
faziam campanha com o exército a partir dos 17 anos (esse sistema ainda estava em uso
entre algumas famílias nobres na era imperial).[127] As práticas educacionais foram
modificadas após a conquista dos reinos helenísticos no século III a.C. e a resultante
influência grega, embora as práticas educacionais romanas ainda fossem muito diferentes
das gregas.[127][129] Se seus pais pudessem pagar, meninos e algumas meninas com 7 anos
de idade eram enviados para uma escola particular chamada ludus, onde um professor
(chamado de litterator ou magister ludi, e muitas vezes de origem grega) lhes ensinava
leitura, escrita, aritmética e, às vezes, grego, até a idade de 11 anos.[127][128][130]
Aos 12 anos, os estudantes passavam a frequentar as escolas secundárias, onde o
professor (agora chamado de gramático) ensinava-lhes sobre a literatura
grega e romana.[127][130] Aos 16 anos, alguns estudantes iam para a escola de retórica (onde
o professor, geralmente grego, era chamado de retor).[127][130] A educação nesse nível
preparava os estudantes para carreiras jurídicas e exigia que os alunos memorizassem as
leis de Roma.[127]
Forças armadas[editar | editar código-fonte]
Ver artigo principal: História militar da Roma Antiga
Exército[editar | editar código-fonte]
Ver artigos principais: Legião romana e Exército romano

Reencenação de soldados de uma legião romana em formação tartaruga

O antigo exército romano (c. 500 a.C.) era, como os de outras cidades-Estado
contemporâneas influenciadas pela civilização grega, uma milícia cidadã que praticava
táticas hoplitas. Era pequena (a população de homens livres em idade militar era então de
cerca de 9 000) e organizada em cinco classes (paralelamente à assembleia das cúrias, o
corpo de cidadãos organizado politicamente), sendo que três forneciam hoplitas e duas
forneciam infantaria. O exército romano primitivo era limitado taticamente e sua postura
durante esse período era essencialmente defensiva.[131][132][133]
Por volta do século III a.C., os romanos abandonaram a formação de hoplitas em favor de
um sistema mais flexível, no qual grupos menores de 120 (ou às vezes 60) homens
chamados manípulos podiam manobrar mais independentemente no campo de batalha.
Trinta manípulos dispostos em três linhas com tropas de apoio constituíam uma legião,
que totalizava entre 4 000 e 5 000 homens.[131][132]
A antiga legião republicana consistia em cinco seções, cada uma das quais era equipada
de maneira diferente e tinha lugares distintos em formação: as três linhas de infantaria
pesada manipular (hastados, príncipes e triários), uma força de infantaria leve (vélites) e a
cavalaria (equestre). Com a nova organização surgiu uma nova orientação para a ofensiva
e uma postura muito mais agressiva em relação às cidades-Estados adjacentes.[131][132]
Em plena força nominal, uma legião republicana primitiva incluía 4.000 a 5.000 homens:
3.600 a 4.800 de infantaria pesada, várias centenas de infantaria leve e várias centenas de
cavaleiros.[131][134][135] As legiões eram significativamente insatisfatórias devido a falhas de
recrutamento ou após períodos de serviço ativo devido a acidentes, vítimas de batalhas,
doenças e deserções. Durante a Guerra Civil, as legiões de Pompeu no leste estavam em
plena força, porque foram recrutadas recentemente, enquanto as legiões de Júlio
César estavam frequentemente bem abaixo da força nominal após um longo serviço ativo
na Gália. Esse padrão também se aplica a forças auxiliares.[136][137]

Legionários representados na Coluna de Marco Aurélio

Encenação histórica do exército romano em manobras

No final da Guerra Civil, Augusto reorganizou as forças militares romanas, descarregando


soldados e dispersando legiões. Ele manteve 28 legiões, distribuídas pelas províncias do
Império.[138] Durante o Principado, a organização tática do exército continuou a evoluir. Os
auxiliares continuaram coortes independentes e as tropas legionárias frequentemente
operavam grupos de coortes em vez de legiões completas. Um novo tipo de unidade
versátil - as coortes equestres - combinavam cavalaria e legionários em uma única
formação. Elas poderiam ser estacionadas em guarnições ou postos avançados e
poderiam lutar em suas próprias forças ou combinar-se com outras unidades similares
como uma força maior do tamanho de uma legião. Esse aumento na flexibilidade
organizacional ajudou a garantir o sucesso de longo prazo das forças militares romanas.[139]
O imperador Galiano (r. 253–268) iniciou uma reorganização que criou a última estrutura
militar do Império tardio. Retirando alguns legionários das bases fixas na fronteira, ele
criou forças móveis (os comitatenses ou exércitos de campo) e as estacionou atrás e a
alguma distância das fronteiras como uma reserva estratégica. As tropas fronteiriças
(limítanes) estacionadas em bases fixas continuaram a ser a primeira linha de defesa. A
unidade básica do exército de campo era o "regimento", legiões ou auxiliares de infantaria
e vexellationes para cavalaria. Evidências sugerem que forças nominais podem ter sido
1.200 homens para regimentos de infantaria e 600 para cavalaria, embora muitos registros
mostrem níveis reais de tropas menores (800 e 400).[140]
Muitos regimentos de infantaria e cavalaria operavam em pares sob o comando de
um conde. Além das tropas romanas, os exércitos de campanha incluíam regimentos de
"bárbaros" recrutados de tribos aliadas e conhecidos como federados. Por volta de 400, os
regimentos federados tornaram-se unidades permanentemente estabelecidas do exército
romano, pagas e equipadas pelo Império, lideradas por um tribuno e usadas apenas como
unidades romanas. Além dos federados, o Império também usou grupos de bárbaros para
lutar junto com as legiões como "aliados" sem integração nos exércitos de campo. Sob o
comando do alto general romano presente, eles eram conduzidos em níveis mais baixos
por seus próprios oficiais.[140]
Marinha[editar | editar código-fonte]
Ver artigo principal: Marinha romana
Menos se sabe sobre a marinha romana do que sobre o exército romano. Antes de
meados do século III a.C., oficiais conhecidos como duúnviros navais (duumviri navales)
comandavam uma frota de vinte navios usados principalmente para controlar a pirataria.
Esta frota foi abandonada em 278 d.C. e substituída por forças aliadas. A Primeira Guerra
Púnica exigiu que Roma construísse grandes frotas, o que fez em grande parte com a
assistência e financiamento de aliados. Essa dependência de aliados continuou até o fim
da República Romana. O quinquerreme era o principal navio de guerra em ambos os lados
das Guerras Púnicas e permaneceu o esteio das forças navais romanas até ser substituído
na era de César Augusto por embarcações mais leves e manobráveis.[141]

Trirreme da Marinha romana

Em comparação com um trirreme, o quinquerreme permitia o uso de uma mistura de


tripulantes experientes e inexperientes (uma vantagem para uma potência primariamente
baseada em terra) e sua manobrabilidade menor permitia aos romanos adotar e
aperfeiçoar táticas de embarque usando uma tropa de cerca de 40 fuzileiros navais. Os
navios eram comandados por um navarco, uma patente igual a um centurião, que
geralmente não era cidadão. Potter sugere que, como a frota era dominada por não
romanos, a marinha era considerada não romana e atrofiava em tempos de paz.[141]
Evidências sugerem que, na época do Império Tardio (350), a marinha romana
compreendia várias frotas, incluindo navios de guerra e navios mercantes para transporte
e abastecimento. Navios de guerra eram transportados por galeras com três a cinco
bancos de remadores. As bases da frota incluíam portos
como Ravena, Arles, Aquileia, Miseno e a foz do rio Somme, no oeste,
e Alexandria e Rodes, no leste. As flotilhas de pequenas embarcações fluviais (classes)
faziam parte das limítanes (tropas fronteiriças) durante este período, baseadas em portos
fluviais fortificados ao longo dos rios Reno e Danúbio. Os proeminentes generais que
comandaram os exércitos e as frotas sugerem que as forças navais eram tratadas como
auxiliares do exército e não como um serviço independente. Os detalhes da estrutura de
comando e das forças da frota durante este período não são bem conhecidos, embora as
frotas fossem comandadas por prefeitos.[142]
Tecnologia[editar | editar código-fonte]

Aqueduto de Segóvia, Hispânia, um dos vários aquedutos romanos.

Termas romanas em Águas Súlis, Britânia.

Via Ápia, estrada que liga a cidade de Roma às partes do sul da Itália e que permanece utilizável até
hoje.
Porta Nigra, parte de uma antiga muralha romana, em Tréveris, na Bélgica romana. Foi construída
entre os anos 186 e 200.

Ver artigos principais: Arquitetura da Roma Antiga e Engenharia romana


Ver também: Estrada romana, Ponte romana, Aquedutos romanos, Termas
romanas e Opus caementicium
A Roma Antiga ostentava impressionantes proezas tecnológicas, usando muitos avanços
que foram perdidos na Idade Média e não foram superados até os séculos XIX e XX. Um
exemplo disso é o vidro duplo, que não foi reinventado até a década de 1930. Muitas
inovações romanas práticas foram adotadas a partir de projetos gregos anteriores.
Avanços foram frequentemente divididos e baseados em artesanato. Os artesãos
guardavam as tecnologias como segredos comerciais.[143]
A engenharia civil e a engenharia militar romanas constituíam grande parte da
superioridade e do legado tecnológico de Roma e contribuíram para a construção de
centenas de estradas, pontes, aquedutos, banhos, teatros e arenas. Muitos monumentos,
como o Coliseu, a Pont du Gard e o Panteão, permanecem como testamentos da
engenharia e da cultura romana. Os romanos eram famosos por sua arquitetura, que é
agrupada com tradições gregas em "arquitetura clássica". Embora houvesse muitas
diferenças em relação à arquitetura grega, Roma foi fortemente influenciada pela Grécia
ao aderir a projetos e proporções de construções rigorosas e estereotipadas. Além de
duas novas encomendas de colunas, compósitas e toscanas, e da cúpula, derivada
do arco etrusco.[144]
No século I a.C., os romanos começaram a usar amplamente o concreto, que havia sido
inventado no final do século III a.C.. Era um cimento poderoso derivado da pozolana e logo
suplantou o mármore como o principal material de construção romano e permitiu muitas
formas arquitetônicas ousadas.[145] Também no século I a.C., Vitrúvio escreveu De
architectura, possivelmente o primeiro tratado completo sobre arquitetura da história. No
final do século I a.C., Roma também começou a usar o vidro soprado logo após sua
invenção na Síria por volta de 50 a.C..[146] Os mosaicos tomaram o Império depois que
amostras foram recuperadas durante as campanhas de Sula na Grécia.[147]
Com bases sólidas e boa drenagem, as estradas romanas eram conhecidas por sua
durabilidade e muitos segmentos do sistema viário romano ainda estavam em uso mil anos
após a queda de Roma. A construção de uma vasta e eficiente rede de viagens por todo o
Império aumentou dramaticamente o poder e a influência de Roma. Elas permitiram que
legiões romanas fossem implantadas rapidamente, com tempos de marcha previsíveis
entre os principais pontos do império, não importando a estação do ano.[148] Essas estradas
também tinham enorme significado econômico, solidificando o papel de Roma como uma
encruzilhada comercial - a origem do ditado "todos os caminhos levam a Roma". O
governo romano mantinha um sistema de estações de caminho, conhecido como curso
público, que fornecia alimentação para mensageiros em intervalos regulares ao longo das
estradas e estabelecia um sistema de relés de cavalos, permitindo que um despacho
viajasse até 80 km por dia.[149]
Os romanos construíram vários aquedutos para fornecer água para cidades, locais de
manufatura e para a agricultura. No século III, a cidade de Roma era abastecida por 11
aquedutos com uma extensão combinada de 450 quilômetros. A maioria dos aquedutos foi
construída abaixo da superfície, com apenas pequenas porções acima do solo suportadas
por arcos.[150][151] Às vezes, onde vales mais profundos que 500 m tinham que ser
cruzados, sifões invertidos eram usados para transportar água através do obstáculo
natural.[3]
Os romanos também fizeram grandes avanços no saneamento básico e eram
particularmente famosos por seus banhos públicos, chamados termas, que eram usados
para fins higiênicos e sociais. Muitas casas romanas chegaram a ter vasos
sanitários com descarga e água encanada. Além disso, um complexo sistema de esgoto,
a Cloaca Máxima, era usado para drenar os pântanos locais e transportar resíduos para
o rio Tibre.[152]
Alguns historiadores especularam que os canos de chumbo nos sistemas de esgoto e
encanamento levaram ao saturnismo generalizado, o que contribuiu para o declínio
na taxa de natalidade e a decadência geral da sociedade romana, o que levou ao colapso
do Império do Ocidente. No entanto, o teor de chumbo teria sido minimizado porque o fluxo
de água dos aquedutos não era interrompido; a água corria continuamente através de
sistemas públicos para os drenos e apenas algumas torneiras estavam em uso.[153] Outros
autores levantaram objeções semelhantes a essa teoria, também apontando que os canos
romanos eram densamente revestidos com depósitos que impediam que o chumbo
penetrasse na água.[154]

Pont du Gard, perto na Nîmes, na antiga Gália.

Cultura[editar | editar código-fonte]


Ver artigo principal: Cultura da Roma Antiga
Artes, música e literatura[editar | editar código-fonte]
Ver artigos principais: Arte da Roma Antiga, Pintura da Roma Antiga, Escultura da
Roma Antiga, Literatura latina, Música da Roma Antiga e Teatro da Roma Antiga

Afresco representando o rito dionisíacona Villa dos Mistérios, Pompeia.


Estátua equestre de Marco Aurélio, c. 176 d.C., Museus Capitolinos

Trio de músicos tocando um aulo, címbalo e tímpano (mosaico de Pompeia).

Máscaras de teatro representadas em um mosaico na Vila Adriana.

A pintura como arte expressiva e decorativa foi praticada desde as origens de Roma,
sendo sempre uma arte muito popular, mas a vasta maioria do acervo conhecido por
relatos literários não sobreviveu. Contudo, por acaso dois grandes conjuntos de pintura
mural em afresco foram preservados em Pompeia e Herculano em boas condições, e a
partir deles foi criada uma sistematização para a pintura romana como um todo, dividindo-
a em quatro grandes fases ou estilos.[155][156] A divisão em fases artísticas é objeto de
relativamente poucos estudos, e permanece bastante polêmica, pois há grande dificuldade
de extrapolar essa sistematização para os remanescentes de outras regiões e outras
técnicas, e em particular pela limitação na cronologia: os murais das duas cidades
soterradas pelo vulcão Vesúvio (e por isso suas pinturas se preservaram) datam apenas
de fins da república até os primeiros anos do império. A erupção aconteceu em 79 d.C. De
qualquer forma, o que mais se preservou, mesmo em outras regiões, foram murais,
decorando interiores de residências, edifícios públicos e outras estruturas.[155][157][156]
Assim como em outros aspectos, também na escultura os romanos foram grandes
devedores dos gregos, e também neste eles puderam desenvolver um caráter próprio,
fundando um estilo original de narrativa nos relevos figurativos dos monumentos públicos,
apreciando temas como a velhice, o humor, a infância e a morte, e fazendo a arte do
retrato florescer a níveis de realismo e força expressiva nunca vistos. Foram sempre
ávidos apreciadores e colecionadores de tudo o que fosse grego, e esculturas gregas
sempre estiveram entre as presas de guerra mais cobiçadas, valendo fortunas. Muitos
escultores gregos foram trabalhar em Roma e nas principais províncias, fundando
escolas.[158][159][160][161][162]
Como nas outras artes, a influência grega foi determinante na formação da literatura
romana e é sintomático que a primeira obra literária escrita em latim conhecida não seja
criação original, mas a tradução de uma tragédia grega, realizada em 240 a.C. por Lívio
Andrônico, um grego, autor também de outros textos latinos dos quais restam fragmentos.
Na República a literatura enfim desabrochou, surgindo muitos autores, trabalhando em
prosa e poesia, cujos limites se distinguiam melhor, e se destacando na poesia lírica,
dramática, cômica, erótica, política, religiosa, histórica, laudatória, moralista, pastoral e
épica; na crônica, na historiografia e outras formas. Alguns outros autores célebres desta
fase são Plauto, Terêncio, Catão e Névio.[163][164] A literatura romana chegou a uma fase de
apogeu entre o fim da República e os primeiros anos do império, quando o latim atinge
sua forma clássica, e atuam grandes escritores como Cícero, Tito
Lívio, Varrão, Virgílio, Horácio, Catulo, Ovídio, Lucrécio e mais uma plêiade de luminares,
que continuam lidos até hoje.[165][166]
A música romana foi largamente baseada na música grega e desempenhou um papel
importante em muitos aspectos da vida romana.[167] Nos militares romanos, instrumentos
musicais como a tuba (trombeta longa) ou o corno(semelhante a uma trompa) eram
usados para dar vários comandos, enquanto a bucina (possivelmente um trompete) e
o lítuo (provavelmente um instrumento em forma de J) eram utilizados em cerimônias.[168] A
música era usada nos anfiteatros entre as lutas e no odeão, sendo que nesses locais é
conhecida a presença do corno e do hidraulo (um tipo de órgão hidráulico).[169] A maioria
dos rituais religiosos apresentava apresentações musicais, com tíbias (tubos duplos) em
sacrifícios, címbalos e pandeiretas em cultos orgiásticos, além de chocalhos e hinos em
toda ocasião.[170] Alguns historiadores acreditam que a música era usada em quase todas
as cerimônias públicas[167] e não estão certos se os músicos romanos deram uma
contribuição significativa à teoria ou prática da música.[167]
Os grafites, bordéis, pinturas e esculturas encontrados em Pompeia e Herculano sugerem
que os romanos tinham uma cultura que cultuava o sexo.[171]
As artes cênicas estiveram presentes na vida romana desde seus primórdios. Tito Lívio diz
que as primeiras manifestações dramáticas foram introduzidas pelos etruscos em 364
a.C., na forma de danças acompanhadas de música, mas sabe-se que encenações de
vários tipos aconteciam desde bem antes, em festas e rituais religiosos, em celebrações
militares, na dedicação de templos, durante as pompas fúnebres da elite e nos banquetes
públicos.[172] Os atores em geral usavam máscaras para compor os personagens. Mulheres
aparentemente não participavam.[173] As farsas atelanas, aparentemente de origem
autóctone e com personagens fixos, e as flíaces, de caráter similar, se tornaram
populares. Lívio Andrônico foi o primeiro a escrever para o teatro à maneira grega,
traduzindo tragédias e comédias em verso e inventando outras com temas romanos,
e Névio foi o primeiro a levar a dramaturgia a um alto patamar de qualidade estética,
preferindo a temática trágica. As comédias tendiam a ser mais leves, rústicas e populares
que seus protótipos gregos, e com uma linguagem direta, e em meio ao riso escrachado,
podiam lançar agudas críticas sociais, explorando o lado sombrio ou o ridículo do ser
humano e da sociedade, enquanto que as tragédias em geral imitavam os gregos com
mais rigor, usando uma linguagem altamente retórica e moralizante. No século III a.C. se
formaram guildas de atores e escritores, indicando a popularidade do teatro e a força da
categoria.[172][173][174][175][176]
Culinária[editar | editar código-fonte]
Afresco da cena de um banquete, Pompeia.

Ver artigo principal: Gastronomia da Roma Antiga


A gastronomia romana mudou ao longo da longa duração desta civilização antiga. Os
hábitos alimentares foram afetados pela influência da cultura grega, pelas mudanças
políticas de reino para república e império, como também pela enorme expansão do
império, que expôs os romanos a muitos novos hábitos e técnicas culinárias dos povos
conquistados. No início, as diferenças entre as classes sociais eram relativamente
pequenas, mas as disparidades evoluíram com o crescimento do império. Homens e
mulheres bebiam vinho com suas refeições, uma tradição que foi levada até os dias
atuais.[177]
Língua[editar | editar código-fonte]
Ver artigos principais: Línguas do Império Romano e Latim

Um papiro com texto em latim e em grego de um discurso de Cícero[178]

A língua nativa dos romanos era o latim, uma língua itálica.[179] Seu alfabeto era baseado
no alfabeto etrusco, que por sua vez era baseado no alfabeto grego.[180] Embora a maior
parte da literatura latina sobrevivente seja composta quase inteiramente pelo latim
clássico, uma língua literária e altamente estilizada, polida e artificial do século I a.C.,
a língua falada do Império Romano era o latim vulgar, que diferia significativamente do
latim clássico em aspectos como gramática e vocabulário, e, eventualmente,
na pronúncia.[181]
Enquanto o latim continuou a ser a principal língua escrita do Império Romano,
o grego veio a ser a língua falada pela elite bem-educada, visto que a maioria da literatura
estudada pelos romanos era escrita em grego. Na metade oriental do Império Romano,
que mais tarde se tornou o Império Bizantino, o latim nunca foi capaz de substituir o grego
e, após a morte de Justiniano I, o grego se tornou a língua oficial do governo
bizantino.[182] A expansão do Império Romano espalhou o latim em toda a Europa e o latim
vulgar evoluiu para dialetos em diferentes locais, mudando gradualmente e se tornando as
muitas línguas românicas distintas atuais.[183]
Religião[editar | editar código-fonte]
Ver artigos principais: Religião na Roma Antiga, Mitologia romana, Mitologia greco-
romana, Templo romano, Declínio do politeísmo greco-romano e Igreja estatal do Império
Romano
Ver também: Perseguição religiosa no Império Romano

Interior do Panteão de Roma

A religião romana arcaica, pelo menos no que diz respeito aos deuses, era constituída não
de narrativas escritas, mas de complexas inter-relações entre deuses e humanos.[184] Ao
contrário da mitologia grega, os deuses não eram personificados, mas eram vagamente
definidos como espíritos sagrados chamados numina. Os romanos também acreditavam
que cada pessoa, lugar ou coisa tinha seu próprio gênio, ou alma divina. Durante a
República Romana, a religião era organizada sob um rígido sistema de ofícios sacerdotais,
que eram mantidos por homens de posição importante no Senado. O Colégio de
Pontífices era o órgão mais importante nessa hierarquia e seu principal sacerdote,
o Pontifex Maximus, era o chefe da religião do Estado. Flâmines cuidavam dos cultos de
vários deuses, enquanto os áugures eram confiáveis para receber os auspícios. O rei dos
ritos sagrados assumia as responsabilidades religiosas dos reis deposto. No Império
Romano, os imperadores passaram a ser deificados e o culto imperial oficial tornou-se
cada vez mais proeminente.[185][186]
Com o aumento do contato com os gregos, os antigos deuses romanos se tornaram cada
vez mais associados aos deuses gregos.[187] Assim, Júpiter era visto como a mesma
divindade de Zeus, Marte tornou-se associado a Arese Netuno com Poseidon. Os deuses
romanos também assumiram os atributos e mitologias da tradição grega. Sob o Império, os
romanos absorveram as crenças dos povos que conquistava, muitas vezes levando a
situações nas quais os templos e sacerdotes de divindades italianas tradicionais existiam
lado a lado com os deuses estrangeiros.[188]
Começando com o imperador Nero no século I, a política oficial romana em relação
ao cristianismo era negativa e, em alguns pontos, simplesmente ser um cristão poderia ser
algo punido com a morte. Sob o imperador Diocleciano, a perseguição aos cristãos atingiu
o seu auge. No entanto, o culto cristão tornou-se a religião oficial, apoiada pelo Estado
romano, sob o sucessor de Diocleciano, Constantino I (que ratificou o Édito de Milão em
313) e, rapidamente, se tornou dominante. Todas as religiões, exceto o cristianismo, foram
proibidas em 391 por um decreto do imperador Teodósio I.[189]
Jogos e recreação[editar | editar código-fonte]
Pollice Verso, representação de um gladiador no Coliseu por Jean-Léon Gérôme (1872).

Corrida de bigas na Roma Antiga.

Os jovens de Roma tinham várias formas de jogos e exercícios atléticos,


como pular, lutar, boxear e correr.[190] No campo, os passatempos para os ricos também
incluíam a pesca e a caça.[190] Os romanos tinham várias formas de jogar bola, incluindo
uma que lembrava o handebol.[191] Jogos de dados, jogos de tabuleiro e jogos de
azar também eram passatempos populares.[190] As mulheres não participaram dessas
atividades. Para os ricos, os jantares apresentavam uma oportunidade de entretenimento,
às vezes com leituras de música, dança e poesia.[190] Os plebeus às vezes desfrutavam de
festas semelhantes por meio de clubes ou associações, mas para a maioria dos romanos,
as refeições recreativas geralmente significavam tavernas.[190] As crianças entretinham-se
com brinquedos e jogos.[191][192]
Os jogos públicos eram patrocinados pelos principais romanos que desejavam anunciar
sua generosidade e aprovação popular pelo tribunal; na era imperial, isso geralmente
significava o imperador. Vários locais foram desenvolvidos especificamente para jogos
públicos. O Coliseu foi construído na era imperial para sediar, entre outros eventos,
combates de gladiadores. Esses combates começaram como jogos fúnebres por volta
do século IV a.C. e se tornaram eventos populares no final da República e do Império. Os
gladiadores tinha uma variedade exótica e inventiva de armas e armaduras. Eles às vezes
lutavam até a morte, mas com mais geralmente a luta acabava com uma vitória julgada,
que dependia da decisão de um árbitro. O resultado era geralmente de acordo com o
humor da multidão que assistia ao duelo. Espetáculos com animais exóticos eram
populares; mas às vezes os animais eram confrontados com seres humanos, profissionais
armados ou criminosos desarmados que haviam sido condenados a uma morte pública
espetacular e teatral na arena. Algumas dessas apresentações eram baseadas em
episódios da mitologia romana ou grega. No Coliseu, também eram feitas apresentações
aquáticas, que representavam batalhas navais dentro da arena e eram conhecidas
como naumaquias.[193]
As corridas de bigas eram extremamente populares entre todas as classes. Em Roma,
essas disputas eram geralmente realizadas no Circo Máximo, que tinha sido construído
para corridas e, como o maior local público de Roma, também era usado para festivais e
espetáculos com animais.[194] Ele tinha capacidade para acomodar cerca de 150.000
pessoas.[195]
Ética e moralidade[editar | editar código-fonte]
Mosaico das "garotas de biquini" na Villa Romana del Casale, Sicília.

Como muitas culturas antigas, os conceitos de ética e moralidade, embora compartilhem


algumas semelhanças com a sociedade moderna, diferem bastante em vários aspectos
importantes. Como civilizações antigas como Roma estavam sob constante ameaça de
ataque de tribos saqueadoras, então sua cultura era necessariamente militarista, com
habilidades marciais sendo um atributo valioso.[196]
Enquanto as sociedades modernas consideram a compaixão uma virtude, a sociedade
romana considerava a compaixão um vício, um defeito moral. De fato, um dos propósitos
principais dos jogos de gladiadores era inocular os cidadãos romanos dessa
fraqueza.[197][196][198] Em vez disso, os romanos apreciavam virtudes como coragem e
convicção (virtus), o senso de dever para com o povo, moderação e evitar excesso
(moderatio), perdão e compreensão (clementia), justiça (severitas) e lealdade (pietas).[199]
Ao contrário das concepções populares, a sociedade romana tinha normas bem
estabelecidas e restritivas relacionadas à sexualidade, embora, como em muitas
sociedades, a maior parte das responsabilidades recaísse sobre as mulheres. Esperava-se
que elas fossem monogâmicas tendo apenas um marido durante a vida (univira).
Esperava-se que as mulheres fossem modestas em público, evitando qualquer aparência
provocativa e demonstrando absoluta fidelidade aos seus maridos (pudicitia). De fato, usar
um véu era uma expectativa comum para preservar a modéstia. O sexo fora do casamento
era geralmente desaprovado para homens e mulheres e, na verdade, chegou a ser ilegal
durante o período imperial.[200] No entanto, a prostituição era vista de maneira totalmente
diferente e, de fato, era uma prática aceita e regulamentada.[201]

Legado[editar | editar código-fonte]


Ver artigo principal: Legado romano
A Roma Antiga é a progenitora da civilização
ocidental.[202][203][204] Os costumes, religião, direito, tecnologia, arquitetura, sistema
político, militar, literatura, línguas, alfabeto, governo e muitos fatores e aspectos da
civilização ocidental são todos herdados dos avanços romanos. A redescoberta da cultura
romana revitalizou a civilização ocidental, desempenhando um papel no Renascimento e
na Era do Esclarecimento.[205][206]

Ver também[editar | editar código-fonte]


 Romanização
 História de Roma
 Legado romano

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4

 Peroni, Renato (2008). Comunità e insediamento in Italia fra età


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 Salles, Catherine (2008). Larousse das Civilização Antigas. Vol.


I Dos faraós à fundação de Roma. São Paulo: Larousse do
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 Scarre, Chris (Setembro de 1995). The Penguin Historical Atlas


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Leitura adicional[editar | editar código-fonte]

 Coarelli, Filippo. Rome and environs: An archaeological


guide. Berkeley: Univ. of California Press, 2007.
 Cornell, Tim J. The beginnings of Rome: Italy and Rome
from the Bronze Age to the Punic Wars (c. 1000–264 BC).
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 Coulston, J. C, and Hazel Dodge, editors. Ancient Rome:
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University School of Archaeology, 2000.
 Forsythe, Gary. A critical history of early Rome. Berkeley:
University of California Press, 2005.
 Fox, Matthew. Roman historical myths: The regal period in
Augustan literature. Oxford: Oxford University Press, 1996.
 Gabba, Emilio. Dionysius and the history of Archaic Rome.
Berkeley: University of California Press, 1991.
 Holloway, R. Ross. The archaeology of early Rome and
Latium. London: Routledge, 1994.
 Keaveney, Arthur. Rome and the unification of Italy. 2nd
edition. Bristol: Bristol Phoenix, 2005.
 Kraus, Christina Shuttleworth, and A. J. Woodman. Latin
historians. Oxford: Oxford University Press, 1997.
 Mitchell, Richard E. Patricians and plebeians: The origin of
the Roman state. Ithaca: Cornell University Press, 1990.
 Potter, T. W. Roman Italy. Berkeley: University of
California Press, 1987.
 Raaflaub, Kurt A., editors. Social struggles in Archaic
Rome: New perspectives on the conflict of the orders. 2nd
edition. Oxford: Blackwell, 2004.
 Rosenstein, Nathan S., and Robert Morstein-Marx,
editors. A companion to the Roman Republic. Oxford:
Blackwell, 2006.
 Scheidel, Walter, Richard P Saller, and Ian Morris. The
Cambridge Economic History of the Greco-Roman World.
Cambridge: Cambridge University Press, 2007.
 Smith, Christopher J. Early Rome and Latium: Economy
and society c.1000–500 BC. Oxford: Oxford University
Press, 1996.
 Stewart, Roberta. Public office in early Rome: Ritual
procedure and political practice. Ann Arbor: University of
Michigan Press, 1998.
 Woolf, Greg. Rome: An Empire's Story. Oxford: Oxford
University Press, 2012.
 Wyke, Maria. Projecting the Past: Ancient Rome, Cinema,
and History. Nova Iorque: Routledge, 1997.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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 Civilização Romana (em português)

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 dos montes Palatino e Aventino;


 Da palavra grega ῥώμη (rhōmē), que significa "força".[18]
 Na Bíblia (em Gênesis) o irmão de Abraão, Nacor, tinha
uma concubina chamada Roma.
A origem do nome da divindade protetora de Roma é desconhecida. Provavelmente com a
finalidade dos romanos se protegerem contra a formula que utilizavam antes de atacar as
cidades inimigas; invocando o nome dessa divindade em seu benefício. Segundo os textos
antigos o nome místico de Roma, Amor[19] não podia ser reproduzido publicamente.
História[editar | editar código-fonte]
Ver artigo principal: História de Roma

Afiliações históricas

Reino de Roma c. 753 a.C.–509 a.C.

República Romana 509 a.C.–27 a.C.

Império Romano 27 a.C.–285

Império Romano do Ocidente 285–476

Reino de Odoacro 476–493

Reino Ostrogótico 493–553

Império Romano do Oriente 553–754

Estados Pontifícios 754–1870

Reino da Itália 1870–1946

República Italiana 1946–presente

Vaticano 1929-presente

Fundação[editar | editar código-fonte]


Ver artigo principal: Fundação de Roma
Há evidências arqueológicas da ocupação humana da área de Roma há aproximadamente
14.000 anos, mas a camada densa de detritos muito mais jovens obscurece os
sítios paleolíticos e neolíticos.[20] Evidências de ferramentas de pedra, cerâmica e armas de
pedra atestam cerca de 10.000 anos de presença humana. Várias escavações apoiam a
visão de que Roma cresceu a partir de assentamentos pastorais no monte Palatino,
construído acima da área que viria a se tornar o Fórum Romano. Entre o final da era do
bronze e o início da era do ferro, cada colina entre o mar e o Capitólio era coberta por uma
vila (no Capitólio, uma aldeia é atestada desde o final do século XIV a.C.).[21] No entanto,
nenhuma delas ainda tinha uma característica urbana.[21]
Atualmente, existe um amplo consenso de que a cidade nasceu gradualmente através da
agregação ("sinecismo") de várias aldeias ao redor do maior, localizadas acima do
Palatino.[21] Esta agregação, que sinaliza a passagem de uma situação proto-urbana para
uma situação urbana, foi permitida pelo aumento da produtividade agrícola acima do nível
de subsistência, o que permitiu o estabelecimento de atividades secundárias e terciárias:
por sua vez, isso impulsionou o desenvolvimento do comércio com a colônias
gregas do sul da Itália (principalmente Ísquia e Cumas).[21] Todos esses acontecimentos,
que de acordo com as escavações arqueológicas ocorreram mais ou menos em meados
do século VIII a.C., podem ser considerados como o "nascimento" da cidade.[21] Apesar das
recentes escavações na colina do Palatino, a visão de que Roma foi fundada
propositalmente em meados do século VIII a.C., como a lenda sugere (a data da tradição
de Rômulo), continua a ser uma hipótese marginal.[22]
Lenda da fundação de Roma[editar | editar código-fonte]
Loba Capitolina amamenta os gêmeos Rômulo e Remo

As histórias tradicionais transmitidas pelos próprios antigos romanos explicam a história


mais antiga de sua cidade em termos de lendas e mitos. O mais familiar desses mitos, e
talvez o mais famoso de todos os mitos romanos, é a história de Rômulo e Remo, os
gêmeos que foram amamentados por uma loba.[14] Eles decidiram construir uma cidade,
mas depois de uma discussão, Rômulo matou seu irmão e a cidade tomou seu nome. De
acordo com os análogos romanos, isso aconteceu em 21 de abril de 753 a.C.[23] Esta lenda
tinha que ser reconciliada com uma tradição dupla, estabelecida anteriormente, que
o refugiado de Troia, Eneias, escapou para a Itália e criou a linhagem dos romanos através
de seu filho Iulo, o homônimo da dinastia júlio-claudiana.[24]
Reino, república e império[editar | editar código-fonte]

Maquete da Roma Antiga durante o reinado de Constantino (306-337)

Ver artigos principais: Roma Antiga, Reino de Roma, República Romana, Império
Romano e Queda do Império Romano do Ocidente
No começo foi governada por reis, mas, novamente de acordo com a tradição, tornou-se
uma República em 509 a.C..[25] A cidade cresceu e, no final da República, Roma era a
capital de um vasto império em volta do Mar Mediterrâneo. No seu auge, durante o século
II, a cidade chegou a ter cerca de 45 000 prédios de apartamentos, e uma população de
1 600 000 habitantes. Seus aquedutos transportavam mais de um milhão de metros
cúbicos de água, mais água do que chega à Roma moderna.
Com o fortalecimento do cristianismo do rei, no século III d.C., o Bispo de Roma (que mais
tarde passaria a ser chamado de Papa) tornou-se a maior autoridade religiosa na Europa
Ocidental.
A partir de meados do século III, com o começo das migrações dos povos bárbaros para o
interior das fronteiras do império,[25] e que eventualmente invadiriam por várias vezes a
cidade, registrou-se um fluxo de habitantes da cidade para o campo; quando o
império entrou em colapso (476),[26] pouco mais de 50 mil habitantes ainda moravam na
cidade.
Idade Média, período moderno e contemporâneo[editar | editar código-
fonte]
Ver artigos principais: Estados Pontifícios e Risorgimento
Soldados italianos tomam Romaem 1870

A cidade de Roma estaria em mãos bárbaras (e apoiada economicamente e politicamente


pelo Império Bizantino) por pelo menos mais quatro séculos até que, em 756, Pepino III, o
Breve, derrotou os Lombardos, devolvendo a Roma sua autonomia. Roma passaria a ser
capital dos Estados Pontifícios até 1870, onde o Papa era a autoridade máxima do Estado.
Numa série de acontecimentos sem precedentes em toda a península itálica, Roma
tornou-se a capital da nova Itália unificada de Giuseppe Garibaldi, em 1871. Em 11 de
fevereiro de 1929, Benito Mussolini estabeleceu, numa série de acordos com o Papado, o
Estado independente do Vaticano, cedendo um pedaço de 0,44 km² no seio da cidade a
este novo país.
Durante a Segunda Guerra Mundial, Roma sofreu pesados bombardeamentos e foi
também o palco de várias batalhas, embora tenha sofrido menos danos que outras
cidades controladas pelo Eixo (como Berlim ou Varsóvia); foi capturada pelos Aliados em 4
de junho de 1944, tornando-se a primeira capital de uma potência central do Eixo a cair.
Nos anos que se seguiram à guerra, a cidade foi palco de crescimento acelerado. Com
cerca de 240 mil habitantes à época da unificação do país, a cidade cresceu para 692 mil
em 1921 e 1,6 milhão em 1962.[carece de fontes]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Imagem de satélite de Roma

Panorama de Roma a partir da Basílica de São Pedro.


O núcleo do sistema urbano desenvolve-se ao longo do rio Tibre, em pequenos relevos no
meio dos quais se encontra a ilha Tiberina. Tanto à esquerda como à direita
do rio encontram-se relevos de pouca expressão, restos do antigo aparelho vulcânico
designado de Vulcão Lacial, como os montes Tiburtinos e os montes Prenestrinos. Em
termos de altitude, a zona varia entre os 13 m ao nível médio do mar da Praça do Povo e
os 120 m do Monte Mário.[27] Roma é atravessada ainda por outro rio, o Aniene, que conflui
no Tibre ainda em território urbano. As margens do Aniene estão protegidas sob estatuto
de parque natural.
A comuna de Roma tem limites com as comunas de Albano Laziale, Anguillara
Sabazia, Ardea, Campagnano di Roma, Castel Gandolfo, Castel San Pietro
Romano, Ciampino, Colonna, Fiumicino, Fonte Nuova, Formello, Frascati, Gallicano nel
Lazio, Grottaferrata, Guidonia Montecelio, Marino, Mentana, Monte Porzio Catone, Monte
Compatri, Monterotondo, Palestrina, Poli, Pomezia, Riano, Sacrofano, San Gregorio da
Sassola, Tivoli, Trevignano Romano, Zagarolo.
Clima[editar | editar código-fonte]
Roma é caracterizada por seu clima mediterrânico (Classificação climática de
Köppen: Csa), com invernos suaves e úmidos e verões quentes e secos. Sua temperatura
média anual está em cerca de 20 °C durante o dia e 10 °C durante a noite. Em janeiro, o
mês mais frio, a temperatura média é de 12 °C durante o dia e de 3 °C à noite. Nos meses
mais quentes, julho e agosto, a temperatura média é de 30 °C durante o dia e 18 °C à
noite.[28] A temperatura média anual é de cerca de 15 °C.
Dezembro, janeiro e fevereiro são os meses mais frios, com temperaturas médias em
torno de 12,5 °C durante o dia e de 3,6 °C à noite. As temperaturas variam geralmente
entre 10 e 15 °C durante o dia e entre 3 e 5 °C à noite, mas com períodos mais frios ou
mais quentes que ocorrem com frequência. A queda de neve é ocasional - ocorre em
quase todos os invernos, geralmente sem acumulação. Grandes nevascas são raras,
sendo a última registrada em 2012.[29]
A umidade relativa média é de 75%, variando de 72% em julho para 77% em novembro.
As temperaturas do mar variam de um mínimo de 13 °C em fevereiro e março para uma
alta de 24 °C, em agosto.[29]

Panorâmica de Roma a partir da Basílica de São Pedro, no Vaticano

Demografia[editar | editar código-fonte]

Variação demográfica do município entre 1861 e 2011[30]


Fonte: Istituto Nazionale di Statistica (ISTAT) - Elaboração gráfica da Wikipedia

Na época do imperador Augusto, Roma era a maior cidade do mundo: com uma população
de cerca de um milhão de pessoas (aproximadamente do tamanho de Londres no início do
século XIX, quando Londres era a maior cidade do mundo).[31][32][33]
Após a queda do Império Romano do Ocidente, a população da cidade caiu drasticamente
para menos de 50 mil pessoas e continuou a estagnar ou encolher até
o Renascimento.[34] Quando o Reino da Itália, anexou Roma em 1870, a cidade tinha uma
população de cerca de 200 mil habitantes, que aumentou rapidamente para 600 mil
pessoas às vésperas da Primeira Guerra Mundial. O regime fascista de Mussolini tentou
bloquear um aumento demográfico excessivo da cidade, mas não conseguiu evitar que ela
atingisse um milhão de pessoas por 1930. Após a Segunda Guerra Mundial, o crescimento
continuou, ajudado por um boom econômico do pós-guerra. O bom desempenho
da construção civil também criou um grande número de bairros durante os anos 1950 e
1960.[35]
Em meados de 2010, havia 2 754 440 moradores na cidade propriamente dita, enquanto
que cerca de 4,2 milhões de pessoas viviam na Grande Roma (que pode ser
aproximadamente identificada com sua província administrativa, com uma densidade
populacional de cerca de 800 hab/km², que se estende por mais de 5 000 km ²). Os
menores (jovens com abaixo dos 18 anos de idade) totalizaram 17% da população em
relação aos aposentados, que representam 20,76% dos habitantes da cidade. Isso se
compara com a média italiana de 18,06% (menores de idade) e 19,94% (aposentados). A
idade média de um residente romano é de 43 anos, em comparação com a média italiana
de 42. Nos cinco anos entre 2002 e 2007, a população de Roma cresceu 6,54%, enquanto
a da Itália como um todo cresceu 3,56%. A taxa de natalidade atual de Roma é de 9,10
nascimentos por 1.000 habitantes, em comparação com a média italiana de 9,45
nascimentos.[30][36]
Composição étnica[editar | editar código-fonte]
Fotografia aérea da cidade
De acordo com as últimas estatísticas realizadas pelo ISTAT, Cerca de 9,5% da população
romana é composta por não italianos. Cerca de metade da população imigrante é
constituída por pessoas de várias outras origens europeias
(principalmente romenos, poloneses, ucranianos e albaneses), totalizando 131 118
habitantes, ou 4,7% da população. Os 4,8% restantes são imigrantes não europeus,
principalmente filipinos (26 933), bangladechianos (12 154), peruanos (10 530)
e chineses (10 283).[37]
O rione Esquilino, fora da Estação Ferroviária Termini, evoluiu para um bairro em grande
parte ocupado por imigrantes e que agora é considerado o Chinatown de Roma, mas na
verdade imigrantes de mais de cem países diferentes lotam suas ruas movimentadas e
praças. A agitada área comercial de Esquilino possui dezenas de restaurantes com todos
os tipos de cozinha internacional. Existem inúmeras lojas de roupas por atacado: dos
1 300 ou mais estabelecimentos comerciais que operam no distrito, 800 são de
propriedade chinesa, cerca de 300 são geridos por imigrantes de outros países ao redor
do mundo e cerca de 200 são de propriedade de italianos.[38]

Panorama da cidade a partir da Via San Lucio.

Religião[editar | editar código-fonte]


Ver também: Vaticano

Basílica de São João de Latrão

Grande Sinagoga de Roma.

Assim como o resto da Itália, a população da cidade de Roma é


predominantemente católica romana. A capital italiana tem sido um importante centro
de peregrinação religiosa e, durante séculos, a base da religião romana com o pontífice
máximo (pontifex maximus) e, mais tarde, como sede do Vaticano e do papa. Antes da
chegada dos cristãos em Roma, a religião romana (religio romana) era a principal religião
da cidade na antiguidade clássica. Os primeiros deuses consideradas sagrados pelos
romanos foram Júpiter, o mais importante, e Marte, o deus da guerra e pai dos gêmeos
fundadores de Roma, Rômulo e Remo, segundo a tradição. Outros deuses e deusas,
como Vesta e Minerva eram homenageados. Roma também era a base de vários cultos
misteriosos, como o mitraísmo. Mais tarde, depois de São Pedro e São
Paulo serem martirizados na cidade e dos primeiros cristãos começarem a chegar, Roma
se tornou cristã e a Antiga Basílica de São Pedro foi construída em 313 d.C. Apesar de
algumas interrupções (como o Papado de Avinhão), Roma foi durante séculos a sede
da Igreja Católica Romana e do Bispo de Roma, também conhecido como Papa.[39]
Apesar de Roma ser a casa do Vaticano e da Basílica de São Pedro, a catedral da cidade
é a Basílica de São João de Latrão, localizada ao sudeste do centro. Há cerca de
900 igrejas em Roma no total, além da própria catedral e outras, como a Basílica de Santa
Maria Maior, a Basílica de São Paulo Extramuros, a Basílica de São Clemente, a Basílica
de San Carlo alle Quattro Fontane e a Igreja de Jesus. Há também as antigas catacumbas
romanas, no subsolo da cidade. Várias instituições de educação religiosa muito
importantes também estão em Roma, como a Pontifícia Universidade Lateranense,
o Pontifício Instituto Bíblico, a Pontifícia Universidade Gregoriana e o Pontifício Instituto
Oriental.
Nos últimos anos, houve um crescimento significativo na comunidade muçulmana de
Roma, principalmente devido à imigração de pessoas vindas de países do Norte da
África e do Oriente Médio para a cidade. Como consequência deste aumento dos
praticantes locais da fé islâmica, a Comuna de Roma promoveu a construção da
maior mesquita da Europa, a Grande Mesquita de Roma, projetado pelo arquiteto Paolo
Portoghesi e inaugurada em 21 de junho de 1995. Desde o fim da República Romana,
Roma é também o centro de uma importante comunidade judaica, que já foi sediada
em Trastevere e mais tarde no Gueto Romano. Lá também se encontra a
maior sinagoga de Roma, o Tempio Maggiore.[40]

Governo e política[editar | editar código-fonte]

Palazzo Senatorio, sede da prefeitura da cidade

Palácio Quirinal, sede do Presidente da Itália.


Roma constitui uma speciale comune, com o nome "Roma Capitale" e é a maior em
termos de área e de população entre as 8 101 comunas da Itália. É governada por um
prefeito (sindaco), atualmente Francesco Paolo Tronca e um conselho municipal . A sede
da comuna é o Palazzo Senatorio no Monte Capitolino, a sede histórica do governo da
cidade. A administração local em Roma é comumente referido como "Campidoglio", o
nome italiano da colina.[41]
Roma é a principal cidade da província de mesmo nome, que inclui a área metropolitana
da cidade e se estende ao norte até Civitavecchia. A Província de Roma é o nona maior da
Itália por área. Em seus 2 066 km², suas dimensões são comparáveis à região da Ligúria.
Além disso, a cidade também é a capital da região do Lácio.
Roma é a capital nacional da Itália e é a sede do governo italiano. As residências oficiais
do Presidente da República Italiana e do Primeiro-Ministro, as sedes de ambas as casas
do Parlamento Italiano e do Tribunal Constitucional Italiano estão localizadas no centro
histórico da cidade. Os ministérios estão espalhados por toda a cidade, como o Ministério
das Relações Exteriores, que está localizado no Palazzo della Farnesina, perto do Estádio
Olímpico.
Relações internacionais[editar | editar código-fonte]
Roma possui uma única cidade-irmã, e 17 cidades parceiras.
Cidade-irmã

 Paris, França (em francês: Seule Paris est digne de


Rome; seule Rome est digne de Paris; em italiano: Solo
Parigi è degna di Roma; solo Roma è degna di Parigi;
trad. "Somente Paris é digna de Roma; somente Roma é
digna de Paris").[42]
Cidades parceiras

 Achacachi, Bolívi   Cairo, Egito   Plovdiv, Bulgári


a.  Cincinnati, Estad a
 Argel, Argélia os Unidos  Seul, Coreia do
 Pequim, China  Kiev, Ucrânia Sul
 Londres, Reino  Sydney, Austráli
 Belgrado, Sérvia a
Unido
 Brasília, Brasil  Tongeren, Bélgi
 Marbella, Espanh
a ca
 Montreal, Canadá  Tóquio, Japão
 'Nova
Iorque, Estados
Unidos

Subdivisões[editar | editar código-fonte]


Ver artigo principal: Subdivisões de Roma
Subdivisões de Roma

A subdivisão administrativa de Roma consiste na divisão do território da comuna de Roma


em 19 sub-comunas, designados municípios (anteriormente designados como
"circunscrições"), numerados de 1 a 20. O 14º município foi dissolvido, enquanto, mediante
votação popular, Fiumicino adquiriu o estatuto de comuna autónoma.

 Município I - inclui as regiões do centro histórico de


Roma (riones) tradicionais (vide abaixo).
 Município II - inclui os bairros
("quartieri") Flaminio, Parioli, Pinciano e Salario.
 Município III - inclui parte do rione Castro Pretorio, o
bairro Nomentano e parte do Tiburtino.
 Município IV - inclui os bairros Monte Sacro, Monte Sacro
Alto e as zonas urbanas de Val Melaina, Castel
Giubileo, Marcigliana, Casal Boccone e Tor S. Giovanni.
 Município V - inclui os bairros Pietralata, Ponte
Mammolo, San Basilio, parte do Tiburtino e do Collatino e
as zonas urbanas Settecamini, Tor Cervara, Tor
Sapienza e Acqua Vergine.
 Município VI - inclui parte dos
bairros Tiburtino, Prenestino-
Labicano, Tuscolano e Collatino.
 Município VII - inclui os bairros Prenestino-
Centocelle, Alessandrino, parte do Tuscolano, parte
do Collatino, parte do Don Bosco e as zonas urbanas
de La Rustica, Tor Cervara, Tor Sapienza e Torre
Spaccata.
 Município VIII - inclui parte do bairro Don Bosco e as
zonas urbanas de Lunghezza, S. Vittorino, Torre
Angela, Borghesiana, Acqua Vergine, Torre
Spaccata, Torre Maura, Torre Nova, Torre Gaia e Ponte di
Nona.
 Município IX - inclui parte dos bairros Prenestino-
Labicano, Tuscolano e Appio Latino.
 Município X - inclui os bairros Appio Claudio, Don
Bosco, Appio Pignatelli e as zonas urbanas
de Capannelle, Torre Maura, Torre Nova e Torre Gaia.
 Município XI - inclui parte dos bairros Appio
Latino, Ostiense, Ardeatino, Appio Pignatelli e as zonas
urbanas de Torricola e Cecchignola.
 Município XII - inclui os bairros de Giuliano-
Dalmata, Europa (EUR) e parte de Ostiense e as zonas
urbanas de Fonte Ostiense, Vallerano, Castel di
Decima, Torrino, Castel di Leva e Cecchignola.
 Município XIII - inclui os bairros Lido di Ostia
Ponente, Lido di Ostia Levante e Lido di Castel Fusano e
parte das zonas urbanas de Tor de'Cenci e Mezzocamino.
 Município XV - inclui parte dos
bairros Portuense, Gianicolense e as zonas urbanas
de Magliana Vecchia, Ponte Galeria e Pisana.
 Município XVI - inclui parte dos
bairros Portuense, Gianicolense e as zonas urbanas
de Maccarese, Pisanae Castel di Guido.
 Município XVII - inclui os rioni Prati e Borgo e parte dos
bairros Trionfale e Della Vittoria.
 Município XVIII - inclui parte dos
bairros: Aurelio, Trionfale, Primavalle e as zonas urbanas
de Castel di Guido e Casalotti.
 Município XIX - inclui parte dos
bairros Aurelio, Trionfale, Primavalle e Della Vittoria.
 Município XX - inclui os bairros Tor di Quinto e parte
de Della Vittoria e as zonas urbanas de La Giustiniana, La
Storta, Cesano e Tomba di Nerone.
O Centro Histórico de Roma (em italiano: Centro Storico ), inteiramente contido no
Município I, está subdividido em 22 riones tradicionais:

 Rione I - Monti
 Rione II - Trevi
 Rione III - Colonna
 Rione IV - Campo Marzio
 Rione V - Ponte
 Rione VI - Parione
 Rione VII - Regola
 Rione VIII - Sant'Eustachio
 Rione IX - Pigna
 Rione X - Campitelli
 Rione XI - Sant'Angelo
 Rione XII - Ripa
 Rione XIII - Trastevere
 Rione XIV - Borgo
 Rione XV - Esquilino
 Rione XVI - Ludovisi
 Rione XVII - Sallustiano
 Rione XVIII - Castro Pretório
 Rione XIX - Celio
 Rione XX - Testaccio
 Rione XXI - San Saba
 Rione XXII - Prati

Economia[editar | editar código-fonte]


Obelisco do bairro planejado EUR

Sede da FAO em Roma

Loja da Versace em Roma

Por ser a capital italiana, Roma hospeda todas as principais instituições do país, como
a Presidência da República, o governo (e seu único Ministeri), o Parlamento, os principais
tribunais judiciais e os representantes diplomáticos de todos os países para os Estados
da Itália e do Vaticano (curiosamente, Roma também abriga, na parte italiana do seu
território, a Embaixada da Itália para a Cidade do Vaticano, um caso único de
uma embaixada dentro dos limites de seu próprio país). Muitas instituições internacionais
estão localizados em Roma, principalmente as culturais e científicas, como o Instituto
Norte-Americano, a Escola Britânica, a Academia Francesa, os Institutos Escandinavos, o
Instituto Arqueológico Alemão, além de agências especializadas da Organização das
Nações Unidas (ONU), como a Organização das Nações Unidas para Alimentação e
Agricultura (FAO). Roma, também abriga as principais organizações políticas e culturais
internacionais e mundiais, como o Fundo Internacional de Desenvolvimento
Agrícola (FIDA), o Programa Alimentar Mundial (PAM) , o Colégio de Defesa
da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e o Centro Internacional para o
Estudo da Preservação e Restauração dos Bens Culturais (ICCROM). Roma é atualmente
uma cidade global beta + cidade (depois que perdeu a classificação alfa em 2008), junto
com Berlim, Estocolmo, Atenas, Praga, Montreal e Vancouver.[8] Com uma pontuação de
2,56, Roma também foi classificada em 2010 no 28º lugar no Índice de Cidades Globais
(dois lugares superiores em relação a sua posição de 2008), sendo a cidade mais com a
mais alta classificação na Itália (Milão vem em segundo lugar, na 42ª posição).[10] Além
disso, Roma foi classificada como a 15ª cidade do mundo por importância global,
principalmente por sua experiência cultural.[43]
Com um PIB de 94,3 bilhões de euros (ou 121,5 bilhões de dólares) em 2005,[44] a cidade
produziu 6,7% do PIB italiano (mais do que qualquer outra cidade no país) e sua taxa
de desemprego baixou de 11,1% para 6,5% entre 2001 e 2005, tornando-se uma das
taxas mais baixas de todas as capitais da União Europeia.[44] Roma cresce 4,4% ao ano e
continua a crescer a uma taxa mais elevada em comparação com qualquer outra cidade
no resto do país.[44] Isto significa que se Roma fosse um país, seria a 52ª nação mais rica
do mundo pelo PIB, próximo ao tamanho da economia do Egito. Roma também tinha um
PIB per capita em 2003 de 29.153 euros (ou 37 412 dólares, o segundo lugar na Itália,
depois de Milão) e é mais do que 134,1% superior a média de PIB per capita da
UE.[45] Roma, como um todo, tem os maiores arrecadações totais na Itália , atingindo
47 076 890 463 euros em 2008,[46]no entanto, em termos de rendimento médio dos
trabalhadores, a cidade está em nono lugar na Itália, com 24.509 euros.[46] A área de Roma
tinha um PIB no valor de 167,8 bilhões dólares e um PIB per capita de 38.765 euros.[47]
Embora a economia romana seja caracterizada pela ausência de indústria pesada e seja
amplamente dominada pelo setor de serviços, empresas de alta
tecnologia (como informática, aeroespacial, defesa, telecomunicações), centros
de pesquisa e desenvolvimento, construção civil, atividades comerciais (especialmente
o setor bancário) e o desenvolvimento de uma enorme indústria de turismo são áreas
muito dinâmicas e extremamente importantes para a economia da cidade. O Aeroporto
Internacional de Roma, Fiumicino, é o maior da Itália e a cidade abriga a sede da grande
maioria das grandes empresas italianas, bem como a sede de três das 100 maiores
empresas do mundo: Enel, Eni e Telecom Italia.[48]
Turismo[editar | editar código-fonte]

Turistas na Fontana di Trevi

Arco de Constantino com o Coliseuao fundo.


Praça da República.

Roma, atualmente, é um dos destinos turísticos mais importantes do mundo, devido à


imensidão incalculável de seus tesouros arqueológicos e artísticos, bem como por suas
tradições únicas, a beleza de suas vistas panorâmicas e a majestade de seus magníficos
parques. Entre os recursos turísticos mais importantes da cidade estão os seus muitos
museus, como os Museus Capitolinos, os Museus Vaticanos e a Galleria Borghese e
outros dedicados à arte moderna e contemporânea, além de aquedutos, fontes, igrejas,
palácios, edifícios históricos, monumentos e as ruínas do Fórum Romano e da catacumba
romana. Roma é a terceira cidade mais visitada da União Europeia, depois
de Londres e Paris e recebe uma média de 7 a 10 milhões de turistas por ano, número
que, por vezes, dobra em anos sagrados. O Coliseu (com 4 milhões de turistas) e os
Museus Vaticanos (com 4,2 milhões de turistas) são o 39º e 37º lugares mais visitados do
mundo, respectivamente.[49]
A cidade é um grande centro arqueológico e um dos principais centros mundiais de
pesquisa arqueológica. Existem inúmeros institutos culturais e de pesquisa localizadas na
cidade, como a Academia Americana em Roma[50] e o Instituto Sueco em Roma.[51] A
cidade possui vários sítios arqueológicos, como o Fórum Romano, o Mercado de Trajano,
o Fórum de Trajano,[52] o Coliseu e o Panteão. O Coliseu, sem dúvida um dos sítios
arqueológicos mais emblemáticos de Roma e é considerado como uma das maravilhas do
mundo.[53][54]
A capital italiana contém uma coleção vasta e impressionante de arte, esculturas, fontes,
mosaicos, afrescos e pinturas de vários períodos históricos diferentes. A cidade tornou-se
pela primeira vez um grande centro artístico durante a Roma Antiga, com formas de arte
romana importantes como arquitetura, pintura, escultura e trabalho em mosaico.[55] Roma
tornou-se mais tarde um grande centro de arte do Renascimento, uma vez que
os papasinvestiram grandes somas de dinheiro na construção de grandiosas basílicas,
palácios, praças e edifícios públicos em geral. Roma tornou-se um dos principais centros
europeus de arte renascentista, perdendo apenas para Florença e capaz de se comparar a
outras grandes cidades e centros culturais, como Paris e Veneza. A cidade foi muito
afetado pelo estilo barroco e Roma se tornou o lar de numerosos artistas e arquitetos,
como Bernini, Caravaggio, Carracci, Borromini e Cortona, entre outros.[56] No final do
século XVIII e início do século XIX, a cidade foi um dos centros do Grand
Tour,[57] quando ingleses jovens e ricos, além de outros aristocratas europeus, visitaram a
cidade para conhecer a antiga cultura, arte, filosofia e arquitetura romana. Roma foi a casa
de um grande número de artistas neoclássicos e rococó, como Pannini e Bernardo
Bellotto. Hoje, a cidade é um importante centro artístico, com vários institutos de arte e
museus.[58]
Roma também é amplamente reconhecida como uma das capitais mundiais da moda.
Apesar de não ser tão importante como Milão, Roma é o quarto centro de moda mais
importante do mundo, de acordo com o Global Language Monitor de 2009, após
Milão, Nova York e Paris, acima de Londres.[59] As principais casas de moda de luxo e
redes de joalherias, como Bulgari, Fendi, Laura Biagiotti e Brioni, estão sediadas ou foram
fundadas na cidade. Além disso, outras marcas grandes, como Chanel, Prada, Dolce &
Gabbana, Armani e Versace tem boutiques de luxo na cidade, principalmente ao longo da
famosa Via Condotti.[60]

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]


Transportes[editar | editar código-fonte]
Vista da Autoestrada A90.

Roma é circundada por uma auto-estrada circular de cerca de 60 km de perímetro,


designada de Grande Raccordo Anulare (grande cordão circular), que intersecta todas
as estradas consulares que datam da Roma Antiga, como a Via Salária, a Nomentana,
a Flamínia, Cássia, Aurélia, Portuense, Ápia, Tuscolana, etc. — todas elas partindo
do Capitólio e ligando Roma a todo o antigo Império. O ponto de partida, o quilómetro 0
físico, designava-se o miliarium, a coluna outrora dourada e colocada no Fórum, agora
de mármore e colocada acima da Cordonata, a escadaria do Capitólio.[carece de fontes]
No transporte aéreo, Roma é servida por três aeroportos: Leonardo da Vinci, civil, situado
entre Roma e Fiumicino; Giovan Battista Pastine, ao longo da Via Ápia e da vila
de Ciampino, civil low-cost e militar, e o aeroporto da Urbe, a 6 km do centro, ao longo da
Via Salária, que atualmente se encontra fechado à aviação civil. Existiu um quarto
aeroporto na parte oriental da cidade, entre a Via Prenestina e a Via Casilina, abandonado
já há alguns anos, e atualmente em reconstrução para se tornar num dos
maiores parques da cidade.[carece de fontes]

Aeroporto Internacional de Roma

Porto de Civitavecchia.
Estação Sant'Agnese-Annibaliano do Metrô de Roma

O coração da cidade é servido por uma rede de metropolitanos, a Metropolitana di Roma.


A construção do primeiro ramo teve lugar na década de 1930 e estava planeada para ligar
rapidamente a estação de comboios (Termini) com a então recente área nos subúrbios a
sul, a E42, onde se planeava dar lugar à Exposição Universal de 1942, que nunca chegou
a ser realizada por causa da Segunda Guerra Mundial. A área foi então parcialmente
redesenhada e renomeada para EUR durante a década de 1950 para servir como um
quarteirão moderno dedicado a escritórios. A linha seria finalmente inaugurada em 1955 e
é atualmente parte da Linha B. A linha A foi inaugurada em 1980 entre as estações
de Ottaviano e Anagnina, e mais tarde expandida em etapas (1999-2000) até Battistini.
Durante a década de 1990 foi inaugurada uma extensão à Linha B de Termini a Rebibbia e
encontra-se em construção uma ramificação da mesma.[carece de fontes]
Os achados arqueológicos da Cidade Eterna atrasam, naturalmente, os trabalhos e
escavações. A rede subterrânea, relativamente reduzida, é geralmente bastante prática,
embora se torne muito congestionada nas horas de ponta e durante eventos,
especialmente a Linha A. Em 2005 a total extensão era de 38 km. As duas linhas
existentes intersectam-se na Estação Termini, a principal estação de comboios em Roma,
que é também a maior estação em toda a Europa, em baixo da qual (e em redor) existe
um centro comercial conhecido como o Forum Termini com mais de 100 lojas de variados
sectores. Outras estações: Tiburtina, a segunda maior, atualmente em remodelação e
expansão para se tornar o principal entroncamente de comboios de alta velocidade na
cidade, Ostiense, Trastevere, Tuscolana, San Pietro, Casilina e Torricola.[carece de fontes]
Note-se, no entanto, que o metrô de Roma é uma parte de uma extensa rede de
transportes onde se incluem redes de eléctricos, várias linhas urbanas e suburbanas
dentro e em redor da cidade, mais uma linha expressa para o Aeroporto de Fiumicino.
Enquanto que as linhas regionais da Trenitalia disponibilizam um serviço suburbano em
mais de 20 estações espalhadas pela cidade, linhas como a Roma-Lido (com início na
estação Ostiense), a Roma-Pantano (estação Termini) e Roma-Nord (estação Flaminio)
disponibilizam um serviço metropolitano.[carece de fontes]
Roma dispõe também de um flexível sistema de autocarros. O bilhete único, de duração
de 75 minutos (em 2005), permite aos utentes viajar por toda a cidade utilizando qualquer
companhia e qualquer meio de transporte. Entretanto, devido ao congestionamento
crónico verificado durante as décadas de 1970 e 1980, o centro histórico de Roma
condiciona o tráfego numa zona designada de ZTL, Zona de Tráfego Limitada: apenas se
pode circular com a viatura dentro da ZTL em horários específicos; em 2005, o horário
restritivo ia das 6 às 18 horas. O tráfego intenso verificado durante a vida nocturna em
algumas zonas da cidade levou também à criação de novas ZTLs durante a noite nos
distritos de Trastevere e San Lorenzo e a título experimental no centro da cidade.
Encontra-se em fase de planeamento a possibilidade de levar esta medida ao distrito
de Testácio. Durante os últimos anos procedeu-se à conversão dos parques de
estacionamento ao longo das ruas em áreas espaçosa para parques pagos, enquanto
proliferaram os parques subterrâneos; no entanto, encontrar estacionamento em Roma
continua um problema, como vai sendo típico nas grandes cidades.[carece de fontes]

Cultura[editar | editar código-fonte]


O Coliseu de Roma tornou-se um dos símbolos da cidade por atestar a magnificência
da arte e cultura da Roma Antiga.

Roma perdeu o império, mas não a majestade.[nota 1] Com a sua imensa bagagem cultural, é
um dos grandes polos de atração turística internacional. Mas não somente do passado
vive a Cidade Eterna. É, ainda, um grande centro de referência que se estende
da moda à culinária.
Assim, não somente pelo fato de ter constituído um grande império se orgulha o romano
de sua cidade, assim como não somente para se embevecer com a Roma Antiga afluem
para lá cidadãos de todo o mundo (como se, ainda hoje, todos os caminhos para lá
convergissem), mas também pela dinâmica programação de eventos.[nota 2]
Em certos períodos do ano, são realizados grandes festivais que atraem milhares de
pessoas, principalmente jovens. Destacam-se: Festival da Europa de Roma,[nota 3] Festival
Romics,[nota 4] Festival de Jazz de Roma,[nota 5] Verões Romanos,[nota 6] Festival de Literatura,[nota
7]
Noites Brancas,[nota 8]
Devido à sua história milenar, são associados vários símbolos a Roma: o Coliseu, a Lupa
Capitolina, os símbolos do cristianismo, e o famoso acrónimo S.P.Q.R., utilizado durante
a expansão imperial para designar as terras como sendo d' O Senado e (d)o Povo
Romano. As cores da cidade são o dourado e vermelho, representando, respectivamente,
o cristianismo e o Império Romano. Feriados municipais: 21 de Abril, a fundação
(aniversário) da cidade, e 29 de Junho, festa dos padroeiros da cidade. Também devido à
sua longa história, e dada a sua importância, Roma sempre teve uma população diversa,
caracterizada pelos diversos fluxos migratórios. Assim, costuma-se dizer que
um verdadeiro romano é aquele cuja família viveu em Roma pelo menos durante sete
gerações.[carece de fontes]
Arquitetura e planejamento urbano[editar | editar código-fonte]
Centro Histórico de
Roma, Propriedades da
Santa Sé e Basílica de
São Paulo Extramuros *

Património Mundial da UNESCO

País Itália

Critérios i, ii, iii, iv, vi

Referência 91 en fr es
Histórico de inscrição

Inscrição 1980 (4.ª sessão)

* Nome como inscrito na lista do Património Mundial.

Roma está repleta de remanescências do seu passado milenar. No decurso da sua


História de mais de dois mil anos, Roma acumulou inúmeros e notáveis tesouros de arte e
um património arqueológico sem igual no resto do mundo. Esta característica desta cidade
pode ser separada em duas componentes histórica e culturalmente distintas:

 A Roma Antiga ou também denominada Clássica.[25]


 A Roma Papal.[61]
Foi esta abundância de vestígios históricos que permitiu aos analistas reconstruir a
história, costumes e algumas preocupações dos habitantes e governantes de Roma.
Durante o período régio, nomeadamente no século VI a.C., período de grande
prosperidade para a cidade sob influência etrusca, realizaram-se importantes obras
públicas: o Templo de Júpiter no Capitólio,[62] o santuário arcaico da área de San
Omobono, e a construção da Cloaca Massima (um dos primeiros sistemas
de esgotos alguma vez construídos)[63] que iria permitir a bonificação da área do Fórum
Romano e a sua primeira pavimentação.
Durante a Invasão Gálica (390 a.C.) é construída uma grande cinta muralhada, algumas
partes da qual conservam-se ainda em alguns troços, conhecida erroneamente
como Muralha Serviana.[64] A cidade seria rapidamente reconstruída, e foi à tamanha
rapidez que os históricos romanos atribuíram o aspecto urbanístico desorganizado da
cidade; com efeito, tal deveu-se possivelmente ao seu contínuo crescimento, não previsto
nem planeado previamente, com edifícios e estradas simplesmente adaptados à geografia
do terreno. Na idade Republicana, assiste-se à fundação de vários edifícios públicos e
templos, sobretudo na área do Fórum Romano, cujas referências aparecem nas suas
fases sucessivas. Criam-se as primeiras estradas consulares e as suas pontes sobre o rio
Tibre, bem como os primeiros aquedutos.
Seria apenas a partir do século II a.C. que se assistiria às primeiras transformações
monumentais, inseridas num plano urbanístico coerente (por exemplo, os templos
republicanos da área sacra do Largo di Torre Argentina), construídos separadamente e
unificados através de um grande pórtico. Nasceram tipos arquitectónicos como a basílica
civil e o Arco do Triunfo. Pela primeira vez foi aplicada a técnica edificadora do cementizio,
um material característico das construções da Roma Antiga, que dotou a arquitectura
romana com um desenvolvimento particular e original, e que iniciou
a importação de mármore e sua utilização como ornamento nos edifícios. O primeiro
templo inteiramente em mármore foi o templo redondo do Fórum Boário. Os autores
destas obras, que entretanto ganharam prestígio, iniciaram projetos urbanístico cada vez
mais ambiciosos, a partir dos grandes pórticos da zona do Circo
Flamínio ao Tabulário de Sula, que se estende do Fórum Romano ao Capitólio, bem como
o restauro ao templo capitolino. Pompeu deixa-nos o seu legado na cidade com a
construção de um grande Teatro. Júlio César cria também uma nova praça com o seu
nome, o Fórum de César, ao mesmo tempo que se dá o restauro da Cúria, sede
do senado romano.
Vista noturna da Ponte de Santo Ângelo sobre o Rio Tibre, com a Basílica de São Pedro ao fundo
ao crepúsculo, vistas da ponte Umberto I.

No entanto, o maior desenvolvimento urbanístico deu-se na época Imperial. Com Augusto,


a cidade é dividida em 14 regiões. Completam-se as intervenções de César e iniciam-se
novos grandes projetos urbanísticos ao lado da praça do Fórum Romano, como a
construção da Basílica Júlia e a remodelação da basílica Emília. Augusto, com a ajuda
indispensável de Agripa, seu amigo e conselheiro, ocupar-se-ia da sistematização
do Campo de Marte, que já vinha sido enriquecida de edifícios públicos e monumentos. Na
zona periférica da cidade, é construído o seu mausoléu, e é erigido um grande relógio
solar que usa um obelisco como gnômon e o Altar da Paz (Ara Pacis). Na área do Circo
Flamínio surge o Teatro dedicado a Marcelo e, mais lentamente, o Templo de Apolo
Sosiano.
O processo de monumentalização da cidade prosseguiu com os sucessores de Augusto.
Em 64 d.C., durante o reinado de Nero, um grande incêndio quase destrói a cidade inteira.
Para favorecer uma reconstrução ordenada e corrigir as condições que favoreceram o
alastrar do incêndio foi criado um novo plano regulamentar, colocado em prática apenas
parcialmente. Nero construirá, assim, a sua Casa Dourada e ocupará os espaços
compreendidos entre os montes Célio, Esquilino e Palatino com uma enorme villa.
Após a morte de Nero, os imperadores Flavianos restituíram para uso público parte dos
espaços ocupados para a sua residência, construindo as Termas de Tito na colina de Ópio
e o Coliseu. Ainda durante esta dinastia, são erigidos o Arco de Tito, o Templo da Paz,
o Fórum de Nerva e o Palácio imperial no Palatino ("Casa Flávia" e "Casa Augustana" e
o Estádio Palatino), além do estádio de Domiciano, a atual Praça Navona, e o Odeão de
Domiciano.

Monumento a Vítor Emanuel II da Itália

Com Trajano completa-se a série de fóruns imperiais com a grande praça do Fórum de
Trajano e a célebre coluna e o complexo contíguo de mercados. Além disso, surgem
as termas na colina Ópio. Deve-se a Adriano a construção do Panteão com o seu aspecto
atual e a construção de um mausoléu, transformado entretanto no atual Castelo de Santo
Ângelo, embora a actividade edificadora diminuísse. Assiste-se ainda à construção
do Templo de Adriano, inserido num palácio papal posterior que hoje serve de sede
da Borsa di Roma,[65] o Templo de Antonino e Faustina, no Fórum Romano e a coluna
Antonina, dedicada a Marco Aurélio. Durante a dinastia dos Severos são alçados o Arco
de Septímio Severo e as termas de Caracala.
No decurso do século III, em que os imperadores passavam pouco tempo na cidade, a
actividade edificadora quase pára por completo. É, no entanto, neste período que é erigida
a Muralha Aureliana, atribuída ao imperador Aureliano, a partir de 272: alguns séculos
depois teme-se novamente pela segurança da cidade. As muralhas seriam
sucessivamente reforçadas até adquirirem o aspecto monumental atual.
Com a Tetrarquia, retoma-se a actividade edificadora com a construção das termas de
Diocleciano, da Basílica de Constantino e da grande vila de Magêncio, na Via Ápia, e
do Arco de Constantino. A partir de Constantino I dá-se início à construção das primeiras
grandes igrejas cristãs: as basílicas de São João de Latrão e de Santa Cruz de Jerusalém,
e as basílicas cemiteriais nas tumbas dos mártires contíguas ao mausoléu da família
imperial e, ainda durante os anos sucessivos, Santa Maria Maior e São Paulo Fora de
Muros. Nos finais do século continuou-se, todavia, a restaurar os edifícios públicos e
templos pagãos. O poder temporal do Papado iria interferir, posteriormente, no território
citadino e nas igrejas. São também incontáveis os vestígios arquitectónicos na periferia da
cidade.

Panorama das ruínas do Fórum Romano.

Esportes[editar | editar código-fonte]

Stadio dei Marmi.

No que diz respeito ao desporto e infrastruturas, Roma dispõe do Estádio Olímpico,


do Estádio Flaminio e da Lottomatica, um complexo desportivo da década de 1950.
No futebol, Roma é a cidade do Associazione Sportiva Roma (AS Roma), a Società
Sportiva Lazio (SS Lazio), ambos na Serie A, a primeira divisão do campeonato italiano, e
ainda a Associazione Sportiva Cisco Roma e a equipa feminina S.S. Lazio Calcio.
No ciclismo, esta cidade já foi meta de prova no Giro d'Italia, em 1989 (27 de Maio), 7ª
etapa, vencida pelo suíço Urs Freuler, e em 2000 (13 de Maio), na prova de contra-relógio,
vencida pelo checo Jan Hruška. O Giro del Lazio é uma corrida de ciclismo de um dia,
considerada clássica do ciclismo italiano, que é disputada nos arredores de Roma no início
de agosto.[66]
Roma ainda se faz representar em provas de basquete (Virtus Pallacanestro
Roma), andebol (S.S. Lazio), polo aquático (A.S. Roma e S.S. Lazio), voleibol (Virtus
Roma, Linea Medica Siram Roma) e râguebi (Rugby Roma e S.S. Lazio).
A cidade já foi anfitriã dos Jogos Olímpicos de 1960 e foi candidata ao Jogos Olímpicos de
2016, porém retirou a candidatura.[67]

Panorama do Estádio Olímpico de Roma

Notas
1. ↑ Atenção: Este tópico refere-se à Roma contemporânea.
Para outras informações tome por base o artigo
principal: História de Roma
2. ↑ Na agenda virtual. «ROMA CULTURA». , podem ser
localizados os diversos eventos da cidade de Roma: teatro,
música, dança, cinema, instituições, etc.
3. ↑ Encontro anual de arte moderna e teatro, música e dança,
com artistas de toda a Europa>
4. ↑ Festival de banda desenhada com exibições, curtas-
metragens de designers e editoras;
5. ↑ Festival de música jazz realizado desde 1876, com
artistas italianos e internacionais;
6. ↑ Vários eventos desde música a teatro, encontros
de literatura e cinema;
7. ↑ Leituras de trabalhos de escritores contemporâneos
famosos, acompanhados de música, no recinto da Basilica
di Massenzio;
8. ↑ Acontece em setembro com uma série de eventos,
como concertos, actuações com entrada livre, exposições
livres de igrejas, monumentos ao público, museus e lojas,
alguns durante a noite. Programação Arquivado em 4 de
agosto de 2004, no Wayback Machine..

Referências
1. ↑ «Demographia: World Urban Areas» (PDF).
www.demographia.com, Março de 2013
2. ↑ European Spatial Planning Observation Network, «Study
on Urban Functions (Project 1.4.3)» (PDF). www.espon.eu.
Consultado em 4 de novembro de 2016. Arquivado
do original (PDF) em 24 de setembro de 2015, Final Report,
Chapter 3, (ESPON, 2007)
3. ↑ Eurostat, «Total population in Urban Audit cities, Larger
Urban Zone». epp.eurostat.ec.europa.eu, accessed on
2009-06-23. Data for 2009 unless otherwise noted.
4. ↑ United Nations Department of Economic and Social
Affairs, «World Urbanization Prospects (2009 revision)».
esa.un.org. Consultado em 31 de outubro de 2013.
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Nations, 2010), Table A.12. Data for 2007.
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books.google.com, OECD Territorial Reviews, (OECD
Publishing, 2006), Table 1.1
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www.citypopulation.de, accessed on 2009-03-12. Data for 1
April 2011.
7. ↑ «Rome, city, Italy». Columbia Encyclopedia 6th ed. 2009
8. ↑ Ir para:a b «GaWC – The World According to GaWC 2010».
Lboro.ac.uk. 14 de setembro de 2011. Consultado em 11 de
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9. ↑ «The Global City Competitiveness Index» (PDF).
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Consultado em 9 de maio de 2012. Arquivado
do original (PDF) em 16 de maio de 2012
10. ↑ Ir para:a b «2012 Global Cities Index and Emerging Cities
Outlook». Consultado em 9 de maio de 2012. Arquivado
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11. ↑ Bremner, Caroline (12 de dezembro de
2008). «Euromonitor International's Top City Destinations
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2008. Consultado em 14 de junho de 2010
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Consultado em 8 de junho de 2008
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(trans.). [S.l.]: Printed for A.Strahan
15. ↑ «Romulus and Remus». Brittanica.com. 25 de novembro
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17. ↑ Hipótese originária do gramático romano Mário Sérvio
Honorato.
18. ↑ Hipótese originária de Plutarco
19. ↑ Christina S. Kraus; John Marincola; Christopher Pelling
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Evidence». Ancient Historiography and Its Contexts: Studies
in Honour of A. J. Woodman. [S.l.]: OUP Oxford. ISBN 978-
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in the Legend (or Is It Fact?) of Romulus». New York Times.
Consultado em 11 de agosto de 2008
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24. ↑ Livy (26 de maio de 2005). The Early History of Rome.
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